terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quem fica no poder?

Lúcio Flávio Pinto

A história da eleição de 2010 no Pará ainda não terminou. Ela depende da resolução do impasse jurídico em torno do Senado. A justiça sacramentará o afastamento de Jader Barbalho da vida política ou possibilitará o seu renascimento das cinzas?

Ana Júlia Carepa teria evitado a derrota se contasse com a aliança vitoriosa de quatro anos atrás, somando ao PT os votos do PMDB? A resposta a esta questão foi positiva em 2006: sem Jader Barbalho, a candidata petista jamais teria sido a primeira mulher a governar o Pará. Mas neste ano a resposta ainda é incerta e não sabida. Ao contrário de quatro anos atrás, o cacique do PMDB teve diante de si a mais desfavorável de todas as conjunturas que já enfrentou. Por ora, é o maior derrotado, embora ainda haja uma réstia de esperança de renascimento.

A soma da votação de Ana Júlia e do candidato peemedebista Domingos Juvenil no 1º turno foi de 46,86% dos votos (36,05% mais 10,81%), enquanto Simão Jatene teve 48,92%. Em qualquer circunstância, o candidato do PSDB seria o vencedor em 3 de outubro. No 2º turno Jader não declarou seu voto e liberou seus partidários de compromisso. Mas é evidente que como a grande maioria assumiu o apoio a Simão Jatene, Jader agiu nos bastidores em favor do candidato tucano. Não pode, entretanto, cobrar de público compromisso que de público não existiu.

Jatene pode alegar que deve sua vitória apenas aos seus méritos, do seu partido, do único aliado oficial, o DEM, e dos políticos peemedebistas que individualmente declararam seu voto a ele. Ao contrário do que se esperava da tendência observada até 3 de outubro, ele cresceu menos (7 pontos percentuais) do que Ana Júlia  (que incorporou 8 pontos percentuais) do 1º para o 2º turno. A diferença, que poderia ser esmagadora se tivesse tido a votação que Jader Barbalho lhe poderia transferir, diminuiu ao invés de crescer.

Essa contração, ainda que ligeira e que nunca ameaçou o triunfo do ex-governador, deve-se ao uso intensivo da máquina pública, estadual e federal. A realização de obras de última hora, a pressão sobre os servidores públicos, o feriado prolongado, maior propaganda e a presença do presidente Lula diminuíram a rejeição à governadora, mas não na proporção necessária. E já era tarde demais.

O eleitor não gostou da gestão de Ana Júlia e não acreditou que ela pudesse corrigir tantos e tão elementares erros, como os muitos que cometeu. Ao invés de apostar numa nova perspectiva de mudança, preferiu voltar ao passado, mesmo sendo o passado que rejeitara em 2006. Isto pode significar que também já não aposta em Jader Barbalho, que foi então o avalista da petista?

O líder do PMDB deve ter percebido logo que a marca negativa da sua aliada não sairia mais. Deve ter mandado avisos para Ana Júlia e procurado se aproveitar das suas fraquezas, mas a cegueira e a certeza dos próprios méritos impediram a governadora, cercada por neófitos em política (apesar disso, extremamente presunçosos e arrogantes), de perceber a situação. Quando tentou recompor o acordo com Jader, não havia mais jeito: o instinto de sobrevivência do deputado federal, com mais de 40 anos de carreira política, ocupando todos os cargos que dependem de votos, já o advertira para sair do barco.

Não foi por outro motivo que, embora sem romper com o PT nacional, do qual ainda esperava alguma ajuda (que ainda não veio), ele modelou o seu candidato ao governo com a imagem de oposicionista. Domingos Juvenil existia para favorecer Simão Jatene, não para aliviar Ana Júlia, intensamente criticada nos veículos de comunicação dos Barbalhos. E quando ficou claro que Brasília não podia – ou não queria – ajudar o ex-senador a voltar à câmara alta, influindo nos bastidores do julgamento da impugnação da sua candidatura, Jader decidiu apostar na hipótese de maior risco: ao contrário de Joaquim Roriz, que renunciou e lançou sua esposa ao governo do Distrito Federal, Jader continuou pelo caminho difícil. Talvez porque não tivesse alternativa melhor.

Se renunciasse, quem, ocupando o seu lugar, poderia ter tantos votos quanto Flexa Ribeiro e Paulo Rocha para o Senado, e, ao mesmo tempo, se submeteria à sua liderança? Provavelmente ninguém. Líderes como Jader não gostam de sombra. A única que ele admite (e mesmo cultiva), a do filho, não tem ainda consistência eleitoral para tanto. Talvez nunca venha a ter. Mesmo em Ananindeua, onde é prefeito, a presença de Helder Barbalho é discreta.

Aparentemente a decisão do Supremo Tribunal Federal, confirmando a vigência imediata da lei da ficha limpa e o efeito retroativo da vedação a candidatos que renunciaram para escapar de punições no parlamento, como Jader, confirmou seu afastamento da política. Mais uma vez, entretanto, as aparências não esgotam a variedade de hipóteses que subsistiram. Principalmente pelo comportamento e pelas palavras dos ministros durante a sessão de julgamento do recurso do candidato do PMDB do Pará, que desgastaram a imagem da corte suprema da justiça brasileira, e pelo inusitado de mais uma decisão empatada, que acaba sendo tomada pelo que não pode ser: uma deliberação de execução automática.

Com as reações que teve ou patrocinou, desde uma nota pessoal, passando pela manifestação partidária e a adesão da representação dos empresários à sua causa, Jader deixou claro que perdeu uma batalha importante, mas a guerra ainda não terminou. Ele tem munição importante para prolongar uma nova manifestação do STF, através de recursos, até que o 11º ministro possa ser indicado pelo presidente para desempatar a votação, se houver ainda possibilidade de entendimento com Lula. Caso essa hipótese não exista mais, ele não perdeu todos os argumentos para forçar uma nova eleição para o Senado, já que 57% dos votos dos eleitores do 1º turno (dados a ele e a Paulo Rocha) se tornaram nulos.

A tese sustentada – de forma imprópria e em momento inadequado – pelo presidente do TRE do Pará, desembargador João Maroja, de que a exigência de metade mais um de votos válidos se aplica apenas à eleição para o executivo, não se estendendo à disputa – igualmente majoritária – para o Senado, é, na mais tolerante das hipóteses, discutível. Ana Júlia e Duciomar se elegeram senadores com percentuais muito menores, mas porque não ocorreu a anulação dos votos dos demais concorrentes, que, por serem mais numerosos, tiveram índices menores do que os eleitos, todos, porém, pulverizando a votação, enquanto agora houve muito menos pretendentes e, por isso, mais concentração de votos.

Da mesma forma como a interpretação da norma legal teve que ser distorcida para a lei da ficha limpa já entrar em vigor na eleição deste ano, impondo requisitos restritivos com efeito retroativo, a não realização de nova eleição senatorial no Pará, quando foram anulados 57% dos votos válidos (ou seja, digitados na urna eletrônica por eleitores habilitados em favor de cidadãos que tiveram suas candidaturas deferidas pela justiça), é uma violação aos preceitos legais, cuja clareza é esmaecida pelo tom passional e dogmático da disputa eleitoral deste ano.

Nesse contexto, é pouco provável que tal decisão seja será adotada sem novas polêmicas e saia rapidamente. Se for confirmada a realização de nova eleição e ela acontecer depois de fevereiro, Jader Barbalho poderá concorrer de novo. Ao contrário do que apregoou O Liberal no dia seguinte à deliberação do STF, a inelegibilidade do peemedebista não começa a partir da esdrúxula sentença. Na verdade, ela se encerrará em 31 de janeiro do próximo ano, quando terminaria o mandato que lhe cabia exercer, se ele não tivesse renunciado para escapar a processo por quebra do decoro parlamentar, em função dos casos de corrupção na Sudam, que o levaram a ser preso, algemado e processado.

Todas as sutilezas e complexidades da disputa para o Senado, que saiu das urnas para o imprevisível tapetão da justiça, garantem que o capítulo da eleição deste ano no Pará ainda não se encerrou. O pronunciamento final sobre o Senado é que definirá qual o peso que Jader Barbalho ainda terá na política estadual.

Uma definição contrária aos seus interesses liberará Simão Jatene ainda mais dos efeitos de um compromisso que, se houve, foi informal, de bastidores. Já se os desdobramentos do contencioso resultarem numa nova eleição e com a viabilidade da candidatura de Jader, ele poderá sair fortalecido do novo confronto, talvez como o mais votado, confirmando sua expectativa de dois milhões de votos. Renascerá das cinzas como vítima, injustiçado.

Todas as hipóteses são possíveis num momento em que o poder judiciário revela ao público, às vezes “ao vivo”, suas fragilidades e limitações. Jader pode ser punido numa situação na qual, se a lei fosse realmente cumprida à risca, ele ganharia. Confiando nos argumentos da sua defesa (comandada por um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Eduardo Rangel de Alckmin) e em suas próprias articulações, decidiu prosseguir, ao invés de novamente renunciar.

Mas pode se dar mal: prosseguindo um julgamento mais político e moral do que técnico, os ministros do STF podem manter sua impugnação e não realizar nova eleição para o Senado. Se quisesse voltar à política, ele teria que disputar um mandato de vereador ou de prefeito em 2012. Para o nível da sua biografia, só a prefeitura de Belém satisfaria, mas suas chances de vitória num pleito majoritário na capital são bem menores. Ele se arriscaria a tanto? Ou reconhecerá que seu momento passou?

O drama me fez relembrar um filme marcante, que o grande diretor italiano Dino Risi realizou em 1971. Em italiano, o título é direto: In Nome Del Popolo Italiano. A versão brasileira é mais sutil: Esse Crime Chamado Justiça. Um procurador (interpretado por Ugo Tognazzi) investiga um dos maiores empresários italianos, do setor de construção civil, acusado de ter assassinado sua amante.

Na busca por provas, o procurador testemunha a atuação predatória do empresário, sempre visando lucros exorbitantes, mesmo que necessite adotar métodos imorais ou ilícitos, além de destruir as pessoas que surgem no seu caminho. O empresário (vivido por Vittorio Gassman) é simpático, envolvente, sedutor, mas o procurador resiste: é honesto. Quando está predisposto a denunciar o empresário, descobre uma carta deixada pela amante anunciando seu suicídio.

O empresário estava inocente daquele crime individual. Mas e dos tantos crimes coletivos que comandou ou induziu? Depois de ler a carta, encontrada casualmente entre os papéis da suicida, o procurador para, medita e lança o papel no rio, ao lado do qual caminhava. E continua seu percurso para fazer a denúncia. O empresário pagaria não por aquele homicídio, do qual era inocente, mas pelos outros crimes, numerosos e de maior repercussão, mas que nunca foram provados – nem viriam a ser, dado o seu poder de manipulação e coerção.

Dino Risi era um autor de comédias. Tragicomédias, na verdade. Fazia seu público rir e logo em seguida pensar. Talvez por levar de um extremo a outro, provocava pensamentos profundos, como o deste filme, que contém um dos principais dilemas de um julgamento. Se houve julgador bem fundamentado para examinar o caso de Jader Barbalho, ele deve ter-se visto diante do dilema do procurador do filme de Risi.

Tecnicamente, acho que Jader Barbalho tem motivos suficientemente sólidos para vencer a demanda e, no mínimo, poder disputar de novo a vaga de senador que lhe tiraram indevidamente. Mas, do ponto de vista moral, não seria a hora de afastá-lo da vida pública, pelos mal feitos do passado, pelo balanço negativo da sua forte presença na política do Pará, com a apropriação particular dos benefícios que ele tornou possíveis, em nome do povo que o elegeu para tantos cargos públicos, e que podiam ter sido mais intensos para a sociedade?

A resposta cabe ao leitor, mas a um jornalista, que o coloca diante dessa grave e fundamental questão, se impõe outra pergunta: e os outros? Sem dúvida, Jader Fontenele Barbalho se tornou o político mais poderoso do Pará desde Magalhães Barata. O Estado podia ter tido outro rumo, ao invés de se manter dividido entre seu enorme potencial de riquezas e a forma viciada de explorá-la, que gera enriquecimentos fora de seus limites ou concentrado entre alguns dos seus habitantes, se ele tivesse feito a boa política.

Mas é nada mais do que oportunismo de outros integrantes predatórios da elite paraense apontá-lo como bode expiatório ou espantalho dos males do Estado. Mesmo que Jader seja obrigado a sair agora da vida pública, isso não garante que ela se tornará melhor. O quadro que se delineia a partir da eleição do 2º turno revela que o empobrecimento da representação política do Estado persiste. Se é que não se agrava. Porque os gatos pardos podem apontar para o telhado e alegar que o único gato preto que ali havia foi expurgado da cobertura.

A evolução do patrimônio do ex-governador, em desarmonia com o que seria de esperar de um político profissional, sempre foi o calcanhar de Aquiles de Jader. Também a freqüência com que foi associado a casos de desvio de recursos públicos, com destaque para órgãos que estiveram sob seu comando ou influência. O que ele pode dizer em sua defesa é que nenhum dos processos judiciais a que foi submetido transitou em julgado. E que o episódio do qual resultou sua impugnação só evoluiu a ponto de obrigá-lo a renunciar para não ser cassado porque interessava ao seu desafeto de então, o todo-poderoso senador Antônio Carlos Magalhães, versão mais rudimentar (e também mais bem sucedida, o que também diz bastante sobre a qualidade dos políticos brasileiros contemporâneos) do que foi Carlos Lacerda até 1964.

Se Jader Barbalho foi algemado, preso e processado, o campeão dos votos senatoriais deste ano, o empresário Fernando Flexa Ribeiro, também passou pela mesma via crucis, nem por isso se tornando ficha suja na letra da lei eleitoral. Provavelmente porque não chegou tão alto quanto Jader, que conquistou a presidência do Senado contra a vontade de ACM. A vingança do babalorixá baiano foi proporcional ao tamanho do que considerou como ultraje pessoal.

A condição de empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias deve ter ajudado bastante o antigo senador biônico a contornar maiores dissabores e a responder ao incidente com um mandato obtido agora pelo maciço voto popular. A comunidade empresarial, porém, não esqueceu os serviços do ex-governador, os já prestados e os que ainda poderão vir a ser úteis, naquelas circunstâncias que exigem a interferência de alguém com a habilidade e os conhecimentos de um político profissional de amplitude nacional (qual o outro, além de Jader, em atividade no Pará?). Tratou de se posicionar ao lado dele na nova batalha, para conquistar o mandato de senador, com o qual poderá ser afastada a presença de um representante da esquerda.

O que distingue Jader Barbalho dos demais é a sua capacidade de sobrevivência, que, em política, requer carisma, experiência e instinto para as oportunidades. Ninguém ainda se sente seguro o bastante para tratar o – por enquanto – derrotado líder do PMDB paraense como cachorro morto. Ele já sobreviveu a golpes quase tão profundos quanto o atual e sua carreira não foi interrompida. Quem garante que não tem mais algumas vidas de reserva, como um gato de muitos fôlegos?

É que, olhando em volta, pode-se constatar que ele não é único nem é dissonante na elite paraense. Neste momento, seu mais sério inimigo é o grupo Liberal, tanto por motivação política quanto empresarial. Comparando-se as trajetórias das famílias e de suas corporações, a diferença mais marcante entre elas é que os Maioranas estabeleceram seu fenomenal poder à margem do poder institucional, sem ocuparem cargos políticos, enquanto os Barbalhos não seriam o que são sem o usufruto das benesses do poder estatal.

Para que a comparação seja elucidativa, porém, é bom não esquecer que os dois varões da família Maiorana bem que tentaram se tornar políticos. Primeiro Romulo Maiorana Júnior, que se filiou ainda jovem ao PMDB com o abono do então governador Jader Barbalho, ainda um aliado da “casa”. Depois, Ronaldo Maiorana, que chegou a ser dirigente partidário. Mas nenhum foi em frente, por absoluta falta de vocação para a atividade. Se tivessem dado certo, teriam diferido dos demais políticos, incluindo o cacique do PMDB?

Duas matérias sobre o uso de recursos públicos pelos Maioranas publicadas nesta edição sugerem que não. O insucesso na investida política foi um acaso feliz, que agora os dois podem usar para estabelecer contraste com os feitos do seu principal inimigo e concorrente. O que é apenas meia verdade, como, em geral, são as verdades tidas por absolutas. No Pará, apenas uma desafia as exceções: os nomes mudam, mas as lideranças têm sido as mesmas. Péssimas.

Carros à frente do bois


Apesar do governador eleito Simão Jatene ter afirmado em entrevista ao Diário do Pará que ainda não saber o que vai fazer com os veículos alugados pela PM, o comandante do CPR-1, coronel Godinho, não se faz de rogado e anunciou que as viaturas vão continuar a ser utilizadas no próximo governo.

Dengue chegou


Jorge Eymar, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, anunciou há pouco, no Bom dia Santarém, da Tv Tapajós, que a dengue tipo 1, voltou com força total.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nova prova do Enem deve ser aplicada até o fim do mês

Veja On line

O Ministério da Educação (MEC) já estuda a aplicação de uma novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os alunos que receberam a prova amarela - que tinha falhas de impressão - no último fim de semana. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a nova avaliação deve ser aplicada até o fim deste mês. 
 
Em São Paulo, pelos menos dois grandes vestibulares estão marcados para o mês de novembro e podem coincidir com a data do Enem. No dia 14, os candidatos a uma vaga na Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizam a primeira fase do vestibular; no dia 28, é a vez dos candidatos da Fuvest, que seleciona candidatos para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O MEC informou também que está investigando exatamento quantos alunos teriam sido prejudicados pelo erro de impressão na prova amarela. Dados preliminares indicam que são ao menos 21.000 estudantes. O número, contudo, ainda deverá ser confirmado pelo ministério. 
 
Histórico - A prova deste ano foi marcada por dois erros graves. A confusão ocorreu no sábado. Para evitar cola, o Enem apresenta quatro versões da avaliação, com cadernos nas cores amarela, azul, rosa e branca. As perguntas são as mesmas, variando apenas a ordem delas. Estima-se que 21.000 provas apresentaram erro: a numeração das perguntas no caderno de questões não coincidia com a ordem no caderno de respostas.

Prova do Enem 2010 é suspensa em todo o Brasil


Por Kleyson Barbosa 
Guia do Estudante
Nesta segunda-feira, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará determinou a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010. A decisão que atendeu a um pedido do MPF (Ministério Público Federal) e vale em todo o país, impede que os pontos obtidos pelos candidatos no exame sejam utilizados no processo seletivo de cursos universitários.

A Justiça acatou o argumento de que o erro de impressão das provas prejudicou os candidatos. "As falhas de impressão e montagem das questões e os problemas de segurança (como o ingresso de pessoas com celular) geraram efeitos negativos ao Exame", diz Karla.

Segundo a juíza, a intenção de realizar novas provas não resolveriam o problema pois colocaram em desigualdade os candidatos. “A decisão do INEP corrigiria em parte o problema, mas não da melhor forma. Ela fere a isonomia com os outros estudantes que fizeram o Enem nesta data e não tiveram problemas”, justifica a juíza.

A decisão tem efeito em todo o Brasil. Cabe recurso.

Ministro desinformado


O ministro Alexandre Padilha, que passou o maior vexame diante da coordenação de campanha de Dilma Roussef por causa da surra que a candidata do PT levou de José Serra em Santarém, além de uruquento, é desinformado.

Ao ser entrevistado pela Agência Brasil, Padilha garante que o PT vai requerer junto ao TRE a realização de novas eleições para o Senado Federal porque o STF confirmou a anulação dos votos dados a Jader Barbalho e Paulo Rocha, o que configuraria a maioria dos votos e obrigaria novas eleições.

Mas esqueceram de avisar a Padilha que o STF anulou apenas os votos de Jader, o que é, por enquanto, insuficiente para alcançar a maioria dos votos válidos. O caso Paulo Rocha ainda nem entrou em pauta.
 

Mais linhões

Lúcio Flávio Pinto:

Cametá será o ponto de partida para a expansão da linha de transmissão de energia de Tucuruí para mais duas direções, além do Marajó. Uma diretriz será no rumo de Macapá, que terá 713 quilômetros de extensão, integrando a capital amapaense ao sistema nacional, do qual ela ainda está desconectada, ao custo de R$ 666 milhões. A outra linha irá para Oriximiná e Manaus, num percurso de 586 quilômetros, com investimento de US$ 1,3 bilhão.

A obra, apesar de representar aplicação de R$ 2 bilhões, não tem atraído maior interesse, como deveria. Será a maior linha de energia da região, atravessando áreas ainda isoladas, nas quais deverá provocar a primeira grande intervenção humana, com desmatamentos e outros efeitos. Também o seu significado econômico tem sido descurado. É mesmo esta a melhor alternativa para tirar a capital amazonense da sua situação energética crítica?

Tratamento de choque


As primeiras intervenções do novo governo em Santarém serão na Polícia Civil e no Detran.
A informação é da Coluna do Estado, edição deste final de semana de O Estado do Tapajós que está nas bancas.

Prefeita se esconde da imprensa


Até junho deste ano, a prefeita de Santarém Maria do Carmo convocava seguidas entrevistas coletivas.
Há mais de 60 dias a alcaidina santarena foge dos holofotes comoo diabo foge a cruz.
Por quê será?

Secretariado de Ana Júlia se reúne hoje

Do Espaço Aberto:

A governadora Ana Júlia Carepa reúne todo o secretariado na Granja do Icuí, hoje de manhã.
A reunião está marcada para começar logo mais, entre 9h e 10h.
Será o primeiro encontro de Sua Excelência com seus auxiliares do primeiro escalão, depois da derrota nas eleições de domingo passado.
Em pauta, a avaliação do pleito, as providências para o início da fase de transição e, por último, mas não menos importante, as exonerações de assessores especiais e de exercentes de cargos em comissão nas secretarias.
A intenção do governo é cortar em torno de 1.300 pessoas da folha de pagamento.
Permaneceria nas secretarias o mínimo do mínimo necessário para levar o barco até 31 de dezembro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Para repensar o futebol santareno


Antenor Pereira Giovannini

Caro Editor

Por mais que haja paixão quando se fala em futebol creio que a razão deveria cair sobre todos os dirigentes santarenos que lidam com futebol profissional e avaliarem depois dessas experiências onde um time subiu de uma série e caiu novamente em menos de 1 ano, e o outro tentou retornar sem sucesso ao futebol profissional, que existem barreiras intransponiveis (por melhor vontade que se tenha) e que hoje se trabalhar com futebol profissional em cidade do interior, se torna um sacrificio supremo cujo retorno nem sempre é o desejável e com saldos financeiros muitas vêzes abalados. 

Poderiam os dirigentes, sem bandeiras, sem camisas, os jornalistas esportivos ou não, sentarem à mesa e discutirem até que ponto é válido se ter nos dias, nas condições atuais um time de futebol profissional. Sem paixão apenas deixando a razão ser a tônica. Quanto custou ao S.Raimundo e ao São Francisco manter comissão técnica, jogadores, infra-estrutura, viagens, hospedagens, material de treino, alimentação, material de jogo, e o que ainda ficou pendente passada a desclassificação . Não valeria muito mais a pena, diante dos altos custos, montar celeiros de jogadores e quem sabe de homens? 

Não valeria a pena investir numa boa infra-estrutura para jovens de sub 15 , sub 17 , sub 20 e a partir daí procurar novos Gansos, novos Giovanis, e usufruir da venda desses atletas para reinvestir e a medida que um time estivesse no sub-20 tentar alçar voos maiores ? Mas, começando de baixo. Participar de torneios como Copa São Paulo, Copa Minas , Copa Sul e esses garotos adquirindo fama e conhecimento? 

E a torcida? Ela com trabalho bem feito apoiaria essa nova visão. De que adianta ter no elenco jogadores rodados e que pouco ou quase nada trazem e ainda levam do clube? É preferivel um jovem com talento que pode ser melhor trabalhado e valorizado. Depois de montada essa base quem sabe uma parceria com algum clube europeu, ou do leste europeu, para que ajudasse na manutenção desse centro de treinamento onde além de jogadores poderiam dar a esses jovens condições de serem antes de tudo homens.
 
Não seria a hora de repensar do que insistir com futebol profissional em Santarém onde se chega ao cúmulo de disputar um campeonato a 1000 km de sua sede e o transporte é avião, o que torna ilógico aos custos de hoje?
Fica a sugestão de alguém que já viu esse filme e passado em uma cidade de alto poder aquisitivo no interior de São Paulo, mas , usando apenas a razão.
 
Se misturar emoção, paixão de torcedor tudo isso se torna palavras ao vento.

sábado, 6 de novembro de 2010

Manchetes de O Estado do Tapajós


MP PEDE AFASTAMENTO DE MARIA DO CARMO DA PMS

SEMA DIZ QUE LICENÇA DA CARGILL NÃO DEPENDE DE NOVAS AUDIÊNCIAS

DEPRESSÕES NO SOLO SANTARENO SÃO EVIDÊNCIAS DE ASSENTAMENTOS ANCESTRAIS

VEREADORES TRAMAM QUEDA DE ZÉ ANTÔNIO

AMBULANTES SE INSTALAM RAPIDAMENTE EM FRENTE AO NOVO PRONTO SOCORRO

Lúcio Flávio Pinto: QUEM FICARA NO PODER NO ESTADO DO PARÁ?

PF ENCONTRA DROGAS DENTRO DE ELOS DE CORRENTE

IBAMA RECLAMA FALTA DE RECURSOS ´PARA FAZER ESTATÍSTICA PESQUEIRA

LINHÕES DE ENERGIA VÃO CUSTAR MAIS DE R$ 2 BILHÕES

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dilma não é Lula: o que isso significa

Lúcio Flávio Pinto

Ainda levará algum tempo para que se possa compreender por inteiro o significado e os efeitos da eleição presidencial deste ano no Brasil. Não há dúvida que seu enredo é de autoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, façanha nunca antes realizada na mesma plenitude. Lula escolheu sua candidata prematuramente, quando sua sucessão era apenas uma especulação. Surpreendeu com sua favorita. Dilma Roussef não existia, eleitoralmente falando. Nunca disputara um cargo político. Comportava-se de forma a provocar antipatias (mas também temor, como sugeria Maquiavel). Não tinha presença cênica. Parecia talhada para ficar à sombra, como uma autêntica tecnocrata petista, espécie nova no partido, ao qual só aderiu às vésperas da chegada ao poder. Chegadaque transformou o próprio PT.

Nem candidata ela poderia ter sido, se dependesse do partido. Ela era fruto exclusivo de Lula, que podia se dar ao luxo, com sua popularidade de 80%, de fazer o que quisesse. Ele podia ter desejado um petista de valor comprovado, como Jacques Wagner (o único a criticar publicamente os excessos de campanha do president- cabo eleitoral, embora só tenha se manifestado depois de reeleito), ou qualquer outro. Mas nenhum dos melhores nomes do partido iria dever-lhe integralmente.

Com Dilma, o ponto de partida seria o zero. Só haveria ponto de chegada se o candidato fosse o próprio Lula. Em quase todos os palanques ele era o protagonista. Dilma nem foi ao Paraná no 2º turno. Como a situação para ela no Estado era delicada, Lula dispensou os intermediários. Foi pedir votos sozinho.


Mesmo com sua nunca igualada popularidade, o presidente não conseguiu a vitória no 1º turno, conforme imaginou e considerou possível. Teve um susto no início da campanha para o 2º turno, quando foi esboçada uma reação de José Serra. Deixou o que ainda restava (se restava) de escrúpulos de lado, esqueceu a sede do governo e virou pleno candidato, papel insólito na história da república. Foi multado pela justiça eleitoral, mas essas penalidades, por sua irrelevância, só fizeram estimulá-lo. Fosse outra a justiça superior brasileira (como aquele Supremo Tribunal Federal que enfrentou os marechais Castelo Branco e Costa e Silva, os primeiros presidentes militares), o escândalo do abuso da máquina pública teria tido resultados penais ao invés de votos consagradores.

Por muitos justos motivos, Lula teria conseguido eleger seu candidato sem precisar recorrer às artimanhas nas quais se excedeu durante a campanha. Mas ele queria em seu lugar alguém que lhe devesse tudo. Por isso a escolhida foi Dilma Rousseff. Ela tornaria possível a volta do benfeitor em 2014. Sabendo que só conseguiu se tornar a primeira mulher a assumir a presidência da república graças à intensa participação de Lula, haverá de se contentar com um mandato. Não irá exigir a reeleição.

Tão possível quanto isso acontecer é a probabilidade de surpresas a partir do momento em que a presidente eleita assumir o cargo. Não por ingratidão, por efeito da condição que a criatura costuma assumir diante do criador, pela sedução do poder ou qualquer fator subjetivo: pelas próprias contingências da história, pelos fatos que costumam extrapolar a vontade dos homens.

Independente do que é ou representa, a vitória de Dilma deslocou os paulistas do centro do mando nacional. Além de outras características desastrosas, do candidato e da sua campanha, José Serra se enfraqueceu porque – como alguns observaram – suas melhores qualidades estavam indissoluvelmente associadas ao modo paulista de ser e dominar. Ele ainda cometeu o erro fatal de, no início da corrida, se apresentar como se fosse mais lulista do que a candidata do PT. Tornou-se irrelevante, além de antipático, previsível, a permanência de São Paulo sem compensação.

Sagazmente, Lula encaminhou sua mensagem para o Nordeste, consolidando a aliança com a parte pobre do país, por ele beneficiada como nunca antes, embora seu governo tenha favorecido mais do que proporcionalmente a parte mais rica do Brasil. Por isso a pobreza diminuiu, mas não na mesma proporção a desigualdade social. Enquanto colocou o Bolsa Família e outras políticas compensatórias a serviço dos deserdados pelo PSDB, entregou o BNDES aos privilegiados de sempre (e mais o Banco do Brasil, a Caixa, o Banco Central e outras instâncias de menor calibre). Mas Lula é inegavelmente um homem do povo. Sua imagem foi o eficiente anestésico contra a percepção dessa dupla face, a oculta mais forte do que a pública.

Dilma não tem esse atributo. Além disso, não terá um contexto tão favorável como o que colocou Lula na crista da onda, durante o segundo mandato. A conta dos investimentos sem cobertura, dos juros excessivos para a manutenção do fluxo de capitais estrangeiros, da insuficiência de recursos permanentes para os programas sociais (que já obrigaram o governo a tomar emprestado do Banco Mundial) e outras rubricas onerosas, que Lula empurrou com a barriga, cairão sob o colo da presidente logo no começo da sua gestão. Ela deverá ser colocada diante da lealdade canina ao padrinho, que a cobrará, e a necessidade de demonstrar com seus atos a eficiência que ela e seus patrocinadores lhe atribuíram. Se tudo não passar de propaganda e fantasia, uma nova história começará. Bem diferente do enredo que Lula traçou.

Pontuando - A coluna semanal de José Olivar

De todo o projeto do Código de Processo Civil, o artigo mais polêmico e que vem causando crítica de todos, é o 314, que permite a alteração do pedido formulado na inicial, a qualquer tempo, porém abrindo prazo de 15 dias para um novo direito de defesa. O relator está propenso a mudar a redação visto que tal como está, uma lide se arrastará no tempo por muitos e muitos anos. Ou seja, ficaria pior. 

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Santarém, vai realizar solenidades de reinauguração das salas dos advogados nas Comarcas de Oriximiná, Óbidos, Alenquer e Monte Alegre. Tais eventos são frutos das reivindicações do Dr. José Ricardo Geller, que contou com o apoio da Seccional do Estado do Pará, tanto que nos eventos também estarão presentes o Presidente e vice da OAB/PA. 

Até que enfim o Governo do Estado está concluindo o asfaltamento e a sinalização da Rodovia Everaldo Martins (Santarém/Alter do Chão), cuja pavimentação teve a iniciativa dos Deputados de Santarém - leia-se: Alexandre Von e Carlos Martins - que introduziram verbas no orçamento buscando a recuperação daquela rodovia. 

O novo Pronto Socorro Municipal vai dar aos munícipes maiores e melhores condições de atendimento, visto que o antigo que funcionava no Hospital Municipal mais parecia um hospital de campanha de guerra. Atualmente pode-se dizer que o atendimento foi humanizado. Só se espera que a infraestrutura e os recursos humanos sejam suficientes. 

As chuvas começaram a cair na cidade e no interior do Município trazendo a melhora na temperatura e a esperança de que brevemente os nossos rios comecem a subir para permitir o trânsito dos ribeirinhos que atualmente estão impossibilitados de se deslocarem até Santarém, salvo com muito sacrifício. 


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará no período de 29 de novembro a 03 de dezembro, a Semana Nacional de Conciliação. O CNJ está mantendo contatos com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e os grandes bancos brasileiros com o objetivo de traçar uma pauta comum de políticas de conciliação, incluindo os conflitos que envolvem a rede bancária. É uma grande iniciativa do CNJ que, aliás, toma sempre as melhores medidas objetivando uma prestação jurisdicional mais racional e célere. 

O Conselho Federal da OAB, por meio de seu órgão especial, decidiu por unanimidade que o contrato com cláusula "quota litis" não fere o regime ético disciplinar da OAB. Para quem não sabe, a cláusula "quota litis" é aquela em que a prestação de serviços jurídicos do advogado será paga quando do final do processo com uma espécie de participação nas vantagens econômicas auferidas pelo constituinte. 

Todo cuidado é pouco, por isso, muita atenção para não discriminar na empresa onde trabalha, pessoas que tem opção sexual diferente da do chefe ou do patrão. O fato gera indenização, como já decidiu o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais 

Tudo conforme noticiou a Agencia Estado. Os economistas dizem que o Governo do Presidente Lula fez uma mágica de transformar a dívida em receita, produzindo o maior superávit primário em setembro, quando na verdade o tesouro teve um déficit de 5,8 bilhões. Ainda segundo a mesma fonte, citando o ex-ministro Maílson da Nóbrega, o Governo está fazendo mágica e destruindo a solidez e a transparência das estatísticas do País, o que é um absurdo. 

A manifestação do Promotor Ricardo Vita Porto, no caso do candidato tiririca, a respeito do advogado que processou a sua defesa e a entregou cinco minutos antes do término do prazo, foi repudiada pela OAB/SP, pela expressão que o promotor usou: "advogado sórdido". 

Se você quer comprar um imóvel se garanta para não ser ludibriado. As certidões judiciais de inexistência de constrição sobre o mesmo, assim como a certidão do registro imobiliário são necessárias para provar que o bem está livre e desembaraçado. Do contrário, você poderá sofrer prejuízos. Um advogado para orientá-lo não custa caro. 

O cheque pré-datado está prestes a ser legalizado no sistema jurídico brasileiro. Projeto nesse sentido tramita na Câmara alterando a Lei do Cheque (Lei nº 7.357/85). Se o projeto for aprovado, um cheque pré-datado apresentado antes da data indicada deve ser recusado ou devolvido pelo banco e o beneficiário do mesmo ficará sujeito a pagar multa de até três vezes o valor ali consignado, desde que comprovado dolo ou má-fé.

O Vereador Valdir Matias usou a tribuna no dia 27/10 para se manifestar sobre o projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Meio Ambiente, elogiando a iniciativa. Espera-se somente, que o Conselho seja formado por pessoas voltadas para a proteção do meio ambiente e não por meros correligionários políticos. 

Os comunitários da Colônia Santa Rosa, nas margens da Curuá-Una reclamaram e reclamaram junto à SEMAB para que fosse recuperada a ponte que caíra e dava acessos a quem para lá se dirigia, sem qualquer resultado prático. Depois de muito tempo, quando a Prefeitura resolveu fazer o serviço, a ponte já estava toda refeita pelos particulares. Cansaram de tanto esperar! É sempre assim, e depois reclamam dos munícipes! 

O Dr. Roberto Vinholte, diretor consultor jurídico do Iate Clube, precisa, pela sua experiência vivida naquele clube, cientificar aos membros da Diretoria que existe um dito popular que é taxativo: "quem muito abraça pouco aperta". Portanto, melhor começar a fazer para depois exigir, e não, querer exigir muito sem fazer nada. 

Um abraço para os advogados Cláudio Araújo Furtado e Célio Silva, leitores assíduos desta coluna.

Vergonha azulina


Cartolas e dirigentes do São Francisco abandoram praticamente os atletas em Belém, após a derrota do Izabelene por 2x0, o que selou a desclassificação do leãozinho santareno para a próxima fase da seletiva do Parazão 2011.

Coube apenas ao técnico Tiago Amorim comandar o regresso dos atletas em voo da TAM que aterrissou em Santarém no final da noite de ontem.

Cartolas e dirigentes, que antes gostavam de se juntar ao grupo para aparecer em fotografias, não quiseram mais se misturar ao rebotalho do time.


Se o leãozinho tivesse se classificado não faltariam papagaios-de-piratas em busca dos refletores e flahs.


É que a vitória tem muitos pais, mas a derrota é orfã.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Prefeitos do PT faltam à audiência pública da Cargill, em Belém


Nem o prefeito de Belterra Geraldo Pastana e muito menos a prefeita de Santarém Maria do Martins de Lima estiveram presentes à audiência pública convocada pela Sema, em Belém, para análise do Eia/Rima do terminal graneleiros da Cargill em Santarém.


As ausências de Pastana e Maria do Carmo foram criticadas publicamente pelo deputado estadual Alexandre Von.


O marido da prefeita, o diretor da CDP em Santarém Celso Lima, apressou-se em procurar o gerente da empresa para justificar, ao pé-do-ouvido, o não comparecimento de Maria à audiência pública.




 

Zé Maria coleta assinatura para pedir exoneração de Zé Antônio Rocha


O veradora José Maria Tapajós(PMDB) está coletando assinatura de vereadores em documento em que pede à prefeita Maria do Carmo a exoneração do vice-prefeito José Antônio Rocha da Secretaria Municipal de saúde, Semsa.

O documento já conta, até agora, com a assinatura de seu colega de bancada, o vereador Maurício Corrêa.

Audiência pública reune cerca de 200 participantes em Belém

Foi realizada hoje, na Associação Nipo Brasileira em Belém (PA), a audiência pública para apresentação dos resultados do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do terminal portuário da Cargill em Santarém.

Com início às 10h e duração de 5 horas, a audiência contou com a participação de aproximadamente 200 pessoas, entre produtores, associações e representantes de diversos setores da sociedade civil. O evento foi conduzido pelo Secretário do Meio Ambiente do Estado do Pará - SEMA, Aníbal Pessoa Picanço.

Após cerimônia de abertura e pronunciamento da Cargill, a CPEA, consultoria independente e especializada responsável pela realização do EIA-Rima, apresentou dados técnicos e informações que embasaram a conclusão positiva sobre a viabilidade do empreendimento.

A audiência teve sequência com o pronunciamento dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que fizeram suas colocações sobre o estudo apresentado. Houve ainda a leitura de aproximadamente 25 perguntas e manifestações, feitas por escrito pelos participantes, cujos esclarecimentos foram respondidos por técnicos da consultoria CPEA, representantes da Cargill e Ministérios Públicos. Mediante inscrição prévia, cerca de 30 participantes também tiveram a oportunidade de se expressar verbalmente, com opiniões que foram predominantemente favoráveis à aprovação do Estudo.

O EIA-Rima já havia sido apresentado em audiência pública em 14 de julho deste ano, no Iate Clube em Santarém (PA). Na ocasião, 2000 pessoas puderam contribuir com o estudo, por meio de mais de 200 manifestações e questionamentos.

A audiência em Belém foi uma oportunidade para concluir o debate sobre as informações contidas no Estudo, de forma a subsidiar o parecer técnico a ser emitido pela SEMA para fins do licenciamento ambiental do terminal.(Vinicius de Oliveira)

Imagens da audiência pública de análise do Eia/Rima da Cargill




Foto: Miguel Oliveira

Vazante do rio Tapajós


Praia do Juá, ontem à tarde. Fotografia revela a intensidade da vazante do rio Tapajós, em Santarém, nesta época do ano.

Ao fundo vê-se a área verde que margeia a costeira e o lago, que é berçário de várias espécies de peixes.

Foto: Miguel Oliveira. @Direitos reservados.

Susipe era o ralo


A maioria das liberaçõess de crédito do governo do Estado, durante o mês de outubro, foi feita através do orçamento do Sistema Penal do Estado.

Cargill terá segunda audiência pública para avaliar Eia/RIMA

Vista aérea do terminal da Cargill, na praia da Vera Paz, em Santarém
Será logo mais as 9 horas, na sede da Associação Nipo-Brasileira, em Belém, a segunda audiência pública convocada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente(Sema) para análise e discussão do Eia/Rima do terminal da Cargill em Santarém.

Foto: Miguel Oliveira. @Direitos reservados.

PT vai afastar Zé Antônio Rocha da Semsa

Quando janeiro chegar, a prefeita Maria do Carmo vai fazer uma mini-reforma de seu secretariado.

Uma das mudanças aventadas será na secretaria municipal de saúde.

A senha já foi dada na sessão de ontem da Câmara de Vereadores.


Quem prestou bem atenção no discurso do presidente José Maria Tapajós, que é do PMDB, sabe que se trata da cabeça de Zé Antônio Rocha.

Alinhamento político não trouxe benefícios a Santarém


Emanuel Santos*

O segundo mandato do Dr. Jatene vem com pelo menos quatro anos de atraso. Não sou e nem pretendo ser um analista politico ou coisa parecida, mas elecando alguns fatos que acompanhei de perto como repórter do Estado do Tapajos, posso dizer que a eleição de Ana Júlia em 2006 se deveu mais à rejeição ao no nome do Dr Almir Gabriel (que não sei porque concorreu naquela eleição) do que a aceitação do nome da então senadora, que dois anos antes havia sido derrotada na eleição para a prefeitura de Belém.

Era certo que em 2006, Jatene seria eleito no primeiro turno, mas após o PSDB indicar o ex-governador Almir Gabriel, o PT viu escancarradas as portas para Ana Júlia chegar ao Palácio dos Despachos, principalmente com o apoio do morumbixaba mor do PMDB, Jader Barbalho.

Se voltarmos ainda mais no tempo, na eleição de 2002, quando Jatene foi eleito vencedo a atual prefeita Maria do Carmo, veremos que a votação do hoje governador eleito em Santarém foi pífia, fruto da maneira como Almir Gabriel tratou a região oeste do Pará, em especial Santarém no seu governo, mas com habilidade política Jatene soube reveter esse quadro e no final de seu governo sua aprovação em Santarém era muito boa.

E hoje, o resultado dessa eleição mostra que o estado do Pará, em especial Santarém, tem boas lembranças do governo Jatene e optou por romper o alinhamento político que não trouxe os benefícios esperados por toda a população quando da eleição de Ana Júlia em 2006. 

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*jornalista santareno

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Leãozinho: a volta dos que não foram


Não foi por falta de aviso do Blog do EStado que o leãozinho santareno terá que voltar pro circo. 

O time azulino não passou nem da primeira fase da seletiva ao Parazão 2011.

Izabelense 2 x 0 São Francisco, hoje à tarde, em Santa Izabel do Pará.

Gols de Ricardo Henrique e Fabinho Pará, todos no segundo tempo.

A lista de torcedores pés-frios, presentes ao estádio Edilbon Abreu, era encabeçada por Bruno Moura, Erasmo Maia, Henderson Pinto e Jailson do Mojuí.

Sepof bloqueia senha usada por técnicos que trabalham no acompanhamento orçamentário do estado


Técnicos da Sepof se deparam, desde o inicio do segundo turno, com uma situação inusitada.

Senhas que dão acesso aos sistemas de acompanhamento orçamentário-financeiro e, por conseguinte, permitem links com o Siafen, o sistema do governo federal, não estão sendo validadas.

A medida teria sido tomada pelo secretário José Júlio para impedir que técnicos repassassem ao então candidato Simão Jatene informações sobre a saúde financeira do estado.

Sérgio Leão, nomeado pelo governador eleito para a coordenação da transição, tem uma tarefa imediata: fazer que os sitemas B.O e Siafen sejam acessados pelos técnicos da Sepof para que nem o fechamento do exercício e nem o planejamento de 2011 sejam prejudicados.

Depressões no solo são evidência de assentamentos ancestrais na Amazônia


Ao longo dos anos, mais e mais evidências de que a Amazônia abrigou no passado grandes sociedades organizadas têm surgido. Na região de Santarém (PA), cientistas estudam intrigantes depressões no solo, aparentemente construídas pelo homem, possivelmente utilizadas como reservatórios de água pelos moradores ancestrais da floresta. Graças a elas, teria sido possível que assentamentos se instalassem em areas mais secas da Amazônia, em terra firme distante dos rios.

Os arqueólogos Per Stenborg, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, em parceria com os brasileiros Denise Schaan, da Universidade Federal do Pará, e Márcio Amaral-Lima, do Laboratório de Arqueologia Curt Nimuendaju, também no Pará, mapearam cerca de 30 destas cavidades nos últimos quatro anos.




Foto: Per Stenborg/Divulgação 
Algumas das depressões têm centenas de metros de diâmetro. Vestígios encontrados nos arredores, assim como o formato, evidenciam que são obra humana. (Foto: Per Stenborg/Divulgação)
Curt Nimuendajú foi um explorador alemão naturalizado brasileiro que encontrou algumas dessas depressões ainda na década de 1920. Mas aquelas encontradas por ele só tinham alguns poucos metros de diâmetro. Nimuendajú supôs que eram resquícios de tentativas de antigos indígenas de cavar poços para achar água durante a seca, e não as estudou mais a fundo.

Stenborg, Schaan e Amaral-Lima, no entanto, encontraram buracos com até cem metros de diâmetro, com formatos geométricos, junto a outros resquícios de assentamentos humanos.

A descoberta desses indícios de ocupação de áreas distantes dos rios pode explicar relatos dos primeiros viajantes que chegaram à Amazônia, como do espanhol Francisco de Orellana, que percorreuo o Rio Amazonas entre 1541 e 1542, e cita a existência de “cidades”, mesmo em áreas de terra firme distantes dos rios, algo que contraria as versões tradicionais dos historiadores, que consideram a região amazônica sempre pouco povoada.

“A intervenção europeia a partir do século XVI resultou no colapso da antiga estrutura social e política, e no abandono da maioria dos assentamentos da Amazônia. A chegada dos europeus trouxe consequências desastrosas em todas as partes das Américas, como as guerras, epidemias, tráfico de escravos, perseguição e opressão, resultando num padrão de descontinuidade nas sociedades ameríndias pré-contato e pós-contato. Levando em conta a informação associada a Orellana, é bastante provável que os assentamentos de terra firme da região de Santarém ainda estivessem habitadas na época de sua viagem”, comenta Stenborg.

As depressões ainda não foram datadas com carbono 14, mas o pesquisador sueco estima que, pelo tipo material encontrado e pelo conhecimento que se tem de outros sítios arqueológicos, é provável que tenha sido construídas a partir do ano 1000.

Os cientistas vão continuar estudando os achados na região de Santarém para determinar de forma mais precisa como eram as antigas ocupações. Não há ainda, por exemplo, um cálculo de quantas pessoas podem ter vivido com a água estocada nos reservatórios.

Os arqueólogos acreditam que, com a continuidade das pesquisas, mais depressões do tipo devem aparecer. A expansão da atividade agrícola na área transforma o trabalho numa luta contra o tempo, pois a ocupação das terras naquela parte do Pará pode destruir muitas evidências.
Fonte: Globo Amazônia

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mocorongos, pescadores e novos cabanos

Erik L. Jennings Simões

  Em um estado que abrigam descendentes do espírito cabano, um interior com diversidade cultural e de personalidade própria, além de pescadores de toda sorte, não poderíamos esperar outro resultado das urnas, que não uma verdadeira revolução pelo voto. Uma situação que lembra uma nova Cabanagem, só que desta vez eletrônica, nas urnas.

  O povo paraense foi de espírito revolucionário, quando disse ao presidente Lula: elegeremos a Dilma, mas nem de aniversário lhe daremos a reeleição da Ana Júlia. No Pará, a candidata Dilma venceu, mas sua companheira Ana Júlia perdeu a eleição com tudo na mão: poder, a máquina do Estado, governo Federal do mesmo partido e várias visitas do presidente mais popular dos País pedindo voto para a companheira. Lula e seus assessores já sabiam que a missão era difícil, devido à péssima avaliação popular do governo Ana, porém sua maior convicção se tratava não de estar apoiando um governo fracassado, mas sim de lutar contra um candidato tucano. Mas, curiosamente, o Pará foi o único Estado que no segundo turno milhares de pessoas votaram 13-Dilma, mas 45-Jatene.

  Em uma situação mais pontual, os Santarenos mostraram personalidade e disseram por que esta região do baixo amazonas quer ser Estado. Simão Jatene ganhou os dois turnos, com A MAIOR diferença de votos, quando se considera os dez maiores colégios eleitorais do Pará. Uma verdadeira lição (para não dizer surra) de exercício de cidadania. A vitória em terras mocorongas veio mais pela péssima administração dos governos estadual e municipal, que propriamente pela competência (amplamente reconhecida) de Jatene e Helenilson.

  Os números mostraram que no primeiro turno, quando a prefeita de Santarém pouco se manifestava em favor de Ana Júlia, Jatene obteve 58,16% dos votos, contra 26,27% de Ana Júlia (diferença de 31,89%). Já no segundo turno, quando a prefeita de Santarém resolveu se envolver mais e pedir voto para a companheira, a diferença cresceu de 31, 89% para 35,84% em favor de Jatene ( Ana 32,08% e Jatene 67,92%). O Santareno disse que não adianta obras de última hora para ganhar eleição. Não adianta inaugurar pronto-socorro em vésperas de eleição com materiais e equipamentos retirados do Hospital regional. A população levou em conta que ao mesmo tempo em que se inaugurava, às pressas, o novo pronto-socorro, o velho caia pela segunda vez na cabeça dos pacientes, enquanto no novo, chovia mais dentro que fora. Santarém mostrou que deixar o Hospital Regional fechado, lacrado pelo governo Ana durante um ano e meio, trouxe danos irreparáveis para os caboclos daqui, e conseqüentemente danos eleitorais.

  Em Santarém, Dilma perdeu, Carlos Martins perdeu, Paulo Rocha perdeu e Ana Júlia Perdeu. A prefeita Maria do Carmo tem mais dois anos para mudar essa situação. Os resultados revelam a necessidade de reflexão e atitude, não mais para a última hora.

  A campanha midiática e preconceituosa tentando relacionar a imagem de pescador a preguiçoso parece que trouxe resultados desastrosos. Mostrou que o desespero panema de gestões ineficazes deve dar lugar, a partir de agora, a preocupações em início de mandato com projetos de verdadeiro interesse público e sustentáveis em todos os sentidos.

  Em 2010, mocorongos, pescadores e novos cabanos mostraram que a história do Pará pode ser escrita com o interior do Estado, com simplicidade e sabedoria de pescador e o velho espírito guerreiro de nossos antepassados.