quarta-feira, 8 de julho de 2009

Líderes de rebelião em Cucurunã são transferidos para Belém

Doze detentos que cumpriam pena no Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura, em Santarém, oeste paraense, foram transferidos para Belém no final da tarde de terça-feira (7).

Por volta das 18h, um ônibus da Polícia Militar, escoltado por uma viatura, fez a transferência dos presos. De lá, o comboio seguiu direto para o Aeroporto de Santarém.

Os dois detentos apontados como líderes da rebelião do final de semana também foram transferidos. Eles estavam presos desde fevereiro na casa penal. A dupla responde pelos crimes de formação de quadrilha e assalto a banco nos estados de Tocantins, Amazonas e Pará.

Os outros dez detentos são acusados de participação no motim, que durou aproximadamente 24 horas. Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Susipe em Belém, a transferência faz parte da segurança do sistema e tem o objetivo de evitar que ocorram problemas envolvendo outros detentos.

Os presos embarcaram em um jato fretado. O embarque ocorreu na área de uma empresa particular.


Redação Portal ORM

Sebastião encanta paulistanos com as cordas do Tapajós

Paulo Cidmil:

Acompanhei o lançamento do CD “Cordas do Tapajós” de Sebastião Tapajós, em São Paulo.

Tive o prazer de assistir os shows no SESC Pompéia e SESC Santana na cidade de São Paulo e, no domingo, o do SESC Santos, na cidade de Santos.

Realizei o registro desses shows e das entrevistas que Sebastião concedeu para Radio Cultura, onde participou de diversos programas.

Foi realmente um acontecimento maravilhoso, que todos devemos nos orgulhar. Sebastião fez um trabalho dedicado a Santarém e lançou dois novos valores de nossa musica, Derek e Kaila, que surpreenderam o público COM TÉCNICA, VIRTUOSISMO E MUITA EMOÇÃO. Vindo de Sebastião Tapajós não poderíamos esperar menos.

É importante dizer que dos 5 espetáculos 3 foram com casas lotadas por um público quase que exclusivamente paulista e paulistano, que pediu bis e saiu dos teatros em estado de êxtase.

Envio os links para que os freqüentadores do blog possam constatar a performance de nossos artistas.

http://www.youtube.com/user/cidmil

http://www.youtube.com/watch?v=abNSYYz27ME

Bom lembrar que bons equipamentos e técnicos qualificados são fundamentais para esse excelente espetáculo.


Empresa do pai do secretário de meio ambiente aterra praia

Santarém é mesmo uma terra de ninguém.
O empresário Paulo Corrêa, pai do secretário de meio ambiente de Santarém, o também empresário Marcelo Corrêa, está aterrando a praia no final da travessa São Cristóvão, área tomada na marra do patrimônio público para servir de porto particular da empresa Marques & Pinto Navegação.
Os moradores da redondeza estão revoltados com a inércia do poder público.
Os prejudicados denunciaram as reiteradas agressões ao meio ambiente ao juiz da fazenda estadual, que remeteu o documento ao promotor Raimundo Brasil, que desde o dia 27 de junho ainda não tomou nehuma providência legal sobre o caso.
Ao lado da praia aterrada fica localizado o terreno onde a prefeita Maria do Carmo prometeu construir a praça Candura da Prainha.

Atleta deve beber cerveja todo dia

Além de matar a sede e relaxar, a cerveja ajuda na recuperação após a prática esportiva. A afirmação é do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, que apresentou um estudo defendendo o consumo moderado da cerveja para os atletas como fonte de hidratação diária. O estudo “Idoneidade da cerveja na recuperação do metabolismo dos desportistas”, apresentado nesta terça-feira, foi baseado em relatórios e pesquisas de especialistas em medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Granada com o aval do CSIC.

Segundo o documento, os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares. A tese é defendida pelo cardiologista e ex- jogador de basquete da seleção espanhola, Juan Antonio Corbalán, medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (1984). O estudo foi realizado em dois anos e recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja (ou de 20g a 24g de álcool) para homens e duas para mulheres (10g a 12g) por dia; volume que os autores do relatório definem como moderada.

Cerveja ou suco de laranja

De acordo com os pesquisadores, a cerveja contém 95% de água e é a bebida alcoólica com menor gradação (5% em média). Uma tulipa de 200 ml possui 90 calorias, o mesmo que um copo de suco de laranja. Para chegar a essa conclusão de consumo na dieta de desportistas, os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h. Além disso, todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo.

Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35º, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação. Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.

”Tão boa quanto água” – A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água. Os cientistas usaram parâmetros indicativos como: composição corporal, inflamatórios, imunológicos, endócrino-metabólicos e psico-cognitivos (coordenação, atenção, campo visual, tempos de percepção-reação, entre outros) para comprovar que o álcool não afetava a atividade de hidratação.

O estudo destaca ainda que a cerveja contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes. Mas apesar desta defesa do consumo da cerveja, os pesquisadores espanhóis afirmam que o consumo nunca deve passar da moderação, porque o excesso de álcool não se metaboliza e, por isso, afeta o sistema nervoso central. No caso dos desportistas a recomendação do relatório é beber durante as refeições. Nunca momentos antes de praticar exercícios nem logo depois. O intervalo indicado para a cervejinha da hidratação é de duas horas antes ou depois de suar.

(Da BBC Brasil)

Desembargador Milton Nobre aprovado pela Senado para o CNJ

O plenário do Senado aprovou, na noite de terça-feira (7), os nomes dos novos conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Depois de quase um mês sem 11 de seus membros, o CNJ poderá voltar a funcionar a partir desta semana.

Na sessão plenária desta terça, todos os 11 indicados e aprovados após sabatina da Comissão de Constituição e Justiça da Casa tiveram suas as indicações referendadas pelos senadores.

Os novos conselheiros são o ministro Ives Gandra Martins, os desembargadores Leomar Barros Amorim de Souza e Milton Augusto de Brito Nobre, os juízes Paulo de Tarso Tamburini Souza, Morgana de Almeida Richa, Nelson Tomaz Braga e Walter Nunes da Silva Júnior, além do procurador José Adônis Callou de Araújo Sá, do promotor Felipe Locke Cavalcanti e dos advogados Jorge Hélio Chaves de Oliveira e Jefferson Luis Kraychychyn.

Publicada lei que obriga proteção a eixo de motor de barcos

O governo federal publicou ontem, no Diário Oficial da União, a Lei 11.970, que obriga os donos de embarcações a usar a proteção no motor, eixo e partes móveis de seus veículos. A nova legislação, sancionada pelo vice-presidente José Alencar, altera a Lei 9.537, de 1997, a qual dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição nacional, porém sem atentar a acidentes, como o escalpelamento e o desenluvamento, decorrentes da falta de proteção do equipamento.

Segundo o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Sarapó, o médico Cláudio Brito, desde a década de 1970, só no Pará, são registrados pelo menos dois casos por mês. “Se fizermos um cálculo, hoje devem haver cerca de 2 mil vítimas desse acidente”, comenta.

Para o médico, a norma soma-se a outra já existente no Pará, resultante de uma luta antiga por causa dos inúmeros casos registrados no Estado, cujas vítimas principais são mulheres e crianças.

Agora, a luta das organizações é para que de fato a legislação seja respeitada e o quanto antes sejam instalados os equipamentos de proteção dos motores nas embarcações. Segundo o presidente da ONG Sarapó, por meio de uma parceria com a Marinha do Brasil este mês, entre 24 e 26 de junho, serão entregues nas regiões ribeirinhas 200 equipamentos de proteção para proprietários de embarcações registradas no órgão. “Esse é só o primeiro momento e esperamos ultrapassar essas 200 embarcações, fazendo novos cadastros e sempre com o apoio da Marinha, que também é nossa parceira junto aos empresários”, declara.

Prefeitura de Óbidos é acusada de invasão e furto a emissora de televisão

As instalações da Rádio e TV Atalaia, no município de Óbidos, foi invadida por desconhecidos que romperam o cercado do terreno e furtaram os chamados “radiais” da torre de transmissão, que consistem em mais de 120 fios de cobre, com mais de 90 metros de extensão.

A diretoria da Rádio e TV Atalaia denuncia que as pessoas responsáveis pelos atos acima estariam ligadas ao prefeito de Óbidos, Jaime Silva (PTB), reeleito no último pleito municipal. Tal relação foi feita por conta da divulgação de acusações por parte da prefeitura, através de alto-falantes pela cidade, de que a emissora estaria inadimplente com o município e que não possuía escritura do terreno onde se encontram as instalações da torre. A própria direção da rádio apresentou cópia autenticada da escritura do terreno, registrada em cartório e autenticada.

VINGANÇA

Ainda segundo a direção da empresa, toda esta situação foi gerada pelo fato de, no ano passado, tanto a Rádio quanto a TV Atalaia terem divulgado o flagrante realizado pela Justiça Eleitoral, onde o prefeito Jaime Silva comprava votos da população, distribuindo combustível.

O prefeito de Óbidos, Jaime Silva, nega qualquer relação com a invasão do terreno e subseqüente furto de material. Ainda segundo o prefeito, outras duas áreas particulares do município foram invadidas no mesmo período.

Ele acredita que estes episódios tenham ocorrido pelo aumento do contingente populacional de Óbidos, em decorrência dos alagamentos das cidades vizinhas, o que teria propiciado o aumento do índice de furtos e invasão de áreas ociosas.

Quanto à inadimplência e dívidas referentes a impostos e outras taxas por conta da Rádio e TV Atalaia, Jaime Silva confirma a existência, mas nega que o assunto tenha sido exposto em altos-falantes ou qualquer outro meio.
(Diário do Pará)

Círio de Nazaré há 107 anos

Lúcio Flávio Pinto

Belém - Havia seis bandas de música no cortejo da procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em 1902. E numerosas embarcações, que traduziam a importância dos rios para os participantes da manifestação. A descrição dos componentes do ato revela uma ligação mais forte com a realidade do fiel de então. O cortejo obedecia com rigor à seguinte ordem: carro precursor, corpo de cavalaria da Brigada Militar (com vários clarins), banda de música da mesma brigada, anjo São João Batista, diversas filas de marujos, banda de música do 47º Batalhão de Caçadores, escaler São João Batista (conduzido por vários marujos), banda de música União Operária, navio Floriano (com marujos), canoa Chiquinha (com pequenos marujos), canoa Esperança, canoa Rainha das Flores, canoa Santo Antonio, barco Arara, vapor Armando, Dom Fuas Roupinho, carro dos milagres, banda de música da Sociedade do Tiro Brasileiro, carro dos milagres (puxado por duas juntas de bois), banda de música Senador Antonio Lemos e banda de música do Corpo de Bombeiros (sob a regência do maestro Cincinato Sousa).

Alegrai-vos, sonegadores

O posto de fiscalização da Sefa em Itaituba está fechado.
Ação fiscalizadora nas empresas da cidade pepita só mesmo quando a regional da secretaria em Santarém destaca algum fiscal para lá.
A denúncia é do Sindtaf.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Carta de Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal

AO CARO LEITOR

Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.

O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.

O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.

O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.

As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.

O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.

O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.

O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.

Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.

A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.

Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.

Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.

Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.

Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.

O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.

Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.

O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.

Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.

Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.

Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.

Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.

Belém, 7 de julho de 2009

Lúcio Flávio Pinto

Liminar paralisa extração ilegal de areia e pedra em Almeirim

Em Almeirim, a justiça deferiu liminar requerida pelo Ministério Público do Estado em ação civil pública, por meio do Promotor de Justiça Almiro do Socorro Avelar Deniur, e interditou a extração de areia e pedra realizada às margens do rio Amazonas, no centro da cidade, por um particular.

A ação foi proposta com base em requerimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em projeto técnico de reflorestamento da área, além de depoimentos colhidos na promotoria. Segundo o apurado, o Sr. Pedro Baía dos Santos extraía irregularmente areia e pedra em terreno de aproximadamente 30 mil metros quadrados há mais de doze anos, sem autorização dos órgãos ambientais competentes.

A retirada diária de duas caçambas com seis metros cúbicos de material cada, causou uma voçoroca – ferida aberta no terreno – de quinze metros de profundidade por cem metros de diâmetro, atingindo, inclusive, uma área de preservação permanente à margem do rio Amazonas.
A liminar determinou a paralisação da atividade, com multa diária de dois mil reais pelo descumprimento. Ao final da ação, o Ministério Público requer a condenação do particular em reflorestar a área degradada ou, alternativamente, o pagamento de indenização equivalente ao dano material.
(Fonte: Assessoria de imprensa do MPE)

Mesquita Júnior quer plebiscito para que Amazônia escolha fuso horário


O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) anunciou nesta terça-feira (7) que já está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto de decreto legislativo (PDL 563/09) de sua autoria, que convoca um plebiscito para que a população dos estados da Amazônia Legal atingidos pela mudança de fuso horário determinado pela Lei 11.662/08, decida se quer continuar assim ou se prefere retornar ao fuso antigo. O plebiscito seria feito junto com as eleições de 2010.

Mesquita Júnior disse que os habitantes da Amazônia estão sendo tratados como cidadãos de segunda e terceira categorias ao serem submetidos aos "caprichos dos horários do Brasil central" para atender aos interesses das redes de televisão. Ele lembrou que, no ano passado, o Congresso Nacional aprovou, sem consultar a população, a mudança do fuso horário na região amazônica e reduziu a diferença de duas horas para se aproximar ao horário de Brasília.

Assim, quando são 6h da manhã no Acre, em Brasília são 7h da manhã. O senador disse que a maioria da população do estado não se habituou a essa mudança de horário e se fosse consultada optaria pelo retorno ao fuso antigo.

- Isso pode parecer pouca coisa para o resto do país, mas para os acreanos essa mudança no fuso horário é motivo de discussões acaloradas até hoje. E mais apavorados ficaram os acreanos com a notícia de que novas alterações seriam promovidas - disse.

Mesquita informou que recolheu mais de 30 assinaturas de senadores apoiando o seu projeto de decreto legislativo e que a consulta à população seria uma demonstração de respeito e reverência aos amazônidas.

- Esse é o caminho. Isso não diminui e não retira autoridade do Congresso Nacional ou de qualquer parlamentar individualmente - afirmou.

Agência Senado

Justiça nega habeas e mantem na cadeia frei acusado de abuso sexual

O desembargador Alexandre d’Ivanenko, em decisão monocrática nesta tarde (03/07), indeferiu liminar em habeas corpus que buscava a liberdade para o frei Ângelo Chiarelli, preso em flagrante na Comarca de Rio do Sul pela prática, em tese, do crime de atentado violento ao pudor. A defesa do religioso sustentou que não restou caracterizada qualquer situaç...

Ler mais.

Michel se apresenta ao Papão

Do Blog do Gerson Nogueira:

Com as bênçãos do técnico Valter Lima, o meia Michel já se desligou do São Raimundo e se apresenta hoje na Curuzu, a tempo de treinar para os próximos compromissos do Paissandu na Série C. Antigo sonho de consumo dos bicolores, Michel chega com o cacife de ter sido o maestro do time santareno na campanha do vice-campeonato estadual. E tem todas as chances de virar titular absoluto, embora dispute diretamente a camisa 10 com Vélber e Tiago Silva.

O Quinta Emenda para. Força, Juvêncio!

Do Espaço Aberto

O blog Quinta Emenda – um dos mais lidos e mais polêmicos de Belém e de todo o Estado – não tem sido atualizado desde o dia 27 de junho passado.
Nesse período, para ser mais preciso, foi feita apenas uma atualização, no último sábado.
Não são poucos os leitores que têm se preocupado com isso.
Leitores que se habituaram a passar o dia inteiro lendo o Quinta querem saber muito mais sobre o editor do Quinta, o economista, cientista político e publicitário Juvêncio de Arruda Câmara, 54 anos, com breve passagem pelo jornalismo, no início dos anos 80.
O Espaço Aberto lamenta informar, mas o Quinta Emenda ficará sem atualização por um tempo indeterminado, ainda indefinido, impreciso.
Juvêncio, o Juca de tantos amigos, enfrenta aquela que talvez seja a maior e mais decisiva batalha de sua vida.
Está com um câncer – dos mais agressivos e insidiosos – num dos rins.
Descobriu a doença recentemente, há menos de duas semanas.
A enfermidade avançou rapidamente.
Os efeitos colaterais, as consequências e a extensão da doença, igualmente muito agressivos, impossibilitam Juvêncio de atualizar seu blog.
E assim o será enquanto ele estiver submetido ao tratamento que lhe foi prescrito.
Juvêncio continua antenadíssimo. Com tudo e todos.
Tem plena consciência dos seus limites, das suas condições, dos desafios que deverá enfrentar daqui para a frente.
Para isso, tem contado com o carinho, a afeição, as boas energias, os bons fluidos e as orações de seus amigos e, agora, certamente, de todos os leitores, que passam a tomar conhecimento do motivo da paralisação de seu blog.
E mais do que isso, Juca tem contado com o carinho e a dedicação absoluta dos familiares que o cercam.
Nos últimos dias, não são poucos os que, por e-mail ou telefonemas, tentaram contactar com Juca.
Ele não pôde atender aos telefonemas e nem responder aos telefonemas porque, repita-se, precisa de repouso total.
E como não pode atualizar seu blog, Juca e sua família atribuíram ao Espaço Aberto a missão – nada confortável, vale confessar – de transmitir essa informação publicamente, em atenção aos amigos e milhares de leitores do Quinta Emenda.
Força, Juca!
Muita força!

Casa própria poderá ter inscrição pela internet


Na primeira edição da coluna que, a partir desta terça (7), publicará em 94 jornais do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo estudará a possibilidade de fazer pela internet o cadastramento para o programa Minha Casa, Minha Vida, de financiamento da casa própria para segmentos de baixa renda.

Questionado a esse respeito por uma pensionista de Cariacica (ES), Lula afirmou que a pergunta era "na verdade, uma ótima sugestão".

"As áreas específicas do governo serão acionadas para o estudo e a possível adoção dessa alternativa", afirmou na coluna, intitulada "O presidente responde".

Ele disse ainda que o desconto das prestações do programa poderá vir a ser feito na folha de pagamentos dos pensionistas do INSS e dos trabalhadores da ativa.

Lula também respondeu a outras duas perguntas de leitores dos jornais, uma sobre a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e outra sobre os gastos públicos para a Copa de 2014.

“Sabemos que há problemas no SUS, como filas e dificuldades para se marcar um exame ou consulta, o que é um transtorno para as pessoas mais fragilizadas. Conhecemos essas deficiências e estamos permanentemente tentando eliminá-las. A questão é que temos o maior sistema de saúde pública do mundo. (...) O financiamento desse sistema é um desafio gigantesco”, respondeu, afirmando ainda que com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo perdeu recursos.

Respondendo a um leitor, o presidente negou que tenha ocorrido uma "sangria de dinheiro público" nas obras do Pan 2007 e afirmou que, para a Copa, o governo federal não arcará com compromissos dos estados e municípios.

"Vamos fazer um planejamento detalhado das obras e depois reunir representantes dos estados e dos municípios sedes para definir responsabilidades, dando transparência ao processo. O Ministério do Esporte vai monitorar as obras para que tudo esteja pronto antes de 2014", escreveu.

(G1)

A saga dos nordestinos - 2ª parte

Hélcio Amaral de Sousa

A presença nordestina foi tão intensa, que, chegou a influir na cultura cabocla de Manaus; o sotaque nordestino prevaleceu e perdura até os dias de hoje.

A derrocada da borracha no mercado internacional foi tão violenta que bem poderia ser denominado de “genocídio econômico da Amazônia,” onde ricos empresários dormiram ricos e amanheceram pobres e os seringueiros miseráveis. A rica região passou a ser tratada apenas como potencialmente rica e os quase duzentos mil nordestinos que para cá tinham vindo enriquecer, formaram o maior contingente de miseráveis, situação que causou desespero também no seio das comunidades nordestinas, para onde eram remetidos os parcos haveres conseguidos na laboriosa atividade. Como os nordestinos, também ficaram os estrangeiros que aqui prestavam serviço aos exportadores e importadores estabelecidos na região. Os nordestinos, na grande maioria, não tiveram dinheiro nem mesmo para voltar à terra natal e por isto ficaram perambulando pelas comunidades rurais e urbanas solicitando trabalho que lhes assegurasse pelo menos a alimentação. Alguns ficaram ocupados na colheita e manejo do cacau que ainda abundava nas restingas da calha do Amazonas; cortando árvores nas margens do rio Amazonas para ser usada como combustível para os navios que eram movidos por caldeiras a lenha; outros foram ser vaqueiros nas fazendas pecuárias e os poucos que dispunham de algum dinheiro foram desenvolver atividade no comércio habilidade muito peculiar à raça.

Se fizermos uma pesquisa mais profunda, vamos concluir que em todas as cidades ficaram nordestinos remanescentes da atividade da extração da borracha.

A Cia. Ford Industrial do Brasil que se instalou no rio Tapajós, no lugar denominado FORDLANDIA, em 1927, ainda alistou grande número de nordestinos que mais uma vez, tangidos pelo espírito de aventura, lá compareceram para participar desse então empolgante projeto agrícola, onde plantaram em torno de dois milhões de seringueiras. Muitos desses operários eram remanescentes dos nordestinos que continuavam na Amazônia a procura de trabalho. Outro número bastante expressivo, foram os descendentes desses bravos retirantes que já tinham se integrado à sociedade amazônica.

SOLDADOS DA BORRACHA


Ao fim da terceira década do século XX, surgiu a segunda guerra mundial, tendo de um lado a Alemanha, Itália e o Jápão, chamados de grupo do Eixo e de outro lado: Inglaterra, Estados Unidos, França, Rússia e o Brasil que mais tarde veio aderir, denominados de Aliados.

Os centros de produção de borracha da Ásia, estavam sob o domínio do grupo do Eixo e os aliados logo viram a necessidade de uma estratégia para conseguir borracha, matéria prima importante para a manutenção da luta.O governo brasileiro formou um batalhão de nordestinos que alistados e fardados no nordeste, seguiram à Amazônia, desembarcando nos mais diversos afluentes do grande caldaloso, com a missão de retirar o precioso látex e que eram tão importantes quanto os que lá na frente de batalha empunhavam seus fuzis. As feras silvestres e a insalubridade da floresta equatorial vitimaram mais brasileiros do que as sangrentas batalhas na dura e gloriosa tomada do Monte Castelo, na Itália. Podemos formar duas estatísticas diferentes sobre a baixa dos soldados da borracha. Os que ficaram sepultados na floresta e os que abreviaram sua existência em conseqüência das moléstias adquiridas na longa permanência, na Amazônia.

Desta nova migração, ocasionada pelo recrutamento dos soldados da borracha, a Amazônia herdou um novo grupo de destemidos homens que passaram a integrar aos sensos demográficos amazônicos e que com seus numerosos descendentes formaram uma parcela apreciável de nossa progressiva Santarém.

O governo brasileiro reconheceu a importância da contribuição desses destemidos soldados da selva e criou lei especial de aposentadoria para ampará-los.

A permanência dos que não conseguiram voltar par o Nordeste, possibilitou a oportunidade da vinda de outros familiares, isto já em número bastante reduzido, mas, as prolongadas e flagelantes estiagens da década de 50 obrigou a migração de um contingente de elevado número de famílias onde mulheres e crianças constituía a maior parte. Santarém recebeu nesse período inúmeras famílias que se localizaram no planalto ao sul da cidade, em terras devolutas, ocupando área ao longo da BR-163 e posteriormente penetrando até à margem do rio Moju, onde fundaram a comunidade de “MOJUI DOS CAMPOS.” Mais tarde construíram outro ramal e denominaram de Estrada do Jaboti onde se estabeleceram inúmeras famílias. As terras da Br. 163 foram recusadas por não terem o líquido precioso que os obrigou a deixarem a terra natal.

Com a presença das famílias nordestinas no planalto, Santarém experimentou um período de progresso despontando como grande produtor de arroz de sequeiro e algodão, surgindo usinas de beneficiamento de arroz e de algodão. O algodão, após, descaroçado e prensado era exportado para o nordeste e para a Europa. O arroz abastecia as cidades do Baixo Amazonas, Manaus e as demais comunidades chegando ao distante Porto Velho e Acre. Os nordestinos descendentes, continuam ajudando Santarém a se desenvolver, dominando o lojismo, atividade que desempenham com grande desenvoltura.

Os mais novos voam mais alto, atuam como profissionais liberais nas mais diversas profissões, notadamente na área da saúde, do direito, do magistério, da engenharia e já ensaiam ocupar espaço na política partidária preenchendo cargos no legislativo e até no executivo.
Eu, como neto de nordestino de Santana do Acaraú, também sinto um orgulho cívico deste destemido povo.
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Leia a primeira parte aqui.


70% das terras do Pará não tem titulação

Giorlando Trecane, presidente em exercício do Iterpa, afirmou ainda há pouco no telejornal Pará Record, que somente 30% das propriedades rurais do estado possuem título registrados em cartório.

Susipe deveria apurar o que está por trás da rebelião em Cucurunã

É fato que a penitenciária de Cucurunã está superlotada. E que são precárias as condições sanitárias no interior daquela casa penal.
Há presos que já cumpriram parte da pena e não obtiveram progressão de regime.
Mas é inegável que um grupo de agentes, inclusive, temporários, esteve metido no motim para desestabilizar a administração da penitenciária de Cucurunã.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Juiz condena Jornal Pessoal a pagar 30 mil reais de indenização ao grupo Liberal

O juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível da Capital, condenou o jornalista Lúcio Flávio Pinto e o Jornal Pessoal ao pagamento de R$ 30 mil a título de indenização por danos morais a Rômulo Maiorana Junior e Ronaldo Mairoana, diretores do Grupo Liberal.
Além da fixação da indenização, o juiz deferiu tutela antecipada para conceder direito de resposta ao artigo o Rei da Quitanda em favor de Rômulo e Ronaldo, bem como determinou que o jornalista se abstenha de citar em suas matérias os nomes dos dois irmãos, sob pena de multa.
No despacho, o magistrado sustenta que "a capacidade de pagamento dos requeridos[Jornal Pessoal e Lúcio Flávio Pinto] é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhes garante um bom lucro'.
O Jornal Pessoal é uma publicação alternativa, que não aceita publicidade e seus custos são mantidos exclusivamente com a receita de venda avulsa, o que não gera lucros, ao contrário do que afirma o juiz em sua sentença.
Lúcio Flávio Pinto tem 5 dias para embargar a decisão e 15 dias para apelar de seu teor ao Tribunal de Justiça do Estado.

São Raimundo derrota São Francisco e decide Sub-20 contra Arsenal

Deu Pantera no Rai x Fran pelo campeonato santareno sub-20.
O São Raimundo derrotou o São Francisco por 3 x 2 e vai decidir, a partir de domingo, o título contra o Arsenal, que derrotou o São José por 5 x3.

LEI MARIA DA PENHA É USADA PARA PROTEGER UM HOMEM

Pela primeira vez desde a criação da lei Maria da Penha, o Estado de Santa Catarina aplicou a legislação para proteger um homem.
O juiz Rafael Fleck Arnt, da Comarca de Dionísio Cerqueira, em decisão provisória, proibiu que uma mulher se aproxime do ex-marido e da atual mulher dele. Ela também está proibida de ter qualquer contato com eles, por qualquer meio, segundo a decisão.
De acordo com a Justiça Estadual, a medida é denominada protetiva de urgência, que obedece ...

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Pastor sai da Convenção Geral das Assembleias de Deus

Do Espaço Aberto:

O pastor Rui Raiol formalizou seu desligamento da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGAADB).
No expediente que encaminhou à Convenção, ele diz que seu desligamento, “em caráter irrevogável e irretratável”, tem amparo no artigo 5º, incisivo XX da Constituição Federal.
O dispositivo mencionado menciona apenas que “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”.
Mas o desligamento ainda é resultado dos estilhaços da última eleição para a diretoria da CGADB, ao qual concorreu o pastor Samuel Câmara, derrotado pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, de São Paulo.
No início de maio passado, conforme informou o blog, Raiol se pronunciou, em sete vídeos, disponíveis no YouTube, contestando a legalidade e legitimidade da vitória de José Wellington, que já refutou as acusações de ilegalidade em todo o processo eleitoral que o manteve à frente da CGADB.
Raiol é muito ligado a Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus de Belém e que agora, além de dissentir da CGADB, também enfrenta a oposição do pastor Gilberto Marques.
Marques, que preside Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa), já publicou nota em jornais informando que sua convenção sente-se livre para estender sua área de atuação até Belém, que até então estava sob o poder de Samuel Câmara.

Tocantins estreia com vitória na Série D do Brasileiro

Contrariando todas as expectativas, considerando que perdeu o técnico Nelio Pereira a três dias da estreia, que pediu demissão por não ter boas condições de trabalho, além do descrédito de ter sido rebaixado no Estadual deste ano, o Tocantins estreiou com vitória na abertura do Campeonato Brasileiro da Série D, que tem a participação de 39 clubes brasileiros e praticamente todos os estados envolvidos. Apenas o Acre não tem times disputando a competição.

Jogando no estádio Glicério Marques, em Macapá, Capital do Amapá, o Tocantins conseguiu importante vitória sobre o Cristal, gol de Giovani, aos 31 minutos do primeiro tempo, pelo grupo 2.

O time foi treinado pelo superintendente, Jair da Silva, que assumiu o comando técnico pela impossibilidade de contratar um treinador na véspera da viagem.

Mesmo pressionado durante todo o segundo tempo, o campeão tocantinense de 2008 conseguiu segurar o resultado.

Com a vitória, o Tocantins assumiu o segundo lugar no Grupo 2 com três pontos ganhos. O primeiro colocado é o São Raimundo, do Pará, que derrotou o time maranhense do Moto Clube por 2 a 0 e lidera com mais gols marcados e os mesmos três pontos do Tocantins.

Na próxima rodada, o representante do Tocantins recebe o São Raimundo, no estádio Nilton Santos, às 16 horas, domingo (12).

O Tocantins jogou e venceu com André, Lima, Roberot, Samir e Léo (Guajará); Flávio, Geovani, Davi e Kevison; Léo Oliveira e Kanu.
(Fonte: O Girassol)

Merchan em alta na imprensa esportiva brasiliense

Por PEDRO VALADARES*

A jornalista Priscilla Melo, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), realizou pesquisa com 15 jornalistas (profissionais de rádio, TV, impresso, on-line e blog) do jornalismo esportivo brasiliense que aponta que 50% consideram natural receber dinheiro de empresas em troca de espaço na mídia.
Os entrevistados das amostras foram escolhidos de forma aleatória.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 26 de março e 20 de abril de 2009.
A pedido dos jornalistas, foi mantido o anonimato para que pudessem se expressar sem sofrer sanções institucionais.
O trabalho foi orientado pela professora Mônica Prado, ex-jornalista do Globo, do Jornal de Brasília e do Correio Brasiliense.
Dos entrevistados, 40% consideram a prática de merchandising inevitável para a existência do jornalismo esportivo.
Eles afirmam que é uma questão de sobrevivência no mercado e que a associação do jornalista com alguma marca não prejudica a credibilidade.
Um ponto interessante é que 80% dos jornalistas que responderam à pesquisa consideram que o jornalista tem de ser ético e não deve aproveitar de situações privilegiadas.
Eles também acreditam, veja só, que a prática do merchan pode comprometer a ética.
Outro fato intrigante é que 7% decidiram não se pronunciar sobre o tema.
O motivo da omissão não foi esclarecido. Porém, diante dos dados é fácil de descobrir o porquê do silêncio.
Ou seja, quase metade dos jornalistas entrevistados acha que jabá e jornalismo podem caminhar juntos.
Há ainda uma agravante: as novas tecnologias possibilitaram um aumento do campo de atuação do jornalismo esportivo.
No entanto, esse crescimento gerou poucas vagas, já que as empresas, em vez de contratar novos profissionais, vêm optando por trabalhar com jornalistas multimídia que acumulam funções.
Logo, conclui-se que os 40% pró-merchan acabam multiplicados já que trabalham em diferentes veículos. Contudo, nem tudo está perdido, pois, 53% dos entrevistos condenam essa prática e acreditam que ela torna o jornalista refém das empresas que o patrocinam.
Há esperança, leitor!

*Pedro Valadares é jornalista.

Memória: Cavalo na pista em pouso de ministro em Monte Alegre

Lúcio Flávio Pinto
Jornal Pessoal

O avião da FAB teve que arremeter duas vezes antes de conseguir pousar, na terceira tentativa, para deixar em Monte Alegre o primeiro ministro a visitar a cidade, em julho de 1961. Na primeira tentativa, a aterrissagem foi frustrada por um cavalo, que invadiu a pista. Na segunda, por um ciclista. Passado o susto, finalmente o ministro da saúde desembarcou, em festa. Não era para menos: Edward Cattete Pinheiro nasceu no local, onde formou sua base para a carreira profissional e política que seguiria, até se tornar ministro do governo Jânio Quadros. Mas por pouco tempo, até a súbita renúncia do presidente, menos de um mês depois da visita do ministro à terra natal, a segunda que fez no Estado, depois de Marabá. Na carroceria de um dos caminhões que transportou sua comitiva, o ministro foi ver as obras do hospital, que iniciara em 1949, quando prefeito de Monte Alegre, e esperava inaugurar antes do final daquele ano. Não conseguiu, por obra da instabilidade de Jânio Quadros.

Senadores petistas não aceitam o enquadramento

Da coluna Radar On Line, de Lauro Jardim:

A entrevista de Tião Viana a VEJA deste fim de semana e o artigo de hoje de Marina Silna na Folha de S. Paulo de hoje escancaram que o enquadramento da bancada petista foi para inglês ver.

Viana bateu pesado em José Sarney.

Marina disse com todas as letras que continua "defendendo o afastamento temporário do presidente do Senado".

A semana promete.

MPF vai receber representação contra a Oi/Velox

Belém(Espaço Aberto) - A revolta, a repulsa geral dos distintos clientes – adimplentes, vale dizer – da Oi/Velox, depois do último apagão (aqui e aqui) que deixou milhares de pessoas sem a contrapartida dos serviços que a empresa é obrigada a prestar, deve ter consequencia desta vez.

Consequência concreta.

O jornalista Carlos Mendes já está elaborando uma representação a ser encaminhada ao Ministério Público Federal.

Ele vai relatar e pedir providências contra todos esses abusos que afetam e humilham os clientes da Oi/Velox.
“Quero aproveitar e convidar aqueles que, porventura, também se sentem prejudicados a assinar a representação para que ela, encorpada e fundamentada, alcance seus objetivos. Ou seja: repor os prejuízos e danos que estamos sofrendo”, justifica Mendes.
Assim que receber a representação, que deve ser encaminhada ao Ministério Público Federal, será aberto um procedimento administrativo (PA), como é chamada a investigação preliminar instaurada pelo MPF.
Ao final do PA, há dois caminhos: o arquivamento, se inconsistentes as alegações e os fatos apresentados, ou a propositura de uma ação civil pública.
Mendes garante que já tem “dez corajosos clientes da Oi/Velox” dispostos a assinar a representação.
O décimo-primeiro, pode apostar o Mendes, será o pessoal da redação aqui do Espaço Aberto.
Quem quiser aderir pode entrar em contato comigo com o jornalista pelo e-mail carlosmendes49@gmail.com.

Carimbó de Santarém no salão nacional do turismo em São Paulo

O grupo Bailado de carimbo de Santarém foi uma das atrações do stand paraense no A 4ª Edição do Salão Nacional do Turismo - Roteiros do Brasil, realizado no período de 1º a 5 de julho no Anhembi em São Paulo Em seu terceiro dia de evento, a Companhia Paraense de Turismo (Paratur) festeja o sucesso do estande, que compõe a Macro-região Norte e divide a atenção do público com outros seis estados do Brasil.

Este ano, a Paratur levou uma grande equipe com número de pessoas ainda maior, se comparado com as edições anteriores do evento. Os destaques são os grupos folclóricos: Novo Zimba, do município de Marapanim, e o grupo Bailado de Carimbó, da cidade de Santarém, que chamaram a atenção do público presente e da imprensa local. Além do incentivo à divulgação da cultura paraense, a Companhia também realiza a distribuição de material promocional e DVD sobre os principais atrativos do estado, assim como mapas turísticos e kits para imprensa.

(Com informações da Paratur)

Pantera enfreta Tocantins, domingo, em Palmas

O próximo jogo do São Raimundo na série D do campeonato brasileiro será domingo, em Palmas, contra o Tocantins.
Ontem, o adversário do Pantera também venceu na rodada de abertura contra o Cristal(AP) por 1x 0, mas está em segundo lugar pelo saldo de gols.

Novos concursos estão suspensos

Os concursos que estavam previstos de serem realizados ainda este ano pelo governo do Pará estão suspensos.
A medida faz parte do esforço do governo de reduzir despesas com pessoal.
Em contrapartida, está previsto a demissão de 2 mil servidores que ocupam cargos de DAS.

domingo, 5 de julho de 2009

Boa noite, lua!


Foto: Alfonso Jimenez/Blog do Estado

Lances do jogo São Raimundo 2 x 0 Moto Club

Zé Carlos Trindade comemora o segundo gol

Bola procura o ângulo na cabeçada certeira de Déo Curuçá
Moto Club estreou time completamente modificado

Michel , que vai para o Paysandu, posa para última foto no Pantera


Fotos: Alfonso Jimenez/Especial para O Estado do Tapajós/Reprodução proibida sem autorização do Blog do Estado

Paysandu 2 x 1 Águia - Virada incrível do Papão!


O Paysandu provou que de fato é o grande favorito ao acesso no Campeonato Brasileiro da Série C. Na tarde deste domingo, o Papão venceu o Águia, por 2 a 1, de virada, pela abertura do segundo turno da Terceirona. O zagueiro Charles fez para o time de Marabá, enquanto Zé Augusto foi o herói do time bicolor marcando duas vezes. O detalhe é que o Azulão vencia o jogo até os 37 minutos da etapa final, quando Zé Augusto empatou, virando o placar aos 48 minutos.
Com este resultado, o Paysandu se igualou ao Águia na liderança do Grupo A, com 10 pontos, mas o Papão fica na frente pelo critério de gols pró. No entanto, os dois clubes caminham a passos largos para a classificação. De acordo com matemáticos, são necessários 14 pontos para avançar às quartas-de-final.

Equilíbrio total
O clássico paraense começou a todo o vapor, com os dois times saindo para o jogo e buscando o gol. A primeira oportunidade foi do Paysandu, mas Aldivan desperdiçou, aos oito minutos. O atacante recebeu belo passe de calcanhar de Zé Carlos, mas finalizou mal e a bola foi por cima do do gol de Adriano. O Papão não conseguia penetrar na bem postada do Águia, que tentava marcar nos contra-ataques velozes.

Aos 17, Torrô arriscou de fora da área, mas a bola desviou em Magrão e se perdeu pela linha de fundo. O Azulão não limitava a se defender, e deu um susto nos donos da casa aos 24 minutos. O atacante Marcelo Maciel arriscou de fora da área e a bola passou lambendo a trave do goleiro Rafael Córdova. O jogo era muito equilibrado e os dois times se revezavam no ataque.

No final do primeiro tempo, cada time teve uma grande oportunidade de marcar. Aos 32, após bate e rebate na área do Águia, o goleirto Adriano fez grande defesa, impedindo o primeiro do Papão. O Azulão respondeu dois minutos mais tarde, e Marcelo Maciel por pouco não marcou o primeiro depois de dar um belo drible em seu marcador. No minuto seguinte foi a vez de Zé Carlos perder a chance de marcar, de cabeça.

Azulão surpreende!
Na volta do intervalo, o Águia parece ter retornado mais aceso e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Após belo cruzamento de Léo Rosa, o atacante Bruno Rangel cabeceou na trave, assustando o goleiro Rafael Córdova. O Paysandu deu o troco aos sete minutos, quando Lê quase fez um gol de placa. O meia deu um lindo chute de fora da área e a bola explodiu na trave.

Mas aos 12 minutos, enfim a rede balançou na Curuzu. O meia Soares cobrou escanteio e o zagueirão Charles cabeceou para o fundo do gol do Papão. O Águia não esmoreceu com a abertura do placar e quase ampliou aos 20, num belo chute de Edinaldo. Mas atrás no marcador, era o Paysandu quem tomava a iniciativa em busca do gol de empate, enquanto o Azulão se segurava e buscava o segundo para matar o jogo.

Virada histórica!
O empate quase veio aos 35 minutos, quando o volante Daniel salvou o Águia tirando uma bola em cima da linha. A pressão do Paysandu surgiu efeito e o clube empatou o jogo aos 37 minutos. O atacante Torrô fez boa jogada e passou para Zé Augusto, que chutou para deixar tudo igual na Curuzu.

Depois do empate, o Papão pressionou bastante em busca da virada, e quando tudo levava a crer que o clássico terminaria empatado, a estrela de Zé Augusto brilhou novamente. Aos 48 minutos, a zaga do Águia falhou e a bola sobrou limpa para Zé Augusto só empurrar para o gol sem goleiro e explodir a massa bicolor.

Próximos jogos
Pela sétima rodada da competição, os dois times voltarão a jogar no próximo domingo. O Águia enfrenta o Luverdense, ás 16 horas, em casa, enquanto o Paysandu joga contra o Rio Branco, às 19 horas (de Brasília), na capital acreana.

(Fonte: Rádio Clube do Pará)

São Raimundo 2 x 0 Moto Cub

Local: Estádio Barbalhão(Santarém)

O Placar

São Raimundo 1x0. Déo Curuçã, aos 21 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 2 x0. Luiz Carlos Trindade, aos 23 minutos do segundo tempo

Os times

São Raimundo

Labilá; Erick, Filho, Preto Marabá, João Pedro (Maurian); Beto, Marabá, Luiz Carlos Trindade, Michel(Kleberton); Emerson Bala e Déo Curuça.

Técnico: Artur Oliveira.

Moto Clube

Flaubert; Felipe Paulista, Daniel, Lindemberg, Robson Dentinho; Cleiton, Marquinhos, Sandro Alagoano, Leomir; Diego Souza e Rodrigão (Fábio Ricardo).

Técnico: Abel Ribeiro.

Encerrado; São Raimundo 2 x 0 Moto Club

Michel é homenageado

Muito aplaudido pela galera do São Raimundo, o atacante Michel é substituído por Kleberton, aos 39 minutos do segundo tempo.
Amanhã o atacante se apresenta ao Paysandu para disputa do campeonato brasileiro da série C.

São Raimundo 2 x 0 Moto Club. Aos 36 minutos do segundo tempo

São Raimundo 2 x 0 Moto Club. Luiz Carlos Trindade aos 23 minutos do segundo tempo

Sao Raimundo 1 x 0 Moto Club. 10 minutos do segundo tempo

Começpu segundo tempo: São Raimundo 1 x 0 Moto Club

Paysandu 2 x 1 Águia- Zé Augusto, aos 48 do primeiro tempo

Encerrado primeiro tempo:São Raimundo 1 x 0 Moto Club

Paysandu 1 x 1 Águia. Zé Augusto, aos 38 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 1 x 0 Moto Clube - 30 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 1 x 0 Moto Club - Déo Curuçá, 21 minutos do primeiro tempo

Àguia 1 x 0 Paysandu: Charles, aos 8 min do primeiro tempo

São Raimundo 0 x 0 Moto Clube - 10 minutos do primeiro tempo

Começou o jogo: São Raimundo 0 x 0 Moto Club

São Raimundo x Moto Clube

Acompanhe aqui os principais lances do jogo de estréia do São Raimundo na série D do campeonato brasileiro.