sábado, 23 de janeiro de 2010

Jader, sem piedade, ironiza Puty

O confrade Paulo Bemerguy, o redator-em-chefe do Blog Espaço Aberto marca em cima o secretário Cláudio Puty que nem carrapato. Não larga o pé dele.

Na semana passada, Bemerguy repercutiu em seu site as estocadas que Puty desferiu em direção do jornal do deputado Jader Barbalho, mirando, é claro, no dono do negócio.

Puty se sentiu incomodado com o tratamento do RD às ações do governo do estado - ele à frente da missão, é claro - no conflito latente na Resex Renascer em Prainha.

Sob o título Piedade para o RD! Puty disparou em seu Blog:

Ao sabor das conveniências e dos interesses políticos do dono do negócio, desde o dia 13 deste mês o Repórter Diário noticia – e opina desbragadamente – sobre os acontecimentos na Resex Renascer, em Prainha, no oeste do Pará.(...)

Parece esquizofrenia, mas é apenas frustração.
Como diria o Cazuza, vamos pedir piedade!
Piedade para o RD!

Mas Bemerguy não sossegou enquanto não farejou a réplica de Jader a Puty. Com ouvidos bem atentos, sintonizou as poderosas ondas da Rádio Clube do Para, e de lá garimpou a resposta tão esperada por parte de Jader:

- Nonato, modéstia à parte, eu conheço o Pará. Eu ajudei a construir este Estado. É isso que incomoda. Agora, veja você, Nonato, tem esses meninos que ainda não trocaram as fraldas, que ainda não trocaram os cueiros, mas querem nos ensinar a fazer política, Nonato.


Na referência a “meninos”, “fraldas” e “cueiros”, todo mundo fez logo a ligação com Puty, que no início da semana desancou Jader.

Aqui você lê a postagem de Bemerguy na íntegra.

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós



PANTERA ESTRÉIA COM DERROTA

DINHEIRO PARA OBRAS NO BARBALHÃO FOI REPASSADO AO SÃO RAIMUNDO

DEMOLIÇÃO E PROTESTOS EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO INVADIDA

OBRAS DA PREFEITURA SOFREM ATRASO, MESMO COM VERBAS

FAMÍLIAS CONTINUAM EM ÁREAS DE RISCO, APESAR DAS OBRAS DO PAC

LEI DA FILA DOS BANCOS É LETRA MORTA

Memória de Santarém: BR-163: a estrada já existia, se uso, ainda não

PARTIDOS FAZEM CONVENÇÕES EM MOJUÍ DOS CAMPOS

VOLTA AS AULAS NAS ESCOLAS PARTICULARES SERÁ NA SEGUNDA-FEIRA

GOVERNO DO ESTADO ESTRUTURA TRÊS CENTROS REGIONAIS

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Renda do jogo do São Raimundo foi de apenas R$ 2 mil 600


O São Raimundo estreou com derrota no Campeonato Paraense. Foi derrotado pelo Santa Rosa, por 1 a 0, na tarde desta sexta-feira, na Curuzu. O único gol da partida foi marcado através de Wellington de cabeça aos 15 minutos do primeiro tempo. O resultado garantiu ao Santa Rosa que é comandado pelo técnico Mariozinho, a quarta colocação com 3 pontos. O São Raimundo, do técnico Lúcio Santarém, está na sétima posição. A renda foi de R$ 2.660,00, com público total de 517 torcedores - 291 pagantes e 226 credenciados.

(Foto de MÁRIO QUADROS/Bola)

Mudança no comando da delegacia da Marinha em Santarém


O capitão do corpo de fuzileiros navais Paul Antônio Carlos é o novo delegado fluvial da Marinha em Santarém.

Paul substituiu o capitão Evandro Oliveira de Sousa, em solenidade que contou com a presença da prefeita Maria do Carmo.

Foto:Ronaldo Ferreira/PMS

SÃO RAIMUNDO 0 X 1 SANTA ROSA - jogo encerrado

SÃO RAIMUNDO 0 X 1 SANTA ROSA - 32 minutos do segundo tempo

SÃO RAIMUNDO 0 X 1 SANTA ROSA - começa o segundo tempo

Encerrado primeiro tempo: São Raimundo 0 x 1 Santa Rosa

SANTA ROSA 1 X 0 SÃO RAIMUNDO - Welington, aos 16 minutos do primeiro tempo

SÃO RAIMUNDO 0 X 0 SANTA ROSA - começa o jogo

A TAM e o aeroporto de Santarém

Do Site do deputado Nilson Pinto:

Atenção pessoal da TAM: o nome do aeroporto de Santarém é “Maestro Wilson Fonseca”, em homenagem ao grande músico paraense que ficou eternizado como Maestro Isoca. Mas no site da companhia aérea TAM, o aeroporto se chama “Eduardo Gomes”, que é o nome do aeroporto de Manaus. Mais um sinal de desapreço da TAM pelo município de Santarém e pelo Estado do Pará.

Para quem não lembra, a TAM tem histórico: vetou a campanha publicitária do Círio de Nazaré, alegando teor religioso. Recentemente cancelou um vôo Belém-Santarém e hoje oferece apenas duas alternativas: um vôo direto para a capital paraense e outro com escala em Manaus – ou seja, atrelando Santarém ao aeroporto da capital amazonense. Resultado? Vôos sempre lotados e tratamento desqualificado.

Para completar tanto descaso, agora a TAM muda o nome do aeroporto, que é uma justa homenagem ao grande maestro nascido em Santarém. Faça o teste: simule uma compra de passagem a partir de Santarém e depois clique em detalhes do vôo. Lá aparece o nome errado do aeroporto.

Maestro Isoca – A homenagem que deu ao aeroporto o nome desse grande compositor, um dos maiores da Música Popular Brasileira e autor de belíssimas canções, ocorreu mediante projeto de minha autoria e do ex-deputado José Priante. Aprovados no Congresso, os projetos se converteram na Lei Nº 11.338, de 3 de agosto de 2006.

São Raimundo x Santa Rosa

Acompanhe o placar do jogo de estréia do Pantera aqui no Blog do Estado.

Três noites de folia

Desfile oficial de carnaval de Santarém será na orla da cidade e terá três noites de folia.

PM desobstruiu bloqueio da Fernando Guilhon

Não durou nem meia hora o bloqueio da pista da avenida Fernando Guihon por manifestantes que tiveram suas casas demolidas pela prefeitura em área de preservação ambiental, hoje de manhã.

Com a chegada da PM ao local, os próprios manifestantes retiram os galhos de árvores que impediam o tráfego de veículos na rodovia que dá acesso ao aeroporto Wilson Fonseca e à vila de Alter do Chão.

Sem Área de Livre Comércio, produtos paraenses são 30% mais caros

Ontem, durante solenidade na Federação das Indústrias do Pará(FIEAP), o tributarista Helenilson Pontes afirmou que "por não ter uma ALC[Área de Livre Comércio] em seu território, os produtos paraenses são 30% mais caros que os produzidos nos outros Estados nortistas. 'Os Estados da Amazônia, por exemplo, o Amazonas, através de sua capital, Manaus, compra insumos de São Paulo e neste processo são desonerados os impostos.

No caso do ICMS, ele deixa de pagar os 7% do imposto e, como a desoneração dá credito presumido, ele ainda ganha esse crédito de mais 7%. Somando se aos outros impostos, essa vantagem chega até 30%. Como o Pará é exceção, isso quer dizer que o Estado é 30% mais caro do que os seus vizinhos', alertou Pontes.

Sebastião Tapajós grava para especial da Tv Brasil

O violonista e compositor santareno Sebastião Tapajós, grava hoje, participação no programa "Tô Sabendo", da TV Brasil, no estúdio da 3 D, em Belém.

A produção é do IRDEB, ABAIS e Ministério da Cultura.

A TV Brasil pode ser acessada através de antena parabólica ou pela Sky.

Governo cria comissão de prevenção e reparação de emergências ambientais

O governo do Estado criou por decreto assinado pela governadora Ana Júlia Carepa a Comissão Estadual de Prevenção, Reparação e Resposta Rápida às Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos, baseada em princípios gerais do Direito Ambiental Brasileiro, como a informação, a participação, a prevenção, a reparação e a publicidade, entre outros.

A Comissão tem caráter consultivo e deliberativo, e será dotada de uma estrutura mínima composta de secretaria executiva, núcleo de plano de ação de emergência e núcleo de suporte técnico. Dentre as suas diretrizes, está a elaboração e a atualização constante do planejamento preventivo que evite a ocorrência de acidentes com produtos químicos perigosos e o estímulo à doação de soluções inovadoras que assegurem a plena integração de esforços nesta área, entre o Poder Público e a sociedade civil, especialmente no âmbito do estado do Pará e seus municípios.

Cabe ainda à Comissão definir as responsabilidades respectivas do Poder Público e dos setores privados em casos de acidentes com produtos químicos perigosos, e dos compromissos a serem assumidos pelas partes de proteger o meio ambiente e a saúde da população, assim como desenvolver e implementação de sistemas de geração e compilação de informações essenciais à execução eficaz do Plano Nacional de Prevenção nesta área.

(Fonte: Secom-PA)

Prefeitura derruba casas erguidas em área de invasão na Fernando Guilhon

Uma ação da prefeitura de Santarém, realizada ainda há pouco, derrubou dezenas de casas de alvenaria e de madeira que foram construídas no terreno pertencente à Família Corrêa, na roodovia Fernando Guilhon.

Revoltados, os moradores ameaçam interditar a rodovia, próximo ao trevo do Maracanã.

Processos de crimes eleitorais têm andamento no fórum de Santarém

Começa hoje a temporada de depoimentos de acusados de prática de crimes eleitorais nas últimas eleições em Santarém.

As denúncias foram oferecidas pela Polícia Federal.

São Raimundo fará dois jogos em 48 horas

Após estrear hoje à tarde na Curuzu, contra o Santa Rosa, a equipe do São Raimundo volta ao campo, domingo, para jogar sua segunda partida neste Parazão, contra o Idependente, de Tucuruí, também no estádio do Paysandu.

A FPF marcou esse jogo sem respeitar o intervalo de 36 horas entre uma partida e outra.
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Atualização as 15h20:

O jogo Independente x São Raimundo foi remarcado pela FPF para terça-feira, em Tucuruí.

Atualização as 18h00

Em virtude da não liberação do Estádio Navegantão em Tucurui, pela vistoria do Corpo de Bombeiros que não assinou o TAC (Termo de Ajuste de Conduta), a partida do próximo domingo entre São Raimundo e Independente,válida pela segunda rodada do Parazão 2010, foi adiada para a próxima terça-feira (26) às 15h30 no Estádio Baenão.
A Federação Paraense de Futebol comunicou o adiamento na tarde desta sexta-feira.
(Fonte: Rádio Clube do Pará)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SERVIDORES DA PREFEITURA SERÃO DESTACADOS PARA MISSÃO NO HAITI

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde - MS, convocou de modo voluntário, profissionais que atuam na área da saúde para participar da ação humanitária que está sendo prestada às vítimas do terremoto que devastou o Haiti no último dia 12 de janeiro.

A Prefeitura de Santarém decidiu atender a solicitação do MS a partir da manifestação voluntária em participar da missão, de alguns servidores do Serviço Móvel de Urgência (SAMU). “Vamos disponibilizar nove profissionais que serão divididos em três grupos. Cada grupo é integrado por um enfermeiro, um técnico de enfermagem e um condutor de veículo/ambulância.

Inicialmente, viajarão três profissionais para o Haiti; ao retornarem depois de quinze dias, seguirão mais três, e depois o último grupo; ou seja, faremos uma escala de revezamento compensatória e o nosso secretário de Saúde, José Antônio Rocha, garantiu que não haverá nenhum tipo de problema com a equipe do SAMU que ficará em Santarém”, esclareceu a prefeita Maria do Carmo.
(Fonte: PMS)

As pedras vão rolar

Mais uma chuva forte e as pedras do alto do morro da Matinha podem rolar a ladeira.

No pé-da-serra, a esperá-las, moram oito famílias que ainda não foram remanejadas pela Defesa Civil de Santarém.

Todo cuidado é pouco.

Vassourada no Pantera

O elenco do São Raimundo vai ser reduzido.

Hoje à tarde, durante o treinamento apronto para o jogo de amanhã contra o Santa Rosa, na Curuzu, a diretoria do Pantera vai anunicar a dispensa de nada menos que oito jogadores. Um desses dispensados é o zagueiro Carlão, que sofreu lesão no joelho.

A delegação alvinegra viaja para Belém, amanhã de manhã, em vôo da TAM.

Enfermeiras dormem durante plantão no posto de saúde 24h do Livramento

Moradores do bairro do Livramento, na periferia de Santarém, reclamam, com razão, que à noite, o posto de saúde 24 horas daquele bairro, fecha as portas.

Quem necessita de atendimento tem que tocar a campainha para acordar a enfermeira de plantão. E a dita cuja acorda de mau humor. Os pacientes reclamam que são maltratados e, de quebra, que faltam remédios básicos.

Procurada para resolver o problema, uma subalterna do secretário de saúde José Antõnio Rocha, saiu-se com essa pérola: - A noite é pra dormir. Se não há procura, o profissional tem o direito de descansar".

Taí, a chefe da dita cuja inventou mais uma função no serviço público: dormir no horário de trabalho.

Secretário de Ana Júlia é contra ALC no Pará


O Secretário de Estado de Desenvolvimento Ciência e tecnologia Maurílio Monteiro falou ao vivo sobre o Projeto Norte Competitivo à rádio Liberal/CBN, de Belém, segundo nos informa o twitter da
SuelenCBNBelem.

Para Maurílio Monteiro "é ingênuo falar de Área de Livre Comércio no Estado. O objetivo é solucionar gargalos para que a região possa competir na área de investimentos com o resto do país".

Pois bem.

O projeto da área de livre comércio de Santarém, já aprovado pelo Senado, é uma das principais reivindicações da classe empresarial da região.

A ALC já teria recebido até o apoio da governadora Ana Júlia Carepa, a pedido da prefeita Maria do Carmo.

Por isso é, no mínimo estranho, que o secretário diga uma coisa e a governadora, outra.

Fifa não tem como fiscalizar bares com telões durante a copa de 2010

Da lavra do leitor Diego, sobre o post "Copa 2010: Fifa vai cobrar por imagens exibidas em...":

Desculpa o mal jeito é que isso só pode ser piada mesmo, quero ver é quem vai fiscalizar isso aqui no brasil durante os jogos da seleção, momento e que até os bandidos e PM's fazem trégua pra assistir o jogo.
Ai ai, minha barriga tá até doendo de tanto rir.

Perguntar não ofende

Leitor questiona:

Pois bem, a fiscalização terminou e NADA DE IRREGULAR FOI ENCONTRADO NOS PROJETOS DE MANEJO DA GLEBA NOVA OLINDA, conforme laudo emitido pelos fiscais da sema, ibama, evandro chagas, Ministerio Publico, Força Nacional e POlicia Federal.
E agora, será que os vandalos serão punidos?

Zero na conta de água

O leitor Diego deixou um comentário sobre a postagem "Em Santarém, é a mesma coisa":

Se a Cosanpa for instalar estes hidrômetros aqui em Santarém, eles terão um enorme prejuízo, pois devido a falta de água que nos assola todos dias, fará com que em algumas casas, a cobrança seja igual ou próximo a R$0,00.

Novo juiz

O juiz João Ronaldo Corrêa Mártires, da Comarca de São Domingos do Capim, assumirá a 6ª Vara Penal da Comarca de Santarém.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pará terá R$ 6 bi para compensações ambientais em Belo Monte

O custo de implantação do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS) será transferido para o Orçamento Geral da União (OGU), e não mais para o empreendedor responsável pelas obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte, informou Valter Luiz Cardeal, diretor de Engenharia da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.), durante audiência com a governadora Ana Júlia Carepa na tarde desta terça-feira (19), no Palácio dos Despachos.

Acompanhado de Ademar Palocci, diretor da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A.), Valter Luiz Cardeal explicou que essa medida significa, na prática, que os investimentos necessários para colocar o PDRS em funcionamento não afetarão a população com o aumento da tarifa de energia elétrica. "Se colocássemos esse custo para os empreendedores, invariavelmente isso recairia sobre a tarifa de energia e, por consequência, no bolso do consumidor", reiterou ele.

Na audiência, eles informaram à governadora a garantia da participação do governo federal no custeio do PDRS; da reserva de percentual de energia para os auto produtores, visando a verticalização da produção, e a inclusão de investimentos sociais no leilão que definirá o consórcio executor das obras da Hidrelétrica de Belo Monte.

Com o PDRS custeado com recursos da União e uma reserva superior a 15% do valor total do projeto da hidrelétrica destinada às ações de compensação socioambientais, o Pará terá cerca de R$ 6 bilhões para aplicar em obras de infraestrutura, e ainda nas áreas de saúde e educação, beneficiando as populações das cidades da região de entorno de Belo Monte, como Altamira, Brasil Novo e Vitória do Xingu.

Valter Luiz Cardeal explicou que, de acordo com a lei, a mitigação dos impactos da obra atende diretamente aos municípios mais atingidos pelos grandes projetos. Mas ele informou que o próprio PDRS sugere que os recursos para a compensação socioambiental sejam socializados com mais municípios da Região do Xingu, como Porto de Moz e Uruará.

"O governo do Estado é a favor do desenvolvimento, mas não permitirá que para o Pará fiquem apenas os prejuízos, como a degradação ambiental necessária para construir barragens. E é justo repartir os recursos com os municípios da mesma região", frisou Ana Júlia Carepa.

Compensação - Com a incorporação do PDRS ao leilão, está assegurada a participação dos auto produtores, que receberão um percentual da quantidade de energia gerada em Belo Monte para desenvolver atividades industriais, gerando emprego e renda na região. "Isso tudo dá ao Pará a certeza de que Belo Monte será, sim, um grande empreedimento, mas que os impactos gerados serão todos compensados ou mitigados. E, seguramente, a região do Xingu será outra após a aplicação de tantos investimentos em prol do desenvolvimento do Pará", destacou a governadora.

Ana Júlia Carepa afirmou que intensificará os esforços perante o governo federal para que seja agilizado o processo de liberação da Licença Prévia e da Licença de Instalação, o que garantirá o início do leilão destinado a apontar o consórcio de empresas responsáveis pelas obras da Hidrelétrica de Belo Monte.

(Renata Biondi)

Copa 2010: Fifa vai cobrar por imagens exibidas em bares

Está lá no site da Fifa. Qualquer espaço público que pretenda exibir jogos da Copa do Mundo deste ano terá de solicitar autorização diretamente à Fifa. Mesmo que a transmissão não tenha fins comerciais, como em escolas ou hospitais, é preciso pedir permissão aos organizadores. As informações e os documentos a serem preenchidos estão, em inglês, no site da Fifa.

Caso autorizada, a empresa interessada deverá ainda encaminhar uma solicitação à Globo, emissora que detém os direitos de transmissão no Brasil. Até a Copa de 2006, a Globo era responsável pelas autorizações.

Este ano, a Fifa resolveu centralizar os pedidos no mundo todo e cobrará taxas pela transmissão daqueles que quiserem organizar eventos com fins comerciais. É o tipo da medida tão eficaz quanto uma facada na água. Dona Fifa parece que anda sem coisa mais importante para fazer.

(Do Blog do Gerson Nogueira)

Certidão de nascimento ganha mais segurança

O objetivo é dar maior segurança aos documentos, evitando erros e falsificações. Mas, a determinação causa dúvidas entre a população.
Clique aqui para assistir à entrevista que o vice-presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg) no Pará, Luiziel Guedes, concedeu ao programa Liberal Comunidade, no último domingo.

(Fonte: Espaço Aberto)

Informática para mulheres em Juruti


A Associação das Mulheres Trabalhadoras de Juruti (AMTJU) trouxe novidade para o município do Oeste do Estado. Agora a comunidade local conta com um laboratório de Informática equipado com computadores de ponta para o trabalho com todos os públicos, para promover o acesso à tecnologia e o desenvolvimento social.


O laboratório funcionará como centro de formação técnica, preparação pedagógica e desenvolvimento comunitário, construído em parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI), uma ONG que trabalha com a inclusão digital desde 1995 e que teve projeto comunitário contemplado em Juruti com recursos na ordem de R$ 200 mil investidos pelo Instituto Alcoa e da Alcoa Foundation, .


O centro foi inaugurado no dia 16 de Janeiro e, além de uma sala equipada com projetor, telas de LCD e computadores de tecnologia de ponta, conta com uma área de reprografia – que disponibiliza serviços de cópia, plastificação e encadernação – e também um cyber café com acesso a Internet.


(Fonte: Alcoa)

Em Santarém, é a mesma coisa

Sob o título abaixo, no blog da Franssi:

Reduzir o que não há

Vejam só. A Cosanpa vai instalar cerca de 16 mil novos hidrômetros na Região Metropolitana de Belém - conjunto Beija-Flor, o Centro e a Cohab de Marituba; em Ananindeua, todas as Cidades Novas e o Guajará -, a fim de controlar precisamente o consumo. Diz que o consumidor pagará de acordo com a quantidade de água utilizada e assim reduzirá o desperdício. Ah! O aparelho de medição é responsabilidade do dono do imóvel.
Não seria melhor, mais importante e urgente fornecer, ininterruptamente, água tratada e de boa qualidade?

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Nota do Blog do Estado:
O projeto PAC também prevê a instalação de hidrômetros. Resta torcer para que a água passe pelo contagiro do aparelho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Estréia do São Raimundo é adiada


O São Raimundo que estrearia na próxima quarta-feira no Campeonato Paraense não entrará em campo contra a equipe do Santa Rosa.

De acordo com a diretoria do time, as passagens não foram liberadas em tempo hábil. A Federação Paraense de Futebol informou que não havia vagas nas empresas aéreas, por isso não foi possível liberar as passagens.

O time viajaria hoje para Belém onde jogaria a partida contra o Santa Rosa, na tarde da quarta-feira (20) as 15h30.

O jogo foi transferido para a capital para que as obras no Estádio barbalhão fossem adiantadas.

As novas datas para a partida ainda não foram definidas.
(Informações do No Tapajós)

A presunção de inocência

Dalmo de Abreu Dallari

De acordo com o que dispõe a Constituição brasileira no artigo 5°, inciso LVII, "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Esse dispositivo é o reflexo, na legislação, do princípio denominado "presunção de inocência", consagrado na doutrina jurídica democrática e atenta à proteção dos valores e direitos fundamentais da pessoa humana. Um fato trágico ocorrido recentemente na França e divulgado com certa ênfase pela imprensa, tanto pelos jornais quanto pela televisão, dá ensejo a que se verifique, pelo tratamento dado à matéria e pela linguagem utilizada, o estrito respeito da imprensa francesa pelo princípio da presunção da inocência, em contraste com o que frequentamente se verifica na imprensa brasileira.

É interessante observar, antes de tudo, que no caso da França o respeito à presunção de inocência tem um significado histórico. A Constituição francesa atual, que é de 1958, não contém um dispositivo expresso sobre esse princípio, mas deixa claro o seu acolhimento quando estabelece, no Preâmbulo, que o povo francês proclama solenemente sua vinculação aos Direitos Humanos definidos pela Declaração de 1789. E no artigo 9° dessa Declaração está expresso que toda pessoa será presumida inocente até que seja declarada culpada em julgamento regular. Assim, pois, é muito significativo que a imprensa de hoje demonstre estrito acatamento a um princípio enunciado em 1789.

O fato que dá ensejo a estas considerações ocorreu no dia 8 de janeiro de 2010, em local público e à luz do dia, não havendo dúvidas quanto aos seus contornos gerais. Dentro das dependências do Liceu Darius-Milhaud, escola de nível médio localizada na região parisiense, um aluno de 18 anos de idade esfaqueou um colega da mesma idade, que acabou falecendo num hospital poucas horas depois. Segundo depoimentos de outros colegas, o que originou a tragédia foi o fato de que a vítima namorava ou tentava namorar uma irmã do agressor, também aluna da mesma escola.

O cuidado da polícia

E aqui cabe a primeira observação quanto ao tratamento dado à matéria pela imprensa francesa. Em nenhum lugar foram usadas as palavras "crime" ou "assassinato" para noticiar a ocorrência. O fato tem sido referido como agressão ou drama e sem qualificativos. Em relação ao estudante que deu as facadas no colega, a imprensa sempre se refere ao "suposto" ou então "presumido" autor. Enquanto não houver uma decisão judicial afirmando sua culpa, ele será sempre referido como autor suposto ou presumido, jamais como criminoso ou culpado. E em nenhum lugar, em momento algum, apareceu o seu nome. A par disso, ele já foi ouvido pela polícia e isso foi noticiado, mas não foi mostrado pela televisão nem fotografado pelos jornais.

A televisão foi ao Liceu e entrevistou alguns alunos da escola, que se encontravam no local quando da ocorrência, e essas testemunhas informaram que foi usada uma faca de cozinha e manifestaram discretamente sua opinião sobre o motivo provável, sem usar qualquer qualificativo quanto aos fatos e seus participantes, limitando-se a informar que o agressor sempre foi pacífico e bem relacionado com os colegas. Em nenhum caso foi revelado o nome da testemunha. A polícia, numa nota sucinta e discreta distribuída à imprensa, informou que "o suposto agressor foi ouvido para verificação da ocorrência de homicídio voluntário". Uma pessoa morreu vítima de facadas. Houve, portanto, homicídio, mas só depois de concluído o processo judicial é que se poderá ter certeza quanto à intenção de matar e se saberá se o agressor estava em condições mentais que lhe permitissem controlar os seus atos e avaliar o seu significado. Daí, o cuidado da própria polícia, refletido no tratamento do caso dado pela imprensa, quanto à qualificação jurídica da ocorrência e do agressor.

Evitar antecipação de julgamentos

O fato não deixou de ser noticiado, com toda a ênfase justificada por seu significado humano e social. Dois ministros de Estado, o da Educação e o do Interior, foram ao Liceu conversar com os responsáveis pelo estabelecimento para ter informações precisas e avaliar os aspectos relacionados com a segurança nas escolas. Mas o drama humano e familiar, decorrente da morte trágica de um jovem e do envolvimento de um colega na ocorrência, perceptível nas entrelinhas, não teve tratamento escandaloso e sensacionalista, como, infelizmente, é muito comum na imprensa brasileira e, certamente, seria a linha adotada numa eventual ocorrência como essa.

Como fica evidente pelo tratamento dado ao caso pela imprensa francesa, o respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência tem extraordinária importância pelos reflexos, de várias naturezas, no tratamento de uma ocorrência grave. O respeito a esse princípio não acarreta o cerceamento da liberdade de imprensa, não impede que a opinião pública seja informada e mesmo alertada quanto a possíveis riscos e, num sentido positivo, evita a antecipação de julgamentos e colocação injusta de estigmas em pessoas e famílias que, além de vitimadas por uma tragédia, passam a ser vítimas da curiosidade ou da execração pública.

(Artigo publicado no Observatório da Imprensa)

Imagens das nascentes do rio Amazonas

As imagens mostram uma das nascentes do rio Amazonas, no Peru, na região de Aguas Callientes, onde fica Muchupichu.

O video foi produzido durante a viagem do jornalista Miguel Oliveira ao Peru, na semana passada.

Clique aqui para assisti-lo.

Advogados não têm razão de reclamar de revistas nos tribunais

Paulo Bemerguy, o santareno do blog do Espaço Aberto, faz uma análise abalizada da polêmica travada por advogados contrários à revista na portaria dos tribunais paraenses.

O artigo completo, incluindo fotos, você lê aqui.

LICENÇA DE BELO MONTE SAI EM FEVEREIRO

No Claudiohumberto.com

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou nesta segunda (18) que a licença ambiental inicial da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), deverá ser concedida em fevereiro pelo Ibama. Segundo ele, o projeto original de Belo Monte poderia extinguir mais de 100 espécies de peixe e, após o processo de licenciamento, o “quadro será aperfeiçoado”. Outra análise já concluída foi da Eletrobras. Segundo Minc, os últimos complementos foram entregues na semana passada, ligados a parte de volume de água da usina, lembrando que o projeto original previa 4 usinas e o atual apenas uma.

Pantera terá que fazer estréia em Belém

Do Portal Buré:

A equipe do São Raimundo joga sua primeira partida pelo campeonato paraense 2010, em Belém, contra o Santa Rosa. O jogo está marcado para o estádio Leônidas de Castro "Curuzú", às 15:30 de quarta-feira (20).

O jogo foi confirmado nesta segunda-feira (18), pela Federação Paraense de Futebol. A principio o jogo estava confirmado para o estádio Colosso do Tapajós, mas por falta dos trabalhos e adequações no estádio, o jogo foi mudado para Belém.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Juruti- Primeiro juri após a instalação da comarca.

Em Juruti, acontece neste momento o primeiro júri após a instalação da comarca, que ocorreu em agosto de 2009. A promotora de justiça Lilian Regina Furtado Braga atua na acusação do réu Valneci Sousa de Oliveira, o “Jacaré”. O juri é presidido pela juíza Tarcila Maria de Souza Campos.

O réu é acusado pelo crime de homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra as vítimas Nildo Paiva e Cleidson Paiva. Na defesa dos réus, atua a defensora pública Lucia Pantoja de Farias.

Trata-se de um momento histórico no município, que cinco meses depois da instalação da comarca, já realiza o primeiro júri.

O risco do excesso de candidaturas

Em pré-campanha eleitoral, é comum surgir lançamento de muitas candidaturas ao legislativo, tanto estadual quanto federal.

Algumas dessas candidaturas, têm bases sólidas, outras nem tanto. E há ainda aquelas que se embalam ao calor da máquina oficial.

Mas, tanto no governo quanto na oposição, são reais os riscos de profileração de candiaturas de uma mesma região provocar um efeito negativo em todos os postulantes.

Tomemos dois exemplos.

O primeiro no âmbito do PT.

O deputado federal Paulo Rocha inclina-se cada vez mais a tentar vôos mais altos, mirando no Senado da República. Para alicerçar sua campanha, Rocha decidiu que seu grupo político terá dois candidatos à Câmara Federal( Carlos Martins e Miriquinho Batista).

Mas, a priori, Martins e Miriquinho concorrerão a uma vaga na legenda, já que o PT tem José Geraldo, Beto Faro e Cládio Puty com reais chances de vitória. Se o partido eleger 4 federais, o grupo de Paulo Rocha ficaria com apenas uma vaga. Esse é o complicador para o deputado Carlos Martins: concorre dentro da legenda e da tendência. Uma dupla tarefa.

O segundo exemplo.

O deputado federal Lira Maia(Democratas), que tentará a reeleição, tem forte reduto em Santarém, onde foi prefeito por dois mandatos.

Mas, apesar de ter ampliado suas bases na região Oeste, Br-163 e Transamazônica, não há como negar que a candidatura de Carlos Martins, como apoio da prefeita Maria do Carmo, será um complicador nos planos de Lira Maia.

Ambos dividirão o mesmo eleitorado, que ainda poderá ter como opção à Câmara Federal outros nomes, como o do médico Nélio Aguiar(PMN), que atualmente se alia ao ex-prefeito na oposição ao governo municipal.

Há ainda, a legenda do Democratas, que ainda não se definiu por coligações proporcionais. Seus dois deputados( Lira Maia e Vic Pires Franco) tiveram expressiva votação na eleição 2006, coligados com o PSC e PL(atual PR).

Será que em 2010 o Democratas terá a mesma performance da eleição passada?

Santarém terá bons nomes à Câmara Federal mais uma vez. Mas será que, dentros de seus partidos e coligações, esses candidatos terão sucesso?

A conferir.

Puty, o candidato-furão

Não é à toa que o secretário de governo Cláudio Puty tem se mostrado interessado em visitar áreas de conflitos na região do Baixo-Amazonas, na condição de membro do alto escalão do executivo estadual.

Candidato a deputado federal, Puty está, por assim dizer, 'furando' redutos de companheiros petistas. No caso do Baixo-Amazonas, o incomodado com as incursões do secretário é o deputado estadual Carlos Martins, irmão da prefeita Maria do Carmo.

Além de Prainha(Santa Maria do Uruará), Puty já esteve em Santarém fazendo política-partidária, o que desagradou a prefeita Maria do Carmo, que fez chegar seu desconforto até os ouvidos da governadora Ana Júlia.

Como essas incursões de Puty não cessarão, até porque não há porteira fechada em nenhuma região do estado, vai se aguardar o estrago que essas viagens provocarão em redutos petistas ou os frutos dessa colheita em termos de votos quando outubro chegar.

Fim de férias coletivas

A redação de O Estado do Tapajós recomeça seu expediente hoje, após um período de recesso que se iniciou em 24 de dezembro de 2009.

A edição impressa do jornal volta a circular dia 23, sábado, trazendo encartado o fascículo Memória de Santarem.

Mas a partir da próxima semana o jornal voltará a circular as sextas-feiras, como de costume.

O Blog do Estado será atualizado com notas da atualidade a partir de hoje.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O balé das águas em Lima, capital do Peru

Balé das Àguas, encenado mecanicamente no Parque das Fontes, em Lima, capital do Peru.
Luz, música e jatos d'água que ganham formas e movimentos sincrônicos.

Assista ao vídeo aqui.

Ajax, o injustiçado

Lúcio Flávio Pinto

Ajax d’Oliveira, que morreu na semana passada, aos 83 anos, dentre outras qualidades, possuía uma de importância para a vida pública: participou do poder local, durante os 20 anos do regime militar, sem tirar proveito pessoal das funções que ocupou. Aderiu ao regime de exceção por convicção, por seu anticomunismo e conservadorismo. Ocupou a prefeitura de Belém, por indicação do governador Aloysio Chaves (1975/1979), numa época em que ainda havia algum conteúdo ideológico ou programático no exercício dos cargos públicos.

Houve mérito nas melhorias que promoveu na cidade, com ênfase no bairro do Jurunas. Mas a iniciativa sua que ficará foi ter endossado documento elaborado um grupo de jovens urbanistas, que revelou a extensão e a nocividade do domínio da União sobre quase um quarto do perímetro urbano de Belém, prejudicando o crescimento da capital. Em visita à terra, o presidente-general Ernesto Geisel recebeu das mãos do prefeito o documento, não gostou do tom crítico, mas teve que engoli-lo porque refletia a verdade. A partir daí, os órgãos federais tiveram que começar a abrir mão dos seus latifúndios urbanos. Foi um marco.

Apesar da gagueira, talvez responsável por sua timidez e ensimesmamento, Ajax dizia o que pensava, sem se preocupar com as conveniências. Por isso incomodou muita gente dentro do seu próprio partido. Tinha a eleição para deputado federal garantida quando deixou a prefeitura para participar da campanha, mas foi traído dentro da Arena, a partir da cúpula. Pensava demais pela própria cabeça para seguir passivamente qualquer dos dois grupos em que o partido se cindira, embora fosse adepto de Jarbas Passarinho (o que lhe custou caro, até por falta de malícia para se acomodar à guerra interna).

A derrota o amargurou, mas nunca perdeu a paixão pela atividade pública. Ainda foi superintendente do Incra e da previdência social antes de se aposentar. Quando andava pelas ruas ou era encontrado em alguma solenidade, não deixava de parar quando alguém o chamava para tratar de política. E falava com entusiasmo sobre aquele mundo do qual fora marginalizado muito cedo – e injustamente. Seu espírito de homem público merecia ser mais utilizado numa terra enormemente carente dessas vocações.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A história da Albrás, grande desconhecida


Lúcio Flávio Pinto

A Albrás é a maior empresa com sede no Pará e na Amazônia. Em 24 anos de funcionamento, sua produção acumulada já alcança 9 milhões de toneladas de alumínio, destinado principalmente ao exterior e, em particular, ao Japão, que ficou com quase metade desse total. A receita dessas exportações no período supera 13 bilhões de dólares. É a maior exportadora de alumínio e também a maior produtora do Brasil. É a 8º maior fábrica de alumínio do mundo e a líder no continente. Está a menos de 50 quilômetros em linha reta de Belém, mas raros paraenses a conhecem pessoalmente, sabem o que ela representa ou sequer que existe. Não parece que está em Barcarena: parece que foi instalada em Marte.

Já há uma boa maneira de apresentar a maior empresa do Estado aos paraenses. É através de um álbum, A História da Albrás, bem editado graficamente, em 232 páginas, com rica iconografia. Apesar de ser uma publicação institucional da companhia e ter sido escrita por um dos seus ex-presidentes, não é uma hagiografia nem chega a ser uma versão bitoladamente oficial.

Romeu do Nascimento Teixeira era realmente a pessoa mais habilitada a reconstituir, a partir de dentro, o que foram os 18 anos e meio de negociações nipo-brasileiras e os sete anos de implantação da Albrás. Ele foi o brasileiro que por mais tempo esteve na linha de frente do empreendimento, durante sete anos como seu mais duradouro presidente. Mas não perdeu o humor e certo senso crítico ao relatar a façanha que foi colocar uma moderna e potente refinaria de alumínio para funcionar no meio da selva amazônica. Hoje ela produz 44% acima da capacidade de projeto, que era de 320 mil toneladas, sem grandes investimentos adicionais, o que representa quase um terço (31%, para ser exato) da produção nacional.

A primeira questão que a Albrás suscita consiste em saber se ela foi concebida como um dos componentes do programa de integração da Amazônia à economia nacional, que os governos militares puseram em prática na transição do final da década de 60 para os anos 70 do século passado, ou se é um típico projeto internacional de enclave. A resposta deverá apresentar componentes desses dois fatores e de alguns outros. Já havia planos para dar aproveitamento energético aos rios da Amazônia e a existência de minérios começou a ser confirmada e mensurada a partir da descoberta e exploração da jazida de manganês do Amapá pela Bethlehem Steel/Icomi, na década de 50.

Fora dado o tiro de largada na corrida pelos valiosos recursos do subsolo da região e a principal condição para possibilitar seu aproveitamento era a oferta de energia, não só escassa como insuficiente na Amazônia. Principalmente para o minério que iria completar seu ciclo do metal primário, o lingote de alumínio (com a etapa intermediária da alumina).

Até o final dos anos 1960 apenas multinacionais haviam feito descobertas importantes de minérios na Amazônia, como manganês, bauxita, caulim, titânio, cassiterita e o principal deles, o minério de ferro de Carajás. A maior parte dessas descobertas aconteceu, certamente não por acaso, a partir de 1964, com as facilidades oferecidas ao capital estrangeiro pelo governo militar brasileiro.

Leia o artigo completo aqui.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A beleza e o exotismo de Muchupichu

Confira aqui a foto dos diretores de O Estado do Tapajós em Muchupichu, na última terça-feira.
Foto: Aluísio Jimenez.

Retrospectiva 2009 - Junho

A saga dos nordestinos - 1ª parte

Hélcio Amaral de Souza

Desde o período colonial que o nordeste brasileiro registra uma das mais desenvolvidas densidades demográficas, formadas por homens e mulheres destemidos, valentes e dotados de incomparável espírito de aventura, dispostos a enfrentar adversidades tão graves ou maiores que as vividas no sertão onde o solo árido e as prolongadas estiagens deixaram cicatrizes profundas na vida destes bravos brasileiros. Desesperados, procuraram outros locais e regiões onde a vida mostrasse um futuro mais promissor para seus filhos e netos e assim espalharam-se para outros centos sempre impelidos pela desejo do sucesso, voltados para o trabalho da agricultura manual, tirocínio para o comércio, financistas, ambicionando sempre o enriquecimento onde o comércio é a espinha dorsal.

A economia na Amazônia é composta de atividades cíclicas baseadas em extrativismo e cultura permanente, sendo as mais marcantes: DROGAS DO SERTÃO, CACAU, BORRACHA, JUTA e OURO. Em todos esses ciclos a história registra presença do homem nordestino contribuindo com o desenvolvimento econômico, miscigenando e ocupando o grande vazio desta imensa região. Não houve trabalho que o homem nordestino temesse. A imensidão líquida não foi obstáculo até mesmo para os que estavam habituados a prolongadas e castigantes secas. Alguns se tornaram hábeis navegadores do rio Amazonas e com bastante eficiência assumiram o comando de navios regionais e uma grande maioria habituou-se ao manejo das pequenas e arriscadas canoas e igarités, por ser estes os únicos meios de transporte que possibilitava acessar a margem dos rios onde se fixava a grande maioria da população amazônica. Não existiam estradas e até mesmo as vicinais carroçáveis eram de pouca distância.

A história nos mostra que na revolução cabana, em 1835, os nordestinos, Angelim e Vinagre lideraram e comandaram com bravura aquele movimento nativista alcançando a vitória, fato que se tornou marco na história da Amazônia.

Após a abertura da navegação motorizada no rio amazonas, em janeiro de l852, a presença do homem nordestino se tornou mais freqüente. As comunidades receberam trabalhadores braçais, médicos, agrimensores e advogados que ocuparam cargo de juiz, promotor, professor ou profissionais liberais que participaram da vida pública e privada acelerando a economia e desenvolvendo a política da região. A faculdade de direito do Ceará, por ser mais antiga do que a do Pará, encaminhou inúmeros juristas que chegaram a assumir a presidência e demais cargos da justiça paraense. Foi na década de 80 do século XIX que o fluxo migratório intensificou. A propaganda exacerbada da riqueza causada pela comercialização da borracha, despertou uma cobiça a todos os povos do mundo inteiro e nossos irmãos nordestinos foram os mais presentes nesta corrida em busca do enriquecimento fácil e rápido coletando a goma elástica para alimentar os carentes e insaciáveis mercados europeus e americanos que experimentavam a grande corrida da revolução industrial. Foi instalada em todo nordeste agencias alistando trabalhadores para a coleta de látex nas florestas da Amazônia. Os alistados eram encaminhados aos seringalistas, coronéis de grandes áreas localizadas à margem dos rios. As despesas de passagem e alimentação, desde o momento em que saiam do nordeste, eram debitadas ao alistado e anotadas no caderno de aviamento (conta corrente) junto com o rancho necessário a sobrevivência da permanência na floresta e que seria ajustado no momento da entrega do produto (borracha), coletado no período, que em grupo ou sozinhos permaneciam na floresta durante o período de estiagem, considerado o mais apropriado para a coleta do látex. A falta de princípios éticos e morais do “patrão” (seringalista ou aviador) impossibilitava o pobre seringueiro obter saldo positivo em sua conta, o que o obrigava viver em constante submissão, coagido até com ameaça de morte, caso desistisse da atividade.

Os artigos de subsistências recebidos para a sobrevivência na floresta eram anotados unicamente as quantidades e o preço só eram colocados no momento da entrega do produto. O preço arbitrado para a borracha, no momento da entrega, nem sempre correspondia ao valor dos artigos de subsistência recebidos e muito menos correspondia a um determinado percentual do valor de exportação do produto para o mercado externo. Não havia forma diferente de parceria nessa atividade. Todos os seringalistas eram inescrupulosos, rudes e truculentos, não se tem informação de um só que fosse diferente.

Na última década do governo Imperial, viveu no Pará um nordestino de Crato, que se tornou um mito; foi o coronel José Júlio de Andrade. Segundo o escritor Cristóvão Lins, em seu livro, Setenta Anos de Império Jarí, José Júlio foi um dos homens mais famosos e poderosos do Pará na última década do século XIX e início do século XX. Tinha bastante dinheiro, fama , influência política, prestígio entre os homens de negócio e se tornou o maior latifundiário do mundo, tendo dentro de sua propriedade um rio, Rio Jarí, desde a nascente até a foz. Na sede de seu império, Arumanduba, as companhias de teatro e ópera francesas, se exibiam, mesmo não tendo um teatro. Sua principal atividade era o extrativismo, tendo a castanha e a borracha como os principais, produtos. Diz o escritor que se não tivesse ocorrido uma forte arenga entre ele e o interventor do Pará, General Joaquim Cardoso de Magalhães Barata, provavelmente ele teria sido convidado para ser candidato a governador do Pará. Diz ainda o cuidadoso escritor, que José Júlio falava corretamente oito idiomas e que lia os clássicos gregos e romanos em sua original. A verdade é quer a fama de José Júlio, perdura até hoje na região do Rio Jarí onde mais tarde veio se estabelecer a Empresa Agro Florestal Jarí.

Hábito de comer peixe está acabando em Santarém

Suzana Pinto
Repórter

O hábito alimentar dos santarenos está mudando nos últimos anos. A procura pelo pescado nos supermercados caiu consideravelmente, aumentando o consumo de aves. Este fato contraria a crença de que é costumeira para as cidades à beira de rio a facilidade de consumo de peixe pela população. Nos restaurantes da cidade é visível a preferência dos clientes por pratos à base de carne bovina e frango.
Na mesa diária das famílias está mais presente a carne de frango ou bovina do que os peixes da região. Foi o que informou o empresário César Ramalheiro, administrador de uma rede de supermercados onde comprova que a venda de aves aumentou em 20% em relação ao mesmo semestre do ano passado. Hoje a saída da carne de frango representa 65% enquanto que a carne é de 32% e o restante representa a procura de carne de carneiro e suína. " O dado que atesta que o povo está se alimentando bem menos com peixe é o registro da venda de apenas 1% de peixes", confirmou Ramalheiro.
A retração ao consumo pode está ligada ao preço do pescado que está mais caro e incompatível com a renda da grande massa. Cezar frisa que outros pratos estão sendo incorporados ao hábito alimentar das pessoas como embutidos e massas, assim muitas pessoas deixaram de consumir peixe. Ele diz que há tempos isso era diferente em função da grande oferta de pescado e o frango consumido era da criação caseira, mas com o aumento de frigoríficos e industrialização da produção da carne de frango, o consumidor precisou se adequar, motivado pela dificuldade de comprar o pescado.
Uma visita aos restaurantes pode indicar como anda a preferência alimentar das pessoas. Carlos Meschede comanda um restaurante que funciona em Santarém há quase 75 anos. Ele concorda que a preferência pelo consumo da carne aumentou devido o aumento do preço do pescado que influencia diretamente do valor do prato. O quilo do Surubim, por exemplo, custa R$ 8, mas com preparo do peixe o restaurante perde pelo menos mais três quilos. Assim os pratos com pescados passam a ser mais caros e menos pedidos.
A clientela do restaurante é de 80% de visitantes que estão por motivo de trabalho na cidade como vendedores, mas não consomem o prato de R$ 40,00 de peixe preferindo os pratos de carne bovina. A mesma atitude é das pessoas que moram na cidade que também pouco escolhe os pratos de frango e de mariscos mesmo tendo a mesma proporção para todos os pratos. Meschede comenta que o frango deixou de ser uma comida de domingo sendo consumido no dia-a-dia. "Fiz uma experiência oferecendo caldeirada de jaraqui, peixe da época que está com preço acessível, contudo mesmo barateando o prato ele não teve saída e o produto teve ser jogado fora", resigna-se o empresário.
Os peixes nobres como pirarucu e tucunaré estão em falta nos fornecedores, e por conta da baixa na venda de peixe, os pratos de pescado encarece e o consumidor opta por outros pratos, principalmente por carne. Segundo Meschede, um dos motivos que levou a mudança na alimentação das pessoas à pesca predatória que torna o produto escasso e caro afastando naturalmente o consumo desses produtos.
Já no restaurante gerenciado por Márcia Melo os pratos de peixe são 80% mais pedidos pelos clientes que são 50% de visitantes. Na opinião dela "as pessoas preferem o prato de peixe para fugir da rotina da alimentação em casa, pois ela diz que a inovação e criatividade dos pratos chamam a atenção das pessoas, porém o preço do prato de peixe em relação a aves e outras carnes são similares", admite.
No meio da grande massa o costume de comer os churrascos em espetos também cresceu comprovado pelo crescente número de vendedores nas ruas.
Os vendedores de peixe na feira do tablado reclamam da baixa na venda no peixe. O vendedor Luiz Ferreira, 59 anos, trabalha desde os 9 anos com peixe e ele afirma que a cada 10 pessoas que procuram a sua barraca apenas 2 compram o pescado. Diariamente ele chega a vender 50 quilos, mas considera que a venda tem reduzido consideravelmente nos últimos anos. "As pessoas acham caro o quilo do peixe e não compram por isso a venda é pouca porque aqui na frente tem venda de frango que muita gente prefere comprar que é mais barato", afirmou. A colônia de pescadores Z-20 registrou até outubro do ano passado a venda de mais de 68 mil toneladas de peixe na feira do tablado com 31 espécies de peixe.
Peixe será o peru do Natal
Um dos fatores que Cezar Ramalheiro avalia com influente para a mudança no hábito alimentar dos santarenos foi o aumento das políticas ambientais na restrição da pesca ocasionado uma escassez no mercado. "O consumidor teve que se adequar ao que o mercado está oferecendo e como não há um incentivo para produção agropecuária então a população precisa comer e o frango veio salvar população", disse.
Na opinião de Ramalheiro, até mesmo o período tradicional do ano de consumo de peixe durante a semana santa se alterou pela escassez e aumento preço, pois sai mais barato importar bacalhau da Noruega do que comprar o pirarucu. "Isso pode sinalizar que futuramente a alimentação das famílias santarenas só terá nas mesas o peixe em dias especiais. O peixe tende a sumir da mesa das pessoas vai ser o peru do natal porque vai se tornar um produto nobre", arremata.

Quando a Volks virou fazendeira

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

O engenheiro agrônomo Manoel Moura Melo fez o que todas as pessoas que realizaram qualquer tipo de obra pública deviam fazer: durante dois anos refletiu sobre sua experiência pioneira, realizou pesquisas, fez entrevistas e com base nas suas anotações escreveu Trilhas de idealismo – a saga extensionista, pequeno e proveitoso livro (174 páginas, edição do autor) sobre a história da Acar-Pará. Um dos seus propósitos é contribuir para tirar a extensão rural da UTI, na qual se encontra em todo Brasil. Manoel acredita que se ela ressurgisse “dentro das fórmulas educativas, metodológicas e não-políticas poderia servir de um salva-vidas, para amenizar os problemas do campo e alavancar o desenvolvimento rural”

Gentilmente, Manoel me encaminhou outro livro, O Serviço Público por Dentro, em formato pequeno, também edição do autor (com apoio de amigos), 138 páginas. Com ironia, humor e doses de acidez, Renato Coral reflete nessa obra simples sobre sua longa experiência em órgãos públicos no Pará, tanto estaduais quanto federais. O livro se ressente de revisão e de melhor edição, mas alguns dos testemunhos têm valor histórico, mesmo quando os personagens existem sob pseudônimos, incluindo o autor.

O principal episódio na vida de servidor público de Coral foi em 1976 (ou 1977, segundo seu próprio registro), quando chefiava o IBDF (Instituto Brasileiro do Desenvolvimento Florestal, antecessor do Ibama) em Belém. Ele aplicou uma multa milionária ao projeto agropecuário da Companhia Vale do Rio Cristalino, de propriedade da Volkswagen, que era implantado em Redenção, no sul do Estado. A companhia desmatou ilegalmente nove mil hectares para formar pastagem.

A área foi toda queimada, provocando o maior incêndio até então registrado por um satélite, o Skylab, monitorado pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. A imagem do incêndio correu mundo e teve repercussão internacional. O valor da multa, de 23 milhões de cruzeiros da época, que superava todo o capital do projeto agropecuário, aprovado pela Sudam em 1974, também estourou em Brasília como uma bomba e foi escoar na Alemanha, terra natal da Volks.

Na sua crônica do acontecimento, relata Coral, falando de si na terceira pessoa do singular. Diz:

“Pressões federais, estaduais e de outros grupos empresariais desabaram sobre a cabeça do Delegado, que comeu o pão que o diabo amassou.

Veio então uma ordem do órgão central, para que o Delegado encaminhasse o Processo para Brasília, a fim de ser estudado por uma comissão de juristas.

Uns 15 dias após, o Processo foi devolvido às origens, com a multa reduzida em 90%, o que significava que o titular estava certo, mas foi muito carrasco.

Logo em seguida, o Delegado recebeu a visita de um dos assessores da empresa e, após uma conversa demorada, o representante perguntou qual a marca do automóvel pertencente ao Delegado.

O Da Silva [o próprio Coral], percebendo a malícia da pergunta, respondeu:

– ‘Opala, modelo 75, de segunda mão!’

Continuou o assessor:

– ‘Por que Opala?’

O Da Silva, querendo por um término na conversa, respondeu amuado:

– ‘Porque eu já ultrapassei a fase de carros de brinquedo’.

Retrucou o assessor:

– ‘Permita-me comunicar-lhe que o senhor é um dos poucos cidadãos que poderá receber um carro zero quilômetro, amanhã, na porta da sua residência, com todos os acessórios, bastando que faça a mágica de fazer pulverizar a papelada’.

O Da Silva então deu o tiro de misericórdia:

– ‘Mágico esconde vara. Pegue a sua e faça bom uso dela. Queira retirar-se que eu tenho mais o que fazer!’

Após a saída do aliciador, entra no gabinete Dona Dina, fiel secretária, e pergunta ao Delegado:

– ‘O senhor está lívido. O que foi que aconteceu?’

O Delegado contou a tentativa de suborno.

– ‘Comunique logo ao senhor Presidente’, aconselhou a secretária.

O Da Silva, mais calmo, raciocinou alto:

– ‘Dona Dina! Se eu comunicar à Direção Geral que fui tentado a receber o presente, caso o mandatário tomasse alguma providência, a multinacional iria defender-se alegando que eu é que teria pedido o automóvel. Como sou um bosta n’água de um simples Delegado Estadual, a proposta fica entre nós’.

Cobrindo os fatos, conversei várias vezes com Renato Coral nesse período, mas ele não denunciou a tentativa de suborno, pelos motivos que confidenciou à sua secretária e só revelou em 2000 (data da publicação do livro), quase três décadas depois. A história, porém, se encaixa na mecânica dos fatos de então. Ao se defender da autuação do órgão ambiental, a Volkswagen alegou que era pressionada por outro órgão federal, a Sudam, a lhe exigir celeridade na execução do cronograma do projeto agropecuário.

Rapidamente, quem tinha poder decisório contemporizou, houve acerto (não se sabe documentalmente até qual profundidade) e a Volks continuou a queimar, desmatar, plantar capim e colocar gado na sua propriedade. Até que demonstrou sua incompetência como fazendeira, o que tentou ser pela primeira vez na Amazônia, o único lugar do mundo onde não utilizou sua competência específica reconhecida internacionalmente (como montadora de veículos automotores) e arriscou a pecuária. Vendeu a fazenda para o grupo Matsubara, do Paraná, que passou em frente as terras, que acabaram servindo para assentamentos da malsinada reforma agrária na Amazônia. Uma moral nada edificante, como a lição da maioria dos “causos” que Renato Coral reuniu neste seu livrinho pedagógico. Muitos não acreditarão, mas essa reconstituição de experiências no serviço pública não é – embora seja – um livro de piadas de humor negro.