segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Deputados estaduais e federais eleitos no Pará

Do Blog do Parsifal

Shot008
Com 99,87% das urnas apuradas, às 04h48m de segunda-feira, estes eram os deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa do Pará:
 
Partido
Candidato
Votos
01
PSOL
EDMILSON RODRIGUES
85.411
02
DEM
MÁRCIO MIRANDA
67.516
03
PSDB
PIONEIRO
54.047
04
PMDB
SIMONE MORGADO
50.944
05
PT
CHICO DA PESCA
49.427
06
PSDB
SIDNEY ROSA
48.912
07
PT
BORDALO
45.070
08
PSDB
ALEXANDRE VON
44.837
09
PSDB
CILENE COUTO
43.852
10
PMDB
MARTINHO CARMONA
43.452
11
PTB
JÚNIOR FERRARI
43.238
12
PR
JUNIOR HAGE
41.835
13
PTB
TIÃO MIRANDA
41.193
14
PSDB
MEGALE
40.082
15
PMDB
CHICÃO
39.851
16
PT
VALDIR GANZER
37.451
17
PSDB
ANA CUNHA
35.332
18
PT
BERNADETE
33.736
19
PT
AIRTON FALEIRO
32.853
20
PTB
EDUARDO COSTA
32.451
21
PR
LUZINEIDE
32.407
22
PT
EDILSON MOURA
32.385
23
PMDB
NILMA LIMA
30.032
24
PMDB
PARSIFAL
29.863
25
PMDB
ANTONIO ROCHA
28.976
26
PDT
FERNANDO COIMBRA
28.950
27
PR
ELIEL FAUSTINO
28.537
28
PMDB
JOSEFINA
28.466
29
PMDB
MACARRÃO
28.120
30
PDT
PIO X
26.264
31
PSB
CASSIO ANDRADE
25.383
32
PSB
BELO
24.292
33
PV
GABRIEL GUERREIRO
23.541
34
PMN
ALESSANDRO NOVELINO
23.383
35
PR
RAIMUNDO SANTOS
23.250
36
PT
ZE MARIA
23.116
37
PT
MILTON ZIMMER
22.906
38
PT
ALFREDO COSTA
22.762
39
PPS
JOÃO SALAME
22.118
40
PRB
PASTOR DIVINO
22.112
41
PSC
HILTON AGUIAR
15.611
E os deputados federais:

Partido
Candidato
Votos
01
PMDB
WLAD
236.498
02
PMDB
ELCIONE
209.525
03
PPS
ARNALDO JORDY
201.160
04
PMDB
PRIANTE
171.967
05
PT
BETO FARO
169.178
06
PSDB
ZENALDO COUTINHO
153.738
07
PSC
ZEQUINHA MARINHO
147.577
08
PR
LUCIO VALE
141.744
09
PSDB
NILSON PINTO
140.149
10
PT
MIRIQUINHO BATISTA
125.584
11
PT
PUTY
120.877
12
DEM
LIRA MAIA
119.543
13
PT
ZE GERALDO
119.500
14
PTB
JOSUE BENGTSON
112.157
15
PDT
GIOVANNI QUEIROZ
93.382
16
PMDB
ASDRUBAL
87.681
17
PSDB
WANDENKOLK
68.541
Faltando apenas 0,13% para a totalização, dificilmente haverá mudanças nos quadros acima, todavia, não é impossível que haja.
Em havendo quaisquer mudanças os quadros serão atualizados.

Flexa Ribeiro: o Senador do Imponderável


Ana Célia Pinheiro



Nem Moura Carvalho, Zacharias de Assumpção, Magalhães Barata, Alacid Nunes, Jarbas Passarinho, Hélio Gueiros, Almir Gabriel ou Jader Barbalho: o político paraense mais votado de todos os tempos atende pelo nome de Fernando Flexa Ribeiro.


Pelo menos em números absolutos, Flexa Ribeiro bateu nas urnas todos os políticos que o antecederam na disputa ao Senado – e até mesmo todos os que concorreram ao Governo do Estado.


Em outras palavras: Flexa, com os mais de 1,816 milhão de votos que obteve neste domingo, saiu da Fiepa (e da suplência que o guindou ao Senado) para entrar na história.


Até aqui, o campeão de votos entre os senadores paraenses era Mário Couto, que se elegeu, em 2006, com 1.456.587 votos – uns 40% a mais que a campeã anterior, Ana Júlia Carepa, que obteve 1.097.061 votos, em 2002.


Entre os governadores, a mais bem votada era Ana Júlia Carepa, com 1.673.648 votos no segundo turno das eleições de 2006.


No entanto, a votação de Flexa foi tão expressiva que até superou a de seu companheiro de chapa, o tucano Simão Jatene, que conquistou, neste domingo, 1.719.208 votos ao Governo do Estado, ou 48,92% dos votos válidos, e quase ascende ao Palácio dos Despachos já no primeiro turno


E, suprema heresia: Flexa bateu nas urnas até mesmo o deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, e o favorito, em todas as pesquisas, a sagrar-se o mais bem votado senador paraense.


E quando se olha bem mais para trás nas eleições paraenses... Bem, aí o Flexa deixa a comer poeira até mesmo as lideranças políticas, que, a exemplo de Jader, também marcaram época no Pará.


Na verdade, a eleição de Flexa Ribeiro – e com tamanho balaio de votos – foi a grande surpresa deste pleito.


Quando iniciou a corrida ao Senado, ele era pouco mais que um traço nas pesquisas.


Apesar de estar no Senado desde 2005 – ele era suplente de Duciomar Costa, que renunciou ao mandato para assumir a prefeitura de Belém – Flexa era praticamente um desconhecido do eleitorado paraense.


Entre outros fatores, por ter um perfil muito mais empresarial do que propriamente político, apesar de ter sido presidente regional do PSDB e de ter até disputado o Senado, em 1994, quando obteve 205.714 votos e acabou em quinto lugar.


Por isso, há apenas três meses, em julho, ninguém apostava um tostão furado na possibilidade de se reeleger.


Os mais cotados para as duas vagas em disputa no Senado eram Jader Barbalho e o petista Paulo Rocha, o primeiro a correr na raia das oposições; o segundo, na raia do Governo. Até porque, quando há duas cadeiras ao Senado, o eleitorado geralmente elege um candidato do Governo e um da oposição.


Mas como em política dois mais dois, por vezes, resulta em cinco, Flexa acabou não apenas eleito: na verdade, transformou-se em um fenômeno eleitoral.


Vários fatores concorreram para isso: a surpreendente arrancada de Jatene ao Governo, a empurrar a candidatura de Flexa também rumo ao topo; o peso da campanha desastrada da governadora Ana Júlia Carepa, que ajudou a enterrar a candidatura de Paulo Rocha, por exemplo.


Mas o principal fator a determinar a vitória de Flexa, e com tamanha quantidade de votos, foi, certamente, a indefinição em torno da validade dos votos destinados a Jader Barbalho e Paulo Rocha, ambos flechados em pleno vôo pela ameaça de aplicação retroativa da Lei da Ficha Limpa e pelo impasse do Supremo Tribunal Federal (STF), naquele fatídico placar de 5X5.


Mais do que a disparada de Jatene, a sofrível performance de Ana Júlia ou até mesmo a Lei da Ficha Limpa em si, o que realmente pesou na decisão do eleitor foi o medo de “perder” o voto.


Um temor reforçado, na reta final da campanha, pelas manchetes de veículos locais de comunicação e até por declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teimou em fazer valer, de qualquer maneira, o entendimento daquele tribunal acerca da retroatividade da Lei da Ficha Limpa, apesar da indefinição do STF, a mais alta Corte de Justiça do País.


Daí não apenas a adubada votação de Flexa Ribeiro, mas, também, a surpreendente votação de Marinor Brito, candidata ao Senado pelo PSOL: 727.395 votos, sete vezes mais que os 107.096 votos do candidato do partido ao Governo, Fernando Carneiro, e um verdadeiro marco na história da legenda no Pará (em 2006, a candidata ao Senado do PSOL, Neide Solimões, obteve apenas 21.698 votos, ou um quarto dos quase 80 mil votos obtidos por João Augusto, o segundo candidato da legenda ao Senado, nas eleições deste ano).


Não fosse o “imponderável” – quer dizer, o espantoso impasse do STF naquele julgamento de 5X5 – é bem possível que o resultado da eleição ao Senado fosse outro.


É bem possível que Flexa não conseguisse se reeleger, ou que se reelegesse com uma quantidade de votos bem menor – e atrás de Jader.


Mas a Fortuna trabalhou a favor do tucano, que é, desde ontem, mais do que o “Senador do Açaí”, o “Senador do Imponderável”.


E se a Fortuna lhe sorriu, quem somos nós para contrariá-la?


(NR: os números acima correspondem à apuração de 99,87% da votação)


E vumbora sofrer mais um pouco


Ana Júlia e Simão Jatene vão disputar o segundo turno das eleições paraenses, que acontecerá no dia 31 deste mês.


Por pouco, como já se disse, Jatene não leva no primeiro turno.


Às 5 da manhã de hoje, quando a apuração já alcançava 99,87% da votação, Jatene tinha 1.719.208 votos (ou 48,92% dos votos válidos).


Ana Júlia estava com 1.266.538 (36,04%)


Domingos Juvenil (PMDB) com 379.761 (10,81%)


Fernando Carneiro (PSOL) com 107.096 (3,05%)


E Cleber Rabelo (PSTU) com 41.508 (1,18%)


A abstenção foi alta: 21, 15%, o que dá mais de um milhão de votos, num eleitorado de 4.763.456. Já os votos válidos somaram 3.514.111, ou 93,69%.


Em relação ao primeiro turno das eleições de 2006, os tucanos, apesar de se apresentarem agora sem máquina e com uma coligação lipoaspirada (eram 15 partidos contra os sete atuais) deram uma boa empinada: foram 1.370.272 votos obtidos por Almir, em 2006, e 1.719.208 os de Jatene, o que se traduz, em percentuais de votos válidos, em 43,82% para Almir e 48,92% para Jatene.


Os petistas também cresceram, mas não muito: no primeiro turno de 2006, Ana Júlia teve 1.173.079 votos, contra os 1.266.538 votos deste domingo, o que representa até uma queda em termos de percentuais de votos válidos – de 37,52% para 36,04%.


E isso apesar de Ana deter as máquinas federal e estadual e de comandar uma coligação bem mais adubada: eram apenas cinco partidos, em 2006, contra os 14 de agora.


O PMDB, que em 2006 concorreu com José Priante, também caiu: de 438.071 votos, para 379.761 ou de 14,01% para 10,81% dos votos válidos.


Recuo também no PSOL, que em 2006 obteve 131.088 votos com Edmilson Rodrigues, ou 4,19% dos votos válidos.


Já o PSTU foi o que mais cresceu, uma vez que obteve em 2006, com Atnágoras Teixeira Lopes, 10.905 votos (0,34%).


(Se continuar a quadruplicar a votação, pode ser que consiga chegar ao Governo nas próximas cinco décadas...).


O segundo turno ao Governo do Pará será, certamente, muito, muito disputado.


No entanto, o fato de, para surpresa geral da nação, haver segundo turno também para a Presidência da República, deve amenizar as dificuldades tucanas diante do fator Luiz Inácio Lula da Silva, já que toda a energia do presidente deve estar voltada para a eleição de Dilma Rousseff.


Além do mais, não se sabe como reagirá a tendência Unidade na Luta diante do naufrágio da candidatura de Paulo Rocha e da possibilidade de crescimento da Democracia Socialista (DS), na hipótese de reeleição de Ana Júlia Carepa.


Outra incógnita é o posicionamento do PMDB neste segundo turno. Não apenas porque o partido parece dividido entre Ana e Jatene, mas também devido aos compromissos federais de Jader Barbalho e da própria situação eleitoral do morubixaba peemedebista, a necessitar da mão amiga do Lulismo, no STF.


De qualquer forma, o fato de Jatene ter conseguido obter um amplo apoio popular, capaz de guindá-lo ao segundo turno léguas à frente de sua oponente, indica que, mesmo que o PMDB acabe por perfilar com os petistas, a eleição acabará decidida voto a voto.


No mais, é aguardar o desenrolar da campanha.


Abaixo, deixo para vocês também a relação de todos os senadores e governadores eleitos no Pará, desde a década de 40.


Os Senadores do Pará


1945 - Álvaro Adolfo da Silveira (PSD): 61733 votos/Joaquim Magalhães Cardoso Barata (PSD): 61906 votos


1947 - José Augusto Meira Dantas (PSD): 68040 votos


1950 - João Prisco dos Santos (CDP): 89833 votos


1954 - Álvaro Adolfo da Silveira (PSD): 88610 votos/Joaquim de Magalhães Cardoso Barata (PSD): 87991 votos


1958 - Alexandre Zacharias de Assumpção (PTB/PSP/PSB/PR): 112729 votos.


1962 - Edward Cattete Pinheiro (PSP/PTN/PRT/PR/PSB/UDN/PL/MTR): 123870 votos/Joaquim Lobão da Silveira (PSD): 97444 votos.


1966 - Jarbas Gonçalves Passarinho (Arena): 204913 votos


1970 - Edward Cattete Pinheiro (Arena): 157457 votos/ João Renato Franco (Arena): 170094 votos


1974 - Jarbas Gonçalves Passarinho (Arena): 290229 votos


1978 - Aloysio da Costa Chaves (Arena): 293837 votos


1982 - Hélio Mota Gueiros (PMDB): 225120 votos


1986 - Almir José de Oliveira Gabriel (PMDB): 463774 votos/ Jarbas Gonçalves Passarinho (PDS): 336041 votos


1990 - Fernando Coutinho Jorge (PMDB): 394636 votos


1994 - Jader Fontenelle Barbalho (PMDB): 586.008 votos/ Ademir Galvão Andrade (PSB): 488.568


1998 - Luiz Otávio Oliveira Campos (PPB/PPS/PSD/PSDB/PTdoB/PV/PMN/PL/PTB/PSC): 609.239 votos


2002 - Duciomar Gomes da Costa (PSDB/PRP/PPB/PTdoB/PSD/PV/PST/PFL/PRTB/PRONA/PSDC): 1.041.516 votos /Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PT/PCB/PL/PMN/PCdo B): 1.097.061 votos.


2006 - Mário Couto Filho (PP/PTB/PSC/PL/PFL/PAN/PRTB/PHS/PMN/PTC/PV/PRP/PSDB/PRONA/PTdoB): 1.456.587 votos.


Os Governadores do Pará


1947 - Luiz Geolas de Moura Carvalho (PSD): 68302 votos


1950 – Alexandre Zacharias de Assumpção (UDN/PSP/PST/PL): 94794 votos


1955- Joaquim Magalhães Cardoso Barata (PSD/PTB): 97307 votos


1960 – Aurélio do Carmo (PSD/PDC/PTB): 118129 votos


1965 – Alacid da Silva Nunes (UDN/PTB/PDC/PTN/PR): 163527 votos


1982 – Jader Fontenelle Barbalho (PMDB): 501605 votos


1986 – Hélio Mota Gueiros (PMDB): 707536 votos


1990 – Jader Fontenelle Barbalho (Frente de Trabalho): 617475 votos


1994 –Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB): Não consta a votação do segundo turno no TSE


1998 – Almir José de Oliveira Gabriel (PPB/PL/PSC/PTB/PPS/PSD/PSDB/PTdoB/PV/PMN): 981.409 votos ( 53,887)


2002 – Simão Robison Oliveira Jatene (PSDB / PRP / PPB / PTdoB / PSD / PV / PST / PFL / PRTB / PRONA / PSDC): 1.291.082 votos (51,720)


2006 – Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PRB/PT/PTN/PSB/PCdoB): 1.673.648 votos (54,926)

domingo, 3 de outubro de 2010

Acompanhe a apuração

Consulte o site do TSE:

Imagens da eleição em Santarém.


1-Helenilson Pontes votou no Colégio Santa Clara.
Confira aqui

2- Ministro Alexandre Padilha e deputado estadual Carlos Martins.

3- Deputado federal Lira Maia(DEM) votou no Colégio Pedro Álvares Cabral.
Veja a foto: http://twitpic.com/2ud6rchttp://twitpic.com/2ud6rc

4- Prefeita Maria do Carmo votou no Colégio Santa  Clara.

sábado, 2 de outubro de 2010

O Pará eleitoral é um deserto de lideranças?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O Pará é um deserto de homens? A julgar pela lista de candidatos à eleição do dia 3, sem dúvida. Há pouca renovação e, dos nomes novos que se apresentam, raríssimos são os que estão fora do cabresto da bipolaridade de poder a que o Estado foi condenado há muitos anos. São os mesmos os que se sucedem no mando público. Dentre eles, em escala crescente, pessoas da mesma família.
Dos cinco candidatos a governador, apenas dois foram apontados nas pesquisas com possibilidade real de vitória. Ambos são também os únicos que se apresentaram à frente de uma coligação de partidos. A maior delas, com 14 agremiações, tenta a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa, do PT. No seu mandato de quatro anos, que está expirando, o que a marcou foi o maior índice de rejeição de um governador desde que há esse registro.
A rejeição, que já se aproximou de 70%, hoje está em 42% e é, de longe, a maior dentre todos os candidatos. Nem o calor da imensa popularidade do seu maior cabo eleitoral, o presidente Lula, nem os múltiplos recursos da máquina oficial conseguiram reduzir a um patamar mais confortável a predisposição do eleitor contra ela. Se os resultados da pesquisa estão corretos, resta a Ana Júlia procurar atravessar para o 2º turno e, no novo confronto, absorver mais energia do poder, que o seu partido controla no país e no Estado.
Não é tarefa de todo impossível, mas está muito longe de ser fácil. Enquanto os candidatos petistas aos executivos estaduais, especialmente os que disputam o segundo mandato, estão no topo ou disputando para valer a vitória com poucos concorrentes, a governadora do Pará conseguiu a verdadeira proeza de ser o azarão. Só por alguma circunstância não detectada até agora, ela conseguirá ir para o 2º turno e, por uma dessas surpresas próprias da computação dos votos depositados pelo eleitor, conquistar mais um quatriênio.
Para fazer o quê? A parte majoritária do eleitorado parece não acreditar que Ana Júlia possa ser diferente do que foi até agora: um verdadeiro desastre, independente de intenções e discursos. Por isso, o favoritismo de Simão Jatene, do PSDB, veio mais por gravidade, pela decepção dos eleitores que deram a vitória à coligação PT/PMDB de 2006, do que pela pregação do ex-governador. Tendo rejeitado a continuidade dos tucanos por mais quatro anos, o eleitor os quer de volta, o que não é de espantar, considerando o que fizeram os petistas no poder.
O eleitor de 2010 está confirmando sua desaprovação ao médico Almir Gabriel, que atropelou o propósito do então governador Simão Jatene de exercer o mesmo direito do seu antecessor, em 2006, como candidato nato à reeleição. Bem diferente de Ana Júlia, Jatene tinha saldo positivo no conceito da população, apesar das muitas – e procedentes – críticas que recebeu. Seria o favorito se se apresentasse. A volta de Almir, passados quatro anos, parecia um despropósito e um abuso. O povo optou pela mudança.
Mas ela não veio. O que se confirmou foi o que muitos anteciparam quando a manobra sagaz de Jader Barbalho tornou possível a vitória de Ana Júlia: ela se tornaria sua maior adversária dela mesmo. Seu carisma e sua efetiva militância partidária lhe possibilitaram uma triunfante carreira política, porém sempre solitária. A necessidade de comandar uma administração pública com equipe reduzida, sectária e sem maior expressão político-eleitoral a levou a sucessivos desastres.
Uma vez ultrapassada a tolerância do eleitor, mesmo o mais desinformado, a reconquista é tarefa para grandes políticos. Não é o caso de Ana Júlia. Se as expectativas se confirmarem, seu papel pioneiro de primeira mulher no comando do executivo paraense se restringirá a um mandato.
Quem quer votar num governador à altura do que se considera necessário e justo ao Pará ficou sem alternativas. Mais simbólica dessa pobreza, porém, é a disputa para o Senado, a instância do sistema bicameral brasileiro que mais oportunidade de participação oferece às unidades federativas, concedendo três cadeiras a cada uma delas, independentemente de sua grandeza demográfica ou econômica.
Para as duas vagas em disputa, apenas 11 candidatos se apresentaram, talvez a menor relação vaga/candidato de todos os tempos. Somente cinco desses candidatos podem ser votados sem qualquer restrição. Três tiveram seus registros indeferidos pela justiça eleitoral, um renunciou e dois participam da eleição graças a recursos que apresentaram contra o indeferimento pelo TSE.
Dos cinco “fichas limpas”, apenas quatro (dois do PSTU e dois do PSOL) não têm nada desabonador – penal e civilmente – em seus currículos. O candidato do PSDB, Fernando Flexa Ribeiro, o 2º mais citado na última pesquisa, já passou pelo constrangimento de ser preso e algemado sob a acusação de desvio de dinheiro público.
A mais importante renovação na disputa senatorial – e, de resto, em todo processo político estadual – virá caso o Supremo Tribunal Federal confirme a plena vigência da lei da ficha limpa já para esta eleição, tirando do páreo o maior líder político atual do Estado, o deputado federal Jader Barbalho, do PMDB, além do terceiro mais cotado, o petista Paulo Rocha. Ambos desmentiram suas anunciadas renúncias e garantiram que suas campanhas irão até o fim, serão eleitos e depois empossados. No entanto, a incerteza ronda suas cabeças e a espada da justiça permanece suspensa em sua direção.
Mesmo que tenha inconsistência interna, produzida pelo oportunismo do político de quem a remendou no Senado, a lei da ficha limpa tem uma ação moral aprovada pela esmagadora maioria da população. Indiferente ao preciosismo formal dos juristas e revoltado com a irresolução da mais alta corte do país, o povo aprova o expurgo, mesmo que feito ao atropelo do melhor entendimento doutrinário e jurisprudencial. Em sua mente, soa melhor o ditado de que Deus pode agir bem por linhas tortas.
Muitos dos fichas sujas deviam se livrar da punição se a lei fosse aplicada conforme as regras legais, o que daria razão aos cinco ministros que questionaram a sua constitucionalidade no STF. Também é verdade que esses maus políticos já deviam ter sido punidos em outras ocasiões, conseguindo escapar graças aos bons e caros advogados contratados, ou a algum detalhe formal, agora é elevado à condição de quintessência da justiça.
A cisão entre o rigor formal da lei e o clamor nacional é uma das responsáveis pela inusitada situação em que o STF ficou, de chegar ao fim da apreciação e votação da matéria sem decidi-la, como a sugerir que agora só resta interceder junto ao bispo (ou ao próprio Deus). O impasse excêntrico revelou as virtudes e as fraquezas do Brasil, as conquistas da democracia atual e suas falhas, tudo isso fluindo para uma constatação: ainda falta muito para que ela se torne um bem consolidado.
Se houve esperteza de alguém no Senado para inocular o vírus da inconstitucionalidade num projeto de gestação popular, acreditando que o mal se revelaria insanável quando da votação, a pressão pública funcionou como contrapressão. Foi uma surpresa, para a qual os mais espertos se prepararam.
Não se pode deixar de destacar o fato de que os três grandes partidos (PMDB, PSDB e PT) apresentaram apenas um candidato para as duas vagas. É uma tática oportunista, que acabou favorecendo o candidato – digamos assim – dotado de maior audácia. Fernando Flexa Ribeiro fez a dobradinha mais explícita com Jader Barbalho e, beneficiando-se do impacto negativo do risco de cassação da candidatura de Paulo Rocha, passou à frente do petista.
Jader Barbalho, além de ser candidato único, ficou sem seus dois suplentes: Ann Pontes foi impugnada e João Nazareno da Silva renunciou. O que, na hipótese de ter seu registro indeferido, lhe possibilitará escolher a dedo quem o substitua. Poderá ir além na composição com um dos grupos que ficará na gangorra, sem contar com o trunfo do seu candidato ao governo, Domingos Juvenil, que não impressionou o eleitor como José Priante nas duas últimas eleições.
Seria esta a forma de Jader reduzir o tamanho do prejuízo que se lhe apresenta no judiciário, o que demonstraria mais uma vez a sua argúcia política. Mas nem toda experiência e influência, que vinham mantendo sua confiança na confirmação da sua candidatura, o livrarão do desgaste. A perda de eleitores começou mesmo antes do pronunciamento definitivo da justiça, com a queda na sua preferência e indicações de que sua votação deverá ficar abaixo dos dois milhões de votos, que era sua meta inicial. Pela voz do povo, o poder do coronel Jader Barbalho estará em xeque antes que a instância legal dê o veredito final.
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Reprodução deste texto em qualquer meio somente com autorização e citação de fonte( Blog do Estado) e link desta postagem.

Ibope: Jatene está 21 pontos à frente de Ana Júlia


Pesquisa do Ibope divulgada pelo jornal O LIBERAL, em sua edição de domingo, mas que já está nas ruas neste sábado, indica a possibilidade de que a eleição para o governo do Pará seja decidida em primeiro turno, já neste domingo.
Se considerados os votos válidos, ou seja, excluídos os brancos e nulos, o candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene, seria eleito com 53% das intenções de votos, contra 32% da petista Ana Júlia Carepa, 8% de Domingos Juvenil (PMDB), 4% de Fernando Carneiro (PSOL) e 3% de Cleber Rabelo (PSTU).
Para o Senado, também considerados os votos válidos, Jader Barbalho (PMDB) aparece com 32%, Flexa Ribeiro (PSDB) com 27%, Paulo Rocha (PT) com 26%, Marinor Brito PSOL) com 9%, João Augusto (PSOL) com 2%, Paulo Braga (PSTU) com 2%, Abel Ribeiro (PSTU) com 1%, Professora Neide (PSB) com 1%, Savanas (PV) com 1% e Fernando Yamada (PTB) com 1%.
Quando considerada a totalidade dos votos, ou seja, incluídos os brancos e nulos, Jatene tem 47% das intenções de votos contra 28% de Ana Júlia. Isso significa que, em relação ao levantamento anterior, o tucano avançou 4 pontos percentuais e a petista caiu 5% pontos percentuais.
A pesquisa, que foi feita no período de 29 de setembro até ontem, 1º de outubro, ouviu 812 eleitores em 43 municípios do Pará. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral, sob o protocolo nº 17756/2010, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 33072/2010.
Veja abaixo os números, considerando a totalidade dos votos, portanto incluídos os brancos e nulos.(Espaço Aberto)

Para governador (estimulada)
Jatene – 47%
Ana Júlia – 28%
Juvenil - 7%
Fernando – 3%
Cleber - 2%
Brancos e nulos – 5%
Indecisos – 8%

Segundo turno
Jatene – 55%
Ana Júlia – 34%

Aqui, a primeira pesquisa do Ibope.
Aqui, a segunda pesquisa do Ibope.

Sondagem revela surpresa na campanha de deputado estadual em Santarém



O Bog do Estado acaba de receber a última sondagem eleitoral para deputado estado estadual em Santarém, sob a encomenda de um partido político.

Embora não seja classificada como pesquisa - e aí teria que estar registrada no TRE para publicação - a sondagem dá uma radiografia da tendência do eleitor santareno diante das candidaturas que se apresentam em Santarém visando à Assembléia Legislativa.

Foram pesquisadas as candidaturas de Alexandre Von(PSDB), Antônio Rocha(PMDB), Bruno Pará(PDT), Reginaldo Campos(PSB), Nélio Aguiar(PMN), Marcela Tolentino(PDT) e Márcio Pinto(PSOL).

Esta é a quinta sondagem realizada durante a campanha eleitoral. Da primeira para a última não houve mudança no topo da enquete: Alexandre Von(PSD) continuou crescendo de uma para outro.

No segundo bloco de candidatos santarenos houve uma mudança considerável: Bruno Pará(PDT) que chegou a ser o terceiro e depois caiu para quinto, se recuperou e chegou ao mesmo patamar de Rocha e Nélio.

Reginaldo Campos continua em quarto, Márcio Pinto em quinto. Marcela Tolentino foi sempre a fona em todas as sondagens.

Analisando a performance de todos os candidatos, observa-se por esta última sondagem que Bruno avançou sobre o eleitorado de Rocha e Nélio no eleitorado de Reginaldo.

As sondagens indicam que esses 5 candidatos dominarão a votação para deputado estadual em Santarém e que, somados, terão cerca de 80 mil votos ou até mais que isso.

Mas como o eleitor já está cansado de saber, o voto que vale é o da urna eletrônica.

Manchetes de O Estado do Tapajós

O jornal O Estado do Tapajós está nas bancas desde ontem com as seguintes manchetes:


Pesquisa Veritate/UFPA; JATENE 45,5%;ANA JÚLIA 24,6%; JUVENIL 8,6%


CONFIRA AS SEÇÕES ELEITORAIS DE SANTARÉM

VENDA DE BRINQUEDOS AINDA NÃO AQUECEU PARA O DIA DAS CRIANÇAS

MÉDICOS ALERTAM SOBRE MALEFÍCIOS DO TEMPO QUENTE  PARA CRIANÇAS

PARÁ, EXPORTADOR DE ENERGIA E DE CONSUMIDOR PREJUDICADO

GREVE DOS BANCÁRIOS DEIXA CAIXA-ELETRÔNICOS LOTADOS

PRAIA DA PRAINHA VIRA ESTALEIRO DE BARCOS

PASSAGEM AÉREA PARA CÍRIO DE NAZARÉ CUSTA R$1 MIL

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Panzera é responsável por material apreendido, diz delegado

Com informações do Blog Espaço Aberto:

O delegado Décio Ferreiro Neto, da Polícia Federal, disse há pouco ao blog não ter a menor dúvida de que Mauro Panzera, dono da P2 Eventos e Publicidade, é um dos responsáveis pelo material eleitoral apreendido na noite de ontem, com acusações caluniosas ao senador tucano Flexa Ribeiro, candidato à reeleição pelo PSDB.
“Eu não tenho dúvida nenhuma de que ele [Mauro Panzera) é responsável. No mínimo, tem responsabilidade porque uma parte do material apreendido estava sob a guarda dele, em sua própria empresa”, informou o delegado da PF. No total, segundo o policial, foram apreendidos cerca de 7 mil panfletos, dos quais 3 mil nas ruas e 4 mil que estavam guardados na P2 Eventos e Publicidade, situado no bairro do Telégrafo.
Segundo o delegado, como se trata de suposto crime eleitoral e os prazos no âmbito da Justiça Eleitoral são curtíssimos, o inquérito está praticamente concluído. Tão logo o seja, será a vez do Ministério Público apreciar o tipo de medida a ser adotada no âmbito da Justiça Eleitoral.
Décio Ferreira Neto disse ao blog que Mauro Augusto dos Santos Marques e Paulo Sérgio Monteiro Rodrigues, detidos na avenida Visconde de Souza Franco, no início da noite de ontem, distribuindo os panfletos contra Flexa Ribeiro, já foram liberados. Quanto a Mauro Panzera, ainda será notificado para depor no inquérito e explicar por que guardava o material impresso, quem o imprimiu e quem financiou a impressão. O delegado da PF disse ainda que todos os panfletos já foram encaminhados para perícia.

Pesquisa Veritate/LCP/UFPA para segundo voto de senador


Se a eleição para Senador fosse hoje e estivessem concorrendo estes
candidatos... QUAL SERIA O SEU SEGUNDO VOTO PARA SENADOR? (2º
VOTO ESTIMULADO)
                                                                               Absolutos Percentuais
Flexa Ribeiro --------------------------------------------------------- 197 ----------- 12,3%
Paulo Rocha ---------------------------------------------------------- 185 ----------- 11,5%
Jáder-------------------------------------------------------------------- 153 ------------ 9,5%
Marinor Brito ----------------------------------------------------------- 56 ------------- 3,5%
Prof Neide -------------------------------------------------------------- 19 ------------- 1,2%
João Algusto----------------------------------------------------------- 15 ------------- 0,9%
Abel Ribeiro ----------------------------------------------------------- 12 ------------- 0,7%
Paulo Braga ------------------------------------------------------------ 11 ------------- 0,7%
Savanas ------------------------------------------------------------------ 6 -------------- 0,4%
Yamada ------------------------------------------------------------------ 2 -------------- 0,1%
Nenhum/Branco/Nulo ----------------------------------------------- 279 ----------- 17,4%
Sem resposta -------------------------------------------------------- 672 ----------- 41,8%
Total -------------------------------------------------------------------- 1607 ---------- 100%

Pesquisa Veritate/LCP/UFPA para deputado estadual


                                                                               Absolutos Percentuais
Tião Miranda ----------------------------------------------------------- 30 ------------- 1,9%
Sidney Rosa ----------------------------------------------------------- 25 ------------- 1,6%
Simone Morgado ----------------------------------------------------- 17 ------------- 1,1%
Alexandre Von--------------------------------------------------------- 16 ------------- 1,0%
Celso Sabino ---------------------------------------------------------- 14 ------------- 0,9%
Edmilson---------------------------------------------------------------- 14 ------------- 0,9%
Regina Barata --------------------------------------------------------- 14 ------------- 0,9%
Haroldo Martins ------------------------------------------------------- 13 ------------- 0,8%
Júnior Ferreira --------------------------------------------------------- 12 ------------- 0,7%
Luiz Rebelo ------------------------------------------------------------ 12 ------------- 0,7%
Roselito ----------------------------------------------------------------- 12 ------------- 0,7%
Scaf ---------------------------------------------------------------------- 12 ------------- 0,7%
Antônio Rocha -------------------------------------------------------- 11 ------------- 0,7%
Bel ------------------------------------------------------------------------- 9 -------------- 0,6%
Nilma ---------------------------------------------------------------------- 9 -------------- 0,6%
Ozório -------------------------------------------------------------------- 9 -------------- 0,6%
Ferreirinha --------------------------------------------------------------- 7 -------------- 0,4%
Nélio Aguiar ------------------------------------------------------------- 7 -------------- 0,4%
Neri ------------------------------------------------------------------------ 7 -------------- 0,4%
Pioneiro ------------------------------------------------------------------ 7 -------------- 0,4%
Ana Cunha--------------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Faisal --------------------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Iran Moraes ------------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Mário Moreira ----------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Paulo Quadros --------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Raimundo Santos ----------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Vasourinha -------------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Zé Francisco ----------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Luzineide ---------------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Alberto Branco --------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Carlos Santos ---------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Doth Custódio ---------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Dr. Edir ------------------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Eduardo Costa --------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Márcio Miranda --------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Parsival ------------------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Regina Campos ------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Nilse ----------------------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Outros ------------------------------------------------------------------ 283 ----------- 17,6%
Sem resposta -------------------------------------------------------- 968 ----------- 60,2%
Total -------------------------------------------------------------------- 1607 ---------- 100%

Feijoada popular

O Restaurante Popular, espaço de alimentação idealizado pelo Governo Federal e pela Prefeitura de Santarém no segundo piso do Mercadão 2.000, estenderá seu funcionamento para os sábados, a começar de amanhã (02/10). No cardápio, a tradicional feijoada, que também será comercializada ao preço de R$ 2,00, valor da refeição vendida de segunda à sexta-feira. O horário de funcionamento do Restaurante Popular será de 10h30 às 13h00.(Fonte: PMS)

Pesquisa Veritate/LCP/UFPA para deputado federal

Período: 24 a 28 de setembro
Área de abrangência: Estado do Pará

Wlad --------------------------------------------------------------------- 55 ------------- 3,4%
Lira Maia ---------------------------------------------------------------- 48 ------------- 3,0%
Asdrubal ---------------------------------------------------------------- 39 ------------- 2,4%
Zequinha Marinho ---------------------------------------------------- 31 ------------- 1,9%
Priante ------------------------------------------------------------------- 29 ------------- 1,8%
Jordy --------------------------------------------------------------------- 28 ------------- 1,7%
Zenaldo ----------------------------------------------------------------- 25 ------------- 1,6%
Elcione ------------------------------------------------------------------ 24 ------------- 1,5%
Geovani Queiroz ------------------------------------------------------ 18 ------------- 1,1%
Gerson Peres --------------------------------------------------------- 14 ------------- 0,9%
Miriquinho --------------------------------------------------------------- 14 ------------- 0,9%
Lúcio Vale -------------------------------------------------------------- 13 ------------- 0,8%
Nilson Pinto ------------------------------------------------------------ 13 ------------- 0,8%
Beto Faro --------------------------------------------------------------- 11 ------------- 0,7%
Josué Bengtson ------------------------------------------------------- 9 -------------- 0,6%
Puty ----------------------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Mário Cardoso --------------------------------------------------------- 6 -------------- 0,4%
Zé Geraldo -------------------------------------------------------------- 5 -------------- 0,3%
Wandenkolk ------------------------------------------------------------ 5 -------------- 0,3%
Outros ------------------------------------------------------------------ 117 ------------ 7,3%
Sem resposta ------------------------------------------------------- 1097 ---------- 68,3%
Total -------------------------------------------------------------------- 1607 ---------- 100%

Pintou sujeira na eleição em Santarém


O Blog do Estado acaba de receber a informação de que estão sendo distribuídos no comércio e nas saída dos bancos, em Santarém, panfletos contendo ofensas e calúnias ao senador Flexa Ribeiro, candidato à releleição pelo PSDB.
A polícia civil, tão ágil para aprender planfletos contra a prefeita Maria do Carmo, não move um paçha para prender os responsáveis por esse jogo sujo.
Em Belém, segundo o Blog Espaço Aberto, panfletos iguais a esses foram apreendidos na sede da Produtora P2, de propriedade do irmão do candidato a deputado federal Jorge Panzera(PCdoB).

Simão Jatene 45,5%; Ana Júlia 24,6%; Juvenil 8,6%; Cleber Rabelo; 1,8% Fernando Carneiro 1,2%

Pesquisa Laboratório de Ciência Política/Ufpa/Veritate. 
Período: 24 a 28 de setembro de 2010
Local: Estado do Pará
Margem de erro: 2,5% para mais ou para menos
Margem de confiança: 95%
Governador
Estimulada
Simão Jatene 45,5%
Ana Júlia 24,6%
Juvenil 8,6%
Cleber Rabelo 1,8%
Fernando Carneiro 1,2%
Nenhum/branco/nulo 6,7%
Sem resposta 11,6%
Espontânea
Simão Jatene 40,3%. Ana Júlia 21,9%. Juvenil 6,8%. Cleber Rabelo 1,3%. Fernando Carneiro 1,0%. Outro 0,2%. Nenhum/branco/nulo 7,1%. Sem resposta 21,3%.
Senador
Estimulada
Jader Barbalho 39,3%. Flexa 30,0%. Paulo Rocha 26,8%. Marinor 6,2%. Prof. Neide 2,1%. Paulo Braga 1,4%. João Augusto 1,5%. Abel Ribeiro. 1,1% Savanas 0,6%. Yamada 0,1%.

(Fonte: Blog Bilhetim) 

Cães vadios representam perigo à saúde de santarenos

Da redação

De acordo com o biólogo do Centro de Zoonoze de Santarém, Gelvane Dourado, uma média de 150 a 200 cães dão entrada por semana no CCZ. "Esses cães estão doentes com calazar e outras doenças, mas o maior problema é o calazar, então acabam sendo sacrificados. Animais doentes são um perigo para a população", enfatizou. No sábado (18) o CCZ comandou uma campanha de vacinação antirrábica na zona urbana de 36 mil animais, sendo cães e gatos. E até outubro, incluindo a zona rural, esse número chegará a 59 mil vacinações.
" Há 10 anos tivemos o último caso de raiva canina. Uns dois anos tivemos um caso de raiva bovina, na região de Mojui dos Campos", informou. E completa que a raiva é uma doença irreversível tanto o homem e o animal. E também nunca tiveram um registro de raiva em felinos.
Afirma ainda que calazar é muito rotineiro na cidade, principalmente nos cães. No momento apenas uma carrocinha está fazendo o trabalho de coleta de animais. " No momento recolhemos somente os cães comprovados em nosso laboratório que estão com calazar. E a solicitação feita por famílias quando percebem que o animal está doente", explicou.
Para fazer a coleta de sangue segundo o biólogo os donos levam os animais ao centro ou vão às casas a pedido fazerem a coleta de sangue. Comprovado imediatamente é recolhido para o sacrifício, para não por em risco as vidas das famílias.
Desde o inicio do ano o CCZ não está fazendo a captura de cães na rua, por haver apenas um carro. "Estamos esperando a chegada de outro, agora em outubro para voltarmos a fazer a captura de rua", declarou Gelvane Dourado.
Dos 150 a 200 cães que dão entrada no CCZ por doença a maior parte, segundo o biólogo, é por solicitação dos donos, para fazer a busca.
"Tem situações em que cães são recolhidos a pedido dos donos por que não querem mais criar o animal ou quando a cadela acaba tendo vários filhotes. Outro por viajarem não tem com quem deixar então nos entregam e ficam para doação, claro que esses animais devem está saudável", explica.
Segundo o biólogo do CCZ, Gelvane Dourado, há uma equipe que faz visita nos bairros na coleta de sangue para saber se os animais não estão com calazar. "Todos os bairros são visitados, mas obedece determinado critério. Primeiro são os bairros que dão casos de calazar humano. Depois, bairros de maiores índices de calazar canino", informou. Completando que há equipe de entomologia que faz a captura dos vetores.
Gelvane Dourado informa que até outubro deste ano esperasse a chegada de um carro de reboque para animais de grande porte. Em Santarém muito se encontra nas ruas, são cavalos.
"Mesmo ainda não tendo um carro especifico para rebocarmos cavalos, pessoas fazem denuncias quanto a cavalos soltos e principalmente quanto a maus tratos", explica. Devido às dificuldades de transporte de acordo com o biólogo não é possível fazer rondas para capturar cavalos, por enquanto somente através de denuncias.
Explica que os cavalos recolhidos e ao serem examinados pelo veterinário do CCZ e comprovar que estão inábeis, então eles autorizam o sacrifício. "Há casos de cavalos que nem conseguem mais andar", informa.
Os cavalos com boas condições de saúde ficam durante uma semana no CCZ a espera do dono. Não comparecendo então fica para doação. Por semana segundo o biólogo duas vezes denuncias são feitas quanto cavalos soltos dentre outros. Para ele isso é pouco por haver muitos animais na cidade.
Na campanha nacional de vacinação antirrábica tem como meta de vacinação na zona urbana em Santarém 36 mil para cães e gatos. Após essa data estarão vacinando somente no CCZ.
Serão espalhados na cidade 102 postos de vacinação, incluindo centros de saúde, algumas escolas e associações de bairros.
Estudantes da área de saúde estarão fazendo vacinando os animais, como voluntários e já fizeram o treinamento no próprio CCZ.

Moradores do bairro do Maracanão se negam a pagar IPTU

Aritana Aguiar
Free lancer


No mês de junho moradores do bairro do Maracanã, na periferia de Santarém, informaram a O Estado do Tapajós que, enquanto a prefeitura não consertasse várias ruas que estão intrafegáveis - além da iluminação pública-, não pagariam o IPTU. Quase no fim do mês de setembro, a situação dos moradores é a mesma. "Desde a reportagem ninguém da prefeitura veio em nosso bairro para sequer ver a situação. Apenas na parte da rua Marupá, que fizeram o conserto dos postes, mas o restante continua um descaso", desabafou a moradora do bairro, Lúcia Araújo. E garante que se manterão firme na decisão de não pagamento do IPTU.
"Há buracos que tem aumentado em grande proporção. É necessário inserirmos lixo para evitar que aumente os buracos", explicou o morador George Pires Coelho. E pondera: "pagamos o IPTU para melhoria de ruas e não temos esse retorno. Estamos em uma situação caótica".
Dona Lúcia, reclama com a necessidade de ir até a Avenida Fernando Guilhon para pegar ônibus devido à intrafegabilidade das ruas, correndo risco até para um machucado como a torção do pé. "Ás vezes vejo filha de uma vizinha usando salto. Não sei como conseguem no estado dessas ruas, e pior que é necessário por que o trabalho delas exige", afirmou.
Os moradores questionam quanto a um barro que foi inserido em 2004, em época eleitoral. "No dia que eles colocaram a rua ficou excelente, mas no dia seguinte teve uma chuva tão forte que levou tudo. Isso é trabalho mal feito, ficou pior do que era", garantiu George. Que relata a necessidade de enviar documentos para CDU solicitando a instalação de iluminação pública por correr risco de vida, já que trabalha na Policia Militar.
Um mês após a denúncia através do jornal, a moradora Lúcia que mora na Rua Marupá, informa que todas as lâmpadas, que ficam no perímetro que reside estão funcionando. "Certo dia ao chegar em casa, vi que estavam consertando os portes", lembrou. Ela que todos os dias vai à feira, antes de amanhecer, desabafa que ficava com muito medo de ser assaltada ou coisa pior, mesmo assim o perigo é constante já que maior parte das ruas necessitam de iluminação pública.
O morador da Rua Jacarandá, Vicente Gerônimo, afirma não aguentar mais a situação. "Há um poste de luz que funciona pela parte do dia e ao chegar da noite apaga. A rua fica completamente escura, não conseguimos enxergar nada", afirmou. Sente-se um pouco tranquilo por o local não ser tão perigoso, mas, com a escuridão receia que os bandidos passem a agir no local.
Outro morador desabafa. "Pagamos um absurdo para termos iluminação pública e vivemos no escuro". E completa: "Uma serie de tributos são pagos por nós, e que retorno nos temos?".
No final da Rua Jacarandá, onde trabalha Vicente, ele informa que uma forte choque, levou todo o "pincho", da avenida Fernando Guilhon, para o buraco que fica bem no final da rua.
Quanto à trafegabilidade na rua, praticamente impossível, por haver uma cratera no final, carros não conseguem passar. É necessário que façam um desvio. "Antes o caminhão ao vir no mercado fazer entrega, até passava próximo, agora está impossível é preciso fazer um retorno na Rua Anani", explicou Vicente Gerônimo.

Clientes aprovam comida, mas reclamam do suco no restaurante popular

Aritana Aguiar
Free lancer

O restaurante popular foi aprovado pelos consumidores. Apesar de ter capacidade para fornecer mil refeições diárias apenas 70% de sua produção está sendo consumida pelos clientes. Mas isso não significa que tudo funcione às mil maravihas. "Há vários dias estão servindo o mesmo suco, que afirmam ser de laranja, mas acho que deve ser industrializado, devido o sabor", reclamou Manoel Galdino Júnior. Na terça-feira (21) o cardápio servido foi peixe frito, arroz, feijão, pirão, farinha, salada crua, abacaxi e suco de laranja.
O restaurante popular fornece diariamente mil refeições, mas até o momento, tem atingido um público de até 70%. Desse total, segundo funcionários, 70% dos consumidores são homens.
"Até o momento a quantidade que colocam nas bandejas é o bastante não tenho o que reclamar, espero que isso não mude", declarou Manoel Galdino Júnior.
Para o pedreiro José Hélio a quantidade servida é o suficiente para saciar sua fome. "Vejo pessoas que até deixam comida na bandeja", relata. Para ele até o momento a empresa tem um bom atendimento. Quando é servido ele confirma que sempre lhe perguntam se quer mais. Mas o suco ele considera um problema. "Faz um bom tempo que só servem este suco, já deveriam ter mudado", reclamou.
O pedreiro garante que a qualidade de tempero é ótima por não conter condimentos que prejudiquem o estomago. "Quando comecei a almoçar no Restaurante Popular, senti uma melhora estomacal. Espero que eles mantenham esse padrão", afirmou.
A dona-de-casa Raimunda Colares reclama também quanto ao suco. "Eles deveriam melhorar, não parece ser de laranja", reclamou. Quanto ao atendimento a qualidade e quantidade de almoço fornecido, ela acha que é servido o bastante.
Outra dona-de-casa,Francinei Fernandes, garante ser uma oportunidade o restaurante. "O tempero da comida é muito boa, além da quantidade", afirma. Ela, que tem um bebê de quase um ano, teve sua bandeja levada até a mesa por uma funcionária do restaurante, já que não havia ninguém que pudesse segurar a criança.
A nutricionista do restaurante popular Fernanda Silva explica que a quantidade servida chega ser uma base de 1.200 calorias, ideal para um almoço. "Essa refeição (almoço) é a mais importante do dia, por isso deve ser reforçada", informou. Explica também que a refeição deve conter proteínas, como carne, frango, peixe ,e no complemento arroz, feijão, salada crua, farofa(muito solicitado), além da farinha. "A farinha é um alimento típico da região, mesmo tendo a farofa nós oferecemos farinha todos os dias, para que o  cliente possa se servir", explicou a nutricionista.
Fernanda Silva relata que grande parte dos clientes do restaurante são pessoas, que trabalham no Mercadão 2000. "Por isso também que a qualidade da comida deve ser equilibrada", garante.
Quanto ao cardápio, ela explica que a definição dos itens é feito todo dia 20 para o mês seguinte. "Definimos que uma vez por semana servimos peixe", afirmou a nutricionista, garantindo que até o momento não tem ouvido reclamações quanto à comida.
"Às vezes vou à ala em que as pessoas estão almoçando perguntando como está e até disposta a ouvir sugestões", declarou. Além disso, quando a comida fica pronta ela faz a prova para averiguar quanto ao tempero e também se nada está estragado.

Lojistas devolvem culpa à Celpa por oscilações de energia

Uma parcela dos lojistas que possuem central de ar no centro comercial de Santarém garante que comunicou à Celpa a necessidade aumento da carga elétrica para seus estabelecimentos, mas que não foram atendidos pela concessionária e têm que enfrentar constantes oscilações de energia todos os dias.
O gerente regional da CELPA, Alexandro Freitas, em entrevista ao O Estado do Tapajós, publicada na última edição, explicou entre os fatores que podem causar oscilações de energia no comércio estava o fato de que alguns consumidores não informam a concessionária quando aumentam a carga, e que isso poderia ser a causa das oscilações de energia.
No centro comercial em que lojistas reclamam das oscilações causando perda de material, alguns garantem saber do contato que devem ter com a concessionária sobre o aumento de carga energética. "Quando a loja foi ampliada e centrais de ar tiveram que ser instaladas, foi comunicado a CELPA, para aumento de carga", informou a auxiliar administrativa Nira Vinholte. E conclui que sempre ocorrem oscilações de energia, mas até o momento nenhum material foi danificado.
A proprietária de uma loja Aracélia Ponte explica sempre soube que deveria comunicar a empresa para aumento de carga energética, mas reclama que às vezes quando liga para a central de atendimento, ocorre certa demora. "Deveriam ser mais ágeis, não sei por que tanta demora", reclama. Além disso, apesar de ainda não ter perdido algum material eletrônico sempre há oscilações de energia.
Mas, ainda há aqueles que não tinham conhecimento dessa comunicação que deveriam ter com a empresa prestadora de energia. " Nunca fomos informados quanto a isso", afirmou a proprietária de uma sapataria Cléia Aguiar, afirmando que sempre sente oscilações de energia e as vezes precisa desligar a chave na geral para evitar maiores prejuízos. Mesmo assim ficou pensativa quando a reportagem informou que ela deveria comunicar a CELPA a necessidade de aumento de carga.
Quando ocorre queda de energia a proprietária afirma que a empresa não demora muito para fazer o atendimento.
Em uma loja de artigos infantis a auxiliar administrativa Eloane Aguiar, informou que ao instalarem as centrais de ar desconheciam desse contato que deveriam ter com a concessionária. "Depois que as centrais de ar foram instaladas sempre ocorria bastantes oscilações, então entramos em contato com a empresa e na verificação constataram que a carga era baixa e deveria ser aumentada", explica. Segundo ela toda afiação do estabelecimento foi trocada, e os problemas já não ocorriam como antes, mas atualmente são frequente as pequenas oscilações.
Na época em que fizeram à reclamação devido às quedas de energia a empresa não demorou em fazer o atendimento de acordo com Eloane.
Enquanto outra sapataria, a auxiliar administrativa Ana Mélia, informou que a loja procurou a CELPA para aumento da carga de energia. "Antes das instalações das centrais de ar, contactamos a empresa para aumento de carga, o problema inicial, os aparelhos disparavam constantemente, fizemos reclamações e logo eles resolveram o problema", declarou.
Apesar de não terem perdido aparelhos com as oscilações que segundo ele são frequentes, impede a realização de vendas quanto ao uso dos aparelhos de cartão de crédito.