segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Atendimento do SUS no Pronto Socorro Municipal - Vereador repercute noticiário do Blog do Estado

O vereador Valdir Matias Jr. repercutiu hoje, na sessão da Câmara Municipal de Santarém, a série de notícias a respeito da grave situação por que passa o novo Pronto Socorro Municipal, recentemente inaugurado. 
Leia o pronunciamento do vereador:

“A Saúde pública em Santarém é deprimente, conversamos com vários médicos, que inclusive estão ameaçando pedir demissão coletiva, por que faltam remidos básicos e eles não estão conseguindo curar e até salvar os pacientes”. Essa foi a  afirmação feita na Tribuna pelo líder do PV, na sessão desta segunda-feira, 29/11.   

O vereador lamentou que muitas pessoas tenham morrido por falta de socorro, falta de procedimentos básicos. “É preciso que se tome uma atitude, estou pedindo em caráter de urgência, uma reunião com a prefeita Maria do Carmo Martins Lima, com a presença do secretário municipal de Saúde José Antonio Rocha, para ver de que forma a Câmara pode ajudar”, prontificou-se. 

“A gente precisa fazer alguma coisa, porque a população está sendo mal atendida, isso tem um reflexo ruim para a gestão municipal e é necessária uma ação o mais rápido possível, para evitar a demissão de bons médicos; possamos abastecer o hospital municipal com o mínimo necessário de remédios e equipamentos e haja treinamentos constantes, motivações para os funcionários, que na sua maioria estão estressados, desmotivados e muitos deles ameaçados pela própria população nas suas questões pessoais, a Câmara não pode fechar os olhos para isso, precisamos atuar e buscar solução para esse problema grave em nosso município”, descreveu. 

Matias Júnior disse ainda que o novo pronto socorro municipal foi inaugurado, mas não tem laboratório, não tem agencia transfusional de sangue, “que se precisa a toda hora dentro de um hospital, nas cirurgias principalmente, o raio X, é do hospital antigo, são alguns dos problemas graves e sérios, que precisamos melhorar, como; equipamento no hospital, qualificação de pessoal, chamar os concursados, para que possamos dar  qualidade no atendimento à população na área da saúde”, observa. 

Jornalista é só jornalista. Não é herói. Nem celebridade.

Paulo Bemerguy:

Tudo muito bom, tudo muito bem.
Jornalista vive de notícia.
Ela é a matéria-prima de qualquer jornalista.
Jornalista que não gosta de notícia é como torcedor que não gosta de gol.
É impossível encontrar-se um torcedor que não goste de gol.
É impossível, portanto, jornalista ser jornalista se não gostar de notícia.
Buscar notícias significa, muito frequentemente, enfrentar riscos.
Não raro, riscos graves.
Gravíssimos.
É o que acontece com coleguinhas que cobrem essa guerra no Rio.
Estão expostos a riscos de toda ordem.
Estão perto dos tiros, ainda que em tese - apenas em tese - protegidos contra eles.
Coleguinhas que fazem a cobertura ao vivo, sobretudo pela televisão, das batalhas dessa guerra demonstram uma natural ansiedade muito grande quando transmitem as informações.
Nota-se pela voz deles - e delas - que estão tensos, nervosos.
Estão com a adrenalina a mil.
Isso é bom. Isso é jornalismo.
Enfrentar certos riscos para buscar a notícia é algo prazeroso para jornalistas.
Mas tudo tem limites.
Em tudo devem ser adotadas precauções.
Inclusive quando jornalistas estão à caça de notícias.
Ontem, um repórter, microfone em punho, corria atrás de um tanque durante a invasão do Complexo do Alemão.
Enquanto o tanque entrava nas vielas, com o repórter atrás, ouviam-se tiros.
Muitos tiros.
Muitíssimos.
O repórter, esbaforido e com a voz trêmula, fazia o relato do que via.
E o mais impressionante: nenhum militar - nem da polícia, nem do Exército, nem da Marinha, nem da Aeronáutica, nem das Forças Armadas de Pasárgada - se dignou ordenar ao cara, ao jornalista, para que saísse de onde estava.
Ninguém, entre os militares, mandou que fosse exercer o seu jornalismo em lugar de menores riscos.
E isso precisava ser feito, porque o jornalista, o cara, poderia levar um tiro no meio da cara e morrer.
Morto, perderia a sua notícia e viraria ele mesmo notícia.
E jornalistas, vocês sabem, não devem ser notícia.
Nunca.
Mas não é o que se vê hoje, infelizmente.
Há coleguinhas - muitíssimos - que não gostam muito de produzir a notícia.
Mas adoram ser eles próprios a notícia.
Sentem nisso um prazer quase orgástico.
Não perdem a chance de ser as estrelas da ocasião. De todas as ocasiões.
Jornalistas que tais se tornam mais arrogantes do que a arrogância que se permite a jornalistas.
Eles - e elas -, investidos na condição de celebridades, se acham os caras - ou as caras.
Ótimo!
Isso é ótimo!
Pra eles, os coleguinhas que adoram a notoriedade, é ótimo!
Mas não é bom para a notícia.
Não é bom para o jornalismo.
Não é bom para a necessária reserva que jornalistas devem preservar e cultivar, para evitar que virem celebridades, que virem heróis.
Jornalistas, pelo bem do jornalismo, deveriam sempre sentar nas últimas cadeiras.
É de lá que eles podem ver melhor e não ser vistos.
Devem sempre ficar pelos cantos, meio às esconsas, meio às escondidas - mas nem tanto.
Se não forem percebidos, aqueles a quem ele observa farão coisas, falarão coisas que não fariam e nem falariam se soubessem que estão sendo vistos por jornalistas.
Jornalistas não devem ficar bem na foto.
Nem bem, nem mal.
A foto deve ser sempre a daqueles que são notícia.
Claúdio Augusto de Sá Leal foi um dos maiores jornalistas do Pará em todos os tempos.
Se alguns o considerarem o maior, não estarão correndo tanto risco de errar.
Na mestria - e com a maestria - de seu ofício, formou gerações de jornalistas.
Foi diretor redator-chefe de O LIBERAL durante a maior parte de sua carreira.
Quando havia eventos em que era chamado a participar - e aos quais só comparecia quando era praticamente convocado, intimado, obrigado, tangido à força -, logo depois, feitas as fotos, inclusive dele próprio, Leal mandava buscar no laboratório do jornal os rolos de negativos.
Guardava com ele todas as fotos suas que haviam sido tiradas.
Não deixava que nenhuma fosse publicada.
Raríssimas - contadas nos dedos mesmo - foram as vezes em que uma foto sua foi publicada no jornal.
Quando faleceu, foi um trabalhão para a redação encontrar, em seus próprios arquivos, fotos dele para publicar.
Quase não foram encontradas.
Foi preciso recorrer a arquivos de terceiros para obtê-las.
Esse era o Leal.
Esse era o jornalista.
Essa é a dose de reserva necessária para se fazer jornalismo
Porque, acreditem, jornalista é apenas um jornalista.
E não é herói.
Com certeza, não é.
Ou pelo menos não deve ser.
Mas nem todos os coleguinhas acham isso.
Por isso é que saem correndo atrás de tanques em plena guerra.
Por isso é que muitos - não todos, é claro - se expõem mais do que qualquer celebridade.
É assim.

Serventia para a passarela do mercado Modêlo

No Blog do Betinho:


A passarela em frente ao Mercado Modêlo foi enfim descoberta para que serve: para os fiéis verem a passagem da Santa às próximidades da Igreja da Matriz.

Banco da Amazônia descumpre o plano de custeio da CAPAF


Com o título Belém, a denúncia está
registrada no blog do Castagna Maia:

Estive, no início da semana, em Belém a convite da AEBA – Associação dos Empregados do Banco da Amazônia. Em pauta modificações que foram propostas para a CAPAF, o fundo de pensão dos funcionários do Basa. Há uma curiosidade na CAPAF: a esta hora, neste exato momento em que você estiver lendo esta notícia, o plano de custeio da CAPAF está sendo descumprido.

Abertamente, escancaradamente, o plano de custeio está sendo descumprido. A patrocinadora não paga aquilo que contratou voluntariamente. E isso é registrado pelo atuário da própria entidade. O BASA é um banco federal.

Usina de São Luiz do Tapajós será postergada


Josette Goulart 
Valor Econômico

São Paulo - O processo de licitação da megausina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós será atrasado em pelo menos um ano. O Plano Decenal de Energia de 2011, que está sendo finalizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), remanejou o projeto para entrada em operação das primeiras turbinas para o ano de 2017. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, diz que grandes blocos de energia devem entrar nos anos anteriores, sem grande prejuízo do planejamento.

O problema é de licenciamento ambiental. A usina que será construída no conceito de plataformas de petróleo será instalada no Pará e terá capacidade de gerar mais de 6.000 MW de energia e faz parte de um complexo que poderá gerar mais de 10 mil MW. Algumas fontes da EPE informam inclusive que é possível que o processo licitatório fique para o fim de 2012 e poderá até mesmo só ser possível de ser realizado em 2013. Tolmasquim não quis falar sobre os problemas ambientais e disse apenas que o prazo está apertado para licenciar a usina no próximo ano.

A dificuldade de licenciar ambientalmente as grandes e também as pequenas hidrelétricas associada à expectativa da grande oferta de gás que deve baratear o custo de termelétricas, deve levar o governo a licitar esse tipo de usina já no próximo ano.

Tolmasquim diz que em algum momento vai ter que usar térmica. Mas ele reforça que quanto mais se atrasa projetos hidrelétricos, mais difícil de concretizá-los. O PDE que está sendo elaborado por Tolmasquim ainda não trata do gás do pré-sal para o uso de geração de energia elétrica, mas ele diz que parte desse gás terá que ser direcionado para térmicas. "Mas terá que ser uma equação que o torne interessante", diz Tolmasquim.

De acordo com Marcos Tavares, diretor da Gas Energy, a oferta de gás, sem contar o pré-sal, terá um adicional de 50 milhões de metros cúbicos por dia a partir de 2015. E como no mundo inteiro as descobertas de poços de gás têm sido frequentes, existe uma tendência mundial na queda de preços, o que vai favorecer o uso do combustível não só pela indústria mas também para geração de energia. Mesmo os 30 milhões de metros cúbicos que vêm da Bolívia tendem a ficar mais baratos. O contrato acaba em 2019, mas os gasodutos já estarão amortizados.

Nos últimos anos, as usinas térmicas movidas a gás natural ficaram praticamente de fora dos leilões em função da falta de oferta da Petrobras. A empresa se negou a fornecer combustível nos preços-teto estabelecidos pelo governo nos leilões de energia. O grande problema para a estatal é que o modelo atual não permite que as térmicas operem durante todo o tempo. Um executivo do setor comenta que a Agência Nacional do Petróleo proíbe que se retire gás que não seja usado. Há um limite para a queima. Mesmo assim, a Petrobras queima hoje 5 milhões de metros cúbicos por dia, o que daria para gerar 1.000 MW de energia.

Mas o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, diz que, para aproveitar o gás do pré-sal, as térmicas deverão gerar na base, ou seja, grande parte do ano, melhorando a condição para se obter contrato com a estatal. Segundo Hubner, as térmicas a gás estavam mais caras que as eólicas nos últimos anos. "Mas a grande oferta de gás deve mudar isso", afirma.

domingo, 28 de novembro de 2010

Barulho e silêncio

Lúcio Flávio Pinto:

Quarenta instituições religiosas, dizendo representar 1.500 igrejas evangélicas que funcionam em Belém, repudiaram o manifesto da OAB do Pará “em defesa do Estado laico”. Usaram adjetivos fortes – e numerosos – para qualificá-lo: duvidoso, grosseiro, desrespeitoso, acusatório, tendencioso, discriminatório, preconceituoso, ignorante e afrontoso. Reclamam da falta de identificação dos que assinaram o documento, divulgado quando questões morais e religiosas (legitimação ou não do abordo e da união “homoafetiva”) se tornavam o tema dominante na passagem do 1º para o 2º turno da eleição presidencial, deslocando do eixo os temas propriamente políticos e civis.
As entidades evangélicas arrematam sua nota de repúdio, veiculada como matéria paga na imprensa local, considerando o manifesto dos advogados “afrontoso à religiosidade da sociedade paraense, porque publicada em outubro, mês do Círio de Nazaré, e quando a Assembléia de Deus – igreja fundada aqui em Belém – prepara-se para celebrar o seu Centenário de fundação”.
Divergências e confrontos à parte, a manifestação expressa a força das igrejas evangélicas, com uma ênfase muito especial em Belém. Talvez nenhuma cidade tenha proporcionalmente (ou até em termos absolutos?) tantas delas, várias nascidas na capital paraense. Enquanto a pioneira Assembléia de Deus chega aos 100 anos, a que mais se tem expandido nos últimos anos, a Igreja do Evangelho Quadrangular, neste mês completa 37 anos. E deverá inaugurar uma sede tão esplêndida quanto a da Assembléia.
Todas devem ser respeitadas e devem ter motivos para comemorar, além de defender seu credo. A democracia existe para que as divergências e a pluralidade subsistam num ambiente de tolerância. Mas da mesma maneira como é compreensível a reação imediata e um tanto desmedida das instituições religiosas, é destoante o seu silêncio diante de tantos e tão seguidos malfeitos dos seus pastores, sobretudo daqueles – em número cada vez maior – que se lançam à política, nela praticando um fisiologismo sem qualquer inspiração bíblica. O silêncio, em certas ocasiões, é mais barulhento do que a gritaria.

Novo Pronto Socorro de Santarém - O debate continua


Dê sua opinião sobre os textos publicados pelo Blog do Estado e mencionados abaixo sobre a situação do Pronto Socorro Municipal de Santarém, inaugurado recentemente:

Do Blog do Estado: 

 

De Erick Jennings: 


"Médico rebate críticas de leitores sobre artigo publicado no Blog do Estado"

Bandeira do Paysandu tremula em Ipanema


Do Blog do Gerson Nogueira:

Praia de Ipanema, à altura do Posto 9, com muitas nuvens no céu e pouca gente na areia, uma presença inesperada: o estandarte alviceleste do Paissandu a tremular, juntamente com outras bandeiras, tendo as montanhas do Rio como cenário.

Imagens do Círio da Conceição, em Santarém(2)










Fotos: Miguel Oliveira. Reprodução permitida, desde que citado o nome do autor e o link desta postagem.

Imagens do Círio da Conceição, em Santarém(1)












Fotos: Miguel Oliveira. Permitida a reprodução desde que citado o nome do autor e o link desta postagem.

Padroeira dos católicos santarenos


Cerca de 100 mil romeiros são esperados para o círio de N.Sa. da Conceição, neste domingo, em Santarém.
Foto: Alfonso Jimenez

Time tracajá


Definição de Dênis Maia sobre o time virtual do São Francisco, eliminado na fase seletiva do campeonato paraense 2011.

O São Francisco parece tracajá: só aparece em setembro e outro e depois some.

sábado, 27 de novembro de 2010

Bichos urbanos



Reprodução em cimento e madeira de tartaruga, jacaré e cobra, no parque da cidade, em Santarém.
Fotos: Miguel Oliveira. Direitos resevados

Canoas em terra firme



Canos 'atracadas' no Parque da Cidade, no bairro do Aeroporto Velho, em Santarém.
Fotos:Miguel Oliveira. Direitos reservados.

Alcoa pesquisa bauxita em Santarém



Em O Estado do Tapajós deste sábado, de autoria de Lúcio Flávio Pinto:

A multinacional americana Alcoa, maior produtora mundial de alumínio, confirma em meio a conflitos a sua presença na região. Depois de conseguir superar as resistências em Juruti à implantação da sua mina de bauxita, agora começa novo capítulo em Santarém. A empresa detectou a extensão do minério no município vizinho, mas teve que buscar na justiça proteção legal para realizar pesquisa geológica.

Aparentemente, a atividade está legalizada junto ao DNPM, representante dos direitos exclusivos da União quanto ao subsolo, que se distinguem dos direitos sobre a superfície do solo. Mas os integrantes da Federação das Associações e Comunidades do Assentamento Agroextrativista do Lago Grande interditaram os serviços da mineradora.

Como o nível da atividade ainda é de pesquisa, não tem base legal a alegação da federação, de que é preciso autorização dos detentores dos direitos sobre o solo para que prossiga a prospecção no subsolo. Por isso o juiz federal de Santarém autorizou a Alcoa a ingressar na área, localizada no rio Arapiuns. Mas está posto o conflito entre a legalidade e a legitimidade, entre a nova atividade econômica e a prática anterior da população, entre os domínios da natureza e a presença humana.

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós


Alcoa pesquisa bauxita em Santarém


Estudantes formam imagem de iara na areia para pedir proteção aos rios

Vazante do Tapajós expõe marcas da agressão humana
 
Círio da Conceição pode ultrapassar barreiras dos 100 mil fiéis

Seduc diz que fim do ano letivo só em 2011 não afeta concluintes

Curetagens notificadas pelo SUS diminuem em Santarém


Ana Júlia foi responsável por sua derrota



Moradores do bairro do Uruará não acreditam na conclusão das obras do PAC

Correios começam a receber cartas endereçadas a Papai Noel

Lançamento Complexo Alter do Chão - Shopping, centro de convenções, centro de lazer e hotel em Santarém


Foi lançado, ontem, em Santarém, o projeto do Complexo Alter do Chão, um empreendimento que reúne num só local, parque ecoambiental, centro empresarial, shopping center, hotel, centro de convenções e centro de lazer e recreação.

O Alter do Chão tem orçamento em 70 milhões de reais e suas obras terão inicio em janeiro de 2011.

A previsão de sua conclusão está estimada em até 8 anos, mas a primeira etapa do projeto que contempla Shopping Center e Centro de Convenções poderá estar concluída em dezembro de 2012.

O Complexo Alter do Chão será contruído em uma área de 1 milhão de metros quadrados, localizada na confluência das rodovias Fernando Guilhon e Everaldo Martins.


Arquiteto Hamadan Kail, autor do projeto arquitetônico

Luiz Antônio Campos Corrêa, idealizador do empreendimento

Petrobras confirma furo nacional do Blog do Estado

No blog do jornalista Sidney Rezende está a confirmação do que o leitor do Blog do Estado já sabia desde o dia 18 de novembro: a descoberta de jazidas de gas e petróleo no rio Tefé, estado do Amazonas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Médico rebate críticas de leitores do Blog sobre artigo "Hospital Municipal: prédio novo, vícios velhos":

O medico Erik L. Jennings Simões escreveu esse comentário abaixo sobre as criticas que recebeu a respeito de seu artigo "Hospital Municipal: prédio novo, vícios velhos" publicado no Blog do Estado:

Aos anônimos:

1- Meu Salário na saúde indígena é de R$ 4 600,00 . As vezes chego a ir na aldeia 5 vezes ao mês. O mês que não tem indio doente, nao vou. Pois, não vou fabricar doença em indio de baixo contato, para justificar " produtividade" de branco.
2-Não tenho nada contra inaugurar uma obra e obter votos disso, desde que seja na hora certa e que a maior preocupaçao seja com a vida das pessoas e não primeiramente com o voto.
3-Não pretendo ser político, mas todo médico que trabalha no SUS deve exercer a política cidadã e não se omitir, para tentar ajudar. É isso que insisto em fazer.
4-Se eu sofrer um infarto, com certeza eu vou para o Pronto-socorro, mas JUSTAMENTE por isso que faço críticas, pois quero o mínimo de dignidade e competencia, quando eu e minha familia precisarmos. Alias todos nós, a qualquer momento podemos estar no PS.
5-Enquanto eu estiver sendo chamado quase todas as semanas, em minha casa, por familiares em desespero, para de alguma forma ajudar no Pronto-socorro, é sinal que algo está errado. Devemos lutar por um PS, no qual todos sejam atendidos sem maiores problemas e sem a necessidade da diretora acionar fulano ou beltrano.
6-Gostaria de ouvir críticas mais construtivas dentro do que escrevi, envolvendo a problemática em si.
Obrigado por de alguma forma participarem.
Erik L. Jennings Simões

Santarém 'importa' sangue de Belém

Aritana Aguiar
Free lancer


O enfermeiro Mauricio Tapajós, do Hemopa, revelou esta semana que aumentou em 50% a demanda de uso de sangue, mas o número de doadores vem diminuindo em Santarém. "O ideal seria que a fundação recebesse de 30 a 35 doações diariamente, temos recebido uma média de 18 doações diárias". Ele afirma que está preocupado com essa situação.
Semanalmente o Hemopa recebe uma média de 80 bolsas de sangue, mas com as campanhas realizadas as doações aumentam. Mensalmente a unidade do Hemopa no município chega a arrecadar 500 bolsas.
"Durante o mês chegamos a enviar uma média de 300 bolsas para o hospital Regional do Baixo Amazonas Dr.Waldemar Penna, e para o hospital Municipal de Santarém, uma média de 250. Além disso, o Hemopa de Santarém é quem abastece todo o Oeste do Pará. Excluindo o que fica em Santarém, são usados em torno de 200 bolsas", informou enfermeiro. O problema é que para conseguir esse estoque tem sido bastante difícil e solicitam do Hemopa de Belém, bolsas sanguíneas. Somente no mês de outubro, foram enviados de Belém 200 bolsas de sangue.
Mauricio explica que um dos grandes dilemas vividos pelo Hemopa é quanto a sangues raros, tipo AB. Ele conta que uma bolsa de sangue dura 45 dias. " Já aconteceu de termos em nossos estoques sangue B-, AB-,e termos que descartar por que não havia quem precisasse, passou do prazo, e com poucos dias alguém enfermo aparecia necessitando desse tipo de sangue que não era mais possível utilizar".
Outro problema que o Hemopa Santarém passa no período das férias é quanto à falta de doadores. "As férias é um período em que caem as doações, principalmente nos meses de julho e dezembro", explicou Mauricio. Ele conta que a partir de 20 de dezembro é quando a doação realmente reduz. " Depois dessa data só doa quem estiver com bastante necessidade", destacou.

Lançamento de shopping


O empresário Luiz Antônio Corrêa faz hoje à noite, no Barrudada Hotel, o lançamento do projeto do shopping center Alter do Chão.

Encontro político


Será hoje, as 19 horas, no auditório da ACES, em Santarém,o primeiro encontro das associações comerciais do oeste do Pará com parlamentares eleitos com base nessa região.

Belo Monte na berlinda


Muito embora os coordenadores do fórum pan-amazônico, que se realiza desde ontem em Santarém, insistam em alardear uma extensa pauta de debates, o pano de fundo do encontro é a hidrelétrica de Belo Monte.

Mais precisamente a não construção da barragem no rio Xingu.

O restante é, infelizamente, pirotecnia para dourar a pílula da diversidade cultural e ideológica.

Governo esconde intenções de controlar mídia

Sob o título abaixo, o resumo das intenções do governo federal em querer 'regular a mídia', da lavra de Parsifal Pontes.

Controle remoto


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O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, em evento ontem em São Paulo, baixou o tom e resolveu massagear o ego da imprensa dando uma de coitadinho: "Eu faço parte de um governo que garantiu a liberdade de imprensa o tempo todo, mesmo apanhando muito", resmungou.
Esclareça-se ao ministro que a liberdade de imprensa no Brasil, pelo menos por enquanto, não é uma concessão do governo e sim uma garantia constitucional.
Martins repisou a “regulação dos meios”, só que esclarecendo o conceito: "Ao regular, você estará aumentando o que existe. Nós temos uma grande pulverização de grupos de comunicação no Brasil? É altamente concentrado. Não é bom para o País", explicou-se.
Neste estrito ponto o ministro tem razão, mas, ele ainda não deixou claro, e nem o esboço da regulação elucida, qual será o freio do governo caso ele queira usar a “regulação” para, a título de pulverizar o serviço de informação, não a controle ao seu prazer e conveniência.
O ministro defende a “produção regional independente”, mas não explica o que isto quer dizer e, em não explicando, pode-se pensar que a definição seja qualquer conveniência local de algum delegado não local.
Já que há esta intenção, que ela seja sincera e sem desejos escusos: o governo pode incentivar a produção local sem, necessariamente, vincular-se à ela, através de oferecimento de linhas de crédito para pequenos jornais, e concessão de emissoras de pequeno porte, como as rádios comunitárias, mas, com permissão comercial, para lhes dar sustentabilidade, como ocorre nos EUA.
Se isto for feito, a informação será efetivada com a diversidade e a independência que hoje é relativa.
A regulação nos moldes que o governo elabora, não passa de um controle remoto da informação nas mãos do Estado.