O nível de água do rio Tapajós que vaza pelas canaletas da avenida do mesmo nome está somente a 5 cm da pista asfaltada, próximo ao mercado Modelo, e a 10 cm da área próxima à Delegacia da Marinha.
Este ano, o nível das águas do rio Tapajós está 1 metro 15 centímetros acima do registrado no mesmo período do ano passado.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Almir, ainda na UTI, não pode receber visitas
Do Esapço Aberto:
Informações divulgadas hoje em Belém dão conta de que o ex-governador Almir Gabriel receberia nesta quinta-feira a visita de alguns amigos tucanos, que bateram em revoada até São Paulo especialmente para visitá-lo no Hospital do Coração, onde se encontra desde o último domingo, depois de ter sofrido um infarto em Bertioga (SP), onde reside.Mas a Assessoria de Imprensa do hospital não confirma. “O sr. Almir Gabriel ainda continua na UTI, e o quadro estável. Quem está na UTI não pode receber visitas externas”, informou a assessora Rita Barão ao blog, ainda há pouco.Quanto ao cateterismo a que o ex-governador poderá se submeter, até agora nada indica que será feito hoje.
Conforme o Espaço Aberto já informou, aguarda-se ainda a estabilização das funções renais do ex-governador, para que o exame possa ser feito.O contraste aplicado ao paciente, para permitir a visualização mais precisa da área a ser explorada durante o cateterismo, é muito forte e não pode ser ministrado em pacientes que estejam com as funções renais alteradas, como é o caso do ex-governador.
O cateterismo, que consiste na introdução de um cateter, permite corrigir problemas cardiovasculares mais simples ou indicam aos médicos a verdadeira extensão da área afetada, para que possam optar pelo tratamento adequado, seja o cirúrgico, seja o clínico, através da prescrição de medicamentos.
Mesmo na UTI, Almir tem revelado um bom estado emocional, segundo alguns de seus amigos que têm mantido contato com a família. Já chegou até a recomendar que gostaria de ler todas as notícias que têm sido publicadas em Belém a respeito de sua internação e de seu estado de saúde.
Informações divulgadas hoje em Belém dão conta de que o ex-governador Almir Gabriel receberia nesta quinta-feira a visita de alguns amigos tucanos, que bateram em revoada até São Paulo especialmente para visitá-lo no Hospital do Coração, onde se encontra desde o último domingo, depois de ter sofrido um infarto em Bertioga (SP), onde reside.Mas a Assessoria de Imprensa do hospital não confirma. “O sr. Almir Gabriel ainda continua na UTI, e o quadro estável. Quem está na UTI não pode receber visitas externas”, informou a assessora Rita Barão ao blog, ainda há pouco.Quanto ao cateterismo a que o ex-governador poderá se submeter, até agora nada indica que será feito hoje.
Conforme o Espaço Aberto já informou, aguarda-se ainda a estabilização das funções renais do ex-governador, para que o exame possa ser feito.O contraste aplicado ao paciente, para permitir a visualização mais precisa da área a ser explorada durante o cateterismo, é muito forte e não pode ser ministrado em pacientes que estejam com as funções renais alteradas, como é o caso do ex-governador.
O cateterismo, que consiste na introdução de um cateter, permite corrigir problemas cardiovasculares mais simples ou indicam aos médicos a verdadeira extensão da área afetada, para que possam optar pelo tratamento adequado, seja o cirúrgico, seja o clínico, através da prescrição de medicamentos.
Mesmo na UTI, Almir tem revelado um bom estado emocional, segundo alguns de seus amigos que têm mantido contato com a família. Já chegou até a recomendar que gostaria de ler todas as notícias que têm sido publicadas em Belém a respeito de sua internação e de seu estado de saúde.
Nepotismo na justiça?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e Articulista de O Estado do Tapajós
Era para o nepotismo ter acabado no judiciário do Pará em fevereiro de 2006, quando foram demitidos os parentes dos magistrados até o terceiro grau, conforme determinação do Conselho Nacional de Justiça. Em maio do mesmo ano foi adotada uma nova medida contra a persistência dessa prática: o ponto eletrônico com identificação digital. Os parentes que continuavam a trabalhar nos gabinetes tiveram que ser finalmente afastados.
Fim de vez da ação entre amigos que havia na justiça? Não, segundo fontes bem informadas sobre o poder. Funcionários que atuam em vários gabinetes de desembargadores passaram a repassar a parte maior dos seus vencimentos para os parentes que foram afastados dos seus cargos. Cada gabinete tem quatro funcionários de livre nomeação, por serem de confiança: um coordenador, dois assessores de câmara (agora com outra designação, mas desempenhando a mesma função) e um assistente. Os três primeiros, bacharéis em direito, recebem aproximadamente 5,8 mil reais por mês (o quarto, do qual não é exigido curso superior, R$ 1,5 mil).
Feitos os descontos, o maior sendo de imposto de renda (quase R$ 1 mil), sobram R$ 4,4 mil líquidos. Segundo a denúncia, uma quarta – ou uma terça – parte fica com o funcionário e a parcela maior é repassada ao parente demitido, que não aparece no serviço na maioria dos casos. Mas ainda haveria aqueles que continuam a ocupar os gabinetes, embora já sem qualquer vínculo oficial com o judiciário. A anomalia é visível diariamente no palácio da avenida Almirante Barroso.
Essa prática não chega ao gabinete da presidente do tribunal, segundo as informações fornecidas pelas fontes, que procuraram este jornal por causa da matéria de capa da edição anterior, sobre o nepotismo na política paraense, nem há qualquer suspeita sobre boa parte dos demais desembargadores do TJE.
Espera-se que o tribunal apure a denúncia, que é grave. Se for confirmada, repete-se no judiciário uma prática espúria já detectada e comprovada no âmbito do poder legislativo: assessores parlamentares repassam (ou repassavam) parte dos seus salários aos próprios deputados em cujos gabinetes estão (ou estavam) lotados, a pretexto de contribuir para a verba de representação. Agora seria pior: o dinheiro acabaria nos bolsos de parentes.
Editor do Jornal Pessoal e Articulista de O Estado do Tapajós
Era para o nepotismo ter acabado no judiciário do Pará em fevereiro de 2006, quando foram demitidos os parentes dos magistrados até o terceiro grau, conforme determinação do Conselho Nacional de Justiça. Em maio do mesmo ano foi adotada uma nova medida contra a persistência dessa prática: o ponto eletrônico com identificação digital. Os parentes que continuavam a trabalhar nos gabinetes tiveram que ser finalmente afastados.
Fim de vez da ação entre amigos que havia na justiça? Não, segundo fontes bem informadas sobre o poder. Funcionários que atuam em vários gabinetes de desembargadores passaram a repassar a parte maior dos seus vencimentos para os parentes que foram afastados dos seus cargos. Cada gabinete tem quatro funcionários de livre nomeação, por serem de confiança: um coordenador, dois assessores de câmara (agora com outra designação, mas desempenhando a mesma função) e um assistente. Os três primeiros, bacharéis em direito, recebem aproximadamente 5,8 mil reais por mês (o quarto, do qual não é exigido curso superior, R$ 1,5 mil).
Feitos os descontos, o maior sendo de imposto de renda (quase R$ 1 mil), sobram R$ 4,4 mil líquidos. Segundo a denúncia, uma quarta – ou uma terça – parte fica com o funcionário e a parcela maior é repassada ao parente demitido, que não aparece no serviço na maioria dos casos. Mas ainda haveria aqueles que continuam a ocupar os gabinetes, embora já sem qualquer vínculo oficial com o judiciário. A anomalia é visível diariamente no palácio da avenida Almirante Barroso.
Essa prática não chega ao gabinete da presidente do tribunal, segundo as informações fornecidas pelas fontes, que procuraram este jornal por causa da matéria de capa da edição anterior, sobre o nepotismo na política paraense, nem há qualquer suspeita sobre boa parte dos demais desembargadores do TJE.
Espera-se que o tribunal apure a denúncia, que é grave. Se for confirmada, repete-se no judiciário uma prática espúria já detectada e comprovada no âmbito do poder legislativo: assessores parlamentares repassam (ou repassavam) parte dos seus salários aos próprios deputados em cujos gabinetes estão (ou estavam) lotados, a pretexto de contribuir para a verba de representação. Agora seria pior: o dinheiro acabaria nos bolsos de parentes.
Compensação financeira por preservação ambiental é prioridade para o MMA, diz ministra
Da Agência Brasil:
A implementação de mecanismos financeiros que viabilizem o uso sustentável da Amazônia e a preservação da floresta é prioridade para o Ministério do Meio Ambiente, de acordo com a ministra Marina Silva, que defendeu nesta quarta-feira (2) o pagamento por serviços ambientais durante o 2º Encontro Nacional do Programa de Desenvolvimento Socioambiental da Produção Familiar Rural (Proambiente).
“Essa agenda é uma prioridade do ministério, e temos trabalhado muito fortemente para que seja uma prioridade do conjunto do governo”, afirmou.
A ministra citou programas de reflorestamento, de recuperação de reserva legal e matas ciliares e o manejo adequado de pastagens como exemplos de projetos remuneráveis.
Para a implementação do pagamento, o MMA está trabalhando para a aprovação, no Congresso Nacional, de projetos de lei que viabilizariam a proposta. O financiamento da medida poderá, inclusive, ser incluído no fundo previsto no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável do ministério, Egon Krakhecke, é necessária a regulamentação legal para que o pagamento por serviços ambientais possa acontecer. “O marco legal está fazendo falta para o Proambiente”, afirmou ao referir-se ao programa, uma espécie de iniciativa piloto de contrapartida por serviços ambientais que atua em 11 pólos da Amazônia.
Na avaliação da ministra, o investimento em serviços ambientais pode evitar a expansão do desmatamento por pequenos produtores, atualmente responsáveis pela degradação de 18% da Amazônia.
“Queremos colocar um ponto final nas atividades produtivas insustentáveis. Precisamos substituir a forma incorreta de produzir grãos, de produzir gado e de produzir madeira pela maneira correta”, apontou.
A implementação de mecanismos financeiros que viabilizem o uso sustentável da Amazônia e a preservação da floresta é prioridade para o Ministério do Meio Ambiente, de acordo com a ministra Marina Silva, que defendeu nesta quarta-feira (2) o pagamento por serviços ambientais durante o 2º Encontro Nacional do Programa de Desenvolvimento Socioambiental da Produção Familiar Rural (Proambiente).
“Essa agenda é uma prioridade do ministério, e temos trabalhado muito fortemente para que seja uma prioridade do conjunto do governo”, afirmou.
A ministra citou programas de reflorestamento, de recuperação de reserva legal e matas ciliares e o manejo adequado de pastagens como exemplos de projetos remuneráveis.
Para a implementação do pagamento, o MMA está trabalhando para a aprovação, no Congresso Nacional, de projetos de lei que viabilizariam a proposta. O financiamento da medida poderá, inclusive, ser incluído no fundo previsto no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável do ministério, Egon Krakhecke, é necessária a regulamentação legal para que o pagamento por serviços ambientais possa acontecer. “O marco legal está fazendo falta para o Proambiente”, afirmou ao referir-se ao programa, uma espécie de iniciativa piloto de contrapartida por serviços ambientais que atua em 11 pólos da Amazônia.
Na avaliação da ministra, o investimento em serviços ambientais pode evitar a expansão do desmatamento por pequenos produtores, atualmente responsáveis pela degradação de 18% da Amazônia.
“Queremos colocar um ponto final nas atividades produtivas insustentáveis. Precisamos substituir a forma incorreta de produzir grãos, de produzir gado e de produzir madeira pela maneira correta”, apontou.
Paciência tem limite
O secretário de planejamento Everaldo Martins acaba de anunciar no rádio o real motivo da viagem da prefeita Maria do Carmo à Brasília: trazer a Santarém uma equipe da Comissão Nacional da Defesa Civil para que, após uma avaliação técnica, seja calculado o montante de recursos que a prefeitura precisa para enfrentar os estragos causados pelas chuvas.
Quer dizer: enquanto urge a liberação de recursos, a prefeita ainda está na fase de dignóstico.
Desse jeito, se houver liberação de verba, as chuvas acabam e a prefeitura nada faz.
Quer dizer: enquanto urge a liberação de recursos, a prefeita ainda está na fase de dignóstico.
Desse jeito, se houver liberação de verba, as chuvas acabam e a prefeitura nada faz.
Criança é marcada com ferro quente em fazenda de GO
Da Agência Estado:
Como se fosse gado, o menino A., de 9 anos, foi marcado a ferro quente com as iniciais "HL" entre a coxa e a região glútea. A lesão permanente na criança ocorreu no interior da fazenda Acuri em Aurilândia, a 150 quilômetros de Goiânia, e os acusados da agressão são os trabalhadores da propriedade João Taveira de Souza, de 55 anos, e Roman Justino Alves, de 32.
A queimadura foi descoberta por uma professora - no mês de junho do ano passado - da Escola Municipal Branca de Neve, onde o menino estuda. "Ela (professora) me disse que ele queixava de dor", afirmou a dona de casa Tereza Maria da Cruz, mãe do menino. "Quando botou a mão no menino, viu que estava com febre. Nós descobrimos a ferida um dia depois", disse.
O menino foi queimado pelos trabalhadores justamente quando os auxiliava a marcar o gado existente na fazenda. Além da denúncia à policia, um processo de indenização já tramita no Fórum de Aurilândia contra os dois operários e o dono da fazenda, Luiz Silvestre. O valor da indenização é de R$ 140 mil para reparação dos danos morais e da lesão física.
Como se fosse gado, o menino A., de 9 anos, foi marcado a ferro quente com as iniciais "HL" entre a coxa e a região glútea. A lesão permanente na criança ocorreu no interior da fazenda Acuri em Aurilândia, a 150 quilômetros de Goiânia, e os acusados da agressão são os trabalhadores da propriedade João Taveira de Souza, de 55 anos, e Roman Justino Alves, de 32.
A queimadura foi descoberta por uma professora - no mês de junho do ano passado - da Escola Municipal Branca de Neve, onde o menino estuda. "Ela (professora) me disse que ele queixava de dor", afirmou a dona de casa Tereza Maria da Cruz, mãe do menino. "Quando botou a mão no menino, viu que estava com febre. Nós descobrimos a ferida um dia depois", disse.
O menino foi queimado pelos trabalhadores justamente quando os auxiliava a marcar o gado existente na fazenda. Além da denúncia à policia, um processo de indenização já tramita no Fórum de Aurilândia contra os dois operários e o dono da fazenda, Luiz Silvestre. O valor da indenização é de R$ 140 mil para reparação dos danos morais e da lesão física.
Banco do Cidadão
Em resposta ao deputado José Megale que, da tribuna da Assembléia Legislativa, cobrou mais transparência dos atos do executivo, em especial à apuração do escândalo no Banco do Cidadão, a assessoria de imprensa do Palácio dos Despachos informa que o relatório do inquérito administrativo aberto pela Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof) já está nas mãos da governadora Ana Júlia. Após a avaliação dela, as informações serão repassadas aos deputados.
Ainda segundo a assessoria, o inquérito policial já foi encaminhado à Justiça e enquadrou quatro funcionários acusados de participação nas possíveis irregularidades.
Ainda segundo a assessoria, o inquérito policial já foi encaminhado à Justiça e enquadrou quatro funcionários acusados de participação nas possíveis irregularidades.
Barbalhão
No Repórter Diário:
Quatro empresas estão no páreo da licitação que será aberta hoje, na Seop, para as obras de reforma do estádio Jader Barbalho, o Barbalhão, em Santarém. A estimativa de custo é de R$ 384,3 mil.
Quatro empresas estão no páreo da licitação que será aberta hoje, na Seop, para as obras de reforma do estádio Jader Barbalho, o Barbalhão, em Santarém. A estimativa de custo é de R$ 384,3 mil.
Volks terá de fazer recall de 477 mil Fox
Na FOLHA DE S.PAULO:
O DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, decidiu que a Volkswagen do Brasil terá de fazer um recall do Fox, após relatos de que o manuseio do banco traseiro teria machucado e até mutilado dedos de usuários. A empresa deve acatar a determinação e disse que, de oito consumidores feridos, fez acordo com cinco.
A empresa informou que, de 2003 a 2008, já produziu 820 mil unidades do veículo nas versões Fox, CrossFox e SpaceFox. No Brasil, foram vendidos 477 mil veículos, e outros 343 mil foram exportados. Os três modelos devem ser incluídos no recall.
O DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, decidiu que a Volkswagen do Brasil terá de fazer um recall do Fox, após relatos de que o manuseio do banco traseiro teria machucado e até mutilado dedos de usuários. A empresa deve acatar a determinação e disse que, de oito consumidores feridos, fez acordo com cinco.
A empresa informou que, de 2003 a 2008, já produziu 820 mil unidades do veículo nas versões Fox, CrossFox e SpaceFox. No Brasil, foram vendidos 477 mil veículos, e outros 343 mil foram exportados. Os três modelos devem ser incluídos no recall.
Palhaçada
O sendor Mario Couto (PMDB-PA) ameaçou fazer "greve de banho" para, segundo ele, ficar "fedorento" e sensibilizar os colegas a aprovarem o projeto que reajusta benefícios do INSS. Romeu Tuma (DEM-SP), que presidia a sessão, desabafou: "Só faltou a dança do créu [funk] aqui no Senado hoje".
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Prefeitura faz 'maquiagem' para liberar o Barbalhão
Prefeitura de Santarém liberou recursos no valor de 40 mil reais para a realizaçãode serviços no Estádio Barbalhão. A iniciativa visa possibilitar a liberação do estádio para que os santarenos possam ter a oportunidade de ver o São Raimundo jogar nas próximas etapas do campeonato estadual de futebol, o Parazão.
Os trabalhos começaram ontem com a retirada dos entulhos que estavam no local. AAssessora de Esporte e Lazer da Semed, Rita Peloso, informou que também estão previstos serviços na rampa, nas cadeiras quebradas, na bilheteria, além doisolamento da área não construída do estádio.
Os engenheiros da Empresa Carvalho Engenharia, responsável pela obra, acreditam queos serviços estarão concluídos (se o tempo ajudar) até a próxima sexta-feira, 11/04, antes do início do segundo turno do Parazão. As obras são essenciais para que o estádio seja liberado.
Enquanto isso, continua o processo licitatório realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Obras (SEOP), para a recuperação completa do Barbalhão, de acordo com as orientaçõesdos órgãos responsáveis que fizeram a vistoria no local.
----------------
Nota da redação: A matéria acima é de responsabilidade da assessoria de imprensa da prefeitura de Santarém. O estádio Barbalhão foi interditado por falta de segurança. A reforma do estádio e a resolução de todas as deficiências apontadas pelos peritos do Corpo de Bombeiros não será feita e nem sanadas com a verba de R$ 40 mil liberada pela prefeitura. Querer liberar o Babalhão após uma maquiagem é muita irresponsabilidade da prefeita Maria do Carmo. Cadê o Ministério Público?
Os trabalhos começaram ontem com a retirada dos entulhos que estavam no local. AAssessora de Esporte e Lazer da Semed, Rita Peloso, informou que também estão previstos serviços na rampa, nas cadeiras quebradas, na bilheteria, além doisolamento da área não construída do estádio.
Os engenheiros da Empresa Carvalho Engenharia, responsável pela obra, acreditam queos serviços estarão concluídos (se o tempo ajudar) até a próxima sexta-feira, 11/04, antes do início do segundo turno do Parazão. As obras são essenciais para que o estádio seja liberado.
Enquanto isso, continua o processo licitatório realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Obras (SEOP), para a recuperação completa do Barbalhão, de acordo com as orientaçõesdos órgãos responsáveis que fizeram a vistoria no local.
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Nota da redação: A matéria acima é de responsabilidade da assessoria de imprensa da prefeitura de Santarém. O estádio Barbalhão foi interditado por falta de segurança. A reforma do estádio e a resolução de todas as deficiências apontadas pelos peritos do Corpo de Bombeiros não será feita e nem sanadas com a verba de R$ 40 mil liberada pela prefeitura. Querer liberar o Babalhão após uma maquiagem é muita irresponsabilidade da prefeita Maria do Carmo. Cadê o Ministério Público?
Edson Boaro é o novo técnico do Paysandu
O ex-jogador da seleção brasileira, Palmeiras e Corinthians, Edson Boaro, 49 anos, é o novo técnico do Paysandu. O treinador substitui Givanildo Oliveira, que pediu dispensa na última segunda-feira após a eliminação bicolor da final do primeiro turno. Boaro chega em Belém no domingo.
(Fonte: Bola)
(Fonte: Bola)
Terra Santa é 'santa' mesmo
Em 2008 foi registrado apenas um caso de dengue em Terra Santa, longínquo municipio da região da Calha Norte.
DESEMBARGADOR- Na quadratura do círculo
Lúcio Flávio Pinto
O novo desembargador não é aquele que a governadora, responsável pela nomeação queria. Nem o que o TJE esperava. Muito menos aquele no qual os advogados escolherm. Assim, mais uma vez, o quinto constitucional será preenchido por critérios políticos duvidosos. Ou por uma lógica negativa.
Só promotores e procuradores integram o Ministério Público. Da Ordem dos Advogados apenas advogados fazem parte. Por que é, então, que membros do MP e advogados têm direito a um quinto dos lugares nos tribunais de justiça? A alegação, que não vale para nenhuma das duas outras instituições, é aplicada às cortes superiores de justiça do país: elas precisam expressar a sociedade, abrigando suas representações. Daí reservarem cadeiras para aqueles que exercem função complementar e concorrente na atividade judiciária: as partes, representadas por seus patronos, e o fiscal da lei (ou autor, em matéria penal), o MP.
No entanto, essa participação, ao invés de preservar a autonomia e a independência entre as partes, acaba anulando o significado da existência do quinto constitucional. Os desembargadores escolhidos entre advogados e representantes do MP raramente preservam os compromissos de origem, deixando-se impregnar e absorver pelas normas da corte. Em regra, incorporam o rito e o siso que antes criticavam, mesmo ao assumirem seus cargos com a retórica de contribuir para a dialética processual, reduzindo o tempo na instrução e dando voz a todos. Com o inconveniente adicional de muitas vezes não terem uma visão mais profunda e íntima do exercício da função judicante, ao contrário de um magistrado que cresce no exercício da carreira.
Não surpreende que a maioria dos ungidos pelo quinto constitucional, ao pular diretamente para o fim da carreira como uma esperança, acabe por se tornar uma frustração. Isso, quando é o caso de seus nomes suscitarem alguma expectativa positiva ao serem apresentados para a disputa.
Talvez amadurecendo sobre as impropriedades e equívocos dessa sobrevivência de corporativismo encastelado na cúpula do judiciário, o Conselho Nacional de Justiça decidiu recomendar às várias instâncias do poder que participam do processo a adoção de um rito de seleção e escolha público e transparente. Assim, pelo menos, se evitaria o desgaste da legitimidade desse processo, já tão questionado, até ele poder ser encarado frontalmente. É o anseio da sociedade. Mas não é o desejo das corporações, apesar da iniciativa profilática do CNJ.
O Pará, sempre tão distante de tudo, preferiu continuar a optar pelo tradicional, mesmo quando revestido de novos adereços. Já a OAB estadual não abdicou do voto secreto, conquista inegociável quando é instrumento de manifestação universal, e o manteve na seleção dos nomes que referendaria para a votação dos seus associados (que, desmotivados, compareceram minusculamente às urnas). Numa seleção de méritos, na qual o que se avalia é a qualificação técnica do advogado para desempenhar a função de fazer a justiça, o voto secreto é a ante-sala do acordo político, da negociação lateral. Já que o voto prescindiu da fundamentação, dita para todos ouvirem e se convencerem de que foi mesmo escolhido o melhor.
O processo obedeceu a essa marca até o fim. O pleno do Tribunal de Justiça do Estado ignorou a sábia recomendação do CNJ e se apegou à anacrônica regra do regimento interno. O que devia ser uma aferição pública de qualidades para a escolha de um novo desembargador tornou-se um desvio à rota segura, pelo qual se infiltraram cabos eleitorais não assumidos. O intenso jogo de bastidores, nem sempre praticado sob regras elevadas, se estendeu ao processo decisório, que incorporou as manobras feitas em torno do perde-e-ganha, do dá-e-toma, do faz-e-pode. A política se manteve e até se acentuou. O Pará, que já era arcaico antes do habemus desembargador, ficou ainda mais anacrônico depois.
Como explicar, por exemplo, o critério do mínimo minimorum dos desembargadores, adotado no 11º escrutínio, depois de quatro horas de sessão, de passar para a última posição da lista tríplice quem era o último em votos gerais dos advogados na lista sêxtupla, remetida pela OAB para a deliberação dos magistrados? Por que não o quarto ou o quinto colocado? Se fosse o quinto, todos já sabiam: seria esse o novo desembargador, Paulo Sérgio Weyl, o favorito da governadora, o aliado que lhe restara depois da exclusão de outros preferidos, como Luiz Neto e Jorge Faria, que ficaram na pré-seleção de 25 nomes submetidos à sabatina do conselho seccional da OAB local.
Quem mexeu os votos para que o sexto subisse para a terceira posição sabia perfeitamente o que estava fazendo: Ana Júlia Carepa não sacramentaria os dois primeiros da lista. O mais votado de todos, Haroldo Guilherme Pinheiro da Silva (pela segunda vez nessa posição), era o preferido da categoria e alguém que reforçaria a posição do TJE com seu conceito profissional. Indicando-o para substituir o falecido desembargador Geraldo Lima, a governadora estaria apenas seguindo a determinação do tribunal. Ou sujeitando-se ao magistrado maquiavélico, que a deixou no aparente xeque-mate: a segunda alternativa (de Edilson Dantas) representaria para a petista reconhecer que quem mais conta no seu governo é o deputado federal Jader Barbalho, padrinho do segundo colocado, advogado de suas empresas de comunicação.
Quem acompanha essa sinuca de bico há bastante tempo sabia muito bem que a chefe do poder executivo não daria essa satisfação ao desembargador sagaz: optaria pela zebra, aquele pretendente que não se sabe exatamente como passou pela consulta universal, entrou na lista sêxtupla e foi catapultado, a muito custo, depois de 11 votações, para a lista tríplice. O todo-poderoso Jader Barbalho deve ter chegado de pronto a essa conclusão ao saber dos três nomes que passaram pelo crivo dos desembargadores. Soprou-a para sair na principal coluna do seu jornal no dia seguinte, acertando na mosca.
Jader passou por situação igual quando governador. Seu candidato era o consultor-geral do Estado, João Roberto Cavaleiro de Macedo, nome de respeito e de méritos. Mas cometera o pecado mortal de bater de frente com o tribunal, num momento em que Jader tentava apagar a péssima imagem do seu primeiro governo (1983-87), bem no começo da segunda gestão. O que os bons analistas previam se consumou: o tribunal excluiu o preferido do governador da lista tríplice. Irritado, Jader foi ao último dos selecionados, que era bem pior do que simples azarão, indesejado até pelo tribunal, que imaginara ter deixado o governador sem saída.
A única inovação no comportamento de Ana Júlia foi a rapidez: ao invés de esperar pela remessa da lista dos sagrados pelo concílio (ou seria melhor dizer: conciliábulo?) de desembargadores, ela mandou buscar o papel e em pouco mais de três horas desferiu o sinal de fogo, que traduziu sua ira pela surpresa e a contrariedade (se escolheram o sexto para fechar a lista, por que não o quinto?). O novo desembargador, Leonam Gondim da Cruz Jr., foi tão surpreendente quanto João Alberto Paiva e Geraldo Lima antes dele, dois dos últimos quatro desembargadores-advogados (os outros foram Milton Nobre e João Maroja).
Ele poderá fazer declarações de propósito e anunciar programas, mas sua escolha é fruto desse processo, que, por seguir linhas tortas, acaba tortuoso. Permite que interesses pessoais ou corporativos prevaleçam sobre a causa pública. E quando a vontade de um dos poderosos praticantes desse jogo fechado é contrariada, sua vingança se traduz em mais contrariedade ao que devia ser o objetivo dessa caminhada: o bem de todos. Eis, entretanto, o que não está em foco nesse percurso, que, sendo da justiça, acaba por se reduzir a uma justa entre poderosos.
O Pará permanece muito distante do contemporâneo.
O novo desembargador não é aquele que a governadora, responsável pela nomeação queria. Nem o que o TJE esperava. Muito menos aquele no qual os advogados escolherm. Assim, mais uma vez, o quinto constitucional será preenchido por critérios políticos duvidosos. Ou por uma lógica negativa.
Só promotores e procuradores integram o Ministério Público. Da Ordem dos Advogados apenas advogados fazem parte. Por que é, então, que membros do MP e advogados têm direito a um quinto dos lugares nos tribunais de justiça? A alegação, que não vale para nenhuma das duas outras instituições, é aplicada às cortes superiores de justiça do país: elas precisam expressar a sociedade, abrigando suas representações. Daí reservarem cadeiras para aqueles que exercem função complementar e concorrente na atividade judiciária: as partes, representadas por seus patronos, e o fiscal da lei (ou autor, em matéria penal), o MP.
No entanto, essa participação, ao invés de preservar a autonomia e a independência entre as partes, acaba anulando o significado da existência do quinto constitucional. Os desembargadores escolhidos entre advogados e representantes do MP raramente preservam os compromissos de origem, deixando-se impregnar e absorver pelas normas da corte. Em regra, incorporam o rito e o siso que antes criticavam, mesmo ao assumirem seus cargos com a retórica de contribuir para a dialética processual, reduzindo o tempo na instrução e dando voz a todos. Com o inconveniente adicional de muitas vezes não terem uma visão mais profunda e íntima do exercício da função judicante, ao contrário de um magistrado que cresce no exercício da carreira.
Não surpreende que a maioria dos ungidos pelo quinto constitucional, ao pular diretamente para o fim da carreira como uma esperança, acabe por se tornar uma frustração. Isso, quando é o caso de seus nomes suscitarem alguma expectativa positiva ao serem apresentados para a disputa.
Talvez amadurecendo sobre as impropriedades e equívocos dessa sobrevivência de corporativismo encastelado na cúpula do judiciário, o Conselho Nacional de Justiça decidiu recomendar às várias instâncias do poder que participam do processo a adoção de um rito de seleção e escolha público e transparente. Assim, pelo menos, se evitaria o desgaste da legitimidade desse processo, já tão questionado, até ele poder ser encarado frontalmente. É o anseio da sociedade. Mas não é o desejo das corporações, apesar da iniciativa profilática do CNJ.
O Pará, sempre tão distante de tudo, preferiu continuar a optar pelo tradicional, mesmo quando revestido de novos adereços. Já a OAB estadual não abdicou do voto secreto, conquista inegociável quando é instrumento de manifestação universal, e o manteve na seleção dos nomes que referendaria para a votação dos seus associados (que, desmotivados, compareceram minusculamente às urnas). Numa seleção de méritos, na qual o que se avalia é a qualificação técnica do advogado para desempenhar a função de fazer a justiça, o voto secreto é a ante-sala do acordo político, da negociação lateral. Já que o voto prescindiu da fundamentação, dita para todos ouvirem e se convencerem de que foi mesmo escolhido o melhor.
O processo obedeceu a essa marca até o fim. O pleno do Tribunal de Justiça do Estado ignorou a sábia recomendação do CNJ e se apegou à anacrônica regra do regimento interno. O que devia ser uma aferição pública de qualidades para a escolha de um novo desembargador tornou-se um desvio à rota segura, pelo qual se infiltraram cabos eleitorais não assumidos. O intenso jogo de bastidores, nem sempre praticado sob regras elevadas, se estendeu ao processo decisório, que incorporou as manobras feitas em torno do perde-e-ganha, do dá-e-toma, do faz-e-pode. A política se manteve e até se acentuou. O Pará, que já era arcaico antes do habemus desembargador, ficou ainda mais anacrônico depois.
Como explicar, por exemplo, o critério do mínimo minimorum dos desembargadores, adotado no 11º escrutínio, depois de quatro horas de sessão, de passar para a última posição da lista tríplice quem era o último em votos gerais dos advogados na lista sêxtupla, remetida pela OAB para a deliberação dos magistrados? Por que não o quarto ou o quinto colocado? Se fosse o quinto, todos já sabiam: seria esse o novo desembargador, Paulo Sérgio Weyl, o favorito da governadora, o aliado que lhe restara depois da exclusão de outros preferidos, como Luiz Neto e Jorge Faria, que ficaram na pré-seleção de 25 nomes submetidos à sabatina do conselho seccional da OAB local.
Quem mexeu os votos para que o sexto subisse para a terceira posição sabia perfeitamente o que estava fazendo: Ana Júlia Carepa não sacramentaria os dois primeiros da lista. O mais votado de todos, Haroldo Guilherme Pinheiro da Silva (pela segunda vez nessa posição), era o preferido da categoria e alguém que reforçaria a posição do TJE com seu conceito profissional. Indicando-o para substituir o falecido desembargador Geraldo Lima, a governadora estaria apenas seguindo a determinação do tribunal. Ou sujeitando-se ao magistrado maquiavélico, que a deixou no aparente xeque-mate: a segunda alternativa (de Edilson Dantas) representaria para a petista reconhecer que quem mais conta no seu governo é o deputado federal Jader Barbalho, padrinho do segundo colocado, advogado de suas empresas de comunicação.
Quem acompanha essa sinuca de bico há bastante tempo sabia muito bem que a chefe do poder executivo não daria essa satisfação ao desembargador sagaz: optaria pela zebra, aquele pretendente que não se sabe exatamente como passou pela consulta universal, entrou na lista sêxtupla e foi catapultado, a muito custo, depois de 11 votações, para a lista tríplice. O todo-poderoso Jader Barbalho deve ter chegado de pronto a essa conclusão ao saber dos três nomes que passaram pelo crivo dos desembargadores. Soprou-a para sair na principal coluna do seu jornal no dia seguinte, acertando na mosca.
Jader passou por situação igual quando governador. Seu candidato era o consultor-geral do Estado, João Roberto Cavaleiro de Macedo, nome de respeito e de méritos. Mas cometera o pecado mortal de bater de frente com o tribunal, num momento em que Jader tentava apagar a péssima imagem do seu primeiro governo (1983-87), bem no começo da segunda gestão. O que os bons analistas previam se consumou: o tribunal excluiu o preferido do governador da lista tríplice. Irritado, Jader foi ao último dos selecionados, que era bem pior do que simples azarão, indesejado até pelo tribunal, que imaginara ter deixado o governador sem saída.
A única inovação no comportamento de Ana Júlia foi a rapidez: ao invés de esperar pela remessa da lista dos sagrados pelo concílio (ou seria melhor dizer: conciliábulo?) de desembargadores, ela mandou buscar o papel e em pouco mais de três horas desferiu o sinal de fogo, que traduziu sua ira pela surpresa e a contrariedade (se escolheram o sexto para fechar a lista, por que não o quinto?). O novo desembargador, Leonam Gondim da Cruz Jr., foi tão surpreendente quanto João Alberto Paiva e Geraldo Lima antes dele, dois dos últimos quatro desembargadores-advogados (os outros foram Milton Nobre e João Maroja).
Ele poderá fazer declarações de propósito e anunciar programas, mas sua escolha é fruto desse processo, que, por seguir linhas tortas, acaba tortuoso. Permite que interesses pessoais ou corporativos prevaleçam sobre a causa pública. E quando a vontade de um dos poderosos praticantes desse jogo fechado é contrariada, sua vingança se traduz em mais contrariedade ao que devia ser o objetivo dessa caminhada: o bem de todos. Eis, entretanto, o que não está em foco nesse percurso, que, sendo da justiça, acaba por se reduzir a uma justa entre poderosos.
O Pará permanece muito distante do contemporâneo.
Cinco municípios em estado de emergência no Oeste do Pará
O aumento do nível das águas dos rios do Pará já deixaram cinco municípios em estado de emergência. Santarém, Itaituba, Altamira, Abel Figueiredo e Porto de Moz decretaram emergência, para garantir agilidade na aquisição de insumos necessários para o auxílio da poipulação desabrigada pelas enchentes.
Só em em Santarém, 868 famílias estão desalojadas e outras cinco ficaram desabrigadas. Em Itaituba, a enchente do rio Tapajós provocou uma morte e deixou 300 famílias desalojadas. Em Altamira, o rio Xingu já está com 7,54 metros acima do nível normal. Lá, até ontem, 150 famílias estavam desabrigadas.
Em Abel Figueiredo, 525 famílias foram atingidas pela enxurrada. Nesses municípíos, as famílias estão recebendo cestas básicas, colchonetes e serviços médicos pelas prefeituras.
(Fonte: O Liberal)
Só em em Santarém, 868 famílias estão desalojadas e outras cinco ficaram desabrigadas. Em Itaituba, a enchente do rio Tapajós provocou uma morte e deixou 300 famílias desalojadas. Em Altamira, o rio Xingu já está com 7,54 metros acima do nível normal. Lá, até ontem, 150 famílias estavam desabrigadas.
Em Abel Figueiredo, 525 famílias foram atingidas pela enxurrada. Nesses municípíos, as famílias estão recebendo cestas básicas, colchonetes e serviços médicos pelas prefeituras.
(Fonte: O Liberal)
Cirurgia
Do R-70:
Santarém
Dois médicos do Hospital Ofir Loyola alçaram vôo rumo a Santarém, na manhã de ontem, para fazer uma cirurgia de pulmão em um paciente local. Para os desavisados, convém lembrar que a intervenção não representa, necessariamente, o início das operações do Hospital Regional em atendimentos de alta complexidade. Os médicos levaram do próprio Ofir Loyola todo o equipamento necessário para a cirurgia.
Santarém
Dois médicos do Hospital Ofir Loyola alçaram vôo rumo a Santarém, na manhã de ontem, para fazer uma cirurgia de pulmão em um paciente local. Para os desavisados, convém lembrar que a intervenção não representa, necessariamente, o início das operações do Hospital Regional em atendimentos de alta complexidade. Os médicos levaram do próprio Ofir Loyola todo o equipamento necessário para a cirurgia.
Previsão de chuva(em milímetros) para Santarém - PA
Quarta-Feira, 02/04
12mm
Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
Quinta-Feira, 03/04
12mm
Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
Sexta-Feira, 04/04
3mm
Sol com algumas nuvens e chuva passageira durante o dia. À noite o tempo fica firme.
Sábado, 05/04
5mm
Sol, com chuva de manhã e diminuição de nuvens à tarde. Noite com pouca nebulosidade.
Domingo, 06/04
2mm
Sol, com chuva de manhã e diminuição de nuvens à tarde. Noite com pouca nebulosidade.
(Fonte: Climatempo)
12mm
Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
Quinta-Feira, 03/04
12mm
Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
Sexta-Feira, 04/04
3mm
Sol com algumas nuvens e chuva passageira durante o dia. À noite o tempo fica firme.
Sábado, 05/04
5mm
Sol, com chuva de manhã e diminuição de nuvens à tarde. Noite com pouca nebulosidade.
Domingo, 06/04
2mm
Sol, com chuva de manhã e diminuição de nuvens à tarde. Noite com pouca nebulosidade.
(Fonte: Climatempo)
Santareno lança Lula candidato ao Senado pelo Amazonas
Tapajós abre mão da prefeitura
Embora possa ficar no cargo de prefeito interino até sexta-feira, o vereador José Maria Tapajós abriu mão do cargo e passou o bastão a quarta-secretária da mesa da Câmara Municipal de Santarém, vereadora Beth Lima, que substitui a prefeita Maria do Carmo que viajou para Belém.
Hospital regional suspende exames
Paciente com exame de ultrassonografia marcado para hoje no Hospital Regional de Santarém voltou da porta.
Foi avisada que o serviço está suspenso por tempo indeterminado.
Depois a assessora de imprensa daquele hospital diz que tudo está a mil maravilhas por lá.
Mas mentira tem pernas curtas.
Foi avisada que o serviço está suspenso por tempo indeterminado.
Depois a assessora de imprensa daquele hospital diz que tudo está a mil maravilhas por lá.
Mas mentira tem pernas curtas.
Crianças fora da escola
Por causa das péssimas condições dos ramais da região do planalto de Santarém - abandonados pela Semab de Osmando Figueiredo- alunos das escolas da Semed das colônias São Paulo, Santa Júlia e Mojuí dos Pereira não podem frequentar a sala de aula.
O ônibus que faz o transporte escolar não tem condições de trafegar nesses ramais deixando os alunos isolados.
O ônibus que faz o transporte escolar não tem condições de trafegar nesses ramais deixando os alunos isolados.
Crônica de 4ª Feira - Eu e os dicionários
Miguel Oliveira
Editor-chefe de O Estado do Tapajós
Não guardo segredo que sou fã de dicionários da Língua Portuguesa. Tenho por hábito consultar minhas velhas coleções de vocábulos em ordem alfabética, mesmo que não esteja em dúvida quanto à grafia correta de uma palavra. Sobre minha estante estão empilhados, sempre em alerta, inúmeras versões do Aurélio, Houais e Silveira Bueno. E há, também, os minidicionários da Melhoramentos.
Posso parecer antiquado ao confessar isso de público. Mas hoje, com a linguagem escrita sendo a cada dia mais e mais modificada pelos códigos lingüísticos usados na internet, continuo com minha solitária cruzada cívica. Nem que seja como passsatempo, o dicionário é uma boa companhia.
Mas eu queria contar que este velho hábito de folhear dicionários foi-me despertado por um professor de história, no começo do antigo ginasial do Colégio Dom Amando, em Santarém, e não por uma professora de gramática, o que seria mais lógico.
Irmão Leonardo foi professor de muitas gerações do CDA. Talvez eu esteja incluído em uma das últimas turmas em que o velho mestre lecionou regularmente, no final da década de 70. Aos poucos, os trabalhos da Pastoral do Menor lhe afastaram da sala de aula, bem como suas freqüentes viagens ao sul do país e ao exterior, o que lhe impossibilitam de dedicar-se ao ensino. Mesmo assim, na Pastoral, irmão Leonardo dá aulas de reforços para os meninos e meninas carentes assistidas por aquela entidade mantida pela igreja católica e por colaboradores.
Foi durante uma aula de história, na sexta série, que tudo começou. Certo dia, a lição era ler e interpretar um texto sobre as relações comerciais do Brasil com a Argentina, na época colonial. O texto misturava um pouco de economia e de geopolítica, assuntos incompreensíveis aquela altura para uma turma de meninos de calças curtas. Naquele ano de 1973, o ginásio do CDA não permitia o ingresso de meninas, o que viria acontecer somente em 1975.
Por entender que o texto continha palavras difíceis, de pouco uso, irmão Leonardo sugeriu que marcássemos as expressões que não sabíamos o seu significado. Poucos alunos deram muita bola à recomendação, talvez pensando que tal lição não seria cobrada na aula seguinte. E qual foi a nossa surpresa?
- Vamos ao quadro hoje. Vou escrever estas palavras para ver quem sabe o seu significado - falou em tom de ironia o velho mestre, com aquele sorriso maroto que todos conhecem.
Silêncio sepulcral. Manoel Canté, Mário Sabá e Edibal Cabral(Pipa) se ajeitavam nas cadeiras, como se tentando se esconder. Eu, Paulo Bemerguy e Paulo Neves, que sentávamos em filas próximas, nos entreolhamos, sem saber o que fazer.
E irmão Leonardo pôs-se a escrever as palavras 'difíceis' no quadro de giz, ou lousa, como gostava de denominar a professora Rosinete Amaral.
Embora não soubesse o significado de sete das oito palavras elencadas, uma me chamou a atenção, em particular. Não sei se pela pronúncia, meio afrancesada, mas achei o nome bonito: escaler.
Na hora do recreio, estava eu a perturbar dona Nice, à procura de um dicionário na velha biblioteca, no prédio B do CDA. Matei a minha curiosidade, voltei à sala com outras palavras difíceis na ponta da língua, a desafiar meus colegas. Foi um casamento sem alianças que mantenho até hoje.
Muitos, como eu, no passado, talvez não saibam que escaler é um bote movido a remo, de auxílio às caravelas.
Mas um escaler, que transportava os colonizadores das carvelas até a terra firme, foi quem me trasladou até este mundo fascinante dos dicionários, tendo como timoneiro irmão Leonardo.
P.S:
Para não ficar devendo uma crônica em homenagem à minha velha mestra Gersonita Carneiro, confesso que estava guardando essa crônica do dicionário para publicá-la somente após reconstituir minha primeira crônica, 'Coqueiros de minha infância", cujo texto foi corrigido por minha eterna professora de português, de quem eu herdei os hábitos de ler e escrever com freqüência.
Mas minha memória já não é tão privilegiada e essa crônica - escrita em folha de papel almaço, está perdida no tempo -, que eu tanto gostaria de dedicar à Gersonita, fica para uma próxima oportunidade, quando eu considerar que o texto atual é o mais próximo da versão original, escrita na minha infância.
Editor-chefe de O Estado do Tapajós
Não guardo segredo que sou fã de dicionários da Língua Portuguesa. Tenho por hábito consultar minhas velhas coleções de vocábulos em ordem alfabética, mesmo que não esteja em dúvida quanto à grafia correta de uma palavra. Sobre minha estante estão empilhados, sempre em alerta, inúmeras versões do Aurélio, Houais e Silveira Bueno. E há, também, os minidicionários da Melhoramentos.
Posso parecer antiquado ao confessar isso de público. Mas hoje, com a linguagem escrita sendo a cada dia mais e mais modificada pelos códigos lingüísticos usados na internet, continuo com minha solitária cruzada cívica. Nem que seja como passsatempo, o dicionário é uma boa companhia.
Mas eu queria contar que este velho hábito de folhear dicionários foi-me despertado por um professor de história, no começo do antigo ginasial do Colégio Dom Amando, em Santarém, e não por uma professora de gramática, o que seria mais lógico.
Irmão Leonardo foi professor de muitas gerações do CDA. Talvez eu esteja incluído em uma das últimas turmas em que o velho mestre lecionou regularmente, no final da década de 70. Aos poucos, os trabalhos da Pastoral do Menor lhe afastaram da sala de aula, bem como suas freqüentes viagens ao sul do país e ao exterior, o que lhe impossibilitam de dedicar-se ao ensino. Mesmo assim, na Pastoral, irmão Leonardo dá aulas de reforços para os meninos e meninas carentes assistidas por aquela entidade mantida pela igreja católica e por colaboradores.
Foi durante uma aula de história, na sexta série, que tudo começou. Certo dia, a lição era ler e interpretar um texto sobre as relações comerciais do Brasil com a Argentina, na época colonial. O texto misturava um pouco de economia e de geopolítica, assuntos incompreensíveis aquela altura para uma turma de meninos de calças curtas. Naquele ano de 1973, o ginásio do CDA não permitia o ingresso de meninas, o que viria acontecer somente em 1975.
Por entender que o texto continha palavras difíceis, de pouco uso, irmão Leonardo sugeriu que marcássemos as expressões que não sabíamos o seu significado. Poucos alunos deram muita bola à recomendação, talvez pensando que tal lição não seria cobrada na aula seguinte. E qual foi a nossa surpresa?
- Vamos ao quadro hoje. Vou escrever estas palavras para ver quem sabe o seu significado - falou em tom de ironia o velho mestre, com aquele sorriso maroto que todos conhecem.
Silêncio sepulcral. Manoel Canté, Mário Sabá e Edibal Cabral(Pipa) se ajeitavam nas cadeiras, como se tentando se esconder. Eu, Paulo Bemerguy e Paulo Neves, que sentávamos em filas próximas, nos entreolhamos, sem saber o que fazer.
E irmão Leonardo pôs-se a escrever as palavras 'difíceis' no quadro de giz, ou lousa, como gostava de denominar a professora Rosinete Amaral.
Embora não soubesse o significado de sete das oito palavras elencadas, uma me chamou a atenção, em particular. Não sei se pela pronúncia, meio afrancesada, mas achei o nome bonito: escaler.
Na hora do recreio, estava eu a perturbar dona Nice, à procura de um dicionário na velha biblioteca, no prédio B do CDA. Matei a minha curiosidade, voltei à sala com outras palavras difíceis na ponta da língua, a desafiar meus colegas. Foi um casamento sem alianças que mantenho até hoje.
Muitos, como eu, no passado, talvez não saibam que escaler é um bote movido a remo, de auxílio às caravelas.
Mas um escaler, que transportava os colonizadores das carvelas até a terra firme, foi quem me trasladou até este mundo fascinante dos dicionários, tendo como timoneiro irmão Leonardo.
P.S:
Para não ficar devendo uma crônica em homenagem à minha velha mestra Gersonita Carneiro, confesso que estava guardando essa crônica do dicionário para publicá-la somente após reconstituir minha primeira crônica, 'Coqueiros de minha infância", cujo texto foi corrigido por minha eterna professora de português, de quem eu herdei os hábitos de ler e escrever com freqüência.
Mas minha memória já não é tão privilegiada e essa crônica - escrita em folha de papel almaço, está perdida no tempo -, que eu tanto gostaria de dedicar à Gersonita, fica para uma próxima oportunidade, quando eu considerar que o texto atual é o mais próximo da versão original, escrita na minha infância.
Santarém perde 211 empregos na indústria madeireira
Entre os 40 municípios do Pará com mais de 30 mil habitantes onde o setor madeireiro tem expressiva participação, as maiores perdas no ano passado ocorreram em Belém, com a extinção de 456 empregos formais. Depois aparecem Rondon do Pará, com menos 319 empregos, Ananindeua (-275), Breu Branco (-225), Santarém (-211), Paragominas (-208), Altamira (-167), Tucurui (-130), Novo Repartimento (-114) e Breves (-104).
(Fonte: Dieese)
(Fonte: Dieese)
TCM dá vaga de estágiopara menores da Funcap
Belém- O TCM mantém convênio com a Funcap, através do qual oferece estágio supervisionado para menores assistidos por aquela Fundação. Durante o período de umano, os adolescentes participam de cursos de informática básica, entre outros, bem como de palestras sobre temas fundamentais para a sua formação. Eles contam também com atendimento médico e odontológico, além de assistência social e uma remuneração pelos serviços prestados, bem como vale-transporte, lanche e uniforme.
Nesta quarta-feira (02-04), será realizada a cerimônia de despedida de 12 adolescentes da 9ª turma que concluíram seus estágios e a entrada de 8 jovens da 10ª turma da Funcap e de 4 adolescentes do Instituto Abraço, que também firmou convênio com o TCM. Muitos dos adolescentes que estagiaram no TCM já saíram com emprego garantido. Alguns já passaram no vestibular e outros ingressaram na carreira militar.
Nesta quarta-feira (02-04), será realizada a cerimônia de despedida de 12 adolescentes da 9ª turma que concluíram seus estágios e a entrada de 8 jovens da 10ª turma da Funcap e de 4 adolescentes do Instituto Abraço, que também firmou convênio com o TCM. Muitos dos adolescentes que estagiaram no TCM já saíram com emprego garantido. Alguns já passaram no vestibular e outros ingressaram na carreira militar.
Situação é de calamidade na BR-163 e empresários pedem uma solução
Paulo Leandro Leal
Representantes da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Sindicato Rural (Sirsan), Sindicato Lojista (Sindilojas) e Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) se reuniram nesta terça-feira, 1º de abril, com o comandante do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), Tenente Coronel Ribeiro, para tratar da Rodovia BR-163. Os empresários demonstraram preocupação com a situação da rodovia no trecho entre Santarém e Rurópolis, ouviram do comandante que o Exercito está fazendo o possível para manter a trafegabilidade e definiram que vão encaminhar expediente ao Ministério dos Transportes pedindo mais recursos para a estrada.
Os empresários informaram ao comandante que as dificuldades de tráfego na estrada já causam prejuízos ao município de Santarém e toda a região. Os produtores têm dificuldade de escoar a produção e o transporte de mercadorias está comprometido. O problema já levou a um aumento nos preços dos alimentos em Santarém e região e os preços de produtos como combustível devem subir ainda mais nos municípios menores. O principal problema são as pontes, que estão caindo, e os atoleiros, que impedem a trafegabilidade normal em alguns trechos.
O comandante do 8° BEC reconheceu o problema e disse que este ano o inverno está atípico, com um volume de chuvas bem maior do que o normal, o que está ocasionando sérios problemas na estrada. Segundo Ribeiro, a maioria das pontes apresenta problemas devido ao aumento do nível das águas e, em muitos casos, rios e igarapés chegaram a passar por sobre as pontes. Mas o comandante informou que o 8° BEC está trabalhando na estrada diariamente, inclusive nos finais de semana, consertando as pontes e recuperando os trechos mais críticos, para manter a trafegabilidade.
De acordo com o comandante, o Exército tem feito um esforço muito grande para não deixar que o tráfego fique interrompido de vez na Santarém-Cuiabá. "Para mim é uma questão de honra não deixar cortar", disse Ribeiro, acrescentando que deslocou um grande efetivo de homens e máquinas para a estrada, inclusive enviando para os pontos mais críticos maquinários que trabalhavam no trecho em construção (asfaltamento). O objetivo é atuar nos momentos em que a chuva dá uma trégua para consertar os trechos onde se formam atoleiros.
Os empresários presentes à reunião demonstraram preocupação quando à liberação de recursos para a conservação do trecho sem asfalto entre as duas cidades (cerca de 120 km). O receio é de que este ano o governo repita o erro de 2007, quando os recursos para a conserva foram liberados já no final do ano, no início do inverno. "Estes recursos precisam ser liberados agora no final do inverno, para que o Exército faça um trabalho de conservação no verão e no ano que vem não venhamos a sofrer novamente desta forma", disse Olavo das Neves, presidente da ACES.
O comandante Ribeiro informou que o ideal é que os recursos sejam liberados pelo governo até o mês de maio, o que daria tempo suficiente para um melhor planejamento, com seis meses para a execução das obras. A quantidade dos recursos também é importante. No final do ano passado, foram liberados apenas R$ 2 milhões, mas são necessários mais de R$ 5 milhões para conservar o trecho sem revestimento. "Já estamos trabalhando praticamente no vermelho", disse Ribeiro, explicando que aparecem muitas novas situações na rodovia que significam mais custos.
A ACES, juntamente com as outras entidades, vai encaminhar um documento ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit), órgão do Ministério dos Transportes, pedindo a liberação dos recursos em tempo hábil. "Precisamos sensibilizar o governo que estamos vivendo um estado de calamidade pública na região e que estes recursos têm que ser liberados até maio, para que possamos evitar a repetição desta situação no próximo inverno", disse Olavo das Neves, informando que o documento será encaminhado ainda ao governo estadual e aos deputados estaduais e federais da região.
Obras - O comandante do 8° BEC anunciou que este ano, no verão, o Batalhão vai entregar prontos 40 quilômetros pavimentados entre Santarém e Rurópolis, informando que os recursos para estas obras já foram liberados. "A do governo federal é asfaltar toda a rodovia até 2.010, e o 8° BEC deve asfaltar até Rurópolis", disse o comandante, informando ainda que o Dnit aguarda a finalização de projetos para liberar recursos para o 8° Batalhão substituir as pontes de madeira por de concreto entre as duas cidades ainda este ano.
Representantes da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Sindicato Rural (Sirsan), Sindicato Lojista (Sindilojas) e Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) se reuniram nesta terça-feira, 1º de abril, com o comandante do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), Tenente Coronel Ribeiro, para tratar da Rodovia BR-163. Os empresários demonstraram preocupação com a situação da rodovia no trecho entre Santarém e Rurópolis, ouviram do comandante que o Exercito está fazendo o possível para manter a trafegabilidade e definiram que vão encaminhar expediente ao Ministério dos Transportes pedindo mais recursos para a estrada.
Os empresários informaram ao comandante que as dificuldades de tráfego na estrada já causam prejuízos ao município de Santarém e toda a região. Os produtores têm dificuldade de escoar a produção e o transporte de mercadorias está comprometido. O problema já levou a um aumento nos preços dos alimentos em Santarém e região e os preços de produtos como combustível devem subir ainda mais nos municípios menores. O principal problema são as pontes, que estão caindo, e os atoleiros, que impedem a trafegabilidade normal em alguns trechos.
O comandante do 8° BEC reconheceu o problema e disse que este ano o inverno está atípico, com um volume de chuvas bem maior do que o normal, o que está ocasionando sérios problemas na estrada. Segundo Ribeiro, a maioria das pontes apresenta problemas devido ao aumento do nível das águas e, em muitos casos, rios e igarapés chegaram a passar por sobre as pontes. Mas o comandante informou que o 8° BEC está trabalhando na estrada diariamente, inclusive nos finais de semana, consertando as pontes e recuperando os trechos mais críticos, para manter a trafegabilidade.
De acordo com o comandante, o Exército tem feito um esforço muito grande para não deixar que o tráfego fique interrompido de vez na Santarém-Cuiabá. "Para mim é uma questão de honra não deixar cortar", disse Ribeiro, acrescentando que deslocou um grande efetivo de homens e máquinas para a estrada, inclusive enviando para os pontos mais críticos maquinários que trabalhavam no trecho em construção (asfaltamento). O objetivo é atuar nos momentos em que a chuva dá uma trégua para consertar os trechos onde se formam atoleiros.
Os empresários presentes à reunião demonstraram preocupação quando à liberação de recursos para a conservação do trecho sem asfalto entre as duas cidades (cerca de 120 km). O receio é de que este ano o governo repita o erro de 2007, quando os recursos para a conserva foram liberados já no final do ano, no início do inverno. "Estes recursos precisam ser liberados agora no final do inverno, para que o Exército faça um trabalho de conservação no verão e no ano que vem não venhamos a sofrer novamente desta forma", disse Olavo das Neves, presidente da ACES.
O comandante Ribeiro informou que o ideal é que os recursos sejam liberados pelo governo até o mês de maio, o que daria tempo suficiente para um melhor planejamento, com seis meses para a execução das obras. A quantidade dos recursos também é importante. No final do ano passado, foram liberados apenas R$ 2 milhões, mas são necessários mais de R$ 5 milhões para conservar o trecho sem revestimento. "Já estamos trabalhando praticamente no vermelho", disse Ribeiro, explicando que aparecem muitas novas situações na rodovia que significam mais custos.
A ACES, juntamente com as outras entidades, vai encaminhar um documento ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit), órgão do Ministério dos Transportes, pedindo a liberação dos recursos em tempo hábil. "Precisamos sensibilizar o governo que estamos vivendo um estado de calamidade pública na região e que estes recursos têm que ser liberados até maio, para que possamos evitar a repetição desta situação no próximo inverno", disse Olavo das Neves, informando que o documento será encaminhado ainda ao governo estadual e aos deputados estaduais e federais da região.
Obras - O comandante do 8° BEC anunciou que este ano, no verão, o Batalhão vai entregar prontos 40 quilômetros pavimentados entre Santarém e Rurópolis, informando que os recursos para estas obras já foram liberados. "A do governo federal é asfaltar toda a rodovia até 2.010, e o 8° BEC deve asfaltar até Rurópolis", disse o comandante, informando ainda que o Dnit aguarda a finalização de projetos para liberar recursos para o 8° Batalhão substituir as pontes de madeira por de concreto entre as duas cidades ainda este ano.
Manchetes da edição de quarta-feira de O Estado do Tapajós
PMS QUER APROVAR CÓDIGO DE OBRAS SEM ZONEAMENTO
ANTAQ FISCALIZA PORTOS E LINHAS INTERESTADUAIS
BANCOS REAJUSTAM TARIFAS
LOJAS FATURAM ALTO COM A VENDA DE GUARDA-CHUVAS
VON ACUSA MARIA DO CARMO DE SER OMISSA
EMPRESÁRIOS QUEREM RECUPERAÇÃO DE TRECHOS INTERDITADOS DA BR-163
PEDIDA AMPLIAÇÃO DE TELFONIA E AEROPORTO NO FÓRUM DE TURISMO
ANTAQ FISCALIZA PORTOS E LINHAS INTERESTADUAIS
BANCOS REAJUSTAM TARIFAS
LOJAS FATURAM ALTO COM A VENDA DE GUARDA-CHUVAS
VON ACUSA MARIA DO CARMO DE SER OMISSA
EMPRESÁRIOS QUEREM RECUPERAÇÃO DE TRECHOS INTERDITADOS DA BR-163
PEDIDA AMPLIAÇÃO DE TELFONIA E AEROPORTO NO FÓRUM DE TURISMO
Médicos esperam que funções renais de Almir se estabilizem
Do Espaço Aberto:
O ex-governador Almir Gabriel, que até o início da noite de ontem tinha um quadro clínico estável e ainda se encontrava na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração, em São Paulo (SP), só ainda não se submeteu a um cateterismo porque os médicos precisam ter uma avaliação mais pormenorizada sobre suas funções renais, que estão alteradas.
Foi o que informou ao blog pessoa próxima ao ex-governador no início da madrugada desta quarta-feira. Não há mais dúvida, realmente, de que Almir, 76 anos, sofreu um infarto em Bertioga, no litoral paulista, na noite do último domingo, quando apresentou insuficiência respiratória, dor no peito e alta de pressão. Por causa disso, teve que ser transferido para o Hospital do Coração.
Conforme o Espaço Aberto adiantou ontem à noite, não está descartado que o cardiologista Adib Jatene, que já foi ministro da Saúde e é reputado como um dos maiores cirurgiões do País em sua especialidade, dê a palavra final sobre o momento mais adequado para que o ex-governador se submeta ao cateterismo.
O procedimento é geralmente simples. Consiste na introdução de um cateter que faz uma exploração precisa da área afetada por anormalidades cardiovasculares e corrige problemas mais simples ou então detecta outros de maior gravidade, permitindo aos médicos as condições ideais para prescrever o medicamento e o tratamento adequados.
Em Belém, amigos e ex-auxiliares do ex-governador, a maioria tucanos de carteirinha, já estão com passagem marcada para viajar a São Paulo ou então já se encontram na capital paulista para se juntar a familiares do ex-governador e solidarizar-se com eles, neste momento em que Almir se recupera.
O senador Flexa Ribeiro é um dos que confirmaram ao blog que deverá estar amanhã, em São Paulo. O arquiteto Paulo Chaves, ex-secretário de Cultura nos governos Almir Gabriel e Simão Jatene, é outro que também deverá ir pessoalmente a São Paulo para se inteirar melhor sobre o estado de saúde do ex-governador e ficar ao lado da família.
O ex-governador Almir Gabriel, que até o início da noite de ontem tinha um quadro clínico estável e ainda se encontrava na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração, em São Paulo (SP), só ainda não se submeteu a um cateterismo porque os médicos precisam ter uma avaliação mais pormenorizada sobre suas funções renais, que estão alteradas.
Foi o que informou ao blog pessoa próxima ao ex-governador no início da madrugada desta quarta-feira. Não há mais dúvida, realmente, de que Almir, 76 anos, sofreu um infarto em Bertioga, no litoral paulista, na noite do último domingo, quando apresentou insuficiência respiratória, dor no peito e alta de pressão. Por causa disso, teve que ser transferido para o Hospital do Coração.
Conforme o Espaço Aberto adiantou ontem à noite, não está descartado que o cardiologista Adib Jatene, que já foi ministro da Saúde e é reputado como um dos maiores cirurgiões do País em sua especialidade, dê a palavra final sobre o momento mais adequado para que o ex-governador se submeta ao cateterismo.
O procedimento é geralmente simples. Consiste na introdução de um cateter que faz uma exploração precisa da área afetada por anormalidades cardiovasculares e corrige problemas mais simples ou então detecta outros de maior gravidade, permitindo aos médicos as condições ideais para prescrever o medicamento e o tratamento adequados.
Em Belém, amigos e ex-auxiliares do ex-governador, a maioria tucanos de carteirinha, já estão com passagem marcada para viajar a São Paulo ou então já se encontram na capital paulista para se juntar a familiares do ex-governador e solidarizar-se com eles, neste momento em que Almir se recupera.
O senador Flexa Ribeiro é um dos que confirmaram ao blog que deverá estar amanhã, em São Paulo. O arquiteto Paulo Chaves, ex-secretário de Cultura nos governos Almir Gabriel e Simão Jatene, é outro que também deverá ir pessoalmente a São Paulo para se inteirar melhor sobre o estado de saúde do ex-governador e ficar ao lado da família.
Tapajós só pode cointinuar na Prefeitura até sexta-feira
O prefeito interino José Maria Tapajós só poderá permanecer no cargo até sexta-feira, dia 4, por causa da lei eleitoral que exige desincompatibilização do executivo aos candidatos a vereador nas eleições de 5 de outubro.
A partir de sexta, quando a prefeita Maria do Carmo se ausentar da cidade, o cargo de prefeito interino será ocupado pela quarta secretária da mesa da Câmara, vereadora Beth Lima, que não concorrerá à reeleição.
A partir de sexta, quando a prefeita Maria do Carmo se ausentar da cidade, o cargo de prefeito interino será ocupado pela quarta secretária da mesa da Câmara, vereadora Beth Lima, que não concorrerá à reeleição.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Cerâmica de povos pre-colombianos em Óbidos
Inseticida capaz de controlar o mosquito dengue Aedes aegypti
O inseticida foi desenvolvido em uma parceria firmada entre a unidade de Recursos Genéticos e Biotecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Bthek Biotecnologia. Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), Rose Monnerat, a idéia é que o projeto se integre ao Programa Nacional de Combate à Dengue, do Ministério da Saúde, e seja usado em todo o País. Com aplicação considerada simples, basta uma gota do produto para cada litro de água e as larvas do Aedes aegypti morrem em 24 horas.
O Bt-horus foi desenvolvido a partir de uma bactéria conhecida como Bt (Bacilus thuringiensis), amplamente utilizada em programas de controle biológico em todo o mundo. No período de janeiro a junho de 2007, o produto foi testado na cidade de São Sebastião (DF), onde havia um alto índice de infestação do mosquito por residência. Aplicado em aproximadamente 20 mil moradias da cidade, alcançou resultados acima do esperado. T
odos os moradores da cidade receberam o produto gratuitamente. O índice de infestação no município, que era de 4%, caiu para menos de 0,4%, patamar considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
(Dilma Duarte com informações de Fernanda Diniz /Embrapa)
O Bt-horus foi desenvolvido a partir de uma bactéria conhecida como Bt (Bacilus thuringiensis), amplamente utilizada em programas de controle biológico em todo o mundo. No período de janeiro a junho de 2007, o produto foi testado na cidade de São Sebastião (DF), onde havia um alto índice de infestação do mosquito por residência. Aplicado em aproximadamente 20 mil moradias da cidade, alcançou resultados acima do esperado. T
odos os moradores da cidade receberam o produto gratuitamente. O índice de infestação no município, que era de 4%, caiu para menos de 0,4%, patamar considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
(Dilma Duarte com informações de Fernanda Diniz /Embrapa)
Pará tem um dos maiores índices de câncer de estômago do país
Apesar da redução no número de casos registrados em todas as partes do mundo, o câncer de estômago (CE) ainda é a segunda maior causa de óbito por câncer.
Altas incidências são encontradas em países da Ásia (Japão, China e Coréia do Sul), no leste Europeu (Rússia) e na América Latina (Costa Rica, Chile, Brasil). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o CE é uma das neoplasias de maior incidência, no sexo masculino, nos estados do Pará, Ceará e São Paulo. No sexo feminino está entre as cinco neoplasias mais freqüentes.
No Brasil, o CE é a maior causa de óbito por neoplasia maligna em homens nas cidades de Belém e Fortaleza e a segunda causa de morte em Campinas, Porto Alegre e Goiânia. Entre as mulheres, o CE é a terceira maior causa de óbito por neoplasia, após o câncer de colo uterino e de mama.
(Fonte: Annual Incidence of Gastric Cancer. International Agency for Research on Cancer", 1993 e Instituto Nacional do Câncer - INCA, Brasil, 1998).
Altas incidências são encontradas em países da Ásia (Japão, China e Coréia do Sul), no leste Europeu (Rússia) e na América Latina (Costa Rica, Chile, Brasil). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o CE é uma das neoplasias de maior incidência, no sexo masculino, nos estados do Pará, Ceará e São Paulo. No sexo feminino está entre as cinco neoplasias mais freqüentes.
No Brasil, o CE é a maior causa de óbito por neoplasia maligna em homens nas cidades de Belém e Fortaleza e a segunda causa de morte em Campinas, Porto Alegre e Goiânia. Entre as mulheres, o CE é a terceira maior causa de óbito por neoplasia, após o câncer de colo uterino e de mama.
(Fonte: Annual Incidence of Gastric Cancer. International Agency for Research on Cancer", 1993 e Instituto Nacional do Câncer - INCA, Brasil, 1998).
Tapajós é prefeito pela primeira vez
Com a viagem a Belém da titular Maria do Carmo, o vereador José Maria Tapajós, presidente da Câmara, é o prefeito interino de Santarém.
Pela primeira vez, depois da morte do vice Delano Riker.
Pela primeira vez, depois da morte do vice Delano Riker.
Quadro clínico de Almir é estável
A última informação da Assessoria de Imprensa do Hospital do Coração, em São Paulo (SP), é de que o ex-governador Almir Gabriel, até o final da tarde de hoje, ainda mantido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segue com um quadro clínico estabilizado e sem previsão de alta.
É bem provável que o ex-governador Almir Gabriel se submeta nesta quarta-feira a um cateterismo. Isso dependerá apenas de uma avaliação do médico Adib Jatene, um dos maiores cardiologistas do País. É possível até que o próprio Jatene acompanhe o exame.
É bem provável que o ex-governador Almir Gabriel se submeta nesta quarta-feira a um cateterismo. Isso dependerá apenas de uma avaliação do médico Adib Jatene, um dos maiores cardiologistas do País. É possível até que o próprio Jatene acompanhe o exame.
TJE devolve 21 policiais militares à corporação
Do Espaço Aberto:
O site do Tribunal de Justiça do Estado informa que portaria da presidência do TJE, publicada na edição desta terça-feira do Diário da Justiça, determina a imediata apresentação ao Comando da Polícia Militar de 21 praças, correspondentes a cerca de 30% do contingente a serviço no Poder Judiciário.
Com essa decisão, diz o site do Tribunal, a presidente do TJE, desembargadora Albanira Bemerguy, "atende à harmonia e o sentido de colaboração e solidariedade entre os Poderes constituídos do Estado, particularmente em relação à governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, que também exerce a função de comandante em chefe da PM."
O site do Tribunal de Justiça do Estado informa que portaria da presidência do TJE, publicada na edição desta terça-feira do Diário da Justiça, determina a imediata apresentação ao Comando da Polícia Militar de 21 praças, correspondentes a cerca de 30% do contingente a serviço no Poder Judiciário.
Com essa decisão, diz o site do Tribunal, a presidente do TJE, desembargadora Albanira Bemerguy, "atende à harmonia e o sentido de colaboração e solidariedade entre os Poderes constituídos do Estado, particularmente em relação à governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, que também exerce a função de comandante em chefe da PM."
MP processa prefeito de Juruti por promoção pessoal em site oficial
O uso da internet para promoção pessoal através do site da Prefeitura de Juruti levou o Ministério Público do Estado, por meio do promotor de justiça Reginaldo Cesar Lima Álvares, a ajuizar Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Manuel Henrique Gomes da Costa.
O MP pede a concessão de liminar que determine, no prazo de 24 horas a contar da data da intimação do réu, a retirada de todas as fotos em que o prefeito aparece, bem como as de sua família, e as ainda todas as noticias de caráter pessoal, onde consta o nome de Henrique Gomes, que deverá ser substituído por "Administração Municipal, Administração Pública ou Prefeitura de Juruti, retirando-se os slogans e a pessoalização". Em caso de descumprimento, o MP pede que seja fixada multa no valor de R$100 por hora, uma vez que são milhões de acessos à internet a cada minuto.
No pedido final, o MP requer a condenação do réu a pagamento de multa no valor de R$10 mil, além da imposição das seguintes penalidades: perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos; pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano causado ao erário; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos. O promotor alerta que o prefeito também está realizando propaganda eleitoral extemporânea, que será objeto de ação própria.
De acordo com a ação, o MP "vem monitorando o site oficial da Prefeitura de Juruti, cujo endereço eletrônico é www.juruti.pa.gov.br, desde o início de janeiro de 2008, e verificou um verdadeiro uso pessoal da administração pública. O réu, de forma escancarada, aparece em mais variadas fotos. As notícias inseridas no site oficial de Juruti, cujo teor deveria ser meramente educacional e informativo, vêm sendo sistematicamente manipulado no uso privado da pessoa do Prefeito Manoel Henrique", diz o promotor.
(Fonte: MPE/Ascom)
O MP pede a concessão de liminar que determine, no prazo de 24 horas a contar da data da intimação do réu, a retirada de todas as fotos em que o prefeito aparece, bem como as de sua família, e as ainda todas as noticias de caráter pessoal, onde consta o nome de Henrique Gomes, que deverá ser substituído por "Administração Municipal, Administração Pública ou Prefeitura de Juruti, retirando-se os slogans e a pessoalização". Em caso de descumprimento, o MP pede que seja fixada multa no valor de R$100 por hora, uma vez que são milhões de acessos à internet a cada minuto.
No pedido final, o MP requer a condenação do réu a pagamento de multa no valor de R$10 mil, além da imposição das seguintes penalidades: perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos; pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano causado ao erário; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos. O promotor alerta que o prefeito também está realizando propaganda eleitoral extemporânea, que será objeto de ação própria.
De acordo com a ação, o MP "vem monitorando o site oficial da Prefeitura de Juruti, cujo endereço eletrônico é www.juruti.pa.gov.br, desde o início de janeiro de 2008, e verificou um verdadeiro uso pessoal da administração pública. O réu, de forma escancarada, aparece em mais variadas fotos. As notícias inseridas no site oficial de Juruti, cujo teor deveria ser meramente educacional e informativo, vêm sendo sistematicamente manipulado no uso privado da pessoa do Prefeito Manoel Henrique", diz o promotor.
(Fonte: MPE/Ascom)
Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto
São Raimundo em campanha
O São Raimundo Esporte Clube decidiu, em 1953, iniciar uma campanha para a construção de sua sede própria e da praça de esportes. O programa previa:
- Sorteio de uma geladeira Gelomatic, no valor de Cr$ 13 mil, de um rádio Phillips, de Cr$ 4,4 mil, e de uma boneca "que anda, senta, levanta, chora, com cabelos penteáveis", no valor de Cr$ 1,2 mil.
- Instalação de barracas de vendas e sorteios nos arraiais das festas profanas.
- Organização de quermesses com shows artísticos nos diversos bairros da cidade, à semelhança de um programa muito popular então: "A felicidade bateu em sua porta".
- Abertura de livros de ouro "em alta linhagem de confecção", destinados a receber contribuições acima de Cr$ 1 mil.
- Fotografias do plano geral das construções, ainda em planta, "que serão remetidas a todas as pessoas amigas de Santarém, presentemente ausentes, autoridades de diversos Estados, e pessoas amigas" do clube.
- Campanha de um tijolo de cada santareno, entre todos os associados e simpatizantes do São Raimundo.
A deliberação sobre a campanha foi adotada em assembléia geral presidida por Moacir Miranda, tendo Odorico Almeida e Ivan Caubi Bentes Monteiro como secretários.
Retrato de família
Proclamas públicos anunciavam quem pretendia se casar, no final de 1952, e serviam de retrato da família comum desse tempo, uma família muito menos convencional e tradicional do que se podia prever:
* O comerciário Orlando Bastos, de 22 anos, nascido na Vila Curuai, em Santarém (mas já estabelecido na cidade, tendo apenas pai vivo), com Maria do Carmo Matta, de 16 anos, de prendas domésticas, nascida no Paraná de Baixo, em Óbidos (onde seu pai continuava a morar, enquanto a mãe já residia em Santarém).
* O lavrador Orlando Reis, de 23 anos, nascido no Urucurituba, em Santarém, onde continuava a ter domicílio (só indicado o nome de sua mãe, "falecida em data ignorada"), com Anísia Pereira, de 16 anos, de prendas domésticas, também nascida no Urucurituba (só indicado o nome da mãe, "nascida em data ignorada").
* O lavrador João Lisboa, de 24 anos, nascido no Aritapera, em Santarém, onde continuava a morar (com a mãe, viúva, "nascida em data ignorada"), com Teresa Natividade Corrêa, de 22 anos, de prendas domésticas, também de Aritapera, onde morava com a mãe, viúva.
* O lavrador Cesário Bentes, de 26 anos, nascido no Murumurú, em Santarém, no qual ainda morava, ao lado da mãe, viúva ("nascida em data ignorada"), com Andrelina dos Santos, de 21 anos, também ali residente, filha de viúva (igualmente nascida em data tão ignorada quanto a da morte do marido).
* O comerciário Nilson Vale, de 28 anos, natural de Breves, no Pará, onde era domiciliado (onde continuava sua mãe, de prendas domésticas, "civilmente solteira"), com a funcionária pública Maria Albuquerque, de 22 anos, residente em Santarém.
* O funcionário federal Orlando de Borba, 24 anos, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, filho de Agapito Teixeira Borba, já morando em Santarém, com Maria Creusa, de 17 anos, de prendas do lar, de prendas domésticas.
* O comerciário Walter Gonçalves, 23 anos, de Santarém, com Luiza Teles, de 20 anos, nascida em Boim, mas domiciliada em Santarém (só o nome do seu pai foi citado).
* O lavrador Nildo Santos, de 24 anos, residente no lugar Jaquara, em Santarém (filho de mãe solteira), com a doméstica Terezinha Batista, de 20 anos, também de Jaquara.
* O lavrador Joaquim Costa, 25 anos, do Ituqui, em Santarém (mãe solteira), com Laura da Silva, de 19 anos, de prendas domésticas, também do Ituqui.
* O lavrador Antônio Ferreira, de 50 anos, viúvo, capixaba, mas residindo na colônia Diamantino, em Santarém, com Izabel Marinho, de 36 anos, de prendas domésticas, morando na mesma colônia (seus pais faleceram em data ignorada).
O São Raimundo Esporte Clube decidiu, em 1953, iniciar uma campanha para a construção de sua sede própria e da praça de esportes. O programa previa:
- Sorteio de uma geladeira Gelomatic, no valor de Cr$ 13 mil, de um rádio Phillips, de Cr$ 4,4 mil, e de uma boneca "que anda, senta, levanta, chora, com cabelos penteáveis", no valor de Cr$ 1,2 mil.
- Instalação de barracas de vendas e sorteios nos arraiais das festas profanas.
- Organização de quermesses com shows artísticos nos diversos bairros da cidade, à semelhança de um programa muito popular então: "A felicidade bateu em sua porta".
- Abertura de livros de ouro "em alta linhagem de confecção", destinados a receber contribuições acima de Cr$ 1 mil.
- Fotografias do plano geral das construções, ainda em planta, "que serão remetidas a todas as pessoas amigas de Santarém, presentemente ausentes, autoridades de diversos Estados, e pessoas amigas" do clube.
- Campanha de um tijolo de cada santareno, entre todos os associados e simpatizantes do São Raimundo.
A deliberação sobre a campanha foi adotada em assembléia geral presidida por Moacir Miranda, tendo Odorico Almeida e Ivan Caubi Bentes Monteiro como secretários.
Retrato de família
Proclamas públicos anunciavam quem pretendia se casar, no final de 1952, e serviam de retrato da família comum desse tempo, uma família muito menos convencional e tradicional do que se podia prever:
* O comerciário Orlando Bastos, de 22 anos, nascido na Vila Curuai, em Santarém (mas já estabelecido na cidade, tendo apenas pai vivo), com Maria do Carmo Matta, de 16 anos, de prendas domésticas, nascida no Paraná de Baixo, em Óbidos (onde seu pai continuava a morar, enquanto a mãe já residia em Santarém).
* O lavrador Orlando Reis, de 23 anos, nascido no Urucurituba, em Santarém, onde continuava a ter domicílio (só indicado o nome de sua mãe, "falecida em data ignorada"), com Anísia Pereira, de 16 anos, de prendas domésticas, também nascida no Urucurituba (só indicado o nome da mãe, "nascida em data ignorada").
* O lavrador João Lisboa, de 24 anos, nascido no Aritapera, em Santarém, onde continuava a morar (com a mãe, viúva, "nascida em data ignorada"), com Teresa Natividade Corrêa, de 22 anos, de prendas domésticas, também de Aritapera, onde morava com a mãe, viúva.
* O lavrador Cesário Bentes, de 26 anos, nascido no Murumurú, em Santarém, no qual ainda morava, ao lado da mãe, viúva ("nascida em data ignorada"), com Andrelina dos Santos, de 21 anos, também ali residente, filha de viúva (igualmente nascida em data tão ignorada quanto a da morte do marido).
* O comerciário Nilson Vale, de 28 anos, natural de Breves, no Pará, onde era domiciliado (onde continuava sua mãe, de prendas domésticas, "civilmente solteira"), com a funcionária pública Maria Albuquerque, de 22 anos, residente em Santarém.
* O funcionário federal Orlando de Borba, 24 anos, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, filho de Agapito Teixeira Borba, já morando em Santarém, com Maria Creusa, de 17 anos, de prendas do lar, de prendas domésticas.
* O comerciário Walter Gonçalves, 23 anos, de Santarém, com Luiza Teles, de 20 anos, nascida em Boim, mas domiciliada em Santarém (só o nome do seu pai foi citado).
* O lavrador Nildo Santos, de 24 anos, residente no lugar Jaquara, em Santarém (filho de mãe solteira), com a doméstica Terezinha Batista, de 20 anos, também de Jaquara.
* O lavrador Joaquim Costa, 25 anos, do Ituqui, em Santarém (mãe solteira), com Laura da Silva, de 19 anos, de prendas domésticas, também do Ituqui.
* O lavrador Antônio Ferreira, de 50 anos, viúvo, capixaba, mas residindo na colônia Diamantino, em Santarém, com Izabel Marinho, de 36 anos, de prendas domésticas, morando na mesma colônia (seus pais faleceram em data ignorada).
Givalnildo fora do Paysandu
Do Portal ORM:
Givanildo Oliveira não está mais no comando do Paysandu. O técnico assume agora o comando do Villa Nova, de Goiás. A decisão foi comunicada à diretoria do Papão, em uma reunião, na manhã desta terça-feira (1º).
A decisão só foi comunicada hoje, mas antes mesmo da diretoria do Paysandu ser informada, jornais e portais de Internet de Goiás já davam como certa a contratação do técnico.
Um dos motivos da saída de Givanildo, além do salário, que especula-se que seja até três vezes maior do que o pago pelos times paraenses, está o fato do Papão não ter conseguido contratar os reforços solicitados pelo técnico, e, com isso, o time não ter conseguido chegar à final do primeiro turno do Parazão 2008.
Givanildo Oliveira não está mais no comando do Paysandu. O técnico assume agora o comando do Villa Nova, de Goiás. A decisão foi comunicada à diretoria do Papão, em uma reunião, na manhã desta terça-feira (1º).
A decisão só foi comunicada hoje, mas antes mesmo da diretoria do Paysandu ser informada, jornais e portais de Internet de Goiás já davam como certa a contratação do técnico.
Um dos motivos da saída de Givanildo, além do salário, que especula-se que seja até três vezes maior do que o pago pelos times paraenses, está o fato do Papão não ter conseguido contratar os reforços solicitados pelo técnico, e, com isso, o time não ter conseguido chegar à final do primeiro turno do Parazão 2008.
Pausa para meditação
" O sábio teme o ceu sereno; em compensação, quando vem a tempestade ele caminha sobre as ondas e desafia o vento".
(Confúcio)
(Confúcio)
Nossa terra: devastada
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Em abril de 1982 vieram a Belém o secretário-geral do Programa Grande Carajás, Nestor Jost, e o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Eliezer Batista. Foi para o lançamento de um programa que implantaria um pólo siderúrgico e metalúrgico em torno de Marabá, com base no minério de ferro da serra dos Carajás. Mas para que as usinas de silício metálico, ferro liga e ferro gusa pudessem funcionar, era preciso oferecer-lhes um novo energético: o carvão. Carvão a ser extraído da floresta.
"Ao invés de destruirmos a floresta com fogo, como tem sido muito comum, vamos usá-la para produzir carvão", sentenciou o presidente da CVRD, então estatal, e seu principal executivo em todos os tempos, "como se queimar a floresta na produção de carvão vegetal representasse muita vantagem sobre o simples incêndio", escrevi na ocasião, na minha coluna diária em O Liberal.
Depois de ouvir as exposições dos dois renomados técnicos sobre as fontes de suprimento de carvão vegetal (os babaçuais do Maranhão e o florestamento e reflorestamento no Pará, que substituiria a mata nativa), anotei na coluna:
"Isso significa que na área próxima a Marabá surgirão grandes plantios de espécies exóticas destinadas a se transformarem em carvão. A atual floresta, densa, rica, heterogênea, formada ao longo de séculos, está condenada ao desaparecimento se alguma coisa em contrário não for realizada. Os castanhais, em duas décadas, serão referência museológica.
Antes que os srs. Jost e Batista fizessem suas palestras, os responsáveis pelo programa Carajás já haviam espalhado pelo país dois estudos bem impressos, fartamente ilustrados, sobre a floresta amazônica, de responsabilidade de três técnicos muito conhecidos: Glycon de Paiva (inspirador do Polamazônia, entre muitas façanhas, que incluem o estudo sobre as jazidas de manganês de Serra do Navio, no Amapá), Edson Antônio Balloni e Helládio do Amaral Mello.
Os dois trabalhos procuram demonstrar que a substituição da floresta nativa amazônica por um plantio homogêneo com espécies exóticas é vantajoso e, ecologicamente, um avanço. Para tanto, os autores recorrem a dados defasados, superdimensionando a extensão da cobertura florestal em relação à área total da Amazônia e subdimensionando a produção madeireira da região. Fica a sugestão de que esse acervo botânico é inútil ou ocioso
O raciocínio do trio, com maior sofisticação, é o mesmo dos executivos de Carajás. A floresta de Marabá que se acautele".
Passados mais de 25 anos, sem acautelamento, a floresta desapareceu ou está desaparecendo. Mas nunca houve uma mobilização igual à que o governo federal, em conjunto com o governo estadual, desencadeou em torno de Tailândia contra os vorazes desmatadores. Quem batizou a cidade, três décadas atrás, pensava em torná-la um centro agropecuário da fronteira, com ocupação ordenada pelo impulsionador dessa frente, o Iterpa, que ali montou um núcleo pioneiro para a colonização oficial dirigida. Mas acabou prevalecendo a matriz asiática, que emprestou inspiração circunstancial ao batismo.
Na sucessão de cenas (bloqueio de estrada, atos de vandalismo, repressão policial armada aos manifestantes furiosos e tropa de ocupação, com 300 homens, chegando com maior aparato bélico para confiscar os produtos da selvageria e da ilicitude), é impossível não remeter a memória à Indochina. Somos a fronteira de um país que nos quer, nos respeita e nos admira, ou a possessão colonial a ser submetida, amansada, vencida, transformada à imagem e semelhança do colonizador e da sua cultura?
É um absurdo que um bem fabricado ao longo de séculos pela natureza, com esmero e capricho, depois de posto abaixo e serrado vire tábua para a construção civil usar ao deus-dará e depois repassar para a pizzaria ou a padaria da esquina lançar ao fogo. Se vai mesmo ao fogo, que vire carvão vegetal, propuseram Jost & Eliezer, dupla de homens ilustres, mas sem sangue amazônico, sem ethos amazônico. Agentes da ocupação ao modo asiático, sob despotismo oriental.
Sim, são positivas várias das iniciativas desencadeadas pelo governo a partir do sinal de alerta do crescimento de 10% do desmatamento na Amazônia no último ano. Algumas até são inéditas e outras atendem o clamor de muitos anos dos especialistas e dos diretamente interessados na matéria. Mas mudarão o rumo traçado pelos distintos senhores um quarto de século atrás - e por outros tantos distintos senhores mais anos antes? Índio bom é índio morto, dizia o colonizador americano, 38 em punho. O nosso teve que conter essa selvageria, mas ainda pode dizer: floresta boa é floresta abatida. Junto com a pistola, a motossera, atualização tecnológica do machado.
A floresta é o nosso bem mais precioso, que estamos a desperdiçar com um barbarismo de causar engulhos a Átila, o huno (se aceitamos nossa versão etnocêntrica). Não será com tropa armada (embora mal municiada, mal alimentada e sem-diárias), com espalhafato, com medidas no papel, e mesmo com algumas providências certas, que se desviará a floresta do destino que a aguarda, geralmente de tocaia: virar madeira sólida, extraída sem deixar maiores marcas; financiando com isso a formação do pasto, que virá depois (e já então de forma escancarada, que qualquer satélite fotografa, identificando plenamente este vilão); permitir que serrarias se multipliquem, fornecendo resíduos para a siderurgia transformar em carvão, até que, em sendo o estupro inevitável, relaxando-se e aproveitando, começarem a surgir fornos primitivos às dezenas, centenas e milhares, sangrando a terra, sangrando o homem, revivendo da miséria. E, como cobertura requintada, o agronegócio, mais intensivo em capital, menos exposto à caracterização do crime, mais sofisticado. Embora não menos letal.
Quem já viu tudo isso, revê o novo "isso" com enfado, desalento, indignação e revolta. Todos passarão, exceto a floresta, que ficará, insepulta, na forma de cinzas ligeiramente nutrientes, carvões, tábuas e outros traços degenerados de sua existência exuberante e promissora. Enquanto o governo e o colonizador não conhecerem a Amazônia e a respeitarem, e, quem sabe, a amarem, passarão por ela como furacões de motosserras e aceiros, de homens armados e justiceiros velozes. Não ficará o que é perene e consistente, como campi de centros de graduação e pós-graduação no meio da mata, com gente jovem e competente que aprenda fazendo, olhada por verdadeiros mestres, com infraestrutura e apoio financeiro, sob a proteção devida, fazendo manejo florestal de verdade, com o melhor da mais avançada ciência, a demonstrar que floresta se utiliza sem devastar - e que assim se ganha muito mais dinheiro.Daqui a 25 anos, se ainda houver floresta, as palavras se tornarão proféticas sem querer. Mas não só proféticas: irão adquirir o significado amargo de epitáfio. Pela mata que desapareceu e pela nossa inteligência, que nunca deu o ar da sua graça na nossa terra devastada. Que não será mais nossa nem nada. Nonada.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Em abril de 1982 vieram a Belém o secretário-geral do Programa Grande Carajás, Nestor Jost, e o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Eliezer Batista. Foi para o lançamento de um programa que implantaria um pólo siderúrgico e metalúrgico em torno de Marabá, com base no minério de ferro da serra dos Carajás. Mas para que as usinas de silício metálico, ferro liga e ferro gusa pudessem funcionar, era preciso oferecer-lhes um novo energético: o carvão. Carvão a ser extraído da floresta.
"Ao invés de destruirmos a floresta com fogo, como tem sido muito comum, vamos usá-la para produzir carvão", sentenciou o presidente da CVRD, então estatal, e seu principal executivo em todos os tempos, "como se queimar a floresta na produção de carvão vegetal representasse muita vantagem sobre o simples incêndio", escrevi na ocasião, na minha coluna diária em O Liberal.
Depois de ouvir as exposições dos dois renomados técnicos sobre as fontes de suprimento de carvão vegetal (os babaçuais do Maranhão e o florestamento e reflorestamento no Pará, que substituiria a mata nativa), anotei na coluna:
"Isso significa que na área próxima a Marabá surgirão grandes plantios de espécies exóticas destinadas a se transformarem em carvão. A atual floresta, densa, rica, heterogênea, formada ao longo de séculos, está condenada ao desaparecimento se alguma coisa em contrário não for realizada. Os castanhais, em duas décadas, serão referência museológica.
Antes que os srs. Jost e Batista fizessem suas palestras, os responsáveis pelo programa Carajás já haviam espalhado pelo país dois estudos bem impressos, fartamente ilustrados, sobre a floresta amazônica, de responsabilidade de três técnicos muito conhecidos: Glycon de Paiva (inspirador do Polamazônia, entre muitas façanhas, que incluem o estudo sobre as jazidas de manganês de Serra do Navio, no Amapá), Edson Antônio Balloni e Helládio do Amaral Mello.
Os dois trabalhos procuram demonstrar que a substituição da floresta nativa amazônica por um plantio homogêneo com espécies exóticas é vantajoso e, ecologicamente, um avanço. Para tanto, os autores recorrem a dados defasados, superdimensionando a extensão da cobertura florestal em relação à área total da Amazônia e subdimensionando a produção madeireira da região. Fica a sugestão de que esse acervo botânico é inútil ou ocioso
O raciocínio do trio, com maior sofisticação, é o mesmo dos executivos de Carajás. A floresta de Marabá que se acautele".
Passados mais de 25 anos, sem acautelamento, a floresta desapareceu ou está desaparecendo. Mas nunca houve uma mobilização igual à que o governo federal, em conjunto com o governo estadual, desencadeou em torno de Tailândia contra os vorazes desmatadores. Quem batizou a cidade, três décadas atrás, pensava em torná-la um centro agropecuário da fronteira, com ocupação ordenada pelo impulsionador dessa frente, o Iterpa, que ali montou um núcleo pioneiro para a colonização oficial dirigida. Mas acabou prevalecendo a matriz asiática, que emprestou inspiração circunstancial ao batismo.
Na sucessão de cenas (bloqueio de estrada, atos de vandalismo, repressão policial armada aos manifestantes furiosos e tropa de ocupação, com 300 homens, chegando com maior aparato bélico para confiscar os produtos da selvageria e da ilicitude), é impossível não remeter a memória à Indochina. Somos a fronteira de um país que nos quer, nos respeita e nos admira, ou a possessão colonial a ser submetida, amansada, vencida, transformada à imagem e semelhança do colonizador e da sua cultura?
É um absurdo que um bem fabricado ao longo de séculos pela natureza, com esmero e capricho, depois de posto abaixo e serrado vire tábua para a construção civil usar ao deus-dará e depois repassar para a pizzaria ou a padaria da esquina lançar ao fogo. Se vai mesmo ao fogo, que vire carvão vegetal, propuseram Jost & Eliezer, dupla de homens ilustres, mas sem sangue amazônico, sem ethos amazônico. Agentes da ocupação ao modo asiático, sob despotismo oriental.
Sim, são positivas várias das iniciativas desencadeadas pelo governo a partir do sinal de alerta do crescimento de 10% do desmatamento na Amazônia no último ano. Algumas até são inéditas e outras atendem o clamor de muitos anos dos especialistas e dos diretamente interessados na matéria. Mas mudarão o rumo traçado pelos distintos senhores um quarto de século atrás - e por outros tantos distintos senhores mais anos antes? Índio bom é índio morto, dizia o colonizador americano, 38 em punho. O nosso teve que conter essa selvageria, mas ainda pode dizer: floresta boa é floresta abatida. Junto com a pistola, a motossera, atualização tecnológica do machado.
A floresta é o nosso bem mais precioso, que estamos a desperdiçar com um barbarismo de causar engulhos a Átila, o huno (se aceitamos nossa versão etnocêntrica). Não será com tropa armada (embora mal municiada, mal alimentada e sem-diárias), com espalhafato, com medidas no papel, e mesmo com algumas providências certas, que se desviará a floresta do destino que a aguarda, geralmente de tocaia: virar madeira sólida, extraída sem deixar maiores marcas; financiando com isso a formação do pasto, que virá depois (e já então de forma escancarada, que qualquer satélite fotografa, identificando plenamente este vilão); permitir que serrarias se multipliquem, fornecendo resíduos para a siderurgia transformar em carvão, até que, em sendo o estupro inevitável, relaxando-se e aproveitando, começarem a surgir fornos primitivos às dezenas, centenas e milhares, sangrando a terra, sangrando o homem, revivendo da miséria. E, como cobertura requintada, o agronegócio, mais intensivo em capital, menos exposto à caracterização do crime, mais sofisticado. Embora não menos letal.
Quem já viu tudo isso, revê o novo "isso" com enfado, desalento, indignação e revolta. Todos passarão, exceto a floresta, que ficará, insepulta, na forma de cinzas ligeiramente nutrientes, carvões, tábuas e outros traços degenerados de sua existência exuberante e promissora. Enquanto o governo e o colonizador não conhecerem a Amazônia e a respeitarem, e, quem sabe, a amarem, passarão por ela como furacões de motosserras e aceiros, de homens armados e justiceiros velozes. Não ficará o que é perene e consistente, como campi de centros de graduação e pós-graduação no meio da mata, com gente jovem e competente que aprenda fazendo, olhada por verdadeiros mestres, com infraestrutura e apoio financeiro, sob a proteção devida, fazendo manejo florestal de verdade, com o melhor da mais avançada ciência, a demonstrar que floresta se utiliza sem devastar - e que assim se ganha muito mais dinheiro.Daqui a 25 anos, se ainda houver floresta, as palavras se tornarão proféticas sem querer. Mas não só proféticas: irão adquirir o significado amargo de epitáfio. Pela mata que desapareceu e pela nossa inteligência, que nunca deu o ar da sua graça na nossa terra devastada. Que não será mais nossa nem nada. Nonada.
Hospital não confirma cateterismo em Almir Gabriel
A Assessoria de Imprensa do Hospital do Coração, em São Paulo, informou há pouco ao blog que o ex-governador Almir Gabriel, internado na noite do último domingo com suspeita de síndrome coronária aguda, continua na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e sem previsão de alta. Mas o quadro clínico dele continua estável.
Ontem à noite e no início desta manhã chegou-se a especular que hoje o ex-governador se submeteria a um cateterismo, que consiste na introdução de um cateter para detectar ou corrigir problemas cardiovasculares. Mas o hospital, segundo informações transmitidas pelo próprio médico que está atendendo diretamente o ex-governador, garante que até agora não há qualquer previsão de que o paciente passará por esse procedimento.
(Espaço Aberto)
Ontem à noite e no início desta manhã chegou-se a especular que hoje o ex-governador se submeteria a um cateterismo, que consiste na introdução de um cateter para detectar ou corrigir problemas cardiovasculares. Mas o hospital, segundo informações transmitidas pelo próprio médico que está atendendo diretamente o ex-governador, garante que até agora não há qualquer previsão de que o paciente passará por esse procedimento.
(Espaço Aberto)
2 mil acessos por semana
Hoje este site bate uma marca histórica.
Em menos de dois meses no ar, O Estado do Tapajós On Line( Blog do Estado) já alcança média de 2.000 acessos por semana.
Obrigado, leitores.
Em menos de dois meses no ar, O Estado do Tapajós On Line( Blog do Estado) já alcança média de 2.000 acessos por semana.
Obrigado, leitores.
ACES divulga homenageados de 2008
Divulgados nomes de empresas e empresários que serão homenageados pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém(ACES).
A festa de premiação acontecerá na primeira semana de maio.
GRUPO CR - CESAR RAMALHEIRO (EMPRESA DO ANO)
EDILSON MUNIZ - CENTRAL DE FERRO e BOULEVARD HOTEL (MÉRITO EMPRESARIAL)
ROSIVETE FIGARELLA - SUPERMIX (MULHER DESTAQUE EMPRESARIAL)
WILSON SOARES - COMAM (JOVEM DESTAQUE EMPRESARIAL)
A festa de premiação acontecerá na primeira semana de maio.
GRUPO CR - CESAR RAMALHEIRO (EMPRESA DO ANO)
EDILSON MUNIZ - CENTRAL DE FERRO e BOULEVARD HOTEL (MÉRITO EMPRESARIAL)
ROSIVETE FIGARELLA - SUPERMIX (MULHER DESTAQUE EMPRESARIAL)
WILSON SOARES - COMAM (JOVEM DESTAQUE EMPRESARIAL)
Bancos elevam tarifas
Quem for ao banco hoje conferir seu saldo, deve prestar atenção, também, nas novas tarifas dos serviços bancários que entram em vigor neste 1º de abril.
Tabela divulgada pela Febraban mostra aumento de até 150% em algumas taxas, para uma inflação de 5,54% no período. Reajuste ocorre a um mês da entrada em vigor do congelamento de preços determinado pelo CMN.
Tabela divulgada pela Febraban mostra aumento de até 150% em algumas taxas, para uma inflação de 5,54% no período. Reajuste ocorre a um mês da entrada em vigor do congelamento de preços determinado pelo CMN.
Almir Gabriel continua internado
No Repórter Diário:
A internação do ex-governador Almir Gabriel, na UTI do Hospital do Coração, em São Paulo, vitimado por infarto agudo do miocárdio, uma das formas da síndrome coronária aguda, domingo à noite em Bertioga, seu auto-exílio, mobilizou a cúpula nacional do PSDB. O governador paulista José Serra e o presidente do partido, senador Sérgio Guerra, ofereceram todo o apoio à remoção do ex-governador do litoral norte, na baixada santista, para a capital. Em Belém, o senador Mário Couto providenciava ontem aluguel de jatinho para voar para São Paulo. Flexa Ribeiro, o outro senador tucano, viajou de Belém para Brasília e, de lá, seguiria para São Paulo.
Na UTI
O ex-governador foi mantido na UTI Coronária e submetido a exames para diagnosticar se a síndrome coronária aguda se tratara mesmo de infarto do miocárdio, segundo informou à coluna a jornalista Rita Barão, assessora de imprensa do Hospital do Coração. O quadro clínico é estável, porém não há previsão de alta, acrescentou a jornalista. Em permanente contato com a família do ex-governador, Flexa Ribeiro confirmou, à noite, o infarto. Almir, aos 76 anos, continua emérito fumante, consumindo cinco maços de cigarros por dia.
A internação do ex-governador Almir Gabriel, na UTI do Hospital do Coração, em São Paulo, vitimado por infarto agudo do miocárdio, uma das formas da síndrome coronária aguda, domingo à noite em Bertioga, seu auto-exílio, mobilizou a cúpula nacional do PSDB. O governador paulista José Serra e o presidente do partido, senador Sérgio Guerra, ofereceram todo o apoio à remoção do ex-governador do litoral norte, na baixada santista, para a capital. Em Belém, o senador Mário Couto providenciava ontem aluguel de jatinho para voar para São Paulo. Flexa Ribeiro, o outro senador tucano, viajou de Belém para Brasília e, de lá, seguiria para São Paulo.
Na UTI
O ex-governador foi mantido na UTI Coronária e submetido a exames para diagnosticar se a síndrome coronária aguda se tratara mesmo de infarto do miocárdio, segundo informou à coluna a jornalista Rita Barão, assessora de imprensa do Hospital do Coração. O quadro clínico é estável, porém não há previsão de alta, acrescentou a jornalista. Em permanente contato com a família do ex-governador, Flexa Ribeiro confirmou, à noite, o infarto. Almir, aos 76 anos, continua emérito fumante, consumindo cinco maços de cigarros por dia.
O santareno Teddy Max
A morte repentina de Tedd Max ganhou rapidamente as páginas dos sites da internet na segunda-feira. O corpo do cantor será enterrado, hoje, em São Paulo.
Mas a naturalidade de um dos maiores representantes da nossa música brega era omitida, talvez por desinformação. Tedd Max era apresentado, apenas, como cantor paraense.
Mas foi após O Estado do Tapajós On Line publicar que o cantor era natural de Santarém que essa informação percorreu o país. A revelação do nome de batismo do cantor - Benedito Costa Filho - também foi outra contribuição deste espaço ao noticiário sobre o necrológico do cantor santareno.
Mas a naturalidade de um dos maiores representantes da nossa música brega era omitida, talvez por desinformação. Tedd Max era apresentado, apenas, como cantor paraense.
Mas foi após O Estado do Tapajós On Line publicar que o cantor era natural de Santarém que essa informação percorreu o país. A revelação do nome de batismo do cantor - Benedito Costa Filho - também foi outra contribuição deste espaço ao noticiário sobre o necrológico do cantor santareno.
Seduc remarca provas e adia entrega de títulos
A Secretaria de Estado de Administração (SEAD) informa para conhecimento dos candidatos que, em virtude da grande demanda por documentos comprobatórios para avaliação de títulos, exigidos no Concurso Público para a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) do Grupo Magistério, o prazo para a entrega dos mesmos foi prorrogado até o dia 11 de abril de 2008, nos mesmos locais e horários constantes no referido edital.
Comunica ainda que, em virtude de problemas técnico-operacionais ocorridos durante a aplicação da prova do dia 17/02/2008, para o cargo de Técnico em Educação, a nova prova do concurso público C-125, da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), para o cargo de Técnico em Educação, acontecerá no dia 27 de abril de 2008. Sendo mantidos o mesmo horário (das 14h30 às 18h30, horário de Belém) e as mesmas unidades de ensino da capital e dos municípios do interior do Estado determinados no cartão de inscrição de cada candidato.
Em caso de perda ou extravio do cartão de inscrição, o candidato poderá imprimir uma segunda via do cartão de inscrição no período de 7 a 11 de abril, no site da Fadesp (www.fadesp.org.br), instituição realizadora do concurso.
(Ascom/Seduc)
Comunica ainda que, em virtude de problemas técnico-operacionais ocorridos durante a aplicação da prova do dia 17/02/2008, para o cargo de Técnico em Educação, a nova prova do concurso público C-125, da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), para o cargo de Técnico em Educação, acontecerá no dia 27 de abril de 2008. Sendo mantidos o mesmo horário (das 14h30 às 18h30, horário de Belém) e as mesmas unidades de ensino da capital e dos municípios do interior do Estado determinados no cartão de inscrição de cada candidato.
Em caso de perda ou extravio do cartão de inscrição, o candidato poderá imprimir uma segunda via do cartão de inscrição no período de 7 a 11 de abril, no site da Fadesp (www.fadesp.org.br), instituição realizadora do concurso.
(Ascom/Seduc)
Hospital Regional agoniza (4)
Marcada para amanhã, em Belém, a enésima reunião da administração do hospital regional do Baixo-Amazonas com a direção da Sespa e sindicato dos médicos.
O médico Rodrigo Rodriguez, do sindicato, detectou esta semana que nenhum profissional da área médica têm contrato de trabalho assinado com a OSCIP do Paraná que administra o hospital.
Na quinta-feira, os médicos que ainda mantém vínculos com o hospital regional ameaçam suspender definitivamente a prestação de serviços se a reunião de Belém não resolver de uma vez por todas essas pendências.
O médico Rodrigo Rodriguez, do sindicato, detectou esta semana que nenhum profissional da área médica têm contrato de trabalho assinado com a OSCIP do Paraná que administra o hospital.
Na quinta-feira, os médicos que ainda mantém vínculos com o hospital regional ameaçam suspender definitivamente a prestação de serviços se a reunião de Belém não resolver de uma vez por todas essas pendências.
Candidatos
Lista de dirigentes e assessores do serviço público que se afastaram dos cargos para concorrer às eleições de 1º de outubro.
Milton Peloso - Ouvidoria municipal
Luiz Alberto Pixica - Assessoria jurídica da Cosanpa
José Amazonas - Assessoria da Semed
José Antônio Rocha - Secretaria Municipal de Transportes
Sandro Lopes - Gerência Regional do Detran
Milton Peloso - Ouvidoria municipal
Luiz Alberto Pixica - Assessoria jurídica da Cosanpa
José Amazonas - Assessoria da Semed
José Antônio Rocha - Secretaria Municipal de Transportes
Sandro Lopes - Gerência Regional do Detran
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