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sexta-feira, 13 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Assaltantes de lotérica em Santarém são presos pela polícia
As policias civil e militar conseguiram no final da tarde de ontem prender três homens acusados de participação no assalto ao proprietário do Centro Lotérico Casa da Sorte, no centro comercial de Santarém. O assalto aconteceu por volta das 14h30 minutos e de acordo com o delegado Jamil Casseb, responsável pelas investigações, os assaltantes conseguiram subtrair a importância de R$ 13,5 mil reais.
Na ação as polícias, por meio do serviço de inteligência da 16º Zpol, sob o comando do Major Costa e investigadores da policia civil prenderam Arlison Rebelo de Sousa, 22 anos Elenilson Mota Batista, 21 anos e Josiel Monteiro da Silva, vulgo Brilhoso, que no momento da abordagem tentou por várias vezes atingir um policial com uma enxada e foi atingido com um disparo de arma de fogo sendo levado pela equipe do Samu para o Pronto Socorro Municipal. Josiel, o “Brilhoso” já foi preso antes por crime com as mesmas características, pois confessou ser o autor do assalto à funcionária de uma lotérica em frente a uma agência da Caixa Econômica, ocorrido em outubro do ano passado. Na ocasião foi levado um malote com 90 mil reais que seria depositado no local.
Foram diversos crimes cometidos pelos participantes, pois depois de praticar o assalto os acusados efetuaram um disparo de arma de fogo contra um moto taxista que solidário ao empresário estava em perseguição aos bandidos, logo em seguida tomaram de refém um cidadão que estava em um veiculo que utilizaram para continuar a fuga, mas no final da tarde a ação conjunta resultou na prisão da maioria dos envolvidos.
A polícia busca ainda o quarto envolvido no assalto o elemento Geovane de Sousa Costa, vulgo 'Piroca', que é foragido da justiça de Itaituba e que conseguiu fugir da polícia. Na casa do ‘Brilhoso’ a polícia apreendeu diversas cabeças de pasta base de cocaína, jóias e R$1,500 reais em dinheiro e uma menor que supostamente seria companheira do elemento que praticou o assalto a Agencia da Caixa Econômica Federal. (ASCOM CPR-I)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Semsa tenta evitar que cardiologistas peçam demissão do Hospital Municipal de Santarém
Neste momento, o secretário de saúde José Antônio Rocha, que também é o vice-prefeito do município, tenta a todo custo demover os cardiologistas de saírem dos quadros do HMS.
A reunião já dura duas horas e não tem hora para terminar. Os médicos alegam falta de estrutura e condições de trabalho no hospital municipal de Santarém.
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Atualização às 16h00:
Os três médicos demissionários do Hospital Municipal deram um prazo de 30 dias para que a Secretaria de Saúde de Santarém providencie a melhoria das condições da cardiologia e elabore um cronograma de treinamento para os médicos da urgência e emergência, como condição para continuarem cumprindo as escalas de sobreavio no HMS.
Valcir Costa, Rênê Silva e Almara Silva permanecem afastados da escala de sobreaviso, mas cumpriram todos os atendimentos ambulatoriais antes de decidir se demitirem do hospital municipal a partir de hoje.
Até que a Semsa cumpra suas reivindicações os três cardiologistas não prestarão mais serviços na urgência e emergência. Dentre estas, além da melhoria das condições de trabalho, a exigência para que o diretor do HMS, médico Gilvandro Valente, se retrate da afirmação que fez de que esses profissionais estavam apenas 'reivindicando aumento de salário'.
Cardiologistas pedem demissão do Hospital Municipal de Santarém
Os médicos alegam falta de condições de trabalho.
Mais informações dentro de instantes.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Chuvas em maio e junho estarão acima da média em Santarém
Acendeu a luz vermelha na Prefeitura de Santarém.
Segundo os dados que lhe foram repassados por técnicos do setor meteorológicos, em abril choveu mais de 421 milímetros, sendo que somente no período da Semana Santa o índice pluvométrico ultrapassou a 100 milímetros.
Mas a previsão de chuvas em Santarém para os meses de maio, junho e julho são alarmantes. Maio terá cerca de 550 milímetros de chuvas, junho tem previsão de 720 milímetros e julho poderá registrar maisde 750 milímetros de pluviosidade.
Historicamente, os meses de março e abril são os que registram as maiores chuvas em Santarém.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Onde os rios levam vidas em percurso
Guilherme Guerreiro Neto
(3a. parte )
A fila para o almoço é formada a partir das 11h30. Noventa quilos de carne, 22 de arroz, dez de feijão, oito de farinha e 24 pacotes de macarrão. Para servir tanta comida, o trabalho na cozinha começa cedo. Caxiado desperta antes das 3h da madrugada, chama Clauber, e os dois preparam logo o café da manhã. Em seguida, fazem o arroz e põem o feijão no fogo.
Caxiado é Denildo da Rocha. Ganhou o apelido no tempo em que os cabelos eram grandes e enrolados. Ele comanda o fogão industrial e a despensa do Nélio Corrêa. Mora em Manaus com a mulher e dois filhos. Quando está navegando, liga para a família sempre que o navio aporta.
Desta vez, nem precisou ligar. A mulher, Aldeni, o acompanha. Ela estava em Santarém para cuidar da mãe doente. Uma viagem juntos para compensar as ausências do marinheiro em casa. “Nunca me acostumei, mas como não tem opção pra ele trabalhar…” Caxiado e Aldeni se conheceram em 2001 num barco. Ele ofereceu a ela suco de caju e um olhar conquistador. Passaram três anos sem se ver. Quando se reencontraram, decidiram casar.
Morena, com luzes desgastadas nos cabelos, Aldeni é a sétima mulher de Caxiado. Sétima, em 43 anos de vida. Ele ameniza a fama. “Tenho só três filhos”, se defende. “Quatro. Ele já é até avô”, ela retruca. Caxiado mexe o indicador de um lado a outro e se entoca entre as panelas para fugir da conversa.
O ajudante de cozinha Clauber Roberto também já foi namorador. “Antes de conhecer a minha mulher eu tinha uma em Manaus e uma em Belém. Sou um homem direito agora”, esclarece antes de engolir uma colherada de arroz com feijão e ovo frito. Mas, segundo Clauber, não há em águas amazônicas quem barre Agostinho no quesito mulherengo.
Mesmo casado, Agostinho Jorge anda sem aliança. Diz que foi roubado. Não nega que tenha outras namoradas, embora evite o assunto. Com 69 anos, o mais velho tripulante é magro, com raros cabelos no cocuruto e de poucas palavras. Espera pelo dia em que finalmente ficará de vez em terra firme. Já está aposentado, só que ainda não conseguiu liberação da empresa para encerrar o ciclo de mais de 30 anos vivendo pelos rios.
Ficar na praça de máquinas é uma tormenta para os tímpanos. A escada íngreme dá acesso ao espaço estrondoso e quente. Há quatro motores e uma estante de ferramentas. O serviço de Agostinho é ali: opera o maquinário, troca óleo e fica alerta para identificar qualquer problema.
Faz 18 anos que o Nélio Corrêa, feito em aço naval, começou a navegar. Chamava-se Cidade de Teresina. Dois, três anos depois, quando foi comprado pela Marques Pinto Navegação, ganhou o nome atual. Homenagem ao irmão dos donos da empresa, que morreu, ainda criança, soterrado após um muro desabar durante um show em Santarém. Hoje navega na rota Manaus-Santarém-Belém.
A tripulação é composta por 14 pessoas. O posto de gerente deixa a Cristiano Morais a incumbência de cuidar da administração do navio. Ele tem um escritório-dormitório no convés principal. É um sujeito pacato, de voz amena. Mas controlar uma viagem com tanta gente exige firmeza. “É muito melhor trabalhar com carga do que com passageiro.”
Gurupá, última escala antes de atracar em Belém. São 14h de sábado. Fábio é um dos vendedores que invade o barco atrás de alguns trocados. Com a alça do isopor por sobre o pescoço, o menino de 11 anos oferece “Cremozim”, um saquinho de sorvete cremoso nos sabores morango, uva e babalu. Logo o navio segue viagem e ele fica. O isopor mais leve nos ombros, um saco de moedas nas mãos.
O Rio Amazonas também fica para trás. Passamos pelo Rio Vieira e agora o afunilar das margens anuncia o início do Estreito de Breves. Na cabine de comando, Milton Melo avisa pelo rádio: “Atento, chamada geral, chamada geral. Aqui, navio Nélio Corrêa baixando no furo do Itamarati. Embarcações vindo no sentido contrário, atentas com o navio Nélio Corrêa.”
Nem a chuva com céu turvo tira a tranquilidade do comandante. A visita é mais do que esperada. “Essa chuva à tarde, isso aí é sagrado.” No estreito, o vento não é tão forte quanto no Amazonas. Águas agitadas, agora, só na entrada da baía. Mesmo com aparelhos importantes, como o radar e o ecobatímetro (usado para medir a profundidade dos rios), o olhar atento e a experiência ainda são os principais instrumentos de trabalho de Milton.
Sentado num banco de madeira, mantém a mão direita no timão. A luva azul com espaço vazado para os dedos é por conta do reumatismo. Dos 58 anos, são 35 enveredando pelos rios. E continua, mesmo aposentado. Nesse tempo, muita coisa mudou. A segurança para navegação, por exemplo, é cada vez melhor. Já o meio ambiente mostra sinais de desatino. “Nunca tinha visto uma cheia e uma seca como essas. O rio baixou tanto que apareceu praia que a gente nem conhecia. São as mudanças climáticas, né?”
quarta-feira, 20 de abril de 2011
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