segunda-feira, 19 de julho de 2010

Novo mapa elimina ‘vazios’ da Amazônia


A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações.


Amazônias
RODOLFO ALBIERO

PrimaPagina

SÃO PAULO — O novo mapa da Amazônia Legal apresenta a inovação do uso da escala 1:100.000, em que cada centímetro do mapa equivale ao tamanho real de um quilômetro. Com isso, é possível pesquisar com mais precisão dados cartográficos da região, com detalhes nunca antes vistos sobre hidrografia, malha viária e divisão política. O mapa faz parte do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que foi criado com apoio do PNUD.

Graças às informações minuciosas trazidas pelo projeto – disponíveis na internet –, denominado Base Cartográfica Digital da Amazônia Legal, afluentes e subafluentes de rios que não apareciam em imagens disponíveis até então podem sem analisados.

O estudo, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Exército, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Banco Mundial, se propõe a "auxiliar na diminuição das incertezas geográficas para o monitoramento e para a fiscalização das atividades humanas".

Por meio de imagens captadas por satélite, o mapa dividiu a Amazônia em 1.816 áreas iguais, cada uma com 3.025 km².

A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações, afirma o diretor de Zoneamento Territorial do ministério, Roberto Vizentin.

Os mapas disponíveis até então eram considerados inadequados para projetos de infraestrutura, como a delimitação de rodovias, gasodutos e a construção de usinas hidrelétricas. Também apresentavam dados insuficientes para segurança e defesa nacionais, principalmente nas áreas de fronteira.

"A iniciativa beneficia vários projetos do setor público e privado que poderão acessar as informações em uma escala inédita", afirma Vizentin.


Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ
Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ


Recursos florestais

Um dos objetivos do trabalho é reforçar o monitoramento e a fiscalização dos recursos florestais, auxiliando a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), da Polícia Federal e de outros órgãos governamentais para diminuir a vulnerabilidade da região.

Dessa forma, pode servir de ferramenta para ações de prevenção e punição em processos administrativos e jurídicos sobre o uso ilegal dos recursos naturais da região.

Com o novo mapa, por exemplo, existe a possibilidade de identificar estradas secundárias dentro da floresta, auxiliando o combate ao desmatamento. Ainda nesse segmento, poderá ser usado para delimitar áreas de conservação, como florestas nacionais, parques nacionais, reservas biológicas, estações e reservas ecológicas, além de reservas indígenas e reservas extrativistas.

A Base Cartográfica da Amazônia Legal passa a fazer parte do Sistema Cartográfico Nacional, supervisionado pelo IBGE.

A Amazônia legal é formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A área total é da região é de aproximadamente 5,2 milhões de km², de acordo com dados do Governo Federal.


Ana Júlia é recebida por 1 mil pastores e Simão Jatene sai bem em teste de popularidade em Mosqueiro


A governadora Ana Júlia Carepa (PT), candidata à reeleição pela ‘Frente Popular Acelera Pará’, foi aclamada por cerca de 1 mil pastores e familiares no 14º Encontro de lideranças da Assembleia de Deus do Pará e Mato Grosso, no sábado, 17, em Marabá, sudeste do Estado.

O primeiro final de semana de campanha do candidato ao governo do Estado pela Coligação “Juntos com o Povo”, Simão Jatene, foi de contato direto com os eleitores. E Jatene saiu-se muito bem no teste de popularidade. No sábado pela manhã, Jatene conversou com veranistas que faziam compras no mercado municipal e que tomavam café da manhã nas barraquinhas da praça central de Mosqueiro.


SEGUNDA-FEIRA

Agenda de Simão Jatene

O Candidato ao governo do Estado Simão Jatene retorna de Salinópolis no final da manhã e, na parte da tarde, participa de reuniões com seus coordenadores de campanha e com a equipe de mídias sociais e internet.

Agenda de Ana Júlia
Manhã - Agenda de governo
15h - Caminhada na Gleba 1, Bairro da Nova Marambaia.
Concentração: Rodovia Augusto Montenegro com WE-2, ao lado do posto de saúde.

20h - Reunião de coordenadores da coligação.

*Agenda prevista

(Fotos: Assessoria dos candidatos)


domingo, 18 de julho de 2010

Águia empata com Fortaleza em 0 a 0 no Castelão

O Povo

Sem qualidade de passe e com muitos erros de finalização,o Fortaleza não vence o paraense Águia de Marabá na estreia na Série C

Com erros de passe e falta de inspiração no ataque, o Fortaleza empatou em 0 a 0, neste domingo, no Castelão, com o Águia de Marabá na sua primeira partida pela Série C. No começo do jogo, mesmo com bem mais posse de bola que o adversário, o Leão só criou a primeira chance de gol aos 16 minutos. Tatu entrou driblando e invadiu a área. Mas o chute do atacante tricolor saiu torto, para fora.

O Fortaleza pecou também pelas escolhas do técnico Zé Teodoro. Atacou, na primeira etapa, apenas com Paulo Isidoro, Éder e Tatu, sem muito espaço diante da defesa do Águia.

No segundo tempo, Zé Teodoro mudou a equipe. Entraram Jeff Silva, Rinaldo e André Leonel nos lugares de Guto, Eder e Leandro, mas os passes errados continuaram.

O Águia teve o lateral Vander expulso. Foi a deixa para o Fortaleza se lançar ao ataque. A ousadia, no entanto, deixou brechas na zaga tricolor. E César Gaúcho também acabou sendo indo para fora.

Aos 34, no melhor lance até então, o goleiro do Águia defendeu em um lance de Tatu. No rebote, André Leonel mandou para longe a chance de abrir o placar.

O próximo jogo do Águia será dia 24 contra o São Raimundo em Marabá, na estréia do Pantera na série C do Brasileirão.

Fim de carreira para Vic e Valéria?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Na eleição de 1986 o ex-governador Alacid Nunes anoiteceu com mais um mandato de deputado federal e amanheceu desbancado pelo novato Vic Pires Franco. Esta surpreendente mutação se transformou numa façanha para o jovem parlamentar e num opróbrio para a segunda maior liderança política criada pelo movimento militar de 1964 no Pará (e que se transformaria no antípoda da outra liderança, a do coronel Jarbas Passarinho, embora tenham chegado juntos e sob a mesma proteção à arena política).

Foi assim que Vic Pires Franco iniciou uma surpreendente e sempre ascendente carreira na política federal, suspensa ou encerrada neste mês por um lance que sugere que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Acostumado a mudar de posição conforme as circunstâncias e conveniências, o presidente regional do DEM parece ter acreditado em sua força pessoal e na solidez eleitoral da sua esposa, a ex-vice-governadora Valéria Pires Franco, mais do que recomendava o bom senso, a sensatez e os fatos.

No seu blog, criado com evidentes propósitos políticos, atacou tudo e todos. Mas ao mesmo tempo em que mordia, assoprava. Ou primeiro mordia e depois, se necessário, assoprava. Como se os atingidos tivessem a obrigação de esquecer as críticas, muitas delas contundentes, curar as feridas, apagar a memória e dar-se por satisfeitos de receber o casal. O marido, com um baú de votos, voltaria com tranqüilidade à Câmara Federal e a esposa, como a segunda preferida para o Senado em prévias, incluindo pesquisa do Ibope, se consagraria logo atrás de Jader Barbalho. Vic podia fazer o que quisesse: seu lugar e o de Valéria estariam assegurados, por conta dos seus trunfos, tão apregoados no blog.

A surpresa desagradável começou a se caracterizar quando ele peregrinou por todos os partidos e em nenhum deles encontrou posições cativas. Nenhum lhe bateu com a porta na cara. Ele pôde entrar, conversar, negociar e voltar pelo caminho da chegada de mãos abanando. As alternativas PT e PMDB eram, obviamente, ilusórias. Não passavam de armadilhas, refeitas a partir dos destroços da armadilha montada pelo líder do DEM. O que restava era o PSDB. Mas o candidato ao governo puxou o tapete do casal.

Só os tucanos de arribação desconhecem que o senador Flexa Ribeiro, candidato natural à reeleição, não é nome do peito de Simão Jatene. O que lhe custaria assegurar a segunda vaga para Valéria, aliada histórica? Talvez a aliança no 2º turno com Jader Barbalho, hipótese que pode ser considerada mais provável do que a recomposição do PMDB com o PT. Jader bloqueou os Pires Franco esperando que Jatene fizesse o mesmo, o que não aconteceu por acaso. Desta vez, ninguém foi no blefe: todos pagaram para ver as cartas.

O casal desistiu de disputar a eleição de outubro. Ficará durante dois anos ao relento. Voltará? Vic parece certo que sim, confiando na sua inegável capacidade de articulação e aplicação obsessiva aos seus objetivos e interesses. Mas vai precisar contar com a aceitação dos russos, sejam eles da política como da mídia. E aí é que está o problema. Com suas notas faiscantes no blog e os trunfos de uma pesquisa eleitoral recebida com descrédito, em função dos antecedentes desse tipo de encomenda na eleição para a prefeitura de Belém, os dois podem ter perdido a credibilidade. Quem ainda estará disposto a apostar – e votar – neles no futuro?

Poucos políticos foram tão mutantes quanto Victor Pires Franco Neto. Basta um exemplo para revelar o tamanho das suas mudanças. Numa entrevista de duas páginas dada ao Jornal Popular em 1998, ele apresentou a seguinte explicação para a ação popular que ajuizara poucos meses antes contra o convênio entre a Funtelta e a TV Libera,:

“Houve um convênio entre a TV Liberal e o Governo do Estado [na administração Almir Gabriel, então muito criticada por Vic], sem licitação, apesar de tirar dos cofres públicos R$ 12 milhões, ao longo de quatro anos [viriam a ser R$ 37 milhões ao final de 10 anos]. Isso é inadmissível e para mim é o suficiente. Agora, o mais importante – e, na minha opinião, o mais indecente desse contrato – é que a Funtelpa, que é uma emissora do Estado, vai alugar as suas repetidoras no interior e o normal seria que o grupo de comunicação pagasse por isso – e, no entanto, quem vai pagar é a Funtelpa. Isso é a mesma coisa que você alugar a sua casa e ainda pagar para a pessoa morar lá”.

Quando o repórter lhe pergunta pela real finalidade desse convênio, Vic responde: “A finalidade é eleitoral, está na cara. Para disfarçar essa dinheirama toda, se colocam as inserções a que o governo do Estado terá direito. E por que é que não se consultou, por exemplo, a RBA ou a TV Boas Novas? A RBA já está apresentando uma proposta, com valores infinitamente menores – e vou pedir o seu aditamento à ação popular. Sei que vou pagar um preço caro por isso – já estou pagando. Mas nunca tive medo de ninguém e só tenho satisfações a dar ao povo que me elegeu, às minhas duas filhas e à minha mulher”.

Sem dar satisfação a ninguém e sem explicar a razão da sua nova atitude, pouco tempo depois Vic Pires Franco retirou seu nome da ação popular, que só não foi arquivada porque outra pessoa, o sociólogo Domingos Conceição, se apresentou para substituí-lo. Vic tinha conseguido recompor sua amizade com Romulo Maiorana Júnior, o principal executivo do grupo Liberal. A ação deixou de atender seus interesses.

sábado, 17 de julho de 2010

Daqui a pouco, show de Sebastião Tapajós e Nato Aguiar


Sebastião Tapajós e Nato Aguiar se apresentam daqui a pouco na praça Manoel Moraes(do Mascotino), em show promovido pelo SESI.

A foto de Gil Serique mostra Sebastião(de joelhos) durante os testes de passagem de som, no final da tarde.

Paysandu goleia Rio Branco na estréia da série C

Na tarde deste sábado (17), o Paysandu goleou o Rio Branco, do Acre, por 6x2.

O Papão terminou o primeiro tempo de jogo vencendo o Rio Branco (AC) por 2 a 1, no estádio Leônidas Castro, a Curuzu, na estreia dos bicolores no Campeonato Brasileiro da Série C.

Os acreanos abriram o placar com o paraense Marcelo Maciel, mas não demorou muito tempo para Fabrício e Bruno Rangel marcarem os gols da virada do Papão.

No segundo tempo, Alexandre Carioca e Bruno Rangel(duas vezes) marcaram para o Paysandiu e Valdir Papel marcou o segundo do Rio Branco.
Ficha técnica:

Paysandu x Rio Branco (AC)


Paysandu: Alexandre Fávaro; Bosco, Paulão, Leandro Camilo e Zeziel; Tácio, Sandro (Vaninho), Marquinhos (Alexandre Carioca) e Fabrício (Genison); Tiago Potiguar e Bruno Rangel.

Técnico: Charles Guerreiro.

Rio Branco (AC): Marcelo Cruz; Ananias (Ley), Marquinho, João Vítor e Macaé (Ivan); Zé Marco, Butti, Ismael (Luis Carlos) e Testinha; Marcelo Maciel e Valdir Papel.

Técnico: Tarcísio Pugliesi

Data: 17/07/10

Local: Estádio Leônidas Castro (Curuzu)

Cartão amarelo: Paulão, Zeziel e Fabrício (PSC). Marcelo Cruz e Butti (RB).

Árbitro: Robson Ferreira (MA). Assistentes: Sandro Medeiros (MA) e Ailson Gomes (MA).

Encontrado corpo de mulher desaparecida em naufrágio no rio Tapajós

O corpo de Elisa Ribeiro Ralston, de 50 anos, única desaparecida no naufrágio do barco Amazon Green, ocorrido na tarde de ontem (16), no rio Tapajós, foi encontrado na tarde deste sábado (17). O corpo será trasladado para São Paulo, cidade de Elisa.

As buscas começaram ainda ontem, na embarcação parcialmente submersa, e retornaram hoje por volta das 7h com a ajuda de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. "Segundo relato de testemunhas, o corpo estaria no camarote 8. Mas não estava lá. Ele foi avistado quando emergiu e fizemos o resgate", afirma o comadante do 7° Grupamento dos Bombeiros de Itaituba, capitão Ney Tito.(Diário On Line)

Naufrágio

A Capitania dos Portos e a Polícia Civil de Itaituba já abriram inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

Acidente

O Amazon Green, um barco de feito de madeira, com 27 pessoas, sendo 20 estrangeiras, teria batido contra um banco de areia durante uma tempestade, num trecho onde a profundidade, segundo a Capitania dos Portos de Santarém, chega a 15 metros.

Como o acidente ocorreu próximo da margem, a maioria dos ocupantes da embarcação nadou para a beira do rio, apenas Elisa não sobreviveu. Os primeiros socorros aos náufragos foram dados por pescadores e por proprietários de pequenas embarcações. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no local do acidente e concluiu o trabalho de resgate das vítimas.

A visagem e a verdade sobre roubo de água na Amazônia

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

A advogada Ilma Barcelos, da OAB do Espírito Santo, recolocou em circulação uma das denúncias que constantemente vai e volta, sem perder ímpeto nem ganhar credibilidade: de que navios estrangeiros estariam roubando água na Amazônia. Segundo ela, cada navio carregaria em seus porões 250 milhões de litros por viagem. Essa água seria comercializada na Europa e no Oriente Médio.

Em minha primeira coluna neste espaço, tentei mostrar que essa pirataria ainda é fantasia. Principalmente porque não é econômica. Várias autoridades seguiram raciocínios idênticos ao serem questionadas sobre a denúncia. O porta-voz da Marinha garantiu que a água captada pelos navios é autorizada por convenção internacional e praticada em todos os países. Serve de lastro para que as embarcações tenham segurança em sua navegação. Assegurou que jamais o governo recebeu denúncia concreta sobre práticas ilícitas desse carregamento.

Já a Agência Nacional de Águas (ANA) recorreu aos argumentos econômicos para desmentir a prática de hidropirataria. Seu representante alegou não ser viável como negócio: o custo do frete da água levada da Amazônia para a Europa ou o Oriente Médio e do seu tratamento seria de três a cinco vezes superior ao custo da dessalinização da água usada em Israel ou na Arábia Saudita, onde o processo é utilizado. Ainda que o Brasil legalizasse e autorizasse os navios a levarem a água de graça, o custo do transporte e beneficiamento tornaria inviável a operação.

Há ainda um detalhe técnico relevante: 250 milhões de litros representam uma quantidade pequena de água bruta (ainda não potável) para venda, mas constituem volume expressivo para um navio. É tonelagem muito superior à dos cargueiros que costumam operar na bacia amazônica.

A advogada Ilma Barcelos desdenhou das explicações. Para ela, a hidropirataria só não se comprova porque a fiscalização dos órgãos públicos é falha. Está disposta a contribuir para comprovar o que disse: vai formalizar uma denúncia à Marinha. Disse para a imprensa que já tinha “certeza absoluta que essas questões seriam negadas porque ninguém vai assumir que é incompetente em algum órgão”.

Como a denúncia repercutiu, circulando por redes na internet (não pela primeira vez e certamente não pela última), o deputado Lupércio Ramos (do PMDB do Amazonas), pediu a realização de audiência pública na Câmara Federal para tratar da questão. Também cobrou dos órgãos de defesa e de segurança a ampliação do sistema de fiscalização na Amazônia. “O país precisa começar a discutir o direito de uso da água. Nós devemos estar em alerta em relação à Amazônia, porque temos lá um patrimônio extraordinário”, justificou o parlamentar.

Para bem administrar esse patrimônio, porém, é preciso inventariá-lo, classificá-lo e usá-lo de forma correta, o que pressupõe conhecimento de causa. Aí é que mora o problema. A Amazônia é um tema tão universal quanto o futebol. Todos acham que entendem dela e dão seus palpites como se fossem a expressão absoluta da verdade. O contencioso amazônico é uma reunião de barbaridades.

É evidente, ao mais elementar iniciado em questões amazônicas, que não há a pirataria apontada pela advogada capixaba. Simplesmente porque ainda não dá lucro praticá-la. E porque, para colocá-la em curso, são requeridos providências e procedimentos que ninguém ainda identificou. Há irregularidades na navegação amazônica e ela é pessimamente fiscalizada. Mas a hidropirataria é um hidromito, ao menos por ora, como observou com sarcasmo o representante da Ana.

O brasileiro tem como seu patrimônio a maior bacia hidrográfica do planeta e o dilapida todos os dias na Amazônia. É um bem que atrai o interesse mundial, mas para outros fins, não como fonte de água potável – ou ainda não. Há um negócio muito mais atrativo, um dos mais rentáveis nos últimos anos em qualquer parte: a água engarrafada.

Ela é apresentada como se fosse água mineral, mas na maioria dos casos ou vem da rede pública ou de drenagens superficiais (não de uma fonte de água pura). Esta é uma autêntica pirataria, que rende bilhões de dólares de super-lucros indevidos. E é praticada à vista de todos sem provocar o impacto das denúncias da advogada capixaba.

Histórias chocantes e sensacionalistas, mesmo quando usadas como inspiração para defender a Amazônia, têm um efeito nocivo, principalmente por desviar a atenção do real para fantasias. Em 1976 um cientista denunciou que a Volkswagen havia posto fogo em um milhão de hectares na fazenda que possuía no sul do Pará. O incêndio havia sido detectado pelo satélite americano Skylab, o maior já registrado pelo homem.

A queimada era, na verdade, de 10 mil hectares, 100 vezes menor. Todos se desinteressaram pelo caso. Ainda assim, era a maior queimada feita em uma única temporada de fogo na Amazônia. A boa intenção do denunciante teve efeito reverso ao pretendido. O exagero foi o boi de piranha para a Volks desviar sua manada para longe da atenção da opinião pública.

Pouco depois surgiu a história de que submarinos emergiam à noite na sede do Projeto Jari, do milionário americano Daniel Ludwig, no Pará, para carregar ouro e minerais estratégicos. Muita gente acreditou e até um senador exigiu todo um aparato de segurança nacional do governo militar para ir a Monte Dourado verificar essas e outras denúncias.

Se esses submarinos conseguissem navegar pelas águas barrentas do Amazonas, evitando as toras de madeira que ele arrasta na época de cheias, até que seria um troféu justo ficarem com o ouro e os demais minérios. Um submarino cabe melhor numa fábula, porque fica escondido debaixo d’água. O problema é o outro lado do enredo. Um navio de carga faria um serviço muito melhor e mais econômico. Mas não se encaixaria na fantasia.

Também se dizia que, no meio do minério de ferro da Serra dos Carajás, as multinacionais estariam levando ouro ou urânio. Ferro se mede por milhões de toneladas para ser comercial. Ouro, em gramas. Urânio, em quilos. Um processo que permitisse separar ouro e urânio na extração de ferro seria uma revolução tecnológica.
Aos exploradores dos recursos naturais de Carajás, no Pará, basta o minério de ferro, o melhor que existe na crosta terrestre. Transportado, à razão de 90 milhões de toneladas anuais (volume que dobrará até o meio da década), para a Ásia e a Europa pelo maior trem de carga do mundo, em nove viagens diárias, é um autêntico negócio da China (para a China). Sem qualquer vestígio de outro bem.

Há muita pirataria e ilegalidade na Amazônia. Haveria muito menos se houvesse melhor fiscalização. Mais importante seria se houvesse melhor conhecimento, maior valorização do homem, mais retenção de suas riquezas em proveito de quem a habita. Valorizado, o amazônida cuidaria de separar o joio do trigo.

Ao invés de enfrentar fantasmas ao meio-dia ou zanzar atrás de bruxas circulando com vassouras pelo espaço, ele submeteria cada questão ao teste de consistência e à prova da verdade. Com a lição aprendida, talvez se colocasse em condições de escrever uma história melhor para a região. Sem fantasmagorias, mas também sem exploração.

São Francisco só depende de pagamento de taxa para participar de conselho técnico da FPF

Na última quinta-feira (15), a Diretoria do São Francisco Futebol Clube confirmou sua refiliação na Federação Paraense de Futebol – FPF, apresentando todos os documentos necessários e cumprindo com as exigências essenciais para tornar-se um clube de futebol profissional, como por exemplo, apresentar Estatuto ou Reforma Estatutária, devidamente aprovado e registrado em cartório, Certidão do Cartório contendo Registro do Estatuto, Ata da Reunião de reorganização como Clube Profissional, Ata de Aprovação do Novo Estatuto, Ata de Eleição e Posse da Nova Diretoria e Conselho Fiscal, CNPJ atualizado expedido pela Receita Federal, Declaração que possui sede alugada ou própria.

A Diretoria do São Francisco apresentou o Estádio Colosso do Tapajós (Santarém) e o Estádio Evandro Almeida / Baenão - Estádio do Clube do Remo (Belém) como conveniado para sediar os jogos de mando do Leão Azul Santareno, pois os dois estádios possuem aprovação de laudo técnico oficial de vistoria das condições de segurança (Polícia Militar), combate a incêndio (Corpo de Bombeiros), higiene (Vigilância Sanitária), real capacidade de público, e laudo de verificação engenharia, conforme o estatuto do torcedor.

Para completar a volta ao futebol profissional, no próximo dia 20 de julho, o Clube também vai regulariza-se com a Confederação Brasileira de Futebol – CBF, pagando as taxas exigidas pela entidade. O pagamento da taxa de filiação e da licença da FPF será feito no início do mês de agosto. Com isso Diretoria do São Francisco vai participar da reunião do Conselho Técnico, em Belém, no dia 05 de agosto, onde será decidida a fórmula de disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paraense.

O Campeonato está previsto para começar após o dia 10 de outubro. Assim, a programação oficial de apresentação da Comissão Técnica e Jogadores do Leão Azul Santareno, que estava prevista para o dia 1° e dia 15 de agosto, respectivamente, serão definidas somente após a reunião do Conselho Técnico da FPF, no dia 05 de agosto.(Magma Comunicação)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Abertas inscrições para curso de empreendedorismo on line

A secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico e Social – SEMDES, da prefeitura de Santarém, abriu inscrições para o Curso de Empreendedorismo On Line, que será oferecido através do Telecentro de Informação e Negócios – TIN, espaço público que foi inaugurado pelo governo municipal em junho deste ano, por ocasião das comemorações do aniversário da cidade.
O curso será ministrado em parceria com a secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia – SEDECT.
O período de inscrição será de 19 a 30 de julho, no horário de 8h às 18h no prédio da SEMDES. O Curso será no período de 02 a 27 de agosto
, na sede da SEMDES, localizada à Avenida Curuá-Una (próximo à Avenida Mendonça Furtado).
O público alvo do curso são Micros e Pequenos Empreendedores. A iniciativa visa fornecer aos participantes, os conceitos e as características do empreendedorismo, incentivando-os a desenvolverem suas criatividades empreendedoras, de modo que eles se tornem capazes de empreender com visão de oportunidade e planejamento das ações.
A carga horária do curso será de 10 horas/aula. Será online e contará com o acompanhamento dos Coordenadores do Telecentro. Estão sendo ofertadas 64 (sessenta e quatro) vagas, nos respectivos períodos, dias e horários, conforme a tabela abaixo:

TURMAS ALUNOS POR
TURMA PERÍODO
DO CURSO DIAS HORÁRIO
Turma A1 16 alunos 02 a 06 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
Turma B2 16 alunos 09 a 13 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
Turma C3 16 alunos 16 a 20 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
Turma D4 16 alunos 23 a 27 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
(Fonte: Ass. Imp. PMS)

Imprensa do Pará perde expressão

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O Dez Minutos, de Manaus, se consolidou como o maior jornal do Norte e Nordeste do país. Com uma tiragem de praticamente 80 mil exemplares diários, número apurado pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) em fevereiro deste ano, já é o 14º maior do Brasil em venda avulsa. Sua circulação é apenas três vezes e meia menor do que o líder nacional, a Folha de S. Paulo, com 287 mil exemplares. Todos os grandes jornais brasileiros ficaram abaixo de 300 mil exemplares. Menos de três décadas atrás chegaram a bater na marca de um milhão de exemplares, com promoções comerciais atraentes. Em 1990 a Folha colocava 350 mil exemplares nas ruas.

Na região Norte-Nordeste, o mais próximo do periódico de Manaus, em 28º lugar, é o Diário do Nordeste, de Fortaleza, que, com circulação de 41 mil exemplares, passou à frente do tradicional líder regional, A Tarde, de Salvador (30º), com 40 mil exemplares, metade do que vende o Dez Minutos. O jornal amazonense abriu um pouco sua diferença sobre o Estado de Minas, que vem em seguida, com 76 mil exemplares. Poucos anos atrás esta situação era impensável. O segundo jornal em Manaus fica muito abaixo: é o Diário do Amazonas (69º), com apenas 12 mil exemplares. A Crítica, que foi líder durante muitos anos, não aparece no ranking.

O Diário do Pará se mantém em 41º lugar, com circulação de 28 mil exemplares. Seu concorrente direto, O Liberal, deve continuar abaixo, embora não se saiba sua tiragem porque ainda está fora do IVC. Seu principal executivo, Romulo Maiorana Júnior, anunciou sua volta à fonte de maior credibilidade sobre a imprensa escrita do Brasil. A promessa vai fazer dois anos e ainda não foi cumprida. Se não se filiou novamente ao IVC, é porque a tiragem de O Liberal continua inferior à do jornal dos Barbalhos.

A perda de expressão da imprensa paraense é visível, sob qualquer aspecto, mesmo sem que se faça uma análise qualitativa. Ela já não pesa em termos nacionais. Não tirou proveito da influência da internet, que alavancou publicações com grafismo destacado, notícias rápidas e ênfase em usos e costumes. Até aqui, o Amazônia, que tenta explorar o segmento, é um fracasso de público e comercial. Não seguiu os fenômenos que ocorreram em Manaus e em São Luís, onde o Aqui Maranhão atingiu circulação de 39 mil exemplares e subiu para o 33º lugar, oito corpos à frente do Diário do Pará.

Por enquanto, a maior característica da imprensa diária de Belém é explorar o sensacionalismo do crime, como nenhum outro jornal do país. Não é propriamente um título que credencie.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Acidentes de trânsito deixam 41 pessoas amputadas só este ano em Santarém

CPEA nega fraude nos estudos ambientais da Cargill

Concursos fedearais abrem 8.8864 vagas para este ano

Um festival de impugnações em todo o país

Médicos serão fiscalizados nas eleições

Produtos com motivos da copa encalham nas lojas

Reciclagem de lixo rende um bom dinheiro

Santarém tem 9 mil registros de armas de fogo

A visagem e a verdade sobre roubo de água na Amazônia

Windsurf nas águas de rio também pode, diz o santareno Gil Serique

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Uma exótica cachoeira

Cachoeira do Aruã, região do rio Arapiuns, em Santarém.
Conheça essa maravilha.

TRE pede apoio da força federal para 105 cidades

Um total de 105 municípios paraenses pediu apoio da força federal, em sua maioria o Exército, para garantir a segurança no dia das eleições deste ano. Jorge Monteiro, chefe de segurança institucional do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conta que o tribunal já encaminhou as solicitações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que o apoio seja autorizado. “Geralmente o TSE autoriza para todos os municípios”.

Monteiro explica que o planejamento da segurança é feito pelo próprio Exército que, ao chegar ao município onde o apoio é solicitado, se apresenta ao juiz da zona eleitoral. “O juiz possui uma demanda do que acha necessário para que a segurança fique localizada, já que estão mais próximos das ocorrências”, conta.

De uma maneira geral, os pedidos de apoio são feitos por municípios que historicamente apresentam conflitos durante o período das eleições. Entre os municípios que fizeram a solicitação para este ano estão Igarapé-Miri, Cachoeira do Arari, Bragança, Viseu, Altamira e Itaituba.

Além do apoio da força federal, os municípios contarão também com a segurança da Polícia Militar, Guarda Municipal e todos os órgãos de segurança dos locais. “Existe uma grande preocupação e por isso o planejamento para que tudo ocorra tranquilamente”.(Diário On line)

UFOPA vai ofertar 3 cursos na área de pesca

Aritana Aguiar
Free lancer


A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) irá trazer para Santarém três cursos no setor de pesca e aqüicultura para o vestibular de 2011. A confirmação foi dada pelo diretor da ICTA (Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas), José Peleja. Além disso, está previsto até o final de 2010 a aprovação do mestrado em Recursos Aquáticos da Amazônia.

A UFOPA ofertará o curso básico de Ciências Biológicas, em duas habilitações, uma em biologia aquática e outra em biologia vegetal; o curso de Ciências Pesqueiras e o bacharelado em Engenharia da Aqüicultura. Todos esses cursos irão oferecer 50 vagas. No processo seletivo em 2012 a UFOPA oferecerá os cursos de Engenharia Sanitária e Saneamento Ambiental, com ênfase no o manejo de recursos hídricos de um monitoramento de sistemas.

No curso de Ciências Biológicas, com duas habilitações, o aluno irá escolher no termino do terceiro ano de curso qual irá optar. "Até o 3º ano já tem uma graduação em ciências biológicas, sendo as modalidades uma especialização", explicou José Pacheco.

O curso de Aqüicultura trabalha com cultivo de organismos aquáticos, ou seja, como criá-los. Isso vai desde a criação de peixes conhecida como piscicultura, criação de camarões conhecida como carcenicultura, e a criação de quelônios, jacarés, e de outros animais aquáticos. " Essa é uma ciência maior que é aqüicultura divida em sub-áreas. Vai trabalhar bastante a parte tecnológica, desenvolver esses pacotes de cultivo de peixes, tanto em tanque redes, gaiola flutuantes, sistemas escavados e como trabalhar de forma sustentável com aproveitamento de pequenos rios e igarapés, através do sistema de cultivo também do tipo barragem", esclareceu o diretor. A idéia é investigar o potencial das espécies nativas que se tem na região que não estão sendo exploradas no apicultivo e desenvolver tecnologias para isso.

O curso de Ciências Pesqueiras pretende formar cientistas da pesca para trabalhar em manejo dos lagos, o ordenamento da pesca, os acordos de pesca, a ecologia dos peixes, saber do que eles se alimentam estudar o sistema de várzea, igapó, será a ciência pesqueira que trabalhará no manejo da pesca junto com os pescadores.

De acordo com o diretor da ICTA as necessidades dos cursos na região eram como uma lacuna na região em contexto formação da pesca da aqüicultura dentro da atuação do campus da UFPA. "Nos estudos de demanda, na consulta com a sociedade, com os pescadores, as secretarias de aqüicultura, os concursos públicos que tem aberto nessa área tem mostrado um déficit de escritos, reincidências de pessoas nessa área na região é muito deficiente", confessou. E completa: uma demanda real identificada na sociedade e os anseios dos alunos que já vinham reivindicando a vindo dos cursos. Mas, o grande fator foi o contexto da sociedade que se necessita a introdução desses cursos.

Um dos projetos a serem introduzidos na Amazônia é a alfabetização dos pescadores. "Irá começar com a educação profissional e tecnológica, ou seja, a formação inicial e continuada. Com elevação de alfabetização para quem não é alfabetizado", contou Edmar Moraes.

Existe um projeto que se chama Pescando a Cidadania que vai muito além de ler e ensinar, reflete a cidadania, os direitos e deveres que tem cada cidadão.Em seguida terão o ensino fundamental com qualificação profissional, ensino médio integrado ao ensino técnico, ou só o técnico para quem tem o ensino médio. Depois os cursos superiores de tecnologia, graduação superior e de pós graduação, scrito sensu e latus sensu.

FROTA DE VEÍCULOS DOBRA, MAS SEMÁFOROS SÃO REDUZIDOS

Aritana Aguiar
Free lancer


Nos últimos cinco anos a frota de carros cresceu quase o dobro em Santarém, ocasionando aumento de acidentes de trânsito, mas considerada ainda baixa em relação à frota de veículos do outros anos. 85% dos acidentes envolvem motocicletas. Manuel Pantoja, diretor de transporte e trânsito da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMT), informa que alguns semáforos foram instalados para diminuir os acidentes de trânsito em Santarém.

De acordo com Pantoja pode-se perguntar como há redução se todos os dias existem acidentes. Segundo ele isso se dá porque é preciso levar em conta a relação entre os registros de acidentes do passado e a quantidade de veículos que circulavam naquele período, bem como com a quantidade de quilômetros pavimentados de vias.

"O número de acidentes de trânsito teve uma baixa. Em 2004, Santarém tinha 24.887 veículos; 9.563 motos; 54 agentes de trânsito; tendo 375 acidentes. Em 2009, a frota de veículos da cidade é de 44.085; 19.718 motos; 41 agentes; para 463 acidentes. Se fosse multiplicar a quantidade de acidentes que teve em 2004, para sua frota de veículos e comparar com 2009, o resultado hipotético seria mais de 600 acidentes de trânsito, só em 2009, mas isso não ocorre", explicou Manuel Pantoja, ao acentuar que acidentes de trânsito têm diminuído.

Dos acidentes de trânsito envolvendo motos, 60 % são devido à falta de atenção dos motoqueiros e 48% são de avanço na preferencial. Desde janeiro a média de acidentes mensais é de 30.
Até maio de 2010 de acordo com a SMT, já ocorreram em Santarém 190 acidentes. Até o mês de junho a frota registrada de veículos era de 45.587, sendo que destes, 20.565 são motos.
Segundo Pantoja em 2004 Santarém tinha 38 semáforos de 2 tempos e 3 tempos e com sinais de advertência. De janeiro de 2005 até 2009 foram adquiridos 12 semáforos. "Nesse período 10 luminosos foram implementados e 2 trocados. Dentre eles 3 com cronômetros, outros remanufaturados e colocados em outro cruzamento", informou.

Fidelidade Partidária x Perda do mandato

José Olivar

Vai se transformar em Lei Complementar o que a Justiça Eleitoral já se manifestara sobre a fidelidade partidária. Assim, o "troca-troca" de Partidos, por parte de políticos, vai exigir três anos de filiação no mesmo Partido para que o filiado possa se candidatar a cargo eletivo. Também incorrerá na perda do mandado quem deixar a legenda pela qual foi eleito, salvo os casos de: incorporação ou fusão de Partido; criação de um novo Partido e o desvio reiterado do programa partidário ou grave discriminação pessoal que torne impossível a convivência. O projeto já passou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Receita admite o acesso a dados de tucano e de Leal

Do blog do Josias de Souza:

José Cruz/Ag.Senado
Em depoimento à Comissão de Justiça do Senado, o secretário da Receita Federal, Otacílio Dantas Cartaxo, admitiu:

Servidores do fisco acessaram nos computadores do fisco dados sigilosos de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB; e de Guilherme Leal, vice de Marina Silva (PV).

Disse ter determinado a abertura de processo disciplinar na Corregedoria-Geral da Receita. Detectado o indício de crime, a encrenca vai ao Ministério Público.

Cartaxo negou-se a revelar os nomes dos bisbilhoteiros. Prefere aguardar a conclusão da investigação. Informou que são “cinco ou seis” servidores.

O secretário fez a defesa protocolar do órgão que dirige: “A Receita Federal, como organização de Estado, legalista e...”

“...E transparente em suas relações com seus contribuintes, não compactua com más práticas”.

Declarou que o fisco “tem combatido” os desvios de conduta. Trabalha para “eliminar comportamentos contraventores, ilícitos, que chegam à órbita criminal”.

O secretário foi convidado a prestar esclarecimentos ao Senado depois que o repórter Leonardo Souza divulgou a quebra de sigilo fiscal do grão-tucano Eduardo Jorge.

Contou que as informações sigilosas migraram das máquinas da Receita para as folhas de um dossiê preparado por um “grupo de inteligência” que operava no comitê de campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff.

Bisbilhotaram-se cinco declarações de Imposto de Renda de Eduardo Jorge, de 2005 a 2009.

Ao espantoso, o secretário Cartaxo acrescentou o inacreditável: foram acessados também as informações fiscais do vice de Marina Silva. Um espanto!

A Receita Federal renderá homenagens ao bom senso se concluir as suas apurações antes de outubro, o mês das eleições.

Está-se diante de um desses casos que, se não forem acomodados em pratos asseados, deixam no ar a impressão de que o fisco foi convertido em máquina eleitoral.

Construção de hidrelétricas pode afetar cor da areia das praias de Santarém

Durante o seminário de Direito Ambiental, realizado mo final do mês de junho, em Santarém, o técnico do Ministério Público do Pará, engenheiro Dilaelson Tapajós, afirmou que se forem construídas sete usinas no rio Tapajós, conforme está planejado pela Eletronorte, poderá ocorrer a alteração da cor das areias das praias de Santarém devido à invasão da água barrenta do rio Amazonas sobre as águas azuis do rio Tapajós.

De acordo com a promotora ambiental do Ministério Público Estadual, Lilian Braga, a construção das usinas de Belo Monte e da bacia do Tapajós, precisa ser planejada e fomentada. "Sabe-se que é uma obra muito desejada pelo país. Então deve ser analisada para não prejudicar o que temos de melhor, que é a nossa natureza, ou seja, precisa ser respeitado", explicou.

Ela enfatiza que atividade econômica, é um processo que precisa ser seguido. "Esse processo o Ministério Público Estadual e Federal, tem buscado atenção. Há uma necessidade de respeitar as atividades econômicas, que devem ser sustentáveis. As comunidades que estão em torno desses projetos serão atingidas de alguma forma, por isso é necessário uma avaliação para ter um convívio adequado", definiu.

Lilian Braga completa que qualquer projeto que atinja direta e indiretamente uma comunidade, bioma, manancial hídrico, deve ser planejado, conforme prevê a legislação quanto a licenciamento ambiental e toda sua forma de instalação. "Deve ser visto o relacionamento com a comunidade, qual atividade sustentável a ser proposta e a avaliação dos danos que serão causados, e o que pode ser minimizado", explicou à promotora. E completa: que tem se identificado muitos projetos na região, trabalhados de maneira inadequada, encontrando vários danos causados.

CONSTRUÇÃO DE NOVO TERMINAL DE SOJA PODE PREJUDICAR UFOPA

Miguel Oliveira
Repórter


Os planos do maior produtor individual de soja do mundo e dono da maior área plantada de algodão no Brasil, Eraí Maggi Scheffer, de investir R$ 50 milhões na construção de um terminal de grãos em Santarém podem enfrentar resistência da Procuradoria Regional da República que, a pedido da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA), deverá se opor à construção do terminal graneleiro em uma área contígua ao campus da Vera Paz, onde funciona uma distribuidora de combustível.

Segundo O Estado do Tapajós apurou, a reitoria da UFOPA já havia solicitado, pelo menos informalmente, que a Procuradoria ingressasse com ação para remover daquela área a base de distribuição de combustível que pertenceu à IB Sabbá, de Manaus, hoje administrada pela Shell, alegando que a presença de depósitos de inflamáveis colocaria em risco a segurança de alunos, professores e funcionários da UFOPA.

Procurado pela reportagem, o reitor Seixas Lourenço admitiu que a UFOPA considera inadequada a presença de atividades potencialmente poluidoras nas vizinhanças do campus da Vera Paz. " Nós já tínhamos preocupação com o depósito de combustível. Agora, quando se fala que um outro terminal de grãos vai ser erguido nos arredores do campus da UFOPA, no mesmo local onde já havia uma atividade que põe em risco a nossa segurança, temos de nos precaver", afirmou Lourenço.

Segundo revelou o jornal Valor Econômico, o terminal, que começa a ser construído em 2011, terá capacidade para movimentar 3 milhões de toneladas de grãos por ano e 1,5 milhão de toneladas de cargas em contêineres. A primeira fase do projeto de Santarém terá área de 23 mil m² e três silos com capacidade para 96 mil toneladas ao custo de R$ 30 milhões. Na segunda, R$ 20 milhões devem elevar mais 15 mil m² de área portuária para atingir armazenagem de 150 mil toneladas.

O edital do novo terminal deve ser aprovado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) até o fim do ano, informa a Administração do Porto de Santarém.

Estimulado pelo avanço do asfaltamento da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém, Maggi disputará a licitação da Companhia Docas do Pará (CDP) para arrendar uma área de quase 40 mil m², onde será erguido um novo terminal portuário. Do lado direito do porto das Docas, a Cargill já opera um terminal privado para 1,2 milhão de toneladas de grãos por ano no porto de Santarém.
No local estão previstos a construção de cinco silos com capacidade estática para armazenar até 150 mil toneladas de grãos. "O volume seria suficiente para abastecer ao menos três navios tipo Panamax por mês. É interessante ter um porto em Santarém. Me preocupa sair a BR-163 e não ter porto lá, diz ele. Isso vai ser fundamental. O terminal exportará soja, algodão, milho e carne em contêineres", disse Eraí ao jornal paulista.

Pontuando - José Olivar

Patrocinar o interesse de ambas as partes, é crime de tergiversação. Trair o dever profissional incorporando em seu patrimônio bens do cliente ou o produto da venda destes, se constitui crime de patrocínio infiel. Está no Código Penal, viu! ///O nome do Vice de Jatene, no caso, Helenilson Pontes vai fazer com que a colônia nordestina, com a qual ele tem raízes, o apoie em peso, até porque, junto com ele caminha Nélio Aguiar, que se destacou e muito, como vereador. ///Há PEC em andamento na Câmara dos Deputados, objetivando mudar a denominação de Polícia Civil para Polícia Judiciária, corrigindo assim a imperfeição redacional da nossa Constituição. ///O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, em questão de ordem, que ex-Ministro daquele colegiado e que o integrou até 2008, pode advogar no mesmo, pois não há qualquer impedimento neste sentido. ///Você sabia que aquelas informações sobre andamento de processos e outros atos judiciais, publicados na Internet, não possuem caráter oficial, portanto não obriga às partes? ///Brevemente mais um imposto fará parte do rol, já grande, dos tributos brasileiros. É que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, já aprovou projeto de Lei Complementar, que institui o Imposto sobre Grandes Fortunas para taxar todo patrimônio acima de 2 milhões de reais. Só mesmo no Brasil, quem tem 2 milhões de reais pode ser considerado proprietário de grande fortuna. Isto é um absurdo! ///Ainda bem que vai virar lei, a obrigatoriedade de se usar linguagem acessível em sentença judicial, de modo que possa permitir a compreensão da decisão por qualquer cidadão. Projeto neste sentido está em fase conclusiva. ///A Governadora Ana Júlia, no último ano do seu mandato e nas proximidades das eleições, promete terminar o recapeamento do asfalto da Rodovia que liga Santarém a Alter do Chão. Às vezes, eleições trazem resultados, mesmo que seja na busca de votos. ///Todos os políticos devem fazer uma leitura à Lei Complementar 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), para pensarem duas vezes antes da prática de algum ato ilícito, pois o cargo eletivo não é feito para que pratiquem bandalheiras, corrompam ou sejam corrompidos, posto que os maiores prejudicados, doravante, serão eles mesmos. ///Ainda sobre corrupção, cabe-nos exigir da classe política o acesso às práticas democráticas e a implementação do redentor processo de educação cívica continuada. Do contrário, a cultura dos nossos representantes continuará a ser a de alimentar sempre interesses pessoais escusos. ///A conduta do Diretório Regional do PMDB que alijou o nome do Vereador Maurício Corrêa, de uma das vagas para candidato a Deputado Estadual, atingiu, por tabela, o Vereador e Presidente da Câmara, José Maria Tapajós. É que o ilustre Presidente havia encampado a indicação e a candidatura de Maurício Corrêa, mas a interferência de Antonio Rocha, do mesmo Partido, colocou o Diretório Regional na parede, e o resultado foi a exclusão de Maurício. ///Não se pode esquecer, porém, que José Maria Tapajós sempre carrega consigo mais de cinco mil votos garantidos. Isto pesa na balança. ///Aliás, devo dizer que, o que publiquei na edição anterior sobre Carlos Martins não ser candidato, foi um equívoco. Na verdade o benquisto político é candidatíssimo a Deputado Federal. Desculpem a gafe!/// O vereador Jailson, continua sendo em Mojui, quase unanimidade pelos trabalhos que desenvolve em prol daquele Município. Em 2012 será um nome vitorioso, com certeza. ///As promessas, daqui pra frente serão muitas, pois os políticos desembarcarão aqui, humildes e pedindo votos, muitos deles nunca olharam para a nossa Região. Passadas as eleições, esquecem-se que Santarém existe. Vamos votar em quem é honesto e tem compromisso com o eleitorado. ///O serviço de patrulhamento em motos feito pela Polícia Militar merece uma reestruturação por parte da cúpula da Segurança Pública do Estado. É que não fica bem, dois policiais numa moto só, aliás, pouco caracterizada. O certo, é como fazem em outros Estados, cada policial numa moto e bem caracterizada. Coitados dos PMs que são obrigados a andar em garupas./// A festa de Mojui dos Campos, da integração nordestina, se realizou mais uma vez, com sucesso, muito embora existam reclamações sobre a alimentação colocada à venda na barraca oficial. Quem sabe para o ano, melhore. ///Recebi informação que uma investigação está em andamento para identificar se uma publicação semanal é feita com dinheiro público. Aliás, nosso dinheiro. Tem gente atuando! ///Foi muito bonita a formação dos novos policiais militares que atuarão em Santarém e Região, em número de 168 novos PMs. A solenidade ocorreu na Orla, com elegantes desfiles e com a palavra do Cel. Campos, incentivando os novos recrutas. Parabéns! ///A eliminação do Brasil, por um lado foi ruim para todos os brasileiros. Por outro, acaba com esse negócio de feriado todos os dias de jogos da seleção, que, aliás, jogou pouco para pretender ser campeã. ///Até que enfim o DEM resolveu se aliar ao PSDB, nestas eleições. Quem esperava coligação com o PT, deu com os burros n'água. ///Já está em fase conclusiva, na Câmara Federal, projeto de lei que estabelece regras para fixar indenizações por danos morais. Por ele, foram criados parâmetros que devem ser observados pelo Juiz no momento de estabelecer o quantum indenizatório. ///Tão logo entrou em vigor a Resolução do CONTRAN, que estabelece regras sobre transportes de crianças em carro, já há na Câmara projeto em tramitação visando revogar a aplicação da Resolução, por ser ela contraditória e aplicável apenas em alguns casos e em outros não. ///Atenção senhores Delegados de Polícia, Germano do Valle, Nelson Nascimento e Gilberto Azevedo, meus ex-alunos! Implementem uma ação mais enérgica contra estes gangueiros e motoqueiros que vivem apavorando as pessoas pacatas e andam armados pela cidade praticando vários crimes. Eles merecem cadeia, sem dó. Confiamos em vocês! ///Mais uma vez indago à Secretária mais morosa da Administração de Maria do Carmo: e aí Valéria, a operação tapa buraco parou mesmo? Se não parou, por que a Silvino Pinto, a São Sebastião, a Presidente Vargas, a Marechal Rondon, continuam cheias de buracos em pleno verão? ///Na semana vindoura a coluna não vai ser publicada, pois estarei em São Paulo, voltando para a edição do dia 23/07, se Deus quiser! ///Um abraço no empresário Francisco Alves Pontes, pai do Helenilson Pontes, candidato a Vice de Jatene, leitor assíduo desta coluna, toda sexta-feira.

Audiência pública da Cargill: produtores pedem paz

Centenas de produtores rurais de Santarém e Belterra lotaram hoje o salão do Iate Clube, trajando camisetas brancas, em sinal pela paz no campo, durante audiência pública convocada pela Sema para debater o Eia/Rima do porto graneleiro da Cargill, elaborado pelo CPEA.
Foto: Tamara Saré

Acompanhe a audiência pública da Cargill

O Blog do Estado, via twiiter, vai cobrir a audiência pública convocada pela Sema para discutir, hoje, no Iate Clube, o Eia/Rima do porto graneleiro da Cargill, em Santarém.

Para acompanhar, basta clicar aqui ou no logotipo do twitter localizado ao lado direito da página.

Como apreciar um pirarucu defumado

Fiel consumidor de pirarucu, a minha opção, obviamente, foi por aquele prato que, a mim me parecia, seria mais bem aquinhoado com o saboroso peixe: “Lombo de pirarucu defumado com molho à base de tucupi (arubé) acompanhado com quinua de jambu” (R$ 28,00). Informei-me da procedência: Santarém, aprovei, pois lá sabem defumar um pira com qualidade. Quinua com jambu é sofisticação orgânica para a criação do chef Paulo Martins, o “Arroz de Jambu”, cuja história contei em “O dia em que o jambu separou-se do tucupi” – para ler, clique aqui.

As duas peças de pirarucu estavam no ponto adequado, macias, com o defumado a corresponder o que dele se espera: um sabor que preserva as características inimitáveis do nosso peixe maior, enriquecido pelo processo dos fumeiros, que nos remete aos pioneiros, nas antigas moradas amazônicas. A primeira prova da quinua com jambu deixou a desejar em termos de tempero. No entanto, quando combinada com o arubé que a cercava, ganhou ares, ou melhor, sabores, transcendentais... A mistura ficou uma delícia, deixando o papel de acompanhante, para disputar o papel principal... O arubé vem a ser um molho feito com tucupi, mais um pouco de sua goma e massa da própria mandioca, para ficar com um ponto de espessura. Deixa-se azedar um pouco o tucupi, que pode ser temperado com especiarias, a gosto. Dependendo do ponto, pode até aproximar-se da mostarda. Este não ia a tanto, estava em estado mais para o líquido, mas com sabor muito agradável, capaz de provocar o prazer do paladar. Na foto, sobre a quinua com jambu você vê dois pontinhos: eram duas flores de jambu, a fazer a decoração e provocar frêmito nos lábios.

Pantera come poeira e buraco

É inadmissível que até hoje o plantel do São Raimundo não tenha um local de treinamento apropriado.

Os jogadores do Pantera são submetidos a esse vexame de treinar em campos improvisados na periferia da cidade o que, inviariavelmente, se refletirá nos jogos oficiais.

Não se entende o porquê do Pantera não poder treinar no Barbalhão, por exemplo. Sabe-se, apenas, que o estádio serve mais a eventos religiosos do que a esportivos.

A estréia do São Raimundo na série C será dia 24, em Marabá, contra o Águia.

Para onde deve ir o Porto da Cargill?

Editorial do padre Edilberto Sena, no jornal da manhã da Rádio Rural:

Hoje deve surgir o julgamento técnico e moral sobre o porto da multinacional Cargill em Santarém. Logo mais acontecerá a audiência pública para se julgar o Relatório dos impactos Sociais e Ambientais da presença ilegal do porto graneleiro da empresa estrangeira, que há 10 anos vem sendo processada na justiça federal, por ter violado a lei do EIA RIMA.

Mesmo sabendo disso, a Cargill se escondeu por trás de uma licença imprópria da antiga SECTAM, hoje Secretaria estadual de meio ambiente (SEMA)do Pará e destruiu uma praia urbana e parte de um sítio arqueológico da Vera Paz, se instalando bem em frente da cidade, invadindo inclusive o belo rio Tapajós.

Os críticos desse projeto portuário, entre os quais os Ministérios públicos, federal e Estadual, garantem que os impactos negativos da presença do referido porto em Santarém, são graves e sem recuperação. O relatório apresentado pela empresa que fez o EIA RIMA, aponta 37 impactos provocados pelo porto, maioria dos quais negativos. Para os críticos, o relatório tendencioso aponta desculpas que chama de mitigações, contanto que o porto permaneça onde está.

Um exemplo de impacto constatado pelo RIMA para se compreender que as conseqüências negativas são graves e irreversíveis. Ele admite que, com o asfaltamento da rodovia Santarém Cuiabá, ora em andamento, gerará um fluxo de 10 mil carretas carregadas de soja por safra. Imagine-se o aumento de prostituição, HIV, drogas e agressões pessoais na cidade. Além disso, a estrutura de trânsito da cidade não comporta 10 mil carretas trafegando pelas ruas precárias e sem perspectiva de melhoria.

Os críticos do porto perguntam se a população santarena aceitará tais conseqüências em nome do progresso. Justifica manter um porto com tais impactos prejudiciais à sociedade e ao meio ambiente, só porque o porto está implantado e sua retirada causaria grandes prejuízos à empresa? A multinacional sabia desde o início que a licença dada pelo Estado do Pará era ilegal. Além disso, prejuízos maiores terá Santarém e seu povo, caso o porto continue onde está. Tudo isso será analisado e julgado hoje na audiência pública de logo mais.


Nota da redação.

Pluralista como ele só, o Blog do Estado traz ao conhecimento de seus leitores o posicionamento do padre Edilberto Sena, diretor da Rádio Rural, sobre o porto da Cargill, uma vez que o assunto é polêmico e suscita diversas interpretações.

Mas a posição editorial do Blog do Estado é de apoio à permanência do terminal de grãos aonde está, a não ser que a tese de retirada do porto da praia da Vera Paz se estenda ao porto da CDP, já que o terminal é apenas um retroporto.

O Blog do Estado considera importante o debate sobre o assunto, mas não vê, a priori, que a responsabilidade por devastação ambiental na região tenha uma relação direta com a construção do porto da Cargill. E que somente a empresa seja responsabilizada pelo aumento da prostituição, mazela social existente em qualquer lugar do mundo.

Por fim, o Blog do Estado confia no cumprimento da legislação ambiental brasileira e espera que o órgão licenciador exige as compensações devidas pela Cargill ao povo santareno.

MPF impugna 18 pedidos de registros

Do Blog do Parsifal:

protocolo

Ontem, ultimo dia para pedido de impugnação de candidaturas, o Ministério Público Eleitoral do Pará, totalizou 18 ações.

Segundo o portal do MPF, "16 ações foram baseadas na Lei complementar 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa. As outras duas foram por falta de cumprimento de obrigações relacionadas à filiação partidária.".

Até o dia 5 de agosto o TRE deverá ter julgados todos os pedidos de registro, inclusive os impugnados.

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Nota da Redação:

Único político do oeste do Pará impuganado pelo MPF é Roselito Soares da Silva, ex-prefeito de Itaituba: pedido de candidatura a deputado estadual pelo PR – foi condenado em processos de apuração de conduta vedada e compra de votos, em decisões colegiadas. Íntegra da ação.

Sequência de tempestades matou meio bilhão de árvores

Herton Escobar

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2005 foi mesmo um ano difícil para a Amazônia.

Não bastasse a seca recorde que assolou a região, um estudo divulgado hoje revela que uma sequência de supertempestades tropicais que avançou sobre a floresta bem no comecinho do ano (entre 16 e 18 de janeiro) deixou nada menos do que meio bilhão de árvores mortas pelo caminho. A tempestade tinha 200 km de largura e 1.000 km de “comprimento”. Imagine só!

O estudo, divulgado pela American Geophysical Union (AGU), é assinado por vários cientistas brasileiros e americanos. Eles combinaram imagens de satélite e observações de campo em um modelo matemático que permitiu estimar o número de árvores derrubadas pela tempestade em toda a Bacia Amazônica. A contagem final ficou entre 441 e 663 milhões.

A tempestade não é “culpa do homem”, claro, e pode ser vista como um fator natural de pressão e até renovação da floresta. Os pesquisadores chamam a atenção, porém, para o fato de que o aquecimento global poderá tornar eventos extremos como esses (tanto tempestades quanto secas) mais frequentes … talvez superando a capacidade da floresta de assimilar esse tipo de pancadaria climática. A Amazônia é forte, mas não é imbatível!

O trabalho já foi aceito para publicação na revista Geophysical Research Letters e os autores brasileiros são do INPA e da Unesp, com colegas da Universidade Tulane, Universidade de Windsorm e do Caltech.

Na imagem acima, é possível ver (dois anos depois) clareiras abertas na mata pela tempestade.

Área de estádio para Copa de 2014 em SP está contaminada

Relatório da Cetesb aponta existência de metais pesados e solventes no terreno onde se cogita construir o Estádio Piritubão


Diego Zanchetta, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - O terreno de Pirituba onde a cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cogita construir o estádio de abertura da Copa de 2014, na zona norte de São Paulo, está contaminado por metais pesados e passa por um processo de "recuperação ambiental". É o que informa o último relatório da Companhia de Tecnologia Ambiental (Cetesb), divulgado em novembro de 2009, com a relação das áreas contaminadas no Estado.

Em nome dos índios

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O vale do rio Trombetas, no Pará, será palco de uma experiência inédita no Brasil. O governo vai mapeá-lo e etnozoneá-lo (neologismo muito recente), com a participação dos próprios beneficiários, os índios. Eles fornecerão informações, participarão dos trabalhos de campo e serão co-responsáveis pela execução dos serviços. Uma parceria original entre o Estado e os índios num projeto que é realizado pela primeira vez no país com essas características.

Para torná-lo possível, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado assinou um convênio com a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, no valor de 859 mil reais, com vigência de um ano. O objeto do convênio tem uma descrição quinhentista, revisada pelo jargão acadêmico atual: “Trabalhos de Etnozoneamento da porção paraense das Terras Indígenas Trombetas, Mapuera, Nhamundá Mapuera e áreas ocupadas por povos indígenas na Floresta Estadual do Trombetas, num total de mais de 4 milhões de hectares zoneados participativamente, com vista a viabilizar ações de ordenamento territorial aliadas a conservação da biodiversidade, para propiciar a gestão territorial e ambiental integrada das áreas protegidas da Calha Norte do Estado do Pará”.

Como há componentes inteiramente novos nesse título pomposo, é preciso penetrar nos seus bons propósitos e promessas agradáveis. A sociedade já amadureceu para a atitude inteligente de reconhecer o valor do conhecimento acumulado pelas populações que antecederam os europeus na ocupação da região e procurar não só preservá-lo como utilizá-lo de forma concreta e prática. Ganhará em tempo e em riqueza de informações se reconhecer esse componente étnico autônomo e indescartável. Mas o que há por trás dos conceitos generosos e bonitos?

Há contradições e omissões. Em seu site, a associação Kanindé diz que seu trabalho durará não um ano, mas dois. Diz ainda que a área possui seis milhões e não “mais de 4 milhões de hectares”, como está assinalado no sumário do convênio. A uniformização das duas fontes, que seria premissa, torna-se assim um incômodo. Indica desde já que haverá aditivos para prorrogar prazo e esticar recursos?

Outra questão é óbvia: por que ir a Rondônia para fazer esse convênio? Não há nenhuma outra entidade (a Kanindé é uma OSCIP, organização civil de fins específicos, criada no final de 1992) no próprio Pará, que podia fazer esse trabalho? Se não há, não seria necessário pelo menos fazer uma audiência pública ou consultar especialistas antes de assinar o convênio? A Kanindé tem suas credenciais, mas restritas a Rondônia, não muito numerosas nem de impressionar. Está em condições de fazer a intermediação técnica entre os índios e o governo nesse serviço original, que constituem as características pioneiras da empreitada?

O propósito dessa iniciativa, de “consolidar o maior corredor de biodiversidade do planeta”, na calha norte do rio Amazonas, é de grande importância. Por isso mesmo, não podia ser iniciada com tão poucas informações e tantas dúvidas.

Voz do leitor - Contraponto(Tréplica)

Paulo Cidmil fez um novo comentário sobre sua postagem "A voz do leitor: contraponto":

Quem elege é o eleitor, e esse mesmo eleitor é vitima de sonegação e manipulação de informações, as quadrilhas que controlam os Partidos também controlam os principais meios de comunicação do Estado, ele, eleitor, está sujeito a pirotecnia de informação, através de um marketing que transforma candidato em produto palatável que só os tubarões da política podem produzir porque custa muito dinheiro. A miséria da população é usada como moeda de troca. Sabe-se que os candidatos de poder econômico compram os votos através de muitos artifícios e até mesmo com dinheiro vivo. Quem sabe o Pará também nas eleições não ganha mais um campeonato da impunidade, afinal existe forte suspeita na forma de apuração e de totalização dos votos no Estado, muitos já argumentam não haver justificativa para o atraso na totalização cujo Pará já é o campeão.
Se existe a corrupção no Brasil, no exterior, no nosso tempo ou outrora em civilizações até extintas; se a história da política contemporânea produziu malufs, quercias, bushs, não foi para justificar a existência de Jader, Paulo Rocha e uma centena de pilantras se locupletando para assaltar os cofres públicos. O fato de o presidente Lula ser respeitado mundialmente e sua gestão ter realizado avanços sociais, não deveria ser argumento para justificar os caminhos da falta de ética e honestidade pelo qual o seu Partido dos Trabalhadores enveredou, onde os fins justificam qualquer meio para permanecer no poder. Afinal o mínino que podemos esperar de nosso presidente é que seja respeitado e que nos represente com dignidade em outros estados e continentes, ser motivo de orgulho para os brasileiros é a sua obrigação!
O povo nunca foi burro, manifesta-se a partir do que sabe e vê e do que é possível entender, e sabe que muito se mente. Para o dito povão, tudo é emergência, do ângulo de onde ele vê, não existe diferença, para ele tudo será como dantes, não importa se Ana Julia, Jader ou Jatene. Pensa com o estomago e na cesta básica, no material escolar, na vaga da escola para o filho, na promessa de um lote no terreno invadido, no óculos, no par de sapatos e até no dinheiro vivo dado pelos partidos abastados arrecadado no caixa 2. Mas é mais fácil mandar prender e responsabilizar o que se “corrompe” por desinformação que banir da política o corruptor esclarecido que continuará como autoridade e sendo um “honrado” cidadão.
Paulo Cidmil

terça-feira, 13 de julho de 2010

ANÁLISE DO EIA/RIMA DA CARGILL TERÁ AUDIÊNCIA PARALELA

A representação de ambientalistas, lideranças religiosas e sindicais, e trabalhadores rurais será pequena na audiência oficial porque no mesmo horário, nos arredores do Iate Clube, haverá uma audiência da sociedade civil

Miguel Oliveira
Repórter


Deverá ser pacífica a audiência pública convocada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente para a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) do terminal graneleiro da Cargill, dia 14 de julho, a partir das 9 horas, no Iate Clube de Santarém. A representação de ambientalistas, lideranças religiosas e sindicais, e trabalhadores rurais será pequena na audiência oficial porque no mesmo horário, nos arredores do Iate Clube, haverá uma audiência paralela convocada por entidades da sociedade civil organizada.

Para a audiência convocada pela Sema, as lideranças do movimento contrário à instalação do porto da Cargill em Santarém contarão com assessoria de dois consultores contratados pelo Greenpeace e, também, com a posição já assumida pelo Ministério Público Federal que pediu à justiça o fechamento do terminal de grãos instalado no porto da Companhia Docas do Pará.
"A audiência oficial será pacífica", garante o padre Edilberto Sena, membro da Frente de Defesa da Amazônia. "A convocação de milhares de trabalhadores até Santarém no dia 14 não é para a reunião do Iate Clube, é para nossa audiência paralela", tranqüiliza.

Edilberto considera inócua a realização da audiência oficial, "a menos que os representantes do MPF demonstrem que o Eia/Rima é tecnicamente inconsistente e incompleto", explica o membro da FDA.

Indagado se o movimento quer a implosão do porto da Cargill como resultado da audiência convocada pela Sema, em tom conciliador ele faz um desafio: "O problema não está só no porto da Cargill, está no porto da CDP, cuja localização é imprópria. Quem sabe a gente não desperte as autoridades para que cumpram o Plano Diretor do Município, que prevê a instalação de portos apenas na parte leste da orla de Santarém, mais precisamente da região do Maicá, rio abaixo.

o Estudo de Impacto Ambientale o Relatório de Impacto Ambiental do terminal de grãos da Cargill em Santarém foram elaborados a partir do Termo de Referência, fornecido pela própria Secretaria de Meio Ambiente do Estado e tiveram início ainda no ano de 2008. O estudo foi conduzido pela Consultoria Paulista de Estudos Ambientais (CPEA), entidade independente e especializada nesse tipo de consultoria. Em setembro de 2008 foi protocolado o Estudo de Impacto Ambiental, que foi analisado detalhadamente pelos técnicos da Sema. Após a visita técnica realizada na região, a Sema solicitou complementação de alguns pontos abordados pelo estudo. Esse tipo de complementação é prática comum durante o processo de análise. A Sema, após consulta a diversas lideranças interessadas no tema, entre as quais estão os Ministérios Públicos Federal e Estadual, emitiu notificações solicitando as avaliações complementares do EIA e do Rima. A CPEA promoveu as avaliações complementares solicitadas e a versão final do estudo foi entregue à Sema em fevereiro deste ano.

A Cargill já havia desenvolvido, em 2001, outro estudo ambiental para subsidiar o licenciamento ambiental do terminal de Santarém, denominando Plano de Controle Ambiental (PCA). Esse estudo é o mesmo utilizado em mais de 90% dos casos de terminais portuários em diversos estados no Brasil, e foi o tipo de estudo solicitado, na ocasião, pela Sema. "O Eia-Rima nos permitiu melhorar ainda mais os controles e as reduções de emissões do terminal, pois, por ter sido realizado já com ele em operação, os técnicos puderam contar com dados reais e mais precisos", comentou Clythio Buggen-hout, diretor de portos da Cargill.

Audiência concluirá processo de estudos

Uma etapa importante desse processo é a realização da audiência pública. Trata-se de um evento coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) em que a comunidade é convidada a participar e assistir à apresentação do estudo, feita pelo empreendedor e pela consultoria independente responsável pelo seu desenvolvimento. Após as apresentações, tanto os representantes da Cargill quanto os técnicos da CPEA esclarecem dúvidas e respondem questões formuladas pelos participantes.

Eia e Rima - O EIA é constituído por 10 volumes com cerca de 500 páginas cada um, e contém diversos anexos que suportam as conclusões. Em linguagem técnica, o estudo aborda os diversos aspectos determinados para um empreendimento dessa natureza. Nele são encontradas diversas análises e avaliações feitas por técnicos especializados nas áreas do conhecimento conforme a natureza do assunto, como economistas, geólogos, engenheiros e biólogos.

Adicionalmente, foram realizadas reuniões com 320 lideranças na região, de 114 diferentes entidades, para coletar as informações e questionamentos, incorporados também no estudo. "Esses contratos foram fundamentais para que pudéssemos entender ainda mais a perspectiva da comunidade", comentou Sérgio Pompeia, diretor da CPEA e coordenador do estudo.
Além do EIA, foi produzido também o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), uma versão do EIA, escrita em linguagem acessível. Foram distribuídas centenas de exemplares em toda a região.

Seguindo legislação que regulamenta o assunto, o Estudo de Impacto Ambiental está disponível para consulta pública desde setembro de 2008 nas prefeituras e bibliotecas de Santarém e Belterra, na Secretaria do Meio Ambiente do Pará, na prefeitura e na Associação Comercial de Santarém. As versões atualizadas também estão disponíveis para a consulta em todos esses estabelecimentos. O conteúdo do RIMA também está disponível para consulta nos sites da Sema e da própria Cargill.

Eleitor poderá votar em presidente mesmo fora do domicílio eleitoral

Radar Político
Estadão

Os eleitores que não estiverem em seu domicílio eleitoral no primeiro turno das eleições (3 de outubro), poderão votar para presidente da República caso estejam em alguma das 27 capitais brasileiras. No entanto, é necessário procurar qualquer cartório eleitoral entre os dias 15 de julho e 15 de agosto para se habilitar.

O prazo também vale para o eleitor se habilitar a votar fora do seu domicílio no dia 31 de outubro, caso haja segundo turno para presidente.

Registro

A habilitação para o voto em trânsito pode ser feita em qualquer cartório eleitoral do país. Só serão admitidos os eleitores que estiverem em dia com as obrigações eleitorais. O eleitor poderá, pessoalmente, alterar ou cancelar o registro para votar em trânsito, dentro do período indicado.

Porém, se não estiver na capital para a qual tenha sido transferido provisoriamente, o eleitor deverá justificar a ausência em qualquer seção eleitoral, inclusive no local onde esteja domiciliado.

Em todas as capitais serão instaladas urnas exclusivas para o voto em trânsito, em locais previamente designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais. No dia 5 de setembro, os eleitores em trânsito poderão conferir o seu local de votação nos sítios do TSE ou do TRE do seu domicílio de origem ou da respectiva capital por eles cadastrada.

Mínimo de eleitores

Para a instalação de uma seção especial para o voto em trânsito, é preciso que a capital do estado tenha recebido o pedido de transferência provisória de no mínimo 50 eleitores. Do contrário, a habilitação será cancelada e os eleitores serão informados da impossibilidade de votar em trânsito, devendo justificar o voto ou votar no seu local de origem no dia da eleição.

Cartórios: CNJ declara vagos 5.561 cargos

O Globo

Corregedor diz que postos agora terão de ser preenchidos por concurso

O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilson Dipp, declarou ontem vago o comando de 5.561 cartórios, quase a metade dos 14.964 cartórios em atividade em todo o país.

Pela decisão do ministro, as vagas deverão ser preenchidas por concurso público.

Dipp também determinou que quem estiver à frente dos cartórios em caráter provisório não poderá receber acima do teto salarial do serviço público, hoje de R$ 24.117,62.

"Todo o resultado financeiro que ultrapassar esse valor deve ser recolhido aos cofres públicos", diz nota divulgada ontem pelo CNJ. O texto diz que, hoje, alguns chefes de cartório chegam a receber R$ 5 milhões por mês.

Dipp determinou a abertura das vagas depois de receber um relatório com a análise da situação de cada cartório do país.

O CNJ informa que o número de vagas, considerado expressivo, poderá aumentar. Isso porque o conselho ainda fará novas diligências em 1.105 cartórios, para apurar supostas irregularidades.

Na análise preliminar, o CNJ encontrou 153 cartórios fantasmas, que estariam funcionando sem autorização. As vagas podem aumentar a partir da análise da situação de 470 cartórios que recorreram à Justiça contra a ação do conselho.

A titularidade destes cartórios só não foi declarada vaga por causa das pendências judiciais. O CNJ descobriu irregularidades que, para o corregedor, justificam a troca de comando.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Como nascem as pesquisas

Entenda como funcionam as sondagens eleitorais, tão comuns e tão criticadas

Diego Abreu

Pesquisas servem como um termômetro. Mostram a percepção dos eleitores em relação aos candidatos. O Correio apresenta passo a passo como é feito um levantamento, desde o primeiro momento até o resultado final da sondagem. Especialistas afirmam que para se obter um resultado confiável é indispensável o investimento no treinamento de pesquisadores e supervisores.

Os preços das pesquisas podem chegar a R$ 180 mil quando feitas em todo o país e até R$ 50 mil no caso de eleições estaduais. Os municípios pesquisados costumam ser sorteados, assim como os pontos visitados de cada cidade. A abordagem, quando feita nas ruas, também ocorre de forma seletiva, levando-se em conta faixa etária, sexo e classe social. No Brasil, partidos políticos e candidatos em baixa nos levantamentos costumam questionar a credibilidade de pesquisas

Consórcio de Belo Monte vai entregar documentação à Aneel para iniciar a obra

Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera receber nesta terça-feira (13) a documentação do consórcio Norte Energia, vencedor do leilão para construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Com isso, formaliza-se a associação das empresas envolvidas na operação.

Para isso, será constituída uma sociedade de propósito específico (SPE), que ficará responsável pela construção e operação da hidrelétrica, com pelo menos 17 empresas, informou o diretor da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), uma das estatais que participam do projeto.

De acordo com José Ailton, esse número poderá chegar a 18, mas a entrada de mais uma empresa não está confirmada. Segundo ele, já foram definidos os percentuais de participação de cada sócio no empreendimento: União, 49,98%; fundos de pensão, 27,5%; autoprodutores (de energia elétrica), 10%, e construtores, 12,5%.

José Ailton esteve participou hoje da assinatura de contratos para construção de linhas de transmissão de energia em oito estados, no Ministério de Minas e Energia. Ele falou falou sobre o andamento da constituição da SPE de Belo Monte. O prazo para entrega da documentação à Aneel termina na próxima sexta-feira (16), e o diretor-geral da agência, Nélson Hubner, confirmou que a solução do assunto está prevista para amanhã.

Atualizações em julho

O Blog do Estado vai ser atualizado em ritmo mais lento neste mês de julho.

A redação merecidamente vai curtir alguns dias de ferias.

Mas se um fato importante acontecer o editor vai postar a notícia up to date para que nenhum dos nossos leitores fique privado do que acontece em Santarém e no estado do Pará.

Navio-escola leva qualificação ao oeste paraense.

A expedição do Samaúma, navio-escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), já contabiliza os primeiros frutos no Pará. Em Monte Alegre, primeiro destino da embarcação, 534 jovens do município receberam – na última sexta-feira, 09, no salão social do Norte Clube – o certificado de qualificação profissional nos cursos de confeiteiro, padeiro, higiene na manipulação de alimentos, eletricista, marceneiro, mecânico, costureiro, instalador hidráulico, pedreiro, empreendedorismo, informática avançada e educação alimentar.

A jovem Monia Sanches Macedo, 29, que se qualificou no curso de modista costureiro, é um exemplo dos frutos do Senai que começam a germinar no pequeno município de Monte Alegre, com uma população de 66.467 habitantes. Atualmente contratada pela Prefeitura Municipal, a jovem estava com medo do futuro incerto. “No final do ano eu sei que serei dispensada pela prefeitura e, confesso, estava com bastante medo do risco de ficar sem um emprego”, afirma.


Leia mais aqui.

TV Cultura do Pará vai mostrar jogos da Série C do Brasileirão

Ribamar Xavier

A TV Cultura do Pará vai exibir para todo estado, inclusive a capital, os jogos dos clubes paraenses na Série C do Campeonato Brasileiro, mesmo aqueles que sejam disputados em Belém.

Porém, mesmo com contrato assinado permitindo isso, o Paysandu, por meio do seu presidente, Luiz Omar Pinheiro, diz discordar das transmissões das partidas para Belém, quando realizadas na capital.

Segundo esta matéria, a Funtelpa (leia-se TV Cultura do Pará) detém a exclusividade de transmissão dos jogos dos campeonatos estadual e nacional das séries C e D do futebol profissional, tanto para a capital (Belém), como para os municípios do interior do Estado, até 15 de janeiro de 2014.

domingo, 11 de julho de 2010

Fúria no lugar mais alto do pódio

Gerson Nogueira:

Foram necessários 116 minutos de bola rolando para que a Espanha conseguisse, finalmente, seu tão esperado primeiro título mundial. Desde a conquista da Eurocopa 2008, os espanhóis passaram a alimentar com mais intensidade a expectativa de ganhar a Copa do Mundo, reforçada pela excepcional geração de craques que o futebol do país produziu desta vez. Com raça, dramaticidade e bom futebol, a Espanha conquista a Taça Fifa e entra para o seleto time de oito campeões mundiais.

Melhor time de futebol do mundo nas últimas duas temporadas, a Fúria fez uma grande campanha na Copa da África do Sul e chegou à finalíssima deste domingo com pequeno favoritismo sobre a Holanda, detentora do melhor retrospecto na competição – com seis vitórias em seis jogos.

O gol de Iniesta a minutos do fim da prorrogação confirmou a obstinação que a Espanha transparecia desde que passou pela Alemanha na semifinal. Nas ruas de Johanesburgo e no estádio Soccer City, era visível a concentração de uma grande torcida espanhola, confiante na produção de seu time.

No jogo, apesar de um certo nervosismo inicial, a Fúria foi se assentando em campo e já no primeiro tempo mostrava superioridade. Com o Soccer City lotado, com claro predomínio da massa espanhola, a equipe de Vicente Del Bosque foi aos poucos dominando as ações e pressionando em busca do gol, repetindo o ritmo mostrado contra os alemães.

Logo aos cinco minutos, Sergio Ramos cabeceou com grande perigo para defesa de Stekelenburg a uma boa defesa. Logo a seguir, Ramos voltou a aparecer na área e chutou para Heitinga afastar quase dentro do gol. A tensão da final se refletia no jogo mais ríspido, que obrigou o árbitro Howard Webb a mostrar cinco cartões amarelos somente no primeiro tempo. No fim desta etapa, uma ligeira reação holandesa com um chute rasteiro de Robben contra o gol de Casillas.

A partida seguiu disputada em nível duro, violento até, deixando o bom futebol de lado. Resultou daí um recorde negativo: 10 cartões amarelos e um vermelho, número inédito em decisão de Copa do Mundo. A Espanha seguia melhor, rondando o gol, mas a Holanda tentava encaixar seu jogo de contragolpes, levando perigo também, apesar da atuação pouco expressiva de Sneijder.

Aos 16 minutos, num raro lance de descuido da defesa espanhola, Robben recebeu diante de Casillas, mas o goleiro impediu o gol usando as pernas. Os técnicos Bert van Marwijk e Vicente del Bosque mexeram nos times – Eljero Elia no lugar de Dirk Kuyt e Xabi Alonso por Cesc Fàbregas -, mas o panorama não se alterou e o jogo caminhou para a prorrogação.

Pela sexta vez, a final da Copa dependia do tempo extra para encontrar um campeão. A Espanha assumiu o domínio da partida e criou seguidas oportunidades, com Iniesta e Jesús Navas. Até que Iniesta recebeu passe perfeito de Fábregas e disparou um tiro seco à direita de SStekelenburg, matando o jogo e dando a taça à La Roja.