quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Famílias continuam em áreas de risco, mesmo com obras do PAC
Cilícia Ferreia
Repórter
Com base nos dados do ano passado, as áreas mais afetadas segundo a Defesa Civil são Mapiri, Caranazal, Uruará devido estarem às margens dos rios Tapajós e Amazonas. Os moradores que tiveram suas casas tomadas pelas águas ficaram desabrigados. Muitos foram retirados para abrigos públicos, casas de parentes ou para casas alugadas.
No Uruará, por conta das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), algumas famílias foram remanejadas para dar lugar ao início das obras. No entanto, algumas famílias continuam a ocupar suas casas em situação de risco, só que diferente dos outros anos, as casas ficaram numa espécie de 'buraco'.
A área já era alagadiça - mas tinha o curso das águas da chuva diretamente para o rio - se tornou mais vulnerável ainda com o aterramento para a construção do cais de arrimo e das casas do PAC.
O problema é que entre esse aterramento e o parte um pouco mais alta do bairro se formou esse 'buraco', onde existem inúmeras famílias morando.
É o caso de dona Maria Domingas de Moraes que está com a casa encostada no aterro. Ela conta que ficou amedrontada com as primeiras chuvas que caíram em janeiro. "Qualquer chuvinha dá medo porque minha casa já está na beira do aterro e em frente da galeria, tenho medo de que as águas subam rápidas e eu perca tudo", desabafou a moradora.
Segundo dona Maria Domingas, uma equipe responsável pelas obras do PAC em Santarém juntamente com a Defesa Civil estiveram no local para atualizar os cadastros dos moradores. Segundo ela, a equipe disse que só iriam retirar as famílias da área em casos de alagamento das casas. Mas para a moradora o melhor é sair o quanto antes.
Dona Rosa Irene, pescadora, concorda com a vizinha, mas diz que a retirada dos moradores não pode ser para um lugar muito longe de onde moram, pois dependem da pesca e quanto mais perto estivem do rio, melhor. A pescadora conta que o cheiro das águas empoçadas é insuportável e que sabe que o local não apresenta condições mínimas de higiene, prejudicando principalmente as crianças. Ela diz que aguarda ansiosa pela conclusão das obras e pela entrega das casas, pois é a melhor opção de moradia para ela.
Dona Isabel dos Santos diz que tem medo da enchente, pois ano passado a água ficou um pouco acima da metade de sua casa. "Todos tiveram que sair, e estavam morando com nossos parentes, só ficou eu e meu marido aqui para tomar conta das coisas", explica a moradora.
Assim como no Uruará, muitas famílias ainda se encontram em áreas alagadiças no Mapiri, mesmo com o início das obras do PAC no bairro. Os moradores temem pelo inverno desse ano.
José dos Santos diz que sua casa não está tão perto da 'beira' do lago, mas que toda vez as águas invadem sua casa deixando não só sua família ilhada, mas todos que moram nas proximidades do lago. Ele espera que o PAC venha resolver o problema de alagamentos no bairro, mas diz que está desanimado quanto ao PAC no Mapiri, porque ainda não foi construída nenhuma casa.
Coluna de José Olivar
Prefeitos organizam protesto em Brasília e ameaçam fechar as portas
Santana destaca a discrepância entre o aumento das responsabilidades, tais como o pagamento do piso da educação e a implantação do novo salário mínimo, a gestão plena da saúde e educação para a população, com a redução, em pelo menos 48% dos repasses do governo federal, só em 2008 e 2009.
Lei de Responsabilidade Fiscal
Leonardo garantiu que nenhuma tutela jurisdicional poderá penalizar os Prefeitos por não conseguirem cumprir à risca a Lei de Responsabilidade Fiscal, senão eles terão que demitir os médicos, professores, e a maioria dos concursados. Segundo ele, a Lei Complementar nº. 101, de 04 de maio de 2000, intitulada Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, foi elaborada e promulgada, às pressas, por conta de atos isolados de improbidade.
“A Lei de Responsabilidade Fiscal, além de excessivamente técnica e de grande complexidade para ser aplicada no âmbito dos Estados e Municípios, contém muitas falhas e impropriedades por não prever a diminuição dos recursos oriundos das transferências constitucionais, as quais se dão de forma aleatória ao verdadeiro processo federalista, onde a União se mostra exageradamente centralizadora dos tributos e promove renúncias fiscais que só prejudicam os outros entes federados. Ele garantiu que existem na LRF vários dispositivos inconstitucionais.
“A criminalização dos Prefeitos e Prefeitas neste país chega a ser um ato de desigualdade na aplicação das regras da lei, tendo em vista que não há controle externo nenhum aos atos do governo da União, o qual estabelece o que quiser com os tributos arrecadados, enquanto os gestores públicos municipais são penalizados, marginalizados e criticados por faltas que não cometem, pois a responsabilidade pela quebradeira das prefeituras e o desmantelamento da máquina é exclusivamente do governo federal que não dá ouvidos à voz rouca dos Municípios e nem respeita o pacto federativo”. Finalizou.
Antes tarde, do que nunca
A prefeita Maria do Carmo resolveu recuperar o tempo perdido que causou a não liberação do estádio Barbalhão para os jogos iniciais do São Raimundo este ano.
Antes tarde, do que nunca, a própria Maria resolveu fazer o serviço que deveria ter sido feito pela assessora de esportes e lazer, a incompetente Rita Peloso, que além de nada fazer, ainda resolve tirar férias para descansar de sei lá o que.
Hoje, a prefeita acompanhou as vistorias de segurança, vigilância sanitária, inspeção estrutural e já tem em mãos os laudos preliminares que ela mesmo vai levar para Belém visando a assinatura do TAC com o Ministério Público.
A assinatura do TAC e mais a instalação de câmeras de vídeo e a adoção de um plano de segurança vão permitir que a comissão de vistoria da FPF, após inspecionar o Barbalhão, libere o estádio para o jogo do dia 10 entre São Raimundo e Botafogo, valendo pela Copa do Brasil.
(Foto: Ronaldo Ferrrreira)
Prefeita vistoria o Barbalhão
Quer conferir in loco o que ralmene falta para que o estádio seja liberado para jogos oficiais e, finalmente, assinar o TAC se comprometendo com as reformar exigidas pela CBF e FPF.
Puty, o candidato, fala no rádio (II)
O chefe da Casa Civil falou à Rádio Rural que é favorável à construção de hidrelétricas no rio Tapajós, que o problema da falta de água em Santarém será resolvido, que as estradas estaduais serão conservadas no período chuvoso etc etc
Mas não foram só com promessas que o dougtor Puty se preocupou. Ele relacionou as obras e ações do governo Ana Júlia em Santarém, dando ênfase ao Navega Pará.
Detalhe: não mencionou em nenhum momento da entrevista o nome da prefeita Maria do Carmo, companheira de partido, e nem fez menção a nenhuma parceria com o município que, aliás, existem.
Talvez para não misturar assuntos políticos com ações administrativas, né, doutor Puty?
Puty, o candidato, fala no rádio
O pré-candidato a deputado federal pelo PT invade a horta eleitoral do deputado Carlos Martins, irmão da prefeita Maria do Carmo para falar sobre as ações do governo do estado nas áreas de conflitos da resex Renascer.
Puty rechaça a crítica de que o governo do estado foi omisso e explica que a solução do confito é complexa.
E mais uma vez reclamou do Diário do Pará, o jornal do Jader Barbalho. "Parte da imprensa nos criticou - aqui não vou citar o nome - porque nós fomos na área. Falaram que fomos de helicóptero e outras coisas mais", afirmou Puty.
Sobre o atraso das obras de reforma do colégio estadual Álvaro Adolfo, Puty reconheceu o problema, mas informou que o governo abriu cinco licitações para reformar escolas em Santarém, sem explicar, contudo, se o Álvaro Adolfo está incluído nesse pacote.
Daqui a pouco, mais sobre a entrevista do secretário-candidato.
O gado da discórdia
Vai aumentar a tensão entre quilombolas e produtores rurais na área de várzea de Santarém depois que as reses apreendidas durante operação do IBAMA na floresta nacional do Jamaxim pisarem naquelas terras.
O gado foi doado aos quilombolas de 11 comunidades e o rebanho, cerca de 200 cabeças, que já estão nos currais da feira agropecuária desde a manhã de hoje.
Os produtores rurais tentam, sem sucesso, reverter a situação perante a Justiça Federal, mas até o momento só amargam sucessivas derrotas.
Depois de Mojuí, por quê não Curuai?
Perdendo área rural, a prefeitura pode inscrever o município em programas federais para áreas urbanas.
Com território ainda menor, raciocina a prefeita, Santarém só teria a ganhar.
A prefeita Maria do Carmo, por sinal, defende a emancipaçao do distrito de Curuai, na região do Lago Grande, embora espere que a Alcoa, que atua naquela região, possa investir em infra-estrutura básica como estradas, energia e telefonia.
Se isso acontecer, Maria não veria necessidade daquela região se emancipar de Santarém.
Detalhe: a criação de novos municípios brasileiros está suspensa até que o Congresso aprove lei complementar regulamentando a matéria.
Pantera, o ônus da responsabilidade
A conquista do título nacional da Série D pôs o São Raimundo em outro patamar. Trouxe junto o pesado ônus da responsabilidade. Em 2009, sem nada a provar, foi vice-campeão estadual. Agora, a expectativa é outra. A cobrança também. A primeira vítima dessa nova realidade é o técnico Lúcio Santarém, que caiu depois da segunda rodada. Seja quem for, seu substituto terá muito trabalho para pôr a casa em ordem.
Pantera tem novo treinador
O São Raimundo já tem um novo comandante. Após a derrota sofrida diante do Independente (1 a 0), na última terça-feira, no Baenão, Lúcio Santarém se reuniu com os dirigentes do clube, no hotel Paraíso, em Belém, e entregou o cargo. Ontem mesmo a diretoria anunciou a contratação de Flávio Freitas, que dirigiu o Cristal no Campeonato Amapaense.
Lúcio alegou que estava desgastado no comando do time e que sua saída poderá ser benéfica para a equipe. 'Não há mais clima para continuar. A mudança talvez seja positiva para o clube', declarou. De acordo com o diretor de futebol Sandicley Monte o auxiliar-técnico Carpegiani, que chegou a comandar o Pantera na Série D do Brasileiro, segue na direção do elenco até a chegada do novo treinador.
Monte descartou, pelo menos por enquanto, a liberação de jogadores. 'Não haverá dispensas. O grupo segue sendo o mesmo', afiançou. O time alvinegro permanecerá na capital paraense até amanhã, quando viaja no começo da manhã com destino a Marabá, onde no sábado enfrenta o Águia, no estádio Zinho de Oliveira. Hoje o elenco fará treinamentos em dois períodos no Centro Esportivo da Juventude (Ceju), anexo ao Mangueirão. O atacante Hallace, expulso diante do Independente, permanecerá em Belém, onde tem familiares. O atleta só se reintegrará ao elenco na próxima semana, já em Santarém. (Fonte: Amazônia)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
UFPA /Ufopa realiza terceira etapa do vestibular dia 11 de fevereiro
Fonte luminosa, em cidade com ruas cheias de buracos

A prefeitura de Santarém inaugura amanhã uma praça no interior do bosque da cidade que ostenta um equipamento vistoso, ironicamente numa cidade em que falta água encanada um dia e no outro, também.
Uma fonte luminosa é, por assim dizer o creme de la creme dessa praça que custou cerca de 200 mil de reais aos cofres públicos muncipais.
Tudo muito bom, tudo muito bem.
Espera, depois dessa, que as próximas inaugurações sejam de ruas asfaltadas ou recuperadas.
(Foto: PMS)
Padre Edilberto, o repórter do FSM
Um confrade gaúcho enviou ao Blog do Estado a fotografia do padre Edilberto Sena, na sala de imprensa do Fórum Social Mundial, que está se realizando em Porto Alegre.
Edilberto, que é diretor da Rádio Rural, dá flash para a emissora, grava seus editoriais por telefone, alimenta o site da rádio e ainda fica conectado ao gmail com suas fontes e parceiros de Santarém.
O que Edilberto não consegue realizar em Porto Alegre, ainda, é celebrar uma missa, mas ele espera vestir a batina até sexta-feira, data do encerramento do FSM.
Crônica de 4ª Feira - Os dois carros que assustaram minha mãe
Editor-chefe
Em tempos de vacas magras, nossa vida familiar era regrada, no início dos anos setenta, em Santarém. O esforço sobrenatural de minha mãe Sarita, que começou a vender açaí amassando os frutos no alguidar para depois peneirá-lo, para complementar nossa renda familiar, tinha um objetivo: permitir que tivéssemos uma educação de qualidade.
Contando os trocados, economizando aqui e acolá, mamãe quase não saia de casa, a não ser para ir à feira, todas as manhãs, à exceção de domingo, que ela reservava para ir ao velho estádio Aderbal Caetano Corrêa, em dia de jogos do São Raimundo. Além de cultivar o hábito de ouvir rádio - costume que herdei, além de torcer pelo Pantera Negra-, o mundo dela se resumia aos filhos, que ela sonhava, um dia, que todos seriam 'doutores'. Sonho realizado plenamente, antes de deixar a vida terrena, em 1993.
Sem tempo para perceber o mundo ao seu derredor, mamãe levava alguns sustos com situações inusitadas provocadas pelos meus irmãos. Eu e Airton, que hoje é chefe do escritório do DNPM, em Porto Velho(RO), somos testemunhas de alguns frêmitos que mamãe sentiu.
Airton, ou 'Tapioca', como a maioria dos amigos de infância se lembra dele, tinha dois camaradas. Um, no tempo de ginásio, para jogar futebol, era Everadinho, este mesmo que vocês estão pensando, o hoje todo-poderoso secretário municipal de planejamento. No científico do CDA, Tapioca não dispensava a companhia de Edílson Moura no estudo, hoje engenheiro civil do grupo Líder, de Belém.
Certo dia, quando estava se encerrando no rádio "A Voz do Brasil", ouviu-se a buzina de um automóvel parado à porta de nossa casa, na rua do Imperador. Ato contínuo, aquele toc-toc na velha porta de madeira. Pela fresta, mamãe enxergou um carro luxuoso, preto reluzente.
- O que foi que ao aconteceu? Pensou, logo, minha mãe no pior.
Ao ganhar à calçada, lá estava ele, de cigarro na ponta dos dedos: o prefeito Everaldo Martins, amparado pela porta de seu automóvel Itamaraty.
- Boa noite dona Sarita. Posso entrar? Perguntou o prefeito.
- É melhor não, respondeu minha mãe, de bate-pronto.
- O que o senhor deseja?
Dr. Everaldo era amigo de meu pai Petronilio, que chefiava o escritório local do então Departamento Nacional de Endemias Rurais(DNERu), mas nunca tinha nos visitado. Deveria haver um motivo muito importante para aquela visita fora de hora.
- Tenho uma reclamação a lhe fazer. Seu filho bateu no meu filho, no jogo de bola, hoje à tarde, no campinho da praça São Sebastião. Eu exijo providências da senhora.
Na sala, com o ouvido colado à porta, estava Airton, já antevendo que naquela noite iria 'dormir de couro quente', uma sutil expressão que significa levar surra dos pais.
- E eu pensei que era outra coisa, senhor prefeito, resmungou minha mãe. O senhor vem aqui nesse carro bonito, só para me participar que meu filho bateu no seu? Não precisava tanto. Pode deixar que esse moleque me paga.
Até hoje, Airton se lembra dessas boas lambadas de galho de cuieira que levou para não mais brigar na rua.
Viajando no tempo, dou um salto imaginário para contar outro susto de minha mãe, este um pouco mais grave e que quase tem desfecho trágico.
Airton e Edílson estudavam juntos. Pela manhã, era comum os dois se prepararem para as provas do Dom Amando. Até então, minha mãe só se dava conta da presença do colega de meu irmão quando ia à sala espiar a rua pela janela. Mas numa sexta-feira, foi diferente.
Naquele dia, mamãe ouviu, além da buzina, o som da sirene estridente de um veículo. Correu para a porta e deparou-se com um carro-funerário, parado em frente de casa.
Um dos meus filhos morreu! Desesperou-se dona Sarita.
- O 'Tapioca' está? Perguntou Edílson com um riso cínico no rosto.
- Quem morreu, rapaz? Me diga logo, atalhou mamãe.
- Ninguém morreu dona Sarita, respondeu Edílson, já preocupado com as feições suadas e pálidas de mamãe, na iminência de fazer um infarto.
- Vim só estudar. Esse carro é da funerária do meu irmão Manoel e ele me emprestou para vir até aqui, tentou-se explicar Edílson.
Desde aquele dia, Edílson era obrigado a estacionar seu carro-funerário bem longe de casa.
Foi a condição imposta por dona Sarita para que ele pudesse continuar estudando junto com
'Tapioca'.
Prefeitura ganha liminar para demolir construções em área de preservação invadida
Ainda há pouco, o Blog do Estado foi informado que a PMS obteve da justiça uma liminar para prosseguir as demolições de casas, barracos e cercas dentro da área pertencente à família Corrêa, que ameaçam as matas ciliares do igarapé e até as margens do lago do Juá, como mostra a matéria publicada no post abaixo.
Lagos correm perigo com devastação
Nenhuma providência foi tomada pela prefeitura de Santarém, a não ser recentemente mandar derrubar algumas casas que foram construídas naquela área de invasão. Mas os invasores lá permanecem sem ser incomodados.
Ainda há pouco, a Tv Tapajós exibiu reportagem mostrando que as ocupações já se aproximam da margem do lago do Juá e a luta dos pescadores para preservar um dos poucos santuários de reprodução de peixes na zona urbana de Santarém.
Transcrevemos a reportagem de Cilícia Ferreira, publicada no dia 27 de novembro de 2009:

Cilícia Ferreira
Repórter
A invasão que avança rumo ao Lago do Juá preocupa estudiosos da expansão urbana de Santarém. A ocupação desordenada é um fator de risco iminente para a destruição de um berçário de peixes e inimiga do meio ambiente.
Há quase dois meses, uma área de 1.372 hectares foi invadida às margens da rodovia Fernando Guilhon. A ocupação vem causando grandes danos ambientais que vão de derrubada e queimada da vegetação até chegar à mata ciliar - mata típica das margens dos igarapés que servem de proteção - que poderá conseqüentemente extingui-la, assim como o igarapé do Juá.
O engenheiro Roberto Branco, que já foi coordenador municipal de desenvolvimento urbano, em sua dissertação de mestrado, com o tema "a Urbanização de Santarém e a Preservação ambiental do Lago Mapiri: um estudo de caso", faz referência ao desenvolvimento urbano da cidade e importância da preservação do Lago do Mapiri. No trabalho foi abordado a formação da malha urbana que avançou involuntariamente para as áreas dos lagos e igarapés de Santarém. Ocasionando um crescimento desordenado.
A O Estado do Tapajós fez um comparativo do que já aconteceu com o Lago do Mapiri e que o poderá ocorrer com o Igarapé e Lago do Juá com a permanência dos invasores e omissão dos órgãos ambientais.
Roberto verifica que Juá e Mapiri são lagos que durante a cheia são invadidos pelo Rio Tapajós, mas durante a seca o processo é inverso, ou seja, os igarapés que deságuam no Tapajós alimentam os lagos. "Se não fossem os igarapés, durante a seca, os lagos não seriam lagos, seriam áreas baixas alagadas".
Por análise, segundo Roberto Branco, o que acontece atualmente com o Juá, tem as mesmas características do que aconteceu com o Mapiri.
O Mapiri vem sendo, ao longo dos anos, destruído em suas cabeceiras. Os invasores ocupam as áreas cada vez mais próximas do igarapé, destruindo as matas ciliares. No caso do Mapiri, o igarapé do Irurá que o mantém tem sido prejudicado pela descida de areia da Serra do Índio, onde foi retirada a ponta superior da serra a fim de reduzir a altura da serra e facilitar o pouso de aeronaves no antigo aeroporto da cidade. A ação causou um dano ambiental sério, pois os idealizadores da obra não previram o desastre do assoreamento do Irurá com a descida das terras durante a chuva.
Segundo Roberto, matando o igarapé acaba-se com a biodiversidade e transforma-se a área em um 'deserto'. Salientou o avanço das habitações do bairro do Santarenzinho às margens do igarapé, causando um estrangulamento do córrego. O engenheiro é a favor da retirada total da Serra do Índio, pois o impacto seria menor visto que a preocupação deveria ocorrer antes da retirada da parte superior da serra que lhe servia de proteção. Agora sem a proteção natural, a areia desce impactando o ambiente, assoreando o igarapé e toda região.
A proibição da retirada é incoerente na visão do engenheiro. Com a remoção total da serra, a alternativa proposta por ele seria o reflorestamento da área e a construção de uma escola florestal, um bosque ou outra área verde para a cidade.

Atualmente, o Juá passa pela mesma ameaça de degradação do Mapiri, só que ainda é possível impedir que isso aconteça. O ideal é proteger as matas ciliares obedecendo a uma distância de 100 metros, no mínimo, e não 30 metros com prevê a lei federal. Segundo Roberto Branco, apenas os 30 metros não conseguem proteger o igarapé. Ele aponta que algumas casas de banho já se instalaram. Com a entrada dos invasores, as queimadas estão chegando até a beira do igarapé.
O engenheiro enfatiza que a destruição da vegetação que protege as margens do igarapé fará com que água da chuva conjuntamente com a terra carreie para o lago possibilitando o assoreamento. Ele diz que se espanta ao ver a omissão do governo, dos órgãos ambientais e das organizações não-governamentais engajadas na luta contra a destruição da Amazônia, não e pronunciarem e nem agirem em função do igarapé e do lago do Juá.
Segundo Roberto, a área em torno do Juá, por se tratar de um terreno muito arenoso, a queimada da vegetação e ocupação desordenada pode causar o aparecimento das voçorocas, que são grandes valas. E salienta que a vegetação é diferenciada das demais encontradas na região, no entanto, que tem grande importância para o equilíbrio ecológico da região, fazendo com que os animais se mantenham no local e o cerrado ajude não só na proteção natural do igarapé e lago, mas também no clima da cidade.
Roberto observa que nos processos expansões desordenadas é imprescindível que o poder público chegue antes da população, ou seja, fazer a urbanização organizada para que quando população chegar à área encontre um sistema viável de habitação, com os lotes definidos, com a implantação de rede de água, de esgoto e de eletricidade. Proporcionando o crescimento urbano equilibrado, evitando o caos.
O ex-coordenador de urbanismo aponta que a solução é o isolamento imediato das margens do igarapé e da praia. "Pois quanto mais tempo se omite mais área se degrada. O poder público tem essa obrigação, as margens dos igarapés, mesmo passando dentro de propriedades privadas, tem proteção legal. Isolando as margens, o restante do terreno fica a critério do proprietário para utilizá-lo de forma que não degrade o ambiente", alerta Roberto.
Ele afirmou que ao longo dos anos, o igarapé do Juá vem sofrendo ameaças de destruição e alerta que os maiores prejudicados da degradação ambiental são os próprios invasores do terreno às margens da rodovia Fernando Guilhon, que ao ocuparem desordenadamente, acarretam problemas graves de infra-estrutura, saúde pública, educação e outros danos sócio-econômicos.
Ponta do Maguary, Belterra, rio Tapajós
Confirmado: Lúcio Santarém não é mais técnico do Pantera
Lúcio Santarém pediu demissão do São Raimundo em caráter irrevogável.
Dengue, de novo
Um rapaz do bairro do Santo André está internado no HMS.
A Xenofobia Manauara
Vera Cascaes
E vocês lembram do epsódio sobre o Manauara que, em uma breve passagem por Belém, escrevia posts ofensivos em seu perfil do twitter para os paraenses ?
Esta semana, li na coluna da Vera Cascaes do jornal "O Liberal", sobre a cotidiana vida de paraenses que migram para trabalhar e morar em terras amazonenses, especialmente devido à Zona Franca de Manaus e suas oportunidades de trabalho.
Como havia dito na ocasião, via twitter, houve casos em que crianças de 5 anos na escola, praticavam o preconceito contra colegas de sala. Há casos de assassinatos. Mas não há o fim de um consenso que persevera há décadas no pensamento dos habitantes nativos da cidade de Manaus, "a capital da amazônia".
Em uma outra ocasião, falarei de uma viagem que fiz a trabalho para a capital amazonense, e quais histórias escutei a respeito do preconceito manauara.
Só para recordar, o manauara, que viajava a trabalho na ocasião, foi demitido por "não compartilhar com as políticas e idéias da empresa onde trabalhava", depois de inúmeros emails enviados às gerências da empresa da qual fazia parte. Fazia.
Leiam a coluna da Vera, que cedeu gentilmente o texto para publicação neste blog, no qual retrata muito bem a questão xenófoba manauara.
E fim de papo! (Vera Cascaes*)
Certas coisas, melhor nem saber. Mas quando se sabe...
Pois é. Na semana passada, escrevi sobre Manaus e, equivocadamente, disse que os manauaras “não estavam nem aí para essa rixa idiota”. Não é verdade, mil perdões.
A rixa, idiota, é mais exacerbada nos amazonenses, quase feroz. Interessante é que nem existe lógica pois desde a implantação da Zona Franca, as coisas têm andado mais céleres lá que cá, enfim.
Recebi alguns e-mails atestando como Manaus tem progredido, mas muitos contam algo que não imaginava tão grave. O paraense é detestado naquelas plagas e isso talvez explique porque não incluímos a bela ribeirinha em nossos roteiros turísticos.
No orkut existem dezenas de comunidades com teor de intolerância regional explicita, praticamente todas criadas por amazonenses. “Odeio o Pará” e “Odeio Paraense forever” são só um exemplo; nelas somos qualificados como sub-raça, preguiçosos, desonestos.
O inverso não chega a ser significativo; o paraense parece mais se defender daquilo que talvez nem compreenda a razão. Eu, pelo menos, não entendi.
Fiquei furiosa; tentei deixar meu teclado “de molho”, afinal, escrever sobre ódios é algo que não aprecio. Sou do bem.
Francamente, apesar de continuar achando que não estávamos prontos para a copa, que o marketing foi uma lástima, que ainda precisamos de educação e blá-blá-blá; tenho certeza que, se me soubesse tão odiada (toc-toc, mangalô dez vezes), o texto seria um pouco diferente.
Em Manaus, parece comum tratarem paraenses como ladrões; assim, “na lata”. Não é na “plebe rude”, não senhor. Num evento social, ao saber que havia gente daqui, um senhor soltou aquela piadinha infame sobre tomar conta das carteiras. As mulheres do Pará são consideradas destruidoras de lares, para ser um pouco mais delicada que a maioria dos adjetivos usados para desqualificar as paraenses.
Em 2006, Márcio Souza, autor da tetralogia ‘Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro’ (Editora Record) comentou o tema no Diário do Amazonas. Lembrou que a rixa entre amazonenses e paraenses tem origem na intolerância e no estigma contra quem vem de outros estados; e que a rivalidade que existiu na época do Império entre o Pará e o Amazonas era “política, criativa e de alto nível”, entre “grandes empresários” que ajudaram no processo de desenvolvimento dos dois Estados. Segundo Márcio Souza, a rivalidade contra paraenses que vão para o Amazonas atraídos ‘pela ilusão da Zona Franca’, é a mesma existente contra todos os brasileiros pobres. “A imigração sempre existiu. Essa intolerância só reflete a irracionalidade das pessoas de cabeça oca. É uma manifestação racista. As pessoas esquecem que os problemas do Pará são iguais aos nossos.”
Cabeças ocas ou não, precisa-se de paciência para não levar a sério histórias que dão conta que os jogos do Remo e Paissandu estão com pouca bilheteria porque a torcida está em temporada no Amazonas. Nos presídios.
No dia seguinte ao anúncio da escolha da sede da copa, a manchete foi “Chora, Pará!”. E alguns anúncios de empregos, para caseiros, por exemplo, ressalvam que paraenses não devem se oferecer.
Por mais que isso me recorde o ódio argentino, fico tentada a lembrar que no Brasil, trata-se de acintoso crime de racismo, conforme a Lei 7716, em seu Art. 1º: “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97). Trocando em miúdos: pode dar cadeia. No orkut, é só clicar em “denunciar abuso”.
No mais, como diria a Rejane Barros, está encerrada a coluna! E fim de papo.
* A jornalista Vera Cascaes tem 52 anos, e é cronista O Liberal, e publica o blog www.veracascaes.blogspot.com
Não tô nem aí....
Uma delas envolve a assessora de esportes e lazer da prefeitura, Rita Peloso.
No meio de um turbilhão provocado pela não liberação do estádio Barbalhão para os jogos do São Raimundo, Peloso entrou de férias desde dezembro sem tomar nenhuma providência e só volta ao batente em fevereiro.
A prefeita Maria do Carmo, numa demonstração de passividade, assiste a tudo sem tomar uma atitude mais firme diante da boa vida de sua subalterna.
Lúcio Santarém entrega o cargo
Até o momento, Lúcio estaria 'prestigiado'.
Mas, em futebol, quase não se vê treinador 'prestigiado' durar muito tempo.
Vai faltar pilha
A dupla está na lanterna do campeonato paraense, sem nenhum ponto conquistado, após duas rodadas.
Avião teve falha no motor
Pane no motor. Esta foi a causa provável apontada por fontes que viram e vistoriaram a aeronave Embraer 110 Bandeirante, de matrícula PT TAF, da Piquiatuba Táxi Aéreo, que caiu no município Senador José Porfírio, oeste do Pará, na última segunda-feira, com oito passageiros e dois tripulantes a bordo. O motor pode ter parado por manutenção deficiente. No acidente morreram o comandante da aeronave, Carlos Alberto da Silva Navarro, e o empresário Luiz Rebelo Neto, diretor-presidente do Grupo Reicom. Os corpos chegaram no final da manhã de ontem a Belém.
O próprio co-piloto, Felipe Teixeira, relatou à perícia e a amigos mais próximos que a aeronave voava a 1.500 pés, em torno de 450 metros de altura, com velocidade de 100 nós, algo em torno de 180 km por hora, quando perdeu um motor e ficou com apenas um funcionando.
Neste momento, o piloto Carlos Alberto da Silva Navarro decidiu pousar no primeiro pasto que avistou, da fazenda Rosinha, pois avaliou que com a pane no motor dificilmente conseguiria chegar ao destino. A queda seria certa. Mesmo com visibilidade restrita, com o céu encoberto com nuvens, ele optou pelo pouso de emergência.
Ao tentar tocar o solo, a asa direita do avião bateu numa touceira e o nariz da aeronave se chocou num pequeno morro, uma ondulação do pasto. O impacto foi grande. O empresário Luiz Rebelo Neto percebeu a situação na cabine, saiu da poltrona e foi verificar na cabine o que estava acontecendo. O piloto pediu que ele voltasse, mas não houve tempo de colocar o cinto de segurança. 'O piloto disse: volte para sua cadeira que vamos pousar no pasto', contou a fonte.
O impacto no tórax de ambos foi tão grande que estourou a aorta e os dois morreram, provavelmente, de hemorragia interna. Como a cauda do avião ficou intacta, a perícia deve anunciar se encontrou ou não hoje a caixa-preta do avião, que gravou os últimos 30 minutos da conversa entre piloto e co-piloto.
O comandante Navarro já teria comentado com várias pessoas que o motor do avião não estava bom, inclusive com a própria esposa. O avião não era velho, mas havia voado muito, segundo amigos do piloto. Foi adquirido da empresa aérea TAF.
Quando um dos motores falha, o avião passa a ter instabilidade lateral e fica pesado nos comandos, perde o eixo. É preciso pisar fundo para garantir o controle. A aeronave fica em uma situação chamada Stol, que é quando atinge velocidade mínima de sustentação. 'Isso é característica de situação mono motor. Falta velocidade e o avião vai para o chão', analisou a fonte.
A Piquiatuba, proprietária do avião Bandeirante que caiu no município de Senador José Porfírio divulgou, no final da manhã de ontem, uma nota oficial sobre o acidente. No documento, a empresa se limita a informar o número de passageiros que estavam a bordo do avião e garante estar prestando apoio às vitimas.
Seis sobreviventes da queda do avião devem receber alta ainda hoje ou até amanhã do Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, que fica a 300 quilômetros do local do acidente. Dois continuam em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não têm autorização médica para serem transferidos a Belém.
As seis vítimas que apresentam quadro estável estão sendo observadas na clínica cirúrgica do hospital em função da intensidade do trauma. São elas: Marco Túlio Pinto, Paulo Fabrício dos Santos, Sérgio Paulo Quintalha Camargo, José Eduardo Kavark Leite, Flávio David Barra, todos esses diretores e superintendentes da área de Energia do Grupo Andrade Gutierrez, além de Felipe Teixeira, co-piloto da aeronave. Todos os pacientes estão conscientes, de acordo com boletim médico divulgado na tarde de ontem.
O estado mais grave é de Ricardo Muzzi Guimarães, 56 anos, que não consegue respirar sem ajuda de aparelhos. Ele é natural de Belo Horizonte, mas reside em São Paulo, onde ocupa a Superintendência de Obras do setor de Energia da empresa Andrade Gutierrez. O argentino Oscar Raul Gonzalez, 60 anos, também da empresa, tem 'fratura bilateral de clavícula, com enfisema cutâneo, sem pneumotórax. Apresenta também fratura de úmero direito e trauma de crânio com hematoma periorbitário', de acordo com resultado de tomografia normal.
O Grupo Andrade Gutierrez divulgou nota apenas confirmando que seis dos dez passageiros a bordo eram funcionários da empresa e lamentando as duas mortes ocorridas.
(Fonte: Amazônia)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Encerrado: São Raimundo 0 x 1 Independente
Apenas 234 torcedores pagaram ingresso.
O jogo foi disputado debaixo de forte chuva. A partida foi suspensa por cerca de 45 minutos, após o encerramento do primeiro tempo. A partida foi encerrada aos 52 minutos do segundo tempo.
Na sexta-feira passada, o São Raimundo foi derrotado pelo Santa Rosa, na Curuzu, pelo placar de 1 x 0.
Com o resultado de hoje, o São Raimundo, que joga dia 30, em Marabá, contra o Águia, é o lanterna do Parazão.
O atacante Hallace foi expulso no final do jogo. Adeilson e Euler, do Independente, também receberam cartão vermelho.
PMS diz que obras emergenciais estão em estado avançado
As obras emergenciais que estão sendo realizadas em diversos bairros da cidade pela administração municipal estão em estágio avançado. Em alguns locais, os trabalhos estão sendo concluídos.
No bairro do Aeroporto Velho, a Rua Magnólia após receber os serviços de drenagem profunda recebe agora terraplenagem, fase final da obra. Já no bairro do Santarenzinho, segundo a Divisão de Engenharia da secretaria municipal de Infraestrutura (SEMINF), a previsão é que os serviços de terraplenagem iniciem amanhã, 27 de janeiro.
A drenagem da Rua Leão 13, que se contempla outras vias atingidas pela erosão, como a Alameda 16 e a Travessa Onze Horas, no bairro Jardim Santarém, está em fase de construção dos poços de visita. Na Rua José Bonifácio, no bairro da Interventoria, os trabalhos de drenagem es onde os trabalhos estão concentrados às proximidades da Rua Tamoios.
Outra via que também recebeu serviços de drenagem foi a Avenida Tancredo Neves, no bairro da Nova República. Ontem (25/01), iniciou a construção de sargetões que recepcionarão as águas pluviais. A Tancredo Neves também receberá serviços de recapeamento, no trecho entre a Avenida Sérgio Henn e a Travessa Everaldo Martins e pavimentação asfáltica da Travessa Everaldo Martins até a Rodovia Santarém-Cuiabá.
Maria do Carmo não comparece à reunião de mobilização pelo plebiscito do estado do Tapajós
A grande ausente foi a prefeita de Santarém, Maria do Carmo.
O fato não passou desapercebido.
Foi registrado em ata, a pedido do empresário Olavo Neves, ex-presidente da ACES.
A reunião contou com a participação de uma grande caravana de vereadores dos municípios do Oeste do Pará.
Jogo interrompido
Joel Silva dos Santos vai esperar 30 minutos para a chuva passar.
Caso contrário, o jogo será suspenso com a vitória parcial do time de Tucuruí.
A FPF terá de marcar outro jogo para completar o tempo regulamentar (segundo tempo).
Chove forte em Belém
32 minutos do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 1 Independente.
15 minutos do primeiro tempo: São Raimundo 0 x 1 Independente
Mas jogadores do Pantera estão nervosos.
3 cartões amarelos em 12 minutos de jogo.
Maioria dos jurados acata tese de legítima defesa e absolve réu
Os jurados acataram a tese da defesa, tendo à frente o advogado Eduardo Fonseca, que alegou Legítima Defesa em favor do réu, já que a vítima era pessoa conhecida por envolvimento em pequenos delitos e teria tentado matar o sogro do acusado.
(Texto: J. Ninos)
Concurso da Sespa será domingo
As provas do concurso público destinado ao cadastro de reserva da Secretaria de Estado de Saúde Pública
(Sespa) serão realizadas neste domingo (31), nas cidades de Belém, Altamira, Breves, Castanhal, Marabá,
Santarém, Tucuruí e Conceição do Araguaia. Estão inscritos 14.374 candidatos.
As provas objetivas terão a duração de quatro horas e serão realizadas de 8h30 às 12h30 (horário de Belém)
para todos os cargos. O concurso oferece vagas para os níveis fundamental, médio e superior e está sendo
realizado pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), com anuência da Universidade
Federal do Pará (UFPA).
A carga horária de todos os cargos é 30h semanais, e 5% das vagas são reservadas a portadores de deficiência.
Entre os cargos ofertados estão Administrador, Agente Administrativo, Agente de Portaria, Arquiteto, Assistente
Social, Biólogo, Economista, Enfermeiro, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Civil, Engenheiro
Florestal, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Médico, Nutricionista, Odontólogo, Psicólogo, Técnico em Radiologia
e Terapeuta Ocupacional.
Os cargos mais concorridos são Agente Administrativo (Belém -1228 candidatos inscritos); Agente de Portaria
(Tucuruí - 1.307 candidatos); Agente Administrativo (Tucuruí - 820 candidatos) e Agente de Portaria (Belém - 618
candidatos).
Mais informações sobre o horário das provas, orientação para os candidatos e a demanda dos cargos do
concurso C-153/Sespa podem ser obtidas no site www.fadesp.org.br.
Estádio de Marabá deve ser liberado na quinta, 28 para o jogo Águia x São Raimundo








Na tarde de segunda-feira (25), o estádio Zinho Oliveira passou por vistoria técnica e foi praticamente liberado para receber jogos do Campeonato Paraense, com capacidade para 5.100 torcedores. Apesar do trabalho de ampliação e reforma, a comissão composta por representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Vigilância Sanitária anotou 10 adequações, consideradas simples pela Secretaria de Obras e que devem ser concluídas até quinta-feira, para que o Águia de Marabá já possa receber em casa a partida contra o São Raimundo, no próximo sábado (30).
Segundo o tenente Lima Neto, da Polícia Militar, foram levantadas algumas pendências mínimas, como o desnível do piso da área de circulação, ferragens expostas, tamanho irregular do muro que circunda as arquibancadas, além da interdição das obras que estão sendo completadas.
Responsável pelo parecer técnico, o tenente-coronel Daniel, do Corpo de Bombeiros diz que o estádio ainda não pode ser considerado como liberado, mas avalia que faltam poucas correções de rápida execução. Já está agendada uma nova vistoria na quinta-feira (28), quando será observado se as adequações foram feitas. Em caso de resposta positiva, será assinado o TAC e assim o estádio poderá ser liberado para o jogo.
(Informações : Ubiratan Ramos)
Acompanhe aqui São Raimundo x Independente, a partir de 15h30
Labiá, Leandrinho, Filho, Marabá e JoaoPedro; Pitbul, Beto, Tiago Neiva e Michel; Branco e Hallace.
Acompanhe o andamento do jogo aqui pelo Blog do Estado.
Em Santarém, mesmo com dinheiro em caixa, obras emergências estão em ritmo lento
Repórter
Com um recurso do Ministério da Integração Nacional, a prefeitura de Santarém conseguiu iniciar obras emergenciais para a contenção das águas da chuva. São obras, basicamente, de drenagem e terraplenagem. Das obras inclusas nesse projeto estão a Orla da cidade (em frente ao Mascotinho) e as vias: Margarida, Magnólia, José Bonifácio, Tancredo Neves, Curuá-Una (entre Santos Dumont e Haroldo Veloso - Mercadinho da Prainha) e a Leão XII.
As obras iniciaram em meados de outubro e tem o prazo de 90 dias para serem concluídas.
De acordo com Eduardo Araújo, engenheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF), as obras não estão paralisadas, todas estão em andamento. Com exceção da Curuá-Una, que já finalizou a parte que estava prevista no projeto (drenagem, terraplenagem), o que ainda vai ser feito é o serviço de imprimação com recurso do tesouro municipal. As demais estão algumas em fases finais, diz o engenheiro, e outras estão em torno de 30 a 50 por cento de execução, por causa complexidade da obra.
Segundo Eduardo Araújo, as ruas em fase de finalização são Margarida e Magnólia que são também serviços de drenagem e terraplenagem. Na Orla, os serviços são de reforço da estrutura do cais, em 260 metros que cedeu por causa da enchente. O reforço é em forma de muro de peso (muro estruturado com concreto e pedra). A recuperação da urbanização do local bem como a do guarda-corpo para a proteção da população.
Na José Bonifácio, serviços de drenagem e terraplenagem, cerca de 40 % da obra já estão feitos. A Tancredo Neves, além do trabalho de drenagem, contará com serviços de recapeamento do trecho que vai da Sérgio Henn até a Rua D; da Rua D até a Santarém Cuiabá serão feitos serviços de pavimentação, além do assentamento de meio-fio. Eduardo disse que a obra da Tancredo Neves está em cerca de 50% de execução.
A Leão XII é mais complexa por abranger a descida das águas pluviais da parte mais alta, fazendo com que toda a área próxima a rua também fosse comprometida, como os problemas que aconteceram com diversas ruas do Jardim-Santarém. Segundo o engenheiro da SEMINF a idéia é estender os trabalhos até a Magalhães Barata.
FERNANDO GUILHON
Fora das obras emergenciais, Eduardo Araújo informou que nas obras da 1ª etapa duplicação da Fernando Guilhon, o prazo expira em janeiro, mas foi pedido um aditivo de prazo para que se entregue a obra completa. A obra está em fase de impramação para receber pavimentação posteriormente. Logo em seguida, virão os trabalhos construção de canteiros e ciclovias. Ele afirmou que a intenção do governo é entregar a obra o mais rápido possível, já que o recurso está disponibilizado.
Dinheiro para reformar Barbalhão foi repassado ao São raimundo
Repórter
Os jogos do São Raimundo podem ser realizados em outros campos que não o do Colosso do Tapajós. Isso por causa da falta de adequações necessárias no estádio para a realização dos jogos com segurança. Obras que deveriam ter sido executadas pela Prefeitura de Santarém, que administra o estádio, desde dezembro do ano passado.
A prefeitura alega que não dispõe de recursos para fazer as obras emergenciais que permitiriam a estréia do São Raimundo em gramados santarenos, mas o dinheiro arrecadado com as taxas de utilização do estádio, no ano passado, ao invés de serem investidos totalmente em melhorias da estrutura do Barbalhão foi repassado ao clube a título de ajuda para pagamento das despesas dos campeonatos paraense e brasileiro da série D.
Da arrecadação dos jogos realizados no Colosso do Tapajós, 10% vai para o governo municipal, através da AEL, que administra o estádio. De acordo com o secretário de planejamemto Everaldo Martins, dos recursos que foram para ao governo, "a maior parte foi dada para o São Raimundo, tanto na gestão do prefeito José Maria Tapajós quanto da prefeita Maria do Carmo". O que sobrou foi aplicado em obras (luminárias, bilheteria).
Oficialmente, a Prefeitura repassou ao São Raimundo 180 mil reais, em forma de convênios, sendo: uma parcela de 90 mil e Quatro parcelas de 30 mil.
Com a cobrança dos torcedores e pressão da imprensa, o governo municipal se comprometeu em assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para garantir que os próximos jogos com mando de campo do São Raimundo, sejam de fato realizados em Santarém.
A assinatura do TAC, por parte da Prefeitura, garantirá que o estádio seja liberado com restrições, ou seja, após uma nova vistoria apontará como será o funcionamento do estádio até o prazo estipulado no termo de conduta para que o Barbalhão esteja de acordo com as normas do estatuto do torcedor.
A prefeita Maria do Carmo deu uma previsão de que até a semana que vem o TAC deva ser assinado. Espera-se que o estádio esteja liberado a partir de 10 de fevereiro.
Everaldo Martins disse que a prefeitura não tem dinheiro para a realização das obras, devido os meses de outubro a dezembro, no setor público, não ter recursos financeiros ou orçamento.
Até o final desta semana, disse Everaldo, a prefeitura contrata o recurso de R$ 1,8 milhão com o Ministério do Turismo, para que seja aberto o processo licitatório. Ele informou que o governo pediu um prazo de no mínimo 180 dias. Ou seja, jogos no Barbalhão, dentro das normas do estatuto do torcedor, só a partir do Campeonato Brasileiro, série C, no segundo semestre.
PV se reúne dia 3 de fevereiro para definir alianças estaduais
Durante o encontro, que será realizado no auditório João Batista da Assembléia Legislativa, os membros do Partido Verde deliberarão sobre as alianças que o PV fará visando as eleições de 2010.
Segundo José Carlos, o PV tomará uma decisão em direção a um dos grupos políticos majoritários no Pará. “ Temos que tomar uma decisão. Não dá para o PV servir a dois senhores. Vamos decidir nosso rumo dia 3”, afirmou.
Secura, assim como desgraça, só quer começo...
Agora é a vez do bairro do Santarezinho, que está sem águas desde sexta-feira passada.
Amanhã, qual será o bairro que vai entrar nesse rodízio de água da Cosanpa?
Vasco do poder
No dia 1º, o vascaíno Cezar Britto deixa a presidência nacional da OAB. Assumirá o paraense Ophir Cavalcante, outro cruzmaltino roxo. O presidente da OAB-Rio, Wadih Damous, torce pelo mesmo time.
Em dia de jogo do Pantera, vale a pena ler de novo
Mesmo considerado o cérebro da equipe, a diretoria fez pouco caso para renovar o contrato de Trindade para esta temporada. Segundo Peninha Povão, não foi só a questão financeira que pesou para que o 'feiticeiro' deixasse de vestir a camisa alvinegra em 2010.
De acordo com o comentarista, o veto a renovação do contrato de Trindade foi político, uma vez que o meio-campo teria revelado sua intenção de se candidatar a deputado estadual, como já fez com sucesso Robgol, ex-ídolo do Paysandu.
Como na diretoria do Pantera há diretores almejando uma candidatura à Assembléia Legislativa nestas eleições, Trindade passou a ser considerado persona non grata ao time.
Empresário morto em acidente aéreo tinha negócios em Santarém
A Reicon é uma das arrendatárias da CDP em Santarém, em área ao lado do porto da Cargill. A Petro Amazon, outra empresa do grupo Reicon, tem base no bairro da Prainha, na área da Vila Arigó.
Leia mais aqui sobre as atividades de Luiz Rebelo Neto.
