domingo, 1 de agosto de 2010

Ana Júlia lançou campanha em Santarém

A candidata à reeleição ao governo do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), esteve em Santarém no último sábado, 31, onde reuniu lideranças de partidos da Frente Popular Acelera Pará e produtores rurais das regiões do Baixo Amazonas e do Xingu.

Pela manhã, a governadora visitou a Feira do Pescado de Santarém, na orla da cidade, área que o governo do Estado ajudou a prefeitura de Santarém a recuperar. Ana Júlia cumprimentou peixeiros, ouviu reivindicações e pediu votos para “continuar ajudando a prefeita Maria do Carmo a melhorar a vida dos santarenos”.
Em seguida, Ana Júlia se reuniu na Associação Comercial com lideranças políticas de municípios do Baixo Amazonas, como Santarém, Oriximiná, Alenquer e Belterra, e destacou investimentos do governo do Estado na região, entre os quais o hospital regional do Baixo Amazonas, que Ana Júlia completou os equipamentos e colocou o hospital para funcionar, incluindo ainda um centro de radioterapia para pacientes de câncer.
“Agora, os pacientes aqui da região não são obrigados mais a se deslocar a Belém e se afastar da família para fazer esse tratamento”, afirmou a candidata.(Foto: Vera Paoloni)

População de Marapanim faz festa para Simão Jatene
Veranistas do balneário de Marudá, município de Marapanim, receberam com alegria o candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene. Durante todo o percurso da Orla – obra realizada durante o Governo de Jatene – o candidato foi festejado e aplaudido pelas pessoas que estavam curtindo o último final de semana do veraneio.

Acompanhado pelo candidato a vice, Helenilson Pontes, de Flexa Ribeiro, candidato ao Senado e Jatene sentiu mais uma vez a grande receptividade do povo paraense à sua candidatura.

A população de Marapanim lembrou durante a visita do candidato as várias realizações do Governo Jatene no município, entre as quais a Orla de Marudá e o asfaltamento da PA-318 – trecho PA-136/Marapanim/Marudá,

No domingo, o candidato não teve agenda política. Segunda-feira, ele começa a semana com uma caminhada pelo complexo do Ver-o-Peso, em Belém, a partir das 6 horas da manhã.

sábado, 31 de julho de 2010

TRE indefere registro de ex-prefeito de Itaituba com base na lei da Ficha Limpa

Rita Soares

O ex-prefeito de Itaituba, Roselito Soares (PR), foi o primeiro político paraense a ter registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional do Pará com base na lei da Ficha Limpa.
O julgamento acabou há pouco e o pedido de registro foi negado porque o candidato foi condenado por um colegiado. O crime foi compra de votos, cometido na última eleição municipal.
Também acusado por compra de voto, o vereador Mário Correa (PR) não teve a candidatura a deputado estadual cassada porque foi apenas multado.
O caso André Dias não foi julgado hoje. Faltou parecer do Ministério Público Eleitoral.

Com informações da repórter Aline Brelaz que acompanhou a sessão no TRE

sexta-feira, 30 de julho de 2010

TSE inaugura Centro de Divulgação das Eleições 2010

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inaugurou hoje (30) o Centro de Divulgação das Eleições 2010, que receberá cerca de 500 jornalistas de todo o país e do exterior que cobrirão as eleições 2010. Sessenta e oito veículos foram credenciados para usar o centro, que fica localizado no térreo do tribunal.

Não é a primeira vez que o centro é montado, mas segundo o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, o “centro é totalmente novo, pioneiro em termos nacionais, construído em função da grande demanda que tivemos por parte dos veículos para ter informações das eleições”.

O TSE é responsável pela totalização e divulgação dos resultados das eleições presidenciais, que será acompanhada ao vivo pelos veículos no Centro de Divulgação. O tribunal também divulgará os dados consolidados das eleições para governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital, que é totalizada pelos tribunais regionais eleitorais.

A cobertura no TSE será acompanhada por 22 emissoras de televisão, 16 emissoras de rádios, dez jornais, 19 sites e agências de notícias - das quais quatro são estrangeiras - e uma revista. O espaço tem uma sala para entrevistas com capacidade para 100 pessoas, 16 cabines para rádios e locução, 12 cabines para emissoras de TV e 62 bancadas individuais para atender os veículos impressos e eletrônicos. Para as televisões, também foram montados sets de filmagem.

AnônimoRuth Rendeiro escreveu sobre a postagem Advogada chefia comunicação social da UFOPA
Parabéns pela abordagem lúcida e que retrata bem a situação que infelizmente ainda predomina em muitas instituições. Trabalhei em assessoria de imprensa por quase 30anos e presenciei situações similares a que você descreve na UFOPA. O importante é que todos entendam que não há nada pessoal contra esse ou aquele advogado, agrônomo, médico ou biólogo. A questão é bem mais profunda e envolve ética e áreas do conhecimento. Se todos os demais profissionais passaram quatro, cinco anos em uma faculdade habilitando-se para ser especialista em medicina, engenharia, agronomia ou leis, dedicamos esses mesmo tempo nos especializando em comunicação com todos os seus complexos processos e segmentos. Nada mais justo do que sermos de fato e de DIREITO os responsáveis por essas áreas. Como reagiriam os colegas de outras áreas se ocupássemos a assessoria jurídica ou o departamento médico da UFOPA ?
Ainda há tempo de remediar.

Herbert Marcus escreveu comentário sobre a postagem "Advogada chefia comunicação social da UFOPA":

Miguel,

Muito acertadamente você diagnostica como regressão a nomeação de uma advogada para o cargo de chefia da área de comunicação da UFOPA, ainda que amenize o fato ao usar o termo "involuntária".

Apesar dos tantos avanços e conquistas, principalmente nas duas últimas décadas, ainda persistem os "feudos" manifestos dessa regressão, como bem observou a Ruth em seus 30 anos de experiência.

Há cinco anos quando entrei no Incra,como assessor de comunicação concursado, encontrávamos muitos DAS ocupando coordenadorias de comunicação. Hoje, felizmente, a situação é outra, os DAS rareiam em nossos encontros nacionais.

Não é o caso de outros órgãos públicos, exemplo da Receita Federal, no qual os cargos de chefia de comunicação são ocupados por profissionais de outras áreas.

As consequências disso são sempre nefastas, tanto para o órgão quanto para a sociedade, em termos de prestação de serviços. Além de questões éticas, implica em prejuízos e desperdícios pagos com os impostos dos contribuintes. Caso de revistas mal elaboradas que foram queimadas, jornais que interessam somente as chefias e por aí afora.

Espero que o reitor José Lourenço não ceda às pressões do QI, que certamente estão sendo feitas, para que fulano ou beltrano ocupe tal cargo, sem levar em consideração o perfil técnico dos "indicados".

Em todo caso, chefia ou coordenação de comunicação tem de ser ocupada por profissional da área, seja de jornalismo, propaganda ou de relações públicas. Quanto mais competente, melhor ainda para o serviço público.

Abraços, Herbert Marcus

Advogada chefia comunicação social da UFOPA

Miguel Oliveira
Editor-Chefe


Quando o reitor José de Seixas Lourenço for recepcionar, hoje, com as pompas merecidas, os novos técnicos aprovados em concurso público para o quadro de pessoal da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) terá que enfrentar um incômodo questionamento sobre os critérios de nomeação para cargos de chefia a que esses servidores estarão vinculados.

Na área de comunicação social, inexplicavelmente, a chefia do setor foi reservada a uma advogada que, salvo melhor juízo, deveria atuar na assessoria jurídica ou noutro setor administrativo da UFOPA.

Antes que este arrazoado pareça uma peça corporativista, uma vez escrita por jornalista, quero relembrar que esta dicotomia, ainda nos idos da década 80 do século passado, já era alvo de discussão nos sindicatos e na academia. Frequente era a usurpação de cargos de chefias afins de nossa categoria por profissionais de outra área de conhecimento.

Mas, irônicamente, nos deparávamos com situações da 'casa-do-sem-jeito", uma vez que não havia, àquela época, legislação que normatizasse o setor de comunicação social ou ainda que havia carência de profissionais de comunicação devidamente habilitados para essas funções de chefia. Até em Santarém já há curso de jornalismo, situação impensada até pouco tempo. Portanto, pessoal habilitado não falta, o que derruba a tese de "carência de pessoal" no setor.

Agora, a frente mais de três décadas, há, embora involuntária, uma regressão, considerando o caso da UFOPA. O reitor Seixas Lourenço, com quem mantenho fortes laços de cooperação institucional, há de reconhecer que a indicação de pessoal inabilitado e sem formação específica para chefiar tão importante setor da universidade está na contramão de seus próprios esforços despendidos para dotar a UFOPA, em sua gênese, de um quadro de pessoal competente, habilitado e afinado com as áreas de conhecimento para os quais se destinam os serviços do dia-a-dia de uma universidade federal.

Nada tenho de pessoal contra a indicação da advogada Alda Fernandes para o cargo de chefia. Meu comentário se restringe ao fato de que a UFOPA recentemente admitiu em seus quadros duas jornalistas e ainda há uma há uma terceira profissional da área de comunicação na assessoria de comunicação da instituição. Por isso, soa-me como inconcebível que o reitor, por ação ou omissão, permita que essa situação anômala se mantenha intocada, e que profissionais do setor sejam alijados desse cargo de chefia.

Corrigir esse erro é imperioso ao reitor Seixas Lourenço para que este continue a merecer cada vez mais a confiança e o apoio dos segmentos que sempre defenderam a implantação de uma universidade amazônica, cujo cargos de chefia estão afinados com suas respectivas áreas de conhecimento.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Carajás começa de novo, mas o Pará não percebe

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


A Vale começou a realizar no ano passado o maior investimento da sua história e também o maior da indústria de minério de ferro no mundo. Aplicará até 2015 11,3 bilhões de dólares (mais de 20 bilhões de reais) para dobrar a produção de Carajás, no Pará, que chegará a 230 milhões de toneladas anuais, metade do que a Vale pretende extrair em todo país naquele ano.

O novo projeto, mais grandioso do que o inicial, que entrou em operação em 1984, irá incorporar a maior de todas as jazidas da província mineral de Carajás, a de Serra Sul, no momento em que a primeira mina, de Serra Norte, já entrará em fase de redução, e a outra jazida, bem menor, a de Serra Leste, terá entrado em produção.

Dos US$ 11,3 bilhões previstos, US$ 7,8 bilhões serão gastos na duplicação de dois terços da ferrovia de Carajás (em 604 dos seus 822 quilômetros de extensão) e na construção do 4º píer do porto de embarque, na Ponta da Madeira, na ilha de São Luís do Maranhão. Os restantes US$ 3,5 bilhões serão absorvidos pela própria mina, em território paraense. Só neste ano a empresa desembolsará US$ 1,1 bilhão (US$ 766 milhões na logística e US$ 360 milhões na mina).

O programa de investimentos não inclui apenas minério de ferro. No próximo ano o projeto Onça Puma entrará em operação, produzindo 58 mil toneladas de níquel contido em ferro-níquel, seu produto final, ao custo de US$ 2,3 bilhões, sendo US$ 510 milhões neste ano. No segundo mestre será a vez do projeto Salobo dar a partida, com 127 mil toneladas de concentrado de cobre (mais 130 mil onças de ouro), depois da aplicação de US$ 1,5 bilhão, dos quais US$ 600 milhões neste ano. Metade desse investimento (US$ 855 milhões) irá para Salobo I, que acrescentará 127 mil toneladas de concentrado em 2013.

Assim, só no conjunto de Carajás, a Vale aplicará US$ 15 bilhões em cinco anos, um valor de grandeza mundial. Mas não ficará nisso. A usina siderúrgica da Alpa (Aços Laminados do Pará), em Marabá, tem orçamento de US$ 2,8 bilhões para produzir, a partir de 2013, 2,55 milhões de toneladas de placas de aço, que serão utilizadas em parte no próprio local para laminação de semi-acabados.

A primeira fase da CAP (Companhia de Alumina do Pará), em Barcarena, prevê US$ 2,7 bilhões para a escala de 1,8 milhão de toneladas de alumina. Mas a capacidade final será de 7,4 milhões de toneladas, a mesma da vizinha Alunorte, que já é a maior do mundo. Para tornar possível essa expansão da produção, a mina de bauxita de Paragominas receberá US$ 487 milhões para passar de 9,9 milhões para 14,85 milhões de toneladas de minério em 2012.

Esse conjunto de projetos chega a US$ 21 bilhões no qüinqüênio, o equivalente a quase quatro orçamentos anuais do Estado do Pará, com uma diferença fundamental: todo esse dinheiro se destina a investimento, enquanto pelo menos 85% da arrecadação estatal são absorvidos pelo custeio da máquina. Feito o paralelo apenas das verbas de capital, o que a Vale vai aplicar no Pará e no Maranhão em cinco anos corresponde a meio século de investimentos do Estado.

Desta vez, finalmente, vamos nos desenvolver? É o que diz a empresa, com a força de ser mais poderosa do que o próprio governo. E com um poder que crescerá ainda mais pelos próximos anos, já que o Pará será a sua principal fonte de renda em todo mundo. Antes de incorporar como verdade o discurso propagandístico da Vale, que, graças principalmente ao Pará, acumula os títulos de maior empresa privada e maior exportadora do país (já estão trabalhando no Estado 37% dos empregados da antiga estatal, contra 34,4% em Minas Gerais), é preciso processar um volume enorme de informações e considerar uma contextualização extremamente complexa.

O que primeiro assusta é o fato de que esse volume ciclópico de investimentos, em sua maior parte absorvido por máquinas e equipamentos, visa a extração de recursos naturais, a maior parte deles não renováveis. O mais importante é o melhor minério de ferro existente na Terra. Em qualquer país consolidado, a estrutura logística que a Vale criou, está criando e opera estariam sob o controle do Estado e não de uma empresa privada, inclusive nos Estados Unidos. Às duas ferrovias, que são suas por concessão federal e que são também as principais vias de escoamento de carga do Brasil, a Vale acrescentará a Norte-Sul, que fará a ligação entre a ferrovia de Carajás ao norte e a Vitória-Minas ao sul.

Por Carajás, que é um núcleo por excelência de exportação (enquanto o Sistema Sul divide sua produção para também atender o consumo interno), circula o maior trem de carga do mundo (cada um deles com 330 vagões, tendo quatro quilômetros de comprimento). Em nove viagens diárias, os trens têm condições de colocar no porto 400 mil toneladas de minério. Nessa escala, em apenas dois meses a ferrovia dá conta do máximo de exportação que estava previsto no projeto para todo um ano, quando a mina começou a funcionar.

Com a escala de 230 milhões de toneladas por ano, a cada quatro anos a jazida de Carajás perderá quase um bilhão de toneladas. Em 30 anos, o filé mignon do minério de ferro do mundo estará transformado em aço na China ou na Europa. Em Carajás só não ficarão apenas buracos porque agora a legislação ambientalista exige que eles sejam tapados.

É um dado chocante. A Vale julga neutralizar o impacto alegando que nunca, como agora, o minério de ferro teve preços tão altos. É verdade. No início da década cada tonelada de ferro valia US$ 30. Hoje, seu preço varia entre US$ 130 e US$ 150 (preço no porto de embarque, sem considerar o frete, que chegou a estar mais alto). Esse incremento, de até cinco vezes em 10 anos, no entanto, foi plenamente absorvido pelas siderúrgicas, que continuaram a expandir suas capacidades.

Não só transferindo o custo para o produto como também por avançarem no processo de transformação industrial. Economizaram energia ao descartar o processo produtivo de maior demanda, no enriquecimento do minério e na sua primeira elaboração, até o limite dos semi-acabados. Empresas como a Vale se encaixaram nessa nova divisão internacional do trabalho e assumiram seu papel de fornecedoras de matéria prima e insumos para os grandes grupos.

Em "2002 aexportação brasileira de produtos de origem mineral alcançava US$ 6 bilhões. Em 2007 foi a US$ 21 bilhões. Metade do saldo da balança comercial brasileira em 2009 foi proporcionada pelos minérios, mesmo com a crise mundial. Em 2008, ano recorde, essa participação foi de 53%. Neste ano a perspectiva é de um novo recorde. Em maio, a exportação do minério atingiu um patamar nunca alcançado: somou US$ 2 bilhões.

A maior parte dessa exportação vai para a Ásia, tendo a China como destaque. Essa diretriz é ainda mais acentuada em relação ao minério de Carajás, não por acaso o mais rico: 80% dele seguem para a Ásia, sendo 60% para a China. As exportações brasileiras para a China foram de US$153 bilhões no ano passado.<

Para a Vale, é nesse rumo que a empresa (e o país) deve seguir porque as necessidades chinesas assegurarão volume e preço ainda por bastante tempo. Graças a essa renda, a empresa e o país terão recursos para promover a diversificação de produtos e intensificar a industrialização. Mas se essa alegação pode ter algum sentido para o governo federal e a companhia, não apresenta o mesmo rendimento para o Estado. É brutal o contraste entre o enriquecimento da Vale (cujo valor de mercado é de US$ 140 bilhões) e da União (que nunca arrecadou tanto) e os terríveis indicadores sociais do Estado. Uma das últimas façanhas negativas do Pará é ter o pior ensino fundamental do país. Indicador de futuro comprometido.

Mas alguém no Estado pensa a sério nessa situação? Alguém se impressiona e se assusta com esses dados? De um lado, bilhões de dólares; do outro, pobreza e degradação social, incivilidade, violência, precariedade. O estado de insensibilização é tal que, embora o Pará tenha um comércio pesado com a China, a Federação das Indústrias do Estado não participa do Conselho Empresarial Brasil-China. Mas lá estão as federações de cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso), que também mandam seus produtos para o outro lado do mundo.

Nós, ao que parece, não estamos no mundo. Parecemos aceitar que nos privem dos nossos recursos naturais sem ao menos cogitar outras formas de exploração, como se as que estão em curso fossem inevitáveis, sagradas. A Austrália, competidora direta do Brasil no mercado de minério de ferro, resolveu descruzar os braços e ganhar mais do que o que lhe era oferecido. Primeiro imaginou um imposto sobre os superlucros dos recursos. Sob artilharia pesada das empresas, recuou para o imposto sobre a renda dos recursos minerais, ainda tentando manter alíquotas maiores do que as praticadas até então (30% ou 40%).

Qualquer que venha a ser a fórmula a ser adotada, uma coisa é certa e salta aos olhos: não se pode admitir que a Vale embolse enormes lucros e distribua aos seus acionistas dividendos nababescos, enquanto a receita dos impostos é microscópica e as compensações não passam de perfumaria. A Vale quer aproveitar as vacas gordas dos preços altos das commodities e por isso multiplica a produção e a exportação, que lhe asseguram uma das maiores rentabilidades no mercado internacional. Mas deixa, para os donos dessas riquezas, apenas os ossos do banquete.

É preciso mudar logo essa situação. A atitude inicial é acabar com a nociva “lei Kandir”, que isenta de ICMS os produtos que exportamos. Depois, deve-se estabelecer um percentual de retenção do lucro da empresa a partir de determinado nível, para que os ganhos sejam distribuídos. Tudo isso sem deixar de fazer a pergunta elementar: interessa-nos essa escala gigantesca de extração dos nossos recursos naturais? E, naturalmente, buscar a reposta e a forma de dar-lhe vida.

Sem isso, o Pará continuará parado no ar.

Base de Jatene no Oeste do Pará está fortalecida


Os principais líderes políticos da região oeste do Pará participaram de reunião esta semana com o candidato da coligação “Juntos Com o Povo”, Simão Jatene, para mostrar o peso da candidatura na região. O encontro foi com os candidatos a deputado federal, Lira Maia (DEM), e a deputado estadual Alexandre Von (PSDB) e Nélio Aguiar (PMN).

Além de contar com um santareno como vice(Helenilson Pontes), Jatene possui grande apoio da população do oeste do Pará porque levou investimentos para a região que melhoraram a vida da população.

Ana garante obras com verbas do PAC

“Nosso programa de governo inclui o PAC do Pará, um programa de investimento de R$ 109 bilhões, entre recursos estaduais, federais e de iniciativa privada, que vai melhorar a vida das pessoas em vários aspectos”, informou Ana Júlia à população, ao visitar ontem, o bairro de Canudos, em Belém. Naquele local o governo do estado vai construir um conjunto habitacional para onde serão remanejadas 215 famílias.

São Raimundo perde em casa para o Fortaleza

Não deu para o Pantera... O São Raimundo perdeu para o Fortaleza (CE) por 3 a 2, em partida realizada na noite desta quarta-feira (28), no Estádio Jáder Fontenelle Barbalho, o Barbalhão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Mesmo atuando com o apoio do seu torcedor, o alvinegro santareno não conseguiu a vitória e agora fica em situação difícil na competição nacional.
E com o apoio do seu torcedor, o Pantera saiu na frente logo aos quatro minutos. O meio-campo Soares cobrou falta com perfeição, no canto esquerdo do goleiro Fabiano: 1 a 0 São Raimundo. Por duas oportunidades, o segundo gol só não saiu pela indefinição do ataque mocorongo.
Porém, o Fortaleza (CE) cresceu no jogo e perdeu dois bons lances com o veterano Paulo Isidoro e com Tatu. Contudo, aos 30 minutos, não teve jeito. Peter chutou de fora da área, a bola desviou na cabeça do atacante André Leonel: 1 a 1. Atordoado, os santarenos levaram o segundo tento, em jogada de velocidade do atacante Tatu, que não desperdiçou, aos 40 minutos. E a noite não poderia ser pior para a Pantera. Nos acréscimo, Labilá saiu mal e André Leonel deu números finais ao primeiro tempo: Fortaleza (CE) 3 a 1 São Raimundo.
Para a segunda etapa de partida, o técnico Valter Lima fez duas mudanças, a principal foi a saída de Sató, acabando com o domínio do Leão pelo lado direito do campo. E mais uma vez o time do Sudeste paraense marcou no início de jogo. Branco recebeu cruzamento e, aos três minutos, diminuiu o placar, para a alegria da torcida presente em Santarém: 3 a 2.
O domínio era alvinegro. Por pouco, Clóvis não empata, mas o goleiro Douglas era o grande destaque pelo lado do Fortaleza (CE) e colocou a bola para escanteio. A última investida de Valtinho foi a entrada do atacante Marinélson, dando maior mobilidade ao ataque da Pantera.
O São Raimundo tentou de todas as formas empatar a partida, mas os cearenses saíram de campo com a vitória por 3 a 2. O próximo jogo do São Raimundo na Série C será no dia 8 de agosto (domingo), contra o Rio Branco (AC), no estádio Arena da Floresta. Já o Fortaleza recebe o Paysandu no dia 7 do mesmo mês (sábado), no estádio Castelão.

Ficha técnica

São Raimundo 2 x 3 Fortaleza (CE)
Local: Estádio Jáder Fontenelle Barbalho (Barbalhão)
Árbitro: Mayron Frederico dos Reis Novais (MA). Assistentes: Aelson Mariano Campelo Gomes (MA) e Sergio Henrique Campelo Gomes (MA)
São Raimundo: Labilá; Sató (Preto Barcarena), Filho, Preto Marabá e Souza; Beto (Michel), Marcelo Pitbull e Clóvis e Soares; Del Curuça (Marinélson) e Branco.
Técnico: Valter Lima
Fortaleza (CE): Douglas; Peter, Gaúcho, Leomar e Jef Silva; Cleber Goiano, Marcus Vinícius, Paulo Isidoro (André Turato) e Éder (Régis); André Leonel e Tatu
Técnico: Zé Teodoro
(Farol do Tapajós)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Atualizações em julho

O Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Justiça suspende concurso do Incra em todo o país


A Justiça Federal suspendeu nesta segunda-feira, 26 de julho, o concurso realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) este ano. Também foi suspensa a nomeação dos candidatos aprovados. Assim que for oficialmente intimado da decisão, que vale para todo o país, o Incra terá que cumprir as determinações imediatamente. A decisão, da juíza Lucyana Said Daibes Pereira, da 2ª Vara Federal em Belém, foi tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Assassinatos marcam retomada da exploração de ouro em Serra Pelada

No período em que a Colossus, com sede em Toronto, no Canadá, fechou contrato com cooperativa local de garimpeiros para reativar a mineração, houve três execuções, um suposto suicídio e tiroteios, além de intervenção de coronel que fora agente do SNI

Leonencio Nossa, enviado especial a Serra Pelada. Rodrigo Rangel, de Brasília - O Estado de S.Paulo


Lama. Garimpeiros fazem extração manual com água e mercúrio - empresa canadense vai explorar subsolo de Serra Pelada

A violência marcou o período em que a empresa Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) fecharam contrato para explorar ouro no local. Houve três assassinatos, um suposto suicídio, tiroteios e a intervenção de um ex-araponga indicado pelo então ministro, hoje senador, Edison Lobão (PMDB-MA).


Veja também:

Esquema de Lobão paga R$ 900 a 96 garimpeiros


O Estado revelou ontem que o grupo de Lobão montou um esquema com empresas de fachada e caixa 2 e tomou o controle da Coomigasp para garantir a exclusividade na exploração do ouro subterrâneo da jazida, localizada no município de Curionópolis, na região sul do Pará.

Um dos assassinatos ocorreu em maio de 2008. A execução do sindicalista Josimar Barbosa, presidente afastado da Coomigasp e rival do grupo ligado a Lobão, facilitou o avanço da Colossus. Morto com 13 tiros por dois motociclistas até hoje não identificados, Barbosa tinha obtido na Justiça o direito de voltar ao posto.

À época, a Coomigasp estava sob controle de Valdemar Pereira Falcão, um dos aliados de Lobão. Na Justiça, Josimar alegou que o rival havia sido eleito em uma assembleia sem quórum. O argumento funcionou, mas a liminar não chegou a ser cumprida. Houve o assassinato.

Associados passaram a apontar o grupo de Valdemar como culpado. A contenda enfraqueceu a turma ligada a Lobão. Fragilizado, em outubro de 2008 Falcão pediu à Justiça do Pará que determinasse intervenção na Coomigasp. A desembargadora Maria Rita Lima Xavier aceitou o pedido e coube a Lobão, à época ministro de Minas e Energia, indicar o interventor. A parceria com a Colossus seguiu firme.

Velho amigo. Lobão indicou como interventor um velho amigo, o coronel da reserva do Exército Guilherme Ventura, ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI). Ele fora secretário de Segurança Pública do governo de Lobão no Maranhão, em 1993 e 1994 , e tem no currículo ações de repressão a movimentos de posseiros.

Quando Ventura apareceu no garimpo, em 2008, a Colossus tinha fechado o primeiro contrato com a Coomigasp, que garantia à empresa participação de 51% na sociedade para extrair ouro.

Ventura enviou ofício à Justiça propondo varrer o povoado de Serra Pelada, transferindo os 7 mil habitantes para outra área. Fez uma lista de supostos criminosos do garimpo - todos contrários ao acordo com a Colossus.

Um dos mais destacados opositores do acordo com a empresa morreu em fevereiro de 2009. O corpo de José Ornédio de Lima, o Zé da Padaria, de 46 anos, e 0 da sua mulher, Vânia, foram encontrados no casebre em que viviam. A polícia concluiu que Vânia, em depressão, teria matado o marido e depois se suicidado.

A versão é contestada pelos antigos aliados de Zé da Padaria, também acusados de violência. Integrante de uma caravana de Imperatriz (MA) escalada para defender o contrato com a Colossus, Manoel Batista Oliveira morreu quando o ônibus em que viajava foi alvejado por atiradores, perto da entrada do garimpo.

Assessor eleito. Em janeiro de 2009, Ventura conduziu uma eleição para escolher o novo presidente da Coomigasp. O vencedor foi Gessé Simão, ex-vereador de Imperatriz e homem de confiança de Lobão, que nos anos 1980 assessorou o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz Davi Alves Silva - assassinado em 1992.

Foi com Gessé no comando da cooperativa que a Colossus conseguiu fechar, em setembro de 2009, um aditivo aumentando para 75% a sua participação no negócio. Dois meses depois, o presidente da Coomigasp disse aos associados que haviam sido feitas "alterações" no contrato. Elas foram aprovadas por unanimidade.


Para lembrar


O senador Edison Lobão (PMDB-MA) atuou em várias frentes pela reabertura de Serra Pelada. Primeiro, articulou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo. Em 2007, ele conseguiu que o governo convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa os seus direitos de exploração no local. Em 2009, já com Lobão ministro de Minas e Energia, a Vale cedeu à Coomigasp mais 700 hectares de área. Na sequência, garimpeiros ligados a Lobão assumiram a entidade em um processo conturbado e violento. Nessa época, foi fechado o contrato entre a cooperativa e a empresa canadense Colossus, constituída por um emaranhado de pessoas judídicas, mas, na prática, controlada por brasileiros com ligações estreitas com o próprio Lobão. A Vale afirma não se interessar pela exploração da área.

sábado, 24 de julho de 2010

São Raimundo estréia com empate na série C

Na noite deste sábado, Águia-PA e São Raimundo-PA se enfrentaram no Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá, e ficaram no empate por 1 a 1, pela segunda rodada. Com esse resultado, o Águia chegou aos dois pontos, e assumiu a vice-liderança do Grupo A. Enquanto isso, o São Raimundo chegou ao primeiro ponto, na terceira colocação.

O jogo

No primeiro tempo, o Águia foi bem melhor, sempre se mantendo com maior posse de bola no ataque, e com isso, criou as melhores chances. Com tudo isso acontecendo, aos 47 minutos da primeira etapa, Felipe Mamão recebeu na entrada da área, invadiu, e tocou na saída do goleiro, abrindo o placar para os donos da casa.

No começo do segundo tempo, o São Raimundo voltou com mais força ofensiva, e foi em busca do empate. Logo aos sete minutos, o árbitro marcou uma falta que foi cobrada por Soares. O jogador acertou uma bomba de intermediária, e garantiu um ponto aos visitantes.

Próximos Jogos

Na próxima rodada, o São Raimundo volta a jogar na quarta-feira, às 20 horas, em casa, contra o Fortaleza. Enquanto isso, o Águia joga somente no domingo, fora de casa, contra o Paysandu.

Ficha técnica

Águia-PA 1 x 1 São Raimundo-PA

Local: Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá
Árbitro: Andrey da Silva e Silva-PA
Assistentes: Diógenes Menezes Serrão-PA e Lúcio I. R. da Silva de Mattos-PA
Cartões amarelos: Thiago Marabá (Águia); Beto (São Raimundo)
Gols: Felipe Mamão aos 47/1T (Águia); Soares aos 8/2T (São Raimundo)

Águia-PA
Alan; Gustavo, Ari, Ediklebér e Marcondes; Charles, Analdo, Jaime (Thiago Marabá) e Daniel; Samuel Lopes e Felipe Mamão.
Técnico: João Galvão

São Raimundo-PA
Labilá; Sató, Filho, Marabá e Souza; Décio, Michel (Flanela), Marcelo Pitbull e Soares; Del Curuça e Branco.
Técnico: Walter Lima
(Com informações da Rádio Clube)


Eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


Quando chegar à urna eletrônica, o eleitor poderá escolher um candidato com identidade, proposta e currículo honorável? Ou os nomes foram nivelados por baixo e estabeleceram seus acordos visando, acima de tudo, o interesse pessoal? Está difícil o voto consciente.

A eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará desde que o povo voltou a eleger a principal autoridade pública do Estado, em 1982.

De 1971 até 1982 os governadores foram eleitos apenas pelos deputados estaduais. No retorno da votação direta e geral se uniram o último governador eleito, em 1965, o tenente-coronel Alacid Nunes, um dos militares que entraram na vida política com o golpe de 1964, e a maior liderança da oposição, o então deputado federal Jader Barbalho. Apesar dessa companhia contraditória, Jader se elegeu governador com uma boa imagem porque do outro lado estava a outra facção da política até então dominante, liderada pelo coronel Jarbas Passarinho.

O governo federal, chefiado pelo general João Batista Figueiredo (o último dos generais-presidentes), apoiou Passarinho, que disputava a reeleição para o Senado, e seu candidato ao governo, o empresário Oziel Carneiro. Já a máquina pública estadual foi colocada a serviço de Jader Barbalho, garantindo sua vitória por uma pequena diferença de votos. Jader se iniciara na política como vereador, 12 anos antes, sob o eco do baratismo, que mandou no Pará em boa parte das quatro décadas anteriores, sob a liderança do coronel Magalhães Barata. O pai de Jader, o ex-deputado estadual Laércio Barbalho, era um destacado baratista.

Mesmo com essa origem, o filho prometia inaugurar um tempo novo no Pará. Era da corrente dos “autênticos”, os mais à esquerda do então MDB, o partido da oposição consentida ao regime militar, do qual resultou o PMDB. Jader parecia disposto a fazer a vontade dos que queriam pôr um fim à era dos coronéis e abrir as portas do Pará à modernidade.

Logo se livrou de um deles, o tenente-coronel Alacid, aliado de ocasião, para apoiar o antigo inimigo, o coronel Passarinho, que ajudou a voltar ao Senado. Indo e vindo, recompondo ou rompendo, Jader Barbalho acabou por revelar o que era: um novo coronel, sem precisar de farda para se impor. Cativando parte expressiva da população com seu carisma, dispensou as armas para suplantar os coronéis fardados, que foram catapultados para o poder pelo regime militar. Desde a República Velha, nenhum político paraense foi tão forte quanto ele.

Suas inquestionáveis habilidades para fazer política e a simpatia do povo constituíram um capital notável. Com ele, Jader se tornou duas vezes governador e ministro, conquistou a presidência do Senado e bateu de frente com o mais terrível político nacional, o baiano Antônio Carlos Magalhães. Venceu-o, mas não levou o troféu. Jader superestimou sua força e subestimou suas fraquezas. A principal delas: a associação da sua fortuna pessoal a enriquecimento ilícito, à base do desvio de dinheiro público.

Hoje, individualmente, ele ainda é o político mais importante do Pará, mas a nódoa que estigmatiza sua imagem o impede de usufruir na plenitude essa condição e lhe impõe contrariedades. Seu índice de rejeição não o animou a concorrer ao governo do Estado e dessa maneira se tornar o único eleito três vezes pelo povo (Almir Gabriel, que voltou a ser seu surpreendente aliado, depois de duas décadas como inimigo figadal, tentou e não conseguiu realizar a façanha). Sua candidatura ao Senado, considerada a favorita, foi tisnada pelo pedido de impugnação formulado pelo Ministério Público Eleitoral no dia 10.

Essa iniciativa não impedirá que a candidatura de Jader se mantenha e que ele venha a ser votado e até eleito. A quantidade dos recursos previstos na lei processual e os prazos para as decisões transferirão por meses o pronunciamento final da justiça. Se depender das manifestações do Tribunal Superior Eleitoral, é provável que a impugnação do líder do PMDB seja mantida, assim como a do petista Paulo Rocha, também para o Senado, e de Luiz Afonso Sefer, do PP, para a Assembléia Legislativa. Todos renunciaram sob a ameaça de ter seus mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar. Mas talvez não venha a ser o mesmo o entendimento do Supremo Tribunal Federal diante da argüição de inconstitucionalidade da chamada lei da ficha limpa, que procura afastar da corrida eleitoral políticos com passado desabonador.

A simples apresentação da impugnação pelo Ministério Público, porém, não causará desgastes aos candidatos? Não colocará em ação o mecanismo do voto útil, fazendo o eleitor desistir de votar em candidato ameaçado de afastamento da disputa por transgressão à lei, mesmo se eleito? Certamente este será um recurso de campanha dos adversários. Ainda assim, mais uma vez, no caso de Jader e Paulo Rocha, eles conseguirão compensar esse risco e o neutralizar, como fizeram num passado ainda tão recente?

O fato negativo, de qualquer maneira, existe e vai ter conseqüências. Porém, não é único: é mais um dentre vários fatores de desgaste do processo eleitoral no Pará. Não se tem notícia de governador que tenha ido para uma nova eleição (para eleger seu sucessor ou tentar a reeleição, conforme a possibilidade mais recente na vida pública nacional) com um índice de rejeição tão alto quanto Ana Júlia Carepa. Seu mau conceito experimentou ligeira melhora ultimamente, mas o grande empenho do caro marketing colocado ao seu serviço é fazê-lo ficar abaixo dos 50% nas sondagens que continuam a ser feitas.

Claro que até o dia da votação a situação poderá mudar, mas a estratégia tem que reconhecer essa fragilidade da candidata do PT para tentar evitar o desfecho insinuado pelas pesquisas. É o que pode explicar suas atitudes inconsistentes, sua falta de orientação e diretriz, sua insegurança. E também algo que mesmo entre protagonistas de currículo ruim precisa existir, mas que nela é uma ausência: a palavra, o compromisso. Depois de ter desgastado ao máximo sua relação com o PMDB, mais por omissão em relação à ação dos integrantes do seu grupo, que não controla, por falta de liderança real ou por conveniência, Ana Júlia Carepa tentou ressuscitar a aliança de uma forma primária, amadorística, diante de um jogador tão profissional quanto Jader Barbalho.

A governadora parecia consciente de que o acordo fora rompido e por isso saiu à cata de novos parceiros para encher o baú de legendas, o que acabou conseguindo, com 13 delas ao lado do PT. É uma maneira de fortalecer o seu nome e dar a impressão de ser apoiada por uma frente de partidos e ter a hegemonia, ao menos no plano institucional. Incluiu nesse balaio o seu maior adversário na eleição anterior, o prefeito de Belém, Duciomar Costa, cujo principal título no momento é o de ter rejeição ainda maior do que a de Ana Júlia (a medida pelo Ibope chegou a 73%). O acerto de gabinete foi rápido, à base de toma-lá-dá-cá de favores, compensações e brindes.

Mesmo para um PT cada vez mais fisiológico, no entanto, a mudança, além de súbita, foi radical demais. Provocou traumas internos e desencadeou a ameaça de cisões. Para tentar restabelecer a aparência de unidade, a governadora deixou de cumprir o compromisso com o PTB. De pronto, Duciomar mexeu numa pedra importante do jogo: apresentou a candidatura do empresário Fernando Yamada ao Senado.

Viu-se então o que parecia inimaginável em outros tempos, quando princípios e palavras não haviam sido tão desgastados e desprezados: o PT foi atrás dos partidos aliados para que aderissem à candidatura única ao Senado – no caso, do próprio PT, Paulo Rocha. Iludido pelo domínio dos penduricalhos do poder, o PT parece convencido de que pode substituir eleição por plebiscito, a maneira de manter-se no poder com um sofrível elenco de nomes.

Atento, Jader reagiu apresentando um verdadeiro “laranja” como o segundo candidato do PMDB ao Senado. Esse movimento se harmonizou com a atitude de Simão Jatene de fechar as portas do PSDB a Valéria Pires Franco, pré-candidata que ficou em segundo lugar na pesquisa do Ibope encomendada pelo seu partido, o DEM, dirigido pelo seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco. Significaria que, se passar para o 2º turno, Jatene – e não Ana Júlia – será apoiado por Jader?

O PT renunciou à sua história e ingressou de vez na mixórdia que faz todos os partidos políticos patinarem na mesma lama. Buscam a vitória dos seus interesses sem a menor consideração pelo que representavam ou pela idéia que dele faziam – ou ainda fazem – os eleitores. O cidadão que comparecer à sua seção para exercer o “sagrado direito do voto” deverá se inspirar em alguma coisa que o motive, menos no futuro do Pará, que não estará em jogo na eleição de outubro.

Os candidatos que se apresentam agora ao eleitor embaralharam tudo para criar uma enorme ameba, indistinguível, indefinida, que tudo absorve e forma um organismo pegajoso, que não tem identidade nem proposta. Um retrato triste da representação política do Estado.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Manchetes desta sexta de O Estado do Tapajós

Eleição no Pará marcada por fisiologismo

Maria do Carmo está inelegível por 3 anos

Livrarias não dispõem de Código do Consumidor

Cosanpa faz manobra para racionar água em Santarém

Corte no fornecimento de carne do quartel obriga militares a almoçar em casa

Çairé está mantido para o período de 9 a 13 de setembro

Postes da Celpa são alvos de motoristas

Atualizações em julho

O Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Gil Serique, o embaixador do windsurf em Santarém

Aritana Aguiar

Muitos não sabem o que fazer durante as férias. Em Santarém é possível praticar o windsurf, um esporte pouco conhecido. Gil Serique, 45, santareno, pratica o esporte há mais de 20 anos. "Eu não tive um instrutor, apenas um amigo que montou o aparelho. Ele me deu a dica, embora ele não soubesse velejar", relembrou.

Windsurf é uma modalidade olímpica de vela. É praticado com uma prancha idêntica à prancha de surf e com uma vela entre 3 a 12 metros quadrados e consiste em planar sobre a água utilizando a força do vento.

No mundo, o Havaí, Ilhas Canárias e praias do Caribe são considerados ótimos lugares para a prática do windsurf, mas Santarém possui dois rios a sua frente considerados excelentes para a prática do esporte. "Eu não conseguiria ser tão feliz se eu não velejasse. Tenho vários amigos que foram para para Europa, Caribe, costa brasileira e acham que o Tapajós nao deixa nada a desejar", conta Gil.

A vantagem do windsurf ao surf é que a pessoa vai a uma determinada distância e pode ficar até seis horas velejando direto. A modalidade tem possibilidade de manobras bem maiores, exemplo, jybe e jumps. Destacando que pode chegar à velocidade de até 60 km por hora, e isso nos rios Tapajós e Amazonas. Para Gil, windsurf é um esporte incrível e afirma que as pessoas na cidade não entendem por que não praticam.

"Quando está a certa velocidade tem a sensação de liberdade", destacou Gil Serique. Como o esportista mora em frente aos rios, de janeiro a dezembro sua prancha e vela está montada, curiosos vêem e perguntam até quanto custa para uma aula e querem saber se é difícil praticar. Gil, não nega a dificuldade inicial, mas firma a importância e vantagens do esporte.

Para quem vai começar a praticar windsurf, necessitará de uma vela pequena e uma prancha bem larga, vai requerer menos equilíbrio da pessoa. Uma vela pequena terá menos pressão do vento, não terá muito esforço para segurar, pode aprender sozinho, mas é um pouco perigoso. "Nada melhor que um bom instrutor, pois saber voltar é uma maneira diferente. Para velejar contra o vento eu deveria está com a vela em 45° e esses detalhes fui aprendendo com o tempo e força de vontade", declara.

De acordo com Gil Serique, através de informações de amigos a Ponta do Cururu não deixa nada a desejar para velejar, pois de um lado tem várias ondas. Em Ponta de Pedras também. Tem o lago de Alter-do-Chão, que é pequeno, e o restante do Tapajós que nunca foi explorado.

Como os rios Tapajós e Amazonas são excelentes para velejar existem algumas curiosidades e diferenças o rio Amazonas tem uma correnteza mais forte e maior densidade em relação ao rio Tapajós. "Quando se troca de água sente a diferença, existem ondas diferentes entre os dois rios, é algo divertido e incrível", explica Gil.

Mas, para quem quer praticar o esporte a noite não é muito recomendável. Uns dos problemas em velejar a noite são os troncos que às vezes não é possível vê-los e corre risco de acidente. Se houver um impacto do aparelho com o tronco há 40 ou 50 km/h pode quebrar, e a pessoa provavelmente terá que largar o aparelho no meio do rio e voltar à margem nadando. Além disso, na frente da cidade que possuem pequenas ilhas é possível encostar para descansar e dar continuidade ao esporte.

Um aparelho seminovo, chega a custar de 2 mil a 2.500 reais. Para Gil Serique, é um dinheiro bem investido, pois quantos pais não compram vídeos games caros para os filhos, e com o windsurf, estarão praticando o esporte, em que não há a necessidade de ir para o mar praticar.
Gil, conta quando conheceu a campeã européia de windsurfe, Sarah Hebert. "Ela viu minha prancha na praia e achou que era uma miragem, pois seu maior sonho era velejar nos rios da Amazônia. Velejou no Tapajós, encontro das águas, achou maravilhoso", relembrou. Sarah escreveu um artigo para uma revista sobre windsurf referente ao esportista Gil Serique, mostrando a pratica da modalidade em água doce.

41 pessoas ficaram mutiladas em acidentes e trânsito em Santarém no primeiro semestre

Aritana Aguiar

A cada dia aumenta o número de motocicletas em Santarém. Assim como as fraturas causadas por acidente de trânsito. E o número pessoas que tiveram membros amputados registrados no Hospital Municipal de Santarém subiu consideravelmente do ano passado para cá.

Em 2009, deram entrada no Pronto Socorro Municipal 2.203 pessoas vitimas de acidente de moto e de janeiro até maio deste ano houve 967 acidentados com motocicletas. Das vitimas que perdem algum membro do corpo, a grande maioria amputados perdeu a perna, trazendo grandes conseqüências para suas vidas.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde(Semsa), de janeiro a julhode 1010, 241 pessoas sofream fraturas e 41 tiveram membros do corpo amputados.

A pessoa que perde um membro em acidentes convive com grandes seqüelas. É o caso de Cleberson Barroso, 34 anos, que trabalhava como moto- taxista clandestino, e Francisco Pimentel, 59 anos, passageiro de um moto taxista também clandestino. Ambos perderam a perna esquerda. Um conseguiu a prótese e tenta se adaptar ao aparelho, enquanto o outro ainda espera pela perna artificial.

Registro de arma não dá direito a caçar aos comunitários de Resex

Aritana Aguiar

Até dezembro de 2009 foram registradas na Policia Federal de Santarém nove mil armas de fogo para posse legal. O registro permite guardar a arma dentro da residência ou estabelecimento de trabalho, mas moradores de comunidades rurais acreditavam que essa autorização também permitia o porte para caça de subsistência.

Durante o 1º Seminário Regional de Gestão da Fauna do Oeste do Pará, realizado na semana passada, em Santarém, o delegado da Policia Federal, Gecivaldo Ferreria, esclareceu a diferença entre posse e porte de arma de fogo. "Essa autorização de posse é dada somente para ter a arma dentro da residência ou estabelecimento, não é permitido que saia para caçar, mesmo que seja para subsistência", explicou o delegado.

O secretario da Resex Tapajós e Arapiuns, Leônidas Farias, desconhecia do verdadeiro objetivo do registro de arma de fogo. "Eu e os comunitários acreditávamos que poderíamos caçar nos locais permitidos, que isso a autorização permitia", afirmou. Preocupado, disse que iria comunicar imediatamente aos moradores da Resex sobre o registro para que ninguém fosse preso inocentemente.

Copa dá prejuízo aos lojistas

Com o término da Copa do Mundo 2010, e a eliminação antecipada do Brasil, o comércio sofreu alguns prejuízos na venda dos produtos da Copa do Mundo. Roupas, vuvuzelas, cornetas, perucas, gorros entre outros adereços não têm mais saída e mofam nos estoques. Em Santarém os lojistas sentiram esse impacto principalmente nas lojas de confecção, que não conseguem desencalhar nem camisas da seleção brasileira com 50% de desconto.

Reciclagem de lixo rende bom dinheiro em Santarém

Aritana Aguiar

Santarém não possui nenhum sistema da Prefeitura Municipal para a coleta seletiva de lixo. Mas existem empresas e sucatas que recolhem o material para revender, evitando que toneladas desses resíduos sejam jogadas no lixão de Perema. Mesmo assim em locais da cidade, principalmente em estabelecimentos particulares e, instituições de ensino encontram-se lixeiras seletivas, mas o problema é que nesse tipo de coleta tudo vai para o lixão.

Na cidade existem duas empresas que recebem sucatas e duas que colhem plásticos e papel. Nas sucatas são recolhidos latinhas, cobre, metal, alumínio, bateria de carros e motos, inox, magnésio e antimônio, entre outros.

Em uma dessas sucatas são recolhidos por dia 500 a 600 quilos de latinha.

A sucata chega a ter mensalmente 27 toneladas de latinhas que é enviada para a empresa Aluferro, em Minas Gerais. De lá, o material é enviado para as grandes indústrias para serem reciclados. Nos dias de segunda, quarta e sexta feira sãos recebido de cerca de duas toneladas de latinha.

Enquanto o alumínio tem um destino certo, é reutilizado para a produção de panelas. Em Santarém a sucata paga R$ 2,40 por quilo. No mês totaliza em 12 toneladas e tudo enviado para Minas Gerais.

O cobre recolhido é enviado para a empresa Condumig, em Minas Gerais, lá é recebido o cobre de todo o país e, é reutilizado da fabricação de produtos elétricos. Em Santarém a empresa paga R$ 8,40 pelo quilo, e chega a receber dos fornecedores e catadores oito toneladas no mês.

Jornalismo: Passado/Presente

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


A Segunda Guerra Mundial teve pelo menos um efeito benéfico para o Brasil: tornou o nosso país terra adotiva de grandes intelectuais europeus, que fugiram do totalitarismo nazista, como Otto Maria Carpeaux e Paulo Rónai. O francês Édouard Bailby veio depois, já em 1949, não numa onda de emigração para os trópicos, mas em aventura pessoal. Ficou 15 anos no Brasil, tornou-se exímio no português, lendo, escrevendo e falando, e escapou ao exotismo dos imigrantes. Além de muitos artigos e reportagens na imprensa, sobretudo em Última Hora, de Samuel Wainer, nos deixou um livrinho precioso, A Revolução devora seus presidentes, publicado pela Saga, excelente editora.

Bailby, aos 81 anos, de volta à França desde 1963, recorda sua "aventura brasileira" em artigo publicado no Jornal da ABI, agora com matérias de interesse e reportagens mais longas, no melhor estilo jornalístico. Com 19 anos e apenas o que hoje chamamos de 2º grau, Bailby diz que tinha só um caminho: "entrar para o curso de Jornalismo recém-criado na Faculdade Nacional de Filosofia, na Avenida Presidente Antônio Carlos", que não exigia a revalidação do baccalauréat, o diploma do curso secundário. Com professores como Josué de Castro e Danton Jobim, conseguiu o diploma de bacharel em jornalismo. Mas não ficou nisso: iniciou logo um curso de línguas neolatinas com Alceu Amoroso Lima, Manuel Bandeira e Celso Cunha.

Basta este trecho do artigo para fazer algumas proveitosas observações. Qualquer um podia ser jornalista quando, no fim da década de 40, surgiu o curso de jornalismo na FNFi, no Rio de Janeiro, que ainda era a capital federal. Mesmo sem precisar do curso para se profissionalizar, Bailby foi para a redação com seu diploma de bacharel. Seus professores não tinham títulos acadêmicos, mas que professores!

Evoluímos desde então?

Atualizações em julho

A partir de hoje o Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

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Benvindo, João Júlio

Nasceu ontem o primogênito do casal Nivaldo Pereira e AnaLu.

Chama-se João Júlio o filho do diretor da TV Ponta Negra de Santarém.

Vida longa ao mais novo santareno do pedaço.

Nivaldo não pára de espocar os champanhes.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Fifa aprova assistentes atrás dos gols

Nada de tecnologia inovadora no futebol. A subcomissão técnica da International Board da Fifa, em reunião extraordinária nesta quarta-feira em Cardiff, no País de Gales, aprovou a solicitação de associações e confederações para utilizarem assistentes adicionais atrás dos gols em competições oficiais nas temporadas 2010/11 e 2011/12. Alguns torneios brasileiros, entre eles o Campeonato Carioca de 2011, passarão a adotar a mudança. No entanto, o uso da tecnologia para determinar se uma bola passou, ou não, a linha da baliza será discutido no encontro marcado para outubro.

Para aceitar a experiência de incluir os assistentes, a International Board determinou quatro critérios básicos: utilização em ligas profissionais de clubes; conclusão do teste a tempo para que seja tomada uma decisão definitiva em 2012; os custos adicionais devem ser da confederação, associação ou liga em questão; obrigatoriedade de utilização em todas as partidas da competição. O Campeonato Carioca de 2011 e a Liga dos Campeões da Europa já empregarão esse novo sistema de assistentes. (G1)

Mais uma lei que não vai pegar

Publicado no Diário Oficial desta terça-feira, a Lei nº 3.291, de autoria do deputado Semy Ferraz (PT), que dispõe sobre a obrigatoriedade de estabelecimento comercial manter exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor disponível para consulta.

Com a nova lei, os estabelecimentos comerciais são obrigados a fixar, junto ao caixa do estabelecimento, em local visível e de fácil leitura, de cartaz ou placa com a seguinte expressão: "Este estabelecimento possui exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nº. 8.078, de 11 de setembro de 1990, disponível para consulta"

Caso a Lei não for cumprida, o estabelecimento será notificado de advertência para sanar a irregularidade no prazo de quinze dias, na primeira infração, receberá multa de até 500 Unidades Fiscais , que será cobrada em dobro nos casos reincidentes.

Çairé. Marcha-à-ré na mudança de data

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Santarém informa que a mudança do período do Çairé 2010, já havia sido acertada com a coordenação do festival, foi tornada sem efeito pela prefeita Maria do Carmo.

O Çairé deste ano está mantido, portanto, para o período de 9 a 13 de setembro.

Os caminhos do turismo

Adenauer Góes
Colunista de O Estado do Tapajós


adenauergoes@gmail.com

No ultimo dia 21 de junho passado, foi apresentado em Brasília o documento intitulado " Estudo Referencial do Turismo", material que contempla uma série de propostas e diretrizes para o período 2011-2014, elaborado a quatro mãos pelo Ministério do Turismo,Fornatur(Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo) e várias outras entidades representativas de classe empresarial e de trabalhadores no setor que fazem parte do Conselho Nacional do Turismo. O documento será entregue a cada um dos candidatos á sucessão do Presidente Lula, e tem como objetivo traçar um panorama do turismo no Brasil e estabelecer caminhos e metas daquilo que é necessário perseguir dentro do que já está em andamento e do que precisa ser feito para que se possa avançar mais.

Outro objetivo do documento é mostrar a necessidade e importância de se dar sequência ás políticas de gestão em andamento, com os devidos ajustes que se fizerem necessários em função da dinamicidade do processo.È plenamente compreensível que o próximo Presidente venha a estabelecer novas diretrizes em seu Ministério. Mas a elaboração deste documento( Estudo Referêncial), deve ser entendido pelos candidatos como um importante ponto de partida na elaboração das futuras políticas para o setor, sem ter necessariamente de começar da estaca zero, como se nada do que foi feito pudesse ser devidamente aproveitado.Minha opinião pessoal é que muito do que foi feito através dos programas nacionais deva ter continuidade, na realidade meu entendimento é de que os estados é que tiveram dificuldades de adequar-se a política nacional, particularmente nosso estado do Pará.

È preciso ter a visão de longo prazo e que os resultados positivos precisam de amadurecimento para se fortalecer, as políticas de continuidade devem ser encaradas dentro de um planejamento estratégico como conduta responsável e inteligente.A política de terra arrasada,onde aquele que assume precisa desfazer tudo que foi feito pelo seu antecessor é míope, medíocre e ultrapassada.
O Estudo Referêncial também demonstra alguns dos principais desafios e obstáculos que dificultam o desenvolvimento da atividade turística,necessidades de investimentos, melhorias na qualificação de mão de obra e vários outros gargalos.Com a realização da Copa em 2014, o Brasil vai ganhar bem mais visibilidade no cenário internacional e as perspectivas de crescimento da industria do turismo na balança comercial tende a aumentar de forma significativa.Quem esteve atento ao encerramento da Copa na Africa já pode acompanhar o primeiro vídeo de divulgação do Brasil no exterior e logicamente os 12 estados que receberão o evento estavam identificados, o Pará infelizmente ficou de fora e vai amargar um prejuízo incalculável.

Aos futuros governantes,ainda como candidatos, cabe demonstrar sua relação,entendimento quanto ao documento formatado e propostas para o setor, de modo a dar oportunidade para as entidades representativas de classe tanto patronal como de trabalhadores ter avaliação que possa fluir até aos associados e no exercício do voto fazer sua opção pelos candidatos que tanto a nível federal como estadual mais se identifiquem com a causa do turismo em suas plataformas de governo.

Não resta a mínima dúvida de que é possível avançar muito mais tanto a nível federal como a nível estadual, para quem avalia, a realidade é nítida e fácil de ser compreendida.

Violência em Santarém

José Olivar
Colunista de O Estado do Tapajós


A violência e a bandidagem que se alastra a cada dia em Santarém, decorrendo disso, homicídios, roubos, estupros e outros crimes. Como já me referi neste espaço, e em outras edições, a Polícia deve, urgentemente empreender rondas diurnas e noturnas com blitz em busca de armas em vários pontos da cidade, principalmente nos mototaxistas clandestinos, que sempre andam armados e matam, como vem ocorrendo ultimamente. Não adianta verificar somente a documentação do condutor. A busca de armas é atitude imprescindível, pois do contrário, teremos outros crimes praticados por bandidos que andam de motos pela cidade, portando armas de fogo.

Benedito Nunes: A estrela do sábio brilha agora no céu do Brasil


Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


O paraense Benedito José Viana da Costa Nunes, aos 80 anos, ganhou o principal dos sete grandes prêmios que a Academia Paraense de Letras distribui todos os anos. Foi o Machado de Assis de 2010, pelo conjunto da obra. Desde que essa premiação começou a ser conferida, em 1941 (mas só a partir de 1998 passou a ser pelo conjunto da obra), é a primeira vez que um escritor paraense é lembrado. Não há honraria igual no mundo das letras: além de um busto de Machado, Benedito Nunes terá direito a 100 mil reais. Os outros seis premiados (por gêneros literários ou acadêmicos) receberão a metade, R$ 50 mil, cada. As últimas premiações foram dadas a autores como Autran Dourado, Ferreira Gullar, Wilson Martins e Fernando Sabino.

O conjunto da obra de Benedito é tão vasto e diversificado quanto os títulos a que se referiu o portal da APL ao comunicar a decisão da comissão de seleção, formada por Eduardo Portella, Tarcísio Padilha, Lygia Fagundes Telles, Alfredo Bosi e Domínio Proença Filho. O professor emérito da Universidade Federal do Pará foi citado como crítico literário, professor, ensaísta e filósofo, combinação rara no Brasil. Mas o único diploma que Benedito recebeu foi o do curso de direito, que concluiu em 1953.

Chegou a ter um escritório de advocacia, em sociedade com o escritor Haroldo Maranhão, mas por curtíssima temporada e sem maior empenho. O diploma serviu-lhe para obter emprego como auditor do Tribunal de Contas do Estado. Garantiu-lhe segurança e dignidade para se dedicar ao que o interessou por inteiro desde a meninice, sem depender de circunstâncias locais: ler e escrever - além de ouvir música, apreciar obras de arte e outras atividades do espírito.

O conjunto da obra abrange mais de 15 livros individuais, participação em numerosas obras coletivas, infindáveis colaborações em revistas e jornais, além de palestras e conferências que, em sua maioria, ficaram sem o registro impresso. Não conheço uma bibliografia completa do que Benedito Nunes já escreveu, tarefa que a Academia Brasileira de Letras podia se propor a realizar, complementando em alto estilo o reconhecimento conferido ao intelectual paraense.

Os membros da comissão, ao examinarem a obra de Benedito, identificaram-no como "um estudioso capaz de construir pontes entre a interpretação do texto literário e a sondagem filosófica, no caso fenomenológico, na linha dos grandes pensadores existenciais, como o alemão Martin Heidegger e o francês Jean-Paul Sartre. Essa dupla dimensão já aparece em seu estudo antológico, obra pioneira publicada em 1966, sobre a obra de Clarice Lispector, 'O drama da linguagem, uma leitura de Clarice Lispector'".

O prazer, que a leitura sempre deu a Benedito, ele nos transferiu, sem estar preso nem a disciplinas nem a autores ou escolas, muito menos a bitolas formais. É o prazer do texto, como agora se repete à exaustão d'après Umberto Eco. O excesso de leituras e o confinamento freqüente no universo das idéias podiam ter transformado Benedito num personagem de papel, agrilhoando-o ao formalismo da cultura. Sua humanidade e simplicidade, dois traços da sua sabedoria, devem ter alguma relação com o fato de que, desde cedo, esteve cercado por mulheres amorosas.

Órfão de pai na primeira idade, da figura masculina ficaram os livros da biblioteca que herdou. Dialogou com o pai através dos papéis impressos, na busca dessa matriz inconsciente, que se distanciou e se dissipou no tempo. Mas as cinco tias e a mãe, sempre ao seu redor, o fizeram descer ao mundo real, no qual elas o introduziram com todo carinho. Trataram de fazer sua vida ser normal, natural, como mais um ser humano, não a grande cabeça que desde cedo se desenvolveu nele.

Por sorte, Benedito teve em seguida a companhia de Maria Sylvia, que conheceu em 1948, ambos estudantes de direito, e com quem casaria cinco anos depois, ao se formar, estabelecendo um elo perfeito, inquebrantável. E a cunhada, a pioneira Angelita Silva, primeira engenheira do Pará, ponto de equilíbrio na mansão da rua da Estrela, deturpada para Mariz e Barros pela burocracia insensível da terra.

Dois domingos atrás fui até aquele oásis de verdura e paz, agora cercado de concreto por todos os lados, numa caminhada matinal, tão precoce que não me atrevi a tocar a campainha e me anunciar para um abraço no intelectual paraense que a academia consagrou como o mais importante entre os dois séculos, o que se findou e o que ainda começa. Deixo o alô aqui, orgulhoso e feliz, já sem a freqüência do passado, destituído que fui do domínio da minha agenda, impedido de fazer o que gosto mais vezes para permanecer livre e dizendo o que precisa ser dito.
Sei, porém, que 80 anos nada significam para Benedito Nunes. Sua inteligência é viva, fresca e solar como a de um adolescente. Seu conhecimento, de um sábio. Desta vez, a Academia Brasileira de Letras acertou.

Consultor afirma que BR-163 (Santarém-Cuiabá) é a maneira de Manaus se aproximar do Brasil

CBN Manaus


O consultor da empresa Macrologística, Olivier Girard, reuniu-se segunda-feira (19/07) com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para apresentar a segunda etapa do Projeto Norte Competitivo. Ele resumiu quatro meses de pesquisa, percorrendo os Estados e reunindo-se com empresas e órgãos, período após o qual os consultores diagnosticaram os principais problemas de logística da região amazônica e fizeram o levantamento dos 150 projetos existentes na Amazônia Legal.

As 16 principais cadeias produtivas da região, que somam 50 produtos e são responsáveis por 98% do que foi produzido na região, também foram avaliadas. A Macrologística realizou ainda levantamento de custos logísticos como frete, transbordo, custos de armazenagem e portuários, para identificar possibilidades logísticas e retorno de investimento.

Amazonas

A construção da BR-163, que interligará Santarém (PA) a Cuiabá (MT), foi um dos corredores mais sugeridos aos diretores da Fieam. Segundo Olivier, a estrada reduzirá em até três dias o frete para o Amazonas, influenciando nos custos. “A BR-163 é a maneira de Manaus ficar mais próxima do centro do Brasil”, vislumbrou.

O estudo previu ainda a necessidade da construção de um novo porto em Manaus (AM), um porto de contêineres em Porto Velho (RO) e outro porto de grãos em Itacoatiara (AM).

Sobre a pavimentação e recuperação da BR-319, o consultor fez restrições, a partir das barreiras ambientais que podem impedir o asfaltamento da mesma.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, disse que o projeto Norte Competitivo é um estudo estratégico, de longo prazo, que contempla os nove Estados da Amazônia Legal, e que está sendo conduzido pelas Federações das Indústrias, na Ação Pró-Amazônia, unidas para começar a resolver os problemas de logística da região.

Çairé: gol contra

É inadmissível que o calendário do festival dos botos e da festividade religiosa do Çairé seja modificado a bel prazer dos organizadores do evento.

Já se fala, agora, que a disputa dos botos Cor de Rosa e Tucuxi será na terceira semana de setembro, mais precisamente nos dias 19 e 20.

Ha 11 anos o Çairé era realizado da segunda semana de setembro, inclusive o período de realização consta de todo o material promocional espalhado pelo país e pelo mundo.
A mudança da data vai prejudicar as empresas de turismo e hotéis que venderam pacotes acreditando que o festival seria realizado em data já conhecida.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Presidente da Fenaj denuncia recrudescimento da censura à imprensa no país

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade, denunciou hoje (20) o "recrudescimento de ações de censura" ao trabalho da imprensa e também da prática de violência contra profissionais que noticiam irregularidades envolvendo candidatos que disputam as eleições deste ano. Segundo ele, a Fenaj está aliada ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e isso deverá ser seguido por qualquer um dos candidatos que vencerem a próxima eleição da entidade, que será realizada nos dias 27, 28 e 29 deste mês.

Andrade destacou que os jornalistas mostram à sociedade o que ela precisa saber sobre os candidatos, porque seu trabalho tem "natureza essencialmente pública". Ele falou durante reunião do MCCE, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

As entidades que fazem parte do movimento estão procurando esclarecer sobre as eleições deste ano. O secretário-geral da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Daniel Seidl, recomendou que o movimento fiscalize se a lei da Ficha Limpa está mesmo sendo obedecida e, ao mesmo tempo, oriente o eleitor para exercitar o voto consciente. "O eleitor deve conhecer a trajetória do candidato e se certificar se ele esta comprometido com os direitos sociais."

Algumas cartilhas com orientações eleitorais foram distribuídas durante o encontro. Entre elas, a que trata da corrupção eleitoral.

Definida arbitragem para jogos dos paraenses

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu na tarde da última segunda-feira (20), as escalas de arbitragem para a segunda rodada dos Campeonatos Brasileiros das Séries C e D, onde estão incluídas as equipes paraenses de Clube do Remo, Paysandu, São Raimundo, Águia de Marabá e Cametá.

Série C:

Para a partida do próximo sábado (24), entre Águia de Marabá e São Raimundo, às 19 h, estádio Zinho Oliveira, foi sorteado o árbitro paraense Andrey da Silva e Silva, que será auxiliado por Diógenes Menezes Serrão e Lúcio da Silva de Mattos, todos do quadro de árbitros do Pará.

Já para o jogo de domingo (25), entre Rio Branco (AC) e Fortaleza (CE), às 19h30, no estádio Arena da Floresta, foi escalado o árbitro rondoniense Arnoldo Vasconcelos Figarela, que será auxiliado por Wilson Gonçalves de Aquino e Sidnei Pereira de Oliveira, ambos também de Rondônia.

Na terceira rodada do torneio, para a partida entre São Raimundo e Fortaleza (CE) a ser realizada na quarta-feira (28), às 20 h, no estádio Colosso do Tapajós, em Santarém,

a arbitragem será do maranhense Mayron Frederico dos Reis Novais, auxiliado por Aelson Mariano Campelo Gomes e Sérgio Henrique Campelo Gomes, também maranhenses.

Série D:

Para o jogo entre Cametá e América (AM), marcado para o próximo dia 25 (domingo), às 17h, no estádio Parque do Bacurau, a CBF escalou o trio do Piauí, formado pelo árbitro Antônio Santos Nunes e pelos auxiliares José Nilton da Costa e Rogério de Oliveira Braga.

Na partida entre Cristal (AP) e Clube do Remo, também no próximo domingo (25), a partir das 16h, no estádio Augusto Antunes, em Santana, no Amapá, caberá ao trio amazonense a arbitragem, formado por Edmar Campos da Encarnação como árbitro central, além de Jander Rodrigues Lopes e Luis Cláudio Rodrigues da Costa como auxiliares. (Gustavo Pêna, Diário Online)

Eia/Rima da Cargill: preto no branco

O CPEA, empresa responsável pela elaboração do Eia/Rima do porto graneleiro da Cargill, em Santarém, já solicitou formalmente ao MPE os esclarecimentos sobre os pontos do estudo que, na visão do próprio MPE poderiam ter sido objeto de fraude, acompanhados das respectivas justificativas de tais suspeitas.

Sentença deixa Maria do Carmo inelegível por 3 anos

A juiza eleitoral de Santarém Betânia de Figueiredo Pessoa Batista declarou em setença prolatada, dia 15 de julho, a pena de inelegibilidade por três anos da prefeita Maria do Carmo.

Maria foi condenada ao final do processo de investigação eleitoral 004/2009 que apurou o crime de abuso de autoridade pela utilização de publicidade da Prefeitura de Santarém "veiculando excessivamente seu nome, voz e imagem nas propagandas institucionais que foram desvirtuadas e perderam seu caráter informativo previsto na Constituição Federal", sentenciou a juíza.

No despacho, no entanto, a magistrada deixou de aplicar a pena de cassação do mandato de Maria, argumentando que "A lei 9.504/97 vigente à época previa a cassação apenas do registro, portanto, não tem mais qualquer eficácia esta sanção visto que já ocorreu a diplomação da então candidata", escreveu a juíza.

À sentença cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

MEMÓRIA PRESERVADA História de todos nós

Lúcio Flávio Pinto

Observatório da Imprensa

Apresentação de Memória de Santarém, de Lúcio Flávio Pinto, 420 pp., Editora O Estado do Tapajós, Santarém, 2010; R$ 60.

Ninguém pode mais ignorar que um povo sem história está condenado a repeti-la. E que a repetição acaba se transformando em farsa. Apesar disso, é cada vez mais difícil garantir o registro da história, um paradoxo inquietante diante de tanta informação estocada no mundo virtual. Tão enorme que, pela dispersão, acaba deixando a clientela perdida, incapaz de discernir quais as informações que a ajudam a escrever a história, ao invés de anestesiá-la.

Este livro representa o esforço de salvar a história recente de Santarém da dilapidação, da diluição e do esquecimento. À falta de iniciativas sistemáticas e aglutinadoras, aqui há um conjunto de dados e análises que servem de trilhas para que o leitor se identifique e se situe no passado, e o utilize como ferramenta para se posicionar hoje e amanhã. Esse conjunto de informações, extraídas de jornais e outras fontes cotidianas, mostra que esta terra tem história e tem inteligência. Não é um acampamento montado às pressas para abrigar pessoas em trânsito, em busca de sucesso ocasional e individual. Os personagens que surgem destas histórias e estórias participaram ou continuam a participar da construção de uma comunidade, de uma cidade, de um município e de um Estado, transmitindo entre si suas experiências e anseios.

Para que a Memória de Santarém se tornasse um suplemento encartado quinzenalmente no jornal O Estado do Tapajós, foi decisivo o apoio e o entusiasmo do seu editor, Miguel Oliveira. Para que o suplemento jornalístico passasse às páginas de livro, a esse empreendimento de juntaram Cristóvam Araújo e J. Ninos. Para que o livro se torne perene, queremos a sua leitura. E, se possível, também a sua manifestação.

Santarém merece.

Ficha-suja, mensaleiro Paulo Rocha recorrerá até o Supremo

Por Lauro Jardim

RAdar On-line

Se necessário, o advogado Márcio Silva, que atua na defesa de Dilma Rousseff nas eleições, vai até o Supremo para garantir a candidatura do mensaleiro Paulo Rocha ao Senado. Com base na Lei da Ficha Limpa, o Ministério Público Eleitoral no Pará contestou o registro de Rocha porque, em outubro de 2005, ele renunciou ao mandato de deputado federal para não ser cassado por envolvimento no mensalão do PT.

Márcio defenderá a tese de que a inelegibilidade de um candidato por causa de renúncia ao mandato – advinda com a nova lei – é uma pena muito pesada para um político. Ele afirma ainda que os efeitos da lei não podem retroagir. Ainda mais para o caso de Paulo Rocha, que se reelegeu um ano depois após a renúncia. Afirma Márcio:

– A eleição de Paulo Rocha foi uma espécie de anistia pelas urnas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

OAB: PT quer intimidar procuradora

Lauro Jardim
Radar On-Line


O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, saiu em defesa da vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, ameaçada pelo PT de responder uma ação no Conselho Nacional do Ministério Público por ter supostamente extrapolado suas funções. Na semana passada, Cureau disse que Lula, em tese, pode ter cometido crime de abuso de autoridade por ter elogiado Dilma Rousseff em um evento oficial.

Para Ophir, o Ministério Público está apenas cumprindo o seu papel e que tal atitude do PT pode inviabilizar o funcionamento da própria Justiça Eleitoral. Disse o presidente da OAB:

– Esse tipo de posicionamento objetiva intimidar, tem como pano de fundo impedir que o Ministério Público Eleitoral possa exercer o seu papel. É lamentável que um partido político adote esse tipo de postura. Ninguém está acima da lei.

PDT faz chantagem para usar 'máquina' em prol de seus candidatos

O Diário do Pará traz uma notícia que revela o quanto o PDT no Para é um partido de oportunistas e demagogos.

Diz a matéria que o partido brizolista ameaça abandonar informalmente a coligação Acelera Pará, formada para a campanha de reeleição da governadora Ana Júlia, senão for aquinhoado com o comando do Detran.

O curioso nesse caso é que o PDT impõe uma condição que não ficou acertada quando Giovanni Queiroz, chefe da legenda no Pará, anunciou que o partido ficaria ainda mais chapa-branca nestas eleições. Agora, de olho gordo no butim, afia as garras em direção aos cofres do Detran, um órgão sabidamente arrecadador. Maior que o órgão de trânsito no tilintar das moedas do fisco somente a Sefa.

No Pará, partidos da estirpe do PDT envergonham o eleitorado. O PDT não quer participar do governo Ana Júlia porque dele já participa no comando de outros órgãos. Pelo visto, os pedetistas querem é usar a 'máquina' para impulsionar seus candidatos a deputado estadual e federal. Não é outro o motivo desse blefe de Giovani, um político que começou com Jarbas, aliou-se a Almir Gabriel, usufruiu das benesses de Jatene e agora, mesmo que abandone o barco liderado pelo PT, tirou uma lasquinha do governo Ana Júlia.

O governo do estado deve, se possível, resisitir a essa investida nada republicana de Giovanni Queiroz. E não perde nada se excluir o Detran dessa moeda de troca eleitoral. Até porque o PDT dispõe de votos na medida inversa à sua fome de poder.

Não seria mal, até, o governo se livrar do peso incômodo do PDT em sua coligação. Em Santarém, por exemplo, a chefia da Polícia Civil é indicada por político do PDT que foi preso e algemado pela Polícia Federal e responde a processo por formação de quadrilha de grilagem de terras.

Exemplos como esses se multiplicam por todo o Pará pode ter chegado a hora de diminuir o peso do incômodo fardo que é o governo dar oxigênio para o PDT respirar. Tá na hora de tirar o tubo!

Ministério avalia ações de combate à febre aftosa no Oeste do Pará

Agência Pará

Tornar o Pará livre da febre aftosa é a meta que a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) pretende alcançar até 2011. Um grande passo para isso é melhorar o nível de classificação das regiões do Marajó e Baixo Amazonas, hoje identificadas como de Nível 3 (alto risco), para Nível 2 (médio risco), o que pode acontecer até os próximos meses de agosto e setembro.

Desde a última segunda-feira (12), auditores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão no Pará inspecionando e avaliando oito municípios das duas regiões paraenses. Os técnicos do Ministério da Agricultura já visitaram os municípios de Soure, Cachoeira do Arari, Breves, Almeirim, Monte Alegre e Oriximiná. Desde sexta-feira (16), eles se encontram no município de Santarém.

O Pará está dividido atualmente, em relação à febre aftosa, em três grandes áreas, segundo a OIE (sigla em inglês para Organização Mundial de Saúde Animal). A Área 1 (livre de febre aftosa com vacinação – com reconhecimento da OIE), inclui as regiões do sul e sudeste – Transamazônica e tronco sul da Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá) -, totalizando 44 municípios, que reúne mais de 70% do rebanho paraense; a Área 2, com 67 municípios, tem a classificação de área de médio risco, e a área 3, com 32 municípios das regiões de integração do Marajó e Baixo Amazonas, é classificada como de alto risco.

Indicadores - A inspeção da equipe federal envolve a organização do escritório, conversas com os profissionais da Adepará e verificação das condições dos veículos utilizados pelo órgão. Entre os indicadores pecuários analisados, estão os índices de vacinação, feita duas vezes ao ano. "Estamos com ótimos níveis. A exigência era de, no mínimo, 90%, e estamos acima disso. A média no Estado é de mais de 96%", informa Arapiraca. Ele acrescenta que a transição do Nível 2 para o 1 é mais complexa ainda, e inclui coleta de 10 amostras de cada mil animais.

A febre aftosa é transmitida, principalmente, por bovinos e suínos. No Pará, os bovídeos - bois e búfalos - são o foco dos veterinários. A última ocorrência da febre aftosa no Pará foi no município de Monte Alegre, no oeste, em 2005.

Postes da Celpa viram alvo de motoristas em Santarém

Entre os meses de abril de 2009 e abril de 2010 foram registradas 1.042 ocorrências de postes danificados por acidentes de trânsito. São registradas, por dia, quase três colisões entre veículos e poste de energia elétrica no Pará.

A última colisão aconteceu na madrugada de domingo, quando um carro colidiu em um dos postes da Rede Elétrica da Celpa,, na Rodovia Santarém Cuiabá, causando sérios prejuízos à Rede de Distribuição. Equipes de Manutenção da Celpa foram acionadas e com apoio da Polícia Rodoviária e da SMT, conseguiram normalizar a energia elétrica, tendo que recompor cerca de 200 metros de cabos e mais 04 postes da alta tensão. O acidente provocou o desligamento da Vila de Alter do Chão, Grande área do Santarenzinho, Maracanã, Aeroporto Wilson Fonseca e comunidades do entorno da Rodovia Everaldo Martins.

Os dados são do levantamento da Celpa, que tem um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões e meio de reais por ano. Segundo o gerente de Serviços Técnicos da Celpa, Carlos Persinoti, os prejuízos não só para a empresa, mas para o consumidor, com o poste danificado, tem que gastar dinheiro para recompor o sistema, o que também leva tempo. Dados do DETRAN, revelam que 90 a 95% dos acidentes, decorrem da ação do comportamento do ser humano.

Persinoti, ainda chama atenção, para a parte elétrica: "é muito perigoso porque os cabos de energia ficam expostos a contatos com os ocupantes do veículo ou com terceiros que estejam no local naquele momento. E a falta de energia é o prejuízo principal para a população que é penalizada por conta da imprudência de alguns motoristas, pois, em uma situação dessa, equipes são deslocadas para o lugar do acidente quando poderiam estar resolvendo outras situações, como desligamentos intempestivos, por conta de chuva, árvores que caem na rede, o que temos visto muito também".

Em Santarém, só este ano, já foram registrados 33 abalroamentos em postes da rede elétrica, por veículos. Em janeiro, foi a maior incidência, 17 acidentes. O gerente regional, Alexandro Freitas, também reforça que os prejuízos são inúmeros, e em muitos casos a população fica sem energia e desconhece o problema.

O ferro que sustentava a estrutura do poste é vendido para empresas siderúrgicas e o concreto é quebrado e reutilizado para pavimentação de áreas internas da concessionária, que desenvolve suas atividades dentro do Sistema de Gestão Ambiental - ISO 14001.

(Com informações de Ansleiria Rodrigues)

Novo mapa elimina ‘vazios’ da Amazônia


A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações.


Amazônias
RODOLFO ALBIERO

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SÃO PAULO — O novo mapa da Amazônia Legal apresenta a inovação do uso da escala 1:100.000, em que cada centímetro do mapa equivale ao tamanho real de um quilômetro. Com isso, é possível pesquisar com mais precisão dados cartográficos da região, com detalhes nunca antes vistos sobre hidrografia, malha viária e divisão política. O mapa faz parte do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que foi criado com apoio do PNUD.

Graças às informações minuciosas trazidas pelo projeto – disponíveis na internet –, denominado Base Cartográfica Digital da Amazônia Legal, afluentes e subafluentes de rios que não apareciam em imagens disponíveis até então podem sem analisados.

O estudo, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Exército, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Banco Mundial, se propõe a "auxiliar na diminuição das incertezas geográficas para o monitoramento e para a fiscalização das atividades humanas".

Por meio de imagens captadas por satélite, o mapa dividiu a Amazônia em 1.816 áreas iguais, cada uma com 3.025 km².

A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações, afirma o diretor de Zoneamento Territorial do ministério, Roberto Vizentin.

Os mapas disponíveis até então eram considerados inadequados para projetos de infraestrutura, como a delimitação de rodovias, gasodutos e a construção de usinas hidrelétricas. Também apresentavam dados insuficientes para segurança e defesa nacionais, principalmente nas áreas de fronteira.

"A iniciativa beneficia vários projetos do setor público e privado que poderão acessar as informações em uma escala inédita", afirma Vizentin.


Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ
Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ


Recursos florestais

Um dos objetivos do trabalho é reforçar o monitoramento e a fiscalização dos recursos florestais, auxiliando a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), da Polícia Federal e de outros órgãos governamentais para diminuir a vulnerabilidade da região.

Dessa forma, pode servir de ferramenta para ações de prevenção e punição em processos administrativos e jurídicos sobre o uso ilegal dos recursos naturais da região.

Com o novo mapa, por exemplo, existe a possibilidade de identificar estradas secundárias dentro da floresta, auxiliando o combate ao desmatamento. Ainda nesse segmento, poderá ser usado para delimitar áreas de conservação, como florestas nacionais, parques nacionais, reservas biológicas, estações e reservas ecológicas, além de reservas indígenas e reservas extrativistas.

A Base Cartográfica da Amazônia Legal passa a fazer parte do Sistema Cartográfico Nacional, supervisionado pelo IBGE.

A Amazônia legal é formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A área total é da região é de aproximadamente 5,2 milhões de km², de acordo com dados do Governo Federal.