quarta-feira, 15 de abril de 2015

Aparece um suspeito de usar carro do Detran em motel

Do Espaço Aberto:

frisson praticamente paralisou o Detran, ontem, depois da repercussão - até nacional, vale ressaltar - do caso em que um veículo do órgão (vejam acima) foi descoberto se abrigando na garagem de um dos cômodos de motel no bairro da Sacramenta, em plena luz do dia.
As especulações proliferam mais do que chuchu na serra (ou na cerca, como muitos preferem).

Até agora, as suspeitas se direcionam a um funcionário que, diz-se, já teria na ponta da língua a desculpa para o ocorrido.

Quando for chamado a se manifestar na sindicância administrativa instaurada para apurar o caso, o indigitado deverá dizer, vejam só, que não era ele, mas seu filho quem dirigia o carro.
Em outras e mais aportuguesadas palavras, dirá que o filho é que foi fazer saliência no motel, para tanto usando um bem público, ou seja, o veículo do Detran.
Hehehe.
Grande desculpa!
Grande saída!
Grande justificativa!
Se essa lorota for mesmo contada, aí mesmo é que a imoralidade será mais imoral do que a saliência que rolou sob os lençóis do motel.
Sim, porque se fosse o próprio funcionário quem estivesse ao volante do carro em local estranho às suas funções, como é um motel, e em pleno horário de expediente, a tipificação da transgressão seria uma.
Mas se ele resolveu emprestar o carro ao filho, que então resolveu ir para o motel, a situação deverá se agravar - não para o filho saliente, é claro, mas para o pai servidor, que se houve com absoluta desídia, impertinência e inobservância de mínimas cautelas em relação a um bem público que estava temporariamente sob a sua guarda.
Aliás, conviria que o Detran, considerando a repercussão desse caso e a gravidade de que se reveste, desse ampla publicidade às conclusões da sindicância em curso, até mesmo para que a punição a ser aplicada tenha o sentido pedagógico de desestimular outras saliências, outras imoralidades do gênero.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Jornalista condenado por operar FM pirata


Lúcio Flávio Pinto:
O juiz substituto da 3ª vara da justiça federal em Belém, Pedro Maradei Neto, condenou o jornalista Carlos Mendes a dois anos de detenção por ter colocado no ar a Rádio Tabajara FM, em 2008. Sem ter autorização “das autoridades competentes” para funcionar, a emissora foi considerada clandestina e retirada do ar pela Anatel em agosto de 2010. A partir daí, Mendes, o único responsável pela rádio, foi processado na justiça pelo Ministério Público Federal.
Na sua sentença, datada de 26 de março, o juiz converteu a pena de detenção de dois anos, em regime aberto, e multa de 10 dias-multa, calculada sobre o salário mínimo, que era o mínimo legal pela prática do delito, em prestação de serviço à comunidade em hospital público e pagamento de duas cestas básicas, cada uma no valor de um salário mínimo.
Carlos Mendes, de 65 anos, um dos mais antigos jornalistas em atividade no Pará, sendo atualmente repórter especial do Diário do Pará e correspondente em Belém de O Estado de S. Paulo, anunciou que irá recorrer da decisão para a instância superior, o Tribunal Regional Federal da 1ª região.
Em uma nota, ele lembrou que a sua rádio foi fechada “depois que o Partido dos Trabalhadores (PT) fez duas tentativas de censurar e calar a emissora, ambas na Justiça Eleitoral, sofrendo derrotas, uma delas por unanimidade”.
O jornalista liga os dois fatos porque a operação foi realizada pela agência reguladora das telecomunicações, a Anatel, no início da manhã de um sábado, no dia 21 de agosto, com a cobertura de agentes da Polícia Federal. Nessa ocasião. a Tabajara denunciava um contrato assinado pela governadora Ana Júlia Carepa, do PT, com a Construtora Delta, para a locação de 450 veículos para a segurança pública do Pará. A Delta foi envolvida depois num escândalo nacional desencadeado por Carlinhos Cachoeira.
No depoimento que prestou na ação judicial, Mendes reconheceu que colocou no ar a sua rádio sem autorização legal, mas ressalvou que em 2009, quando a rádio ainda não tinha um ano de funcionamento, requereu a outorga da concessão ao Ministério das Comunicações. O processo tramita até hoje sem uma definição.
Nesse período, várias outras emissoras começaram a funcionar no Pará. O jornalista cita como exemplo as múltiplas (seriam 30) concessões obtidas pelo deputado federal Vladimir Costa, que caracterizariam o critério político desses atos.
A rádio Tabajara funcionava num estúdio precário nos fundos da residência da família de Carlos Mendes. Seu alcance não ia além de 10 quilômetros, em frequência modulada. Mas se destacou desde o início por seu conteúdo informativo e sua postura crítica, o que lhe valeu o crescimento da audiência e a hostilidade dos criticados.
A falta da outorga pelo governo federal foi seu calcanhar de Aquiles, de que se valeu a própria Anac ou algum denunciante influente, cujo nome – se comprovado o fato, negado pelas fontes oficiais – foi mantido em sigilo. A rádio foi retirada do ar, mas Mendes criou como alternativa a internet para continuar a se comunicar com seus ouvintes e leitores. “Esse, felizmente, ainda é um canal livre”, observa ele.
O juiz Pedro Maradei Neto se valeu, para a sua sentença, na denúncia do MPF e nos laudos da Anac. As informações produzidas pelos órgãos do governo, autor da iniciativa, o levaram à conclusão de que “a instalação de uma rádio clandestina de fabricação caseira acarreta, em primeiro lugar, risco à própria vida dos operadores, porque uma descarga elétrica pode matar os operadores, pois os aparelhos não têm a menor segurança.
Além disso, operar uma rádio exige controle da parte do Estado, sob o ponto de vista ético e dos bons costumes, relativamente à qualidade das notícias transmitidas e à responsabilidade penal dos autores de crimes praticados por via radiofônica”.
Como admite um antigo brocardo latino, a lei é dura para quem não conta com os seus favores. Carlos Mendes, a julgar pela observação do julgador, está nesse caso. Os jornalistas críticos, quase sempre.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Menos de 35% dos contribuintes já declaram IRPF em Santarém


Até o dia 12/4, exatamente 29.330 contribuintes da jurisdição da Delegacia de Santarém entregaram o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2015. Este número corresponde a cerca de 35 por cento do total esperado, já que a estimativa é receber 83.000 declarações. 
O prazo de entrega termina em 30 de abril. A Receita Federal alerta que a multa por atraso na entrega será de 1% por cada mês, limitada a 20%. O valor mínimo é de R$ 165,74.

Nome da oposição na OAB deve sair em maio

Do Espaço Aberto:

 
Ophir Cavalcante: consulta sobre a definição do candidato de oposição
A oposição, estrategicamente, esconde o jogo e nada informa.
Mas é quase certo que o candidato oposicionista que vai disputar as eleições de novembro, na OAB-PA, será anunciado em maio.
Até agora, estão sendo, digamos assim, trabalhados como possíveis nomes para concorrer o criminalista Roberto Lauria e Jean Carlos Dias.
Lauria tem bastante projeção na área criminal e também é professor, mas nunca disputou uma eleição para cargo majoritário na instituição.
O mesmo se diga de Jean Carlos Dias, que é tão ou até mais conhecido do que Lauria na área acadêmica e recentemente esteve no centro de um grande polêmica, quando foi alvo de críticas feitas pelo atual presidente da Ordem, durante o processo de escolha dos nomes que integrariam a lista sêxtupla para concorrer ao desembargo do Tribunal de Justiça do Estado pelo quinto constitucional.
Bastante cauteloso ao comentar as articulações em curso, o advogado Ophir Cavalcante, que já presidiu a OAB, no Estado e nacionalmente, avaliou em conversa com o Espaço Aberto que Lauria e Dias "são dois grandes nomes, que têm inteiras condições de disputar as eleições".
Ophir reforçou, no entanto, "que no momento o mais importante não é definir nomes, mas um projeto para a OAB que interesse toda a classe". Esse processo continua por meio de reuniões, consultas sobre propostas e outras avaliações que confluam para a indicação do advogado que vai disputar o pleito com Alberto Campos, atual vice-presidente da Ordem no Pará.

 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Governo pede à justiça que declare abusiva greve de professores no Pará

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) protocolou na Justiça nesta sexta-feira, 10, pedido de abusividade da greve dos professores da rede pública estadual. A decisão foi tomada diante das sucessivas recusas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) às propostas do governo do Estado apresentadas nas duas reuniões em que se buscou o fim da paralisação.
Além de garantir a continuidade do pagamento do piso nacional do magistério, o governo do Estado sinalizou com a implantação da jornada integral de trabalho com adicional de um terço de hora atividade, duas das mais importantes reivindicações dos educadores em todo o Brasil.
Mesmo assim, os professores decidiram não voltar para a sala de aula e vão manter a greve, que completou 16 dias nesta sexta-feira. A jornada integral de trabalho, uma vez implantada, reduz a necessidade da contratação de aulas suplementares, que hoje oneram muito a folha de pagamentos da Seduc. Pelo novo regime de jornada, fica garantida uma carga horária que prevê a razão de uma hora de atividade extraclasse remunerada para cada duas horas de regência em sala de aula. O Sintepp disse não ao que seria um avanço histórico, correspondente ao que estabelece a Lei do Piso.
Garantias – Recorrer à justiça tornou-se inevitável, segundo o procurador do Estado Antonio Sabóia Neto, diante da radicalização dos representantes do movimento grevista.  Na pauta apresentada pelo sindicato dos professores, a categoria reivindicava o pagamento do piso nacional, que passaria de R$ 1.697 para R$ 1.917; melhores condições de trabalho e recuperação de escolas estaduais, entre outros, desviando-se do foco de melhorias salariais, o que poderia legitimar o movimento. Todos os pedidos já foram atendidos pelo Estado.
“Uma das reivindicações apresentadas pelo Sintepp, a merenda escolar, já foi objeto de deliberação e efetiva resolução pelo governo. A partir de segunda-feira nenhuma das escolas da rede pública ficará sem esse item. Além disso há um programação concreta para a questão das reformas e obras novas. Mas essas pautas que eles apresentaram não legitima a paralisação dos professores, que desviaram o foco das negociações”, disse o procurador Antonio Sabóia. “O governo está defendendo a melhoria da qualidade do ensino, a valorização da categoria. A paralisação das aulas no começo do ano letivo, entre outras coisas, indica a abusivdade da greve”, enfatiza Sabóia.
Além da declaração da abusividade, será pedido liminarmente o corte dos salários pelos dias parados e multa de R$ 100 mil por dia. Com essas medidas, os grevistas não poderão também ocupar prédios públicos, obstruir vias públicas ou impedir a entrada nas escolas de professores que não aderiram ao movimento ou que decidirem suspender a greve.
Texto: Paulo Silber, Agência Pará.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

UFOPA: Polícia Federal para quem precisa de Policia Federal

Faixa na fachada do Campus Amazônia da UFOPA, em Santarém. Foto Facebook Juntos Santarém

Uma foto emblemática que resume bem o vem sendo a desastrada, anêmica, porém, autoritária administração da petista Raimunda Monteiro à frente da reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA), está circulando nas redes sociais, como o leitor deste blog pode ver acima.
É o rescaldo da queda-de-braço travada pela reitoria com um grupo de estudantes que promoveu, dia 1o. de abril, uma festa no térreo do prédio do Instituto de Ciências da Educação(ICED), conhecido como 'Patifão', que chegou a ter sua realização ameaçada, com intervenção, inclusive, da Polícia Federal.
Segundo a presidente do DCE da UFOPA, Ana Paula Sherer, estudante do curso de engenharia de pesca, a reitoria enviou um comunicado( postado abaixo) avisando aos organizadores que o evento não poderia acontecer.
No final da tarde, segundo o DCE, a reitoria enviou mensagem aos alunos para alertar que, caso a festa fosse realizada, haveria intervenção da Polícia Federal.
Até hoje, o blog ainda não conseguiu checar porque a reitoria da UFOPA ficou só na ameça, uma vez que a festa da diversidade, acabou sendo realizada, sem que os agentes da PF por lá aparecessem.
Mas, um grupo de universitários que não seguem a orientação do DCE, não deixou passar em branco o que consideram um rompante autoritário da reitora Raimunda Monteiro.
E começou a difundir nas redes sociais, uma foto com a seguinte frase: "Reitora Raimunda Monteiro, Polícia Federal é para seus companheiros do PT envolvidos no esquema da Petrobrás, NÃO PARA ESTUDANTES. "


quarta-feira, 1 de abril de 2015

A imprensa e a Democracia (Por Lúcio Flávio Pinto)


Sem imprensa livre a democracia não prospera. A liberdade de que deve gozar a imprensa, como esteio do regime democrático, precisa ser usada para bem informar os cidadãos. Um velho brocardo continua inteiramente válido: a imprensa não pode atropelar os fatos. Os principais, os decisivos, os que são realizados cotidianamente pelas pessoas têm que aparecer na imprensa.
A internet, ao invés de ser o demiurgo, é, na verdade, o arauto de uma nova era para a imprensa. Conectados à rede mundial de computadores, os cidadãos pressionam para que sejam registrados os fatos que veem ou dos quais são participantes. Mas nem sempre (ou raramente) aquele que vê sabe o que viu: desconhece seu significado, seus antecedentes e seus desdobramentos. Nem sabe como aquele fato irá afetar a sua vida.
Essa é a principal missão da imprensa nos nossos dias: contextualizar os acontecimentos. A internet atomiza, dispersa, banaliza. A imprensa emoldura essa algaravia bilionária de informações de todos os dias com os elementos da elucidação, com a iluminação compreensiva. Mas só desempenhará esse papel se estiver preparada para isso.
Se seus jornalistas forem qualificados para entender e fazer entender a cornucópia de acontecimentos diários que circulam quase instantaneamente pelo mundo. É preciso saber ver e ter disposição ou coragem de publicar. Sem o que a credibilidade, se conquistada, acabará por ser desperdiçada.
O processo de descrédito costuma ser lento, sem deixar de ser fatal. A crise de confiança do público pode ser revertida antes de ultrapassar o limite da coisa irreversível. Mas é preciso oferecer elementos para a esperança.
A imprensa do Pará está se empenhando em ultrapassar essa faixa de periculosidade: esconde os fatos, manipula as informações, colide com os acontecimentos, não tem escrúpulo na mentira. Acredita que uma boa aparência ou uma retórica bem posta sejam capazes de ludibriar a atenção e a boa fé das pessoas, atando-as ao seu redor, tornando-as cúmplices de sua tendenciosidade.
A brutal queda na qualidade dos veículos paraenses de comunicação está associada ao paroxismo dos dois principais grupos. Eles não se limitam à concorrência comercial e à disputa editorial: agem como partidos políticos. Em sua inimizade visceral, acham que vale tudo, até o rompimento dos mais comezinhos princípios técnicos do jornalismo ou da ética em geral.
Hoje, por exemplo, na abertura do Repórter 70, que é a sua principal coluna, O Liberal diz ao seu leitor:
“A julgar pelo mirrado noticiário do ‘diário de mentiras’, a visita da presidente Dilma ao Pará não foi, digamos, das melhores. O jornaleco deu ampla divulgação antes, mas depois da visita, quase nada. Nas redes sociais, os assessores do ministro ‘filho de peixe’ não publicaram nem registro, no momento em que crescem em Brasília os rumores sobre corte de ministérios, entre eles o da Pesca. Terá sido mera coincidência?”.
A informação não é exatamente verdadeira. O Diário do Pará deu chamada e foto na primeira página para a visita da presidente a Capanema para a inauguração de casas do programa Minha Casa, Minha Vida. A foto só saiu menor do que a da premiação feita pelo jornal aos vencedores de um concurso sobre o prazer em trabalhar, o que é até compreensível.
A manchete da capa foi sobre o início da greve na Universidade do Estado, marcado para segunda-feira, pelo motivo óbvio de causar desgaste ao governador Simão Jatene, inimigo da “casa” e do PMDB. Internamente o jornal deu três quartos de página para o noticiário sobre Dilma Rousseff.
A foto da presidente na primeira página de O Liberal teve destaque bem maior, mas porque ela aparece ao lado de Jatene, aliado dos Maioranas (que não saiu no Diário, assim como o ministro Helder Barbalho, integrante da comitiva presidencial, foi ignorado por O Liberal). Mas o título da matéria é bem menor. Na página interna a cobertura do jornal dos Maioranas superou a do rival: ocupou todo o espaço.
Não porque agora a presidente tenha entrado nas graças do grupo. É porque os Maioranas estão em campanha para tirar o inimigo do ministério, ecoando as pressões para a redução do tamanho do governo e plantando notícias sobre a inclusão do ministério da pesca nessa lista de marcados para morrer. Sem esse cargo, o filho de Jader Barbalho estará exposto ao sol e à chuva, se enfraquecendo para a próxima eleição.
Ao fim e ao cabo, como gostava de dizer um cronista esportivo, o objetivo dos dois jornais não é o de bem informar e sim de tirar proveito particular da informação que filtram. O leitor que trate de aprender uma arte muito cultivada na época da ditadura, quando a censura era oficial e explícita, e que precisa subsistir em plena democracia, mas de autocensura e censura mais sutil: a leitura nas entrelinhas – para descobrir o que não foi dito e a razão do que foi dito.
Com uma imprensa assim, a democracia continua a ser a planta tenra e frágil de que falava João Mangabeira. Por isso mesmo a necessitar de tratos e cuidados.

terça-feira, 31 de março de 2015

Dilma, venha olhar o residencial do Minha Casa, Minha Vida em Santarém

Fotomontagem. Do Alto, da janela de uma apto. do Minha Casa, Minha Vida, em Capanema, a presidente Dilma Roussef e o vice-governador do Pará, Zequinha Marinho. Abaixo, as casas do residencial Salvação, do mesmo programa do governo federal, encravadas em uma terreno em depressão, sem drenagem e arborização.




A presidente Dilma Roussef estava exultante, ontem, em Capanema, ao entregar mil apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Em entrevista à Voz do Brasil, afirmou que as residências entregues naquele municipio do nordeste do Pará " eram obras de qualidade".
Bem, presidente. Pode até ser que por lá o dinheiro público tenha sido bem aplicado, porque por aqui por Santarém ocorreu exatamente o contrário.Nenhuma das mais de 3 mil unidades está concluída, não há licença ambiental do empreendimento aprovado, também.
Por isso, é uma pena que a presidente da república não tenha esticado sua viagem em solo paraense até Santarém.
Aqui, sua excelência assistiria, de camarote, a um espetáculo de desperdício do dinheiro público, agressão ao meio ambiente e a tentativa de submeter nossos caboclos a moradias com arquitetura e conforto térmico inapropriadas para nosso clima.
Veria, sua excelência, que numa região tão quente e úmida, nas casas - se é assim que se podem chamá-las - há aquecedores de água instalados sobre os telhados.
Sua excelência, nessa visita, tomaria conhecimento que o custo total da obra ultrapassa a 30 milhões de reais e que, a solução para resolver os graves problemas de drenagem e rede de esgoto, que não sacrifiquem ainda mais o lago do Juá, custariam também 30 milhões.
E saberia, nos bastidores da visita, que esse presente de grego foi imposto a cidade pela administração do PT, seu parido, na prefeitura de Santarém.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Sofosbuvir completa lista do novo tratamento para a hepatite C aprovado pela Anvisa este ano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta segunda-feira (30) o registro do sofosbuvir, indicado para o tratamento da hepatite C crônica. Este é o terceiro medicamento aprovado pela agência em 2015, após o registro do daclatasvir – em janeiro –, e do simeprevir – em março. Juntos, eles compõem um novo e eficiente tratamento para a doença disponível no mundo, com um percentual de cura de cerca de 90%. A expectativa é que os medicamentos sejam disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) até o final deste ano. O Brasil será um dos primeiros países a adotar as novas tecnologias na rede pública de saúde.
Os medicamentos receberam prioridade de análise na agência por serem de interesse estratégico para as políticas de tratamento da hepatite do Ministério da Saúde. A avaliação para a concessão do registro teve duração entre cinco e oito meses. As novas opções terapêuticas proporcionam tempo reduzido de tratamento – de um ano, em média, para três meses –, redução da quantidade de comprimidos, além da vantagem de serem de uso oral. A expectativa é que o novo tratamento beneficie 60 mil pessoas nos próximos dois anos.
“Essas importantes incorporações reforçam o compromisso do Ministério da Saúde em ofertar o melhor tratamento disponível para os pacientes com hepatite C e consolidam a política de tratamento da doença que vem sendo desenvolvida pela pasta. Por isso, foi feito o pedido de prioridade de análise, tanto na Anvisa quanto na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”, explicou o Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
A comissão garante a proteção do cidadão com relação ao uso e eficácia do medicamento, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e o custo-efetividade dos produtos. O sofosbuvir foi aprovado pela Anvisa na forma farmacêutica comprimido  e concentração de 400mg. A concessão do registro permite que o medicamento seja comercializado no Brasil. 
A DOENÇA - A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão ocorre, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para preparo e uso de drogas, objetos de higiene pessoal - como lâminas de barbear e depilar -, alicates de unha, além de  outros objetos contaminados com o vírus utilizados na confecção de tatuagem e colocação de piercings. Há também transmissão vertical (de mãe para filho) e sexual.  
Estimativas indicam que cerca de 3% da população mundial pode ter sido exposta ao vírus e desenvolvido infecção crônica, o que corresponde a 185 milhões de pessoas. No Brasil, calcula-se que 1,4 a 1,7 milhão de pessoas estejam infectadas pelo vírus, sendo a maior parte na faixa etária dos 45 anos ou mais. Muitos desconhecem o diagnóstico, já que a doença é silenciosa e apresenta sintomas em fases avançadas.
O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento no mundo que oferece prevenção, diagnóstico e tratamento universal para as hepatites virais em sistemas públicos e gratuitos de saúde. O país comandou a criação de um Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais (28 de julho) e lidera o movimento global de enfrentamento da doença.
Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde

sexta-feira, 27 de março de 2015

Menor idade, maior crime

Por Lúcio Flávio Pinto:


Início da tarde de sábado, dia 21, no bairro do Guamá, um dos mais violentos de Belém. Um homem conduz um rapaz na garupa da sua motocicleta. Passa-lhe uma pistola ponto 40. O adolescente, de 15 anos, desce, segue no rumo de Rafael Pantoja e o mata a tiros. Depois volta à motocicleta, devolve a arma e recebe cinco mil reais pelo assassinato de Lobão, um dos traficantes do bairro, provavelmente sacrificado na guerra das gangues.
Essa é a reconstituição precária do crime feita pela polícia depois de apreender o menor e encaminhá-lo à Delegacia de Atendimento ao Adolescente, a Data. Segundo o delegado do bairro, Daniel Castro, essa não foi a primeira associação do menor (do qual nem as iniciais foram divulgadas) a um homicídio. Mesmo assim, depois de alguma medida socioeducativa, logo ele estará de novo nas ruas.
A prática se torna cada vez mais frequente: o uso de menores para cometer crimes pelos quais um criminoso com mais de 18 anos seria preso em regime fechado e condenado a penas pesadas, saindo de circulação. O estímulo ao uso de adolescentes é dado pelo pagamento de valores do alto da escala dos crimes, especialmente o assassinato. Se não houver uma mudança na lei, esse recurso em breve transformará os menores em criminosos tão ou mais perigosos, além de mais ativos, do que os maiores.
A idade penal, por isso, se torna secundária em face da gravidade do delito praticado. Se é assim de fato, precisa ser também de direito, sob a pena de deixar a sociedade ainda mais indefesa e suscetível à violência – que não para de crescer e assustar.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Míseros discursos no primeiro dia de greve dos professores estaduais

Helenilson Pontes e Márcio Pinto: pobreza de discurso
Frase atribuída ao secretário de educação do estado, Helenilson Pontes, dá conta que o titular da Seduc classificou a greve dos professores de ser mais importante que "míseros reais no contracheque.”

Márcio Pinto, líder do Sintepp em Santarém, rebateu escrevendo em sua página no facebook, que as aulas suplementares cortadas do contracheque, embora 'miseras', davam para pagar muita coisa no final do mês.

Vê-se que a postura encetada por dois dirigentes - um governamental e outro sindical - reveste-se de pobreza de discurso em tempo de movimento paredista no estado.

Primeiro, Helenilson foi infeliz ao cutucar onça com vara curta, contribuindo para acirrar os ânimos pois tocou num ponto sensível a todo o funcionalismo: o bolso.

Segundo, Márcio acabou dando um tiro no pé, pois, se míseros reais 'são vitais para satisfazer as nossas necessidades', os trocados das horas extras nada compram no final do mês, por óbvio, já que as horas normais não são lá grande coisa.

Pescador, pescador, pescador....



Pescadores no rio Arapiuns, comunidade de Anã. Foto: @MiguelOliveira

quarta-feira, 25 de março de 2015

TCU investiga superfaturamento de mais de 7 milhões de reais em obras do PAC em Santarém

A ex-prefeita Maria do Carmo(PT) está encrencada com o Tribunal de Contas da União.

O TCU abriu tomada especial nas contas do contrato do PAC que a ex-prefeita de Santarém firmou com a construtora mineira Mello de Azevedo para obras de urbanização e saneamento básico no bairro do Uruará, com interveniência da Caixa Econômica Federal.

O acórdão 0537-09/15-P foi publicado na edição do último dia 18.

Auditoria do TCU atestou que a prefeitura de Santarém pagou cerca de R$ 7 milhões a mais por serviços de aterramento de áreas alagadas que nem chegaram a ser executados, conforme resultado de perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Federal.

Mais detalhes na edição de hoje de O Estado do Tapajós Digital:  

terça-feira, 24 de março de 2015

Cratera na pista engoliu ônibus na rodovia Transamazônica. Veja o vídeo

video

Um microônibus que faz a linha Itaituba-Rurópolis, na região sudoeste do Pará, foi engolido por um buraco de grande dimensão quando trafegava pelo km 45 da rodovia Transamazônica, na última segunda-feira.

Propina de R$ 200 milhões em Belo Monte

Do Blog do jornalista Lúcio Flávio Pinto
Quando foi decidida a licitação para a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, em 2010, o custo da obra estava em 19 bilhões de reais (agora, quatro anos depois, se aproxima de R$ 30 bilhões). Se o esquema de propina das empreiteiras nas obras da Petrobrás foi seguido, com margem de 1% a 3% de pagamento “por fora” para garantir o resultado, a corrupção devia chegar ao mínimo de R$ 180 milhões.
Diretores de uma das empreiteiras da usina, a Camargo Corrêa, que fizeram delação premiada dentro da Operação Lava-Jato, teriam admitido que a empresa se comprometeu a pagar uns R$ 20 milhões em propina. A quantia devia ser a mesma das demais integrantes do consórcio construtor na usina de Belo Monte.
Segundo o acerto revelado pelos executivos, cada empresa do consórcio teria que contribuir com a mesma quantia para um fundo, que, assim, somaria R$ 200 milhões.
No entanto, foram diferentes as participações das 10 empresas do cartel.
A Andrade Gutierrez é a líder, com 18% do capital. Camargo Corrêa e Odebrecht ficaram com 16%, enquanto coube 11,50% à OAS e Queiroz Galvão. Contern e Galvão compareceram com 10% cada uma, Serveng com 3% e J. Malucelli e Cetecnco, com 2% cada.
A partir desse ponto, a investigação precisa ser aprofundada para identificar os recebedores da propina. Uma das pistas pode ser a comissão que se formou no Congresso Nacional para acompanhar as obras.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Evangélico tenta livrar padre católico da ira de seus colegas vereadores

Na Câmara Municipal de Santarém, acontece de um tudo.
Mesmo quando acontece, não acontece.
Entenderam?
Pois bem.

Sobre a moção de repúdio de alguns vereadores diante das declarações recentes do padre católico Edilberto Sena, durante a sessão que discutiu a construção de portos de exportação de grãos no lago do Maicá, o presidente da Casa, vereador Reginaldo Campos, que é evangélico da igreja da Paz, sentou em cima do documento para ver se o clima, entre irmãos do clero e do parlamento, esfriei e todos comunguem do mesmo senso de perdão.
Informa a assessoria de imprensa da Câmara, que " sobre a Moção de Repúdio da Câmara, sugerida por alguns vereadores à Diocese de Santarém e a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil, repudiando a fala do padre Edilberto Sena, que em seu pronunciamento na recente sessão Tribuna Livre, que discutiu a implantação de Portos na região Maicá, no entendimento de alguns parlamentares ofendeu o Poder Legislativo e aos vereadores, o presidente da Câmara, Reginaldo Campos (PSB), disse preferir que a moção não fosse feita, mas ressalta que o plenário é soberano para decidir". 
Reginaldo Campos defende o diálogo, aproveitando o momento da campanha da fraternidade, “procurarmos conversar e entender que todos nós falhamos. Muitas vezes cometemos erros que nem queremos, acredito que no tempo certo o Padre Edilberto irá se retratar com este Poder, estamos abertos a conversar, o padre Edilberto tem entrada a qualquer momento no Poder Legislativo, será sempre bem vindo”, argumenta, de acordo com a assessoria da Câmara.


domingo, 22 de março de 2015

Grutap intensifica ensaios do espetáculo sacro “Jesus, o Filho do Homem”


Foto: Aritana Aguiar
A peça também vai destacar o tema da Campanha da Fraternidade 2015 da CNBB, “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, ao mostrar o serviço, quando Cristo se dá como servo ao lavar os pés dos discípulos

Por Aritana Aguiar

Falta menos de 15 dias para 8ª edição do espetáculo sacro “Jesus, o Filho do Homem”, apresentado pelo Grupo de Teatro Aparecida (Grutap), da paróquia Nossa Senhora Aparecida. A peça vai retratar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, na Sexta-feira Santa, 3 de abril e reapresentada no domingo de Páscoa, 5 de abril, ao lado da igreja.
A intenção do espetáculo é evangelizar através da arte. Ao todo 100 pessoas contribuem voluntariamente para peça acontecer isso inclui elenco, figuração, apoio, coordenação, entre outros.
As falas de todos os personagens foram gravadas, dando mais reforço e intensificação nos ensaios.
O coordenador geral e diretor cênico Abel Solano garantiu que este ano o espetáculo trará novidades e algumas são surpresas. “Será totalmente diferente, não tem aquele trabalho desde o início, vindo desde o nascimento de Jesus, e sim da própria Paixão, contando a partir da entrada de Jerusalém, vai ser uma hora e 45 minutos de pura emoção com a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo”, garantiu.
Uma das novidades é quanto ao elenco, houve algumas mudanças, como o ator que vai representar Jesus Cristo, e a atriz que vai representar Maria.
Abel ressalta a importância dessas alterações. “É uma nova visão de um personagem, por que ali vamos retratar a evangelização. Deus sempre envia as pessoas certas para os momentos certos, e chegou o nosso novo Jesus que as pessoas vão conhecer no dia 3 de abril”, assegurou.
Antes de retratar Jesus Cristo em uma peça sacra, o jornalista Júlio César Guimarães salientou a grande responsabilidade que possui e afirmou ser um grande desafio. “Eu coloco como um desafio de superação, pelo fato de nunca ter tido uma experiência mais profunda, mas também de encarnar esse personagem que atravessa gerações com essa história de renovação, de salvação que é a missão de Cristo”, declarou.
July Bonfim fará o papel de Maria, mãe de Jesus, a jovem relatou que nunca havia representado Maria, para ela foi uma grande emoção que após a triagem ser anunciada pela coordenação como pessoa apta a fazer um dos papeis principais. “Fiquei muito emocionada, pois sou devota de Nossa Senhora, mas assumi o compromisso, acredito que não foi somente decisão do homem, mas acredito que ela intercedeu”, garantiu.
Com a chegada do espetáculo, July fica ansiosa, afinal, ela define como grande responsabilidade o compromisso assumido.  “Não é um papel muito fácil, pois tenho que viver o personagem, para que ela trespassa através de mim ao povo, e não me ver como July, e sim como Maria”, ponderou.
Os ensaios iniciaram após o Carnaval, primeiramente com um preparo físico, trabalho de expressão corporal, depois houve a definição de quem vai representar cada personagem. Mas antes desse trabalho, os participantes vivem um momento de espiritualidade.
“Antes dos ensaios temos momentos de louvor, orações. Por que não é apenas uma encenação, vamos levar a mensagem de espiritualidade. Que as pessoas não assistam somente a um espetáculo, mas assista um momento de reflexão sobre tudo aquilo que Cristo passou, viveu e ensinou”, avaliou Júlio César. Dia 22 de março os participantes da peça sacra estiveram um retiro espiritual como preparação para o espetáculo.
Dia 28 de março haverá um ensaio aberto na comunidade de Perema. Para ida até o local, o Grutap terá o apoio do Núcleo da Saúde, do Movimento de Cursilho de Cristandade (MCC).
A apresentação na Sexta-feira Santa, 3, vai iniciar às 19 horas, mas antes, a partir das 17 horas haverá show de louvor. No domingo de Páscoa, a reapresentação vai iniciar após a missa das 19h. O espetáculo vai ocorrer ao lado da igreja, localizada na avenida Marechal Rondon, entre as travessas Barjonas de Miranda e Silva Jardim.
Os ingressos podem ser adquiridos por uma pequena contribuição, no valor de 3 reais. As vendas ocorrerão na secretaria da paróquia, a partir do dia 23 de março em horário comercial.
Na Sexta-feira, a peça será transmitida ao vivo pela Rádio Rural de Santarém.

sexta-feira, 20 de março de 2015

PF prende funcionário do Serpro, em Belém, acusado de pedofilia

Um funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), em Belém, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (20) sob acusação de pedofilia. O técnico de redes de computadores identificado como Kleber Carneiro foi preso na casa dele no bairro da Marambaia.

A polícia chegou até o técnico após receber denúncia de que o funcionário guardava material de pedofilia em casa e no trabalho. Na residência de Kleber foram encontrados equipamentos eletrônicos usados para filmar crianças, entre o material estão HDs externos, máquinas fotográficas e mais de 700GB de material de pedofilia.
Já no armário dele, na sede do Serpro, os policiais encontraram grande quantidade de roupas íntimas, sapatos de salto alto, máscaras e outros objetos, além de um álbum com fotos de crianças entre 7 a 12 anos.
Kleber presta depoimento na sede da PF e será encaminhado posteriormente ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para exame de corpo delito e ficará preso no Sistema Penitenciário do Pará.

Peças de vestuário infantil foram apreendidas na casa e no trabalho do acusado. Foto: Divulgação PF

Colegas ficaram assustados

Carneiro foi descrito pelos colegas que pediram para não ser identificados como 'calado' e 'acima de qualquer suspeita'. Os funcionários da empresa ficaram surpresos com a presença da PF no local. 'Eram cerca de 15 policiais e três viaturas. Nós ficamos assustados, chegamos a achar que fosse algo relacionado com as nossas funções e no final tivemos esta surpresa', relatou um funcionário.
O Serpro é o órgão responsável pelas soluções de tecnologia da informação do governo brasileiro. Seus técnicos desenvolvem soluções como o ReceitaNet, o imposto de renda pela Internet, a nova carteira de habilitação e o novo passaporte brasileiro.

Outro lado

A assessoria de imprensa do Serpro informou que o órgão está apurando o caso para se pronunciar oficialmente.
Fonte: ORM News

PM captura 3 assaltantes do Banco da Amazônia em Placas, no sudoeste do Pará.

A Polícia Militar prendeu na manhã de hoje, em Uruara, três integrantes do bando que assaltou a agência do Banco da Amazônia, em Placas, no último dia 12.
Detalhes da operação de prisão dos assaltantes você lê no Blog do Portela.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Minha Casa, Minha Vida, em Santarém, tem o maior conjunto de casas do Brasil






Reportagem da jornalista Sílvia Vieira, de O Estado do Tapajós Digital, revela que as casas do conjunto residencial Salvação, em Santarém, no oeste do Pará, deveriam ter sido entregues há mais de 18 meses.

Esse panorama não difere das denúncias do atraso e até abandono do projeto Minha Casa, Minha Vida, pelo Brasil fora.

Em tempo: Em Santarém, concentra-se o maior número de casas em uma mesma área contínua de todo o pais: 3.016 unidades habitacionais encravadas em um terreno situado em uma depressão e ainda sem drenagens sanitárias e pluviais, sem contar que não há um pé de árvore replantado por entre as casas, desde que a cobertura vegetal do terreno foi colocada abaixo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Palácio dos Despachos muda para Avenida Almirante Barroso com Doutor Freitas

Paulo Bemerguy bate de primeira, de Belém.
Palácio dos Despachos muda para Avenida Almirante Barroso com Doutor Freitas.
Foi a melhor solução?


Nos próximos dias, esse prédio aí, que se demora (vish!) na avenida Almirante Barroso com a Doutor Freitas, bem ao pegado (vish! - de novo) do Tribunal de Justiça do Estado, passará a ser, oficialmente, o novo endereço de trabalho do governador Simão Jatene.
Nesse local, que nos últimos anos vinhando abrigando o Comando Geral da Polícia Militar do Estado - agora transferido para o Palácio dos Despachos, na Augusto Montenegro, sede do Executivo há mais 20 anos -, funcionará não apenas a governadoria como a Secretaria de Comunicação, que há dois anos está na ruas dos Apinagés, em Batista Campos, e a Casa Civil.
Essa mudança foi a menor solução, inclusive em termos de segurança?

sábado, 30 de março de 2013

Shopping inconveniente



Lúcio Flávio Pinto
 
Belém- Não foi apenas um princípio de incêndio, como a imprensa noticiou. Houve incêndio mesmo no Shopping Doca Boulevard, no dia 7. O fogo foi logo apagado pelos bombeiros, que chegaram rapidamente ao local. Mas a fumaça saiu do controle dos mecanismos existentes no prédio e se espalhou. Sem a evacuação, podia ter acontecido uma repetição — ainda que sem a mesma gravidade — do que sucedeu na boate Kiss, no Rio Grande do Sul. As pessoas poderiam ser atingidas pela fumaça tóxica.
Quatro incêndios em três anos recomendam atenção e cuidados sobre esse shopping. Ele parece vulnerável aos acidentes. Pode ser até que venha a melhorar os sistemas de segurança interna, mas continuará a ser uma peça anômala no conjunto urbano em que se localiza.
Não era para esse estabelecimento comercial funcionar onde se encontra. Se fosse aprovado, jamais poderia ter a configuração que possui. Ele agride regras básicas de convivência com o ambiente em torno. O prédio foi levantado sem recuos. A calçada é estreita. A entrada e saída de carros é um perigo porque não há uma área de manobra. Eles aparecem em cima do pedestre, cuja faixa é interrompida. Prioridade aos carros. A vida é secundária.
Como o fluxo é intenso em vários horários ao longo do dia, o movimento de entrada e saída no shopping expropria o espaço público. As ruas do Reduto são estreitas. Uma faixa é quase sempre do estabelecimento, uma fonte de barulho, calor e impertinência sobre seus vizinhos. Uma cidade com regras civilizadas não poderia permitir que ele existisse no local onde está. O incêndio talvez pudesse fazer as autoridades cumprir a parte que lhes cabe no assunto: olhar para fora do shopping, onde está o povo, e não apenas para dentro, onde se abriga a clientela.