sexta-feira, 14 de maio de 2010

Jornal não pode publicar dados sobre prefeito do PT

O jornal “Diário do Grande ABC” foi proibido pela Justiça de Santo André de publicar qualquer informação relacionando o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) à denúncia de descarte de carteiras escolares. Em caso descumprimento, o jornal será multado, diariamente, em R$ 500. A ANJ divulgou uma nota condenando a decisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do portal G1.

Em reportagem, publicada 24 de fevereiro, o jornal publicou que a "Prefeitura de São Bernardo, sob o comando do prefeito Luiz Marinho (PT), tem descartado mesas e cadeiras em bom estado de conservação".

O jornal já recorreu da decisão, tomada pelo juiz Jairo Oliveira Junior, da 1ª Vara Cível de Santo André. Em nota, a Associação Nacional de Jornais criticou a iniciativa do prefeito e o despacho do juiz.

Leia a nota:

Nota de repudio da ANJ

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena a decisão do Juiz da 1ª Vara Cível de Santo André, de proibir o jornal Diário do Grande ABC de divulgar matérias sobre o fato de a Prefeitura de São Bernardo estar doando a centros de reciclagem cadeiras e mesas utilizadas na rede pública de ensino municipal. Conforme apurou a reportagem, publicada no dia 24 de fevereiro último, o material estava em plenas condições de uso, em alguns casos ainda com placa de patrimônio público. Na liminar agora concedida, o jornal, apesar de ter registrado a versão do governo municipal, foi proibido de voltar a tratar do assunto.

A ANJ considera medidas judiciais dessa natureza como o estabelecimento de censura prévia que viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal. Tal é o entendimento do Supremo Tribunal Federal, como ficou evidenciado por ocasião da recente decisão que considerou a Lei de Imprensa não recepcionada pela Carta de 1988.

Diante dos fatos, a ANJ apóia a decisão do jornal de recorrer da proibição, para que o mesmo Poder Judiciário que decidiu pela censura prévia restabeleça o primado constitucional. O direito à informação, mais do que dos meios de comunicação, é de toda sociedade.

Brasília, 11 de maio de 2010

Júlio César Mesquita, Vice-Presidente da ANJ

Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão

Sucupira é aqui

Lembram do seriado O Bem Amado?

O ator Paulo Gracindo interpretava um prefeito - Odorico Paraguassu- que punha em prática as mais desbaratadas medidas para melhorar sua popularidade.

Aqui em Santarém, a fictícia cidade de Sucupira está virando realidade.

A prefeitura anuncia a inauguração de uma academia de ginástica na área do parque da cidade.

Nessa balada, esperava-se que fosse instalada uma clínica de fisioterapia para tratar a coluna vertebral dos motoristas que são obrigados a conviver com buracos por todos os cantos da cidade.

PMS pede antecipação de audiência para por fim à greve dos rodoviários

O secretário municipal de Transportes Sandro Lopes, protocolou na manhã de hoje (14), no Juízo da 2ª Vara da Justiça do Trabalho em Santarém, ofício solicitando a antecipação do julgamento do processo 000365-85.2010.5.08.0122 – Dissídio Coletivo, cujas partes são Sindicato Patronal e Sindicato dos Rodoviários.

Entre os motivos argumentados pelo governo para a antecipação da audiência, é que os trabalhadores do serviço público coletivo urbano estão em greve desde o dia 10 de maio e se faz necessária uma solução imediata para o problema, em virtude dos prejuízos sofridos pelos usuários que só dispõem de 30% dos serviços, como previsto em lei.

Segundo Sandro Lopes, apesar da SMT ter autorizado o transporte alternativo, como: Táxi Lotação, Microônibus e Vans, além do serviço individual de Mototáxi, “a população que utiliza o transporte público coletivo em Santarém, que chega a mais de 50 mil diariamente, está prejudicada em sua rotina, em face do atendimento precário advindo da redução da frota”, afirmou.

No ofício, a prefeitura informa ainda que, “mesmo não sendo parte no processo, mas apenas Órgão Gerenciador do Sistema Público de Transporte, requer que a lide seja dirimida o mais rápido possível e o serviço normalizado, para que os usuários não fiquem prejudicados por mais tempo”.
(Com informaçõe da assessoria de impensa da Prefeitura de Santarém)

Atriz de Tainá 3 faz ensaios em Alter do Chão

A pequena Wiranu, india Tembé de cinco anos, que irá interpretar a Tainá do filme Tainá3, encontra-se em Alter do Chao, onde realiza os treinamentos cênicos sob a direção de Claudio Boulhosa.
Os cenários ja estao sendo preparados.
O primeiro deles é no Lago Encantado, no Lago Verde, em Alter do Chão, um dos pólos turísticos mais importantes da Amazônia.
Também será usada como locação a Floresta Nacional do Tapajós, unidade de conservação situada na mesma região.
(Com informações do Beloalter Hotel)

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Depoimento de sobrinho reacende assassinato de Elinaldo Barbosa, 41 anos depois

Comerciários querem mais duas folgas em supermercados

Igrejas redobram combate à pedofiia e ao adutério

Empresa retira dique atracado no cais de arrimo

Jader Barbalho, o rei do valle de los caídos

Convocados aprovados em concurso para setor de saúde da PMS

CTA trata poucos infectados de HPV em Santarém

Cidades não suportam multidão atraída por grandes obras

Vereadores se omitem diante do atraso das obras da Cosanpa em Santarém

Continua rendendo a nota sobre o atraso no cronograma das obras da Cosanpa em Santarém, com recursos do PAC, prometidas para serem inauguradas até o final do mês passado.

Leitora atenta do Blog do Estado observa que na sessão da Camara Municipal, em março, alguns vereadores ameaçavam revogar a concessão da Cosanpa se as obras do PAC não dessem resultados concretos e não fossem concluídas no prazo estabelecido pela direção da empresa.

Portanto, senhores edis, cumpram com suas palavras.

Governadora não deve desistir de trazer ALC para Santarém, diz vereador

O vereador Nélio Aguiar (PMN) não quer que a governadora Ana Júlia Carepa desista de trazer para Santarém uma Área de Livre Comércio (ALC). Segundo o parlamentar, Ana Júlia fez uma consulta junto ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foi informada de quê Santarém não poderia abrigar uma ALC, pois acordos firmados no MERCOSUL eram motivos de impedimento.

Mas Nélio Aguiar ressalta que, após fazer consultas a vários juristas renomados, foi informado de quê tal impedimento não existe. “Juridicamente não há empecilho”, garante. Ele diz ainda que pelo fato de o atual ministro, Miguel João Jorge Filho, ser de São Paulo está alheio à realidade dos municípios da Amazônia, mais especificamente Santarém.

“Peço a governadora que não se conforme com essa reposta. Até mesmo por que o ministro é de São Paulo e não tem interesse na questão. Ele não vai nos ajudar. Que ela (Ana Júlia) continue na luta e se articule com o presidente, pois o Projeto já está tramitando na Câmara Federal”, explica o líder peemenista.

Nélio Aguiar cita como exemplo a articulação política realizada pelo senador José Sarney, que por meio de uma medida provisória conseguiu criar no estado do Amapá uma ALC sem que o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior interferisse.

Para o parlamentar, a ALC pode ser o caminho mais curto ao desenvolvimento da região que, segundo ele, está amarrado no papel de mero fornecedor de matéria-prima. Fato inclusive já destacado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua última visita ao estado. “Quando o Lula esteve aqui no Pará, mais precisamente em Tomé Açu, disse que o Pará é um mero exportador de matéria-prima como minério e madeira e que os governos se contentam com royalties. A saída é a industrialização dessa matéria-prima. Temos de transformá-la: madeira em móveis e bauxita em alumínio. Assim vamos criar emprego e circular dinheiro na região”, argumenta.

De acordo com o vereador, outro entrave ao desenvolvimento da indústria na região é a falta de atrativos que possibilitem a competitividade de nossos empresários. “A indústria aqui é inviável. Não temos incentivo como em Macapá e no Amazonas”.

Segundo Nélio, não conseguimos sequer segurar os nossos empresários quanto mais atrair investidores de outras regiões e estados. “Temos vários exemplos de um empresários que deixaram a cidade para implantar empresas em outros estados. O seu Francisco Coimbra dono de uma fábrica de luva foi para São Paulo e temos a matéria-prima aqui, o látex. Caso semelhante aconteceu com uma fábrica de fruta. Já o senhor Francisco Aguiar fechou seu laboratório de fabricação de cosméticos e foi para Manaus, no Amazonas. Os próprios empresários do Pará não conseguem permanecer aqui como é que vamos atrair investimentos de fora. Não damos condições a eles. Temos a rodovia, porto e aeroporto, mas se não tiver atrativo não adianta. Santarém será mero corredor de passagem. A ALC vai corrigir essa condição de desigualdade frente aos nossos vizinhos privilegiados”, justifica Nélio Aguiar.

O legislador pede ainda que a governadora articule junto aos ministérios, deputados e ao presidente Lula, de seu partido, para conseguir a concretização desse projeto. “Vamos chamar a classe política do Pará para abraçar a luta e não se conformar com uma simples resposta do ministro que não conhece a realidade da Amazônia. Uma articulação com o ministro Padilha e o Lula, por exemplo, pode ser feita para fortalecer a luta”, finaliza.

Celpa e Cosanpa, tudo a ver....

Antenor Pereira Giovannini deixou um comentário sobre a postagem "Cosanpa não cumpre compromisso assumido na Câmara ...":

Sr Editor.

Se a indiferença, o pouco caso, a falta de respeito e outros adjetivos fossem apenas realizados pela Cosanpa, a população de Santarém seria feliz por demais.

E os apagões da Celpa? E o liga e desliga em segundos causando enormes prejuizos isso quando não se fica com o comércio sem luz o dia inteiro e amargando os prejuizos e o usuário pendurado num 0800 aonde não faltam desculpas e avisos que a equipe de emergência está a caminho ? Os homens da Celpa estiveram na Assoc Comercial o ano passado e mostraram números, papéis, e promessas tal qual a Cosanpa e o que aconteceu .. nada e eles continuam por aí aprontando quase toda semana e ninguém com decência vem a público explicar o que ocorre .

Os usuários ora, ora, tal qual a agua ou façam poços ou fiquem sem água e a luz ou comprem geradores ou vão chorar na cama que é lugar quente ..

Aliás falando em dormindo quem contratata os serviços dessas empresas e deveria ser co-responsável, nem se manifestar em favor dos seus munícipes o faz ..
Portanto, reclamação sómente com o Bispo e por escrito ..

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Os 70 anos de Roberto Jares Martins

Por Fernando Jares Martins

Vivo fosse, faria hoje 70 anos uma das figuras mais agradáveis que o jornalismo paraense já produziu, Roberto Jares Martins, morto aos 52 anos de “uma doença de nome complicado”, como disse o Euclides “Chembra” Bandeira, àquela altura – e que eu, por algum tipo de bloqueio mental, nunca consegui lembrar. Nem o quero. Sim, somos primos, mas não considero suspeito fazer esses elogios a ele. Os muitos e muitos que o conheceram, que com ele trabalharam, como eu mesmo, tantos anos em A Província do Pará, sabem que é exatamente a verdade. Nossas mães, Inocência, a minha, e Carmen, a dele, eram irmãs e casaram com uns Martins, não parentes entre si. Assim, ficamos com sobrenomes iguais, sem sermos irmãos, mas sendo primos. Embora isso, nosso relacionamento se deu apenas quando ambos já adultos, curiosamente tendo ambos, por vias diversas, optado pela comunicação como crença e caminho de vida. Mas o dia é dele, deixa eu sair.

O Bob, como o chamavam os amigos, era dessas pessoas que, acredito, todo mundo gostava aqui pelas ruas de Belém. Cara sério, peito aberto, competente, amigo, chefe leal, orientador. Fez carreira completa no jornalismo, começando repórter pela Folha do Norte e Folha Vespertina, foi do vespertino A Vanguarda e de A Província do Pará, estas duas últimas, publicações dos Diários e Emissoras Associados, em Belém. Fez muito sucesso na TV Marajoara com programas como o social, de entrevistas, “Domingo, depois das 9” e o “Qual é o assunto?”, de reportagens variadas. Na Província, lembro-me bem da “Síntese Social”, “Roberto Jares faz oito colunas” e “Primeira Coluna”, que escreveu até seus últimos dias de trabalho.

O sucesso como profissional de jornalismo o levou ao mundo executivo, primeiramente dirigindo a TV Marajoara, depois os Diários Associados em Belém, como superintendente, chegando a postos nacionais da rede Associada.

Quando o governo Figueiredo extinguiu a Rede Tupi, a Marajoara foi uma grande vítima: se as do Rio e de São Paulo tinham problemas, como grandes dívidas, a de Belém estava muito bem, com vida empresarial saudável. Foi levada pela avalanche de outros interesses... Por sinal, a TV Marajoara não foi tirada do ar: o Jares, sempre bem informado, tendo certeza da publicação do decreto presidencial no Diário Oficial do dia 17/07/1980, encerrou a programação aos 17 minutos dessa sexta-feira. Não deu aos fiscais do governo o gostinho de tirar os cristais do transmissor!

Muitas homenagens foram feitas ao Bob, como essa ilustração lá em cima, do Biratan Porto, publicada em A Província do Pará de 24/11/1992 – não está inteira aqui, porque era página quase inteira e não coube no meu scanner. Ele é o patrono da Cadeira 5, da Academia Paraense de Jornalismo e tem até rua com o nome dele em Mosqueiro, que ele tanto amava.

Fica aqui um registro amigo e saudoso. Dizem que as pessoas mão fazem falta, que sempre podem ser substituídas. Hoje tenho muitas dúvidas sobre isso. Tem gente que faz e fará sempre falta para os parentes, para os amigos, para a empresa em que trabalhava, para a sociedade. O Jares é um desses.

Aqui abaixo, dois grande nomes da nossa tevê pioneira, a Marajoara, o Roberto Jares e o Abílio Couceiro, no cenário do “Qual é o assunto?” – foto do livro “Memória da Televisão Paraense”.


Cosanpa não cumpre compromisso assumido na Câmara de Vereadores

Lembram daquela sessão da Câmara de Vereadores que discutiu o projeto PAC de saneamento a cargo da Cosanpa, em Santarém?

Foi em março ano passado.

Durante a sessão, Eduardo Ribeiro, presidente daquela companhia, ao lado de diretores e assessores, fez uma pormessa solene; em abril de 2010, as obras estarão concluídas e havera água encanada farta e cristalina.

Só quem acredita em papai noel foi na lorota desse pessoal, naquela ocasião.

Para entornar o descrédito, a promessa foi repetida à exaustão pela assessoria de imprensa da Cosanpa durante entrevistas a emissoras de rádio e televisão de Santarém.

Pois bem.

Um ano já se passou e nada da conclusão das obras.

Agora, o pessoal da Cosanpa sumiu dos holofotes, eles que sempre gostaram de aparecer na mídia.

Agora, também, a população já deixou de acreditar em história da caronchinha para não continuar a entrar pelo cano.

Tapa-buraco, tapa-atraso

Embora tardio, o serviço de tapa-buraco da prefeitura de Santarém foi acelerado, apesar da letargia em que se encontra a administração municipal no corrente ano.

Desde o início da semana a avenida Curuá-Una recebe atenção da Seminf.

Na terça-feira(11), serviços de tapa-buraco chegaram à rua Haroldo Veloso.

Ontem, uma das equipes de manutenção de asfalto deu continuidade aos trabalhos, partindo da Haroldo Veloso em direção à avenida Mendonça Furtado.

Uma segunda equipe concentrou quarta-feira, os trabalhos em trechos críticos da avenida Muiraquitã, sentido avenida Sérgio Henn. A terceira frente de serviço está tapando buracos na avenida Presidente Vargas, entre as travessas Silvino Pinto e Barjonas de Miranda.

Secretário meteoro

Do Blog Espaço Aberto, sob o título abaixo:

E Cavalcante vai fazer o quê, antes que venha o quinto?

Até agora, ainda não se sabe ao certo em que circunstâncias ocorreram a ascensão do professor Luís Cavalcante ao cargo de secretário de Educação, no lugar da professora Socorro Coelho, aquele foi exonerada porque, entre outras coisas, não quis pagar a empreiteiros a bufunfa referente a 88 obras que não foram licitadas.
A Unidade na Luta, tendência majoritária do PT, liderada pelo deputado federal Paulo Rocha, está calada.
Silente.
Quieta.
Muda.
Muda e queda.
Tudo indica que Cavalcante, ferrenho opositor de Socorro desde que ela o exonerou de um cargo de direção na Seduc, tem mas não tem o aval da Unidade na Luta.
Tem porque, no mínimo, a tendência assentiu com a nomeção, à falta de um companheiro, digamos, mais habilitado para o cargo.
E não tem porque a tendência teria chegado à conclusão de que, uma vez perdida a queda de braço para sustentar Socorro Coelho no cargo, não adiantaria apostar num quadro como Cavalcante, sem grande ascendência dentro do PT.
O certo é o seguinte.
E o seguinte pode ser o certo.
Todos – inclusive e sobretudo petistas – querem saber o que o novo secretário vai fazer diante das denúncias publicamente formuladas pela ex-secretária.
Vai investigá-las?
Vai pagar as contas que Socorro se recusou a pagar porque detectou deslizes que poderiam muito bem ser qualificados de ilícitos?
Vai resolver a situação das escolas?
Vai, enfim, botar tudo nos trinques?
Vai corrigir todos os erros que apontou em carta vazada em termos duríssimos, para não dizer ofensivos à então secretária Socorro Coelho?
O professor, ex-diretor e ex-vereador, agora é secretário.
O quarto que passa pela Seduc.
Sua Excelência vai fazer o quê, antes que venha o quinto?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Luís Cunha é o novo conselheiro do TCE

Do Blog do Parsifal

luis Deputado Luís Cunha, conselheiro eleito

O deputado Luís Cunha, PDT, acaba de ser escolhido pela Assembleia Legislativa do Pará, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, TCE.

Luís Cunha venceu a eleição com 22 votos, contra 19 votos conseguidos pelo segundo candidato, deputado André Dias, PSDB.

Mercado da aviação civil cresce 23,48% em abril

Karla Mendes
Correioweb


O mercado de aviação brasileiro obteve crescimento de 23,48% em abril na comparação com março, conforme dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A grande beneficiada foi a TAM, que depois de ver a Gol encostar com apenas 0,31 ponto percentual de diferença em março, voltou a abrir vantagem de 1,44 ponto percentual, alcançando 42,13% de participação no mercado, contra 40,69% da Gol.

Assim como em meses anteriores, as companhias de menor porte consolidaram posição no ranking nacional. A Webjet figura como a terceira maior companhia, com 5,89% de participação. A Azul aparece em quarto lugar (5,56%), seguida da Avianca — nova marca da OceanAir —, com 2,45%. A Trip ocupa a quinta posição, com 2,29% de participação. As companhias de menor porte já representam 17% do mercado. Ao fazer a contraposição dos números de abril com o mesmo mês de 2009, a Passaredo foi a companhia que obteve o maior crescimento: 152%. O segundo melhor índice foi alcançado pela Trip (126%), seguida da Webjet (96%) e da Azul (89%). Nesse intervalo, a Gol cresceu 29% e a TAM registrou expansão de 6%. De janeiro a abril, as companhias brasileiras acumularam alta de 32% na demanda, em relação ao mesmo período de 2009.

Na análise da Link Investimentos, os números expressivos de crescimento do mercado de aviação no Brasil em contraposição com o desempenho de 2009 é resultado da fraca base de comparação, já que o Brasil, assim como o resto do mundo, estava mergulhado na crise mundial. Pelo fato de abril estar inserido no período de baixa temporada, a corretora observa que a taxa de ocupação das aeronaves foi de 64,8%, o que representa um avanço de 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano passado.

O relatório da Link considera que o setor aéreo brasileiro está passando por um bom momento. A maior preocupação, segundo o relatório, é a infraestrutura aeroportuária, que se mostra insuficiente para atender à demanda em diversos terminais do país. Estudo divulgado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, no início do ano, revelou que mutios aeroportos brasileiros estão com a capacidade esgotada e que os investimentos previstos para a ampliação dos terminais para a Copa do Mundo estão aquém das necessidades do mercado.

Secretária critica artesãos por descaracterização da feira da cultura popular

A Secretaria de Cultura de Santarém promoveu a primeira reunião do ano com os participantes da Feira da Cultura Popular, no dia 26 de abril, para definir a programação deste ano. Na ocasião, a secretária de cultura, Jarle Aguiar, questionada pela reportagem do jornal O Estado do Tapajós, falou sobre a descaracterização do artesanato na feira. Produtos peculiares de outras regiões do Brasil, como o crochê e o pano bordado, há alguns anos são comercializados no evento, que é destinado a promover os artigos e alimentos de comunidades situadas nos arredores de Santarém.

Para Jarle Aguiar, não há como fazer um controle que evite a venda desses produtos, sendo eles, fabricados pela própria comunidade. O que foi feito, segundo a secretária, é a capacitação dos artesãos. Em parceria com o SEBRAE, algumas oficinas ocorreram no ano passado, com o propósito de manter o apelo regional na produção dos artesanatos e qualificar o artesão local. Porém, a secretária acredita que nem todos levam isso em consideração. "Nós entendemos que é preciso priorizar o artesanato local, mas se alguns membros da comunidade entendem que aquilo é artesanato, nós não podemos excluí-los", destaca.

Para Ivete Sardinha, participante da feira há dez anos, a mudança dessas características regionais, quanto ao artesanato, não faz diferença. "Aprendemos nas oficinas que tudo que é feito a mão é considerado artesanato. Para a feira, eu só produzo artesanato local, mas não vejo problema se venderem outras coisas" afirma. Ivete acredita que o maior problema da feira não é o artesanato, e sim a divulgação. "É um evento muito grande, mas que precisa ser mais divulgado, tanto em Santarém, quanto nos municípios próximos", declarou.

Tráfico presente

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


O Brasil já é um dos grandes redutos do tráfico internacional de cocaína. Como consumidor, como produtor e, principalmente, como ponto de passagem da droga vinda da Colômbia. É um esquema poderoso, que, dentro das fronteiras colombianas, conseguiu absorver os opostos: os grupos para-militares, de extrema direita, e as Farc, a maior organização guerrilheira do mundo, de extrema esquerda. Nesse circuito, os Estados Unidos deixaram a sutileza de lado e atuam diretamente. Sua agência de repressão à droga, o DEA, esteve por trás da prisão, no dia 16, efetuada pela Polícia Federal, de mais um dos grandes traficantes colombianos. Nestor Caro Chaparro estava se fixando no Rio de Janeiro para aumentar a movimentação de cocaína. Ele já fora responsável por mais de cinco toneladas enviadas para os EUA através do Brasil.

Sob o nome falso de Wilson Humberto Lopes Rodrigues, ele realizava as operações através de empresas de importação e exportação de fachada, registradas por fantasmas e laranjas. Algumas dessas empresas tinham sede na Amazônia, em Manaus e em Belém. O dinheiro do tráfico já circula há vários anos pela capital paraense. O volume parece estar aumentando.

Cinco deputados do PMDB e PSDB fechados com André Dias

Começa daqui a pouco a eleição, pela Assembléia Legislativa do Estado, do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado para vaga aberta com a aposentadoria do ex-conselheiro Coutinho Jorge.

André Dias, do PSDB, tem o apoio de seu partido e de 5 dos 7 deputados estaduais do PMDB.

Segundo uma fonte do Blog do Estado, André não teria o votos de Marinho Carmona. O voto de Domingos Juvenil ainda é uma incognita.

A bancada tucana espera que o acordo que permitiu a Juvenil assumir a presidência da Alepa seja cumprido. O PSDB votou maciçamente no peemedebista para a presidência da AL com o compromisso do voto para a vaga do TCE ser cravado em André Dias.

O concorrente de André é o deputado Luiz Cunha, do PDT, embalado pela bancada petista e, agora, com o apoio do G-8, que desistiu da candiadtura de Junior Hage(PR).

Médicos evangélicos prestam assistência a ribeirinhos

Ronilma Santos
Especial


Na ultima sexta-feira de abril uma equipe de médicos, composta por dois clínicos geral, um gastroenterologista, uma dermatologista e um dentista, saiu de Santarém por volta das 9h da noite, com destino a comunidade de Auerana, que fica ao lado direito do Rio Amazonas. Para chegar ao local é necessário viajar 8 horas de barco.

Durante o trajeto a equipe enfrentou alguns obstáculos, como, fortes chuvas, além do imprevisto de ficarem duas horas com a embarcação encalhada devido o mais comum dos problemas nos transportes marítimos em nossa região: "capim na hélice" o que exigiu um esforço de todos para que a viagem prosseguisse.

A equipe pôde sentir que levar atendimento médico, até as comunidades ribeirinhas, não é assim tão fácil, e não foi mesmo. Como é época de cheia, o deslocamento só foi possível através de "bajaras", os médicos vivenciaram uma realidade bem diferente de seu cotidiano, alguns, inclusive chegaram a pilotar sozinhos as pequenas embarcações.

Na comunidade, vários serviços foram ofertados durante dois dias, de forma gratuita: consultas médicas, tratamento dentário, vacinação contra o vírus H1N1, aplicação de flúor e várias palestras. Também houve distribuição de livros escolares, brinquedos e roupas para as crianças. Os médicos que participaram da ação fazem parte da equipe de saúde da Igreja da Paz.
Todos os médicos envolvidos trabalham voluntariamente e além de um atendimento de qualidade, levando saúde, remédios, que é muito importante pra eles, toda equipe é unânime ao dizer que a principal finalidade é poder mudar a realidade das pessoas através da palavra e do amor de Deus.

Silvia Ataíde, clínico geral, conta que é dessa forma que o oficio se concretiza "não é só nos momentos em que atendemos por dinheiro, por honorários, mas podendo ajudar as pessoas dessa forma".

"Nosso objetivo aqui é mudar a realidade das pessoas, então fazemos o atendimento dos que estão doentes, e damos orientações, para que se crie uma cultura diferente da que eles têm", disse o médico Luciano Azevedo, que atendeu como clinico geral e atua como anestesista no Hospital Regional. Luciano é paulista e há 3 anos veio para Santarém.

O gastroenterologista Ronaldo Guimarães conta que fica muito feliz em poder doar um final de semana para ajudar pessoas que passam por tanta necessidade e sente-se realizado como médico ao participar de ações como essa, já a médica Josimar Andrade, dermatologista, diz que sua alegria é fazer missões e poder ajudar pessoas.

O serviço odontológico foi um dos mais procurados. Marcos Vinicius, no domingo, começou o atendimento por volta das 9h da manhã e só terminou a no final da tarde, mas apesar do cansaço, ele diz que é recompensador cumprir um chamado tão bonito e poder ajudar as pessoas que moram nas regiões de rios.

Nos dois dias de atendimento, aproximadamente 80 famílias foram beneficiadas com a ação.
"Eu vim me consultar e também trouxe meus tês filhos que há muito tempo precisavam de um dentista, e tudo de graça está sendo muito bom!" Disse dona Maria Cristina, moradora da comunidade.

Para seu Henrique Dias a ação foi realizada na hora certa, já que as fortes dores no corpo dificultavam sua ida até Santarém. "Além do que é muito difícil conseguir atendimento público, tudo lá é muito demorado" afirmou.

No domingo, os atendimentos foram desenvolvidos na embarcação e também estendidos as casas de moradores, devido à dificuldade que muitos tinham para ir até o local. Entre as doenças diagnosticadas estavam as doenças de pele como, micoses e manchas em crianças e adultos, verminoses e dores musculares.

Além de Auerana a equipe já passou por Mojuí dos Campos, Boa Fé e outras. Segundo a coordenadora da ação, a enfermeira Hanna Raquel, o próximo local a ser beneficiado será a comunidade de São José.

Laudo do MP responsabiliza prefeitura de Santarém por desabamento no Hospital Municipal

Miguel Oliveira
repórter


Relatório Técnico elaborado pelo engenheiro Dilaelson Tapajós, solicitado pelo promotor Hélio Rubens Pinho Pereira, para a identificação das causas do colapso que atingiu uma parte da estrutura do Hospital Municipal de Santarém - HMS, no dia 5 de março, provocando a morte de duas pessoas e ferimentos em quatro pacientes, concluiu que houve negligência da administração municipal. "A partir da ausência total de manutenções, foi o fator determinante para o colapso. O sinistro poderia ter sido evitado através de simples inspeções que identificariam necessidades de intervenções frente aos sinais visíveis de perigo à robustez e à estabilidade da estrutura. A retirada do telhado seria a intervenção mais simples para eliminar o colapso", escreveu o engenheiro do MP estadual de Santarém.

Segundo o laudo, "as análises dos elementos colhidos por ocasião da inspeção permitem afirmar que o colapso decorreu de NEGLIGÊNCIA operacional da estrutura, que na ocasião atingiu duas pessoas de forma fatal."

O documento, obtido com exclusividade por O Estado do Tapajós, relata que "as inspeções realizadas no dia 5.3.10 identificaram a ruína de uma estrutura física composta de madeira e telha de barro localizada na área interna do HMS".

Segundo o documento, "nos escombros foram identificadas três causas como responsáveis pelo colapso: (1) envelhecimento da estrutura de sustentação; (2) degradação física e perda de resistência da base dos pilares de madeira; (3) falta de manutenções. Dessas três causas, duas são de ordem física (envelhecimento e deterioração) e uma de ordem operacional (falta de manutenção)".

Segundo Dilaelson, "o colapso da estrutura, nas proporções que ocorreu, poderia ter sido evitado a partir de uma simples inspeção visual que identificaria sinais como: envelhecimento, apodrecimento da base dos pilares, deterioração das ligações das peças de sustentação do telhado e presença de cupins. Esses sinais indicavam comprometimentos da robustez e da estabilidade da estrutura e permitiam indicar as intervenções mínimas necessárias para evitar o sinistro ocorrido".

O laudo atesta que "a perda de sustentação da base dos pilares foi a principal causa física do colapso. Ao mesmo tempo, o adiantado estágio de perda de sustentação da base dos pilares (apodrecimento) determina ausência completa de manutenções".

Detalhamento do laudo

III - Causas do colapso ocorrido
O colapso da estrutura ocorreu pela combinação de três causas: (1)envelhecimento da estrutura; (2) deterioração da base dos pilares de sustentação do telhado; (3) ausência ampla e total de manutenção. O envelhecimento e a deterioração são causas do colapso, enquanto a ausência de manutenção tem caráter operacional, fundamental para ter evitado o sinistro.
O processo de envelhecimento e deterioração é progressivo, afetando também de forma progressiva a robustez e a estabilidade da estrutura. O colapso não ocorre abruptamente, sem "avisos". A estrutura já devia "ter avisado" que iria desabar. Esses "avisos" de futuro colapso só não foram notados pela total ausência de inspeções.
III.3 - Ausência total de manutenção
O colapso total da estrutura só ocorreu em decorrência da ampla ausência de atividades de manutenções.
Os sinais de envelhecimento, de deterioração das bases dos pilares, de desgaste das ligações entre peças de madeira e a presença de cupins formavam um conjunto de indicadores de perigo iminente à estrutura.
Os sinais eram visíveis e simples inspeções visuais determinariam necessidades de intervenções. Se nenhuma providência de intervenção dói tomada, afirma-se que isso ocorreu da total ausência de atividades de manutenções, e o colapso ocorrido comprova essa afirmação.
IV - Conclusões
Existem três causas, inter-relacionadas, que provocaram o colapso da estrutura do Hospital Municipal de Santarém: (1) envelhecimento da estrutura, (2) deterioração da base dos pilares de madeira e, (3) ausência total de manutenções. Duas dessas causas (envelhecimento e deterioração) são de ordem física, enquanto a ausência de manutenções é de ordem operacional.
A NEGLIGÊNCIA assim pode ser compreendida: a estrutura era antiga e os sinais de envelhecimento eram visíveis; a deterioração era visível do desgaste da base de todos os pilares (causa física fundamental do colapso); o envelhecimento e o desgaste eram progressivos e visíveis, impondo desestabilidade à estrutura.
V - Recomendações
(1) - Desmontagem do restante da estrutura remanescente ao colapso, abalada e instável.
(2) - Determinar que a Administração Pública, em prazo máximo de 30 dias, através do seu corpo técnico de engenharia, realize criteriosa inspeção em toda a estrutura física do Hospital, elaborando relatório e parecer conclusivo quanto à robustez, à estabilidade e aos riscos decorrentes. Tal relatório deve vir acompanhado da respectiva anotação de Responsabilidade Técnica - ART.

Dilaelson Rego Tapajós
Eng. Civil CREA-PA 7908-D
Técnico Especializado - MPE-PA
MAT. 999.567

terça-feira, 11 de maio de 2010

Clube lança campanha para arrebatar sócios-torcedores


O Projeto Sócio Torcedor, que será lançado, sábado, pela diretoria do São Francisco, é uma campanha que pretende arrecadar recursos para colocar o clube de volta ao futebol profissional. Sócio Torcedor será executado através de doações feitas pelos torcedores ao Clube, que terá em contrapartida a chance de concorrer a prêmios em dinheiro, além de outros benefícios que serão apresentados no decorrer do desenvolvimento do Projeto.


Para a diretoria do São Francisco, o Clube tem como seu maior patrocinador e colaborador o torcedor “Franciscano”, pois a pedidos da Nação Franciscana que o Clube mais tradicional da cidade foi reativado e está sendo preparado para assumir sua posição de destaque entre os melhores times do Pará. Além dos torcedores, o Leão conta hoje com o patrocínio de várias empresas locais.

A diretoria esclarece que neste primeiro momento, os recursos levantados com o Projeto e patrocinadores serão empregados no Departamento de Futebol, e que também está empenhada na recuperação patrimonial do Clube.


No domingo a partir das 09h da manhã, na Signus Clube, a festa do Leão será para a Nação Franciscana, com feijoada, atrações musicais e o cadastramento de adesão dos novos Sócios Torcedores.
(Com informações da assessoria de imprensa do SFFC)

Técnico abespinhado, imprensa subserviente

Gerson Nogueira

Mais do que a aspereza verbal de Dunga ou os chiliques de Jorginho, fiquei impressionado com a condescendência crítica dos repórteres de plantão na entrevista que marcou o anúncio da tão esperada lista de convocados da Seleção Brasileira para a Copa 2010, num hotel do Rio. Perguntas que levantam a bola do entrevistado, comentários simpáticos gratuitos e ausência de pensamento minimamente instigante na avaliação dos nomes expostos na convocação.

Tamanha submissão permitiu que Dunga pudesse desfilar sua grosseria sem causa e estimulou até o normalmente contido Jorginho a soltar os cachorros, chegando a debochar de um repórter que confessou que não irá cobrir a Copa. Situações que não são novas em Seleção Brasileira – Zagallo conseguia ser tão ou mais rude que Dunga e Jorginho juntos -, que se originam principalmente da sabujice crônica de jornalistas e radialistas que se preocupam mais em ficar bem com a comissão técnica.

Há uma preocupação indisfarçável em não se “queimar” com Dunga, Jorginho, Rodrigo Paiva e CBF. Paira no ar um certo pântico de entrar para uma invisível lista negra nas entrevistas da Seleção. Quem cobriu Copa do Mundo, como este escriba baionense aqui, sabe que os repórteres (principalmente os de rádio) disputam a tapa espaço, boa vontade e atenção dos jogadores e integrantes da comissão técnica.

Entendo jornalismo de outra forma, sem conchavo ou lobby, por isso não vejo razão para ficar bancando o simpático e evitando questões desagradáveis. Os poucos que se arriscaram a questionar os critérios altamente questionáveis de Dunga foram tratados a patadas pelo treinador, como se estivessem desafiando uma autoridade intocável. Besteira. Ninguém é dono da Seleção Brasileira, nem Dunga, nem Ricardo Teixeira. A Seleção é do povo, por isso repórteres têm o direito legítimo de perguntar tudo sobre ela, mesmo quando as perguntas soem inconvenientes - e quem disse que a imprensa deve ser conveniente?

Mencionar os exemplos de Pelé em 1958 e de Maradona em 1978 foi uma argumentação pertinente. Dunga, como era de se esperar, ficou abespinhado, subiu nas tamancas. Irritou-se com o intrépido Cícero Melo (ESPN) e com Milton Neves, da Band, os únicos que ousaram desafiar o coro do conformismo naquela platéia de jornalistas a favor – ou disfarçando ser do contra. Ficaram ao lado da população, que os autorizou a fazerem as perguntas certas. Estou com eles, evitaram o constrangimento completo.

Jubileu sem prestígio dos alunos e professores

Sessão da Câmara de Vereadores de Santarém que homenageou os 25 anos de fundação da Faculdades Integradas do Tapajós(FIT) foi pouco prestigiada por alunos e professores daquela instituição.

O número de professores presentes foi pequeno.

O de alunos não passou dos dedos da mãos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Luiz Cavalcante é o novo titular da Seduc

Agência Pará

O professor Luiz Cavalcante assume a direção da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em substituição à professora Socorro Coelho. Cavalcante foi convidado pela governadora Ana Júlia Carepa, nesta segunda-feira (10), no início da noite. A governadora também conversou com a ex-secretária, a quem agradeceu o empenho pela contribuição na formação da proposta do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) dos professores da educação pública, cujo projeto de lei foi enviado à Assembléia Legislativa no último dia 7.

Luiz Cavalcante é professor de carreira da rede pública há 27 anos. É formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará e tem pós-graduação em informática educativa. Estava no governo desde 2007 e exerceu, até poucos dias atrás, o cargo de diretor de tecnologia aplicada à educação. Estava lotado na Escola Estadual Palmira Gabriel.

A posse de Luiz Cavalcante deve ocorrer nos próximos dias, quando a governadora Ana Júlia retornar de agenda que cumpre nesta terça-feira, em Brasília, em vários ministérios. Mas os atos de exoneração da ex-secretária e de nomeação do novo titular da Seduc serão publicados na edição desta terça-feira (11).

Vitória do Águia garante Remo na Série D

Com dois gols marcados ainda no primeiro tempo, o Águia venceu o Cametá por 2 a 0, na tarde deste domingo, em Marabá. O jogo valeu pela semifinal do Campeonato Paraense. Com o resultado, o Águia disputará as finais do returno contra o Remo, que passou pelo Paissandu na outra semifinal. De quebra, eliminou o Cametá, classificando automaticamente o Remo para a disputa da Série D 2010.

Diego Biro, num belo chute da entrada da área, abriu o placar aos 15 minutos. Depois, aos 44, Wando foi derrubado na área e Jales converteu o pênalti, marcando o segundo gol marabaense. O Cametá teve um gol de Jailson anulado pela arbitragem, que assinalou impedimento.

O primeiro jogo decisivo do returno será no próximo domingo, às 16h, no Mangueirão. O segundo está marcado para o dia 23, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. O Águia, que teve melhor campanha nesta fase, joga por dois empates. (Com informações da Rádio Clube)

Polícia Federal fecha lojas de 'compra premiada' em Redenção

Na última quinta-feira, agentes da Polícia Federal fecharam duas lojas que atuam em Redenção vendendo cotas de pirâmides disfarçadas em 'compra premiada'.

Duas lojas da Eletro Lider foram lacradas pelos agentes da PF.

O dono de uma delas, Aleildo Carlos Silva, de 29 anos, foi preso em flagrante durante a operação policial. Ele vai responder inquérito por crime contra o sistema financeiro e estelionato.

Segundo o delegado da Polícia Federal Antônio José Silva Carvalho, várias pessoas fizeram denúncias contra a empresa que atua há um ano e meio em Redenção. O delegado disse que há desconfiança quanto à licitude do sorteio, pois os donos do esquema divulgavam que seriam formados grupos de 49 e 96 participantes, mas os sorteios eram realizados quando os grupos tinham a partir de 10 pessoas.

"Eram só dez concorrentes, mas quando ele rodavam o globo, com as 48 ou 96 bolas, o que se tornava impossível um dos 10 ser premiado", explixou o delegado.

Outro possível crime apontado pelo delegado, era que quando alguém ganhava uma moto ou outro prrêmio, a loja não emitia nota fiscal do produto, assim cometendo fraude tributária. "Eles adquiriam os prêmios em loja de outras regiões e exigiam que as notas fiscais fossem emitidas diretamente em nome dos sorteados, assim eles não pagavam por essa tributação", disse o delegado.

Até flanelinha recebe seguro-defeso como pescador

Do Blog do Espaço Aberto

A Polícia Federal já instaurou inquérito para apurar fraudes na concessão do seguro-defeso no Pará. Os inquéritos em curso na PF, segundo confirmou o blog na sexta-feira, envolvem dezenas de pessoas.
Sinceramente, não há no mundo um país mais criativo que o Brasil.
Em termos de patifaria, realmente não há.
O Brasil é ISO 9.000 nisso.
E se bobearem, será ISO 50.000 nessa habilidade, quando o ISO, claro, chegar a esse nível.
Aqui em Belém – aqui mesmo, embaixo dos nossos narizes e dos nossos olhos – está sendo uma festa a distribuição do seguro-defeso.
Uma festa!
Uma festança!
Há bolsos tufando.
Há bolsos que já estão abarrotados de grana.
Muitíssima.
O seguro-defeso, vocês sabem, é uma renda provisória que o governo federal paga a pescadores, no período do defeso, ou seja, na época que eles estão proibidos de pescar enquanto algumas espécies se reproduzirem.
Uma boa medida?
Sim.
Medida meritória?
Sim.
Acetada?
Sim.
Mas que dá ensejo a patifarias.
Funciona assim.
Cidadão com ligações com entidade que congrega pescadores – apenas pescadores, vejam bem – cadastra uma pessoa, supostamente pescador, para receber o seguro-defeso.
Feito isso, entra em campo um outro personagem, responsável em reunir a documentação do beneficiário e adotar demais providências para que o dinheiro seja repassado à instituição bancária. É o cara – ou a cara, como queiram – que faz o meio-campo.
Aí, uma vez no banco, o dinheiro é sacado.
São R$ 1.800,00.
Em regra, R$ 500 vão para o beneficiário, supostamente pescador, R$ 500 para o cidadão que pegou a documentação e desenrolou o meio-campo e R$ 800 vão para os bolsos daquele primeiro, o que providenciou o cadastramento do suposto pescador.
Por que suposto?
Porque até flanelinha, que não distingue um tucunaré de um búfalo do Marajó, está recebendo seguro-defeso.
Porque até profissionais liberais, que só veem peixe quando ele está no prato, temperadíssimo, pronto para ser saboreado, está recebendo o seguro-defeso.
No bairro do Telégrafo, os cadastros estão sendo feitos a todo o vapor. O pessoa está sendo cadastrado como se fosse pescador de Soure, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Salvaterra, Bagre, Baião e por aí vai.
Se bobearem, tem pescador até do Afeganistão ganhando o seguro-defeso.
A Polícia Federal precisa investigar essa gente.
Se investigar, muito peixe vai cair na rede da PF.
Muito peixe.
Grande e pequenos.
De bagre a tubarão.

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Nota da redação do Blog do Estado:
A Polícia Federal deveria, também investigar a farra na concessão de seguro-defeso em Santarém e Alenquer.
Quem procura, acha, já diz o dito popular.

domingo, 9 de maio de 2010

O crime legal

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

A história contemporânea da Amazônia segue dois marcos. Sem considerá-los, ninguém poderá entender o que acontece na região. O primeiro deles, por ordem cronológica, tem dois desdobramentos. Começou na segunda metade da década de 50 do século passado, quando pela primeira vez a Amazônia foi integrada por terra ao restante do país, inicialmente através das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre (seguidas de outras estradas de porte semelhante, como a Transamazônica).

Esse marco foi arrematado duas décadas depois, quando os militares, no poder pelo período mais longo de todas as suas intervenções na vida política brasileira, decidiram acelerar a ocupação desencadeada pelas estradas. O lema era categórico: “integrar para não entregar”.

Uma longa tradição de raciocínio geopolítico muito forte, sobretudo na caserna, garantia que a Amazônia era objeto, desde o início da presença européia, de uma cobiça internacional profunda, persistente e ameaçadora. Ela só não se consumara porque o colonizador português mostrara sua valentia (além de sagacidade) na defesa (e expansão) das fronteiras amazônicas. Esse sentimento foi repassado ao nativo.

Mas essas qualidades já não eram suficientes para assegurar a soberania nacional sobre a mais extensa e rica fronteira do país. Os “espaços vazios” constituíam o ponto frágil da vigilância e da defesa da integridade territorial. Era preciso que cidadãos nacionais ocupassem esses espaços, atraídos pelas promessas de enriquecimento e intensamente apoiados pelo governo (inclusive através de colaboração financeira do erário). A Amazônia precisava deixar sua condição de reserva e passar a produzir.

Essa contingência se impôs quando de outro marco: a primeira crise do petróleo, de 1973. O mundo se redefiniu para se adaptar ao novo custo da energia. Em nenhum lugar do mundo há mais energia contida na natureza do que na Amazônia. Em seus rios caudalosos, no seu subsolo, nas suas árvores, nas suas chuvas, no seu sol. Um dos lugares-chave da nova redivisão internacional do trabalho passou a ser a Amazônia.

Ela tem duas das maiores fábricas de alumínio do planeta (e o alumínio é o bem industrial mais eletrointensivo que existe), a maior fábrica de alumina, algumas das principais plantas minerais, a quarta maior hidrelétrica da Terra. Quase todos esses bens e insumos são remetidos para o exterior. As empresas que os produzem contam com participação acionária de algumas das principais multinacionais. A Amazônia, internacionalizada desde a sua origem (foram os espanhóis que lhe deram esse nome) e nacionalizada só recentemente, já sob o Império, nunca foi tão internacionalizada quanto agora. E nunca tão integrada à economia nacional. Ao contrário do que pensavam os militares no poder, uma coisa levou à outra, ao invés de impedi-lo.

Os estrangeiros parecem ter aprendido que é mais cômodo e mais rentável explorar as riquezas da Amazônia sob um governo local do que abrindo filial colonial da metrópole no além-mar. Os relatos sobre tentativas de intervenção estrangeira direta não resistem a um exame mais apurado.

Diz a lenda (revestida de verdade histórica nos manuais de ocasião, muito caros aos nacionalistas) que, no século XIX, a poderosa Inglaterra só não anexou a Amazônia porque Eduardo Angelim, o principal líder da Cabanagem, a maior insurreição popular da história brasileira (irrompida em 1835), rejeitou as propostas insinuantes de autonomia de um representante britânico, colocando-o para correr.

Documentos oficiais ingleses, aos quais só recentemente se teve acesso, revelaram que o próprio governo brasileiro, na época chefiado pelo regente paulista Diogo Feijó (em nome do imperador Pedro II, ainda menor), autorizou a Inglaterra a invadir secretamente a convulsionada província para reprimir os rebeldes. A tarefa estava além das possibilidades das tropas brasileiras, empenhadas em combater outra grave insurreição, a dos Farrapos, no outro extremo do país, o Rio Grande do Sul.

Navios da armada inglesa (a mais poderosa da época) estiveram em Belém e seu comandante concluiu que dominaria tudo com apenas 150 fuzileiros navais. Se quisesse fazer da Amazônia uma nova Índia, era o momento. Feitos os cálculos, Sua Majestade verificou que lucraria mais mantendo a nacionalidade brasileira. Ao invés de tropa, mandou seu banco e financiou o início da exploração da borracha. O Banco do Brasil levou quase um século para se instalar na região, depois de criado.

O ministro das relações exteriores da Inglaterra, Lorde Palmerston, instruído pelo embaixador no Rio de Janeiro, não aceitou a proposta de Feijó para a invasão secreta, a repressão e a pacificação da província distante, que seria devolvida então ao governo imperial. Apresentou várias justificativas relacionadas à legalidade e à autodeterminação dos povos, mas, na verdade, tinha em mente números.

A Inglaterra ganhou muito dinheiro comprando e financiando a borracha amazônica. E, depois, quando constatada a inviabilidade de aumentá-la na escala exigida, partiu para o sucedâneo asiático, a partir de sementes coletadas no Pará. Tudo dentro da lei. Sem contrabando, ao contrário do que proclama outra lenda compensatória.

A “pacificação” da província rebelde, que o governo imperial acabou por assumir, foi mais sangrenta do que os motins políticos. Depois de cinco anos de conflagração, 20% da população da Amazônia morrera, com maior ênfase na fase da “pacificação”. Se fosse hoje, seriam mais de dois milhões de mortos. Há algo semelhante na história do Brasil? Não é tão frequente nem na belicosa história da humanidade.

Histórias de pé quebrado sobre a “cobiça internacional” da literatura geopolítica têm servido de habeas corpus ao saque dos recursos amazônicos, inclusive humanos, praticado pelos nacionais. Possibilitam até a pilhagem internacional, sem chamar a atenção da opinião pública, condicionada a achar que internacionalização é sinônimo de invasão armada.

Foi assim que o governo federal conseguiu criar o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). Dizia-se que os Estados Unidos aproveitariam uma manobra militar conjunta na vizinha (ex-inglesa) Guiana (o Brasil foi convidado e não aceitou), para ensaiar a invasão da Amazônia. Usaria o conceito de “soberania limitada”, ao qual a Amazônia estaria sujeita por ser patrimônio da humanidade.

Assim, o Sivam, mesmo custando dois bilhões de dólares, não passou por concorrência pública. Era mais uma ação de emergência pela defesa da ameaçada segurança nacional na Amazônia, alvo da insaciável cobiça internacional. A dispensa de licitação criou um dos escândalos que abalou a administração do presidente Fernando Henrique Cardoso.

De lá para cá as exportações amazônicas cresceram mais de quatro vezes, a participação acionária de empresas estrangeiras se expandiu e os vínculos ao mercado mundial foram reforçados. Há menos “espaços vazios”, não só porque a população cresceu a uma taxa superior à da média nacional, como porque os pioneiros que abrem essas frentes foram responsáveis pelo maior desmatamento de toda história da humanidade: em meio século puseram abaixo área equivalente a três vezes o tamanho do Estado de São Paulo, que concentra um terço da riqueza nacional.

Ou seja: integrada, para não ser entregue aos piratas estrangeiros (ou aos “marines” americanos), a Amazônia paga aos seus protetores um preço. O de deixar de ser Amazônia. É assim que se torna Brasil, finalmente.

Jader deixa como está para ver como é que fica

Do Blog do Parsifal


Quem esperava maiores revelações na entrevista de Jader Barbalho à Radio Tabajara ouviu que o PMDB aguarda a definição do quadro nacional para desenhar o quadro local.

Jader não descarta um duplo palanque no Pará, pois comunga da visão do presidente Lula de que as divergências regionais devem ser respeitadas.

Discorre sobre o tamanho e o desejo do PMDB no Pará: o partido tem o maior numero de prefeitos do Estado, por conseguinte, o desejo de uma candidatura própria é unanime.

Jader não se consagra como único candidato do PMDB ao governo e afirma que não é realidade a crença de que outro nome seria visto como uma candidatura inviável: "há outros nomes no partido que têm possibilidade de vitória.".

Lembra que o PMDB desde 2002 decide as eleições para governador e, por ter transito em todas as posições políticas do estado, sem estabelecer dialogo preconceituoso com ninguém, é o partido que tem maiores chances de angariar apoio em um segundo turno.

Credita o fato de o PMDB clamar pela sua candidatura, à contingência de que em todas as pesquisas realizadas, mesmo em o PMDB estando há 16 anos fora do poder, o seu nome aparece em primeiro lugar: isto é índice de que o povo paraense tem boa memória das suas administrações.

Diz que aliança com o PT, que deveria ser preferencial por conta da questão nacional, tem dificuldade em função da difícil convivência local durante estes três anos.

Afirma que o próprio PT tem problema com o governo: "há um grupo que controla o PT e outro que controla o governo".

Acusa que o grupo que controla o governo aparelhou a administração, jamais permitindo que o PMDB participasse do governo: o PMDB apenas matem cargos e empregos, o que não é conveniente para o partido.

Esta situação é desconfortável e causou quebra de confiança, o que é fundamental no relacionamento partidário: "se o governo se comporta assim quando precisa do PMDB para a reeleição imagina quando não precisar mais.".

Sobre a proposta de Ana Júlia para o PMDB, Jader afirmou que todas as propostas serão analisadas com o partido, pois não é somente o destino político dele que está em jogo, mas o destino de toda a agremiação.

Adiantou que não há disposição de discutir cargos neste momento: "cargos nada adiantaram nos três anos, agora faltando 6 meses, eles não interessam.".

Jader irá analisar o que é conveniente para o PMDB, pois, em uma relação, se alguém cede o que não lhe é conveniente, "já está perdendo".

Quanto a não precisar de apoio para se eleger senador, Jader veste-se de modéstia: "não sou pretensioso para dispensar o apoio de ninguém.".

Por fim, reafirma que quem quiser o apoio do PMDB terá que respeitar o seu tamanho. "Se o PMDB for respeitado poderá haver dialogo.".

Àqueles que apostam que o PMDB poderá ser pressionado por Lula para compor com o PT local, Jader avisa que "ninguém vai decidir pelo PMDB nem aqui e nem fora. O presidente Lula não vai decidir pelo PMDB do Pará.".

Sobre as conversa com o PSDB, Jader declara que tem conversado com todas as lideranças: "ninguém decide a eleição sozinho no Pará.".

Sobre ser a noiva ou o noivo nestas eleições, Jader diz que não tem postura preconceituosa com as noivas: ambos têm o mesmo valor no casamento.

E, sobre o assunto, encerra com uma piada:

Certa feita, em uma acalorada discussão na Câmara, um deputado gaúcho afirmou que no Rio Grande do Sul todos eram machos. Ao que, um deputado mineiro, que com o gaúcho se batia, retrucou: "pois em Minas Gerais metade é macho e metade e fêmea e todos se dão muito bem.".

As várias facetas da maternidade

Luana Leão
Repórter


“Sou mãe de filha adotiva e me irrito quando dizem que ela não é minha filha verdadeira”. A frase é de Brennda Machado, mãe de Giovanna, de 5 anos.

Costumeiramente, no Dia das Mães, a imagem da mãe é associada àquela que deu a luz, à que é mãe, biologicamente falando. Porém, em todo o mundo existem os “pais de criação”. Pessoas que por algum motivo cuidam do filho não-biológico como se o fosse, trazendo para si a mesma responsabilidade de quem gerou uma criança.

Brennda, por exemplo, não esteve todos esses cinco anos ao lado da filha. Não a viu nascer, muito menos deu o primeiro banho, mas vive a mesma rotina de uma mãe e se sente como tal. Para ela, a adoção é uma experiência surpreendente, que necessita de um aperfeiçoamento contínuo em todas suas etapas. “De uma forma verdadeira e natural, Giovanna conhece toda a história de sua vida, pois a verdade deve prevalecer. Todos os dias tenho que conquistar cada centímetro de seu território, algumas vezes com carinho, outras com severidade” revela.

Algumas etapas da maternidade são inalcançáveis quando não se é a mãe biológica, como amamentar e em alguns casos, doar sangue. Brennda afirma que há quem pense que, criar um filho gerado por outra pessoa é complicado, quando se trata da construção da personalidade e do caráter da criança, pois se deduz que estes são herdados dos pais. Mas para ela, mudar isso é apenas uma questão de tempo e dedicação. “É claro que vemos orgulho nos pais biológicos que também desempenharam a paternidade. Seus filhos têm seus traços, seus trejeitos, suas heranças biológicas.

Mas quem não conhece mães biológicas que não adotaram seus filhos e hoje os arrasta pela vida como fardos ou simplesmente os largam por aí?”. Para Brennda, a recompensa é vista todos os dias, quando vê Giovanna, uma criança que foi desamparada pela mãe biológica, sorrindo e fazendo planos para seu futuro. “Futuro que está sendo construído com minha ajuda, ajuda da minha família e seu esforço pessoal”.

Seu Adamor Carvalho vive uma situação diferente. Aos 63 anos teve que se tornar pai novamente, pois sua filha engravidou de Gabriel, decidiu não cuidar da criança e viajou sem data para voltar. Ele e sua esposa tiveram que mudar toda a rotina para criar o menino. “Fui obrigado a pegar a criança, mas não me arrependo. Já o tenho como meu filho”, confessa. Se antes a rotina dele se adequava aos compromissos de um pai, hoje, Seu Adamor vive uma nova condição: a de pai e mãe, pois sua esposa faleceu há uma semana. “Antes eu ainda podia fazer algumas atividades e deixar o Gabriel com minha mulher, hoje levo ele para onde eu vou. É complicado, mas eu não vejo problema, me sinto feliz em cuidar dele”, declara.

Mãe verdadeira é aquela que, mesmo adotiva, mesmo sendo avô, tio, pai, produz condições para que a criança se torne uma pessoa digna de um convívio social sadio. É aquela, ou em alguns casos, aquele, que desempenha funções capazes de oferecer a continuação do ventre, ou seja, calor e proteção, função de mãe; apresentação suave para viver no mundo, função de pai. O laço de amor que une pais e filhos, biológicos ou não, é construído no dia-a-dia.


Mamãe está fazendo falta nesta fotografia

Miguel Nogueira de Oliveira:

A foto acima é da Família Oliveira, em segunda, terceira e quarta gerações.

Foi um registro feito sexta-feira à noite, em Belém, durante a festa de casamento de meu sobrinho Yuri e Michele.

Yuri é neto de Sarita e Petronilo, meus pais, e filho de Leó, minha segunda irmã.

Há muitos anos não tínhamos como reunir família tão grande e espalhada por esse Brasil.

Somos dez irmãos e irmãs, dois cunhados, seis cunhadas, 20 sobrinhos e oito sobrinhos-netos.

Não puderam vir até Belém minha filha Larissa, que estuda e trabalha em Porto Alegre, meus sobrinhos Cleiton Filho, que mora em Macapá, Jéssica, Erica( e seus filhos Luciano Neto, Rebeca e João Lucas, netos de José Maria), Sandro, Fabrício, que moram em Uberlândia, Nilo e Ana Beatriz, que moram em Porto Velho, Patrícia e sua filha Sophia e Rodolfo, que moram em Santarém, e Rafaela, que mora em Belo Horizonte. Também não estiveram conosco Ítalo, filho de meu sobrinho Cleiton Filho, Gabriel, filho do também sobrinho Genardo, Krynssia( e suas filhas Pietra e Giovana, netas de Benedito), e Letícia(filha de Yuri, neta de Leocádia).

Dos cunhados, Edson Fantini e Emília Barbagelata não estiveram conosco.

Neste momento histórico para nós, descendentes da Família Oliveira, a fotografia registra as seguintes presenças:

Em Pé( da esquerda para a direita): Marcos(genro de Petronílo, pai de Renata), Petronilo(irmão), Ricardo(sobrinho), Laura(cunhada, esposa de Petronilo), Rômulo(sobrinho), Ramon(sobrinho), Luã(filho), Rejane(esposa), Cleiton(irmão), Terezinha(cunhada, esposa de Cleiton), Naíla(sobrinha), Genardo(sobrinho), José Maria(irmão), Airton(irmão), Malu(esposa de Rômulo, filho de Petronilo), Airton(irmão), Ediene(cunhada, esposa de Benedito), Leocádia(irmã) e Camile( com Giovani, no colo, esposa de Ricardo, filho de Petronilo).
Sentados( da esquerda para a direita): Renata(sobrinha, esposa de Marcos), Roberta(sobrinha), Angela(irmã), Tereza(irmã), Benedito(irmão), Vânia(cunhada, esposa de Airton) e Ana Maria(irmã).

Neste domingo dedicado às mães, ao olhar para esta foto, sinto a falta dela, minha mãe Sarita, que a todos nós criou e educou, vencendo as enormes dificuldades desta vida, nos legando a mais nobre das virtudes: a honestidade.

sábado, 8 de maio de 2010

Cortes viciadas

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

“Isto aqui é um feudo ou um pasto?”, indagou a deputada Cidinha Campos, com indignação, no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ela se referia ao Tribunal de Contas do Estado. O deputado José Nader Filho se apresentava como candidato a conselheiro do tribunal do qual fora parte e presidente seu pai, que, aposentado, anunciara sua disposição de retornar ao parlamento. Ambos foram indicados para a corte pelo legislativo estadual, apesar de seus prontuários policiais e do pedido de cassação do filho, “muito pior do que o pai”, segundo Cidinha.

Nenhum dos dois teria condições de preencher as exigências feitas a um conselheiro: ter notório saber e reputação ilibada. O novo conselheiro em potencial era acusado de corrupção passiva, advocacia administrativa e formação de quadrilha. A razão para, mesmo assim, pretender o que lhe devia ser interditado? “Existe uma quadrilha aqui dentro desta casa”, acusou a parlamentar, sem ser contestada por seus pares. Eles ouviram em contundente silêncio a duríssima arenga da deputada. Filmado, seu pronunciamento já foi visto por dezenas de milhares de pessoas no youtube.

O caso do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro pode ser o mais grave, mas está longe de ser o único exemplo do preenchimento dos cargos nessas cortes – estaduais e municipais – em ofensa à lei, à moral ou ao bom senso. O Pará pode ser incluído nessa torrente de atos de nepotismo, de favorecimento ilícito ou de desvio e desperdício de recursos públicos.

Um dos lugares disponíveis no TCE paraense pode ser preenchido por um deslavado ato de nepotismo, através do qual a atual presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Rosa Hage, se disporia a se aposentar para que seu filho fosse escolhido para a corte estadual. José Hage Júnior, de 35 anos, é deputado de primeira legislatura e nada indica que preencha as condições para exercer a função. Da sucessão de conselheiros, aliás, poucos podiam ter ocupado o cargo, por absoluta inadequação. Os critérios adotados para as indicações e nomeações foram quase sempre políticos, pessoais e familiares. Na escalada da deturpação e violação das normas, chegou-se ao estado presente, em que as cortes são vistas como itens patrimoniais por determinadas famílias.

A partir do exemplo ruim de cima, se disseminam os maus hábitos na base. Mas felizmente alguns cidadãos começam a reagir a essa sucessão de imoralidades, ilegalidades e inconstitucionalidades. Uma ação popular proposta no ano passado conseguiu suspender a execução do prejulgado nº 16, que abriu as portas do TCE para servidores temporários ou de cargo em comissão, que não estavam amparados pela figura do “direito adquirido”, admitido pela Constituição de 1988 quando impôs a realização de concurso público para a admissão de servidores públicos. Mesmo sem ter direitos, esses servidores foram incluídos no quadro suplementar/estatutários não estáveis.

Parecia haver a consciência de que a incorporação era ilegal porque nem o prejulgado, de 2002, nem a decisão simples que o ratificou, de 2005, foram publicados no Diário Oficial do Estado. São, por isso, atos fantasmas. Não podiam gerar efeitos, por não preencherem formalidade legal indispensável. A juíza Rosileide Filomeno, da 3ª vara da fazenda da capital, concedeu liminar para excluir do quadro suplementar os servidores não amparados pelo direito adquirido, contratados depois da emenda constitucional nº 20, de 1998. O Estado e o Tribunal de Contas recorreram, mas a juíza manteve sua decisão. O caso continua “sub-judice”.

A repetição de tais situações levou o procurador-geral do TCE do Rio Grande do Sul, Geraldo da Camino, a representar ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciando o loteamento de cargos nesses tribunais. Um levantamento anexado à ação, que recebeu o endosso da Associação Nacional do Ministério Público de Contas, comprova que a escolha dos conselheiros, feita por um conciliábulo entre governadores e deputados, “se dá entre familiares e apaniguados políticos que passam longe de preencher os requisitos básicos para a função”, segundo nota da revista Veja.

Se é para o erário manter essas famílias privilegiadas e suas extensões, melhor acabar com as cortes de contas. Será muito melhor para o país.

PF prende integrante das Farcs na Amazônia

AGÊNCIA AMAZÔNIA

RIO BRANCO, AC – José Samuel Sanchez, apontado por investigações como membro da comissão de finanças e logística das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), foi preso nesta sexta-feira em operação da Polícia Federal. As ações da PF aconteceram em Manaus e em duas cidades da região oeste do Amazonas (Maraã e Tefé), na fronteira com a Colômbia. Além de Sanchez, mais sete pessoas foram presas (três brasileiros e outros quatro colombianos). A PF apreendeu na operação 45 quilos de cocaína.

Órgãos de inteligência brasileiros tem redobrado suas ações nas áreas de fronteiras com a Colômbia. Devido a repressão às Farcs e a outras facções guerrilheiras pelo Exército colombiano, as autoridades brasileiros temem que integrantes desses grupos se instalem em terrirório brasileiro. O Exército, por exemplo, reforçou seus postos de fronteira. A PF e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também fizem o mesmo.

Sanchez, que usava o nome falso de Daniel Rodriguez Orosco, atuava na chamada primeira frente das Farc, que vem a ser um acampamento de guerrilheiros que abriga um laboratório para refino de cocaína. De acordo com a PF, Sanchez freqüentava a capital do Amazonas e tinha responsabilidade de contratar barcos para transportar a droga. Os oitos presos serão transferidos para um presídio de Manaus após exames no IML (Instituto Médico Legal).

A operação realizada no Amazonas desmobilizou uma organização criminosa que atuava pelos rios Japurá e Solimões para escoar carregamentos da droga até Manaus. Um acampamento dos narcotraficantes foi destruído na fronteira, segundo a PF. "A organização tinha contato direto com as Farc para obter droga e, em troca, recebia apoio logístico [das Farc] e armas para transportar grandes carregamentos da droga pelos rios do Amazonas", explicou o superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes.

Coiotes são presos em hotel no Acre

No Acre, a PF prendeu o coiote bengali (natural de Bangladesh) B.H., de 41 anos, e seu comparsa, o brasileiro A.L.S.S., de 32. Oito pessoas naturais de Bangladesh, país asiático que faz fronteira com a Índia, estavam na companhia dos coiotes. Os bengalis tentavam entrar ilegalmente no Brasil com destino à São Paulo. A prisão ocorreu durante fiscalização de rotina em hotéis de Rio Branco. O termo coiote é comumente empregado para designar pessoas que transportam imigrantes ilegais além das fronteiras dos Estados Unidos com o México e serve como sinônimo para aqueles que auxiliam a entrada de imigrantes ilegais em outros países.

A.L.S.S. disse à PF ter sido procurado pelo bengali por B.H para ajudá-lo na entrada ilegal de 8 bengalis. B.H. tem permanência no Brasil e é casado com uma brasileira. O brasileiro e o bengali foram enquadrados no artigo 125, inciso 12, do Estatuto do Estrangeiro: "introduzir estrangeiros clandestinamente ou ocultar clandestino ou irregular". Podem pegar pena até três anos e ainda pagarem multa de R$ 800 por pessoa aliciada. Ambos pagaram fiança e aguardam pelo término do inquérito e da instrução criminal. Os oito bengalis foram considerados "inadmitidos" e impedidos de entrarem no Brasil

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lista dos políticos multados pela Justiça Eleitoral

* Airton Luiz Faleiro: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
Alessandro Albuquerque Novelino: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu, mas TRE manteve entendimento de que não houve irregularidades.
* Ana Júlia Carepa: condenada a pagamento de multa de R$ 10,5 mil.
* Antônio Rocha: condenado a pagamento de multa de R$ 15 mil.
* Arnaldo Jordy (duas vezes): em um processo, Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE. No outro processo, condenação foi de multa de R$ 5 mil.
* Carlos Augusto Cavalcante Barros: ainda não julgado.
* Domingos Juvenil Nunes de Souza: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Elcione Therezinha Zahluth Barbalho: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu ao TRE, que condenou a acusada ao pagamento de multa de R$ 5 mil.
* Jader Fontenelle Barbalho: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Joércio Fontinelle Barbalho: ainda não julgado.
* José Geraldo Torres da Silva (Zé Geraldo): condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* José Priante: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
José Rodrigues de Souza Neto (Zé Neto): Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Lúcio Dutra Vale: condenado a pagamento de multa de R$ 5 mil.
* Maurílio Gomes da Cunha (Maguila): ainda não julgado.
* Odair Santos Corrêa: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Suleima Pegado: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Tatiana Amoras Távora Batista Martins: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Wandenkolk Pasteur Gonçalves: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Wildson Araújo de Mello: ainda não julgado.
* Wladimir Afonso da Costa Rabelo (duas vezes) condenado a pagamento de multa de R$ 10 mil em um dos processos. O outro ainda não foi julgado.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Laudo do MPE culpa prefeitura pelo desabamento no Hospital Municipal de Santarém

Justiça aceita denúncia contra Everaldo e mais 4 e livra Maria do processo das microusinas

Lei permite a temporário dirigir escola municipal

Ribeirinhos recebem assistência de voluntários

Lula quer todos aliados em um palanque só

Empresa se apossa de trecho do cais para atracar

TAC vai regularizar matadouros de Monte Alegre

Maestro Isoca:Uma referência na música nacional

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Madeireiras lideram reclamações trabalhistas

De todas as reclamações nas varas do Fórum Trabalhista de Santarém, 60 % são do setor comerciário e 25 % do setor madeireiro. A afirmação é do diretor do serviço de distribuição do Fórum, localizado na 1ª Vara do Trabalho, Manoel Amaral. "Os empregados reclamam de algo que não receberam. Geralmente, isso inclui horas extras, diferenças de salário e valores de rescisão de contrato", afirma. De acordo com o diretor, 633 ações trabalhistas foram realizadas até abril. Desse total, 60 % já foram arquivadas e 40 % ainda está tramitando.
Em relação ao ano passado, Manoel compara que no mesmo período, mais de 700 ações trabalhistas já haviam sido tramitadas. Hoje, são realizadas aproximadamente 30 audiências, na 1ª e 2ª Vara do Trabalho.

Concorrência acirrada em concurso deixa candidatos em pânico

Basta pensar em prestar concurso público, que já vêm à cabeça uma grande competição. Em um mercado de alta rotatividade, onde as empresas privadas buscam sempre o funcionário mais qualificado, a estabilidade que oferece uma carreira pública, os altos salários, acrescidos de abono, os benefícios obtidos - muitos são os motivos para tentar ser um concursado. Porém, essa admiração pela vaga pública, muitas vezes acaba quando o candidato se depara com uma enorme quantidade de concorrentes.

Para a coordenadora de um curso preparatório para concurso no centro da cidade, Kátia Peres, esse medo de concorrer com muitas pessoas atrapalha o aluno, pois além de perder as esperanças quando se depara com números altos de adversários, ele ainda deixa de estudar como deveria. Kátia lembra que existem outros detalhes que também podem influenciar no estudo. "Geral-mente, os alunos não se dedicam muito quando concorrem a vagas de cadastro de reserva. Eles levam mais a sério quando as vagas já existem", declara.

Na busca pela aprovação, existe o aluno que se matricula no cursinho para estudar um mês antes da prova, na fase de revisão, e existe o aluno batizado de "concurseiro" - que sempre freqüenta as aulas do cursinho e faz toda e qualquer prova de concurso para adquirir experiência, até conseguir (em alguns casos, mesmo aprovado ele tenta outros). Kátia Peres acredita que a cultura do povo santareno é estudar pouco tempo antes de uma prova para concurso, enquanto que em grandes cidades, os alunos se preparam durante um ano para fazer uma prova. "Muitas vezes, o aluno não quer investir no cursinho muito tempo, outros se matriculam, mas não estudam como deveriam". Para ela, nem todo aluno que concorre a uma vaga pública está preparado para fazer a prova.

André Melão é novato no cursinho. A intenção dele é passar em uma prova de concurso bancário, para poder manter seus estudos e a conclusão do ensino superior. Quando o assunto é a concorrência, apesar de André acreditar que esse fator estimula o estudo, ele opta por fugir dessa informação. "Eu não faço questão de saber, pois como nunca fiz prova, sinto receio em saber com quantos estou concorrendo", declara. Já para Wanderson Amaral, que estuda para concurso desde 2008 e já fez cinco provas, o temor não é o mesmo. Para o veterano, a sensação de saber que existem muitos concorrentes não é boa, mas não é capaz de impedi-lo. "O número de inscritos, ou seja, concorrentes, não é proporcional ao número dos que estudam", acredita.

IBGE faz coleta para o Censo que inicia em agosto

Da redação

A coleta de dados nas ruas que dá início ao Censo 2010 iniciou em Santarém na segunda quinzena de abril, após quatro dias de treinamento que instruiu os 32 Agentes Censitários Supervisores - ACS e os quatro Agentes Censitários Municipais - ACM. A pré-coleta tem o propósito de contribuir para a qualidade do trabalho durante a segunda etapa de coleta do Censo 2010, que começa em agosto.
Nessa primeira etapa, os agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE estarão nas ruas durante todo o mês de maio para reunir informações como a quantidade de domicílios, a identificação dos logradouros, tipo de pavimentação, onde há iluminação pública, presença de bueiro, esgoto a céu aberto e o depósito ou acúmulo de lixo.
O chefe da agência do IBGE de Santaré, Edilberto Figueira, explicou que, somente na segunda etapa, os agentes irão entrevistar os domiciliares, com questionamentos sobre educação, saúde, renda, etnia e migração. Segundo Edilberto, para a segunda etapa serão contratados 255 agentes temporários, via concurso.
De acordo com o chefe da agência, os agentes vão colher dados da área urbana, Vila Curuai, Alter-do-Chão, Mojuí dos Campos e Boim. Os demais municípios do oeste paraense serão atendidos pela equipe que os corresponde.
A fase de pré-coleta tem o objetivo de atualizar os mapas e a listagem de domicílios do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos - CNEFE. Isso otimizará a duração e a qualidade do trabalho durante a coleta do Censo que inicia no mês de agosto.
No Pará, a Pré-coleta mobilizará 840 Agentes Censitários de Supervisão que irão às ruas e mais cerca de 200 pessoas entre Agentes Censitários Regionais e Municipais e Subáreas, que supervisionarão os trabalhos.
Nos dois anos que antecedem a etapa de coleta de dados do Censo, o IBGE prepara e atualiza a Base Territorial do país, que é o conjunto de mapas e cadastros que contém informações de diversas áreas (estados, municípios, bairros, aglomerados, distritos, quarteirões etc.). Consequentemente, é neste período que são planejados e definidos os setores censitários, que constituem a área de trabalho de cada recenseador. O setor censitário é a unidade formada por área contínua inteiramente classificada como urbana ou rural; sua dimensão, número de domicílios e de estabelecimentos permitem ao recenseador cumprir suas atividades em um prazo determinado, respeitando o cronograma de atividades.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ximenes vai para a Ufopa

Do Blog do Nilson Pinto:

Parabéns ao reitor da Ufopa, Seixas Lourenço, que fez um gol de placa ao levar para a Universidade do Oeste do Pará o ex-reitor da UFPa, prof. Dr. Marcos Ximenes Pontes.

Lourenço convidou e Ximenes aceitou dirigir o Instituto de Engenharia e Geociências da Ufopa. Ximenes tem mestrado em Ciências Térmicas pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutorado em Engenharia Aeronâutica e Mecânica também pelo ITA, além de um pós-doutorado na University of Missouri – Columbia, Estados Unidos.

Haverá surpresa nas eleições de outubro ?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Em 2006 a candidata do PT ao governo do Estado, Ana Júlia Carepa, só venceu a disputa porque o PMDB apresentou uma chapa própria para o 1º turno e seu candidato, o então deputado federal José Priante, teve uma votação superior a todas as expectativas. No 2º turno, armou-se a coligação dos dois partidos para enfrentar o adversário comum, o ex-governador Almir Gabriel, que, contra a tendência em favor da mudança, tentava voltar ao cargo pela terceira vez.

Em 2010 a situação é inversa. Se o PMDB apresentar candidato próprio no 1º turno só não ameaçará a reeleição de Ana Júlia Carepa se usar um fantoche, um nome sem qualquer densidade eleitoral, só para constar. Mas se fizer isso, poderá provocar a reação dos seus próprios eleitores. Para eles, o principal inimigo deixou de ser o PSDB. Agora, é o PT.

É insólita esta constatação porque PMDB e PT ainda são partidos aliados no Pará. O PMDB ocupa alguns cargos de primeira linha da administração estadual, mas perdeu os principais, que lhe couberam na partilha logo depois da vitória de 2006. E perdeu depois de um longo processo de desgaste, amargando uma imagem que se mantém grudada ao partido há muitos anos e que seus aliados trataram de reforçar: de fisiológico, nepotista e corrupto. A escória, como disse um dos principais “quadros” do grupo da governadora, seu assessor especial Cláudio Puty.

Político profissional com mais de 40 anos de carreira, iniciada pela base, como vereador, Jader Barbalho absorveu os golpes petistas, mas não ficou parado. Tratou de avivar os elos com o presidente Lula e a direção nacional do PT, arranjar cargos e verbas federais e com tudo isso montar a melhor estrutura eleitoral no interior, controlando mais prefeituras do que o PT, fato inédito nos últimos governos do Estado.

Em intensa atividade municipal, sempre levando alguma coisa para oferecer, Jader conseguiu o que parecia impossível, diante do péssimo estigma que seu nome suscita: aumentar sua popularidade e reduzir sua rejeição. Com isso, ampliou o campo de influência do PMDB e recriou sua identidade. Seu peso eleitoral é maior agora do que há quatro anos. É, mais uma vez, quem vai decidir a disputa.

Os petistas no poder, os do grupo (minoritário até internamente) da Democracia Socialista, demoraram a perceber esse fato – e vários preferem ignorá-lo até hoje. O ataque frontal de Puty a Jader no domingo, 18, que parecia o golpe de graça na aliança, foi seguido no dia seguinte pela visita da governadora à residência do líder do PMDB, o chefe da escória (em contraste com a pureza imaculada dos petistas). Muito mais experiente do que seu lua-preta, Ana Júlia deve ter percebido o terreno desaparecer sob seus pés. A arenga de Puty era apenas a gota d’água: os sinais do desastre iminente estavam na recusa de Jader de atender os telefonemas da governadora.

Ana Júlia teve que fazer a visita de surpresa, na manhã bem cedo, e levando consigo o deputado federal Paulo Rocha, interlocutor e aliado informal de Jader. Se se anunciasse e fosse sozinha, corria o risco de bater com o rosto na porta em madeira de lei do ex-governador, no condomínio luxuoso em que ambos residem, na área metropolitana de Belém. A conversa foi demorada, a governadora ofereceu troféus ao seu aliado, prometeu que agora tudo vai ser diferente e Jader foi atencioso com ela. Mas falou pouco. Os compromissos ficaram para depois. Ou para nunca mais.

Contar com a máquina do governo para a eleição é importante e pode ser decisivo. A maioria dos candidatos aceitará um novo acordo, mesmo que céticos quanto ao seu cumprimento. Mas pela primeira vez haverá resistências dentro do partido e na sua militância. Muitos já acreditam que desta vez o PMDB, além de não apresentar um “laranja” para a eleição, terá Jader Barbalho como cabeça de chapa. O próprio Jader induziu essa gente a acreditar na sua quarta candidatura ao governo (com duas vitórias e uma derrota, na mais recente tentativa). Ele mesmo não deve ter encarado com muita seriedade a hipótese, mas ela cresceu mais do que ele pretendia ter sob seu controle.

É uma parada demasiado arriscada. Seu índice de rejeição ainda é alto. A reeleição como deputado federal ou a volta ao Senado são dadas como certas. Mas ele sabe que só se manteve na Câmara porque se limitou aos bastidores – e mesmo assim não se livrou de constantes críticas na mídia. Para a imprensa, sua volta ao Senado detonará o sinal de alarme: ele será alvo de atenções constantes e a proximidade dos tribunais dará eco maior a esse barulho.

Se ficar no Pará, o interesse será menor e esporádico. Apesar de tudo, o Pará fica longe de Brasília e só interessa aos centros econômicos quando lhes dá lucro, o que é a regra de procedimento. Mas não só por isso. Se ainda quiser ser uma liderança forte no Estado, Jader terá que se apresentar mais e exercer o poder local. Seu herdeiro, o filho, Helder, prefeito de Ananindeua, o segundo município mais populoso, não dá indícios de que estará pronto para concorrer ao governo em 2014. Mas, quem sabe, em 2018? Se vencer neste ano, Jader poderá conquistar um segundo mandato e preparar a sucessão em família. Já setentão, estará com o perfil de senador e em condições de suportar uma nova campanha de mídia, se ela ainda estiver interessada nele.

Mas a disputa para o governo em outubro é incerta e não sabida. Poderá ser-lhe fatal, deixando-o sem um cargo eletivo, um vácuo que ele já experimentou duas vezes e provavelmente não quererá repetir. O risco é quase o mesmo para todos os demais candidatos, incluindo a governadora, líder em rejeição. Ela conta com a máquina e graças a ela poderá contrabalançar sua imagem ruim. Mas há um momento a partir do qual nem mesmo uso ou o abuso do poder público salvam um candidato. Não se pode dizer ainda se Ana Júlia atravessou esse Rubicão, mas sua súbita visita a Jader, nas circunstâncias em que a realizou, são sintomas da sua preocupação – ou talvez já do desespero.

Se forem procedentes as informações vazadas de pesquisas não oficializadas, Jader é candidato para passar ao 2º turno, seja lá quem for que o acompanhe nessa travessia difícil. Se for Ana Júlia, contará com a adesão maciça dos tucanos, que não querem mais saber de petistas e sabem que, ao contrário deles, Jader cumpre os acordos que faz (sobretudo aqueles que não podem ser assinados e reconhecidos em cartório, dependendo apenas da palavra empenhada). Se for Jatene, os petistas não desconhecem que essa vitória representará a volta da hegemonia tucana, com possibilidade de se manter por outros 12 anos (de máquina pública os social-democratas à brasileira entendem).

Este é o eixo principal da perspectiva eleitoral. Há inúmeras variações possíveis, mas laterais a essa espinha dorsal, o suficientemente significativas, porém, para que se preveja a mais disputada das eleições em tempos recentes no Pará. Tão difícil que mesmo sendo o principal eleitoral ou o mais importante candidato, Jader Barbalho tem também diante de si o maior dos riscos: tanto o de dar a volta por cima e restabelecer sua força política, abrindo caminho para uma permanência em família, como iniciar a derrocada rumo a um destino inglório.

Esse drama é produto da repetição de um enredo que está exaurindo as lideranças do Estado, tudo mudando para tudo continuar como está. Por isso, à parte todas as hipóteses de relações políticas para a próxima eleição, pode haver um elemento de surpresa sobre as conjecturas, se o eleitor quiser, desta vez, se fazer ouvir, depois de ser tantas vezes ignorado ou manipulado.