quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Fotos de O Estado do Tapajós em filme nos EUA

A cineasta Anne Eastman está finalizando, no estado do Colorado(EUA) um documentário sobre a vida e morte da missionária Dorothy Stang, assassinada há três anos em Anapu.
Fotografias exclusivas da cena do crime que pertencem ao acervo do jornal O Estado do Tapajós tiveram os direitos de exibição adquiridos pelos produtores do filme.

Carnaval da fome

Este foi o terceiro carnaval que o dinheiro do restaurante popular passou depositado na conta da prefeitura de Santarém.
Comida a R$ 1 foi tudo um ilusão que acabou mais uma vez na quarta-feira de cinzas.

Curuzu lotada espera São Raimundo

A diretoria do Paysandu espera 15 mil torcedores que empurrarão o time contra o São Raimundo, no domingo, na estréia dos bicolores no Campeonato Paraense.
O estádio da Curuzu será vistoriado hoje de manhã pelo Corpo de Bombeiros.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Bloco arrasta 30 mil em Óbidos

Na manhã de domingo (3), Arrastão do Tinga, com trinta mil brincantes, sai da Praça de Santana e percorre o centro histórico de Óbidos. Foto: Lucivaldo Sena/Agência Pará.

Sem-toras ameaçam reserva florestal em Pacajá

Pelo menos dois mil hectares de florestas primárias intocadas localizadas em uma área destinada a se tornar uma reserva ambiental, no município de Pacajá, sudoeste do Pará, correm o risco de virar cinzas. Segundo denúncia protocolada sexta-feira, 1°, na Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), em Belém, um grupo de invasores sem-toras quer ocupar toda a área, retirar a madeira e lotear a reserva. A denúncia foi protocolada por produtores rurais vizinhos ao local, que também estão sofrendo com a ação dos invasores e querem uma providência das autoridades para evitar o desmatamento da floresta e possíveis conflitos. Leia mais na matéria de Paulo Leandro Leal.

De olho na vice

O médico Nélio Aguiar(PMN) sonha em ser vice-prefeito de Santarém.

Filho peixe, peixinho é

Erlon Rocha, filho do deputado estadual Antônio Rocha, deve ser candidato a vereador nas próximas eleições.

Carnaval ainda não terminou em Santarém

Neste momento o bloco Só Fuleragem, organizado pelo músico Antônio Paixão, o Marreta, desfila pelas ruas de Santarém. O bloco reúne o pessoal que trabalhou no carnaval e não teve tempo de se divertir.
Logo mais às 18 horas quem sai outra vez na avenida é o bloco do Serrote, formado por militares da Marinha. O nome serrote é uma alusão à principal ferramenta usada para a construção de caixa de madeira protetora de eixo de embarcações a fim de evitar o escalpelamento de passageiros.

Será que Pedro Aquino usava cartão corporativo do Incra?

O presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rolf Hackbart, usou irregularmente o cartão de crédito corporativo do governo federal para pagar contas em restaurantes em Brasília e para fazer compras em um mercado para celebrar o "aniversariante do mês" no órgão, informa reportagem publicada na edição desta quarta-feira da Folha, assinada pelo jornalista Silvio Navarro.
Será que seu pupilo Pedro Aquino, quando chefiava o escritório do Incra, em Santarém, não fez a mesma lambança?

Empresário espera aumento da inflação

A Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o primeiro trimestre de 2008 apurou que 63% dos empresários entrevistados esperam aumento da inflação nos primeiros meses do ano. Para o semestre, 60% acreditam na alta da inflação. O patamar é recorde desde o início da pesquisa, em 2006, para os períodos (trimestre e semestre) e é a primeira vez que a barreira de 50% é rompida. Em 2007, para os primeiros três meses do ano, somente 27% apostavam em alta; em 2006, esse número era 38%. O setor de serviços (68% dos empresários), no que diz respeito aos preços, é o mais pessimista, seguido pelo comércio (61%), pela indústria (59%) e pelas instituições financeiras (51%).
O empresários do Norte são os mais pessimistas sobre o aumento da inflação para o trimestre: Norte (75%), Sul (64%), Sudeste (63%), Centro-Oeste (61%) e, por último, o Nordeste (58%).

Beija-Flor é bicampeã

A escola de samba Beija-Flor, de Nilópolis, é bicampeã do carnaval do Rio de Janeiro.
A vice-campeã é o Salgueiro.
A Grande Rio foi a terceira colocada.

Piloto coleta amostras de ar úmido na Amazônia

O piloto ambientalista Gérard Moss partiu ontem de Belém para acompanhar, pela primeira vez, o caminho de uma corrente de ar específica, ou seja, um 'rio voador', para coletar amostras de umidade do ar. O vôo vai seguir a corrente de ar até onde ela for. A expectativa é que o destino seja Santarém, no oeste do Pará, mas como é uma viagem imprevisível por causa do comportamento da corrente de ar, ele pode tomar outro destino.
O projeto 'Rios Voadores' é uma extensão do projeto 'Brasil das Águas', patrocinado pela Petrobrás desde 2003. Teve inicio em junho do ano passado. O piloto e seu acompanhante já sobrevoaram o Estado de Tocantins. Ontem, os dois partiram de Belém em direção a Santarém.(Portal ORM)

Tombamento da casa do maestro Isoca

O R-70 de hoje informa que o promotor Benedito Sá vai pedir o tombamento da casa onde residiu o maestro Wilson Fonseca, na esquina da Travessa Francisco Corrêa com a rua Floriano Peixoto.
Mas o promotor não sabe que o imóvel já está no perímetro do sítio histórico definido pelo Depac da Secult, cujas construções de valor histórico e cultural não podem ser descaracterizadas ou demolidas.
Ali perto, na travessa 15 de Novembro, esquina da Galdino Veloso, o proprietário do imóvel destelhado e parcialmente demolido foi multado pelo Depac e teve que restaurar o prédio onde funcionou o Tiro de Guerra 190.

Caminhões tombam na Transamazônica

Só nesta semana do carnaval três caminhões tombaram de cima de pontes da rodovia Transamazônica, no sentido de Jacareacanga.
As pontes não suportam o peso dos caminhões que transportam madeira pesada.

MP da bebida vale para o Pará, mas em Santarém não há fiscalização

No Pará, a medida provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas está em pleno vigor.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado do Pará (Sindepa) bem que tentou, mas não conseguiu, derrubar a MP na Justiça Federal, por meio de ação civil pública ajuizada perante a 1ª Vara, informa o site Espaço Aberto.
No final da tarde de sexta-feira passada, o juiz federal substituto Arthur Pinheiro Chaves indeferiu pedido de liminar formulado pelo Sindepa. Alegou o sindicato que a MP violaria os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa.O juiz entendeu que o funcionamento de postos de venda de bebida alcoólica às margens de rodovias facilita o acesso da população a tal produto em situação de potencial risco, daí ser necessário que o Estado intervenha de forma preventiva, “para que, mais adiante, não tenha que agir de forma mais custosa, em face da perda de vida nas rodovias.”
Mas em Santarém, até ontem a Polícia Rodoviária Federal não estava dando batida ns bares e siliares localizados às margens da Br-163, conforme antecipou este blog.
Quem sabe, quando chegarem os talonários de multa, a PRF comece a agir pra valer. Até agora só fez as notificações para afixação de aviso de que é probido vender bebida.

Barra pesada no hospital de Santarém

Cartaz afixado na porta do corredor de acesso à emergência do Hospital Municipal de Santarém.

Estado já dividido

A Polícia Civil acabou com a baderna provocada por sete veículos que causavam poluição sonora , no final de semana, no município de Salinópolis, nordeste do Pará, durante a operação Zumbido, que envolve policiais civis, Polícia Rodoviária Estadual, Promotoria de Justiça do município e Detran/PA.
Em Santarém e em todo o Oeste do Pará a operação Zumbido nem fez eco no ouvido das autoridades desses mesmos órgãos públicos.
É mais uma constatação de que já temos, na prática, dois estados dentro do Pará.

Soja fecha em queda na bolsa de Chicago

Os preços futuros da soja fecharam em queda nessa terça-feira (05-02) na bolsa de Chicago, pressionados por notícias de que o recuo dos custos do petróleo poderá reduzir a demanda por fontes de energias alternativas, como as de biomassa ou de produtos agrícolas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa americana, os contratos para maio encerraram ontem a US$ 13,42 o bushel, com baixa de 2,75 centavos. Os preços do petróleo recuaram nessa terça-feira 2,2%, após sinais de menor demanda por combustíveis por conta da crise americana. A demanda por milho para a produção de combustíveis nos EUA deverá crescer 51% nesta atual safra. No mercado paulista, a saca de 60 quilos da soja fechou sexta-feira a R$ 46,80, com 0,73%, segundo o índice Cepea/Esalq. (Valor Econômico)

Farra da gente

Pode ter outro nome em Santarém o escândalo dos cartões corporativos no governo federal.
O gasto desenfreado da prefeitura com celulares, restaurantes, locação de carros e aluguel de imóveis de parentes e apadrinhados bem que poderia ser chamado de farra da gente.

Câmara antecipa fim do recesso

Este ano a abertura do período legislativo em Santarém foi antecipada em dois dias.
Dia 13 e não dia 15 será realizada a primeira sessão do ano.
Será que os vereadores vão comparecer?

'Fantasma da corrupção' volta a assombrar o Brasil, diz jornal

Reportagens publicadas nesta quarta-feira em jornais estrangeiros afirmam que denúncias de corrupção voltam a ser notícia no Brasil, desta vez girando em torno do gasto oficial com cartões de crédito corporativo.
Leia mais no site da BBC Brasil.

Eleições em Belém

O deputado Vic Pires Franco, que desdenhava do prefeito de Belém Duciomar Costa, mudou de opinião.
Saiba porque clicando aqui.

Madeira ilegal

Despacho da Agência Estado dá conta de nova denúncia de extração ilegal de madeira na áea da reserva extrativista Renascer, em Prainha.

Mulher morre atropelada no porto da CDP

Uma passageira de Óbidos, Maria Mercedes Rodrigues de Sena, 55 anos, morreu na madrugada de hoje logo após desembarcar de uma embarcação que faz a linha Manaus-Belém, com escala em Santarém.
Ela foi atropelada por um veículo tipo pick-up logo depois de subir a rampa de acesso à área interna do porto da Companhia Docas do Pará(CDP).
O motorista evadiu-se do local, mas a polícia já identificou as placas do veículo, JUJ-7120.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

CNJ neles!

O município de Novo Progresso está sem promotor de justiça.
A denúncia é da Folha do Progresso.

Bancos abrem às 10 horas

As agências bancárias em Santarém recomeçam a atender ao público a partir das 10 horas da manhã de quarta-feira de cinzas.
Quem tem conta que venceu no período do carnaval ainda pode pagá-la sem multa.

Esfaqueamento na orla durante desfile de blocos

Apesar de a alegria ter sido a tônica do carnaval em Santarém, a polícia precisou agir rápido para não deixar que um pequeno grupo atrapalhasse afesta. Várias pessoas foram detidas e conduzidas à delegacia local, a maioria por desordem.
Foi registrado o esfaqueamento de um homem, socorrido no Hospital Municipal.

Borracha não foi contrabandeada e sim despachada pela alfândega

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

A Amazônia não conquistará sua autodeterminação com barreiras, retórica ou satélites, mas com o melhor conhecimento sobre si mesma. Belém - Numa visão simplista, a culpa pelo fim do período de maior enriquecimento da Amazônia, entre 1840 e 1910, tem nome, sobrenome e nacionalidade certas: o inglês Henry Wickham. Bem na metade do ciclo de expansão da economia gomífera, o aventureiro britânico teria se infiltrado em terras brasileiras para contrabandear ("biopiratear", na linguagem de hoje) sementes da Hevea Brasiliensis, espécie nativa amazônica, única fonte de borracha para uso industrial até então. Levadas para o Ceilão, as sementes floresceram com tal exuberância que, menos de uma década depois de terem chegado ao mercado mundial, acabariam com o boom da borracha extraída nos seringais amazônicos, abrindo um rastro de decadência na região.
Elevado à condição de lorde do império britânico pelo rei George V, Sir Wickham é tratado até hoje pela maioria dos intelectuais da região (e mesmo do país) como um reles traidor, o bandido responsável pela débâcle da Amazônia, que roubou as sementes da seringueira e clandestinamente as fez plantar nos redutos asiáticos de sua majestade, acabando com o fausto de Belém e Manaus, cidades que transitaram do século XIX para o XX equiparáveis às mais afluentes capitais do mundo.
Não importa, que há duas décadas esteja acessível para consulta o livro no qual o americano Warren Dean documenta história completamente distinta da versão corrente no Brasil. Com base em documentos oficiais, Dean provou que Wickham obteve autorização oficial para a remessa das sementes para a Inglaterra, devidamente declaradas na alfândega e ao abrigo das normas legais em vigor, não só com o aceite, mas até mesmo com o estímulo das autoridades. Se quisesse, o Brasil podia até ter participado das experiências que, iniciadas no Kew Garden de Londres, se estenderiam ao Ceilão e à Malásia.
Deitados eternamente em berço esplêndido, conforme referenda o hino nacional, talvez julgássemos, que um monopólio conferido pela natureza, tornando a seringueira endêmica apenas na Amazônia, não poderia ser quebrado pelo homem. Com o conhecimento (e a necessidade) à nossa frente, os ingleses não partilhavam essa convicção. Apostaram na hipótese contrária. O que se convencionou chamar de pirataria foi, na verdade, um bem sucedido empreendimento científico e comercial que, até se consumar, exigiu quase meio século de engenho, arte e dinheiro.
Foi o tempo que decorreu desde a formação do plantio de Wickham no vale do rio Tapajós, no Pará, até a Ásia inundar um explosivo mercado consumidor com quantidade compatível de borracha natural, a um preço e com uma qualidade adequadas à escala industrial, naquele momento. Se fosse preciso roubar, contrabandear ou piratear as sementes, sem dúvida a nação líder do nascente mundo industrial, carente de matéria prima em maior quantidade, mais barata e de qualidade confiável (condições não supridas pelo fornecedor monopolista), não hesitaria em agir dessa forma. Agiu assim em vários outros países e situações. Mas não foi nem necessário: os brasileiros, e particularmente os amazônicos, seduzidos e iludidos pelos jorros constantes de dinheiro, que recebiam pela venda da borracha, achavam que o boom seria eterno, ou pelo menos duradouro.
No seu excelente livro, Dean diz que a natureza, de regra benfazeja com a Amazônia, foi madrasta perversa no caso da borracha. O excesso de água e de umidade, e a inexistência de um período seco mais bem definido, desenvolvem pragas fatais à seringueira quando sua concentração é aumentada para que o seringal alcance um tamanho competitivo. Na Ásia (e em áreas não-amazônicas do Brasil), esse problema não existe ou não tem a mesma gravidade. Por mais que as autoridades brasileiras tivessem sido previdentes, antecipando os movimentos da história e sendo aplicadas nas medidas de proteção ao cultivo, ainda assim a Amazônia teria sido derrotada na luta pela borracha.
Para os que, desprezando fatos e argumentos, optarem pela origem estrangeira (e ainda por cima, americana) do autor para desqualificar sua obra, convém lembrar que o Brasil deve a esse magnífico schollar, além do livro sobre a borracha (já reconhecido como o trabalho inaugural de uma história ecológica já dotada de autonomia), o mais profundo e belo estudo sobre sua mata atlântica. Aliás, é bom não esquecer, a mata atlântica foi a nossa primeira Amazônia, tanto pelo seu potencial de realizações como pelo seu resultado de destruições.
O "caso" da borracha, o capítulo mais polêmico da história (real ou presumida) de apropriação de bens do patrimônio natural da Amazônia, vem a propósito do mais recente episódio, que chegou à grande imprensa na semana passada, depois de ter transitado bem antes pelos circuitos especializados: o patenteamento de plantas e frutas da Amazônia no estrangeiro por empresas internacionais. Causou escândalo a notícia de que, a partir de agora (na verdade, desde 2001), quem quiser usar comercialmente o título cupuaçu - e alguns dos seus derivados - na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão vai ter que pagar royalties ou se expor a ser multado por uma firma japonesa, a Asahi Foods, estabelecida em Kyoto (cidade que se tornou ainda mais célebre por ter recentemente abrigado conferência ecológica, que teve como um dos seus propósitos justamente estabelecer regras de respeito ao patrimônio genético da humanidade, especificamente definido conforme sua dispersão geográfica).
Da forma como foi anunciado, o fato desabou como uma bomba com megatons semelhantes aos da pirataria de Wickham, de quase um século e meio atrás. O problema tem sua gravidade, embora provavelmente não na dimensão de uma catástrofe irremediável. Se servir de alerta e retirar do sono letárgico alguns setores da estrutura governamental, terá cumprido o seu papel de catarse.
Contra o roubo dos direitos sobre o patrimônio genético ou o conhecimento nativo é duvidosa (ou completamente inócua) a eficácia de ferramentas convencionais, como o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) ou todo o aparato geopolítico e policial. Eles não são dispensáveis, mas não são suficientes, sequer são as armas mais importantes. A principal é o saber, o domínio dos processos do conhecimento, o saber fazer (e como) e a informação exata e pronta. Não é através do isolamento e da pretensa auto-suficiência que se conquistam tais posições: é colocando-se no mundo, diante dele (e, quando o caso, contra ele). Mas não na posição de um encrenqueiro ou de um presunçoso, mas de alguém confiante na sua própria força, por sabê-la consistente e convincente.
O saber resulta de processos educativos, científicos e civilizatórios. Processos que não podem ser traduzidos por índices quantitativos nem por bravatas retóricas. Resulta de 99% de transpiração e 1% de inspiração, como receitava Picasso para uma área da criação humana, a artística, onde mais peso costuma ter o dom natural dos indivíduos, ou sua "vocação", do que sua transpiração. Mesmo que possua satélites, radares, aviões, militares e soldados rondando seus limites e patrulhando seu interior, a Amazônia continuará exposta aos interesses e disposições alheias, se continuar dependendo dos minguados recursos materiais colocados à disposição dos seus estudantes, tecnólogos, pesquisadores e cientistas. E se esses minguados recursos, desprezíveis até pelos anêmicos parâmetros nacionais, permanecerem subordinados a diretrizes obtusas, vesgas, exóticas, coloniais.
Não será com uma nova muralha da China que a região conquistará sua autodeterminação, a capacidade de determinar seu destino na interlocução com o mundo, mas com o melhor conhecimento sobre si mesma. Num momento em que se tratam de questões amazônicas nas principais praças mundiais, como um tema de ciência e de comércio, a sede territorial não pode ter uma relevância meramente retórica. Ou se condenará a sustos e sobressaltos como os de Wickham e o do cupuaçu japonês.
O mais recente episódio fez o escritor e jornalista Aníbal Beça lembrar um caso que aconteceu bem do início da Zona Franca de Manaus: "os nossos caboclos inventivos resolveram contrabandear relógios dentro das cascas de cupuaçu. Serravam a casca e retiravam a polpa, e em seu lugar colocavam relógios, de preferência da marca Seiko. Depois colavam, sem deixar nenhuma marca. O crime perfeito". Um nosso repórter policial do jornal onde Beça trabalhava cunhou uma palavra para esse tipo de crime: o "seikoaçu". Dizia-se então que muita gente, enriqueceu exportando Seikoaçu, até descobrirem o golpe. O crime - atesta o escritor - só foi descoberto por acaso: "um desses contrabandistas deixou cair o cupuaçu. Aí caiu relógio pra tudo que foi lado".
Com base nessa experiência, Beça sugere às entidades e empresas nacionais, quando forem vender nos mercados europeus, americanos ou japoneses, "registrarem o nome dos produtos da fruta como Seikoaçu". A solução seria engenhosa, ainda que também significasse uma capitulação à esperteza dos nossos concorrentes estrangeiros. O novo produto teria ainda que sofrer uma adaptação aos novos tempos: ao invés de relógios made by Zona Franca dentro de caroços de cupuaçu, mais atraente do ponto de vista comercial seria colocar sementes de cobiçadas plantas amazônicas dentro dos Seikos de hoje.

OAB-PA fica em sétimo no Exame de Ordem

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará ficou em sétimo lugar no ranking nacional, em número de aprovados na primeira etapa do Exame de Ordem unificado referente a dezembro de 2007, segundo informa o site Espaço Aberto.
A OAB-PA superou Estados das regiões Sul e Sudeste, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, e ficou a apenas 6% de diferença da Seccional da Bahia, primeira colocada no certame.
No Pará, dos 105 candidatos que fizeram a prova em Belém, Marabá e Santarém, 311 foram aprovados e 577 reprovados. Em Belém, dois candidatos tiveram a maior pontuação da prova com 81 acertos. Em Marabá, a nota máxima foi de 64 pontos e em Santarém, 73.
Entre as universidades que participaram do Exame, apenas a Universidade Federal do Pará (UFPA), campus de Belém, teve vantagem no número de aprovados. Na capital, dos 150 candidatos da UFPA presentes à prova, 83 passaram para a próxima etapa.
Segundo a OAB, a convocação para a segunda etapa (objetiva) será divulgada na internet, nos endereços eletrônicos www.oabpa.org.br e www.oab.org.br, provavelmente a partir de 20 de fevereiro.

Prefeito de Alenquer sob fogo cerrado

Denúncias contra o prefeito de Alenquer, o médico Cleóstenes Farias, voltam à tona.
Leia mais aqui.

Desmatamento na Amazônia é sim um câncer

Mirian Leitão, na GloboNews

No último programa Espaço Aberto, conversei com o Beto Veríssimo, que é pesquisador do Imazon, a ONG que foi a primeira a denunciar que o desmatamento na Amazônia tinha voltado a aumentar, ainda em setembro do ano passado. Para o Beto, o desmatamento na Amazônia deve sim ser visto como um câncer, porque ele se alastra rapidamente e o Brasil não consegue controlar.
Para se ter uma idéia, num ano em que o desmatamento é considerado baixo, desmatamos um terço do estado do Rio, e nos piores anos, a área sobe para o tamanho de Alagoas. Confira abaixo a minha entrevista com ele na GloboNews e entenda melhor a realidade da Amazônia.

Bebida nas estradas federais

Até a tarde da segunda-feira de Carnaval, 4 de fevereiro, segundo a Agência Brasil, 32 liminares, em oito Estados, estavam em vigor no Brasil contra a medida provisória que determinou a proibição da venda de bebidas alcóolicas em estabelecimentos ao longo das rodovias federais.
Em Santarém, nem uma coisa nem outra.
A PRF não está fiscalizando e os bares e restaurantes às margens da Br-163 estão vendendo bebida alcoólica à vontade.

Juliana é um arraso

Juliana Paes arrasou no carnaval.
Clique aqui pra ver mais fotos.

Vai-vai campeã

A escola de samba Vai-vai é a campeã do carnaval de São Paulo.

Eleições em Belém

O prefeito Duciomar Costa saiu da UTI das pesquisas.
Aferimento recente, depois da desocupação da avenida Presidente Vargas, revela que a medida retirou uma boa dose de rejeição dos costados do prefeito.
Foi uma pesquisa, realizada em outubro que, aliás, mostrou que grande parte da população 'culpava' Duciomar pelo caos naquela avenida. Por isso, quando o desembargador federal determinou a retirada dos camelôs de frente dos Correios, o prefeito aproveitou o embalo e fez o serviço completo.
Estaria aí uma das explicações para o encontro de Duciomar com deputado Paulo Rocha, revelado de primeira por Juvêncio Arruda, no Quinta Emenda.
Fonte bem situada nos bastidores da imprensa da capital, de passagem por Santarém, informa que Duciomar, depois das negativas de Jader e Jatene ante a oferta para a participação do PMDB ou PSDB na composição de sua chapa, ofereceu a vaga de vice ao PT.
A oferta não desagradaria a governadora Ana Júlia, de acordo com a fonte, mas precisa remover um obstáculo extra para não nascer natimorta: a briga com o grupo Liberal, que precisaria ser superada diante dos reflexos que esse esdrúxulo acordo provocaria no âmbito do maior aliado do PT, que é o PMDB e as empresas do grupo RBA.
Isto é, a chapa Duciomar/PT contaria com a simpatia de O Liberal e a aversão do Diário do Pará.

Barreira seletiva

Na estrada de Alter do Chão, o pelotão de trânsito da PM, como faz todos os anos, montou uma barreira para a fiscalização de veículos.
Estaria tudo bom se o serviço fosse completo e não apenas pela conveniência dos policiais que ali tiram serviço.
E fosse diminuída a dose de intransigência que faz uso a oficial que comanda o efetivo da PM naquela barreira.

Feijão na merenda escolar

A Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) criou o Projeto de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Grãos, que visa promover aos agricultores o acesso a insumos de qualidade, crédito, tecnologias adequadas, assistência técnica, beneficiamento, armazenagem e instrumentos de comercialização públicos e privados, além de distribuir sementes de qualidade.
Uma das soluções, de acordo com o José Ribamar Nogueira, gerente Executivo de Grãos e Tubérculos da Sagri, é criar, dentro dos próprios municípios, meios que absorvam a produção de grãos.
“Queremos, por exemplo, que a merenda escolar possa absorver boa parte dessa produção. A gente vai tentar colocar, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), principalmente o feijão na merenda. Estamos trabalhando com entidades estaduais consumidoras de alimentos básicos, para que possamos não só estimular a produção, como também incentivar a comercialização”, concluiu.

Barbalhão continua interditado

Apesar das promessas do vice-governador Odair Corrêa e da secretária de esportes Lúcia Penedo, ainda não foi colocado um prego novo na velha estrutura do estádio Barbalhão, interditado em dezembro último.
Por causa disso, fica cada vez mais improvável a realização de jogos do São Raimundo em Santarém.
Em Belém, onde o Pantera estréia dia 10 contra o Paysandu, no estádio da Curuzu, os jogadores estão vendendo o almoço para comprar o jantar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

IPVA de veículos com placas finais 52 a 92 vence quarta-feira para cota única

O vencimento do licenciamento de veículos com finais de placa 52 a 92 será no dia 4 de abril, mas o vencimento do pagamento em cota única doImposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) encerra no dia4 de fevereiro, próxima-segunda-feira.
Como os bancos estarão fechados, a Secretaria de Estado da Fazenda(Sefa) informa que o pagamento do IPVA poderá ser feito na quarta-feira,dia 6 de fevereiro, quando os bancos reabrem.

Queda de empregos em Santarém

A geração de emprego com carteira assinada em Santarém no ano passado teve saldo 28% menor que 2006. O resultado é pior ainda considerando o desempenho de todo o Estado, que no ano passado registrou aumento de 5,83% na geração de emprego.
Os dados foram levantados pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém.

DSEI da Funasa acéfalo em Itaituba

Há dez dias o índios munduruku não permitem que a nova chefe do distrito sanitário da Funasa, Angela Reges, assuma o cargo em substituição a Rosivaldo Ferreira.
Os índígenas continuam amotinados no interior do DSEI.
Ninguém entra lá.

Sambista não esquentou

Chico da Silva, o sambista que ficou conhecido em Santarém na década de 70, quando 'puxava' o samba do bloco Breguelhegue, não agradou a moçada em Alter-do-Chão.
A galera jovem deixou o local do show logo depois de Chico começar sua apresentação.
Uma pena.
A juventude que não saiu nos blocos satíricos preferiu a guerra de maizena ao show do sambista parintinense.

ICMS

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém(ACES) encomendou estudo sobre a cobrança de ICMS em cima do consumo de energia elétrica. A entidade suspeita que a Sefa está cobrando o imposto a maior.

Fantasia utilitária sobre a Amazônia

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, irritou seus anfitriões quando, no final do ano passado, decidiu cancelar de súbito a visita que faria ao Tapajós, para ver, ao mesmo tempo, a destruição da natureza e uma tentativa de usá-la com inteligência. O máximo de selva que o chefe das Nações Unidas viu foi no parque zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém, de onde voltou atrás na meteórica visita ao Brasil. Sabe-se agora que o motivo do cancelamento da parte mais importante do roteiro amazônico não foi, como se suspeitava, uma saia justa em temas sensíveis ao governo. Há duas semanas, falando em Nova York, Ki-Moon disse que viu-se obrigado a cancelar “uma viagem pelo maior afluente do rio Amazonas porque ele havia secado”.
Li e reli o comunicado da agência France Press, que noticiou o solene pronunciamento do secretário-geral. A seca à qual se referiu Ki-Moon aconteceu no ano anterior ao da sua visita. Mas não no leito do grande rio: atingiu alguns dos seus afluentes, sobretudo as drenagens menores, como os igarapés. Foi um fenômeno chocante, mas não teve relação direta com a ação humana. Resultou de uma combinação de fatores naturais, desencadeados pelo aquecimento do oceano.
Em 2007, contudo, a seca excepcional não se repetiu, não podendo servir de motivo para o ilustre visitante retornar a partir de Belém. A não ser que ele tenha se permitido um recurso da imaginação no seu discurso em favor da água da Terra. Os fins edificantes justificariam o excesso dos meios. Excessos delirantes.
O problema da água potável já é grave no planeta. Um bilhão de seres humanos não dispõem de água suficiente para suas necessidades básicas. Esse cenário é dramático na África, mas a nação mais poderosa da Terra, os Estados Unidos, também já não tem estoque suficiente para suas demandas. Olha com avidez para o seu vizinho, o México, e com alguma luxúria para o baixo rio Grande. A América Latina tem as maiores reservas de água doce do globo.
De vez em quando brotam notícias tão desconcertantes quanto a de Ki-Moon. Denunciam o contrabando de água da Amazônia, carregada clandestinamente em navios de bandeira internacional que transitam pela região. Essa história é tão fantasiosa quanto a do secretário-geral, mas, de fato, estamos nos descapitalizando de água. Não na forma de operações sigilosas de roubo, mas sob a cândida aparência de lingotes de alumínio, bauxita lavada (e seca), alumina, minério de ferro, soja, carne (abatida ou viva) e outros produtos (com ênfase nas commodities) que exportamos dentro da mais perfeita legalidade (e imoralidade). Sem falar no imenso desperdício que praticamos, sem qualquer interferência externa. Por termos abundância, nos permitimos aquela desinteligência, ironizada por Lewis Carrol, no manejo da água.
Sensibilizadas pela situação, pessoas de aparente boa vontade – e evidente descompromisso com a verdade – dizem coisas absurdas, como o secretário-geral da ONU. Parecem achar que, por serem autoridades de embocadura mundial, basta dizer para que suas palavras tenham o poder de transformar fantasias em realidade. Querem defender a Amazônia, pelo que lhes devemos gratidão. Mas não conhecem a Amazônia, pelo que lhes pedimos que nos deixem falar. E também poder decidir sobre o que é nosso ou nos diz respeito.

Recado para o Mangabeira

Ronaldo Brasiliense
Articulista de O Estado do Tapajós

Bem que o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, poderia dar uma passada por Óbidos, no oeste do Pará, durante o carnapauxis, o melhor do Estado. A cidade, com 50 mil habitantes, só tem água de manhã e à noite, Durante esse intervalo, que não tiver reservatório que se exploda. E ainda vem o Mangabeira querendo levar água da Amazônia para o Niordeste num aquaduto fantástico. Eu, hein?

Entrevista - Juca Pimentel, presidente do PT

José Olivar
Articulista de O Estado do Tapajós

A coluna pergunta e o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, Juca Pimentel, responde:
1)O momento atual é de preparação para a campanha eleitoral de outubro vindouro. Como o senhor vê a postura do PT neste contexto?
R: A Executiva do Partido dos Trabalhadores vem discutindo, não só as eleições municipais, mas as questões de envolvem o conjunto do partido, para que ele possa dar uma resposta à população de Santarém, como o partido que hoje governa o nosso Município.
2)O senhor considera o PMDB como um parceiro certo nesta luta ou ainda depende de conversações?
R: Hoje, o partido atravessa por um momento muito especial. Por isso, não só o PMDB, mas também todos os partidos que estão na base do governo, nós os consideramos como parceiros não só na administração como também nas eleições desse ano, a exemplo do pleito passado quando nos ajudaram a eleger a governadora Ana Júlia e nos ajudam a governar nas três esferas de governo.
3)O Diretório Municipal vislumbra o PT como Partido de maior expressão em Santarém, no momento?
R: No próximo dia 10 de fevereiro, a partir das 9 horas, na sede do Fluminense, vamos reunir os filiados em uma grande festa para comemorarmos os 28 anos de existência do PT. Ao longo desses 28 anos, o Partido dos Trabalhadores vem se tornando um dos maiores partidos de expressão nacional e em Santarém a realidade não é diferente. Isto não se deve só pelo fato de estarmos governando o município, mas pelo PT ser um partido democrático, socialista e de massas, que está constantemente defendendo os interesses, principalmente dos mais necessitados e por ser o único a realizar eleições diretas entre seus filiados, motivos esses que colaboram para ser um Partido de grande expressividade.

Carnapauxis

O carnaval de Óbidos é animado e colorido.
Na foto a porta-estandarte do bloco àguia.
A foto é de Adilson Moraes, do Portal de Óbidos.

Museu Casa de Isoca

No blog da Fransinete Florenzano:
O promotor de Justiça Benedito Wilson Sá recebeu pedido de santarenos, através de "abaixo-assinado", solicitando o tombamento da casa em que o maestro Isoca morou, na Trav. Francisco Corrêa, 139, em Santarém. Vai atender. O blog mete a colher e sugere que seja aberta à visitação pública, para que todos possam conhecer a história de vida e a imensa contribuição de Wilson Fonseca às Letras e à Música.

Mudança no Ideflor

Os bastidores petistas andam fervendo desde que a atual diretora-geral do Ideflor, Raimunda Monteiro, comunicou à governadora Ana Júlia que vai deixar o cargo nos próximos meses. Representantes das várias correntes do partido já travam forças para decidir quem vai indicar o novo dirigente do Instituto, que tende a ganhar mais peso no governo em função da responsabilidade pela gestão econômica das florestas públicas estaduais. Em Santarém, terra natal de Raimunda, é tida como certa a ida de um pesquisador da Embrapa para o órgão.
Teoricamente, o deputado Aírton Faleiro, atual líder do governo na Assembléia Legisaltiva e marido de Raimunda Monteiro, teria a preferência para indicar o novo titular do Ideflor, mas ainda não há garantias de que essa prerrogativa será mantida. No segundo semestre, o casal deve juntar forças na campanha pela prefeitura de Altamira. ( Repórter Diário)
-----------------------
Mas há um discreto movimento para tentar colocar no posto de Raimundinha o nada menos polêmico Pedro Aquino, que saiu do Incra pelas portas do fundo.

Público pequeno para o Cristoval

Não foi o público que a organização do evento esperava que foi prestigiar o Cristoval na praça São Sebastião, no domingo à tarde/noite, sem chuva.
Será que os católicos preferiam mesmo o Barbalhão como local do evento?