terça-feira, 14 de abril de 2009
A ti, minha mestra, com carinho.
Um dia triste pra todos os alunos que tiveram a honra de tê-la como mestra.
A ti, minha mestra, com carinho.
As Pombas...
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
Raimundo Correia
Aquataxi
Agentes comunitários de saúde serão efetivados dia 1º de junho
Segundo o prefeito José Maria Tapajós, a Secretaria de Saúde está fazendo um levantamento para saber quantos agentes comunitários aprovados no processo seletivo continuam trabalhando. “Só após a conclusão do relatório, poderemos precisar o número de ACS que serão efetivados. Tão logo esse levantamento esteja pronto, encaminharemos à secretaria de administração para os devidos procedimentos de efetivação”, concluiu José Maria Tapajós.
A Lei No. 18.181/2008, que criou os cargos efetivos de Agentes Comunitários de Saúde foi sancionada pela ex-prefeita de Santarém Maria do Carmo no dia 20 de junho de 2008.
Alexandre Von volta a criticar diretoria do Clube do Remo
Lendo trechos de matérias veiculadas no dia de hoje nos jornais de maior circulação na Capital, em que a diretoria azulina anunciou que lutará para que a segunda e decisiva partida das finais seja disputada no Mangueirão e não no Colosso do Tapajós, Von disse acreditar que o regulamento será cumprido e que “virada de mesa” é coisa do passado no futebol paraense.
Ao tempo em que elogiou e parabenizou a equipe do São Raimundo pela brilhante campanha em todo o campeonato, sendo o time com melhor rendimento no returno, o parlamentar do Oeste do Pará enfatizou que a equipe santarena ganhou em campo o direito de disputar em casa a segunda partida das finais da Taça Estado do Pará, que corresponde ao segundo turno do campeonato paraense.
Alexandre Von lembrou ainda que, por ocasião da Sessão Especial que debateu questões relacionadas ao fortalecimento do esporte no Pará, ao ser questionado por este deputado, o presidente da Federação Paraense de Futebol Antonio Carlos Nunes garantiu a realização dos jogos finais do returno e do Campeonato Paraense de Futebol obedecendo o mando de campo ao time com melhor rendimento.
O deputado santareno afirmou ainda não ter dúvidas da firmeza e dos melhores propósitos da diretoria da Federação Paraense de Futebol, representada pelo presidente Antonio Carlos Nunes e pelo diretor técnico Paulo Romano, no sentido de não permitir qualquer tentativa de descumprimento do regulamento e das decisões emanadas desta entidade, assegurando o direito da equipe do interior do Estado em sediar a segunda e decisiva partida das finais do returno em Santarém.
(Fonte: Assessoria parlamentar)
Professora Gersonita -Nota de condolência e solidariedade
Professora Gersonita deu grande contribuição à história da educação deste educandário, com vínculos até 2007. Criou, há 37 anos, o Festival Folclórico do Colégio Dom Amando, fazendo do folclore e da cultura regional temas transversais à língua portuguesa, disciplina que ministrava com grande zelo e dedicação, bem como estimulou os alunos à criatividade satírica com a Vaca Bolandeira, que desfechava o festival.
Seus ensinamentos permanecem como referência para os ex-alunos, em grande número profissionais bem sucedidos.
Descanse em paz, Profª. Gersonita! Deus a acolha na graça divina!
Santarém, 14 de abril de 2009.
Ir. José Ricardo Kinsman
Dir. Geral
Ormano Queiroz de Sousa
Dir. Pedagógico E. Médio
José Maria Feitosa Maia
Dir. Pedagógico E. Fundamental
Chá de cadeira
Esse é o castigo para quem tem a cara de pau de dizer na Câmara que o restaurante, cuja a verba foi liberada em dezembro de 2005, só ainda não funcionou por falta de cadeiras.
A vereadora pode aproveitar a visita e comprar óleo de peroba nas barraquinhas que vendem erva na feira.
E usá-lo à vontade.
Cosanpa faz reunião amanhã com lideranças de Santarém
Pauta: solução para a crônica falta d'água na cidade, principlamente nos bairros de Nova República e Amparo.
Valéria, teu nome é Geni
Entrevistado por Sinval Ferreira, na Rádio Rural, o prefeito foi questionado do porquê da prefeitura permitir que os comerciantes ocupem irregularmente as calçadas para exposição dos produtos.
Tapajós disse que, apesar do código de postura estar defasado, a fiscalização têm que ser feita pela Seminf.
Fiscalização que Valéria não faz.
Polido, Tapajós aproveitou a deixa para apelar para a consciência dos lojistas. "Quando ocupam as calçadas, os comerciantes estão impedindo os próprios clientes de circularem pelo centro da cidade e se dirijam as suas próprias lojas", ponderou.
Pantera tem dois desfalques
A dupla recebeu o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Águia.
Estudos na Rodovia BR-163 em discussão no Museu Goeldi
A partir desta terça-feira, dia 14, até a quinta-feira,
dia 16, especialistas de instituições de pesquisa da
Amazônia se reúnem no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG),
em Belém (PA), para discutir estratégias de modelagem e
as dinâmicas sócio-ambientais do entorno da Rodovia BR-163,
que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA)e apresentar os
resultados das ações desenvolvidas ao longo do primeiro
ano de execução do Pime, de acordo com os principais eixos
temáticos do projeto, que são "Dinâmicas Sociais",
"Mudanças Ambientais", "Produção Florestal" e "Capacitação".
A manhã do dia 14 foi reservada para a apresentação
dos trabalhos que analisam as dinâmicas sociais da Rodovia
BR-163. Pesquisadores do Inpe e do Goeldi apresentam os
resultados de estudos voltados para as cadeias produtivas e uso
da terra na BR-163.
Fonte: Agência Museu Goeldi
Prazo para replantar reserva legal será de 30 anos
A governadora Ana Júlia Carepa, por meio da Secretaria de
Estado de Meio Ambiente (Sema), encaminha à Assembléia
Legislativa nesta terça-feira(14), para apreciação e
votação, proposta de Projeto de Lei que adequa a
Lei Estadual de Florestas (6.462, de 4 de julho
de 2002) ao Código Florestal Brasileiro.
Na proposta do governo, o prazo para restauração da
Área Reserva Legal(ARL) já degradada, passa a ser de
30 anos, como preconiza a lei maior, o Código Florestal,
e não mais de nove anos, como estabelece a lei estadual.
Essa adequação é vital para o estímulo ao programa
1 Bilhão de Árvores para a Amazônia, que prevê a
recuperação de 1 milhão de hectares de área
degradas com espécies nativas.
A minuta será entregue no gabinete do presidente
da Alepa, Domingos Juvenil, pelo secretário de Meio
Ambiente, Valmir Ortega, e pelo presidente da Federação
da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Carlos Xavier.
Fonte: Agência Pará
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Morre professora Gersonita Carneiro
O corpo será transladado para Santarém amanhã, as 6h30.
O velório será na igreja de São Sebastião.
O enterro de Gersonita está marcado para as 16 horas no cemitério de Nossa Senhora dos Mártires.
PMS promete combate aos mototaxistas clandestinos
Nem seis, nem meia dúzia
O certo mesmo é que nenhuma dessas peças raras possuem votos para a legenda mandar um representante à Câmara Federal pela região do Baixo-Amazonas.
Nas última eleições, por exemplo, Osmando teve minguados 8 mil votos, todo mundo sabe a troco de quê.
Odair, quando se candidatou a deputado federal em 2002, recebeu menos de 4 mil votos.
Então, fica o dito pelo não dito.
Valentina, mentora das emasculações em Altamira, tem crime prescrito
Convocação de concursados da Seduc
A relação dos convocados está disponível no site da Imprensa Oficial do Estado do Pará (www.ioepa.com.br).
Dinheiro no sutiã salva vida de mulher baleada na Bahia
Agência Estado
Foram R$ 150, em notas de R$ 20 e R$ 10, enrolados e guardados dentro do sutiã, que salvaram a dona de casa Ivonete Pereira de Oliveira, de 58 anos, de tiros disparados por dois assaltantes, no ônibus em que estava, em Salvador, na tarde de sábado. No tiroteio, morreu o sargento reformado Luiz Alberto Araújo da Silva, de 52 anos. Um dos assaltantes, ainda não identificado, teria sido atingido na perna, mas conseguiu fugir.
Ivonete, que havia levado o dinheiro escondido justamente para evitar a ação de assaltantes em ônibus - na média, há 5,5 casos do crime por dia na cidade, segundo dados do Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerrc), da Polícia Civil -, foi atingida por um tiro no lado esquerdo do tórax. A bala foi amortecida pelo maço de notas e acabou alojada em seu seio. A passageira, que ia da capital baiana para a cidade vizinha de Lauro de Freitas, onde tem casa de veraneio, passou por cirurgia para a retirada do projétil no Hospital Geral do Estado, na noite de sábado, e já recebeu alta.
De acordo com ela, os assaltantes anunciaram o roubo quando o ônibus passava na frente da sede de praia do Esporte Clube Bahia no bairro da Boca do Rio. Ao avistar o policial, atiraram contra ele. Silva teria conseguido reagir e disparar contra os criminosos antes de desmaiar, no corredor do coletivo. Ele morreu no local e foi enterrado na tarde de ontem. A versão contrasta com a primeira, colhida por policiais no local do crime, que indicavam que o sargento havia lutado com um dos assaltantes e foi baleado pelo outro, sem sacar sua arma. A polícia chegou a deter um suspeito de participação no crime, mas ele não foi reconhecido pelas vítimas.
Concursos para substituir terceirizados no Governo Federal
Sete seleções terão edital lançado até outubro, com a criação de 2.088 vagas aos interessados em ingressar no serviço público.
Na quinta-feira, a Fundação Nacional da Saúde abre inscrições para selecionar 419 aprovados, com salários de até R$ 2.222. Há seleções importantes também em seis ministérios: Educação, Justiça, Desenvolvimento Social, Planejamento, Agricultura e Integração Social.
Em acordo com o Ministério Público do Trabalho, o governo federal vai trocar 12.633 terceirizados por servidores de carreira até dezembro de 2010.
Pantera x Leão: Cartolas prometem briga pelo mando de campo
Segundo os cartolas remistas, a partida de volta tem que ser disputada no Mangueirão, independente de qual equipe tenha feito a melhor campanha no returno. O problema é que ninguém no clube apresentou qualquer argumento ou artigo do regulamento que dê suporte a esta alegação. Por isso, o diretor técnico da FPF, Paulo Romano, confirmou a ordem dos jogos e descartou qualquer virada de mesa.'Cada clube tem seu interesse, mas isso não pode ir contra o que está no regulamento. A Federação está tranquila. O primeiro jogo será em Belém e o segundo em Santarém. Isso está claro desde o começo do campeonato e não tem porque mudar agora', disse Romano.
O técnico Artur Oliveira comprou a briga da diretoria e disse que se o Remo tiver que jogar no 'campo do São Raimundo', o Remo poderá mandar seu jogo no Baenão. 'Vamos jogar onde quisermos jogar', disparou o treinador azulino.
Desfalques - No próximo domingo, o Remo enfrenta o São Raimundo pela partida de ida da decisão da Taça Estado do Pará, no Mangueirão, sem o meia Jaime, que ontem recebeu o terceiro cartão amarelo, e o atacante Marcelo Marciel, expulso no segundo tempo do Re x Pa. O técnico Artur Oliveira, como de costume, não revelou quais serão os escolhidos para ocupar as duas vagas na equipe.
'Isso vai depender dos treinamentos da semana e de como cada atleta vai se comportar daqui até o dia do jogo. Ninguém tem lugar cativo na equipe. Jogador não pode viver do passado. Ele precisa mostrar interesse e qualidade o tempo todo', decretou Artur.
(Fonte: AMAZÔNIA)
Acidentes com motos aumentam 14% em 2009
Repórter
O forte aumento no número de motocicletas aliado a condutores imprudentes são fatores que contribuem para o crescimento de acidentes em Santarém. O Departamento de Trânsito do Estado do Pará - DETRAN registrou aumento de 14,6% em acidentes envolvendo motocicletas na zona urbana do município. De janeiro a fevereiro foram registrados 55 acidentes, cinco a mais do que ano passado, que registrou 48 incidentes.
Acidentes envolvendo motocicletas superaram os acidentes com veículos de passeio que foram reduzidos em 8,1% com registro de 381 ocorrências em janeiro e fevereiro contra 307 em relação ao igual período do ano passado. O Detran registrou nos dois primeiros meses de 2009 um total de 63 acidentes envolvendo diversos tipos de veículos registrando uma pequena redução de 3,1% em relação ao ano passado que fez 5 vítimas fatais. Até fevereiro de deste ano apenas 1 óbito foi registrado o que representa um redução de 80%.
Prefeitura de Santarém perde R$ 2 milhões de receita
Tapajós ressaltou que "de cada 100 mil reais nvestidos pelo PAC a prefeitura precisa investir 10 mil reais do tesouro do município e a cada 1 milhão de reais a prefeitura investe 100 mil reais". Por isso o prefeito afirma se preocupar com a situação financeira do município, considerando essas obrigações que precisam ser cumpridas. "Além disso, o governo do município investe os 25% na educação que é constitucional e ainda 15% aplicados na secretaria da saúde. Só nesses investimentos são aplicados 40% dos recursos do tesouro cumpridos pela Lei de Responsabilidade Fiscal", esclareceu o prefeito.
Apesar do abalo nos recursos do tesouro, Tapajós diz confiar nas medidas que estão sendo anunciadas pelo Governo Federal no sentido de prevenir para que a queda do recurso possa ser reposto de uma outra forma. Mas de acordo com o prefeito, o abalo na arrecadação do tesouro não vai interferir na folha de pagamento dos funcionários que será paga dentro do próprio mês, como vem sido feito.
A conta, por favor
Articulista de O Estado do Tapajós
A Guerra do Vietnam durou cerca de dezesseis anos. Começou em 1959 e só foi terminar em 1975. Apesar de ter acontecido na Ásia e envolver os povos da região, os grandes mentores de tudo foram as grandes potencias de então, os protagonistas da chamada Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética. E ela só terminou em 1975 porque desde a metade dos anos sessenta já se começava a protestar, em quase todo o mundo, contra aquela carnificina. Ficaram marcados na memória, por exemplo, os movimentos pacifistas da geração "hippie" nos Estados Unidos se opondo à eternização daquela barbaridade. E também ficaram gravados na lembrança os muitos episódios de violência e brutalidade cometidos por soldados contra a população civil local. Tornou-se emblemática a célebre e terrível imagem de uma garotinha de uns dez anos de idade correndo nua e queimada por uma daquelas bombas conhecidas como "napalm".
A guerra é sempre a invocação do que há de mais estúpido e primitivo no homem. Ela transforma um cavalheiro num assassino sem limites. Não há refinamento moral, social ou cultural que resista ao poder de destruição da guerra. O mais gentil dos mortais é capaz de praticar o mais hediondo dos gestos sem que se forme uma só ruga em seu semblante. O refinamento conquistado pela civilização ao longo de milênios parece que se dissolve aos poucos como verniz sob a ação de algum tipo de solvente. E mesmo depois que ela termina, o rescaldo leva décadas para ser neutralizado. Cidades destruídas, pessoas mutiladas física e mentalmente, começam a surgir os neuróticos e psicóticos que consomem o resto de suas vidas atormentados e atormentando. A reconstrução é penosa, dolorosa. A Guerra do Vietnam certamente não foi a mais longa delas, mas talvez tenha sido a primeira a ser transmitida ao mundo quase em tempo real. Foram dezesseis anos. Mais de uma geração nasceu ou havia nascido recentemente quando ela começou. Portanto, essas gerações deram seus primeiros passos, proferiram suas primeiras palavras, aprenderam as primeiras lições, viveram sua infância, adolescência e chegaram quase à idade adulta sob os efeitos e horrores da guerra. É bem provável que muitos desses representantes da era Vietnam nem consigam entender a vida sem a guerra, não tenham recursos para compreender o que seja a paz. Afinal, a natureza provê animais e plantas de uma grande capacidade de se adaptar para tentar preservar as espécies. O grande problema é que criaturas assim adaptadas vão se proliferar, se multiplicar e, é claro, produzir espécimes semelhantes.
Nós, aqui deste lado dos trópicos, nunca tivemos guerras. Em compensação já é quase histórica a nossa submissão aos grilhões da corrupção e da violação dos preceitos éticos e morais. Isso não é privilégio da classe política como querem alguns, mas ela se esmera e se destaca nesse particular. Nas últimas semanas a imprensa tem, reiteradamente, trazido à tona uma quantidade incalculável de desmandos cometidos dentro do Congresso Nacional. Começando com a ressuscitação e re-energização de criaturas que já deveriam ter sido colocadas em algum museu de horrores, até a descoberta de um inchaço sem precedentes no corpo de funcionários das duas casas, o cenário que tem sido mostrado deveria provocar a mais profunda das indignações. Pior do que o conteúdo são as explicações que traduzem a completa ausência de um mínimo de pudor pelo que acontece.
Mas, como os poderes da república disputam acirradamente essa desonrosa posição de destaque na mídia, o legislativo sofre concorrência incansável do executivo que tem se esmerado para não ficar para trás. A transformação desbragada do governo federal em palanque eleitoral mesmo quase dois anos antes do pleito, a impudica auto-proclamação baseada em méritos alheios, a farsa das inaugurações de pedras fundamentais, as promessas marotamente mirabolantes, os comentários e atitudes em relação à crise internacional tem sido de uma irresponsabilidade e desrespeito que superam qualquer expectativa.
Enquanto isso tudo acontece e vai consumindo as energias do país, que papel tem desempenhado o principal interessado e vítima dos desmandos, a sociedade? Praticamente nenhum. O cidadão comum assiste a tudo como se não fosse de sua conta. E é exatamente da sua conta que saem os recursos para sustentar o espetáculo mambembe que vem sendo representado há décadas. O individuo prefere não se incomodar com a falta de honestidade, de princípios éticos e morais. Em vez disso, assume uma posição permissiva e, no mais das vezes, interesseira. Explícita ou implicitamente, apóia a corrupção fechando os olhos para ela, sendo condescendente, passando a mão na cabeça e concluindo que isso é assim mesmo. Em outras palavras, o cidadão brasileiro se tornou uma versão tropical daquele vietnamita infeliz que nasceu e cresceu no meio da guerra e que só conhece a ela como parâmetro. Os brasileiros e brasileiras de muitas gerações não sabem o que é viver numa sociedade honesta, ética e respeitosa. A cada eleição, o brasileiro se entrincheira ao lado dos mesmos piratas de sempre e, em troca de alguma coisinha ou, o que é ainda pior, da promessa de alguma coisinha, entrega o seu voto e os re-elege. Depois vai ao bar comemorar a vitória do seu representante e viver mais um mandato com as sobras do banquete em que o seu eleito vai se fartar. Tudo para que, nas próximas eleições a cena se repita.
Dizem que somos um povo criativo. É verdade. Nós temos conseguido criar, aqui do outro lado do mundo, a nossa versão tupiniquim da Guerra do Vietnam. Sem napalm, mas com muita fome. Sem as minas explodindo sob os pés dos soldados e os mandando aos ares, mas com um sistema de saúde e de educação absolutamente deteriorados e inoperantes. Sem tantos estupros, mas com a mesma violação ao respeito e à dignidade humanos. E, tal lá como cá, tudo parecendo ser muito normal, cômoda e fatalmente natural. Só é bom lembrar que tudo, sem exceção, tem um preço.
A Guerra do Vietnam deixou mais de um milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. Arrasou campos agrícolas, destruiu casas e provocou prejuízos econômicos gravíssimos no Vietnã. De quanto, exatamente, já é a nossa conta? Quanto já estamos pagando e quanto ainda vamos pagar? Talvez fosse bom começar a pensar no valor porque uma outra coisa é certa: na conta de quem essa conta é debitada. Exatamente na conta de quem acha que isso não é da sua conta.
Caronas fazem a festa no Barbalhão, de novo
Destes, cerca de 250 estavam trabalhando, incluindo ai os 150 PM's destacados para a segurança no estádio.
Primeiro jogo marcado para Belém
PM apreende 8 kg de maconha na rodoviária de Santarém

O núcleo regional de inteligência da Polícia Militar do Pará realizou no domingo (12), por volta de meio dia, na estação rodoviária de Santarém, a apreensão de aproximadamente oito quilos de maconha prensada. A droga estava dentro de uma bolsa que chegou em um ônibus como encomenda para um destinatário de Santarém.
Os policiais do núcleo de inteligência através de investigações chegaram até o material entorpecente, mas não conseguiram efetuar a prisão da pessoa que receberia a droga.
A polícia trabalha agora para descobrir de qual cidade a droga partiu, qual seria o destino e quem são as pessoas envolvidas com o tráfico.
O material foi apresentado na delegacia da Polícia Federal de Santarém logo depois da apreensão.
domingo, 12 de abril de 2009
São Raimundo x Clube do Remo: os jogos da final do segundo turno
São Raimundo e Clube do Remo jogam domingo a primeira partida da decisão.
A FPF ainda não definiu o local do primeiro jogo.
São Raimundo 3 x 2 Águia
São Raimundo x Águia - Começa o jogo
Destaques das revistas semanais
VEJA
Capa - Vestibular : vai mudar tudo, menos o mérito * Por que as empreiteiras doam tanto * Entrevista: Víctor Hugo Cárdenas - “O índio sou eu” * Royalties sob suspeita * Para que serve o BB? * Sonegar é roubar * Maluf, um clássico* O que virá depois do dólar
* Quanto mais caro, melhor: o cerco total aos fumantes
ÉPOCA
Capa – Reportagem: Cotas para quê? O que muda no vestibular * “Esse é o cara” * O risco da dívida pública * Entrevista:Drauzio Varella: “Não faltam doadores, faltam médicos” * O Banco é do Brasil ou de Lula? * Grupo é suspeito de ganhar licitações ilegalmente * Uma nova ordem global? * Raúl Alfonsín - Um herói da democracia e da integração da América do Sul
EXAME
Capa - O país de Elias. E o país de Jodinaldo
* Para onde vai o dinheiro do consumidor * Para entender a classe C * Crise nova, velhas práticas * Está ruim… e pode piorar * A fatura vem agora * Um arranhão na aposentadoria * O preço de um escândalo * 1 trilhão de dólares bastarão?
CARTA CAPITAL
Capa - Favelas no paredão * O rival de Mendes é cassado * A agenda antiecológica avança* Os donos do poder e sua mídia * O dono do Senado * Ruídos na torre de controle * Vantagens dos consórcios privados * Por que privatizar? * A fase do bisturi * Gambiarra global * Pílulas da longevidade
ISTOÉ
Capa - Reportagem: Sexo cada vez mais cedo * Os novos passos de Delúbio * Conflito na educação * Senado: “Cobrem do Heráclito” * O empresário, a política e o ataque * As lições de um golpe * “Lula é o cara!” * Fujimori condenado a 25 anos de prisão * Um palanque para Protógenes * Entrevista: José Carlos Araújo - “Não sou a palmatória do mundo” * Meio Ambiente: O Efeito La Niña
ISTOÉ Dinheiro
Capa - Poder * A coroação de Lula no G-20 * TCU,a caixa-preta * O mesmo tango, o mesmo culpado * Entrevista: Thomas Besson - “Brasil e China são a saída para as montadoras” * Uma empresa dividida * Madoff brasileiro * Os banqueiros que Lula não vê
São Raimundo x Águia - os times
SÃO RAIMUNDO- Labilá; Hugo Deleon, Preto Marabá, Filho e João Pedro; Marabá, Marcelo Pitibú, Luís Carlos Trindade e Michel; Hélcio e Garrinchinha.
Treinador: Valter Lima.
AGUIA- Ângelo; Magrão, Adriano e Darlan e Marcondes; Sinézio, Analdo, Marabá, Flamel ; Felipe Mamão e Aleilson.
Treinador: João Galvão.
Cambista devolve ingressos
Lúcio Flávio Pinto: As novas circunstâncias na vida de Jader Barbalho
O deputado federal Jader Barbalho pode estar abusando: da sorte e das circunstâncias. A sensação de onipotência pode levar a um senso de irrealidade. Induz ao erro, às vezes fatal. Mas talvez o líder do PMDB se ache em condições de se expor a todas as sortes e circunstâncias. Afinal, se elegeu duas vezes seguidas deputado federal, com as maiores votações já registradas na história do Pará para esse cargo. E ainda sobraram votos para sua ex-esposa, Elcione Barbalho, retomar o seu lugar na Câmara Federal, depois de sido eleita vereadora de Belém em 2004.
Jader também foi o pêndulo das duas últimas eleições para o governo do Estado: ganhou quem ficou ao seu lado. Conseguiu ainda colocar o filho na prefeitura do segundo mais populoso município do Estado. E suas empresas de comunicação quebraram a plena hegemonia do grupo Liberal, dividindo o mercado (e a influência sobre a opinião pública) como nunca nas últimas três décadas.
Essas conquistas se consolidaram depois que Jader foi preso, foi exibido algemado pela Polícia Federal e ficou durante 11 horas trancado numa cela, acusado de desviar dinheiro público para enriquecimento pessoal ilícito, logo em seguida a uma dupla demissão desonrosa (da presidência do Senado e do mandato de senador). Num intervalo de apenas sete meses, em 2001, seu desempenho pode ser comparado ao renascimento da fênix: as glórias após as cinzas.
Talvez impulsionado por esses resultados, ele pode estar dando um novo passo na sua vida. Seu segundo casamento parece chegar ao fim, 15 anos depois de iniciá-lo com a sobrinha de sua ex-primeira esposa, em meio a um novo relacionamento amoroso, que ainda não se sabe se culminará em um terceiro casamento ou será fugaz. Desta vez, a relação é com uma mulher em pleno início de uma promissora carreira política. É Simone Maria Morgado Ferreira, que conseguiu se eleger vereadora de Bragança, em 2004, com 1.083 votos, a 5ª mais bem colocada.
Até então, sua maior façanha foi ser rainha das rainhas do carnaval em 1988, como representante do Clube de Engenharia. A promoção é do grupo Liberal – por ironia, o maior inimigo de Jader Barbalho. É também sobrinha do vereador Gervásio Morgado, muito ligado aos Maiorana. Mas não era apenas uma patricinha: formada em economia, passou com destaque em concurso público para auditora fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado. Casou e, aos 37 ou 38 anos, tem três filhos.
Dois anos depois de assumir a Câmara Municipal de Bragança, Simone conseguiu dar um novo salto, sem concluir seu primeiro mandato: com 21.260 votos, garantiu o penúltimo lugar na bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado. Parte dessa vitória já foi devido ao apoio de Jader, ao lado de quem ela passou a ser vista com certa constância. Os murmúrios, comentários e boatos se tornaram inevitáveis. Simone, porém, se empenhava no legislativo em mostrar que não é apenas um apêndice do líder maior, como foi também o esforço da segunda esposa de Jader.
Márcia Cristina Zahluth Centeno precisou superar a reação inicial, na sociedade e nas famílias próximas, provocada pela sua ligação ao marido de sua tia, 19 anos mais velho. O romace pôs fim a um casamento de 24 anos, que parecia resistente aos desafios, o de Jader com Elcione. Os dois têm a mesma idade (agora, 64 anos), nasceram até no mesmo mês, de outubro, namoraram desde cedo, casaram logo e foram companheiros inseparáveis desde que Jader entrou na política, em 1966, se elegendo vereador de Belém. Mas o marido preferiu iniciar, em 1994, nova vida com a menina que fora dama de honra do seu casamento. Concluiu a separação de Elcione em 1996 e se casou com Márcia no ano seguinte.
Depois desse primeiro estigma, atraindo-lhe a ira da tia, que rompeu as relações com a própria irmã, mãe da desafeta, Márcia enfrentou outro: o furacão desencadeado pela descoberta de fraudes na Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), a partir do momento de que outro amigo de juventude de Jader, José Arthur Guedes Tourinho, foi colocado no cargo. Um projeto do qual Márcia era uma das donas, para criação de rãs em Icoaraci, aprovado em 1989, antes da sua ligação com Jader, teria sido beneficiado ilicitamente com liberações de recursos dos incentivos fiscais.
A denúncia correu mundo como verdadeira, independentemente do fato de que não foi suficientemente comprovada pelos acusadores. Essa denúncia não causou danos diretos a ela, mas por várias outras Jader teve que abrir mão da presidência do Senado, renunciado ao mandato, foi processado, preso e humilhado publicamente. Parecia que sua carreira política chegaria ao fim.
Ele, porém, não amargou nem sequer um semestre de exílio: em 2002 decidiu disputar novamente um lugar na Câmara Federal, para o qual foi eleito pela primeira vez em 1974, cumprindo dois mandatos, até 1982, quando se elegeu pela primeira vez governador do Estado. Voltou como um dos deputados federais com mais votos em todo país em 2002. E renovou o mandato em 2006.
O que planeja Jader Fontenelle Barbalho para 2010? A brusca mudança na sua vida pode ser um movimento apenas pessoal, por parte de quem se ligou sentimentalmente a outra mulher e viu esse relacionamento precipitar as conseqüências (as fontes dizem que a iniciativa da separação foi de Márcia, ao confirmar pessoalmente o romance do marido, sobre o qual até então apenas tivera notícias; Jader teve que alugar um apartamento para morar).
À parte essa dimensão do novo acontecimento, que não é exatamente recente, o fato de que, pela primeira vez, o ex-governador tem ligação com uma política em plena carreira, pode significar que ele pretende para Simone Morgado planos semelhantes (ou até maiores) do que os que foram reservados para Elcione, num esquema de constituição de uma dinastia política mais duradoura?
Sua primeira mulher esteve à beira de subir um estágio acima do cargo político proporcional. Elcione disputou uma vaga no Senado e está convencida (como Jader) de que só não a conseguiu porque o PT não cumpriu o compromisso assumido – mais com ela, que sempre apoiou as iniciativas do partido, do que com o ex-marido, reticente nessa relação. À última hora, os petistas desviaram votos que deviam ter ido para Elcione, causando-lhe a maior derrota eleitoral da sua carreira (Duciomar Costa é que foi eleito). Ela precisou recomeçar dois anos depois como vereadora de Belém, para em seguida voltar à Câmara Federal, para o terceiro mandato.
Significa que Elcione poderá desenvolver sua trajetória política independentemente de Jader? Provavelmente, não. De certeza, o que se tem, 15 anos depois do fim do seu casamento, é que ela não deverá tratar o ex-marido como inimigo, por mais que suas feridas não tenham cicatrizado de todo. Por causa da família, dos negócios e da própria política, os dois parecem condenados a manter a parceria. A dúvida, agora, é saber como se comportará Márcia Centeno Barbalho, com quem Jader tem dois filhos. O esquema será o mesmo que vigorou com Elcione, conciliando todos os interesses do antigo casal, através do entendimento, ou a ruptura será conflituosa e deverá se desdobrar em novos litígios?
Márcia nunca foi seduzida pelo percurso político, nem abriu mão de sua independência econômica. Pelo contrário: ela assumiu a condução das fazendas que já eram de Jader e atualmente constrói uma autêntica mansão num dos condomínios exclusivos na área metropolitana de Belém. Por isso, contrariando as expectativas, a iniciativa do rompimento foi dela. Talvez pensando em poder retomar sua vida com mais naturalidade e menos pontos de atrito.
De um modo ou de outro, ela conseguiu se manter à sombra e à margem da tumultuada vida pública do marido. O que vai responder por sua atitude a partir de agora é mais a dimensão íntima da sua história recente com Jader Barbalho. Quando esse aspecto tem um peso ponderável, os franceses, especialistas no assunto, recomendam: chercher la femme. É o caso.
São Raimundo x Águia
São Raimundo joga pelo empate contra o Águia de Marabá.
O blog vai acompanhar a partida em cima do lance.
Bom domingo e até mais tarde.
Cria e criador
Long time
Vai ficar lá na capital federal até que o STF julgue a açã cautelar com a qual espera retornar à prefeitura de Santarém.
As despesas com aluguel estariam sendo bancadas pelo Partido dos Trabalhadores.
Polícia vai reprimir cambistas
Quem form pego revendendo ingresso às proximidades do Barbalhão, vai ser detido e levado para a delegacia de polícia.
É anotar para conferir depois se isso não é apenas mais uma bravata.
sábado, 11 de abril de 2009
São Raimundo tem defesa menos vazada
Agora os defensores da Pantera partem para o jogo que pode definir o futuro do clube no Parazão.
E se a pressão por um resultado positivo é grande jogando dentro do Barbalhão, diante do seu torcedor, qualquer vacilo pode significar desclassificação prematura da Taça Estado do Pará.
Compacta e entrosada, a defensiva do alvinegro tem a segunda defesa menos vazada no Estadual ao lado do Clube do Remo, com apenas 21 gols sofridos em 17 jogos. A média é elogiável: apenas 1,23 gol por partida. A maior goleada sofrida pela defesa do time santareno foi no primeiro turno, ambas pelo Paysandu: 3 a 0 na sexta rodada e o mesmo placar pela primeira partida da final da Taça Cidade de Belém.
Agora a história é outra. Os elogios são frutos do bom posicionamento da retaguarda da Pantera, graças aos zagueiros Preto Marabá, Filho e do volante Marabá, que de vez em quando dá uma recuada para o setor.
Os jogadores garantem a despreocupação do técnico Válter Lima. Os volantes Cléberton e Marcelo Pitbull, além do goleiro Labilá, também contribuem para o sucesso da retaguarda. (Fonte: Diário do Pará)
Reforma da rodovia BR-163 terá que respeitar meio ambiente
| Depois de 33 anos, o Exército volta à rodovia BR-163, que liga Cuiabá, em Mato Grosso, a Santarém, no Pará. A missão deles é terminar o asfaltamento da rodovia, que está em péssimas condições. Para dar conta da tarefa, os militares foram buscar ajuda de quem participou da primeira etapa da construção da estrada, na década de 1970. “Eu esperava que esse asfalto tivesse saído na época em que nós fizemos a BR, porque deixamos tudo no jeito quase só para asfaltar”, afirma Fernando Pedroso da Silva, coordenador de pessoal de campo. Mas o asfalto só chegou a pouco de mais de 700 dos quase 1.800 quilômetros da rodovia. Três décadas depois, o manual de construção para a Amazônia é outro. As árvores devem ser preservadas. A área aberta para o trânsito dos caminhões terá de ser reflorestada. Outra preocupação de hoje, em que a preservação do meio ambiente é prioridade, é garantir condições para que os animais possam atravessar a estrada sem correr risco de morte. Para isso vão ser construídos corredores por baixo da rodovia. O maior desafio, contudo, não é proteger a travessia de animais. O mais difícil será conter a voracidade do homem. O apetite dos desmatadores foi sentido assim que o Ministério do Meio Ambiente deu o sinal verde para o asfalto. “Desde a licença prévia da BR-163, em 2005, até hoje, triplicou o desmatamento da região, e isso antes do asfalto”, relata o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Ele admite que faltou fiscalização, e sabe que o asfalto vai atrair mais gente. A previsão é de que a população na área de influência da BR 163, cresça dos atuais 2,1 milhões para 2,9 milhões de pessoas até 2015. “A única possibilidade de defender o bioma amazônico é instalar a legalidade ambiental com planejamento”, afirma Minc. Há dois anos, a lei determina que quase metade da região não pode ser modificada. São unidades de conservação, terras indígenas e áreas do Ministério da Defesa. Terras hoje ocupadas pela agricultura e pecuária devem ser regularizadas, sem expansão. Colaboração de empresários “Não faz nenhum sentido para a pecuária derrubar um hectare a mais. E para a área de produção de grãos, nós não precisamos avançar o bioma amazônico, ao contrário, ele nem é adequado”, defende o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. O equilíbrio da Amazônia depende também da colaboração dos empresários, que devem dizer “não” para quem produz carne e madeira ilegal. Pessoas que saibam valorizar esforços como o das mulheres da Floresta Nacional do Tapajós, no Pará. Há dez anos, elas transformam o látex extraído das seringueiras em bolsas. “A gente vende para os turistas, para a fábrica, para São Paulo. Já foi também para o Rio, Inglaterra, França...”, comemora Elgesi Alves Dias, costureira da comunidade da Floresta de Tapajós. Na Flona Tapajós estão oito mil pessoas. Enquanto isso, na Floresta Nacional do Jamanxim, criada pelo governo há três anos, só há dois funcionários para tomar conta de uma área de 1,3 milhão de hectares, o equivalente a metade do estado de Alagoas. A falta de apoio também compromete dezenas de assentamentos. No trecho de 113 km em que a Transamazônica coincide com a BR-163, a natureza foi devastada. Pequenas comunidades estão em processo de extinção por falta de assistência. Uma fábrica de farinha, por exemplo, foi doada à comunidade São Francisco pelo governo do Pará em 1994, mas os colonos só tiveram dinheiro para fazê-la funcionar em novembro de 2008, 14 anos depois. Na longa espera pelo asfalto, o próprio representante do Ibama no município de Sinop, em Mato Grosso, alerta: o estado tem que estar presente. 'Que a sustentabilidade seja uma opção concreta e real para as pessoas, não seja só a degradação da floresta através da pecuária e da soja. E isso, sem a presença do estado, sem a fiscalização, é impossível”. (Fonte: Globo Amazônia) |
Arapongagem na base de foguetes
TIAGO PARIZ, RICARDO BRITO E MIRELLA D´ELIA
Correio
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| Militar en frente aos destroços do veículo lançador de satélites, que explodiu em agosto de 2003 e matou 21 pessoas, em Alcântara |
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Boias de captação de dados sigilosos instaladas em locais suspeitos e comunidades de quilombolas com conhecimento técnico e específico sobre lançamento de foguetes espaciais. Num mercado que gira US$ 1 bilhão por ano e já foi expressão da corrida tecnológica na Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia, a sombra de espionagem é cada vez maior. Com esse roteiro na cabeça, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) garante ter coletado indícios de que a Base de Alcântara, no Maranhão, foi espionada por franceses.
No Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), há uma base militar e uma área reservada à Alcântara Cyclone Space, uma empresa binacional Brasil-Ucrânia, comandada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, filiado ao PSB. Próximo da costa, foram encontradas, em outubro do ano passado, as boias que carregavam equipamentos de telemetria capazes de captar e enviar dados à distância. Foi a terceira vez. Como a disputa entre os países é a cada centímetro pela capacidade de possuir tecnologia própria para colocar satélites em órbita, os arapongas concluíram, preliminarmente, que esses equipamentos estavam sendo monitorados “possivelmente por um grupo de franceses”, segundo fontes do setor que leram o documento da Abin.
As boias são de fabricação japonesa e espanhola. Elas transmitem dados via satélite e por ondas VHF e UHF. Uma das pessoas que teve acesso ao informe da Abin foi Roberto Amaral. Ele teve conhecimento dos dados da espionagem durante uma reunião no começo de março. Procurado pelo Correio, Amaral negou o encontro e a informação recebida. Como há toda uma trama internacional, o governo brasileiro trata o assunto com a máxima delicadeza. O documento da Abin não faz qualquer menção a governos, mas a grupos.
Os militares brasileiros vendem a Base de Alcântara como o local mais adequado para se lançar um foguete, por estar mais próxima da Linha do Equador, mais ainda do que a Guiana Francesa, onde está instalada a Agência Especial Europeia. Quanto mais próximo da linha que divide a Terra em duas metades, menos combustível o veículo gasta para chegar ao espaço por percorrer uma distância menor. O governo brasileiro estima que se possa economizar até 30% do valor de colocar um satélite em órbita quando a base estiver funcionando. No papel, então, há uma clara competição entre Alcântara e a Agência Espacial Europeia. Por isso, o cuidado extra do setor de inteligência e dos militares.
A sombra da espionagem ronda o CLA desde a explosão, em agosto de 2003, do terceiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites (VLS), que matou 21 pessoas. Jamais se provou nada e o episódio ficou creditado a uma fatalidade. O fracasso com o VLS foi um baque para o governo, que patina nas tentativas de retomar o programa espacial. A Cyclone espera lançar seu primeiro foguete em julho do ano que vem. O problema é que esse cronograma já foi atrasado diversas vezes por uma disputa de terras com os quilombolas.
No fim do ano passado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu o direito dos quilombolas a 65% do território do município de Alcântara, de 115 mil hectares. A suspeita apurada pelos arapongas é a de que organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na defesa dos direitos das comunidades negras venham recebendo nos últimos anos contribuições de entidades estrangeiras para emperrar propositadamente o programa espacial. Os serviços de inteligência do Exército e da Aeronáutica também investigam essa suposta sabotagem financeira.
“Sabotagem”
Funcionários do serviço espacial brasileiro relatam que alguns líderes das comunidades demonstram conhecimento sobre técnicas de lançamento de foguetes além do esperado para pessoas humildes. Servidores da Abin infiltrados na região estranharam o incomum conhecimento de algumas lideranças quilombolas sobre detalhes técnicos do programa espacial brasileiro. Os arapongas descobriram ainda que o líder de uma das comunidades da região vive na Praia do Calhau, o famoso ponto turístico de São Luís, distante 50km de Alcântara.
Em fevereiro de 2008, os quilombolas bloquearam as estradas de acesso à Base de Alcântara, expulsaram técnicos e apreenderam as máquinas e isso causou um prejuízo ao cronograma de lançamento do foguete brasileiro ucraniano, segundo o diretor-geral da Cyclone. Houve uma negociação com os quilombolas e Amaral. “Hoje, temos uma excelente relação com os quilombolas. Antes não considerávamos a importância deles. Eu tinha que ter tido competência para saber que o bom relacionamento com a comunidade ia pesar”, afirmou Amaral. A Cyclone espera lançar o primeiro foguete em julho de 2010.
Vaias e aplausos suspeitos em Itaituba
Aplausos para uns, vaias para outros.
Mas não pense que são grupos antagônicos que dão esse tipo de show.
O mesmo grupo vaia e aplaude.
Durante a inauguração do Linhão, antes do show da Roberta Miranda, em 2000, um grupo aplaudia o então governador Almir Gabriel. A mesma claque vaiava o então prefeito Edilson Botelho.
Na semana passada, os que vaiaram a governadora Ana Júlia são os mesmos que aplaudiram o vice-governador Odair Corrêa.


