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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nota ofical da secretaria de segurança sobre negociações com policiais e bombeiros militares do Pará

No que concerne às negociações para o reajuste salarial dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Pará, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informa que:

1) Dentro do limite que é possível oferecer sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Governo do Estado apresentou proposta de reajuste que eleva os salários dos soldados para  R$ 2.128,80. Com o reajuste, as tropas paraenses passarão a ter o oitavo maior salário pago a policiais militares no Brasil.

2) Há uma clara disposição do governo em negociar com os militares por reconhecer a importância e a responsabilidade do trabalho desempenhado por estes servidores, tanto que uma mesa permanente de negociação foi criada para discutir, a partir de março, outros pontos previstos na pauta de reivindicação, como auxílio moradia, auxílio alimentação e gratificação por risco de vida.

3) Apenas os batalhões de Icoaraci (10º), Marituba (21º) e Ananideua (6º) decidiram manter a paralisação de advertência, mesmo após a decisão tomada pela corporação em assembleia de manter-se apenas em estado de greve até nova negociação.

4) Nos batalhões de Icoaraci e Marituba a paralisação durou poucas horas e o trabalho começou a ser retomado por volta de meia noite.

5) Para evitar descontinuidade de policiamento e manter a segurança dos cidadãos nas áreas onde houve paralisação, a Polícia Civil foi deslocada para as ruas, junto com as Tropas de Missões Especiais da PM e com dez viaturas do Conselho de Segurança Pública do Meio Norte (Comen).

6) O Delegado Geral de Polícia Civil, Nilton Atayde, o Delegado Geral Adjunto, Riomar Firmino, o Comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes e todos os comandantes de batalhões da Região Metropolitana de Belém também estão nas ruas para assegurar a tranquilidade da população.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Governo do Estado propõe aumento entre 14% e 22% aos policiais militares

Com informações da Agência Pará

Belém- O Governo do Estado apresentou proposta de reajuste salarial aos Praças da Policia Militar na tarde da última terça-feira, 17. Se a proposta for aceita em assembleia geral a ser realizada nesta quarta (18), virá no contracheque de janeiro da categoria (que inclui os soldados, cabos, sargentos e subtenentes) acréscimos que variam entre 14,13% e 22,4%. Um soldado que até dezembro do ano passado recebia R$ 1.689,50 passará a receber  R$ 2.128,80. O Governo do Estado também aceitou pagar o auxílio fardamento (no valor de um soldo a cada seis meses) e abriu, a pedido dos policiais militares, uma mesa permanente de negociação que, a curto prazo, irá tratar de outra questões, como o risco de vida e o auxilio moradia. A negociação salarial com o oficialato da PM se dará de forma separada nos próximos dias.

O Governo do Estado propôs reajuste de 14,13%, que chega a 22,4% na maior patente dos Praças, que é de subtenente. Em valores nominais o salário de um subtenente, que hoje é de R$ 2.171,47, passará a ser de R$ 3.185,62. (Veja tabela completa aqui)

O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, também saiu satisfeito com o nível da negociação. Para ele, o governo acredita que o diálogo é sempre a melhor maneira de resolver as questões e prova que existe um compromisso claro do governador Simão Jatene em concentrar esforços para que cada policial tenha condições adequadas de trabalho.

O Sargento Aelton Costa, representante da Aspol na reunião, disse que o Governo Estado avançou muito no imediatismo das propostas. “O governo está colocando as suas necessidades e limitações orçamentárias enquanto administrador das contas públicas. Vamos levar a proposta para a aprovação da nossa categoria. Temos que destacar que o governo acenou uma negociação, mas só depois da assembleia desta quarta-feira é que iremos saber como daremos continuidade as negociações”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Semana é decisiva para a greve na polícia militar

Paulo Bemerguy
Do EspaçoAberto

Esta semana será decisiva para que os policiais militares decidam se paralisam ou não suas atividades no Pará na próxima quinta-feira, dia 19. Fontes militares consultadas pelo Espaço Aberto - e que são críticas do governo do Estado - estão meio céticas quanto à deflagração do movimento.

Avaliam que o desejo da greve é mais resultado da influência dos movimentos que estão pipocando país afora, como recentemente no Ceará.

Não vislumbram um movimento organizado e definido, até porque, segundo afirmam, a maioria das associações está sob a tutela do governador e, portanto, submissas ao governo do Estado.

Mas alertam: se a paralisação não ocorrer a partir de quinta-feira, vai eclodir mais tarde, uma vez que não haveria disposição para aceitar as reivindicações dos policiais.

Pelo sim, pelo não, o clima de mobilização perdura aí pela internet.

Já foi até criado um site. É o Greve na Polícia Militar do Pará.
As associações dos Bombeiros (ACSPMBMPA), dos Subtenentes e Sargentos (ASSUBSARPM) e dos Policiais Civis (Aspol), entre outras, estão fazendo circular aí pela internet, inclusive e sobretudo pelas redes sociais, o rol de reivindicações.