- NOME DO CANDIDATO (PARTIDO) VOTOS VÁLIDOS%
-
Alexandre Von (PSDB) 30.941 22,31% -
Reginaldo Campos (PSB) 15.677 11,3% -
Nelio Aguiar (PMN) 12.974 9,36% -
Antonio Rocha (PMDB) 11.344 8,18% -
Professor Márcio Pinto (PSOL) 6.955 5,02% -
Bruno Para (PDT) 5.897 4,25% -
Hilton Aguiar (PSC) 5.650 4,07% -
Efr Marcela Tolentino (PDT) 5.553 4% -
Ze Maria (PT) 5.366 3,87% -
Ozorio Juvenil (PMDB) 4.638 3,34% -
Airton Faleiro (PT) 3.783 2,73% -
Júnior Ferrari (PTB) 2.879 2,08% -
Cb. Deonildo (PPS) 1.818 1,31% -
Joaquim Passarinho (PTB) 1.459 1,05% -
João Paiva (PC do B) 1.458 1,05%
- Gabriel Guerreiro (PV) 1.291 0,93%
- Italo Macola (PSDB) 1.230 0,89%
- Josefina (PMDB) 912 0,66%
- Aquino (PT) 847 0,61%
- Pastor Roberto Santos (PRB) 625 0,45%
- Megale (PSDB) 524 0,38%
- Junior Hage (PR) 454 0,33%
- Valdir Ganzer (PT) 431 0,31%
- Ze Francisco (PV) 413 0,3%
- Mario Moreira (PTB) 354 0,26%
- Altair Coutinho (DEM) 320 0,23%
- Gualberto Neto (DEM) 314 0,23%
- Martinho Carmona (PMDB) 307 0,22%
- Prof Edilson Moura (PT) 261 0,19%
- Dr. Edir (PMDB) 239 0,17%
-
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Alexandre Von tem o dobro de votos do segundo colocado para deputado estadual em Santarém
Deputados estaduais e federais eleitos no Pará
Do Blog do Parsifal
Com 99,87% das urnas apuradas, às 04h48m de segunda-feira, estes eram os deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa do Pará:
| Partido | Candidato | Votos | |
| 01 | PSOL | EDMILSON RODRIGUES | 85.411 |
| 02 | DEM | MÁRCIO MIRANDA | 67.516 |
| 03 | PSDB | PIONEIRO | 54.047 |
| 04 | PMDB | SIMONE MORGADO | 50.944 |
| 05 | PT | CHICO DA PESCA | 49.427 |
| 06 | PSDB | SIDNEY ROSA | 48.912 |
| 07 | PT | BORDALO | 45.070 |
| 08 | PSDB | ALEXANDRE VON | 44.837 |
| 09 | PSDB | CILENE COUTO | 43.852 |
| 10 | PMDB | MARTINHO CARMONA | 43.452 |
| 11 | PTB | JÚNIOR FERRARI | 43.238 |
| 12 | PR | JUNIOR HAGE | 41.835 |
| 13 | PTB | TIÃO MIRANDA | 41.193 |
| 14 | PSDB | MEGALE | 40.082 |
| 15 | PMDB | CHICÃO | 39.851 |
| 16 | PT | VALDIR GANZER | 37.451 |
| 17 | PSDB | ANA CUNHA | 35.332 |
| 18 | PT | BERNADETE | 33.736 |
| 19 | PT | AIRTON FALEIRO | 32.853 |
| 20 | PTB | EDUARDO COSTA | 32.451 |
| 21 | PR | LUZINEIDE | 32.407 |
| 22 | PT | EDILSON MOURA | 32.385 |
| 23 | PMDB | NILMA LIMA | 30.032 |
| 24 | PMDB | PARSIFAL | 29.863 |
| 25 | PMDB | ANTONIO ROCHA | 28.976 |
| 26 | PDT | FERNANDO COIMBRA | 28.950 |
| 27 | PR | ELIEL FAUSTINO | 28.537 |
| 28 | PMDB | JOSEFINA | 28.466 |
| 29 | PMDB | MACARRÃO | 28.120 |
| 30 | PDT | PIO X | 26.264 |
| 31 | PSB | CASSIO ANDRADE | 25.383 |
| 32 | PSB | BELO | 24.292 |
| 33 | PV | GABRIEL GUERREIRO | 23.541 |
| 34 | PMN | ALESSANDRO NOVELINO | 23.383 |
| 35 | PR | RAIMUNDO SANTOS | 23.250 |
| 36 | PT | ZE MARIA | 23.116 |
| 37 | PT | MILTON ZIMMER | 22.906 |
| 38 | PT | ALFREDO COSTA | 22.762 |
| 39 | PPS | JOÃO SALAME | 22.118 |
| 40 | PRB | PASTOR DIVINO | 22.112 |
| 41 | PSC | HILTON AGUIAR | 15.611 |
| | Partido | Candidato | Votos |
| 01 | PMDB | WLAD | 236.498 |
| 02 | PMDB | ELCIONE | 209.525 |
| 03 | PPS | ARNALDO JORDY | 201.160 |
| 04 | PMDB | PRIANTE | 171.967 |
| 05 | PT | BETO FARO | 169.178 |
| 06 | PSDB | ZENALDO COUTINHO | 153.738 |
| 07 | PSC | ZEQUINHA MARINHO | 147.577 |
| 08 | PR | LUCIO VALE | 141.744 |
| 09 | PSDB | NILSON PINTO | 140.149 |
| 10 | PT | MIRIQUINHO BATISTA | 125.584 |
| 11 | PT | PUTY | 120.877 |
| 12 | DEM | LIRA MAIA | 119.543 |
| 13 | PT | ZE GERALDO | 119.500 |
| 14 | PTB | JOSUE BENGTSON | 112.157 |
| 15 | PDT | GIOVANNI QUEIROZ | 93.382 |
| 16 | PMDB | ASDRUBAL | 87.681 |
| 17 | PSDB | WANDENKOLK | 68.541 |
Faltando apenas 0,13% para a totalização, dificilmente haverá mudanças nos quadros acima, todavia, não é impossível que haja.
Em havendo quaisquer mudanças os quadros serão atualizados.
Flexa Ribeiro: o Senador do Imponderável
Ana Célia Pinheiro
Nem Moura Carvalho, Zacharias de Assumpção, Magalhães Barata, Alacid Nunes, Jarbas Passarinho, Hélio Gueiros, Almir Gabriel ou Jader Barbalho: o político paraense mais votado de todos os tempos atende pelo nome de Fernando Flexa Ribeiro.
Pelo menos em números absolutos, Flexa Ribeiro bateu nas urnas todos os políticos que o antecederam na disputa ao Senado – e até mesmo todos os que concorreram ao Governo do Estado.
Em outras palavras: Flexa, com os mais de 1,816 milhão de votos que obteve neste domingo, saiu da Fiepa (e da suplência que o guindou ao Senado) para entrar na história.
Até aqui, o campeão de votos entre os senadores paraenses era Mário Couto, que se elegeu, em 2006, com 1.456.587 votos – uns 40% a mais que a campeã anterior, Ana Júlia Carepa, que obteve 1.097.061 votos, em 2002.
Entre os governadores, a mais bem votada era Ana Júlia Carepa, com 1.673.648 votos no segundo turno das eleições de 2006.
No entanto, a votação de Flexa foi tão expressiva que até superou a de seu companheiro de chapa, o tucano Simão Jatene, que conquistou, neste domingo, 1.719.208 votos ao Governo do Estado, ou 48,92% dos votos válidos, e quase ascende ao Palácio dos Despachos já no primeiro turno
E, suprema heresia: Flexa bateu nas urnas até mesmo o deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, e o favorito, em todas as pesquisas, a sagrar-se o mais bem votado senador paraense.
E quando se olha bem mais para trás nas eleições paraenses... Bem, aí o Flexa deixa a comer poeira até mesmo as lideranças políticas, que, a exemplo de Jader, também marcaram época no Pará.
Na verdade, a eleição de Flexa Ribeiro – e com tamanho balaio de votos – foi a grande surpresa deste pleito.
Quando iniciou a corrida ao Senado, ele era pouco mais que um traço nas pesquisas.
Apesar de estar no Senado desde 2005 – ele era suplente de Duciomar Costa, que renunciou ao mandato para assumir a prefeitura de Belém – Flexa era praticamente um desconhecido do eleitorado paraense.
Entre outros fatores, por ter um perfil muito mais empresarial do que propriamente político, apesar de ter sido presidente regional do PSDB e de ter até disputado o Senado, em 1994, quando obteve 205.714 votos e acabou em quinto lugar.
Por isso, há apenas três meses, em julho, ninguém apostava um tostão furado na possibilidade de se reeleger.
Os mais cotados para as duas vagas em disputa no Senado eram Jader Barbalho e o petista Paulo Rocha, o primeiro a correr na raia das oposições; o segundo, na raia do Governo. Até porque, quando há duas cadeiras ao Senado, o eleitorado geralmente elege um candidato do Governo e um da oposição.
Mas como em política dois mais dois, por vezes, resulta em cinco, Flexa acabou não apenas eleito: na verdade, transformou-se em um fenômeno eleitoral.
Vários fatores concorreram para isso: a surpreendente arrancada de Jatene ao Governo, a empurrar a candidatura de Flexa também rumo ao topo; o peso da campanha desastrada da governadora Ana Júlia Carepa, que ajudou a enterrar a candidatura de Paulo Rocha, por exemplo.
Mas o principal fator a determinar a vitória de Flexa, e com tamanha quantidade de votos, foi, certamente, a indefinição em torno da validade dos votos destinados a Jader Barbalho e Paulo Rocha, ambos flechados em pleno vôo pela ameaça de aplicação retroativa da Lei da Ficha Limpa e pelo impasse do Supremo Tribunal Federal (STF), naquele fatídico placar de 5X5.
Mais do que a disparada de Jatene, a sofrível performance de Ana Júlia ou até mesmo a Lei da Ficha Limpa em si, o que realmente pesou na decisão do eleitor foi o medo de “perder” o voto.
Um temor reforçado, na reta final da campanha, pelas manchetes de veículos locais de comunicação e até por declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teimou em fazer valer, de qualquer maneira, o entendimento daquele tribunal acerca da retroatividade da Lei da Ficha Limpa, apesar da indefinição do STF, a mais alta Corte de Justiça do País.
Daí não apenas a adubada votação de Flexa Ribeiro, mas, também, a surpreendente votação de Marinor Brito, candidata ao Senado pelo PSOL: 727.395 votos, sete vezes mais que os 107.096 votos do candidato do partido ao Governo, Fernando Carneiro, e um verdadeiro marco na história da legenda no Pará (em 2006, a candidata ao Senado do PSOL, Neide Solimões, obteve apenas 21.698 votos, ou um quarto dos quase 80 mil votos obtidos por João Augusto, o segundo candidato da legenda ao Senado, nas eleições deste ano).
Não fosse o “imponderável” – quer dizer, o espantoso impasse do STF naquele julgamento de 5X5 – é bem possível que o resultado da eleição ao Senado fosse outro.
É bem possível que Flexa não conseguisse se reeleger, ou que se reelegesse com uma quantidade de votos bem menor – e atrás de Jader.
Mas a Fortuna trabalhou a favor do tucano, que é, desde ontem, mais do que o “Senador do Açaí”, o “Senador do Imponderável”.
E se a Fortuna lhe sorriu, quem somos nós para contrariá-la?
(NR: os números acima correspondem à apuração de 99,87% da votação)
E vumbora sofrer mais um pouco
Ana Júlia e Simão Jatene vão disputar o segundo turno das eleições paraenses, que acontecerá no dia 31 deste mês.
Por pouco, como já se disse, Jatene não leva no primeiro turno.
Às 5 da manhã de hoje, quando a apuração já alcançava 99,87% da votação, Jatene tinha 1.719.208 votos (ou 48,92% dos votos válidos).
Ana Júlia estava com 1.266.538 (36,04%)
Domingos Juvenil (PMDB) com 379.761 (10,81%)
Fernando Carneiro (PSOL) com 107.096 (3,05%)
E Cleber Rabelo (PSTU) com 41.508 (1,18%)
A abstenção foi alta: 21, 15%, o que dá mais de um milhão de votos, num eleitorado de 4.763.456. Já os votos válidos somaram 3.514.111, ou 93,69%.
Em relação ao primeiro turno das eleições de 2006, os tucanos, apesar de se apresentarem agora sem máquina e com uma coligação lipoaspirada (eram 15 partidos contra os sete atuais) deram uma boa empinada: foram 1.370.272 votos obtidos por Almir, em 2006, e 1.719.208 os de Jatene, o que se traduz, em percentuais de votos válidos, em 43,82% para Almir e 48,92% para Jatene.
Os petistas também cresceram, mas não muito: no primeiro turno de 2006, Ana Júlia teve 1.173.079 votos, contra os 1.266.538 votos deste domingo, o que representa até uma queda em termos de percentuais de votos válidos – de 37,52% para 36,04%.
E isso apesar de Ana deter as máquinas federal e estadual e de comandar uma coligação bem mais adubada: eram apenas cinco partidos, em 2006, contra os 14 de agora.
O PMDB, que em 2006 concorreu com José Priante, também caiu: de 438.071 votos, para 379.761 ou de 14,01% para 10,81% dos votos válidos.
Recuo também no PSOL, que em 2006 obteve 131.088 votos com Edmilson Rodrigues, ou 4,19% dos votos válidos.
Já o PSTU foi o que mais cresceu, uma vez que obteve em 2006, com Atnágoras Teixeira Lopes, 10.905 votos (0,34%).
(Se continuar a quadruplicar a votação, pode ser que consiga chegar ao Governo nas próximas cinco décadas...).
O segundo turno ao Governo do Pará será, certamente, muito, muito disputado.
No entanto, o fato de, para surpresa geral da nação, haver segundo turno também para a Presidência da República, deve amenizar as dificuldades tucanas diante do fator Luiz Inácio Lula da Silva, já que toda a energia do presidente deve estar voltada para a eleição de Dilma Rousseff.
Além do mais, não se sabe como reagirá a tendência Unidade na Luta diante do naufrágio da candidatura de Paulo Rocha e da possibilidade de crescimento da Democracia Socialista (DS), na hipótese de reeleição de Ana Júlia Carepa.
Outra incógnita é o posicionamento do PMDB neste segundo turno. Não apenas porque o partido parece dividido entre Ana e Jatene, mas também devido aos compromissos federais de Jader Barbalho e da própria situação eleitoral do morubixaba peemedebista, a necessitar da mão amiga do Lulismo, no STF.
De qualquer forma, o fato de Jatene ter conseguido obter um amplo apoio popular, capaz de guindá-lo ao segundo turno léguas à frente de sua oponente, indica que, mesmo que o PMDB acabe por perfilar com os petistas, a eleição acabará decidida voto a voto.
No mais, é aguardar o desenrolar da campanha.
Abaixo, deixo para vocês também a relação de todos os senadores e governadores eleitos no Pará, desde a década de 40.
Os Senadores do Pará
1945 - Álvaro Adolfo da Silveira (PSD): 61733 votos/Joaquim Magalhães Cardoso Barata (PSD): 61906 votos
1947 - José Augusto Meira Dantas (PSD): 68040 votos
1950 - João Prisco dos Santos (CDP): 89833 votos
1954 - Álvaro Adolfo da Silveira (PSD): 88610 votos/Joaquim de Magalhães Cardoso Barata (PSD): 87991 votos
1958 - Alexandre Zacharias de Assumpção (PTB/PSP/PSB/PR): 112729 votos.
1962 - Edward Cattete Pinheiro (PSP/PTN/PRT/PR/PSB/UDN/PL/MTR): 123870 votos/Joaquim Lobão da Silveira (PSD): 97444 votos.
1966 - Jarbas Gonçalves Passarinho (Arena): 204913 votos
1970 - Edward Cattete Pinheiro (Arena): 157457 votos/ João Renato Franco (Arena): 170094 votos
1974 - Jarbas Gonçalves Passarinho (Arena): 290229 votos
1978 - Aloysio da Costa Chaves (Arena): 293837 votos
1982 - Hélio Mota Gueiros (PMDB): 225120 votos
1986 - Almir José de Oliveira Gabriel (PMDB): 463774 votos/ Jarbas Gonçalves Passarinho (PDS): 336041 votos
1990 - Fernando Coutinho Jorge (PMDB): 394636 votos
1994 - Jader Fontenelle Barbalho (PMDB): 586.008 votos/ Ademir Galvão Andrade (PSB): 488.568
1998 - Luiz Otávio Oliveira Campos (PPB/PPS/PSD/PSDB/PTdoB/PV/PMN/PL/PTB/PSC): 609.239 votos
2002 - Duciomar Gomes da Costa (PSDB/PRP/PPB/PTdoB/PSD/PV/PST/PFL/PRTB/PRONA/PSDC): 1.041.516 votos /Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PT/PCB/PL/PMN/PCdo B): 1.097.061 votos.
2006 - Mário Couto Filho (PP/PTB/PSC/PL/PFL/PAN/PRTB/PHS/PMN/PTC/PV/PRP/PSDB/PRONA/PTdoB): 1.456.587 votos.
Os Governadores do Pará
1947 - Luiz Geolas de Moura Carvalho (PSD): 68302 votos
1950 – Alexandre Zacharias de Assumpção (UDN/PSP/PST/PL): 94794 votos
1955- Joaquim Magalhães Cardoso Barata (PSD/PTB): 97307 votos
1960 – Aurélio do Carmo (PSD/PDC/PTB): 118129 votos
1965 – Alacid da Silva Nunes (UDN/PTB/PDC/PTN/PR): 163527 votos
1982 – Jader Fontenelle Barbalho (PMDB): 501605 votos
1986 – Hélio Mota Gueiros (PMDB): 707536 votos
1990 – Jader Fontenelle Barbalho (Frente de Trabalho): 617475 votos
1994 –Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB): Não consta a votação do segundo turno no TSE
1998 – Almir José de Oliveira Gabriel (PPB/PL/PSC/PTB/PPS/PSD/PSDB/PTdoB/PV/PMN): 981.409 votos ( 53,887)
2002 – Simão Robison Oliveira Jatene (PSDB / PRP / PPB / PTdoB / PSD / PV / PST / PFL / PRTB / PRONA / PSDC): 1.291.082 votos (51,720)
2006 – Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PRB/PT/PTN/PSB/PCdoB): 1.673.648 votos (54,926)
domingo, 3 de outubro de 2010
Imagens da eleição em Santarém.
1-Helenilson Pontes votou no Colégio Santa Clara.
Confira aqui
2- Ministro Alexandre Padilha e deputado estadual Carlos Martins.
3- Deputado federal Lira Maia(DEM) votou no Colégio Pedro Álvares Cabral.
Veja a foto: http://twitpic.com/2ud6rchttp://twitpic.com/2ud6rc
4- Prefeita Maria do Carmo votou no Colégio Santa Clara.
sábado, 2 de outubro de 2010
O Pará eleitoral é um deserto de lideranças?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
O Pará é um deserto de homens? A julgar pela lista de candidatos à eleição do dia 3, sem dúvida. Há pouca renovação e, dos nomes novos que se apresentam, raríssimos são os que estão fora do cabresto da bipolaridade de poder a que o Estado foi condenado há muitos anos. São os mesmos os que se sucedem no mando público. Dentre eles, em escala crescente, pessoas da mesma família.
Dos cinco candidatos a governador, apenas dois foram apontados nas pesquisas com possibilidade real de vitória. Ambos são também os únicos que se apresentaram à frente de uma coligação de partidos. A maior delas, com 14 agremiações, tenta a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa, do PT. No seu mandato de quatro anos, que está expirando, o que a marcou foi o maior índice de rejeição de um governador desde que há esse registro.
A rejeição, que já se aproximou de 70%, hoje está em 42% e é, de longe, a maior dentre todos os candidatos. Nem o calor da imensa popularidade do seu maior cabo eleitoral, o presidente Lula, nem os múltiplos recursos da máquina oficial conseguiram reduzir a um patamar mais confortável a predisposição do eleitor contra ela. Se os resultados da pesquisa estão corretos, resta a Ana Júlia procurar atravessar para o 2º turno e, no novo confronto, absorver mais energia do poder, que o seu partido controla no país e no Estado.
Não é tarefa de todo impossível, mas está muito longe de ser fácil. Enquanto os candidatos petistas aos executivos estaduais, especialmente os que disputam o segundo mandato, estão no topo ou disputando para valer a vitória com poucos concorrentes, a governadora do Pará conseguiu a verdadeira proeza de ser o azarão. Só por alguma circunstância não detectada até agora, ela conseguirá ir para o 2º turno e, por uma dessas surpresas próprias da computação dos votos depositados pelo eleitor, conquistar mais um quatriênio.
Para fazer o quê? A parte majoritária do eleitorado parece não acreditar que Ana Júlia possa ser diferente do que foi até agora: um verdadeiro desastre, independente de intenções e discursos. Por isso, o favoritismo de Simão Jatene, do PSDB, veio mais por gravidade, pela decepção dos eleitores que deram a vitória à coligação PT/PMDB de 2006, do que pela pregação do ex-governador. Tendo rejeitado a continuidade dos tucanos por mais quatro anos, o eleitor os quer de volta, o que não é de espantar, considerando o que fizeram os petistas no poder.
O eleitor de 2010 está confirmando sua desaprovação ao médico Almir Gabriel, que atropelou o propósito do então governador Simão Jatene de exercer o mesmo direito do seu antecessor, em 2006, como candidato nato à reeleição. Bem diferente de Ana Júlia, Jatene tinha saldo positivo no conceito da população, apesar das muitas – e procedentes – críticas que recebeu. Seria o favorito se se apresentasse. A volta de Almir, passados quatro anos, parecia um despropósito e um abuso. O povo optou pela mudança.
Mas ela não veio. O que se confirmou foi o que muitos anteciparam quando a manobra sagaz de Jader Barbalho tornou possível a vitória de Ana Júlia: ela se tornaria sua maior adversária dela mesmo. Seu carisma e sua efetiva militância partidária lhe possibilitaram uma triunfante carreira política, porém sempre solitária. A necessidade de comandar uma administração pública com equipe reduzida, sectária e sem maior expressão político-eleitoral a levou a sucessivos desastres.
Uma vez ultrapassada a tolerância do eleitor, mesmo o mais desinformado, a reconquista é tarefa para grandes políticos. Não é o caso de Ana Júlia. Se as expectativas se confirmarem, seu papel pioneiro de primeira mulher no comando do executivo paraense se restringirá a um mandato.
Quem quer votar num governador à altura do que se considera necessário e justo ao Pará ficou sem alternativas. Mais simbólica dessa pobreza, porém, é a disputa para o Senado, a instância do sistema bicameral brasileiro que mais oportunidade de participação oferece às unidades federativas, concedendo três cadeiras a cada uma delas, independentemente de sua grandeza demográfica ou econômica.
Para as duas vagas em disputa, apenas 11 candidatos se apresentaram, talvez a menor relação vaga/candidato de todos os tempos. Somente cinco desses candidatos podem ser votados sem qualquer restrição. Três tiveram seus registros indeferidos pela justiça eleitoral, um renunciou e dois participam da eleição graças a recursos que apresentaram contra o indeferimento pelo TSE.
Dos cinco “fichas limpas”, apenas quatro (dois do PSTU e dois do PSOL) não têm nada desabonador – penal e civilmente – em seus currículos. O candidato do PSDB, Fernando Flexa Ribeiro, o 2º mais citado na última pesquisa, já passou pelo constrangimento de ser preso e algemado sob a acusação de desvio de dinheiro público.
A mais importante renovação na disputa senatorial – e, de resto, em todo processo político estadual – virá caso o Supremo Tribunal Federal confirme a plena vigência da lei da ficha limpa já para esta eleição, tirando do páreo o maior líder político atual do Estado, o deputado federal Jader Barbalho, do PMDB, além do terceiro mais cotado, o petista Paulo Rocha. Ambos desmentiram suas anunciadas renúncias e garantiram que suas campanhas irão até o fim, serão eleitos e depois empossados. No entanto, a incerteza ronda suas cabeças e a espada da justiça permanece suspensa em sua direção.
Mesmo que tenha inconsistência interna, produzida pelo oportunismo do político de quem a remendou no Senado, a lei da ficha limpa tem uma ação moral aprovada pela esmagadora maioria da população. Indiferente ao preciosismo formal dos juristas e revoltado com a irresolução da mais alta corte do país, o povo aprova o expurgo, mesmo que feito ao atropelo do melhor entendimento doutrinário e jurisprudencial. Em sua mente, soa melhor o ditado de que Deus pode agir bem por linhas tortas.
Muitos dos fichas sujas deviam se livrar da punição se a lei fosse aplicada conforme as regras legais, o que daria razão aos cinco ministros que questionaram a sua constitucionalidade no STF. Também é verdade que esses maus políticos já deviam ter sido punidos em outras ocasiões, conseguindo escapar graças aos bons e caros advogados contratados, ou a algum detalhe formal, agora é elevado à condição de quintessência da justiça.
A cisão entre o rigor formal da lei e o clamor nacional é uma das responsáveis pela inusitada situação em que o STF ficou, de chegar ao fim da apreciação e votação da matéria sem decidi-la, como a sugerir que agora só resta interceder junto ao bispo (ou ao próprio Deus). O impasse excêntrico revelou as virtudes e as fraquezas do Brasil, as conquistas da democracia atual e suas falhas, tudo isso fluindo para uma constatação: ainda falta muito para que ela se torne um bem consolidado.
Se houve esperteza de alguém no Senado para inocular o vírus da inconstitucionalidade num projeto de gestação popular, acreditando que o mal se revelaria insanável quando da votação, a pressão pública funcionou como contrapressão. Foi uma surpresa, para a qual os mais espertos se prepararam.
Não se pode deixar de destacar o fato de que os três grandes partidos (PMDB, PSDB e PT) apresentaram apenas um candidato para as duas vagas. É uma tática oportunista, que acabou favorecendo o candidato – digamos assim – dotado de maior audácia. Fernando Flexa Ribeiro fez a dobradinha mais explícita com Jader Barbalho e, beneficiando-se do impacto negativo do risco de cassação da candidatura de Paulo Rocha, passou à frente do petista.
Jader Barbalho, além de ser candidato único, ficou sem seus dois suplentes: Ann Pontes foi impugnada e João Nazareno da Silva renunciou. O que, na hipótese de ter seu registro indeferido, lhe possibilitará escolher a dedo quem o substitua. Poderá ir além na composição com um dos grupos que ficará na gangorra, sem contar com o trunfo do seu candidato ao governo, Domingos Juvenil, que não impressionou o eleitor como José Priante nas duas últimas eleições.
Seria esta a forma de Jader reduzir o tamanho do prejuízo que se lhe apresenta no judiciário, o que demonstraria mais uma vez a sua argúcia política. Mas nem toda experiência e influência, que vinham mantendo sua confiança na confirmação da sua candidatura, o livrarão do desgaste. A perda de eleitores começou mesmo antes do pronunciamento definitivo da justiça, com a queda na sua preferência e indicações de que sua votação deverá ficar abaixo dos dois milhões de votos, que era sua meta inicial. Pela voz do povo, o poder do coronel Jader Barbalho estará em xeque antes que a instância legal dê o veredito final.
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Reprodução deste texto em qualquer meio somente com autorização e citação de fonte( Blog do Estado) e link desta postagem.
Ibope: Jatene está 21 pontos à frente de Ana Júlia
Pesquisa do Ibope divulgada pelo jornal O LIBERAL, em sua edição de domingo, mas que já está nas ruas neste sábado, indica a possibilidade de que a eleição para o governo do Pará seja decidida em primeiro turno, já neste domingo.
Se considerados os votos válidos, ou seja, excluídos os brancos e nulos, o candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene, seria eleito com 53% das intenções de votos, contra 32% da petista Ana Júlia Carepa, 8% de Domingos Juvenil (PMDB), 4% de Fernando Carneiro (PSOL) e 3% de Cleber Rabelo (PSTU).
Para o Senado, também considerados os votos válidos, Jader Barbalho (PMDB) aparece com 32%, Flexa Ribeiro (PSDB) com 27%, Paulo Rocha (PT) com 26%, Marinor Brito PSOL) com 9%, João Augusto (PSOL) com 2%, Paulo Braga (PSTU) com 2%, Abel Ribeiro (PSTU) com 1%, Professora Neide (PSB) com 1%, Savanas (PV) com 1% e Fernando Yamada (PTB) com 1%.
Quando considerada a totalidade dos votos, ou seja, incluídos os brancos e nulos, Jatene tem 47% das intenções de votos contra 28% de Ana Júlia. Isso significa que, em relação ao levantamento anterior, o tucano avançou 4 pontos percentuais e a petista caiu 5% pontos percentuais.
A pesquisa, que foi feita no período de 29 de setembro até ontem, 1º de outubro, ouviu 812 eleitores em 43 municípios do Pará. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral, sob o protocolo nº 17756/2010, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 33072/2010.
Veja abaixo os números, considerando a totalidade dos votos, portanto incluídos os brancos e nulos.(Espaço Aberto)
Para governador (estimulada)
Jatene – 47%
Ana Júlia – 28%
Juvenil - 7%
Fernando – 3%
Cleber - 2%
Brancos e nulos – 5%
Indecisos – 8%
Segundo turno
Jatene – 55%
Ana Júlia – 34%
Aqui, a primeira pesquisa do Ibope.
Aqui, a segunda pesquisa do Ibope.
Se considerados os votos válidos, ou seja, excluídos os brancos e nulos, o candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene, seria eleito com 53% das intenções de votos, contra 32% da petista Ana Júlia Carepa, 8% de Domingos Juvenil (PMDB), 4% de Fernando Carneiro (PSOL) e 3% de Cleber Rabelo (PSTU).
Para o Senado, também considerados os votos válidos, Jader Barbalho (PMDB) aparece com 32%, Flexa Ribeiro (PSDB) com 27%, Paulo Rocha (PT) com 26%, Marinor Brito PSOL) com 9%, João Augusto (PSOL) com 2%, Paulo Braga (PSTU) com 2%, Abel Ribeiro (PSTU) com 1%, Professora Neide (PSB) com 1%, Savanas (PV) com 1% e Fernando Yamada (PTB) com 1%.
Quando considerada a totalidade dos votos, ou seja, incluídos os brancos e nulos, Jatene tem 47% das intenções de votos contra 28% de Ana Júlia. Isso significa que, em relação ao levantamento anterior, o tucano avançou 4 pontos percentuais e a petista caiu 5% pontos percentuais.
A pesquisa, que foi feita no período de 29 de setembro até ontem, 1º de outubro, ouviu 812 eleitores em 43 municípios do Pará. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral, sob o protocolo nº 17756/2010, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 33072/2010.
Veja abaixo os números, considerando a totalidade dos votos, portanto incluídos os brancos e nulos.(Espaço Aberto)
Para governador (estimulada)
Jatene – 47%
Ana Júlia – 28%
Juvenil - 7%
Fernando – 3%
Cleber - 2%
Brancos e nulos – 5%
Indecisos – 8%
Segundo turno
Jatene – 55%
Ana Júlia – 34%
Aqui, a primeira pesquisa do Ibope.
Aqui, a segunda pesquisa do Ibope.
Sondagem revela surpresa na campanha de deputado estadual em Santarém
O Bog do Estado acaba de receber a última sondagem eleitoral para deputado estado estadual em Santarém, sob a encomenda de um partido político.
Embora não seja classificada como pesquisa - e aí teria que estar registrada no TRE para publicação - a sondagem dá uma radiografia da tendência do eleitor santareno diante das candidaturas que se apresentam em Santarém visando à Assembléia Legislativa.
Foram pesquisadas as candidaturas de Alexandre Von(PSDB), Antônio Rocha(PMDB), Bruno Pará(PDT), Reginaldo Campos(PSB), Nélio Aguiar(PMN), Marcela Tolentino(PDT) e Márcio Pinto(PSOL).
Esta é a quinta sondagem realizada durante a campanha eleitoral. Da primeira para a última não houve mudança no topo da enquete: Alexandre Von(PSD) continuou crescendo de uma para outro.
No segundo bloco de candidatos santarenos houve uma mudança considerável: Bruno Pará(PDT) que chegou a ser o terceiro e depois caiu para quinto, se recuperou e chegou ao mesmo patamar de Rocha e Nélio.
Reginaldo Campos continua em quarto, Márcio Pinto em quinto. Marcela Tolentino foi sempre a fona em todas as sondagens.
Analisando a performance de todos os candidatos, observa-se por esta última sondagem que Bruno avançou sobre o eleitorado de Rocha e Nélio no eleitorado de Reginaldo.
As sondagens indicam que esses 5 candidatos dominarão a votação para deputado estadual em Santarém e que, somados, terão cerca de 80 mil votos ou até mais que isso.
Mas como o eleitor já está cansado de saber, o voto que vale é o da urna eletrônica.
Manchetes de O Estado do Tapajós
O jornal O Estado do Tapajós está nas bancas desde ontem com as seguintes manchetes:
Pesquisa Veritate/UFPA; JATENE 45,5%;ANA JÚLIA 24,6%; JUVENIL 8,6%
CONFIRA AS SEÇÕES ELEITORAIS DE SANTARÉM
VENDA DE BRINQUEDOS AINDA NÃO AQUECEU PARA O DIA DAS CRIANÇAS
MÉDICOS ALERTAM SOBRE MALEFÍCIOS DO TEMPO QUENTE PARA CRIANÇAS
PARÁ, EXPORTADOR DE ENERGIA E DE CONSUMIDOR PREJUDICADO
GREVE DOS BANCÁRIOS DEIXA CAIXA-ELETRÔNICOS LOTADOS
PRAIA DA PRAINHA VIRA ESTALEIRO DE BARCOS
PASSAGEM AÉREA PARA CÍRIO DE NAZARÉ CUSTA R$1 MIL
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