quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alcoa incentiva trabalho voluntariado em Juruti

 
Juruti- Um ação de voluntariado da Alcoa, que reúne funcionários diretos e indiretos e familiares, levou cerca de 30 voluntários ao prédio da Associação dos Artesãos para limpeza, organização e revitalização da pintura da sede - a programação proporcionou mais um momento de surpresa em outra comunidade.

Desde o início da semana a comunidade do Jauari recebeu uma Ação Comunitária que deu início às atividades do Barco Escola, projeto do Clubinho da Tartaruga, comprado e equipado com recursos do Instituto Alcoa e da Alcoa Foundation. A iniciativa beneficiou 37 famílias e 45 crianças, com ações educativas, como contação de histórias e distribuição de kits de higiene bucal. 

Mas, o que surpreendeu os comunitários foi a doação de US$ 10 mil, entregues pelo presidente da Alcoa América Latina e Caribe, Franklin Feder, à comunidade.


Confira a programação 

07/10 – Caminhada do Coração
12/10 - Ação Comunitária na Comunidade de São Pedro - Serviços de cortes de cabelo e higiene bucal.
19/10 – Lançamento da campanha “Seja 10 em sustentabilidade” para os funcionários da mina de Juruti
22/10 – Action na comunidade de Santa Maria de Curumucuri com IPS a frente da organização – Ações educativas para adultos, higiene bucal e práticas esportivas
29/10 – Mini Action” na Creche Cordeirinho de Deus – atividades do Escritório Alcoa Belém.(Ascom/Alcoa)

Receptivo da Paratur dá as boas vindas aos turistas do Círio


Belém- Uma missa celebrada pelo arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, com a presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, marcou a abertura do receptivo especial dos turistas do Círio. Realizado no Aeroporto Internacional de Belém pela Infraero e Companhia Paraense de Turismo (Paratur), esse ritual de boas vindas àqueles que participam da quadra nazarena já acontece desde 2006. Adenauer Góes, presidente da Paratur, participou da cerimônia ao lado do superintendente regional da Infraero, Paulo Roberto Pereira da Costa.
 
“Este receptivo, com grupos de carimbó, distribuição de material promocional, cheiro do Pará e outros produtos, já faz parte da tradição do Círio. É essa parceria com a Infraero é excelente, porque o aeroporto acaba sendo a porta de entrada principal para os turistas que vem a Belém por ocasião do Círio de Nazaré. Nada mais justo que esta visita da Imagem Peregrina, pois assim Nossa Senhora de Nazaré pode abençoar os turistas já em sua chegada”, disse Adenauer, antecipando que a estimativa para este ano é de 73 mil turistas durante as festividades.
 
Alexandra Ferreira veio de Jundiaí, em São Paulo, para uma missão de trabalho em Belém e gostou da forma carinhosa como os paraenses recebem os turistas no Círio. “No avião uma paraense que veio do meu lado falou que a cidade está em festa e que no aeroporto já tinha um clima de Círio. Gostei muito do que vi. Um jeito amistoso de receber a gente”, elogiou.
 
Quem também elogiou a iniciativa da Paratur, que selecionou mais de vinte grupos de carimbó para o receptivo no Aeroporto Internacional de Belém e no Terminal Rodoviário, foi o aposentado Benício Leão. Natural de Belém, ele mora há duas décadas em Atlanta (EUA), de onde vem todos os anos especialmente para o Círio. “Venho todos os anos e mais uma vez fiquei surpreso com a forma como o paraense recebe os romeiros e turistas. Estão todos de parabéns”, disse Benício.
 
Melhor do que apreciar as manifestações culturais e as iniciativas de bem atender o turista é fazer parte desse processo. “Fico orgulhosa de poder estar aqui, expressando a nossa cultura. E o Círio faz parte dessa cultura", disse a dançarina de carimbó Irondina dos Reis, 26 anos, que faz parte do grupo Expressões Culturais Urapuru.
 
O receptivo no aeroporto de Belém, organizado pelo gerente de Eventos Nacionais da Paratur, Carlos Figueira, se repetirá por 24 horas até o fim da semana do Círio. No terminal rodoviário será de 8h às 20 horas, com funcionamento do Posto de Informações Turísticas da Paratur nos dois espaços.(Benigna Soares - Ascom/Paratur)

Celpa recebe a Imagem Peregrina de Nossa Senhora da Conceição

A imagem peregrina da padroeira dos santarenos, Nossa Senhora da Conceição, visitará a Superintendência Regional de Santarém, nesta sexta-feira, 07, às 8h30. A peregrinação às empresas da cidade, antecede o Círio da Conceição. 

Pela quarta vez a Celpa faz sua homenagem. A imagem será trazida em carreata pelos colaboradores, depois de receber homenagem em uma residência, no centro da cidade e transladada até a Subestação Santarém, onde receberá várias homenagens. 

"Será um momento de muita emoção, quando todos os colaboradores prestam homenagem a Mãe de Jesus, e fortalece sua fé", disse o Superintendente Regional Engº Edson Naiff.(Leiria Rodrigues)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dividir o Pará pra quê?



Lúcio Flávio Pinto

De que serve dividir o Pará, o segundo maior Estado do Brasil, para torná-lo mais administrável, se o modelo de desenvolvimento continuar o mesmo, velho de quatro décadas – e eficiente, até hoje, mas contra o Pará? Quem levou a esse resultado, vai querer mudá-lo?

O ano de 1975 foi fatal para a Amazônia, mas, acima de tudo, para o Pará. Eleito pela Assembléia Legislativa, onde o partido oficial tinha completo controle, o professor Aloysio da Costa Chaves queria fazer história. Antes de tomar posse, reuniu alguns dos melhores técnicos do Estado e lhes deu uma tarefa: preparar o plano de governo. Ele seria o primeiro governador paraense a levar um planejamento de diretrizes e de ação para a chefia do poder executivo. Não ficaria levado ao sabor das ondas.

Antes de ser acolhido pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), por imposição de Brasília, que apenas consultou as principais lideranças estaduais sobre o nome já escolhido, Aloysio fora presidente do Tribunal Regional do Trabalho e reitor da Universidade Federal do Pará. Tinha o perfil ao gosto do general Ernesto Geisel, um descendente de alemães na presidência da república: era técnico, tinha trânsito político, era reconhecido como homem público e possuía autoridade. Reunia os elementos do autoritarismo tecnocrático que comandava o Brasil.

Ciente (ou onisciente) do próprio valor, Aloysio Chaves não prestou muita atenção à cor ideológica ou aos antecedentes dos técnicos com os quais se reunia quase diariamente num dos andares da sede do Banco da Amazônia, em Belém, que lhe fora cedido para preparar o seu governo. Queria um plano consistente, criativo e audacioso. Com ele, talvez pudesse impor à história do Pará uma nova cronologia: antes e depois de Aloysio da Costa Chaves.

Quando pronto, o Plano de Diretrizes e Ação do Governo correspondeu à expectativa de quem o encomendara: provocou impacto nacional. Pela primeira vez um governador biônico, que o poder central impunha aos parlamentos estaduais, criticava, ainda no nascedouro, a própria origem. O plano paraense apontava a hipertrofia do centralismo de poder no Brasil, que deixava ao planejamento local a tarefa de apenas aplicar os recursos que lhe eram destinados, com finalidade previamente estabelecida. Era uma camisa-de-força. Só a União podia realizar o planejamento inovativo. Aos Estados, restava o planejamento alocativo. Aloysio Chaves queria decidir, não ser só figurante.

Ele achava tão justa e normal a pretensão que, antes de tomar posse, foi à Alemanha, a convite do governo germânico. Os alemães estreitavam suas relações oficiais com o Pará, atuando em vários setores, a partir de um núcleo acadêmico, durante a gestão de Aloysio na UFPA. Ele estava em plena visita quando foi chamado com urgência a Brasília pelo homem que apadrinhara sua escolha: o general Gustavo Moraes Rego Reis, casado com uma paraense (irmã do influente advogado Otávio Mendonça, eminência parda em vários governos), o principal assessor militar do presidente.

Geisel ficara irritadíssimo pelas pretensões do governador biônico ainda nem empossado. O Estado de S. Paulo lhe dedicara seu principal editorial para elogiar sua postura de independência e crítica em relação a Brasília, afinada com as posições do principal jornal do país, antes aliado e agora adversário do regime militar. O presidente exigira o enquadramento do governador, sob pena de ser expurgado. E Aloysio se enquadrou, deixando de lado suas pretensões à história.

Certamente ele e sua equipe de técnicos deram a devida atenção ao II Plano de Desenvolvimento da Amazônia, que deveria dar continuidade ao pioneiro planejamento regional desencadeado pelo governo federal e iniciado em 1953, com a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia), que antecedeu o capítulo seguinte dessa história, no Nordeste, posterior, mas muito mais comentado.

O planejamento voltava a ser qüinqüenal (1975/79) e, além do rigor técnico, trazia outra inovação: a Amazônia deixava de ser considerada como área autônoma, com identidade própria. A região teria que desempenhar um papel no conjunto da economia nacional, ainda vivendo as ilusões de prolongar o “milagre econômico”, criado pelo governo militar anterior (do general Garrastazu Médici).

O mago do “milagre”, Delfim Neto, não era bem visto pelos novos inquilinos do Palácio do Planalto. Foi mandado para a embaixada em Paris. O novo tecnocrata-chefe, o piauiense João Paulo dos Reis Veloso (ainda em plena atividade, do lado do balcão da iniciativa privada e das ONGs), sabia que não podia continuar a alimentar as altas taxas de crescimento do PIB com poupança externa. Essa fonte de capital tinha que ser substituída. O melhor substituto era a Amazônia, com seus abundantes recursos naturais, em especial os minérios, que começavam a ser revelados do subsolo e se tornavam acessíveis através das estradas de rodagem.

O que a Amazônia não podia ter era a pretensão à autonomia, a decidir seus destinos. O governo central lhe impunha a integração compulsória à economia nacional, atrelada, por sua vez, ao mercado internacional. Só assim podia agregar ao país o que ele mais cobrava dela: divisas em moeda estrangeira, através de exportação crescente e saldo na balança comercial. Projetada para um primeiro qüinqüênio, essa diretriz seguiu sem descontinuidades até hoje.

O Pará é o quinto maior exportador do Brasil e o segundo em saldo de divisas. É o terceiro maior exportador nacional de energia bruta, que gera o efeito multiplicador econômico nos locais para os quais essa energia se destina. Essa face do projeto foi plenamente cumprida: antes do II PDA o Pará era um traço no comércio exterior brasileiro.

Mas a outra face também foi moldada: mesmo tendo a 9ª maior população nacional, o Estado é o 16º em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o 21º em PIB per capita (a riqueza, que é drenada para o exterior em maior volume, dividida pela população, que cresce mais em função da imigração intensa). É um efeito previsto pelos formuladores do plano, que adotou um modelo de desenvolvimento “desequilibrado corrigido”.

Para crescer rápido e oferecendo ao mercado produtos de aceitação mundial (as commodities), o Pará – como a Amazônia – tinha que incorporar empreendimentos de capital intensivo e alta tecnologia, capazes de colocar no exterior mercadorias a preços competitivos. O efeito nocivo desse modelo é concentrar os benefícios, deixando de fora aqueles que não têm condições (por sua qualificação ou por sua quantidade) de participar do processo produtivo em escala mundial.

Aí entraria o governo. Por um ato de vontade, corrigiria os muitos desequilíbrios do modelo com ação redistributiva ou saneadora. Como as distorções são efeito natural do modelo, que inevitavelmente acarreta desequilíbrios de várias naturezas (social, econômico e espacial), a correção, por ser um ato de vontade, requer o planejamento para orientar e dar eficiência à ação pública.

Impondo a perversão do modelo, o governo federal não podia abrir mão daquilo que o governador eleito Aloysio Chaves reivindicava na passagem de 1974 a 1975, o ano primeiro tanto do seu plano quanto do governo federal: o planejamento inovativo – e não apenas o que lhe cabia no modelo autoritário de Brasília: o planejamento alocativo, de alocação de projetos e verbas definidos por – e de – Brasília.

Cabe à biografia do ex-reitor o mérito de pelo menos haver tentado um novo caminho. Pesa-lhe sobre os ombros, porém, ter recuado de forma tão desastrada, limitando-se a partir daí a polir as insignificâncias, como todos os que o sucederam. Depois dele, porém, as tentativas de afirmação das lideranças locais, quando existiram, foram apenas formais, retóricas, de brincadeira.

Quando a democracia foi restabelecida no Brasil, em 1985, essa conquista não teve qualquer significado prático nas relações centro-periferia, na questão regional, desprezada pelos intelectuais do centro dominante, de esquerda ou de direita (para os primeiros, por ser a forma primitiva do capitalismo a ser modernizada, nem que à força, como na URSS; para os segundos, por ser tão somente uma fonte de riquezas a explorar).

Os governos estaduais amazônicos não só perderam em conteúdo político das suas lideranças como foram renunciando à busca pelo planejamento criativo, que é a razão de ser do planejamento como momento político. Afinal, se não se pode tomar a iniciativa, se o planejamento não é precedido pelo poder de decidir, os Estados continuariam a fazer o que Brasília quer e a repetir o que proclama.

E assim tem sido sempre, tanto na chefia do poder executivo estadual quanto nas casas parlamentares (e até mesmo nas academias, reduzidas a tertúlias intelectuais). Os nativos deixaram de pensar grande, de acompanhar em cima os atos decisórios e, preparando-se para decidir, poder realmente decidir, com domínio do conhecimento. A Amazônia tem tido a grandeza de cenário, não a de ator, protagonista.

É esse o pano de fundo que explica a pobreza do ambiente num novo momento importante da história regional. Os paraenses serão os primeiros brasileiros a decidir sobre a sua configuração espacial através de plebiscito. A novidade foi proporcionada pela constituição de 1988. Depois que a chamada carta magna entrou em vigor, apenas Goiás se dividiu para o surgimento de um novo Estado, o Tocantins.

Mas não foi preciso consultar a população: a emancipação da parte norte do novo Estado foi pacífica, consensual. Todos estavam de acordo que assim seria melhor, tanto para os moradores da nova unidade federativa quanto para os remanescentes de Goiás, que apostavam as fichas do crescimento incrementado na metade meridional do antigo Estado, desligado da sua metade atrasada.

A situação não é a mesma no Pará. Apenas parte da sua população está convencida de que só pode crescer mais se libertando do peso da atual configuração territorial, de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, a segunda maior do país. Outra parte reage há décadas às pretensões emancipacionistas da zona Oeste, mobilizada em torno do Estado do Tapajós, e combate abertamente as pretensões dos moradores da fração Sul do Estado, que quer formalizar sua dissociação de fato através do Estado de Carajás.

Argumentos em favor da separação se sustentam em quase obviedades: o Pará é grande demais; Belém já demonstrou sua incapacidade para bem administrar as áreas mais distantes do Estado; e cada uma dessas partes formou identidade própria, seja pela migração intensa (caso de Carajás) como por uma aspiração secular (o Tapajós), que se realizou apenas pela metade, quando o país admitiu a autonomia da parcela ocidental da Amazônia, com a criação da província do Rio Negro (depois Estado do Amazonas, a seguir subdividido em Roraima, Acre e Rondônia, enquanto do Pará nascia o Amapá).

A primazia histórica de decidir sobre a territorialidade estadual está sendo desperdiçada. Uma questão grave se transformou em disputa de geral de campo de futebol e extensão das medíocres disputas excaramuças paroquiais. Rapidamente os temas de fundo foram afogados pelos impulsos emocionais e pelos interesses particulares, como se não estivesse em causa procurar uma saída para esse fato perturbador: quanto mais cresce, mais o Pará fica desequilibrado, sufocado por problemas sociais aparentemente insolúveis. Há riqueza em circulação, mas a ela raros têm acesso.

O modelo de desenvolvimento é o mesmo de 35 anos atrás: desequilibrado corrigido. Cada vez mais desequilibrado; cada vez menos corrigido. O resultado: os desequilíbrios se multiplicam e se agigantam. O Pará é líder em indicadores econômicos quantitativos e em índices sociais negativos. Essa combinação explosiva acarreta uma violência espantosa.

Ela se traduz em realidades objetivas, como a das mortes por encomenda, e em outras mais subjetivas, que escapam à percepção superficial, como a péssima qualidade da educação e as incivilizadas (ou selvagens mesmo) regras de convivência em aglomerações humanas, com ênfase nas suas grandes cidades, tensionadas por bolsões de guerras de verdade, embora não declaradas.

As lideranças, coniventes com esses paradoxos, ou que lhes deram causa, são as mesmas que carregam os estandartes das campanhas territoriais. Subordinam as teses aos seus interesses de tal forma que não conseguem ter unidade e nem se interessam por aumentar a consciência dos seus companheiros de luta. Querem massa atrás de si, como em todas as eleições, que mudam os nomes para manter as situações.

Mesmo os projetos de emancipação, formulados no parlamento federal por pessoas sem conhecimento de causa, não constituem o mais importante deste plebiscito inédito. Nenhuma das duas leis, aprovadas por acordo de lideranças de partidos ainda no âmbito da comissão técnica, sem passar pelo plenário das discussões e deliberações, não resistem a um teste de consistência.

O que eles mais deviam corrigir, é justamente o que mais negam: uma nova organização espacial para viabilizar os três Estados que surgiriam desse desenho irracional. O Tapajós sofrerá da mesma macrocefalia do atual Pará, enquanto Carajás será uma satrapia dos “grandes projetos”, ou da antiga Companhia Vale do Rio Doce, mais ao molde do “desenvolvimento desequilibrado corrigido” do que o atual Pará.

Numa medição de forças que não é ponderada pelo conhecimento de causa, a decisão pode resultar diretamente das grandezas numéricas ou seguir pelo desvio de uma manipulação de massa. Os dois elementos se encontram, em tese, sobre o tabuleiro de xadrez da disputa. Pela grandeza numérica, não há dúvida: a maioria rejeitará a separação no plebiscito de 11 de dezembro. A “zebra” dependeria da quantidade de recursos colocados à disposição do marketing, liderado pelo célebre Duda Mendonça – e de sua capacidade mágica de convencer a opinião pública.

Isso em relação à bipolaridade, que está em causa na consulta, sem, contudo, anular uma possibilidade pouco enfatizada: de que, ao invés de um ou três Estados, surjam dois Estados (o Pará, incluindo Carajás, e o Tapajós), se essa hipótese for trabalhada por aqueles que ela favorece (o que ainda não aconteceu).

Qualquer que venha a ser o desfecho desse novo momento da história brasileira, uma coisa é certa: se houver mudança, nada mudará; se não houver mudança, as portas da transformação terão sido abertas porque a situação não regredirá ao status quo ante pelo menos num ponto: de que as coisas que estão assim só têm que continuar assim como estão. 

Mesmo que o Pará permaneça territorialmente como se acha, os líderes dos movimentos emancipacionistas terão alargado suas influências e alianças para pretender, em 2014, concorrer em igualdade de condições com os tradicionais representantes das elites da capital. O interior compreendido por Tapajós e Carajás poderá, enfim, conquistar o poder executivo estadual, complementando a consolidação do poder que já possui no legislativo paraense, majoritariamente formado por políticos do interior.

Nesse caso, com nova autoridade, os emancipacionistas poderão voltar à batalha, em outras condições. Para ganhar, sem permitir, porém, que o Estado “leve” a conquista. Sem mudar aquelas diretrizes do II PDA, que sufocaram o plano do governador Aloysio Chaves, o Pará continuará a crescer como rabo de cavalo: para baixo. Com a ajuda coadjuvante dos líderes separatistas e conservadores, até agora os mesmos de sempre.

O mistério da multiplicação dos pescadores


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Gil Castello Branco (*) para O Globo

A Bíblia conta sobre a multiplicação dos pães e dos peixes. Na Galileia, Jesus pregava para uma multidão quando anoiteceu e aproximou-se o horário do jantar. Diante da preocupação dos seus discípulos, Jesus chamou um menino que tinha à mão um cesto com cinco pães e dois peixes e orientou seus apóstolos a distribuir esses alimentos. O milagre permitiu que mais de 5 mil pessoas fossem alimentadas.

No Brasil, a multiplicação recente não é dos pães ou dos peixes, mas sim dos pescadores. A Lei 8.287 criou o seguro-defeso, a chamada "bolsa pescador". A intenção é correta. Para preservar espécies, o governo paga um salário mínimo aos pescadores artesanais por tantos meses quanto dure a reprodução, com base em portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Normalmente, o benefício é pago por 4 meses. Aos pescadores, basta comprovar o exercício profissional da pesca e que não possuem outro emprego, bem como qualquer outra fonte de renda.

Seja pela consciência ambiental, seja pela garantida renda fixa e fácil, o número de pescadores cresceu exponencialmente. Em 2003, eram 113.783 favorecidos. Em 2011, já são mais de meio milhão. Ou seja, exatamente 553.172 pessoas afirmam viver tão somente da pesca, individual ou em regime de economia familiar, fato que lhes assegura o direito de receber R$545/mês, durante um terço do ano.

Os gastos do governo, obviamente, cresceram na mesma proporção. Em 2003, o Ministério do Trabalho pagou R$81,5 milhões a título de seguro-desemprego aos pequenos pescadores. Neste ano, a dotação do Orçamento Geral da União (OGU) é de R$1,3 bilhão. Este montante corresponde a mais que o dobro do orçamento do Ministério da Aquicultura e Pesca para 2011 (R$553,3 milhões). O valor bilionário pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador aos que vivem da pesca artesanal é, também, quase 3 vezes maior do que as exportações brasileiras de pescado mais crustáceos em 2009, que geraram US$169,3 milhões (R$318,3 milhões, com o dólar a R$1,88). Os números são tão estranhos que parecem "história de pescador".

É claro que tem boi na linha e no anzol. O procurador da República em Tubarão, Celso Três, afirma: "O pessoal que atua em outras atividades, que nunca viu um peixe na vida, inscreve-se na colônia de pescadores, paga a anuidade, conta como tempo de serviço e se aposenta. Existem o sindicato e a colônia, quase em disputa para ver quem distribui mais atestados. Na prática, basta não ter carteira assinada. Nós processamos aqui mais de 300 pessoas por fraudes, mas é como secar um oceano."

No Rio de Janeiro, por exemplo, cerca de 1.500 pescadores receberam o benefício em 2011, a maioria residente em Campos (319). Curiosamente, somados todos os pescadores artesanais de Rio de Janeiro, Niterói, Búzios, Angra dos Reis, Araruama, Rio das Ostras, Mangaratiba, Itaguaí e Arraial do Cabo, não se chega à metade dos que moram em Campos.

Para agravar o mistério, os nomes dos contemplados não são divulgados nos portais governamentais, impossibilitando o controle social. Após diversas solicitações, inclusive à Ouvidoria Geral da União, a Associação contas abertas obteve a relação nominal dos segurados e dos municípios onde ocorre o defeso. Até em Brasília existem favorecidos.

Como o que está ruim sempre pode piorar, há dois projetos de lei no Congresso Nacional que pretendem estender o seguro-defeso aos pescadores impedidos de exercer a atividade por conta das condições climáticas e, ainda, a toda a cadeia da pesca, incluindo os que transportam, comercializam, reparam embarcações e costuram redes, dentre outras atividades correlatas.

Ao contrário da passagem bíblica, fato que a religiosidade explica, é extremamente necessário que a Controladoria Geral da União, o Tribunal de contas da União e o Ministério Público investiguem - de imediato e com rigor - a multiplicação dos pescadores, que afronta o bom-senso e exala má-fé.

(*) Economista e secretário-geral da ONG Contas Abertas

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Invasores ameaçam voltar ao terreno na estrada do aeroporto de Santarém


O serviço reservado da PM em Santarém já detectou movimentação de invasores que pretendem retornar ao terreno, às margens da estrada do aeroporto, do qual foram removidos por decisão judicial, na semana passada.

Segunda Vara Federal em Santarém


Será instalada dia 26 de janeiro de 2012 a Segunda Vara Descentralizada da Justiça Federal em Santarém.

A informação, via twitter, é do juiz federal José Airton Portela.

PM prende falso policial federal


Mariano Andrade Leite Junior, 34 anos, natural de Santarém, foi preso hoje pelo destacamento da PM em Jacareacanga quando se passava por agente da Polícia Federal.

A PM desconfiou das atividades de Mariano naquele município. Ele chegou a dizer aos policiais que investigava crime ambiental por populição de mercúrio na região e desvio de verbas federais repassadas à prefeitura local.

As informações são de Anderson Pantoja, do Portal Buré.

Novo presidente do PPS tinha dupla filiação


Advogado informa ao Blog do Estado que a convenção municipal do PPS, realizada sábado, poderá ser anulada.

Tudo porque o novo presidente da legenda em Santarém, Francisco Wellison Aguiar, o popular Badi, tinha dupla filiação até a antevéspera da convenção, ocorrida dia 1o. de outubro.

O advogado está de posse de certidões da Justiça Eleitoral que atestam que a desfiliação de Badi do PMN ocorreu no dia  28 de setembro, um mês depois de sua filiação ao PPS, que ocorreu dia 25 de agosto.

Quando o edital de convocaçao da convenção para a eleição do novo diretório e sua comissão executiva foi publicado, Badi possuia dupla filiação e não poderia participar dos pleitos, isto é, votar e ser votado. 

Parlamento: inútil?


Por Lúcio Flávio Pinto

Quando se fala em revolução francesa, a primeira idéia associada a ela é a queda da Bastilha. A temida e odiada prisão já estava praticamente desativada, mas era o símbolo maior do ancien régime para o povo. Nada sobrou dela. O homem se distingue dos outros animais por sua linguagem figurativa e seus símbolos, que exigem inteligência superior. Por isso a Bastilha sumiu do mapa de Paris. Virou placa indicativa.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal engendrou mais um símbolo para o descrédito popular em relação ao parlamento brasileiro. Na semana passada, 118 projetos foram aprovados em bloco numa sessão que durou três minutos e contava com a presença de apenas dois (um dos quais na presidência) dos seus 56 membros.

Ela pôde começar porque possuía a assinatura da maioria (35) dos deputados, conforme a exigência regimental. Mas não teria prosseguido se um dos dois solitários participantes da sessão, em respeito à ética, à moral e ao decoro, tivesse pedido verificação de quorum. Verificaria que 33 srs. parlamentares assinaram a folha e foram embora. Muitos deles por bons motivos: foram para a sessão plenária.

Contrariando o regimento interno, o plenário se reunia no mesmo horário da comissão, uma das principais da “casa”. A simultaneidade é vetada exatamente para prevenir situações como a que ocorreu na quinta-feira da semana passada. Nesse dia o parlamento funciona precariamente, abandonado pelos seus integrantes, que só trabalham para valer (quando trabalham) na terça e na quarta-feira.

De tropeço em tropeço, o parlamento vai consolidando uma idéia que cresce na consciência social: de que é um apêndice inútil ao funcionamento da rotina nacional. Sabemos que esse raciocínio é sempre perigoso, ainda mais num país com instituições tão fracas como o nosso. Mas os próprios parlamentares não ajudam.

OAB nacional instaura processo contra diretores da OAB-PA

 
Relatório com data de ontem, assinado por três membros da diretoria nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, decidiu instaurar processo processo ético-disciplinar contra o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, contra o vice, Evaldo Pinto, e mais três diretores - Alberto Campos (secretário-geral), Jorge Medeiros (secretário-adjunto) e Albano Martins (tesoureiro), por infrações detectadas na venda de um terreno da própria entidade, em Altamira, para o conselheiro Robério D'Oliveira. O processo será conduzido pela Segunda Câmara deste Conselho Federal.(Espaço Aberto)

Transbordo de grãos em Itaituba


Belém - O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), promoverá nesta terça-feira (4) audiência pública para debater os potenciais impactos ambientais do Projeto da Estação de Transbordo de Cargas (ETC), de propriedade da empresa Rio Túria Logística Ltda., no distrito de Miritituba, no município de Itaituba, no oeste do Pará. O resultado da audiência poderá subsidiar o parecer técnico emitido pela Sema para o licenciamento ambiental da obra. Para participar dos debates o governo convocou autoridades federais, estaduais e municipais, empresários e a população em geral.

O empreendimento, de acordo com o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), servirá de entreposto estratégico entre a zona produtora de grãos do Centro-Oeste e a exportação via município de Barcarena, no nordeste do Estado. O local escolhido para a Estação concilia os transportes rodoviários e hidroviários na movimentação dos grãos transportados por caminhões e estocados em armazéns graneleiros até o embarque, em píer flutuante projetado para garantir a atracação e o carregamento das barcaças transportadoras.(Agência Pará)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Prefeitos a serem julgados pelo TRE-PA e ameaçados de perder mandato

Matéria de “O Liberal” deste domingo, 02, reporta que a um ano das eleições municipais de 2012, ainda existem 09 processos contra prefeitos referentes a supostos delitos praticados nas eleições de 2008, sem julgamento pelo TRE-PA.

Quando julgados, os processos podem resultar em cassação de mandato.

Abaixo a relação dos processos:


O angu do PPS em Santarém

O deputado Arnaldo Jordy teve que se desdobrar para apaziguar os ânimos dos mini-caciques do PPS santareno que bateram chapa no último sábado. Mas o rescaldo da eleição de Badi para a presidência da comissão provisória ainda é estopa que estará em combustão por alguns meses.

Jordy sempre recebeu o apoio de Taré desde que a dupla estava na oposição ao governo do estado e por isso o rompimento dos até então aliados foi traumática para ambas as partes. 

Jordy mandou cancelar a senha de Taré no sistema informatizado de filiação do partido pressionado pelo vice-governador Helenilson Pontes, que ameaça se debandar para o PSD caso não comandasse o PPS em Santarém, sua terra natal.

A montagem da chapa também deu dor de cabeça para Helenilson. Primeiro, o vice queria ser o presidente, mas Badi condicionou sua saída do PMN para o PPS desde que assumisse a presidência da legenda. Helenilson teve que ceder e ainda teve que engolir Nerivaldo na vice, nome imposto por Jordy.

Taré, que já havia brigado com Helenilson, também brigou com Jordy e se isolou contando apenas com o apoio de nomes tradicionais da legenda. Na hora de bater chapa, venceu Badi e suas filiações patrocinadas pelo diretório estadual.

Badi, que inicialmente pretendia ser candidato a vereador, terá seu nome lançado como candidato a prefeito pelo PPS. Tudo jogo de cena. 


O que o PPS quer mesmo é negociar uma coligação para ficar na apêndice dos maiores partidos de Santarém. Depois, Badi se contenta com sua candidatura à Câmara de Santarém.
 

São Francisco precisa ainda passar por outra fase classificatória




Quem propala aos quatro cantos que o São Francisco já está na ‘elite’ do futebol paraense, depois da vitória de 3x1 em cima do Time Negra, ontem à noite, no Barbalhão, está muito enganado.

Para participar do campeonato paraense 2012, o São Francisco precisa conquistar uma das duas vagas de  mais um seletivo que vai reunir, a partir do dia 16, sete equipes, além do leãozinho santareno.

O São Francisco enfrentará nessa nova seletiva Tuna Luso, Bragantino, Ananindeua, Parauapebas, Abaetetuba, Castanhal, Ananindeua e Sport Belém.

O leãozinho fará 3 jogos em Santarém, tendo que bancar as despesas com os visitantes.

Se conseguir a classificação, o time santareno ai sim jogará contra Paysandu, Remo, Águia, Independente, Cametá e São Raimundo.

Ofertas de emprego em Santarém



Leia na edição desta semana de O Estado do Tapajós.

Grande empresa contrata para trabalhar em Santarém:

Coordenador - Área de Saúde (Nível superior preferencialmente em Administração, Serviço Social, Psicologia ou áreas afins).
Oficial administrativo.
Psicológo clínico.
Médico.

Lancha se choca com bajara no rio Tapajós. Um desaparecido


Por volta de 20h30 de domingo, a lancha Princesa do Tapajós, que faz a linha Itaituba-Santarém, atingiu uma bajara quando navegava próximo à praia do Maracanã, próximo a Santarém.

Ciro Pereira está desaparecido. Os outros dois ocupantes da pequena embarcação - Raimundo Jr. Pinto dos Santos e Luiz Carlos Viana - foram resgatados com vida.


Agora de manhã, mergulhadores do Corpo de Bombeiro farão uma busca naquela área para tentar localizar o corpo de Ciro.