terça-feira, 30 de novembro de 2010

Divulgado o resultado da 1ª fase da eleição de diretores de escolas de Santarém



Já foi publicado o resultado da 1ª fase do processo de eleição direta para diretores e vice-diretores das escolas públicas municipais de Santarém. A lista dos classificados está disponível no site www.premierconcursos.com.br
 
A partir de amanhã, 01/12, os candidatos devem apresentar na Secretaria Municipal de Educação (SEMED), localizada na Rui Barbosa, um plano de ação para três anos, baseado no diagnóstico da escola, e um memorial descritivo, no qual conste sucintamente sua biografia e seu histórico profissional.  A escolha da escola será feita por opção do candidato, limitando o máximo de 03 chapas por escola e observando a quantidade de vice-diretores que o educandário escolhido comportará.
 
Os candidatos deverão apresentar o plano e o memorial até o dia 06/12. A homologação e divulgação das chapas inscritas serão divulgadas no dia 10 de dezembro.
(Fonte: Ascom/PMS)

Ana Júlia sofre acidente durante inauguração


A governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa, sofreu um acidente hoje (30), quando participava da inauguração das eclusas de Tucuruí. Ana Júlia caiu quando tentava subir em um navio rebocador. Na queda, ela machucou o braço e foi levada para um hospital da cidade, em uma ambulância a serviço da comitiva presidencial. Ainda não se sabe qual o estado de saúde da governadora.
A inauguração das eclusas permitiu a implantação da Hidrovia Araguaia-Tocantins, tornando o rio Tocantins totalmente navegável. A hidrovia liga o porto de Belém à região do Alto Araguaia, no Estado do Mato Grosso, numa extensão de aproximadamente dois mil quilômetros.
(DOL, com informações do Diário do Pará)

Incentivos à ALPA serão concedidos pelo governo do estado

Chegou-se a uma acordo na Assembléia Legislativa que garante o diferimento do ICMS à Aços Laminados do Pará(ALPA).

Pelas conversas, o projeto de lei enviado pelo governo Ana Júlia será aprovado com emenda que retira do incentivo o diferimentos sobre bens de uso e consumo , mas a concessão do benefício principal será pelo prazo de 15 anos.

Renúncia de Jader faz parte de estratégia


O deputado federal Jader Barbalho anunciou, ainda há pouco, através de seu twitter, que entregou à mesa da Câmara dos Deputados seu pedido de renúncia.

O protocolo foi feito quando falta apenas 60 dias para encerrar seu mandato.



Leia mais aqui.

Jacareacanga tem redução de 40% em sua população

No Amazônia Jornal
 
Em dez anos o Pará ganhou mais 1.395.771 habitantes. Um crescimento de 22,54% na população em relação ao Censo 2000 que contabilizou 6.192.307 pessoas residentes no Estado. Segundo os dados oficiais do Censo 2010 divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o aumento populacional manteve o Pará entre os dez Estados mais populosos do Brasil, no nono lugar, com 7.588.078 habitantes. O número de pessoas no Estado representa cerca de 4% de toda a população brasileira. 
 
De acordo com o IBGE, em todo o País, hoje, são 190.732.694 de pessoas, 12,3% a mais do que foi apontado em 2009 (169.799.170). São Paulo continua concentrando a maior parte dessa população com 41,25 milhões de habitantes. Em seguida aparecem Minas Gerais (19,59 milhões), Rio de Janeiro (15,99 milhões), Bahia (14,02 milhões), Rio Grande do Sul (10,69 milhões), Paraná (10,43 milhões), Pernambuco (8,79 mi) e Ceará (8,44 mi).

A população paraense representa 47,8% de todas as pessoas que vivem na região Norte (15.865.678). A região, inclusive, foi a que mais aumentou a participação na população brasileira nesse período. Em 2000, a população nortista tinha percentual de 7,6% e hoje representa 8,3% dos 190,73 milhões de brasileiros. Três Estados da região foram o que mais aumentaram suas populações. Amapá expandiu 40,18%, Roraima 39,10% e Acre 31,14%. No entanto, os três ainda aparecem como as unidades federativas menos populosas: Roraima, com 451.227 habitantes, Amapá, com 668.689, e o Acre, com 732.793. De acordo com o Censo 2010, a região Sudeste continua a mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas.

Belém registrou 1.392.031 habitantes, a décima primeira capital mais populosa do País e a segunda da região Norte. Está atrás de Manaus, que possui 1.802.525 pessoas, e que saltou da nona posição em 2000, para a sétima em 2010. Em dez anos, a capital paraense cresceu apenas, 8,70%, enquanto a capital vizinha aumentou 28,22%. Ananindeua cresceu 19,86% e possui hoje 471.744 moradores. Santarém continua como a terceira maior cidade do Estado, com população de 294.774, 12,28% a mais que há dez anos. Completam os dez primeiros lugares do Estado: Marabá (233.462 habitantes), Castanhal (173.096), Parauapebas (153.942), Abaetetuba (141.054), Cametá (120.904), Bragança (113.165) e Marituba (108.251). 

Em compensação, os municípios com menos habitantes são: Bannach, com somente 3.434 residentes, Sapucaia, com 5.047, e São João da Ponta, com 5.265. No geral, doze municípios possuem menos de dez mil habitantes e onze mais de cem mil.

Desde 2000, 19 municípios brasileiros mais que dobraram sua população, sendo oito deles do Pará. Em São Félix do Xingu esse aumento foi de 163,69%. Saiu de 34.321 habitantes há uma década para 91.293. A população de Canaã dos Carajás cresceu 144,71%, de 10.922 pessoas para 26.727. Em sequência aparece Ulianópolis, cujo crescimento foi de 125,12%, Anapu, com 117,85%, Parauapebas, com 115,10%, Tailândia, com 106,32%, e Ipixuna do Pará, com 104,40%. Em todo o País, o maior registro foi da cidade de Balbinos (SP), com 199,47% de crescimento. Já as maiores reduções foram Jacareacanga (41,56%) - a sexta maior queda populacional registrada no País -, Faro (18,49%), Senador José Porfírio (17,32%) e Pau D’Arco (15,37%).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A dor da impunidade


O relato abaixo é de autoria de Maria José Buchalle Silva e foi enviado ao Blog do Estado para publicação.
O texto está sendo reproduzido sem correção ortográfica para não influenciar no ânimus da autora, uma mãe desesperada com o que aconteceu com seus familiares e revoltada com tanta impudinade.
Eis o relato:

Na última sexta-feira - 26.11 - tive dois momentos mrcantes na minha vida, que jamais serão esquecidos

1. Meu filho de 15 anos recebeu o sacramento da Crisma, na Igreja de Aparecida, as 19h, em uma linda celebração realizada pelo Bispo da nossa diocese. Momento único na vida dos cristãos católicos, e eu, como mãe, muito feliz estava ali, agradecendo a Deus pelo filho maravilhoso que me deu e ao meu marido e, que naquele momento, recebia tão importante sacramento e renovava sua fé de cristão. Eu e minha familia agradecemos a Deus por aquele momento.

2. Após a missa fomos juntos, sorrindo, alegres e realizados jantar no famoso "churrasco da Dora", na av. Borges Leal, entre Prof Carvalho e Antonio Justa e lá comemoramos, juntamento com os padrinhos de crisma do meu filho, meu marido e minha sogra a alegria daquele momento. Até então, não sabíamos o que nos aguardava logo em seguida.

3. Os padrinhos do meu filho, entraram no seu carro, que estava estacionado do outro lado da rua, em frente a uma residencia, e  convidaram para que o novo afilhado seguisse com eles até a nossa residencia. Meu filho André buchalle Silva, de 15 anos, juntamente com a avó, Mãe do seu pai Nerivaldo Cesar, atravessou a rua para seguir com seus padrinhos. Parou atrás do carro, ainda estacionado, tomou a bença de sua avó e em seguida ambos se dirigiram para o carro. O André para o carro de seus padrinhos e sua avó para o carro de seu filho, Nerivaldo Cesar, que juntamente comigo,  sua esposa, a esperavam dentro do outro carro.

4. No momento em que meu filho pegou a maçaneta da porta para abri-la, do lado do motorista, apareceram dois loucos, fazendo pega em altíssima velocidade naquele local, e no exato momento em que meu filho ia abrir a porta do carro para entrar e ir para sua casa, foi brutalmente atingido por um dos carros, dirigido por ERICSON GIL COELHO SILVA, que frontalmente atingiu o carro dos padrinhos do meu filho, Gilmar e Rosi Sales e arremessou meu filho e minha sogra,  a mais de dois metros, caindo os dois na calçada da residência ali em frente.

5. Que desespero senti, ao ver meu filho estirado no chão. Quantas coisas passaram na minha cabeça naquele momento.

6. foram 4 vítimas atropeladas pela barbaridade brutal de dois irresponsáveis ERICSON GIL COELHO SILVA (38anos) e JOSE RICARDO COSTA SOUSA NETO (20anos).

7. Após uma noite inteira de agonia no hospital com meu filho, minha sogra e meus compadres, amanhecemos o sábado no IML fazendo exames.

8. Os dois motoristas se recusaram a fazer exame do bafômetro e também exame de sangue do IML aonde se colheria o teor alcóolico dos dois.

9. No amanhecer do sábado os dois, após pagarem fiança de 2 SALÁRIOS MÍNIMOS, foram soltos e estão aí, prontos para tentar matar outros pessoas.

10. A dor da impunidade doeu tanto quanto a dor que senti ao ver meu filho estirado no chão, sem sentir sua perna esquerda. Saber que dois irresponsáveis, alcoolizados, quase tiraram a vida de QUATRO PESSOAS, entre elas meu ÚNICO FILHO, estão a sorrir por aí, DÓI MUITO.

11. Mas não vamos ficar de braços cruzados. Faremos o possível para impedir que esses loucos possam colocar em risco a vida de outras pessoas.

12. ISSO NÃO VAI FICAR SEM PUNIÇÃO. 

MARIA JOSE BUCHALLE SILVA

Lula inaugura eclusas de Tucuruí amanhã

O presidente Lula inaugura, amanhã, a primeira etapa das eclusas de Tucuruí. 
Foto:Rita Soares

Atendimento do SUS no Pronto Socorro Municipal - Vereador repercute noticiário do Blog do Estado

O vereador Valdir Matias Jr. repercutiu hoje, na sessão da Câmara Municipal de Santarém, a série de notícias a respeito da grave situação por que passa o novo Pronto Socorro Municipal, recentemente inaugurado. 
Leia o pronunciamento do vereador:

“A Saúde pública em Santarém é deprimente, conversamos com vários médicos, que inclusive estão ameaçando pedir demissão coletiva, por que faltam remidos básicos e eles não estão conseguindo curar e até salvar os pacientes”. Essa foi a  afirmação feita na Tribuna pelo líder do PV, na sessão desta segunda-feira, 29/11.   

O vereador lamentou que muitas pessoas tenham morrido por falta de socorro, falta de procedimentos básicos. “É preciso que se tome uma atitude, estou pedindo em caráter de urgência, uma reunião com a prefeita Maria do Carmo Martins Lima, com a presença do secretário municipal de Saúde José Antonio Rocha, para ver de que forma a Câmara pode ajudar”, prontificou-se. 

“A gente precisa fazer alguma coisa, porque a população está sendo mal atendida, isso tem um reflexo ruim para a gestão municipal e é necessária uma ação o mais rápido possível, para evitar a demissão de bons médicos; possamos abastecer o hospital municipal com o mínimo necessário de remédios e equipamentos e haja treinamentos constantes, motivações para os funcionários, que na sua maioria estão estressados, desmotivados e muitos deles ameaçados pela própria população nas suas questões pessoais, a Câmara não pode fechar os olhos para isso, precisamos atuar e buscar solução para esse problema grave em nosso município”, descreveu. 

Matias Júnior disse ainda que o novo pronto socorro municipal foi inaugurado, mas não tem laboratório, não tem agencia transfusional de sangue, “que se precisa a toda hora dentro de um hospital, nas cirurgias principalmente, o raio X, é do hospital antigo, são alguns dos problemas graves e sérios, que precisamos melhorar, como; equipamento no hospital, qualificação de pessoal, chamar os concursados, para que possamos dar  qualidade no atendimento à população na área da saúde”, observa. 

Jornalista é só jornalista. Não é herói. Nem celebridade.

Paulo Bemerguy:

Tudo muito bom, tudo muito bem.
Jornalista vive de notícia.
Ela é a matéria-prima de qualquer jornalista.
Jornalista que não gosta de notícia é como torcedor que não gosta de gol.
É impossível encontrar-se um torcedor que não goste de gol.
É impossível, portanto, jornalista ser jornalista se não gostar de notícia.
Buscar notícias significa, muito frequentemente, enfrentar riscos.
Não raro, riscos graves.
Gravíssimos.
É o que acontece com coleguinhas que cobrem essa guerra no Rio.
Estão expostos a riscos de toda ordem.
Estão perto dos tiros, ainda que em tese - apenas em tese - protegidos contra eles.
Coleguinhas que fazem a cobertura ao vivo, sobretudo pela televisão, das batalhas dessa guerra demonstram uma natural ansiedade muito grande quando transmitem as informações.
Nota-se pela voz deles - e delas - que estão tensos, nervosos.
Estão com a adrenalina a mil.
Isso é bom. Isso é jornalismo.
Enfrentar certos riscos para buscar a notícia é algo prazeroso para jornalistas.
Mas tudo tem limites.
Em tudo devem ser adotadas precauções.
Inclusive quando jornalistas estão à caça de notícias.
Ontem, um repórter, microfone em punho, corria atrás de um tanque durante a invasão do Complexo do Alemão.
Enquanto o tanque entrava nas vielas, com o repórter atrás, ouviam-se tiros.
Muitos tiros.
Muitíssimos.
O repórter, esbaforido e com a voz trêmula, fazia o relato do que via.
E o mais impressionante: nenhum militar - nem da polícia, nem do Exército, nem da Marinha, nem da Aeronáutica, nem das Forças Armadas de Pasárgada - se dignou ordenar ao cara, ao jornalista, para que saísse de onde estava.
Ninguém, entre os militares, mandou que fosse exercer o seu jornalismo em lugar de menores riscos.
E isso precisava ser feito, porque o jornalista, o cara, poderia levar um tiro no meio da cara e morrer.
Morto, perderia a sua notícia e viraria ele mesmo notícia.
E jornalistas, vocês sabem, não devem ser notícia.
Nunca.
Mas não é o que se vê hoje, infelizmente.
Há coleguinhas - muitíssimos - que não gostam muito de produzir a notícia.
Mas adoram ser eles próprios a notícia.
Sentem nisso um prazer quase orgástico.
Não perdem a chance de ser as estrelas da ocasião. De todas as ocasiões.
Jornalistas que tais se tornam mais arrogantes do que a arrogância que se permite a jornalistas.
Eles - e elas -, investidos na condição de celebridades, se acham os caras - ou as caras.
Ótimo!
Isso é ótimo!
Pra eles, os coleguinhas que adoram a notoriedade, é ótimo!
Mas não é bom para a notícia.
Não é bom para o jornalismo.
Não é bom para a necessária reserva que jornalistas devem preservar e cultivar, para evitar que virem celebridades, que virem heróis.
Jornalistas, pelo bem do jornalismo, deveriam sempre sentar nas últimas cadeiras.
É de lá que eles podem ver melhor e não ser vistos.
Devem sempre ficar pelos cantos, meio às esconsas, meio às escondidas - mas nem tanto.
Se não forem percebidos, aqueles a quem ele observa farão coisas, falarão coisas que não fariam e nem falariam se soubessem que estão sendo vistos por jornalistas.
Jornalistas não devem ficar bem na foto.
Nem bem, nem mal.
A foto deve ser sempre a daqueles que são notícia.
Claúdio Augusto de Sá Leal foi um dos maiores jornalistas do Pará em todos os tempos.
Se alguns o considerarem o maior, não estarão correndo tanto risco de errar.
Na mestria - e com a maestria - de seu ofício, formou gerações de jornalistas.
Foi diretor redator-chefe de O LIBERAL durante a maior parte de sua carreira.
Quando havia eventos em que era chamado a participar - e aos quais só comparecia quando era praticamente convocado, intimado, obrigado, tangido à força -, logo depois, feitas as fotos, inclusive dele próprio, Leal mandava buscar no laboratório do jornal os rolos de negativos.
Guardava com ele todas as fotos suas que haviam sido tiradas.
Não deixava que nenhuma fosse publicada.
Raríssimas - contadas nos dedos mesmo - foram as vezes em que uma foto sua foi publicada no jornal.
Quando faleceu, foi um trabalhão para a redação encontrar, em seus próprios arquivos, fotos dele para publicar.
Quase não foram encontradas.
Foi preciso recorrer a arquivos de terceiros para obtê-las.
Esse era o Leal.
Esse era o jornalista.
Essa é a dose de reserva necessária para se fazer jornalismo
Porque, acreditem, jornalista é apenas um jornalista.
E não é herói.
Com certeza, não é.
Ou pelo menos não deve ser.
Mas nem todos os coleguinhas acham isso.
Por isso é que saem correndo atrás de tanques em plena guerra.
Por isso é que muitos - não todos, é claro - se expõem mais do que qualquer celebridade.
É assim.

Serventia para a passarela do mercado Modêlo

No Blog do Betinho:


A passarela em frente ao Mercado Modêlo foi enfim descoberta para que serve: para os fiéis verem a passagem da Santa às próximidades da Igreja da Matriz.

Banco da Amazônia descumpre o plano de custeio da CAPAF


Com o título Belém, a denúncia está
registrada no blog do Castagna Maia:

Estive, no início da semana, em Belém a convite da AEBA – Associação dos Empregados do Banco da Amazônia. Em pauta modificações que foram propostas para a CAPAF, o fundo de pensão dos funcionários do Basa. Há uma curiosidade na CAPAF: a esta hora, neste exato momento em que você estiver lendo esta notícia, o plano de custeio da CAPAF está sendo descumprido.

Abertamente, escancaradamente, o plano de custeio está sendo descumprido. A patrocinadora não paga aquilo que contratou voluntariamente. E isso é registrado pelo atuário da própria entidade. O BASA é um banco federal.

Usina de São Luiz do Tapajós será postergada


Josette Goulart 
Valor Econômico

São Paulo - O processo de licitação da megausina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós será atrasado em pelo menos um ano. O Plano Decenal de Energia de 2011, que está sendo finalizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), remanejou o projeto para entrada em operação das primeiras turbinas para o ano de 2017. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, diz que grandes blocos de energia devem entrar nos anos anteriores, sem grande prejuízo do planejamento.

O problema é de licenciamento ambiental. A usina que será construída no conceito de plataformas de petróleo será instalada no Pará e terá capacidade de gerar mais de 6.000 MW de energia e faz parte de um complexo que poderá gerar mais de 10 mil MW. Algumas fontes da EPE informam inclusive que é possível que o processo licitatório fique para o fim de 2012 e poderá até mesmo só ser possível de ser realizado em 2013. Tolmasquim não quis falar sobre os problemas ambientais e disse apenas que o prazo está apertado para licenciar a usina no próximo ano.

A dificuldade de licenciar ambientalmente as grandes e também as pequenas hidrelétricas associada à expectativa da grande oferta de gás que deve baratear o custo de termelétricas, deve levar o governo a licitar esse tipo de usina já no próximo ano.

Tolmasquim diz que em algum momento vai ter que usar térmica. Mas ele reforça que quanto mais se atrasa projetos hidrelétricos, mais difícil de concretizá-los. O PDE que está sendo elaborado por Tolmasquim ainda não trata do gás do pré-sal para o uso de geração de energia elétrica, mas ele diz que parte desse gás terá que ser direcionado para térmicas. "Mas terá que ser uma equação que o torne interessante", diz Tolmasquim.

De acordo com Marcos Tavares, diretor da Gas Energy, a oferta de gás, sem contar o pré-sal, terá um adicional de 50 milhões de metros cúbicos por dia a partir de 2015. E como no mundo inteiro as descobertas de poços de gás têm sido frequentes, existe uma tendência mundial na queda de preços, o que vai favorecer o uso do combustível não só pela indústria mas também para geração de energia. Mesmo os 30 milhões de metros cúbicos que vêm da Bolívia tendem a ficar mais baratos. O contrato acaba em 2019, mas os gasodutos já estarão amortizados.

Nos últimos anos, as usinas térmicas movidas a gás natural ficaram praticamente de fora dos leilões em função da falta de oferta da Petrobras. A empresa se negou a fornecer combustível nos preços-teto estabelecidos pelo governo nos leilões de energia. O grande problema para a estatal é que o modelo atual não permite que as térmicas operem durante todo o tempo. Um executivo do setor comenta que a Agência Nacional do Petróleo proíbe que se retire gás que não seja usado. Há um limite para a queima. Mesmo assim, a Petrobras queima hoje 5 milhões de metros cúbicos por dia, o que daria para gerar 1.000 MW de energia.

Mas o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, diz que, para aproveitar o gás do pré-sal, as térmicas deverão gerar na base, ou seja, grande parte do ano, melhorando a condição para se obter contrato com a estatal. Segundo Hubner, as térmicas a gás estavam mais caras que as eólicas nos últimos anos. "Mas a grande oferta de gás deve mudar isso", afirma.

domingo, 28 de novembro de 2010

Barulho e silêncio

Lúcio Flávio Pinto:

Quarenta instituições religiosas, dizendo representar 1.500 igrejas evangélicas que funcionam em Belém, repudiaram o manifesto da OAB do Pará “em defesa do Estado laico”. Usaram adjetivos fortes – e numerosos – para qualificá-lo: duvidoso, grosseiro, desrespeitoso, acusatório, tendencioso, discriminatório, preconceituoso, ignorante e afrontoso. Reclamam da falta de identificação dos que assinaram o documento, divulgado quando questões morais e religiosas (legitimação ou não do abordo e da união “homoafetiva”) se tornavam o tema dominante na passagem do 1º para o 2º turno da eleição presidencial, deslocando do eixo os temas propriamente políticos e civis.
As entidades evangélicas arrematam sua nota de repúdio, veiculada como matéria paga na imprensa local, considerando o manifesto dos advogados “afrontoso à religiosidade da sociedade paraense, porque publicada em outubro, mês do Círio de Nazaré, e quando a Assembléia de Deus – igreja fundada aqui em Belém – prepara-se para celebrar o seu Centenário de fundação”.
Divergências e confrontos à parte, a manifestação expressa a força das igrejas evangélicas, com uma ênfase muito especial em Belém. Talvez nenhuma cidade tenha proporcionalmente (ou até em termos absolutos?) tantas delas, várias nascidas na capital paraense. Enquanto a pioneira Assembléia de Deus chega aos 100 anos, a que mais se tem expandido nos últimos anos, a Igreja do Evangelho Quadrangular, neste mês completa 37 anos. E deverá inaugurar uma sede tão esplêndida quanto a da Assembléia.
Todas devem ser respeitadas e devem ter motivos para comemorar, além de defender seu credo. A democracia existe para que as divergências e a pluralidade subsistam num ambiente de tolerância. Mas da mesma maneira como é compreensível a reação imediata e um tanto desmedida das instituições religiosas, é destoante o seu silêncio diante de tantos e tão seguidos malfeitos dos seus pastores, sobretudo daqueles – em número cada vez maior – que se lançam à política, nela praticando um fisiologismo sem qualquer inspiração bíblica. O silêncio, em certas ocasiões, é mais barulhento do que a gritaria.

Novo Pronto Socorro de Santarém - O debate continua


Dê sua opinião sobre os textos publicados pelo Blog do Estado e mencionados abaixo sobre a situação do Pronto Socorro Municipal de Santarém, inaugurado recentemente:

Do Blog do Estado: 

 

De Erick Jennings: 


"Médico rebate críticas de leitores sobre artigo publicado no Blog do Estado"

Bandeira do Paysandu tremula em Ipanema


Do Blog do Gerson Nogueira:

Praia de Ipanema, à altura do Posto 9, com muitas nuvens no céu e pouca gente na areia, uma presença inesperada: o estandarte alviceleste do Paissandu a tremular, juntamente com outras bandeiras, tendo as montanhas do Rio como cenário.

Imagens do Círio da Conceição, em Santarém(2)










Fotos: Miguel Oliveira. Reprodução permitida, desde que citado o nome do autor e o link desta postagem.

Imagens do Círio da Conceição, em Santarém(1)












Fotos: Miguel Oliveira. Permitida a reprodução desde que citado o nome do autor e o link desta postagem.

Padroeira dos católicos santarenos


Cerca de 100 mil romeiros são esperados para o círio de N.Sa. da Conceição, neste domingo, em Santarém.
Foto: Alfonso Jimenez

Time tracajá


Definição de Dênis Maia sobre o time virtual do São Francisco, eliminado na fase seletiva do campeonato paraense 2011.

O São Francisco parece tracajá: só aparece em setembro e outro e depois some.

sábado, 27 de novembro de 2010

Bichos urbanos



Reprodução em cimento e madeira de tartaruga, jacaré e cobra, no parque da cidade, em Santarém.
Fotos: Miguel Oliveira. Direitos resevados

Canoas em terra firme



Canos 'atracadas' no Parque da Cidade, no bairro do Aeroporto Velho, em Santarém.
Fotos:Miguel Oliveira. Direitos reservados.

Alcoa pesquisa bauxita em Santarém



Em O Estado do Tapajós deste sábado, de autoria de Lúcio Flávio Pinto:

A multinacional americana Alcoa, maior produtora mundial de alumínio, confirma em meio a conflitos a sua presença na região. Depois de conseguir superar as resistências em Juruti à implantação da sua mina de bauxita, agora começa novo capítulo em Santarém. A empresa detectou a extensão do minério no município vizinho, mas teve que buscar na justiça proteção legal para realizar pesquisa geológica.

Aparentemente, a atividade está legalizada junto ao DNPM, representante dos direitos exclusivos da União quanto ao subsolo, que se distinguem dos direitos sobre a superfície do solo. Mas os integrantes da Federação das Associações e Comunidades do Assentamento Agroextrativista do Lago Grande interditaram os serviços da mineradora.

Como o nível da atividade ainda é de pesquisa, não tem base legal a alegação da federação, de que é preciso autorização dos detentores dos direitos sobre o solo para que prossiga a prospecção no subsolo. Por isso o juiz federal de Santarém autorizou a Alcoa a ingressar na área, localizada no rio Arapiuns. Mas está posto o conflito entre a legalidade e a legitimidade, entre a nova atividade econômica e a prática anterior da população, entre os domínios da natureza e a presença humana.

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós


Alcoa pesquisa bauxita em Santarém


Estudantes formam imagem de iara na areia para pedir proteção aos rios

Vazante do Tapajós expõe marcas da agressão humana
 
Círio da Conceição pode ultrapassar barreiras dos 100 mil fiéis

Seduc diz que fim do ano letivo só em 2011 não afeta concluintes

Curetagens notificadas pelo SUS diminuem em Santarém


Ana Júlia foi responsável por sua derrota



Moradores do bairro do Uruará não acreditam na conclusão das obras do PAC

Correios começam a receber cartas endereçadas a Papai Noel