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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Movimentos sociais discutem prioridades do Luz para Todos na Transamazônica e Xingu

Por Iolanda Lopes
 
Representantes de 11 municípios da Transamazônica e Xingu se reúnem  com a diretoria nacional do Programa Luz Para Todos, em Belém, a partir das 14h desta terça-feira (18), na sede das Centrais Elétricas do Pará (Celpa).

Da pauta de negociação constam dois assuntos, a prioridade do programa Luz Para Todos para a região e a implantação de energia alternativa dentro da Reserva Extrativista Verde Para Sempre em Porto de Móz (Xingu).

A reunião atende a um acordo firmado durante o Acampamento Xingu 2011: Despertar para novos tempos,  entre a coordenação do Programa Luz Para Todos  e os coordenadores de movimento sociais da região, liderados pela Fundação  Viver Produzir e Preservar (FVPP) e  a coordenação regional da  Federação dos Trabalhadores em Agricultura  (Fetagri).  O Acordo prevê  atendimento de  19 mil famílias com o programa até 2014.

O acampamento Xingu 2011 durante os dias 29 de agosto e 02 de setembro, interditou a Rodovia Transamazônica  e  paralisou as obras da hidrelétrica de Belo Monte no município de Altamira.

Segundo João Batista Uchoa coordenador da FVPP, os movimentos sociais defendem a proposta  de que as ações do Luz Para Todos recomecem ao mesmo tempo em todos os municípios da região, visto que o programa hoje só atende 30% das famílias nos 11 municípios e  já está paralisado a 02 anos.
Durante a reunião também será criado um comitê estadual de acompanhamento do programa que vai conduzir junto com a Rede Celpa, a Eletronorte e demais órgãos afins, as ações na região.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bloqueio na Transamazônica dura mais de 60 horas


Já dura mais de 60 horas a interdição da Br 230 ( Transamazônica), na altura do Km 100, entre Anapu e Altamira. Cerca de 700 agricultores dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS), Pilão Poente I, II e III localizados no município de Anapu , fecharam a rodovia federal no último domingo ( 09), em protesto  contra a falta de abertura e conservação de 90 quilômetros de estradas vicinais que dão acesso aos assentamentos.

Segundo Pedro dos Santos, coordenador regional da Federação dos Trabalhadores em Agricultura  (Fetagri), as obras que serão custeadas com verba federal através do Instituto de Colonização e Reforma Agrária ( Incra), aguardam apenas  um licenciamento ambiental de responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente ( Sema), para que a empresa GG do Prado de Mato Grosso,  que ganhou a licitação,  possa dar início aos trabalhos. “ Nosso maior problema hoje é o estado”. Adiantou Pedro.

De acordo com a assessoria de comunicação da Sema,  a assessoria jurídica da secretaria emitiu hoje o parecer favorável para as obras nos  PDSs.

No inicio da tarde desta terça feira (11), a presidência do Incra informou em nota que já adotou providencias para  quitar os débitos junto a empresa GG do Prado pela prestação de serviços e que a empresa se comprometeu em mobilizar os equipamentos para o início das obras até na próxima terça feira (18).

Os agricultores se reúnem em assembléia e decidem na manhã desta quarta-feira (12), se desocupam a estrada ou se aguardam a chegada do maquinário para começar os trabalhos.

Devido a ocupação da rodovia, uma fila de pelo menos  100 quilômetros já se forma ao longo da Transamazônica.(Iolanda Lopes)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Agricultores fecham Transamazônica e barram acesso ao canteiro de Belo Monte

 
Agricultores e representantes de associações e cooperativas rurais de 11 municípios que formam a área de influencia da hidrelétrica de Belo Monte interditaram por volta das 9h da manhã desta terça-feira (30), a Rodovia BR 230, a Transamazônica, na altura do quilômetro quatro, no trevo que dá acesso a Vitória do Xingu e Belo Monte, sentido Altamira- Marabá.

O local do acampamento foi escolhido de forma estratégica, a fim de impedir o acesso das máquinas e trabalhadores ao canteiro de obras de da hidrelétrica de Belo Monte.

O movimento promovido pela Fundação Viver, Produzir e Preservar (Fvpp) e pela Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetagri) regional, denominado “Acampamento Xingu 2011- O despertar para novos tempos”, teve início na última segunda-feira (29), em Altamira.

Segundo João Batista Uchôa, coordenador do movimento, a ação é pacífica e não protesta contra a construção da hidrelétrica, mas quer chamar a atenção dos governos federal e estadual pela situação que ocorre em Altamira e na região de influencia direta da usina, “ as obras da hidrelétrica estão a todo vapor, mas a pauta do movimento social que já vem sendo discutida ha 20 anos, não conseguem avançar”, adiantou Uchoa.

O movimento exige a presença do primeiro escalão dos governos federal e estadual em Altamira, para garantir a negociação da pauta estabelecida para o ato que discute 5 eixos temáticos: questão fundiária, infraestrutura, desenvolvimento urbano, estratégias produtivas, políticas sociais e gestão ambiental.(Iolanda Lopes)