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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mário Couto x Cláudio Puty ( II Parte)

Segundo o Blog CJK, o senador Mário Couto se pronunciou ainda há pouco da tribuna do Senado Federal e fez essas afirmações:

1 - Iniciou denunciando uma "ditadura" contra a Oposição;

2 - Estaria sendo perseguido pelos petistas, querem calar a sua voz;


3 - Os quatro deputados petistas Faro, Zé Geraldo, Puty e Miriquinho são "safados" e "cínicos", responderiam na Justiça por diversos crimes;


4 - Zé Geraldo, acusado pela arrecadação ilegal de recursos junto a madeireiros para campanhas políticas do PT;


5 - Puty, alvo de ação por conduta vedada à administração pública;


6 - Beto Faro, preso e algemado;


7 - Miriquinho Batista responde a processo pela emissão de falsas carteiras de pescador;


8 - Miriquinho, alías, seria o "Palocci do Pará", aumentou em 1.000% o seu patrimônio pessoal durante seu último mandato de deputado estadual;


9 - Nunca teria sido preso, ao contrário dos petistas, "quem quer lhe prender agora é o PT do Jarbas Vasconcelos" (presidente da OAB/PA);


10 - Ao chamar de "malditos petistas" os seus algozes, foi advertido pela senadora Marta Suplicy, que mantivesse o "decoro";


11 - Não deu bola, exaltou-se, chegou à lágrimas, mas continuou a afirmar que "vão ter que me aturar".

Fogo cruzado


O PT, através do seu presidente Rui Falcão, escudado pelos deputados federais Claudio Puty, Beto Faro e Zé Geraldo, foram, ontem, às barras da Procuradoria Geral da República, impetrar pedido de investigação contra o senador Mario Couto (PSDB-PA), acusando-o de “chefe da quadrilha” que protagonizou fraudes na ALEPA, quando o mesmo era presidente da referida Casa.

É óbvio que quem já é denunciado por supostas delinquências, Puty e Faro, não está impedido de denunciar as supostas obliquidades alheias, portanto, nada a reparar na atitude dos deputados, tão pouco do próprio PT, também useiro e vezeiro em protagonismos de escândalos nacionais.

Todavia, como os missivistas têm protuberâncias inflamáveis, o senador Mario Couto não deixou por menos e começou, ontem mesmo, a atear fogo na palha: mirou o deputado Puty e o qualificou de o “mais corrupto” de todos, prometendo metralhar algumas de suas supostas delinquências, ainda hoje, da tribuna do Senado.

Prometeu, também, Mario Couto, bater à mesma porta que bateram os deputados, e protocolar pedido igual a respeito de supostas estripulias do deputado Puty quando era chefe da Casa Civil e durante a campanha de deputado federal.

O presidente do PT nacional, por ocasião da entrega do documento contra Mario Couto à PGR, declarou que “o PT é partido que mais defende a ética”.

Permita-me o presidente Rui Falcão fazer uma emenda à asserção: pode o PT até ser o partido que mais defende a ética, mas, na mais perfeita tradução do espeto de madeira, é o partido que menos a tem praticado nos últimos 8 anos. Para constatar isto, basta acessar o noticiário.
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Nota da redação:
O deputado federal Beto Faro, outro signatário da denúncia contra o senador Mário Couto, responde a processo por formação de quadrilha e grilagem de terras, em Santarém, resultado da operação 'Faroeste', cujo nome é uma alusão ao referido parlamentar, à época superintendente do Incra no Pará.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CPI do Trabalho Escravo é protocolada na Câmara dos Deputados

Erika Morhy

O deputado federal Claudio Puty (PT-PA) protocolou, na tarde desta quinta-feira (07/04), no Plenário da Câmara dos Deputados, requerimento, com mais de 180 assinaturas, para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo.

Durante a cerimônia, parlamentares da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) apoiaram a iniciativa. Estavam presentes Erika Kokay, Nilton Lima, Vicentinho Alves, Fernando Marrone e Amauri Teixeira.

A CPI do Trabalho Escravo tem o objetivo de mobilizar a sociedade e pressionar o Congresso Nacional a votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que expropria terras onde foram encontradas situações análogas à escravidão.
A PEC está parada na Câmara desde 2004, aguardando a votação em segundo turno. “Esta é uma evidência do poder político dos que patrocinam a impunidade de um crime com implicações graves aos direitos humanos, à economia e a Previdência Social”, afirmou Claudio Puty.

Para o deputado paraense a falta de uma legislação rigorosa para punir este crime faz com que o trabalho escravo ainda seja um bom negócio para muitos empresários. “Pessoas inescrupulosas vêem o trabalho escravo como forma de reduzir os custos da mão-de-obra. Na prática, as punições não têm sido suficientes para inibir o crime: infratores flagrados pagam os direitos trabalhistas sonegados e, só mais recentemente, estão impedidos de receber financiamento público”, explicou Claudio Puty.

O trabalho escravo é realidade no Brasil, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Já foram registrados casos em 21 estados da federação brasileira. O Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho de 2010, que contém os casos flagrados de exploração de trabalhadores na condição análoga à de escravos, lista 220 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas. Entre 2003 e 2010, foram resgatadas mais de 50 mil pessoas, segundo registros da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A erradicação do trabalho escravo é um compromisso do Estado brasileiro com a Organização dos Estados Americanos (OEA) desde 2003. À época, o Brasil foi processado devido à inoperância dos governos locais em julgar os culpados de tentar assassinar o trabalhador Zé Pereira, baleado em setembro de 1989, ao tentar fugir de uma fazenda que o mantinha em situação análoga à escravidão no Sul do Pará.