quarta-feira, 27 de maio de 2009

Lúcio Flávio Pinto: Sangria contornada


Durou apenas dois dias a reação do
Diário do Pará à determinação judicial de excluir as fotografias chocantes ou degradantes do seu caderno policial. Para marcar o protesto, o jornal passou a colocar uma mal armada tarja preta sobre as imagens de violência explícita, escancarada. Parecia que ia desencadear uma campanha cívica contra o que classificou de “censura prévia”. Mas desistiu logo.


Por quê? O jornal não disse, mas uma dedução é lógica: os leitores, alertados para a confrontação com a imagem “censurada”, podem ter chegado à conclusão de que a ordem judicial está mesmo certa. Pelo que foi exposto, ele podia imaginar o que foi ocultado. Suficientemente impressionado para dar razão ao corretivo judicial aos excessos e abusos do procedimento editorial do jornal, em claro sensacionalismo comercial.


Melhor foi a resposta anunciada na última edição de domingo: o início de uma série de reportagens, em fascículos semanais, sobre os “maiores casos de polícia em nosso Estado”. O apelo comercial é evidente, mas para alcançá-lo a empresa utiliza o que deve ser sua competência específica: o jornalismo.

Julgamento do caso Maria : plenário retoma julgamento do primeiro item da pauta após intervalo

Julgamento do caso Maria : primeiro processo ainda está em discussão; recurso da ex-prefeita é o terceiro da pauta

Julgamento do caso Maria : Ellen Gracie, relatora do processo, ainda não entrou no plenário do STF

Julgamento do caso Maria : previsão de início as 15h30

Acautelai-vos

Segundo fonte bem graduada da justiça eleitoral, ainda há, pelo menos, dez inquéritos em andamento sobre compra de votos nas eleições para vereador em Santarém.

Em um deles, a prova foi mandada para exame no Instituto de Criminalística de Brasília.

Morre o advogado Ronaldo Barata


Faleceu no início da manhã desta quarta-feira, em Belém, o advogado Ronaldo Barata.

Ele estava hospitalizado havia cerca de dez dias.

Um dos advogados mais conhecidos do Pará, Barata exerceu, entre outros cargos públicos, o de presidente do Iterpa na gestão de Simão Jatene (PSDB)

O corpo está sendo velado na capela mortuária da Beneficente Portuguesa, de onde sairá, às 16h, para o Recanto da Saudade.

Julgamento do caso Maria : acompanhe pelo Blog do Estado

Começa em instantes a sessão do STF que vai julgar o recurso extraordinário da ex-prefeita Maria do Carmo.

Mas ainda não se sabe se haverá composição plena do Supremo, ou seja, se todos os 11 integrantes da Corte votarão na sessão de hoje.

Festa antecipada pela Copa de 2014

Ronaldo Brasiliense

O governo do Estado está fazendo muita festa antecipada como se Belém já estivesse sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Só Peru morre de véspera... Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém! Como diria o "filósofo" Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, o jogo só acaba quando termina!

Repique das águas

Quem estava animado com a vazante do rio Tapajós, principalmente os lojistas do centro comercial, vai ter que esperar mais um pouco para comemorar.

Em dois dias o rio voltou a subir 6 centímetros.

Mas, segundo a delegacia da Marinha, a vazante vai começar pra valer a partir do final desta semana.

A conferir.

STF: placar do julgamento do caso Maria é imprevisível

Quem arriscar qualquer palpite sobre o resultado do julgamento do recurso extraordinário manejado pelos advogados da ex-prefeita Maria do Carmo no Supremo Tribunal Federal, hoje, a partir de 14 horas, pode errar feio.

O certo é que nem governo e oposição têm certeza da decisão que será tomada pelo STF.

Resta, pois, aguardar a batida do martelo do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, ao final da sessão.

Festa do arromba (4)

O vestido usado pela filha da ex-prefeita Maria do Carmo durante o baile das debudantes da Casa da Amizade pode ser um indício de que os 15 anos da jovem será do arromba mesmo.

Na hora de apresentação da peça, o mestre de cerimônia anunciou que a filha da ex-prefeita trajava um vestido comprado em uma boutique da Quinta Avenida, em Nova Iorque.

Se para o baile das debutantes a ex-prefeita não economizou, imagine com os festejos das quinze primeiras primaveras de sua rebenta....

terça-feira, 26 de maio de 2009

Paulo Roberto Ferreira será o novo secretário de comunicação do governo

O jornalista Paulo Roberto Ferreira, profundo conhecedor da mídia santarena, deve ser confirmado amanhã pela governadora Ana Júlia Carepa como o novo secretário de comunicação do governo do estado.

Enfim, as cestas básicas


O Blog do Estado recebeu muita reclamação sobre o atraso na entrega de cestas básicas para os atingidos pela enchente em Santarém e as registrou aqui neste espaço.


Hoje, a assessoria de imprensa da prefeitura, presta contas do calendário de entrega dos gêneros de primeira necessidade que está sendo cumprido pela Defesa Civil
:

Membros da Defesa Civil Municipal viajaram para entregar mantimentos às famílias vítimas de enchentes que residem nas regiões de várzea de Santarém.
No último final, cestas básicas e roupas foram entregues nas comunidades do Igarapé do Costa, Campos do Urucurituba e Piracãoera de Cima (região do Urucurituba) e em Santa Terezinha, Surubiaçú, Carapanatuba, Enseada do Aritapera, Centro do Aritapera e Cabeça D’Onça (região do Aritapera).
Ontem (25/05), equipes seguiram para a região do Tapará. Além de assistência médica prestada pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), as comunidades de Saracura, Santa Maria, Costa do Tapará, Barreira, Correio, Boa Vista e Sant’Ana estão recebendo cestas de alimentos, roupas, toalhas e cobertores.
Hoje (26/05), outra equipe da Defesa Civil Municipal viajou para a região do Ituqui para distribuir roupas e alimentos às famílias das comunidades de São José, Nova Vista, São José I e II, Conceição, Fé em Deus, São Benedito, São Raimundo e Aracampina.
As equipes devem retornar de viagem nesta quarta-feira, 27 de maio.

Tapajós vai falar

A jornalista Nelma Bentes acaba de informar ao Blog do Estado que o prefeito José Maria Tapajós, leitor assíduo deste site onde quer se encontre - o prefeito está em Belém - vai responder à indagação feita aqui sobre o depósito ou não em conta corrente da prefeitura da verba obtida com o aluguel do estádio Barbalhão para os jogos do São Raimundo no campeonato paraense 2009.

Decretada prisão do ex-deputado Sefer

No Blog do Hiroshi

O juiz da Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente, Eric Aguiar Peixoto, acaba de decretar a prisão do deputado estadual Luiz Afonso Sefer (sem partido). Mesmo encontrando-se no Rio de Janeiro, a prisão do parlamentar acusado de crimes de pedofilia deverá ocorrer a qualquer momento.


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O Comando de Operações Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro (COE) prendeu há cerca de 40 minutos o deputado estadual Luiz Sefer. Ele estava em seu apartamento, na Zona Sul, quando recebeu a ordem de prisão.
Dentro de mais algumas horas o parlamentar será trasladado para Belém.

Copa 2014: Manaus x Belém

OS ARGUMENTOS MANAUARAS

Por Gerson Nogueira

Compilei os argumentos repetidos exaustivamente pelo marketing do governo amazonense para justificar a possível escolha de Manaus como sub-sede da Copa de 2014. Está publicado nos jornais manauaras:

1) Manaus é a quarta cidade mais rica do Brasil. (critério do PIB total e não per capita. A fonte dos dados é o IBGE).
2) O projeto apresentado pelo Amazonas para sediar os jogos da Copá está estimado em aproximadamente R$ 6 bilhões, incluindo recursos estaduais, municipais, federais e de empresas.
3) Independente das possíveis parcerias, o Amazonas detém uma situação orçamentária relativamente confortável diante do impacto da crise na receita dos estados de um modo geral. O Governo de lá, garante que tem capacidade de investir até R$ 4,8 bilhões até 2014.
4) O Governo do Amazonas foi o único a encaminhar ao comitê organizador da Confederação Brasileira de Futebol, um termo de compromisso que reivindica o credenciamento de Manaus como uma das sedes dos Jogos da Copa de 2014. No contrato de adesão o Estado se compromete, a fazer a entrega definitiva de todos os projetos em plenas condições de uso, de acordo com os padrões definidos para as competições, até o dia 31 de dezembro de 2012.
5) Projetos: metrô de superfície, complexos esportivos, consolidação da rede hoteleira internacional, ampliação do aeroporto e de vôos, abertura da BR-319, pontes, melhoria da infra-estrutura e do Turismo.
Nos bastidores…
No dia 12 de fevereiro, os senadores do Amazonas encaminharam carta à Fifa enumerando diversos fatores para que Manaus seja uma das sedes de Copa de 2014. Um dos pontos levantados foi a diversidade biológica e social do Estado.
Dias depois o gabinete do senador João Pedro (PT) enviou à imprensa amazonense cópia da resposta do secretário Geral da Fifa, Jerome Valcke, à carta de apoio dos senadores amazonenses.
No documento, enviado por fax da Fifa, Jerome Valcke afirma que as empresas parceiras apoiam o Estado como sede dos jogos, no resultado que deve sair no dia 31 de maio. Além disso, ele dá uma declaração que praticamente confirma Manaus como sede: “Antes de mais nada, como você deve estar ciente, o encontro do Comitê Executivo da Fifa, em Tóquio, em dezembro de 2008 sob requerimento do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, aceitou o aumento de 10 para 12 sedes na Copa do Mundo Fifa do Brasil 2014 por dois motivos: o tamanho do Brasil assim como a necessidade de reconhecer o Estado do Amazonas”.

Para reforçar ainda mais a tal correspondência, o secretário geral da Federação complementou: “Em segundo lugar, o bom número de companhias, incluindo parceiros da Fifa como Coca-Cola, Sony, Adidas e outras como a Nokia indicaram seu apoio a Manaus”, frase que mais entusiasmou os senadores.
De acordo com o senador João Pedro (PT), Manaus já tem tudo para comemorar. “Para mim, eles sinalizaram que Manaus está entre as cidades-sedes. Fiquei muito contente coma resposta que recebemos”, anunciou João Pedro. “Esse é um desejo de toda a população, Governo, Prefeitura e Senado”, acrescentou.
“A carta é um grande indicador positivo para o Amazonas. Mas penso que, independente disso, é difícil Manaus ficar de fora por diversos fatores, como posição geográfica, infraestrutura, trabalho conjunto e o menor percentual de desmatamento da Amazônia”, comentou Jefferson Praia (PDT).

Alguns pontos curiosos. Lá, os senadores e empresários estão engajados na campanha. Aqui, como de hábito, só vão aparecer para desfrutar dos benefícios políticos. Outra: em nenhum momento, o fator futebol x torcida é citado nas argumentações amazonenses. Futebol, pelo que se observa, é mero detalhe. Tudo bem que a Fifa leva em conta o aspecto turístico, mas apontar uma sede sem qualquer tradição em futebol é um pouco demais – até para os padrões da conservadora entidade. O último aspecto a observar, embora já de conhecimento geral, é a firme (e nada discreta) participação de Ricardo Teixeira na campanha manauara.

Fala, José Maria Tapajós!

O Blog do Estado faz uma indagação à assessoria de imprensa da prefeitura de Santarém:

O dinheiro obtido com o aluguel do estádio Barbalhão para os jogos do São Raimundo no Parazão 2009 foram depositados em conta específica da Prefeitura de Santarém ou da secretaria municipal de educação?

Por enquanto é só.

Vai e não volta

O juiz Cosme Ferreira Neto, da quinta vara cível da Comarca de Santarém, está intimando nada menos que 43 advogados a devolverem processos que estão com carga em aberto em nome desses causídicos em prazo superior ao estipulado em lei.

Perguntinhas impertinentes


Ronaldo Brasiliense

1) Quando o secretário de Estado de Meio Ambiente, Valmir Ortega, vai se defender das acusações de corrupção?

2) Quando o secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Marcilio Monteiro, vai se defender das acusações de corrupção?

3) Quando o PMDB, do notório deputado federal Jader Barbalho, vai entregar os cargos na Secretaria de Estado de Saúde que ocupa em todos os municípios do Estado?

4) Quando a governadora Ana Júlia Carepa (PT) vai se defender das acusações de corrupção em eu governo? Comeu abiu?

Depois tem mais...

Será que a Oi responde?


O deputado Lira Maia encaminhou na manhã desta terça-feira ofício para a Chefe do Departamento de Relações Institucionais da Oi , Roma Simone Pessoa Arnald, solicitanndo providências no sentido de solucionar os constantes problemas gerados para o Município de Santarém e para região oeste do Estado do Pará, depois da Transferência da Telemar para Oi.

IBGE abre concurso para 90 vagas no Pará

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (26) edital de concurso com 3,5 mil vagas temporárias de agente de pesquisas e mapeamentos com salário de R$ 700. Para o estado do Pará estão reservadas 90 vagas.

O cargo exige nível médio de escolaridade e as vagas são divididas em 480 municípios brasileiros nos 26 estados e Distrito Federal.

As contratações são pelo período de um ano prorrogável por mais um ano.

As inscrições podem ser feitas no site da organizadora, a Consulplan, entre 0h de 9 de junho até 23h59 de 23 de junho. A taxa de inscrição é de R$ 16,20.

É possível ainda se inscrever em agência credenciada dos Correios no mesmo período - ver locais no edital.

Os aprovados devem trabalhar 40 horas semanais e terão direito a vale-transporte, alimentação, férias e 13º.

As provas serão aplicadas em diversas cidades de todos os estados e DF no dia 2 de agosto.
- clique aqui para ver o edital.

Memória: Tv Tapajós, ontem e hoje


Na fotografia em preto & branco, o início da construção do prédio da TV Tapajós, Canal 4, em 1978.

Em policromia, na data de hoje, o instantâneo do novo prédio da afiliada da Rede Globo em Santarém.

Anac contratará 365 funcionários

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai selecionar 365 profissionais com níveis médio e superior para as unidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O concurso é organizado pelo Cespe/UnB e as inscrições começam na quinta-feira.

De acordo com o edital de abertura publicado ontem no Diário Oficial da União, as vagas são distribuídas entre especialistas em regulação de aviação civil (200), analistas administrativos (65), técnicos em regulação de aviação civil (60) e técnicos administrativos (40). Os dois primeiros cargos exigem formação superior em áreas como engenharia, economia, tecnologia, entre outras.

Os técnicos devem ter nível médio para se candidatar a postos nas áreas de mecânica de manutenção aeronáutica, piloto, administração e tecnologia da informação. A remuneração inicial oferecida é de R$ 4.708,07 para técnicos e R$ 9.552, aos analistas e especialistas. Das chances, 19 são para portadores de necessidades especiais.

Além do diploma de conclusão do nível superior, os pilotos precisarão apresentar a licença específica com no mínimo 1,5 mil horas de voo além dos certificados de habilitação técnica (CHT) e de capacidade física (CCF). O mesmo vale para os técnicos em regulação. Para os pilotos de nível médio, exige-se 500 horas de voo.

Inscrição
As inscrições podem ser feitas pelo site www.cespe.unb.br de 28 de maio a 18 de junho, com taxa de R$ 65 para os cargos de nível médio e de R$ 100, aos de nível superior. O pedido de isenção vale somente para os inscritos no CadÚnico do governo federal. O pedido de benefício tem que ser feito entre 28 e 30 deste mês.

Os inscritos passarão por provas objetivas — com 120 questões de conhecimentos básicos e específicos — e discursivas (exceto para técnico em regulação) em 19 de julho em todos os estados e no DF. Quem for bem-sucedido nessa fase fará o curso de formação: serão 160 horas presenciais, em tempo integral, em Brasília e com remuneração.

FIQUE ATENTO
Agência Nacional de Avião Civil
Vagas: 365 para os níveis médio e superior
Salários: R$ 4.708 e R$ 9.552
Inscrições: 28 de maio a 18 de junho
Taxas: R$ 65 e R$ 100
Prova: 19 de julho
Informações: www.cespe.unb.br

Defensores exonerados ainda não foram reintegrados

Os 7 defensores públicos que atuavam em Santarém, exonerados no final do ano passado, sob o pretexto de que suas vagas foram preenchidas por candidatos aprovados em concurso público, mesmo com decisão liminar ainda não foram reintegrados aos seus respectivos cargos.

Lúcio Flávio Pinto: Vendas de jornais

Entre o terceiro trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, o Diário do Pará praticamente manteve a sua tiragem, com um discretíssimo crescimento, mas perdeu duas posições no ranking nacional, caindo de 38º para 40º lugar entre os jornais de maior vendagem do país. A circulação paga do Diário, apurada pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) no acumulado até setembro de 2008, era de 26.548 exemplares. Em março deste ano, o número era de 26.785. Imediatamente à frente do jornal da família, na 38ª e na 39ª posições, estão dois diários do Espírito Santo, com tiragens bem próximas, a Gazeta e Notícias Agora. Até poucos anos atrás, o jornal paraense de maior circulação mantinha vários corpos à frente das publicações capixabas.

Mas se há consolo para a já ultrapassada hegemonia do Pará, ela pode vir da constatação de que o outro jornal de maior vendagem na Amazônia Legal, O Estado do Maranhão, da família Sarney, está numa distante 70º posição, com menos de 10 mil exemplares, e o seguinte, o 76º, o Diário do Amazonas, de Manaus, com apenas 6.512 exemplares apurados pelo IVC em março deste ano – e em queda, como é a regra na tendência de venda dos jornais no Brasil. A Folha de S. Paulo, ainda na liderança, já está abaixo da marca dos 300 mil exemplares. Durante 2008 ela se manteve além desse limite, mas não conseguiu mais recuperar a antiga posição.

É pouco provável que qualquer dos jornais mais vendidos no mundo reconquiste as tiragens praticadas antes da universalização do acesso à internet e da crise econômica mundial. Isto não significa que um lugar no cemitério os espera. A salvação não está na concessão ao gosto fácil, ao sensacionalismo ou à vulgaridade. Parece mais recomendável que se aposte na segmentação pela qualidade, oferecendo ao público um produto que não está à disposição na rede mundial de computadores ou em outras mídias. Apostando no aprofundamento desse diferencial.

Não há fórmulas salvacionistas. Nem decálogo de destino já escrito nas estrelas. O momento requer, como em toda crise, criatividade e inteligência. Não são matérias primas em abundância no mercado. Um dos elementos diferenciadores pode ser a transparência, a honestidade e o diálogo com o leitor, numa forma de interatividade distinta da que existe na blogosfera: mais madura e responsável.

No Pará, não há indícios dessa perspectiva: o Diário do Pará continua sem divulgar para o seu leitor os resultados das auditagens que o IVC lhe entrega e O Liberal continua sem cumprir a promessa de retornar ao instituto, para possibilitar a comparação. Como o único jornal filiado é o dos Barbalho, não se pode dizer se ele está vendendo mais do que o dos Maiorana. Considerando a última verificação feita pelo IVC em O Liberal, pode-se especular que esteja mesmo à frente. Do contrário, a promessa feita em dezembro do ano passado pelo big boss Romulo Maiorana Júnior, da refiliação de O Liberal no mês seguinte, já teria sido cumprida.

Aníbal Picanço na Sema

O substituto de Walmir Ortega na Secretaria de Meio Ambiente já estaria escolhido.

Indicado por Marcílo Monteiro, o novo titular da Sema seria Aníbal Picanço, atual superintendente do Ibama no Pará.

Líder do governo confirma que "PMDB é coadjuvante"


O deputado Airton Faleiro, líder do PT na Assembléia Legislativa, nega que o termo 'coadjuvangte ' - utilizado por ele para definir a participação do PMDB no governo Ana Júlia, tenha sentido pejorativo:

“Com relação à afirmação de que o PMDB é um partido coadjuvante, não vejo nada de pejorativo nisso. Se vocês consultarem o dicionário Aurélio, vão ver que coadjuvante quer dizer aquele que ajuda e concorre para um fim comum. É bom lembrar que em primeira e última instância, os erros e acertos de qualquer secretaria de Estado recaem sobre a governadora Ana Júlia Carepa e ela é do PT. Se o governo Ana Júlia der errado, entre todos os partidos que formam a aliança, o PT será o maior responsável".

Tv Tapajós, 30 anos

A Tv Tapajós de Santarém, afiliada à Rede Globo de Televisão, completa hoje 30 anos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Paraenses vivem no apagão

No Blogsfora, nada, de Simone Romero:

Não é apenas no quesito tributos que o Grupo Rede, sócio controlador das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), vem causando prejuízos aos paraenses. A qualidade do fornecimento, atestada pelos indicadores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é uma das piores - senão a pior - do País.

Os números são assustadores. Enquanto o Brasil registrou, em 2007, uma média aual de 11 interrupções de fornecimento com um total de 16 horas sem energia elétrica para cada conjunto de consumidores, no Pará ocorreram 45,66 interrupções que deixaram os paraenses por 56,92 horas no escuro.

A média local é elevadíssima, mesmo quando comparada ao desempenho de outras distribuidoras controladas pelo grupo Rede. As Centrais Elétricas do Mato Grosso (Cemat), por exemplo, registraram, também em 2007, 24,80 interrupções em média para cada conjunto de consumidores, com corte no fornecimento de energia por 27,54 horas.

A situação se agrava quando a comparação é feita com estados com PIB semelhante ao do Pará, mas não atendidos por concessionárias do Grupo Rede. É o caso do Ceará, onde a Coelce registrou, em 2007, um desempenho médio de 7,87 interrupções com 9,40 horas sem atendimento.

Os relatórios da Aneel apontam, ainda, para um outro fato importante: Enquanto o Brasil, a Coelce e a própria Cemat vêm apresentando, desde 2001, uma melhoria na qualidade dos serviços oferecidos, com redução dos indicadores de descontinuidade, no Pará a tendência é inversa.

Em 2001, a média anual de horas sem fornecimento de energia para os conjuntos de consumidores paraenses era 29,46. No mesmo ano a quantidade média de interrupções atingiu 31,72.

Em 2008, o cenário local se mostrava ainda pior. Apenas no primeiro trimestre, o intervalo de tempo sem fornecimento de energia somava 56,45 horas – um número praticamente igual ao registrado em todo o ano anterior. Em relação às interrupções, entre janeiro e março de 2008, a média já acumulava 37,96 registros, com tendência a superar o resultado verificado no ano de 2007.

A esses indicadores soma-se um outro que comprova, sem nenhuma dúvida, que o estado possui um dos piores atendimentos em energia elétrica, a despeito de abrigarmos Tucuruí, a maior hidrelétrica 100%brasileira: dos 188 conjuntos de consumidores existentes no Pará em 2007, 169 apresentavam padrões violados de voltagem, o que corresponde a 89,89% do total.

Leia mais: Multas já ultrapassam R$ 37 milhões

Apartamento que pegou fogo estava segurado

O empresário e ourive Joâo Sena está desolado com a perda de obras de artes consumidas pelo fogo do incêndio que inrompeu em seu apartamento, no edifício D&E, no final da noite de domingo.

João e a família não estavam em casa na hora do sinistro, que não foi total porque o quarto do casal foi preservado pela espessura de uma porta de acapu.

Mas na sala os estragos são mais sentimentais que materiais. Ali estavam expostas quadros de pinturas raras, duas destas compradas na Argentina, durante sua recente turnê com a esposa Marilu pelo cone sul.

Nem o seguro do apartamento, cuja apólice vale R$ 380 mil, consola João Sena:

- Há coisas que o dinheiro não paga.

Índice de imagem corporativa da MRN chega a 83% em 2009


A Mineração Rio do Norte comemora os resultados de sua mais recente pesquisa de imagem, realizada em março desse ano. O índice geral de imagem corporativa da MRN chegou ao patamar de 83% de opiniões favoráveis, cerca de 10% a mais que o resultado da pesquisa anterior, realizada em 2007, quando a MRN atingiu 76% de favorabilidade.

"A pesquisa visa mostrar a imagem corporativa da MRN perante a população local e formadores de opinião. Esse resultado mostra que estamos no caminho certo. Ele é consequência de um trabalho contínuo com foco no desenvolvimento, na qualidade das relações e na sustentabilidade”, avalia a gerente de Comunicação da MRN, Ana Maria Cunha.

O aumento mais expressivo foi na cidade de Oriximiná, onde o índice foi de 83% de favorabilidade em 2007 para 91% em 2009. Em Terra Santa, outra cidade da área de influência direta da empresa, a MRN obteve o resultado de 86%, contra 79% da pesquisa anterior. Em Faro, o índice favorável foi de 81%, o mesmo obtido em Óbidos.

No item “top of mind”, a MRN foi citada 97% das vezes como a empresa que mais contribui para o desenvolvimento dos municípios. Os impactos econômicos causados pela empresa fora considerados positivos por 95% dos entrevistados. Os impactos sociais foram avaliados positivamente por 81% das pessoas e os ambientais e de desenvolvimento sustentável por 80%.

O levantamento de 2009 incluiu domicílios das cidades de Oriximiná (zona urbana e rural), Faro, Óbidos, Terra Santa, Santarém e Porto Trombetas. Através da técnica de amostragem, foram entrevistados moradores dos municípios da área de influência da MRN, levando-se em consideração o tamanho e o perfil socioeconômico da população de cada cidade. A única exceção foi Santarém, onde a pesquisa se limitou a entrevistas com formadores de opinião e imprensa do município.

(Fonte: Assessoria de Imprensa MRN)

Ministra Ellen Gracie perde disputa por vaga na OMC

A ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal [relatora do caso Maria], foi preterida para a vaga que pleiteava na corte de apelação da OMC (Organização Mundial do Comércio), informa Renata Lo Prete, do "Painel" da Folha.

A cadeira será ocupada pelo advogado mexicano Ricardo Ramirez, ex-conselheiro do ministro da Economia de seu país. Ramirez teve o apoio dos EUA e da China.

A expectativa de que Ellen Gracie fosse para a OMC havia feito disparar a bolsa de apostas em torno de sua substituição no STF, onde agora a ministra deve permanecer.


A cadeira será ocupada pelo advogado mexicano Ricardo Ramirez, ex-conselheiro do ministro da Economia de seu país. Ramirez teve o apoio dos EUA e da China.

A expectativa de que Ellen Gracie fosse para a OMC havia feito disparar a bolsa de apostas em torno de sua substituição no STF, onde agora a ministra deve permanecer.

Festa do arromba (3)

Passa de cem mil reais o custo da festa de 15 anos da filha do casal Carlos e Walda Martins, realizada no dia 16 deste mês no Iate Clube de Santarém.

Em Belém

O prefeito José Maria Tapajós está em Belém desde a manhã de hoje.

Tapajós está atrás da grana federal para os municípios atingidos pela enchente.

O Blog do Estado foi a campo e descobriu que a ajuda pretendida para Santarém é de R$ 9 milhões.

Mas como a MP cortou 40% das verbas reivindicada pela governadora Ana Júlia....

Jatene em Santarém

Simão Jatene estará em Santarém dia 29, sexta-feira.

O ex-governador vai fazer palestra em uma feira de empreendedorismo que está sendo organizada por uma faculdade local.

As 19 horas, no auditório do Amazon Park.

STF em pauta

Excepcionalmente, neste meio de semana, O Estado do Tapajós, que o leitor encontra nas bancas sempre na quarta-feira, circulará na quinta-feira com a cobertura completa do julgamento do recurso da ex-prefeita Maria do Carmo no STF.

Lúcio Flávio Pinto: A eleição de 2010 está nos gabinetes


Se a eleição para o governo do Estado fosse agora, o segundo mandato de Ana Júlia Carepa estaria em perigo. É o que todos os círculos políticos proclamam ou admitem, exceto um pequeno compartimento do partido da governadora, que abriga a tendência do PT Democracia Socialista. A DS só tem um militante de dimensão estadual: a própria Ana Júlia, com um currículo invejável.


Ela foi dirigente sindical (dos bancários), vereadora, vice-prefeita, prefeita em exercício, secretária municipal e senadora. Sofreu derrotas e deu saltos de impressionar. Tem qualidades pessoais sem as quais um político não se cria num Estado enorme, complexo, pobre e ao mesmo tempo rico, como o Pará. Mas antes de dar o salto, a própria Ana Júlia não se sentia em condições de enfrentar o desafio. Foi senadora e governadora depois de ter relutado em se tornar candidata. Achava que não ganharia. Foi obrigada a entrar na disputa pela direção nacional do partido e por um aliado de ocasião (ocasião cada vez mais repetida, a despeito do desejo em contrário dos protagonistas): Jader Barbalho, do PMDB.


Sem Ana Júlia, a DS voltaria a ser o que é sem essa adiposidade de poder: um grupo político que não consegue atravessar da teoria da política para a prática política sem se perder pelo caminho, que não é longo, mas está em terreno minado. No último ano de tempo útil antes do período oficial de campanha, qual a marca positiva do atual governo do Estado para credenciá-lo como postulante efetivo à vitória ou favorito na corrida? A promessa de que, daqui para frente, realizará o que não fez, compensando esse saldo extremamente negativo.


Fará com quê, se, de próprio, quase nada fez– e, além disso, os recursos do tesouro começam a faltar, por dissipação no uso ou evaporação na conjuntura econômica crítica? Fará com as verbas das emendas parlamentares e do Programa de Aceleração do Crescimento. Já foram abertas ou consumadas as licitações para as obras no segundo semestre, ou os editais estão prontos para ir às ruas. Logo o interior do Pará será um canteiro de empreiteiras, ávidas por faturar e dispostas a partir e repartir os recursos, os oficiais e os não contabilizados. O panorama atual se modificará por inteiro.


Talvez, contrastando com a inércia mantida até agora, essa transformação realmente ocorra e, por força da máquina oficial, Ana Júlia possa encerrar o ano como a favorita para a vitória eleitoral em 2010. Mas não se ficar entregue à competência da sua facção. Ninguém tem mais dúvida de que se Jader Barbalho não tivesse armado o bote contra Almir Gabriel em 2006, o tucano teria conseguido seu almejado terceiro mandato, mesmo o povo paraense querendo sair do vai-da-valsa dos tucanos, uma música emperrada por 12 anos à base da União pelo Pará, verticalização da produção e outros arremedos verbais de pouco efeito real. Mesmo as alquimias políticas do deputado federal peemedebistas podiam não ter rendido a quebra da hegemonia do PSDB se o adversário da candidata do PT fosse Simão Jatene.


Jatene estava no cargo e, mesmo com sua inapetência para o trabalho duro de colher votos num território com 1,2 milhão de quilômetros quadrados, estava mais credenciado do que Almir Gabriel. Mas o ex-governador não tinha dúvida: a situação foi bem pior em 2002, quando Jatene era traço nas pesquisas e um poste eleitoral, desgastado pelos chás de cadeira que dava nos políticos na ante-sala do seu gabinete de super-secretário do grande chefe durante oito anos. Jatene foi eleito pelo uso desbragado que Almir comandou da máquina oficial, “até o limite da irresponsabilidade” (uma das frases lapidares do PSDB nacional, cunhada por seu maior teórico, o príncipe Fernando Henrique Cardoso).


Logo, tudo que Almir quisesse, Jatene teria que aceitar. Mesmo porque Jatene nunca foi de entrar em bola dividida. Almir se dirigiu para a beirada do campo e mandou anunciar, através de O Liberal, cujos donos foram premiados (e engordados) pela mais promíscua das relações que um governo já manteve com um órgão de comunicação: estava paramentado, com chuteira, calção, camisa e meião para entrar no jogo. E entrou, mas sem a companhia de Jatene.


Enquanto Almir peregrinava pelos comícios, o governador fazia serestas e pescava. Cada um se sentindo com todas as razões para reclamar do comportamento do outro, tratado por traidor. Mas a equação não tinha mesmo solução: sem Almir no páreo, Jatene provavelmente teria sido eleito; se Almir tivesse tipo o apoio que esperava de Jatene, talvez não tivesse sido derrotado por Ana Júlia. Explorando essa cisão e cultivando o meio-de-campo até contra-atacar no final, Jader deu o xeque-mate mexendo a rainha. Não de ouro, embora reluzente: de paus.


A rainha venceu, está no poder e seus acólitos, adstritos à corte mais íntima, garantem que não tem para ninguém em 2010. Comportam-se com um maquiavelismo de nota de rodapé (ou de orelha de livro) e com prática de política estudantil, acrescida do empavonamento que muitos DAS, carros oficiais, aviões executivos e ajudantes de ordem proporcionam. Fizeram e aconteceram – e tudo parecia resolvido, ao menos na verborrágica propaganda oficial. Até novamente Jader Barbalho mexer alguns pauzinhos e mandar dizer através do seu jornal que os “anajulistas” só sabem mesmo é fofocar (quanto a esta capacidade, ninguém duvida).


Jader tratou de liberar o providencial José Priante para elevar os decibéis das críticas, que outros peemedebistas, como o deputado Parsifal Pontes, já vinham fazendo, em coro crescente, barulhento mesmo. Indicando que se Priante for de novo candidato (ao cargo e ao sacrifício, ainda não compensado conforme a conta apresentada), desta vez o PMDB poderá decidir em favor da volta dos tucanos, caso Almir Gabriel se curve, afinal, às determinações da realidade, ou Jatene dê um pequeno empurrão para que ele não saia mais do seu indefinido exílio nas praias de Bertioga, no litoral de São Paulo.


O mais impressionante na política, mesmo que esses movimentos provoquem mais fedor do que ar saudável, é o efeito multiplicador de certos e pequenos atos, quando praticados por profissionais, em contraste com a mise-en-scène de aprendizes de almanaque ou simples teóricos da ciência em tese. Por exemplo: foi de surpresa a reação dominante à entrevista com Chico Ferreira, condenado e preso como o mandante das mortes dos irmãos Novelino, que o Diário do Pará publicou no último domingo.


A rigor, a matéria não trouxe novidade alguma. Não merecia ir para a manchete da capa do jornal. Ainda mais porque não apareceu qualquer referência ao nome de Marcelo Gabriel, o filho mais velho de Almir Gabriel, citado nesta e em outras histórias soturnas – e preso em uma delas. A substituição da biografia pelo prontuário de Marcelo abalou a família e teria sido o último fator a determinar a mudança de domicílio do ex-governador e a liquidação dos seus interesses e bens patrimoniais no Pará.


Sua retirada durou dois ou três meses. Como seu telefone não tocava, ele tratou de ligar para se fazer lembrar e a fazer viagens exploratórias a Belém. Persistiu em seus propósitos políticos, apesar de algumas decepções. Fez da candidatura do senador Mário Couto a arma contra o ex-amigo (e atual desafeto) Simão Jatene, que também não conseguiu voltar ao violão para retomar suas composições. O efeito se fez sentir e romarias começaram a ser organizadas com destino a São Paulo, o epicentro da disputa federal que se avizinha. Almir estava retomando o comando do PSDB paraense?


Uma nova União pelo Pará, se puder ser restabelecida, encontrará uma situação bem mais complicada porque Almir já não é mais o eixo de nada. É, quando muito, um nome e uma legenda. Mas sem a feição imaculada de antes. O estigma da corrupção, que ele usou como pano de fundo para sua pregação irredentista, já não cabe apenas sobre os costados dos seus adversários. Lama salpicou de vez a pretendida alvura do seu emblema. Não foi por outro motivo que ele saiu do estado de indecisão e deu adeus à política (tantos, a esta altura, quanto famosos jogadores de futebol).


Na voragem de voltar ao poder, o ex-governador pode ter criado uma falsa idéia sobre essa mancha. A matéria de capa da edição dominical do jornal de Jader Barbalho pode servir para alertá-lo de que não será assim a partir do momento em que ele chegar ao campo de batalha com seu cavalo branco – que já não é branco; é, no mínimo, malhado. Ele pode se apresentar de novo uniformizado, mas não como o dono da bola. Artilheiro é o que ele não é propriamente. Quando muito, um armador de jogadas, que não gosta de entrar na pequena área. Quase todo tucano é assim. Por definição. É a ontologia do ser, como diria FHC (e ainda rima).


Desta vez, com máquina ou sem ela, parece que todos, neste momento, são candidatos a tudo e a qualquer coisa. Ainda não há favoritos. Nem descartados. As cartas ainda estão sendo arrumadas para o jogo de logo mais, que poderá ser muito disputado. A governadora parece ter-se convencido de que os seus luas-pretas praticam arrufos de maquiavelismo que soam, a ouvidos treinados para óperas de Wagner, como sussurrantes fofocas, no dizer de um entendido nessas tramas.


Elas podem ser eficientes até o momento em que são desarmadas: depois de entregarem os cargos na máquina pública reclamados pelo aliado, os petistas do poder retiram os recursos, sobretudo a verba. Fica-se sem saber exatamente se há a crise por incapacidade dos gestores, porque eles desviaram os recursos ou, independentemente destes dois primeiros fatores, porque, eficientes ou não, corruptos ou não, eles simplesmente não receberam o dinheiro prometido ou necessário para desempenharem suas tarefas. A crise mais recente, a do Hospital Ofir Loyola, exemplifica essa tática da DS petista.


Depois de deixar que esse jogo se desenrolasse, como se o seu desfecho inevitável fosse a batida em retirada do PMDB, Jader desencadeou a contra-ofensiva em todas as direções, de aliados e adversários, como se revolvesse o terreno para que todo tipo de semeadura se tornasse possível, a partir das teias de composições e alianças que podem ser plantadas com base em prêmios e troféus, a serem retirados das estantes do poder, estadual e federal. Enquanto seus liderados atacam o governo e seus protegidos entregam seus cargos, o líder do PMDB ouve, conversa e não mostra suas cartas. Pode ser blefe. Pode estar bem armado (ou armado com qualquer arma, do que dá indício a volta de Hélio Gueiros à página semanal do Diário, para o que der e vier). O jogo começou.


Despejada dos sonhos, a governadora vai a campo, age, fala, promete, conspira, ameaça, faz valer a caneta com a qual assina os atos oficiais e a chave da liberação de verba no cofre, que carrega consigo. Mas está no meio do redemoinho, que apenas começa. Já busca proteção do outro lado, na máquina de comunicação do grupo Liberal e nos adversários de Jader. O que resultará dessa medição de forças não assumida, da qual poderá haver desdobramentos surpreendentes (ou mesmo indesejados), ninguém sabe. A campanha eleitoral de 2010 ainda não está nas ruas, porque a legislação não permite. Mas é como se estivesse.

Contando com o ovo

Petistas de vários coturnos estão organizando uma big carreata para comemorar a vitória da ex-prefeita Maria do Carmo no STF, quarta-feira.

Bandeiras vermelhas já estão sendo confeccionadas para enfeitar os veículos dos cristãos-novos. Os antigos estão tirando o adereço do baú.

Mas como esse pessoal não tem bola de cristal, uma derrota de Maria vai encharcar de lágrimas o tecidos dessas bandeiras.

A conferir.


Alunos vão às aulas

Aunos estão indo neste momento para os colégios estaduais em Santarém.

Alguns professores também.

Mas é preciso esperar mais um pouco para saber se a greve do Sintepp gorou ou não.

Saída de Ortega pode ser consumada ainda hoje

Do Espaço aberto:

É bem possível que a saída do secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Valmir Ortega, seja consumada ainda nesta segunda-feira.

A governadora Ana Júlia tem pressa em substituí-lo.

Não só porque a substituição já está decidida, mas porque as denúncias que envolvem a Sema e que foram objeto de matérias que os jornais publicaram nos últimos dias – o Diário do Pará a sua na edição de ontem, com direito a manchete de primeira página – possuem teor suficiente para deflagrar repercussões políticas as mais negativas possíveis.

Como já se informou, se a governadora não encontrar de imediato um nome que substitua Ortega, quem vai responder pela Sema interinamente é o advogado Rosemiro Canto.

domingo, 24 de maio de 2009

Ronaldo Brasiliense: Curtíssimas


CPI – Quem não deve não teme...

RESTAURO – Imperdível uma passada no restaurante Doca Reduto, na Doca com 28, um prédio do século XIX restaurado por Paulo Chaves onde o forte são os pratos da memória, como o filé a cavalo e omelete de camarão do Mosqueiro. Confira!

DESVIOS – Santarém, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, é o município que tem o maior desvio de verbas comprovado pela Controladoria Geral da União: o rombo chega a R$ 7,3 milhões em obras de saneamento com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É o Pará no rumo certo...

MEMÓRIA - A propósito, rumo certo foi o slogan de campanha do boto tucuxi Gilberto Mestrinho nas eleições de 1982. Como dizia Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...

PREJUÍZO - Com a redução da jornada de trabalho dos servidores públicos do Estado, um dos grupos mais prejudicados tem sido os dos estudantes e pesquisadores que utilizam a Biblioteca Pública Arthur Vianna em suas pesquisas, principalmente os que estudam ou trabalham pela manhã. Às 14 horas o expediente encerra. Outro grupo muito prejudicado é formado pelo próprio funcionalismo, cujo salário sofreu dura redução.

PROPAGANDA – A governadora Ana Júlia foi para televisão anunciar as maravilhas de seu governo. Citou, entre seus feitos, a construção de uma siderúrgica em Marabá, que ainda nem saiu do papel. Assim, não...

EXUMAÇÃO I - A prefeitura de Belém está com imensas dificuldades para realizar a exumação dos defuntos enterrados nos cemitérios do Bengui e Tapanã. Como se sabe, esses dois cemitérios foram criados dentro do critério de rotatividade. Os sepultados são exumados depois de cinco anos e levados para ossuários.

EXUMAÇÃO II - O cemitério do BenguI foi fechado ainda na administração do prefeito Edmilson Rodrigues devido ao alagamento do terreno. O do Tapanã continua ativo. Ambos, porém, padecem de um problema que os geofísicos da UFPA detectaram: a água da chuva fica represada em “tanques” de argila em volta dos cadáveres e provoca a “saponização” do corpo. Nesse estado, a putrefação não se completa.

CAMPI - A UFPA anuncia a criação de mais dois campi universitários, em Capanema e Tucuruí. Nada contra, é bom mesmo que esteja presente em maior número possível no território paraense. Agora, não pode esquecer de núcleos como o de Óbidos, que está quase parando. É urgente que se dê mais apoio àquele núcleo.

DESVIOS - Maranhenses, paraenses e amazonenses, vítimas de enchentes, são informados agora que o dinheiro para atender as suas necessidades foi cortado em dois terços pelo ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB. E o que faz o cacique paraense do PMDB para demover o ministro do seu partido quanto ao corte? Nada!

MORAL – Quem for podre que se quebre!

O juiz Castelo e as pressões

Miguel Oliveira

O juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco está no epicentro de uma polêmica em Belém.
O magistrado autorizou a abertura ao tráfego de uma via pública fechada por particulares.
Por isso, o juiz vem sendo criticado. Na imprensa e na blogosfera.

Castelo, como era conhecido, atuou como juiz da sexta vara penal em Santarém.
Passou por aqui incólume, numa vara que muitos juízes não esquentaram a cadeira.
O magistrado nunca aceitou pressão. De nenhuma das partes em litígio. Nem de defesa, do MP e das vítimas.

Quando recebia extrajudicialmente qualquer reclamação de inconformados com suas sentenças, Castelo dizia calmamente: - Recorram da minha decisão do TJE. Não sou o dono da verdade.

Mas em nome da verdade, é importante ressaltar neste momento em que o magistrado está sob fogo cerrado, que se não fosse sua altivez, um júri popular emblemático não teria sido realizado na Comarca de Santarém.

Além de se opor tenazmente à procrastinada instrução processual, que poderia levar o crime à prescrição, Castelo marcou o júri do acusado de ser o mandante da morte de um advogado, crime que chocou a opinião pública santarena. Não aceitou as manobras da defesa. Mas passou a ser pressionado a adiar o julgamento.

Na antevéspera da sessão do tribunal do júri, o juiz convocou os repórteres para uma conversa reservada.
Trasmitiu ao grupo, no qual eu me incluia, a notícia de que a sessão do júri estaria ameaçada e que poderia não ser realizada porque advogados do acusado pressionavam a cúpula do tribunal a removê-lo para outra comarca.

Os repórteres saíram dali indignados. A manobra foi tornada pública, as pressões cessaram, o júri foi realizado e o acusado condenado.

Este é um belo exemplo de que, nem sempre esta história de que o juiz só atua nos autos é verdadeira. Mas isso não quer dizer que o juiz tenha que se vergar à opinião pública.
Se julgar apenas com o seu convencimento, sem pressão, já é um bom caminho para que a justiça seja feita.

Nem que sua decisão agrade a alguns e desagrade uns tantos outros.

Vale nega negociação de preço com estrangeiros

O diretor executivo de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins, admitiu hoje que há uma possibilidade de a mineradora fechar este ano sem a definição de um preço para a venda de minério de ferro nos contratos de longo prazo. Segundo ele, a decisão da mineradora brasileira irá depender do resultado das negociações de suas concorrentes, especialmente com as siderúrgicas Asiáticas. Martins negou que a Vale esteja negociando o preços com seus clientes.

A mineradora, que no primeiro trimestre ofereceu um desconto de 20% nos preços negociados em contrato de longo prazo, tem vendido para a China, um de seus maiores mercados, pelo preço do mercado à vista (spot). "A Vale não está na mesa de negociações, fizemos uma opção e a estamos seguindo", afirmou o executivo, referindo-se à alternativa adotada este ano pela vale, que é a de esperar pelo fechamento de preço de seus concorrentes.

Mega-sena acumula e vai pagar R$ 30 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.076 da Mega-Sena, sorteadas na noite de sábado, e o prêmio acumulou em R$ 24.479.432,11.


Para o próximo concurso --de número 1.077-- a loteria pode pagar R$ 30 milhões, segundo estimativas da Caixa Econômica Federal.

As seis dezenas sorteadas em Patos de Minas (MG) são: 04 - 10 - 19 - 32 - 33 - 42.


O próximo sorteio acontece na quarta-feira.

Diário do Pará detona secretários de Ana Júlia

Paulo Bemerguy
Espaço Aberto

Vocês ainda acreditam na possibilidade de uma reintegração do PMDB à aliança com o governo do Estado, aquela aliança, vocês sabem, que já acabou?


Vocês acham que ainda é preciso Ana Júlia ou Jader convocarem uma coletiva para proclamar: “Rompemos”?


Se vocês ainda têm dúvidas de que a aliança governo do Estado-PMDB nem chega mais a ser uma ilusão de ótica, porque realmente já acabou, então passem a mão no
Diário do Pará deste domingo e deem uma olhada.

O
Diário, não esqueçam, é de Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, que, dizem, teria um encontro com Ana Júlia hoje.

Pois é.

Manchete do Diário: “Sema é celeiro de corrupção”. A Sema é a Secretaria do Meio Ambiente do governo Ana Júlia. E o secretário suspeito de corrupção, segundo o jornal, é Valmir Ortega, que está com os dois pés fora do governo. Só falta ser anunciada a saída dele.
Vamos agora para a coluna mais importante do jornal, a “Repórter Diário”, publicada na página 3.

Primeira nota: chumbo grosso em Danielle Cavalcante, apontada como “a nova dona” da Sespa e acusada de empregar na secretaria o próprio marido, Márcio Cavalcante, coordenador de Convênios.


Segunda nota: lambada em Danielle Cavalcante, acusada de sonegar recursos para o Hospital Ofir Loyola .


Terceira nota: pau em Danielle Cavalcante, acusada de ter avalizado a compra de R$ 1 milhão em medicamentos, sem processo licitatório.


Quarta nota: cacete em Marcílio Monteiro, ex-marido de Ana Júlia, atual secretário de Projetos Extraordinários e ex-superintendente do Ibama no Pará. Ele estaria, segundo o jornal, com os “nervos em frangalhos” porque indicou Ortega, que está atolado em suspeitas por causa do escândalo na Sema.


Quinta nota: lembra que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal já vinham investigando, há tempos, as denúncias de corrupção na Sema de Valmir Ortega.


Agora, o “Linha Direta”, abaixo do “Repórter Diário”: das cinco notas, quatro atingem, direta ou indiretamente, o governo Ana Júlia.


E então?


Vocês acham que Jader ainda tem alguma coisa a conversar com Ana Júlia ou vice-versa?


E vocês acham que ainda é preciso um dos dois dizer formalmente que já rompeu com o outro?


Nem é preciso.


Outra tradução para a manchete de hoje do
Diário é: “Rompemos”.
Pronto.

A edição do jornal fala por si mesma.

Aliás, fala por ele.
Por Jader.

Coca-Cola: falta reciclagem

Antenor Giovaninni

Nos podemos esquecer que com tais embalagens há um alto indice de material que fica jogado por aí.

Não tendo reciclagem torna-se dificil.

Bem que eles poderiam se responsabilizar por uma coleta de pelos menos esses materiais.

Coca Cola: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Podalyro Neto:

A Coca-Cola ao retirar-se de Santarém baseou sua decisão em planejamento. Até aí tudo bem, em se tratando de uma empresa. Acontece que ao retirar-se deixou de gerar os poucos empregos que ainda gerava; deixou de pagar os impostos locais que pagava e mandou dizer pra todos que se quiserem beber os seus produtos terão que se contentar com embalagens pets e de alumínio. Sendo assim além de não gerar mais empregos, não pagar impostos locais ainda deixa pra todos nós os passivos das suas embalagens plásticas que já "enfeitam" as nossa ruas, rios e igarapés. A pergunta a ser feita é a seguinte:

Deveremos dá credibilidade ao comercial atualmente visto nos canais de televisão onde a empresa diz ser responsável ambientalmente?

Será que tudo mesmo que a Coca-Cola está fazendo de Bom está retornando pra nos?

Pra Coca_Cola so resta a máxima:
"faça o que eu digo mas não faça o que eu faço".

Lúcio Flávio Pinto: As pasagens aéreas de Vic Pires Franco

Virtude: go home

O deputado Vic Pires Franco incorporou ao seu currículo um título que deverá acompanhá-lo pelo resto da sua vida pública: o político da Amazônia que mais utilizou as cotas de viagens da Câmara Federal para promover vôos internacionais. O parlamentar, com 27 passagens lançadas em seu nome, ficou em 7º lugar na listagem nacional (o Pará é o 16º por IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano), liderada por Dagoberto Nogueira, do PDT do Mato Grosso do Sul, com 40 emissões de bilhetes internacionais. O título de tornou um estigma. Dependendo do jeito como for utilizado, poderá abreviar muita carreira política quando sua renovação for tentada, na eleição do próximo ano.


Não quer dizer que este venha a ser o destino inexorável do deputado paraense. Ele é inteligente, articulado e audacioso. Flagrado na primeira hora pela revista eletrônica Congresso em Foco, Vic não apenas admitiu o uso das passagens: foi o primeiro a desenvolver uma teoria explicativa para o fato, que ainda hoje continua a revelar facetas surpreendentes, chocantes ou escabrosas.


Pelo raciocínio do marido da ex-vice-governadora Valéria Pires Franco, ao invés do título negativo, esteve em suas mãos uma bandeira única: ser o único parlamentar a devolver o valor da cota de passagens por falta de uso. Mas ele afastou de si esse cálice valioso. Como não precisou de todas as passagens (com destino a Buenos Aires, Miami e Paris), ele transferiu bilhetes para a esposa, os filhos, os namorados das filhas e um casal de amigos, do qual é compadre.


Vic argumentou que procedeu dessa maneira porque, até a questão estourar como escândalo, os deputados eram informados pela administração da “casa” que podiam usar como quisessem as passagens Só não podiam vendê-las. Ao repórter do Congresso em Foco, disse que só tinha três caminhos: “devolver a cota, usá-la para viajar ou vendê-la”. Em tese, porém, só teria duas, diante do veto à venda: devolver ou viajar. Como “ninguém nunca devolveu” uma passagem que fosse, só havia um destino para os senhores parlamentares: a “farra das passagens”, a qualificação aplicada a essa prática tão pouco republicana.


A revelação dessa orgia não afetou aqueles seus praticantes que nunca deixaram qualquer dúvida sobre a razão de terem buscado uma cadeira parlamentar: para “se ajeitar”. Mas desnudou a face oculta daqueles que tentavam assumir o discurso da moralidade, da ética, do compromisso público. De forma clamorosa, políticos como Fernando Gabeira e a ex-senadora Heloísa Helena. Gabeira, sem escapatórias, limitou-se a reconhecer o erro e falar o mínimo possível para não fazer marola e se afogar. Heloísa Helena sacou da teoria conspirativa para com ela atirar a esmo em todas as direções. A manobra, por seu claro sentido diversionista, não deverá ter grande eficácia. Ela denunciou todas as possíveis motivações interesseiras e comprometidas por trás da denúncia feita contra ela, que também usou a cota de viagem, mas não negou o fato. Justamente por se tratar de fato. Portanto, ela não é a mulher de César, que tentava parecer que era.


Tentativas de explicar ou teorizar, como a que o deputado Vic Pires Franco sacou com sagacidade, se aceitas, levam a uma – e só – conclusão: não há lugar para a virtude no parlamento brasileiro. O virtuoso, que teria devolvido a cota das passagens não usadas, sabendo-a uma concessão do povo, simplesmente não existiria no Congresso Nacional, a julgar pela declaração do deputado paraense. Não existindo a virtude, tudo que está à margem dela se torna possível.


Mas não é bem assim: dos 513 deputados que formam a Câmara Federal, 261 usaram as suas cotas em viagens internacionais. É uma proporção enorme: praticamente a metade. Mas não é a totalidade. Logo, ao menos neste item da moralidade pública, Vic Pires Franco está na parte da má companhia.

Pontuando: José Olivar

A entrevista que prestei ao O Impacto, foi mal compreendida,na medida em que me referi à situação de interinidade do Prefeito José Maria. Não disse que a cidade está sem comando e abandonada. Disse sim, que falta um comando em definitivo para gerir o Município, reconhecendo, no mesmo texto, que o Prefeito José Maria está fazendo uma boa administração, mas que era necessário se resolver o problema em definitivo. ●Foi bem concorrida a Sessão da Câmara que prestou homenagem ao Dr. Gabriel Veloso concedendo-lhe o título de cidadão santareno, recebendo das mãos do Prefeito José Maria Tapajós. Presentes ao evento advogados, promotores e a esposa do homenageado. ● O câncer da Min. Dilma Ruseff é mais um desses casos que atingem a população. Independentemente de qualquer coloração partidária, o que se espera é a recuperação da Ministra. ●Nobre Prefeito José Maria Tapajós, Vossa Excelência até compromete a sua saúde pelo bem de Santarém, contudo, acione a SEMINF para agilizar a operação tapa buracos. A avenida São Sebastião está em péssimas condições. ●No final deste ano (novembro), teremos as eleições para os vários cargos da OAB (Conselho Seccional e Diretorias das Subseções). Em Santarém há rumores de que haverá disputas e ventilam a existência de chapas de oposição à atual Diretoria. Integrantes deste movimento reclamam da atuação da Ordem em defesa da classe e da ausência de outras medidas mais enérgicas. ●O parecer da Controladoria Geral da União (CGU) dando conta de irregularidades nas obras do PAC em Santarém, na época da gestão da então Prefeita Maria do Carmo, causa estranheza pois a nobre ex-dignatária sempre pregou transparência e lisura nos seus atos de gestão. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos ●A história está se repetindo, com ataques de morte contra advogados. Aconteceu dia 16 deste mês, no Ceará, onde um advogado foi morto por emboscada e no dia 19, um outro faleceu em São Paulo, metralhado no meio da rua. A OAB precisa cobrar rigorosa apuração das autoridades. ●A greve dos professores é mais uma situação precária no Governo Ana Júlia. ●Doravante haverá uma lei, já aprovada na Câmara, mais que seguirá para o Senado, criando o cadastro positivo de consumidores e regulamentando a atuação de banco de dados particulares de proteção ao crédito (SPC e SERASA). ●O STF, por seu plenário manteve decisão de turma recursal no Tribunal da Bahia que, liminarmente, indeferiu mandado de segurança e extinguiu o processo (o juiz de primeiro grau julgou ilegal cobrança tarifária de serviço de telefonia), por considerar, a Corte Maior, como irrecorrível decisões interlocutórias pronunciadas por Juizado Especial. ●Dom Bernardo Bahlmann, alemão de nascimento, toma posse hoje, na Matriz de Santana, como Bispo da Prelazia de Óbidos, substituindo Dom Martinho, que esteve à frente daquela Prelazia, por 33 anos. ●A reunião dos mototaxistas, nesta semana, com as autoridades ligadas ao trânsito, no plenário da Câmara, serviu para esclarecer muitos pontos, principalmente no que diz respeito à atuação da SMT, Polícia Rodoviária Federal, policiais do PETRAN e outros, no combate aos mototaxistas clandestinos. Mais um ponto para os vereadores. ●Pela primeira vez visitei o Hospital Regional e fiquei impressionado com a organização e os serviços daquela casa de saúde, qualidades positivas que, com certeza, se devem creditar à instituição que o administra. ●Fui obrigado a emitir parecer, como Coordenador Jurídico da Câmara, contra os interesses do ilustre jornalista Thompson Mota. O fiz porque a Constituição Federal veda a acumulação de cargos públicos, salvo as exceções nela previstas – ele acumulava um no Estado e outro na Câmara. Portanto, portei-me em defesa da lei e dos prováveis prejuízos que sofreria a Presidência, se tivesse opinado ao contrário. No parecer emiti elogios ao jornalista. A sua coluna de ontem, no O Impacto, faz discriminação a nordestinos (eu sou nordestino), e isso é um fato que não se adequa à conduta do experiente homem da imprensa e é vedado em lei.