quarta-feira, 19 de maio de 2010

A proibição da “paradona”

Gerson Nogueira

A Fifa, criticada pela lerdeza na tomada de decisões, desta vez surpreendeu pela agilidade: coibiu parte da farra em que se transformou a cobrança de pênaltis, com especial requinte de malandragem no futebol brasileiro. A tal “paradona” estará definitivamente banida a partir do começo da Copa do Mundo da África do Sul.
A providência vem em boa hora. Nos últimos anos, presenciamos casos abusivos, como as paradas em dois tempos, como as de Fred, do Fluminense, e Neymar, do Santos. A cobrança ensaiada, além da óbvia humilhação para os goleiros, representa um caso típico de dupla punição pela quase impossibilidade de defesa.
Quando o atacante chega correndo para disparar o chute e estanca no último instante, fingindo chutar, o goleiro perde totalmente a concentração na bola. Distraído pela ação enganosa do cobrador, fica sem chances de prever para onde o chute será disparado.
Não conheço nenhum estudo sobre os índices de acerto de penalidades com a parada fatal, mas é visível que a vantagem dos atacantes – que já é, normalmente, imensa – torna-se quase total. Uma covardia. Não há antídoto para isso, nem mesmo o velho truque de se adiantar à cobrança, como faz a maioria dos goleiros.
Segundo os goleiros mais experientes, a maneira mais eficiente de tentar fazer a defesa é a posição de espera, procedimento dificultado pelos reflexos naturais do arqueiro, que tende a escolher o canto para se antecipar ao chute. Como o artifício vinha sendo tolerado pelos árbitros brasileiros, começaram a pipocar variações cada vez mais exageradas, aumentando terrivelmente o grau de dificuldades para o goleiro.
A decisão da Fifa e International Board, divulgada ontem, acrescenta uma emenda à regra 14 e cria uma distinção interessante e oportuna. Permite ao atacante fazer a paradinha – fintar o goleiro parando durante a corrida em direção à bola –, mas veta a paradona, proibindo que ele finja chutar uma vez. Ao chegar diante da bola, deve dar o chute imediatamente, sem a pausa que engana. Caso a norma seja descumprida, o jogador será punido com cartão amarelo.
Justiça se faça: a avacalhação do momento dramático mais forte do jogo é obra quase que inteiramente nacional. Nasceu nos anos 60, com sutileza, pelos pés do Rei Pelé (sempre ele), que inventou o breque na corrida para a bola, truque logo batizado de paradinha. Prosseguiu depois com Djalminha e Marcelinho Carioca nos anos 90, ainda com engenho e arte.
A situação só começou a sair de controle nos últimos três anos, com o uso da paradona, gerando muitas dúvidas de interpretação. Enquanto os apitadores nacionais foram permissivos, nos jogos da Taça Libertadores árbitros sul-americanos sempre avisavam aos jogadores brasileiros que a cobrança seria repetida se o recurso fosse usado. Agora, nem precisarão mais avisar, pois o abuso está proibido por decreto.

"O que aconteceu a Lyoto Machida?":

Mesmo ainda não tenha sido publicado o artigo de Lúcio Flávio Pinto sobre a derrota de Lyoto Machida para Shogun, o texto já provoca comentários de simpatizantes do lutador de UFC: "O que aconteceu a Lyoto Machida?":

O Lyoto veio com uma estratégia boa de levar a luta para o chão, já que Shogun não esperava a iniciativa nesse sentido. Todavia, as críticas o fizeram alterar seu jogo também em pé (striking), de modo que foi muito mais agressivo e tentou trocar à meia-distância.
A luta à meia-distância era a pior estratégia para o LYoto na luta em pé, porque sua base de Shotokan não protege o queixo, não tem esquiva em forma de pêndulo e raramente se utiliza de cruzados.
Ou seja, não é do Machida Karatê jogar na média distância. Entrou direitinho no jogo do Shogum pelas provocações. O kNOCKOUT era uma questão de tempo…

Deveria também o Lyoto ter aproveitado mais o chão, para amassar a cara do Shogum quando ele tentava passar a mão por baixo da perna para conseguir a raspagem/reposição de guarda.

Agora, pelo menos acabam com as pressões em cima do Lyoto quanto à invencibilidade. Vamos torcer para ver se ele fica um pouco mais moderno e deixa esse negócio ainda familiar pra ´se trasformar em um campeão definitivo - formando uma equipe de MMA profissional, chamando para treinar o Anderson Silva, José Aldo, Minotauro e CIgano. Além disso, espera-se que contrate um bom nutricionista, coisa fundamental para atletas do nível do Lyoto.

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BOM, A PRINCÍPIO QUERO QUE SAIBAM OS LEIGOS, QUE LYOTO É UM LUTADOR ABSOLUTAMENE TÉCNICO, E QUE SHONGUN É FORÇA E EXPLOSÃO, O QUE NÃO IMPLICA DIZER QUE MACHIDA NÃO SEJA FORÇA E EXPLOSÃO. TODAVIA, A TÁTICA ADOTADA POR MACHIDA NESTA LUTA NÃO FUNCIONOU. O QUE ACONTECEU FOI ISTO. TÁTICA ERRADA!
ESPERAMOS UMA PRÓXIMA REVANCHE PELO TÍTULO, ONDE CADA UM DEVE PERMANECER NO SEU QUADRADO. SHONGUN TROCADOR, MACHIDA ESTRATEGISTA. ESPERA MACHIDA O CARA VIR PRA CIMA, E DESCARREGA A SUA TÉCNICA SOBRE ELE...
ABRAÇO PRA FERA MACHIDA !!!

Obama assina lei que obriga Departamento de Estado a monitorar liberdade de imprensa no mundo


O presidente americano, Barack Obama, assinou na segunda-feira, 17, uma lei exigindo que o Departamento de Estado descreva a situação da liberdade de imprensa em todos os países e identifique os governos que cometem abusos contra esse direito, informou o New York Times. O procedimento será parte obrigatória dos relatórios anuais da diplomacia americana sobre a situação dos direitos humanos no mundo inteiro. (Veja também esta matéria da Folha de S. Paulo).

A nova legislação – batizada Lei Daniel Pearl sobre Liberdade de Imprensa – foi inspirada no repórter Daniel Pearl, do Wall Street Journal, assassinado no Paquistão pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Ele apurava matérias sobre grupos terroristas no país quando foi sequestrado e decapitado.

O blog The Caucus, do New York Times, apontou uma contradição no fato da Casa Branca ter restringido o acesso da mídia a um evento sobre liberdade de imprensa, permitindo a entrada de apenas um grupo de repórteres. O blog lembrou ainda que a Casa Branca “vem tentando forçar” um repórter do New York Times a prestar informações na Justiça sobre as fontes ouvidas em seu livro sobre esforços secretos para abortar programas de armas nucleares no Irã.


terça-feira, 18 de maio de 2010

O que aconteceu a Lyoto Machida?


Quem responde a essa pergunta é Lúcio Flávio Pinto em seu Jornal Pessoal desta semana, que chega às bancas quinta-feira:

O que aconteceu a Lyoto Machida que o fez perder a revanche contra o paraense Marcelo Shogun Rua, depois de lutar apenas três minutos do primeiro round, no dia 9, em MontrealCanadá, numa competição de Artes Marciais Combinadas (UFC, em inglês)?

BGE divulga locais de prova para mais de 191 mil vagas de recenseador

Larissa Domingues
Do CorreioWeb
Candidatos inscritos no concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cargo de recenseador já podem conferir os locais onde realizarão as provas objetivas. A avaliação, elaborada pela Fundação Cesgranrio, será aplicada no dia 30 de maio, em todos os estados do Brasil.

São oferecidas 191.972 vagas temporárias de nível fundamental. De acordo com a empresa organizadora, mais de um milhão de pessoas se inscreveram na seleção pública. As contratações devem acontecer a partir de 26 de julho.

Os aprovados serão responsáveis pelo Censo Demográfico 2010 e terão direito a receber remuneração por produção, 13º salário e férias proporcionais aos dias trabalhados. São reservadas 5% do total das vagas a candidatos portadores de necessidades especiais.

De acordo com o edital de abertura, a previsão de execução dos trabalhos é de até cinco meses. Os contratos terão duração de 30 dias, podendo ser sucessivamente prorrogados por igual período, dependendo da necessidade do trabalho.

Clique aqui para conferir os documentos da seleção pública.

PMDB aprova nome de Temer para ser vice de Dilma

Agência Brasil

Brasília - A Executiva do PMDB aprovou, por aclamação, o nome de Michel Temer (SP) para ser o vice na chapa da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A decisão será oficializada na reunião nacional do partido, em 12 de junho.

“O partido resolveu me indicar e fico muito entusiasmado, mas com muita cautela. Estamos com toda cautela nessa questão. Vamos unir o PMDB para levar a uma campanha naturalmente vitoriosa", disse.

Temer afirmou que pretende, desde já, fazer algumas viagens pelo país, para se tornar mais conhecido dos eleitores. Acrescentou que a Presidência da Câmara – cargo que ocupa hoje – não ficará prejudicada. “A campanha começa efetivamente em junho, quando estaremos praticamente de recesso. Depois de agosto, diminuem severamente os trabalhos”, explicou.

Perguntado sobre como será sua postura durante a campanha e se efetivamente a chapa Dilma-Temer for eleita, disse que pretende ser discreto. “Serei um vice nos limites da Constituição Federal. Serei extremamente discreto, como convém a um vice-presidente”.

O partido também estabeleceu a data de 15 de junho para que as chapas nos estados sejam definida

Prefeitos pedem compensação no repasse do FPM

Agência Brasil

Brasília - Prefeitos de todo o país defenderam hoje (18) a distribuição de royalties decorrentes da exploração de petróleo na camada de pré-sal de forma igualitária entre estados e municípios. Eles pediram também a aprovação da Emenda 29 pelo Congresso Nacional, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União.

O aumento do percentual de repasses ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi outra reivindicação durante a abertura da 13ª Marcha a Brasília, que começou hoje (18) e vai discutir a autonomia municipal até quinta-feira (20).

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, pediu que o governo repasse este ano pelo menos a mesma quantidade de recursos concedida em 2009 para compensar a queda do valor nominal dos repasses para o FPM. Ano passado, o valor do fundo foi de R$ 53 bilhões, mais R$ 2,5 bilhões de complementação.

O ministro de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, afirmou que vai levar ao Ministério da Fazenda a reivindicação. Segundo ele, em 2003 o FPM recebia apenas R$ 22,7 bilhões e atualmente recebe mais de R$ 50 bilhões por ano. Ele disse que grande parte das dificuldades que os municípios encontram para o repasse de outros recursos decorre de problemas ligados à legislação e não ao interesse do governo.

Ele ressaltou que o governo conseguiu nos oito anos de governo tirar 30 milhões de brasileiros da linha da pobreza "por causa da participação dos prefeitos".

Igrejas reforçam disciplina contra adúlteros e pedófilos

Miguel Oliveira
Repórter

A repercussão negativa das denúncias de abusos sexuais praticados por padres, levaram a Igreja Católica a aumentar o rigor na seleção dos seminaristas e intensificar o acompanhamento durante os sete anos do curso de formação para padres. A medida, a ser implantada até o fim do ano, deve causar impacto direto em pelo menos 600 novos sacerdotes formados a cada ano nos cerca de 500 seminários espalhados pelo país. O reitor do seminário São Pio X, em Santarém, padre Alaelson Souza de Lima, garante que os seminaristas tem acompanhamento psicológico durante o curso para aprender a conviver com o celibato.

Igrejas evangélicas de Santarém adotam uma postura mais rigorosa quando tomam conhecimento de envolvimento de pastores em casos de adultérios. Em dez anos, três pastores foram afastados do ministério da Igreja da Paz por infidelidade conjugal. Na Assembléia de Deus, de aproximadamente 700 pastores, cerca de 10 por cento são afastados em casos de adultério ou homossexualismo.

A reportagem tomou conhecimento que um dos casos que teve grande repercussão na Igreja da Paz envolveu a confissão pública de um pastor que traiu a esposa, no final da década de 90. "Ele fez a comunicação em público, pediu perdão, foi perdoado, mas perdeu o ministério", revela uma fonte daquela igreja evangélica.

Na Assembléia de Deus, uma fonte revela que também quando ocorrem adultérios por parte das esposas dos pastores, a direção da igreja já mudou as medidas disciplinares: o pastor é transferido de igreja desde que se divorcie, constitua outra família para manter o ministério. Antes, nesses casos, o pastor era afastado. Pastor homossexual é banido sumariamente do cargo, embora possa permanecer congregando sob discipulação.

Seminaristas

Em relação aos futuros padres, haverá uma maior cobrança aos pré-requisitos que já são exigidos de um religioso. "Reforçaremos a necessidade de uma boa formação intelectual, espiritual, humana e pastoral de um religioso", lembrou o padre Alaelson, reitor do seminário São Pio X.
Atualmente, a diocese de Santarém mantém 19 jovens estudando filosofia no seminário e seis cursando teologia em Belém, no seminário São Gaspar.

Segundo padre Alaelson, o aluno tem que ter concluído o segundo grau para ser admitido como seminarista. La, os estudos e atividades se concentram em cinco áreas: comunitária, espiritual, pastoral, intelectual e humano-afetiva.

Esta última, segundo o reitor, trata de questões psicológicas dos seminaristas a fim de prepará-los para adotar o celibato. " Pelo menos três vezes por ano temos a presença de uma psicóloga para avaliar os seminaristas e perceber se os mesmos estão se preparando corretamente para a vida religiosa", explicou padre Alaelson.

Indagado se o seminário São Pio X adota algum procedimento mais explícito para prevenir futuros casos de pedofilia, o reitor ressaltou que o seminário trabalha com jovens em formação e que é praticamente impossível detectar que podem surgir padres pedófilos, no futuro. " O que fazemos é sermos mais rigorosos na seleção e no acompanhamento dos seminarista e darmos acompanhamento psicológico para que eles saibam lidar com a sexualidade e estar preparados para vida celibatária", explicou padre Alaelson.

O reitor informou que em média, para cada dez seminarista, a diocese ordena apenas um padre. " Além das desistências, há também desligamentos do seminário daqueles que não demonstram estar preparados para a vida religiosa", encerrou.

Cosanpa é criticada na Câmara de Vereadores de Santarém

O vereador Nélio Aguiar cobrou da Cosanpa, a conclusão das obras em Santarém, que segundo a direção do órgão em meio uma audiência pública realizada na Câmara, ano passado, estariam concluídas em abril deste ano, com funcionamento imediato para atendimento a população e até o momento, os trabalhos não foram terminados.

Nélio Aguiar através de pedido de informações ao presidente da Cosanpa Eduardo Ribeiro está solicitando que ele dê explicações à Câmara e ao povo de Santarém, do por que as obras de distribuição do sistema de abastecimento de água, não foram até o momento concluídas.

Série C, primeiras impressões

Gerson Nogueira

Saiu a tabela da Terceirona, confirmando o “grupo da morte”, com Paissandu, Fortaleza, Águia, Rio Branco e São Raimundo. A disputa começa para os paraenses no dia 18 de julho, logo depois da Copa do Mundo, e o Paissandu estréia em casa, recebendo o Rio Branco no Mangueirão, enquanto o Águia na mesma data vai à capital cearense enfrentar o Fortaleza no acanhado estádio Alcides Santos, o alçapão do “Pici”, com capacidade para 5 mil espectadores. O São Raimundo estréia uma semana depois, visitando o Águia em Marabá.
O que se temia acabou acontecendo. Pelos humores da CBF, os três representantes paraenses ficam presos a um grupo só, disputando duas vagas contra dois adversários de bom nível. O Fortaleza, cuja queda à Série C jamais foi absorvida pelos torcedores, acaba de conquistar o certame estadual e expressa a disposição de formar uma grande equipe, a fim de conquistar o campeonato. Pelo histórico recente e tradição em torneios nacionais, é favorito destacado a uma das vagas.
O Paissandu é o outro time credenciado a passar à etapa seguinte. Tem tanta história e tradição quanto o Fortaleza, ou até mais. Além disso, deve aproveitar as lições e evitar os erros das últimas participações no torneio para fazer melhor papel desta vez. Acima de tudo, esboça um planejamento mais criterioso em relação às edições anteriores.
Foi anunciada ontem a contratação de Marcelo Ramos, atacante veterano, mas sob medida para uma competição de nível intermediário. A diretoria busca ainda três ou quatro nomes para compor o time titular, além de reforçar o elenco com Marcelo Dias, Adelson e Vaninho.
De preocupante somente a indefinição quanto ao comando técnico. No clube, alguns dirigentes já comentam abertamente a possibilidade de substituição do técnico Charles Guerreiro após a decisão do Campeonato Paraense, seja qual for o resultado – situação que não seria inédita para o atual treinador no próprio Paissandu.
Caso a mudança venha mesmo a ser efetivada, por mais contraditória que seja, o mínimo que se espera é a aquisição de um técnico de nível, com experiência na competição. Dos nomes aventados, o de Roberval Davino, campeão pelo Remo em 2005, seria o mais adequado. Paulo Comelli também é lembrado, mas não é unânime na Curuzu.
Quanto a Águia e São Raimundo, as expectativas são diferentes. O Águia tem time e ambição para brigar pela classificação, tentando desbancar os favoritos Paissandu e Fortaleza. A boa campanha no returno do campeonato estadual deu fôlego extra a João Galvão e certamente vai estimular a contratação de reforços.
O campeão da Série D, ao contrário, está imerso em incertezas. Acertou na permanência de Valter Lima, mas não parece disposto a investir alto para este primeiro ano na Série C. Por enquanto, divide com o Rio Branco a condição de azarão da chave.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Série C: Pantera estréia dia 25 de julho contra o Águia

A CBF divulgou, na tarde desta sexta-feira, a tabela do campeonato da Série C. Na primeira fase, os três representantes paraenses – Paissandu, Águia e S. Raimundo – estão abrigados no grupo A, juntamente com Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). O Paissandu estreará no Mangueirão, no domingo, 18 de julho, às 16h, contra o Rio Branco. No mesmo dia, o Águia será recebido pelo Fortaleza no estádio Alcides Santos, às 16h. O S. Raimundo estreia no dia 25, às 19h, no Zinho Oliveira, contra o Águia.

Na última rodada, o Paissandu joga contra o S. Raimundo, na Arena da Floresta, no dia 19 de setembro, às 16h. O Águia encerra sua participação na primeira fase recebendo o Fortaleza, também no dia 19 de setembro, às 16h, no Zinho Oliveira. O último compromisso do S. Raimundo será contra o Águia, dia 11 de setembro, às 16h, no estádio Barbalhão, em Santarém.

Acordo permite volta do ônibus às ruas, mas negociações continuam

Um acordo salarial que prevê reajuste de 7,5% suspendeu a greve dos rodoviários de Santarém que já durava uma semana.

Mas as negociações dos outros itens da pauta salarial e social continuam.

Se houver novo impasse, os rodoviários prometem parar mais uma vez.

Entrevista com Maria do Carmo

A prefeita Maria do Carmo concede neste momento entrevista coletiva na sede da prefeitura.

As principais declarações:

1- Dificilmente a obra do bosque da Vera Paz ficará pronta para o aniversário de Santarém. Além das chuvas, o MPF acolheu representação de uma funcionária da CDP que alega que no local há presença de sítios arqueológicos.

2- Obras do estádio Barbalhão ainda sem definição. Ministério do Turismo, que financiaria a construção de arquibancadas na antiga área da geral, exige ampliação do projeto, incluindo a urbanização do entorno e construção de palco fixo para eventos não-esportivos.

3- Além das exigências no estádio e seu entorno, o Ministério do Turismo exige a mudança de nome do estádio, que seria uma arena multiuso. A prefeitura reclama que o governo do estado, que é dono do estádio, não investe nenhum centavo em sua manutenção.

4- Prefeitura terá um técnico da Seminf para acompanhar diariamente as obras que estão sendo feitas na cidade. O relatório servirá para atualizar a prefeita do andamento dessas obras. Se forem detectados problemas no andamento dessas obras, a prefeita será informada imediatamente, para que providências imediatas sejam tomadas.

5- Obras do PAC no Uruará. Prefeita espera autorização de Brasília para pagar parte das obras que estão paralisadas.

6- Recapeamento da Alvaro Adofolfo. Prefeitura tem dinheiro em caixa, mas não acredita que as empresas Saneng e Mello de Azevedo tenham capacidade operacional para tocar essas obras e deve solicitar apoio do Oitavo BEC para fazer o asfaltamento daquela avenida.

Justiça vai decidir sobre greve dos rodoviários

No mais tardar até amanhã, a Jusitça do Trabalho julga a abusividade ou não da greve dos rodoviarios de Santarém que nesta segunda-feira completa 8 dias.

sábado, 15 de maio de 2010

Morte de Elinaldo: história mal contada há meio século

Lúcio Flávio Pinto

Memória de Santarém

Por que, durante muitos e muitos anos, o assassinato de Elinaldo Barbosa, “foi quase que um tema proibido tanto na imprensa como nos meios políticos?” Mais de 40 anos depois, uma resposta a esta pergunta é o que seu sobrinho, Paulo Cidmil, residindo há muitos anos no Rio de Janeiro, procura apresentar neste texto. Ou formular novas perguntas, que tirem o tema do limbo do esquecimento e o recoloque no prumo da história.

Como terceiro prefeito a substituir o dono do cargo por eleição direta, Elias Pinto, afastado da prefeitura de Santarém e em seguida cassado, como conseqüência de um dos mais trágicos acontecimentos da história política do município, Elinaldo parecia disposto a ir até o fim do mandato, em 1970, e a partir daí firmar sua carreira política. Tinha planos de se candidatar a deputado federal. Foi impedido por um atentado que o matou, no gabinete da prefeitura, no dia 15 de fevereiro de 1969. O criminoso, Severino Frazão, foi morto por um soldado da Polícia Militar quando tentava se entregar, desarmado, na companhia de um padre. Foi um ato de violência do militar, ao qual foi atribuída depois perturbação mental (como ao assassino), ou uma execução premeditada, assim como a morte de Elinaldo também foi preparada?

É o que sustenta seu sobrinho neste depoimento, escrito por iniciativa própria. Ele certamente provocará reações indignadas e acusações de que vem tarde e com enredo comprometido pela sua origem. Um acerto de contas fora de época. Além da recuperação da memória do tio por um sobrinho reconhecido. A despeito dessa provável má repercussão, o texto de Cidmil é bastante consistente para não mais permitir que o véu da indiferença volte a cair sobre um dos episódios mais controvertidos e polêmicos desse período. O assassinato de Elinaldo Barbosa espera por uma reconstituição à altura da sua importância. A pedra da frágil sepultura foi retirada da sua campa improvisada. Espera-se que todos que possam contribuam para esclarecer de vez uma história que permanece insatisfatória há quase meio século. Paulo Cidmil não deixa dúvida a respeito.

Leia o depoimento competo aqui.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Jornal não pode publicar dados sobre prefeito do PT

O jornal “Diário do Grande ABC” foi proibido pela Justiça de Santo André de publicar qualquer informação relacionando o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) à denúncia de descarte de carteiras escolares. Em caso descumprimento, o jornal será multado, diariamente, em R$ 500. A ANJ divulgou uma nota condenando a decisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do portal G1.

Em reportagem, publicada 24 de fevereiro, o jornal publicou que a "Prefeitura de São Bernardo, sob o comando do prefeito Luiz Marinho (PT), tem descartado mesas e cadeiras em bom estado de conservação".

O jornal já recorreu da decisão, tomada pelo juiz Jairo Oliveira Junior, da 1ª Vara Cível de Santo André. Em nota, a Associação Nacional de Jornais criticou a iniciativa do prefeito e o despacho do juiz.

Leia a nota:

Nota de repudio da ANJ

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena a decisão do Juiz da 1ª Vara Cível de Santo André, de proibir o jornal Diário do Grande ABC de divulgar matérias sobre o fato de a Prefeitura de São Bernardo estar doando a centros de reciclagem cadeiras e mesas utilizadas na rede pública de ensino municipal. Conforme apurou a reportagem, publicada no dia 24 de fevereiro último, o material estava em plenas condições de uso, em alguns casos ainda com placa de patrimônio público. Na liminar agora concedida, o jornal, apesar de ter registrado a versão do governo municipal, foi proibido de voltar a tratar do assunto.

A ANJ considera medidas judiciais dessa natureza como o estabelecimento de censura prévia que viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal. Tal é o entendimento do Supremo Tribunal Federal, como ficou evidenciado por ocasião da recente decisão que considerou a Lei de Imprensa não recepcionada pela Carta de 1988.

Diante dos fatos, a ANJ apóia a decisão do jornal de recorrer da proibição, para que o mesmo Poder Judiciário que decidiu pela censura prévia restabeleça o primado constitucional. O direito à informação, mais do que dos meios de comunicação, é de toda sociedade.

Brasília, 11 de maio de 2010

Júlio César Mesquita, Vice-Presidente da ANJ

Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão

Sucupira é aqui

Lembram do seriado O Bem Amado?

O ator Paulo Gracindo interpretava um prefeito - Odorico Paraguassu- que punha em prática as mais desbaratadas medidas para melhorar sua popularidade.

Aqui em Santarém, a fictícia cidade de Sucupira está virando realidade.

A prefeitura anuncia a inauguração de uma academia de ginástica na área do parque da cidade.

Nessa balada, esperava-se que fosse instalada uma clínica de fisioterapia para tratar a coluna vertebral dos motoristas que são obrigados a conviver com buracos por todos os cantos da cidade.

PMS pede antecipação de audiência para por fim à greve dos rodoviários

O secretário municipal de Transportes Sandro Lopes, protocolou na manhã de hoje (14), no Juízo da 2ª Vara da Justiça do Trabalho em Santarém, ofício solicitando a antecipação do julgamento do processo 000365-85.2010.5.08.0122 – Dissídio Coletivo, cujas partes são Sindicato Patronal e Sindicato dos Rodoviários.

Entre os motivos argumentados pelo governo para a antecipação da audiência, é que os trabalhadores do serviço público coletivo urbano estão em greve desde o dia 10 de maio e se faz necessária uma solução imediata para o problema, em virtude dos prejuízos sofridos pelos usuários que só dispõem de 30% dos serviços, como previsto em lei.

Segundo Sandro Lopes, apesar da SMT ter autorizado o transporte alternativo, como: Táxi Lotação, Microônibus e Vans, além do serviço individual de Mototáxi, “a população que utiliza o transporte público coletivo em Santarém, que chega a mais de 50 mil diariamente, está prejudicada em sua rotina, em face do atendimento precário advindo da redução da frota”, afirmou.

No ofício, a prefeitura informa ainda que, “mesmo não sendo parte no processo, mas apenas Órgão Gerenciador do Sistema Público de Transporte, requer que a lide seja dirimida o mais rápido possível e o serviço normalizado, para que os usuários não fiquem prejudicados por mais tempo”.
(Com informaçõe da assessoria de impensa da Prefeitura de Santarém)

Atriz de Tainá 3 faz ensaios em Alter do Chão

A pequena Wiranu, india Tembé de cinco anos, que irá interpretar a Tainá do filme Tainá3, encontra-se em Alter do Chao, onde realiza os treinamentos cênicos sob a direção de Claudio Boulhosa.
Os cenários ja estao sendo preparados.
O primeiro deles é no Lago Encantado, no Lago Verde, em Alter do Chão, um dos pólos turísticos mais importantes da Amazônia.
Também será usada como locação a Floresta Nacional do Tapajós, unidade de conservação situada na mesma região.
(Com informações do Beloalter Hotel)

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Depoimento de sobrinho reacende assassinato de Elinaldo Barbosa, 41 anos depois

Comerciários querem mais duas folgas em supermercados

Igrejas redobram combate à pedofiia e ao adutério

Empresa retira dique atracado no cais de arrimo

Jader Barbalho, o rei do valle de los caídos

Convocados aprovados em concurso para setor de saúde da PMS

CTA trata poucos infectados de HPV em Santarém

Cidades não suportam multidão atraída por grandes obras

Vereadores se omitem diante do atraso das obras da Cosanpa em Santarém

Continua rendendo a nota sobre o atraso no cronograma das obras da Cosanpa em Santarém, com recursos do PAC, prometidas para serem inauguradas até o final do mês passado.

Leitora atenta do Blog do Estado observa que na sessão da Camara Municipal, em março, alguns vereadores ameaçavam revogar a concessão da Cosanpa se as obras do PAC não dessem resultados concretos e não fossem concluídas no prazo estabelecido pela direção da empresa.

Portanto, senhores edis, cumpram com suas palavras.

Governadora não deve desistir de trazer ALC para Santarém, diz vereador

O vereador Nélio Aguiar (PMN) não quer que a governadora Ana Júlia Carepa desista de trazer para Santarém uma Área de Livre Comércio (ALC). Segundo o parlamentar, Ana Júlia fez uma consulta junto ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foi informada de quê Santarém não poderia abrigar uma ALC, pois acordos firmados no MERCOSUL eram motivos de impedimento.

Mas Nélio Aguiar ressalta que, após fazer consultas a vários juristas renomados, foi informado de quê tal impedimento não existe. “Juridicamente não há empecilho”, garante. Ele diz ainda que pelo fato de o atual ministro, Miguel João Jorge Filho, ser de São Paulo está alheio à realidade dos municípios da Amazônia, mais especificamente Santarém.

“Peço a governadora que não se conforme com essa reposta. Até mesmo por que o ministro é de São Paulo e não tem interesse na questão. Ele não vai nos ajudar. Que ela (Ana Júlia) continue na luta e se articule com o presidente, pois o Projeto já está tramitando na Câmara Federal”, explica o líder peemenista.

Nélio Aguiar cita como exemplo a articulação política realizada pelo senador José Sarney, que por meio de uma medida provisória conseguiu criar no estado do Amapá uma ALC sem que o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior interferisse.

Para o parlamentar, a ALC pode ser o caminho mais curto ao desenvolvimento da região que, segundo ele, está amarrado no papel de mero fornecedor de matéria-prima. Fato inclusive já destacado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua última visita ao estado. “Quando o Lula esteve aqui no Pará, mais precisamente em Tomé Açu, disse que o Pará é um mero exportador de matéria-prima como minério e madeira e que os governos se contentam com royalties. A saída é a industrialização dessa matéria-prima. Temos de transformá-la: madeira em móveis e bauxita em alumínio. Assim vamos criar emprego e circular dinheiro na região”, argumenta.

De acordo com o vereador, outro entrave ao desenvolvimento da indústria na região é a falta de atrativos que possibilitem a competitividade de nossos empresários. “A indústria aqui é inviável. Não temos incentivo como em Macapá e no Amazonas”.

Segundo Nélio, não conseguimos sequer segurar os nossos empresários quanto mais atrair investidores de outras regiões e estados. “Temos vários exemplos de um empresários que deixaram a cidade para implantar empresas em outros estados. O seu Francisco Coimbra dono de uma fábrica de luva foi para São Paulo e temos a matéria-prima aqui, o látex. Caso semelhante aconteceu com uma fábrica de fruta. Já o senhor Francisco Aguiar fechou seu laboratório de fabricação de cosméticos e foi para Manaus, no Amazonas. Os próprios empresários do Pará não conseguem permanecer aqui como é que vamos atrair investimentos de fora. Não damos condições a eles. Temos a rodovia, porto e aeroporto, mas se não tiver atrativo não adianta. Santarém será mero corredor de passagem. A ALC vai corrigir essa condição de desigualdade frente aos nossos vizinhos privilegiados”, justifica Nélio Aguiar.

O legislador pede ainda que a governadora articule junto aos ministérios, deputados e ao presidente Lula, de seu partido, para conseguir a concretização desse projeto. “Vamos chamar a classe política do Pará para abraçar a luta e não se conformar com uma simples resposta do ministro que não conhece a realidade da Amazônia. Uma articulação com o ministro Padilha e o Lula, por exemplo, pode ser feita para fortalecer a luta”, finaliza.

Celpa e Cosanpa, tudo a ver....

Antenor Pereira Giovannini deixou um comentário sobre a postagem "Cosanpa não cumpre compromisso assumido na Câmara ...":

Sr Editor.

Se a indiferença, o pouco caso, a falta de respeito e outros adjetivos fossem apenas realizados pela Cosanpa, a população de Santarém seria feliz por demais.

E os apagões da Celpa? E o liga e desliga em segundos causando enormes prejuizos isso quando não se fica com o comércio sem luz o dia inteiro e amargando os prejuizos e o usuário pendurado num 0800 aonde não faltam desculpas e avisos que a equipe de emergência está a caminho ? Os homens da Celpa estiveram na Assoc Comercial o ano passado e mostraram números, papéis, e promessas tal qual a Cosanpa e o que aconteceu .. nada e eles continuam por aí aprontando quase toda semana e ninguém com decência vem a público explicar o que ocorre .

Os usuários ora, ora, tal qual a agua ou façam poços ou fiquem sem água e a luz ou comprem geradores ou vão chorar na cama que é lugar quente ..

Aliás falando em dormindo quem contratata os serviços dessas empresas e deveria ser co-responsável, nem se manifestar em favor dos seus munícipes o faz ..
Portanto, reclamação sómente com o Bispo e por escrito ..

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Os 70 anos de Roberto Jares Martins

Por Fernando Jares Martins

Vivo fosse, faria hoje 70 anos uma das figuras mais agradáveis que o jornalismo paraense já produziu, Roberto Jares Martins, morto aos 52 anos de “uma doença de nome complicado”, como disse o Euclides “Chembra” Bandeira, àquela altura – e que eu, por algum tipo de bloqueio mental, nunca consegui lembrar. Nem o quero. Sim, somos primos, mas não considero suspeito fazer esses elogios a ele. Os muitos e muitos que o conheceram, que com ele trabalharam, como eu mesmo, tantos anos em A Província do Pará, sabem que é exatamente a verdade. Nossas mães, Inocência, a minha, e Carmen, a dele, eram irmãs e casaram com uns Martins, não parentes entre si. Assim, ficamos com sobrenomes iguais, sem sermos irmãos, mas sendo primos. Embora isso, nosso relacionamento se deu apenas quando ambos já adultos, curiosamente tendo ambos, por vias diversas, optado pela comunicação como crença e caminho de vida. Mas o dia é dele, deixa eu sair.

O Bob, como o chamavam os amigos, era dessas pessoas que, acredito, todo mundo gostava aqui pelas ruas de Belém. Cara sério, peito aberto, competente, amigo, chefe leal, orientador. Fez carreira completa no jornalismo, começando repórter pela Folha do Norte e Folha Vespertina, foi do vespertino A Vanguarda e de A Província do Pará, estas duas últimas, publicações dos Diários e Emissoras Associados, em Belém. Fez muito sucesso na TV Marajoara com programas como o social, de entrevistas, “Domingo, depois das 9” e o “Qual é o assunto?”, de reportagens variadas. Na Província, lembro-me bem da “Síntese Social”, “Roberto Jares faz oito colunas” e “Primeira Coluna”, que escreveu até seus últimos dias de trabalho.

O sucesso como profissional de jornalismo o levou ao mundo executivo, primeiramente dirigindo a TV Marajoara, depois os Diários Associados em Belém, como superintendente, chegando a postos nacionais da rede Associada.

Quando o governo Figueiredo extinguiu a Rede Tupi, a Marajoara foi uma grande vítima: se as do Rio e de São Paulo tinham problemas, como grandes dívidas, a de Belém estava muito bem, com vida empresarial saudável. Foi levada pela avalanche de outros interesses... Por sinal, a TV Marajoara não foi tirada do ar: o Jares, sempre bem informado, tendo certeza da publicação do decreto presidencial no Diário Oficial do dia 17/07/1980, encerrou a programação aos 17 minutos dessa sexta-feira. Não deu aos fiscais do governo o gostinho de tirar os cristais do transmissor!

Muitas homenagens foram feitas ao Bob, como essa ilustração lá em cima, do Biratan Porto, publicada em A Província do Pará de 24/11/1992 – não está inteira aqui, porque era página quase inteira e não coube no meu scanner. Ele é o patrono da Cadeira 5, da Academia Paraense de Jornalismo e tem até rua com o nome dele em Mosqueiro, que ele tanto amava.

Fica aqui um registro amigo e saudoso. Dizem que as pessoas mão fazem falta, que sempre podem ser substituídas. Hoje tenho muitas dúvidas sobre isso. Tem gente que faz e fará sempre falta para os parentes, para os amigos, para a empresa em que trabalhava, para a sociedade. O Jares é um desses.

Aqui abaixo, dois grande nomes da nossa tevê pioneira, a Marajoara, o Roberto Jares e o Abílio Couceiro, no cenário do “Qual é o assunto?” – foto do livro “Memória da Televisão Paraense”.


Cosanpa não cumpre compromisso assumido na Câmara de Vereadores

Lembram daquela sessão da Câmara de Vereadores que discutiu o projeto PAC de saneamento a cargo da Cosanpa, em Santarém?

Foi em março ano passado.

Durante a sessão, Eduardo Ribeiro, presidente daquela companhia, ao lado de diretores e assessores, fez uma pormessa solene; em abril de 2010, as obras estarão concluídas e havera água encanada farta e cristalina.

Só quem acredita em papai noel foi na lorota desse pessoal, naquela ocasião.

Para entornar o descrédito, a promessa foi repetida à exaustão pela assessoria de imprensa da Cosanpa durante entrevistas a emissoras de rádio e televisão de Santarém.

Pois bem.

Um ano já se passou e nada da conclusão das obras.

Agora, o pessoal da Cosanpa sumiu dos holofotes, eles que sempre gostaram de aparecer na mídia.

Agora, também, a população já deixou de acreditar em história da caronchinha para não continuar a entrar pelo cano.

Tapa-buraco, tapa-atraso

Embora tardio, o serviço de tapa-buraco da prefeitura de Santarém foi acelerado, apesar da letargia em que se encontra a administração municipal no corrente ano.

Desde o início da semana a avenida Curuá-Una recebe atenção da Seminf.

Na terça-feira(11), serviços de tapa-buraco chegaram à rua Haroldo Veloso.

Ontem, uma das equipes de manutenção de asfalto deu continuidade aos trabalhos, partindo da Haroldo Veloso em direção à avenida Mendonça Furtado.

Uma segunda equipe concentrou quarta-feira, os trabalhos em trechos críticos da avenida Muiraquitã, sentido avenida Sérgio Henn. A terceira frente de serviço está tapando buracos na avenida Presidente Vargas, entre as travessas Silvino Pinto e Barjonas de Miranda.

Secretário meteoro

Do Blog Espaço Aberto, sob o título abaixo:

E Cavalcante vai fazer o quê, antes que venha o quinto?

Até agora, ainda não se sabe ao certo em que circunstâncias ocorreram a ascensão do professor Luís Cavalcante ao cargo de secretário de Educação, no lugar da professora Socorro Coelho, aquele foi exonerada porque, entre outras coisas, não quis pagar a empreiteiros a bufunfa referente a 88 obras que não foram licitadas.
A Unidade na Luta, tendência majoritária do PT, liderada pelo deputado federal Paulo Rocha, está calada.
Silente.
Quieta.
Muda.
Muda e queda.
Tudo indica que Cavalcante, ferrenho opositor de Socorro desde que ela o exonerou de um cargo de direção na Seduc, tem mas não tem o aval da Unidade na Luta.
Tem porque, no mínimo, a tendência assentiu com a nomeção, à falta de um companheiro, digamos, mais habilitado para o cargo.
E não tem porque a tendência teria chegado à conclusão de que, uma vez perdida a queda de braço para sustentar Socorro Coelho no cargo, não adiantaria apostar num quadro como Cavalcante, sem grande ascendência dentro do PT.
O certo é o seguinte.
E o seguinte pode ser o certo.
Todos – inclusive e sobretudo petistas – querem saber o que o novo secretário vai fazer diante das denúncias publicamente formuladas pela ex-secretária.
Vai investigá-las?
Vai pagar as contas que Socorro se recusou a pagar porque detectou deslizes que poderiam muito bem ser qualificados de ilícitos?
Vai resolver a situação das escolas?
Vai, enfim, botar tudo nos trinques?
Vai corrigir todos os erros que apontou em carta vazada em termos duríssimos, para não dizer ofensivos à então secretária Socorro Coelho?
O professor, ex-diretor e ex-vereador, agora é secretário.
O quarto que passa pela Seduc.
Sua Excelência vai fazer o quê, antes que venha o quinto?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Luís Cunha é o novo conselheiro do TCE

Do Blog do Parsifal

luis Deputado Luís Cunha, conselheiro eleito

O deputado Luís Cunha, PDT, acaba de ser escolhido pela Assembleia Legislativa do Pará, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, TCE.

Luís Cunha venceu a eleição com 22 votos, contra 19 votos conseguidos pelo segundo candidato, deputado André Dias, PSDB.

Mercado da aviação civil cresce 23,48% em abril

Karla Mendes
Correioweb


O mercado de aviação brasileiro obteve crescimento de 23,48% em abril na comparação com março, conforme dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A grande beneficiada foi a TAM, que depois de ver a Gol encostar com apenas 0,31 ponto percentual de diferença em março, voltou a abrir vantagem de 1,44 ponto percentual, alcançando 42,13% de participação no mercado, contra 40,69% da Gol.

Assim como em meses anteriores, as companhias de menor porte consolidaram posição no ranking nacional. A Webjet figura como a terceira maior companhia, com 5,89% de participação. A Azul aparece em quarto lugar (5,56%), seguida da Avianca — nova marca da OceanAir —, com 2,45%. A Trip ocupa a quinta posição, com 2,29% de participação. As companhias de menor porte já representam 17% do mercado. Ao fazer a contraposição dos números de abril com o mesmo mês de 2009, a Passaredo foi a companhia que obteve o maior crescimento: 152%. O segundo melhor índice foi alcançado pela Trip (126%), seguida da Webjet (96%) e da Azul (89%). Nesse intervalo, a Gol cresceu 29% e a TAM registrou expansão de 6%. De janeiro a abril, as companhias brasileiras acumularam alta de 32% na demanda, em relação ao mesmo período de 2009.

Na análise da Link Investimentos, os números expressivos de crescimento do mercado de aviação no Brasil em contraposição com o desempenho de 2009 é resultado da fraca base de comparação, já que o Brasil, assim como o resto do mundo, estava mergulhado na crise mundial. Pelo fato de abril estar inserido no período de baixa temporada, a corretora observa que a taxa de ocupação das aeronaves foi de 64,8%, o que representa um avanço de 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano passado.

O relatório da Link considera que o setor aéreo brasileiro está passando por um bom momento. A maior preocupação, segundo o relatório, é a infraestrutura aeroportuária, que se mostra insuficiente para atender à demanda em diversos terminais do país. Estudo divulgado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, no início do ano, revelou que mutios aeroportos brasileiros estão com a capacidade esgotada e que os investimentos previstos para a ampliação dos terminais para a Copa do Mundo estão aquém das necessidades do mercado.

Secretária critica artesãos por descaracterização da feira da cultura popular

A Secretaria de Cultura de Santarém promoveu a primeira reunião do ano com os participantes da Feira da Cultura Popular, no dia 26 de abril, para definir a programação deste ano. Na ocasião, a secretária de cultura, Jarle Aguiar, questionada pela reportagem do jornal O Estado do Tapajós, falou sobre a descaracterização do artesanato na feira. Produtos peculiares de outras regiões do Brasil, como o crochê e o pano bordado, há alguns anos são comercializados no evento, que é destinado a promover os artigos e alimentos de comunidades situadas nos arredores de Santarém.

Para Jarle Aguiar, não há como fazer um controle que evite a venda desses produtos, sendo eles, fabricados pela própria comunidade. O que foi feito, segundo a secretária, é a capacitação dos artesãos. Em parceria com o SEBRAE, algumas oficinas ocorreram no ano passado, com o propósito de manter o apelo regional na produção dos artesanatos e qualificar o artesão local. Porém, a secretária acredita que nem todos levam isso em consideração. "Nós entendemos que é preciso priorizar o artesanato local, mas se alguns membros da comunidade entendem que aquilo é artesanato, nós não podemos excluí-los", destaca.

Para Ivete Sardinha, participante da feira há dez anos, a mudança dessas características regionais, quanto ao artesanato, não faz diferença. "Aprendemos nas oficinas que tudo que é feito a mão é considerado artesanato. Para a feira, eu só produzo artesanato local, mas não vejo problema se venderem outras coisas" afirma. Ivete acredita que o maior problema da feira não é o artesanato, e sim a divulgação. "É um evento muito grande, mas que precisa ser mais divulgado, tanto em Santarém, quanto nos municípios próximos", declarou.

Tráfico presente

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


O Brasil já é um dos grandes redutos do tráfico internacional de cocaína. Como consumidor, como produtor e, principalmente, como ponto de passagem da droga vinda da Colômbia. É um esquema poderoso, que, dentro das fronteiras colombianas, conseguiu absorver os opostos: os grupos para-militares, de extrema direita, e as Farc, a maior organização guerrilheira do mundo, de extrema esquerda. Nesse circuito, os Estados Unidos deixaram a sutileza de lado e atuam diretamente. Sua agência de repressão à droga, o DEA, esteve por trás da prisão, no dia 16, efetuada pela Polícia Federal, de mais um dos grandes traficantes colombianos. Nestor Caro Chaparro estava se fixando no Rio de Janeiro para aumentar a movimentação de cocaína. Ele já fora responsável por mais de cinco toneladas enviadas para os EUA através do Brasil.

Sob o nome falso de Wilson Humberto Lopes Rodrigues, ele realizava as operações através de empresas de importação e exportação de fachada, registradas por fantasmas e laranjas. Algumas dessas empresas tinham sede na Amazônia, em Manaus e em Belém. O dinheiro do tráfico já circula há vários anos pela capital paraense. O volume parece estar aumentando.

Cinco deputados do PMDB e PSDB fechados com André Dias

Começa daqui a pouco a eleição, pela Assembléia Legislativa do Estado, do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado para vaga aberta com a aposentadoria do ex-conselheiro Coutinho Jorge.

André Dias, do PSDB, tem o apoio de seu partido e de 5 dos 7 deputados estaduais do PMDB.

Segundo uma fonte do Blog do Estado, André não teria o votos de Marinho Carmona. O voto de Domingos Juvenil ainda é uma incognita.

A bancada tucana espera que o acordo que permitiu a Juvenil assumir a presidência da Alepa seja cumprido. O PSDB votou maciçamente no peemedebista para a presidência da AL com o compromisso do voto para a vaga do TCE ser cravado em André Dias.

O concorrente de André é o deputado Luiz Cunha, do PDT, embalado pela bancada petista e, agora, com o apoio do G-8, que desistiu da candiadtura de Junior Hage(PR).

Médicos evangélicos prestam assistência a ribeirinhos

Ronilma Santos
Especial


Na ultima sexta-feira de abril uma equipe de médicos, composta por dois clínicos geral, um gastroenterologista, uma dermatologista e um dentista, saiu de Santarém por volta das 9h da noite, com destino a comunidade de Auerana, que fica ao lado direito do Rio Amazonas. Para chegar ao local é necessário viajar 8 horas de barco.

Durante o trajeto a equipe enfrentou alguns obstáculos, como, fortes chuvas, além do imprevisto de ficarem duas horas com a embarcação encalhada devido o mais comum dos problemas nos transportes marítimos em nossa região: "capim na hélice" o que exigiu um esforço de todos para que a viagem prosseguisse.

A equipe pôde sentir que levar atendimento médico, até as comunidades ribeirinhas, não é assim tão fácil, e não foi mesmo. Como é época de cheia, o deslocamento só foi possível através de "bajaras", os médicos vivenciaram uma realidade bem diferente de seu cotidiano, alguns, inclusive chegaram a pilotar sozinhos as pequenas embarcações.

Na comunidade, vários serviços foram ofertados durante dois dias, de forma gratuita: consultas médicas, tratamento dentário, vacinação contra o vírus H1N1, aplicação de flúor e várias palestras. Também houve distribuição de livros escolares, brinquedos e roupas para as crianças. Os médicos que participaram da ação fazem parte da equipe de saúde da Igreja da Paz.
Todos os médicos envolvidos trabalham voluntariamente e além de um atendimento de qualidade, levando saúde, remédios, que é muito importante pra eles, toda equipe é unânime ao dizer que a principal finalidade é poder mudar a realidade das pessoas através da palavra e do amor de Deus.

Silvia Ataíde, clínico geral, conta que é dessa forma que o oficio se concretiza "não é só nos momentos em que atendemos por dinheiro, por honorários, mas podendo ajudar as pessoas dessa forma".

"Nosso objetivo aqui é mudar a realidade das pessoas, então fazemos o atendimento dos que estão doentes, e damos orientações, para que se crie uma cultura diferente da que eles têm", disse o médico Luciano Azevedo, que atendeu como clinico geral e atua como anestesista no Hospital Regional. Luciano é paulista e há 3 anos veio para Santarém.

O gastroenterologista Ronaldo Guimarães conta que fica muito feliz em poder doar um final de semana para ajudar pessoas que passam por tanta necessidade e sente-se realizado como médico ao participar de ações como essa, já a médica Josimar Andrade, dermatologista, diz que sua alegria é fazer missões e poder ajudar pessoas.

O serviço odontológico foi um dos mais procurados. Marcos Vinicius, no domingo, começou o atendimento por volta das 9h da manhã e só terminou a no final da tarde, mas apesar do cansaço, ele diz que é recompensador cumprir um chamado tão bonito e poder ajudar as pessoas que moram nas regiões de rios.

Nos dois dias de atendimento, aproximadamente 80 famílias foram beneficiadas com a ação.
"Eu vim me consultar e também trouxe meus tês filhos que há muito tempo precisavam de um dentista, e tudo de graça está sendo muito bom!" Disse dona Maria Cristina, moradora da comunidade.

Para seu Henrique Dias a ação foi realizada na hora certa, já que as fortes dores no corpo dificultavam sua ida até Santarém. "Além do que é muito difícil conseguir atendimento público, tudo lá é muito demorado" afirmou.

No domingo, os atendimentos foram desenvolvidos na embarcação e também estendidos as casas de moradores, devido à dificuldade que muitos tinham para ir até o local. Entre as doenças diagnosticadas estavam as doenças de pele como, micoses e manchas em crianças e adultos, verminoses e dores musculares.

Além de Auerana a equipe já passou por Mojuí dos Campos, Boa Fé e outras. Segundo a coordenadora da ação, a enfermeira Hanna Raquel, o próximo local a ser beneficiado será a comunidade de São José.

Laudo do MP responsabiliza prefeitura de Santarém por desabamento no Hospital Municipal

Miguel Oliveira
repórter


Relatório Técnico elaborado pelo engenheiro Dilaelson Tapajós, solicitado pelo promotor Hélio Rubens Pinho Pereira, para a identificação das causas do colapso que atingiu uma parte da estrutura do Hospital Municipal de Santarém - HMS, no dia 5 de março, provocando a morte de duas pessoas e ferimentos em quatro pacientes, concluiu que houve negligência da administração municipal. "A partir da ausência total de manutenções, foi o fator determinante para o colapso. O sinistro poderia ter sido evitado através de simples inspeções que identificariam necessidades de intervenções frente aos sinais visíveis de perigo à robustez e à estabilidade da estrutura. A retirada do telhado seria a intervenção mais simples para eliminar o colapso", escreveu o engenheiro do MP estadual de Santarém.

Segundo o laudo, "as análises dos elementos colhidos por ocasião da inspeção permitem afirmar que o colapso decorreu de NEGLIGÊNCIA operacional da estrutura, que na ocasião atingiu duas pessoas de forma fatal."

O documento, obtido com exclusividade por O Estado do Tapajós, relata que "as inspeções realizadas no dia 5.3.10 identificaram a ruína de uma estrutura física composta de madeira e telha de barro localizada na área interna do HMS".

Segundo o documento, "nos escombros foram identificadas três causas como responsáveis pelo colapso: (1) envelhecimento da estrutura de sustentação; (2) degradação física e perda de resistência da base dos pilares de madeira; (3) falta de manutenções. Dessas três causas, duas são de ordem física (envelhecimento e deterioração) e uma de ordem operacional (falta de manutenção)".

Segundo Dilaelson, "o colapso da estrutura, nas proporções que ocorreu, poderia ter sido evitado a partir de uma simples inspeção visual que identificaria sinais como: envelhecimento, apodrecimento da base dos pilares, deterioração das ligações das peças de sustentação do telhado e presença de cupins. Esses sinais indicavam comprometimentos da robustez e da estabilidade da estrutura e permitiam indicar as intervenções mínimas necessárias para evitar o sinistro ocorrido".

O laudo atesta que "a perda de sustentação da base dos pilares foi a principal causa física do colapso. Ao mesmo tempo, o adiantado estágio de perda de sustentação da base dos pilares (apodrecimento) determina ausência completa de manutenções".

Detalhamento do laudo

III - Causas do colapso ocorrido
O colapso da estrutura ocorreu pela combinação de três causas: (1)envelhecimento da estrutura; (2) deterioração da base dos pilares de sustentação do telhado; (3) ausência ampla e total de manutenção. O envelhecimento e a deterioração são causas do colapso, enquanto a ausência de manutenção tem caráter operacional, fundamental para ter evitado o sinistro.
O processo de envelhecimento e deterioração é progressivo, afetando também de forma progressiva a robustez e a estabilidade da estrutura. O colapso não ocorre abruptamente, sem "avisos". A estrutura já devia "ter avisado" que iria desabar. Esses "avisos" de futuro colapso só não foram notados pela total ausência de inspeções.
III.3 - Ausência total de manutenção
O colapso total da estrutura só ocorreu em decorrência da ampla ausência de atividades de manutenções.
Os sinais de envelhecimento, de deterioração das bases dos pilares, de desgaste das ligações entre peças de madeira e a presença de cupins formavam um conjunto de indicadores de perigo iminente à estrutura.
Os sinais eram visíveis e simples inspeções visuais determinariam necessidades de intervenções. Se nenhuma providência de intervenção dói tomada, afirma-se que isso ocorreu da total ausência de atividades de manutenções, e o colapso ocorrido comprova essa afirmação.
IV - Conclusões
Existem três causas, inter-relacionadas, que provocaram o colapso da estrutura do Hospital Municipal de Santarém: (1) envelhecimento da estrutura, (2) deterioração da base dos pilares de madeira e, (3) ausência total de manutenções. Duas dessas causas (envelhecimento e deterioração) são de ordem física, enquanto a ausência de manutenções é de ordem operacional.
A NEGLIGÊNCIA assim pode ser compreendida: a estrutura era antiga e os sinais de envelhecimento eram visíveis; a deterioração era visível do desgaste da base de todos os pilares (causa física fundamental do colapso); o envelhecimento e o desgaste eram progressivos e visíveis, impondo desestabilidade à estrutura.
V - Recomendações
(1) - Desmontagem do restante da estrutura remanescente ao colapso, abalada e instável.
(2) - Determinar que a Administração Pública, em prazo máximo de 30 dias, através do seu corpo técnico de engenharia, realize criteriosa inspeção em toda a estrutura física do Hospital, elaborando relatório e parecer conclusivo quanto à robustez, à estabilidade e aos riscos decorrentes. Tal relatório deve vir acompanhado da respectiva anotação de Responsabilidade Técnica - ART.

Dilaelson Rego Tapajós
Eng. Civil CREA-PA 7908-D
Técnico Especializado - MPE-PA
MAT. 999.567

terça-feira, 11 de maio de 2010

Clube lança campanha para arrebatar sócios-torcedores


O Projeto Sócio Torcedor, que será lançado, sábado, pela diretoria do São Francisco, é uma campanha que pretende arrecadar recursos para colocar o clube de volta ao futebol profissional. Sócio Torcedor será executado através de doações feitas pelos torcedores ao Clube, que terá em contrapartida a chance de concorrer a prêmios em dinheiro, além de outros benefícios que serão apresentados no decorrer do desenvolvimento do Projeto.


Para a diretoria do São Francisco, o Clube tem como seu maior patrocinador e colaborador o torcedor “Franciscano”, pois a pedidos da Nação Franciscana que o Clube mais tradicional da cidade foi reativado e está sendo preparado para assumir sua posição de destaque entre os melhores times do Pará. Além dos torcedores, o Leão conta hoje com o patrocínio de várias empresas locais.

A diretoria esclarece que neste primeiro momento, os recursos levantados com o Projeto e patrocinadores serão empregados no Departamento de Futebol, e que também está empenhada na recuperação patrimonial do Clube.


No domingo a partir das 09h da manhã, na Signus Clube, a festa do Leão será para a Nação Franciscana, com feijoada, atrações musicais e o cadastramento de adesão dos novos Sócios Torcedores.
(Com informações da assessoria de imprensa do SFFC)

Técnico abespinhado, imprensa subserviente

Gerson Nogueira

Mais do que a aspereza verbal de Dunga ou os chiliques de Jorginho, fiquei impressionado com a condescendência crítica dos repórteres de plantão na entrevista que marcou o anúncio da tão esperada lista de convocados da Seleção Brasileira para a Copa 2010, num hotel do Rio. Perguntas que levantam a bola do entrevistado, comentários simpáticos gratuitos e ausência de pensamento minimamente instigante na avaliação dos nomes expostos na convocação.

Tamanha submissão permitiu que Dunga pudesse desfilar sua grosseria sem causa e estimulou até o normalmente contido Jorginho a soltar os cachorros, chegando a debochar de um repórter que confessou que não irá cobrir a Copa. Situações que não são novas em Seleção Brasileira – Zagallo conseguia ser tão ou mais rude que Dunga e Jorginho juntos -, que se originam principalmente da sabujice crônica de jornalistas e radialistas que se preocupam mais em ficar bem com a comissão técnica.

Há uma preocupação indisfarçável em não se “queimar” com Dunga, Jorginho, Rodrigo Paiva e CBF. Paira no ar um certo pântico de entrar para uma invisível lista negra nas entrevistas da Seleção. Quem cobriu Copa do Mundo, como este escriba baionense aqui, sabe que os repórteres (principalmente os de rádio) disputam a tapa espaço, boa vontade e atenção dos jogadores e integrantes da comissão técnica.

Entendo jornalismo de outra forma, sem conchavo ou lobby, por isso não vejo razão para ficar bancando o simpático e evitando questões desagradáveis. Os poucos que se arriscaram a questionar os critérios altamente questionáveis de Dunga foram tratados a patadas pelo treinador, como se estivessem desafiando uma autoridade intocável. Besteira. Ninguém é dono da Seleção Brasileira, nem Dunga, nem Ricardo Teixeira. A Seleção é do povo, por isso repórteres têm o direito legítimo de perguntar tudo sobre ela, mesmo quando as perguntas soem inconvenientes - e quem disse que a imprensa deve ser conveniente?

Mencionar os exemplos de Pelé em 1958 e de Maradona em 1978 foi uma argumentação pertinente. Dunga, como era de se esperar, ficou abespinhado, subiu nas tamancas. Irritou-se com o intrépido Cícero Melo (ESPN) e com Milton Neves, da Band, os únicos que ousaram desafiar o coro do conformismo naquela platéia de jornalistas a favor – ou disfarçando ser do contra. Ficaram ao lado da população, que os autorizou a fazerem as perguntas certas. Estou com eles, evitaram o constrangimento completo.

Jubileu sem prestígio dos alunos e professores

Sessão da Câmara de Vereadores de Santarém que homenageou os 25 anos de fundação da Faculdades Integradas do Tapajós(FIT) foi pouco prestigiada por alunos e professores daquela instituição.

O número de professores presentes foi pequeno.

O de alunos não passou dos dedos da mãos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Luiz Cavalcante é o novo titular da Seduc

Agência Pará

O professor Luiz Cavalcante assume a direção da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em substituição à professora Socorro Coelho. Cavalcante foi convidado pela governadora Ana Júlia Carepa, nesta segunda-feira (10), no início da noite. A governadora também conversou com a ex-secretária, a quem agradeceu o empenho pela contribuição na formação da proposta do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) dos professores da educação pública, cujo projeto de lei foi enviado à Assembléia Legislativa no último dia 7.

Luiz Cavalcante é professor de carreira da rede pública há 27 anos. É formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará e tem pós-graduação em informática educativa. Estava no governo desde 2007 e exerceu, até poucos dias atrás, o cargo de diretor de tecnologia aplicada à educação. Estava lotado na Escola Estadual Palmira Gabriel.

A posse de Luiz Cavalcante deve ocorrer nos próximos dias, quando a governadora Ana Júlia retornar de agenda que cumpre nesta terça-feira, em Brasília, em vários ministérios. Mas os atos de exoneração da ex-secretária e de nomeação do novo titular da Seduc serão publicados na edição desta terça-feira (11).

Vitória do Águia garante Remo na Série D

Com dois gols marcados ainda no primeiro tempo, o Águia venceu o Cametá por 2 a 0, na tarde deste domingo, em Marabá. O jogo valeu pela semifinal do Campeonato Paraense. Com o resultado, o Águia disputará as finais do returno contra o Remo, que passou pelo Paissandu na outra semifinal. De quebra, eliminou o Cametá, classificando automaticamente o Remo para a disputa da Série D 2010.

Diego Biro, num belo chute da entrada da área, abriu o placar aos 15 minutos. Depois, aos 44, Wando foi derrubado na área e Jales converteu o pênalti, marcando o segundo gol marabaense. O Cametá teve um gol de Jailson anulado pela arbitragem, que assinalou impedimento.

O primeiro jogo decisivo do returno será no próximo domingo, às 16h, no Mangueirão. O segundo está marcado para o dia 23, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. O Águia, que teve melhor campanha nesta fase, joga por dois empates. (Com informações da Rádio Clube)

Polícia Federal fecha lojas de 'compra premiada' em Redenção

Na última quinta-feira, agentes da Polícia Federal fecharam duas lojas que atuam em Redenção vendendo cotas de pirâmides disfarçadas em 'compra premiada'.

Duas lojas da Eletro Lider foram lacradas pelos agentes da PF.

O dono de uma delas, Aleildo Carlos Silva, de 29 anos, foi preso em flagrante durante a operação policial. Ele vai responder inquérito por crime contra o sistema financeiro e estelionato.

Segundo o delegado da Polícia Federal Antônio José Silva Carvalho, várias pessoas fizeram denúncias contra a empresa que atua há um ano e meio em Redenção. O delegado disse que há desconfiança quanto à licitude do sorteio, pois os donos do esquema divulgavam que seriam formados grupos de 49 e 96 participantes, mas os sorteios eram realizados quando os grupos tinham a partir de 10 pessoas.

"Eram só dez concorrentes, mas quando ele rodavam o globo, com as 48 ou 96 bolas, o que se tornava impossível um dos 10 ser premiado", explixou o delegado.

Outro possível crime apontado pelo delegado, era que quando alguém ganhava uma moto ou outro prrêmio, a loja não emitia nota fiscal do produto, assim cometendo fraude tributária. "Eles adquiriam os prêmios em loja de outras regiões e exigiam que as notas fiscais fossem emitidas diretamente em nome dos sorteados, assim eles não pagavam por essa tributação", disse o delegado.

Até flanelinha recebe seguro-defeso como pescador

Do Blog do Espaço Aberto

A Polícia Federal já instaurou inquérito para apurar fraudes na concessão do seguro-defeso no Pará. Os inquéritos em curso na PF, segundo confirmou o blog na sexta-feira, envolvem dezenas de pessoas.
Sinceramente, não há no mundo um país mais criativo que o Brasil.
Em termos de patifaria, realmente não há.
O Brasil é ISO 9.000 nisso.
E se bobearem, será ISO 50.000 nessa habilidade, quando o ISO, claro, chegar a esse nível.
Aqui em Belém – aqui mesmo, embaixo dos nossos narizes e dos nossos olhos – está sendo uma festa a distribuição do seguro-defeso.
Uma festa!
Uma festança!
Há bolsos tufando.
Há bolsos que já estão abarrotados de grana.
Muitíssima.
O seguro-defeso, vocês sabem, é uma renda provisória que o governo federal paga a pescadores, no período do defeso, ou seja, na época que eles estão proibidos de pescar enquanto algumas espécies se reproduzirem.
Uma boa medida?
Sim.
Medida meritória?
Sim.
Acetada?
Sim.
Mas que dá ensejo a patifarias.
Funciona assim.
Cidadão com ligações com entidade que congrega pescadores – apenas pescadores, vejam bem – cadastra uma pessoa, supostamente pescador, para receber o seguro-defeso.
Feito isso, entra em campo um outro personagem, responsável em reunir a documentação do beneficiário e adotar demais providências para que o dinheiro seja repassado à instituição bancária. É o cara – ou a cara, como queiram – que faz o meio-campo.
Aí, uma vez no banco, o dinheiro é sacado.
São R$ 1.800,00.
Em regra, R$ 500 vão para o beneficiário, supostamente pescador, R$ 500 para o cidadão que pegou a documentação e desenrolou o meio-campo e R$ 800 vão para os bolsos daquele primeiro, o que providenciou o cadastramento do suposto pescador.
Por que suposto?
Porque até flanelinha, que não distingue um tucunaré de um búfalo do Marajó, está recebendo seguro-defeso.
Porque até profissionais liberais, que só veem peixe quando ele está no prato, temperadíssimo, pronto para ser saboreado, está recebendo o seguro-defeso.
No bairro do Telégrafo, os cadastros estão sendo feitos a todo o vapor. O pessoa está sendo cadastrado como se fosse pescador de Soure, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Salvaterra, Bagre, Baião e por aí vai.
Se bobearem, tem pescador até do Afeganistão ganhando o seguro-defeso.
A Polícia Federal precisa investigar essa gente.
Se investigar, muito peixe vai cair na rede da PF.
Muito peixe.
Grande e pequenos.
De bagre a tubarão.

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Nota da redação do Blog do Estado:
A Polícia Federal deveria, também investigar a farra na concessão de seguro-defeso em Santarém e Alenquer.
Quem procura, acha, já diz o dito popular.

domingo, 9 de maio de 2010

O crime legal

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

A história contemporânea da Amazônia segue dois marcos. Sem considerá-los, ninguém poderá entender o que acontece na região. O primeiro deles, por ordem cronológica, tem dois desdobramentos. Começou na segunda metade da década de 50 do século passado, quando pela primeira vez a Amazônia foi integrada por terra ao restante do país, inicialmente através das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre (seguidas de outras estradas de porte semelhante, como a Transamazônica).

Esse marco foi arrematado duas décadas depois, quando os militares, no poder pelo período mais longo de todas as suas intervenções na vida política brasileira, decidiram acelerar a ocupação desencadeada pelas estradas. O lema era categórico: “integrar para não entregar”.

Uma longa tradição de raciocínio geopolítico muito forte, sobretudo na caserna, garantia que a Amazônia era objeto, desde o início da presença européia, de uma cobiça internacional profunda, persistente e ameaçadora. Ela só não se consumara porque o colonizador português mostrara sua valentia (além de sagacidade) na defesa (e expansão) das fronteiras amazônicas. Esse sentimento foi repassado ao nativo.

Mas essas qualidades já não eram suficientes para assegurar a soberania nacional sobre a mais extensa e rica fronteira do país. Os “espaços vazios” constituíam o ponto frágil da vigilância e da defesa da integridade territorial. Era preciso que cidadãos nacionais ocupassem esses espaços, atraídos pelas promessas de enriquecimento e intensamente apoiados pelo governo (inclusive através de colaboração financeira do erário). A Amazônia precisava deixar sua condição de reserva e passar a produzir.

Essa contingência se impôs quando de outro marco: a primeira crise do petróleo, de 1973. O mundo se redefiniu para se adaptar ao novo custo da energia. Em nenhum lugar do mundo há mais energia contida na natureza do que na Amazônia. Em seus rios caudalosos, no seu subsolo, nas suas árvores, nas suas chuvas, no seu sol. Um dos lugares-chave da nova redivisão internacional do trabalho passou a ser a Amazônia.

Ela tem duas das maiores fábricas de alumínio do planeta (e o alumínio é o bem industrial mais eletrointensivo que existe), a maior fábrica de alumina, algumas das principais plantas minerais, a quarta maior hidrelétrica da Terra. Quase todos esses bens e insumos são remetidos para o exterior. As empresas que os produzem contam com participação acionária de algumas das principais multinacionais. A Amazônia, internacionalizada desde a sua origem (foram os espanhóis que lhe deram esse nome) e nacionalizada só recentemente, já sob o Império, nunca foi tão internacionalizada quanto agora. E nunca tão integrada à economia nacional. Ao contrário do que pensavam os militares no poder, uma coisa levou à outra, ao invés de impedi-lo.

Os estrangeiros parecem ter aprendido que é mais cômodo e mais rentável explorar as riquezas da Amazônia sob um governo local do que abrindo filial colonial da metrópole no além-mar. Os relatos sobre tentativas de intervenção estrangeira direta não resistem a um exame mais apurado.

Diz a lenda (revestida de verdade histórica nos manuais de ocasião, muito caros aos nacionalistas) que, no século XIX, a poderosa Inglaterra só não anexou a Amazônia porque Eduardo Angelim, o principal líder da Cabanagem, a maior insurreição popular da história brasileira (irrompida em 1835), rejeitou as propostas insinuantes de autonomia de um representante britânico, colocando-o para correr.

Documentos oficiais ingleses, aos quais só recentemente se teve acesso, revelaram que o próprio governo brasileiro, na época chefiado pelo regente paulista Diogo Feijó (em nome do imperador Pedro II, ainda menor), autorizou a Inglaterra a invadir secretamente a convulsionada província para reprimir os rebeldes. A tarefa estava além das possibilidades das tropas brasileiras, empenhadas em combater outra grave insurreição, a dos Farrapos, no outro extremo do país, o Rio Grande do Sul.

Navios da armada inglesa (a mais poderosa da época) estiveram em Belém e seu comandante concluiu que dominaria tudo com apenas 150 fuzileiros navais. Se quisesse fazer da Amazônia uma nova Índia, era o momento. Feitos os cálculos, Sua Majestade verificou que lucraria mais mantendo a nacionalidade brasileira. Ao invés de tropa, mandou seu banco e financiou o início da exploração da borracha. O Banco do Brasil levou quase um século para se instalar na região, depois de criado.

O ministro das relações exteriores da Inglaterra, Lorde Palmerston, instruído pelo embaixador no Rio de Janeiro, não aceitou a proposta de Feijó para a invasão secreta, a repressão e a pacificação da província distante, que seria devolvida então ao governo imperial. Apresentou várias justificativas relacionadas à legalidade e à autodeterminação dos povos, mas, na verdade, tinha em mente números.

A Inglaterra ganhou muito dinheiro comprando e financiando a borracha amazônica. E, depois, quando constatada a inviabilidade de aumentá-la na escala exigida, partiu para o sucedâneo asiático, a partir de sementes coletadas no Pará. Tudo dentro da lei. Sem contrabando, ao contrário do que proclama outra lenda compensatória.

A “pacificação” da província rebelde, que o governo imperial acabou por assumir, foi mais sangrenta do que os motins políticos. Depois de cinco anos de conflagração, 20% da população da Amazônia morrera, com maior ênfase na fase da “pacificação”. Se fosse hoje, seriam mais de dois milhões de mortos. Há algo semelhante na história do Brasil? Não é tão frequente nem na belicosa história da humanidade.

Histórias de pé quebrado sobre a “cobiça internacional” da literatura geopolítica têm servido de habeas corpus ao saque dos recursos amazônicos, inclusive humanos, praticado pelos nacionais. Possibilitam até a pilhagem internacional, sem chamar a atenção da opinião pública, condicionada a achar que internacionalização é sinônimo de invasão armada.

Foi assim que o governo federal conseguiu criar o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). Dizia-se que os Estados Unidos aproveitariam uma manobra militar conjunta na vizinha (ex-inglesa) Guiana (o Brasil foi convidado e não aceitou), para ensaiar a invasão da Amazônia. Usaria o conceito de “soberania limitada”, ao qual a Amazônia estaria sujeita por ser patrimônio da humanidade.

Assim, o Sivam, mesmo custando dois bilhões de dólares, não passou por concorrência pública. Era mais uma ação de emergência pela defesa da ameaçada segurança nacional na Amazônia, alvo da insaciável cobiça internacional. A dispensa de licitação criou um dos escândalos que abalou a administração do presidente Fernando Henrique Cardoso.

De lá para cá as exportações amazônicas cresceram mais de quatro vezes, a participação acionária de empresas estrangeiras se expandiu e os vínculos ao mercado mundial foram reforçados. Há menos “espaços vazios”, não só porque a população cresceu a uma taxa superior à da média nacional, como porque os pioneiros que abrem essas frentes foram responsáveis pelo maior desmatamento de toda história da humanidade: em meio século puseram abaixo área equivalente a três vezes o tamanho do Estado de São Paulo, que concentra um terço da riqueza nacional.

Ou seja: integrada, para não ser entregue aos piratas estrangeiros (ou aos “marines” americanos), a Amazônia paga aos seus protetores um preço. O de deixar de ser Amazônia. É assim que se torna Brasil, finalmente.

Jader deixa como está para ver como é que fica

Do Blog do Parsifal


Quem esperava maiores revelações na entrevista de Jader Barbalho à Radio Tabajara ouviu que o PMDB aguarda a definição do quadro nacional para desenhar o quadro local.

Jader não descarta um duplo palanque no Pará, pois comunga da visão do presidente Lula de que as divergências regionais devem ser respeitadas.

Discorre sobre o tamanho e o desejo do PMDB no Pará: o partido tem o maior numero de prefeitos do Estado, por conseguinte, o desejo de uma candidatura própria é unanime.

Jader não se consagra como único candidato do PMDB ao governo e afirma que não é realidade a crença de que outro nome seria visto como uma candidatura inviável: "há outros nomes no partido que têm possibilidade de vitória.".

Lembra que o PMDB desde 2002 decide as eleições para governador e, por ter transito em todas as posições políticas do estado, sem estabelecer dialogo preconceituoso com ninguém, é o partido que tem maiores chances de angariar apoio em um segundo turno.

Credita o fato de o PMDB clamar pela sua candidatura, à contingência de que em todas as pesquisas realizadas, mesmo em o PMDB estando há 16 anos fora do poder, o seu nome aparece em primeiro lugar: isto é índice de que o povo paraense tem boa memória das suas administrações.

Diz que aliança com o PT, que deveria ser preferencial por conta da questão nacional, tem dificuldade em função da difícil convivência local durante estes três anos.

Afirma que o próprio PT tem problema com o governo: "há um grupo que controla o PT e outro que controla o governo".

Acusa que o grupo que controla o governo aparelhou a administração, jamais permitindo que o PMDB participasse do governo: o PMDB apenas matem cargos e empregos, o que não é conveniente para o partido.

Esta situação é desconfortável e causou quebra de confiança, o que é fundamental no relacionamento partidário: "se o governo se comporta assim quando precisa do PMDB para a reeleição imagina quando não precisar mais.".

Sobre a proposta de Ana Júlia para o PMDB, Jader afirmou que todas as propostas serão analisadas com o partido, pois não é somente o destino político dele que está em jogo, mas o destino de toda a agremiação.

Adiantou que não há disposição de discutir cargos neste momento: "cargos nada adiantaram nos três anos, agora faltando 6 meses, eles não interessam.".

Jader irá analisar o que é conveniente para o PMDB, pois, em uma relação, se alguém cede o que não lhe é conveniente, "já está perdendo".

Quanto a não precisar de apoio para se eleger senador, Jader veste-se de modéstia: "não sou pretensioso para dispensar o apoio de ninguém.".

Por fim, reafirma que quem quiser o apoio do PMDB terá que respeitar o seu tamanho. "Se o PMDB for respeitado poderá haver dialogo.".

Àqueles que apostam que o PMDB poderá ser pressionado por Lula para compor com o PT local, Jader avisa que "ninguém vai decidir pelo PMDB nem aqui e nem fora. O presidente Lula não vai decidir pelo PMDB do Pará.".

Sobre as conversa com o PSDB, Jader declara que tem conversado com todas as lideranças: "ninguém decide a eleição sozinho no Pará.".

Sobre ser a noiva ou o noivo nestas eleições, Jader diz que não tem postura preconceituosa com as noivas: ambos têm o mesmo valor no casamento.

E, sobre o assunto, encerra com uma piada:

Certa feita, em uma acalorada discussão na Câmara, um deputado gaúcho afirmou que no Rio Grande do Sul todos eram machos. Ao que, um deputado mineiro, que com o gaúcho se batia, retrucou: "pois em Minas Gerais metade é macho e metade e fêmea e todos se dão muito bem.".

As várias facetas da maternidade

Luana Leão
Repórter


“Sou mãe de filha adotiva e me irrito quando dizem que ela não é minha filha verdadeira”. A frase é de Brennda Machado, mãe de Giovanna, de 5 anos.

Costumeiramente, no Dia das Mães, a imagem da mãe é associada àquela que deu a luz, à que é mãe, biologicamente falando. Porém, em todo o mundo existem os “pais de criação”. Pessoas que por algum motivo cuidam do filho não-biológico como se o fosse, trazendo para si a mesma responsabilidade de quem gerou uma criança.

Brennda, por exemplo, não esteve todos esses cinco anos ao lado da filha. Não a viu nascer, muito menos deu o primeiro banho, mas vive a mesma rotina de uma mãe e se sente como tal. Para ela, a adoção é uma experiência surpreendente, que necessita de um aperfeiçoamento contínuo em todas suas etapas. “De uma forma verdadeira e natural, Giovanna conhece toda a história de sua vida, pois a verdade deve prevalecer. Todos os dias tenho que conquistar cada centímetro de seu território, algumas vezes com carinho, outras com severidade” revela.

Algumas etapas da maternidade são inalcançáveis quando não se é a mãe biológica, como amamentar e em alguns casos, doar sangue. Brennda afirma que há quem pense que, criar um filho gerado por outra pessoa é complicado, quando se trata da construção da personalidade e do caráter da criança, pois se deduz que estes são herdados dos pais. Mas para ela, mudar isso é apenas uma questão de tempo e dedicação. “É claro que vemos orgulho nos pais biológicos que também desempenharam a paternidade. Seus filhos têm seus traços, seus trejeitos, suas heranças biológicas.

Mas quem não conhece mães biológicas que não adotaram seus filhos e hoje os arrasta pela vida como fardos ou simplesmente os largam por aí?”. Para Brennda, a recompensa é vista todos os dias, quando vê Giovanna, uma criança que foi desamparada pela mãe biológica, sorrindo e fazendo planos para seu futuro. “Futuro que está sendo construído com minha ajuda, ajuda da minha família e seu esforço pessoal”.

Seu Adamor Carvalho vive uma situação diferente. Aos 63 anos teve que se tornar pai novamente, pois sua filha engravidou de Gabriel, decidiu não cuidar da criança e viajou sem data para voltar. Ele e sua esposa tiveram que mudar toda a rotina para criar o menino. “Fui obrigado a pegar a criança, mas não me arrependo. Já o tenho como meu filho”, confessa. Se antes a rotina dele se adequava aos compromissos de um pai, hoje, Seu Adamor vive uma nova condição: a de pai e mãe, pois sua esposa faleceu há uma semana. “Antes eu ainda podia fazer algumas atividades e deixar o Gabriel com minha mulher, hoje levo ele para onde eu vou. É complicado, mas eu não vejo problema, me sinto feliz em cuidar dele”, declara.

Mãe verdadeira é aquela que, mesmo adotiva, mesmo sendo avô, tio, pai, produz condições para que a criança se torne uma pessoa digna de um convívio social sadio. É aquela, ou em alguns casos, aquele, que desempenha funções capazes de oferecer a continuação do ventre, ou seja, calor e proteção, função de mãe; apresentação suave para viver no mundo, função de pai. O laço de amor que une pais e filhos, biológicos ou não, é construído no dia-a-dia.


Mamãe está fazendo falta nesta fotografia

Miguel Nogueira de Oliveira:

A foto acima é da Família Oliveira, em segunda, terceira e quarta gerações.

Foi um registro feito sexta-feira à noite, em Belém, durante a festa de casamento de meu sobrinho Yuri e Michele.

Yuri é neto de Sarita e Petronilo, meus pais, e filho de Leó, minha segunda irmã.

Há muitos anos não tínhamos como reunir família tão grande e espalhada por esse Brasil.

Somos dez irmãos e irmãs, dois cunhados, seis cunhadas, 20 sobrinhos e oito sobrinhos-netos.

Não puderam vir até Belém minha filha Larissa, que estuda e trabalha em Porto Alegre, meus sobrinhos Cleiton Filho, que mora em Macapá, Jéssica, Erica( e seus filhos Luciano Neto, Rebeca e João Lucas, netos de José Maria), Sandro, Fabrício, que moram em Uberlândia, Nilo e Ana Beatriz, que moram em Porto Velho, Patrícia e sua filha Sophia e Rodolfo, que moram em Santarém, e Rafaela, que mora em Belo Horizonte. Também não estiveram conosco Ítalo, filho de meu sobrinho Cleiton Filho, Gabriel, filho do também sobrinho Genardo, Krynssia( e suas filhas Pietra e Giovana, netas de Benedito), e Letícia(filha de Yuri, neta de Leocádia).

Dos cunhados, Edson Fantini e Emília Barbagelata não estiveram conosco.

Neste momento histórico para nós, descendentes da Família Oliveira, a fotografia registra as seguintes presenças:

Em Pé( da esquerda para a direita): Marcos(genro de Petronílo, pai de Renata), Petronilo(irmão), Ricardo(sobrinho), Laura(cunhada, esposa de Petronilo), Rômulo(sobrinho), Ramon(sobrinho), Luã(filho), Rejane(esposa), Cleiton(irmão), Terezinha(cunhada, esposa de Cleiton), Naíla(sobrinha), Genardo(sobrinho), José Maria(irmão), Airton(irmão), Malu(esposa de Rômulo, filho de Petronilo), Airton(irmão), Ediene(cunhada, esposa de Benedito), Leocádia(irmã) e Camile( com Giovani, no colo, esposa de Ricardo, filho de Petronilo).
Sentados( da esquerda para a direita): Renata(sobrinha, esposa de Marcos), Roberta(sobrinha), Angela(irmã), Tereza(irmã), Benedito(irmão), Vânia(cunhada, esposa de Airton) e Ana Maria(irmã).

Neste domingo dedicado às mães, ao olhar para esta foto, sinto a falta dela, minha mãe Sarita, que a todos nós criou e educou, vencendo as enormes dificuldades desta vida, nos legando a mais nobre das virtudes: a honestidade.