terça-feira, 11 de maio de 2010

Técnico abespinhado, imprensa subserviente

Gerson Nogueira

Mais do que a aspereza verbal de Dunga ou os chiliques de Jorginho, fiquei impressionado com a condescendência crítica dos repórteres de plantão na entrevista que marcou o anúncio da tão esperada lista de convocados da Seleção Brasileira para a Copa 2010, num hotel do Rio. Perguntas que levantam a bola do entrevistado, comentários simpáticos gratuitos e ausência de pensamento minimamente instigante na avaliação dos nomes expostos na convocação.

Tamanha submissão permitiu que Dunga pudesse desfilar sua grosseria sem causa e estimulou até o normalmente contido Jorginho a soltar os cachorros, chegando a debochar de um repórter que confessou que não irá cobrir a Copa. Situações que não são novas em Seleção Brasileira – Zagallo conseguia ser tão ou mais rude que Dunga e Jorginho juntos -, que se originam principalmente da sabujice crônica de jornalistas e radialistas que se preocupam mais em ficar bem com a comissão técnica.

Há uma preocupação indisfarçável em não se “queimar” com Dunga, Jorginho, Rodrigo Paiva e CBF. Paira no ar um certo pântico de entrar para uma invisível lista negra nas entrevistas da Seleção. Quem cobriu Copa do Mundo, como este escriba baionense aqui, sabe que os repórteres (principalmente os de rádio) disputam a tapa espaço, boa vontade e atenção dos jogadores e integrantes da comissão técnica.

Entendo jornalismo de outra forma, sem conchavo ou lobby, por isso não vejo razão para ficar bancando o simpático e evitando questões desagradáveis. Os poucos que se arriscaram a questionar os critérios altamente questionáveis de Dunga foram tratados a patadas pelo treinador, como se estivessem desafiando uma autoridade intocável. Besteira. Ninguém é dono da Seleção Brasileira, nem Dunga, nem Ricardo Teixeira. A Seleção é do povo, por isso repórteres têm o direito legítimo de perguntar tudo sobre ela, mesmo quando as perguntas soem inconvenientes - e quem disse que a imprensa deve ser conveniente?

Mencionar os exemplos de Pelé em 1958 e de Maradona em 1978 foi uma argumentação pertinente. Dunga, como era de se esperar, ficou abespinhado, subiu nas tamancas. Irritou-se com o intrépido Cícero Melo (ESPN) e com Milton Neves, da Band, os únicos que ousaram desafiar o coro do conformismo naquela platéia de jornalistas a favor – ou disfarçando ser do contra. Ficaram ao lado da população, que os autorizou a fazerem as perguntas certas. Estou com eles, evitaram o constrangimento completo.

Jubileu sem prestígio dos alunos e professores

Sessão da Câmara de Vereadores de Santarém que homenageou os 25 anos de fundação da Faculdades Integradas do Tapajós(FIT) foi pouco prestigiada por alunos e professores daquela instituição.

O número de professores presentes foi pequeno.

O de alunos não passou dos dedos da mãos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Luiz Cavalcante é o novo titular da Seduc

Agência Pará

O professor Luiz Cavalcante assume a direção da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em substituição à professora Socorro Coelho. Cavalcante foi convidado pela governadora Ana Júlia Carepa, nesta segunda-feira (10), no início da noite. A governadora também conversou com a ex-secretária, a quem agradeceu o empenho pela contribuição na formação da proposta do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) dos professores da educação pública, cujo projeto de lei foi enviado à Assembléia Legislativa no último dia 7.

Luiz Cavalcante é professor de carreira da rede pública há 27 anos. É formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará e tem pós-graduação em informática educativa. Estava no governo desde 2007 e exerceu, até poucos dias atrás, o cargo de diretor de tecnologia aplicada à educação. Estava lotado na Escola Estadual Palmira Gabriel.

A posse de Luiz Cavalcante deve ocorrer nos próximos dias, quando a governadora Ana Júlia retornar de agenda que cumpre nesta terça-feira, em Brasília, em vários ministérios. Mas os atos de exoneração da ex-secretária e de nomeação do novo titular da Seduc serão publicados na edição desta terça-feira (11).

Vitória do Águia garante Remo na Série D

Com dois gols marcados ainda no primeiro tempo, o Águia venceu o Cametá por 2 a 0, na tarde deste domingo, em Marabá. O jogo valeu pela semifinal do Campeonato Paraense. Com o resultado, o Águia disputará as finais do returno contra o Remo, que passou pelo Paissandu na outra semifinal. De quebra, eliminou o Cametá, classificando automaticamente o Remo para a disputa da Série D 2010.

Diego Biro, num belo chute da entrada da área, abriu o placar aos 15 minutos. Depois, aos 44, Wando foi derrubado na área e Jales converteu o pênalti, marcando o segundo gol marabaense. O Cametá teve um gol de Jailson anulado pela arbitragem, que assinalou impedimento.

O primeiro jogo decisivo do returno será no próximo domingo, às 16h, no Mangueirão. O segundo está marcado para o dia 23, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. O Águia, que teve melhor campanha nesta fase, joga por dois empates. (Com informações da Rádio Clube)

Polícia Federal fecha lojas de 'compra premiada' em Redenção

Na última quinta-feira, agentes da Polícia Federal fecharam duas lojas que atuam em Redenção vendendo cotas de pirâmides disfarçadas em 'compra premiada'.

Duas lojas da Eletro Lider foram lacradas pelos agentes da PF.

O dono de uma delas, Aleildo Carlos Silva, de 29 anos, foi preso em flagrante durante a operação policial. Ele vai responder inquérito por crime contra o sistema financeiro e estelionato.

Segundo o delegado da Polícia Federal Antônio José Silva Carvalho, várias pessoas fizeram denúncias contra a empresa que atua há um ano e meio em Redenção. O delegado disse que há desconfiança quanto à licitude do sorteio, pois os donos do esquema divulgavam que seriam formados grupos de 49 e 96 participantes, mas os sorteios eram realizados quando os grupos tinham a partir de 10 pessoas.

"Eram só dez concorrentes, mas quando ele rodavam o globo, com as 48 ou 96 bolas, o que se tornava impossível um dos 10 ser premiado", explixou o delegado.

Outro possível crime apontado pelo delegado, era que quando alguém ganhava uma moto ou outro prrêmio, a loja não emitia nota fiscal do produto, assim cometendo fraude tributária. "Eles adquiriam os prêmios em loja de outras regiões e exigiam que as notas fiscais fossem emitidas diretamente em nome dos sorteados, assim eles não pagavam por essa tributação", disse o delegado.

Até flanelinha recebe seguro-defeso como pescador

Do Blog do Espaço Aberto

A Polícia Federal já instaurou inquérito para apurar fraudes na concessão do seguro-defeso no Pará. Os inquéritos em curso na PF, segundo confirmou o blog na sexta-feira, envolvem dezenas de pessoas.
Sinceramente, não há no mundo um país mais criativo que o Brasil.
Em termos de patifaria, realmente não há.
O Brasil é ISO 9.000 nisso.
E se bobearem, será ISO 50.000 nessa habilidade, quando o ISO, claro, chegar a esse nível.
Aqui em Belém – aqui mesmo, embaixo dos nossos narizes e dos nossos olhos – está sendo uma festa a distribuição do seguro-defeso.
Uma festa!
Uma festança!
Há bolsos tufando.
Há bolsos que já estão abarrotados de grana.
Muitíssima.
O seguro-defeso, vocês sabem, é uma renda provisória que o governo federal paga a pescadores, no período do defeso, ou seja, na época que eles estão proibidos de pescar enquanto algumas espécies se reproduzirem.
Uma boa medida?
Sim.
Medida meritória?
Sim.
Acetada?
Sim.
Mas que dá ensejo a patifarias.
Funciona assim.
Cidadão com ligações com entidade que congrega pescadores – apenas pescadores, vejam bem – cadastra uma pessoa, supostamente pescador, para receber o seguro-defeso.
Feito isso, entra em campo um outro personagem, responsável em reunir a documentação do beneficiário e adotar demais providências para que o dinheiro seja repassado à instituição bancária. É o cara – ou a cara, como queiram – que faz o meio-campo.
Aí, uma vez no banco, o dinheiro é sacado.
São R$ 1.800,00.
Em regra, R$ 500 vão para o beneficiário, supostamente pescador, R$ 500 para o cidadão que pegou a documentação e desenrolou o meio-campo e R$ 800 vão para os bolsos daquele primeiro, o que providenciou o cadastramento do suposto pescador.
Por que suposto?
Porque até flanelinha, que não distingue um tucunaré de um búfalo do Marajó, está recebendo seguro-defeso.
Porque até profissionais liberais, que só veem peixe quando ele está no prato, temperadíssimo, pronto para ser saboreado, está recebendo o seguro-defeso.
No bairro do Telégrafo, os cadastros estão sendo feitos a todo o vapor. O pessoa está sendo cadastrado como se fosse pescador de Soure, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Salvaterra, Bagre, Baião e por aí vai.
Se bobearem, tem pescador até do Afeganistão ganhando o seguro-defeso.
A Polícia Federal precisa investigar essa gente.
Se investigar, muito peixe vai cair na rede da PF.
Muito peixe.
Grande e pequenos.
De bagre a tubarão.

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Nota da redação do Blog do Estado:
A Polícia Federal deveria, também investigar a farra na concessão de seguro-defeso em Santarém e Alenquer.
Quem procura, acha, já diz o dito popular.

domingo, 9 de maio de 2010

O crime legal

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

A história contemporânea da Amazônia segue dois marcos. Sem considerá-los, ninguém poderá entender o que acontece na região. O primeiro deles, por ordem cronológica, tem dois desdobramentos. Começou na segunda metade da década de 50 do século passado, quando pela primeira vez a Amazônia foi integrada por terra ao restante do país, inicialmente através das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre (seguidas de outras estradas de porte semelhante, como a Transamazônica).

Esse marco foi arrematado duas décadas depois, quando os militares, no poder pelo período mais longo de todas as suas intervenções na vida política brasileira, decidiram acelerar a ocupação desencadeada pelas estradas. O lema era categórico: “integrar para não entregar”.

Uma longa tradição de raciocínio geopolítico muito forte, sobretudo na caserna, garantia que a Amazônia era objeto, desde o início da presença européia, de uma cobiça internacional profunda, persistente e ameaçadora. Ela só não se consumara porque o colonizador português mostrara sua valentia (além de sagacidade) na defesa (e expansão) das fronteiras amazônicas. Esse sentimento foi repassado ao nativo.

Mas essas qualidades já não eram suficientes para assegurar a soberania nacional sobre a mais extensa e rica fronteira do país. Os “espaços vazios” constituíam o ponto frágil da vigilância e da defesa da integridade territorial. Era preciso que cidadãos nacionais ocupassem esses espaços, atraídos pelas promessas de enriquecimento e intensamente apoiados pelo governo (inclusive através de colaboração financeira do erário). A Amazônia precisava deixar sua condição de reserva e passar a produzir.

Essa contingência se impôs quando de outro marco: a primeira crise do petróleo, de 1973. O mundo se redefiniu para se adaptar ao novo custo da energia. Em nenhum lugar do mundo há mais energia contida na natureza do que na Amazônia. Em seus rios caudalosos, no seu subsolo, nas suas árvores, nas suas chuvas, no seu sol. Um dos lugares-chave da nova redivisão internacional do trabalho passou a ser a Amazônia.

Ela tem duas das maiores fábricas de alumínio do planeta (e o alumínio é o bem industrial mais eletrointensivo que existe), a maior fábrica de alumina, algumas das principais plantas minerais, a quarta maior hidrelétrica da Terra. Quase todos esses bens e insumos são remetidos para o exterior. As empresas que os produzem contam com participação acionária de algumas das principais multinacionais. A Amazônia, internacionalizada desde a sua origem (foram os espanhóis que lhe deram esse nome) e nacionalizada só recentemente, já sob o Império, nunca foi tão internacionalizada quanto agora. E nunca tão integrada à economia nacional. Ao contrário do que pensavam os militares no poder, uma coisa levou à outra, ao invés de impedi-lo.

Os estrangeiros parecem ter aprendido que é mais cômodo e mais rentável explorar as riquezas da Amazônia sob um governo local do que abrindo filial colonial da metrópole no além-mar. Os relatos sobre tentativas de intervenção estrangeira direta não resistem a um exame mais apurado.

Diz a lenda (revestida de verdade histórica nos manuais de ocasião, muito caros aos nacionalistas) que, no século XIX, a poderosa Inglaterra só não anexou a Amazônia porque Eduardo Angelim, o principal líder da Cabanagem, a maior insurreição popular da história brasileira (irrompida em 1835), rejeitou as propostas insinuantes de autonomia de um representante britânico, colocando-o para correr.

Documentos oficiais ingleses, aos quais só recentemente se teve acesso, revelaram que o próprio governo brasileiro, na época chefiado pelo regente paulista Diogo Feijó (em nome do imperador Pedro II, ainda menor), autorizou a Inglaterra a invadir secretamente a convulsionada província para reprimir os rebeldes. A tarefa estava além das possibilidades das tropas brasileiras, empenhadas em combater outra grave insurreição, a dos Farrapos, no outro extremo do país, o Rio Grande do Sul.

Navios da armada inglesa (a mais poderosa da época) estiveram em Belém e seu comandante concluiu que dominaria tudo com apenas 150 fuzileiros navais. Se quisesse fazer da Amazônia uma nova Índia, era o momento. Feitos os cálculos, Sua Majestade verificou que lucraria mais mantendo a nacionalidade brasileira. Ao invés de tropa, mandou seu banco e financiou o início da exploração da borracha. O Banco do Brasil levou quase um século para se instalar na região, depois de criado.

O ministro das relações exteriores da Inglaterra, Lorde Palmerston, instruído pelo embaixador no Rio de Janeiro, não aceitou a proposta de Feijó para a invasão secreta, a repressão e a pacificação da província distante, que seria devolvida então ao governo imperial. Apresentou várias justificativas relacionadas à legalidade e à autodeterminação dos povos, mas, na verdade, tinha em mente números.

A Inglaterra ganhou muito dinheiro comprando e financiando a borracha amazônica. E, depois, quando constatada a inviabilidade de aumentá-la na escala exigida, partiu para o sucedâneo asiático, a partir de sementes coletadas no Pará. Tudo dentro da lei. Sem contrabando, ao contrário do que proclama outra lenda compensatória.

A “pacificação” da província rebelde, que o governo imperial acabou por assumir, foi mais sangrenta do que os motins políticos. Depois de cinco anos de conflagração, 20% da população da Amazônia morrera, com maior ênfase na fase da “pacificação”. Se fosse hoje, seriam mais de dois milhões de mortos. Há algo semelhante na história do Brasil? Não é tão frequente nem na belicosa história da humanidade.

Histórias de pé quebrado sobre a “cobiça internacional” da literatura geopolítica têm servido de habeas corpus ao saque dos recursos amazônicos, inclusive humanos, praticado pelos nacionais. Possibilitam até a pilhagem internacional, sem chamar a atenção da opinião pública, condicionada a achar que internacionalização é sinônimo de invasão armada.

Foi assim que o governo federal conseguiu criar o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). Dizia-se que os Estados Unidos aproveitariam uma manobra militar conjunta na vizinha (ex-inglesa) Guiana (o Brasil foi convidado e não aceitou), para ensaiar a invasão da Amazônia. Usaria o conceito de “soberania limitada”, ao qual a Amazônia estaria sujeita por ser patrimônio da humanidade.

Assim, o Sivam, mesmo custando dois bilhões de dólares, não passou por concorrência pública. Era mais uma ação de emergência pela defesa da ameaçada segurança nacional na Amazônia, alvo da insaciável cobiça internacional. A dispensa de licitação criou um dos escândalos que abalou a administração do presidente Fernando Henrique Cardoso.

De lá para cá as exportações amazônicas cresceram mais de quatro vezes, a participação acionária de empresas estrangeiras se expandiu e os vínculos ao mercado mundial foram reforçados. Há menos “espaços vazios”, não só porque a população cresceu a uma taxa superior à da média nacional, como porque os pioneiros que abrem essas frentes foram responsáveis pelo maior desmatamento de toda história da humanidade: em meio século puseram abaixo área equivalente a três vezes o tamanho do Estado de São Paulo, que concentra um terço da riqueza nacional.

Ou seja: integrada, para não ser entregue aos piratas estrangeiros (ou aos “marines” americanos), a Amazônia paga aos seus protetores um preço. O de deixar de ser Amazônia. É assim que se torna Brasil, finalmente.

Jader deixa como está para ver como é que fica

Do Blog do Parsifal


Quem esperava maiores revelações na entrevista de Jader Barbalho à Radio Tabajara ouviu que o PMDB aguarda a definição do quadro nacional para desenhar o quadro local.

Jader não descarta um duplo palanque no Pará, pois comunga da visão do presidente Lula de que as divergências regionais devem ser respeitadas.

Discorre sobre o tamanho e o desejo do PMDB no Pará: o partido tem o maior numero de prefeitos do Estado, por conseguinte, o desejo de uma candidatura própria é unanime.

Jader não se consagra como único candidato do PMDB ao governo e afirma que não é realidade a crença de que outro nome seria visto como uma candidatura inviável: "há outros nomes no partido que têm possibilidade de vitória.".

Lembra que o PMDB desde 2002 decide as eleições para governador e, por ter transito em todas as posições políticas do estado, sem estabelecer dialogo preconceituoso com ninguém, é o partido que tem maiores chances de angariar apoio em um segundo turno.

Credita o fato de o PMDB clamar pela sua candidatura, à contingência de que em todas as pesquisas realizadas, mesmo em o PMDB estando há 16 anos fora do poder, o seu nome aparece em primeiro lugar: isto é índice de que o povo paraense tem boa memória das suas administrações.

Diz que aliança com o PT, que deveria ser preferencial por conta da questão nacional, tem dificuldade em função da difícil convivência local durante estes três anos.

Afirma que o próprio PT tem problema com o governo: "há um grupo que controla o PT e outro que controla o governo".

Acusa que o grupo que controla o governo aparelhou a administração, jamais permitindo que o PMDB participasse do governo: o PMDB apenas matem cargos e empregos, o que não é conveniente para o partido.

Esta situação é desconfortável e causou quebra de confiança, o que é fundamental no relacionamento partidário: "se o governo se comporta assim quando precisa do PMDB para a reeleição imagina quando não precisar mais.".

Sobre a proposta de Ana Júlia para o PMDB, Jader afirmou que todas as propostas serão analisadas com o partido, pois não é somente o destino político dele que está em jogo, mas o destino de toda a agremiação.

Adiantou que não há disposição de discutir cargos neste momento: "cargos nada adiantaram nos três anos, agora faltando 6 meses, eles não interessam.".

Jader irá analisar o que é conveniente para o PMDB, pois, em uma relação, se alguém cede o que não lhe é conveniente, "já está perdendo".

Quanto a não precisar de apoio para se eleger senador, Jader veste-se de modéstia: "não sou pretensioso para dispensar o apoio de ninguém.".

Por fim, reafirma que quem quiser o apoio do PMDB terá que respeitar o seu tamanho. "Se o PMDB for respeitado poderá haver dialogo.".

Àqueles que apostam que o PMDB poderá ser pressionado por Lula para compor com o PT local, Jader avisa que "ninguém vai decidir pelo PMDB nem aqui e nem fora. O presidente Lula não vai decidir pelo PMDB do Pará.".

Sobre as conversa com o PSDB, Jader declara que tem conversado com todas as lideranças: "ninguém decide a eleição sozinho no Pará.".

Sobre ser a noiva ou o noivo nestas eleições, Jader diz que não tem postura preconceituosa com as noivas: ambos têm o mesmo valor no casamento.

E, sobre o assunto, encerra com uma piada:

Certa feita, em uma acalorada discussão na Câmara, um deputado gaúcho afirmou que no Rio Grande do Sul todos eram machos. Ao que, um deputado mineiro, que com o gaúcho se batia, retrucou: "pois em Minas Gerais metade é macho e metade e fêmea e todos se dão muito bem.".

As várias facetas da maternidade

Luana Leão
Repórter


“Sou mãe de filha adotiva e me irrito quando dizem que ela não é minha filha verdadeira”. A frase é de Brennda Machado, mãe de Giovanna, de 5 anos.

Costumeiramente, no Dia das Mães, a imagem da mãe é associada àquela que deu a luz, à que é mãe, biologicamente falando. Porém, em todo o mundo existem os “pais de criação”. Pessoas que por algum motivo cuidam do filho não-biológico como se o fosse, trazendo para si a mesma responsabilidade de quem gerou uma criança.

Brennda, por exemplo, não esteve todos esses cinco anos ao lado da filha. Não a viu nascer, muito menos deu o primeiro banho, mas vive a mesma rotina de uma mãe e se sente como tal. Para ela, a adoção é uma experiência surpreendente, que necessita de um aperfeiçoamento contínuo em todas suas etapas. “De uma forma verdadeira e natural, Giovanna conhece toda a história de sua vida, pois a verdade deve prevalecer. Todos os dias tenho que conquistar cada centímetro de seu território, algumas vezes com carinho, outras com severidade” revela.

Algumas etapas da maternidade são inalcançáveis quando não se é a mãe biológica, como amamentar e em alguns casos, doar sangue. Brennda afirma que há quem pense que, criar um filho gerado por outra pessoa é complicado, quando se trata da construção da personalidade e do caráter da criança, pois se deduz que estes são herdados dos pais. Mas para ela, mudar isso é apenas uma questão de tempo e dedicação. “É claro que vemos orgulho nos pais biológicos que também desempenharam a paternidade. Seus filhos têm seus traços, seus trejeitos, suas heranças biológicas.

Mas quem não conhece mães biológicas que não adotaram seus filhos e hoje os arrasta pela vida como fardos ou simplesmente os largam por aí?”. Para Brennda, a recompensa é vista todos os dias, quando vê Giovanna, uma criança que foi desamparada pela mãe biológica, sorrindo e fazendo planos para seu futuro. “Futuro que está sendo construído com minha ajuda, ajuda da minha família e seu esforço pessoal”.

Seu Adamor Carvalho vive uma situação diferente. Aos 63 anos teve que se tornar pai novamente, pois sua filha engravidou de Gabriel, decidiu não cuidar da criança e viajou sem data para voltar. Ele e sua esposa tiveram que mudar toda a rotina para criar o menino. “Fui obrigado a pegar a criança, mas não me arrependo. Já o tenho como meu filho”, confessa. Se antes a rotina dele se adequava aos compromissos de um pai, hoje, Seu Adamor vive uma nova condição: a de pai e mãe, pois sua esposa faleceu há uma semana. “Antes eu ainda podia fazer algumas atividades e deixar o Gabriel com minha mulher, hoje levo ele para onde eu vou. É complicado, mas eu não vejo problema, me sinto feliz em cuidar dele”, declara.

Mãe verdadeira é aquela que, mesmo adotiva, mesmo sendo avô, tio, pai, produz condições para que a criança se torne uma pessoa digna de um convívio social sadio. É aquela, ou em alguns casos, aquele, que desempenha funções capazes de oferecer a continuação do ventre, ou seja, calor e proteção, função de mãe; apresentação suave para viver no mundo, função de pai. O laço de amor que une pais e filhos, biológicos ou não, é construído no dia-a-dia.


Mamãe está fazendo falta nesta fotografia

Miguel Nogueira de Oliveira:

A foto acima é da Família Oliveira, em segunda, terceira e quarta gerações.

Foi um registro feito sexta-feira à noite, em Belém, durante a festa de casamento de meu sobrinho Yuri e Michele.

Yuri é neto de Sarita e Petronilo, meus pais, e filho de Leó, minha segunda irmã.

Há muitos anos não tínhamos como reunir família tão grande e espalhada por esse Brasil.

Somos dez irmãos e irmãs, dois cunhados, seis cunhadas, 20 sobrinhos e oito sobrinhos-netos.

Não puderam vir até Belém minha filha Larissa, que estuda e trabalha em Porto Alegre, meus sobrinhos Cleiton Filho, que mora em Macapá, Jéssica, Erica( e seus filhos Luciano Neto, Rebeca e João Lucas, netos de José Maria), Sandro, Fabrício, que moram em Uberlândia, Nilo e Ana Beatriz, que moram em Porto Velho, Patrícia e sua filha Sophia e Rodolfo, que moram em Santarém, e Rafaela, que mora em Belo Horizonte. Também não estiveram conosco Ítalo, filho de meu sobrinho Cleiton Filho, Gabriel, filho do também sobrinho Genardo, Krynssia( e suas filhas Pietra e Giovana, netas de Benedito), e Letícia(filha de Yuri, neta de Leocádia).

Dos cunhados, Edson Fantini e Emília Barbagelata não estiveram conosco.

Neste momento histórico para nós, descendentes da Família Oliveira, a fotografia registra as seguintes presenças:

Em Pé( da esquerda para a direita): Marcos(genro de Petronílo, pai de Renata), Petronilo(irmão), Ricardo(sobrinho), Laura(cunhada, esposa de Petronilo), Rômulo(sobrinho), Ramon(sobrinho), Luã(filho), Rejane(esposa), Cleiton(irmão), Terezinha(cunhada, esposa de Cleiton), Naíla(sobrinha), Genardo(sobrinho), José Maria(irmão), Airton(irmão), Malu(esposa de Rômulo, filho de Petronilo), Airton(irmão), Ediene(cunhada, esposa de Benedito), Leocádia(irmã) e Camile( com Giovani, no colo, esposa de Ricardo, filho de Petronilo).
Sentados( da esquerda para a direita): Renata(sobrinha, esposa de Marcos), Roberta(sobrinha), Angela(irmã), Tereza(irmã), Benedito(irmão), Vânia(cunhada, esposa de Airton) e Ana Maria(irmã).

Neste domingo dedicado às mães, ao olhar para esta foto, sinto a falta dela, minha mãe Sarita, que a todos nós criou e educou, vencendo as enormes dificuldades desta vida, nos legando a mais nobre das virtudes: a honestidade.

sábado, 8 de maio de 2010

Cortes viciadas

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

“Isto aqui é um feudo ou um pasto?”, indagou a deputada Cidinha Campos, com indignação, no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ela se referia ao Tribunal de Contas do Estado. O deputado José Nader Filho se apresentava como candidato a conselheiro do tribunal do qual fora parte e presidente seu pai, que, aposentado, anunciara sua disposição de retornar ao parlamento. Ambos foram indicados para a corte pelo legislativo estadual, apesar de seus prontuários policiais e do pedido de cassação do filho, “muito pior do que o pai”, segundo Cidinha.

Nenhum dos dois teria condições de preencher as exigências feitas a um conselheiro: ter notório saber e reputação ilibada. O novo conselheiro em potencial era acusado de corrupção passiva, advocacia administrativa e formação de quadrilha. A razão para, mesmo assim, pretender o que lhe devia ser interditado? “Existe uma quadrilha aqui dentro desta casa”, acusou a parlamentar, sem ser contestada por seus pares. Eles ouviram em contundente silêncio a duríssima arenga da deputada. Filmado, seu pronunciamento já foi visto por dezenas de milhares de pessoas no youtube.

O caso do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro pode ser o mais grave, mas está longe de ser o único exemplo do preenchimento dos cargos nessas cortes – estaduais e municipais – em ofensa à lei, à moral ou ao bom senso. O Pará pode ser incluído nessa torrente de atos de nepotismo, de favorecimento ilícito ou de desvio e desperdício de recursos públicos.

Um dos lugares disponíveis no TCE paraense pode ser preenchido por um deslavado ato de nepotismo, através do qual a atual presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Rosa Hage, se disporia a se aposentar para que seu filho fosse escolhido para a corte estadual. José Hage Júnior, de 35 anos, é deputado de primeira legislatura e nada indica que preencha as condições para exercer a função. Da sucessão de conselheiros, aliás, poucos podiam ter ocupado o cargo, por absoluta inadequação. Os critérios adotados para as indicações e nomeações foram quase sempre políticos, pessoais e familiares. Na escalada da deturpação e violação das normas, chegou-se ao estado presente, em que as cortes são vistas como itens patrimoniais por determinadas famílias.

A partir do exemplo ruim de cima, se disseminam os maus hábitos na base. Mas felizmente alguns cidadãos começam a reagir a essa sucessão de imoralidades, ilegalidades e inconstitucionalidades. Uma ação popular proposta no ano passado conseguiu suspender a execução do prejulgado nº 16, que abriu as portas do TCE para servidores temporários ou de cargo em comissão, que não estavam amparados pela figura do “direito adquirido”, admitido pela Constituição de 1988 quando impôs a realização de concurso público para a admissão de servidores públicos. Mesmo sem ter direitos, esses servidores foram incluídos no quadro suplementar/estatutários não estáveis.

Parecia haver a consciência de que a incorporação era ilegal porque nem o prejulgado, de 2002, nem a decisão simples que o ratificou, de 2005, foram publicados no Diário Oficial do Estado. São, por isso, atos fantasmas. Não podiam gerar efeitos, por não preencherem formalidade legal indispensável. A juíza Rosileide Filomeno, da 3ª vara da fazenda da capital, concedeu liminar para excluir do quadro suplementar os servidores não amparados pelo direito adquirido, contratados depois da emenda constitucional nº 20, de 1998. O Estado e o Tribunal de Contas recorreram, mas a juíza manteve sua decisão. O caso continua “sub-judice”.

A repetição de tais situações levou o procurador-geral do TCE do Rio Grande do Sul, Geraldo da Camino, a representar ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciando o loteamento de cargos nesses tribunais. Um levantamento anexado à ação, que recebeu o endosso da Associação Nacional do Ministério Público de Contas, comprova que a escolha dos conselheiros, feita por um conciliábulo entre governadores e deputados, “se dá entre familiares e apaniguados políticos que passam longe de preencher os requisitos básicos para a função”, segundo nota da revista Veja.

Se é para o erário manter essas famílias privilegiadas e suas extensões, melhor acabar com as cortes de contas. Será muito melhor para o país.

PF prende integrante das Farcs na Amazônia

AGÊNCIA AMAZÔNIA

RIO BRANCO, AC – José Samuel Sanchez, apontado por investigações como membro da comissão de finanças e logística das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), foi preso nesta sexta-feira em operação da Polícia Federal. As ações da PF aconteceram em Manaus e em duas cidades da região oeste do Amazonas (Maraã e Tefé), na fronteira com a Colômbia. Além de Sanchez, mais sete pessoas foram presas (três brasileiros e outros quatro colombianos). A PF apreendeu na operação 45 quilos de cocaína.

Órgãos de inteligência brasileiros tem redobrado suas ações nas áreas de fronteiras com a Colômbia. Devido a repressão às Farcs e a outras facções guerrilheiras pelo Exército colombiano, as autoridades brasileiros temem que integrantes desses grupos se instalem em terrirório brasileiro. O Exército, por exemplo, reforçou seus postos de fronteira. A PF e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também fizem o mesmo.

Sanchez, que usava o nome falso de Daniel Rodriguez Orosco, atuava na chamada primeira frente das Farc, que vem a ser um acampamento de guerrilheiros que abriga um laboratório para refino de cocaína. De acordo com a PF, Sanchez freqüentava a capital do Amazonas e tinha responsabilidade de contratar barcos para transportar a droga. Os oitos presos serão transferidos para um presídio de Manaus após exames no IML (Instituto Médico Legal).

A operação realizada no Amazonas desmobilizou uma organização criminosa que atuava pelos rios Japurá e Solimões para escoar carregamentos da droga até Manaus. Um acampamento dos narcotraficantes foi destruído na fronteira, segundo a PF. "A organização tinha contato direto com as Farc para obter droga e, em troca, recebia apoio logístico [das Farc] e armas para transportar grandes carregamentos da droga pelos rios do Amazonas", explicou o superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes.

Coiotes são presos em hotel no Acre

No Acre, a PF prendeu o coiote bengali (natural de Bangladesh) B.H., de 41 anos, e seu comparsa, o brasileiro A.L.S.S., de 32. Oito pessoas naturais de Bangladesh, país asiático que faz fronteira com a Índia, estavam na companhia dos coiotes. Os bengalis tentavam entrar ilegalmente no Brasil com destino à São Paulo. A prisão ocorreu durante fiscalização de rotina em hotéis de Rio Branco. O termo coiote é comumente empregado para designar pessoas que transportam imigrantes ilegais além das fronteiras dos Estados Unidos com o México e serve como sinônimo para aqueles que auxiliam a entrada de imigrantes ilegais em outros países.

A.L.S.S. disse à PF ter sido procurado pelo bengali por B.H para ajudá-lo na entrada ilegal de 8 bengalis. B.H. tem permanência no Brasil e é casado com uma brasileira. O brasileiro e o bengali foram enquadrados no artigo 125, inciso 12, do Estatuto do Estrangeiro: "introduzir estrangeiros clandestinamente ou ocultar clandestino ou irregular". Podem pegar pena até três anos e ainda pagarem multa de R$ 800 por pessoa aliciada. Ambos pagaram fiança e aguardam pelo término do inquérito e da instrução criminal. Os oito bengalis foram considerados "inadmitidos" e impedidos de entrarem no Brasil

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lista dos políticos multados pela Justiça Eleitoral

* Airton Luiz Faleiro: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
Alessandro Albuquerque Novelino: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu, mas TRE manteve entendimento de que não houve irregularidades.
* Ana Júlia Carepa: condenada a pagamento de multa de R$ 10,5 mil.
* Antônio Rocha: condenado a pagamento de multa de R$ 15 mil.
* Arnaldo Jordy (duas vezes): em um processo, Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE. No outro processo, condenação foi de multa de R$ 5 mil.
* Carlos Augusto Cavalcante Barros: ainda não julgado.
* Domingos Juvenil Nunes de Souza: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Elcione Therezinha Zahluth Barbalho: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu ao TRE, que condenou a acusada ao pagamento de multa de R$ 5 mil.
* Jader Fontenelle Barbalho: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Joércio Fontinelle Barbalho: ainda não julgado.
* José Geraldo Torres da Silva (Zé Geraldo): condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* José Priante: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
José Rodrigues de Souza Neto (Zé Neto): Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Lúcio Dutra Vale: condenado a pagamento de multa de R$ 5 mil.
* Maurílio Gomes da Cunha (Maguila): ainda não julgado.
* Odair Santos Corrêa: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Suleima Pegado: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Tatiana Amoras Távora Batista Martins: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Wandenkolk Pasteur Gonçalves: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Wildson Araújo de Mello: ainda não julgado.
* Wladimir Afonso da Costa Rabelo (duas vezes) condenado a pagamento de multa de R$ 10 mil em um dos processos. O outro ainda não foi julgado.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Laudo do MPE culpa prefeitura pelo desabamento no Hospital Municipal de Santarém

Justiça aceita denúncia contra Everaldo e mais 4 e livra Maria do processo das microusinas

Lei permite a temporário dirigir escola municipal

Ribeirinhos recebem assistência de voluntários

Lula quer todos aliados em um palanque só

Empresa se apossa de trecho do cais para atracar

TAC vai regularizar matadouros de Monte Alegre

Maestro Isoca:Uma referência na música nacional

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Madeireiras lideram reclamações trabalhistas

De todas as reclamações nas varas do Fórum Trabalhista de Santarém, 60 % são do setor comerciário e 25 % do setor madeireiro. A afirmação é do diretor do serviço de distribuição do Fórum, localizado na 1ª Vara do Trabalho, Manoel Amaral. "Os empregados reclamam de algo que não receberam. Geralmente, isso inclui horas extras, diferenças de salário e valores de rescisão de contrato", afirma. De acordo com o diretor, 633 ações trabalhistas foram realizadas até abril. Desse total, 60 % já foram arquivadas e 40 % ainda está tramitando.
Em relação ao ano passado, Manoel compara que no mesmo período, mais de 700 ações trabalhistas já haviam sido tramitadas. Hoje, são realizadas aproximadamente 30 audiências, na 1ª e 2ª Vara do Trabalho.

Concorrência acirrada em concurso deixa candidatos em pânico

Basta pensar em prestar concurso público, que já vêm à cabeça uma grande competição. Em um mercado de alta rotatividade, onde as empresas privadas buscam sempre o funcionário mais qualificado, a estabilidade que oferece uma carreira pública, os altos salários, acrescidos de abono, os benefícios obtidos - muitos são os motivos para tentar ser um concursado. Porém, essa admiração pela vaga pública, muitas vezes acaba quando o candidato se depara com uma enorme quantidade de concorrentes.

Para a coordenadora de um curso preparatório para concurso no centro da cidade, Kátia Peres, esse medo de concorrer com muitas pessoas atrapalha o aluno, pois além de perder as esperanças quando se depara com números altos de adversários, ele ainda deixa de estudar como deveria. Kátia lembra que existem outros detalhes que também podem influenciar no estudo. "Geral-mente, os alunos não se dedicam muito quando concorrem a vagas de cadastro de reserva. Eles levam mais a sério quando as vagas já existem", declara.

Na busca pela aprovação, existe o aluno que se matricula no cursinho para estudar um mês antes da prova, na fase de revisão, e existe o aluno batizado de "concurseiro" - que sempre freqüenta as aulas do cursinho e faz toda e qualquer prova de concurso para adquirir experiência, até conseguir (em alguns casos, mesmo aprovado ele tenta outros). Kátia Peres acredita que a cultura do povo santareno é estudar pouco tempo antes de uma prova para concurso, enquanto que em grandes cidades, os alunos se preparam durante um ano para fazer uma prova. "Muitas vezes, o aluno não quer investir no cursinho muito tempo, outros se matriculam, mas não estudam como deveriam". Para ela, nem todo aluno que concorre a uma vaga pública está preparado para fazer a prova.

André Melão é novato no cursinho. A intenção dele é passar em uma prova de concurso bancário, para poder manter seus estudos e a conclusão do ensino superior. Quando o assunto é a concorrência, apesar de André acreditar que esse fator estimula o estudo, ele opta por fugir dessa informação. "Eu não faço questão de saber, pois como nunca fiz prova, sinto receio em saber com quantos estou concorrendo", declara. Já para Wanderson Amaral, que estuda para concurso desde 2008 e já fez cinco provas, o temor não é o mesmo. Para o veterano, a sensação de saber que existem muitos concorrentes não é boa, mas não é capaz de impedi-lo. "O número de inscritos, ou seja, concorrentes, não é proporcional ao número dos que estudam", acredita.

IBGE faz coleta para o Censo que inicia em agosto

Da redação

A coleta de dados nas ruas que dá início ao Censo 2010 iniciou em Santarém na segunda quinzena de abril, após quatro dias de treinamento que instruiu os 32 Agentes Censitários Supervisores - ACS e os quatro Agentes Censitários Municipais - ACM. A pré-coleta tem o propósito de contribuir para a qualidade do trabalho durante a segunda etapa de coleta do Censo 2010, que começa em agosto.
Nessa primeira etapa, os agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE estarão nas ruas durante todo o mês de maio para reunir informações como a quantidade de domicílios, a identificação dos logradouros, tipo de pavimentação, onde há iluminação pública, presença de bueiro, esgoto a céu aberto e o depósito ou acúmulo de lixo.
O chefe da agência do IBGE de Santaré, Edilberto Figueira, explicou que, somente na segunda etapa, os agentes irão entrevistar os domiciliares, com questionamentos sobre educação, saúde, renda, etnia e migração. Segundo Edilberto, para a segunda etapa serão contratados 255 agentes temporários, via concurso.
De acordo com o chefe da agência, os agentes vão colher dados da área urbana, Vila Curuai, Alter-do-Chão, Mojuí dos Campos e Boim. Os demais municípios do oeste paraense serão atendidos pela equipe que os corresponde.
A fase de pré-coleta tem o objetivo de atualizar os mapas e a listagem de domicílios do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos - CNEFE. Isso otimizará a duração e a qualidade do trabalho durante a coleta do Censo que inicia no mês de agosto.
No Pará, a Pré-coleta mobilizará 840 Agentes Censitários de Supervisão que irão às ruas e mais cerca de 200 pessoas entre Agentes Censitários Regionais e Municipais e Subáreas, que supervisionarão os trabalhos.
Nos dois anos que antecedem a etapa de coleta de dados do Censo, o IBGE prepara e atualiza a Base Territorial do país, que é o conjunto de mapas e cadastros que contém informações de diversas áreas (estados, municípios, bairros, aglomerados, distritos, quarteirões etc.). Consequentemente, é neste período que são planejados e definidos os setores censitários, que constituem a área de trabalho de cada recenseador. O setor censitário é a unidade formada por área contínua inteiramente classificada como urbana ou rural; sua dimensão, número de domicílios e de estabelecimentos permitem ao recenseador cumprir suas atividades em um prazo determinado, respeitando o cronograma de atividades.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ximenes vai para a Ufopa

Do Blog do Nilson Pinto:

Parabéns ao reitor da Ufopa, Seixas Lourenço, que fez um gol de placa ao levar para a Universidade do Oeste do Pará o ex-reitor da UFPa, prof. Dr. Marcos Ximenes Pontes.

Lourenço convidou e Ximenes aceitou dirigir o Instituto de Engenharia e Geociências da Ufopa. Ximenes tem mestrado em Ciências Térmicas pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutorado em Engenharia Aeronâutica e Mecânica também pelo ITA, além de um pós-doutorado na University of Missouri – Columbia, Estados Unidos.

Haverá surpresa nas eleições de outubro ?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Em 2006 a candidata do PT ao governo do Estado, Ana Júlia Carepa, só venceu a disputa porque o PMDB apresentou uma chapa própria para o 1º turno e seu candidato, o então deputado federal José Priante, teve uma votação superior a todas as expectativas. No 2º turno, armou-se a coligação dos dois partidos para enfrentar o adversário comum, o ex-governador Almir Gabriel, que, contra a tendência em favor da mudança, tentava voltar ao cargo pela terceira vez.

Em 2010 a situação é inversa. Se o PMDB apresentar candidato próprio no 1º turno só não ameaçará a reeleição de Ana Júlia Carepa se usar um fantoche, um nome sem qualquer densidade eleitoral, só para constar. Mas se fizer isso, poderá provocar a reação dos seus próprios eleitores. Para eles, o principal inimigo deixou de ser o PSDB. Agora, é o PT.

É insólita esta constatação porque PMDB e PT ainda são partidos aliados no Pará. O PMDB ocupa alguns cargos de primeira linha da administração estadual, mas perdeu os principais, que lhe couberam na partilha logo depois da vitória de 2006. E perdeu depois de um longo processo de desgaste, amargando uma imagem que se mantém grudada ao partido há muitos anos e que seus aliados trataram de reforçar: de fisiológico, nepotista e corrupto. A escória, como disse um dos principais “quadros” do grupo da governadora, seu assessor especial Cláudio Puty.

Político profissional com mais de 40 anos de carreira, iniciada pela base, como vereador, Jader Barbalho absorveu os golpes petistas, mas não ficou parado. Tratou de avivar os elos com o presidente Lula e a direção nacional do PT, arranjar cargos e verbas federais e com tudo isso montar a melhor estrutura eleitoral no interior, controlando mais prefeituras do que o PT, fato inédito nos últimos governos do Estado.

Em intensa atividade municipal, sempre levando alguma coisa para oferecer, Jader conseguiu o que parecia impossível, diante do péssimo estigma que seu nome suscita: aumentar sua popularidade e reduzir sua rejeição. Com isso, ampliou o campo de influência do PMDB e recriou sua identidade. Seu peso eleitoral é maior agora do que há quatro anos. É, mais uma vez, quem vai decidir a disputa.

Os petistas no poder, os do grupo (minoritário até internamente) da Democracia Socialista, demoraram a perceber esse fato – e vários preferem ignorá-lo até hoje. O ataque frontal de Puty a Jader no domingo, 18, que parecia o golpe de graça na aliança, foi seguido no dia seguinte pela visita da governadora à residência do líder do PMDB, o chefe da escória (em contraste com a pureza imaculada dos petistas). Muito mais experiente do que seu lua-preta, Ana Júlia deve ter percebido o terreno desaparecer sob seus pés. A arenga de Puty era apenas a gota d’água: os sinais do desastre iminente estavam na recusa de Jader de atender os telefonemas da governadora.

Ana Júlia teve que fazer a visita de surpresa, na manhã bem cedo, e levando consigo o deputado federal Paulo Rocha, interlocutor e aliado informal de Jader. Se se anunciasse e fosse sozinha, corria o risco de bater com o rosto na porta em madeira de lei do ex-governador, no condomínio luxuoso em que ambos residem, na área metropolitana de Belém. A conversa foi demorada, a governadora ofereceu troféus ao seu aliado, prometeu que agora tudo vai ser diferente e Jader foi atencioso com ela. Mas falou pouco. Os compromissos ficaram para depois. Ou para nunca mais.

Contar com a máquina do governo para a eleição é importante e pode ser decisivo. A maioria dos candidatos aceitará um novo acordo, mesmo que céticos quanto ao seu cumprimento. Mas pela primeira vez haverá resistências dentro do partido e na sua militância. Muitos já acreditam que desta vez o PMDB, além de não apresentar um “laranja” para a eleição, terá Jader Barbalho como cabeça de chapa. O próprio Jader induziu essa gente a acreditar na sua quarta candidatura ao governo (com duas vitórias e uma derrota, na mais recente tentativa). Ele mesmo não deve ter encarado com muita seriedade a hipótese, mas ela cresceu mais do que ele pretendia ter sob seu controle.

É uma parada demasiado arriscada. Seu índice de rejeição ainda é alto. A reeleição como deputado federal ou a volta ao Senado são dadas como certas. Mas ele sabe que só se manteve na Câmara porque se limitou aos bastidores – e mesmo assim não se livrou de constantes críticas na mídia. Para a imprensa, sua volta ao Senado detonará o sinal de alarme: ele será alvo de atenções constantes e a proximidade dos tribunais dará eco maior a esse barulho.

Se ficar no Pará, o interesse será menor e esporádico. Apesar de tudo, o Pará fica longe de Brasília e só interessa aos centros econômicos quando lhes dá lucro, o que é a regra de procedimento. Mas não só por isso. Se ainda quiser ser uma liderança forte no Estado, Jader terá que se apresentar mais e exercer o poder local. Seu herdeiro, o filho, Helder, prefeito de Ananindeua, o segundo município mais populoso, não dá indícios de que estará pronto para concorrer ao governo em 2014. Mas, quem sabe, em 2018? Se vencer neste ano, Jader poderá conquistar um segundo mandato e preparar a sucessão em família. Já setentão, estará com o perfil de senador e em condições de suportar uma nova campanha de mídia, se ela ainda estiver interessada nele.

Mas a disputa para o governo em outubro é incerta e não sabida. Poderá ser-lhe fatal, deixando-o sem um cargo eletivo, um vácuo que ele já experimentou duas vezes e provavelmente não quererá repetir. O risco é quase o mesmo para todos os demais candidatos, incluindo a governadora, líder em rejeição. Ela conta com a máquina e graças a ela poderá contrabalançar sua imagem ruim. Mas há um momento a partir do qual nem mesmo uso ou o abuso do poder público salvam um candidato. Não se pode dizer ainda se Ana Júlia atravessou esse Rubicão, mas sua súbita visita a Jader, nas circunstâncias em que a realizou, são sintomas da sua preocupação – ou talvez já do desespero.

Se forem procedentes as informações vazadas de pesquisas não oficializadas, Jader é candidato para passar ao 2º turno, seja lá quem for que o acompanhe nessa travessia difícil. Se for Ana Júlia, contará com a adesão maciça dos tucanos, que não querem mais saber de petistas e sabem que, ao contrário deles, Jader cumpre os acordos que faz (sobretudo aqueles que não podem ser assinados e reconhecidos em cartório, dependendo apenas da palavra empenhada). Se for Jatene, os petistas não desconhecem que essa vitória representará a volta da hegemonia tucana, com possibilidade de se manter por outros 12 anos (de máquina pública os social-democratas à brasileira entendem).

Este é o eixo principal da perspectiva eleitoral. Há inúmeras variações possíveis, mas laterais a essa espinha dorsal, o suficientemente significativas, porém, para que se preveja a mais disputada das eleições em tempos recentes no Pará. Tão difícil que mesmo sendo o principal eleitoral ou o mais importante candidato, Jader Barbalho tem também diante de si o maior dos riscos: tanto o de dar a volta por cima e restabelecer sua força política, abrindo caminho para uma permanência em família, como iniciar a derrocada rumo a um destino inglório.

Esse drama é produto da repetição de um enredo que está exaurindo as lideranças do Estado, tudo mudando para tudo continuar como está. Por isso, à parte todas as hipóteses de relações políticas para a próxima eleição, pode haver um elemento de surpresa sobre as conjecturas, se o eleitor quiser, desta vez, se fazer ouvir, depois de ser tantas vezes ignorado ou manipulado.

Bullying nas relações familiares

José Olivar:

A comunidade jurídica brasileira vem se despertando para a grave situação que ocorre dentro das relações de família. É que, após o término da vida conjugal, o filho do casal é “programado” por um dos genitores que tem sua guarda, para odiar, sem qualquer justificativa, o outro genitor, em razão do sentimento de vingança que aquele mantém por este.

Com isso, cria um grande problema com profundos danos psíquicos na criança, colocando-a sob constante estado de tensão.

Atualmente, este tipo de bullyng – palavra de origem inglesa – é também conhecida, como a Síndrome da Alienação Parental, que deve veementemente, segundo os doutrinadores, ser combatida.

Resposta ao Editorial anti-separatista

O jornal Agora S. Paulo, do grupo O Estado de São Paulo, em editorial abaixo reproduzido, ataca a criação de novos estados com a velha ladainha de que novas unidades federativas provocam gastos públicos desnecessários.

Leia o texto:

A Câmara dos Deputados discute se autorizará a realização de plebiscitos que podem aprovar a criação de mais dois Estados no país. Com os nomes de Carajás e Tapajós, eles seriam desmembrados do Pará. O Senado já aprovou os projetos.

Não faz o menor sentido esse tipo de proposta, que só serve para criar um número maior de empregos públicos. Se a decisão for colocada nas mãos da população local, é bem possível que ela vote pela separação.

Mas não é só esse o problema. Há várias outras propostas de criação de novos Estados, como a divisão de Mato Grosso, Amazonas, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais e até de São Paulo. Se os dois desmembramentos do Pará passarem, eles darão força a novas iniciativas.

Esse tipo de projeto segue um mesmo modelo: políticos de regiões distantes se aproveitam da insatisfação dos eleitores com os governadores de seus Estados para defender a separação. Se tiverem sucesso, milhares de cargos brotam de uma só vez –governador, secretários de Estado, senadores, deputados federais e estaduais. Sem falar nos assessores.

Um dos Estados em debate é o de Rio Negro, hoje parte do Amazonas. Tem 87 mil pessoas. Caraguatatuba sozinha tem mais gente que isso.

O país já cometeu esse erro antes. A Constituição de 1988 permitiu a multiplicação desenfreada de municípios. Surgiram mais de mil. Muitos só vivem dos repasses de verbas federais. No final, o Congresso foi obrigado a limitar a criação de novos municípios.

Resposta do Blog do Estado:

Por quê São Paulo, através de seu mais tradicional jornal, é contra a criação de novos estados?
Vocês acham que é por economia de recursos?
Alguém sabe, por exemplo, que a cidade de São Paulo tem um Tribunal de Contas do Município?
Há maior desperdício de dinheiro público do que isso?
E o editorial do Estadão, faz vista grossa, né, gente?
Sabe o porquê?
A federação está controlada pelos grandes estados, que detém a maior bancada na Câmara.
Criar novos estados significa redesenhar o perfil das representações no Congresso.
Por quê somente os parlamentares federais que emergeriam de novos estados provocariam gastos? Os atuais paulistas, mineiros e fluminense, por acaso, nada custam ao erário?
Quanto ao Tapajós, que surgirá da região de onde nasci e moro, o sentimento de emancipação não depende de apoios de ‘forasteiros’ e tem sim o apoio de quem aqui vive e trabalha.
Voltando ao ponto principal. O que é bom para São Paulo é bom para nós?
Pensem nisso.

Vaias na Câmara

A vereadora Marcela Tolentino(PDT) foi a parlamentar que mais levou vaia da galeria da Câmara, durante votação da lei da gestão (anti)democrática da educação.

Lei da gestão das escolas vai acabar na justiça

Partidos de oposição prometem recorrer à justiça para anular artigo da lei aprovada ainda há pouco, na Câmara, que estabelece que servidores temporários também possam concorrer à direção escolar, por um período de 3 anos, renovável por igual período.

A emenda apresentada pelo vereador Erasmo Maia previa que apenas os servidores estáveis poderiam concorrer à direção das escolas municipais.

Argumenta a bancada da oposição que os temporários só podem, em tese, permanecer no serviço público por até um ano, período em que podem ser dispensados pela administração, e que por isso não estariam aptos a concorrer ao cargo, cujo mandato excede ao tempo de permanência na função.

Criação do Estado do Tapajós: “O povo tem que decidir”, diz Elcione


O Projeto de Decreto Legislativo nº 731 de 2000, que determina a realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós, tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

A deputada federal Elcione (PMDB-PA) se diz favorável à consulta pública. “O povo tem que decidir”, ressalta. Contudo, a parlamentar chama a atenção sobre possíveis consequências que a divisão do Pará pode acarretar para a população e para as contas públicas.

Ouça o que a nossa deputada 'guerreira' diz sobre o tema: http://www.elcione.com/blog/?p=1059

Pirotecnia policial

Embora necessária, essa operação caça-pirata que as polícias realizam desde ontem, em Santarém, está mais para exibição do que para dar seguança ao cidadão.

Estão sendo estourados fábricas de CDs e DVDs falsificados e apreendidos esse tipo de produtos em mãos de camelôs.

Mas não se vê, por outro lado, o mesmo empenho em combater outros crimes mais nocivos ao cidadãos, como assaltos e guerra de gangues.

Lira Maia diz que Belo Monte será boa para o Brasil e o Pará


A construção da Hidrelétrica de Belo Monte divide opiniões entre governo, especialistas do setor elétrico e entidades, principalmente ambientalistas. Mesmo assim, a obra já foi leiloada no fim do mês de abril.
Para o deputado democrata Lira Maia, Belo Monte traz mais benefícios do que prejuízos e, portanto, será boa tanto para o desenvolvimento do Brasil como para oestado do Pará.

Veja o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=koW79_Fvizs

Brigas, lágrimas e uma reportagem premiada

Larissa Brainer
Da equipe Manual dos Focas

Desejo de todo estagiário de redação é ter uma sugestão de pauta aceita pelo chefe. Desejo maior é que essa pauta tenha destaque e um bom espaço, de preferência página limpa, com direito a matéria principal, vinculada, arte, foto e tudo o mais. Para a vida desse estagiário (nem só do estagiário, diga-se) se tornar perfeita, só se, além de ter um ok nos dois itens supracitados, o chefe der um bom tempo para apuração e redação disso tudo.

Fui atrás do primeiro item. “Chefe, vamos fazer uma matéria sobre consumo de água. Vemos todos os dias as pessoas desperdiçando, os vazamentos na cidade, acho que era muito importante… E nesses tempos de debates ambient-” – aqui, se minha vida fosse filme e tivesse trilha sonora, se ouviria o barulho do disco arranhando – “Qual é o gancho? Isso a gente vê todo dia. O que há de novidade?”, Zero. Eu não tinha nada. “Volte para falar comigo quando arrumar um gancho”.

Meses depois, fui pautada para uma coletiva de imprensa na operadora de abastecimento de água de Pernambuco. Uma conversa pós-coletiva com um diretor da companhia me deu o gancho para a matéria que eu já estava quase perdendo a esperança de fazer. A empresa tinha um projeto-piloto para regular o abastecimento no estado e reduzir os vazamentos. O chefe topou, me deu uma página limpa. Seria uma principal, uma vinculada e uma arte grande. Sonho. Mas tinha um problema. Era terça-feira e ele queria a matéria pronta na quinta para ser publicada na sexta.

Entre um parágrafo e outro da matéria da terça, fiz ligações para adiantar personagens, entrevistas, fontes. Para confirmar se o tal projeto-piloto que tinham me falado procedia, fui ao bairro no dia seguinte. Meu tempo era curto, fui na hora do almoço. Bati de porta em porta perguntando há quanto tempo o morador vivia ali, como era o abastecimento, como estava agora, os hábitos de consumo, se sabiam o que tinham feito no bairro deles. Quando consegui o melhor personagem, corri pra redação.

Baixei da internet um número incontável de documentos relacionados a recursos hídricos. Em um deles, encontrei um dado que me deu o lide da matéria principal. Apurei tanto que tinha a sensação que ia morrer afogada.

Cheguei na redação, na quinta, às 8h e saí às 23h30. O caderno fechava às 21h, no máximo 21h30. Só consegui terminar tudo, depois de gritos, às 22h. Atrasei a edição. Fui embora arrasada. No dia seguinte, levei uma chamada gigante. Tentei argumentar que tive pouco tempo, mas não adiantou. Bronca coletiva dos três editores. Eu tava tão exausta que não consegui dizer mais nada e só fiz escutar e chorar.

Hoje, olhando para aquele dia, vejo que meu maior erro foi ter “apurado demais”. Tinha informações para uma hidrelétrica de Itaipu, mas só precisava encher uma lagoa. Ou seja: parti sem foco. Sem isso, me perdi no meio do aguaceiro. Tinha informação demais, possibilidades de enfoque demais e espaço de menos. Lição aprendida.

Dias depois, inscrevi a matéria em um prêmio de jornalismo que tinha justamente o tema do consumo de água. Na semana passada, quase seis meses depois da publicação da reportagem que arrancou água dos meus olhos, recebi um e-mail dizendo que fui premiada. Dei um grito e muitos pulos. A emoção que dá quando conquistamos algo assim com o nosso esforço é indescritível. Depois que me pus em ordem novamente, respirei fundo e pensei: “Valeu a pena”. Sempre vale a pena.

P.S. A matéria que gerou esse relato está disponível aqui.

Retrocesso


Projeto de lei da gestão democrática que vai ao plenário da Câmara, daqui a pouco, acaba com autonomia financeira dos diretores das escolas.

Retrocesso inconcebível para um governo que se diz popular e participativo.

Lei da Gestão Democrática contém 'aberração jurídica'

Projeto de lei do executivo municipal, que a Câmara de Vereadores de Santarém começa a votar na sessão de hoje, contém um artigo que permite que servidor temporário possa ser nomeado diretor de escola, prerrogativa que deveria ser, apenas, dos concursados.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Leilão de Belo Monte: escândalo anunciado

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal


Em 1982 o milionário americano Daniel Ludwig decidiu não pagar a prestação que vencia do empréstimo japonês, de 200 milhões de dólares para a construção – no Japão – da fábrica de celulose e da usina de energia do Jari, de propriedade daquele que era então considerado um dos homens mais ricos do mundo. Seria uma questão do mundo de negócios se o tesouro nacional não fosse o avalista da operação. Uma vez constituída a inadimplência, o governo brasileiro teria que quitar a dívida. E executar o devedor para ter de volta o seu dinheiro. O problema é que Ludwig, pressentindo os prejuízos que teria e que não previu, não queria mais continuar à frente do Projeto Jari, que era seu desde 1967. O desfecho da história seria uma heresia para o governo do general João Figueiredo: estatizar um empreendimento que era a vitrine da colaboração estatal com o capital estrangeiro.

O ainda todo-poderoso ministro Delfim Neto entrou em ação. Ele ligou para um grupo de empresários, sobretudo empreiteiros e banqueiros, que deviam favores ou benefícios do governo, e “convidou-os” a formar um consórcio para nacionalizar o super-projeto de Ludwig, até então cantado em prosa e verso. O comando ficaria com o mineiro Augusto Antunes, amigo de Ludwig e que atuava na região desde a década de 50, associado à segunda maior multinacional do aço, a Bethlehem Steel, na exploração da jazida de manganês de Serra do Navio, no Amapá. Esperto, Antunes ficou só para si com a coroa do espólio de Ludwig, a Cadam, empresa de caulim, a única que já era rentável.

Não podendo dizer não a Delfim, os empresários entraram na sociedade. Mas cada um ficaria com apenas 3% do capital e só integralizaria de imediato 10% dessa parcela. Antunes ficaria com 40% e o controle acionário, mas não colocaria dinheiro vivo. A integralização seria feita com a Cadam. Como a principal atividade do projeto, a fábrica de celulose, era deficitária e assim continuaria por longo tempo, quem colocaria capital para valer?

Ora, o BNDES. Em seguida, quando o rolo cresceu, também o Banco do Brasil. A soma das aplicações foi além de 500 milhões de dólares, sem retorno, porque a contrapartida dos bancos estatais foi receber ações preferenciais, sem poder sobre a administração. Teriam apenas direito a preferência na distribuição de lucro, que nunca houve. O dinheiro público não voltou até hoje e o empreendimento continuou privado, agora com o grupo Orsa, de São Paulo.

Dos 23 empresários contatados por Delfim, apenas um foi ver com seus próprios olhos o negócio oferecido: sozinho, em vôo de carreira, o banqueiro Olavo Setúbal, dono do Itaú. Na ida e na volta ao Jari, conversei com ele no aeroporto de Belém. Setúbal disse, com tranqüilidade, que não entraria no consórcio. Não havia rentabilidade. Logo, não era de interesse para um empresário. E não entrou. Para não cometer a heresia de estatizar o Jari, o governo enfiou num buraco sem fundo meio bilhão de dólares para que os supostos donos continuassem a tocar o empreendimento.

O leilão da hidrelétrica de Belo Monte tem muitos pontos de identidade com a “nacionalização” do célebre Projeto Jari, quase 30 anos atrás. Também sem similitudes com a venda da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997, um dos escândalos – talvez só superado pela privatização do sistema estatal de telecomunicações – do governo Fernando Henrique Cardoso. A CVRD talvez também pudesse ser privatizada, para o bem da nação. Mas nunca por aquele preço irrisório. E jamais na íntegra, incluindo seu sistema logístico, que só se constituiu porque a Vale era estatal. Em poder de uma empresa privada, não seria aceito nem nos Estados Unidos ou na Inglaterra dos nossos dias.

O projeto de Belo Monte se tornou um monstro, um Frankenstein, depois de tantas mudanças, correções, ajustes e mistificações feitos nos seus 30 anos de história. Começou como uma cópia do modelo de hidrelétricas no Brasil, com ênfase em Tucuruí, apenas com ligeiras correções e adaptações. Consistia numa sucessão de seis barragens, uma delas, a de maior reservatório, para estocar água do Xingu e garantir sua energia média viável da maior das casas de forças, num rio com grande variação de vazão (diferença de mais de 230 vezes entre o inverno e o verão).

O facão da índia Tuíra, passado no rosto do tecnocrata com o principal papel nesse enredo, o engenheiro José Antônio Muniz Lopes, encerrou essa etapa, em 1989, durante o Encontro dos Povos Indígenas em Altamira. O Banco Mundial decidiu não mais financiar grandes barragens na Amazônia. Fechou-se a grande porta de financiamento internacional, base de sustentação do “barragismo” no Brasil.

Belo Monte parecia condenada ao esquecimento. Mas em 2002 ela foi reapresentada com nova moldura: sem as demais barragens rio acima e com seu reservatório reduzido a um terço do tamanho original (de 1.200 para 400 km2), metade dele coincidindo com a área natural de inundação do Xingu à altura de Altamira. Era a primeira grande hidrelétrica a fio d’água do Brasil, destinada a ser a terceira maior do planeta sem qualquer dos efeitos dramáticos de Tucuruí, que tem 3.100 km2.

Mas sem o estoque de água da barragem de Babaquara, as 18 enormes turbinas da casa de força ficariam paradas, por absoluta falta de água, durante três meses e funcionariam a baixa potência por igual período. A energia firme ficaria abaixo do nível recomendado, de 50%, podendo bater em pouco mais de 30%. E havia ainda outro problema: o custo da transmissão da energia crescera tanto que se aproximou do custo da geração, relação inédita nesse tipo de orçamento.

A preocupação com a imagem ambiental do projeto, abalada desde 1989, afetou a viabilidade técnica e econômica do projeto, que se tornou tremendamente complexo e inseguro. A construção dos diques para conduzir a água por dois igarapés até a casa de força, num desnível de 90 metros e uma distância de 50 quilômetros, demanda um volume enorme de concreto e requer uma precisão tal para evitar vazamentos temerária diante das condições da área na Volta Grande do Xingu. Uma barragem secundária foi concebida para manter a vazão pelo leito natural do rio, impedindo-o de secar, mas depois foram aduzidas turbinas a bulbo, que produzem – embora em muito menor quantidade do que as Francis da casa de força – com água corrente.

A condução do projeto também se tornou descontínua. Depois de ficar sob o controle total da Eletronorte, foi dividido entre a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, e a Chesf substituiu a estatal amazônica, sem condições financeiras, enquanto as duas empreiteiras privadas acabaram se desinteressando por apresentar o lance vencedor no leilão. O consórcio que arrematou a concessão será incapaz de executar a obra, convicção a que se pode chegar apenas examinando as empresas que o compuseram.

A expectativa de que o outro competidor seria o vencedor, por combinar construtoras experientes e habilitadas com grupos de consumidores intensivos de energia (como a Vale e a CBA), se frustrou por algum incidente de bastidores ainda não reconstituído. A própria marginalia do leilão deve ter crescido tanto que, se chegar a ser revelada, desnudará provavelmente um escândalo de acertos prévios e cartas marcadas, o maior do governo Lula.

A sofreguidão do presidente arrematou a sucessão de erros e irregularidades com a decisão de que, se tudo der errado, como está acontecendo, o governo assumirá sozinho o projeto, estatizando-o de vez. As tinturas de privatização são tênues demais para que se acredite nelas. O BNDES se dispõe a financiar 80% dos 19 bilhões de reais orçados para a obra, a Sudam já comprometeu isenção de 75% do imposto de renda e outros benefícios já se incorporaram à cesta de favores, com o objetivo de reduzir ao mínimo o risco do empreendedor. Com tudo isso, a rentabilidade do negócio dependerá ainda da disposição do governo de ir além porque a obra poderá ultrapassar R$ 30 bilhões, nela ainda não está prevista a transmissão, e ficam pendentes detalhes técnicos que não podem ser minimizados diante da grandiosidade do projeto.

Se ainda estivesse vivo e fosse ao Xingu ver o que estavam lhe oferecendo, o banqueiro Olavo Setúbal certamente voltaria de lá com a mesma convicção que trouxe do Jari. O negócio só pode ir em frente com muito dinheiro público. E quando isso acontece, sem uma diretriz firme, a história começa a feder.

Férias no Pantera

Os ditos diretores e abnegados do São Raimundo se trancaram, ontem, no sede do clube.

Nada de refletores da imprensa, ao contrário das vezes anteriores.

Após a derrocada do time em 2010 - o que já era esperado pelo Blog do Estado, que denunciou as trapalhadas dessa thurma de aproveitadores - os dirigentes resolveram dar férias ao que restou do elenco.

Valter Lima foi mantido à frente do Pantera para a campanha da série C. O treinador já adiantou ao Blog do Estado que vai dispensar a maioria do atual plantel.

Os diretores do São Raimundo, que antes se ofereciam para dar entrevistas, agora se escondem dos repórteres setorizados.

Como esse espaço jamais bajulou essa thurma em troca de ingressos ou outras mordomias, a fala desse pessoal não faz falta. O silêncio deles 'preenche uma lacuna'.

Teresa Cordovil revela um pouco do governo Ana Júlia

Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:

A jornalista Ana Célia Pinheiro foi à luta.
Botou a mão no telefone e conseguiu uma excelente – porque reveladora – entrevista com Teresa Cordovil, a ex-auditora Geral do Estado.
A mesma Teresa Cordovil que mandou uma papelada e tanta para Assembleia Legislativa.
Ana Célia conta tudo em seu blog, A Perereca da Vizinha.
Confiram os melhores momentos de Teresa Cordovil:

* “Não briguei com ninguém. Tenho o maior respeito e admiração pela governadora: ela é uma guerreira, que chegou ao governo cheia de boas intenções. Não estou saindo chateada com ela. Estou saindo porque não gosto da maneira como o sistema político funciona no Brasil”.

* "O governo está em polvorosa, porque essa coisa toda está com o PMDB, e eu fico me sentindo mal, como se fosse uma arma nas mãos desses partidos. E tenho medo que isso tome uma grandeza que fuja da nossa governabilidade”.

* “No Detran é que tem coisas graves. No Detran, Sespa, Seduc e Asipag são os mais graves. O resto são casos de gestão. Na minha opinião, não tem ‘bomba’. Mas, não sei o que os outros vão achar”.

* "O Governo não é uma podridão”.

* “O Maurílio [Monteiro, secretário] nunca foi contra mim. Ele me apoiou muito. É uma pessoa muito boa, um intelectual”.

* No lado oposto estariam, porém, o consultor geral do Estado, Carlos Botelho, “que sempre deu péssimos conselhos à Ana”, e o ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty. “Esses são os dois que nunca gostaram de mim”.

Cliquem aqui e confiram a entrevista na íntegra.

Regina Barata: “Não será jogado para baixo do tapete”

A deputada Regina Barata, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, disse nesta segunda-feira à noite ao blog, por telefone, que os petistas zelam pela transparência e não temem a divulgação de documentos constantes que a Auditoria Geral do Estado remeteu à Casa.
A líder petista ressaltou apenas que a Assembleia precisa ter a consciência de que não seria oportuno interferir em procedimentos instaurados pela AGE que ainda não tenham sido concluídos.
Regina Barata acredita que, entre os documentos enviados ao Legislativo, existam informações sobre auditorias concluídas e outras não. Mas reforça que formular juízos sobre processos ainda pendentes de conclusão contraria a própria natureza de um trabalho de apuração interna, como o desempenhado pela AGE.
“O que tiver de ser corrigido será corrigido. Se houve qualquer tipo de irregularidade, tenho certeza que a governadora não terá problema nenhum de exonerar e encaminhar alguns casos ao conhecimento do Ministério Público. Isso eu tenho certeza: nada será jogado para baixo do tapete”, afirmou a deputa.
Regina Barata confirmou que Teresa Cordovil encaminhou o material à Assembleia por iniciativa própria, sem consultar a governadora. Mas ressaltou que a própria Ana Júlia, ao criar a AGE, concedeu-lhe certa liberdade, certa autonomia para apurar procedimentos internos, apontar falhas e indicar os caminhos para solucioná-las.

Ganso, orgulho paraense

Gerson Nogueira

No espaço tradicional das terças-feiras, Fernando Maia desfia todos os adjetivos e superlativos para enaltecer Paulo Henrique Ganso, maestro do Santos campeão paulista. “Vi, sem sombra de dúvidas, que o Pará tem atualmente o melhor jogador brasileiro em atividade, o Paulo Henrique Ganso. Não podemos mais dizer que ele é um futuro craque, pois ontem (domingo) deu uma prova de que já é realidade. Mostrou frieza, maturidade, além de uma categoria fora do comum”.
Encantado com as proezas do camisa 10, Maia destaca o passe de letra para Neymar fazer o segundo gol do Santos. Aplaude também a demonstração de maturidade de Ganso, recusando-se a deixar o campo e preferindo liderar seu desfalcado time nos minutos finais da decisão.
“Quando Robinho e Neymar se apagaram no jogo, o herdeiro de Giovanni no alvinegro praiano assumiu a responsabilidade pegou a bola e prendeu no ataque, sofrendo faltas e ganhando escanteios. Quase fazendo um gol de falta do meio de campo, para coroar a sua atuação”, descreve.
Diz, ainda, que alegra-se em ver que Ganso não ficou em Remo ou Paissandu, onde “certamente não iria servir para jogar nos nossos clubes, já que é um jogador da terra, e nós não gostamos disso”. Conclui rogando aos céus que Dunga tenha visto o mesmo jogo e, atendendo ao clamor de milhões de brasileiros, leve Ganso e Neymar para a Copa.
Ninguém, em sã consciência, haverá de discordar do apaixonado torcedor. Tomo a liberdade de acrescentar que, desde Sócrates no auge, o Brasil não produzia um meia-armador clássico, canhoto, com o talento objetivo de Ganso e sua destreza para os passes de primeira. É uma preciosidade que nenhum time (ou seleção) no mundo pode esnobar.

Empresa se apossa da orla e atraca dique para lanchas no cais de arrimo



Santarém, ao que parece, parece mesmo terra-de-ninguém.

Se já não bastassem as bicicletas, carros de churasquinho, cargas, lavadores de carros e outras cositas mas, eis que agora mais uma aberração se levanta junto ao cais de arrimo da cidade.

Desde esta semana, a empresa que explora linhas intermunicipais com lancha rápida, que já havia se instalado irregularmente na orla, ocupando espaço público sem nada pagar à prefeitura, agora acostou em sua base nada menos que um dique para reparos de suas embarcações.

E fez sem que a ácela e desnecesária secretaria de (des)organização portuária tomasse qualquer providência para remover esse entulho que, entre outras coisas, cria uma barreira visual para quem gosta de ver o rio Tapajós naquele trecho da orla.

A cena foi registrada ontem, no final da tarde.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deputados Zé Geraldo e Airton Faleiro multados pela Justiça Eleitoral

Os deputados petistas Zé Geraldo(federal) e Airton Faleiro( agora suplente do estadual Valdir Ganzer) foram multados em R$ 25 mil por propaganda irregular( distribuição de camisetas) pela Juíza Auxiliar Vera Araújo de Souza, do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

Aluna é agredida dentro de escola protestante

A mãe de uma menina procurou hoje à tarde o Conselho Tutelar de Santarém para denunciar que sua filha teria sido agredida no interior do Colégio Batista, mantido pela Igreja Batista de Santarém.

A prosa do doutor Puty

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Valendo-se das costas imensamente largas do poeta russo Vladimir Maiakovski (que glorificou a revolução russa e foi por ela engolido), o assessor especial do governo e pré-candidato a deputado federal pelo PT, Cláudio Puty diz, no seu artigo dominical em O Liberal, que o PT pode estar varrendo da república a “escória”. No Pará, ela se abriga na legenda do PMDB, sob a liderança do deputado federal Jader Barbalho.

A paciência dos petistas com os peemedebistas está se esgotando ou se esgotou. O recado – admite Puty – foi dado pelo também deputado federal Zé Geraldo, “que verbalizou o inconformismo das principais lideranças do PT com a atitude ‘quinta-coluna’ do PMDB do Pará em relação ao governo do qual o partido efetivamente faz parte”.

Estranho. A escória não só dá apoio ao governo federal como é recebida com salamaleques no Palácio do Planalto pelo próprio Lula. Em visita a Belém, seu principal representante político, o ministro das relações institucionais, Alexandre Padilha, desautorizou Zé Geraldo. Disse que ele fala apenas por si, não pelo partido. O presidente regional do PT, João Batista, confirmou. Por quem, afinal, fala Zé Geraldo? E com qual autoridade Puty lhe confere representatividade?

Sem a escória, Ana Júlia não teria sido eleita governadora do Pará em 2006. Isso já é história, mesmo que o doutor Puty se negue a reconhecê-la. Se era apenas uma aliança eleitoral, Ana Júlia não devia ter estabelecido compromissos de governo com o PMDB de Jader Barbalho. Se estabeleceu, é porque a aliança não era apenas para a disputa eleitoral. E não era.

Tanto que os peemedebistas continuam ocupando “espaços estratégicos no governo nas áreas de saneamento, habitação, trabalho e saúde”. E “cerca de 80% das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Pará estão sob o controle do partido de Jader Barbalho”, como Puty declara no artigo. E isso após tantas provas de que essa parte importante do governo “da mudança” estava entregue à escória da república.

O ex-chefe da Casa Civil tem justos motivos para se queixar do jornal do ex-governador peemedebista pelo “exercício do denuncismo desenfreado, fundamentado em acusações falsas e levianas, em intrigas de bastidores, onde até informações enviadas pelo governo em nota oficial são adulteradas para que a versão se sobreponha aos fatos”, como aconteceu na reportagem sobre irregularidades na Secretaria dos Transportes.

O próprio Puty não é neófito em alguns desses procedimentos, que vazavam da corte no Palácio dos Despachos contra Jader e o PMDB. Agindo assim, o PT se mantinha fiel à sua filosofia de poder, aliando-se a qualquer um que possa abreviar o caminho para o topo e depois manifestando nojo ou segregando o aliado de ontem. Só que, em função do autoritarismo e do personalismo de Lula, que impôs uma candidata à sua sucessão que até ele tem dificuldades de carregar, quanto mais o PT, a conjuntura de 2020 difere da de 2006.

Agora, se é possível eleger as candidatas majoritárias federal e estadual, ótimo. Se não, o que importa é quem apóia Dilma. Jader a apóia, mas por seus motivos e pelos de Puty, não quer mais apoiar Ana Júlia, que só voltou a procurá-lo por necessidade vital. Puty bate nele para ver se recupera essa escória para a missão salvífica (ou milagrosa) de manter o PT no poder no Pará. Iniciantes, como Puty, descobrem que a realidade deu uma rasteira nas suas elucubrações políticas e saem em busca de uma base de apoio. Podem acabar descobrindo que, no poder como na vida toda, não há meio honesto, meio ladrão e meio virgem. Mesmo sabendo que o PMDB é escória, o doutor Puty pede-lhe que “continue na aliança que está mudando o Pará”

Ou o partido barbalhista não é escória, ou mudança não há. Pode não caber no verso do poeta nem possuir rima, mas é a verdade.

Noruegueses compram Albrás e Alunorte

Multinacional Norsk Hydro, da Noruega, é a nova dona da Albrás, Alunorte e da Companhia de Alumina

A Vale surpreendeu ontem o mercado com a decisão de se desfazer de toda a sua área de alumínio, cuja cadeia produtiva completa está hoje concentrada no Estado do Pará. Através de release distribuído à imprensa, pela administração central no Rio de Janeiro, a mineradora anunciou a assinatura de um acordo através do qual transfere para a multinacional Norsk Hydro todas as suas participações na Albrás, na Alunorte e na Companhia de Alumina do Pará (CAP), a nova refinaria de alumina em fase de implantação no município de Barcarena.

A transferência se dá, conforme anunciou a mineradora, em conjunto também com seus respectivos direitos de exclusividade e contratos comerciais em vigor, por US$ 405 milhões em dinheiro e uma quantidade não especificada de ações ordinárias da Hydro. “Após oferta de ações a ser realizada futuramente pela Hydro, essa quantidade de ações deverá representar 22% do capital da Hydro. Além disso, a Hydro assumirá uma dívida líquida de US$ 700 milhões”, acrescentou a nota distribuída pela Vale.

Como parte dessa transação, a Vale criará uma nova empresa, denominada “Bauxite JV”, para a qual transferirá a mina de bauxita de Paragominas e todos os seus demais direitos minerários de bauxita no Brasil. Quando concluída a transação, a Vale venderá 60% da “Bauxite JV” para a Hydro, por US$ 600 milhões, em dinheiro. A parcela remanescente de 40% será vendida em duas parcelas iguais de 20% em 2013 e 2015. Cada parcela tem valor desde já fixado em US$ 200 milhões.

ACORDO

Pelos termos do acordo, uma vez finalizado, a Vale transferirá para a Hydro 51% do capital total da Albrás, 57% do capital total da Alunorte e 61% do capital total da CAP, bem como venderá 60% do capital total da “Bauxite JV”. Uma vez concluída a transação, a Vale deterá 40% de participação na “Bauxite JV”, que será integralmente vendida até 2015.

A participação da Vale na Hydro terá um período de lock-up de dois anos após a conclusão da transação, durante o qual a Vale não poderá vendê-la. Além disso, a mineradora terá direito a um representante no Conselho de Administração da Hydro, sujeito a aprovação pelos órgãos de governança da empresa norueguesa. Como parte da transação, a Vale não poderá aumentar sua participação além de 22%.

A conclusão da transação, aprovada pelos Conselhos de Administração das duas empresas, conforme esclareceu a Vale na nota que distribuiu à imprensa, dependerá “da satisfação de condições precedentes”. Entre estas, a aprovação pelos acionistas da Hydro, incluindo o governo da Noruega, e sócios da Vale nas empresas nas quais a participação será transferida para a Hydro. “Uma vez que todas as aprovações requeridas sejam obtidas, espera-se que a transação seja finalizada no quarto trimestre de 2010”, esclareceu a mineradora.

>> Derrota no leilão de Belo Monte seria motivo

A decisão de se desfazer dos seus ativos da área de alumínio foi tomada pela Vale menos de duas semanas depois de disputar e perder o leilão de concessão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. O leilão foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 20 de abril. Tido como virtual vencedor, o consórcio Belo Monte Energia, liderado pela Vale e pela Andrade Gutierrez, acabou derrotado pelo consórcio Norte Energia, liderado pela Queiroz Galvão e com participação da Chesf em 49,98%.

Na nota que distribuiu ontem, a Vale fez referência a dificuldades de acesso a fontes de energia de baixo custo, sem no entanto deixar claro se foi esta ou não a principal razão que a levou a passar em frente os seus empreendimentos eletrointensivos da área de alumínio. Por outro lado, se a empresa tinha intenção de se desfazer desses ativos, não fica muito clara a razão pela qual ela tinha interesse em participar de um megaprojeto como o de Belo Monte.

A geração de energia, de qualquer forma, sempre foi definida como “prioridade” pela direção da Vale. Como grande consumidor, a empresa acredita que o ato de investir em projetos de geração de energia, para atender às suas operações, é o meio mais eficaz de proteção contra a volatilidade dos preços, contra eventuais riscos regulatórios e também de suprimento. Atualmente, 34% do consumo global de eletricidade da Vale é atendido por produção própria, com usinas no Brasil, Canadá e Indonésia.

Atualmente a Vale tem participação em oito usinas hidrelétricas de geração de energia em território brasileiro, com potência total instalada de 2.509 MW. A participação média da mineradora, sempre em parceria com empresas públicas e privadas, é de 39%. A expectativa da empresa, considerando os investimentos previstos, é de que até o final deste ano seus empreendimentos de geração de energia serão capaz de produzir 15 milhões de MW.

Ao se desfazer dos empreendimentos da área de alumínio, a Vale transfere o controle da Albrás, a primeira fábrica de alumínio primário da Região Norte do país, que no ano passado produziu 446 mil toneladas e gerou divisas da ordem de US$ 712 milhões. A mineradora abre mão também da Alunorte, que entrou em operação em 1995 e já é hoje a maior produtora de alumina do mundo. Depois de passar por três expansões, a refinaria saiu de um patamar de 1,6 milhão na sua fase inicial para uma capacidade instalada hoje de 6,3 milhões de toneladas.

>> Vale: difícil acesso a fontes de energia a baixo custo

De acordo com a nota emitida pela Vale, a administração ativa do seu portfólio de ativos é um dos pilares da estratégia para a criação de valor em base sustentável. “A Vale está bem posicionada no upstream da cadeia do alumínio, com ativos de classe mundial de bauxita e alumina. No entanto, nossa participação na indústria de alumínio primário é pequena, e sem potencial de crescimento devido à falta de acesso a fontes de energia de baixo custo. E energia é um fator fundamental para a competitividade nessa indústria”, acrescentou.

Ressaltou a nota da Vale que a Hydro é uma grande produtora de alumínio primário, “tendo acesso à energia com custos competitivos, expertise tecnológica e potencial de crescimento”. A combinação dos ativos da Vale e da Hydro, conforme frisou, “criará uma das maiores e mais competitivas companhias, uma produtora integrada de alumínio, com acesso a grandes reservas de bauxita, baixo custo de energia e know-how tecnológico”.

ACIONISTAS

A mineradora brasileira observou ainda que, dado que ela permanecerá exposta ao negócio de alumínio, através de uma participação acionária significativa na empresa combinada, acredita fortemente que essa transação “criará valor substancial” para os seus acionistas.

Uma fonte credenciada da Vale disse ontem, por telefone, que a Mineração Rio do Norte, que produz bauxita no município de Oriximiná, não foi incluída na transação – pelo menos por enquanto – porque ela é apenas coligada, mas não controlada pela Vale. Acrescentou que a decisão foi comunicada ontem mesmo ao Governo do Estado. O porta-voz da informação foi o diretor de alumínio da empresa, Ricardo Carvalho, que conversou com o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, e por telefone com a governadora Ana Júlia Carepa.

Ricardo Carvalho esteve reunido ontem, também, com os executivos da Albrás e da Alunorte, para lhes comunicar a decisão, e depois viajou com destino a Paragominas, onde, com o mesmo objetivo, participou de um encontro com os executivos da empresa que atuam no projeto de extração de bauxita.(Diário do Pará)

Ações contra danos a veículos estão sendo preparadas

A prefeitura de Santarém deve enfrentar, em breve, uma enxurrada de processos na justiça propostos por proprietários de veículos que foram danificados em função do péssimo estado das ruas da cidade.

As ações visam cobrar ressarcimento pelos gastos com o conserto dos veículos.

Valtinho sugere renovação de 60% do elenco do São Raimundo

O técnico Valter Lima anunciou, após a derrota do São Raimundo por 3x0 para o Paysandu, que vai propor à diretoria alvinegra a dispensa de 60% do elenco que disputou o campeonato paraense.

O ténico considera que a maioria dos jogadores do plantel está desmotivada e 'exaurida' e que o São Raimundo precisa renovar a equipe para a disputa da serie C do campeonato brasileiro.