terça-feira, 20 de abril de 2010

Diálogo reaberto: Ana Júlia espera fechar aliança com PMDB até o mês que vem


Ana Célia Pinheiro

A governadora Ana Júlia Carepa está otimista: embora não haja um prazo determinado para isso, ela acredita que a aliança como PMDB pode estar fechada até meados do mês que vem. “Pelo menos, vou trabalhar para isso”, disse a governadora, há pouco, à Perereca da Vizinha.


Ana não quis falar sobre a proposta entregue na noite de ontem ao presidente regional do PMDB, Jader Barbalho, pelo presidente regional do PT, João Batista, com vistas às eleições do próximo outubro.

Mas revelou que foi dela a idéia de ir à casa de Jader, na manhã de ontem, para conversar sobre a coalizão. E explicou o porquê:

“Todos os diálogos que temos tido, inclusive o último, apontavam para que a gente conversasse. Na democracia as lideranças têm de conversar, é natural. Então, por isso é que procurei o diálogo com o deputado (Jader), como tenho feito com outros partidos e lideranças”.

Perguntei à governadora se é verdade que ela e Jader já nem se falavam mais. Ela negou: “Eu tinha falado com ele por telefone há umas semanas. O que estava acontecendo é que a gente não estava conseguindo se encontrar. Mas o diálogo estava acontecendo”.

E acrescentou, mais adiante: “Se vai sair a aliança, não é uma resposta que eu tenha agora. O meu papel é procurar os partidos que integram o meu governo, para que a gente possa caminhar juntos. Isso é o que me move. Estou seguindo a estratégia das lideranças nacionais”.

Ana riu quando lhe perguntei se foi estratégica, também, a sua visita-surpresa à casa de Jader. E comentou: “ele é meu vizinho. Fui lá fazer uma visita ao meu vizinho!”

Disse que todas as conversas que manteve com Jader sempre foram muito amistosas e respeitosas: “Nunca deixamos de ser gentis; isso sempre foi uma marca das nossas conversas. Agora, na política, se discute quando há problemas a superar”.

Perguntei à governadora como ela via, em meio a todo esse esforço de negociação com o PMDB, até com a participação da direção nacional do PT, as críticas feitas, na semana passada, pelo deputado federal Zé Geraldo e pelo ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty.

A resposta dela: “A gente não tem responsabilidade disso, assim como há críticas do PMDB a mim. Isso faz parte. As lideranças políticas têm liberdade de se expressar. Não creio que isso seja um problema. Vamos contornar isso e trabalhar no sentido de uma aliança ampla”.

Ana lembrou, porém, a dificuldade de aprovação, pela Assembléia Legislativa, do empréstimo de R$ 366 milhões que o Governo pretende contrair junto ao BNDES, para compensar as perdas decorrentes da crise financeira internacional.

“Há um fato inédito, que é a Assembléia Legislativa não aprovar esse empréstimo” – disse ela – “E penso que a preocupação de lideranças como o Zé Geraldo é muito mais nesse sentido. Ele sabe que os municípios estão precisando muito desses recursos”.

Perguntei também à governadora se é verdade, como diz o deputado Parsifal Pontes, que ela resolveu tomar as rédeas do próprio governo, em vez de deixar as articulações, apenas, nas mãos de interlocutores nacionais.

A resposta: “A idéia de ir lá foi minha. O PT é um partido nacional e uma coisa é a ajuda das lideranças, o que é importante. Agora, as rédeas têm de ser minhas mesmo e do partido. Quem vai fechar isso somos nós. A gente está conduzindo o diálogo com a nacional, porque as alianças também acontecem em nível nacional”.

Perguntei-lhe se admitia erros nas articulações políticas do governo, não apenas com o PMDB, mas, com a totalidade da base aliada.

“Reconheço que em todo processo político existem percalços. E, até numa relação familiar, existem situações em que, mesmo a gente se amando, há problemas. Cabe a quem tem liderança procurar superar isso”, respondeu.

Indaguei se está otimista, quanto à possibilidade de fechar a aliança com o PMDB nos próximos dias.

Disse ela: “Sou otimista por natureza. Acho que demos um passo. Sei que não é um processo da noite para o dia. Mas é um passo importante no processo de diálogo. Não podemos é perder tempo”.

Ana contou ter tido conhecimento de que vários prefeitos estiveram na Assembléia Legislativa, solicitando aos deputados a aprovação do empréstimo de R$ 366 milhões. E comentou: “Eles estão agindo legitimamente como líderes”.

Perguntei se considerava, como alegam alguns petistas, que o PMDB agiria, hoje, muito mais como inimigo do governo – seja devido às críticas veiculadas pelo grupo de comunicação dos Barbalho, seja em decorrência da relutância do partido em aprovar o empréstimo de R$ 366 milhões.

O que disse a governadora: “Acho que o PMDB é um aliado que está dentro do governo. Mas tem lideranças do PMDB que trabalham pela aliança, e tem outras que trabalham pela ruptura”.

Então, em que grupo se inclui o deputado Jader Barbalho? A resposta: “Jader está ouvindo. Como fez questão de dizer, não é o dono do partido. E vai fazer a sua avaliação em cima do que achar adequado. O que eu propus é que ele se paute pelos interesses do desenvolvimento do estado”.

E acrescentou: “Temos feito um governo inovador e estamos atraindo investimentos, como esses que resultaram na siderúrgica de Marabá. Estamos agregando valor aos nossos recursos naturais, estamos industrializando os nossos recursos. Aquilo que se sonhou durante muito tempo está finalmente acontecendo. Expus isso a ele (Jader). Falei sobre o Ofir Loyola que, pela primeira vez em muitos anos, não tem fila. Falei sobre isso: sobre todos esses imensos avanços”.

Ana disse que não foi fixado um prazo para o fechamento da aliança com o PMDB, embora esteja trabalhando para que isso aconteça nos próximos 15 dias ou até meados do mês que vem.

E observou: “Foi uma preocupação comum, nossa, a de que não podemos perder tempo. Vou trabalhar para fechar até o final do mês, mas, não posso criar expectativas. Espero que até meados do mês que vem isso esteja resolvido”.

E arrematou: “Sei que as coisas não são assim. Sei que isso merece um tempo. Quando as relações ficam difíceis, estremecidas, a gente tem de fazer um trabalho de reconquista, que nem acontece com dois namorados que têm de ter um tempo mínimo antes de poderem voltar”.

Classificação do segundo turno do Parazão

CLASSIFICAÇÃO DO 2º TURNO – TAÇA ESTADO DO PARÁ

POS

TIMES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

AP

1°

ÁGUIA

12

5

4

0

1

7

8

-1

80%

2°

PAYSANDU

10

5

3

1

1

14

7

7

67%

3°

REMO

10

5

3

1

1

11

9

2

67%

4º

CAMETÁ

7

5

2

1

2

7

7

0

47%

5°

INDEPENDENTE

6

5

1

3

1

12

12

0

40%

6º

SÃO RAIMUNDO

5

4

1

2

1

6

6

0

42%

7°

ANANINDEUA

3

4

1

0

3

7

9

-2

25%

8°

SANTA ROSA

0

5

0

0

5

6

12

-6

0%


Última rodada - Além disso, a última rodada da fase classificatória do Parazão também sofreu mudanças, mas, desta vez, em todos os jogos. Paysandu x São Raimundo; Cametá x Ananindeua; Santa Rosa x Independente; e Águia x Remo passaram do domingo (2) para o sábado (1º).

O motivo, segundo o diretor técnico da FPF, Paulo Romano, é uma homenagem ao Dia do Trabalhador. 'Haverá alguma programação especial neste dia para os torcedores', antecipou.
(Com informações da Rádio Clube e Portal ORM)

Jader revela: PT deve apresentar “leque de motivações” ao PMDB ainda nesta semana


Ana Célia Pinheiro


“Acho que foi um gesto espontâneo da parte dela, em conseqüência da visita do José Eduardo Dutra (presidente nacional do PT), que deve ter conversado com ela e ela deve ter decidido estabelecer um canal de conversação. Creio que o Dutra deve ter recomendado que ela conversasse comigo, para retomar as conversações, com vistas às próximas eleições”.



A declaração foi feita há pouco à Perereca da Vizinha, pelo presidente regional do PMDB, deputado federal Jader Barbalho, acerca da conversa que manteve, na manhã de ontem, com a governadora Ana Júlia Carepa – que quebrou o protocolo e foi à casa do deputado, para um cara a cara com ele, durante cerca de uma hora (leia a postagem anterior).


Jader evitou entrar em detalhes em relação ao que Ana ofereceu ao PMDB, para a repactuação da aliança vitoriosa de 2006. Disse, apenas, que Ana ficou de lhe apresentar “um leque de motivações”, para que ele discuta com seus correligionários.


Ele não soube dizer ao certo a data de apresentação dessas propostas pela governadora, mas acredita que isso ocorrerá ainda nesta semana.


O morubixaba peemedebista negou que tenha ficado sem reação, tamanha a surpresa, na manhã de ontem, ao receber a visita da governadora em sua casa, no condomínio Cristal Ville.


“Não fiquei sem saber o que dizer. Ela é minha vizinha, afinal de contas. Nunca tive dificuldades pessoais com ela, em nenhum momento houve indelicadeza, falta de educação. As conversas sempre foram cordiais entre nós. É natural que, na política, haja momentos de atritos e de inconveniências. Mas nunca houve, no meu relacionamento com ela, indelicadezas”, afiançou.


Jader contou que, durante o encontro, disse à governadora mais ou menos o seguinte: “Vocês conversem e proponham, façam uma proposta de participação e eu vou conversar com os companheiros do PMDB”.


E acrescentou ao blog: “Sim, porque eu não sou dono do partido. Eu converso com os meus companheiros”.


Perguntei-lhe se é verdade que há grande resistência entre os peemedebistas em relação a uma aliança com os petistas, para as eleições do próximo outubro.


A resposta de Jader: “Existe hoje no PMDB entusiasmo em relação a uma candidatura minha ao Governo, em razão até das pesquisas. O que existe é isso. O sonho de um partido é ter candidatura própria. E evidentemente que entre uma candidatura ao Governo e apoiar outro partido, a simpatia é mais pela candidatura própria”.


O deputado deixou claro, porém, que ainda não decidiu seu futuro político – se será candidato ao Governo ou ao Senado:


_Estamos examinando essas questões com muita calma. Até porque são questões políticas; não podem ser examinadas como projeto pessoal. Como líder do partido, tenho obrigação de examinar todos os ângulos.


Perguntei-lhe, então, se hoje o PMDB estaria mais próximo de Ana Júlia ou do tucano Simão Jatene. A resposta: “hoje, estamos distantes de todos dois”.


Indaguei-lhe, ainda, o que existe de verdade, nas especulações da blogosfera, acerca do distanciamento ou reaproximação com o PT.


A resposta dele: “O que existe é diálogo, principalmente fomentado pela direção nacional e por setores locais do PT”.


Apertei: perguntei quais as chances, numa escala de 1 a 10, de retomada da aliança com os petistas.


A resposta: “Fica difícil estabelecer, porque a política é profundamente dinâmica. Acho que o importante é não amesquinhar essas questões. Vamos analisar e aí ver o caminho que vamos tomar, evitando posturas preconceituosas. Não existe isso, especialmente num comandante de longo curso, como é o meu caso. Já vi muita noite de luar e já enfrentei muitas tempestades. Temos que ter tranqüilidade para isso, para não assumir posturas precipitadas. Isso fica para os iniciantes, que é um direito que eles têm. Aliás, até li um dia desses uma frase que considerei fantástica: Não sou tão jovem para saber tudo”.


Jader também confirmou o encontro que deverá manter, possivelmente no meio da próxima semana, em Brasília, com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra: “O Dutra me fez um pedido nesse sentido, que a gente sente para conversar”.


Perguntei-lhe, por fim, se as propostas que serão apresentadas pelo PT ao PMDB incluirão, além de participação no governo, também na campanha eleitoral. A resposta dele: “A essa altura, vamos discutir é a campanha eleitoral. Qualquer outro tipo de tema é perda de tempo”.

CNJ aposenta juíza que ordenou prisão de menina em cela com 23 homens em Abaetetuba

Agencia EFE

Rio de Janeiro, 20 abr (EFE).- O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu hoje com aposentadoria compulsória uma juíza que ordenou a prisão de uma menina de 15 anos em uma cela na qual estavam 23 homens, vários dos quais a violaram repetidamente.

Os membros do Conselho impuseram à juíza por decisão unânime a máxima sanção disciplinar prevista contra um magistrado e remeteram o processo ao Ministério Público para que o órgão adote medidas penais e civis.

A irregularidade ocorreu em 2007 quando a juíza Clarice Maria de Andrade, titular da 3ª Vara Criminal de Abaetetuba (PA), ordenou a prisão de uma menina de 15 anos acusada de furto na única cela existente na cidade junto a 23 homens presos.

A menor permaneceu detida na cela durante 20 dias, onde foi abusada sexualmente por vários dos presos, inclusive por um soropositivo.

Segundo os membros do Conselho Nacional de Justiça, além de ter sido negligente, a juíza falsificou um documento para justificar sua decisão.

Isso porque, quando a imprensa denunciou uma irregularidade que causou protestos de organizações de defesa dos direitos humanos e do próprio Governo, a juíza divulgou uma ordem de libertação forjada e com uma data anterior.

Segundo a investigação dos membros do CNJ, a juíza sabia das condições da cela antes de ordenar a prisão da menor no local e não suspendeu a determinação nem ao ser informada dos abusos sexuais sofridos pela menina.

"Ela não tem condições de ser magistrada em nenhum lugar do mundo", afirmou o conselheiro Marcelo Neves, um dos responsáveis pela sanção.

O juiz Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e também do CNJ, disse que a decisão tem um caráter emblemático por demonstrar que casos assim não podem se repetir.

Embora não poderá voltar a trabalhar no Poder Judiciário, Clarice Maria de Andrade receberá como aposentadoria um salário proporcional ao tempo que se atuou como magistrada.

A ex-juíza só poderá ser privada de seu direito à aposentadoria caso seja condenada penalmente. EFE

Justiça cassa liminar e libera leilão de Belo Monte

De AGNALDO BRITO, da Folha Online

O TRF 1ª Região (Tribunal Regional Federal) cassou novamente uma liminar que impedia o leilão de Belo Monte, no Pará. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda não se posicionou, mas poderá realizar o leilão da usina ainda hoje, data inicialmente agendada para a disputa.
Ontem, minutos depois de ser informado de nova liminar suspendendo o leilão, o governo entrou com recurso para cassar a decisão. A liminar de ontem foi concedida pelo juiz Antonio Carlos Almeida Campelo, de Altamira (PA), que atendeu um pedido do Ministério Público Federal. Essa é a segunda tentativa do MPF de brecar o leilão da usina, orçada em cerca de R$ 19 bilhões e um dos maiores projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Quando construída, a hidrelétrica de Belo Monte terá potência instalada de 11.233 MW (megawatts) e um reservatório de 516 quilômetros quadrados. A usina será construída no município de Vitória do Xingu (PA).

Pontuando - José Olivar

Os consumidores que mantém planos com a telefonia móvel que inclui bônus de chamadas, estão revoltados com as empresas, pois quando fazem uma ligação duradoura que custa um preço baixo, em razão do plano, sofrem interferência na chamada que termina por cair, sendo o usuário obrigado a fazer outra ligação. Ou seja, os créditos são consumidos bem rapidinhos. Pode?/// A prefeita Maria do Carmo pretende manter no mesmo local a usina de asfalto, apesar de saber que ela polui o ambiente com o seu funcionamento. Imagine se a Prefeita não fosse Promotora! ///Enquanto o Estado do Ceará produziu um Ministro da Justiça (Armando Falcão), um Presidente do Superior Tribunal de Justiça (Asfor Rocha), um Ministro do também STJ (foi indicado pelo Presidente, recentemente, um Desembargador do Tribunal de Justiça daquele Estado), o Pará, pelo que me consta, não conseguiu emplacar ninguém nos Tribunais Superiores. Por que será? ///Não sei porque a Polícia Rodoviária Federal, em Santarém, dispõe de 05 (cinco) viaturas para fiscalizar um pequeno trecho de estrada, por sinal mal conservado, enquanto noutros locais a PRF mal dispõe de uma viatura. ///Volto a perguntar aos leitores e à própria Prefeita: onde está o asfalto de qualidade que ela disse que iria implantar em Santarém? Pois em todos os trechos feitos na sua Administração a buraqueira está presente, até mesmo nos mais recentes. ///Dizem as más línguas que a Prefeita vem ‘cozinhando’ as obras de recuperação das ruas da cidade para incrementá-las só no segundo semestre, quando aproximam-se as eleições de outubro/2010. Neste período, fica mais fácil pedir o voto pelos serviços feitos, que na realidade é uma obrigação do poder público. Aliás, este mesmo filme foi visto nas eleições de 2006. ///O Tribunal de Justiça do Estado do Pará conta com um novo Desembargador, no caso o até então Juiz, Ronaldo Valle, que foi empossado quinta-feira (08/04), na vaga deixada pela aposentadoria da Desembargadora Rosa Portugal Gueiros. O STJ cassou decisão da Justiça Federal de São Paulo e do Distrito Federal que autorizavam o descumprimento das normas editadas pela ANVISA, que restringem a comercialização de medicamentos pelas farmácias, limitando o acesso direto ao consumidor. Pelo jeito outras decisões no mesmo sentido vão perder o valor. ///A Rádio Guarany em enquete que faz diariamente, levou ao ar, dia 14/04, mais de 50 manifestações dos ouvintes contra as obras do PAC I, muitos deles considerando-as eleitoreiras e afirmando que nas proximidades das eleições de outubro vindouro, tudo vai recomeçar, já que atualmente é uma baderna só. O problema é que o povo tem memória curta e esquece tudo! ///A reforma da estrada que liga Santarém/Cuiabá à Curuá-Una (Estrada Nova e Poço Branco), feita pela Prefeitura com a ajuda financeira dos colonos ficou em boas condições, lamenta-se apenas a necessidade da parceria, visto que o poder público tem a obrigação de conservá-la./// No Senado Federal há uma forte tendência dos Senadores de manterem o reajuste dos aposentados em 7,7%, na votação da Medida Provisória neste sentido. Dizem que o Lula vai vetar este dispositivo se o reajuste ultrapassar 7%. Quem te viu, quem te vê!//// Jarbas Vasconcelos, Presidente da OAB/PA, conseguiu a adesão da Governadora Ana Júlia para instalação de um Tribunal Regional Federal, em Belém. //Vamos nos preparar pois a partir de maio começam a pousar na cidade os políticos paraquedistas a procura de votos, logo eles que sempre são contra a Região Oeste do Pará, não ligam para as nossas reivindicações e só vêm aqui buscar apoio político. Cabe a nós mandarmos esse pessoal de volta com uma mão na frente e outra atrás. ///O aeroporto de Santarém fica a cada dia pior, num verdadeiro desrespeito aos usuários. O desleixo maior é da INFRAERO que manipula milhões em arrecadação e não inicia as obras de um novo prédio ou mesmo a reforma do atual. As promessas do Odair Correa – Vice-Governador até o fim deste ano – ficaram no ar como nuvens passageiras. ///A Corregedoria do Interior, conforme edição do Diário da Justiça do dia 13/04, mandou instaurar Procedimento de Apuração Preliminar para possíveis irregularidades cometidas pelo Juiz Titular da Comarca de São Felix do Xingu, como resultado de Correição Geral Ordinária realizada naquela Comarca. ///Eu sempre me pergunto: será que o novo Código de Ética Médica vai ser aplicado na prática do dia-a-dia? E quem o infringi-lo vai sofrer sanções? Espero que a nova lei produza os frutos desejados./// O Promotor Hélio Rubens continua seu incessante trabalho na Justiça local, logo ele que é um lutador na defesa do cumprimento da lei, enquanto o Dr. Harisson Bezerra dá um duro na Comarca de Porto de Moz, juntamente com o grande Magistrado Gabriel Veloso. ///Brevemente o Deputado Lira Maia estará se reunindo em Santarém com seus ex-assessores e correligionários. Aliás, Lira deu uma aula na entrevista que prestou a TV Câmara, sobre o Estado do Tapajós.

Doutor Bactéria vem a Santarém

O médico Roberto Figueiredo, o Doutor Bactéria, do Fantástico(Tv Globo), vem a Santarém dia 15 de maio dar palestra no auditório do Amazon Park, evento que faz parte do jubileu de prata das Faculdades Integradas do Tapajós(FIT).

TRF da 1ª Região não julgará recurso da AGU sobre Belo Monte hoje

No Blog do Val-André Mutran

Continuará suspenso o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Os pedidos de suspensão da Advocacia-Geral da União (Aneel) (SLAT 0022487-47.2010.4.01.0000) e do IBAMA (SLAT 0022486-62.2010.4.01.0000) contra decisão prolatada na Subseção Judiciária de Altamira, no Pará, que suspendeu o leilão pela segunda vez, não serão apreciados hoje pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, informa a Assessoria de Comunicação Social do órgão.

Quanto ao pedido de reconsideração da decisão em liminar que havia autorizado a realização do leilão da usina a ser construída no Rio Xingú, objeto do agravo regimental interposto pelo Ministério Púbico Federal (SLAT 0021954-88.2010.4.010000), este será submetido à Corte Especial do Tribunal oportunamente.

Ana Júlia quebra o protocolo e vai ao encontro de Jader, para resgatar aliança com o PMDB

Ana Célia Pinheiro

É possível que a governadora Ana Júlia Carepa tenha dado um passo decisivo para a repactuação da aliança entre o PT e o PMDB: na manhã de ontem, em companhia do deputado federal Paulo Rocha, ela atravessou os cem metros que separam a casa dela da casa do deputado Jader Barbalho, no condomínio Cristal Ville, e teve um longo bate-papo com o morubixaba peemedebista.

A notícia, sob o título “Adivinhe quem veio para o café?”, foi publicada na noite de ontem pelo blog do deputado Parsifal Pontes, do PMDB, e também no Espaço Aberto.

Diz o deputado na postagem:

“Hoje pela manhã o deputado federal Jader Barbalho gravava uma participação radiofônica. O seu assessor, Antônio José, entrou-lhe no gabinete e disparou:

- A governadora Ana Julia e o deputado federal Paulo Rocha estão aqui...

Jader Barbalho, entre incrédulo e surpreso:

- Aqui aonde, rapaz?!

Antônio José, em tom mais convincente, ratificou:

- Dr. Jader, eles estão aqui, na sua casa: na sala.

A governadora mora a menos de 100 metros do deputado Jader e, talvez convencida pelo deputado federal Paulo Rocha, resolveu afastar os interlocutores de fora das fronteiras do Pará.

Ao atravessar a pequena distancia física que separa a casa dela, da residência dele, Ana Júlia fez um gesto para encurtar a enorme distancia política que os dista.

Talvez, tenha sido este o gesto mais aprumado que a governadora tenha tomado no seu relacionamento com o PMDB: o outro seria mandar a criançada que a cerca para o abecedário, inclusive o doublé de articulista dominical.

A surpresa de Jader Barbalho ao se ver, não mais que de repente, com a governadora do Pará em sua sala, sem nada ter sido marcado, sensibilizou-o: refeito da contingência, recebeu-a com gentileza, como lhe é peculiar.

A conversa foi longa. Jader, comme il faut, mais ouviu do que falou. O deputado Paulo Rocha fez algumas observações.

Embora não muita coisa nova tenha sido tratada, permita-me o leitor, por questões estratégicas, e até protocolares, não revelar o teor da entrevista.

Mas, prometo que um dia brindar-lhes-ei com a completa crônica do episodio, que passará a ser um dos mais pitorescos da historia política do Pará”.

O link para a postagem está aqui, e vale à pena dar um pulo lá, até pelos muitos comentários que recebeu: http://pjpontes.blogspot.com/2010/04/adivinhe-quem-veio-para-o-cafe.html

Conversei, na noite de ontem, com Parsifal. Ele disse que a conversa de Ana e Jader durou de 40 minutos a uma hora, mas garantiu que nada de novo foi decidido, nem sequer a data do próximo encontro entre os dois.


Ana teria renovado ofertas já feitas a Jader – uma vaga ao Senado (a outra é de Paulo Rocha), até pelo fato de o cacique peemedebista ter dito ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, na manhã do último sábado, em Belém, que gostaria, de fato, de se candidatar a senador.

Ana também teria oferecido ao PMDB participação no Governo e na campanha, mas, sem entrar em detalhes.

Além disso, não teria tocado na Vice, embora tenha oferecido essa vaga publicamente ao PMDB, há cerca de dois meses.

Ana teria chegado a pé na casa de Jader e demonstrado, no início, certo nervosismo. Até porque, segundo me disse no início da noite uma fonte peemedebista, Jader já teria decidido não mais atender os telefonemas da governadora.

“Ela devia saber que o Jader estava em casa, porque os assessores mais próximos dele estavam lá. Aí, ela nem se preocupou em telefonar: foi lá. Entrou e se colocou na sala. E foi algo tão surpreendente que o Jader, no início, não acreditou: achou que era brincadeira do Antonio José”, contou Parsifal.

De tão supreso, Jader teria até comentado a assessores próximos: “No tempo de vida que tenho e acostumado a qualquer situação, fiquei uns 60 segundos sem saber o que ela dizia, tentando me recompor e pensando no que ia fazer”.

Parsifal afirma que também ficou surpreso com o fato: “Qualquer um ficaria. A coisa que ele (Jader) menos esperaria ela chegar na sala da casa dele e encontrar a Ana Júlia, sem que nada tivesse sido combinado”.

Ele jura, no entanto, que nem essa atitude da governadora conseguiu apaziguar os ânimos entre o PT e o PMDB – que andam pra lá de exasperados.

Mas, admite: “Ela quebrou a incomunicabilidade. Ela queria restabelecer o diálogo e quebrou aquela coisa de eles não se falarem”.

Perguntei a Parsifal o que ele achou, afinal, da ida de Ana à casa de Jader.

A resposta dele: “Achei uma atitude corajosa. Mas, é claro, isso também pode ser analisado como um gesto de desespero e uma atitude de quem quer realmente fazer essa coalização”.

O deputado lembrou que, ao ir ao encontro de Jader dessa maneira, “ela (a governadora) abriu mão do próprio rito do cargo. Foi uma coisa extrema, que deixa o Jader numa situação muito complicada, do ponto de visto político e pessoal”.

E analisa: “Ela resolveu agir. Se ela se colocasse a consultar os conselheiros dela, não tomaria essa atitude”.

Para ele, o gesto de Ana Júlia “pode ser o início da busca de uma autoridade da qual ela abriu mão, já que começou a ficar à mercê de interlocutores, o que demonstra fraqueza. Ela pode ter resolvido tomar as rédeas novamente. E como ela é a governadora, você acaba tendo de considerar as colocações dela, já que o resto – Puty e outros interlocutores - já não levamos a sério, até porque achamos que eles contribuíram para a deterioração do mandato dela, não apenas em relação a nós, mas, à Assembléia Legislativa como um todo”.

Perguntei a Parsifal se ele acredita que isso, afinal, abriu a porta para a renovação da aliança entre petistas e peemedebistas.

A resposta dele: “Não digo que isso vá levar à repactuação da aliança, mas, se tiver que levar, é por aí. O caminho seria esse, a governadora tomando as rédeas de seu governo. Se ela resolver ser governadora, fazer a articulação, é por aí o caminho para a repactuação com o PMDB”.

O deputado salientou que o PMDB já não aceita os interlocutores do governo e que as conversas mantidas com o PT, em Brasília, têm versado muito mais sobre a coalizão nacional.

E observou: “Agora, no momento em que ela (a governadora) arreda essa turma e se coloca como interlocutora, a conversa muda de figura. É uma demonstração de que ela quer tomar as rédeas do governo dela. E o problema sempre foi esse: ela entregou as rédeas do governo a esse pessoal, que não sabe fazer articulação política”.

Por “esse pessoal” leia-se assessores próximos da governadora, como é o caso de Cláudio Puty, Carlos Botelho, Maurílio e Marcílio Monteiro, todos integrantes da Democracia Socialista (DS), a corrente política de Ana Júlia; e todos, também, integrantes do chamado “núcleo duro” do Governo.

Perguntei ainda ao deputado se esse encontro com Jader, da forma como aconteceu, pode ter contribuído para a aprovação, pela Assembléia Legislativa, do empréstimo de R$ 366 milhões que o Governo Estadual pretende contrair junto ao BNDES, para repor as perdas decorrentes da crise financeira internacional, no ano passado (o empréstimo, aliás, tem gerado uma verdadeira queda de braço entre o Governo e os deputados estaduais).

Mas Parsifal garantiu que Ana Júlia só mencionou o empréstimo, sem entrar em detalhes.

E acrescentou: “Não é só tratar com o PMDB esse assunto. Isso tem de ser rearticulado na Assembléia. O fato de o PMDB apoiar pode facilitar as coisas, mas os partidos não ficarão a reboque de nós. Isso precisa de uma rearticulação total. E só ela (Ana Júlia) salva isso. Essa coisa de ficar querendo fazer pressão em cima dos deputados não resolve. A Assembléia Legislativa não é uma fábrica, um sindicato. É fazer o que o Lula fez, quando teve problemas no Legislativo: chamou para ele. Nem que o PMDB caminhe com ela (a governadora), tem outra questão a resolver, que é a rearticulação da base do governo”.

Na sua opinião, o que há de novo, de fato, é que Ana Júlia “tomou uma atitude. É como se ela tivesse parado de brincar e dissesse: a política aqui sou eu. Se foi assim realmente que ela pensou, o caminho é esse”.

Mas, embora cordial, essa não foi a melhor conversa entre Ana e Jader. Diz Parsifal:“Ele (Jader) nunca tratou a governadora de maneira indiferente, nem mesmo nos momentos piores. Mas já houve melhores (conversas), quando ainda estávamos em lua-de-mel, antes de ela tomar posse”.

Reunião

No começo da noite de ontem, já se podia notar certo otimismo em liderança petista ouvida pelo blog.

Apesar dos sucessivos atritos entre petistas e peemedebistas, que vêm se acirrando desde fevereiro, a informação era de que as conversas com Jader “estão avançando bem”.

“Vai ser surpresa. Ele (Jader) deve fechar com o PT”, afiançou a fonte.

Disse ainda não haver data para o fechamento da aliança, mas que isso “deve ser logo, logo”.

No meio da próxima semana, aliás, a previsão é de um novo encontro, em Brasília, entre Jader e a direção do PT.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Subestação do linhão da Eletronorte em Uruará não suporta demanda

O município de Placas passou o domingo sem energia porque a subestação da Eletronorte, em Uruará, está sobrecarregada por causa das demandas de energias dos municípios de Placas, Novo Progresso e Santarém.

Entrevista com Maria do Carmo


Liberação de verbas federais

Prefeita Maria do Carmo diz que seu governo monta plantão em Brasília para conseguir liberação de verbas federais. "Uma semana é a Valéria(Seminf) e Inácio(Governo), que estiveram lá na semana passada. Hoje quem dá plantão é o Emanuel(Planejamento), informou a prefeita, que na campanha de sua reeleição afirmou que Santarém seria privilegiada na liberação de verbas porque pertencia ao mesmo partido do presidente da república e da governadora Ana Júlia.

Tapa-buracos

Prefeita diz que serão quatro frentes de trabalho. Uma vai atuar em ruas asfaltadas recentemente, uma nas de tráfego intenso, outra nas mais castigadas pelas chuvas e a última em asfaltadas há muito tempo.

Sem verbas para o cais de arrimo

A prefeita admite que seus secretários nem sequer foram recebidos no Ministério da Integração Nacional. Valéria e Inácio foram em busca de verbas para a reconstrução do trecho do cais de arrimo que está interditado. " Vou pedir ajuda para o José Maria Tapajós, que sabe os caminhos junto ao PMDB para liberar verbas naquele ministério", brincou Maria.

Magalhães Barata e Turiano Meira

Maria do Carmo informou que as obras na Magalhães Barata serão retomadas esta semana a partir da Plácido de Castro até a Irurá.
O asfaltamento da Turiano Meira( a partir da Muiraquitã) também será iniciado após o começo da pavimentação da avenida Borges Leal.

Prefeita ameaça empresa por atraso em obras do PAC

Maria acaba de anunciar que pode rescindir o contrato com a Mello de Azevedo por causa do atraso nas obras do PAC no Uruará. Visivilmente irritada, a prefeita disse não acreditar nos reais motivos de tanta morosidade. " Há dinheiro para a obra, não concordo que a empresa não tenha dinheiro para contratar um vigia para cuidar das casas. Enquanto a obra não nos for repassada concluída, a obra é de responsabilidade da empresa", explicou Maria, ao responder uma pergunta sobre o roubo de caixas-d'água das casas do PAC no Uruará.

Faltam engenheiros para fiscalizar empreiteiras da prefeitura

Mais uma justificativa para a má qualidade e atraso de algumas obras de infra-estrutura da cidade: a falta de engenheiros da Seminf para fiscalizar as empresas que prestam serviço à prefeitura de Santarém. "São apenas três. Não dão conta. A gente paga baixos salários e isso não atrai outros engenheiros para essa função", justificou a prefeita.

Marina Silva e o preconceito racial

Lauro Jardin
Veja Online


Na biografia de Marina Silva que será lançada em junho pela editora Mundo Cristão, a senadora reclama do preconceito que sofreu quando foi morar na “cidade grande”. Marina nasceu a 70 quilômetros de Rio Branco, no Acre.

- Na cidade, branco é que era bonito. Casar-se com alguém que não era de cor era limpar a família. O mundo até então eu o via com os olhos de minha mãe, que valorizava a força das mulheres e a cor da pele negra

Pergunte para Maria, a prefeita

O Blog do Estado vai cobrir a entrevista que a prefeita Maria do Carmo vai conceder a partir de 9h15 de hoje, em seu gabinete na prefeitura de Santarém.

Mandem perguntas para a prefeita pelo email: oliveiramiguel2@gmail.com

Jatene x Ana Júlia na TV


Do Espaço Aberto, sob o título abaixo:

Quatro anos x quatro anos

Pela primeira vez, desde que foi ungido o pré-candidato tucano ao governo do Estado, o ex-governador Simão Jatene vai usar o palanque eletrônico para fazer o que os petistas também pretendem fazer: comparar seus quatros anos com os quatro anos do governo petista de Ana Júlia Carepa.
A partir de hoje, serão veiculadas 40 inserções na TV, no horário a que o PSDB tem direito neste semestre.
O tom será direto: mostrar como foi o Pará que Jatene deixou e compará-lo com o Pará que está nas mãos de Sua Excelência a governadora.

domingo, 18 de abril de 2010

Belo Monte será modelo, diz Ana Júlia



‘Roubem nossas histórias’


De como um site de conteúdo livre e uma médica que gosta de escrever ganharam o prêmio máximo do jornalismo

Comemoração. O staff do ProPublica faz festa para a ganhadora do Pulitzer, Sheri Fink. Sem fins lucrativos, a redação de 32 repórteres espera que o prêmio aumente as doações

Quando chegou à sede da redação do ProPublica na terça-feira, Sheri Fink logo se deu conta de que aquele não seria um dia normal de trabalho. Ela mal aterrissara no 23º andar do prédio de esquina da Broadway com a Exchange Plaza, em Manhattan, e já era alvo de uma penca de pedidos de entrevista. Habituada ao ofício de repórter, sentia-se um tanto desconfortável naquela estranha inversão de papéis.

Na véspera, a Universidade Colúmbia, como em todo mês de abril desde 1917, havia anunciado os ganhadores da edição do mais importante prêmio da imprensa americana: o Pulitzer. Na lista dos vencedores de 2010 da categoria reportagem investigativa, a matéria premiada de Sheri chamou atenção pelo ineditismo. Foi a primeira vez que uma organização de mídia digital recebeu o prêmio batizado em homenagem ao editor Joseph Pulitzer, que no testamento deixou fundos para que Colúmbia laureasse exemplos de excelência na imprensa.

O Pulitzer de Sheri foi para a reportagem As Escolhas Mortais no Memorial, em que reconstrói o dilema da cirurgiã Anna Pou na manhã seguinte à destruição provocada pelo furacão Katrina em New Orleans. O Memorial Medical Center ficou cercado de água e a única escapatória era pelo heliponto. Feita a triagem, os pacientes com mais chances de sobreviver foram os primeiros a serem retirados. Para muitos dos doentes em estado mais grave, a espera pelo resgate seria fatal, avaliou a doutora Pou. Um ano depois do episódio, Anna Pou, com duas enfermeiras, acabaram presas. Anna foi acusada de mandar aplicar injeções de sedativos morfina e midazolam em 17 pacientes do hospital, causando a morte de pelo menos 4. Durante dois anos e meio, Sheri acompanhou o caso, que motivou intenso debate nos EUA sobre a ética dos profissionais da saúde durante desastres. Anna Pou foi absolvida por júri popular.

Sem copyright. O site não cobra nada para a publicação de suas reportagens. Foto: Reprodução

"Não podemos deixar que médicos sejam postos nessa situação", diz a repórter de 41 anos, também formada em medicina pela Universidade Stanford. Tendo vivido situações de estresse semelhantes à da personagem central de sua matéria, Sheri tem ligação profunda com o tema. Durante anos alternou seu trabalho de jornalista free-lancer com o dos meses que integrava as tropas da organização humanitária International Medical Corps, na qual prestou serviços em Kosovo, Chechênia, Afeganistão e Iraque.

A decisão de se tornar jornalista veio no ano seguinte ao da graduação médica, em 1998, quando partiu para a Bósnia com a intenção de narrar a história de uma equipe de jovens médicos que, encurralados no fogo cruzado entre sérvios e bósnios, eram atormentados diariamente por decisões da mesma natureza moral da doutora Pou.

No hospital-bunker de Srebrenica, Sheri conheceu o cirurgião bósnio Nedret, que cruzava campos minados para atender os feridos que não conseguiam chegar ao hospital. Outro idealista, Eric, acreditava que os Médicos Sem Fronteiras poderiam impedir o genocídio de 8 mil bósnios. Suas histórias foram reunidas por Sheri durante cinco anos de pesquisa e resultaram na publicação, em 2003, de War Hospital: A True Story of Surgery and Survival, pelo qual ela recebeu o Special Book Award 2004 da Medical Writers Association. Sheri era exatamente o que procuravam os fundadores do ProPublica enquanto garimpavam os nomes para a equipe inicial do site.

Fundado em 2008, o ProPublica não tem fins lucrativos. O site surgiu da confluência de interesses do então editor-executivo do Wall Street Journal, Paul Steiger, que estava preocupado com o efeito da crise financeira da imprensa sobre a qualidade do jornalismo das grandes redações, e do casal de banqueiros da Califórnia Herbert e Marion Sandler, que desejava doar US$ 10 milhões para um projeto na área de mídia. Graças aos Sandlers, o site tem suas finanças garantidas até 2012. Outras fundações, como a MacArthur, Atlantic, John S. James e L. Knight, também são colaboradoras.

A ideia defendida por Steiger era a de que, em tempos de escassez financeira, os primeiros jornalistas a serem demitidos são os repórteres investigativos, que não produzem conteúdo diário e cujas matérias são as que saem mais caro. Steiger convidou, então, Stephen Engelberg, que em seus 18 anos de New York Times, tinha se especializado em coordenar reportagens investigativas de fôlego. Juntos, conceberam o ProPublica.

Com o objetivo de privilegiar reportagens de "clara importância moral" e claro interesse público, o ProPublica traz à luz histórias que revelam a exploração dos mais fracos e as falhas dos detentores do poder. "Para a democracia funcionar, precisamos de jornalismo de qualidade. É nisso que acreditamos", diz Sheri, traduzindo o ideário dos demais 31 jornalistas que com ela fazem o site.

Outros dois repórteres do ProPublica também chegaram à final do Pulitzer, mas na categoria jornalismo de serviço público. Tracy Weber e Charles Ornstein investigaram as falhas do Estado de Indiana em adotar medidas disciplinares com cem enfermeiras acusadas de romper com a ética da profissão. Uma delas chegou a ameaçar uma colega de trabalho com uma faca e nada foi feito. Sobre o sucesso de seus profissionais, o editor Paul Steiger escreveu: "Este é o sinal de que nossa organização sem fins lucrativos pode fazer uma significativa contribuição para a necessidade de informação do povo americano em uma era de mudanças explosivas nos jornais".

O futuro. O Pulitzer do ProPublica é crucial para mudar a forma como os publishers pensam o jornalismo, pois "as velhas maneiras já não funcionam", acredita o americano Philip Meyer. Professor de jornalismo da Universidade da Carolina do Norte e autor de Os Jornais Podem Desaparecer?, ele dedicou a carreira ao desenvolvimento do jornalismo de apuração mais sofisticada, usando estatísticas e bancos de dados com informações públicas. Seu livro Precision Journalism, de 1973, foi o primeiro a idealizar reportagens produzidas com o auxílio de computador. Meyer preconiza que os jornais tendem para uma forma híbrida: "Ainda existirá o impresso, mas talvez apenas semanalmente; a maioria dos leitores optará pelo jornalismo online".

Membro do conselho do site PatchNews, que cria jornais virtuais voltados para pequenas comunidades nos subúrbios, alimentados pelos próprios moradores, Meyer acredita que o futuro do jornalismo passará inevitavelmente pelo trabalho do "repórter-cidadão". Esse garimpeiro de informações é "o cara no café com seu laptop", descreve ele. "O repórter-cidadão faz isso pelo bem da comunidade, mas também porque acha divertido e porque quer poder." No entanto, precisam ser supervisionados por jornalistas profissionais, que filtram o conteúdo dos veículos virtuais.

O Patch só contrata jornalistas com diploma. "Veja que ainda há empresas que pensam dessa maneira", diz Meyer. Para ele, no entanto, não há necessidade de graduação em jornalismo e a melhor maneira de fortalecer a categoria é por meio de associações profissionais independentes, que determinem um sistema próprio de certificação. Os jornalistas terão de ser bons não só em jornalismo, acredita o professor. Seguindo o exemplo de Sheri Fink, eles terão de ser pessoas especializadas nas áreas em que desejem atuar, sendo também médicos, engenheiros, cientistas políticos.

Conteúdo livre. Além de sair no ProPublica, a matéria de Sheri foi publicada na edição de agosto de 2009 da New York Magazine. Pelo caráter não lucrativo do site, veículos que queiram usar seu material podem fazê-lo sem pagar nada por isso. "Roubem nossas histórias", sugere o site. As matérias são licenciadas pelo modelo contratual do Creative Commons, permitindo o compartilhamento gratuito do conteúdo, desde que com o devido crédito. O site trabalha com cerca de 50 parceiros, entre eles The New York Times, The Washigton Post, USA Today, 60 Minutes e Los Angeles Times.

"Grandes jornais estão desesperados por investigação de qualidade, mas não querem pagar por isso", diz Meyer. "O ProPublica usa o meio tradicional de mídia porque lhe dá maior credibilidade", finaliza. "Se alguém tinha dúvidas sobre nós, agora elas foram apagadas", comemora o diretor de comunicações, Mike Webb, contando como o Pulitzer de Sheri teve um efeito positivo sobre a redação e deve facilitar as arrecadações de fundos de agora em diante.

(O Estado de São Paulo)

sábado, 17 de abril de 2010

Alter do Chão, o paraíso é aqui

Bajara rasga os últimos raios de sol deste sábado, em Alter do Chão.
Foto: Rejane Jimenez

Governo e Senado são as opções de Jader para 2010

Diário do Pará

Governo e Senado são as opções de Jader para 2010
Jader discursou com afagos aos aliados e recados aos adversários

O presidente do PMDB no Pará, deputado federal Jader Barbalho, quebrou ontem o silêncio e deu pistas sobre os planos dele para as eleições deste ano. Durante inauguração de um restaurante popular em Ananindeua, Barbalho confirmou que será candidato ao governo ou ao Senado. “Serei candidato a um cargo majoritário, com certeza. Não vou atrapalhar o pessoal da eleição proporcional”, brincou, afirmando que a decisão sobre qual dos dois cargos concorrerá será tomada “pelo partido em momento oportuno”.

Durante o evento, o peemedebista fez um discurso com afagos aos aliados e recados aos adversários. Reforçou a decisão do PMDB de apoiar a candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República; elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não fez qualquer referência à governadora Ana Júlia Carepa. Entre os petistas do Pará, apenas o deputado federal Paulo Rocha e a vice-prefeita de Ananindeua, Sandra Batista, foram citados.

Numa referência a petistas que têm feito críticas ao PMDB, Barbalho disse lamentar a atitude dos que, segundo ele, não passaram pela universidade da vida e, por isso, não sabem fazer política sem tentar diminuir os aliados. “Quem quer crescer tem que aprender a somar. Lamentavelmente, tem gente que não aprendeu com o presidente Lula que, mesmo sem doutorado na Itália ou em outro lugar, aprendeu com os movimentos populares”, disse, para em seguida afirmar que todas as “obras importantes em andamento no Pará só estão sendo feitas, graças ao governo federal”. Entre os críticos de Barbalho está o ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, que fez doutorado no

exterior e cursos na Itália.

DECLARAÇÕES

O deputado foi indagado sobre as declarações do deputado Zé Geraldo que afirmou estarem os petistas “perdendo a paciência com o PMDB”. Jader deu de ombros. “Ele fez declarações?”. Ao ser confrontado com o fato de Geraldo ter anunciado que o peemedebista é contra a reeleição da governadora, ironizou: “Eu não tenho porta-vozes e se tivesse com certeza não seria ele (o deputado petista)”.

Apesar das críticas, o deputado garantiu que “não há diálogo interrompido”. Admitiu, contudo, que o PMDB ainda não decidiu que caminho tomar nas eleições. “Mas qualquer que seja vai ser um caminho que indicará o futuro do Estado”. Barbalho encerrou o discurso com a plateia gritando “governador, governador”.

Nas 24 horas que passou em Belém, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez malabarismos para afagar a todos os aliados num claro esforço para manter a unidade em torno da candidatura de Ana Júlia. A missão não tem se mostrado fácil. Pela manhã, Padilha se reuniu com o prefeito de Belém, Duciomar Costa, do PTB, partido que nacionalmente negocia apoio a Dilma Rousseff e, no Pará, tem dado mostras de que poderá ter candidatura própria ao governo.

Após o encontro com Duciomar, foi a vez de afagar o PMDB, maior partido da base aliada do governo Lula, mas que tem dado sinais de que poderá não apoiar Ana Júlia. No evento em Ananindeua, o ministro não poupou elogios ao prefeito Helder Barbalho e saudou o presidente do PMDB, Jader Barbalho, como “grande amigo do presidente Lula”.

Jornalismo ou propaganda política?

Rogério Faria Tavares

Se você quiser informar-se corretamente sobre as eleições, acompanhe com olhar bastante atento e crítico a cobertura política providenciada pelos meios de comunicação social sobre o tema. Quase sempre influenciada pela paixão ideológica ou, em diversas circunstâncias, irremediavelmente comprometida por ela, a atuação da mídia deve ser vista com prudente distância e uma dose razoável de ceticismo. Refém da preferência (ou da repulsa) por partidos e até mesmo por pessoas, boa parte da imprensa terá grandes dificuldades para desempenhar o ofício de reportar, com sobriedade e lucidez, os eventos relacionados ao pleito de outubro.

Defensores aguerridos de uma visão de mundo, de um determinado projeto para o país ou simplesmente sócios eventuais de grupos de interesses, expressivos segmentos da imprensa certamente acolherão recomendações tácitas (em alguns casos, até expressas) dos estrategistas de marketing de certos candidatos ou de seus formuladores políticos, e acabarão por transformar-se em agentes encarregados de definir o ângulo de abordagem dos acontecimentos, criar escândalos, fomentar falsas polêmicas, definir os protagonistas e os coadjuvantes, estigmatizar personagens, disseminar versões e boatos e, sobretudo, de omitir fatos e números que prejudiquem seus amigos ou que beneficiem seus adversários.

Ainda que não surpreenda, essa constatação é dolorosa e produz um grande desalento, já que a presença independente e equilibrada da imprensa na vida social é decisiva para o sucesso do sistema democrático e não deveria ser considerada algo utópico ou romântico. O fato é que, no Brasil, numerosas práticas que se apresentam como jornalismo, são, na verdade, propaganda política. O seu caráter pernicioso é indiscutível. Os danos que provocam são graves. Sendo assim, o que fazer para prevenir-se em relação a elas? Seguem algumas sugestões...

1. Nunca deixe de conferir o expediente do jornal e das revistas ou a seção "quem somos" dos sites e blogs que você freqüenta. Preste atenção na ficha técnica do telejornal ou do noticiário radiofônico de sua preferência. Veja quem está no comando. Procure saber os antecedentes dos responsáveis pelos órgãos de comunicação. Pergunte sobre eles para alguém em quem você confia e que pode ter referências seguras a respeito dos profissionais em questão. Tente, em prospecção cuidadosa, conhecer melhor o pensamento e o comportamento de tais pessoas.

2. Despreze as matérias anônimas. Combata as denúncias sem assinatura e as notícias que circulam sem autoria conhecida e confirmada. Certamente são peças fabricadas por candidatos e partidos ou por militantes de má-fé. Atualmente, existem até empresas especializadas nas técnicas da calúnia, da injúria e da difamação, sobretudo pela internet (algumas delas, contratadas para fazer a campanha eleitoral que se aproxima, já estão em plena atividade).

Reúna energia! Vale a pena

3. Investigue as posições adotadas pelo jornal, pela revista, pelo site ou blog, ou pela emissora de televisão ou rádio em relação aos candidatos e a seus partidos nos últimos anos. Qual tem sido a postura padrão empregada para tratá-los? Que tipo de avaliação merecem em seus editoriais? Construa uma pequena série histórica a respeito. Não dá tanto trabalho e pode ser de uma utilidade incrível, revelando animosidades ou preferências que resultam, antes de tudo, de alianças históricas ou de oposição consolidada ao longo do tempo.

4. Para entender melhor o que dizem os veículos de comunicação, procure descobrir se os seus proprietários ou diretores foram prejudicados ou beneficiados pelos candidatos ou partidos participantes das eleições. Contratos, empréstimos, favores... tudo isso é vital para compreender o sentido do conteúdo jornalístico que editam.

5. Consulte regularmente vários veículos de comunicação. Não se restrinja a um ou dois, ainda que você não disponha de tanto tempo nem de muito ânimo para tal tarefa. Não recorra apenas a publicações editadas por duas ou três empresas. Diversifique. Inclua em seu cardápio veículos regionais, especializados, comunitários, religiosos, estudantis ou sindicais. Reúna energia! Vale a pena. Afinal, as eleições só ocorrem de vez em quando.

Uma conquista da democracia

6. Compare os veículos: levante as semelhanças e as diferenças entre eles. Comece a perceber a escolha das pautas, as omissões, as contradições, as inconsistências, as ênfases. No caso de jornais, revistas, sites e blogs, observe também os aspectos gráficos e a diagramação com que se apresentam. Como estão dispostas as notícias, em que ordem, de que tamanho?... Quem ganha a capa? E as manchetes? Quem aparece bem nas fotos? Fique atento: não acredite facilmente no que mostra a mídia sem que você a submeta ao seu controle rigoroso de qualidade. Lembre-se de que ela tem objetivos que não são necessariamente os de atuar com equilíbrio e serenidade ou de deixar você bem informado.

7. Vá às fontes mencionadas na notícia. Hoje em dia, praticamente todos os partidos e candidatos têm seus próprios espaços na internet e se comunicam diretamente com o cidadão. Ouça o que eles têm a dizer, sem a mediação da imprensa. O recurso a esse expediente se torna ainda mais importante se a notícia veiculada nos meios tradicionais embute algum ataque à honra ou à dignidade de alguém. Infelizmente, será muito difícil saber o que a "vítima" tem a dizer sem que você recorra aos canais de comunicação que ela mesma organizou (ela pode ter sites ou blogs em que fatalmente exporá suas razões). No Brasil, o instituto do direito de resposta, ainda que previsto pelo artigo 5º da Constituição Federal, é de concretização lenta e trabalhosa e depende da celeridade, da coragem e do rigor de uma Justiça com que não se pode contar.

8. Sempre que possível, assista ao horário eleitoral gratuito na televisão ou acompanhe o programa pelo rádio. Não o rejeite. Ele é conquista da democracia e dá a todos chance justa de divulgar seu ideário político.

Preço pela negligência é muito alto

9. Acompanhe, sobretudo, os debates entre os candidatos. Comente com seus amigos, familiares e colegas de trabalho o que você achou de cada um deles.

10. Vá a comícios, reuniões, conferências. Pergunte diretamente aos candidatos o que você considera importante. Converse muito sobre as eleições com as pessoas do seu círculo de relacionamento. Troque idéias. Proponha questões. Crie oportunidades de reflexão coletiva. Aja com a mente aberta, sem preconceitos, com predisposição para surpreender-se e aprender.

Finalmente, mantenha sempre muito clara a noção de que a política é parte importantíssima da vida em sociedade e, por isso, jamais deve ser deixada de lado. O preço que se paga por uma atitude negligente é muito alto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

TRF: hidrelétrica não representa perigo aos índios

Desembargador diz que não há 'perigo eminente' com a emissão da licença para Belo Monte

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, desembargador Jirair Aram Meguerian, que cassou hoje a liminar que suspendia o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, disse que não há perigo iminente para a comunidade indígena, uma vez que a emissão da licença prévia e a realização do leilão não implicam na construção imediata da hidrelétrica de Belo Monte. Este foi o argumento usado por ele, segundo nota distribuída nesta tarde pelo TRF, para cassar a liminar que, além de suspender o leilão, também anulava a licença prévia ambiental para a construção da usina.

Ele argumentou ainda que, se o leilão não fosse realizado na data prevista, que é a próxima terça-feira (dia 20), isso traria "graves prejuízos à economia pública, pois é conhecida a deficiência de energia elétrica no País". A decisão do desembargador foi tomada mediante uma análise breve, segundo a nota. "A não conclusão do empreendimento levaria o governo a procurar outras fontes de energia tais como a termelétrica, mais cara e mais poluente". O TRF não divulgou a íntegra da decisão.

(Agência Estado)

Posição de Zé Geraldo não reflete a opinião do PT

Principal articulador político do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, não quis comentar as declarações do deputado federal petista Zé Geraldo com críticas ao PMDB do Pará. Deixou claro, contudo, que a opinião do parlamentar não representa o Partido dos Trabalhadores (PT), tampouco o governo de Ana Júlia Carepa.

“Não vou avaliar declaração de deputado de partido A ou B. A governadora tem um coordenador político novo, o chefe da Casa Civil, Everaldo Martins. É ele quem conduz a ação política do governo e o PT tem um presidente estadual (João Batista). Eu ouço essas pessoas. Para mim, são elas que falam em nome do governo e do PT do Pará”, disse Padilha, que desembarcou ontem em Belém para uma série de compromissos, entre eles a inauguração de um restaurante popular no município de Ananindeua, encontros com os prefeitos Helder Barbalho e Duciomar Costa e com a governadora Ana Júlia Carepa.

Em pronunciamento feito ontem pela manhã na tribuna da Câmara Federal, o deputado petista disse que as lideranças do PT “estão perdendo a paciência com o PMDB” que, segundo ele, está emperrando a aprovação de quase R$ 700 milhões em empréstimos ao governo prejudicando assim a reeleição de Ana Júlia.

Padilha disse não acreditar que as articulações que têm atrasado a aprovação do empréstimo sejam fruto de disputa eleitoral. “Eu acho que os deputados querem maiores esclarecimentos. Estão dialogando com o governo do Estado e torço para que estejam à altura do volume de recursos que o governo federal quer liberar para o Pará”.

Padilha repetiu que ainda trabalha pela aliança do PT com o PMDB no Estado e disse ter esperanças de que os dois vão caminhar juntos desde o primeiro turno. “Ao presidente Lula interessa que todos os partidos da base aliada estejam juntos aqui no Pará. Essa é a melhor forma de ganhar a eleição e dá uma grande vantagem de votos à candidata Dilma Rousseff, além de garantir a reeleição de Ana Júlia.

Indagado sobre a declaração de Zé Geraldo de que o PMDB estaria trabalhando contra a reeleição de Ana Júlia, o ministro disse entender que os movimentos dos peemedebistas no Estado que têm feito críticas ao governo fazem parte do momento político de formação das chapas.

O deputado federal Paulo Rocha (PT) afirma que o colega Zé Geraldo “está destoando da posição partidária”. E ressaltou que as declarações de Geraldo não representam o partido. “É uma opinião individual. O PT tem decisão de buscar a unidade política”. Rocha negou que tenha pensado em desistir de concorrer ao Senado. Disse que a candidatura está “fortíssima”. “Essa é a estratégia política definida pelo PT há um ano”. Zé Geraldo admitiu que não fala institucionalmente em nome do governo e do PT, mas afirmou que suas declarações refletem o pensamento de lideranças da legenda.

>> Para Parsifal, declarações são “erro de cálculo”

Líder do PMDB na Assembleia Legislativa, o deputado Parsifal Pontes classificou a acusação de Zé Geraldo de que o PMDB estaria impedindo a aprovação de autorizações de empréstimos ao governo de Ana como resultado de “um erro de cálculo”. “O PMDB tem 7 deputados de um total de 41. Se fosse apenas o PMDB que não quisesse aprovar, o governo já o teria feito”. Em trecho do discurso que não chegou a ser lido na tribuna, mas foi entregue à presidência da Câmara para que “recebesse ampla divulgação”, Zé Geraldo diz que o PMDB usufrui do governo, mas não ajuda. O texto foi divulgado no site e ontem à noite Geraldo informou que passaria cópia aos prefeitos e lideranças no Estado.

Parsifal negou que o PMDB seja contra os empréstimos. Segundo ele, a legenda tem questionado apenas a forma como o governo estaria tentando a aprovação. “Até agora não recebemos nenhuma modificação quanto ao projeto de empréstimo de R$ 366 milhões. O governo quer uma carta em branco. Queremos saber onde os recursos serão aplicados”. Sobre as declarações de Zé Geraldo de que o PMDB trabalharia contra a reeleição de Ana Júlia, Pontes não poupou artilharia. “Nunca ouvi do deputado Jader que ele não quer a reeleição da governadora. Mas se de fato não quiser, não estará sozinho: 60% dos paraenses também não querem, incluindo a mim”.
(Diário on line)

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Câmara dos Deputados aprova urgência para votar plebiscitos


Prefeitos de Belterra e Juruti avançam para tirar habitantes de Santarém

Candidatura de Maurício Corrêa a deputado estadual abre crise no PMDB

Gavião real pode nascer em zoológico de faculdade

Disparam preços de serviços e peças de veículos em Santarém

Oi vai instalar orelhão em vez de fone de acesso indivual na zona rural

Uso de barro não se justifica com liberação da usina de asfalto

Código de ética pode afugentar médicos de direção dos hospitais do interior

Memória de Santarém: Quando a soja estava chegando

Zé Geraldo: " PMDB não quer a reeleição da governadora"

THIAGO VILARINS
Da Sucursal de O Liberal


Brasília- O deputado federal Zé Geraldo (PT-PA), que já acusara o PMDB e seu presidente, o deputado federal Jader Barbalho, de trabalharem contra os interesses do Pará, volta a abrir o verbo. Os alvos, novamente, são o PMDB e Jader. Em entrevista exclusiva ao repórter Thiago Vilarins, o parlamentar diz que ele e todos os petistas paraenses perderam de vez a paciência com os aliados peemedebistas. Afirmou que a resistência dos deputados peemedebistas em votar pedidos de empréstimo visa somente desgastar a governadora Ana Júlia. Para Zé Geraldo, Jader lidera um esquema para que o governo petista não se reeleja. "Parece que ele não quer a reeleição da governadora Ana Júlia. É a essa conclusão que estamos todos chegando: o PMDB não quer a reeleição da governadora", sentenciou. O deputado aponta como quase nula a possibilidade dos dois partidos seguirem juntos nas próximas eleições, menospreza a força que o PMDB diz possuir no Estado e garante que, mesmo sem o apoio da legenda, a presidenciável petista Dilma Rousseff terá um palanque forte no Pará. "Não estamos com medo de ter um palanque fraco. Temos alternativas para construir uma forte aliança no Pará", disse o deputado. A seguir, a entrevista.


O senhor perdeu a paciência com o PMDB pela demora de votar os empréstimos?

A minha paciência, eu já perdera havia muito tempo. Quem perdeu a paciência agora foi a bancada estadual e federal do PT e o governo. Vamos chamar o povo para dialogar com a Assembleia Legislativa. A Assembléia é a casa do povo e está exatamente prejudicando o povo do Pará.


O senhor fala em chamar a população para dialogar. Mas a sua reação não é contra a postura dos deputados do PMDB apenas?

Exatamente. Hoje os dois partidos que se empenham pela não aprovação dos mais de R$ 600 milhões - porque não são mais R$ 365 milhões apenas, já são quase R$ 700 milhões - é o PMDB e o PSDB. Mas o partido aliado que está impedindo é o PMDB. Como pode um partido estar no governo e ser contra o governo?


Eu lhe faço essa mesma pergunta.

É porque há uma tentativa de desgastar o governo Ana Júlia.

O senhor disse anteriormente, em discurso no plenário da Câmara, que o responsável por essa postura do PMDB no Estado era o deputado Jader Barbalho. Essa acusação ainda está de pé?

Sim. É o Jader Barbalho que está liderando esse processo. Ele é que está liderando essa posição na Assembleia Legislativa. E o PMDB tem a presidência da Assembleia. Como pode o presidente da Assembleia, deputado Domingos Juvenil, do PMDB, ter hoje, em Altamira, a Adepará, Cosanpa, Sespa e Detran e estar trabalhando contra o governo? Ele está, justamente, impedindo que o dinheiro vá para essa região. É inadmissível. O PMDB desfruta do governo e desgasta o governo. Nunca vi coisa assim.

Qual o interesse do deputado Jader Barbalho em orientar seus correligionários contra os empréstimos?

Parece que ele não quer a reeleição da governadora Ana Júlia. É a essa conclusão que estamos todos chegando: o PMDB não quer a reeleição da governadora.

Quais os interesses por trás dessa ação?

Por interesses de poder. Ele (Jader Barbalho) tem dito que será candidato a governador. Tudo indica que há uma esperança dele ser o governador do Pará.

O governo federal tem tentado solucionar problemas com o PMDB em vários Estados. Em muitos, inclusive, tem sacrificado a cabeça da chapa para garantir um palanque forte para a ex-ministra Dilma Rousseff. O PT regional não está evitando bater de frente em virtude dessa preocupação do Diretório Nacional?

Não. Vamos construir um palanque muito forte para a Dilma no Pará. Não estamos com medo de ter um palanque fraco. Temos alternativas para construir uma forte aliança no Pará.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, chega amanhã a Belém. Entre os compromissos da sua agenda, tem um encontro marcado com o deputado Jader Barbalho. Essa reunião indica uma intervenção do governo federal nessa crise regional entre PT e PMDB?

Não. Ele está indo participar de um seminário internacional do PT da Amazônia, que a gente sempre fez na região Norte. Essa é agenda dele. O governo federal tem limites na sua interferência nos Estados. Nós, do PT, já colocamos a nossa preocupação para o PT nacional. E vamos cuidar da nossa vida no Pará.

O senhor disse que todo o PT do Estado perdeu a paciência. O senhor, realmente, está protestando em nome de todos os membros do partido no Pará?

É. Todos nós, a bancada federal, estadual e o governo. O PT em geral.

Qual o prazo limite em relação à decisão do PMDB?

Nós queremos prazo para votar o empréstimo. E deve ser até o início de maio.

E se não forem votados até maio?

O PT vai colocar a situação em debate para toda a população paraense. Isso quer dizer: colocar os atores do Estado, que fazem parte dos nossos diretórios, movimentos sociais para refletir e discutir a situação que o Pará está passando na Assembleia Legislativa. Agora, para a aliança não tem uma data certa. Vai depender também do PMDB. A mesma pressa que tem o PT também tem o PMDB. E o PMDB não é mais a única força determinante no Estado.

Com essa sua reação, não fica mais distante essa possibilidade dos dois partidos seguirem juntos nas eleições?

Se o PMDB mantiver essa posição na Assembleia, ele está buscando o distanciamento.

Senador tucano acusa PT de chantagear PMDB no Pará

[Foto:  senador Flexa Ribeiro ]

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou em discurso, quita-feira (15), que o PT do estado do Pará está "usando a chantagem" para tentar convencer os seus aliados na Assembléia do estado, especialmente o PMDB, a aprovarem um novo endividamento do governo, mesmo "sem dar explicações" sobre o que fez com o dinheiro de empréstimos anteriores. Trata-se de um financiamento de R$ 366 milhões junto ao BNDES.

Ele leu trechos de uma entrevista do deputado federal Zé Geraldo (PT-PA) ao jornal O Liberal, de Belém, onde o parlamentar diz que o PT "já perdeu a paciência" com o PMDB, que "não quer a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa", do PT. O senador explicou que os deputados estaduais querem que a governadora informe como gastou um empréstimo anterior de R$ 244 milhões.

Flexa Ribeiro disse que a entrevista do deputado petista "é reveladora" por mostrar como o PT trata seus aliados: "com arrogância e autoritarismo". Ele pediu que fosse transcrita nos anais do Senado a entrevista.

- O PT mostra que entende o Estado como um feudo de sua propriedade, onde os partidos aliados são apenas vassalos, que devem ser subjugados e cumprir suas vontades - acusou o senador.

Ele acrescentou que, se depender dele próprio, o Pará não aumentará seu endividamento. Informou ainda que a governadora Ana Júlia Carepa já conseguiu da Assembléia paraense autorização para tomar empréstimos bancários por conta da arrecadação futura de royalties pagos por hidrelétricas e empresas que exploram minerais.

- Aliás, de 2007 para cá o governo Ana Júlia já aprovou cerca de 2 bilhões de reais em empréstimos na Assembléia Legislativa. Desse total, realizou/usou cerca de 800 milhões. Mas a governadora não explica onde foi parar a diferença, de 1,2 bilhão de reais, muito menos presta contas do que foi feito com 800 milhões - disse Flexa Ribeiro.
(Agência Senado)

Zé Carlos e Parsifal na berlinda

Dois porta-vozes de líderes políticos pararense trocam farpas pela internet.

Parsifal diz que Zé Carlos mente ao afirmar que o PV está unido no apoio do partido à reeleição da governadora Ana Júlia.

Você lê aqui.

Zé Carlos responde que Parsifal exerce ilegalmente mandato de deputado estadual.

Você lê aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Roselito Soares, cassado, fica inelegível

O advogado Sabatto Rosseti, que atuou no caso Maria do Carmo, quando esta foi cassada pelo TSE, conseguiu mais uma façanha: a cassação do prefeito de Itaituba, Roselito Soares, e do vice Sílvio Macedo, pelo Tribunal Regional Eleitral, hoje de manhã, por 4 x 1.

Segundo Rosseti, a sentença tem cumprimento imediato assim que for publicada no Diário da Justiça, podendo os cassados recorrem da decisão do TRE, 'fora do cargo', como aconteeu com os prefeitos de Bragança e Chaves, que até hoje não conseguiram reformar as sentenças da corte eleitoral estadual junto ao Tribunal Superior Eletoral(TSE).

Valmir Climaco foi o segundo colocado no pleito e é quem vai assumir o cargo de prefeito de Itaituba.

Tanto Roselito Soares quanto Silvio Macedo, além de perderem os mandatos, ficarão inelegíveis por 3 anos.

Roselito, que já havia se desincompatibilizado para concorrer à Assembléia Legislativa pelo PR, com essa decisão não tem mais condições de elegibilidade.

Seminf interdita área do cais de arrimo próxima à feira do pescado

O calçadão do cais de arrimo localizado no trecho entre a trav. Prossor Carvalho e a trav. 2 de junho foi interditado, hoje, pela Seminf, para passagem de pedestres e atracação de barcos, por apresentar riscos de desabamento.

Esse e outros pontos críticos do cais de arrimo já foram indicados pela prefeitura à Comissão Nacional de Defesa Civil, que ainda não liberou recursos para sua reconstrução.