domingo, 3 de maio de 2009

Bebida: Hábito histórico

Há cerca de 12 mil anos, o ser humano desenvolveu a agricultura como solução para o fim da vida nômade e a escassez de alimentos, dando início ao conceito da vida prática e sedentária. Para isso, armazenavam frutas e grãos que, supostamente, seriam consumidos quando lhes fosse conveniente. Mas a falta de técnicas apropriadas de armazenamento resultaram em uma surpresa: frutas e grãos fermentavam naturalmente, transformando açúcar em álcool. Daí em diante a civilização estava irremediavelmente envolvida com os prazeres (e desprazeres) das bebidas alcoólicas e sua capacidade de agregar as pessoas.

De acordo com o escritor Tom Standage, autor do livro A História do mundo em seis copos, a explicação mais provável para que as bebidas etílicas tenham essa conotação social é de que elas podem ser partilhadas. Seja há milhares de anos, quando os sumérios dividiam um grande jarro de cerveja e a bebiam com a ajuda de canudos ou ao se abrir uma garrafa de vinho e compartilhá-la. Nas Astúrias, Espanha, ainda existe uma festa em que as pessoas bebem cidra (bebida fermentada de maçã) na mesma taça.

Até hoje, as motivações para se abrir uma garrafa de vinho, uísque, cerveja ou vodca, por exemplo, ainda estão profundamente ligadas a momentos especiais e sociais: comemorar o nascimento de um filho, uma promoção no emprego, entrelaçar os braços para beber juntos no ritual do casamento. “O uso do álcool em festas acontece há muitos séculos. Isso é cultural. As pessoas bebem pelo social, pelo paladar e para alcançar um grau de euforia”, define o pesquisador espanhol Luis Benito Garcia, autor do livro Beber e saber: uma historia cultural das bebidas. Mesmo em tempos de degustação e bebidas gourmet, a ideia central é a mesma de séculos atrás: relaxar, confraternizar, entorpecer e inspirar a mente, desde que o consumo seja moderado.


NA INTERNET
  • www.qvinho.com.br
  • santucci.blogspot.com
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  • www.abs-brasilia.com.br
  • www.mestre-cervejeiro.com.br
  • www.cladowhisky.com.br

  • Aprecie com sofisticação

  • Para degustar uma bebida, sentindo gosto e aroma, não é necessário exagerar na dose. Escolha uma só, nunca misture. São suficientes duas taças de vinho ou espumante; uma dose de uísque; de dois a três copos de cerveja ou uma dose de algum destilado.

  • A partir dos R$ 100, as bebidas têm diferenças cada vez mais sutis. Por isso, se você não é um expert, não se arrisque pagando caro. Vá se familiarizando com a prática, os aromas e sabores aos poucos. Uma garrafa muito valiosa pode decepcionar em vez de impressionar. Mas, caso tenha informação de sobra e tope pagar caro por uma bebida, usufrua de seu sabor e aroma plenamente, não misturando-a a outros ingredientes.

  • Quando for comprar uísques, informe-se sobre o revendedor da bebida. Uísques falsificados são encontrados com frequência em Brasília. Lojas especializadas vendem bons exemplares pelo mesmo preço que muitos supermercados, e contam com vendedores experientes que podem ajudar na escolha.

  • Evite encarnar o bebedor de rótulos. Às vezes, um vinho caríssimo pode não ser tão agradável ao seu paladar quanto um muito mais barato. Prova disso são as diversas degustações às cegas, nas quais muitas vezes o vinho mais apreciado é justamente um de preço mediano. Permita-se experimentar.

  • Você pode adorar um bom vinho e entender muito do assunto, mas num encontro informal cujo objetivo não é a degustação, evite bancar o expert e impor um ritual. Seja discreto e reserve seus conhecimentos para compartilhar com conhecedores do assunto.

  • Se você está na condição de aprendiz e quer saber sobre o ritual de provar o vinho, a explicação é simples: ao observar a rolha verifica-se se ela está molhada apenas na extremidade final, o que garante que não houve entrada de ar ou vazamentos que possam estragar o vinho. Ao abrir a garrafa, esperam-se alguns minutos antes de degustar, para amenizar o aroma forte do álcool e permitir que ele amadureça no contato com o ar. Depois, ao servi-lo na taça (quanto melhor o vinho, maior deve ser a taça) costuma-se girá-lo, para acelerar a oxidação e desprender alguns aromas. Observa-se a cor e a forma como o vinho escorre pela parede da taça. Daí se cheira o líquido, para perceber os diversos aromas presentes. Finalmente se experimenta. Muitos bochecham o vinho, para perceber melhor as sutilezas de seu sabor.

  • É possível encontrar os mesmos vinhos oferecidos em restaurantes por preços até 50% menores em lojas especializadas. Alguns restaurantes também permitem que o cliente leve sua própria bebida para o jantar ou o almoço, mas é de bom tom evitar levar bebidas oferecidas na carta. Alguns estabelecimentos não cobram nada pela gentileza, e outros cobram a chamada rolha: um preço simbólico para servir o vinho trazido pelo cliente. Membros da Associação Brasileira de Sommeliers também têm descontos de até 15% na compra da bebida em certos estabelecimentos. No site da ABS você pode acessar uma lista dos restaurantes que permitem tal prática.

  • Diferentemente do vinho e do uísque, a cerveja deve ser tomada fresca. Ou seja, quanto menor for seu tempo de vida, mais “viva” ela estará. Na hora de servir: derrama-se um pouco de cerveja no copo, para temperá-lo e formar a espuma. Depois despeja-se o líquido sobre a espuma, para quebrar as grandes bolhas de ar.

    Aí sim, você pode controlar a espuma entornando o líquido na parede do copo.

  • Tomar bebidas alcoólicas estupidamente geladas também é um erro. Para o vinho e o champanhe, a temperatura ideal de 17ºC. Já a cerveja pode ser servida em 5ºC em média.

  • O uísque pode ser bebido na temperatura ambiente. Quem prefere resfriá-lo com cubos de gelo, deve tentar usar a menor quantidade de cubos possível, para que a bebida não fique aguada.

  • No glossário: enólogo é a denominação para uma pessoa com curso superior em enologia, capacitada a criar e produzir vinhos. O sommelier é quem trabalha com a escolha das bebidas que serão comercializadas e oferecidas na carta de vinhos dos restaurantes. Por fim, o enófilo é aquele que é apaixonado pela bebida e procura experimentar e estudar os vinhos.


  • Lado a lado com a política


  • O poeta americano John Ciardi afirmava que a fermentação e a civilização eram inseparáveis. Nesse contexto, a influência das bebidas na história política é inegável. O rum por exemplo, tem total ligação com a independência dos Estados Unidos. Quando as primeiras colônias britânicas chegaram a América do Norte, o rum tornou-se a bebida favorita dos colonos. Passaram a importar o melaço residual bruto do açúcar para destilarem a bebida. Com o tempo, trocaram as exportações das ilhas britânicas pelo melaço das ilhas francesas, causando um mal-estar com a Inglaterra. A resposta foi a Lei do Melaço, que estabelecia um imposto proibitivo sobre o produto francês. Os norte-americanos ficaram revoltados e passaram a contrabandear a matéria prima do rum. Os colonos sentiram-se autorizados a desafiar outras leis e as ideias de independência começaram a surgir. Anos depois da rendição britânica, John Adams, um dos fundadores do país, escreveu: “Não sei por que deveríamos ter vergonha de confessar que o melaço foi um ingrediente essencial na independência norte-americana”.

  • Na mesma medida que rumos políticos foram influenciados pela bebida, muitas bebidas influenciaram políticos famosos ao redor do mundo. O primeiro-ministro inglês Winston Churchill não disfarçava o gosto pelo uísque e um bom charuto, que degustava logo no café da manhã. Longe de ser um gourmet, ele exagerava. Depois do fim de seu mandato, diziam que ele circulava bêbado, molhado e seminu pelo prédio em que morava.

  • Outro que também se consagrou pelos porres memoráveis de vodca foi o primeiro presidente da Rússia, Boris Yeltsin. No Brasil, Tancredo Neves ganhou fama com o apreço pela cachaça. Sua família era produtora da bebida em Minas Gerais. Recentemente, o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, confessou ser um ex-alcoólatra e o presidente brasileiro Lula também não nega seus laços afetivos com um bom aperitivo. Antes mesmo da posse no primeiro mandato, foi agraciado com um Romanée-conti, safra 1997, de R$ 6 mil, oferecido pelo marqueteiro Duda Mendonça após um debate vitorioso.


  • As preferidas do cinema


  • Carrie Bradshaw, de Sex and the city (Classificação indicativa: 16 anos): a bebida preferida da personagem Carrie, interpretada pela atriz Sarah Jessica Parker, era o cosmopolitan. Muito popular entre as novaiorquinas, o coquetel é uma mistura de suco de cranberry, vodca, licor de laranja e suco de limão.

  • Charles Foster Kane, de Cidadão Kane (Classificação indicativa:14 anos): o magnata da imprensa americana, interpretado pelo diretor Orson Welles, não só tomava uísques caríssimos, como os bancava para os amigos.

  • James Bond, de 007 (Classificação indicativa:14 anos): o coquetel dry martini, feito com gim e vermute seco, virou um item básico de todos os filmes do agente bonitão James Bond.

  • Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes (Classificação indicativa: 16 anos): o sinistro doutor e serial killer harmonizava suas refeições de carne humana com chianti, um vinho tinto seco italiano produzido com a uva Sangiovese.

  • Don Corleone, de O poderoso chefão (Classificação indicativa: 14 anos): como bons italianos mafiosos, todos os membros da família Corleone, em especial o patriarca Don Corleone, interpretado por Marlon Brando, bebiam vinho tinto durante reuniões de negócios.


  • Na religião


    É antiga a noção dos poderes inebriantes das bebidas alcoólicas. Consideradas mágicas ou mesmo sobrenaturais, diversas sociedades elaboravam suas próprias lendas sobre o então misterioso processo de fermentação e sua capacidade de alterar o estado de consciência.

    O resultado foi uma constante conotação das bebidas alcoólicas na vida religiosa. Para os egípcios a cerveja foi acidentalmente descoberta pelo Deus da agricultura, Osíris. Os incas ofereciam a chincha (um tipo de cerveja feita de milho) ao sol nascente, e o primeiro gole era sempre cuspido como uma oferenda aos deuses. Os astecas ofereciam sua pulque (bebida fermentada produzida à base do maguey, um tipo de cacto) à deusa da fertilidade. Na China, a cerveja era obrigatória em funerais e em outras cerimônias de passagem. Milhares de anos se passaram e a ligação permanece, vide os católicos que tomam o vinho como a representação do sangue de Jesus Cristo durante a comunhão da história consagrada.

    (Fontes: O enófilo Fernando Rodrigues, o enólogo e presidente da Associação Brasileira de Enologia Christian Bernardi , e o livro História do Mundo em 6 copos, de Tom Standage)

    Chove, chuva

    Depois de um sábado ensolarado, voltou a chover forte em Santarém.
    O aguaceiro recomeçou as 6h30 deste domingo.

    Até, tu, jambu!

    O que se poderia esperar da agricultura de um município da Amazônia que tem um secretário de agricultura que não sabe a diferença entre um pepino e um pimentão?
    O resultado desse despautério está no Mercadão 2.000.
    Lá, vendedoras de tacacá da vila de Alter do Chão - a 28 km de Santarém - chegam para comprar jambu, um arbusto que floresce em qualquer quintal que possa ser irrigado.
    Quer dizer, nem o ingrediente do tacacá se planta na vila que tem as mais bonitas praias do Brasil.
    Mas com essa praga que corrói a agricultura santarena não há previsão de bonança.
    Enquanto Osmando Figueiredo for o titular da Semab as sete pragas do Egito vão se abater sobre Santarém.

    PSDB ainda precisa avaliar os efeitos do “fator Almir”

    Do Espaço Aberto

    Observador atento, hoje um pouco mais afastado dos tucanos, mas ainda conhecedor de seus humores e práticas, aposta que a intensificação do empenho do ex-governador Almir Gabriel em favor da candidatura de Mário Couto é fator que dificilmente permitirá a pacificação do partido, para que saia unido rumo ao pleito do próximo ano.
    A avaliação do ex-íntimo dos tucanos é de que hoje, domingo, 3 de maio de 2009, o ex-governador Simão Jatene dispõe de um cacife maior para ser ungido o candidato do PSDB ao governo do Estado. “Mas, em política, hoje é hoje; e amanhã é outro dia, completamente diferente do dia de hoje. E o senador Mário Couto já deu demonstrações de que está com a corda toda para disputar a indicação com Jatene, se isso for necessário”, alerta o observador.
    Ele nota, porém, que os grupos que atualmente despontam no partido – o jatenista, o almirista e sua ramificação, formada pelos que apoiam escancaradamente a candidatura de Mário Couto – estão certos de que é necessário, indispensável, fundamental engatar neste momento o discurso da união.
    Não é à toa que tanto Jatene como Mário Couto, nas últimas duas semanas, têm procurado bater nessa tecla: a de que as forças políticas que interagem no PSDB devem garantir a unidade do partido.
    “Mas o dr. Almir não está muito preocupado com esse negócio de união pelo menos no momento. Importa-lhe mais, agora, dar uma demonstração de que, primeiro, ainda é uma liderança com gás e fôlego suficiente para interferir nos rumos do partido; segundo, que em absoluto não se aposentou da política partidária, ao contrário do que muitos previam fosse acontecer com sua opção pessoal de partir para o exílio de Bertioga; terceiro, que definitivamente não conseguiu superar as mágoas que o separam do ex-governador Simão Jatene quase ao ponto do rompimento; e quarto, que fará tudo o que lhe for possível para não deixar que o DEM debande para apoiar, por mais remotamente que seja, as pretensões políticas do PMDB de Jader Barbalho”, avalia o observador, ex-íntimo dos tucanos.
    Resta saber, acrescenta ele, se a presença de Almir com frequencia cada vez maior em Belém e no interior do Pará será um fator que vai resultar na agregação dos tucanos ou concorrerá para desagregá-los.
    Isso, apenas o tempo dirá.
    Mas um tempo breve, seja bem dito.
    Muito breve.

    São Raimundo x Paysandu: Os gigantes se encontram

    No AMAZÔNIA:

    A final do Parazão, enfim, volta a ser disputada pelos melhores times da competição. E, pelo segundo ano consecutivo, uma equipe interiorana ameaça entrar para a história do campeonato. Paysandu e São Raimundo se enfrentam hoje, às 16 horas, no Mangueirão, em condições idênticas e sem favoritismo. Até porque, se o Papão tem a maior torcida, o Pantera fez a melhor campanha.
    Há dois anos sem decidir o Estadual, os bicolores lutam para reconquistar a confiança dos torcedores. Vencer é questão de honra para o Paysandu, que tem a chance de desempatar com o Remo em número de títulos e manter a hegemonia dos 'gigantes' no Parazão. Para os alvinegros, não é diferente. O time santareno nunca disputou uma final do Paraense. Em 2009, fez por merecer. Agora, passa pelo teste.
    O São Raimundo agiu como uma grande equipe desde o início do campeonato. Ameaçou o Paysandu na final do primeiro turno, atropelou o Leão na final do segundo. Hoje, mesmo após o revés na Justiça Desportiva, entra em campo com a missão de estragar a festa do adversário. Ao Papão, cabe recuperar o embalo da primeira etapa da competição e fazer jus a tradição dos 'times de massa'.
    Para Zé Augusto, o jejum de títulos aumenta a pressão e as cobranças sobre o time bicolor. 'Se tivéssemos conquistado o título nos últimos anos, não teríamos a mesma responsabilidade. Precisamos entrar com mais vontade, porque nossa torcida é maior', diz o Terçado, que provavelmente será utilizado como arma pelo técnico Edson Gaúcho.
    No São Raimundo, mudar a história do futebol paraense é a principal meta do time. 'Queremos ficar com o título do Campeonato Paraense, um feito inédito para Santarém', diz o meia Michell, carta na manga do comandante Válter Lima.
    Uma única dificuldade atormenta as duas equipes: o excesso de cartões amarelos. Os times finalistas têm, cada um, seis jogadores pendurados. No Papão, os riscos de desfalque são Rafael Córdova, Roni, Luciano, Dadá, Mael e Zé Carlos. No Pantera, as ameaças são Filho, Preto Marabá, Eric, Tinha, Michel e Garrinchinha. A iminência da suspensão - e até da expulsão - dão o tom inquietante da decisão.
    Os desfalques para o primeiro jogo preocupam menos o São Raimundo, que não terá o volante Cléberton. Já o Paysandu entra em campo sem os meias Rossini, suspenso, e Vélber, de sobreaviso. Ou seja, para os santarenos, enfrentar um dos 'gigantes' é o principal desafio. Para os bicolores, a maior dificuldade será mostrar essa grandiosidade.

    sábado, 2 de maio de 2009

    São Raimundo também revela os seus craques

    Além de ser conhecido como um time que joga em prol do coletivo, o São Raimundo também está recheado de bons valores individuais. O técnico Válter Lima começa a revelar para o cenário do futebol alguns jogadores até então desconhecidos do torcedor paraense, principalmente da capital. E os “grandes” Remo e Paysandu já estão de olho nesses possíveis candidatos a revelações do futebol santareno.
    Santarém sempre foi um celeiro de craques. Alguns vindos do município vizinho, Belterra, mas que enriqueceram o futebol regional, como Dirceu, Chico Belterra, Careca, Clodoaldo, entre outros. Com a excelente campanha que vem fazendo no Campeonato Paraense 2009, jogadores como Tinha, Tarta e Michel vêm fazendo a diferença na equipe do treinador Válter Lima.
    Para quem não sabe, o canhoto Tinha foi o artilheiro do Campeonato Santareno do ano passado com 14 gols, jogando pela equipe do Tapajós. Já Tarta, jovem de apenas 18 anos de idade, foi o vice-artilheiro, com 13 tentos, atuando pelo Arsenal Ulbra. O meia atacante Michel tem atuações destacadas pela Pantera e já despertaria o interesse do Paysandu. “Esses jogadores esperaram o momento certo de entrar na equipe do São Raimundo”, explica Valtinho.
    (Rádio Clube do Pará)

    Os negócios de Valéria Lima

    A secretária de infraestrutura de Santarém Valéira Lima está com tudo e não está prosa.
    Mesmo depois de afundar um atacadão de confecções que abastecia 'sacoleiras' da região oeste, Valéria ao que parece sacudiu a poeira e deu a volta por cima.
    Agora, a titular da Seminf é dona da nova loja de revenda de telefonia celular de uma operadora récem-chegada à cidade.
    Num passe de mágica, Valéria salta do brega para o hight tec.

    Lucros da Caixa caem 48%

    Ronaldo Brasiliense:

    Da série Olha a marolinha aí, gente!

    Os lucros da Caixa Econômica Federal caíram 48,2% no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período de 2008, chegando a R$ 452 milhões, informou hoje (30/04) a entidade.O lucro líquido do banco no primeiro trimestre de 2009 não só foi inferior ao do mesmo período de 2008 (R$ 872,7 milhões), mas também ao de 2007 (R$ 777,6 milhões).

    Deu chabu na retransmissão do jogo São Raimundo x Paysandu

    A diretoria da Funtelpa, mantenedora da Tv Cultura - emissora que detem os direitos de transmissão exclusiva do campeonato paraense- não autorizou a restransmissão do jogo São Raimundo x Paysandu pela Tv Ponta Negra de Santarém.

    Pantera já está em Belém

    No AMAZÔNIA:

    A delegação do São Raimundo chega hoje de manhã a Belém. Na bagagem, a melhor campanha, o artilheiro do Campeonato Paraense e a oportunidade de pela primeira vez conquistar o título estadual. Mas o elenco veio com um desfalque. O meia Michell, considerado a principal revelação do Parazão 2009, só se apresenta à noite na capital paraense. Na noite de anteontem a mãe do jogador faleceu. A diretoria da Pantera providenciou de imediato uma passagem para Parintins, sua cidade natal.
    'Fomos comunicados da mãe do Michel na quinta e de imediato nós o informamos. Ele já foi para Parintins e se apresenta em Belém amanhã (hoje) à noite. O elenco todo ficou triste e abalado. Ela já havia visitado o elenco em outras oportunidades e era muito querida por todos', informou Jardel Guimarães, membro da diretoria alvinegra.
    Para a maior parte do elenco, vir a Belém é voltar para casa. Artilheiro da competição com doze gols, o centroavante Hélcio é um dos mais ansiosos pelo retorno. Nos últimos dias ele vinha bastante preocupado com o filho, que estava doente. Felizmente, ainda na quinta-feira à noite, o filho do jogador melhorou.
    Para o goleador, o que amenizou a distância foi a recepção que todos dentro do grupo tiveram na sede do clube. 'Nunca é bom ficar tanto tempo longe da família, mas é nossa profissão e é daí que a gente tira nosso sustento, felizmente estamos próximos de voltar para Belém. Além do mais, sempre tivemos muito carinho aqui em Santarém.'
    Hélcio sabe que sua permanência na Pantera não é uma certeza. O bom desempenho dele até então atiçou a cobiça de outros clubes - um deles seria o Águia de Marabá, que disputará a Série C do Campeonato Brasileiro -, mas ele prefere nem comentar sobre o assunto no momento. 'Meu contrato vai até o começo do maio. Depois desse destaque no Campeonato Paraense vou ver o que acontece. Mas, por enquanto, estou focado apenas no Campeonato Paraense.'
    Sem marcar desde o dia 15 de março, quando o São Raimundo venceu em casa o Castanhal por 3 a 1, o jejum de mais de um mês não abala o jogador. Ele lembra, com razão, que vem atuando e ajudando a equipe, mesmo sem gols. Ele aproveitou para responder aos comentários de que vinha jogando lesionado há tempos, o que ele nega.
    'Estou muito bem fisicamente. Totalmente recuperado das lesões que sofri. Hoje trabalho um pouco mais leve, mas é mais por precaução. Tenho feito poucos gols, é verdade, mas dei passes para gols e sofri pênaltis. É natural que às vezes os gols desapareçam, mas estou jogando bem e tenho consciência disso. Na hora certa os gols vão aparecer', disse Hélcio.

    Rio Tapajós passa dos 9 metros em Santarém


    No Espaço Aberto:

    Foto de Lila Bemerguy da área do antigo mercado retrata o caos que se formou na orla de Santarém por causa da enchente de 9 metros do rio Tapajós.
    Mais fotos aqui.

    TV Ponta Negra vai retransmitir São Raimundo x Paysandu

    A direção do SBT liberou uma 'janela' da programação de rede para que a TV Ponta Negra de Santarém(canal 5) restransmita o jogo São Raimundo x Paysandu, domingo, a partir de 16 horas, utilizando o sinal da Tv Cultura do Pará.

    sexta-feira, 1 de maio de 2009

    Plim-plin tapajônico


    Esta é a nova logomarca da Tv Tapajós de Santarém, afiliada à Rede Globo de Televisão.

    Churrasquinho leva mais de 40 pessoas ao Pronto Socorro de Santarém

    O Pronto Socorro Municipal de Santarém registrou esta semana mais de 40 casos de intoxicação alimentar.
    Depois do jogo de domingo entre São Raimundo e Clube do Remo, muitos clientes do chirrasquinho do Lourinho( atualmente na rua Verbena) - antes funcionava no final da Turiano Meira -, começaram a passar mal com sintomas de vômito, diarréia e febre.
    No meio da semana, mais clientes procuraram o PSM para se queixar dos mesmos sintomas e relataram aos médicos que haviam frequentado o mesmo churrasquinho.
    Temendo represálias de familiares dos clientes, o dono do estabelecimento fechou as portas por alguns dias, mas já está funcionando normalmente.

    Entrevista - Viviane Senna


    Irmã de Ayrton Sena, presidente da fundação que leva o nome do piloto de fórmual 1, morto em acidente na pista de Monte Carlo, há 15 anos, Viviane Senna Araújo fala nesta entrevista da luta pela melhoria da educação no Brasil . "A gente está largando com todas as crianças, mas não está conseguindo chegar com elas na linha final. E isso se dá porque nós temos uma educação de pouca qualidade. Não é suficientemente forte para fazer as crianças irem até o fim.", diz Viviane na entrevista a seguir:

    1994 é o ano da criação do Instituto Ayrton Senna e, ao mesmo tempo, a data da morte de seu irmão. Como a senhora lida com sentimentos tão opostos: a alegria pela criação do instituto e a tristeza pela perda do Senna?

    A verdade é o seguinte: as coisas, em si, não necessariamente têm de determinar a sua reação. Tem uma frase que diz: “não se deixe vencer pelo mal, vença o mal pelo bem” e, para mim, isso é um princípio. A gente tem a liberdade de, mesmo diante de um mal, agir com o bem. E foi isso o que a gente fez. Diante daquela situação de morte, a gente reagiu com uma resposta de vida, que é todo o trabalho do instituto. Na verdade, o objetivo é dar a todas as crianças as mesmas oportunidades que o Ayrton, você e eu tivemos de ser bem-sucedido, de ser uma pessoa preparada para a vida, por isso a gente foca em educação. Então, acho que foi uma maneira de transformar um grande mal num grande bem.

    Até então a senhora já tinha algum envolvimento com causas sociais?

    Eu trabalhei durante mais de 20 anos com consultório, eu sou terapeuta, e em parte do meu tempo de consultório eu atendia pessoas de baixa renda. Então, era uma experiência num nível bem mais limitado, mas tinha o mesmo princípio de oferecer oportunidades para quem não teria necessariamente, do ponto de vista de acesso à saúde mental.

    E o Ayrton Senna, ele sempre foi envolvido ou aconteceu num determinado momento da vida dele?

    Ele tinha também uma atuação que era bem pontual, por demanda, pessoas ou instituições pedindo algum tipo de ajuda, e tinha uma resposta para cada uma dessas situações, mas era justamente uma coisa que ele queria evitar. Porque era uma coisa muito reativa, muito fragmentada, e isso tem uma eficácia muito pequena. Ele estava me falando, antes do acidente, de como fazer uma coisa mais organizada, e me pediu para pensar. A gente voltaria a conversar, mas não houve esse tempo. Então, minha família e eu decidimos criar o instituto. O Ayrton não tinha nem pensado em criar alguma coisa, era algo bem embrionário mesmo. O que ele tinha pensado, seja o que fosse fazer, era dar um percentual dos royalties do (personagem) Senninha, que ele tinha lançado em janeiro, para essa área de ajuda. Então, quando a gente fez a fundação, decidiu doar não uma porcentagem, mas 100% do uso da imagem do Senninha e também do Ayrton. E foi o que a gente fez, e resultou, até hoje, em mais de US$ 50 milhões que a gente doou para o país através dos projetos. E, posteriormente, depois de dois anos, empresas começaram a nos procurar. A gente não tinha pensado primeiramente em trabalhar com recursos que não fossem nossos, de licenciamento. Mas a gente achou que seria uma maneira de ampliar oportunidades. E aí juntamos recursos internos com externos, o que dobrou a capacidade de respostas. A gente está atendendo 2,2 milhões de crianças por ano e 1,6 mil municípios, quer dizer, mais ou menos um quinto dos municípios do país, em todos os estados.

    Para a senhora, como foi sair da condição de uma psicóloga anônima para ser a grande dama do terceiro setor?

    Olha, na verdade, a gente sempre teve a vida muito preservada. O Ayrton era a parte pública da família. Nesse caso, eu não tive nem opção. Como a imagem do Ayrton é pública, no momento em que a gente decidiu fazer o instituto, isso se tornou público com uma rapidez muito grande, gerou uma expectativa, uma atenção. Procuro canalizar essa atenção para a causa que realmente merece atenção, que é a questão da educação no país. Toda essa imagem do Ayrton, que traz tanta atenção, é que nem um foco de luz, que procuro canalizar para o que merece atenção; não para ele nem para mim, porque isso não é importante. O importante são os desafios públicos que a gente tem de resolver no país.

    Hoje, para a senhora, qual o principal desafio na educação brasileira?

    É a questão da qualidade e da eficiência. Porque a gente já cumpriu muito da tarefa quantitativa, que é colocar as crianças na escola, mas o que não foi cumprido é fazer isso com qualidade. Porque, ainda que você atenda muitas crianças, quase 100%, que é uma taxa de primeiro mundo, se você não faz isso com a qualidade e a eficiência, que é o objetivo, você acaba atendendo, de fato, poucas crianças bem. Que é o que acontece. Por conta da má qualidade, a criança repete, repete, repete, vai ficando cada vez mais para trás e acaba que ela desiste. De cada 10 crianças que entram na 1ª série do ensino fundamental, só cinco saem na oitava série e só três dessas cinco no ensino médio. Então, entre a 1ª série e o ensino médio, a gente perde 70% das crianças do país. Elas não chegam lá, elas saem no meio do caminho. Por conta da má qualidade, no fim, você faz educação para poucos.

    Programas como o Bolsa Família ainda não conseguiram evitar o problema?

    Eles contribuem à medida que exigem a frequência na escola, mas se a frequência não garante sucesso, você também não fecha essa equação. Na prática, isso continua significando educação para poucos, como era quando ainda era quantativamente insuficiente o atendimento. O que acontece é que nós fizemos um país para poucos, uma educação para poucos. É como um carro que coloca uma gasolina fraca e não chega ao final da corrida. A gente está largando com todas as crianças, mas não está conseguindo chegar com elas na linha final. E isso se dá porque nós temos uma educação de pouca qualidade. Não é suficientemente forte para fazer as crianças irem até o fim.

    Tecnologia social

    Prosseguem até 6 de maio as inscrições para o prêmio de tecnologia social da Fundação Banco do Brasil
    Mais detalhes aqui

    O que muda com o fim da Lei de Impensa

    Sessão também foi marcada pelo primeiro encontro entre Gilmar
    Mendes (sentado, à frente) e Joaquim Barbosa (à direita, ao fundo)
    após discussão


    Supremo põe fim à legislação que vigorava desde a ditadura militar, por considerar que feria a Constituição. Apenas Marco Aurélio Mello quis manter o texto na íntegra



    Aprovada em plena ditadura militar e apontada como entulho dos anos de chumbo, a Lei de Imprensa (Lei 5.250, de 1967) foi sepultada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em julgamento finalizado ontem, a maioria dos ministros entendeu que ela vai de encontro à Constituição Federal e que, portanto, deve ser totalmente revogada. Essa foi a posição de sete dos 11 ministros. Outros três queriam manter parte do texto e apenas um, Marco Aurélio Mello, defendeu a manutenção de toda a matéria. A Lei de Imprensa estabelecia a censura prévia a veículos de comunicação e a apreensão de publicações, além de prever penas mais duras para jornalistas que cometessem crimes de calúnia, injúria e difamação do que as previstas no Código Penal.

    O Supremo aceitou um pedido feito pelo PDT para banir todo o texto. Apesar da decisão, ministros informaram que partes envolvidas em processos poderão entrar com embargos no tribunal para esclarecer alguns pontos do julgamento. A tendência é que os juízes, a partir de agora, apliquem dispositivos dos códigos Penal e Civil e da própria Constituição em decisões. Outras ações podem ser arquivadas.

    A discussão começou em 1º de abril, quando o relator, Carlos Ayres Britto, e Eros Grau defenderam a revogação da lei. Ontem, nove ministros votaram. Carlos Alberto Menezes Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Celso de Mello acompanharam o relator. “A liberdade de imprensa não se compraz com uma lei feita com a preocupação de restringi-la, de criar dificuldades ao exercício dessa instituição política”, afirmou Menezes Direito, primeiro a votar. “O diploma legal se mostra totalmente incompatível com os princípios da Constituição”, completou Ricardo Lewandowski.

    Preconceito
    Joaquim Barbosa e Ellen Gracie sustentaram que a maior parte do texto deveria cair. Eles opinaram, no entanto, a favor da manutenção dos artigos que tratam dos crimes de calúnia, injúria e difamação e de delitos de guerra, entre outros. Barbosa chegou a dizer que revogar toda a lei seria uma posição “radical”. “A imprensa pode ser destrutiva não apenas em relação a agentes públicos. Pode destruir vidas de pessoas privadas, como temos assistido nesse país”, declarou, na primeira aparição após o bate-boca com o presidente do Supremo (leia mais abaixo).

    Mendes, aliás, queria manter todos os artigos da Lei de Imprensa que tratavam do direito de resposta. Ele citou como exemplo o episódio da Escola Base, quando reportagens citaram suposto abuso sexual contra crianças, o que acabou não sendo comprovado. E disse que o julgamento deveria servir de exemplo para que veículos de comunicação fizessem um processo de autorregulamentação. “A desigualdade de armas entre a mídia e o indivíduo é patente”, afirmou.

    Em posição isolada, Marco Aurélio defendeu manter todo o texto. Ele disse que derrubar a lei causaria um vácuo jurídico. Por isso, sustentou que caberia ao Congresso aprovar nova lei. “O que teremos no dia seguinte, quando não tivermos mais uma lei para regrar (a atividade jornalística)? Deixemos à carga dos representantes do povo brasileiro a edição de uma lei que substitua essa sem ter-se, enquanto isso, o vácuo, que só leva à babel, à bagunça, à insegurança jurídica sem uma normatização”, disse.


    As Alterações

    O que muda com a revogação da lei

    Calúnia
    O artigo 20 da Lei de Imprensa prevê pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa. Já o artigo 138 do Código Penal diz que a punição é reclusão de seis meses a dois anos e multa.

    Difamação
    O artigo 21 da Lei de Imprensa prevê pena de três meses a um ano e meio de prisão e multa. Já o artigo 139 do Código Penal diz que a punição é reclusão de três meses a um ano de prisão e multa.

    Injúria
    O artigo 22 da Lei de Imprensa prevê pena de um mês a um ano de prisão e multa. Já o artigo 140 do Código Penal diz que a punição varia de um mês a seis meses de prisão ou multa.

    Indenização
    O artigo 51 da Lei de Imprensa prevê que a indenização deve ser fixada em valores entre dois e 20 salários mínimos. Os artigos 20 e 297 do Código Civil dizem que quem sofre dano à imagem ou honra tem direito a indenização e que quem pratica ato ilícito fica obrigado a repará-lo. O artigo 5º da Constituição Federal também trata do tema. Nenhum deles fixa valores para a indenização.

    Prisão especial
    O artigo 66 da Lei de Imprensa diz que o jornalista só pode ser preso se tiver sido condenado em última instância, em sala “decente”, “arejada” e onde encontre “todas as comodidades”. O artigo 295 do Código de Processo Penal diz que quem tem diploma de curso superior tem direito à prisão especial.

    Direito de resposta
    Os artigos 29 a 36 da Lei de Imprensa tratam do tema. Um dos itens diz que o prazo para pedir direito de resposta é de 60 dias e que, a partir da decisão do juiz, o veículo tem 24 horas para publicar a resposta. Já o Código Civil não fixa prazo. Na prática, ao analisar processos, os juízes vão começar a delinear o entendimento sobre o assunto.


    para saber mais
    Prisões e multas

    A Lei de Imprensa entrou em vigor em 14 de março de 1967, no final do governo Castello Branco. Ela tem sete capítulos e 77 artigos. O texto é apontado por muitos como defasado e em desarmonia com a realidade atual. A lei previa prisões e multas pesadas contra profissionais em casos de injúria, calúnia e difamação.

    As decisões, agora, deverão ser feitas com base na Constituição e nos códigos Civil e Penal, que preveem penas mais brandas. Jornalistas e veículos de comunicação também poderiam ser processados se publicassem algo que ofendesse “a moral pública e os bons costumes”. A revogação do texto altera ainda a indenização para crimes de danos à imagem e à honra. O artigo 51 previa valores entre dois e 20 salários mínimos, enquanto o Código Civil e a Constituição Federal não estabelecem limites.

    Também mudou o direito de resposta. A lei dizia que toda pessoa, órgão ou entidade pública a “cujo respeito os meios de informação veicularem fato inverídico ou errôneo” têm direito a resposta ou retificação. Agora, os juízes terão que analisar caso a caso. (MD)


    Texto:
    Mirella D’Elia( Correio Braziliense)
    Foto:
    Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

    Lúcio Flávio Pinto: Vontade real

    Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

    O PT pôs fim aos 12 anos de hegemonia tucana na política do Pará, mas não instalou uma nova forma de governar no Estado. As mudanças foram mais cosméticas e retóricas. As continuidades é que prevaleceram, de alto a baixo. Um pequeno exemplo a mais dessa constatação é oferecido pela sorte da Estação das Docas. O projeto foi combatido como uma intrusão onerosa do poder público num espaço essencialmente privado. A um custo final mais do que dobrado em relação ao orçado e tropelias pelo caminho, a Estação foi concluída, inaugurada e administrada imperialmente pelos delegados do arquiteto Paulo Chaves Fernandes. À frente do negócio, para efeitos legais, estava uma organização social, a Pará 2000. Mas ai de quem não cumprisse as determinações – urbi et orbi – do voluntarioso super-secretário (que era apenas de cultura, para quem quisesse acreditar).
    O PT mudou a Estação das Docas? Não de início, mas agora, sim. O local é uma das pedras de fantasia do colar (de bijuteria) oferecida a um novo aliado político. As pessoas indicadas pelo Partido Verde entendem do riscado? A julgar pelo pânico que se estabeleceu entre os donos de restaurantes e demais pontos comerciais do espaço, não. Querem salários, DAS, vantagens, status e o que couber no butim. Um esforço de ajuste e correção de rumos, que estava em curso, foi lançado à baía das conveniências políticas e do arbítrio do executivo.
    A OS Pará 2000 morreu, sem fita vermelha, se é que não nasceu morta. Atender aos interesses da clientela, respeitar a integridade dos conselheiros, servir ao público? Balela. O baile da ilha Fiscal acabou e os convivas estão à espera do “cristo” para voltar aos seus domicílios. O povo passa fome? Que coma brioches, pensa a Maria Antonieta ao tucupi. O exemplo da Estação é apenas um. Há muitos outros, bem mais graves. Mas é pelo dedo que se conhece o gigante. Quem ocupa o trono emite de lá os éditos reais e faz valer sua vontade: na Estação, no Hangar, na Seduc et caterva. Só não em Brasília, onde, ao que parece, Lula não mudou a primeira opinião sobre o governo petista do Pará. A primeira impressão ficou.

    Termômetro da crise

    Esta semana, o Detran empalcou apenas 5 veículos novos em Santarém.

    O amargo regresso

    O prefeito de Santarém José Maria Tapajós voltou mais preocupado com as finanças municipais do que quando viajou a Brasília.
    Tapajós submerge no feriado e só volta ao batente na segunda-feira.
    O que ronda os pensamentos do prefeito, hein?

    Chove, chuva

    Chove há sete horas ininterruptas em Santarém.
    Um dos poucos acessos a praça do Pescador, a tavessa Francisco Corrêa, está interditada a patir da rua Siqueira Campos.
    Daqui a pouco, para se chegar na orla vai ser preciso atravessar de canoa.

    Vélber desfalca Paysandu

    O volante Vélber é o grande desfalque do Paysandu para o jogo de domingo contra o São Raimundo.
    No Pantera, Marabá continua fora do time cumprindo o segundo jogo de suspensão.
    A delegação do São Raimundo viajou hoje cedo para Belém e pretende fazer um treino apronto no Mangueirão.

    quinta-feira, 30 de abril de 2009

    Enchente ameaça subestação de energia e fiação de rede de dados do prédio da Receita Federal


    A subida do rio Tapajós preocupa os servidores da Receita Federal do Brasil.
    A água está cada dia mais próxima de dois locais delicados na sede do órgão: o transformador de energia da sub-estação que abastece o prédio e a fiação do Centro de Processamento de Dados.
    O delegado interino Álvaro Lima tem tomado as providências necessárias no sentido de comunicar os órgãos competentes que dão o suporte neste tipo de situação (como o corpo de Bombeiros) mas alerta que se o nível das águas continuar a subir, pode ser necessária uma paralisação temporária nas atividades internas da Receita Federal em Santarém e da seccional da Procuradoria da Fazenda (que funciona no mesmo prédio), até que o problema seja normalizado.

    Revelação

    Lila Bemerguy:

    Tive o privilégio de ser uma das espectadoras, no último dia 29, quarta-feira, das apresentações teatrais das turmas do primeiro semestre de Jornalismo e Publicidade da FIT. Os trabalhos foram solicitados aos alunos pelo professor Miguel Oliveira, que chamou alguns profissionais da área para lá estarem. Eu, simples iniciante da fotografia, pude estar lado a lado com profissionais experientes, como Edson Queiroz, Afonso Jimenez, Carlos Matos, e o cineasta Emanuel Loureiro. A fotografia é, realmente, uma matéria apaixonante. Sua história, ali vivenciada com grande esforço dos alunos, nos faz crer que tal arte permanece e permanecerá viva ao longo dos tempos.

    A turma de publicidade fez uma apresentação mais subjetiva com relação ao aspecto histórico, ressaltando as diversas possibilidades e utilizações da fotografia. Ficou evidente o uso da fotografia como registro de acontecimentos familiares, responsável pela grande popularização da atividade. A filósofa Susan Sontag, em sua obra “Sobre a Fotografia”, ao discorrer sobre a nova invenção, faz um paralelo com o mito da caverna, de Platão. Afirma que a humanidade permanece na caverna, “regozijando, segundo seu costume ancestral, com meras imagens da verdade”. Para a autora, quando o mundo passou a ser fotografado, a partir de 1839, as condições de confinamento foram alteradas pela “insaciabilidade do olho que fotografa”. As fotografias vêm para modificar nossas escolhas do que queremos ver. Por fim, diz Sontag, “o resultado mais extraordinário da atividade fotográfica é nos dar a sensação de que podemos reter o mundo inteiro em nossa cabeça - como uma antologia de imagens”.




    Esse registro do mundo, dos acontecimentos familiares, foi o que pude observar na apresentação da turma de publicidade, que também levantou a discussão sobre as novas tecnologias da fotografia, com o advento da fotografia digital. Esse é um tema que renderia outra crônica, por isso, prefiro somente “convocar” os alunos que se interessarem, a discutir a questão, mas não com preconceito contra qualquer modo de obtenção da imagem, mas sim tendo como foco que o mundo atual pode perfeitamente abrigar qualquer tipo de atividade artística, seja convencional, seja digital. É salutar conhecer o movimento mundial dos adeptos da fotografia “Pinhole”, feita com latas e caixinhas adaptadas com um papel fotográfico, e com as quais se obtém imagens surpreendentes. Em Belém, essa atividade é fomentada pela Associação Fotoativa (aquela que fazia os foto-varais na década de 80, e os faz até hoje, como foi lembrado por Emanuel Loureiro). Maiores informações sobre o tema, vocês podem obter nos sites http://www.eba.ufmg.br/cfalieri/cfalierinova/index.html; http://www.pinholeday.org/ ; http://www.fotoativa.blogger.com.br/ .





    Já os alunos do curso de Jornalismo optaram por contar a história da fotografia cronologicamente, tendo com personagens principais os precursores e inventores da atividade, Niepce, Daguerre, e o injustiçado Florence, que introduziu a arte no Brasil, e foi o criador do termo “fotografia”, o que não lhe foi creditado historicamente. É importante saber as informações históricas sobre temas que desejamos conhecer, a fim de entendermos o contexto sobre os quais foram inventados. Sem essas informações, de como surgiu, do esforço para fixar a imagem, de como evoluiu, não há como compreender o processo fotográfico. Nos equipamentos de hoje, como sabiamente lembrou o fotógrafo Edson Queiroz, é muito fácil fotografar. É só apertar o botão. Se a imagem não ficar “boa”, acione o delete. Simples assim. Mas a paixão se dá pelo conhecimento. Por isso, não adianta ter o mais moderno equipamento fotográfico, se não soubermos como tudo começou. Por isso a importância das informações retratadas pelos estudantes de jornalismo.

    Para finalizar, imploro aos caríssimos alunos: leiam! A leitura melhora o pensamento lógico, o texto (o que é importantíssimo para nossa profissão). Enfim, é o exercício para não atrofiar o cérebro. Indico aos interessados e curiosos em obter maiores conhecimentos não somente sobre a história, mas também sobre os aspectos filosóficos que giram em torno da arte fotográfica, os livros “A Câmara Clara”, de Roland Barthes; “O Ato Fotográfico”, de Philippe Dubois (São Paulo: Papirus, 2007); as duas obras de Boris Kossoy: Fotografia & História” e “Realidades e Ficções na Trama Fotográfica”, e de Susan Sontag, “Sobre Fotografia” (Companhia das Letras, 2004). Caso seja difícil o acesso aos livros, a internet também é uma ótima fonte de pesquisa.

    Parabéns a todos!


    Fotos: Edson Queiroz

    Me engana que eu gosto

    Supera a desfaçatez o jogo de cena travado por caciques do PMDB e petistas que comandam o governo do Pará.
    Volta à cena, com frequência, a notícia de que as relações políticas entre os dois aliados estariam tensas, a beira do rompimento. Mas a conversa não é bem assim.
    Quem pensar que o deputado Parsifal Pontes, líder da bancada na Assembléia Legislativa, fala por si está enganado.
    Parsifal fala em nome de Jader Barbalho, o cacique maior, apesar deste dizer que não foi avisado previamente que seu liderado ia desfilar um rosário de queixas esta semana na Assembléia.
    Quem pensar que as críticas dos peemedebistas ao secretariado de Ana Júlia são igonoradas pela chefe do executivo estadual também está enganado.
    Jader manda recado por seu pupilo apenas para barganhar.
    Ana Júlia ouve e entende o recado, mas finge que não é com ela.
    E assim o enredo continua: Jader finge que vai romper, Ana Júlia finge que não quer rompimento.
    Mas a verdade é que Jader não tem coragem de abrir mãos dos cargos que têm no governo e Ana Júlia finge que pode oferecer migalhas ao PMDB, mas o que dá como uma das mãos tira com a outra.
    E assim caminha a política paraense.

    Órgãos do setor energético não comparecem a debate sobre hidreletricas no rio Tapajós

    Nenhum órgão governamental das esferas estadual e federal mandaram representantes para o debate que está ocorrendo neste momento, em Itaituba, sobre a viabilidade ou não da construção de hidrelétricas no rio Tapajós.
    Na arena do debate estão somente as entidades da sociedade civil e organizações não-governamentais.

    Mãe de menor morto por motoqueiro condenado por crime de trânsito diz que sentença serve de exemplo

    A senhora Heloiza Helena, mãe do menor Rodolfo Rithelly, de onze anos, atropelado e morto, em junho de 2005, por Erlan Rego quando este dirigia embriagado uma motocicleta em alta velocidade, na av. Fernando Guilhon, deixou um novo comentário sobre a postagem "Pela primeira vez, júri condena réu por crime de t...":

    " Primeiramente agradecer a Deus que tem me dado forças para continuar, e tambem a toda imprensa escrita e televisiva. Justiça seja feita, meu filho não volta mais à vida depois disso, mas meu coração se conforta em saber que o culpado esta atras das grades.
    Que sirva de exemplo para outras famílias essa luta ."

    Onde está o dinheiro?

    O secretário de planejamento de Santarém Everaldinho Martins vai embaixo, vai em cima, para frente e pra trás, pula, esperneia, desconversa, tangencia... mas não consegue explicar aonde foi parar a verba federal destinada em 2005 pelo governo federal para a construção do restaurante popular.

    Projeto de lei obriga plantio de árvore em habitações financiadas com recursos publicos

    A primeira proposta de lei apresentada pelo Vereador Valdir Matias Jr. em seu segundo mandato, propõe que seja plantado, uma árvore em todas as unidades imobiliárias residenciais e demais prédios públicos que forem edificados utilizando recursos do Tesouro Municipal ou sob responsabilidade deste.
    Tal proposta de lei se justifica baseando-se no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que recomenda para uma cidade pelo menos 12 metros quadrados de área verde por habitante.

    Essa medida vem pleitear um ambicioso projeto de plantar um bilhão de árvores ao redor do mundo. Com essa proposta de lei Santarém passa a entrar no Projeto “Plante para o Planeta” que incentiva todos os setores da sociedade a dar um passo prático para combater o aquecimento global. O engajamento do Governo Municipal, nessa que é uma das grandes preocupações do mundo, só trará benefícios para todos. Santarém dará um passo a frente no combate ao aquecimento global.
    “Com certeza, o plantio de uma árvore, juntando-se à manutenção de milhares de árvores nativas, terá um impacto na neutralização ou mesmo redução de gás carbônico” assim afirmou Valdir Matias Jr.
    (Fonte: Assessoria parlamentar)

    Crise? Que crise?

    Ronaldo Brasiliense

    Da série Olha a maroilinha aí, gente:

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo que indica que 80% dos empresários já adotaram medidas contra a crise, sendo que 54% deles optaram por realizar demissões. A pesquisa também revelou que 53% das empresas suspenderam novas contratações e 32% decretaram férias coletivas. As conclusões foram tomadas com base em entrevistas junto a 431 empresas. Foram ouvidos empresários de 30 setores industriais em 24 estados do país.

    Enchente atinge lojas da Lameira Bitencourt

    Não só as lojas da avenida Tapajós foram atingidas pelas águas da enchente do rio Tapajós, em Santarém.
    Como a infiltração se dá pelos tubos de esgoto, algumas lojas da Lameira Bitencourt já estão com a água no batente e em outras a enchente já atingiu o piso do salão de vendas.

    Cabeça a prêmio

    Valdir Ganzer, secretário estadual de transportes, desembarca hoje em Santarém com o pescoço na guilhotina.
    PMDB quer a cabeça dele a qualquer custo.
    Ganzer é acusado de esnobar a bancada estadual do partido.
    Nem telefone ele atende, quanto mais receber os deputados do PMDB em audiência.

    Escola de Santarém entre as 5 piores do Pará

    A Escola Estadual Frei Othmar, de Santarém, está incluída entre as 5 piores escolas do Pará com base nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), divulgado na terça-feira, 28.
    (Fonte: Blog do Ercio)

    MRN promove 7ª edição do Torneio de Integração entre municípios do Oeste

    Oriximiná será a sede da 7º Torneio de Integração Regional de Futebol de Campo, promovido pela Mineração Rio do Norte (MRN) nos dias 1 e 2 de maio. As seleções de Porto Trombetas, Oriximiná, Terra Santa e Faro entrarão em campo no estádio municipal Doutor Picanço Diniz, a partir das 16h.
    Tradicionalmente realizado em Trombetas, a intenção é que a partir dessa edição o torneio seja itinerante. “Vamos avaliar a possibilidade de realizar o evento a cada ano em uma das cidades. Acreditamos que assim a integração seja ainda maior”, explica o gerente de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo Chaves Paula. O torneio é uma realização da secretaria de Cultura, Desporto e Lazer de Oriximiná e do Mineração Esporte Clube (MEC), com patrocínio da MRN.

    Major PM acusado de comprar terreno superfaturado em Santarém é promovido

    Do Espaço Aberto:

    Sindicância mandada instaurar pelo comandante-geral da Polícia Militar, Luiz Dário da Silva Teixeira, concluiu que o tenente-coronel Luiz Fernando Gomes Furtado cometeu irregularidades à frente do Centro Social da Policia Militar do Pará (Ceso-PMPA). Mesmo assim o acusado foi promovido a tenente-coronel “por merecimento”.
    O militar foi afastado do cargo e agora deverá ser alvo de um processo administrativo disciplinar (PAD), a ser instaurado pela Corregedoria Geral da PM. Procedimento mais rigoroso que a sindicância, o PAD poderá resultar em dura punição ao oficial da PM. Os autos também foram remetido à Justiça Militar Estadual, “para conhecimento e
    Providências”.
    A sindicância, homologada através da portaria nº 178/2008, de 24 de março passado, foi presidida pelo coronel Vladisney Reis da Graça e concluiu que Furtado adquiriu em Santarém um terreno com valor superfaturado com base em laudo de avaliação irregular, “causando prejuízos aos associados do Ceso-PMPA”.
    A apuração também considerou procedentes as denúncias de que Furtado pagou serviços de engenharia sem comprovação de execução da obra, contratou serviços de conservação e limpeza com sobrepreço, procedeu à contratação direta de prestadores de serviços e autorizou a concessão de empréstimos em desacordo com o Estatuto do Centro Social da Policia Militar do Pará.
    Mesmo diante dessa tormenta de acusações – todas confirmadas, segundo a sindicância -, Luiz Fernando Gomes Furtado foi promovido de major a tenente-coronel, “por merecimento”, conforme ato da governadora Ana Júlia Carepa de 21 de abril passado.
    O que é que se pode alegar num caso desses? É que prepondera o princípio da presunção de inocência, porque Furtado ainda nem está sendo julgado pela Justiça Militar. Responde apenas a investigações no âmbito administrativo.
    É fato.
    Mas é fato também que o ato de promoção – e ainda mais “por merecimento” - poderia aguardar, não poderia?
    Para o governo do Estado, não.
    E tanto é assim que um mês depois de concluída a sindicância, o militar foi promovido.
    Por quê?
    Somente o governo do Estado poderia explicar.
    Mas não explicará, obviamente.

    São Raimundo adia para sábado viagem a Belém

    Mudanças nos planos da comissão técnica do São Raimundo com relação à viagem para Belém. A vinda da delegação estava prevista para sexta-feira, mas foi transferida para sábado a pedido do técnico Válter Lima, que pretende ainda trabalhar com o elenco no Mangueirão, caso ele seja liberado. O coletivo do alvinegro será no Colosso do Tapajós na sexta-feira à tarde, quando o time será definido para o primeiro jogo contra o Paysandu.
    O Pantera vem com todo gás para cima dos bicolores para ter a vantagem no segundo jogo da decisão. ‘’Está tudo igual. É como começar do zero. Quem vencer este jogo está com a mão na taça. Espero que a vitória seja nossa’’, conta Luiz Carlos Trindade, o jogador mais experiente da equipe alvinegra, considerado o maestro da equipe.
    Com rendimentro físico num bom patamar, apesar de estar encarando gramados pesados, o fisicultor Roni Lameira vem efetuando trabalhos de acordo com a necessidade do plantel e sua preocupação é com a lesão que pode tirar jogador na reta final do campeonato. Até o treino desta quarta-feira ninguém havia procurado o deparamento médico se queixando de problemas. O médico Alberto Tolentino vai para Belterra toda tarde para controle clínico dos jogadores.
    O lateral Hugo Deleon não está quieto como reserva de Erick, vem treinando como ‘’leão’’ para recuperar a posição que perdeu para o meio-campista. Erick jogou improvisado contra o Águia. Foi aprovado pelo treinador e virou titular. Há dois anos no São Raimundo, Hugo Deleon vê o sonho de ser campeão paraense mais próximo. Ele já viveu esta emoção com o time sub20 do Paysandu há cinco anos.
    Reforços - O foco principal é o Parazão, mas a diretoria da Pantera já está no ‘’mercado’’ em busca de reforços para o campeonato brasileiro da Série D. Existem vários nomes agendados, só depois de serem negociados terão suas identidades reveladas. O volante Beto, do Remo, segundo um diretor, é muito caro, mesmo assim não está descartada sua contratação. Um goleiro para revesar com Labilá também faz parte dos interesses dos santarenos. O goleiro Adriano, que está nos planos do Águia, deve ser procurado pelos dirigentes.
    (Fonte: Amazônia)

    Trecho do cais de arrimo é interditado

    A prefeitura de Santarém interditou o trecho do cais de arrimo situado entre as travessas Sete de Setembro e Visconde do Rio Branco.
    Mas as embarcações poderão atracar em outro trecho do cais, às proximidades do porto improvisado da praça Tiradentes.

    quarta-feira, 29 de abril de 2009

    Régua d'água

    A tábua fluviomérica da Delegacia da Marinha em Santarém marcava na manhã de hoje a cota de 8,82 metros, isto é, 20 cm maior que o pico da enchente de 2006.
    E ainda faltam cerca de dois meses de cheia do rio Tapajós.

    Von propõe votos de aplausos ao São Raimundo pela conquista da Taça Estado do Pará

    Usando a tribuna da Assembléia Legislativa do Estado do Pará na Sessão Ordinária realizada no último dia 28 de abril de 2009, o deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) requereu votos de aplausos ao São Raimundo Esporte Clube pela brilhante conquista da Taça Estado do Pará, correspondente ao 2º Turno do Campeonato Paraense de Futebol Profissional. Von lembrou que, com a merecida conquista, o São Raimundo Esporte Clube se habilitou para disputar com o Payssandu Esporte Clube a final do campeonato paraense e garantiu também uma vaga na quarta divisão do Campeonato Brasileiro deste ano e na Copa do Brasil de 2010.

    Ao defender o direito do São Raimundo e de sua torcida em ver realizado um dos jogos das finais do Campeonato Paraense em Santarém, por ser campeão de turno e por ter somado o maior número de pontos dentre todas as equipes na competição, o parlamentar do Oeste do Pará garantiu confiar que o São Raimundo tem um elenco e uma comissão técnica de qualidade indiscutível e preparada para vencer o desafio das finais, mesmo que seja obrigado a disputar seus jogos na Capital.

    Em aparte, os deputados José Megale, Arnaldo Jordy, Martinho Carmona e Luís Cunha somaram-se às manifestações de congratulações pelo grande feito do time santareno e em apoio à realização de um dos jogos em Santarém.

    Ao final do Requerimento Nº 138/2009, Alexandre Von solicita que o Poder Legislativo Estadual aprove Votos de Aplausos à equipe do São Raimundo Esporte Clube, extensivos à diretoria, comissão técnica e aos milhares de torcedores que em muito contribuíram pela vitória alcançada.

    (Fonte: Assessoria parlamentar)

    Dom Amando e Cristo Salvador entre as 25 melhores escolas do Pará

    O MEC divulgou a lista das 25 melhores colocadas do Estado do Pará.
    O Blog CJK conferiu que somente a primeira e a sétima colocadas são instituições públicas (e federais), todas as demais são privadas ou religiosas, dentre os quais o Colégio Dom Amando (católico) e o Centro Educacional Cristo Salvador(luterano).

    1. E E I F M TENENTE REGO BARROS – Belém
    2. CENTRO DE ESTUDOS JOHN KNOX - Belém
    3. COL MARISTA NSRA DE NAZARE - Belém
    4. COL STA CATARINA DE SENA - Belém
    5. SOCIEDADE CIVIL INTEGRADA MADRE CELESTE - Belém
    6. CENTRO DE ENSINO TECNICO IDEAL - Belém
    7. CENTRO FEDERAL DE EDUC TECNOLOGICO DO PARA - Belém
    8. SISTEMA DE ENSINO EQUIPE - Belém
    9. E E F M ALVORADA - Marabá
    10. CENTRO INTEGRADO DE ENSINO EXITO-CIEE - Marabá
    11. COLÉGIO DOM AMANDO - Santarém
    12. CENTRO EDUCACIONAL CRISTO SALVADOR - Santarém
    13. SISTEMA DE ENSINO UNIVERSO - Belém
    14. COLÉGIO GENTIL BITTENCOURT - Belém
    15. COLÉGIO PITÁGORAS DE CARAJÁS - Parauapebas
    16. SOCIEDADE CIVIL COL MODERNO - Belém
    17. E PART E I F M INST NSRA DOS ANJOS - Abaetetuba
    18. E E F ADV DA CIDADE NOVA V - Ananindeua
    19. COL STA ROSA - Belém
    20. COL STO ANTONIO - Belém
    21. CENTRO EDUCACIONAL ADMA DARWICH - Altamira
    22. SISTEMA DE ENSINO VESTIBULANDO - Abaetetuba
    23. INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DARWIN - Castanhal
    24. SISTEMA DE EXPANSÃO SOPHOS - Tucuruí
    25. COLEGIO IMPACTO – Belém.

    CPI da pedofilia ouvirá depoimentos em Santarém e Itaituba

    No Blog do Jubal:


    "Integrantes da CPI da Assembléia Legislativa que apura crimes sexuais contra crianças e adolescentes no Pará anunciaram que no dia 06 de maio será a vez de Itaituba.

    Nos dias 07 e 08, os deputados seguem para Santarém.

    Não se escondam atrás das saias de ninguém. Nem do advogado!"

    O preço da omissão

    O prefeito José Maria Tapajós está em Brasília em busca de verbas federais que possam ser destinadas a minimizar os estragos das chuvas e das enchentes em Santarém.
    Nada demais que o prefeito siga até Brasília de pires nas mãos. Afinal, a penúria financeira das prefeituras é moda neste país, agravada ainda pelos efeitos da marolinha do presidente Lula.
    Mas o que chama atenção é o abandono do prefeito pelas lideranças do PT.
    Tapajós é do PMDB, mas conserva a mesma equipe da ex-prefeita Maria do Carmo
    Só isto bastaria para que os deputados federais do PT que tiveram votação em Santarém - Paulo Rocha e Zé Geraldo - estivessem solidários com o prefeito de Santarém.
    Mas não estão. Principlamente Paulo Rocha, mentor da ex-prefeita Maria do Carmo.
    Este, por sinal, fiador político da coligação vitoriosa que deu com os burros n'agua ao passar pelo crivo do TSE, largou Tapajós à própria sorte.
    Mas Rocha pode estar dando um tiro no pé.
    É público a falência do sistema viário e hidroviário de Santarém na gestão de Tapajós.
    Mas a população fica se perguntando por quê, depois de quatro anos de administração da ex-prefeita Maria do Carmo, Santarém ainda passa por essa situação de calamidade.
    Uns dirão que Maria só fez obras de fachada. É verdade.
    Outros dirão que Tapajós nada pode fazer por que está sendo boicotado por gente de confiança do PT que permanece no secretariado. Isso também é vero.
    E ainda outros mais críticos apontarão que o governo de Maria foi uma obra de fachada que ruiu ao contato com as primeiras chuvas e as marolas da enchente do rio Tapajós.
    O Blog do Estado considera que as três alternativas apontadas estão corretas.
    Para desgraça de Santarém o desgoverno de Maria está custando tão caro em função da omissão do PT diante da administração do PMDB.
    Paulo Rocha que se cuide.

    Manchetes desta quarta-feira de O Estado do Tapajós

    BOMBEIROS INVESTIGAM DANOS A PRÉDIOS NA ORLA DE SANTARÉM

    BARCOS PODEM SER IMPEDIDOS DE ATRACAR NO CAIS DE ARRIMO

    PANTERA TERÁ QUE JOGAR AS FINAIS EM BELÉM

    POSTER DO SÃO RAIMUNDO CAMPEÃO DA TAÇA ESTADO DO PARÁ

    PREFEITO DIZ QUE EMBARGO VAI ATRASAR CONCLUSÃO DO TERMINAL HIDROVIÁRIO

    COMEÇA USO DE CATRACA ELETRÔNICA

    SEMSA DETECTA 22 NOVAS CASOS DE HANSENIASE EM SANTARÉM

    Memória de Santarém: A AMEAÇA SOBRE O BELO

    Secretário de transportes debate com empresários amanhã em Santarém

    O secretário de transportes do estado, Valdir Ganzer, tem reunião de trabalho na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), amanhã à noite.
    Valdir vai conhecer um dos principais pleitos dos empresários santarenos, que é a necessidade de integração rodoviária entre os polos Tapajós e Xingu.

    Pela primeira vez, júri condena réu por crime de trânsito em Santarém

    Em Santarém, pela primeira vez na história do Tribunal do Júri local, foi condenado um réu por crime de trânsito, com o uso da tese do “dolo eventual”. O Ministério Público Estadual atuou por meio dos promotores de justiça Paulo Roberto Monteiro e Harrison Bezerra, que conseguiram condenar o réu Erlan Rego Nascimento a dez anos de reclusão, pela morte de uma criança de onze anos. A sessão, ocorrida ontem, 28/04, foi presidida pelo juiz Paulo Pereira da Silva Evangelhista. O júri condenou o réu, acatando a tese do MP de dolo eventual, ou seja, quando não há intenção de matar, mas se assume o risco.
    O réu Erlan Rego atropelou e matou uma criança, Rodolfo Rithelly, de onze anos, em junho de 2005, ao dirigir embriagado uma motocicleta em alta velocidade na av. Fernando Guilhon, em frente ao bar Asa Delta. O réu não possuía habilitação para dirigir. O Ministério Público ainda pediu agravante da pena, por ser a vítima uma criança.

    A defesa do réu ficou sob a responsabilidade das Defensoras Públicas Paula Maria de Sousa Adrião e Emilgriethy Silva dos Santos, que alegaram a tese da “culpa presumida”. Nesse caso, o réu não teria sido levado a júri, e poderia ser condenado com base no Código de Trânsito Brasileiro, com pena de dois a quatro anos. O dolo eventual é uma tese difícil de ser defendida em júris populares, pois deve ser provado que o réu, embora sem a prévia intenção de matar, tinha condições de prever o crime, assumindo o risco de produzi-lo, como foi o caso de Erlan, que ainda responde por outros crimes.

    Cheia do rio Surubiú castiga Alenquer





    "Av. Gétúlio Vargas ou a "rodafrente" de forma "inavegável", um verdadeiro engarrafamento de pontes e pequenos barcos; - a praça da matriz de Stº Antônio onde a água do Surubyú já chegou em suas duas esquinas frontais e, empurrou a pequena feira do peixe para a praça; -as residências dos Yareds, Carito, Yrlei, Otávio Moraes, Rivail Figueiredo, a esquina do Mesquita; - a sede do Internacional e a casa da D. Duzita, onde a água do rio ultrapassa pela primeira vez a Visconde do Rio Branco nestes últimos 150 anos no mínimo; - o principal acesso aos barcos uma ponte por sobre a Av. Getúlio Vargas; a praça da bandeira e a casa do Sr. J. Valente; a Casa dos macêdos e D. Orzila e muito mais..."
    Isso é a cheia em Alenquer, oeste do Pará, no relato de Tereza Emília Ferreira.

    Tabela divulgada em novembro de 2008 já previa decisão em Santarém

    Ronaldo Pastor, um dos ícones do radiojornalismo paraense, agora atuando na Super Marajoara AM, de Belém, envia nota ao Blog do Estado lembrando que a tabela divulgada no dia 17 de novembro do ano passado deixa claro os locais dos jogos das finais do Parazão 2009.
    Ronald ressalta que a tabela "aponta, que, em caso de cada turno ter um campeão distinto, os dois jogos finais deverão ser: 1o. JOGO: Campeão do 1o. turno ( PSC) x Campeão do 2o. turno ( S.RAIMUNDO). 2o. JOGO: Campeão do 2o. turno (SÃO) x Campeão do 1o. turno ( PSC). O MANDO DE JOGO cabe ao clube do lado esquerdo de quem olha a tabela."
    "Como podes observar", escreve Ronald, "o 1o. jogo deveria ser em Belém e o 2o. em Santarém. Deveria, mas não vai ser. Esta é a informação documentada que me foi passada pelo setorista da FPF".

    Presidente da Cosanpa confirma atraso na liberação de verbas do PAC para abastecimento de água em Santarém

    O presidente da Cosanpa, Eduadro Ribeiro, informou ainda há pouco, no programa Sinval Ferreira, da Rádio Rural, que a verba de 25 milhões do PAC para obras de ampliação do sistema de produção e abastecimento de água em Santarém ainda depende de liberação da Caixa Econômica Federal.
    "O dinheiro ainda não está no banco, como muita gente pensa, é preciso a documentação e os projetos estarem atualizados para o dinheiro ser liberado e as obras comecem", esclareceu Ribeiro.
    A informação de que a Cosanpa dispunha de verba do PAC e não aplicava em Santarém foi difundida a partir de visita de profissionais liberais ao Ministério Público Estadual, na semana passada.

    Nélio assume a prefeitura

    O vereador Nélio Aguiar, presidente da Câmara de Santarém, assumiu hoje o comando da prefeitura por causa da viagem do prefeito José Maria Tapajós a Brasília.
    Será que, mesmo na interinindade da interinindade, Nélio vai fazer o que muito santareno espera há muitos anos: a exoneração do secretário de planejamento Everaldo Martins?

    Rodoviários anunciam greve a partir de segunda-feira

    Os rodoviários de Santarém decidiram ontem entrar em greve a partir do dia 4 de maio.
    O motivo é o de sempre: reajuste salarial de 16% que não foi atendido pelo sindicatos das empresas de transporte coletivo.
    Na segunda-feira, ironicamente, está marcado para começar a funcionar o novo sistema de bilhetagem eletrônica nos ônibus urbanos de Santarém.