sábado, 30 de março de 2013

Shopping inconveniente



Lúcio Flávio Pinto
 
Belém- Não foi apenas um princípio de incêndio, como a imprensa noticiou. Houve incêndio mesmo no Shopping Doca Boulevard, no dia 7. O fogo foi logo apagado pelos bombeiros, que chegaram rapidamente ao local. Mas a fumaça saiu do controle dos mecanismos existentes no prédio e se espalhou. Sem a evacuação, podia ter acontecido uma repetição — ainda que sem a mesma gravidade — do que sucedeu na boate Kiss, no Rio Grande do Sul. As pessoas poderiam ser atingidas pela fumaça tóxica.
Quatro incêndios em três anos recomendam atenção e cuidados sobre esse shopping. Ele parece vulnerável aos acidentes. Pode ser até que venha a melhorar os sistemas de segurança interna, mas continuará a ser uma peça anômala no conjunto urbano em que se localiza.
Não era para esse estabelecimento comercial funcionar onde se encontra. Se fosse aprovado, jamais poderia ter a configuração que possui. Ele agride regras básicas de convivência com o ambiente em torno. O prédio foi levantado sem recuos. A calçada é estreita. A entrada e saída de carros é um perigo porque não há uma área de manobra. Eles aparecem em cima do pedestre, cuja faixa é interrompida. Prioridade aos carros. A vida é secundária.
Como o fluxo é intenso em vários horários ao longo do dia, o movimento de entrada e saída no shopping expropria o espaço público. As ruas do Reduto são estreitas. Uma faixa é quase sempre do estabelecimento, uma fonte de barulho, calor e impertinência sobre seus vizinhos. Uma cidade com regras civilizadas não poderia permitir que ele existisse no local onde está. O incêndio talvez pudesse fazer as autoridades cumprir a parte que lhes cabe no assunto: olhar para fora do shopping, onde está o povo, e não apenas para dentro, onde se abriga a clientela.

domingo, 24 de março de 2013

Tema da eleição de 2014: o novo Estado de Carajás



Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós
 
Carajás pode vir a ser o grande tema da eleição de 2014. Os grupos políticos com aspiração ao poder já montam suas bases no sul do Estado para uma disputa que promete ser intensa. Pode ser simplesmente para definir ou consolidar uma forte base política local. Mas pode ser também um passo alentado para a retomada do projeto da criação do Estado de Carajás.
Há movimentos visíveis e barulhentos, como os antagonismos em torno da nova diretoria da Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins. O governador Simão Jatene deslocou seus emissários para pressionar pela eleição de Sancler Ferreira, de Tucuruí, que acabou vencendo João Salame, de Marabá.
A grande diferença de votos indicaria a força de Jatene no sul do Pará. Mas pode não ser exatamente assim. Salame era do esquema de apoio aos tucanos até se desentender com o líder maior do PPS, o deputado federal Arnaldo Jordy, que aderiu por inteiro ao esquema de poder do PSDB.
A divergência, que podia ser considerada apenas paroquial, foi ganhando substância à medida que Salame foi se tornando porta-voz de uma nova investida pela redivisão territorial do Pará. Como não está mais garantida pacificamente a manutenção da liderança de Marabá sobre as demais regiões, Salame precisa demonstrar sua disposição através de atos concretos.
Ele acusou o governador de ter recorrido a meios nada éticos para conquistar adesões entre os prefeitos da Amat, a mais antiga das associações de municípios, prometendo ou realizando obras de nítido objetivo eleitoreiro. A reação corresponde a um autêntico rompimento. Como o governo já mostrou que vai usar todas as suas armas para se impor politicamente na região, o prefeito de Marabá não tem alternativa senão procurar um aliado forte.
Esse aliado parece ser Jader Barbalho, que está concentrando sua atuação na região de Carajás. Além de visitas constantes aos municípios que integram o território do pretendido novo Estado, o líder do PMDB está criando uma estrutura de suporte para aviventar sua presença numa área que o tem hostilizado, mas na qual está longe de se ter incompatibilizado.
Sua nora, casada com Jader Filho, tem uma universidade baseada em Marabá que está se ampliando. É uma boa fonte de prestígio e influência. Mais do que ela, é o jornal Correio do Tocantins, o mais antigo e de maior penetração na região.
A propriedade do jornal saiu das mãos do seu fundador, Mascarenhas de Carvalho, e da empresa que ele criou, a Marabá Comunicações. Mascarenhas já só aparece no expediente como fundador. A direção efetiva é de e a empresa responsável passou a ser a Carajás Rede de Comunicação, que tem como presidente João Chamon Neto e como diretor de redação Patrick Roberto.
Por enquanto, o tema da redivisão está latente.Mas logo se apresentará e terá nova força. Apostará na incapacidade de Belém continuar a ser a capital de todo o vasto Pará.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Governo Jatene anuncia 9% de aumento salarial para servidores

Agencia Pará

Os servidores estaduais receberão, a partir de abril, um aumento salarial de 9%, autorizado para todas as categoriais. O percentual é superior ao índice da inflação projetada até o mês de março (que é de 6,5%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE). O valor do auxílio alimentação também será elevado, passando de R$ 200,00 para R$ 300,00. No caso dos servidores da área de segurança pública, esse auxílio, que atualmente é de R$ 325,00, passará para R$ 350,00. “O reajuste apresentado oportuniza um aumento real será em torno de 2%”, frisou a secretária. Professores e militares já receberam reajuste em janeiro deste ano.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 21, pela secretária de Estado de Administração, Alice Viana, em reunião com associações e sindicatos do funcionalismo público, que acontece neste momento, na sede da Secretaria de Administração. Alice Viana detalhou que o reajuste acrescerá mensalmente R$ 18,5 milhões na folha de pagamento que o percentual foi pensado de acordo com a capacidade do Estado de custear os gastos com pessoal, de acordo com Lei de Responsabilidade Fiscal, à qual todos os governantes estão submetidos.

Antônio Rocha reeleito para presidir o Ipalep

O deputado estadual Antônio Rocha(PMDB) foi reeleito, ontem, presidente do Instituto de Aposentadoria da Assembléia Legislativa do Pará (Ipalep).
Uma das medidas que serão implantadas por Rocha será o fim das aposentadorias dos deputados estaduais a partir de 2015. Apenas os atuais contribuintes do instituto manterão esse direito já adquirido.

Fruta estupidamente gelada


Paulo Lima

Correio Brasiliense



Cerveja de cereja produzida na Bélgica: para sentir o aroma da bebida encorpada e de espuma densa, basta abrir a garrafa (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)Considerada paixão nacional e popularmente conhecida como loira gelada, a cerveja ganha destaque com sabores inusitados que têm caído no gosto brasileiro. Novas variedades encantam não só pela cor, mas pelo gosto e pelo cheiro predominante sde frutas. As versões artesanais aromáticas que ganham espaço no universo gourmet podem ser preparadas com essência dos frutos ou fermentadas diretamente nos alimentos. O propósito é agradar ainda mais aos consumidores, com sabores exóticos, marcantes e requintados. Cajá, cereja, framboesa, banana, maracujá, tamarindo e até mesmo umbu são alguns dos produtos introduzidos na bebida.

A aceitação do público é tamanha que as cervejas artesanais de frutas chamaram a atenção dos centros acadêmicos. Na Bahia, um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) estuda a produção da bebida com ingredientes do semiárido nordestino. Diferentemente das grandes cervejarias, que usam milho e arroz, a formulação inovadora tem o objetivo de substituir parte do malte de cevada, a fim de diminuir o custo da produção, apresentar novos sabores e deixar a o produto mais leve.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Giovani Brandão, as cervejas feitas com frutas ganham espaço pelos compostos aromáticos que as incrementam e aguçam a curiosidade. Brandão se dedicou com afinco ao estudo da bebida. Montou uma minicervejaria no laboratório da universidade e tem investido na produção. “Tenho uma linha de pesquisa de cervejas especiais feitas com os frutos de nossa terra. Isso possibilita não só a descoberta da bebida com novos ingredientes, mas também dá impulso à produção agrícola”, acredita o coordenador do Laboratório de Fermentação e Engenharia de Alimentos da UEFS.

A criação baiana já pode ser apreciada até no exterior. A cerveja de banana, desenvolvida durante o doutorado de Brandão na Universidade de São Paulo (USP), é produzida por uma cervejaria na Costa Rica. “É uma cerveja levemente doce, com baixo teor alcoólico e sabor marcante da banana. Envolve um processo mais barato, já que parte do malte é substituído pelo suco da fruta”, detalha o pesquisador.

Deputado Nélio Aguiar denuncia contradição na marcação de exames em Santarém

O deputado Nélio Aguiar (PMN) repercutiu no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) denuncia feita na Câmara de Vereadores referente a problemas no acesso dos usuários do SUS para a realização de exames de alta complexidade no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). 

 “Apesar de muita gente esperar cerca de 40 dias por um exame de ressonância magnética ou mamografia, ao final do mês o hospital não consegue atingir  a meta pactuada com a Sespa, então há uma grande contradição na  prestação do serviço, que precisa ser esclarecida, pois sabemos que há muitos pacientes que precisam de mamografia, tomografia e ressonância magnética e ficam esperando meses na fila e alguns até cansam de esperar e acabam pagando pelos exames em clinica particular, cobrou Nélio Aguiar.

Dados da violência contra mulher

Pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostrou que, no país, 677 mil processos passaram pelas varas ou pelos juizados especiais exclusivos para o julgamento de casos da Lei Maria da Penha.

Isso inclui, além de ações, pedidos de medidas protetivas e inquéritos policiais. 

Em cinco anos, 98.990 homens responderam a processos por violência doméstica no Brasil.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Big Brother em Santarém

O Centro de Informações e Operações Policiais(CIOP) deve contar, em breve, com câmeras de vigilância instaladas, inicialmente, no centro comercial de Santarém.

Lojistas que possuem equipamento instalado em frente a seus estabelecimentos poderão, também, conectar a câmera à central de monitoramento da polícia.

Pedofilia: Cardeal mordeu a língua

Do Blog do Parsifal

Erro e reparação

Cada vez mais a opinião pública patrulha o que deve e o que não deve ser dito. Principalmente quando quem diz é uma autoridade com capacidade de repercussão além da própria aldeia.
Declarações polêmicas ajudam na formação de novos conceitos quando elas estabelecem discussões globais. Age com sabedoria quem as profere e, em seguida, percebendo o equívoco, humildemente se coloca em culpa, desculpando-se imediatamente.
Esta foi a atitude do cardeal arcebispo sul-africano Wilfrid Napier, um dos eleitores do conclave, que, na semana passada, respondendo à indagações sobre pedofilia na Igreja Romana, cometeu a frase abaixo: 

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À repercussão extremamente negativa da declaração, entendida como uma tentativa de justificar a pedofilia flagrada nas sacristias, Napier não se arremeteu à ortodoxia dos que se arvoram em donos da verdade: baixou a cabeça ao mundo e pediu, sem rodeios, as desculpas abaixo: 

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Aplausos a Napier pela humildade de saber que errou. A pedofilia é um crime mesmo se praticado por pessoas doentes. Se o criminoso é uma autoridade religiosa o crime se torna mais grave, exigindo punição mais rigorosa, não só da Justiça, como da igreja a qual pertence quem o perpetrou. 

A Igreja que não faz isso, esta sim, está gravemente doente.

Propina para internação de pacientes em hospital público envolveria funcionários e médicos

O vereador Paulo Gasolina(DEM) denuncia que há um grupo de servidores dos hospitais públicos de Santarém que cobram para antecipar internações e consultas de pacientes de outros municípios que não são encaminhados pelo SUS através do sistema TFD(Tratamento Fora do Domicílio).

Com a  palavra a direção da Semsa e da Sespa.

A Tecejuta


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós 

Cabeças das máquinas de tecelagem abandonadas. Foto: Carlos Matos


Em 3 de setembro de 1953 o ministro da Fazenda, depois de ouvido o Banco do Brasil, informou ao presidente Getúlio Vargas, em exposição de motivos, que “fora atendido em caráter excepcional o pedido da Companhia de Fiação e Tecelagem de Juta de Santarém, para que sejam importados três conjuntos de geradores de 400 kw e 10.00 sacos de cimento, em moeda não conversível”.
 
Era o resultado de duas audiências que Elias Pinto, levando consigo os irmãos Tuji, imigrantes japoneses que trouxeram a planta da Ásia, tivera no Rio de Janeiro com o presidente. 

A audiência foi marcada porque Getúlio se impressionou com a saudação que o jovem político (então com 25 anos) lhe fez em Santarém, durante sua passagem pela cidade, em campanha eleitoral, em 1950. 

Entregou-lhe um cartão e disse-lhe que, se fosse eleito, devia procurá-lo para tratar da industrialização da fibra, um dos temas do discurso. O presidente cumpriu sua promessa: encaminhou, com seu empenho pessoal, todos os pedidos que lhe foram feitos, como a importação de máquinas e equipamentos, sem a necessidade de divisas. 

Assim começou a saga da implantação da Tecejuta, a primeira grande indústria no Baixo-Amazonas paraense. Uma história que terminou cedo – e, infelizmente, não terminou bem.

terça-feira, 19 de março de 2013

Extrativismo não prejudica castanhais, aponta estudo


Após sete anos de pesquisa, o Projeto Kamukaia – rede de pesquisa coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – divulga resultados sobre a ecologia das espécies de castanha-do-Pará, andiroba e copaíba, na segunda edição Seminário e Workshop Kamukaia, em Macapá.


Uma das grandes descobertas do projeto foi achar nas áreas de capoeira (vegetação secundária) uma quantidade considerável de castanheiras. Estudos de campo contestaram as pesquisas publicadas sobre o tema que diziam que a coleta intensiva da castanha prejudicava a regeneração dos castanhais. A equipe técnica observou através de vários experimentos e dinâmicas que o extrativismo, ao contrário do que se pensava, não compromete a estrutura populacional do fruto.

O encontro contou a participação de pesquisadores da Embrapa Amapá, Acre, Roraima, Rondônia, Amazonas e Pará. Durante o seminário, foram realizadas apresentações e debates sobre os resultados das pesquisas, a integração com políticas públicas e projetos de desenvolvimento baseados nos produtos florestais não-madeireiros, produtos da floresta.


A pesquisa apontou, ainda, que a maioria dessas espécies florescem no período de menor precipitação (verão) e produzem frutos no período mais chuvoso. No Amapá, há queda de sementes e frutos de andiroba durante todo o primeiro semestre, com pico de produção no mês de maio. No caso da castanheira, não existe um padrão para a Amazônia, com variações entre os Estados. (Com informações do Portal Amazõnia)

Mapará apreendido em Santarém é doado a instituições

O Ibama apreendeu 35 toneladas de peixes no período do defeso na Bacia do Amazonas, em dez dias de fiscalização na Operação Rios Federais II, em Santarém, no oeste do Pará. Cinco embarcações envolvidas na pesca predatória foram apreendidas e R$ 780 mil em multas aplicadas. Todo o pescado está sendo doado a instituições sem fins lucrativos, entre as quais Exército, Corpo de Bombeiros, Programa Mesa Brasil e Polícia Militar. 

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A segunda fase da Rios Federais começou na sexta-feira (08/03) e vai até o encerramento do defeso do tambaqui e do acari nos municípios do Médio Amazonas no domingo (31/03). Para as demais espécies, exceto o pirarucu que prossegue com o período de reprodução protegido até 31/05, o defeso no estado do Pará terminou na sexta (15/3).
 
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A grande maioria das apreensões do Ibama foi de mapará, um dos peixes mais ameaçados e visados pela pesca industrial, que o comercializa em filé nos centros urbanos do Brasil e exterior. 

Imagem inline 4Um dos barcos foi flagrados quando retornava à Santarém pelo rio Tapajós, carregado com quatro toneladas da espécie, apenas sete horas depois do fim do defeso no  Pará. "Não era possível pescar tantas toneladas de mapará em tão pouco tempo naquelas condições", disse o coordenador da operação, o analista ambiental Paulo Lopes, que multou o responsável em R$ R$ 73,6 mil por transportar pescado fruto de pesca proibida. 

A outras quatro embarcações  foram abordadas no rio Amazonas, na altura de Santarém, quando seguiam para Belém e Macapá. Também estavam carregadas com 30 toneladas de mapará e em torno de uma toneladas de espécies diversas.  Na primeira fase da Operação Rios Federais, entre 24/01 e 07/02, o Ibama apreendeu 16,5 toneladas de peixes e dois barcos. (Texto e foto: Nelson Feitosa Jornalista e Analista Ambiental do Ibama)

Concurso do Ministério da Agricultura é autorizado pelo Governo Federal

O preenchimento de vagas por meio de concurso público no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi autorizado pela Portaria nº 74, publicada nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União. Estão previstas 422 vagas. 

Foram autorizados os preenchimentos de 172 vagas para os cargos de fiscal federal agropecuário, além de 100 para o de agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal e mais 50 para agente de atividades agropecuárias. 

Outros cargos descritos na portaria são os de administrador (23), agente administrativo (50), bibliotecário (2), contador (6),economista (4), engenheiro (3), engenheiro agrônomo (2), geógrafo (3), psicólogo (2) e técnico em contabilidade (5).

Recursos do Fundeb de Mojuí são recebidos por Santarém

Miguel Oliveira
Repórter

Foto: Vilberto Sá
 
Os prefeitos Jailson Duarte, de Mojuí dos Campos, e Alexandre Von, de Santarém, põem o pé no jato esta madrugada em direção ao Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação(FNDE), em Brasília, para resolver um imbróglio que vem causando desconforto na relação ene os dois tucanos.

Por causa da base de cálculo do repasse de verbas da educação considerar o ano anterior, quando ainda Mojuí era distrito de Santarém, o novo município, implantado no dia 1º de janeiro deste ano, ainda não recebeu nenhum centavo do Fundeb, que continua sendo depositado na conta da prefeitura de Santarém.

Além dos recursos do Fundeb, o repasse da cota-parte do ICMS também não está sendo feito nas contas de Mojuí, o que só vai ocorrer após a Assembléia Legislativa aprovar lei do executivo determinando o recálculo e repartição do ICMS entre todos os 144 municípios paraenses.

Em Brasília, Jailson e Von vão tentar convencer os técnicos do FNDE que o repasse do Fundeb pode ser feito com base na metodologia da transferência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), calculado pelo Tribunal de Contas da União(TCU), o que vem ocorrendo normalmente desde o dia 3 de janeiro de 2013.