quarta-feira, 2 de março de 2011

Nova espécie de bagre é descoberta no Pará

Pesquisadores chamaram peixe de Stenolicnus Ix, nome dado a jaguares, por causa de suas pintas ao longo do corpo. Peixe é minúsculo e difícil de encontrar
 
Redação Época
 
© Adriano Gambarini
RECÉM DESCOBERTO O Stenolicnus Ix é tão pequeno que só foi pescado usando cestas como as utilizadas por mineradores.
 
 
Uma nova espécie de peixe foi descoberta no rio Amazonas, disseram nesta quarta-feira (2) pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Pará (UFPA). O animal é da mesma família que o bagre, mas é muito menor e, por isso, é também difícil de se capturar. Sua característica principal são as várias pintas pretas ao longo do corpo, que lhe renderam o apelido de bagre-jaguar.
O nome científico do novo bagre é Stenolicnus Ix, e o "Ix" vem de um termo usado para se referir a jaguares. Diferentemente dos outros bagres, o Ix tem barbatanas, bigodes e comprimento bem característicos, sendo um peixe mais afinado e de cor amarela - na realidade os pesquisadores definiram sua cor como “caramelo com pintas pretas ao longo do corpo”.

O grupo da UFPA conseguiu capturar apenas um exemplar da espécie enquanto pesquisavam no rio Curuá. Na rede em que pescaram o bagre, havia mais 15 tipos diferentes de peixes, todos encontrados em uma área rasa de pouco mais de cinco metros quadrados e de difícil acesso no Estado do Pará, na região amazônica. Essa dificuldade de se chegar à cabeceira do rio, segundo os pesquisadores, é o motivo para o encontro de tantas novas espécies.
© Wolmar B. Wosiack
BAGRE JAGUAR O peixe recebeu esse nome por causa das pintas pretas ao longo do corpo amarelado.

“Este peixe foi pescado quando estávamos prestes a terminar nossa pesquisa no local. Ele é muito pequeno e, portanto, bem difícil de se achar. Por isso conseguimos coletar apenas um único espécime”, disse Wolmar Wosiack, pesquisador e curador do Museu Emilio Goeldi. O museu, aliás, é o organizador dessas expedições amazônicas em busca de novas espécies.
Só no ano de 2008 foram organizadas sete expedições biológicas para explorar a área em que foi encontrado o bagre, que era desconhecida pelo cientistas por ter status de Área de Proteção Ambiental.

“A Estação Ecológica do Grão Pará é a maior área totalmente protegida do mundo, e lá são encontradas diversas espécies, algumas até novas para a ciência.”, disse Patrícia Baião, diretora do Programa Amazônia no Conservação Internacional Brasil. Baião afirmou também que descobertas como essa lembram aos pesquisadores que a região da Amazônia ainda tem muito a ser desvendado.
LH

Repavimentação do trecho urbano da Br-163 está em discussão


A prefeita de Santarém Maria do Carmo e a secretária de infra-estrutura Valéria Lima estiveram reunidas hoje com o comando do 8o. BEC para tratar do projeto de repavimentação e duplicação do trecho urbano da rodovia Br-163.

Lira Maia assume vice-presidência da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados

A Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Câmara dos Deputados, elegeu na manhã desta quarta-feira, a nova mesa diretora que irá dirigir os trabalhos da Comissão no ano de 2011. Por indicação do Democratas, o Deputado Lira Maia foi eleito 1º Vice Presidente da Comissão.
Líder ACM Neto (BA), os Deputados Democratas Abelardo Lupion (PR), Julio Cesar (PI), Lira Maia (PA) e José Nunes (BA). Foto: Roberto Tenório

O Deputado definine como prioridade para sua atuação a defesa do setor agropecuário como um todo e, principalmente, os pequenos agricultores familiares. 
Lira Maia promete se empenhar na busca de soluções para o setor produtivo na região norte do País, em especial, no Estado do Pará.
Outro ponto que o parlamentar considera fundamental é a discussão do Código Ambiental. Para ele, a  política ambiental do País é caduca e precisa ser mudada de forma a destravar a agricultura e a agropecuária brasileira, visando liberar o setor produtivo de forma ordenada e preservando o meio ambiente.
Para Lira Maia "é perfeitamente possível desenvolver e ampliar a agricultura e a pecuária brasileira de forma sustentável, preservando o meio ambiente", concluiu o deputado. 
(Fonte: assessoria parlamentar)

OS Via Amazônia não presta contas. E será desqualificada.

 
Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) instaurou um processo administrativo para desqualificar a Organização Social Via Amazônia, que durante os quatro anos do governo Ana Júlia Carepa (PT) administrou o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

Presidida por Joana Pessoa, a entidade, que rescindiu o contrato com o governo do Estado no apagar das luzes da gestão anterior, até agora não prestou contas de todas as rendas que a OS auferiu durante todo o ano de 2010, enquanto explorava o Hangar sem fins lucrativos.


No início de janeiro deste ano, depois que a Secult mandou lacrar o Hangar, Joana Pessoa criticou a decisão da secretaria, considerou-se um factoide, reputou-a como desnecessária e informou amplamente que teria o prazo até 28 de fevereiro para prestar contas.



No dia 25 de janeiro passado, a ex-presidente do Hangar encaminhou um ofício à Secult. No ofício, Joana Pessoa se limita a informar que no curso do ano de 2010 encaminhou duas prestações de contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A primeira, segundo o ofício, foi protocolada no TCE no dia 31 de maio de 2010, sob o nº 2010/06412-0. A segunda, protocolada no dia 28 de setembro de 2010, recebeu o nº 2010/11174-0. A terceira e última – relativa ao terceiro quadrimestre do ano passado - chegou ao protocolo do Tribunal no dia 17 de janeiro e foi protocolada sob o nº 2011/0005884.

Essas três prestações de contas em poder do TCE são relativas, no entanto, apenas aos repasses mensais no valor de R$ 250 mil que o governo do Estado, por meio da Secult, transferiu no ano passado à OS Via Amazônia.

Além dessas contas, todavia, a OS, por força de dispositivo contratual - que por sua vez é regido por legislação que disciplina o funcionamento das organizações sociais como sociedades sem fins lucrativos - está obrigado a prestar contas da aplicação de outras rendas provenientes de sua atribuição de explorar o Hangar.

A Secult não sabe, por exemplo, de que forma foram empregados os recursos auferidos pela OS presidida por Joana Pessoa em decorrência da locação do Hangar para os eventos que ali eram promovidos e que renderam milhões de reais. E tampouco tem conhecimento sobre o que foi feito com o dinheiro provindo da exploração do estacionamento, outra polpuda, expressiva fonte de recursos para o Hangar.


Esses são apenas dois exemplos de pendências que tornam, legalmente, inadmissível a omissão da OS Via Amazônia, entidade sem fins lucrativos, mas que dava lucro. E dava tanto lucro que possibilitou à OS Via Amazônia dispor de recursos suficientes para construir uma cozinha industrial e promover, sem anuência, da Secult, várias outras benfeitorias no valor de R$ 3 milhões.

Posteriormente a isso, a OS presidida por Joana Pessoa pediu ressarcimento à Secretaria de Cultura, numa operação das mais desencontradas, como demonstrado por uma manifestação interna da própria Secretaria de Cultura, também no apagar das luzes da gestão passada.


A ausência da prestação de contas da OS Via Amazônia levou a Secult a tomar duas providências. A primeira: dar ciência ao Ministério Público do Estado, para adotar as providências que julgar cabíveis. A segunda: instaurar formalmente um processo de desqualificação da Via Amazônia como organização social.

O processo de qualificação é de caráter contencioso. Admite, portanto, o contraditório, o que significa que a Via Amazônia terá os prazos e as condições asseguradas em lei para se defender em todas as fases do processo, que não tem prazo definido para terminar.

Se, ao final do procedimento, a secretaria realmente desqualificar a Via Amazônia como organização social, a entidade poderá funcionar normalmente, mas não poderá atuar no âmbito do Poder Público estadual na qualidade de organização social.

Essa situação poderá, em tese, até mesmo inviabilizar a sobrevivência da Via Amazônia como OS, eis que, muito embora a qualificação repercuta apenas no nível do Poder Público do Estado, dificilmente outra esfera de governo, como a municipal e a federal, aceitará contratar com entidade que foi desqualificada.

Rocha reeleito para o Ipalep

O deputado estadual Antônio Rocha(PMDB) foi reeleito para a presidência do IPALEP- Instituto de Previdência da Assembléia Legislativa.

Ganso faz sucesso em Santarém

Na Coluna do Estado, edição de O Estado do Tapajós desta semana:

Quando se fala em Ganso logo vem à mente o nome do meia do Santos, Paulo Ganso, o paraense que faz muito sucesso no futebol brasileiro. ***Mas um outro, ou outra Ganso, deve estourar no noticiário em pouco tempo: trata-se da empresa que presta o serviço de hemodiálise do Hospital Municipal do Baixo-Amazonas com a cobertura do diretor Hebert Moreschi. *** Pelo alto salário faturado por Ganso, o jogador, já se sabe que a relação com a Ganso, a empresa, também se enquadra em cifras milionárias.

Secretário diz que candidato lançado pela prefeita de Santarém não é o nome do PT

Alailson Muniz
Da Redação

O anúncio de que o secretário de Governo Inácio Correa seria o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2012 é indicação pessoal da prefeita Maria do Carmo e não do PT. A afirmação é do secretário municipal de Planejamento Everaldo Martins, que é irmão da prefeita.

A prefeita de Santarém fez a declaração à imprensa local, mas Everaldo Martins ressalta que sua irmã falou como militante do Partido e que não é uma decisão definitiva. 
Segundo o secretário, o PT pode até fazer dobradinha com alguma das siglas da base aliada. "A prefeita como uma cidadã qualquer, militantes do Partido dos Trabalhadores que somos, ela pode lançar o seu candidato. Com a experiência dela de três disputas à prefeitura, deputada estadual e candidata ao governo do estado ela pode colocar o nome para aprovação do Partido. Se for aprovado, vamos levar os nomes a Partido aliados, que inclusive alguns querem ter seus candidatos", disse Martins.

O secretário é mais cauteloso do que a irmã e não quis dizer se Inácio Correa seria seu candidato também. "O meu nome como militante vai ser o nome que o Partido dos Trabalhadores eleger", disse. Também mostrou flexibilidade política ao afirmar que se os partidos aliados tiverem quadros melhores o PT poderá fazer uma dobradinha, abrindo mão da cabeça da chapa. "Eles (os partidos) podem nos convencer de que a candidatura deles é melhor do que a do PT. E se tiver uma candidatura melhor do que a do PT, questão política e eleitoral, e principalmente para a população de Santarém, vamos apoiar sim", declarou.

IPTU 'salgado' em Santarém

José Olivar

O aumento da base de cálculo do IPTU de Santarém, onde foram observados reajustes na ordem de mais de 30% do valor venal anterior do imóvel, para o valor venal atual, implica num aumento do imposto, fora da realidade de Santarém. 

Por essa razão e pelo abandono em que se encontra o Município, é que as pessoas (contribuintes) estão revoltadíssimas com reclamações das mais variadas pelo aumento e pelos vários erros nos carnês distribuídos.

Sinceramente, não sei como a Prefeita está encarando tantas mazelas na Administração do Município.

terça-feira, 1 de março de 2011

MST não quer Cássio Pereira na presidência do Incra

Roldão Arruda
O Estado de São Paulo 

O nome mais forte na corrida pelo cargo de presidente do Incra continua sendo o do engenheiro agrônomo Cassio Alves Pereira, ex-secretário da Agricultura no Pará, no governo de Ana Julia Carepa (PT). Um dos motivos para a demora no anúncio do seu nome é a disputa entre o PT, partidos da base aliada e movimentos sociais pelas cadeiras das principais diretorias do órgão e também das superintendências regionais.

O Incra tem 30 superintendências regionais espalhadas pelo País. Ontem, representantes das comunidades eclesiais de base (CEBs) de São Paulo, vinculadas à Igreja Católica, divulgaram manifesto defendendo o nome do professor Wellington Moreira Diniz para a superintendência de São Paulo. A indicação tem o apoio de d. Mauricio Grotto de Camargo, arcebispo de Botucatu. Assessor das CEBs no Estado, ele também assinou a nota.

Por outro lado, José Rainha, um dos principais líderes dos sem-terra no Estado, dissidente do MST, quer que o atual superintendente, Raimundo Pires Silva, continue no cargo.

Se confirmada, a indicação Cassio Alves Pereira para a presidência do Incra assinalará a continuidade da Democracia Socialista (DS), corrente petista, no controle dos órgãos diretamente relacionados à questão agrária no País. A corrente, da qual fazem parte os governadores Tarso Genro (RS) e Jacques Wagner (BA) e a ex-governadora Ana Julia, já emplacou no Ministério do Desenvolvimento Agrário o nome de Afonso Florence, petista baiano.

A nomeação do ex-secretário da Agricultura do Pará também assinalaria o aumento do prestígio dos governadores das regiões Norte e Nordeste. Desde o início do governo petista, em 2003, o ministério e o Incra estiveram nas mãos de gaúchos.

Carnaval e Quarta-feira de Cinzas: Bancos fechados dias 7 e 8 de março

Os bancos estarão fechados para atendimento ao público nos dias 7 e 8 de março, reabrindo para atendimento a partir das 12 horas do dia 9 de março (Quarta-feira de Cinzas). A informação foi publicada nesta terça-feira, 1º de março, no site oficial da FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos.
As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês que, porventura, vencerem nos dias 7 e 8 de março poderão ser pagos no próximo dia útil, 9 de março, sem incidência de multa. Os tributos, normalmente, já estão com a data ajustada pelo calendário de feriados (federais, estaduais e municipais).
Os clientes podem agendar nos bancos os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos caixas automáticos e equipamentos de auto-atendimento, ou ainda nos correspondentes, como lotéricas, Correios e outros estabelecimentos comerciais.
Os bancos deverão afixar cartazes em todas as agências informando o calendário de atendimento para o período do Carnaval e Quarta-feira de Cinzas.
Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará, com informações da Febraban

Bradesco manda cliente pagar conta em farmácia

Antenor Pereira Giovannini





Ontem, como de praxe, fui a agência do Bradesco da Av. Cuiabá[ em Santarém] efetuar um depósito identificado para pagamento de uma compra antecipada para a loja.
Já evito a agência Centro pelo péssimo serviço e excesso de pessoas que fazem filas enormes e o que é pior com demora no atendimento.
De forma geral, nota-se o pouco caso dado pelas agências bancárias a Lei Municipal que obriga um atendimento em no máximo 20 minutos.
Mas, voltando a agência de Cuiabá.

Um caixa atendendo haja vista que o outro se encontrava no almoço. Nada contra. Apenas entende-se que a agência deveria por obrigação ter um substituto para os momentos de almoço e dessa forma não permitir que se forme filas grandes.

Depois de 20 minutos de espera, observo um estagiário vem até a fila indagar cada um do motivo de terem que usar o caixa. E pior que isso, tenta convencer alguns para que efetue seu pagamento numa farmácia próxima, haja visto, que aquela fila iria demorar porque quem estava sendo atendido era um funcionário de uma empresa com vários pagamentos .

Se isso não é uma inversão total de valores não posso avaliar que seja.
Farmácia é para vender remédios e não para receber contas e Banco não vende remédios e sim recebe contas.

Por outro lado porque não colocam um caixa para atendimento de empresas ou então alguém com mais de 4/5 operações, tal qual o supermercado que possuem caixas para pequenos volumes separado de grandes volumes.
Após 52 minutos consegui se atendido.

Poderia com a senha registrar queixa no PROCON , mas optei por escrever ao Fale Conosco do Bradesco na tentativa de sensibilizá-los de que em Santarém temos um problema antigo, crônico e que muito pouco ou quase nada fazem para melhorar o atendimento em ambas as agências.

Um gerente local  Bradesco me ligou as 20,00 horas querendo justificar o injustificável mas, entende-se que tais pessoas sejam limitadas em seu poder ação e que precisam de autorizações a nível de superintendência para ações principalmente de contratações de mais funcionários.

Porém, creio que através do O Estado do Tapajós possa  ser revista essa lei municipal e quem sabe mais pessoas lesadas em seus direitos façam uso e  pressionem os Bancos para esse desrespeito no atendimento, que não se limita a tempo de atendimento, mas também má educação, pouco caso e por aí adiante.

Trem da Alcoa atropela e mata ancião em Juruti


Um pessoa idosa foi atropelada ontem à noite no km 4 da estrada de ferro da Alcoa, em Juruti.

O idoso, que caminhava sobre os trilhos da ferrovia, morreu na hora.

Mais detalhes deste acidente dentro de instantes. 

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Atualização às 08h52:


O corpo do ancião, que ainda não foi identificado pela polícia civil, foi retirado ainda há pouco do hospital muncipal de Juruti, por familiares.
Há uma informação de que o corpo seria trasladado para Manaus e não para Santarém.
Segundo a investigadora Ediceuma, a polícia não encontrou entre seus pertences nenhum documento que identificasse a vítima.

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Atualização às 17h00:

COMUNICADO

A Alcoa Mina de Bauxita de Juruti comunica a ocorrência de acidente fatal no quilômetro 4.4 de sua ferrovia, às 21h40 do dia 28 de Fevereiro de 2011, que, lamentavelmente, envolveu um comunitário. A Alcoa se solidariza com a família e toda a comunidade jurutiense.

Desde o primeiro momento, a Companhia está dedicando toda a atenção e provendo o suporte necessário à família da vítima, bem como acompanhando as respectivas investigações.

A Alcoa, em Juruti, tem em pleno funcionamento um programa preventivo de educação e segurança da operação da ferrovia, voltado a crianças, jovens e adultos, orientando sobre os cuidados  e comportamentos necessários, em virtude da circulação de trens.

A Alcoa se solidariza com a comunidade.

Transação milionária



Lúcio Flávio Pinto

Em maio do ano passado a Vale transferiu de uma só vez à norueguesa Norsk-Hydro o complexo de alumina e alumínio de Barcarena, acrescido da jazida de bauxita de Paragominas, além do projeto de uma nova fábrica de alumina do tamanho da Alunorte, a CAP. O negócio foi no valor de cinco bilhões de dólares, pagos pela multinacional norueguesa, e a cessão, pela Norsk, de 22% das suas próprias ações à Vale.
A transação devia ter sido consumada até o final do ano passado. Mas por “questões burocráticas”, segundo uma fonte, a data para a finalização da operação foi transferida para o final do próximo mês.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pinóquio no Hospital Regional

O diretor do Hospital Regional do Baixo-Amazonas, Herberth Mopreschi, não respondeu à pergunta da jornalista Tatiane Lobato, sobre como vai ficar o atendimento de 17 pessoas que esperam vagas para Hemodiálise em Santarém.

Herberth concedeu entrevista ao vivo no JT 1ª Edição(Tv Tapajós) e voltou a repetir o velho lenga-lenga: que as máquinas não vão fazer falta por que só seriam instaladas no segundo semestre.

Mas a pergunta incômoda que Herberth foge como o diabo foge da cruz não vai calar tão cedo: por quê as máquina não foram instaladas, parte delas está sendo transferida para Altamira e Redenção, se existem pacientes de hemodiálise em lista de espera?

Retirada de máquinas de hemodiálise repercute na Câmara de Santarém


Denúncia publicada com exclusividade por O Estado do Tapajós, edição desta semana, sobre a transferência de cinco máquinas de hemodiálise do Hospital Regional do Baixo-Amazonas para os hospitais de Altamira e Redenção, ganhou repercussão durante sessão da Câmara de Vereadores de Santarém.

Os vereadores Nélio Aguiar(PMN), Marcela Tolentino(PDT) e Emir Aguiar(PR) criticaram a medida. 

Segundo os parlamentares, há pacientes à espera de vagas para hemodiálise e a Sespa não poderia ter tomado essa medida. "Recebbi email do conselho de saúde reclamando da retirada das máquinas", afirmou Marcela.

Emir leu na íntegra a matéria do jornal O Estado do Tapajós e cobrou providências da Sespa para que a transferência seja cancelada e que as máquinas que se encontram no almoxarifado do HRBA sejam imediatamente instaladas.


Hoje à tarde, os vereadores vão cobrar explicações do diretor do hospital,Herbet Moreschi, em reunião marcada para as 14h30, no HRBA.


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Atualização às 16h43 de 1 de março de 2011:
 
Sespa explica transferência de máquinas de hemodiálise
 
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) garante que a população de Santarém, município do oeste do Pará, não será penalizada com a transferência de três máquinas de hemodiálise do Hospital Regional do Oeste para o Hospital Regional do Araguaia, em Redenção (sul do Estado). A transferência foi autorizada porque as máquinas não estão sendo utilizadas, enquanto 22 pacientes renais crônicos de Redenção aguardam para fazer a hemodiálise.
O objetivo da Sespa é minimizar a situação desses pacientes imediatamente, assegurando que o serviço do Hospital Regional do Oeste, em médio prazo, será ampliado com mais oito máquinas de hemodiálise. Mas antes é preciso ampliar o espaço físico, cuja obra está sendo iniciada.
Segundo o coordenador dos Hospitais Regionais, Arthur Lobo, "quando essa obra for concluída, iremos duplicar a capacidade de atendimento no Hospital Regional do Oeste, que passará a atuar com 19 máquinas".
A decisão de transferir as máquinas faz parte do Plano Estadual de Nefrologia e foi aprovada na reunião da Câmara Técnica de Nefrologia, realizada na última quinta-feira (24), no gabinete da Sespa, onde também foi decidida a transferência de duas máquinas de Santarém para o Hospital da Transamazônica, em Altamira, pelo mesmo motivo.
Todas as medidas em relação à área de Nefrologia passam pela Câmara Técnica de Nefrologia, que tem a finalidade de discutir e definir as diretrizes do Plano Estadual de Nefrologia, com ações desde a prevenção até o transplante de rim.
A Câmara Técnica é formada por representantes da Sespa, Secretarias Municipais de Saúde, Sociedade Paraense de Nefrologia, Associação dos Renais Crônicos e Transplantados (ARCT-PA) e dos Serviços de Nefrologia.
Roberta Vilanova - Sespa

Pa-254 interditada pelas chuvas

 Ronaldo Brasiliense:

As fortes chuvas que castigam o oeste do Pará paralisaram esta semana o tráfego de veículos na rodovia PA-254, no trecho entre Óbidos e Oriximiná. A estrada, que nunca foi asfaltada, é a única ligação entre todos os municípios localizados na Calha Norte.

Apesar de 17 pacientes aguardarem vaga na hemodiálise em Santarém, Sespa retira 5 máquinas do Hospital Regional

Em O Estado do Tapajós, edição desta semana:

Enquanto 17 pessoas aguardam na fila de espera por uma sessão de hemodiálise em Santarém, o governo do estado anuncia que vai retirar do Hospital Regional do Baixo Amazonas cinco máquinas. Segundo a Sespa (Secretaria de Estado de Saúde) essas máquinas estavam sem uso, mesmo havendo pacientes em fila de espera. O motivo seria a falta de recursos financeiros, pois o serviço, em Santarém, é custeado pelo próprio governo do estado e não pelo Ministério da Saúde como deveria ser.

A decisão de retirar as máquinas foi tomada anteontem durante uma reunião da Câmara Técnica da Sespa. Três máquinas vão para o Hospital Regional do Araguaia, em Redenção, e mais duas para o Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira. "Essas cinco máquinas também estavam sem uso", informou a Sespa.

O secretário de municipal de saúde, José Antônio Rocha, reconhece que há uma grande necessidade de mais máquinas, mas afirma que o próprio espaço do Centro de Hemodiálise do Município não oferece condições de ampliação. Atualmente, o Centro Municipal atende a 60 pacientes. Dez máquinas oferecem o tratamento e existe uma de reserva.

No Hospital Regional, não existe lista de espera, pois quando há vaga o Centro Municipal envia o paciente para lá.

Mesmo com o total de máquinas dos dois hospitais, José Antônio Rocha, reconhece a necessidade de mais aparelhos. "Não é suficiente ainda para atender a demanda da região, tanto Santarém quanto Oeste do Pará. Precisamos de mais máquinas."
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Leia a matéria completa na edição impressa do jornal.

'O discurso do rei' ganha o Oscar

Confira a seguir a lista completa de vencedores do 83º Oscar:
Melhor direção de arte- "Alice no País das Maravilhas"
Melhor fotografia- "A origem"
Melhor atriz coadjuvante:- Melissa Leo – “O vencedor”
Melhor curta-metragem de animação- "The lost thing", de Shaun Tan, Andrew Ruheman
Melhor longa-metragem de animação:- "Toy story 3"
Melhor roteiro adaptado- “A rede social”
Melhor roteiro original- “O discurso do rei”
Melhor filme de língua estrangeira- "Em um mundo melhor" (Dinamarca)
Melhor ator coadjuvante- Christian Bale – “O vencedor”
Melhor trilha sonora original- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor mixagem de som- "A origem"
Melhor edição de som- "A origem"
Melhor maquiagem- "O lobisomem"
Melhor figurino- "Alice no País das Maravilhas"
Melhor documentário em curta-metragem"Strangers no more"
Melhor curta-metragem- "God of love"
Melhor documentário (longa-metragem)- "Trabalho interno"
Melhores efeitos visuais- "A origem"
Melhor edição- "A rede social"
Melhor canção original- "We belong together", de "Toy story 3"
Melhor diretor- Tom Hooper – “O discurso do rei”
Melhor atriz- Natalie Portman – “Cisne negro”
Melhor ator- Colin Firth – “O discurso do rei”
Melhor filme- “O discurso do rei”  
(Fonte: G1 )

São Raimundo 3 x 2 Paysandu


São Raimundo: Labilá; Rodrigo, Rodolfo Soares, Thiago Júnior e Rafael Vieira; Thiago Carvalho (Kanar), Jardel, Renato Medeiros (Aldivan) e Daniel; Leandro Guerreiro e Sató. Técnico: Charles Guerreiro.


Paysandu: Ney; Sidny, Hebert, Ari e Brayan (Zé Augusto); Billy, Alexandre Carioca, Sandro (Vânderson) e Alex Oliveira; Mendes (Héliton) e Rafael Oliveira. Técnico: Sérgio Cosme

.Local: Colosso do Tapajós (Santarém). Renda: R$ 26.065,00. Público: 1.791 pagantes.  

Árbitro: Marco Antônio da Silva Mendonça.

Mudança na Sespa-Santarém


PORTARIA Nº. 2.169/2011-CCG DE 25 DE FEVEREIRO DE 2011
O CHEFE DA CASA CIVIL DA GOVERNADORIA DO ESTADO, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas,
R E S O L V E:
exonerar EDSON DE ARAÚJO ALVES FERREIRA do cargo em comissão de Diretor de Centro Regional, código GEP-DAS-011.4, com lotação na Secretaria de Estado de Saúde Pública.
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE
CASA CIVIL DA GOVERNADORIA DO ESTADO, 25 DE FEVEREIRO DE 2011.
ZENALDO COUTINHO
Chefe da Casa Civil da Governadoria do Estado

PORTARIA Nº. 2.170/2011-CCG DE 25 DE FEVEREIRO DE 2011
O CHEFE DA CASA CIVIL DA GOVERNADORIA DO ESTADO, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas,
R E S O L V E:
nomear ELIANE CALDAS DE MIRANDA para exercer o cargo em comissão de Diretor de Centro Regional, código GEP-DAS-011.4, com lotação na Secretaria de Estado de Saúde Pública.
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE
CASA CIVIL DA GOVERNADORIA DO ESTADO, 25 DE FEVEREIRO DE 2011.
ZENALDO COUTINHO
Chefe da Casa Civil da Governadoria do Estado

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Benedito Nunes pelo traço de Biratan Porto

Depois de passar fome, Waiãpi é a primeira mulher indígena a virar militar no Brasil

Fabíola Ortiz
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro



Do interior da floresta amazônica, aos 14 anos, ela resolveu ir para a cidade, mendigou e passou fome, aprendeu a ler e foi condecorada com diversas medalhas de literatura. Estudou artes, foi atleta, virou fisioterapeuta e cursa hoje a terceira graduação em saúde. Essa é a trajetória de Silvia Nobre Waiãpi que, aos 35 anos, tornou-se a primeira militar indígena a integrar as Forças Armadas no Brasil, no último dia 3 de fevereiro.
A índia disputou uma vaga com 5.000 candidatos e foi aprovada com uma das melhores pontuações no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, onde concluiu o treinamento e hoje serve no Hospital Central do Exército como aspirante. Depois de seis meses, será promovida a 2º tenente.

Primeira mulher indígena a virar militar no Brasil

Imagem mostra Silvia Nobre em sua aldeia da etnia Waiãpi, no Parque Indígena do Tumucumaque, extremo norte do país, na fronteira com a Guiana Francesa Arquivo pessoal
“Eu queria estudar, mas enquanto mulher indígena era muito difícil”, contou ao UOL Notícias. Natural do Estado do Amapá, Silvia nasceu na aldeia da etnia Waiãpi no Parque Indígena do Tumucumaque, extremo norte do país, na fronteira com a Guiana Francesa. Os cerca de 700 Waiãpi que existem hoje ocupam, há mais de dois séculos, os confins da Amazônia brasileira, entre os rios Jari, Oiapoque e Araguari. Da aldeia ao centro urbano mais próximo são, pelo menos, dois dias de viagem de estrada de terra batida e barco.
Silvia conta que, aos 4 anos, sofreu um grave acidente e ficou hospitalizada por meses na capital Macapá. “Aproveitei para estudar”, afirma.
A índia se tornou mãe aos 13 anos, decidiu abandonar a aldeia e se mudar para o Rio de Janeiro. “Vim sozinha. Não conhecia ninguém, dormi nas ruas por alguns meses. Eu tinha uma pedra, que acreditava que era sagrada, e a vendi para comer. Com aquele dinheiro eu consegui comer uns dois dias. Depois comecei a vender livros de porta em porta”, lembra.
Ainda adolescente, Silvia começou a declamar poesias e diz que foi incentivada a escrever pela Associação Profissional de Poetas do Estado do Rio (APPERJ). Ela resolveu estudar artes e ganhou prêmios por seus poemas: a medalha Cultural Castro Alves, a medalha Monteiro Lobato e também um prêmio de jovem escritora da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul.
“Eu a conheci novinha, lembro perfeitamente daquele período. Era muito esperta, ativa e simpática. Eu tinha um carinho enorme por ela”, conta Messody Benoliel, uma das sócias fundadoras da (APPERJ). Hoje, aos 77 anos, Messody lembra que, no início dos anos 90, Silvia frequentava os encontros literários todas as terças-feiras, em Copacabana. “Eu a considero uma profissional. Ela entrava no palco e declamava muito bem as poesias.” Os poemas, lembra, falavam sobre temas da floresta. A última vez que as duas se encontraram foi num evento em 2010. “Para mim é uma surpresa saber que a Silvia é a primeira índia no Exército”, disse.

Da arte para o esporte

O esporte foi a paixão seguinte da indígena. Disposta a aprender a correr, ela foi motivada por um técnico do clube Vasco da Gama. “Me apaixonei pelo esporte”, disse Silvia, que deixou as artes e direcionou os estudos para a área da saúde e fisioterapia ligada ao esporte.
“Não me causa espanto que ela tenha sido a primeira índia a entrar para o corpo das Forças Armadas”, disse ao UOL Notícias Cristiano Viana Manoel, 27, fisioterapeuta que durante quatro anos acompanhou de perto a trajetória de Silvia como atleta. “Nos conhecemos na concentração de atletas que o clube tinha em Teresópolis. Éramos sete homens e três mulheres e uma rotina intensa de treinamento. A Silvia se dedicava muito tentando se superar. Eu digo superação porque, na época, ela sofria de problemas de saúde e às vezes passava mal e até chegava a desmaiar nas competições.”
O caminho dos colegas voltou a se cruzar em 2003, quando estudaram fisioterapia juntos na Unisuam (Centro Universitário Augusto Motta), no Rio. Lá eles formaram uma equipe de atletas que recebiam bolsa da universidade para competir. De atleta, Silvia passou a ser coordenadora da equipe de atletismo na universidade. “Nós fomos tricampeões no circuito esportivo da Universidade de São Paulo, conhecido como a Volta da USP em 2003, 2004 e 2005”, relembra Cristiano.

Aprovada na Marinha e Exército

O contato de Silvia com o mundo militar se deu quando trabalhava como fisioterapeuta e acompanhava um grupo de fuzileiros navais. Resolveu concorrer à carreira de militar e prestou concurso em 2009, quando foi reprovada. Tentou pela segunda vez, no ano seguinte, a Marinha e o Exército.
“Fui aprovada nos dois e escolhi o Exército. A seleção foi dura, fui convocada para fazer prova oral, teve análise de títulos e currículo, depois fiz um teste físico”, afirma.
Na formação de 45 dias para ser oficial do Exército, Silvia era uma das 37 mulheres no treinamento. Hoje, ela divide o seu tempo no Exército, em cursos de especialização em saúde pública na UFF (Universidade Federal Fluminense), gênero e sexualidade na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e está começando agora a cursar a sua terceira graduação, em gestão hospitalar numa universidade particular.

Retorno para a aldeia

Desde que deixou sua aldeia, Silvia voltou apenas quatro vezes para visitar o povo Waiãpi. A última vez foi há sete anos. “É muito longe e caro. Cada vez que vou lá é uma surpresa. Às vezes a gente se fala por telefone quando eles estão numa outra aldeia de povos amigos, que tenha sinal de telefone.”
Na sua aldeia, nem todos os índios sabem falar português e os mais velhos “preferem não saber o português”.
Silvia acredita que carrega a responsabilidade de “abrir espaços ainda não alcançados”. Como colaboradora do Conselho Nacional da Mulher Indígena (Conami), ela defende o fortalecimento da expressão dos povos indígenas. “Quero abrir uma nova ponte para mulheres índias no Brasil, não só nas Forças Armadas, mas em outros segmentos. Já tenho amigas que disseram que agora vão se preparar para entrar nas forças.”
Hoje, Silvia vive com seus três filhos e uma neta de quatro meses no Rio de Janeiro. Ela casou recentemente com um militar do Exército. Quando veio ao Rio, a índia já era mãe de Ydrish, hoje com 22 anos e estudante de farmácia. Depois, aos 15 anos, Silvia teve Tamudjim, que cursa direito, e, cerca de dois anos depois, teve Yohana, que está começando a estudar relações internacionais.

Benedito Nunes: A estrela do sábio brilha agora no céu do Brasil


Texto publicado pelo Blog do Estado, em dezembro de 2010, em homenagem ao prêmio Machado de Assis recebido pelo filósofo e escritor Benedito Nunes, que faleceu hoje em Belém, aos 81 anos.


Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O paraense Benedito José Viana da Costa Nunes, aos 80 anos, ganhou o principal dos sete grandes prêmios que a Academia Brasileira de Letras distribui todos os anos. Foi o Machado de Assis de 2010, pelo conjunto da obra. Desde que essa premiação começou a ser conferida, em 1941 (mas só a partir de 1998 passou a ser pelo conjunto da obra), é a primeira vez que um escritor paraense é lembrado. Não há honraria igual no mundo das letras: além de um busto de Machado, Benedito Nunes terá direito a 100 mil reais. Os outros seis premiados (por gêneros literários ou acadêmicos) receberão a metade, R$ 50 mil, cada. As últimas premiações foram dadas a autores como Autran Dourado, Ferreira Gullar, Wilson Martins e Fernando Sabino.

O conjunto da obra de Benedito é tão vasto e diversificado quanto os títulos a que se referiu o portal da APL ao comunicar a decisão da comissão de seleção, formada por Eduardo Portella, Tarcísio Padilha, Lygia Fagundes Telles, Alfredo Bosi e Domínio Proença Filho. O professor emérito da Universidade Federal do Pará foi citado como crítico literário, professor, ensaísta e filósofo, combinação rara no Brasil. Mas o único diploma que Benedito recebeu foi o do curso de direito, que concluiu em 1953.

Chegou a ter um escritório de advocacia, em sociedade com o escritor Haroldo Maranhão, mas por curtíssima temporada e sem maior empenho. O diploma serviu-lhe para obter emprego como auditor do Tribunal de Contas do Estado. Garantiu-lhe segurança e dignidade para se dedicar ao que o interessou por inteiro desde a meninice, sem depender de circunstâncias locais: ler e escrever - além de ouvir música, apreciar obras de arte e outras atividades do espírito.

O conjunto da obra abrange mais de 15 livros individuais, participação em numerosas obras coletivas, infindáveis colaborações em revistas e jornais, além de palestras e conferências que, em sua maioria, ficaram sem o registro impresso. Não conheço uma bibliografia completa do que Benedito Nunes já escreveu, tarefa que a Academia Brasileira de Letras podia se propor a realizar, complementando em alto estilo o reconhecimento conferido ao intelectual paraense.

Os membros da comissão, ao examinarem a obra de Benedito, identificaram-no como "um estudioso capaz de construir pontes entre a interpretação do texto literário e a sondagem filosófica, no caso fenomenológico, na linha dos grandes pensadores existenciais, como o alemão Martin Heidegger e o francês Jean-Paul Sartre. Essa dupla dimensão já aparece em seu estudo antológico, obra pioneira publicada em 1966, sobre a obra de Clarice Lispector, 'O drama da linguagem, uma leitura de Clarice Lispector'".

O prazer, que a leitura sempre deu a Benedito, ele nos transferiu, sem estar preso nem a disciplinas nem a autores ou escolas, muito menos a bitolas formais. É o prazer do texto, como agora se repete à exaustão d'après Umberto Eco. O excesso de leituras e o confinamento freqüente no universo das idéias podiam ter transformado Benedito num personagem de papel, agrilhoando-o ao formalismo da cultura. Sua humanidade e simplicidade, dois traços da sua sabedoria, devem ter alguma relação com o fato de que, desde cedo, esteve cercado por mulheres amorosas.

Órfão de pai na primeira idade, da figura masculina ficaram os livros da biblioteca que herdou. Dialogou com o pai através dos papéis impressos, na busca dessa matriz inconsciente, que se distanciou e se dissipou no tempo. Mas as cinco tias e a mãe, sempre ao seu redor, o fizeram descer ao mundo real, no qual elas o introduziram com todo carinho. Trataram de fazer sua vida ser normal, natural, como mais um ser humano, não a grande cabeça que desde cedo se desenvolveu nele.

Por sorte, Benedito teve em seguida a companhia de Maria Sylvia, que conheceu em 1948, ambos estudantes de direito, e com quem casaria cinco anos depois, ao se formar, estabelecendo um elo perfeito, inquebrantável. E a cunhada, a pioneira Angelita Silva, primeira engenheira do Pará, ponto de equilíbrio na mansão da rua da Estrela, deturpada para Mariz e Barros pela burocracia insensível da terra.

Dois domingos atrás fui até aquele oásis de verdura e paz, agora cercado de concreto por todos os lados, numa caminhada matinal, tão precoce que não me atrevi a tocar a campainha e me anunciar para um abraço no intelectual paraense que a academia consagrou como o mais importante entre os dois séculos, o que se findou e o que ainda começa. Deixo o alô aqui, orgulhoso e feliz, já sem a freqüência do passado, destituído que fui do domínio da minha agenda, impedido de fazer o que gosto mais vezes para permanecer livre e dizendo o que precisa ser dito.

Sei, porém, que 80 anos nada significam para Benedito Nunes. Sua inteligência é viva, fresca e solar como a de um adolescente. Seu conhecimento, de um sábio. Desta vez, a Academia Brasileira de Letras acertou.

Deputado pede que Sespa apure denúncia de superfaturamento no Hospital Regional de Santarém


O deputado estadual Alexandre Von informou através de expediente ao secretario de saúde do estado Hélio Franco que recebeu denúncia que considera grave sobre a má aplicação de recusos públicos pela administração do médico Herbert Moreschi no Hospital Regional do Baxo-Amazonas, com sede em Santarém.

Segundo a denúncia, o serviço de hemodiálise que é contratado pela Pro Saúde ( OS que administra o HRBA) custa aproximadamente 750 mil reais e é executado pela firma paulista Ganso.

De acordo com os informações que Von obteve junto a especialistas no assunto, o mesmo serviço pode ser efetuado por menos de 300 mil reais. "Espero que a Sespa tome as devidas providências e divulgue os resultados da auditoria que mandou realizar no hospital regional de Santarém, afirmou o parlamentar ao Blog do Estado.

Dicas para evitar roubos e furtos durante viagem no carnaval

Os assaltantes costumam utilizar mulheres e crianças para observar os moradores, em especial, os turistas em suas casas. Para disfarçar, esses "olheiros" geralmente pedem alguma coisa para o morador e vão embora. Eles transmitem tudo o que observaram para os ladrões, como o número de hospedes, o modelo do veículo, se a família mantém o portão aberto, e se tem o costume de ficar conversando na calçada.
. Os furtos geralmente são praticados por assaltantes de bicicletas, motos ou a pé, sempre acompanhados.
. Nos assaltos as residências, durante o dia ou a noite, os ladrões armados costumam surpreender os turistas ao pular o muro ou abordar a vítima na chegada ou saída da residência. Em seguida, após recolherem os pertences de maior valor, utilizam o veículo da família para fuga.
. Preferem furtar ou roubar eletrodomésticos, armas, DVDs, vídeo games, cheques, dinheiro e aparelhos telefônicos.

AO CHEGAR DE VIAGEM
. Nunca tire seus pertences na rua. Procure descarregar seu veículo dentro da garagem para evitar que pessoas estranhas saibam o que você trouxe.
. Não deixe objetos (bolsas, sacolas, óculos, celular) sobre os bancos.
. Se possível, mantenha o alarme sempre acionado.
. Não deixe o carro e vidros abertos, mesmo que o afastamento seja por pouco tempo e de pequena distância

NA CASA DE VERANEIO
. Não deixe portões abertos e objetos (bicicleta, brinquedos e bolsas) em locais de fácil acesso.
. Evite ficar conversando na porta, mesmo que esteja em grupo.
. Se possível, quando for à praia ou se ausentar da casa de campo, deixe alguém em casa, ou comunique sua ausência a um vizinho de confiança, deixando seus contatos, como telefone celular.
. Evite deixar que as janelas da casa sejam "vitrine" para os objetos de valor no interior da casa.
. Não deixe jóias e dinheiro dentro da casa, mesmo que seja em um cofre. No período da viagem, utilize cofres de bancos ou empresas privadas.
. Ao chegar na residência tenha atenção e entre rapidamente. Caso haja algum suspeito, não entre. Dê algumas voltas e ligue para a Policia Militar no telefone 190.
. Feche bem as portas e janelas, mesmo que tenha que sair por pouco tempo. Se for possível, reforce as portas com fechaduras auxiliares.
. Mantenha uma luz externa ligada durante a noite. Se notar a presença de pessoas suspeitas, ligue imediatamente para o telefone 190.
. Lembre-se de que os "ladrões de ocasião" optam por residências cujo acesso é mais fácil, com menos itens de segurança.
. Em hipótese alguma reaja a um assalto.