quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Denuncia em caixa de sugestões da PM rende apreensão de droga em Oriximiná


Denuncia formulada em caixa de sugestões que são disponibilizadas nas reuniões comunitárias do Programa "Segurança Cidadã" em Oriximiná auxiliou na apreensão de 08(oito) papelotes de drogas e apresentação de 03(três) cidadãos infratores que foram apresentados na delegacia local.

Como ferramenta de aproximação da Policia Militar e a comunidade, que se utiliza desse mecanismo para dar sugestões na melhoria do policiamento na identificação de lugares e pessoas que estejam ocasionando o aumento de insegurança, as caixas de sugestões, na experiência das ações de Policia Comunitária desenvolvidas pela 12ª CIPM, tem cumprido seu papel como canal de interação na formulação de estratégias operacionais, com o objetivo do controle e diminuição da criminalidade com o auxilio da população local.

A denuncia colhida na caixa de sugestão na reunião comunitária com o CONSEG local no setor 01 de policiamento (bairros do Penta,São Lázaro e São Pedro) ainda no mês de Outubro/09, a Policia Militar montou estratégias de coibir as atitudes ilícitas que afligiam a comunidade, onde na sexta-feira (04/12/2009) no Bairro de São Lázaro, uma guarnição de serviço na viatura comandada pelo cabo C. Silva da 12ª CIPM, durante a manhã, fez a apreensão da droga e de R$70,00(setenta reais) em espécie, que foram apresentados para as formalidades cabíveis ao caso na delegacia juntamente com os envolvidos.

"No mundo em que a tecnologia de informação está cada vez mais intrínseca em nossa sociedade,através de e-mail, rede de relacionamento,uma simples caixa de sugestão que é o canal que mais se adequou a nossa realidade com a população colaborou positivamente com este Órgão de Segurança Pública nos dando a identificação local do possível tráfego de drogas nos dias e horários que ocorriam" afirma o comandante da 12ª Cipm, capitão Marcelo Ribeiro.

A 12ª CIPM juntamente com o CONSEG local já realizaram palestras comunitárias em 10(dez) bairros dos 13(treze) existentes na Cidade de Oriximiná, colocando a disposição dos comunitários as caixas de sugestões como verificador da realidade vivida no dia-a dia pela população na Segurança Pública, onde o policiamento é voltado ao problema que se apresenta naquele momento.

(Fonte: ASCOM- CPR 1)

TRE marca eleição dia 28 de março em Mojuí dos Campos

O Tribunal Regional Eleitoral marcou para o dia 28 de março a data da primeira eleição para vereadores, vice-prefeito e prefeito de Mojuí dos Campos.

A resolução do TRE será publicada amanhã.

CD de Sebastião Tapajós

No Blog da Franssi:

O genial Sebastião Tapajós vai lançar um novo CD em 2010, e já selecionou os músicos e as músicas: a cantora Cristina Caetano; o violonista Fagner Viana, o Derek; o baixista Nei Conceição; o pianista Célio Vulcão; o percussionista Dadadá e o flautista e clarinetista carioca Marcelo Bernardes.
No repertório, carimbó, samba, música regional, choros e algumas parcerias de Sebastião Tapajós com Billy Blanco, Antônio Carlos Maranhão e Avelino do Valle.

Duas músicas ficarão disponíveis na internet para audição. Os artistas estudam as opções de licenciamento usando Creative Commons – uma licença de direito autoral em que a música é compreendida como bem comum e, portanto, público. A MRN patrocina o projeto, através da Lei Rouanet.

Líder do PT retira assinatura para urgência do projeto de plebiscito do estado do Tapajós

Apesar do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, anunciar a inclusão na pauta de ontem do requerimento com pedido de urgência para votação do projeto que autoriza a realização do plebiscito do estado do Tapajós, o líder do PT, Cândido Vacarezza, retirou aa última hora sua assinatura do documento.

Sem o apoio do líder da bancada petista o requerimento, assinado pelos líderes de todos os partidos, inclusive o do PT, deixou de ser votado na madrugada de hoje, apesar dos esforços do deputado santareno Lira Maia(DEM).

UFPA marca prova do PSS para 10 de janeiro. Data vale para UFOPA

No AMAZÔNIA:

A Comissão Permanente de Processos Seletivos da Universidade Federal do Pará (Coperps) divulgou ontem o novo calendário do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS). A segunda etapa da seleção de candidatos indígenas, que seria no próximo domingo, também foi adiada e ocorrerá no mesmo dia da segunda fase do concurso, em janeiro. As novas datas não interferirão no calendário de aulas da instituição. As informações são da Assessoria de Comunicação da UFPA.
A primeira fase do PSS será no dia 10 de janeiro. O segundo dia de provas está marcado para 24 de janeiro e a última prova será no dia 11 de fevereiro. A previsão é de que a lista de aprovados seja divulgada por volta do dia 27 de fevereiro. Os últimos dias do mês de dezembro serão dedicados à negociação de espaços para a realização das provas e para a organização do concurso. O edital do certame com todas as retificações será publicado no site do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS) até a próxima sexta-feira, 11.
Marlene Freitas, coordenadora da Coperps e pró-reitora de ensino de graduação da universidade, explica que a realização da terceira fase num dia útil, uma quinta-feira, é uma exceção necessária para que o calendário acadêmico de 2010 seja mantido e para que as aulas para os veteranos se iniciem no dia 1º de março. 'Com os feriados de carnaval, se a última etapa do concurso acontecesse um pouco antes ou depois do dia 11 de fevereiro os prazos para execução do processo seletivo e para a matrícula dos calouros poderiam ser prejudicados', justificou ela, segundo a assessoria.
Após a divulgação do resultado, os calouros precisam ser registrados como alunos da universidade, por meio da habilitação ao vinculo institucional e, ainda, devem ser matriculados em suas faculdades específicas. Todo este processo deve ocorrer entre os dias 3 e 12 de março. 'Por este motivo, oficialmente, as aulas para os calouros se iniciam no dia 15 de março. Antes deste prazo, estarão acontecendo na universidade a tradicional semana do calouro e os novos universitários já estarão participando dela', disse a pró-reitora.
A Coperps informou, ainda, que todas as questões das três fases do concurso serão refeitas e que as bancas elaboradoras de prova serão revistas, porém não necessariamente substituídas. A única exceção é a banca de geografia, cujos antigos professores foram afastados e novos docentes foram nomeados no final de novembro. As sindicâncias internas que apuram os problemas da primeira fase do seletivo estão em andamento, bem como as apurações pela Polícia Federal.
Do total de 50.436 candidatos inscritos no Processo, 47.707 estão aptos para participar da primeira fase do concurso. Com a anulação da primeira prova aplicada, mesmo os 3.256 estudantes que faltaram no dia 22 de novembro poderão participar do PSS.
Indígenas - A seleção de candidatos indígenas ocorrerá paralelamente ao PSS 2010. A primeira fase, baseada na análise de documentos, como o histórico escolar e comprovante de pertencimento a etnias indígenas, já foi concluída. A segunda etapa do concurso é composta por uma redação e será no dia 24 de janeiro. A última etapa será uma entrevista individual com os candidatos no mês de fevereiro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Concurso da UFOPA: provas para professores serão em Belém por causa das bancas examinadoras

O apelo feito ao MEC, ontem, pelo deputado Lira Maia para a realização de provas dos concursos para professores e servidores da UFOPA será atendido apenas parcialmente.

Mas provas para vagas de servidores serão realizadadas não só em Santarém, mas também em algumas cidades da região Oeste do Pará onde a UFOPA terá campi.

Quando às provas para professor, a vice-reitora Raimunda Monteiro explicou que a realização da seleção em Belém foi o motivada pelo fato das bancas examindoras terem que ser formadas obrigatoriamente por doutores que estão estabelecidos na capital do estado.

Serão 415 examinadores que comporão as bancas do concurso para professor da UFOPA.

Consun da UFOPA será instalado em janeiro de 2010


Raimunda Monteiro, vice-reitora, diz que elaboração do regimento interno e estatuto da UFOPA terá o acompanhento de um conselho consultivo.

Monteiro informou na audiência pública que está sendo promovida pelo MPF, que o Conselho Universitário(Consun) será instalado em janeiro de 2010, de nomeação pró-têmpore, obedecendo o modelo do existente na UFPA, com a participação de servidores, alunos e professores.

A vice-reitora observou na audiência que o Conselho Universitário é quem vai elaborar o estatuto da UFOPA
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Àrea do campus da UFOPA não tem sítio arqueológico

A professora Denise Schan, arqueóloga, diz que não existe sítio arqueológico na área onde será construído o campus básico da UFOPA, no bairro do Laguinho.

A revelação foi feita durante a audiência pública que o MPF promove no auditório da Uepa.

Museu Goeldi e Butantan participarão da UFOPA


Um dos resultados do seminário
“A Nova Universidade e o Desenvolvimento Regional”, realizado na semana passada, em Santarém, foi um trabalho de cooperação técnica com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que fomentará a construção do Programa Piloto Agenda Cidadã. O trabalho será desenvolvido em conjunto com pesquisadores e docentes da instituição fluminense e toda a equipe da UFOPA. O programa envolve um projeto de diagnóstico socioambiental feito por 800 jovens do ensino fundamental e médio e cerca de 80 professores. O projeto será ampliado a outras escolas de Santarém, sendo estendido a outros municípios.

Além disso foi definida a ampliação da participação do Instituto Butantã na região, já que o instituto terá uma base no município de Belterra. Outra conquista será a participação do Museu Emílio Goeldi que deve ter uma unidade fixa no espaço da nova universidade.

ICMBio solta quelônios para comemorar aniversário de Flona e Rebio


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) comemora nesta sexta (10) os aniversários de 20 e 30 anos da Flona Saracá-Taquera e da Rebio do rio Trombetas. Para marcar a data, o ICMBio realizará a soltura de cerca de quatro mil quelônios na base do lago Erepecu, próximo à Porto Trombetas. “Contaremos com a participação de conselheiros da Flona e da Rebio, lideranças e moradores das comunidades locais”, explica o analista ambiental do ICMBio, Mauro Braga.

Através de um convênio financeiro, o ICMBio conta com o apoio da Mineração Rio do Norte (MRN) para administrar as duas unidades de conservação federais. É com esse subsídio que o ICMBio desenvolve, por exemplo, o trabalho de fiscalização e manejo dos quelônios da Amazônia durante o período de reprodução das espécies, que vai de setembro a dezembro. Com foco na preservação das populações dessas espécies, o trabalho consiste, inicialmente, na identificação dos ninhos e no acompanhamento do nascimento dos filhotes. Após a eclosão, os filhotes são encaminhados para um tanque-berçário, onde permanecem por uma semana. Depois, eles são devolvidos à natureza.

O trabalho, que conta com voluntários da comunidade Último Quilombo do Erepecu, não se restringe às épocas de reprodução. Durante o ano inteiro, são realizadas pesquisas sobre quelônios presentes na região. A educação ambiental também faz parte das ações implementadas pelo ICMBio. Na temporada de reprodução, são desenvolvidas atividades com as escolas, reuniões e excursões com a comunidade, professores e alunos.

(Fonte:MRN)

Autonomia da UFOPA em xeque

Começa daqui a pouco, na Uepa, a audiência pública convocada pelo MPF para discutir assuntos interna corporis da Universidade Federal do Pará(UFOPA), tais como currículo e estrutura física, entre outros.

O Blog do Estado recomenda aos participantes a leitura prévia do artigo 232 da Constituiçao Federal.

Última sessão do ano na Câmara vota LDO

A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias(LDO) do município de Santarém está na pauta da última sessão do ano da Câmara de Vereadores.

Olhando para o próprio umbigo

Os vereadores Bruno Pará(PDT) e Reginaldo Campos(PSB) apresentaram emendas ao Orçamento 2010 da Prefeitura de Santarém visando seus interesses particulares.

Reginaldo tenta alocar recursos para a igreja da Paz, onde congrega.

Já Bruno, quer reforçar o caixa da Semab, a ser dirigida temerosamente por seu pai em ano eleitoral.

Desperdício

Ontem, na primeira vara cível do fórum de Santarém, apenas uma audiência foi realizada durante a semana nacional de conciliação, determinada pelo Conselho Nacional de Justiça.

Isso é o que dá querer trabalhar em pleno feriado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lira Maia pede que UFOPA faça provas de concursos em Santarém

O deputado Lira Maia (DEM/PA), encaminhou na tarde desta terça-feira(08), Ofícios ao Ministro da Educação, Fernando Haddad e ao Reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará, Professor Seixas Lourenço, solicitando a realização de provas para o concurso público de Professor também no Município de Santarém.

Para Lira Maia, quando o poder público define como local de provas somente a capital do Estado, exclui significativa parcela da população principalmente em razão das dificuldades regionais: “A realização de provas somente na capital afasta da população santarena a possibilidade de participar do certame. Além do problema de locomoção, temos o problema de estadia destes candidatos. Muitos podem não ter condições de pagar um hotel, uma pensão ou ainda não ter um parente para hospedá-los”.

Segundo o deputado, a região Oeste do Estado do Pará representa mais da metade da extensão territorial do Estado, sendo cortada pela BR 163, principal eixo produtivo local. Devido a esta peculiaridade geográfica, para se locomover de Santarém até a Capital Belém, a população se vale de aeronave (cerca de 1 hora de Boeing), de barco (cerca de 2 dias e meio) ou de veículo (cerca de 2 dias). Nesse caso, durante o período de chuvas, as estradas ficam intransitáveis, chegando a ser interditadas em diversos pontos”.

No ofício encaminhado ao Ministro da Educação e ao Professor Seixas Lourenço, o deputado Lira Maia solicitou que, nos próximos editais, principalmente para as áreas administrativas, sejam realizadas provas em Santarém e também nos Municípios que terão Campi da UFOPA. “Nossa intenção é assegurar à população do oeste do Pará, independente da condição social, o direito de participar de forma igualitária dos concursos públicos, assegurando assim a aplicabilidade do “Princípio da Isonomia”, dando tratamento “igual aos iguais, e desigual aos desiguais”. “Não posso admitir que o Município Sede da Universidade Federal do Oeste do Pará bem como os Municípios que terão Campi descentralizados, não sejam contemplados com a aplicação das provas em seus concursos”, concluiu o deputado Lira Maia.

(Assessoria de Imprensa)

Ibama libera licença para usina hidrelétrica no Jari


O presidente do Ibama, Roberto Messias, assinou hoje a licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari. O projeto prevê a construção de uma usina com capacidade para 300 megawatts (MW), o suficiente para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. A usina será construída no Rio Jari na divisa entre o Pará e o Amapá.

Com a licença concedida, essa passa a ser, por enquanto, a única hidrelétrica nova que o governo poderá oferecer aos investidores no leilão de energia marcado para o dia 18 deste mês. Na ocasião serão negociados contratos de venda de energia para fornecimento a partir de 2014, o chamado leilão A-5. O reservatório da usina alagará uma área de 31,7 quilômetros quadrados.

Neste leilão do dia 18, a intenção do governo era oferecer sete novas hidrelétricas de médio e pequeno portes. Mas o próprio presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, vem dizendo que só conta com a participação de duas usinas: Santo Antônio do Jari e Garibaldi, em Santa Catarina, com capacidade de geração de 150 MW. Por enquanto, essa segunda, porém, não tem presença garantida no leilão, uma vez que a licença prévia não foi liberada pelo órgão estadual do meio ambiente. Pelas regras do setor elétrico, só podem ser oferecidos em leilões projetos que tenham esse aval prévio dos órgãos ambientais.

(Agência Estado)

Selvageria e impunidade

Gerson Nogueira:

O que aconteceu no estádio Couto Pereira, domingo, só fez repetir antigas mazelas dos nossos campos. A começar pela negligência (e até resistência) dos clubes em relação ao controle das torcidas “organizadas”, tratadas com a mesma boa vontade dedicada aos torcedores comuns. É um grave equívoco. As gangues devem ser identificadas, enquadradas e impedidas de ter acesso aos espetáculos, pelo bem dos demais freqüentadores.


Quando eclodiu o tumulto, depois do jogo Coritiba x Fluminense, com o ataque direto ao trio de arbitragem ainda no gramado, ficou mais do que evidente que a invasão era premeditada. Parecia ensaiado: os marginais passavam com extrema facilidade através de pontos estratégicos do estádio.

Coisa de quem pensou e planejou o ato. Nesse aspecto, cabe observar que a polícia e os clubes parecem não entender que estão lidando com criminosos comuns, capazes de praticar baderna e até homicídios. O despreparo da polícia é inversamente proporcional à capacidade de organização das quadrilhas que freqüentam praças esportivas no Brasil.

O perigo é que, pela repetição sistemática, todos passem a ver com normalidade ações violentas e irracionais desse tipo. As cenas dantescas registradas em Curitiba não constituem fatos isolados. Constantemente, ocorrem situações parecidas em todos os Estados. Na Série C deste ano, jogadores do Águia foram atingidos por artefatos lançados pela torcida do Sampaio Corrêa, em São Luís. Ninguém foi identificado, o clube não foi punido e tudo ficou por isso mesmo.

Há três anos, depois de Re-Pa decisivo pelo Parazão, no Mangueirão, um associado do Paissandu saiu do túnel destinado ao time e invadiu o campo para tentar agredir jogadores remistas que davam a volta olímpica. Estimulados pelo gesto, várias outras pessoas invadiram o campo, sendo contidas a muito custo. Por pouco, uma festa não se transformou em pancadaria, mas tudo acabou esquecido e ninguém sequer foi preso.

Algum tempo antes, um jogador (Sandro Macapá) havia sido esfaqueado na avenida Almirante Barroso quando se dirigia à concentração do Remo, no Baenão. Tempos depois, um jovem torcedor do Paissandu morreu depois de atingido por um rojão na cabeça. São vítimas da mesma insanidade – e da impunidade – vista no Couto Pereira. Os bandidos de lá são iguais aos de cá, não há diferença.

A paz plena talvez seja uma utopia, mas a segurança aos torcedores é possível de obter. Sistemas de controle efetivos nos estádios e em seu entorno já solucionaram o problema em outros países. As providências devem vir acompanhadas de punição exemplar para todo e qualquer abuso.
No caso do Coritiba, por exemplo, o clube deveria ser penalizado até com o rebaixamento para a Série D. Posicionamento assim enérgico seria o primeiro passo para que outros clubes aprendessem, a pulso, a respeitar a integridade de seus torcedores.

Cobertura de luta de Erick Jennings no vale-tudo provoca críticas ao Blog do Estado'




Miguel Oliveira

Me vejo na obrigação de prestar alguns esclarecimentos sobre a cobertura que este Blog do Estado e o twitter deram à luta do médico Erick Jeninnigs contra David, o Predador, no 'vale-tudo' realizado sábado último, no Kanecão.

Alguns leitores tentam atribuir a este Blog a responsabilidade pelo mau exemplo que este tipo de competição possa causar perante crianças e adolescentes, esquecendo de avaliar que apenas fizemos a cobertura de uma luta que, pelos personagens envolvidos, se transformou em uma importante notícia.

Para estes exigentes leitores, adianto que não concordo com esse tipo de luta e que esse tipo de competição, por exemplo, não tem sua publicidade veiculada neste blog e nem no jornal O Estado do Tapajós. Essa é uma decisão comercial.

Mas, editorialmente, não vejo porque não noticiar uma luta. Até para mostrar sua violência. Uma pedagogia às avessas. Mas é o que está ao nosso alcance.

Reproduzo texto que postei no Blog do Paju sobre a vitória de Erick. O meu posicionamento é muito claro, como o leitor poderá conferir abaixo:


Vou discordar, não para provocar polêmica.
Disse ao Erick, ontem à noite, quando trocamos telefonema, que não concordo e nem concordarei que alguém, como perfil pacifista e humanista como o dele, vá subir a um ringue, feito besta-fera.
Mesmo que me digam que a violência física é menos pior do que a violência psicológica ou moral, vê o Erick no hexágono, embora tenha ido lá por pura curiosidade e a serviço do Blog do Estado, me deixou em profundo desconforto, tanto que minha esposa Rejane, amiga de Erick desde a infância, sentiu-se mal.
Não comemoro o resultado da luta. O Erick tem o meu apreço por outras qualidade que possui.
Não condeno quem luta no vale-tudo, cada um tem o livre arbítrio de praticar o 'esporte' que deseja.
Meio cafona, ainda cutivo alguns valores que aprendi em minha curta passagem pelo tatami de karatê, ainda na infância. "O uso da força física é permitido apenas para defesa pessoal".
Desejo toda a sorte do mundo ao Erick. Só ele pode revelar o que esteve presente em sua mente ao subir naquele ringue. Respeito sua decisão, mas faço-lhe um pedido: use suas mãos apenas para salvar vidas.

Um afetuoso abraço do
Miguel Oliveira

Por quê a UFOPA não faz seu próprio vestibular?

Com a anulação da primeira fase do Processo Seletivo Seriado(PSS) da Universidade Federal do Pará, que também servia de acesso aos cursos oferecidos pela Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA), bem que o reitor Seixas Lourenço poderia determinar um vestibular exclusivo para os candidatos da UFOPA, que tem sede em Santarém.

A saga dos viajantes num livro generoso

Lúcio Flávio Pinto


Há lugares no mundo em que o visitante chega com expectativas ou idéias sobre o que vai encontrar, mesmo quando nunca antes esteve no local. Paris é um desses lugares, mas o detonador do seu fascínio é mais sua história como produto da ação humana. A Amazônia é outro, mas sua marca é mais a do mito, a natureza ainda superando o homem como protagonista. A imagem da Amazônia sempre antecedeu o seu conhecimento. Freqüentemente é a imagem que prevalece e a região acaba sendo substituída naquilo que é, de fato, pelo que seu visitante espera que ela seja, por suas projeções. Daí a variedade extremada na sua definição, desde o celeiro do mundo até o inferno verde.

Como ainda é pouco conhecida, a Amazônia motiva preocupações e teorias sobre o significado marginal ou oculto do interesse do seu visitante. Sem saber com precisão o que ela contém, o brasileiro, seu proprietário putativo, está convencido de que ela é alvo de uma permanente e insaciável cobiça internacional. Um dos agentes ou vetores desse imperialismo imorredouro seriam os cientistas, hoje, como os viajantes, ontem. Apregoando causas humanitárias e armados da ética do saber, eles seriam os pontas-de-lança de apetites geopolíticos e caçadores dos segredos da natureza, hoje associados à biodiversidade amazônica, sem igual no planeta.

Mas dificilmente se chegará ao fim da leitura de Grandes Expedições à Amazônia Brasileira (1500-1930), o livro de João Meirelles Filho, a ser lançado oficialmente em Belém neste mês, com tal concepção. Mais do que um livro, trata-se de um álbum (com 242 páginas) primorosamente editado, com rica iconografia. Passará a ser fonte de referência e de consulta indispensável sobre a saga dos “viajantes expedicionários” ou “viageiros” ao longo de quase quatro décadas e meia de peregrinações pela Amazônia continental, um território que equivale a 5% de toda superfície do planeta e a metade da extensão da América do Sul.

O livro, porém, é muito mais do que uma súmula analítica de 567 viagens, realizadas no curso de 42 expedições, a princípio individuais, depois coletivas, algumas amadoras, a maioria empreendida em bases científicas, de um total de mais de mil que João Meirelles inventariou. Ele reúne informações e apreciações suficientes para estimular uma interpretação mais profunda sobre a contribuição desses homens curiosos ou representantes da ciência.

Leia o artigo completo aqui.

Pantera brilha na festa dos melhores do ano no Rio de Janeiro


No palco, destaque para o escudo do São Raimundo
Ricardo Teixeira entrega a taça ao presidente e ao técnico do clube santareno
Lúcio Santarém ergue o símbolo da grande conquista
Ontem à noite, no Rio de Janeiro, o São Raimundo recebeu das mãos do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o trofeu de campeão da série D.

O time foi
representado pelo presidente do clube, Rosinaldo do Valle, pelo técnico Lúcio Santarém e pelo meia Trindade.

As fotos são do site O Mocorongo.

Competição titânica

No Blog da Franssi:

A Vale vai enfrentar maior competição no longo prazo agora que a BHP e a Rio Tinto confirmaram uma joint venture para economizar pelo menos US$ 10 bilhões por ano em custos operacionais e de capital e levar a projetos mais ambiciosos. A parceria entre as gigantes da mineração pode, por outro lado, ajudar a conseguir preços mais elevados para o minério de ferro. Ainda sob avaliações sobre concentração de mercado, a parceria teria capacidade de produção de 350 milhões de toneladas, superando a atual da Vale, de cerca de 300 milhões de toneladas.

Em relação aos clientes asiáticos – os maiores consumidores -, as australianas já ganham vantagem por causa do frete, e agora terão a seu favor também a sinergia para realizar projetos de expansão a custos mais baixos. A Vale já vem investindo pesado para aumentar rapidamente a produção.

Juízes eleitorais vivem dilema

A justiça eleitoral é especialíssima, diriam experientes advogados.

Especialíssima e supreendente, diriam velhos políticos.

Mas que tal os doutos magistrados aplicarem um preceito basilar do direito que prevê que toda e qualquer sentença só produz resultado quando o processo for transitado eM julgado?

No caso das recentes cassações de mandatos de prefeitos( Belém e Aveiro) o próprio juiz poderia ter recorrido ao TRE para confirmar sua sentença. e Não veriam seus despachos tendo seus efeitos supsensos por simples liminares concedidas em ações cautelares.

Simples, muito simples, não acham?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UFPA anula primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010

A Comissão Permanente de Processos Seletivos da Universidade Federal do Pará (COPERPS) decidiu, nesta segunda-feira, 07 de dezembro, anular a primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS), realizada no último dia 22 de novembro. O novo calendário de provas ainda não foi definido, mas a segunda fase, que seria neste domingo, dia 13 de dezembro, foi adiada. A COPERPS informa, ainda, que as inscrições para o concurso não serão reabertas.

O reitor da Universidade, Carlos Maneschy, explicou que o posicionamento da UFPA sobre a primeira fase do PSS 2010 seria alterado apenas diante de uma decisão judicial ou do surgimento de um fato novo. Os dois motivos que levaram a esta decisão foram uma liminar da Justiça Federal e o resultado de investigações da Polícia Federal.

A investigação da Polícia Federal sobre os problemas relacionados com a primeira fase do PSS 2010 iniciou a pedido do reitor da Instituição e revelou que um integrante do Centro de Processos Seletivos (CEPS), o qual tinha acesso à prova, possui um sobrinho inscrito no concurso, indo de encontro às regras da Instituição. Como o servidor da Universidade tinha acesso ao conteúdo de toda a prova, a comissão decidiu refazer totalmente a primeira etapa do concurso, em vez de refazer apenas a avaliação de Geografia, conforme determinação da Justiça Federal.

“Para evitar que situações como esta voltem a acontecer, a COPERPS irá elaborar novas regras sobre a realização de concursos na Universidade a serem adotadas, ainda, no PSS 2010 e vamos contar com a colaboração da Polícia Federal neste sentido”, garantiu Carlos Maneschy.

A COPERPS irá discutir os detalhes operacionais da decisão, como as datas e os locais de prova, mas adianta que todos os candidatos inscritos no concurso realizarão as provas do certame 2010 de acordo com as inscrições já efetuadas e tão logo o novo calendário de provas seja definido, haverá ampla divulgação.

Do total de 50.436 candidatos inscritos no Processo, 47.707 estão inscritos para participar da primeira fase do concurso. A Coordenadora da COPERPS e pró-reitora de Ensino de Graduação da Universidade, Marlene Freitas, assegura que o adiamento do concurso não interferirá no início das aulas, marcado para o dia 1º de março.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFPA

Primeira fase do PSS será anulada, diz reitor


Belém- Após denúncias de plágio, vazamento das questões e uma série de protestos por parte dos estudantes, a Universidade Federal do Para (UFPA) decidiu anular toda a primeira fase do vestibular 2010.
A decisão foi informada agora há pouco pelo reitor Carlos Maneschy, em entrevista coletiva.(Diário On line)

Liminar que manteve prefeito de Belém no cargo já era esperada

Não surpreende a decisão do juiz José Maria Teixeira do Rosário, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que deferiu a ação cautelar ajuizada pela defesa do prefeito Duciomar Costa, pedindo que ele continue no cargo até o julgamento de recurso contra sentença que o condenou à perda do mandato.

Fórum funciona no feriado

Não é costume, mas o fórum de Santarém vai funcionar amanhã, 8 de dezembro, dia consagrado à justiça.

Como amanhã é dia nacional da conciliação, e havendo necesidade do judiciário trabalhar com carga toral, o TJE transferiu o feriado - que coincide com o da festa de N.sa. da Conceição - para o dia 14 de dezembro.

Novo gabarito do Enem será divulgado hoje

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), organizador do Exame Nacional do Ensino Médio(Enem) 2009, informou ter identificado problemas no gabarito oficial da avaliação que havia divulgado à noite no site da instituição.

O Ministério da Educação prepara uma nova versão do gabarito, com as devidas correções, que deve ser divulgada hoje. As questões 101 nas provas amarela, azul e rosa, e 102, na prova cinza, também foram anuladas. Tinham mais de uma alternativa correta, segundo o Inep.

PSDB sem bandeira

Lúcio Flávio Pinto

Há oito meses o espetáculo que o PSDB oferece à opinião pública é o de desnudamento de todos os tipos de fantasias que carregava. Os tucanos sempre procuraram vender a imagem de que seu partido tem programa e o programa é a espinha dorsal da sua prática política, o cimento a unir as suas peças individuais. No entanto, a indefinição sobre o nome do candidato ao governo no próximo ano é uma disputa cada vez mais feroz pelo poder pessoal. À medida que o tempo passa, as sutilezas e as aparências são deixadas de lado. O combate se tornou selvagem. Travado na mais alta cúpula do partido, indiferentemente às suas bases.

O principal responsável por esse strip-tease é o ex-governador Almir Gabriel. Ferido em sua ilimitada vaidade pela derrota para Ana Júlia Carepa, ele decidiu abandonar a nau tucana quando seu filho foi preso e ele, tentando se preservar, se manteve oculto durante o episódio. Inutilmente: o desgaste acabou por atingi-lo. Tanto como o político que não conseguiu manter a família à distância do nepotismo atado ao exercício do poder como o pai ausente durante as complicações do filho, o doutor Almir acumulou pontos contra a sua imagem anterior, de bom administrador e político limpo. Por isso organizou duas despedidas públicas, convidando para elas só os amigos e correligionários do peito. Depois, fez a trouxa e sumiu, sem prestar contas sobre a sua condição de homem público e de partido.

Se reapareceu, mudando de posição, foi apenas para não permitir que Simão Jatene fosse candidato do PSDB. Depois, se deixou seduzir pelo canto da sereia. Achando que ainda podia ganhar uma eleição para governador, passou a se comportar como candidato plenipotenciário. Bastaria repetir o que fez em 2006 e ninguém se atreveria a contraditá-lo. Mas alguma coisa mudou, mesmo no granítico ninho tucano, e as coisas não se sucederam assim. Incapaz de admitir seu erro, o doutor Almir persistiu nele. O que conseguiu de fato, até agora, foi esgarçar ainda mais a bandeira da social-democracia ao tucupi, que já estava pra lá de rota.

Estiagem castiga Santarém

Não chove em Santarém há exatos 37 dias.
A última chuva registrada na cidade ocorrreu dia 31 de outubro.
De lá para cá, nem um pingo d'água.
A cidade é um poeiral só.

Vazante dos rios pode ser a maior da década em Santarém

CILÍCIA FERREIRA

REPÓRTER

A vazante dos rios Amazonas e Tapajós pode superar o período de estiagem registrado, em 2005, no município de Santarém . Conforme dados Delegacia Fluvial de Santarém, o nível do rio Tapajós marcou 1 metro e 36 centímetros, na última quinta-feira, 3 de dezembro. De acordo com banco de dados de O Estado do Tapajós, em 2005, o nível mínimo dos rios chegou a 1 metro e 48 centímetros, mais precisamente em 25 de outubro daquele ano.

O delegado fluvial de Santarém, capitão Evandro Souza, alerta que "se a chuva não cair nos próximos quinze dias, a situação da navegação no Tapajós e no Amazonas pode ficar altamente comprometida".Ele salientou que no mesmo período do ano passado, as chuvas já haviam caído na região proporcionando o início da subida dos rios.

Os efeitos alarmantes da vazante acentuada já preocupam. Já pode ser notada, na orla fluvial da cidade, a descida brusca do nível do rio Tapajós. Na margem esquerda do rio Amazonas, é possível perceber o surgimento de 'barrancos' até em áreas localizadas abaixo do nível das águas.

O delegado fluvial da Marinha atenta para os cuidados na navegação nesse período crítico. Ele informa que as embarcações precisam navegar obrigatoriamente pelos canais seguindo diretrizes das cartas náuticas, pois, em um período de seca intensa, como a deste ano, a imprudência nos rios pode comprometer a segurança da embarcação, dos tripulantes e dos passageiros.

O delegado informa que a Marinha não registrou mais nenhum encalhe durante o verão. No entanto, ele ressalta que algumas localidades estão inavegáveis, como a cidade de Curuá. "as áreas se transformaram em verdadeiras estradas", comenta o capitão.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BR-163 começa a mudar de cara; produtor aguarda saída ao norte


Roberto Samora

SORRISO (Reuters) - A rodovia BR-163, fundamental corredor para o escoamento de grãos da principal região produtora de Mato Grosso para o Sul do país, está ganhando asfalto novo, e há quem diga que o transporte da safra de soja 2009/10, que começa a ser colhida em janeiro, já estará facilitado em trechos antes esburacados no Médio-Norte mato-grossense.

E os sojicultores do principal Estado produtor do Brasil, que não se contentam apenas com o recapeamento do trecho em direção aos portos do Sul, esfregam as mãos com o início das obras para asfaltamento de cerca de mil quilômetros da rodovia federal em sua parte mais ao norte.

Eles querem ver logo os trabalhos concluídos entre Guarantã do Norte (MT) e Santarém (PA), na região amazônica, pois conseguiriam escoar mais rapidamente e a custos reduzidos sua colheita.

"Houve melhorias na BR-163 (em Mato Grosso), mas ainda é um grande gargalo, a nossa saída é Santarém", destacou o produtor Darcy Getúlio Ferrarin, com propriedades nos municípios de Sorriso, Feliz Natal e Vera, todas cidades de Mato Grosso que ganhariam em logística com o asfaltamento de BR na parte paraense.

O novo caminho asfaltado, quase tudo dentro do Pará, reduziria em pelo menos mil quilômetros o trajeto para a exportação de soja, que hoje percorre mais de 2 mil km em rodovias em direção ao porto de Santos (SP) e outros 2,5 mil km até Paranaguá (PR).

A partir de Santarém, a produção do Médio-Norte, principal região produtora do Estado, com 40 por cento da área plantada da oleaginosa mato-grossense, seria escoada de barco pelo Rio Amazonas para o Atlântico, seguindo para a Europa ou ganhando a Ásia pelo Canal do Panamá.

A obra poderá diminuir em dezenas de dólares por tonelada o custo dos fretes marítimo e rodoviário para enviar a soja até a China, por exemplo.

"Aí vamos ter preço melhor que o produtor do Rio Grande do Sul ou do Paraná", completou o agricultor.

A soja do Médio-Norte sofre um desconto considerável em relação ao produto do Sul pelas condições logísticas atuais. Enquanto em Sorriso (MT) o grão vale 37 reais por saca, em Cascavel (PR) é cotado a 44 reais por saca e em Passo Fundo (RS), a 45 reais por saca.

COMO ESTÁ NO PARÁ

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no lado paraense, as obras já estão em andamento perto de Santarém, e entre os quilômetros 789 e 676, perto de Miritituba, e também entre os kms 355 e 103, além de outro trecho na divisa entre o Mato Grosso e o Pará.

Mas o asfaltamento da rodovia ainda está pendente em um trecho de mais de 300 km no Pará, aguardando Licença de Instalação do Ibama, e uma outra parte do projeto está em revisão.

Questões ambientais, aliás, sempre foram o calcanhar de Aquiles para a conclusão da BR-163, pois ambientalistas argumentam que 75 por cento do desmatamento da Amazônia ocorre ao longo de rodovias -enquanto o setor privado agora diz que não mais compra soja ou gado de áreas desmatadas.

Mesmo assim, e sem ter conseguido autorização do Meio Ambiente para todos os trechos da obra, o Dnit prevê a conclusão do asfaltamento de toda a estrada para o quarto trimestre de 2011, com um investimento de 1,15 bilhão de reais, recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) .

MT REGISTRA MELHORA

A reportagem da Reuters trafegou pela rodovia federal esta semana entre Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, e ainda encontrou buracos em alguns trechos com asfalto velho, que aguarda a chegada das obras em andamento.

Mas na maioria do trajeto, de cerca de 150 km, embora ainda sem faixas de marcação na nova via, a viagem mais tranquila indicou que, pelo menos com manutenção de veículos, poderá haver uma economia no transporte da safra para os portos sulistas.

Essa constatação contrasta fortemente com a situação encontrada pela reportagem na mesma estrada há um ano e meio, quando entre Sinop e Sorriso o carro mais ficava parado, entre crateras na estrada, do que andava.

Enquanto sonham com a saída por Santarém, o caminho rumo ao Sul, pelo menos, ficará mais suave, embora a expectativa de uma grande safra em 09/10 já esteja elevando os custos com frete.

(Reportagem adicional de Luciana Lopez)

Flamengo hexacampeão!



O misto do Grêmio valorizou bastante a conquista rubro-negra. Desfez por completo todas as suspeitas quanto à facilitação. O time sulista entrou em campo com disposição, surpreendendo os donos da festa com uma postura ofensiva e saindo na frente no placar. Meio assustado com a vontade gremista, o Flamengo custou a se reequilibrar. Empatou a partida, mas continuou com dificuldades para superar a correria do adversário, principalmente porque Petkovic e Adriano não estavam em tarde inspirada.

Por ironia, o gol salvador veio de Ronaldo Angelim, caso único de zagueiro esforçado mas ruim que se mantém por anos num clube de ponta no Brasil. Título merecido pela arrancada final e pelo comando sereno de Andrade, um treinador da linhagem doméstica da Gávea, como Carlinhos e Carpegiani.

Divulgado gabarito do ENEM

Confira os gabaritos do ENEM clicando aqui

Autonomia universitária ferida

Miguel Oliveira
Editor-Chefe


Com todo o respeito que merecem os bravos membros do Ministério Público Federal, constato a ingerência do MPF de Santarém em assunto interna corporis da Universidade Federal do Oeste do Pará garantido pelo preceito constitucional da autonomia universitária. A audiência pública convocada para o dia 9 de dezembro pelo procurador Cláudio Henrique Cavalcante Machado Dias, com o escopo de discutir, entre outros temas, a grade curricular da UFOPA, agride o princípio do "interna corporis", pois a maioria da pauta da referida audiência é composta de questões que devem ser resolvidas internamente de acordo com regimento interno da referida instituição. Somente caberia ao MPF avocar para si essa tarefa , se a implantação da UFOPA extrapolasse os limites do regimento interno a que está vinculada.

Como nessa fase de implantação da UFOPA , o regimento interno ainda não está aprovado, a direção pró-têmpore da instituição está cumprindo a legislação federal, e atua amparada pelas normas emanadas do Ministério da Educação. Segundo o reitor José de Seixas Lourenço, dentro de 6 meses, a contar de sua criação, a UFOPA terá seu regimento interno e seu conselho Universitário. É para lá que deveriam ser remetidos os questionamentos que fazem parcela da sociedade civil e do MPF.

Negar ao poder executivo a prerrogativa de implantar uma instituição de ensino superior, referendado pelo Congresso Nacional, seria o mesmo que transferir para esfera judicial o comando da administração pública.

O princípio da autonomia universitária foi inserido na Constutição Federal, em 1988, justamente para proteger as instituições das ingerências indevidas de outras esfera de poder. O cidadão ou entidade que se sentirem lesadas emseus direitos pela administração de uma universidade tem a prerrogativa, garantida em lei, de acionar o poder juduciário em busca da reparação desse dano. No caso da UFOPA, ainda não vislumbro que direitos estejam sendo violados.

Lamento que esteja havendo, mesmo que de forma não intencional, uma judicialização do processo de implantação da UFOPA. Os membros do parquet optaram por uma ação pirotécnica em sua forma, mas vazia em seu conteúdo. Discutir temas como o currículo universitário, local e estrutura da instituição, processo de ingresso, cursos e grade curricular, pode parecer um gesto altruísta. Não nego que a implantação de uma instituição de ensino superior deva ser aberta, democrática, pluralista. Mas, acho confuso o método de enfrentamento que alguns segmentos da sociedade civil manejam, agora, com o apoio institucional do MPF.

A presença já confirmada do reitor Seixas Lourenço e de sua equipe à referida audiência pública, no entanto, deve ser vista como um gesto político maduro, uma atitude responsável de quem tem a tarefa de conduzir um processo tão importante para educação na Amazônia. Mas não pode e nem deve ser entendida como capitulação da luta em defesa da autonomia universitária.

O reitor sabe, mais do que ninguém, que a garantia da autonomia universitária não é uma tarefa intramuros da UFOPA. É uma tarefa de toda a sociedade, beneficiária final do conhecimento e do saber ali produzidos. Se abdicar dessa defesa, o reitor decepcionará a todos nós. E será cobrado por isso.

O Pará atrasado

Lúcio Flávio Pinto

O Pará, Estado colonial por causa da sua função extrativa, não consegue transformar seu crescimento em progresso. É o que mostra o PIB de 2007, revelado na semana passada pelo Idesp. O modelo continua a ser o do rabo de cavalo: crescimento para baixo.

O Pará anda em piloto automático. Não importa quem esteja no Palácio dos Despachos, a sede do executivo estadual, na rodovia Augusto Montenegro. O ocupante do mais alto posto da administração pública no Estado só não é figura decorativa porque alguns desses dirigentes andaram tentando tomar pé – ou mesmo assumir o comando – no imenso território posto sob sua jurisdição. Seus esforços, porém, esgotados os seus efeitos localizados e temporários, se revelaram inúteis.

O Pará transcende a sua própria capacidade de gestão. É produto de matrizes e variáveis que só circunstancialmente se cruzam com os mecanismos decisórios locais. O Pará é o efeito de vontades externas. Na origem das decisões se encontra também a sua destinação. Como se o jogo para valer fosse de bumerangues. Por serem lançados a partir de fora, lá fora é que está o seu ponto de chegada. O Pará é uma circunstância de si mesmo, numa típica caracterização colonial.

O circuito mais importante dessas engrenagens é controlado pela antiga Companhia Vale do Rio Doce. O valor de mercado da empresa é duas vezes e meia maior do que o PIB (Produto Interno Bruto) do Pará. Seu lucro líquido no ano passado excede em mais de 10 vezes a capacidade de investimento do governo estadual. O Pará é um dos 12 Estados da federação nos quais a empresa atua, mas é o segundo de onde ela mais extrai receita e o primeiro em saldo líquido de divisas. Se o Pará tem perfil colonial, a Vale é quem mais o modela.

A ferocidade exportadora da empresa contribui decisivamente para a consolidação de um paradoxo: quanto mais cresce, mais o Estado fica pobre. É o que indicam os principais indicadores do PIB de 2007, revelados na semana passada pelo Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), a partir de dados só agora apurados porque esperava que o IBGE concluísse a apuração do PIB nacional.

Em 2007 o Brasil cresceu a uma taxa quase três vezes superior (6,09%) à do Pará (2,24%), que, por sua vez, foi quase 50% inferior ao incremento da Amazônia (3,80%). O Estado ainda tem o 13º PIB do país (e o maior da região amazônica), mas nem pelo critério de grandeza demográfica sua dimensão se alinha, já que possui a 9ª maior população brasileira (está quatro degraus abaixo do nivelamento econômico pelo critério populacional). O crescimento da riqueza física tem sido proporcionalmente maior nos últimos cinco anos, com taxa média anual nesse período de 4,15% (bem acima da média nacional, de 2,71%), enquanto o incremento médio da população foi de 1,54% ao ano.

Ainda assim, o Pará cai para o 22º lugar no ranking nacional quando a referência é o PIB per capita (a riqueza dividida pela população). O PIB per capita paraense não chega nem a metade do valor brasileiro. É o menor da Amazônia Clássica. Já na Amazônia Legal só ganha do Maranhão dos Sarney, que só está à frente do Piauí, o último da federação. Amazonas e Mato Grosso, líderes regionais, têm o dobro do PIB per capita do Pará.
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Leia o artigo completo aqui.

Luta Erick x Predador

Erick Jeninngs vence Predador em luta de vale-tudo




O médico e militante do PV Erick Jennings venceu esta noite seu adversário de vale-tudo.
'Predador', de Jacareacanga, não resistiu a um nocaute no segundo round da luta que levou milhares de pessoas ao Kanecão, na noite deste sábado.
No primeiro round, Predador levou ligera vantagens desferindo muitos golpes em Erick, que levou o combate para o chão, imobilizando seu adversário na maior parte da luta.
Mas no início do segundo round, Predator levou um golpe fatal de Erick e o juiz deu a luta por encerrada.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Corrida eleitoral: manobras e palpites

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Se o que aconteceu na política paraense nas últimas semanas tiver seu desdobramento lógico e as evoluções dos personagens principais não forem manobras de despistamento ou de mera especulação, mas atos para valer e ter a devida conseqüência, a aliança entre o PT e o PMDB, vitoriosa em 2006, não mais se repetirá na eleição de 2010. A governadora Ana Júlia Carepa é candidata à reeleição, mas desta vez não voltaria a contar com o apoio do deputado federal Jader Barbalho. PMDB e PT terão palanques distintos para o 1º turno, como aconteceu na eleição anterior. Só que desta vez não juntariam suas forças no 2º turno.

Ao contrário de 2006, Jader vem batendo com força crescente no governo petista e não no adversário de ambos, o PSDB e seus aliados. Pode-se interpretar essa fúria como uma forma de elevar o preço para a composição de interesses por ocasião do 2º turno da eleição do próximo ano. Mas há limites para esse jogo de cena. Se a oposição continuar a ser sistemática e a ênfase dos ataques cada vez maior, haverá um ponto sem retorno. A animosidade estará tão disseminada que os líderes perderão o controle dos correligionários – e o apoio dos seus redutos eleitorais – se voltarem atrás, indicando que tudo não passou de dissimulação ou esperteza política.

Esse limite já foi alcançado? Talvez não, mas pode estar bem próximo. Como a estratégia do PMDB é quase um monopólio da vontade de Jader Barbalho, tudo vai depender do juízo que ele já fez ou está formando sobre o potencial da governadora. As notas de coluna e as matérias que têm saído no Diário do Pará sugerem que Ana Júlia alcançou um grau de desgaste irrecuperável. Se esse convencimento for partilhado pelo PT nacional e, em particular, pelo Palácio do Planalto, talvez Jader seja liberado da coligação local, se garantir seu palanque para a ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula à sua sucessão. Como já parece ter feito.

Caso essa hipótese se confirme, quem seria o candidato do PMDB ao governo do Estado? A propaganda e os artigos que o Diário começou a publicar do – e sobre o – seu proprietário parecem querer difundir a certeza de que Jader irá enfrentar a quarta eleição para a chefia do executivo paraense (com o cartel de duas vitórias e uma derrota, esta o resultado mais recente – e desanimador para ele). Nos artigos que começou a publicar no jornal há três semanas, o ex-senador enfatiza sua experiência como administrador. Vai buscar exemplos do passado e os requenta como prontos para serem servidos como solução para o presente e o futuro. Ou seja: está em condições de aspirar novamente ao cargo.

A decisão é de alto risco, sujeitando o ex-ministro a ficar sem qualquer privilégio ou proteção diante dos processos judiciais que o têm como réu de enriquecimento ilícito, desvio de recursos públicos e outros delitos. As últimas eleições mostraram que ele ainda é o maior aliado de qualquer candidato a cargo majoritário no Pará, mas sua votação já não é suficiente para assegurar-lhe vitória nessa disputa.

No entanto, com base em pesquisas, que, evidentemente, não revela, Jader pode ter chegado à conclusão de que uma boa campanha de marketing pode retocar essa má imagem ou controlar a memória dos seus malfeitos. Adicionalmente, um maior fracionamento do eleitorado paraense lhe garantiria a passagem para o 2º turno, quando algum tipo de composição poderia atenuar sua alta rejeição.

Ou tudo isso não passa mesmo de manipulação e o que o líder do PMDB está fazendo é ocultar uma carta guardada na manga do paletó para o momento decisivo? É possível. Mas esse tipo de manobra não se justificaria em relação ao PT. Jader não precisaria bater tão forte na administração estadual nem se afastar dela, abrindo mão de cargos ou deixando de preencher as compensações oferecidas. Se age assim, é porque já examina outro tipo de coligação. Os Democratas surgiram como alternativa, mas eles são uma força secundária, coadjuvante. O PSDB poderia vir a ser um aliado, dependendo do desfecho da interminável novela protagonizada pelos ex-governadores Simão Jatene e Almir Gabriel.

Se ainda não sabe com quem estará junto para a eleição, parece que Jader não tem dúvida sobre quem deve combater. O Diário do Pará mantém uma campanha sistemática e intensa contra o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Pode ser para minar a já combalida aliança do PTB com o PT, prevenir o surgimento do prefeito como candidato ao senado ou imobilizar a anunciada aliança PTB-PR para apoiar a candidatura de Anivaldo Vale, vice-prefeito da capital, ao governo do Estado. Como ela poderia se tornar fonte de desgaste, o PMDB está tratando de lançar lama sobre a administração municipal, tarefa para a qual disporá de farta matéria prima.

Como muito do que é apresentado como fato consumado não passa de balão de ensaio, é um bom exercício especulativo imaginar uma hipótese improvável, embora não impossível: Ana Júlia Carepa, Jader Barbalho e Almir Gabriel medindo forças para o governo. Os dois últimos sem a máquina estadual para impulsioná-los e a primeira sem a mesma perícia para tirar os melhores rendimentos dessa máquina. Se o eixo da disputa pelo poder no Pará está condenada a não conter novidades, que ao menos desmoronem alguns mitos.

Pantera pode perder mando de campo em jogos da série C e Copa do Brasil

A CBF já avisou à Federação Paraense de Futebol que o estádio Jader Barbalho, em Santarém, não tem a capacidade mínima de 10 mil torcedores sentados exigida pelo estatuto do torcedor.
Se não houver reforma do Barbalhão para a susbtituição da área da geral por um lance de arquibancadas até o início dos jogos da Copa do Brasil e do campeonato brasileiro da série C, o São Raimundo terá que mandar seus jogos no estádio Mangueirão, em Belém.
Mesmo que a geral seja transformada em arquibancada, a capacidade do Barbalhao deve cair de 18.500 para 12.500 torcedores.
O atual lance de aruibancadas comporta apenas 8.500 torcedores sentados.

Manchetes de O Estado do Tapajós

VAZANTE PODE SER A MAIOR DA DÉCADA EM SANTARÉM

MARINHA FAZ BALIZAMENTO DE ÁREAS CRÍTICAS

SENADO APROVA CONSULTA SOBRE NOVO FUSO-HORÁRIO

PM VAI FAZER VISTA GROSSA A PIRATEIROS PORQUE POLÍCIA NÃO LAVRA FLAGRANTE

GOVERNO CEDE PATRULHAS MECANIZADAS ÀS PREFEITURAS

Lúcio Flávio Pinto: CORRIDA ELEITORAL É JOGO DE MANOBRAS E PALPITES

BANCADA SANTARENA APRESENTA EMENDAS CONJUNTAS AO ORÇAMENTO DO ESTADO

EVASÃO PODE FECHAR NÚCLEO DO PROJOVEM EM SANTARÉM

CRIANÇAS ESCREVEM AO PAPEL NOEL PEDINDO PRESENTES

ANA JÚLIA ANUNCIA SANTARÉM COMO CIDADE DIGITAL

Miguel Oliveira: AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA FERIDA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sentença determina afastamento já do prefeito de Belém. Agora, é com o TRE

Do Espaço Aberto:

O teor da sentença do juiz Sérgio Lima, da 98ª Zona Eleitoral, que condenou à perda de mandato o prefeito de Belém, Duciomar Costa, e seu vice, Anivaldo Vale, começa a ser conhecido aos poucos.
O dispositivo da sentença – ou seja, a sua parte final, bem lá no finalzinho – é breve.
O magistrado, além de cassar o registro das candidaturas – com a consequente perda dos mandatos de ambos -, aplica multa de R$ 50 mil para o vice-prefeito e de R$ 50 mil para a coligação pela qual foi eleito. Duciomar não foi multado porque já havia sido antes.
E a sentença, além disso, determina que Duciomar seja imediatamente afastado do cargo e que a Câmara de Belém emposse o segundo colocado, José Priante (PMDB), e seu vice Zeca Pirão.
A questão, agora, se desloca para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que com certeza, conforme já adiantou, será chamado a ser pronunciar sobre um pedido de Duciomar, para que permaneça no cargo até o julgamento do mérito do recurso.

ATUALIZAÇÃO ÀS 14H40:

O advogado do prefeito Duciomar Costa, Sábato Rosseti, informou há pouco, por telefone, que na segunda-feira ingressará com recurso perante o TRE, pedindo a reforma da decisão do juiz da 98ª Eleitoral, Sérgio Lima, que casou o mandato do gestor por abuso de poder econômico.
Ao mesmo tempo, segundo Sábato, os advogados do prefeito ajuizarão uma ação cautelar, pedindo que o recurso tenha efeito suspensivo. Com isso, pretende-se que Duciomar só tenha o mandato efetivamente cassado se o recurso, quando julgado, eventualmente não obtiver provimento.
Sábato lembrou que o TRE, em casos do gênero, tem concedido a cautelar, assegurando ao gestor cassado o direito de permanecer no cargo até decisão posterior da Corte. “Já aconteceu isso nos casos de cassação dos prefeitos de Chaves, São Domingos do Capim e Medicilândia, entre outros”, lembrou o advogado.
O advogado enfatizou que até a publicação da sentença no Diário Oficial e a intimação do prefeito, provavelmente na próxima segunda-feira, Duciomar não poderá ser compelido a sair do cargo.

Detran chama 10 mil com pendências para nova habilitação

No AMAZÔNIA:

Mais de dez mil candidatos têm somente até o final deste mês para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Pará. Quem perder o prazo, de pouco mais de três semanas, espremido pelas festas de final de ano, vai precisar reiniciar todo o processo em 2010. Segundo o Departamento de Trânsito do Estado (Detran/Pa), estão nessa situação os candidatos que deram entrada no processo para a primeira habilitação em dezembro do ano passado e, portanto, tinham direito de obter o documento de acordo com a antiga regra. Ou seja, curso teórico de 30 horas e 15 horas de aulas práticas.
Apesar da expectativa de que muitos desses candidatos corram para agendar seus testes em cima da hora, o Detran acredita que, no Pará, não será necessário montar um esquema especial para atender a demanda, como vem ocorrendo em outros Estados. 'Nós estamos preparados para atender a demanda. O que a gente verifica ainda é um certo relaxamento por parte do próprio candidato, que deixa para a última hora. A recomendação é que as pessoas possam se adiantar ao encerramento do prazo, recolhendo os documentos necessários e procurando o Detran em tempo', orientou Carlos Valente, coordenador de planejamento do órgão.
Os candidatos que perderem esse prazo serão obrigados a recomeçar todo o processo a partir de janeiro do ano que vem, mas dessa vez de acordo com a nova regra que passou a valer em janeiro deste ano e aumentou de 30 para 45 o número de horas do curso teórico e de 15 para 20 as horas de aulas práticas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ordenamento da orla

Anisio Quincó deixou um comentário sobre a postagem "Ordenamento da orla de Santarém divide prefeitura":

Que bom que estão pensando nesse ordenamento. Quanto ao terminal, acho interessante utilizar o Tecejuta para cargas e passageiros. Aquela área já é degradada demais para ser utilizada somente para fins de carga. Além do mais, existe área suficiente para implantação de um programa de necessidades amplo, que contemple várias atividades, e com acesso facilitado (Av. Ubaldo Corrêa, a Altamira), com previsão de um terminal de ônibus urbano de passageiros.
Acho que a idéia de ainda usar o terminal Tiradentes é viável, por manter as atividades comerciais que hoje existem, sem perda de link social e linhas de ônibus existentes. Tudo isso não funcionará sem uma certa infra-estrutura, claro.
Enfim, o ordenamento deve visar a ocupação da orla por inteiro, com regras bem definidas. E devem fazer isso enquanto há tempo para tal.


Bancada santarena apresenta emendas conjuntas ao Orçamento do Estado

A bancada parlamentar do Município de Santarém na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, formada pelos deputados estaduais Alexandre Von (PSDB), Antonio Rocha (PMDB) e Carlos Martins (PT), apresentou emendas conjuntas ao Projeto de Lei Orçamentária do Estado do Pará, que encontra-se em análise na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária para posterior deliberação pelo plenário da ALEPA. As emendas, que somadas alcançam o valor de R$ 8.200.000,00 (oito milhões e duzentos mil reais), asseguram recursos orçamentários adicionais para as áreas de transporte, infra-estrutura, educação e cultura, com a seguinte distribuição:

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Transportes
    Programa: CAMINHOS DA PARCERIA
    Projeto/Atividade: Pavimentação e Restauração de Rodovias Estaduais
    Valor: R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais)
    Objeto: Pavimentação de 10 km da Rodovia PA-431, no trecho Mojuí dos Campos à Rodovia Santarém-Curuá-Una, no Município de Santarém.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Obras Públicas
    Programa: GESTÃO MOBILIÁRIA E IMOBILIÁRIA DO ESTADO
    Projeto/Atividade: Construção de Prédios Públicos
    Valor: R$ 1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil reais)
    Objeto: Construção dos prédios do Poder Executivo e do Poder Legislativo do futuro Município de Mojuí dos Campos.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Educação
    Programa: QUALIFICAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA DA REDE ESCOLAR ESTADUAL
    Projeto/Atividade: Reforma de Unidades Escolares
    Valor: R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais)
    Objeto: Reforma de unidades escolares estaduais, no Município de Santarém. Observa-se que, na proposta original enviada pelo Poder Executivo à ALEPA, já constam recursos na ordem de R$ 3.300.000,00 (Três milhões e trezentos mil reais) para esta atividade.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Esporte e Lazer
    Programa: ESPORTE PARTICIPATIVO
    Projeto/Atividade: Construção de Espaços de Esporte e Lazer
    Valor: R$ 3.000.000,00 (Três milhões de reais)
    Objeto: Conclusão do Estádio Estadual localizado no Município de Santarém. Trata-se da contrapartida que o Governo do Estado do Pará necessitará disponibilizar para fazer face à emenda parlamentar ao Orçamento da União, apresentada por toda a bancada paraense no Congresso Nacional, no valor de R$ 30.000.000,00 (Trinta milhões de reais), destinada à conclusão das obras de construção do referido estádio.

A nova proposta orçamentária do Estado do Pará para o exercício de 2010 deverá ser votada até o próximo dia 20 de dezembro, quando a Casa entrará em recesso.

(Fonte: Assessoria parlamentar)

Santarém deve ganhar centro para cirurgias lábio-palatinas

O município de Santarém pode ganhar um centro para pacientes com fissuras lábio-palatinas.
Será o segundo no Pará, já que na capital existe um centro, mas com capacidade insuficiente para atender toda a demanda do Estado. O anúncio foi feito pelo diretor Executivo da Operação Sorriso, Clovis Brito.
A equipe da Operação Sorriso, que esteve em Santarém esta semana para a realização de 60 cirurgias, fará a capacitação dos profissionais enquanto o governo municipal providenciará a estrutura física e os equipamentos.

Campeonato paraense:Tuna encosta no líder Independente

No Blog do Gerson Nogueira:

Quatro jogos finalizaram nesta quarta-feira a 4ª rodada da primeira fase do Campeonato Paraense 2010. No Souza, a Tuna assumiu a vice-liderança (9 pontos) ao vencer o Vila Rica, por 1 a 0, gol de Jóbson no rebote de um pênalti cobrado por ele mesmo, aos 27 do primeiro tempo. Em Santa Izabel, o Ananindeua recebeu o Independente em jogo que terminou empatado em 1 a 1. Pelo time de Tucuruí marcou o atacante Cristiano Tiririca, aos 32 minutos do 1º tempo. Max Melo empatou para o Ananindeua, aos 18 da etapa final.

Em Castanhal, empate de 0 a 0 entre Santa Rosa e Cametá. No estádio Zinho Oliveira, em Marabá, na noite desta quarta-feira, o Time Negra derrotou o Sport Belém por 1 a 0, gol de Waitwai, aos 11 minutos do 1º tempo. Na terça-feira, o Castanhal derrotou o Bragantino, por 3 a 0, no estádio Maximino Porpino. (Com informações da Rádio Clube)

Classificação:
1º – Independente = 10 pontos
2º – Tuna= 9 pontos
3º – Cametá= 8
4º – Ananindeua= 7 (saldo= 0 /4 gols pró)
5º – Time Negra= 7 (saldo= 0 /3 gols pró)
6º – Castanhal= 6
7º – Santa Rosa= 5
8º – Sport Belém=4
9º – Bragantino= 0 (saldo= -9)
10º – Vila Rica = 0 (saldo= -10)

Ordenamento da orla de Santarém divide prefeitura



CILÍCIA FERREIRA

REPÓRTER


Não só a orla da cidade é desorganizada. A recém-criada secretaria municipal de organização portuária trilha pelo mesmo caminho. È surpreendente que o titular da pasta, o ex-deputado Hilário Coimbra, embora esteja disposto a encaminhar as soluções dos graves problemas da orla da cidade, não sabia, por exemplo, que destino terá o píer que a construtora Mello de Azevedo está erguendo na área do novo trecho urbanizado da orla de Santarém. Essa falta de informação pode revelar, também, um descompasso entre as propostas do secretário Hilário e as da cúpula da prefeitura.

O secretário indica algumas propostas para melhorar a área portuária de Santarém, dentre elas destacam-se, a classificação das embarcações por porte - pequeno médio e grande - para que, segundo ele, haja um ordenamento no fluxo dessas embarcações, separando também as embarcações por rotas. Organizar os barcos que tem linhas intermunicipais e intra-municipal, os barcos das comunidades de Santarém.

Outra proposta é a criação de terminais de passageiros separados dos terminais de cargas. Hilário sugere que os terminais de passageiros fiquem em frente à orla da cidade, na chamada área de uso paisagístico-recreativo, sem que isso prejudique a finalidade da área. "O que atrapalha são os caminhões e as cargas que ocupam o mesmo espaço do passageiro", comenta. Hilário é favorável à proposta cujos passageiros devem receber um tratamento especial e diferenciado separado da confusão do embarque e desembarque de cargas. "Penso em um local mais tranqüilo, exclusivo para o passageiro, onde ele não se depare com a agitação de carregadores e cargas", comenta.

Caberiam, segundo o secretário, pelo menos, três terminais no trecho: um na Tiradentes, para aproveitar o aterro que já existe; outro em frente ao Mercado Municipal, que já está em construção; e outro na antiga usina da Celpa ou próximo a Marques Pinto. Hilário diz que "isso ainda está sendo analisado, não está nada decidido".

Em relação ao porto provisório da Tiradentes, ele explica que a área pode ser totalmente aproveitada para a construção do terminal exclusivo de passageiros, uma vez que "o tumulto fica por conta dos caminhões que estacionam no porto e do fluxo de carregadores de cargas misturados aos passageiros". O secretário também expõe a disputa de espaço que os barcos travam para atracarem no local. A transferência desses barcos para outro local, conforme propostas de Hilário, obedeceria a uma classificação por porte de embarcação, mas que ainda não está definida.

Já sobre a obra do cais de arrimo e trapiche flutuante que começou a ser construído na direção do Mercado Municipal, o secretário informa que a obra é da Prefeitura e o projeto é da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF), e não tem informações precisas sobre a obra, apenas que será um cais. Mas diz que poderá naturalmente aproveitar a estrutura para um dos terminais de passageiros.

As divergências

A cúpula da administração municipal pretende transferir para o terminal da Tecejuta todas as operações que hoje estão sendo executadas no terminal improvisado da praça Tiradentes, mas Hilário defende que para lá apenas sejam transferidas as operações de carga. Já que a área tem uma característica própria de cargas, em virtude de disponibilidade de um espaço bem mais amplo para caminhões e carretas. Segundo ainda o secretário, a Vila Arigó seria aproveitada como porto por pertencer à área portuária.

Foi sugerida, também, a organização dos donos de embarcações, em forma de associação para representar a categoria e juntamente com a secretaria ter mais peso para o setor. Além da implantação de campanhas educativas constantes voltadas para os donos de embarcações, os passageiros, os turistas, e todos aqueles que de alguma forma utilizam os portos, seja como meio de renda ou meio de lazer.

O secretário informa que a secretaria será auto-sustentável, pois vai gerar receita para o município. No entanto, a cobrança de taxas só terá validade depois da municipalização da zona portuária de Santarém. "Organizar para que se possa cobrar", declara. Ele explica que não pode cobrar das empresas pelo uso do porto antes da transferência da gestão dos portos. "Não há uma organização nem regulamentação para isso". "Muitas empresas carregam e descarregam no local onde não tem fiscalização".

Hilário diz que as propostas da secretaria são altamente técnicas, estudadas prevendo o desenvolvimento da cidade com o asfaltamento da BR163, onde as grandes transportadoras, que fazem o trajeto pela Belém-Brasília, se deslocarão para a Santarém-Cuiabá e, conseqüentemente, precisarão de uma estrutura portuária bem consolidada.