sábado, 24 de julho de 2010

São Raimundo estréia com empate na série C

Na noite deste sábado, Águia-PA e São Raimundo-PA se enfrentaram no Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá, e ficaram no empate por 1 a 1, pela segunda rodada. Com esse resultado, o Águia chegou aos dois pontos, e assumiu a vice-liderança do Grupo A. Enquanto isso, o São Raimundo chegou ao primeiro ponto, na terceira colocação.

O jogo

No primeiro tempo, o Águia foi bem melhor, sempre se mantendo com maior posse de bola no ataque, e com isso, criou as melhores chances. Com tudo isso acontecendo, aos 47 minutos da primeira etapa, Felipe Mamão recebeu na entrada da área, invadiu, e tocou na saída do goleiro, abrindo o placar para os donos da casa.

No começo do segundo tempo, o São Raimundo voltou com mais força ofensiva, e foi em busca do empate. Logo aos sete minutos, o árbitro marcou uma falta que foi cobrada por Soares. O jogador acertou uma bomba de intermediária, e garantiu um ponto aos visitantes.

Próximos Jogos

Na próxima rodada, o São Raimundo volta a jogar na quarta-feira, às 20 horas, em casa, contra o Fortaleza. Enquanto isso, o Águia joga somente no domingo, fora de casa, contra o Paysandu.

Ficha técnica

Águia-PA 1 x 1 São Raimundo-PA

Local: Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá
Árbitro: Andrey da Silva e Silva-PA
Assistentes: Diógenes Menezes Serrão-PA e Lúcio I. R. da Silva de Mattos-PA
Cartões amarelos: Thiago Marabá (Águia); Beto (São Raimundo)
Gols: Felipe Mamão aos 47/1T (Águia); Soares aos 8/2T (São Raimundo)

Águia-PA
Alan; Gustavo, Ari, Ediklebér e Marcondes; Charles, Analdo, Jaime (Thiago Marabá) e Daniel; Samuel Lopes e Felipe Mamão.
Técnico: João Galvão

São Raimundo-PA
Labilá; Sató, Filho, Marabá e Souza; Décio, Michel (Flanela), Marcelo Pitbull e Soares; Del Curuça e Branco.
Técnico: Walter Lima
(Com informações da Rádio Clube)


Eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


Quando chegar à urna eletrônica, o eleitor poderá escolher um candidato com identidade, proposta e currículo honorável? Ou os nomes foram nivelados por baixo e estabeleceram seus acordos visando, acima de tudo, o interesse pessoal? Está difícil o voto consciente.

A eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará desde que o povo voltou a eleger a principal autoridade pública do Estado, em 1982.

De 1971 até 1982 os governadores foram eleitos apenas pelos deputados estaduais. No retorno da votação direta e geral se uniram o último governador eleito, em 1965, o tenente-coronel Alacid Nunes, um dos militares que entraram na vida política com o golpe de 1964, e a maior liderança da oposição, o então deputado federal Jader Barbalho. Apesar dessa companhia contraditória, Jader se elegeu governador com uma boa imagem porque do outro lado estava a outra facção da política até então dominante, liderada pelo coronel Jarbas Passarinho.

O governo federal, chefiado pelo general João Batista Figueiredo (o último dos generais-presidentes), apoiou Passarinho, que disputava a reeleição para o Senado, e seu candidato ao governo, o empresário Oziel Carneiro. Já a máquina pública estadual foi colocada a serviço de Jader Barbalho, garantindo sua vitória por uma pequena diferença de votos. Jader se iniciara na política como vereador, 12 anos antes, sob o eco do baratismo, que mandou no Pará em boa parte das quatro décadas anteriores, sob a liderança do coronel Magalhães Barata. O pai de Jader, o ex-deputado estadual Laércio Barbalho, era um destacado baratista.

Mesmo com essa origem, o filho prometia inaugurar um tempo novo no Pará. Era da corrente dos “autênticos”, os mais à esquerda do então MDB, o partido da oposição consentida ao regime militar, do qual resultou o PMDB. Jader parecia disposto a fazer a vontade dos que queriam pôr um fim à era dos coronéis e abrir as portas do Pará à modernidade.

Logo se livrou de um deles, o tenente-coronel Alacid, aliado de ocasião, para apoiar o antigo inimigo, o coronel Passarinho, que ajudou a voltar ao Senado. Indo e vindo, recompondo ou rompendo, Jader Barbalho acabou por revelar o que era: um novo coronel, sem precisar de farda para se impor. Cativando parte expressiva da população com seu carisma, dispensou as armas para suplantar os coronéis fardados, que foram catapultados para o poder pelo regime militar. Desde a República Velha, nenhum político paraense foi tão forte quanto ele.

Suas inquestionáveis habilidades para fazer política e a simpatia do povo constituíram um capital notável. Com ele, Jader se tornou duas vezes governador e ministro, conquistou a presidência do Senado e bateu de frente com o mais terrível político nacional, o baiano Antônio Carlos Magalhães. Venceu-o, mas não levou o troféu. Jader superestimou sua força e subestimou suas fraquezas. A principal delas: a associação da sua fortuna pessoal a enriquecimento ilícito, à base do desvio de dinheiro público.

Hoje, individualmente, ele ainda é o político mais importante do Pará, mas a nódoa que estigmatiza sua imagem o impede de usufruir na plenitude essa condição e lhe impõe contrariedades. Seu índice de rejeição não o animou a concorrer ao governo do Estado e dessa maneira se tornar o único eleito três vezes pelo povo (Almir Gabriel, que voltou a ser seu surpreendente aliado, depois de duas décadas como inimigo figadal, tentou e não conseguiu realizar a façanha). Sua candidatura ao Senado, considerada a favorita, foi tisnada pelo pedido de impugnação formulado pelo Ministério Público Eleitoral no dia 10.

Essa iniciativa não impedirá que a candidatura de Jader se mantenha e que ele venha a ser votado e até eleito. A quantidade dos recursos previstos na lei processual e os prazos para as decisões transferirão por meses o pronunciamento final da justiça. Se depender das manifestações do Tribunal Superior Eleitoral, é provável que a impugnação do líder do PMDB seja mantida, assim como a do petista Paulo Rocha, também para o Senado, e de Luiz Afonso Sefer, do PP, para a Assembléia Legislativa. Todos renunciaram sob a ameaça de ter seus mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar. Mas talvez não venha a ser o mesmo o entendimento do Supremo Tribunal Federal diante da argüição de inconstitucionalidade da chamada lei da ficha limpa, que procura afastar da corrida eleitoral políticos com passado desabonador.

A simples apresentação da impugnação pelo Ministério Público, porém, não causará desgastes aos candidatos? Não colocará em ação o mecanismo do voto útil, fazendo o eleitor desistir de votar em candidato ameaçado de afastamento da disputa por transgressão à lei, mesmo se eleito? Certamente este será um recurso de campanha dos adversários. Ainda assim, mais uma vez, no caso de Jader e Paulo Rocha, eles conseguirão compensar esse risco e o neutralizar, como fizeram num passado ainda tão recente?

O fato negativo, de qualquer maneira, existe e vai ter conseqüências. Porém, não é único: é mais um dentre vários fatores de desgaste do processo eleitoral no Pará. Não se tem notícia de governador que tenha ido para uma nova eleição (para eleger seu sucessor ou tentar a reeleição, conforme a possibilidade mais recente na vida pública nacional) com um índice de rejeição tão alto quanto Ana Júlia Carepa. Seu mau conceito experimentou ligeira melhora ultimamente, mas o grande empenho do caro marketing colocado ao seu serviço é fazê-lo ficar abaixo dos 50% nas sondagens que continuam a ser feitas.

Claro que até o dia da votação a situação poderá mudar, mas a estratégia tem que reconhecer essa fragilidade da candidata do PT para tentar evitar o desfecho insinuado pelas pesquisas. É o que pode explicar suas atitudes inconsistentes, sua falta de orientação e diretriz, sua insegurança. E também algo que mesmo entre protagonistas de currículo ruim precisa existir, mas que nela é uma ausência: a palavra, o compromisso. Depois de ter desgastado ao máximo sua relação com o PMDB, mais por omissão em relação à ação dos integrantes do seu grupo, que não controla, por falta de liderança real ou por conveniência, Ana Júlia Carepa tentou ressuscitar a aliança de uma forma primária, amadorística, diante de um jogador tão profissional quanto Jader Barbalho.

A governadora parecia consciente de que o acordo fora rompido e por isso saiu à cata de novos parceiros para encher o baú de legendas, o que acabou conseguindo, com 13 delas ao lado do PT. É uma maneira de fortalecer o seu nome e dar a impressão de ser apoiada por uma frente de partidos e ter a hegemonia, ao menos no plano institucional. Incluiu nesse balaio o seu maior adversário na eleição anterior, o prefeito de Belém, Duciomar Costa, cujo principal título no momento é o de ter rejeição ainda maior do que a de Ana Júlia (a medida pelo Ibope chegou a 73%). O acerto de gabinete foi rápido, à base de toma-lá-dá-cá de favores, compensações e brindes.

Mesmo para um PT cada vez mais fisiológico, no entanto, a mudança, além de súbita, foi radical demais. Provocou traumas internos e desencadeou a ameaça de cisões. Para tentar restabelecer a aparência de unidade, a governadora deixou de cumprir o compromisso com o PTB. De pronto, Duciomar mexeu numa pedra importante do jogo: apresentou a candidatura do empresário Fernando Yamada ao Senado.

Viu-se então o que parecia inimaginável em outros tempos, quando princípios e palavras não haviam sido tão desgastados e desprezados: o PT foi atrás dos partidos aliados para que aderissem à candidatura única ao Senado – no caso, do próprio PT, Paulo Rocha. Iludido pelo domínio dos penduricalhos do poder, o PT parece convencido de que pode substituir eleição por plebiscito, a maneira de manter-se no poder com um sofrível elenco de nomes.

Atento, Jader reagiu apresentando um verdadeiro “laranja” como o segundo candidato do PMDB ao Senado. Esse movimento se harmonizou com a atitude de Simão Jatene de fechar as portas do PSDB a Valéria Pires Franco, pré-candidata que ficou em segundo lugar na pesquisa do Ibope encomendada pelo seu partido, o DEM, dirigido pelo seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco. Significaria que, se passar para o 2º turno, Jatene – e não Ana Júlia – será apoiado por Jader?

O PT renunciou à sua história e ingressou de vez na mixórdia que faz todos os partidos políticos patinarem na mesma lama. Buscam a vitória dos seus interesses sem a menor consideração pelo que representavam ou pela idéia que dele faziam – ou ainda fazem – os eleitores. O cidadão que comparecer à sua seção para exercer o “sagrado direito do voto” deverá se inspirar em alguma coisa que o motive, menos no futuro do Pará, que não estará em jogo na eleição de outubro.

Os candidatos que se apresentam agora ao eleitor embaralharam tudo para criar uma enorme ameba, indistinguível, indefinida, que tudo absorve e forma um organismo pegajoso, que não tem identidade nem proposta. Um retrato triste da representação política do Estado.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Manchetes desta sexta de O Estado do Tapajós

Eleição no Pará marcada por fisiologismo

Maria do Carmo está inelegível por 3 anos

Livrarias não dispõem de Código do Consumidor

Cosanpa faz manobra para racionar água em Santarém

Corte no fornecimento de carne do quartel obriga militares a almoçar em casa

Çairé está mantido para o período de 9 a 13 de setembro

Postes da Celpa são alvos de motoristas

Atualizações em julho

O Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Gil Serique, o embaixador do windsurf em Santarém

Aritana Aguiar

Muitos não sabem o que fazer durante as férias. Em Santarém é possível praticar o windsurf, um esporte pouco conhecido. Gil Serique, 45, santareno, pratica o esporte há mais de 20 anos. "Eu não tive um instrutor, apenas um amigo que montou o aparelho. Ele me deu a dica, embora ele não soubesse velejar", relembrou.

Windsurf é uma modalidade olímpica de vela. É praticado com uma prancha idêntica à prancha de surf e com uma vela entre 3 a 12 metros quadrados e consiste em planar sobre a água utilizando a força do vento.

No mundo, o Havaí, Ilhas Canárias e praias do Caribe são considerados ótimos lugares para a prática do windsurf, mas Santarém possui dois rios a sua frente considerados excelentes para a prática do esporte. "Eu não conseguiria ser tão feliz se eu não velejasse. Tenho vários amigos que foram para para Europa, Caribe, costa brasileira e acham que o Tapajós nao deixa nada a desejar", conta Gil.

A vantagem do windsurf ao surf é que a pessoa vai a uma determinada distância e pode ficar até seis horas velejando direto. A modalidade tem possibilidade de manobras bem maiores, exemplo, jybe e jumps. Destacando que pode chegar à velocidade de até 60 km por hora, e isso nos rios Tapajós e Amazonas. Para Gil, windsurf é um esporte incrível e afirma que as pessoas na cidade não entendem por que não praticam.

"Quando está a certa velocidade tem a sensação de liberdade", destacou Gil Serique. Como o esportista mora em frente aos rios, de janeiro a dezembro sua prancha e vela está montada, curiosos vêem e perguntam até quanto custa para uma aula e querem saber se é difícil praticar. Gil, não nega a dificuldade inicial, mas firma a importância e vantagens do esporte.

Para quem vai começar a praticar windsurf, necessitará de uma vela pequena e uma prancha bem larga, vai requerer menos equilíbrio da pessoa. Uma vela pequena terá menos pressão do vento, não terá muito esforço para segurar, pode aprender sozinho, mas é um pouco perigoso. "Nada melhor que um bom instrutor, pois saber voltar é uma maneira diferente. Para velejar contra o vento eu deveria está com a vela em 45° e esses detalhes fui aprendendo com o tempo e força de vontade", declara.

De acordo com Gil Serique, através de informações de amigos a Ponta do Cururu não deixa nada a desejar para velejar, pois de um lado tem várias ondas. Em Ponta de Pedras também. Tem o lago de Alter-do-Chão, que é pequeno, e o restante do Tapajós que nunca foi explorado.

Como os rios Tapajós e Amazonas são excelentes para velejar existem algumas curiosidades e diferenças o rio Amazonas tem uma correnteza mais forte e maior densidade em relação ao rio Tapajós. "Quando se troca de água sente a diferença, existem ondas diferentes entre os dois rios, é algo divertido e incrível", explica Gil.

Mas, para quem quer praticar o esporte a noite não é muito recomendável. Uns dos problemas em velejar a noite são os troncos que às vezes não é possível vê-los e corre risco de acidente. Se houver um impacto do aparelho com o tronco há 40 ou 50 km/h pode quebrar, e a pessoa provavelmente terá que largar o aparelho no meio do rio e voltar à margem nadando. Além disso, na frente da cidade que possuem pequenas ilhas é possível encostar para descansar e dar continuidade ao esporte.

Um aparelho seminovo, chega a custar de 2 mil a 2.500 reais. Para Gil Serique, é um dinheiro bem investido, pois quantos pais não compram vídeos games caros para os filhos, e com o windsurf, estarão praticando o esporte, em que não há a necessidade de ir para o mar praticar.
Gil, conta quando conheceu a campeã européia de windsurfe, Sarah Hebert. "Ela viu minha prancha na praia e achou que era uma miragem, pois seu maior sonho era velejar nos rios da Amazônia. Velejou no Tapajós, encontro das águas, achou maravilhoso", relembrou. Sarah escreveu um artigo para uma revista sobre windsurf referente ao esportista Gil Serique, mostrando a pratica da modalidade em água doce.

41 pessoas ficaram mutiladas em acidentes e trânsito em Santarém no primeiro semestre

Aritana Aguiar

A cada dia aumenta o número de motocicletas em Santarém. Assim como as fraturas causadas por acidente de trânsito. E o número pessoas que tiveram membros amputados registrados no Hospital Municipal de Santarém subiu consideravelmente do ano passado para cá.

Em 2009, deram entrada no Pronto Socorro Municipal 2.203 pessoas vitimas de acidente de moto e de janeiro até maio deste ano houve 967 acidentados com motocicletas. Das vitimas que perdem algum membro do corpo, a grande maioria amputados perdeu a perna, trazendo grandes conseqüências para suas vidas.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde(Semsa), de janeiro a julhode 1010, 241 pessoas sofream fraturas e 41 tiveram membros do corpo amputados.

A pessoa que perde um membro em acidentes convive com grandes seqüelas. É o caso de Cleberson Barroso, 34 anos, que trabalhava como moto- taxista clandestino, e Francisco Pimentel, 59 anos, passageiro de um moto taxista também clandestino. Ambos perderam a perna esquerda. Um conseguiu a prótese e tenta se adaptar ao aparelho, enquanto o outro ainda espera pela perna artificial.

Registro de arma não dá direito a caçar aos comunitários de Resex

Aritana Aguiar

Até dezembro de 2009 foram registradas na Policia Federal de Santarém nove mil armas de fogo para posse legal. O registro permite guardar a arma dentro da residência ou estabelecimento de trabalho, mas moradores de comunidades rurais acreditavam que essa autorização também permitia o porte para caça de subsistência.

Durante o 1º Seminário Regional de Gestão da Fauna do Oeste do Pará, realizado na semana passada, em Santarém, o delegado da Policia Federal, Gecivaldo Ferreria, esclareceu a diferença entre posse e porte de arma de fogo. "Essa autorização de posse é dada somente para ter a arma dentro da residência ou estabelecimento, não é permitido que saia para caçar, mesmo que seja para subsistência", explicou o delegado.

O secretario da Resex Tapajós e Arapiuns, Leônidas Farias, desconhecia do verdadeiro objetivo do registro de arma de fogo. "Eu e os comunitários acreditávamos que poderíamos caçar nos locais permitidos, que isso a autorização permitia", afirmou. Preocupado, disse que iria comunicar imediatamente aos moradores da Resex sobre o registro para que ninguém fosse preso inocentemente.

Copa dá prejuízo aos lojistas

Com o término da Copa do Mundo 2010, e a eliminação antecipada do Brasil, o comércio sofreu alguns prejuízos na venda dos produtos da Copa do Mundo. Roupas, vuvuzelas, cornetas, perucas, gorros entre outros adereços não têm mais saída e mofam nos estoques. Em Santarém os lojistas sentiram esse impacto principalmente nas lojas de confecção, que não conseguem desencalhar nem camisas da seleção brasileira com 50% de desconto.

Reciclagem de lixo rende bom dinheiro em Santarém

Aritana Aguiar

Santarém não possui nenhum sistema da Prefeitura Municipal para a coleta seletiva de lixo. Mas existem empresas e sucatas que recolhem o material para revender, evitando que toneladas desses resíduos sejam jogadas no lixão de Perema. Mesmo assim em locais da cidade, principalmente em estabelecimentos particulares e, instituições de ensino encontram-se lixeiras seletivas, mas o problema é que nesse tipo de coleta tudo vai para o lixão.

Na cidade existem duas empresas que recebem sucatas e duas que colhem plásticos e papel. Nas sucatas são recolhidos latinhas, cobre, metal, alumínio, bateria de carros e motos, inox, magnésio e antimônio, entre outros.

Em uma dessas sucatas são recolhidos por dia 500 a 600 quilos de latinha.

A sucata chega a ter mensalmente 27 toneladas de latinhas que é enviada para a empresa Aluferro, em Minas Gerais. De lá, o material é enviado para as grandes indústrias para serem reciclados. Nos dias de segunda, quarta e sexta feira sãos recebido de cerca de duas toneladas de latinha.

Enquanto o alumínio tem um destino certo, é reutilizado para a produção de panelas. Em Santarém a sucata paga R$ 2,40 por quilo. No mês totaliza em 12 toneladas e tudo enviado para Minas Gerais.

O cobre recolhido é enviado para a empresa Condumig, em Minas Gerais, lá é recebido o cobre de todo o país e, é reutilizado da fabricação de produtos elétricos. Em Santarém a empresa paga R$ 8,40 pelo quilo, e chega a receber dos fornecedores e catadores oito toneladas no mês.

Jornalismo: Passado/Presente

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


A Segunda Guerra Mundial teve pelo menos um efeito benéfico para o Brasil: tornou o nosso país terra adotiva de grandes intelectuais europeus, que fugiram do totalitarismo nazista, como Otto Maria Carpeaux e Paulo Rónai. O francês Édouard Bailby veio depois, já em 1949, não numa onda de emigração para os trópicos, mas em aventura pessoal. Ficou 15 anos no Brasil, tornou-se exímio no português, lendo, escrevendo e falando, e escapou ao exotismo dos imigrantes. Além de muitos artigos e reportagens na imprensa, sobretudo em Última Hora, de Samuel Wainer, nos deixou um livrinho precioso, A Revolução devora seus presidentes, publicado pela Saga, excelente editora.

Bailby, aos 81 anos, de volta à França desde 1963, recorda sua "aventura brasileira" em artigo publicado no Jornal da ABI, agora com matérias de interesse e reportagens mais longas, no melhor estilo jornalístico. Com 19 anos e apenas o que hoje chamamos de 2º grau, Bailby diz que tinha só um caminho: "entrar para o curso de Jornalismo recém-criado na Faculdade Nacional de Filosofia, na Avenida Presidente Antônio Carlos", que não exigia a revalidação do baccalauréat, o diploma do curso secundário. Com professores como Josué de Castro e Danton Jobim, conseguiu o diploma de bacharel em jornalismo. Mas não ficou nisso: iniciou logo um curso de línguas neolatinas com Alceu Amoroso Lima, Manuel Bandeira e Celso Cunha.

Basta este trecho do artigo para fazer algumas proveitosas observações. Qualquer um podia ser jornalista quando, no fim da década de 40, surgiu o curso de jornalismo na FNFi, no Rio de Janeiro, que ainda era a capital federal. Mesmo sem precisar do curso para se profissionalizar, Bailby foi para a redação com seu diploma de bacharel. Seus professores não tinham títulos acadêmicos, mas que professores!

Evoluímos desde então?

Atualizações em julho

A partir de hoje o Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.

Benvindo, João Júlio

Nasceu ontem o primogênito do casal Nivaldo Pereira e AnaLu.

Chama-se João Júlio o filho do diretor da TV Ponta Negra de Santarém.

Vida longa ao mais novo santareno do pedaço.

Nivaldo não pára de espocar os champanhes.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Fifa aprova assistentes atrás dos gols

Nada de tecnologia inovadora no futebol. A subcomissão técnica da International Board da Fifa, em reunião extraordinária nesta quarta-feira em Cardiff, no País de Gales, aprovou a solicitação de associações e confederações para utilizarem assistentes adicionais atrás dos gols em competições oficiais nas temporadas 2010/11 e 2011/12. Alguns torneios brasileiros, entre eles o Campeonato Carioca de 2011, passarão a adotar a mudança. No entanto, o uso da tecnologia para determinar se uma bola passou, ou não, a linha da baliza será discutido no encontro marcado para outubro.

Para aceitar a experiência de incluir os assistentes, a International Board determinou quatro critérios básicos: utilização em ligas profissionais de clubes; conclusão do teste a tempo para que seja tomada uma decisão definitiva em 2012; os custos adicionais devem ser da confederação, associação ou liga em questão; obrigatoriedade de utilização em todas as partidas da competição. O Campeonato Carioca de 2011 e a Liga dos Campeões da Europa já empregarão esse novo sistema de assistentes. (G1)

Mais uma lei que não vai pegar

Publicado no Diário Oficial desta terça-feira, a Lei nº 3.291, de autoria do deputado Semy Ferraz (PT), que dispõe sobre a obrigatoriedade de estabelecimento comercial manter exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor disponível para consulta.

Com a nova lei, os estabelecimentos comerciais são obrigados a fixar, junto ao caixa do estabelecimento, em local visível e de fácil leitura, de cartaz ou placa com a seguinte expressão: "Este estabelecimento possui exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nº. 8.078, de 11 de setembro de 1990, disponível para consulta"

Caso a Lei não for cumprida, o estabelecimento será notificado de advertência para sanar a irregularidade no prazo de quinze dias, na primeira infração, receberá multa de até 500 Unidades Fiscais , que será cobrada em dobro nos casos reincidentes.

Çairé. Marcha-à-ré na mudança de data

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Santarém informa que a mudança do período do Çairé 2010, já havia sido acertada com a coordenação do festival, foi tornada sem efeito pela prefeita Maria do Carmo.

O Çairé deste ano está mantido, portanto, para o período de 9 a 13 de setembro.

Os caminhos do turismo

Adenauer Góes
Colunista de O Estado do Tapajós


adenauergoes@gmail.com

No ultimo dia 21 de junho passado, foi apresentado em Brasília o documento intitulado " Estudo Referencial do Turismo", material que contempla uma série de propostas e diretrizes para o período 2011-2014, elaborado a quatro mãos pelo Ministério do Turismo,Fornatur(Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo) e várias outras entidades representativas de classe empresarial e de trabalhadores no setor que fazem parte do Conselho Nacional do Turismo. O documento será entregue a cada um dos candidatos á sucessão do Presidente Lula, e tem como objetivo traçar um panorama do turismo no Brasil e estabelecer caminhos e metas daquilo que é necessário perseguir dentro do que já está em andamento e do que precisa ser feito para que se possa avançar mais.

Outro objetivo do documento é mostrar a necessidade e importância de se dar sequência ás políticas de gestão em andamento, com os devidos ajustes que se fizerem necessários em função da dinamicidade do processo.È plenamente compreensível que o próximo Presidente venha a estabelecer novas diretrizes em seu Ministério. Mas a elaboração deste documento( Estudo Referêncial), deve ser entendido pelos candidatos como um importante ponto de partida na elaboração das futuras políticas para o setor, sem ter necessariamente de começar da estaca zero, como se nada do que foi feito pudesse ser devidamente aproveitado.Minha opinião pessoal é que muito do que foi feito através dos programas nacionais deva ter continuidade, na realidade meu entendimento é de que os estados é que tiveram dificuldades de adequar-se a política nacional, particularmente nosso estado do Pará.

È preciso ter a visão de longo prazo e que os resultados positivos precisam de amadurecimento para se fortalecer, as políticas de continuidade devem ser encaradas dentro de um planejamento estratégico como conduta responsável e inteligente.A política de terra arrasada,onde aquele que assume precisa desfazer tudo que foi feito pelo seu antecessor é míope, medíocre e ultrapassada.
O Estudo Referêncial também demonstra alguns dos principais desafios e obstáculos que dificultam o desenvolvimento da atividade turística,necessidades de investimentos, melhorias na qualificação de mão de obra e vários outros gargalos.Com a realização da Copa em 2014, o Brasil vai ganhar bem mais visibilidade no cenário internacional e as perspectivas de crescimento da industria do turismo na balança comercial tende a aumentar de forma significativa.Quem esteve atento ao encerramento da Copa na Africa já pode acompanhar o primeiro vídeo de divulgação do Brasil no exterior e logicamente os 12 estados que receberão o evento estavam identificados, o Pará infelizmente ficou de fora e vai amargar um prejuízo incalculável.

Aos futuros governantes,ainda como candidatos, cabe demonstrar sua relação,entendimento quanto ao documento formatado e propostas para o setor, de modo a dar oportunidade para as entidades representativas de classe tanto patronal como de trabalhadores ter avaliação que possa fluir até aos associados e no exercício do voto fazer sua opção pelos candidatos que tanto a nível federal como estadual mais se identifiquem com a causa do turismo em suas plataformas de governo.

Não resta a mínima dúvida de que é possível avançar muito mais tanto a nível federal como a nível estadual, para quem avalia, a realidade é nítida e fácil de ser compreendida.

Violência em Santarém

José Olivar
Colunista de O Estado do Tapajós


A violência e a bandidagem que se alastra a cada dia em Santarém, decorrendo disso, homicídios, roubos, estupros e outros crimes. Como já me referi neste espaço, e em outras edições, a Polícia deve, urgentemente empreender rondas diurnas e noturnas com blitz em busca de armas em vários pontos da cidade, principalmente nos mototaxistas clandestinos, que sempre andam armados e matam, como vem ocorrendo ultimamente. Não adianta verificar somente a documentação do condutor. A busca de armas é atitude imprescindível, pois do contrário, teremos outros crimes praticados por bandidos que andam de motos pela cidade, portando armas de fogo.

Benedito Nunes: A estrela do sábio brilha agora no céu do Brasil


Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


O paraense Benedito José Viana da Costa Nunes, aos 80 anos, ganhou o principal dos sete grandes prêmios que a Academia Paraense de Letras distribui todos os anos. Foi o Machado de Assis de 2010, pelo conjunto da obra. Desde que essa premiação começou a ser conferida, em 1941 (mas só a partir de 1998 passou a ser pelo conjunto da obra), é a primeira vez que um escritor paraense é lembrado. Não há honraria igual no mundo das letras: além de um busto de Machado, Benedito Nunes terá direito a 100 mil reais. Os outros seis premiados (por gêneros literários ou acadêmicos) receberão a metade, R$ 50 mil, cada. As últimas premiações foram dadas a autores como Autran Dourado, Ferreira Gullar, Wilson Martins e Fernando Sabino.

O conjunto da obra de Benedito é tão vasto e diversificado quanto os títulos a que se referiu o portal da APL ao comunicar a decisão da comissão de seleção, formada por Eduardo Portella, Tarcísio Padilha, Lygia Fagundes Telles, Alfredo Bosi e Domínio Proença Filho. O professor emérito da Universidade Federal do Pará foi citado como crítico literário, professor, ensaísta e filósofo, combinação rara no Brasil. Mas o único diploma que Benedito recebeu foi o do curso de direito, que concluiu em 1953.

Chegou a ter um escritório de advocacia, em sociedade com o escritor Haroldo Maranhão, mas por curtíssima temporada e sem maior empenho. O diploma serviu-lhe para obter emprego como auditor do Tribunal de Contas do Estado. Garantiu-lhe segurança e dignidade para se dedicar ao que o interessou por inteiro desde a meninice, sem depender de circunstâncias locais: ler e escrever - além de ouvir música, apreciar obras de arte e outras atividades do espírito.

O conjunto da obra abrange mais de 15 livros individuais, participação em numerosas obras coletivas, infindáveis colaborações em revistas e jornais, além de palestras e conferências que, em sua maioria, ficaram sem o registro impresso. Não conheço uma bibliografia completa do que Benedito Nunes já escreveu, tarefa que a Academia Brasileira de Letras podia se propor a realizar, complementando em alto estilo o reconhecimento conferido ao intelectual paraense.

Os membros da comissão, ao examinarem a obra de Benedito, identificaram-no como "um estudioso capaz de construir pontes entre a interpretação do texto literário e a sondagem filosófica, no caso fenomenológico, na linha dos grandes pensadores existenciais, como o alemão Martin Heidegger e o francês Jean-Paul Sartre. Essa dupla dimensão já aparece em seu estudo antológico, obra pioneira publicada em 1966, sobre a obra de Clarice Lispector, 'O drama da linguagem, uma leitura de Clarice Lispector'".

O prazer, que a leitura sempre deu a Benedito, ele nos transferiu, sem estar preso nem a disciplinas nem a autores ou escolas, muito menos a bitolas formais. É o prazer do texto, como agora se repete à exaustão d'après Umberto Eco. O excesso de leituras e o confinamento freqüente no universo das idéias podiam ter transformado Benedito num personagem de papel, agrilhoando-o ao formalismo da cultura. Sua humanidade e simplicidade, dois traços da sua sabedoria, devem ter alguma relação com o fato de que, desde cedo, esteve cercado por mulheres amorosas.

Órfão de pai na primeira idade, da figura masculina ficaram os livros da biblioteca que herdou. Dialogou com o pai através dos papéis impressos, na busca dessa matriz inconsciente, que se distanciou e se dissipou no tempo. Mas as cinco tias e a mãe, sempre ao seu redor, o fizeram descer ao mundo real, no qual elas o introduziram com todo carinho. Trataram de fazer sua vida ser normal, natural, como mais um ser humano, não a grande cabeça que desde cedo se desenvolveu nele.

Por sorte, Benedito teve em seguida a companhia de Maria Sylvia, que conheceu em 1948, ambos estudantes de direito, e com quem casaria cinco anos depois, ao se formar, estabelecendo um elo perfeito, inquebrantável. E a cunhada, a pioneira Angelita Silva, primeira engenheira do Pará, ponto de equilíbrio na mansão da rua da Estrela, deturpada para Mariz e Barros pela burocracia insensível da terra.

Dois domingos atrás fui até aquele oásis de verdura e paz, agora cercado de concreto por todos os lados, numa caminhada matinal, tão precoce que não me atrevi a tocar a campainha e me anunciar para um abraço no intelectual paraense que a academia consagrou como o mais importante entre os dois séculos, o que se findou e o que ainda começa. Deixo o alô aqui, orgulhoso e feliz, já sem a freqüência do passado, destituído que fui do domínio da minha agenda, impedido de fazer o que gosto mais vezes para permanecer livre e dizendo o que precisa ser dito.
Sei, porém, que 80 anos nada significam para Benedito Nunes. Sua inteligência é viva, fresca e solar como a de um adolescente. Seu conhecimento, de um sábio. Desta vez, a Academia Brasileira de Letras acertou.

Consultor afirma que BR-163 (Santarém-Cuiabá) é a maneira de Manaus se aproximar do Brasil

CBN Manaus


O consultor da empresa Macrologística, Olivier Girard, reuniu-se segunda-feira (19/07) com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para apresentar a segunda etapa do Projeto Norte Competitivo. Ele resumiu quatro meses de pesquisa, percorrendo os Estados e reunindo-se com empresas e órgãos, período após o qual os consultores diagnosticaram os principais problemas de logística da região amazônica e fizeram o levantamento dos 150 projetos existentes na Amazônia Legal.

As 16 principais cadeias produtivas da região, que somam 50 produtos e são responsáveis por 98% do que foi produzido na região, também foram avaliadas. A Macrologística realizou ainda levantamento de custos logísticos como frete, transbordo, custos de armazenagem e portuários, para identificar possibilidades logísticas e retorno de investimento.

Amazonas

A construção da BR-163, que interligará Santarém (PA) a Cuiabá (MT), foi um dos corredores mais sugeridos aos diretores da Fieam. Segundo Olivier, a estrada reduzirá em até três dias o frete para o Amazonas, influenciando nos custos. “A BR-163 é a maneira de Manaus ficar mais próxima do centro do Brasil”, vislumbrou.

O estudo previu ainda a necessidade da construção de um novo porto em Manaus (AM), um porto de contêineres em Porto Velho (RO) e outro porto de grãos em Itacoatiara (AM).

Sobre a pavimentação e recuperação da BR-319, o consultor fez restrições, a partir das barreiras ambientais que podem impedir o asfaltamento da mesma.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, disse que o projeto Norte Competitivo é um estudo estratégico, de longo prazo, que contempla os nove Estados da Amazônia Legal, e que está sendo conduzido pelas Federações das Indústrias, na Ação Pró-Amazônia, unidas para começar a resolver os problemas de logística da região.

Çairé: gol contra

É inadmissível que o calendário do festival dos botos e da festividade religiosa do Çairé seja modificado a bel prazer dos organizadores do evento.

Já se fala, agora, que a disputa dos botos Cor de Rosa e Tucuxi será na terceira semana de setembro, mais precisamente nos dias 19 e 20.

Ha 11 anos o Çairé era realizado da segunda semana de setembro, inclusive o período de realização consta de todo o material promocional espalhado pelo país e pelo mundo.
A mudança da data vai prejudicar as empresas de turismo e hotéis que venderam pacotes acreditando que o festival seria realizado em data já conhecida.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Presidente da Fenaj denuncia recrudescimento da censura à imprensa no país

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade, denunciou hoje (20) o "recrudescimento de ações de censura" ao trabalho da imprensa e também da prática de violência contra profissionais que noticiam irregularidades envolvendo candidatos que disputam as eleições deste ano. Segundo ele, a Fenaj está aliada ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e isso deverá ser seguido por qualquer um dos candidatos que vencerem a próxima eleição da entidade, que será realizada nos dias 27, 28 e 29 deste mês.

Andrade destacou que os jornalistas mostram à sociedade o que ela precisa saber sobre os candidatos, porque seu trabalho tem "natureza essencialmente pública". Ele falou durante reunião do MCCE, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

As entidades que fazem parte do movimento estão procurando esclarecer sobre as eleições deste ano. O secretário-geral da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Daniel Seidl, recomendou que o movimento fiscalize se a lei da Ficha Limpa está mesmo sendo obedecida e, ao mesmo tempo, oriente o eleitor para exercitar o voto consciente. "O eleitor deve conhecer a trajetória do candidato e se certificar se ele esta comprometido com os direitos sociais."

Algumas cartilhas com orientações eleitorais foram distribuídas durante o encontro. Entre elas, a que trata da corrupção eleitoral.

Definida arbitragem para jogos dos paraenses

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu na tarde da última segunda-feira (20), as escalas de arbitragem para a segunda rodada dos Campeonatos Brasileiros das Séries C e D, onde estão incluídas as equipes paraenses de Clube do Remo, Paysandu, São Raimundo, Águia de Marabá e Cametá.

Série C:

Para a partida do próximo sábado (24), entre Águia de Marabá e São Raimundo, às 19 h, estádio Zinho Oliveira, foi sorteado o árbitro paraense Andrey da Silva e Silva, que será auxiliado por Diógenes Menezes Serrão e Lúcio da Silva de Mattos, todos do quadro de árbitros do Pará.

Já para o jogo de domingo (25), entre Rio Branco (AC) e Fortaleza (CE), às 19h30, no estádio Arena da Floresta, foi escalado o árbitro rondoniense Arnoldo Vasconcelos Figarela, que será auxiliado por Wilson Gonçalves de Aquino e Sidnei Pereira de Oliveira, ambos também de Rondônia.

Na terceira rodada do torneio, para a partida entre São Raimundo e Fortaleza (CE) a ser realizada na quarta-feira (28), às 20 h, no estádio Colosso do Tapajós, em Santarém,

a arbitragem será do maranhense Mayron Frederico dos Reis Novais, auxiliado por Aelson Mariano Campelo Gomes e Sérgio Henrique Campelo Gomes, também maranhenses.

Série D:

Para o jogo entre Cametá e América (AM), marcado para o próximo dia 25 (domingo), às 17h, no estádio Parque do Bacurau, a CBF escalou o trio do Piauí, formado pelo árbitro Antônio Santos Nunes e pelos auxiliares José Nilton da Costa e Rogério de Oliveira Braga.

Na partida entre Cristal (AP) e Clube do Remo, também no próximo domingo (25), a partir das 16h, no estádio Augusto Antunes, em Santana, no Amapá, caberá ao trio amazonense a arbitragem, formado por Edmar Campos da Encarnação como árbitro central, além de Jander Rodrigues Lopes e Luis Cláudio Rodrigues da Costa como auxiliares. (Gustavo Pêna, Diário Online)

Eia/Rima da Cargill: preto no branco

O CPEA, empresa responsável pela elaboração do Eia/Rima do porto graneleiro da Cargill, em Santarém, já solicitou formalmente ao MPE os esclarecimentos sobre os pontos do estudo que, na visão do próprio MPE poderiam ter sido objeto de fraude, acompanhados das respectivas justificativas de tais suspeitas.

Sentença deixa Maria do Carmo inelegível por 3 anos

A juiza eleitoral de Santarém Betânia de Figueiredo Pessoa Batista declarou em setença prolatada, dia 15 de julho, a pena de inelegibilidade por três anos da prefeita Maria do Carmo.

Maria foi condenada ao final do processo de investigação eleitoral 004/2009 que apurou o crime de abuso de autoridade pela utilização de publicidade da Prefeitura de Santarém "veiculando excessivamente seu nome, voz e imagem nas propagandas institucionais que foram desvirtuadas e perderam seu caráter informativo previsto na Constituição Federal", sentenciou a juíza.

No despacho, no entanto, a magistrada deixou de aplicar a pena de cassação do mandato de Maria, argumentando que "A lei 9.504/97 vigente à época previa a cassação apenas do registro, portanto, não tem mais qualquer eficácia esta sanção visto que já ocorreu a diplomação da então candidata", escreveu a juíza.

À sentença cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

MEMÓRIA PRESERVADA História de todos nós

Lúcio Flávio Pinto

Observatório da Imprensa

Apresentação de Memória de Santarém, de Lúcio Flávio Pinto, 420 pp., Editora O Estado do Tapajós, Santarém, 2010; R$ 60.

Ninguém pode mais ignorar que um povo sem história está condenado a repeti-la. E que a repetição acaba se transformando em farsa. Apesar disso, é cada vez mais difícil garantir o registro da história, um paradoxo inquietante diante de tanta informação estocada no mundo virtual. Tão enorme que, pela dispersão, acaba deixando a clientela perdida, incapaz de discernir quais as informações que a ajudam a escrever a história, ao invés de anestesiá-la.

Este livro representa o esforço de salvar a história recente de Santarém da dilapidação, da diluição e do esquecimento. À falta de iniciativas sistemáticas e aglutinadoras, aqui há um conjunto de dados e análises que servem de trilhas para que o leitor se identifique e se situe no passado, e o utilize como ferramenta para se posicionar hoje e amanhã. Esse conjunto de informações, extraídas de jornais e outras fontes cotidianas, mostra que esta terra tem história e tem inteligência. Não é um acampamento montado às pressas para abrigar pessoas em trânsito, em busca de sucesso ocasional e individual. Os personagens que surgem destas histórias e estórias participaram ou continuam a participar da construção de uma comunidade, de uma cidade, de um município e de um Estado, transmitindo entre si suas experiências e anseios.

Para que a Memória de Santarém se tornasse um suplemento encartado quinzenalmente no jornal O Estado do Tapajós, foi decisivo o apoio e o entusiasmo do seu editor, Miguel Oliveira. Para que o suplemento jornalístico passasse às páginas de livro, a esse empreendimento de juntaram Cristóvam Araújo e J. Ninos. Para que o livro se torne perene, queremos a sua leitura. E, se possível, também a sua manifestação.

Santarém merece.

Ficha-suja, mensaleiro Paulo Rocha recorrerá até o Supremo

Por Lauro Jardim

RAdar On-line

Se necessário, o advogado Márcio Silva, que atua na defesa de Dilma Rousseff nas eleições, vai até o Supremo para garantir a candidatura do mensaleiro Paulo Rocha ao Senado. Com base na Lei da Ficha Limpa, o Ministério Público Eleitoral no Pará contestou o registro de Rocha porque, em outubro de 2005, ele renunciou ao mandato de deputado federal para não ser cassado por envolvimento no mensalão do PT.

Márcio defenderá a tese de que a inelegibilidade de um candidato por causa de renúncia ao mandato – advinda com a nova lei – é uma pena muito pesada para um político. Ele afirma ainda que os efeitos da lei não podem retroagir. Ainda mais para o caso de Paulo Rocha, que se reelegeu um ano depois após a renúncia. Afirma Márcio:

– A eleição de Paulo Rocha foi uma espécie de anistia pelas urnas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

OAB: PT quer intimidar procuradora

Lauro Jardim
Radar On-Line


O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, saiu em defesa da vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, ameaçada pelo PT de responder uma ação no Conselho Nacional do Ministério Público por ter supostamente extrapolado suas funções. Na semana passada, Cureau disse que Lula, em tese, pode ter cometido crime de abuso de autoridade por ter elogiado Dilma Rousseff em um evento oficial.

Para Ophir, o Ministério Público está apenas cumprindo o seu papel e que tal atitude do PT pode inviabilizar o funcionamento da própria Justiça Eleitoral. Disse o presidente da OAB:

– Esse tipo de posicionamento objetiva intimidar, tem como pano de fundo impedir que o Ministério Público Eleitoral possa exercer o seu papel. É lamentável que um partido político adote esse tipo de postura. Ninguém está acima da lei.

PDT faz chantagem para usar 'máquina' em prol de seus candidatos

O Diário do Pará traz uma notícia que revela o quanto o PDT no Para é um partido de oportunistas e demagogos.

Diz a matéria que o partido brizolista ameaça abandonar informalmente a coligação Acelera Pará, formada para a campanha de reeleição da governadora Ana Júlia, senão for aquinhoado com o comando do Detran.

O curioso nesse caso é que o PDT impõe uma condição que não ficou acertada quando Giovanni Queiroz, chefe da legenda no Pará, anunciou que o partido ficaria ainda mais chapa-branca nestas eleições. Agora, de olho gordo no butim, afia as garras em direção aos cofres do Detran, um órgão sabidamente arrecadador. Maior que o órgão de trânsito no tilintar das moedas do fisco somente a Sefa.

No Pará, partidos da estirpe do PDT envergonham o eleitorado. O PDT não quer participar do governo Ana Júlia porque dele já participa no comando de outros órgãos. Pelo visto, os pedetistas querem é usar a 'máquina' para impulsionar seus candidatos a deputado estadual e federal. Não é outro o motivo desse blefe de Giovani, um político que começou com Jarbas, aliou-se a Almir Gabriel, usufruiu das benesses de Jatene e agora, mesmo que abandone o barco liderado pelo PT, tirou uma lasquinha do governo Ana Júlia.

O governo do estado deve, se possível, resisitir a essa investida nada republicana de Giovanni Queiroz. E não perde nada se excluir o Detran dessa moeda de troca eleitoral. Até porque o PDT dispõe de votos na medida inversa à sua fome de poder.

Não seria mal, até, o governo se livrar do peso incômodo do PDT em sua coligação. Em Santarém, por exemplo, a chefia da Polícia Civil é indicada por político do PDT que foi preso e algemado pela Polícia Federal e responde a processo por formação de quadrilha de grilagem de terras.

Exemplos como esses se multiplicam por todo o Pará pode ter chegado a hora de diminuir o peso do incômodo fardo que é o governo dar oxigênio para o PDT respirar. Tá na hora de tirar o tubo!

Ministério avalia ações de combate à febre aftosa no Oeste do Pará

Agência Pará

Tornar o Pará livre da febre aftosa é a meta que a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) pretende alcançar até 2011. Um grande passo para isso é melhorar o nível de classificação das regiões do Marajó e Baixo Amazonas, hoje identificadas como de Nível 3 (alto risco), para Nível 2 (médio risco), o que pode acontecer até os próximos meses de agosto e setembro.

Desde a última segunda-feira (12), auditores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão no Pará inspecionando e avaliando oito municípios das duas regiões paraenses. Os técnicos do Ministério da Agricultura já visitaram os municípios de Soure, Cachoeira do Arari, Breves, Almeirim, Monte Alegre e Oriximiná. Desde sexta-feira (16), eles se encontram no município de Santarém.

O Pará está dividido atualmente, em relação à febre aftosa, em três grandes áreas, segundo a OIE (sigla em inglês para Organização Mundial de Saúde Animal). A Área 1 (livre de febre aftosa com vacinação – com reconhecimento da OIE), inclui as regiões do sul e sudeste – Transamazônica e tronco sul da Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá) -, totalizando 44 municípios, que reúne mais de 70% do rebanho paraense; a Área 2, com 67 municípios, tem a classificação de área de médio risco, e a área 3, com 32 municípios das regiões de integração do Marajó e Baixo Amazonas, é classificada como de alto risco.

Indicadores - A inspeção da equipe federal envolve a organização do escritório, conversas com os profissionais da Adepará e verificação das condições dos veículos utilizados pelo órgão. Entre os indicadores pecuários analisados, estão os índices de vacinação, feita duas vezes ao ano. "Estamos com ótimos níveis. A exigência era de, no mínimo, 90%, e estamos acima disso. A média no Estado é de mais de 96%", informa Arapiraca. Ele acrescenta que a transição do Nível 2 para o 1 é mais complexa ainda, e inclui coleta de 10 amostras de cada mil animais.

A febre aftosa é transmitida, principalmente, por bovinos e suínos. No Pará, os bovídeos - bois e búfalos - são o foco dos veterinários. A última ocorrência da febre aftosa no Pará foi no município de Monte Alegre, no oeste, em 2005.

Postes da Celpa viram alvo de motoristas em Santarém

Entre os meses de abril de 2009 e abril de 2010 foram registradas 1.042 ocorrências de postes danificados por acidentes de trânsito. São registradas, por dia, quase três colisões entre veículos e poste de energia elétrica no Pará.

A última colisão aconteceu na madrugada de domingo, quando um carro colidiu em um dos postes da Rede Elétrica da Celpa,, na Rodovia Santarém Cuiabá, causando sérios prejuízos à Rede de Distribuição. Equipes de Manutenção da Celpa foram acionadas e com apoio da Polícia Rodoviária e da SMT, conseguiram normalizar a energia elétrica, tendo que recompor cerca de 200 metros de cabos e mais 04 postes da alta tensão. O acidente provocou o desligamento da Vila de Alter do Chão, Grande área do Santarenzinho, Maracanã, Aeroporto Wilson Fonseca e comunidades do entorno da Rodovia Everaldo Martins.

Os dados são do levantamento da Celpa, que tem um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões e meio de reais por ano. Segundo o gerente de Serviços Técnicos da Celpa, Carlos Persinoti, os prejuízos não só para a empresa, mas para o consumidor, com o poste danificado, tem que gastar dinheiro para recompor o sistema, o que também leva tempo. Dados do DETRAN, revelam que 90 a 95% dos acidentes, decorrem da ação do comportamento do ser humano.

Persinoti, ainda chama atenção, para a parte elétrica: "é muito perigoso porque os cabos de energia ficam expostos a contatos com os ocupantes do veículo ou com terceiros que estejam no local naquele momento. E a falta de energia é o prejuízo principal para a população que é penalizada por conta da imprudência de alguns motoristas, pois, em uma situação dessa, equipes são deslocadas para o lugar do acidente quando poderiam estar resolvendo outras situações, como desligamentos intempestivos, por conta de chuva, árvores que caem na rede, o que temos visto muito também".

Em Santarém, só este ano, já foram registrados 33 abalroamentos em postes da rede elétrica, por veículos. Em janeiro, foi a maior incidência, 17 acidentes. O gerente regional, Alexandro Freitas, também reforça que os prejuízos são inúmeros, e em muitos casos a população fica sem energia e desconhece o problema.

O ferro que sustentava a estrutura do poste é vendido para empresas siderúrgicas e o concreto é quebrado e reutilizado para pavimentação de áreas internas da concessionária, que desenvolve suas atividades dentro do Sistema de Gestão Ambiental - ISO 14001.

(Com informações de Ansleiria Rodrigues)

Novo mapa elimina ‘vazios’ da Amazônia


A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações.


Amazônias
RODOLFO ALBIERO

PrimaPagina

SÃO PAULO — O novo mapa da Amazônia Legal apresenta a inovação do uso da escala 1:100.000, em que cada centímetro do mapa equivale ao tamanho real de um quilômetro. Com isso, é possível pesquisar com mais precisão dados cartográficos da região, com detalhes nunca antes vistos sobre hidrografia, malha viária e divisão política. O mapa faz parte do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que foi criado com apoio do PNUD.

Graças às informações minuciosas trazidas pelo projeto – disponíveis na internet –, denominado Base Cartográfica Digital da Amazônia Legal, afluentes e subafluentes de rios que não apareciam em imagens disponíveis até então podem sem analisados.

O estudo, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Exército, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Banco Mundial, se propõe a "auxiliar na diminuição das incertezas geográficas para o monitoramento e para a fiscalização das atividades humanas".

Por meio de imagens captadas por satélite, o mapa dividiu a Amazônia em 1.816 áreas iguais, cada uma com 3.025 km².

A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações, afirma o diretor de Zoneamento Territorial do ministério, Roberto Vizentin.

Os mapas disponíveis até então eram considerados inadequados para projetos de infraestrutura, como a delimitação de rodovias, gasodutos e a construção de usinas hidrelétricas. Também apresentavam dados insuficientes para segurança e defesa nacionais, principalmente nas áreas de fronteira.

"A iniciativa beneficia vários projetos do setor público e privado que poderão acessar as informações em uma escala inédita", afirma Vizentin.


Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ
Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ


Recursos florestais

Um dos objetivos do trabalho é reforçar o monitoramento e a fiscalização dos recursos florestais, auxiliando a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), da Polícia Federal e de outros órgãos governamentais para diminuir a vulnerabilidade da região.

Dessa forma, pode servir de ferramenta para ações de prevenção e punição em processos administrativos e jurídicos sobre o uso ilegal dos recursos naturais da região.

Com o novo mapa, por exemplo, existe a possibilidade de identificar estradas secundárias dentro da floresta, auxiliando o combate ao desmatamento. Ainda nesse segmento, poderá ser usado para delimitar áreas de conservação, como florestas nacionais, parques nacionais, reservas biológicas, estações e reservas ecológicas, além de reservas indígenas e reservas extrativistas.

A Base Cartográfica da Amazônia Legal passa a fazer parte do Sistema Cartográfico Nacional, supervisionado pelo IBGE.

A Amazônia legal é formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A área total é da região é de aproximadamente 5,2 milhões de km², de acordo com dados do Governo Federal.


Ana Júlia é recebida por 1 mil pastores e Simão Jatene sai bem em teste de popularidade em Mosqueiro


A governadora Ana Júlia Carepa (PT), candidata à reeleição pela ‘Frente Popular Acelera Pará’, foi aclamada por cerca de 1 mil pastores e familiares no 14º Encontro de lideranças da Assembleia de Deus do Pará e Mato Grosso, no sábado, 17, em Marabá, sudeste do Estado.

O primeiro final de semana de campanha do candidato ao governo do Estado pela Coligação “Juntos com o Povo”, Simão Jatene, foi de contato direto com os eleitores. E Jatene saiu-se muito bem no teste de popularidade. No sábado pela manhã, Jatene conversou com veranistas que faziam compras no mercado municipal e que tomavam café da manhã nas barraquinhas da praça central de Mosqueiro.


SEGUNDA-FEIRA

Agenda de Simão Jatene

O Candidato ao governo do Estado Simão Jatene retorna de Salinópolis no final da manhã e, na parte da tarde, participa de reuniões com seus coordenadores de campanha e com a equipe de mídias sociais e internet.

Agenda de Ana Júlia
Manhã - Agenda de governo
15h - Caminhada na Gleba 1, Bairro da Nova Marambaia.
Concentração: Rodovia Augusto Montenegro com WE-2, ao lado do posto de saúde.

20h - Reunião de coordenadores da coligação.

*Agenda prevista

(Fotos: Assessoria dos candidatos)


domingo, 18 de julho de 2010

Águia empata com Fortaleza em 0 a 0 no Castelão

O Povo

Sem qualidade de passe e com muitos erros de finalização,o Fortaleza não vence o paraense Águia de Marabá na estreia na Série C

Com erros de passe e falta de inspiração no ataque, o Fortaleza empatou em 0 a 0, neste domingo, no Castelão, com o Águia de Marabá na sua primeira partida pela Série C. No começo do jogo, mesmo com bem mais posse de bola que o adversário, o Leão só criou a primeira chance de gol aos 16 minutos. Tatu entrou driblando e invadiu a área. Mas o chute do atacante tricolor saiu torto, para fora.

O Fortaleza pecou também pelas escolhas do técnico Zé Teodoro. Atacou, na primeira etapa, apenas com Paulo Isidoro, Éder e Tatu, sem muito espaço diante da defesa do Águia.

No segundo tempo, Zé Teodoro mudou a equipe. Entraram Jeff Silva, Rinaldo e André Leonel nos lugares de Guto, Eder e Leandro, mas os passes errados continuaram.

O Águia teve o lateral Vander expulso. Foi a deixa para o Fortaleza se lançar ao ataque. A ousadia, no entanto, deixou brechas na zaga tricolor. E César Gaúcho também acabou sendo indo para fora.

Aos 34, no melhor lance até então, o goleiro do Águia defendeu em um lance de Tatu. No rebote, André Leonel mandou para longe a chance de abrir o placar.

O próximo jogo do Águia será dia 24 contra o São Raimundo em Marabá, na estréia do Pantera na série C do Brasileirão.

Fim de carreira para Vic e Valéria?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Na eleição de 1986 o ex-governador Alacid Nunes anoiteceu com mais um mandato de deputado federal e amanheceu desbancado pelo novato Vic Pires Franco. Esta surpreendente mutação se transformou numa façanha para o jovem parlamentar e num opróbrio para a segunda maior liderança política criada pelo movimento militar de 1964 no Pará (e que se transformaria no antípoda da outra liderança, a do coronel Jarbas Passarinho, embora tenham chegado juntos e sob a mesma proteção à arena política).

Foi assim que Vic Pires Franco iniciou uma surpreendente e sempre ascendente carreira na política federal, suspensa ou encerrada neste mês por um lance que sugere que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Acostumado a mudar de posição conforme as circunstâncias e conveniências, o presidente regional do DEM parece ter acreditado em sua força pessoal e na solidez eleitoral da sua esposa, a ex-vice-governadora Valéria Pires Franco, mais do que recomendava o bom senso, a sensatez e os fatos.

No seu blog, criado com evidentes propósitos políticos, atacou tudo e todos. Mas ao mesmo tempo em que mordia, assoprava. Ou primeiro mordia e depois, se necessário, assoprava. Como se os atingidos tivessem a obrigação de esquecer as críticas, muitas delas contundentes, curar as feridas, apagar a memória e dar-se por satisfeitos de receber o casal. O marido, com um baú de votos, voltaria com tranqüilidade à Câmara Federal e a esposa, como a segunda preferida para o Senado em prévias, incluindo pesquisa do Ibope, se consagraria logo atrás de Jader Barbalho. Vic podia fazer o que quisesse: seu lugar e o de Valéria estariam assegurados, por conta dos seus trunfos, tão apregoados no blog.

A surpresa desagradável começou a se caracterizar quando ele peregrinou por todos os partidos e em nenhum deles encontrou posições cativas. Nenhum lhe bateu com a porta na cara. Ele pôde entrar, conversar, negociar e voltar pelo caminho da chegada de mãos abanando. As alternativas PT e PMDB eram, obviamente, ilusórias. Não passavam de armadilhas, refeitas a partir dos destroços da armadilha montada pelo líder do DEM. O que restava era o PSDB. Mas o candidato ao governo puxou o tapete do casal.

Só os tucanos de arribação desconhecem que o senador Flexa Ribeiro, candidato natural à reeleição, não é nome do peito de Simão Jatene. O que lhe custaria assegurar a segunda vaga para Valéria, aliada histórica? Talvez a aliança no 2º turno com Jader Barbalho, hipótese que pode ser considerada mais provável do que a recomposição do PMDB com o PT. Jader bloqueou os Pires Franco esperando que Jatene fizesse o mesmo, o que não aconteceu por acaso. Desta vez, ninguém foi no blefe: todos pagaram para ver as cartas.

O casal desistiu de disputar a eleição de outubro. Ficará durante dois anos ao relento. Voltará? Vic parece certo que sim, confiando na sua inegável capacidade de articulação e aplicação obsessiva aos seus objetivos e interesses. Mas vai precisar contar com a aceitação dos russos, sejam eles da política como da mídia. E aí é que está o problema. Com suas notas faiscantes no blog e os trunfos de uma pesquisa eleitoral recebida com descrédito, em função dos antecedentes desse tipo de encomenda na eleição para a prefeitura de Belém, os dois podem ter perdido a credibilidade. Quem ainda estará disposto a apostar – e votar – neles no futuro?

Poucos políticos foram tão mutantes quanto Victor Pires Franco Neto. Basta um exemplo para revelar o tamanho das suas mudanças. Numa entrevista de duas páginas dada ao Jornal Popular em 1998, ele apresentou a seguinte explicação para a ação popular que ajuizara poucos meses antes contra o convênio entre a Funtelta e a TV Libera,:

“Houve um convênio entre a TV Liberal e o Governo do Estado [na administração Almir Gabriel, então muito criticada por Vic], sem licitação, apesar de tirar dos cofres públicos R$ 12 milhões, ao longo de quatro anos [viriam a ser R$ 37 milhões ao final de 10 anos]. Isso é inadmissível e para mim é o suficiente. Agora, o mais importante – e, na minha opinião, o mais indecente desse contrato – é que a Funtelpa, que é uma emissora do Estado, vai alugar as suas repetidoras no interior e o normal seria que o grupo de comunicação pagasse por isso – e, no entanto, quem vai pagar é a Funtelpa. Isso é a mesma coisa que você alugar a sua casa e ainda pagar para a pessoa morar lá”.

Quando o repórter lhe pergunta pela real finalidade desse convênio, Vic responde: “A finalidade é eleitoral, está na cara. Para disfarçar essa dinheirama toda, se colocam as inserções a que o governo do Estado terá direito. E por que é que não se consultou, por exemplo, a RBA ou a TV Boas Novas? A RBA já está apresentando uma proposta, com valores infinitamente menores – e vou pedir o seu aditamento à ação popular. Sei que vou pagar um preço caro por isso – já estou pagando. Mas nunca tive medo de ninguém e só tenho satisfações a dar ao povo que me elegeu, às minhas duas filhas e à minha mulher”.

Sem dar satisfação a ninguém e sem explicar a razão da sua nova atitude, pouco tempo depois Vic Pires Franco retirou seu nome da ação popular, que só não foi arquivada porque outra pessoa, o sociólogo Domingos Conceição, se apresentou para substituí-lo. Vic tinha conseguido recompor sua amizade com Romulo Maiorana Júnior, o principal executivo do grupo Liberal. A ação deixou de atender seus interesses.

sábado, 17 de julho de 2010

Daqui a pouco, show de Sebastião Tapajós e Nato Aguiar


Sebastião Tapajós e Nato Aguiar se apresentam daqui a pouco na praça Manoel Moraes(do Mascotino), em show promovido pelo SESI.

A foto de Gil Serique mostra Sebastião(de joelhos) durante os testes de passagem de som, no final da tarde.

Paysandu goleia Rio Branco na estréia da série C

Na tarde deste sábado (17), o Paysandu goleou o Rio Branco, do Acre, por 6x2.

O Papão terminou o primeiro tempo de jogo vencendo o Rio Branco (AC) por 2 a 1, no estádio Leônidas Castro, a Curuzu, na estreia dos bicolores no Campeonato Brasileiro da Série C.

Os acreanos abriram o placar com o paraense Marcelo Maciel, mas não demorou muito tempo para Fabrício e Bruno Rangel marcarem os gols da virada do Papão.

No segundo tempo, Alexandre Carioca e Bruno Rangel(duas vezes) marcaram para o Paysandiu e Valdir Papel marcou o segundo do Rio Branco.
Ficha técnica:

Paysandu x Rio Branco (AC)


Paysandu: Alexandre Fávaro; Bosco, Paulão, Leandro Camilo e Zeziel; Tácio, Sandro (Vaninho), Marquinhos (Alexandre Carioca) e Fabrício (Genison); Tiago Potiguar e Bruno Rangel.

Técnico: Charles Guerreiro.

Rio Branco (AC): Marcelo Cruz; Ananias (Ley), Marquinho, João Vítor e Macaé (Ivan); Zé Marco, Butti, Ismael (Luis Carlos) e Testinha; Marcelo Maciel e Valdir Papel.

Técnico: Tarcísio Pugliesi

Data: 17/07/10

Local: Estádio Leônidas Castro (Curuzu)

Cartão amarelo: Paulão, Zeziel e Fabrício (PSC). Marcelo Cruz e Butti (RB).

Árbitro: Robson Ferreira (MA). Assistentes: Sandro Medeiros (MA) e Ailson Gomes (MA).

Encontrado corpo de mulher desaparecida em naufrágio no rio Tapajós

O corpo de Elisa Ribeiro Ralston, de 50 anos, única desaparecida no naufrágio do barco Amazon Green, ocorrido na tarde de ontem (16), no rio Tapajós, foi encontrado na tarde deste sábado (17). O corpo será trasladado para São Paulo, cidade de Elisa.

As buscas começaram ainda ontem, na embarcação parcialmente submersa, e retornaram hoje por volta das 7h com a ajuda de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. "Segundo relato de testemunhas, o corpo estaria no camarote 8. Mas não estava lá. Ele foi avistado quando emergiu e fizemos o resgate", afirma o comadante do 7° Grupamento dos Bombeiros de Itaituba, capitão Ney Tito.(Diário On Line)

Naufrágio

A Capitania dos Portos e a Polícia Civil de Itaituba já abriram inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

Acidente

O Amazon Green, um barco de feito de madeira, com 27 pessoas, sendo 20 estrangeiras, teria batido contra um banco de areia durante uma tempestade, num trecho onde a profundidade, segundo a Capitania dos Portos de Santarém, chega a 15 metros.

Como o acidente ocorreu próximo da margem, a maioria dos ocupantes da embarcação nadou para a beira do rio, apenas Elisa não sobreviveu. Os primeiros socorros aos náufragos foram dados por pescadores e por proprietários de pequenas embarcações. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no local do acidente e concluiu o trabalho de resgate das vítimas.

A visagem e a verdade sobre roubo de água na Amazônia

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

A advogada Ilma Barcelos, da OAB do Espírito Santo, recolocou em circulação uma das denúncias que constantemente vai e volta, sem perder ímpeto nem ganhar credibilidade: de que navios estrangeiros estariam roubando água na Amazônia. Segundo ela, cada navio carregaria em seus porões 250 milhões de litros por viagem. Essa água seria comercializada na Europa e no Oriente Médio.

Em minha primeira coluna neste espaço, tentei mostrar que essa pirataria ainda é fantasia. Principalmente porque não é econômica. Várias autoridades seguiram raciocínios idênticos ao serem questionadas sobre a denúncia. O porta-voz da Marinha garantiu que a água captada pelos navios é autorizada por convenção internacional e praticada em todos os países. Serve de lastro para que as embarcações tenham segurança em sua navegação. Assegurou que jamais o governo recebeu denúncia concreta sobre práticas ilícitas desse carregamento.

Já a Agência Nacional de Águas (ANA) recorreu aos argumentos econômicos para desmentir a prática de hidropirataria. Seu representante alegou não ser viável como negócio: o custo do frete da água levada da Amazônia para a Europa ou o Oriente Médio e do seu tratamento seria de três a cinco vezes superior ao custo da dessalinização da água usada em Israel ou na Arábia Saudita, onde o processo é utilizado. Ainda que o Brasil legalizasse e autorizasse os navios a levarem a água de graça, o custo do transporte e beneficiamento tornaria inviável a operação.

Há ainda um detalhe técnico relevante: 250 milhões de litros representam uma quantidade pequena de água bruta (ainda não potável) para venda, mas constituem volume expressivo para um navio. É tonelagem muito superior à dos cargueiros que costumam operar na bacia amazônica.

A advogada Ilma Barcelos desdenhou das explicações. Para ela, a hidropirataria só não se comprova porque a fiscalização dos órgãos públicos é falha. Está disposta a contribuir para comprovar o que disse: vai formalizar uma denúncia à Marinha. Disse para a imprensa que já tinha “certeza absoluta que essas questões seriam negadas porque ninguém vai assumir que é incompetente em algum órgão”.

Como a denúncia repercutiu, circulando por redes na internet (não pela primeira vez e certamente não pela última), o deputado Lupércio Ramos (do PMDB do Amazonas), pediu a realização de audiência pública na Câmara Federal para tratar da questão. Também cobrou dos órgãos de defesa e de segurança a ampliação do sistema de fiscalização na Amazônia. “O país precisa começar a discutir o direito de uso da água. Nós devemos estar em alerta em relação à Amazônia, porque temos lá um patrimônio extraordinário”, justificou o parlamentar.

Para bem administrar esse patrimônio, porém, é preciso inventariá-lo, classificá-lo e usá-lo de forma correta, o que pressupõe conhecimento de causa. Aí é que mora o problema. A Amazônia é um tema tão universal quanto o futebol. Todos acham que entendem dela e dão seus palpites como se fossem a expressão absoluta da verdade. O contencioso amazônico é uma reunião de barbaridades.

É evidente, ao mais elementar iniciado em questões amazônicas, que não há a pirataria apontada pela advogada capixaba. Simplesmente porque ainda não dá lucro praticá-la. E porque, para colocá-la em curso, são requeridos providências e procedimentos que ninguém ainda identificou. Há irregularidades na navegação amazônica e ela é pessimamente fiscalizada. Mas a hidropirataria é um hidromito, ao menos por ora, como observou com sarcasmo o representante da Ana.

O brasileiro tem como seu patrimônio a maior bacia hidrográfica do planeta e o dilapida todos os dias na Amazônia. É um bem que atrai o interesse mundial, mas para outros fins, não como fonte de água potável – ou ainda não. Há um negócio muito mais atrativo, um dos mais rentáveis nos últimos anos em qualquer parte: a água engarrafada.

Ela é apresentada como se fosse água mineral, mas na maioria dos casos ou vem da rede pública ou de drenagens superficiais (não de uma fonte de água pura). Esta é uma autêntica pirataria, que rende bilhões de dólares de super-lucros indevidos. E é praticada à vista de todos sem provocar o impacto das denúncias da advogada capixaba.

Histórias chocantes e sensacionalistas, mesmo quando usadas como inspiração para defender a Amazônia, têm um efeito nocivo, principalmente por desviar a atenção do real para fantasias. Em 1976 um cientista denunciou que a Volkswagen havia posto fogo em um milhão de hectares na fazenda que possuía no sul do Pará. O incêndio havia sido detectado pelo satélite americano Skylab, o maior já registrado pelo homem.

A queimada era, na verdade, de 10 mil hectares, 100 vezes menor. Todos se desinteressaram pelo caso. Ainda assim, era a maior queimada feita em uma única temporada de fogo na Amazônia. A boa intenção do denunciante teve efeito reverso ao pretendido. O exagero foi o boi de piranha para a Volks desviar sua manada para longe da atenção da opinião pública.

Pouco depois surgiu a história de que submarinos emergiam à noite na sede do Projeto Jari, do milionário americano Daniel Ludwig, no Pará, para carregar ouro e minerais estratégicos. Muita gente acreditou e até um senador exigiu todo um aparato de segurança nacional do governo militar para ir a Monte Dourado verificar essas e outras denúncias.

Se esses submarinos conseguissem navegar pelas águas barrentas do Amazonas, evitando as toras de madeira que ele arrasta na época de cheias, até que seria um troféu justo ficarem com o ouro e os demais minérios. Um submarino cabe melhor numa fábula, porque fica escondido debaixo d’água. O problema é o outro lado do enredo. Um navio de carga faria um serviço muito melhor e mais econômico. Mas não se encaixaria na fantasia.

Também se dizia que, no meio do minério de ferro da Serra dos Carajás, as multinacionais estariam levando ouro ou urânio. Ferro se mede por milhões de toneladas para ser comercial. Ouro, em gramas. Urânio, em quilos. Um processo que permitisse separar ouro e urânio na extração de ferro seria uma revolução tecnológica.
Aos exploradores dos recursos naturais de Carajás, no Pará, basta o minério de ferro, o melhor que existe na crosta terrestre. Transportado, à razão de 90 milhões de toneladas anuais (volume que dobrará até o meio da década), para a Ásia e a Europa pelo maior trem de carga do mundo, em nove viagens diárias, é um autêntico negócio da China (para a China). Sem qualquer vestígio de outro bem.

Há muita pirataria e ilegalidade na Amazônia. Haveria muito menos se houvesse melhor fiscalização. Mais importante seria se houvesse melhor conhecimento, maior valorização do homem, mais retenção de suas riquezas em proveito de quem a habita. Valorizado, o amazônida cuidaria de separar o joio do trigo.

Ao invés de enfrentar fantasmas ao meio-dia ou zanzar atrás de bruxas circulando com vassouras pelo espaço, ele submeteria cada questão ao teste de consistência e à prova da verdade. Com a lição aprendida, talvez se colocasse em condições de escrever uma história melhor para a região. Sem fantasmagorias, mas também sem exploração.

São Francisco só depende de pagamento de taxa para participar de conselho técnico da FPF

Na última quinta-feira (15), a Diretoria do São Francisco Futebol Clube confirmou sua refiliação na Federação Paraense de Futebol – FPF, apresentando todos os documentos necessários e cumprindo com as exigências essenciais para tornar-se um clube de futebol profissional, como por exemplo, apresentar Estatuto ou Reforma Estatutária, devidamente aprovado e registrado em cartório, Certidão do Cartório contendo Registro do Estatuto, Ata da Reunião de reorganização como Clube Profissional, Ata de Aprovação do Novo Estatuto, Ata de Eleição e Posse da Nova Diretoria e Conselho Fiscal, CNPJ atualizado expedido pela Receita Federal, Declaração que possui sede alugada ou própria.

A Diretoria do São Francisco apresentou o Estádio Colosso do Tapajós (Santarém) e o Estádio Evandro Almeida / Baenão - Estádio do Clube do Remo (Belém) como conveniado para sediar os jogos de mando do Leão Azul Santareno, pois os dois estádios possuem aprovação de laudo técnico oficial de vistoria das condições de segurança (Polícia Militar), combate a incêndio (Corpo de Bombeiros), higiene (Vigilância Sanitária), real capacidade de público, e laudo de verificação engenharia, conforme o estatuto do torcedor.

Para completar a volta ao futebol profissional, no próximo dia 20 de julho, o Clube também vai regulariza-se com a Confederação Brasileira de Futebol – CBF, pagando as taxas exigidas pela entidade. O pagamento da taxa de filiação e da licença da FPF será feito no início do mês de agosto. Com isso Diretoria do São Francisco vai participar da reunião do Conselho Técnico, em Belém, no dia 05 de agosto, onde será decidida a fórmula de disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paraense.

O Campeonato está previsto para começar após o dia 10 de outubro. Assim, a programação oficial de apresentação da Comissão Técnica e Jogadores do Leão Azul Santareno, que estava prevista para o dia 1° e dia 15 de agosto, respectivamente, serão definidas somente após a reunião do Conselho Técnico da FPF, no dia 05 de agosto.(Magma Comunicação)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Abertas inscrições para curso de empreendedorismo on line

A secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico e Social – SEMDES, da prefeitura de Santarém, abriu inscrições para o Curso de Empreendedorismo On Line, que será oferecido através do Telecentro de Informação e Negócios – TIN, espaço público que foi inaugurado pelo governo municipal em junho deste ano, por ocasião das comemorações do aniversário da cidade.
O curso será ministrado em parceria com a secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia – SEDECT.
O período de inscrição será de 19 a 30 de julho, no horário de 8h às 18h no prédio da SEMDES. O Curso será no período de 02 a 27 de agosto
, na sede da SEMDES, localizada à Avenida Curuá-Una (próximo à Avenida Mendonça Furtado).
O público alvo do curso são Micros e Pequenos Empreendedores. A iniciativa visa fornecer aos participantes, os conceitos e as características do empreendedorismo, incentivando-os a desenvolverem suas criatividades empreendedoras, de modo que eles se tornem capazes de empreender com visão de oportunidade e planejamento das ações.
A carga horária do curso será de 10 horas/aula. Será online e contará com o acompanhamento dos Coordenadores do Telecentro. Estão sendo ofertadas 64 (sessenta e quatro) vagas, nos respectivos períodos, dias e horários, conforme a tabela abaixo:

TURMAS ALUNOS POR
TURMA PERÍODO
DO CURSO DIAS HORÁRIO
Turma A1 16 alunos 02 a 06 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
Turma B2 16 alunos 09 a 13 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
Turma C3 16 alunos 16 a 20 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
Turma D4 16 alunos 23 a 27 de agosto de 2010 Seg–Sex. 19h às 21h
(Fonte: Ass. Imp. PMS)

Imprensa do Pará perde expressão

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O Dez Minutos, de Manaus, se consolidou como o maior jornal do Norte e Nordeste do país. Com uma tiragem de praticamente 80 mil exemplares diários, número apurado pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) em fevereiro deste ano, já é o 14º maior do Brasil em venda avulsa. Sua circulação é apenas três vezes e meia menor do que o líder nacional, a Folha de S. Paulo, com 287 mil exemplares. Todos os grandes jornais brasileiros ficaram abaixo de 300 mil exemplares. Menos de três décadas atrás chegaram a bater na marca de um milhão de exemplares, com promoções comerciais atraentes. Em 1990 a Folha colocava 350 mil exemplares nas ruas.

Na região Norte-Nordeste, o mais próximo do periódico de Manaus, em 28º lugar, é o Diário do Nordeste, de Fortaleza, que, com circulação de 41 mil exemplares, passou à frente do tradicional líder regional, A Tarde, de Salvador (30º), com 40 mil exemplares, metade do que vende o Dez Minutos. O jornal amazonense abriu um pouco sua diferença sobre o Estado de Minas, que vem em seguida, com 76 mil exemplares. Poucos anos atrás esta situação era impensável. O segundo jornal em Manaus fica muito abaixo: é o Diário do Amazonas (69º), com apenas 12 mil exemplares. A Crítica, que foi líder durante muitos anos, não aparece no ranking.

O Diário do Pará se mantém em 41º lugar, com circulação de 28 mil exemplares. Seu concorrente direto, O Liberal, deve continuar abaixo, embora não se saiba sua tiragem porque ainda está fora do IVC. Seu principal executivo, Romulo Maiorana Júnior, anunciou sua volta à fonte de maior credibilidade sobre a imprensa escrita do Brasil. A promessa vai fazer dois anos e ainda não foi cumprida. Se não se filiou novamente ao IVC, é porque a tiragem de O Liberal continua inferior à do jornal dos Barbalhos.

A perda de expressão da imprensa paraense é visível, sob qualquer aspecto, mesmo sem que se faça uma análise qualitativa. Ela já não pesa em termos nacionais. Não tirou proveito da influência da internet, que alavancou publicações com grafismo destacado, notícias rápidas e ênfase em usos e costumes. Até aqui, o Amazônia, que tenta explorar o segmento, é um fracasso de público e comercial. Não seguiu os fenômenos que ocorreram em Manaus e em São Luís, onde o Aqui Maranhão atingiu circulação de 39 mil exemplares e subiu para o 33º lugar, oito corpos à frente do Diário do Pará.

Por enquanto, a maior característica da imprensa diária de Belém é explorar o sensacionalismo do crime, como nenhum outro jornal do país. Não é propriamente um título que credencie.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Acidentes de trânsito deixam 41 pessoas amputadas só este ano em Santarém

CPEA nega fraude nos estudos ambientais da Cargill

Concursos fedearais abrem 8.8864 vagas para este ano

Um festival de impugnações em todo o país

Médicos serão fiscalizados nas eleições

Produtos com motivos da copa encalham nas lojas

Reciclagem de lixo rende um bom dinheiro

Santarém tem 9 mil registros de armas de fogo

A visagem e a verdade sobre roubo de água na Amazônia

Windsurf nas águas de rio também pode, diz o santareno Gil Serique