terça-feira, 16 de agosto de 2011

Debate: Redivisão do Pará


Paulo Cidmil fez o comentário abaixo sobre a postagem de João Camerini: “Sim!” a quê, cara pálida?":
 
Seu texto é de enorme lucidez frente a euforia quase coletiva que vivenciamos.
O SIM virou uma cortina de fumaça atrás da qual a quase totalidade dos políticos esquiva-se de perguntas como as que você faz e procuram surfar no otimismo geral empunhando a bandeira da rendeção para nossa região.
A imprensa e a sociedade civil precisam sabatiná-los para saber por exemplo qual o plano estratégico de desenvolvimento dos Partidos e Movimento Pró Tapajós.
Logo após plebiscito virá eleição para governador, senado e câmaras. Esse processo plebiscitário, do jeito que esta sendo posto, acaba por criar mitos, dos quais muito tenhamos que lamentar no futuro.

4 comentários:

Anônimo disse...

Me admira um jornal que leva o nome de "O Estado do Tapajós!" levantar dúvidas e suspeitas sobre a criação do Estado do Tapajós. Não é preciso ter muita inteligência para saber que a descentralização é o melhor caminho, tanto em extensão territorial para a nova a nova capital, como pela descentralização de governo. O maior investimento que será feito na região amazônica será a criação de novos estados, e esse comentário só vem colocar em dúvida uma luta de quase 2 séculos.

Gilberto Alvarenga disse...

Amigo anonimo,, esse questionamento sobre o Estado do Tapajos e uma coisa que nos temos que fazer. Porque neste momento vejo so falar em criar o estado do tapajos ,, mais nao vejo projeto de nada, nao vejo futuro de nada. Pois que vai se dar muito bem ou muito mau com isso .. somo nos populacao ou sao os politicos. Nascir em Santarem, sou a favor da criacao do estado do tapajos. Mais os politicos que nos representar hoje no Estado do Para. serao alguns dos mesmos politicos que irao nos reperesentar no estado do tapajos. resumindo o que estes politicos trouxeram de bom para estado do para durante este tempo todo.. Outro questinamento : quantos desses politicos da cidade de santarem anos sao eleito com a bandeira de criacao e asfaltamento da santarem cuiaba. Voces viram que as obras da santarem cuiaba e da transamazonica pararam por causa de corrupcao. Entao meus amigos vamos criar o estado do tapajos ,, mais tambem vamos analisar o nossos futuro e planejar para que o nosso estado nao se torne apenas mais uma capitania ou mais um provincia subdesenvolvida dentro do Brasil.

Jota Ninos disse...

Concordo que é preciso haver o debate, mas acho que o momento é de campanha pelo SIM no plebiscito. Vivemos o momento único da possibilidade de criar um novo estado através do voto. Se nem passarmos do plebiscito, que debate faremos?
Paulo, concordo que é preciso se questionar todos os atores sobre que projeto se tem para esse estado, mas não acredito que este seja o momento. Como você mesmo disse, após o plebiscito ainda temos um longo caminho a percorrer, pois ainda enfrentaremos uma luta no Congresso. E precisaremos da articulação de todos os políticos que possamos contar, tanto do Tapajós e, principalmente do Carajás.
Enquanto essa articulação estiver sendo feita em Brasília, caberá aos que aqui ficaram extasiados com o resultado favorável do plebiscito começar o debate, nas organizações populares, nos partidos.
Estaremos com uma eleição municipal pela frente, que poderá ser o reflexo da rearrumação das forças políticas, as que serão mantidas e as que porventura ascenderão.
A população, além de votar, terá que se preparar para um novo debate de propostas, e de pois disso, mais uma vez a sociedade civil (des)organizada terá que se preparar para discutir a Constituição que queremos, o Estado que queremos.
Como concatenar desenvolvimento e ambientalismo? Quais os desafios desse novos estado? Quem serão os líderes que surgirão na futura Assembleia Estadual Constituinte?
Por isso, acho que o momento não é de fazer esse debate, até porque o que temos pela frente é uma verdadeira guerra de ideias com quem é simplesmente contra a criação dos novos estados. Não temos tempo e nem dinheiro para isso. O plebiscito deve ser pedagógico no sentido de criar a alternativa do debate, com a realização de um sonho secular e que, infelizmente, nunca foi amplamente debatido pela sociedade.
Desde o período do Império foi uma aspiração elitista, e só começou a tomar uma forma de aspiração popular em 1994. Naquele ano elegemos uma grande bancada de deputados, mas após isso não houve nem por parte dos políticos e muito menos dos movimentos sociais, a tentativa de iniciar o necessário debate.
E passamos a viver da expectativa de aprovação de um projeto, que acabou caindo no nosso colo a partir da injunção de um senador de Roraima, e mais recentemente do apoio dos políticos do sul do Pará na Câmara Federal.
reafirmo: a hora é de animar todos a votarem no SIM. O debate virá depois.
E ai de nós que não o façamos...

Anônimo disse...

Luiz Pereira.

Amigo Alvarenga, Mato Grosso do sul e Tocantins são exemplo de sucesso, descentralização é exemplo de sucesso, encurtar as distância até a capital do estado se faz necessário. Você será privilegiado com a capital do estado. Não há tempo de filosofar , é o mesmo que discutir o sexo dos anjos. Pouco mais de 3 meses. Se ficarmos filosofando vamos tomar uma rasteira, é ai já é tarde para se arrepender.Primeiro se cria o estado do Tapajós, depois vamos eleger os novos governantes.
Eu acredito que o Estado do Tapajós terá um futuro brilhante , independente e forte. Seja forte, acredite na força do tapajoara.