quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Botafogo escalado para enfrentar Pantera
Jefferson, Antônio Carlos, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu.
O técnico do São Raimundo, Flávio Barros, ainda não definiu a escalação do Pantera.
A partida começa às 21 horas(horal local).
Sema lança manual que define direito de uso da água no Pará
O engenheiro civil Fernando Fernandes, que há 12 anos trabalha na área hídrica, explicou que para o uso comercial da água, armazenamento em mananciais e demais modalidades, independentemente da quantidade a ser utilizada, o usuário deve estar com o documento em mãos (outorga ou declaração de dispensa). "É uma forma de saber a disponibilidade hídrica, ou seja, quanto tem e como pode ser utilizado de forma disciplinada, com vistas a futuras gerações", garante o consultor.
O documento estará disponível, em breve, a toda a sociedade, conferindo ao usuário o direito de utilizar os recursos hídricos de maneira ordenada e disciplinada.
Desde 2008, o governo do Estado emite outorgas para uso da água, e em 2010 a Sema se prepara para atender com mais eficiência aos usuários de recursos hídricos.
(Ascom/Sema)
Deficiente, aceitar ou mudar de cidade.
Seu nome pode ser João, Antonio, José, Luiz, não importa. O que conta é que êle é só mais um entre tantos brasileiros renegados, excluídos apenas e tão somente porque ele é um cadeirante. Como tantos outros deficientes vivendo em diversas outras cidades espalhadas por esse imenso País, você ele teve a infelicidade de ser cadeirante. E, o que é pior: em Santarém.
Se tal descriminação já existe nas demais cidades que possuem certa estrutura, imagine em Santarém que não possui o básico de qualquer cidade que é um Código de Postura devidamente inserido num Plano Diretor. Esses documentos inexistem em nossa cidade. Nossos dirigentes administram sem a necessidade de tais documentos. E justamente pela falta deles é que o deficiente não tem como exigir que seus direitos sejam respeitados. Aliás, como qualquer cidadão. A população inteira não dispõe de calçadas para transitar. Seja um pedestre dito normal, velho, novo, ou um deficiente físico, ou visual ou mesmo um cadeirante. Alias, em relação ao cadeirante, qualquer vilarejo deste País possui rampas de acesso para se atravessar de uma calçada para outra, obrigação contida na Constituição Federal. Mas, em nossa cidade isso de nada vale. Se as pessoas tidas como normais não se queixam de ter que andar pelas ruas já que inexistem calçadas em condições de trafegabilidade, aonde ou a quem os deficientes vão querer reclamar?
“Haja paciência, Sr. Antenor. O senhor e essa ladainha de novo de falta de calçadas, que deficiente não tem vez, bla, blá, blá. Esse seu discurso cansa. Literalmente enche o saco de ler sempre a mesma coisa“ E assim segue a vidinha nos conformes. De dentro do meu carro acompanho o trânsito lento numa das ruas do centro da cidade e ouço um buzinaço na minha frente. E ao conseguir avançar mais alguns metros, encontro à causa do buzinaço. E não consigo evitar pensar que a criatura que enfiou a mão na buzina e causou todo aquele barulho não deve ter sido gerado por mãe alguma. O desiluminado, o ensombreado de alma não teve paciência nem respeito ao próximo que tentava se locomover em sua cadeira de rodas (foto). E como as calçadas transitáveis são poucas e invariavelmente sem rampas, o alvo do buzinaço tentava pacientemente seguir junto ao meio fio até atingir seu objetivo que era o Banco (que, aliás, possui rampa de acesso). Mas, como subir na calçada? Obviamente, sua cabeça procurou entre os passantes uma alma caridosa que erguesse a sua cadeira e o colocasse à frente da porta do Banco. Feito isso, ele gentilmente agradeceu o seu condutor que continuou viagem. Ele se postou na rampa de acesso ao Banco e, mesmo antes de se preocupar com seu compromisso, já deve ter começado a sofrer pensando no seu retorno. que sabe bem ele, terá que ser realizado da mesma maneira: pedindo ajuda, sendo colocado no leito carroçável das ruas e se arrastando entre carros, motos e outros cidadãos de alma ensombrecida e enlameada para retornar a casa.
Tudo isso porque os dirigentes de nossa cidade, atuais ou antigos, nunca deram a menor atenção a esse contingente de pessoas que, por mais surpreendente que possa parecer, são cidadãos como todos os demais. Aliás, até são eleitores e votam embora nunca lhes sejam concedidos e respeitados os direitos de qualquer cidadão A despeito disso, eles heroicamente, buscam no dia a dia ir ao encontro dos seus ideais, seus sonhos, sua vida, independente de serem maltratados por quem por obrigação legal, moral e natural, deveria conceder a eles algo que a grande maioria não conhece ou não quer conhecer: dignidade.
Se já não bastasse o sofrimento e a luta por sobrevivência num mundo falso, hipócrita que não lhes concede oportunidade e ainda os olham com ar piegas e discriminatório, esses indivíduos ainda são obrigados a lutar na rua para atingir seus destinos. Os responsáveis por dirigir a cidade, secretários, secretárias, vereadores, vereadoras, deveriam todos os dias agradecer aos céus por terem nascido sem qualquer problema de ordem física. E mais, por poderem olhar seus filhos e saber que terão suas vidas normais e sem percalços. Diferentemente dos nossos João, Antonio, Jose, Luiz. Sem esquecer das nossas Maria, Antonias, Josefa, Luiza, que da mesma forma que os homens, bravamente fazem seu caminho. , Que o diga D. Zenilda, guerreira diária para atuar à frente de sua loja de artigos femininos.
Para coroar isso tudo, observa-se aquela vergonha de obra de acesso ao mezanino do mercado na orla da cidade com uma escada ridiculamente estreita e de degraus curtos, alijando os deficientes de modo geral e também às pessoas de idade e com dificuldades de locomoção via escadas. Fica a impressão que, por aqui, deficiente não tem vez. A solução é aceitar ou se mudar.
Fica o importante registro e um reparo: quem nasce com alguma restrição física não é deficiente e tampouco pode ser discriminado com pecha de “não normal”. Deficiência é a de caráter, essa que marca de forma indisfarçável e incorrigível a quase totalidade dos que se dizem responsáveis pelos destinos da cidade e do país. E isso não há de ser eterno.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Treino do Botafogo atrai 5 mil torcedores ao estádio de Santarém










Miguel Oliveira
O técnico Joel Santana comandou o treino-apronto do Botafogo para a partida desta quarta-feira, em Santarém(PA) pela Copa do Brasil, diante do São Raimundo, em ambiente mais que favorável ao time. Segundo o radialista Mianel Andrade(Rádio Rural), cerca de 5 mil torcedores botafoguenses compareceram ao estádio Barbalhão para ver o treinamento e incentivar a equipe alvinegra.
Joel não esconde o esquema tático do time para a estréia na Copa do Brasil e deve manter a escalação do Botafogo das últimas duas partidas disputadas pelo Campeonato Carioca, ao contrário do técnico do São Raimundo, Flávio Barros, que ainda não definiu o esquema do time santareno.
O São Raimundo, campeão Brasileiro da série D, está com o plantel remodelado para a temporada 2010. O Pantera perdeu o cérebro do time, o meia Luiz Carlos Trindade, o zagueiro Preto Marabá e o atacante Rafael Oliveira, autor do gol do título contra o Macaé, no ano passado.
No campeonato paraense, o Pantera ainda não conseguiu vencer e ocupa a lanterna do Parazão 2010. Das quatro partidas que disputou, o São Raimundo empatou duas e perdeu duas, e ainda demitiu o técnico Lúcio Santarém, que comandou a equipe na conquista do brasileiro da série D.
Flávio Barros promoveu treinos de portões fechados esta semana em Santarém após o regresso do time de Cametá. O treinador ainda tem dúvidas se vai manter o esquema 3-5-2, que o time vem adotando sob seu comando no campeonato paraense ou se fortalece a zaga, no esquema 4-4-2.
Segundo o treinador, a escalação da equipe só será conhecida minutos antes da partida, mas o São Raimundo não contará com o zagueiro Marabá e o atacante Max Jarí, contundidos.
Se o técnico optar pelo esquema 3-5-2, o recém-contratado Flamel, com rápida passagem pelo Flamengo, ficará no banco, para a manutenção de Evair na zaga, no lugar de Marabá. Se o time jogar no esquema 4-4-2, o técnico Flávio Barros promoverá a entrada de Flamel no meio-campo, ao lado de Beto, Marcelo Pitbul e Michel, recuando os laterais Leandrinho e João Pedro.
Cerca de 16 mil ingressos foram colocados à venda aos preços de 20 reais(arquibancada descoberta), 35 reais(arquibancada coberta) e 50 reais (arquibancada central).
O árbitro da partida será o brasiliense Wilton Pereira Sampaio.
Local: Estádio Jader Barbalho(Barbalhão)
Início: 20 horas (local)
Esquentando os tamborins
As perguntas (im)pertinentes do grupo Pajú sobre a invasão do Juá
Depois de ser desocupado o terreno localizado na rodovia Fernando Guilhon, algumas perguntas devem ser feitas aos órgãos executores das políticas públicas de meio ambiente:
Ana Júlia visita Itaituba amanhã
Às 10 horas ela assina acordo de cooperação técnica entre SEMA e DNPM, visando à mútua colaboração para agilizar a regularização das atividades de mineração, por meio da outorga de direitos minerários, o necessário licenciamento ambiental e as ações de fiscalização do setor mineral no Estado do Pará. A cerimônia acontece na sede a Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós, localizada na rua Nova de Santana, 380, Centro.
ÁS 11 horas a Governadora inaugura o INFOCENTRO da APAE. O infocentro terá 12 computadores ligados ao programa NavegaPará, e oferecerá cursos de informática básica, ferramentas para escritório e uso da internet e correio eletrônico para a comunidade. O infocentro fica localizado na Rua Por Deus de Lima, s/n, bairro Piracanã 2.
Às 12, lança a pedra fundamental de 930 casas do Programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Piracanã, e às 12:30 assina contrato para início da construção das casas, no Parque de Exposições de Itaituba.
Às 15:30 a governadora inaugura o infocentro do Rotary Club. Este infocentro contará com 12 computadores, e localiza-se na Av. Drº Hugo de Mendonça, s/n, bairro: Boa Esperança Rabelo.
Às 16:30, inaugura o infocentro do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, na Quarta Rua, nº1219, bairro: Jardim das Araras.
Seminf nega que Prefeitura use areia da serra da Matinha
Segundo Alba Valéria, desde 2005 que o Ministério Público proibiu a prefeitura de retirar areia e piçarra de outra serra, a do Índio. Desde então, a Seminf exigiu que as empresas contratadas pela prefeitura só adquiram material de áreas licenciadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente(Sema).
Atualmente, a prefeitura e as construtoras retiram areia e piçarra de uma área licenciada pela Sema na serra do Saubal.
Juiz Gabriel Veloso decreta prisão de seguranças do prefeito de Porto de Moz
O juiz Gabriel Veloso, titular da Comarca de Porto de Moz e que responde por uma das varas penais de Santarém, mandou para cadeia dois seguranças do prefeito daquele município que atiraram à queima-roupa em um funcionário do posto local da Adepará.
A dupla, estava em liberdade, apesar de ter sido presa em flagrante pela PM, mas contava com a complacência do delegado de polícia que nada fez para mantê-la atrás das grades.
Agora, o juiz Gabriel Veloso decretou a prisão preventiva dos dois seguranças, que já estão de volta à cadeia.
Seminf fará campanha educativa sobre coleta de lixo
O que é isso, ‘cumpanhêro’?
Dois dos cinco servidores acusados de fraudar o registro de ponto, Cecília Torres e Rafael Aun Ming, não têm vínculo com o Senado. São funcionários de confiança do senador José Nery (PSOL-PA).
Odebrecht e Carmago Corrêa enfrentam concorrência por Belo Monte
No Blog da Franssi:
Esta semana é decisiva na formação dos consórcios que disputarão o leilão da usina de Belo Monte. Desde quinta-feira, com as condições aprovadas pelo TCU, tem sido intensa a negociação entre as empresas e a atuação do governo federal para garantir a competição contra o consórcio liderado por Odebrecht e Camargo Corrêa. O governo federal está usando não só os fundos de pensão como também o BNDES.
Os autoprodutores - que são os grandes consumidores -, ficarão com até 20% da energia e assim ganharam poder de negociação, já que só com sua participação no consórcio é possível que 30% da energia da hidrelétrica seja vendida a um preço diferente do que será negociado no leilão. A negociação caminha para que fechem acordo a R$ 90 o MWh. Os outros 10% da energia seriam vendidos livremente e os 70% dentro do preço-teto.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Brasiliense apita São Raimundo x Botafogo
A escala foi divulgada na tarde desta segunda-feira pelo Departamento de Árbitros da CBF.
Qual futuro do IDESP?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
Menos de dois anos depois de ter sido recriado, o Idesp atravessa nova crise, comparável à que levou à sua extinção súbita e violenta, em 1999. Os petistas podem repetir o erro dos tucanos, que antes condenavam: submeter a pesquisa à política, sufocando a verdade.
José Raimundo Trindade assumiu a direção do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), no dia 26 de janeiro, com uma proposta inovadora e até mesmo audaciosa: depois da solenidade formal de posse, abriu o primeiro diálogo com a sociedade sobre o tema de trabalho da instituição, o desenvolvimento. Convidou para inaugurarem a prometida série um legítimo representante da academia, o economista Francisco de Assis Costa, com largo e intenso currículo de estudos sobre a Amazônia e o Pará, e a mim, como acompanhante cotidiano da história da região e crítico dos governos, inclusive o do PT, do qual ele faz parte.
Lamentei que o diálogo não tenha sido estabelecido com o presidente anterior do Idesp, Peter Mann de Toledo. Ele foi um incômodo ausente na solenidade, que consistiu em posse, mas não em passagem de cargo, como teria que ser se houvesse harmonia ou pelo menos entendimento entre quem sai e quem entra. Daí todas as especulações, inclusive na imprensa, de que algum estudo recente do Idesp (como sobre o PIB, que confirmou o atraso do Estado) tenha desagradado ao governo. Ou simplesmente que o órgão também foi engajado na campanha pela reeleição de Ana Júlia Carepa, para ser “instrumentalizado”, como se diz no meio político. A iniciativa democrática pelo diálogo seria apenas fogo de artifício para esconder o que virá depois.
O secretário de governo, Edilson Rodrigues de Sousa, tratou logo de desmentir as insinuações e o novo presidente assegurou suas convicções pluralistas e o compromisso de trabalhar a sério, em favor do melhor planejamento das políticas públicas. Suas palavras foram acatadas e ressaltadas, mas é a prática que as confirmará ou desmentirá. Nem haveria especulação, ou ela logo se revelaria infundada, se a transição tivesse sido tão dialogal quanto a assunção da nova direção do Idesp, o que não aconteceu.
O próprio secretário e outros integrantes do governo declararam de público que a mudança foi motivada por razões políticas, embora imaginando fazê-las aceitar como “alta política”. Mas política com P maiúsculo se faz com bons resultados específicos, de cada competência. A do Idesp é fazer pesquisa – e foi justamente com esse compromisso que o paulista Peter Toledo assumiu a presidência do instituto e se pôs a trabalhar. Mas nunca contou com a estrutura mínima para formar quadros (por concurso), um orçamento decente e sede própria, que depende de morosa obra de restauração de um palacete de valor histórico (da família Faciola) no centro da cidade.
Depois de deixar a direção do Museu Emílio Goeldi, fazendo de sua vice-diretora, Ima Vieira, sua sucessora (e ela também conseguir a aprovação do nome que indicou, Nelson Gabas Jr.), e de uma carreira como pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Peter não se enquadrou no modelo que parece ter sido imaginado pelo dito “núcleo duro” da administração estadual. Foi tratado a pão e água, fritado e, quando, ainda assim, resistiu a pedir sua demissão, demitido – com detalhes que não honram quem o afastou do cargo (incluindo a versão de que o ato foi conseqüência de iniciativa do próprio Peter, que meses antes, quando a mãe ficou gravemente doente e morreu, pedira seu afastamento, mas decidiu prosseguir, consumada a perda familiar). O desfecho dessa ópera bufa foi bizarro.
Tornou-se inevitável comparar o final do Idesp, em 1999, sob o tucano Almir Gabriel, com o seu renascimento, em 2008. Quando Afonso Chermont, o então diretor, chegou à sede do instituto para começar seu trabalho, soube, pelo Diário Oficial, que estava demitido – e o primeiro órgão estadual de planejamento do país, criado em 1966, extinto. Franz Kafka não teria imaginado situação mais surreal. Como na metamorfose kafkiana do inseto, Afonso se viu transformado subitamente em nada. E como é que o súbito nada podia se entender com seus interlocutores da véspera, inclusive os que, naquele mesmo momento, aplicavam recursos seus no Idesp, imaginando que a ciência é feita sob um terreno mais sólido, insuscetível à mudança de humores do chefe do governo?
A decisão de extinguir o instituto foi tão avassaladora que não deu nem tempo para as formalidades e gentilezas: foi uma autêntica intervenção cirúrgica – de emergência e, por isso, a frio, com todo trauma decorrente desse método. O órgão não estava sendo punido por suas falhas ou lacunas evidentes, mas justamente por ainda conseguir cumprir uma das suas funções: fornecer informações à sociedade. No caso da sucumbência idespiana, estatísticas que revelavam a incapacidade do governo de cumprir um dos seus compromissos de campanha, apresentado em 1996, e a ser renovado em 2000: criar 400 mil novos empregos no Estado. Pelo contrário, o saldo era negativo.
Ao invés de mudar a realidade, o mais fácil e tentador é escondê-la. Assim, mais uma vez o mensageiro das más notícias foi sacrificado pelo destinatário furioso – e com poder de causar a morte. Com um golpe de bisturi, o governador-médico Almir Gabriel eliminou a criatura que não se acomodava ao seu modo autoritário de comandar a máquina pública estadual. Na posse de José Raimundo, o secretário de governo admitiu a história como hipótese, como lenda. Mas os fatos ainda são muito recentes e estão minuciosamente documentados nas edições deste jornal da época para que já possam ser abrangidos pelo vasto manto brumoso da mitologia.
Também deviam ser consideradas mitológicas as interpretações sobre uma nova sanção aplicada ao Idesp justamente pelo governo que o ressuscitou, também insatisfeito em conviver com uma parte do seu corpo que não se conformava ao todo, à ordem unida imposta sobre a totalidade do governo para a tarefa – nada fácil, mas também nada impossível – de garantir a continuidade de Ana Júlia. A se confirmar esse entendimento, será mais uma ironia da história: os petistas repetem os tucanos nas práticas que antes condenavam.
Os discursos da “refundação” do Idesp em 2008 tocaram em dois pontos nevrálgicos que ocasionaram sua morte e são vitais para a sua perenidade. Na ocasião, a governadora, que comandou pessoalmente a solenidade, disse que o PT encontrou o governo sem informações. As decisões eram tomadas à base do conhecimento empírico. Mas que, a partir daquele momento, o Idesp seria um órgão mais da sociedade do que do governo.
Se fosse assim, não teria sido necessário demitir o dirigente do órgão, afastado por razões políticas e não administrativas, técnicas ou científicas. Se fosse a boa política, a transição teria sido pacífica, normal. A governadora teria feito questão de estar presente ao ato de demissão, seguido da posse, diante do público. O chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o personagem mais citado nas conversas de bastidores, como o articulador da troca, compareceria para negar a veracidade das versões, abraçar o ex-colega de governo, prestigiar o novo cargo assumido pelo ex-secretário da Fazenda e afastar as maledicências sobre seu jeito maquiavélico de agir para se eleger deputado federal, fortalecendo sua vertente política.
Dois anos depois, o cidadão que devia estar à frente dessa trajetória foi colocado de lado, sem qualquer explicação pública, e outro cidadão posto em seu lugar, com a reiteração dos compromissos, que já deviam ter se materializado, mas que travaram na falta de apoio superior e se desviaram para caminhos ínvios pelas barreiras colocadas no caminho. A abertura do diálogo foi importante, mas não faz a remissão do erro nem é garantia do acerto. Agora, mais do que falar, é preciso fazer – e o que é também irônico: não o que foi feito recentemente, até criar a mais nova crise no Idesp.Médico é furtado dentro do Hospital Municipal de Santarém
O caso foi registrado na polícia, mas até o momento a direção do hospital não se pronunciou a respeito da falha do sistema de segurança do HMS que permite que meliantes circulem livremente em áreas internas daquele hospital.
Deputado quer proibir antecipação de royalties
Para Megale, a Lei é inconstitucional em sua aplicação, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal determina o equilíbrio das chamadas “contas primárias”, através do equilíbrio auto-sutentável; ou seja, “gastar apenas o que se arrecada”.
“O governo anunciou a antecipação, mas sabemos que há necessidade de ajustes fiscais. Na sessão especial para discutir o assunto foi posto a necessidade da medida, a fim de ser comprado cadeiras e calculadoras. Isso é uma irresponsabilidade do governo. Se fossem recursos arrecadados, dentro dos seus quatro anos, tudo bem, mas não se pode comprometer os recursos do próximo governo”, destacou.
(Fonte: Assessoria Parlamentar)
Iterpa contrata empresas para georreferenciamento
(Fonte: Diário Oficial do Estado)
Garimpagem no Tapajós
Em Itaituba, 2.083 áreas (cada uma de 50 hectares), são passíveis de conseguir a licença ambiental na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e, consequentemente, a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG).
Existem hoje apenas 104 PLG's emitidas na região. Todas as demais áreas (não se pode precisar quantas, apenas que há 19.534 requisitadas) operam na ilegalidade. O setor envolve entre 40 mil e 60 mil pessoas, sobretudo dos municípios de Itaituba, Jacareacanga, Trairão, Novo Progresso, Rurópolis e Aveiro. A estimativa dos próprios garimpeiros é de uma produção diária de 20 a 30 quilos de ouro, destinado basicamente ao mercado financeiro.
(F0nte: Secom)
Noca inaugura quiosque amanhã na praça São Sebastião
400's PM atuam na desocupação da área do Juá

A Polícia Militar está empregando na operação no terreno do Juá ,invadido desde outubro de 2009, cerca de 400 homens incluindo uma tropa do Choque de Belém que chegou a Santarém na madrugada de hoje.
Além da Polícia Militar participam da reintegração a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Tutelar, Ibama, Secretaria de Meio Ambiente de Santarém e agentes municipais de trânsito.
Todo o processo está transcorrendo na maior tranqüilidade possível, pois os invasores não apresentam resistência quando são informados pelo oficial de justiça da necessidade de desocuparem os barracos e retirarem seus pertences.As pessoas que ocupavam a área passaram a madrugada e continuam em manifestação em frente a prefeitura de Santarém, onde a Polícia Militar também tem empregado guarnições para garantir que a ordem e tranqüilidade sejam mantidas no local.
(Com informações e fotos da PM)
Rodovia Everaldo Martins está sem sinalização
Mas a estrada que liga Santarém a Alter do Chão ainda não recebeu sinalização horizontal, tornando a viagem perigosa, já que muitos motoristas trafegam naquela via em alta velocidade.
Dilma e Padilha reagem a FHC
O PT decidiu responder ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso após um artigo em que o tucano critica a estratégia do governo para vencer as eleições de outubro. No domingo, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência, disse que sua campanha não vai parar com as comparações entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e FHC. "Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que nosso caminho é melhor", afirmou.
A edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo traz um artigo assinado por Fernando Henrique em que o ex-presidente afirma que Lula, levado por "momentos de euforia", está inventando inimigos e enunciando inverdades. FHC ainda lamenta que o presidente tenha se deixado contaminar por "impulsos tão toscos". "Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa", diz o texto.
Já Dilma afirmou que sua campanha defende a comparação entre os governos para que os brasileiros escolham seu caminho. "Essa é a forma de nós confrontarmos as possibilidades", disse a ministra. "Comparar não é ficar olhando pelo retrovisor. Comparar é discutir que caminho vou seguir. Sem sombra de dúvida, houve passos no governo anterior, agora, o que estou dizendo é que o nosso caminho é melhor", completou.
As comparações foram defendidas também pelo ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha. Ele ainda afirmou que o PT está disposto a debater com os tucanos suas propostas para o futuro. "Assim que mostrarem o que querem fazer, nós vamos comparar com aquilo que queremos fazer daqui para frente."
Operação da PM na área do Juá derruba construções e cercas
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Clasificação do campeonato paraense
2º Paissandu, 8 pontos
3º Independente, 7 (saldo: 2/gols pró: 5)
4º Cametá, 5
5º Águia, 4 (saldo: 0)
6º Santa Rosa, 4 (saldo: -3)
7º Ananindeua, 3
8º São Raimundo, 2



