quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pirarucu e queijo do Marajó

Foto: chitchatbabel.wordpress.com


Nélio Palheta 
Jornalista

Ganhei duas peças de pirarucu defumado produzido em Santarém. Foi um belo presente de Natal. Rendeu um prato maravilhoso na ceia de ano novo. Certa vez, comprei salmão defumado em Santiago, embora não seja um produto típico para se trazer na mala de turista; mas é vendido no mercado central da capital chilena como um souvenir tipo exportação, numa embalagem a vácuo, aluminizada, com marca, garantia de origem e tudo mais de um bom marketing. Como se sabe, o Chile é um dos maiores produtores de salmão do mundo todo. O peixe do Pará, entretanto, fica por aqui mesmo e levar na bagagem é impraticável, principalmente o salgado. 

Preparando o pitéu de Pirarucu defumado com banana comprida, na tarde do dia 31, pensei: esse é um produto que poderia se tornar marca registrada do Pará. Mas, o peixe que sai de Santarém, embora saboroso, é artesanal, com uma apresentação horrível, sem nenhum apelo, e precisa ser congelado, inclusive.

A mesma coisa acontece com o Queijo do Marajó. Esses dois produtos poderiam ser mais qualificados, com produção profissional, mesmo sendo artesanais, valorizando-se o terroi, tais as características únicas, exclusivas do Tapajós, do Amazonas e do Marajó, respectivamente. Há notícias de que a Sagri estaria incentivando produtores do Marajó a qualificarem a produção de queijo, para assim conquistarem certificação sanitária.

Sofisticar esses produtos, assim como o açaí, deveria ser uma estratégia do governo. O açaí tem sérios problemas sanitários que prejudicam a imagem do Estado; em meados de setembro passado conversei com uma patologista do Laboratório Central do Estado que me disse ter sido cem por cento positivas para Trypanosoma Cruzi - o protozoário que causa a Doença de Chagas - as amostras de açaí recolhidas em Belém, naquele período.

Eliminar problemas como esse significa criar imagem positiva para o Estado. Não há dúvida que a produção qualificada de Queijo do Marajó e de Pirarucu Defumado gera renda e ocupação para mais pessoas em regiões tão pobres do Estado como o Marajó e o Baixo Amazonas. Não sou especialista no assunto, mas pelo que andei pesquisando na internet, e pelo que vi em Vigia, onde um empreendedor defumava gurijuba, não custa muito caro implantar infraestrutura artesanal, porém com tecnologia, que é elementar.

Entretanto, talvez seja mais difícil a burocracia que defumar peixe no Baixo Amazonas e fabricar queijo em Cachoeira do Arari. O que falta para decolar o aproveitamento de produtos tipicamente regionais, dando-lhes qualidade, garantias sanitárias, marketing? Já pensou, pirarucu defumado da Amazônia ganhando as melhores cozinhas do mundo? Mas não é assim, infelizmente. Detalhe: já tem empresa do Mato Grosso e do Tocantins, onde também ocorre o Pirarucu, embora em menor quantidade, industrializando o peixe e exportando-o.

Enquanto isso, continuamos pedindo para os amigos trazerem de Santarém uma posta de pirarucu defumado, ou comprando, a versão salgada, no Ver-o-Peso e nas demais feiras da cidade, nas piores condições de higiene e sanitárias visivelmente precárias.

No Marajó não se fabrica mussarela de leite de búfala, mas os supermercados de Belém vendem esse queijo produzido em São Paulo e no Rio Grande do Norte, enquanto compramos o saborosíssimo Queijo do Marajó clandestinamente, em Belém, desde que um promotor resolveu proibi-lo, dadas as condições de produção. Imagine se o mesmo promotor, agora secretário de Economia de Belém, resolve proibir a venda de pirarucu salgado, processo secular, muito antes de os jesuítas montarem suas fazendas no Marajó, onde produziam peixe salgado para exportação.

Enquanto isso, vou preparando as minhas receitas: Fatias de pirarucu defumado ao forno com batata, generosas rodelas de cebola e pimentões, fatias e banana comprida e boa dose de azeite de qualidade. Para acompanhar, arroz com Castanha do Pará e passas. Ficou bacana no réveillon.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vaias perseguem Maria do Carmo

A ex-prefeita Maria do Carmo, que ontem deixou cargo, experimentou durante sua gestão de 8 anos à frente da Prefeitura de Santarém muitos momentos de hostilidades em eventos públicos.

Logo no início de seu mandato, com menos de seis meses no cargo, foi vaiada por cerca de 15 mil pessoas que se faziam presentes à abertura de uma feira agropecuária.

Em diversos shows musicais na orla da cidade, Maria também enfrentou apupos.

Certa vez, em frente ao diretório do PT, manifestantes que portavam faixas com dizeres agressivos à prefeita foram dispersados pelo Tático da PM.

Houve duas marchas anticorrupção organizadas contra Maria e dispersadas a socos e pontapés por seguranças petistas.

Ontem, ao transmitir o cargo para Von, Maria do Carmo foi vaiada, mais uma vez.
Parece sina.

Mutirão de limpeza é primeira medida de Alexandre Von

O prefeito Alexandre Von(PSDB) anunciou ontem à noite a criação de uma força-tarefa para limpar imediatamente as vias públicas e recolher lixo e entulhos acumulados, para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue.

Maria do Carmo tem que se desfiliar do PT a partir de hoje

Pela Lei Orgânica do Ministério Público, a ex-prefeita e promotora de justiça Maria do Carmo Martins é obrigada, a partir de hoje, a cancelar sua filiação partidária junto ao cartório eleitoral da Comarca de Santarém.

Se não o fizer, corre o risco de perder o cargo se houver representação de partido político perante o Ministério Público Estadual, o que, com certeza, ocorrerá.

PT só libera dados da folha de pagamento 24 horas antes da posse de Von

Alexandre Von é empossado pela Câmara de Santarém. Foto: facebook Von Simpatizantes

A equipe de transição do prefeito Alexandre Von(PSDB) se recusou a receber a folha de pagamento completa, como havia sido solicitado há mais de 30 dias ao gabinete da PMS, menos de 24 horas antes da posse de Von na Câmara de Vereadores, ocorrida ontem no final da tarde(foto).

Por ordem do então secretário de Planejamento Everaldo Martins, o responsável pelo setor de informática do governo Maria do Carmo procurou desesperadamente os integrantes da comissão de transição do novo governo para repassar os dados, depois das 17 horas do dia 31 de dezembro.

De um interlocutor, ouviu uma resposta seca:

_ Agora ninguém precisa mais desses dados que vocês omitiram para criar dificuldades aos novos secretários.

Terra preparada para o plantio de grãos no Planalto Santareno


Às margens da rodovia Curuá-Una, região do planalto, agricultores lavraram a terra para o plantio da nova safra de grãos.

Na imagem, uma torre de transmissão de energia compõe o cenário em contraste com a terra amarela que brota do solo de Santarém.

A foto é de autoria de Larissa Oliveira.

Novos vereadores dão vitória à Henderson Pinto na Câmara de Santarém

Da Redação

O vereador Henderson Pinto(DEM) derrotou o vereador Maurício Corrêa(PSD) na disputa pela presidência da mesa diretora da Câmara Municipal de Santarém.

Vereador Henderson Pinto vai presidir a Câmara no biênio 2013-2014


A vitória de Henderson foi garantida pelos votos dos novatos Ney Santana(PSDB), Dayan Serique(PPS), Junior Tapajós(PMDB) e Nicolau do Povo(PP), que compuseram a chapa juntamente com Reginaldo Campos(PSB).

A chapa Henderson-Reginaldo obteve 12 votos, dez dos 13 vereadores da base aliada de Alexandre Von e mais os votos dos vereadores Nicolau, que faz parte da mesa, e do vereador do PSD Gerlande Castro.

Vereador Gerlande Castro
A derrota de Maurício é atribuída à ligação do vereador do PSD ao PT e ao PDT, partidos que foram surrados  nas urnas de Santarém nas últimas eleições e a setores da imprensa venal de Santarém, que sonhavam em dividir a base de apoio de Alexandre liderada pelo PSDB, DEM e PSB.

O voto de Nicolau foi articulado pelo deputado estadual Nélio Aguiar(PMN). 

Nicolau do Povo com Nélio Aguiar
Se a justiça eleitoral expedir os diplomas, tomam posse ainda hoje os suplentes de vereador Marcílio Cabral(PMN) e Paulo Gasolina(DEM), que ocuparão as vagas de Erasmo Maia(DEM), que comandará a secretaria de Juventude, Esporte e Lazer e Valdir Matias Jr(PV), que assume a secretaria municipal de Planejamento. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Blog do Estado não será atualizado até início de janeiro

O Blog do Estado fará uma pausa em suas atualizações a partir de segunda-feira, dia 17, retornando com novas postagens a partir do dia 2 janeiro de 2013.

Notícias importantes podem ser acompanhadas pelo twitter, cujo mapa de links encontra-se no alto desta página.

A redação do Blog do Estado deseja a todos os seus leitores um feliz Natal e um Ano Novo repleto de paz e de realizações.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fim de tarde em Santarém


 


Um fim de dia.
Em Santarém, a Pérola do Tapajós.
Oeste do Pará.
A foto é de Emir Bemerguy Filho.

Loteamento da Buriti embargado. Máquinas paradas.

Fiscais do Ibama interditaram, hoje de manhã, o loteamento que a Buriti Imóvies estaria comercializando a partir de hoje. A área foi devastada pela Salvação Empreendimentos Imobiliários S/A(SISA), empresa do mesmo grupo da Buriti, com autorização da Prefeitura Municipal de Santarém. 

Por causa desse embargo para definir de quem é a competência pelo licenciamento, os fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente(SEMA), que estão em Santarém, desde ontem, preferiram aguardar que o Ibama remeta os documentos que o órgão federal ambiental já dispõe para definir se pedirá ou não o cancelamento das licenças prévia e de instalação do emprendimento, concedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente)SEMMA).

Na foto abaixo, as máquinas paradas no canteiro de obras da empresa que, em outdoor afixado às margens da rodovia Fernando Guilhon, anuncia venda de lotes com entrada de R$ 99,00.
 

Foto: Miguel Oliveira/O Estado do Tapajós

Hoje manhã, dezenas de manifestantes fizeram um ato de protesto contra o desmatamento da área do Juá.

Foto: Miguel Oliveira/O Estado do Tapajós.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ibama embarga loteamento em área do Juá

Da redação
 
O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais(Ibama) decidiu embargar, no final da tarde de hoje, o loteamento de uma área próxima ao igarapé e lago do Juá que está sendo feito pela Salvação Empreendimentos Imobiliários SA(SISA).

Amanhã de manhã os fiscais do Ibama vão notificar os responsáveis pelo devastação de extensa área às margens da rodovia Fernando Guilhon, em Santarém.

Outra empresa do mesmo grupo, a Buriti Imóveis, é quem está encarregada de comercializar os lotes, cujo licenciamento ambiental da obra foi feito de forma fracionada para tentar escapar da obrigação de realizar o Eia/Rima.

MP ajuíza ação relativa à implantação de loteamento residencial na margem da rodovia Fernando Guilhon, na área do Juá


O Ministério Público do Estado, por meio da promotoria de justiça do Meio Ambiente de Santarém, ajuizou, hoje, ação civil pública em matéria ambiental contra a empresa Salvação Empreendimentos Imobiliários (SISA) e o município de Santarém. A empresa é responsável pela implantação de um loteamento residencial no município, em área próxima ao lago do Juá.
O MP requer à justiça que conceda duas medidas cautelares:  a  não continuidade das obras de implantação do loteamento residencial  executado pela empresa nas margens da rodovia Fernando Guilhon, e a suspensão, pelo município, dos efeitos do licenciamento ambiental para a atividade, até a decisão do mérito aos pedidos principais. A ACP foi ajuizada nesta quarta-feira, 12 de dezembro, na 8ª Vara Cível do Fórum de Santarém.
De acordo com a ação, a atividade já foi licenciada pelo município, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O Ibama constatou que a empresa responsável já desmatou área que atinge atualmente 186,24 hectares, já tendo notificado a Sisa para apresentar documentos referentes à atividade.
A empresa não apresentou  Estudo Prévio de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental  (EIA-RIMA), bem como o licenciamento ambiental, aprovados pelo órgão estadual competente, obrigatórios, de acordo com a legislação, para empreendimentos que ultrapassem 100 hectares.  
A não continuidade do empreendimento e a suspensão do licenciamento dado pelo município até que a decisão final seja apreciada são necessárias, de acordo com o MP, para que “se evite o perigo do dano irreparável ou de difícil reparação ao meio ambiente natural”, diz a ACP.
 Ao final da ação, o Ministério Público requer o deferimento dos pedidos principais. À Sisa, para que não realize a atividade até que o EIA-RIMA e o licenciamento ambiental sejam aprovados pelo órgão ambiental Estadual competente, e ao município de Santarém, para que seja cancele os efeitos do licenciamento ambiental para a atividade.
Lila Bemerguy, do MPE de Santarém


Após denúncias, Sema pode interditar loteamento na área do Juá

Na última segunda-feira, o Blog do Estado revelou com exclusividade que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente(Sema) poderia interditar o empreendimento da Salvação Empreendimentos Imobiliários S/A(SISA) por causa de irregularidades na concessão de licença ambiental de loteamento residencial na área em torno do igarapé e lago do Juá, pela prefeitura Municipal de Santarém.

Amanhã, fiscais da Sema são esperados em Santarém para proceder a interdição do empreendimento, que nesta segunda fase está sob a responsabilidade da Buriti Imóveis.

Clique aqui para ler a matéria.

Na edição desta semana, o jornal O Estado do Tapajós denunciou que a licença concedida à SISA foi feita de forma fracionada, para burlar a exigência de realização de Eia/Rima para projetos acima de 100 hectares.

Clique na imagem abaixo para ampliar e ler a matéria.



Domingo à noite, o Blog do Estado publicou fotos denunciando que a remoção por completo da cobertura vegetal daquela área provocou o início do assoreamento do lago do Juá.



Para ler a matéria clique aqui.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Jornal recusa anúncio de empresa que vende lotes em área de crime ambiental


O Jornal O Estado do Tapajós acaba de recusar anúncio da empresa Buriti, que vai vender lotes em área do Juá devastada pela SISA, empresa do mesmo grupo, com autorização da prefeitura.

O Jornal mantém coerência com sua linha editoral em defesa do meio ambiente e por esse motivo não publicará anúncio de vendas da Buriti, uma vez que considera o empreendimento um crime ambiental e seu licenciamento foi feito de forma ilegal. 

Publicar anúncio da Buruti seria compactuar com esse crime que o jornal O Estado do Tapajós começou a denunciar, solitariamente, ainda no mês de agosto deste ano, sem que nenhuma providência por parte das autoridades fosse tomada e a denúncia fosse encampada por pessoas e entidades que hoje simulam uma reação de protesto, quando os danos já se tornaram irreversíveis.
 
A direção de O Estado do Tapajós.

O plebiscito, há um ano.

Miguel Oliveira 
Repórter 

Dia 11 de dezembro de 2011. Há um ano, estávamos a votar em um plebiscito convocado pelo TSE de forma equivocada com base em um interpretação esdrúxula do STF sobre o que é 'população diretamete interessada'. 

Com essas regras sob nossas cabeças, o resultado já era mais do que previsível: a minoria redivisonista foi massacrada nas urnas pela maioria numérica do Pará que seria remascente. 

Mas o plebiscito mostrou que o Pará já está dividido há muito tempo. E continuará dividido, mesmo sem a autonomia que nos negou uma maioria manobrada por uma elite que atrasa o Pará há séculos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cortesia com chapéu alheio


O Brasil possui uma das contas de energia mais caras do mundo. As causas desse valor nas alturas são demais conhecidas. De cada R$ 100 que o consumidor paga a uma companhia elétrica cerca de R$ 45 vão para o governo por meio de tributos como o IPI e o Cofins.

Logicamente, em uma situação como essa toda tentativa de abaixar o preço das contas de luz é bem vinda. Aparentemente atenta à situação, a presidente Dilma Rousseff anunciou uma redução de 20% no preço das tarifas. Porém, por incrível que pareça, o anúncio da presidente Dilma não passava em sua maior parte pela redução de impostos.

O plano anunciado pelo governo quer que as companhias baixem o preço na marra por meio de fortes prejuízos em seus balanços. Trata-se da reabilitação de uma política da ditadura brasileira de forçar a diminuição de preços por meio da forte intervenção do Estado nas estatais.

O resultado de tais ações é por demais conhecido: quebradeira geral nas empresas públicas brasileiras. No final das contas, quem paga a conta é o Tesouro, que é formado pelas contribuições do cidadão brasileiro. Ou seja, por um lado o governo diminui os preços, mas por outro compensa o prejuízo por meio dos impostos pagos pelas pessoas comuns.

O mercado entendeu rapidamente o recado do plano do governo de abaixar as tarifas de maneira arbitrária. Em poucos dias, a Eletrobrás, estatal federal, viu sumir 40% de seu valor de mercado. Desde que o plano foi anunciado, as Companhias Energéticas já perderam R$ 30 bilhões do seu valor nas bolsas. Mas a presidente Dilma queria mais. Não bastava quebrar a Eletrobrás, que deve perder R$ 9,6 bilhões em receitas no próximo ano.

As companhias estaduais também tinham que entrar no plano. Obviamente, os Estados não petistas donos de companhias de energia elétrica recusaram a estratégia de Dilma. Não querem dilapidar suas companhias. Mas o governo aproveitou a situação para fazer populismo barato. Tenta disseminar que quem é contra o projeto sabota a intenção do governo de baixar o preço da energia. Como ocorreu no caso da privatização, é jogo baixo com intenção eleitoral.

Tomara que nesse caso a oposição saiba se defender. Uma das intenções oficiais por trás do plano de diminuir o valor da energia é aumentar a produtividade da combalida indústria brasileira. Mas o governo não quer fazer o mais difícil e eficiente: reformas estruturais como a tributária e o aperfeiçoamento da infraestrutura.

Ao propor as mudanças por meio de uma Medida Provisória, o governo avisou que não queria ver o texto mudado. Mas a MP já conta com dezenas de emendas no Congresso. Uma interpretação também é certa: o governo queria faturar politicamente sozinho com a diminuição das contas de energia. Tanto que o anúncio ocorreu no dia 7 de setembro em rede nacional de televisão pela presidente Dilma. Faltou dizer que vários governadores seriam parceiros na iniciativa. Mas alguns dos “sócios” do plano simplesmente foram pegos de surpresa. Agora, querem jogar a conta do fracasso nas costas da oposição. 

Em outubro de 2010, quando candidata à presidente da República, Dilma Rousseff anunciou que zeraria o PIS/Cofins da energia elétrica. A oportunidade poderia ser agora, no lugar desse perigoso populismo tarifário. Depois dessa, quem irá investir em estatais sob o poder da União?(Rede Democratas)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Indício de assoreamento do lago do Juá por causa do desmatamento feito pela SISA

Fotos: Seu Pedro


As fotos foram tiradas hoje de manhã.

Mostram a consequência direta da remoção da camada vegetal de uma área de aproximadamente 700 hectares contígua ao igarapé do Juá e próxima ao lago do Juá. O crime ambiental está sendo cometido pela Salvação Empreendimentos Imobiliários(SISA), empresa que obteve licenciamento da Prefeitura de Santarém para transformar essa área em loteamento para fins residenciais.



Com a chuva que começa a cair sobre Santarém, a areia esta sendo levada pela enxurrada tanto em direção à rodovia Fernando Guilhon quanto ao igarapé e lago do Juá.

Diante dessas imagens, o que falta para o Ministério Público do Estado e Secretaria de Estado de Meio Ambiente(SEMA) retirarem do município a delegação de competência conceida pelo estgado para licenciamento de empreendimentos imobiliários dessa natureza pelo órgão ambiental do município, o que possibilitou, mesmo que irregularmente, que a Secretaria Muncipal de Meio Ambiente(SEMMA) autorizasse esse desmatamento?



Para entender melhor o caso, continue lendo aqui.

Álbum que John Lennon autografou para o seu assassino horas antes de ser morto está à venda

Do Blog do Parsifal

Por volta das 16h00m de 08.12.1980 John Lennon e Yoko Ono raiaram à calçada do Edifício Dakota, onde moravam, em Nova York. 

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O fotógrafo Paul Goresh aproximou-se do casal e antes que falasse algo um rapaz estendeu a Lennon o álbum “Double Fantasy”, o mais recente trabalho do ex-Beatle em parceria com Yoko. “Quer que eu autografe?” Perguntou Lennon. O rapaz aquiesceu com a cabeça.
> Pela manhã
No final daquela manhã, Paul Goresh chegara ao Dakota e avistara um jovem com o “Double Fantasy” na mão, que lhe perguntou se iria esperar Lennon.
Goresh aquiesceu. O rapaz apresentou-se: “Meu nome é Mark, eu vim do Havaí pedir a Lennon que autografe o meu álbum”. 

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Quando Lennon recebeu o álbum das mãos de Mark, Goresh fotografou. Mark Chapman recebeu o álbum de volta e encostou-se na parede do Dakota. Goresh levou Lennon e Yoko ao estúdio, onde os deixou por volta das 17h00m. 

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> Rumo à morte
O casal saiu do estúdio por volta das 22h00m e chegou ao Dakota por volta de 22h45m.
Quando Lennon saiu do táxi e entrava no Dakota, Mark Chapman desprezou o álbum, autografado horas antes, no canteiro de flores e chamou: “Mr. Lennon!”. Lennon não chegou a virar: Mark Chapman disparou-lhe cinco tiros às costas. Quatro atingiram o alvo.
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> A agonia
Atingido, Lennon rumou ao hall do Dakota e subiu as escadas do portal. No vestíbulo a força que o conduzira se finou e ele caiu.
Jay Hastings, o porteiro, correu quando Yoko adentrava aos gritos: “Atiraram em John!”. Hastings ativou o alarme e aproximou-se de Lennon: ao ver que ele jazia, institivamente tirou-lhe os óculos, despiu-se da jaqueta que vestia e lhe cobriu o corpo.
> Você fez isso!?
Eram 22h50m quando os policiais Steve Spiro e Peter Collin chegaram ao edifício. Um dos porteiros apontou Mark Chapman aos policiais. Spiro virou-se e viu Chapman com as mãos para cima. Deu-lhe ordem de prisão. O porteiro confidenciou: “ele atirou em John Lennon”. Spiro tomou um choque e bradou a Chapman: “Você fez isso!!?”. 

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> No Roosevelt Hospital
A equipe de emergência do Dr. Stephan Lynn, do Roosevelt Hospital, terminava de atender um acidentado quando dois policiais romperam a sala carregando um homem banhado em sangue.
A equipe fazia os procedimentos de ressuscitação quando a enfermeira viu a identificação do corpo, mas duvidou. O Dr. Lynn saiu para pegar algo e ouviu o desconsolo de um dos policiais que dialogavam: “Meu Deus, como pode... John Lennon...”. Quando Lynn voltou à sala a sua equipe fazia o trabalho sem controlar o pranto.
> Balas explosivas
As balas usadas por Chapman eram explosivas e uma delas atingiu a aorta de Lennon: as tentativas de alimentar-lhe a circulação falhavam, pois a aorta e demais veias de irrigação estavam completamente destruídas com a explosão do projetil. Às 23h15m de 8.12.1980, o Dr. Stephan Lynn declarou John Lennon morto. 

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> O destino do álbum autografado para o assassino
Pela manhã, no meio da multidão que se fez em frente ao Dakota, um fã, até hoje incógnito, avistou o vinil entre as flores do canteiro e apanhou-o. O álbum foi um dos elementos de prova contra Chapman, pois nele foram constatadas as suas impressões digitais.
No final do julgamento a Justiça de Nova York decidiu que deveria devolver o álbum a quem o encontrou, que o manteve por 19 anos até que, em 1999, decidiu vende-lo através da “Moments in Time”. O álbum foi vendido por US$ 525,000, o equivalente a R$ 1,1 milhão. 

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> Álbum está novamente à venda
Conto essas reminiscências porque acabo de ler que o álbum “Double Fantasy”, que Lennon autografou para o próprio assassino, está novamente à venda pela “Moments in Time”. O atual proprietário também preferiu se manter anônimo.
Especula-se que o preço atual do álbum alcance mais de US$ 1 milhão.
> Para herdar a fama
Em 1992, na prisão de  Wende, no Estado de Nova York, onde cumpre pena de prisão perpétua, Mark Chapman concedeu uma entrevista ao ABC News. Ao responder à pergunta “Por que você matou Lennon?”, ele respondeu: “Achei que ao mata-lo ficaria tão famoso quanto ele.”.

O senador acusa, o jornal endossa



LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal

O senador Mário Couto, do PSDB, procurou O Liberal para fazer uma denúncia que foi parar na capa da edição dominical do dia 18 de novembro do jornal da família Maiorana e ocupou toda uma página interna. Tudo que o senador disse, o jornal reproduziu. Mas o que disse o ex-dono de uma banca do jogo do bicho, que é contravenção penal, não passava de uma versão “por demais absurda, surreal”, conforme a nota oficial através da qual a Associação dos Magistrados do Estado do Pará reagiu, em defesa do seu associado.

Mera atitude corporativa? Nada disso. O senador tucano afirmou ter sido vítima de uma tentativa de chantagem: o advogado Paulo Hermogenes se apresentou em nome do juiz Elder Lisboa da Costa, titular da 1ª vara de fazenda pública de Belém. Era o emissário de uma proposta: o juiz excluiria o parlamentar de uma ação movida contra ele pelo Ministério Público do Estado em troca de propina no valor de 400 mil reais.

O senador não informou a data do contato, mas sua descrição sugere que ocorreu há algum tempo. Nesse período não comunicou o fato à polícia nem foi ao suposto inspirador da missão para verificar se o intermediário realmente falara em nome do juiz. Limitou-se a fazer de conta que estava interessado na proposta para ver até onde ela ia (ou apenas “para deleite pessoal”, como diz a nota da associação) e depois a esqueceu.

Por “coincidência”, decidiu se lembrar dela depois que a ação civil pública movida contra ele pelo Ministério Público foi aceita e o juiz Elder Lisboa determinou o bloqueio dos seus bens e dos demais denunciados por desvio de recursos públicos através de fraudes nas licitações da Assembleia Legislativa, além de outros atos de improbidade administrativa. O cálculo do rombo começa em R$ 12 milhões, mas pode atingir quase R$ 200 milhões.

“Como merecer credibilidade uma conversa entre terceiros transacionando dividendos a outrem que sequer tem contato próximo com quaisquer dos interlocutores? Crendo-se protegido pelo manto do mandato, o Senador Mario Couto cria um perigoso precedente de se admitir o achincalhe fabricado”, protestou o presidente da Amepa, Heyder Tavares da Silva Ferreira. O precedente se tornou ainda mais perigoso por ter sido integralmente encampado pelo jornal.

O Liberal devia pelo menos ter considerado o fato, de que o seu entrevistado “aguardou, de forma estranha, a decisão judicial desfavorável para, somente depois de ofendido em seus bens, passar a defender a suspeição da autoridade judicial. Indaga-se: qual seria a postura do parlamentar se o magistrado não tivesse efetivada a decisão imparcial? Quedaria inerte como o fez até a presente data?” E o jornal?

O Liberal teria ainda que considerar outra contradição apontada pela associação de classe: a defesa de Mário Couto no processo da Assembleia Legislativa “pauta-se em um alegado desconhecimento do que era feito por terceiros durante sua gestão, ainda que estes fossem seus subordinados. Alega não poder ser penalizado se terceiros usaram indevidamente seu bom nome. ‘Como poderia ser responsabilizado por desvios de condutas de que não tinha conhecimento?’, bradou em entrevista a uma rede televisiva”.

No entanto, atribuiu ao juiz responsabilidade “por possíveis desvios de conduta praticados por terceiros, que ao contrario de seu caso, não guardam qualquer subordinação hierárquica com o magistrado”. O juiz não poderia estar sendo vitima nos mesmos moldes alegados pelo senador?

“Somente por ilustração”, a nota da Amepa lembra que Mário Couto “sempre foi acusado de subsidiar contravenção penal de jogo do bicho, mas tal nunca lhe impediu de alçar um dos mais respeitáveis assentos do regime democrático brasileiro. Não se pode tentar atingir a honra de quem quer que seja com castelos de areia, com suposições que jamais se sustentariam de forma real”.

O juiz Elder Lisboa, garante sua associação, “tem reputação ilibada assegurada por sua conduta de décadas na magistratura paraense. Ademais, trilha um caminho singular como professor, mestre e doutorando em universidades europeias, sem registrar qualquer arranhão na sua história funcional”.
 
Ao invés de questionar o julgador do processo em que é réu, o senador deveria vir a público “esclarecer a nuvem negra que paira sobre sua administração no Poder Legislativo Estadual. Como explicar que uma empresa de tapioca faturasse desde o cafezinho até passagens aéreas na ALEPA? Que estagiários fossem transformados em servidores de maneira fictícia? E que o dinheiro público fosse tratado com tamanho descaso?”.

Ao procurar a imprensa, a intenção do parlamentar “não é de contribuir para o engrandecimento de instituições. Caracteriza clara tentativa de tumultuar a apuração para tentar escapar pela tangente”.

Das palavras à ação, a Amepa exigiu “investigação rigorosa dos fatos pelo Ministério Público, pela Corregedoria, pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e pelo Conselho Nacional de Justiça”. Anunciou ainda que o juiz “colocará a disposição da investigação seus sigilos bancário, telefônico e fiscal”. 

Depois da divulgação da nota, o deputado Edmilson Rodrigues, do PSOL, informou da tribuna que o advogado Paulo Hermógenes, o suposto emissário do juiz, tem “relação de longa data” com Mário Couto, “inclusive, já fizera campanha para o senador no município de Muaná, no Marajó, onde sua mãe já foi prefeita e seu irmão é o prefeito eleito do município, Murilo Guimarães”.

Espera-se que providências necessárias para esclarecer a questão sejam adotadas cheguem ao fim, ao contrário do processo instaurado 20 anos atrás contra Mário Couto e outros chefes do jogo do bicho em Belém, que não teve desfecho.

O futuro da notícia

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa
 
A imprensa ainda discute as razões que levaram o empresário australiano Rupert Murdoch a encerrar as atividades do seu título The Daily, criado para circular apenas em tabletes digitais. A causa apontada pela maioria dos analistas foi a insuficiência de renda de publicidade para criar e manter uma nova marca no competitivo mercado de mídia. Nesse contexto, foi identificada também a dificuldade para captar receitas dispersas num mercado extremamente fragmentado e dirigir esses recursos para uma alternativa que se oferece apenas numa plataforma digital móvel. 

Na edição de quarta-feira (5/12), a Folha de S. Paulo traz uma entrevista curta da pesquisadora Amy Mitchell, que dirige o Projeto para Excelência em Jornalismo do Instituto Pew, que repete algumas opiniões bastante populares entre observadores do ambiente comunicacional. Mitchell está em São Paulo para participar do seminário MediaOn, designada para opinar no painel intitulado “Mobile: qual o futuro da notícia? 

O núcleo de seu ponto de vista é a aparente impossibilidade de obter com os meios digitais a mesma receita que é produzida pelos meios tradicionais, como os jornais impressos. No entanto, sabe-se que os meios impressos, embora ainda produzam uma receita maior, estão em claro declínio. 

Alguns pesquisadores chegam a declarar que em menos de uma década o número de leitores de jornais e revistas impressos vai cair bruscamente a um patamar tão baixo que o setor poderá entrar em colapso. Portanto, outros se surpreendem que uma iniciativa aparentemente inovadora, como um jornal exclusivo para tabletes eletrônicos, tenha tido uma vida tão curta. 

No caso do Daily de Murdoch, seria conveniente acrescentar a essas análises o fator negativo Murdoch. Esse é um nome que, definitivamente, não combina com inovação. E uma das características mais associadas aos leitores da nova geração é certa seletividade quanto ao valor moral das informações, uma vez que eles podem opinar imediatamente sobre qualquer notícia. 

Outro elemento que precisa ser considerado é o fato de que, no ambiente hipermediado em que vivemos, a construção das marcas não se faz da mesma forma como era produzida no contexto que ficou conhecido como cultura de massa, no qual as escolhas eram decididas exclusivamente entre as ofertas presentes num mainstream, ou uma corrente central de informação. 

Nesse cenário, que vem sendo transformado pelos novos meios, as marcas dependiam exclusivamente da ação da mídia de massa. Essa hegemonia era tão absoluta que conseguia abrigar até mesmo as ações contraculturais. 

O mundo ocidental ainda não superou o modelo de comunicação massiva, mas esse sistema convive com a realidade da hipermediação e sofre um processo de fragmentação provocado pela disponibilidade de meios menos centralizadores de comunicação e informação, o que reduz a efetividade da mídia de massa e tende, por consequência, a reduzir o valor percebido da publicização pelos meios tradicionais. 

Sabe-se, por exemplo, que o efeito de um anúncio na televisão é muito menor hoje do que era há apenas três anos, porque um número crescente de telespectadores divide sua atenção entre a tela da TV e o tablete ou smartphone, aproveitando para usar esses aparelhos justamente durante o intervalo comercial. Então, diria alguém, seria de supor que um jornal criado exclusivamente para tabletes digitais tivesse todas as condições para um futuro promissor? Não necessariamente, como demonstra a curta trajetória do Daily de Murdoch. 

O fim das mediações 

Primeiro, é preciso considerar que, para o papel ou para meios digitais, a produção e organização de notícias pelo processo tradicional representam um custo muito elevado. 

Segundo, é preciso questionar se o público buscado pela iniciativa do empresário australiano se enquadra no perfil das audiências típicas de seus jornais e suas emissoras de televisão, que representam o pior que o jornalismo pode oferecer em termos de qualidade ética. 

Por último, mas não menos importante, os debates sobre o futuro do jornalismo não têm enfrentado a questão central do fim das mediações centralizadas, como as conhecemos desde que a imprensa se tornou uma espécie de avalista dos valores comuns nas sociedades democráticas. 

O surgimento e expansão das mídias digitais tende a substituir os processos midiáticos por sistemas de relacionamento, o que implica mudança essencial na criação de cultura.

Estamos envoltos no maior fenômeno de mudança cultural vivido pela humanidade desde a invenção da roda. Murdochs não têm a menor importância.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Governo Maria do Carmo ignora ofício da Sema e não cancela licença para SISA desmatar área do Juá

Miguel Oliveira
Repórter de O Estado do Tapajós
No dia 24 de outubro deste ano, o secretário estadual de meio ambientel José Alberto Colares encaminhou ofício à prefeita Maria do Carmo informando da urgência na adequação da delegação de competência transferida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente(Sema) ao orgão municipal de meio ambiente, que dá embasamento jurídico para licenciamentos dos projetos Minha Casa, Minha Vida, da empresa Conteto, e do loteamento residencial que está sendo feito pela empresa Salvação Empreendimentos Imobiliários(SISA) na área conhecido como Juá, nas duas margens da rodovia Ferando Guilhon.

Colares lembrou à prefeita que a delegação de competência - do Estado para o município - não estava sendo exercida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente(Semma) de acordo com legislação que só autoriza a prefeitura de Santarém licenciar empreendimentos de até 2 hectares, de acordo com a lei estadual 7389/2010.

O titular da Sema informou à prefeita Maria do Carmo que o órgão estadual recebeu representações de pessoas físicas de que houve fracionamento das licenças emitidas pela Semma em favor da SISA - fato revelado na edição de hoje de O Estado do Tapajós -, empresa detentora da área em questão e que foi vendida pela família Corrêa a dois empresários de Redenção.

Diz Colares que esse licenciamento de projetos com áreas superiores ao que determina a lei estadual 140/2010 não foi objeto de consulta à Sema e nem respeitou o que dispõe a resolução 079/2009 do Conselho Estadual do Meio Ambiente(Coema).
O titular do órgão estadual advertiu à prefeita Maria do Carmo que se não houver a adequação da competência para licenciamentos, que  prevê, no casos de projetos em áreas de mais de 100 hectares, por exemplo,  a elaboração de Eia/Rima, a Sema vai pedir a paralisação da obra.