segunda-feira, 27 de julho de 2009

Esgotos entupidos

Os esgotos da avenida Tapajós, no trecho próximo à Delegacia da Marinha, estão todos entupidos.
O resultado já era esperado: fedentina por toda a parte provocada pela água servida que corre pela sarjeta, mas que não consegue esgotar para o rio Tapajós.

Gripe suína?

Lembram daquele boato dando conta que havia uma paciente do hospital muncipal acometida de gripe suína?
Ainda bem que ninguém mais lembra, porque, até agora, tudo não passou de barriga de blogueiro apressado.
Ainda bem.

São Raimundo vence fora


No AMAZÔNIA:

O São Raimundo se recuperou da derrota em casa na rodada passada e, ontem à tarde, devolveu ao Cristal o revés anterior e bateu o time macapaense em pelo estádio Glicério Marques por 1 a 0. Com o resultado, a Pantera foi a nove pontos e se isolou na liderança do grupo 2 da Série D do Campeonato Brasileiro com nove pontos, com o empate por 1 a 1 entre Moto Club-MA e Tocantins-TO o time maranhense ficou em segundo, quatro pontos atrás da Pantera. A equipe santarena recebe no próximo domingo o Tocantins e, se vencer, estará classificada para a próxima fase.
Curiosamente, nem a vitória fora de casa de ontem pode ser suficiente pra selar a paz em Santarém. O técnico Artur Oliveira deixou claro que a de ontem pode ter sido a última partida dele no comando o time. Antes do apito inicial estava certo que o preparador de goleiros e o auxiliar técnico Nildo Pereira deixariam o clube. Os comentários eram de que Artur seguiria o mesmo rumo.
'Essa vitória foi a resposta a muitas coisas que estamos passando. Disse isso aos jogadores, que eles precisariam de uma atitude diferente. Sou muito feliz e honrado em ser o comandante desse grupo e não sei se é minha ultima partida como técnico', disse Artur após o fim do jogo.
O treinador viveu dias de pressão após a derrota em casa. Durante toda a última semana não foram raros os dias em que seu nome era dado como demissionário. Samuel Cândido chegou a ter o nome envolvido na central de boatarias como sendo o provável substituto, o que o tempo provou não ser verdadeiro. Por causa dessas especulações, a maioria vinda de Santarém, Artur ainda não definiu se permanece no cargo. Ele deve vir primeiro a Belém antes de voltar ao oeste paraense. Se voltar.
Já a partida de ontem, apesar do placar apertado, foi extremamente tranquila para o Pantera. Em nenhum momento o time da casa conseguiu fazer pressão. Chegou a ter maior posse de bola, mas limitava-se a cruzamentos sem perigo para o gol defendido por Labilá.
A bem da verdade o São Raimundo também pouco pressionou, mas esteve sempre bem postado em campo. Artur optou por um sistema de jogo apenas com Del Curuçá como atacante, mas com Luiz Carlos Trindade e João Pedro com liberdade total para armarem e chegarem na frente para ajudar. Foi assim que aos 41 minutos do primeiro tempo o time alvinegro chegou ao gol da vitória. Del Curuçá fez grande jogada, foi ao fundo e cruzou para João Pedro, do alto de seus 1,65m, subir sozinho dentro da área para cabecear para o fundo da rede. Daí em seguida restou administrar os três pontos.

domingo, 26 de julho de 2009

Morre pastor batista de Juruti

Rosinaldo Mota, pastor da igreja Batista de Juruti, faleceu hoje de manhã, no hospital regional, onde estava internado.
O velório está sendo reailzado na Primeira Igreja Bastista, da avenida Rui Barbosa.
O sepultamento será realizado amanhã, as 17 horas.

Encerrado; Cristal 0 x 1 São Raimundo

Cristal 0 x 1 São Raimundo. 35' do segundo tempo

Cristal 0 x 1 São Rainundo

Em Macapá, começa o segundo tempo.
Crital 0 x 1 São Raimundo.
Gol de João Pedro, aos 41' do primeito tempo.

Von diz que Cosanpa discrimina santareno


Da redação de O Estado do Tapajós

O deputado estadual Alexandre Von criticou duramente a direção da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) por "tratar com desprezo os consumidores de Santarém". Segundo o parlamentar tucano, "é lamentável que a Cosanpa não tenha bombas e peças de reposição para
usar quando há pane nos poços do complexo do Irurá, como ocorre há mais de uma semana, penalizando os nosso consumidores'.

Von recebeu esta semana dezenas de reclamações de moradores dos mais diversos bairros da cidade acerca da falta de água nas torneiras desde a semana passada. "Muita gente se sente menosprezada pela Cosanpa quando há um problema mais grave que interrompa muitos dias o
abastecimento de água em Santarém", reclamou o parlamentar.

Para Von, " a companhia não tem um plano emergencial, não presta contas aos consumidores e só se lembra deles na hora de cortar a água de quem deixa atrasar suas contas". O deputado critica a centralização administrativa e financeira da Cosanpa em Belém, situação que o
presidente da companhia, Eduardo Ribeiro, prometeu rever por ocasião da realização de sessão especial na Câmara de Vereadores, em abril deste ano, que discutiu o cronograma de realização das obras do PAC em Santarém. " É impossível administrar, principalmente, as crises, a
partir de Belém. Em Santarém a Cosanpa não tem equipamentos de reposição imediata, tudo depende da capital. Isso dificulta uma solução mais rápida quando ocorrem esses problemas nas bombas e nos poços de captação de água do complexo Irurá", observou o parlamentar.

Alexandre Von mostrou-se preocupado com o sucateamento dos equipamentos da Cosanpa em Santarém, que não resistem, por exemplo, quando ocorre uma sobrecarga de energia, muito comum na cidade. " Não dá para entender que os equipamentos da Cosanpa não tenham uma
proteção melhor, de modo a resistirem aos picos de energia provocados pela Celpa", questionou Von.

O parlamentar santareno lamentou que a Cosanpa não dê explicações convicentes dos problemas enfrentados pela companhia em Santarém. "Quando há um grave problema como esse que assola a cidade há mais de uma semana, a Cosanpa não dá qualquer explicação. Não adianta colocar
sempre a culpa na Celpa. O povo de Santarém exige mais respeito e transparência da Cosanpa", asseverou Von.

sábado, 25 de julho de 2009

Retaliação

O presidente da Câmara de Santarém, vereador José Maria Tapajós, está sendo hostilizado pelo núcleo duro do PT.
Os luas-pretas não engolem o cerco feito à titular da Seminf Valéira Lima pelo ex-prefeito com a ajuda do ex-vereador Rui Corrêa.

Empresas da família Sarney são alvo de devassa.



Clique aqui: http://bit.ly/29m0Ss

Emergência para dar tempo ao tempo

A prorrogação do estado de emergência em Santarém nada tem a ver com os flagelados.
Tem tudo a ver com arranjos administrativos.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Juiz vê indícios de improbidade de Maria do Carmo, mas não decreta indisponibilidade dos bens da prefeita de Santarém

Acerca do pedido do MPF para que a Justiça Federal decretasse a indisponibilidade dos bens da prefeita Maria do Carmo em processo do caso das miniusinas hidrelétricas, o juiz federal José Airton Portela ressalta que, numa primeira análise superficial, “há consistentes indícios da prática de atos de improbidade, residentes, principalmente, no malferimento aos princípios que regem a Administração Púbica, notadamente a moralidade administrativa.” Mesmo assim, o magistrado entendeu não haver necessidade de tornar indisponíveis os bens dos requeridos.

Leia mais aqui.

Depois da cheia, a vazante é esquecida

Em época de cheia, as prefeituras e governo do estado fizeram proselitismo político doando cestas básicas e madeira para os ribeirinhos atingidos pelas águas dos rios da região.
Mas agora, com a vazante, quando as doenças aparecerem, os órgãos públicos cruzam os braços.
Até quando?

Catadores de lixo invadem aterro sanitário do Perema


Miguel Oliveira
Repórter

Cerca de 20 catadores de lixo estão atuando diariamente no aterro sanitário da Prefeitura de Santarém sem que a secretaria de infra-estrutura tome qualquer providência para impedir que pessoas tenham contato direto com os resíduos que são despejados no local para serem recobertos por camadas de terra. O aterro localizado na comunidade de Perema, às margens da rodovia Curuá-Una, não possui licença de operação renovada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Essas duas irregularidades podem provocar o fechamento do aterro a pedido do Ministério Público Estadual.

Na última quarta-feira, a reportagem de O Estado do Tapajós constatou que a secretaria de infra-estrutura permite que os catadores de lixo tenham acesso ao local que, pela legislação sanitária, não deveria permitir a manipulação manual de resíduos. No aterro deveria ocorrer apenas a manipulação mecanizada do lixo, mas as fotografias tiradas no local mostram uma realidade bem diferente. Na área aonde os caminhões da empresa Clean despejam os resíduos coletados em Santarém a reportagem flagrou catadores de lixo em volta de um veículo coletor.

Combinado com o motorista, o lixo era despejado aos poucos, dando tempo para que as pessoas revolvessem seu conteúdo. Não foi detectada a presença de nenhum trator para fazer o trabalho de aterramento do lixo ali despejado.

Os catadores de lixo do Perena dão sinais que atuam no aterro sanitário há muito tempo. Uma barraca na parte mais baixa do aterro foi improvisada para guardar utensílios de cozinha e uma rede de pesca, usada no igarapé que tem seu curso d’água às proximidades. Uma família construiu uma barraca ao lado da cerca de arame que circunda o aterro, na parte superior do terreno.

Arredios, os catadores não gostam de dar detalhes do trabalho que executam. Mas um deles, um rapaz que aparenta ter cerca de 25 anos, informou que ele e seus colegas ( alguns parentes) estão ali à procura de garrafas de vidro e alumínio. “Nós coletamos vidro e alumínio para vender às sextas-feiras. Um empresário de Santarém vem comprar o que achamos no lixo lá na porta do lixão”, contou o rapaz.

Questionado sobre o perigo à saúde por causa do contato direto com o lixo, catador não deu muita importância ao risco que corre de contrair doenças. “Estamos aqui para ganhar dinheiro. È melhor do que trabalhar com carteira assinada, dá mais”, revelou.

Paga ou não paga?

Está longe de um final feliz a cobrança via judicial que o artista plástico Apolinário move contra a Mello de Azevedo e a prefeitura de Santarém por causa do não pagamento de obras construídas pelo artista na área da nova orla da cidade.
O processo leva o número 20081006134-7 e tramita na 8ª Vara Cível.
A ação prosseguiu esta semana com despacho que mantém a Mello e a PMS no pólo passivo da ação.
O juiz do feito já fixou os pontos controvertidos, deferiu meios de provas e designou a data de 20 de agosto de 2009, às 11:00 horas, para a realização da audiência de instrução e julgamento.

Comissão vai hoje ao local onde muitos militantes foram mortos no Araguaia

PEDRO DIAS LEITE

Enviado especial da Folha a São Geraldo do Araguaia (PA)

Após dois dias de buscas até agora infrutíferas, hoje será o "Dia D" da segunda fase da missão de reconhecimento dos locais onde podem estar enterradas ossadas de mortos da guerrilha do Araguaia (1972-1975).

O Exército e os peritos vão hoje a três locais-chave, o que só será possível com a ajuda de um helicóptero com capacidade para 20 pessoas, deslocado para a região especialmente para a missão. A equipe irá à serra das Andorinhas --onde atuava o mais famoso dos guerrilheiros, Osvaldo Orlando Costa, o Osvaldão--, ao Matrinchã e à clareira do Cabo Rosa, apontada como principal palco de execução da fase final da guerrilha.

Só nesse último ponto podem estar de 6 a 12 corpos, estima Paulo Fonteles Filho, representante do governo do Pará no grupo. É nessa nova região que estão enterrados quase todos os guerrilheiros e "foi o coração daquele processo de execução", afirma. No total, quase 60 guerrilheiros foram mortos em três anos --41 provavelmente foram executados.

O uso do helicóptero é um dos pontos de honra do Exército, que vê a aeronave como uma demonstração de que está empenhado em encontrar os corpos. "A ideia é a gente realmente achar esse material para apresentar para as famílias. Isso aqui é pra valer", afirma o comandante logístico do grupo, general Mário Lúcio de Araújo.

Os dois locais vistoriados até agora nessa segunda fase não tinham indícios suficientes para que sejam realizadas escavações --etapa que começa na segunda semana de agosto. Na primeira fase, de quatro a seis pontos foram selecionados para escavações.

As buscas estão sendo realizadas em razão de uma sentença judicial. Em 2003, a juíza Solange Salgado determinou que o governo localize e entregue às famílias os restos mortais dos desaparecidos. Os recursos da União foram rejeitados.

Para cumprir a ordem judicial, o Ministério da Defesa montou a comissão de buscas, com 33 integrantes militares e civis e o apoio logístico da 23ª Brigada de Infantaria de Selva.

Pantera lidera grupo 2

O São Raimundo joga domingo em Macapá contra o Cristal, que derrotou o Pantera, no Barbalhão. O Moto Clube é o segundo colocado do grupo.
Confira aqui a tabela de classificação do grupo 2 da sérei D, liderado pelo São Raimundo.

Sujou

Por causa da matéria exclusiva de O Estado do Tapajós revelando a presença de catadores de lixo no interior do aterro sanitário do Perema, houve uma limpeza no comando da Clean, empresa responsável administração do serviço.
Mas a fedentina vai aumentar quando o MP começar a revivar pra valer o lixo do aterro.

Placar apertado

Foi 7x6 o resultado da votação do conselho municipal de transporte que aprovou o reajuste da tarifa de ônibus em Santarém para R4 1,70.

Casco raso

O projeto naval do barco Karolina do Norgte, que foi a pique, no porto de Manaus, esta semana, é do estilo 'balieiro, de pouca estabilidade.
Casco raso, patamares altos e estreitos.
Balançou muito para um lado, babau!

Melhorou um pouco

Esta madrugada já pingou água nas torneiras de alguns bairros da cidade.
Será que a secura vai passar´?

Lúcio Flávio Pinto:O político biônico: agora, como antes

“Você já leu o que escreveu a respeito o camarada J. Posadas?”
Era com este convite que, invariavelmente, um militante comunista abria as rápidas conversas que tínhamos quando ocasionalmente cruzávamos em algum lugar da cidade, na época do regime militar. De tanto ser convocado, um dia decidi ler o citado luminar do saber político-filosófico. Suportei umas poucas linhas e desisti. Era puro catecismo dogmático. J. Posadas escrevia como se ditasse a tábua das leis. Não eram pensamentos, raciocínios, argumentos: a verdade estava aprisionada a cada uma das suas frases. Era para ser citado. Nunca para ser entendido. Contestado, nem pensar.
A imagem do guru – ou lua preta – me vem sempre que alguém me fala de personagens desse tipo. São sábios que não se vê pelas ruas, cujo desempenho pouco ou nada foi testado e as realizações são vagas, intangíveis. Mas seus nomes são pronunciados com um eco de sapiência e autoridade. Se atuam na política (em geral nos bastidores), são tidos como verdadeiros oráculos. Suas previsões são ouvidas com o respeito devido ao sumo sacerdote. Suas sugestões e seus conselhos são postos em prática como se eles fossem verdadeiros alquimistas. Eles próprios, porém, não podem atestar com seus exemplos a validade das previsões. Por serem, acima de tudo, teóricos.
Na esquerda, o tipo é notório. Mas ele abunda também na direita. O momento grave é quando tentam sair da penumbra e dos tetos de zinco quente para a planície, o rés-do-chão. O ex-governador Almir Gabriel não deixou um vapor de dúvida sobre a única maneira de fazer a transição no governo: colocar a máquina pública a serviço do novo político, que estréia por cima, às vezes no mais alto posto do serviço público. Do contrário, ele nunca sairá da condição de poste, ao menos para fins eleitorais.
O ex-senador disse-o com a inflexibilidade de um cirurgião, quando atribuiu ao absenteísmo de Simão Jatene a causa da sua derrota na terceira tentativa de voltar ao governo do Estado. Se Jatene tivesse feito o que todo governador faz, ao usar o aparelho oficial para favorecer seu protegido, Almir conquistaria galardão único na história paraense: de ser o primeiro governador tri-eleito pelo voto popular. Ao invés disso, tem agora que engolir rancor sem fim pela desfeita nos confins do litoral paulista (escolha pessoal da qual já parece ter-se arrependido).
O PT navega pelo mesmo rio de fisiologismo. A governadora, que tem a própria horta de votos, mas se valeu de transferências conseguidas por meio de aliança para expandi-la além do seu próprio domínio, tem seu projeto político de longo prazo. Esse projeto não é formado por uma visão de mundo, tecida a partir de programas e projetos de maior fôlego para mudar o Estado. É, simplesmente, um projeto de perpetuação no poder. Pode, eventualmente, ser ou não ser associado a ações externas. O que ela mais deseja no momento é constituir candidaturas e dar-lhes viabilidade eleitoral, para reforçar o seu grupo e dar-lhe mais densidade.

Leia mais aqui.

Amazônia precisa de um "Big Brother", diz dono de fazenda modelo

PAULO CABRAL

Enviado especial da BBC Brasil a Paragominas (PA)

O modelo de pecuária e agricultura sustentáveis que o fazendeiro Mauro Lúcio Costa adota em suas terras ainda está no campo das exceções na Amazônia.

Em sua fazenda, 80% da área de 4,5 mil hectares ainda é de mata preservada, a produtividade nos pastos é quatro vezes superior à média da Amazônia, reflorestamento e soluções ambientalmente positivas estão por todos os lados, não pesam sobre ele denúncias (ou condenações) de crimes trabalhistas ou ambientais e não há qualquer conflito pela terra.

Não são muitos os grandes fazendeiros da região que podem ostentar uma ficha dessas --por isso, Costa é comumente citado como exemplo, por ambientalistas e técnicos, de como uma fazenda pode funcionar sem destruir a natureza.

"Quando falava disso, oito anos atrás, tinha muita gente dizendo que gado não dava dinheiro suficiente para fazer uma fazenda assim", diz o fazendeiro, presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Paragominas, no sudeste do Pará. "Agora, as coisas mudaram e tem cada vez mais gente percebendo que esse é o caminho."

Sem exemplos

O fazendeiro diz que a nova mentalidade já está chegando a outros agricultores e pecuaristas. Mas tem dificuldades para citar outros bons exemplos específicos de boas práticas ambientais em fazendas da região, que conhece bem.

Costa diz que lei só vai funcionar se houver monitoramento e fiscalização. "Tem mais gente que está adquirindo essa consciência, mas é um trabalho que demora a surtir resultados na prática. Minha fazenda está assim porque já faz quase dez anos que a sustentabilidade é uma preocupação", afirma.

"Quando nós fomos convidados pelo governo para vir para cá [nos programas de colonização da Amazônia], a ordem era produzir a qualquer custo e desmatar para poder ficar com a terra', acrescenta. 'Agora que tudo mudou, queremos o mesmo respeito do governo que tínhamos no passado para que possamos adequar nossas práticas."

Costa apoia a nova lei criada a partir da MP 458, mas diz acredita que ela só vai funcionar se o monitoramento e a fiscalização dos fazendeiros na Amazônia --hoje bastante criticados-- forem reforçados.

"Eu acho que a fiscalização vai ser essencial dentro do processo", afirma o fazendeiro. "Ela tem que ser rígida e eu diria que o ideal para nós seria um 'big brother', em que você estaria sendo monitorado 24 horas, online."

"Se tivermos essa consciência, podemos ser os vigias que a Amazônia tem que ter. Eu por exemplo sou: se eu souber de algum vizinho meu, alguma pessoa que está fazendo desmatamento, eu vou denunciá-lo."

Mas Costa reclama que o governo caiu em uma contradição ao determinar que a MP regularizaria terras de, no máximo, 1,5 mil hectares.

"Quando os fazendeiros vieram para a Amazônia, nos anos 80, os lotes para ocupação eram de 3 mil e 4,5 mil hectares. Agora, não faz sentido o governo não regularizar o que ele mesmo prometeu anos atrás."

Manchetes da edição de sexta-feira de O Estado do Tapajós


VON DIZ QUE COSANPA DISCRIMINA SANTARENO

DONOS DE ÔNIBUS FATURAM COM CATRACA ELETRÔNICA

NAUFRÁGIO DO KAROLINA LEMBRA TRAGÉDIA DO SOBRAL SANTOS, HÁ 28 ANOS

MADEIRA LEVADA DE JURUTI PARA BELÉM É APREENDIDA PELO IBAMA

OS DESAFIOS DO NOVO REITOR DA UFPA

JUSTIÇA FEDERAL DO CEARÁ PROÍBE CURSOS DA UVA EM SANTARÉM

INFRAERO COLOCA EQUIPE DE PLANTÃO PARA MONITORAR BALIZAMENTO DA PISTA DO AEROPORTO DE SANTARÉM

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Desgraça só quer começo

Falta água na maioria dos bairros de Santarém há uma semana por causa de queima de bombas.
No Centro e Aldeia, onde ainda havia abastecimento, a tubulação de amianto estourou.
Agora a secura é total.

Santareno que caiu de prédio em chamas em SP é enterrado

O santareno que caiu de prédio em chamas em São Paulo, Jailson Melo Rodrigues, o 'Paulo Pará', voluntário do Hosptial das Clínicas, foi enterrado hoje em Santarém.

Simão Jatene passeia

O ex-governador Simão Jatene passou três dias na moita, em Santarém, em companhia apenas da esposa Ana.
Nada de compromissos políticos.
O casal passeou no calçadão, comprou artesanato e se aventurou pelas nesgas de praias que emergem nesta época de início de vazante do rio Tapajós.
Jatene tratou apenas de avisar seu correligionário Alexandre Von, deputado que não retira sua assinatura nem que a vaca tussa do documento da bancada estadual do PSDB que apóia a candidatura do ex-governador em 2010.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lúcio Flávio Pinto - Café

Belém - O café tinha então importância bem maior do que hoje. Não só atendia o hábito brasileiro pelo cafezinho: servia também como uma das moedas de troca do contrabando. Café atravessava a fronteira para as Guianas (como o cacau) e de lá vinha uísque, perfume, sandália japonesa e automóvel, dentre outros produtos. O controle da distribuição do café era vital, ainda mais porque era feito pelo governo, através do sempre polêmico Instituto Brasileiro do Café.

O IBC estabelecia cotas conforme os pedidos e suas justificações. Também seguia apadrinhamentos e compensações políticas. Podia ser rigoroso ou tolerante em relação aos desvios do produto. E fazer vista grossa à adulteração do café, misturado com outros ingredientes para render mais, aumentar o lucro dos intermediários ou seguir a rota do contrabando. Acompanhar as atividades do IBC ajudava a entender esse setor de relevância na atividade econômica da época – e nos hábitos e costumes.

Em cinco dias, em agosto de 1962, o IBC prestou conta da distribuição de 3.290 sacas de café, 2.265 sacas entregues em Belém e 1.025 sacas no interior. As torrefações, como era de esperar, ficavam com as maiores cotas: Café Puro, com 300 sacas, Café Século XX e Indústrias Jorge Corrêa (da Palmeira), com 250, e Reis & Arêas com 150.


Contrabando

Bem a propósito: na mesma época em que o IBC publicava o quadro de distribuição de sacas de café, uma diligência múltipla (formada pela Alfândega, Marinha, Exército e o próprio IBC), incumbida de reprimir o contrabando no Pará, apreendeu o barco São Raimundo na baía de Marapatá, próximo à boca do rio Amazonas. Na embarcação havia 500 sacas de café, provavelmente a caminho da Guiana Francesa.

Lula discutirá usina de Belo Monte com indígenas, diz bispo

Leonardo Goy, da Agência Estado

Brasília - Em reunião com representantes de movimentos sociais do Rio Xingu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte "jamais será empurrado goela abaixo". O relato foi feito por D. Erwin Krautler, bispo de Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário, que participou da reunião desta quarta-feira, 22.

Os representantes de moradores, contrários à construção de Belo Monte, estiveram por cerca de três horas reunidos com representantes do Ministério de Minas e Energia e da Eletrobrás, e por uma hora com o presidente Lula. Eles alegam que o projeto de Belo Monte afetará diversos povos indígenas que habitam a região, colonos e ribeirinhos, e causará uma explosão migratória de 200 mil pessoas à região. Para o bispo, os estudos ambientais feitos até o momento ainda não chegaram à conclusão sobre o impacto social e ambiental da obra.

O governo quer licitar o projeto de Belo Monte até o fim de outubro. Para isso, porém, precisa que o Ibama entregue a licença ambiental prévia da hidrelétrica. O processo de licenciamento está parado há cerca de 1 mês, devido a uma liminar da Justiça Federal, no Pará.

Segundo bispo, Lula prometeu aos representantes de moradores que fará outras reuniões com eles para discutir o projeto e pediu para que a área energética do governo faça uma síntese do projeto, em resposta às críticas feitas pelos movimentos sociais.

O projeto de Belo Monte é polêmico e já gerou cenas de violência como no ano passado, quando alguns índios atacaram com facões um engenheiro da Petrobras. Questionado se os movimentos sociais deram a Lula uma garantia de que a violência não se repetirá, o bispo respondeu apenas que o que houve foi um mal entendido. Segundo ele, o episódio foi um acidente e não houve intenção dos indígenas de ferir o engenheiro da Eletrobrás. "Não quero polemizar, mas os índios jamais queriam fazer aquele corte. Até o atingido já admitiu que foi um acidente", disse.

Programa de tv dirigido por paraense é finalista em Gramado

"Futebol como forma de expressão" é um dos finalistas da categoria nacional do Gramado Cine Vídeo. Larissa de Oliveira e Marcelo Collar dirigiram o programa.
O p
rograma de tv mostra um casal em times opostos, um grupo de mulheres torcedoras, musicos que compõem hinos de torcidas e moda do futebol nas ruas.
Larissa é filha do jornalista Miguel Oliveira, editor-chefe de O Estado do Tapajós.

Prefeito de Vila Socorro

Não houve vacância de cargo de prefeito de Santarém com a viagem de Maria do Carmo e a doença de Zé Antônio Rocha, na semana passada.
Legalmente, o presidente da Câmara assumiu a titularidade da comuna.
Mas José Maria Tapajós viajou para Vila Socorro para não ter que voltar a despachar no Palácio Jarbas Passarinho e nem assinar o decreto de aumento da passagem de ônibus.

Terreno da antiga Sudam para a UFOPA

Em visita a Santarém o Gerente Regional de Patrimônio da União, Neuton Miranda Sobrinho, confirmou que no próximo dia 06 de agosto estará em Brasília para a entrega do terreno da antiga Sudam para a recém-criada UFOPA, que poderá se chamar Universidade Integrada da Amazônia (UNIAM).

Motocada

Dados do Detran revelam que em junho a frota de motos em Santarém alcançou o índice de 44,9% dos veículos emplacados, perdendo por pouco para os de quatro rodas.
Em Teresina, por exemplo, esse índice já ultrapassa a metade da frota.
Mas com a regulamentação federal dos mototaxitas, em Santarém essa marca será logo, logo alcançada.

Confusão à vista

Mais de 70 feirantes perderam o direito de comercializarem seus produtos na feira coberta do Mercadão 2.000.
O motivo: não fizeram recadastramento e nem pagaram as taxas devidas à Aprusan, entidade responsável pelo espaço.

Marcando em cima

Paulo Bemerguy, o blogueiro santareno radicado em Belém, não desgruda os olhos de lince das licitações do governo do estado.
Bemerguy lê o que está escrito e vê, como ninguém, o que está nas entrelinhas dos editais e das notas de desmentidos emitidas todas as vezes em que sai na imprensa uma denúncia a respeito de atos administrativos de autoridades estaduais.
Primeiro foi o kit escolar. Agora é a dispensa de licitação para construção de 13 CRAS.
Quer saber mais?
Então, clique aqui.

Passageira suspeita de gripe suína no vôo da Gol tinha renite

Lara Vasconcelos, a passageira que causou o maior fuzuê ontem à tarde, a bordo do avião da Gol que ficou retido na pista do aeroporto de Santarém, não estava acometida de gripe suína, como se suspeitava e deixou em alerta as autoridades sanitárias do município.
Leia mais aqui.

Pista sem sinalização faz avião da Gol abortar pouso esta madrugada em Santarém

Delegados à conferência estadual de saúde não puderam embarcar

Uma pane no sistema de iluminação da pista do aeroporto Wilson Fonseca provocou uma manobra arriscada do piloto do avião do Gol que se preparava para fazer escala esta madrugada em Santarém, procedente de Manaus.
Quando a aeronave já estava em procedimento de descida o balizamento luminoso da pista pifou, obrigando o piloto a abortar a aterrissagem. O vôo prosseguiu para Belém.
Por causa desse problema, os passageiros que embarcariam em Santarém não puderam viajar. Entre estes estava a delegação do Baixo-Amazonas que participaria da conferência estadual de saúde, que se realizada hoje, na capital do estado.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Justiça determina sequestro de 27 fazendas do grupo Opportunity


A Justiça Federal determinou o sequestro de pelo menos 27 fazendas do grupo pportunity listadas pela Polícia Federal com base em investigações realizadas em todo o Brasil. A medida também vale para todo o gado no pasto.

Equipes da Policia Federal viajaram o Brasil para rastrear fazendas do Grupo Opportunity. No relatório final, a polícia concluiu: a organização criminosa lava dinheiro de suas atividades ilícitas na compra e venda de fazendas, gado e outros negócios agropecuários.

Daniel Dantas e a irmã Veronica têm participação ativa nas fazendas, segundo a PF. A investigação sobre crimes financeiros descobriu listas de propriedes rurais, mapas de controles de gado e muitos gastos no campo .A investigação aponta pelo menos 27 fazendas de gado: a maioria delas no Pará, duas em Mato Grosso, uma em Minas Gerais e outra no interior de São Paulo. O responsável pela gestão, segundo a Polícia Federal, é Carlos Bernardo Rodenburg, ex-marido de Verônica e ex-diretor do Opportunity.

O JN não conseguiu falar com o advogado de Daniel Dantas e da irmã dele, Verônica. Por meio da assessoria de imprensa, o Opportunity disse que desconhece a decisão da Justiça.

Dora Cavalcanti, advogada de Carlos Rodenburg, se disse "surpresa" com o sequestro das fazendas e afirmou que seu cliente nega as acusações de irregularidades nos negócios.

A Polícia Federal afirma que o Opportunity já investiu mais de R$ 700 milhões em agropecuária, ficando Daniel Dantas responsável por mais de 20% deste valor: R$ 140 milhões.

Em um e-mail, um funcionário do Opportunity pede a Verônica Dantas autorização para investir em uma agropecuária: compra de gado, R$ 8,7 milhões; benfeitorias R$ 1,2 mihão; e mais um R$ 1 milhão na aquisição de terras. Total dos gastos: quase R$ 11 milhões.

De acordo com um documento apreendido pela PF, o grupo Opportunity tinha, no ano passado, rebanho com mais de 450 mil cabeças de gado.

Pelo relatório policial, parte das despesas foi paga sem emissão de nota fiscal. E a compra de bens registrada em nomes de terceiros.

(Fonte: Jornal Nacional)

Confirmado dois mortos no naufrágio do Karollina do Norte


Pelo menos duas pessoas morreram e três ficaram gravemente feridas depois que um barco com 185 pessoas a bordo virou no Rio Negro, em Manaus, na tarde desta terça-feira. Umas das vítimas fatais é uma criança de cerca de dez anos. A outra, segundo a Defesa Civil de Manaus, é Maria Alvarenga Faria, de 71 anos. Três pessoas foram encaminhadas para hospitais da região do porto de Catraia, na zona sul da cidade, onde ocorreu o acidente.
(Texto e foto: Agência O Globo)

Barco Karollina do Norte aderna com 185 passageiros no porto de Manaus

Segundo a Rádio Rio Mar, de Manaus, o barco Karollina do Norte adernou hoje à tarde, ao deixar o porto de Manaus, com 185 passageiros a bordo. A embarcação tinha Santarém como destino. O corpo de uma menina já foi resgatado.

Avião da Gol é retido por suspeita de gripe suína em dois passageiros

Avião da Gol que chegou de Manaus está retido no aeroporto de Santarém.
Dois passageiros estão sendo examinados com sintomas de gripe suína.
Há intensa movimentação de ambulâncias na pista.
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Atualização:16h30
Uma passageira foi levada para o Hospital Municipal de Santarém.

Ibama/PA apreende artesanato de animais silvestres

Uma equipe de fiscalização da Gerex Ibama/PA apreendeu, ontem, em Santarém, artesanato com penas e partes de animais silvestres nativos do Brasil, o que constitui crime contra o meio ambiente.

No calçadão da cidade, vários artesãos foram flagrados vendendo adornos e acessórios femininos feitos a partir de material proibido. A ação envolveu fiscais do Ibama, que apreenderam todo o material, inclusive uma iguana que estava amarrada e exposta, seguramente para ser vendida a turistas.

Foram apreendidos e incinerados 68 brincos, 18 prendedores, um colar, uma cabeça de macaco adulto e uma mandíbula pequena, de filhote, o que leva a crer que sejam mãe e filho, uma pata de jacaré, além de couro de cobra e de gato maracajá.

Essa prática cresce a cada dia, indígenas e “artesãos” matam indiscriminadamente animais da fauna brasileira para transformá-los em matéria-prima ou material beneficiado, que são vendidos nas ruas e em feiras.

Segundo Gustavo Podestà, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização da Gerex do Ibama em Santarém, serão promovidas fiscalizações sistemáticas em toda a área de responsabilidade da gerência, sobre tudo em locais turísticos, visando coibir essa prática criminosa.

(Fonte: Ibama)

Uma mentira, uma meia-verdade e uma imbecilidade inteira

As concessionárias de serviço público em Santarém zombam com a cara do consumidor, isso é verdade.
A Cosanpa alega que a falta de água em áreas altas da cidade, principalmente no Santíssimo, é culpa da Celpa que queimou as bombas do Irurá com o seu pisca-pisca intermitente. Isso é meia-verdade.
Mas alguns radialistas aceitam sem pestanejar as explicações da Celpa que diz, sorrateiramente, que a falta de luz no Santíssimo foi motivada para manutenção da rede de distribuição. Mas quem disse que falta luz naquele bairro?
O que falta é água e as explicações da Celpa estão sendo feitas pelo motivo errado e na hora errada.
A mais completa imbecilidade.

Concessão de rádio AM para Itaituba

Está no Diário Oicial da União:
Decreto de 17.7.2009 - Outorga concessão a Beija-Flor Radiodifusão Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em ondas médias, no Município de Itaituba, Estado do Pará.

Lúcio Flávio Pinto: Pintão, o repórter

Logo que assumi (por curtíssimo período, de três meses) a chefia de reportagem de A Província do Pará, em 1971, decidi dar um curso de jornalismo para recrutar novos repórteres. Três foram aprovados nessa iniciação, desenvolvida na própria redação do jornal: Ademir Silva, Guilherme Augusto Pereira e Raimundo José Pinto (José Augusto Potiguar tomou outros rumos, tornando-se procurador da república). Meu irmão estava então com 20 anos, dois anos mais novo do que eu. Ficaríamos juntos na profissão pelos 18 anos seguintes.

Ele me sucedeu como correspondente de O Estado de S. Paulo quando fui para a sede, um ano e meio depois. Voltei a Belém para criar a primeira sucursal regional da empresa e ele se manteve no lugar. Permaneceu quando o projeto fez água e a brilhante equipe formada foi se desfazendo. Ninguém jamais questionou a relação de parentesco: Zé se firmara por seu valor. O mesmo valor que o credenciou a ser presidente do sindicato dos jornalistas, em 1982. Quando deixei o cargo, ele foi vice-presidente de Emanoel Ó de Almeida, mas podia ter sido o meu candidato sem o risco de nepotismo. O intervalo, porém, foi importante. Nunca mais ocupei qualquer posição na diretoria, cargo de sacrifício, que só os mal intencionados (ou masoquistas) querem bisar na íntegra. Raimundo ganhou a eleição sem precisar da minha participação.

Durante 15 anos dividimos o escritório do Estadão em Belém, cobrindo o Pará e, às vezes, a Amazônia toda, para aquele que era o mais influente jornal do país (posição que perdeu, não por acaso, quando a família Mesquita, fragmentada, deixou o topo da empresa e permitiu que sua mística virasse pó). Saí em 1989, mas ele ainda ficou por dois anos, até que a base física fosse desfeita e o serviço voltasse a ser como era antes: um único correspondente, acionado pela pauta paulistana. A transformação que operamos na cobertura jornalística da Amazônia, buscando dar-lhe autonomia e paridade, virou miragem. O exotismo amazônico voltou a ser a marca da linha editorial imposta de cima para baixo.

Quando desisti de assumir a sucursal da Gazeta Mercantil em Belém, repassei-lhe o lugar, que ele ocupou com a naturalidade das outras vezes, impondo-se na função por seu desempenho, sem abandonar o seu modo discreto e afável de exercer a chefia, como um colega e igual. E sem deixar de acompanhar os fatos, como repórter, que sempre foi, nas ruas e nos gabinetes. Dedicando mais tempo ao jornalismo científico.

Em tantos anos de parceria profissional, a relação fraterna sempre foi um detalhe. Tratávamo-nos como dois repórteres, sem diferença hierárquica, sem favorecimentos. Havia respeito entre nós, admiração recíproca. Como pessoas, éramos bastante diferentes, mas uma coisa nos unia: o humor. Quando as rodas se formavam, com outros irmãos e amigos, ou mesmo estranhos, a ironia ficava solta. Ninguém estava protegido da gozação, do chiste, da maledicência inofensiva.

Posso dizer que a maior característica de estarmos juntos na mesma profissão e na mesma empresa por tanto tempo foi a de jamais imaginarmos e arquitetarmos o mal a qualquer personagem, mesmo o mais ignóbil da cena pública. Os gostos (e desgostos) pessoais nunca contaminaram nossa pauta nem se infiltraram em nossos textos. Raimundo fez o melhor dos jornalismos de 1971 até uma semana atrás, quando o câncer, que combateu durante longos e sofridos quatro anos, o derrubou numa cama de hospital, colocando-o à mercê de sua crueldade e fatalidade.

Abracei e beijei meu irmão, dividi com ele nossas lágrimas, numa intimidade rara no nosso cotidiano de trabalho pesado. Ele sempre encarou a doença com a indestrutível vontade de viver, o sempiterno amor pela vida, pela fruição da existência, a boa conversa, a mesa apetitosa, os amigos, as pessoas queridas e o jornalismo, que foi a sua paixão. Ele superou todas as expectativas, mesmo as mais otimistas, quando da sua internação, para travar o maior combate da sua vida com altivez, com muita seriedade e, ao mesmo tempo, como se estivesse dançando o carnaval pelas ruas de Belém, num bloco, com seu pareô, seu colar de flores, seu boné, sua barba e aquele jeito característico de ser Raimundo José de Faria Pinto, marca pessoal, intransferível e que vencerá todas as formas de morte. O Pintão de todos os seus muitos amigos e admiradores, como eu. Nosso patrimônio comum.

Aumento da passagem: no período de férias

De um leitor do Blog do Estado:

Quanto oportunismo e falta de democracia dessa prefeitura que usa o slogan "cidade da gente", onde já se viu um aumento tão absurdo numa cidade como a nossa. Não tem comparação as cidades que tem o preço da passagem elevada, pois, se melhor qualidade tanto nas frotas quanto nas condições oferecidas pela vias. Ai fica a pergunta: - Santarém tem estrutura suficiente para tal abuso???
E mais é um aumento que foi decidido as portas fechadas, não houve debate ou discussão a respeito, as entidades sociais não foram convocadas para isso e na calada da noite baixa o centralismo da corja que está a frente da prefeitura. E o dinheiro que as empresas deviam aos cofres da prefeitura? ah!!é isso!!esquecam o dinheiro o que esse governo quer é cooptar forças pra continuar sendo antidemocratico e se aproveitar do melhor momento para agir dessa forma. Ainda tem mais, e ai sim percebemos o tamanho da sacanagem, mais uma vez foi no período das férias. porquê será? ah! os estudantes estão de férias e os medrosos aproveitaram isso e ainda usam o discurso do congelamento da meia estudantil, como se os estudantes se deixassem cooptar.
Uma coisa é certa isso é uma afronta a sociedade Santarena e pode ter certeza que isso vai render!

Helenilson diz que Everaldo ataca filiados ao PMN

O advogado Helnilson Pontes diz que o secretário de planejamento Everaldo Martins 'ataca' filiados ao PMN, partido presidido por seu companheiro Nélio Aguiar.
Leia aqui no twitter dele.

Mulher de Kaká abrirá igreja evangélica em Madri

Caroline Celico, a mulher do jogador de futebol Kaká, abrirá uma igreja evangélica em Madri, cidade espanhola onde seu marido atua pelo time Real Madrid. “Como pode, no meio da crise econômica, alguém ter dinheiro? E o dinheiro foi cair onde? No Real Madrid para contratar o Kaká. Acima de financeiro, acima dos benefícios da mudança, vamos poder abrir uma igreja lá. Há vidas que precisam ouvir este testemunho”, diz ela em um vídeo divulgado no “Youtube”. De acordo com informações publicadas no site, a gravação foi feita no dia 21 de junho, na Flórida, nos Estados Unidos.

No vídeo, ela também comenta sobre o fato de ter esperado até depois do casamento para ter relações sexuais com o atleta. “Quando eu conheci o Kaká eu não era convertida e acabei me apaixonando pela igreja Renascer. Fiz uma aliança com o Senhor e ele tinha colocado no meu espírito casar virgem. Um dia acabei falando para o Kaká e eu pensei: ‘quando falar para ele, ele vai me largar’. Quando contei que queria casar virgem, ele ficou emocionado e falou: ‘Esse é o sinal que eu tinha pedido para o Senhor. Se você fosse a pessoa certa ia querer fazer essa aliança.’”

Estão no "YouTube" dois vídeos com a pregação de Caroline. Cada um com cerca de 8 minutos de duração. Logo na abertura, a mulher do craque brasileiro é apresentada pela bispa Sonia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer. Com o filho do casal no colo - Luca, de 1 ano -, ela abre sua pregação falando do trabalho religioso de Caroline: "Enquanto papai marca gol, a gente pisa na cabeça do diabo", diz. A“Pastora Carol”, segundo a bispa, "administra a escola de profetas" e agora tem uma nova missão: "abrir uma igreja na Espanha.”

Em entrevista recente a QUEM, Kaká falou sobre seu desejo de se tornar pastor depois de se aposentar do futebol. "Quem sabe, um dia eu possa fazer isso através de um altar e uma igreja, pois eu gosto muito de estudar a Bíblia e conhecer sempre mais do poder Dele. Um dia, se Deus quiser, serei também pastor."

Lata d'água na cabeça, lá vai Maria....

Mais um dia de verão e Santarém está sem água nas torneiras.....

Pássaro da Amazônia vale mais de 120 mil dólares

O Galo-da-Serra (Rupicola rupicola) e o Rouxinol do Rio Negro (Icterus chrysocephalus) são dois pássaros pouco conhecidos da maioria dos brasileiros, mas no Japão estas e outras espécies existentes na Amazônia são valiosas. Considerado a Monalisa do tráfico, o rouxinol contrabandeado dos seringais da Amazônia é vendido a US$ 120 mil (cerca de R$ 270 mil reais) no mercado internacional da biopirataria e do tráfico de animais.

A revelação é do analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Amazonas, José Leland Juvêncio Barroso, em depoimento à CPI da Biopirataraia. Além de pássaros, segundo Leland, os biopiratas têm levado da Amazônia essências de plantas, microorganismos, peixes ornamentais, solo e até amostras de água dos rios amazônicos. Isso sem falar no sangue dos índios já à venda na rede mundial de computadores.

Para o professor Gonzalo Enriquez, da Universidade Federal do Pará (UFPA), o crescimento da biopirataria na Amazônia resulta da inércia governamental que tornou o País refém de detentores das tecnologias de ponta, que buscam de forma arbitrária, a transferência de recursos genéticos para suas indústrias, principalmente a farmacêutica.