quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Pontuando - José Olivar
Reitor da UFOPA recebe comissão do Projeto Começar de Novo
Considerando o papel social da UFOPA e o compromisso que a instituição tem com a sociedade local, o reitor demonstrou interesse em estabelecer cooperação com o Tribunal de Justiça e afirmou que, em breve, a UFOPA deve integrar o rol de instituições parceiras do Projeto.
Também estivem presentes à audiência, a juíza da 9ª Vara de Santarém, Luciana Ramos; a pedagoga Silvia Machado; e o juiz Auxiliar da Presidência do TJE/PA, Charles Barros.
Paulo Rocha e Jader têm registro deferido pelo TRE
Ele havia sido impugnado pelo Ministério Público Eleitoral com base na lei da Ficha Limpa porque renunciou ao mandato para fugir da cassação em meio ao escândalo do mensalão.
Pelo mesmo escore, o TRE deferiu a candiatura de Jader Barbalho ao Senado Federal pelo PMDB.
(Rita Soares)
PM prende três suspeitos de assalto ao Banpará
Dois são ex-presidiários e um é foragido da justiça de Itaituba.
Neste momento, o gerente do Banpará, Ademar da Silva, está prestando depoimento ao delegado Sílvio Birro. Ele foi obrigado, sob mira de revólver e ameaça de morte a seus familiares, a ingressar na agência, ontem de manhã cedo, para que três elementos roubassem mais de R$ 1 milhão.
O sindicato dos bancários exigiu que a agência do banco suspenda o expediente no interior da agência e que faça funcionar, até sexta-feira, apenas os caixas-eletrônicos.
CR vai ser o âncora do shopping Paraíso
Cezarito esclarece que não haverá supermercado do grupo CR no shopping para não concorer com a loja já existente na avenida Mendonça Furtado.
O grupo CR substitui nessa empreitada a Lojas Americanas, cujas exigências feitas para que esta se tornasse a loja-âncora do Paraíso não puderam ser atendidas pela administração da Dinâmica Engenharia, proprietária do empreendimento.
Candidata de mentirinha
A vereadora Marcela Tolentino pensa que seu partido, o fisiológico PDT, vai investir em sua campanha de deputado estadual.
Ledo engano da edil santarena, uma vez que o partido a qual está filiada tem dono e o proprietário da legenda não vai tirar do filho que também é candidato para dar para ela.
Enquanto isso, Marcela acredita em papai noel e saci pererê. Até o dia 3 de outubro.
Longe da polícia!
Candidatos ao governo em busca de votos
Domingos Juvenil
Pela manhã, sessão plenária e funções administrativas na Assembleia Legislativa.Às 14h, Entrevista no TV “Pensando Bem” da TV NazaréÀs 18h, reunião com líderes comunitários na Pedreira
Simão Jatene
Reúne-se em Belém, a partir das 10 horas, com políticos dos municípios de Inhangapi, Nova Esperança do Piriá e Tucurui. Encerra o dia com uma reunião, às 17h30, com líderes políticos do município de São Caetano de Odivelas
Fernando Carneiro
A partir das 9 horas, fará caminhada no bairro do Tenoné, em Belém, acompanhado pelo candidato a deputado estadual Edmilson Rodrigues.
Concentração: Feira do Tenoné
Ana Júlia Carepa
A partir de 9 horas, participa de uma caminhada no município de Marituba, com concentração na Praça da Matriz do município
(Rita Soares)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Álcool e futebol: mistura para cartão vermelho
O novo Estatuto do Torcedor, sancionado na semana passada, está em vigor e impõe uma série de restrições aos frequentadores de estádios de futebol. Entre as diversas medidas consta a proibição do consumo de bebidas alcoólicas. Mas parece que a regra pode não valer para a Copa de 2014. O assunto gera polêmica e a pressão supostamente imposta pela Fifa em razão de contratos publicitários coloca na berlinda as autoridades brasileiras.
A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) defende que seria um desrespeito à consciência do legislador e da opinião pública abrir negociações para o comércio de bebidas alcoólicas durante a Copa de 2014 ou em qualquer outro momento, já que existe legislação bem consolidada no país e que respalda o banimento do álcool nos campos de futebol.
“O álcool amplifica rivalidades e a tensão de dois grupos de torcedores apaixonados e em natural oposição e, infelizmente, facilita a expressão da agressividade. Antes, com a garantia habitual da impunidade, o fenômeno se repetia, mas com o Estatuto do Torcedor é possível punir e mesmo excluir a torcida organizada para agressão”, explica o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Abead.
Para literalmente driblar os interesses comerciais, as autoridades brasileiras terão de contar com o apoio da sociedade. Cabe às instituições formadoras de opinião manter o cidadão informado. “É preciso resguardar os interesses da população no que diz respeito à saúde pública e à segurança nos estádios, independentemente dos interesses e intervenções de alguns grupos”, acrescenta Carlos Salgado.
O psiquiatra destaca ainda que a medida pode ser um grande passo para quebrar convenções sociais distorcidas que associam o álcool ao esporte, por exemplo. Poderá também evitar o uso de figuras públicas, principalmente jogadores de futebol, em campanhas publicitárias, demonstrando alguns dos diversos benefícios que podem ser angariados em longo prazo, além dos evidentes benefícios imediatos. “Futebol é um espetáculo que não precisa de álcool para seu sucesso”, finaliza Carlo s Salgado.
13 bandidos agiram no assalto ao Banpará de Santarém
A quadrilha veio do nordeste há pelo menos 30 dias planejar o assalto em Santarém. Na noite de ontem, 9 assaltantes renderam o gerente da agência e seus familiares na casa dele e de madrugada levaram Ademar da Silva em seu próprio carro até o banco, mas antes circularam com o refém pelas ruas da cidade tentanto obter dele o maior numero de informações sobre o sistema de segurança do Banpará.
Parte da quadrilha chegou à agência as 7h10 sem levantar suspeita. Três homens entraram no prédio do banco, localizado à travessa Floriano Peixoto, no centro da cidade e outros três comparsas ficaram do lado de fora da agência.
O assalto durou menos de uma hora. Os assaltantes, bem vestidos, levaram o dinheiro, cerca de R$ 1 mihão, em valises de couro. O chefe do bando trajava terno e gravata.
Após a consumação do assalto, os bandidos liberaram o gerente, mas a família dele foi libertada hora depois já na zona rural de Santarém.
A Polícia Militar foi acionada por volta de 8h00. Agentes da Polícia Civil pediram reforço à Polícia Federal. A primeira ação dos policiais foi assistir ao vídeo do sistema interno de segurança da agência.
Segundo o delegado Silvio Birro( de terno na foto em frente do Banpará), que comanda as investigações, pelo menos três assaltantes foram filmados durante
O coronel Mafra, comandante do Terceiro BPM, determinou o fechamento das saídasda cidade por via aérea e rodoviária.
Por volta de 11h30, o carro do gerente(foto) foi levado para perícia no Instituto Médico Legal.
Enfim, começa reasfaltamento da avenida Borges Leal
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
TRE indefere candidatura de Yamada ao Senado a pedido do PMDB
Rita Soares:
Os petistas pregavam desde o início candidatura única de Paulo Rocha ao Senado, mas os três partidos aliados decidiram lançar candidaturas próprias mesmo estando na coligação Acelera Pará, cuja ata deliberara apenas um nome na disputa.
O PMDB impugnou toda a coligação alegando que não poderia haver uma coligação com quatro candidatos ao Senado já que apenas duas vagas estão em disputa.
O TRE manteve a coligação, mas indeferiu os três registros. Com isso, o PT mantém apenas Paulo Rocha na disputa e nem precisou se indispor com os aliados.
O TRE entendeu que, ao se coligar, o partido abre mão da iniciativa própria em função da vontade da coligação
Ainda cabe recurso ao TSE.
A Acelera Pará também pode optar por ocupar a segunda vaga ao Senado com um dos três nomes impugnados.
Entram em cena agora as costuras políticas.
Câmara de Santarém fará apenas 2 sessões por causa da campanha eleitoral
Embora apenas quatro vereadores sejam candidatos a deputado estadual, a presidência do legislativo não vê necessidade que outros 10 edis cumpram o regimento interno da Câmara que estabelece três sessões por semana.
Paysandu assume liderança da série C, Remo empata e Cametá segura lanterna da série D
O balanço dos números da bilheteria do jogo Paissandu 2x0 Águia, realizado na tarde de domingo, na Curuzu. A renda bruta foi de R$ 201.068,00. Total de despesas: R$ 75.661,69. O Paissandu ficou com R$ 125.406,31 da arrecadação. Foram 9.993 pagantes e 624 credenciados. Público total no estádio: 10.617. Tinham sido postos à venda 13.140 ingressos. Informações repassadas pela assessora Iva Lima, da FPF. (Foto: MÁRIO QUADROS)
Remo fica no empate
O Remo empatou com o América (AM) em 1 a 1, domingo, em Rio Preto da Eva, pelo Brasileiro da Série D. O resultado manteve o time amazonense em primeiro lugar no grupo, com a vantagem no saldo de gols em relação ao Remo, segundo colocado. Landu abriu o placar aos 35 minutos do primeiro tempo, dando a impressão de que a equipe paraense poderia arrancar sua primeira vitória fora de casa. E o triunfo quase se confirmou. Apesar da pressão do América, o Remo se defendeu até os 40 minutos, quando Guará escorou de cabeça um escanteio e empatou o jogo. Logo em seguida, aos 47, uma cobrança de falta pelo meia Jefferson bateu no travessão de Adriano. No final da partida, Giba admitiu os problemas enfrentados pelo Remo no segundo tempo, quando a equipe foi inteiramente dominada pelos donos da casa. O técnico disse que o cansaço dos meias Gilsinho e Gian contribuiu para a queda de produção, permitindo o crescimento do América.
Cametá está mal na série D
O Cametá sofreu sua segunda derrota no Brasileiro da Série D, perdendo domingo para o Cristal (AP) por 2 a 1, em Santana. Em consequência, o time paraense caiu para a lanterna do grupo, com apenas um ponto. O Cametá abriu o placar através de Júlio César, cobrando pênalti, logo aos 5 minutos. A virada do Cristal veio através de Djalma, aos 38 minutos do primeiro tempo, e Ramon, aos 34 do segundo tempo, em falha clamorosa da zaga e do goleiro Evandro.
(Do Blog do Gerson Nogueira)
domingo, 1 de agosto de 2010
Ana Júlia lançou campanha em Santarém
A candidata à reeleição ao governo do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), esteve em Santarém no último sábado, 31, onde reuniu lideranças de partidos da Frente Popular Acelera Pará e produtores rurais das regiões do Baixo Amazonas e do Xingu.Pela manhã, a governadora visitou a Feira do Pescado de Santarém, na orla da cidade, área que o governo do Estado ajudou a prefeitura de Santarém a recuperar. Ana Júlia cumprimentou peixeiros, ouviu reivindicações e pediu votos para “continuar ajudando a prefeita Maria do Carmo a melhorar a vida dos santarenos”.
Em seguida, Ana Júlia se reuniu na Associação Comercial com lideranças políticas de municípios do Baixo Amazonas, como Santarém, Oriximiná, Alenquer e Belterra, e destacou investimentos do governo do Estado na região, entre os quais o hospital regional do Baixo Amazonas, que Ana Júlia completou os equipamentos e colocou o hospital para funcionar, incluindo ainda um centro de radioterapia para pacientes de câncer.
“Agora, os pacientes aqui da região não são obrigados mais a se deslocar a Belém e se afastar da família para fazer esse tratamento”, afirmou a candidata.(Foto: Vera Paoloni)
População de Marapanim faz festa para Simão Jatene
Veranistas do balneário de Marudá, município de Marapanim, receberam com alegria o candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene. Durante todo o percurso da Orla – obra realizada durante o Governo de Jatene – o candidato foi festejado e aplaudido pelas pessoas que estavam curtindo o último final de semana do veraneio.
Acompanhado pelo candidato a vice, Helenilson Pontes, de Flexa Ribeiro, candidato ao Senado e Jatene sentiu mais uma vez a grande receptividade do povo paraense à sua candidatura.
A população de Marapanim lembrou durante a visita do candidato as várias realizações do Governo Jatene no município, entre as quais a Orla de Marudá e o asfaltamento da PA-318 – trecho PA-136/Marapanim/Marudá,
No domingo, o candidato não teve agenda política. Segunda-feira, ele começa a semana com uma caminhada pelo complexo do Ver-o-Peso, em Belém, a partir das 6 horas da manhã.
sábado, 31 de julho de 2010
TRE indefere registro de ex-prefeito de Itaituba com base na lei da Ficha Limpa
O ex-prefeito de Itaituba, Roselito Soares (PR), foi o primeiro político paraense a ter registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional do Pará com base na lei da Ficha Limpa.
O julgamento acabou há pouco e o pedido de registro foi negado porque o candidato foi condenado por um colegiado. O crime foi compra de votos, cometido na última eleição municipal.
Também acusado por compra de voto, o vereador Mário Correa (PR) não teve a candidatura a deputado estadual cassada porque foi apenas multado.
O caso André Dias não foi julgado hoje. Faltou parecer do Ministério Público Eleitoral.
Com informações da repórter Aline Brelaz que acompanhou a sessão no TRE
sexta-feira, 30 de julho de 2010
TSE inaugura Centro de Divulgação das Eleições 2010
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inaugurou hoje (30) o Centro de Divulgação das Eleições 2010, que receberá cerca de 500 jornalistas de todo o país e do exterior que cobrirão as eleições 2010. Sessenta e oito veículos foram credenciados para usar o centro, que fica localizado no térreo do tribunal.
Não é a primeira vez que o centro é montado, mas segundo o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, o “centro é totalmente novo, pioneiro em termos nacionais, construído em função da grande demanda que tivemos por parte dos veículos para ter informações das eleições”.
O TSE é responsável pela totalização e divulgação dos resultados das eleições presidenciais, que será acompanhada ao vivo pelos veículos no Centro de Divulgação. O tribunal também divulgará os dados consolidados das eleições para governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital, que é totalizada pelos tribunais regionais eleitorais.
A cobertura no TSE será acompanhada por 22 emissoras de televisão, 16 emissoras de rádios, dez jornais, 19 sites e agências de notícias - das quais quatro são estrangeiras - e uma revista. O espaço tem uma sala para entrevistas com capacidade para 100 pessoas, 16 cabines para rádios e locução, 12 cabines para emissoras de TV e 62 bancadas individuais para atender os veículos impressos e eletrônicos. Para as televisões, também foram montados sets de filmagem.
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Ruth Rendeiro escreveu sobre a postagem Advogada chefia comunicação social da UFOPA
Ainda há tempo de remediar.
Herbert Marcus escreveu comentário sobre a postagem "Advogada chefia comunicação social da UFOPA":
Miguel,
Muito acertadamente você diagnostica como regressão a nomeação de uma advogada para o cargo de chefia da área de comunicação da UFOPA, ainda que amenize o fato ao usar o termo "involuntária".
Apesar dos tantos avanços e conquistas, principalmente nas duas últimas décadas, ainda persistem os "feudos" manifestos dessa regressão, como bem observou a Ruth em seus 30 anos de experiência.
Há cinco anos quando entrei no Incra,como assessor de comunicação concursado, encontrávamos muitos DAS ocupando coordenadorias de comunicação. Hoje, felizmente, a situação é outra, os DAS rareiam em nossos encontros nacionais.
Não é o caso de outros órgãos públicos, exemplo da Receita Federal, no qual os cargos de chefia de comunicação são ocupados por profissionais de outras áreas.
As consequências disso são sempre nefastas, tanto para o órgão quanto para a sociedade, em termos de prestação de serviços. Além de questões éticas, implica em prejuízos e desperdícios pagos com os impostos dos contribuintes. Caso de revistas mal elaboradas que foram queimadas, jornais que interessam somente as chefias e por aí afora.
Espero que o reitor José Lourenço não ceda às pressões do QI, que certamente estão sendo feitas, para que fulano ou beltrano ocupe tal cargo, sem levar em consideração o perfil técnico dos "indicados".
Em todo caso, chefia ou coordenação de comunicação tem de ser ocupada por profissional da área, seja de jornalismo, propaganda ou de relações públicas. Quanto mais competente, melhor ainda para o serviço público.
Abraços, Herbert Marcus
Advogada chefia comunicação social da UFOPA
Editor-Chefe
Quando o reitor José de Seixas Lourenço for recepcionar, hoje, com as pompas merecidas, os novos técnicos aprovados em concurso público para o quadro de pessoal da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) terá que enfrentar um incômodo questionamento sobre os critérios de nomeação para cargos de chefia a que esses servidores estarão vinculados.
Na área de comunicação social, inexplicavelmente, a chefia do setor foi reservada a uma advogada que, salvo melhor juízo, deveria atuar na assessoria jurídica ou noutro setor administrativo da UFOPA.
Antes que este arrazoado pareça uma peça corporativista, uma vez escrita por jornalista, quero relembrar que esta dicotomia, ainda nos idos da década 80 do século passado, já era alvo de discussão nos sindicatos e na academia. Frequente era a usurpação de cargos de chefias afins de nossa categoria por profissionais de outra área de conhecimento.
Mas, irônicamente, nos deparávamos com situações da 'casa-do-sem-jeito", uma vez que não havia, àquela época, legislação que normatizasse o setor de comunicação social ou ainda que havia carência de profissionais de comunicação devidamente habilitados para essas funções de chefia. Até em Santarém já há curso de jornalismo, situação impensada até pouco tempo. Portanto, pessoal habilitado não falta, o que derruba a tese de "carência de pessoal" no setor.
Agora, a frente mais de três décadas, há, embora involuntária, uma regressão, considerando o caso da UFOPA. O reitor Seixas Lourenço, com quem mantenho fortes laços de cooperação institucional, há de reconhecer que a indicação de pessoal inabilitado e sem formação específica para chefiar tão importante setor da universidade está na contramão de seus próprios esforços despendidos para dotar a UFOPA, em sua gênese, de um quadro de pessoal competente, habilitado e afinado com as áreas de conhecimento para os quais se destinam os serviços do dia-a-dia de uma universidade federal.
Nada tenho de pessoal contra a indicação da advogada Alda Fernandes para o cargo de chefia. Meu comentário se restringe ao fato de que a UFOPA recentemente admitiu em seus quadros duas jornalistas e ainda há uma há uma terceira profissional da área de comunicação na assessoria de comunicação da instituição. Por isso, soa-me como inconcebível que o reitor, por ação ou omissão, permita que essa situação anômala se mantenha intocada, e que profissionais do setor sejam alijados desse cargo de chefia.
Corrigir esse erro é imperioso ao reitor Seixas Lourenço para que este continue a merecer cada vez mais a confiança e o apoio dos segmentos que sempre defenderam a implantação de uma universidade amazônica, cujo cargos de chefia estão afinados com suas respectivas áreas de conhecimento.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Carajás começa de novo, mas o Pará não percebe
Editor do Jornal Pessoal
A Vale começou a realizar no ano passado o maior investimento da sua história e também o maior da indústria de minério de ferro no mundo. Aplicará até 2015 11,3 bilhões de dólares (mais de 20 bilhões de reais) para dobrar a produção de Carajás, no Pará, que chegará a 230 milhões de toneladas anuais, metade do que a Vale pretende extrair em todo país naquele ano.
O novo projeto, mais grandioso do que o inicial, que entrou em operação em 1984, irá incorporar a maior de todas as jazidas da província mineral de Carajás, a de Serra Sul, no momento em que a primeira mina, de Serra Norte, já entrará em fase de redução, e a outra jazida, bem menor, a de Serra Leste, terá entrado em produção.
Dos US$ 11,3 bilhões previstos, US$ 7,8 bilhões serão gastos na duplicação de dois terços da ferrovia de Carajás (em 604 dos seus
O programa de investimentos não inclui apenas minério de ferro. No próximo ano o projeto Onça Puma entrará em operação, produzindo 58 mil toneladas de níquel contido em ferro-níquel, seu produto final, ao custo de US$ 2,3 bilhões, sendo US$ 510 milhões neste ano. No segundo mestre será a vez do projeto Salobo dar a partida, com 127 mil toneladas de concentrado de cobre (mais 130 mil onças de ouro), depois da aplicação de US$ 1,5 bilhão, dos quais US$ 600 milhões neste ano. Metade desse investimento (US$ 855 milhões) irá para Salobo I, que acrescentará 127 mil toneladas de concentrado em 2013.
Assim, só no conjunto de Carajás, a Vale aplicará US$ 15 bilhões em cinco anos, um valor de grandeza mundial. Mas não ficará nisso. A usina siderúrgica da Alpa (Aços Laminados do Pará), em Marabá, tem orçamento de US$ 2,8 bilhões para produzir, a partir de 2013, 2,55 milhões de toneladas de placas de aço, que serão utilizadas em parte no próprio local para laminação de semi-acabados.
A primeira fase da CAP (Companhia de Alumina do Pará), em Barcarena, prevê US$ 2,7 bilhões para a escala de 1,8 milhão de toneladas de alumina. Mas a capacidade final será de 7,4 milhões de toneladas, a mesma da vizinha Alunorte, que já é a maior do mundo. Para tornar possível essa expansão da produção, a mina de bauxita de Paragominas receberá US$ 487 milhões para passar de 9,9 milhões para 14,85 milhões de toneladas de minério em 2012.
Esse conjunto de projetos chega a US$ 21 bilhões no qüinqüênio, o equivalente a quase quatro orçamentos anuais do Estado do Pará, com uma diferença fundamental: todo esse dinheiro se destina a investimento, enquanto pelo menos 85% da arrecadação estatal são absorvidos pelo custeio da máquina. Feito o paralelo apenas das verbas de capital, o que a Vale vai aplicar no Pará e no Maranhão em cinco anos corresponde a meio século de investimentos do Estado.
Desta vez, finalmente, vamos nos desenvolver? É o que diz a empresa, com a força de ser mais poderosa do que o próprio governo. E com um poder que crescerá ainda mais pelos próximos anos, já que o Pará será a sua principal fonte de renda em todo mundo. Antes de incorporar como verdade o discurso propagandístico da Vale, que, graças principalmente ao Pará, acumula os títulos de maior empresa privada e maior exportadora do país (já estão trabalhando no Estado 37% dos empregados da antiga estatal, contra 34,4%
O que primeiro assusta é o fato de que esse volume ciclópico de investimentos, em sua maior parte absorvido por máquinas e equipamentos, visa a extração de recursos naturais, a maior parte deles não renováveis. O mais importante é o melhor minério de ferro existente na Terra. Em qualquer país consolidado, a estrutura logística que a Vale criou, está criando e opera estariam sob o controle do Estado e não de uma empresa privada, inclusive nos Estados Unidos. Às duas ferrovias, que são suas por concessão federal e que são também as principais vias de escoamento de carga do Brasil, a Vale acrescentará a Norte-Sul, que fará a ligação entre a ferrovia de Carajás ao norte e a Vitória-Minas ao sul.
Por Carajás, que é um núcleo por excelência de exportação (enquanto o Sistema Sul divide sua produção para também atender o consumo interno), circula o maior trem de carga do mundo (cada um deles com 330 vagões, tendo quatro quilômetros de comprimento). Em nove viagens diárias, os trens têm condições de colocar no porto 400 mil toneladas de minério. Nessa escala, em apenas dois meses a ferrovia dá conta do máximo de exportação que estava previsto no projeto para todo um ano, quando a mina começou a funcionar.
Com a escala de 230 milhões de toneladas por ano, a cada quatro anos a jazida de Carajás perderá quase um bilhão de toneladas. Em 30 anos, o filé mignon do minério de ferro do mundo estará transformado em aço na China ou na Europa. Em Carajás só não ficarão apenas buracos porque agora a legislação ambientalista exige que eles sejam tapados.
É um dado chocante. A Vale julga neutralizar o impacto alegando que nunca, como agora, o minério de ferro teve preços tão altos. É verdade. No início da década cada tonelada de ferro valia US$ 30. Hoje, seu preço varia entre US$ 130 e US$ 150 (preço no porto de embarque, sem considerar o frete, que chegou a estar mais alto). Esse incremento, de até cinco vezes em 10 anos, no entanto, foi plenamente absorvido pelas siderúrgicas, que continuaram a expandir suas capacidades.
Não só transferindo o custo para o produto como também por avançarem no processo de transformação industrial. Economizaram energia ao descartar o processo produtivo de maior demanda, no enriquecimento do minério e na sua primeira elaboração, até o limite dos semi-acabados. Empresas como a Vale se encaixaram nessa nova divisão internacional do trabalho e assumiram seu papel de fornecedoras de matéria prima e insumos para os grandes grupos.
Em "2002 aexportação brasileira de produtos de origem mineral alcançava US$ 6 bilhões. Em 2007 foi a US$ 21 bilhões. Metade do saldo da balança comercial brasileira em 2009 foi proporcionada pelos minérios, mesmo com a crise mundial. Em 2008, ano recorde, essa participação foi de 53%. Neste ano a perspectiva é de um novo recorde. Em maio, a exportação do minério atingiu um patamar nunca alcançado: somou US$ 2 bilhões.
A maior parte dessa exportação vai para a Ásia, tendo a China como destaque. Essa diretriz é ainda mais acentuada em relação ao minério de Carajás, não por acaso o mais rico: 80% dele seguem para a Ásia, sendo 60% para a China. As exportações brasileiras para a China foram de US$153 bilhões no ano passado.<
Para a Vale, é nesse rumo que a empresa (e o país) deve seguir porque as necessidades chinesas assegurarão volume e preço ainda por bastante tempo. Graças a essa renda, a empresa e o país terão recursos para promover a diversificação de produtos e intensificar a industrialização. Mas se essa alegação pode ter algum sentido para o governo federal e a companhia, não apresenta o mesmo rendimento para o Estado. É brutal o contraste entre o enriquecimento da Vale (cujo valor de mercado é de US$ 140 bilhões) e da União (que nunca arrecadou tanto) e os terríveis indicadores sociais do Estado. Uma das últimas façanhas negativas do Pará é ter o pior ensino fundamental do país. Indicador de futuro comprometido.
Mas alguém no Estado pensa a sério nessa situação? Alguém se impressiona e se assusta com esses dados? De um lado, bilhões de dólares; do outro, pobreza e degradação social, incivilidade, violência, precariedade. O estado de insensibilização é tal que, embora o Pará tenha um comércio pesado com a China, a Federação das Indústrias do Estado não participa do Conselho Empresarial Brasil-China. Mas lá estão as federações de cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso), que também mandam seus produtos para o outro lado do mundo.
Nós, ao que parece, não estamos no mundo. Parecemos aceitar que nos privem dos nossos recursos naturais sem ao menos cogitar outras formas de exploração, como se as que estão em curso fossem inevitáveis, sagradas. A Austrália, competidora direta do Brasil no mercado de minério de ferro, resolveu descruzar os braços e ganhar mais do que o que lhe era oferecido. Primeiro imaginou um imposto sobre os superlucros dos recursos. Sob artilharia pesada das empresas, recuou para o imposto sobre a renda dos recursos minerais, ainda tentando manter alíquotas maiores do que as praticadas até então (30% ou 40%).
Qualquer que venha a ser a fórmula a ser adotada, uma coisa é certa e salta aos olhos: não se pode admitir que a Vale embolse enormes lucros e distribua aos seus acionistas dividendos nababescos, enquanto a receita dos impostos é microscópica e as compensações não passam de perfumaria. A Vale quer aproveitar as vacas gordas dos preços altos das commodities e por isso multiplica a produção e a exportação, que lhe asseguram uma das maiores rentabilidades no mercado internacional. Mas deixa, para os donos dessas riquezas, apenas os ossos do banquete.
É preciso mudar logo essa situação. A atitude inicial é acabar com a nociva “lei Kandir”, que isenta de ICMS os produtos que exportamos. Depois, deve-se estabelecer um percentual de retenção do lucro da empresa a partir de determinado nível, para que os ganhos sejam distribuídos. Tudo isso sem deixar de fazer a pergunta elementar: interessa-nos essa escala gigantesca de extração dos nossos recursos naturais? E, naturalmente, buscar a reposta e a forma de dar-lhe vida.
Sem isso, o Pará continuará parado no ar.
Base de Jatene no Oeste do Pará está fortalecida

Os principais líderes políticos da região oeste do Pará participaram de reunião esta semana com o candidato da coligação “Juntos Com o Povo”, Simão Jatene, para mostrar o peso da candidatura na região. O encontro foi com os candidatos a deputado federal, Lira Maia (DEM), e a deputado estadual Alexandre Von (PSDB) e Nélio Aguiar (PMN).
Além de contar com um santareno como vice(Helenilson Pontes), Jatene possui grande apoio da população do oeste do Pará porque levou investimentos para a região que melhoraram a vida da população.
Ana garante obras com verbas do PAC
“Nosso programa de governo inclui o PAC do Pará, um programa de investimento de R$ 109 bilhões, entre recursos estaduais, federais e de iniciativa privada, que vai melhorar a vida das pessoas em vários aspectos”, informou Ana Júlia à população, ao visitar ontem, o bairro de Canudos, em Belém. Naquele local o governo do estado vai construir um conjunto habitacional para onde serão remanejadas 215 famílias.
São Raimundo perde em casa para o Fortaleza
E com o apoio do seu torcedor, o Pantera saiu na frente logo aos quatro minutos. O meio-campo Soares cobrou falta com perfeição, no canto esquerdo do goleiro Fabiano: 1 a 0 São Raimundo. Por duas oportunidades, o segundo gol só não saiu pela indefinição do ataque mocorongo.
Porém, o Fortaleza (CE) cresceu no jogo e perdeu dois bons lances com o veterano Paulo Isidoro e com Tatu. Contudo, aos 30 minutos, não teve jeito. Peter chutou de fora da área, a bola desviou na cabeça do atacante André Leonel: 1 a 1. Atordoado, os santarenos levaram o segundo tento, em jogada de velocidade do atacante Tatu, que não desperdiçou, aos 40 minutos. E a noite não poderia ser pior para a Pantera. Nos acréscimo, Labilá saiu mal e André Leonel deu números finais ao primeiro tempo: Fortaleza (CE) 3 a 1 São Raimundo.
Para a segunda etapa de partida, o técnico Valter Lima fez duas mudanças, a principal foi a saída de Sató, acabando com o domínio do Leão pelo lado direito do campo. E mais uma vez o time do Sudeste paraense marcou no início de jogo. Branco recebeu cruzamento e, aos três minutos, diminuiu o placar, para a alegria da torcida presente em Santarém: 3 a 2.
O domínio era alvinegro. Por pouco, Clóvis não empata, mas o goleiro Douglas era o grande destaque pelo lado do Fortaleza (CE) e colocou a bola para escanteio. A última investida de Valtinho foi a entrada do atacante Marinélson, dando maior mobilidade ao ataque da Pantera.
O São Raimundo tentou de todas as formas empatar a partida, mas os cearenses saíram de campo com a vitória por 3 a 2. O próximo jogo do São Raimundo na Série C será no dia 8 de agosto (domingo), contra o Rio Branco (AC), no estádio Arena da Floresta. Já o Fortaleza recebe o Paysandu no dia 7 do mesmo mês (sábado), no estádio Castelão.
Ficha técnica
São Raimundo 2 x 3 Fortaleza (CE)
Local: Estádio Jáder Fontenelle Barbalho (Barbalhão)
Árbitro: Mayron Frederico dos Reis Novais (MA). Assistentes: Aelson Mariano Campelo Gomes (MA) e Sergio Henrique Campelo Gomes (MA)
São Raimundo: Labilá; Sató (Preto Barcarena), Filho, Preto Marabá e Souza; Beto (Michel), Marcelo Pitbull e Clóvis e Soares; Del Curuça (Marinélson) e Branco.
Técnico: Valter Lima
Fortaleza (CE): Douglas; Peter, Gaúcho, Leomar e Jef Silva; Cleber Goiano, Marcus Vinícius, Paulo Isidoro (André Turato) e Éder (Régis); André Leonel e Tatu
Técnico: Zé Teodoro
(Farol do Tapajós)
terça-feira, 27 de julho de 2010
Atualizações em julho
E ficará assim até o dia primeiro de agosto.
Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Justiça suspende concurso do Incra em todo o país
A Justiça Federal suspendeu nesta segunda-feira, 26 de julho, o concurso realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) este ano. Também foi suspensa a nomeação dos candidatos aprovados. Assim que for oficialmente intimado da decisão, que vale para todo o país, o Incra terá que cumprir as determinações imediatamente. A decisão, da juíza Lucyana Said Daibes Pereira, da 2ª Vara Federal em Belém, foi tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Assassinatos marcam retomada da exploração de ouro em Serra Pelada
No período em que a Colossus, com sede em Toronto, no Canadá, fechou contrato com cooperativa local de garimpeiros para reativar a mineração, houve três execuções, um suposto suicídio e tiroteios, além de intervenção de coronel que fora agente do SNI
Lama. Garimpeiros fazem extração manual com água e mercúrio - empresa canadense vai explorar subsolo de Serra Pelada
A violência marcou o período em que a empresa Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) fecharam contrato para explorar ouro no local. Houve três assassinatos, um suposto suicídio, tiroteios e a intervenção de um ex-araponga indicado pelo então ministro, hoje senador, Edison Lobão (PMDB-MA).
Veja também:
Esquema de Lobão paga R$ 900 a 96 garimpeiros
O Estado revelou ontem que o grupo de Lobão montou um esquema com empresas de fachada e caixa 2 e tomou o controle da Coomigasp para garantir a exclusividade na exploração do ouro subterrâneo da jazida, localizada no município de Curionópolis, na região sul do Pará.
Um dos assassinatos ocorreu em maio de 2008. A execução do sindicalista Josimar Barbosa, presidente afastado da Coomigasp e rival do grupo ligado a Lobão, facilitou o avanço da Colossus. Morto com 13 tiros por dois motociclistas até hoje não identificados, Barbosa tinha obtido na Justiça o direito de voltar ao posto.
À época, a Coomigasp estava sob controle de Valdemar Pereira Falcão, um dos aliados de Lobão. Na Justiça, Josimar alegou que o rival havia sido eleito em uma assembleia sem quórum. O argumento funcionou, mas a liminar não chegou a ser cumprida. Houve o assassinato.
Associados passaram a apontar o grupo de Valdemar como culpado. A contenda enfraqueceu a turma ligada a Lobão. Fragilizado, em outubro de 2008 Falcão pediu à Justiça do Pará que determinasse intervenção na Coomigasp. A desembargadora Maria Rita Lima Xavier aceitou o pedido e coube a Lobão, à época ministro de Minas e Energia, indicar o interventor. A parceria com a Colossus seguiu firme.
Velho amigo. Lobão indicou como interventor um velho amigo, o coronel da reserva do Exército Guilherme Ventura, ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI). Ele fora secretário de Segurança Pública do governo de Lobão no Maranhão, em 1993 e 1994 , e tem no currículo ações de repressão a movimentos de posseiros.
Quando Ventura apareceu no garimpo, em 2008, a Colossus tinha fechado o primeiro contrato com a Coomigasp, que garantia à empresa participação de 51% na sociedade para extrair ouro.
Ventura enviou ofício à Justiça propondo varrer o povoado de Serra Pelada, transferindo os 7 mil habitantes para outra área. Fez uma lista de supostos criminosos do garimpo - todos contrários ao acordo com a Colossus.
Um dos mais destacados opositores do acordo com a empresa morreu em fevereiro de 2009. O corpo de José Ornédio de Lima, o Zé da Padaria, de 46 anos, e 0 da sua mulher, Vânia, foram encontrados no casebre em que viviam. A polícia concluiu que Vânia, em depressão, teria matado o marido e depois se suicidado.
A versão é contestada pelos antigos aliados de Zé da Padaria, também acusados de violência. Integrante de uma caravana de Imperatriz (MA) escalada para defender o contrato com a Colossus, Manoel Batista Oliveira morreu quando o ônibus em que viajava foi alvejado por atiradores, perto da entrada do garimpo.
Assessor eleito. Em janeiro de 2009, Ventura conduziu uma eleição para escolher o novo presidente da Coomigasp. O vencedor foi Gessé Simão, ex-vereador de Imperatriz e homem de confiança de Lobão, que nos anos 1980 assessorou o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz Davi Alves Silva - assassinado em 1992.
Foi com Gessé no comando da cooperativa que a Colossus conseguiu fechar, em setembro de 2009, um aditivo aumentando para 75% a sua participação no negócio. Dois meses depois, o presidente da Coomigasp disse aos associados que haviam sido feitas "alterações" no contrato. Elas foram aprovadas por unanimidade.
Para lembrar
O senador Edison Lobão (PMDB-MA) atuou em várias frentes pela reabertura de Serra Pelada. Primeiro, articulou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo. Em 2007, ele conseguiu que o governo convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa os seus direitos de exploração no local. Em 2009, já com Lobão ministro de Minas e Energia, a Vale cedeu à Coomigasp mais 700 hectares de área. Na sequência, garimpeiros ligados a Lobão assumiram a entidade em um processo conturbado e violento. Nessa época, foi fechado o contrato entre a cooperativa e a empresa canadense Colossus, constituída por um emaranhado de pessoas judídicas, mas, na prática, controlada por brasileiros com ligações estreitas com o próprio Lobão. A Vale afirma não se interessar pela exploração da área.
sábado, 24 de julho de 2010
São Raimundo estréia com empate na série C
O jogo
No primeiro tempo, o Águia foi bem melhor, sempre se mantendo com maior posse de bola no ataque, e com isso, criou as melhores chances. Com tudo isso acontecendo, aos 47 minutos da primeira etapa, Felipe Mamão recebeu na entrada da área, invadiu, e tocou na saída do goleiro, abrindo o placar para os donos da casa.
No começo do segundo tempo, o São Raimundo voltou com mais força ofensiva, e foi em busca do empate. Logo aos sete minutos, o árbitro marcou uma falta que foi cobrada por Soares. O jogador acertou uma bomba de intermediária, e garantiu um ponto aos visitantes.
Próximos Jogos
Na próxima rodada, o São Raimundo volta a jogar na quarta-feira, às 20 horas, em casa, contra o Fortaleza. Enquanto isso, o Águia joga somente no domingo, fora de casa, contra o Paysandu.
Ficha técnica
Águia-PA 1 x 1 São Raimundo-PA
Local: Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá
Árbitro: Andrey da Silva e Silva-PA
Assistentes: Diógenes Menezes Serrão-PA e Lúcio I. R. da Silva de Mattos-PA
Cartões amarelos: Thiago Marabá (Águia); Beto (São Raimundo)
Gols: Felipe Mamão aos 47/1T (Águia); Soares aos 8/2T (São Raimundo)
Águia-PA
Alan; Gustavo, Ari, Ediklebér e Marcondes; Charles, Analdo, Jaime (Thiago Marabá) e Daniel; Samuel Lopes e Felipe Mamão.
Técnico: João Galvão
São Raimundo-PA
Labilá; Sató, Filho, Marabá e Souza; Décio, Michel (Flanela), Marcelo Pitbull e Soares; Del Curuça e Branco.
Técnico: Walter Lima
(Com informações da Rádio Clube)
Eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará
Editor do Jornal Pessoal
Quando chegar à urna eletrônica, o eleitor poderá escolher um candidato com identidade, proposta e currículo honorável? Ou os nomes foram nivelados por baixo e estabeleceram seus acordos visando, acima de tudo, o interesse pessoal? Está difícil o voto consciente.
A eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará desde que o povo voltou a eleger a principal autoridade pública do Estado, em 1982.
De 1971 até 1982 os governadores foram eleitos apenas pelos deputados estaduais. No retorno da votação direta e geral se uniram o último governador eleito, em 1965, o tenente-coronel Alacid Nunes, um dos militares que entraram na vida política com o golpe de 1964, e a maior liderança da oposição, o então deputado federal Jader Barbalho. Apesar dessa companhia contraditória, Jader se elegeu governador com uma boa imagem porque do outro lado estava a outra facção da política até então dominante, liderada pelo coronel Jarbas Passarinho.
O governo federal, chefiado pelo general João Batista Figueiredo (o último dos generais-presidentes), apoiou Passarinho, que disputava a reeleição para o Senado, e seu candidato ao governo, o empresário Oziel Carneiro. Já a máquina pública estadual foi colocada a serviço de Jader Barbalho, garantindo sua vitória por uma pequena diferença de votos. Jader se iniciara na política como vereador, 12 anos antes, sob o eco do baratismo, que mandou no Pará em boa parte das quatro décadas anteriores, sob a liderança do coronel Magalhães Barata. O pai de Jader, o ex-deputado estadual Laércio Barbalho, era um destacado baratista.
Mesmo com essa origem, o filho prometia inaugurar um tempo novo no Pará. Era da corrente dos “autênticos”, os mais à esquerda do então MDB, o partido da oposição consentida ao regime militar, do qual resultou o PMDB. Jader parecia disposto a fazer a vontade dos que queriam pôr um fim à era dos coronéis e abrir as portas do Pará à modernidade.
Logo se livrou de um deles, o tenente-coronel Alacid, aliado de ocasião, para apoiar o antigo inimigo, o coronel Passarinho, que ajudou a voltar ao Senado. Indo e vindo, recompondo ou rompendo, Jader Barbalho acabou por revelar o que era: um novo coronel, sem precisar de farda para se impor. Cativando parte expressiva da população com seu carisma, dispensou as armas para suplantar os coronéis fardados, que foram catapultados para o poder pelo regime militar. Desde a República Velha, nenhum político paraense foi tão forte quanto ele.
Suas inquestionáveis habilidades para fazer política e a simpatia do povo constituíram um capital notável. Com ele, Jader se tornou duas vezes governador e ministro, conquistou a presidência do Senado e bateu de frente com o mais terrível político nacional, o baiano Antônio Carlos Magalhães. Venceu-o, mas não levou o troféu. Jader superestimou sua força e subestimou suas fraquezas. A principal delas: a associação da sua fortuna pessoal a enriquecimento ilícito, à base do desvio de dinheiro público.
Hoje, individualmente, ele ainda é o político mais importante do Pará, mas a nódoa que estigmatiza sua imagem o impede de usufruir na plenitude essa condição e lhe impõe contrariedades. Seu índice de rejeição não o animou a concorrer ao governo do Estado e dessa maneira se tornar o único eleito três vezes pelo povo (Almir Gabriel, que voltou a ser seu surpreendente aliado, depois de duas décadas como inimigo figadal, tentou e não conseguiu realizar a façanha). Sua candidatura ao Senado, considerada a favorita, foi tisnada pelo pedido de impugnação formulado pelo Ministério Público Eleitoral no dia 10.
Essa iniciativa não impedirá que a candidatura de Jader se mantenha e que ele venha a ser votado e até eleito. A quantidade dos recursos previstos na lei processual e os prazos para as decisões transferirão por meses o pronunciamento final da justiça. Se depender das manifestações do Tribunal Superior Eleitoral, é provável que a impugnação do líder do PMDB seja mantida, assim como a do petista Paulo Rocha, também para o Senado, e de Luiz Afonso Sefer, do PP, para a Assembléia Legislativa. Todos renunciaram sob a ameaça de ter seus mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar. Mas talvez não venha a ser o mesmo o entendimento do Supremo Tribunal Federal diante da argüição de inconstitucionalidade da chamada lei da ficha limpa, que procura afastar da corrida eleitoral políticos com passado desabonador.
A simples apresentação da impugnação pelo Ministério Público, porém, não causará desgastes aos candidatos? Não colocará em ação o mecanismo do voto útil, fazendo o eleitor desistir de votar em candidato ameaçado de afastamento da disputa por transgressão à lei, mesmo se eleito? Certamente este será um recurso de campanha dos adversários. Ainda assim, mais uma vez, no caso de Jader e Paulo Rocha, eles conseguirão compensar esse risco e o neutralizar, como fizeram num passado ainda tão recente?
O fato negativo, de qualquer maneira, existe e vai ter conseqüências. Porém, não é único: é mais um dentre vários fatores de desgaste do processo eleitoral no Pará. Não se tem notícia de governador que tenha ido para uma nova eleição (para eleger seu sucessor ou tentar a reeleição, conforme a possibilidade mais recente na vida pública nacional) com um índice de rejeição tão alto quanto Ana Júlia Carepa. Seu mau conceito experimentou ligeira melhora ultimamente, mas o grande empenho do caro marketing colocado ao seu serviço é fazê-lo ficar abaixo dos 50% nas sondagens que continuam a ser feitas.
Claro que até o dia da votação a situação poderá mudar, mas a estratégia tem que reconhecer essa fragilidade da candidata do PT para tentar evitar o desfecho insinuado pelas pesquisas. É o que pode explicar suas atitudes inconsistentes, sua falta de orientação e diretriz, sua insegurança. E também algo que mesmo entre protagonistas de currículo ruim precisa existir, mas que nela é uma ausência: a palavra, o compromisso. Depois de ter desgastado ao máximo sua relação com o PMDB, mais por omissão em relação à ação dos integrantes do seu grupo, que não controla, por falta de liderança real ou por conveniência, Ana Júlia Carepa tentou ressuscitar a aliança de uma forma primária, amadorística, diante de um jogador tão profissional quanto Jader Barbalho.
A governadora parecia consciente de que o acordo fora rompido e por isso saiu à cata de novos parceiros para encher o baú de legendas, o que acabou conseguindo, com 13 delas ao lado do PT. É uma maneira de fortalecer o seu nome e dar a impressão de ser apoiada por uma frente de partidos e ter a hegemonia, ao menos no plano institucional. Incluiu nesse balaio o seu maior adversário na eleição anterior, o prefeito de Belém, Duciomar Costa, cujo principal título no momento é o de ter rejeição ainda maior do que a de Ana Júlia (a medida pelo Ibope chegou a 73%). O acerto de gabinete foi rápido, à base de toma-lá-dá-cá de favores, compensações e brindes.
Mesmo para um PT cada vez mais fisiológico, no entanto, a mudança, além de súbita, foi radical demais. Provocou traumas internos e desencadeou a ameaça de cisões. Para tentar restabelecer a aparência de unidade, a governadora deixou de cumprir o compromisso com o PTB. De pronto, Duciomar mexeu numa pedra importante do jogo: apresentou a candidatura do empresário Fernando Yamada ao Senado.
Viu-se então o que parecia inimaginável em outros tempos, quando princípios e palavras não haviam sido tão desgastados e desprezados: o PT foi atrás dos partidos aliados para que aderissem à candidatura única ao Senado – no caso, do próprio PT, Paulo Rocha. Iludido pelo domínio dos penduricalhos do poder, o PT parece convencido de que pode substituir eleição por plebiscito, a maneira de manter-se no poder com um sofrível elenco de nomes.
Atento, Jader reagiu apresentando um verdadeiro “laranja” como o segundo candidato do PMDB ao Senado. Esse movimento se harmonizou com a atitude de Simão Jatene de fechar as portas do PSDB a Valéria Pires Franco, pré-candidata que ficou em segundo lugar na pesquisa do Ibope encomendada pelo seu partido, o DEM, dirigido pelo seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco. Significaria que, se passar para o 2º turno, Jatene – e não Ana Júlia – será apoiado por Jader?
O PT renunciou à sua história e ingressou de vez na mixórdia que faz todos os partidos políticos patinarem na mesma lama. Buscam a vitória dos seus interesses sem a menor consideração pelo que representavam ou pela idéia que dele faziam – ou ainda fazem – os eleitores. O cidadão que comparecer à sua seção para exercer o “sagrado direito do voto” deverá se inspirar em alguma coisa que o motive, menos no futuro do Pará, que não estará em jogo na eleição de outubro.
Os candidatos que se apresentam agora ao eleitor embaralharam tudo para criar uma enorme ameba, indistinguível, indefinida, que tudo absorve e forma um organismo pegajoso, que não tem identidade nem proposta. Um retrato triste da representação política do Estado.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Manchetes desta sexta de O Estado do Tapajós
Maria do Carmo está inelegível por 3 anos
Livrarias não dispõem de Código do Consumidor
Cosanpa faz manobra para racionar água em Santarém
Corte no fornecimento de carne do quartel obriga militares a almoçar em casa
Çairé está mantido para o período de 9 a 13 de setembro
Postes da Celpa são alvos de motoristas
Atualizações em julho
E ficará assim até o dia primeiro de agosto.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Gil Serique, o embaixador do windsurf em Santarém
Aritana AguiarMuitos não sabem o que fazer durante as férias. Em Santarém é possível praticar o windsurf, um esporte pouco conhecido. Gil Serique, 45, santareno, pratica o esporte há mais de 20 anos. "Eu não tive um instrutor, apenas um amigo que montou o aparelho. Ele me deu a dica, embora ele não soubesse velejar", relembrou.
Windsurf é uma modalidade olímpica de vela. É praticado com uma prancha idêntica à prancha de surf e com uma vela entre 3 a 12 metros quadrados e consiste em planar sobre a água utilizando a força do vento.
No mundo, o Havaí, Ilhas Canárias e praias do Caribe são considerados ótimos lugares para a prática do windsurf, mas Santarém possui dois rios a sua frente considerados excelentes para a prática do esporte. "Eu não conseguiria ser tão feliz se eu não velejasse. Tenho vários amigos que foram para para Europa, Caribe, costa brasileira e acham que o Tapajós nao deixa nada a desejar", conta Gil.
A vantagem do windsurf ao surf é que a pessoa vai a uma determinada distância e pode ficar até seis horas velejando direto. A modalidade tem possibilidade de manobras bem maiores, exemplo, jybe e jumps. Destacando que pode chegar à velocidade de até 60 km por hora, e isso nos rios Tapajós e Amazonas. Para Gil, windsurf é um esporte incrível e afirma que as pessoas na cidade não entendem por que não praticam.
"Quando está a certa velocidade tem a sensação de liberdade", destacou Gil Serique. Como o esportista mora em frente aos rios, de janeiro a dezembro sua prancha e vela está montada, curiosos vêem e perguntam até quanto custa para uma aula e querem saber se é difícil praticar. Gil, não nega a dificuldade inicial, mas firma a importância e vantagens do esporte.
Para quem vai começar a praticar windsurf, necessitará de uma vela pequena e uma prancha bem larga, vai requerer menos equilíbrio da pessoa. Uma vela pequena terá menos pressão do vento, não terá muito esforço para segurar, pode aprender sozinho, mas é um pouco perigoso. "Nada melhor que um bom instrutor, pois saber voltar é uma maneira diferente. Para velejar contra o vento eu deveria está com a vela em 45° e esses detalhes fui aprendendo com o tempo e força de vontade", declara.
De acordo com Gil Serique, através de informações de amigos a Ponta do Cururu não deixa nada a desejar para velejar, pois de um lado tem várias ondas. Em Ponta de Pedras também. Tem o lago de Alter-do-Chão, que é pequeno, e o restante do Tapajós que nunca foi explorado.
Como os rios Tapajós e Amazonas são excelentes para velejar existem algumas curiosidades e diferenças o rio Amazonas tem uma correnteza mais forte e maior densidade em relação ao rio Tapajós. "Quando se troca de água sente a diferença, existem ondas diferentes entre os dois rios, é algo divertido e incrível", explica Gil.
Mas, para quem quer praticar o esporte a noite não é muito recomendável. Uns dos problemas em velejar a noite são os troncos que às vezes não é possível vê-los e corre risco de acidente. Se houver um impacto do aparelho com o tronco há 40 ou 50 km/h pode quebrar, e a pessoa provavelmente terá que largar o aparelho no meio do rio e voltar à margem nadando. Além disso, na frente da cidade que possuem pequenas ilhas é possível encostar para descansar e dar continuidade ao esporte.
Um aparelho seminovo, chega a custar de 2 mil a 2.500 reais. Para Gil Serique, é um dinheiro bem investido, pois quantos pais não compram vídeos games caros para os filhos, e com o windsurf, estarão praticando o esporte, em que não há a necessidade de ir para o mar praticar.
Gil, conta quando conheceu a campeã européia de windsurfe, Sarah Hebert. "Ela viu minha prancha na praia e achou que era uma miragem, pois seu maior sonho era velejar nos rios da Amazônia. Velejou no Tapajós, encontro das águas, achou maravilhoso", relembrou. Sarah escreveu um artigo para uma revista sobre windsurf referente ao esportista Gil Serique, mostrando a pratica da modalidade em água doce.
41 pessoas ficaram mutiladas em acidentes e trânsito em Santarém no primeiro semestre
A cada dia aumenta o número de motocicletas em Santarém. Assim como as fraturas causadas por acidente de trânsito. E o número pessoas que tiveram membros amputados registrados no Hospital Municipal de Santarém subiu consideravelmente do ano passado para cá.
Em 2009, deram entrada no Pronto Socorro Municipal 2.203 pessoas vitimas de acidente de moto e de janeiro até maio deste ano houve 967 acidentados com motocicletas. Das vitimas que perdem algum membro do corpo, a grande maioria amputados perdeu a perna, trazendo grandes conseqüências para suas vidas.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde(Semsa), de janeiro a julhode 1010, 241 pessoas sofream fraturas e 41 tiveram membros do corpo amputados.
A pessoa que perde um membro em acidentes convive com grandes seqüelas. É o caso de Cleberson Barroso, 34 anos, que trabalhava como moto- taxista clandestino, e Francisco Pimentel, 59 anos, passageiro de um moto taxista também clandestino. Ambos perderam a perna esquerda. Um conseguiu a prótese e tenta se adaptar ao aparelho, enquanto o outro ainda espera pela perna artificial.
Registro de arma não dá direito a caçar aos comunitários de Resex
Até dezembro de 2009 foram registradas na Policia Federal de Santarém nove mil armas de fogo para posse legal. O registro permite guardar a arma dentro da residência ou estabelecimento de trabalho, mas moradores de comunidades rurais acreditavam que essa autorização também permitia o porte para caça de subsistência.
Durante o 1º Seminário Regional de Gestão da Fauna do Oeste do Pará, realizado na semana passada, em Santarém, o delegado da Policia Federal, Gecivaldo Ferreria, esclareceu a diferença entre posse e porte de arma de fogo. "Essa autorização de posse é dada somente para ter a arma dentro da residência ou estabelecimento, não é permitido que saia para caçar, mesmo que seja para subsistência", explicou o delegado.
O secretario da Resex Tapajós e Arapiuns, Leônidas Farias, desconhecia do verdadeiro objetivo do registro de arma de fogo. "Eu e os comunitários acreditávamos que poderíamos caçar nos locais permitidos, que isso a autorização permitia", afirmou. Preocupado, disse que iria comunicar imediatamente aos moradores da Resex sobre o registro para que ninguém fosse preso inocentemente.
Copa dá prejuízo aos lojistas
Reciclagem de lixo rende bom dinheiro em Santarém
Santarém não possui nenhum sistema da Prefeitura Municipal para a coleta seletiva de lixo. Mas existem empresas e sucatas que recolhem o material para revender, evitando que toneladas desses resíduos sejam jogadas no lixão de Perema. Mesmo assim em locais da cidade, principalmente em estabelecimentos particulares e, instituições de ensino encontram-se lixeiras seletivas, mas o problema é que nesse tipo de coleta tudo vai para o lixão.
Na cidade existem duas empresas que recebem sucatas e duas que colhem plásticos e papel. Nas sucatas são recolhidos latinhas, cobre, metal, alumínio, bateria de carros e motos, inox, magnésio e antimônio, entre outros.
Em uma dessas sucatas são recolhidos por dia 500 a 600 quilos de latinha.
A sucata chega a ter mensalmente 27 toneladas de latinhas que é enviada para a empresa Aluferro, em Minas Gerais. De lá, o material é enviado para as grandes indústrias para serem reciclados. Nos dias de segunda, quarta e sexta feira sãos recebido de cerca de duas toneladas de latinha.
Enquanto o alumínio tem um destino certo, é reutilizado para a produção de panelas. Em Santarém a sucata paga R$ 2,40 por quilo. No mês totaliza em 12 toneladas e tudo enviado para Minas Gerais.
O cobre recolhido é enviado para a empresa Condumig, em Minas Gerais, lá é recebido o cobre de todo o país e, é reutilizado da fabricação de produtos elétricos. Em Santarém a empresa paga R$ 8,40 pelo quilo, e chega a receber dos fornecedores e catadores oito toneladas no mês.
Jornalismo: Passado/Presente
Editor do Jornal Pessoal
A Segunda Guerra Mundial teve pelo menos um efeito benéfico para o Brasil: tornou o nosso país terra adotiva de grandes intelectuais europeus, que fugiram do totalitarismo nazista, como Otto Maria Carpeaux e Paulo Rónai. O francês Édouard Bailby veio depois, já em 1949, não numa onda de emigração para os trópicos, mas em aventura pessoal. Ficou 15 anos no Brasil, tornou-se exímio no português, lendo, escrevendo e falando, e escapou ao exotismo dos imigrantes. Além de muitos artigos e reportagens na imprensa, sobretudo em Última Hora, de Samuel Wainer, nos deixou um livrinho precioso, A Revolução devora seus presidentes, publicado pela Saga, excelente editora.
Bailby, aos 81 anos, de volta à França desde 1963, recorda sua "aventura brasileira" em artigo publicado no Jornal da ABI, agora com matérias de interesse e reportagens mais longas, no melhor estilo jornalístico. Com 19 anos e apenas o que hoje chamamos de 2º grau, Bailby diz que tinha só um caminho: "entrar para o curso de Jornalismo recém-criado na Faculdade Nacional de Filosofia, na Avenida Presidente Antônio Carlos", que não exigia a revalidação do baccalauréat, o diploma do curso secundário. Com professores como Josué de Castro e Danton Jobim, conseguiu o diploma de bacharel em jornalismo. Mas não ficou nisso: iniciou logo um curso de línguas neolatinas com Alceu Amoroso Lima, Manuel Bandeira e Celso Cunha.
Basta este trecho do artigo para fazer algumas proveitosas observações. Qualquer um podia ser jornalista quando, no fim da década de 40, surgiu o curso de jornalismo na FNFi, no Rio de Janeiro, que ainda era a capital federal. Mesmo sem precisar do curso para se profissionalizar, Bailby foi para a redação com seu diploma de bacharel. Seus professores não tinham títulos acadêmicos, mas que professores!
Evoluímos desde então?
Atualizações em julho
E ficará assim até o dia primeiro de agosto.
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Benvindo, João Júlio
Chama-se João Júlio o filho do diretor da TV Ponta Negra de Santarém.
Vida longa ao mais novo santareno do pedaço.
Nivaldo não pára de espocar os champanhes.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Fifa aprova assistentes atrás dos gols
Para aceitar a experiência de incluir os assistentes, a International Board determinou quatro critérios básicos: utilização em ligas profissionais de clubes; conclusão do teste a tempo para que seja tomada uma decisão definitiva em 2012; os custos adicionais devem ser da confederação, associação ou liga em questão; obrigatoriedade de utilização em todas as partidas da competição. O Campeonato Carioca de 2011 e a Liga dos Campeões da Europa já empregarão esse novo sistema de assistentes. (G1)
Mais uma lei que não vai pegar
Com a nova lei, os estabelecimentos comerciais são obrigados a fixar, junto ao caixa do estabelecimento, em local visível e de fácil leitura, de cartaz ou placa com a seguinte expressão: "Este estabelecimento possui exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nº. 8.078, de 11 de setembro de 1990, disponível para consulta"
Caso a Lei não for cumprida, o estabelecimento será notificado de advertência para sanar a irregularidade no prazo de quinze dias, na primeira infração, receberá multa de até 500 Unidades Fiscais , que será cobrada em dobro nos casos reincidentes.
Çairé. Marcha-à-ré na mudança de data
O Çairé deste ano está mantido, portanto, para o período de 9 a 13 de setembro.
Os caminhos do turismo
Colunista de O Estado do Tapajós
adenauergoes@gmail.com
No ultimo dia 21 de junho passado, foi apresentado em Brasília o documento intitulado " Estudo Referencial do Turismo", material que contempla uma série de propostas e diretrizes para o período 2011-2014, elaborado a quatro mãos pelo Ministério do Turismo,Fornatur(Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo) e várias outras entidades representativas de classe empresarial e de trabalhadores no setor que fazem parte do Conselho Nacional do Turismo. O documento será entregue a cada um dos candidatos á sucessão do Presidente Lula, e tem como objetivo traçar um panorama do turismo no Brasil e estabelecer caminhos e metas daquilo que é necessário perseguir dentro do que já está em andamento e do que precisa ser feito para que se possa avançar mais.
Outro objetivo do documento é mostrar a necessidade e importância de se dar sequência ás políticas de gestão em andamento, com os devidos ajustes que se fizerem necessários em função da dinamicidade do processo.È plenamente compreensível que o próximo Presidente venha a estabelecer novas diretrizes em seu Ministério. Mas a elaboração deste documento( Estudo Referêncial), deve ser entendido pelos candidatos como um importante ponto de partida na elaboração das futuras políticas para o setor, sem ter necessariamente de começar da estaca zero, como se nada do que foi feito pudesse ser devidamente aproveitado.Minha opinião pessoal é que muito do que foi feito através dos programas nacionais deva ter continuidade, na realidade meu entendimento é de que os estados é que tiveram dificuldades de adequar-se a política nacional, particularmente nosso estado do Pará.
È preciso ter a visão de longo prazo e que os resultados positivos precisam de amadurecimento para se fortalecer, as políticas de continuidade devem ser encaradas dentro de um planejamento estratégico como conduta responsável e inteligente.A política de terra arrasada,onde aquele que assume precisa desfazer tudo que foi feito pelo seu antecessor é míope, medíocre e ultrapassada.
O Estudo Referêncial também demonstra alguns dos principais desafios e obstáculos que dificultam o desenvolvimento da atividade turística,necessidades de investimentos, melhorias na qualificação de mão de obra e vários outros gargalos.Com a realização da Copa em 2014, o Brasil vai ganhar bem mais visibilidade no cenário internacional e as perspectivas de crescimento da industria do turismo na balança comercial tende a aumentar de forma significativa.Quem esteve atento ao encerramento da Copa na Africa já pode acompanhar o primeiro vídeo de divulgação do Brasil no exterior e logicamente os 12 estados que receberão o evento estavam identificados, o Pará infelizmente ficou de fora e vai amargar um prejuízo incalculável.
Aos futuros governantes,ainda como candidatos, cabe demonstrar sua relação,entendimento quanto ao documento formatado e propostas para o setor, de modo a dar oportunidade para as entidades representativas de classe tanto patronal como de trabalhadores ter avaliação que possa fluir até aos associados e no exercício do voto fazer sua opção pelos candidatos que tanto a nível federal como estadual mais se identifiquem com a causa do turismo em suas plataformas de governo.
Não resta a mínima dúvida de que é possível avançar muito mais tanto a nível federal como a nível estadual, para quem avalia, a realidade é nítida e fácil de ser compreendida.
Violência em Santarém
Colunista de O Estado do Tapajós
A violência e a bandidagem que se alastra a cada dia em Santarém, decorrendo disso, homicídios, roubos, estupros e outros crimes. Como já me referi neste espaço, e em outras edições, a Polícia deve, urgentemente empreender rondas diurnas e noturnas com blitz em busca de armas em vários pontos da cidade, principalmente nos mototaxistas clandestinos, que sempre andam armados e matam, como vem ocorrendo ultimamente. Não adianta verificar somente a documentação do condutor. A busca de armas é atitude imprescindível, pois do contrário, teremos outros crimes praticados por bandidos que andam de motos pela cidade, portando armas de fogo.
Benedito Nunes: A estrela do sábio brilha agora no céu do Brasil
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
O paraense Benedito José Viana da Costa Nunes, aos 80 anos, ganhou o principal dos sete grandes prêmios que a Academia Paraense de Letras distribui todos os anos. Foi o Machado de Assis de 2010, pelo conjunto da obra. Desde que essa premiação começou a ser conferida, em 1941 (mas só a partir de 1998 passou a ser pelo conjunto da obra), é a primeira vez que um escritor paraense é lembrado. Não há honraria igual no mundo das letras: além de um busto de Machado, Benedito Nunes terá direito a 100 mil reais. Os outros seis premiados (por gêneros literários ou acadêmicos) receberão a metade, R$ 50 mil, cada. As últimas premiações foram dadas a autores como Autran Dourado, Ferreira Gullar, Wilson Martins e Fernando Sabino.
O conjunto da obra de Benedito é tão vasto e diversificado quanto os títulos a que se referiu o portal da APL ao comunicar a decisão da comissão de seleção, formada por Eduardo Portella, Tarcísio Padilha, Lygia Fagundes Telles, Alfredo Bosi e Domínio Proença Filho. O professor emérito da Universidade Federal do Pará foi citado como crítico literário, professor, ensaísta e filósofo, combinação rara no Brasil. Mas o único diploma que Benedito recebeu foi o do curso de direito, que concluiu em 1953.
Chegou a ter um escritório de advocacia, em sociedade com o escritor Haroldo Maranhão, mas por curtíssima temporada e sem maior empenho. O diploma serviu-lhe para obter emprego como auditor do Tribunal de Contas do Estado. Garantiu-lhe segurança e dignidade para se dedicar ao que o interessou por inteiro desde a meninice, sem depender de circunstâncias locais: ler e escrever - além de ouvir música, apreciar obras de arte e outras atividades do espírito.
O conjunto da obra abrange mais de 15 livros individuais, participação em numerosas obras coletivas, infindáveis colaborações em revistas e jornais, além de palestras e conferências que, em sua maioria, ficaram sem o registro impresso. Não conheço uma bibliografia completa do que Benedito Nunes já escreveu, tarefa que a Academia Brasileira de Letras podia se propor a realizar, complementando em alto estilo o reconhecimento conferido ao intelectual paraense.
Os membros da comissão, ao examinarem a obra de Benedito, identificaram-no como "um estudioso capaz de construir pontes entre a interpretação do texto literário e a sondagem filosófica, no caso fenomenológico, na linha dos grandes pensadores existenciais, como o alemão Martin Heidegger e o francês Jean-Paul Sartre. Essa dupla dimensão já aparece em seu estudo antológico, obra pioneira publicada em 1966, sobre a obra de Clarice Lispector, 'O drama da linguagem, uma leitura de Clarice Lispector'".
O prazer, que a leitura sempre deu a Benedito, ele nos transferiu, sem estar preso nem a disciplinas nem a autores ou escolas, muito menos a bitolas formais. É o prazer do texto, como agora se repete à exaustão d'après Umberto Eco. O excesso de leituras e o confinamento freqüente no universo das idéias podiam ter transformado Benedito num personagem de papel, agrilhoando-o ao formalismo da cultura. Sua humanidade e simplicidade, dois traços da sua sabedoria, devem ter alguma relação com o fato de que, desde cedo, esteve cercado por mulheres amorosas.
Órfão de pai na primeira idade, da figura masculina ficaram os livros da biblioteca que herdou. Dialogou com o pai através dos papéis impressos, na busca dessa matriz inconsciente, que se distanciou e se dissipou no tempo. Mas as cinco tias e a mãe, sempre ao seu redor, o fizeram descer ao mundo real, no qual elas o introduziram com todo carinho. Trataram de fazer sua vida ser normal, natural, como mais um ser humano, não a grande cabeça que desde cedo se desenvolveu nele.
Por sorte, Benedito teve em seguida a companhia de Maria Sylvia, que conheceu em 1948, ambos estudantes de direito, e com quem casaria cinco anos depois, ao se formar, estabelecendo um elo perfeito, inquebrantável. E a cunhada, a pioneira Angelita Silva, primeira engenheira do Pará, ponto de equilíbrio na mansão da rua da Estrela, deturpada para Mariz e Barros pela burocracia insensível da terra.
Dois domingos atrás fui até aquele oásis de verdura e paz, agora cercado de concreto por todos os lados, numa caminhada matinal, tão precoce que não me atrevi a tocar a campainha e me anunciar para um abraço no intelectual paraense que a academia consagrou como o mais importante entre os dois séculos, o que se findou e o que ainda começa. Deixo o alô aqui, orgulhoso e feliz, já sem a freqüência do passado, destituído que fui do domínio da minha agenda, impedido de fazer o que gosto mais vezes para permanecer livre e dizendo o que precisa ser dito.
Sei, porém, que 80 anos nada significam para Benedito Nunes. Sua inteligência é viva, fresca e solar como a de um adolescente. Seu conhecimento, de um sábio. Desta vez, a Academia Brasileira de Letras acertou.
Consultor afirma que BR-163 (Santarém-Cuiabá) é a maneira de Manaus se aproximar do Brasil
O consultor da empresa Macrologística, Olivier Girard, reuniu-se segunda-feira (19/07) com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para apresentar a segunda etapa do Projeto Norte Competitivo. Ele resumiu quatro meses de pesquisa, percorrendo os Estados e reunindo-se com empresas e órgãos, período após o qual os consultores diagnosticaram os principais problemas de logística da região amazônica e fizeram o levantamento dos 150 projetos existentes na Amazônia Legal.
As 16 principais cadeias produtivas da região, que somam 50 produtos e são responsáveis por 98% do que foi produzido na região, também foram avaliadas. A Macrologística realizou ainda levantamento de custos logísticos como frete, transbordo, custos de armazenagem e portuários, para identificar possibilidades logísticas e retorno de investimento.
Amazonas
A construção da BR-163, que interligará Santarém (PA) a Cuiabá (MT), foi um dos corredores mais sugeridos aos diretores da Fieam. Segundo Olivier, a estrada reduzirá em até três dias o frete para o Amazonas, influenciando nos custos. “A BR-163 é a maneira de Manaus ficar mais próxima do centro do Brasil”, vislumbrou.
O estudo previu ainda a necessidade da construção de um novo porto em Manaus (AM), um porto de contêineres em Porto Velho (RO) e outro porto de grãos em Itacoatiara (AM).
Sobre a pavimentação e recuperação da BR-319, o consultor fez restrições, a partir das barreiras ambientais que podem impedir o asfaltamento da mesma.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, disse que o projeto Norte Competitivo é um estudo estratégico, de longo prazo, que contempla os nove Estados da Amazônia Legal, e que está sendo conduzido pelas Federações das Indústrias, na Ação Pró-Amazônia, unidas para começar a resolver os problemas de logística da região.
Çairé: gol contra
Já se fala, agora, que a disputa dos botos Cor de Rosa e Tucuxi será na terceira semana de setembro, mais precisamente nos dias 19 e 20.
Ha 11 anos o Çairé era realizado da segunda semana de setembro, inclusive o período de realização consta de todo o material promocional espalhado pelo país e pelo mundo.
A mudança da data vai prejudicar as empresas de turismo e hotéis que venderam pacotes acreditando que o festival seria realizado em data já conhecida.



