segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Presidente do PT faz críticas ao Judiciário e à aplicação da Lei da Ficha Limpa

Folha.com

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, criticou nesta segunda-feira o Judiciário em discurso feito à bancada de deputados federais do partido. Ao dizer que há uma "judicialização da política", citou dois exemplos: decisões recentes do Supremo Tribunal Federal de dar posse a suplentes do partido, não da coligação, e a aplicação da Lei da Ficha Limpa para punir atos ocorridos antes de sua entrada em vigor.

"Para não falar que minha posição é partidária, disse a eles [deputados do PT] que a lei não poderia ter sido aplicada nem ao Paulo Rocha nem ao Roriz. O problema do Ficha Limpa é a retroatividade. Existe uma conquista da civilização, de que nenhuma lei pode retroagir para prejudicar a pessoa. Se isso acontece na política, daqui a pouco acontecerá em qualquer coisa", afirmou Dutra, após deixar a reunião, que ocorreu a portas fechadas.

O presidente do PT se referia ao ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), que renunciou ao cargo durante o escândalo do mensalão, em 2005, e que, devido a isso, teve o seu registro de candidatura ao Senado, ano passado, negado pela Justiça eleitoral. E ao ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que renunciou ao cargo de senador em 2007. Devido à lei, ele abandonou em 2010 a candidatura ao governo do DF.

A crítica à posse de suplentes do partido e não da coligação também foi feita pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), outro que participou da reunião com os deputados petistas. Ele disse que a Câmara continuará dando posse aos suplentes da coligação, apesar de o STF já ter decidido em duas ocasiões que a vaga pertence ao partido. 

Na reunião, os petistas também decidiram que irão defender maior tempo de discussão para que entre em votação o projeto que reformula o Código Florestal. Acordo feito com Maia e a bancada ruralista na Câmara previa votação até o final do mês que vem. 

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Nota da Redação:

O presidente do PT é de um cinismo enorme. A emenda que permitiu a dúbia interpretação de que a lei do ficha limpa pode retroagir foi apresentada pelo petista Cândido Vacareza, justamente para atingir Joaquim Rozi, Jackson Lago, Jader Barbalho e Ronaldo Cunha Lima, entre outros.

Sespa é multipartidária


Ao contrário do que diz o PPS paraense, a Secretaria de Estado de Saúde Pública(SESPA não é feudo daquele partido.

Hélio franco, apesar de filiado ao PPS, é secretário da 'cota pessoal" de Jatene.

A secretária-adjunta de saúde é Rosemary Góes, indicada para o cargo pelo PSDB.

A chefe de gabinete do titular da Sespa é Eneida Almeida, indicada pelo Democratas.

E as regionais da Sespa no interior será ocupadas por técnicos indicados por vários partidos que apóiam o governo na Assembléia Legislativa do Estado.

Farmácias podem fechar em Santarém

O Estado do Tapajós
Da redação

O cumprimento de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre o Conselho Regional dos Farmacêuticos do Pará, Ministério Público Estadual e empresários proprietários de farmácias, pode ocasionar o fechamento de várias farmácias em Santarém.

O TAC aumenta o tempo de permanência obrigatório dos farmacêuticos nas farmácias. Atualmente, cada profissional deve permanecer duas horas por dia no referido estabelecimento. Somente aqueles que vendem os medicamentos controlados regidos pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 344/98 é que tem um tempo de permanência maior: seis horas diária. A RDC/344 dispõe sobre as normas para a prescrição e venda de psicofármacos, os populares remédios controlados.

O problema da determinação estabelecida no acordo é que o município de Santarém não dispõe de profissionais suficientes para atender a demanda das farmácias existentes na cidade.

"O farmacêutico deve ficar em tempo integral, mas como não tem profissional em Santarém foi assinado esse TAC. Sabemos que é para o bem da cidade, mas não temos como cumprir de imediato", explica Stael Rejane Silva, presidente da Associação dos farmacêuticos de Santarém.

A presidente explica que a Associação defende a proposta de que o cumprimento da carga horária permaneça do jeito que estar pelo menos até a conclusão da primeira turma de Farmácia que existe em uma universidade do município. "É a única universidade que possui o curso e a saída desses profissionais pode ajudar a equilibrar o mercado e cumprir a determinação do TAC", argumenta Stael, Rejane.

O TAC determina que carga horária de duas horas seja elevada para quatro horas e a de quatro horas, em caso de estabelecimentos que vendam os controlados, a permanência do farmacêutico seja de seis horas. "Se acontecer o que está previsto no TAC. Nós vamos ter de fechar farmácias na cidade. Alguns profissionais têm outras atribuições que não vão poder deixar para se dedicarem apenas às farmácias. Para outros, financeiramente não compensa", explica a presidente.

A Associação reuniu nesta última quarta-feira (02) em sua sede para discutir o assunto. Uma comissão de cinco associados foi criada para levar as reivindicações ao presidente do Conselho Regional de Farmácia do Pará que vai está em Santarém no próximo dia 17 de fevereiro. "Temos cerca de 25 associados e em toda Santarém temos de 40 a 50 farmacêutico. É muito pouco", argumenta Rejane.
 
Stael Rejane explica ainda que em abril deste ano as farmácias existentes na cidade têm de renovar as suas licenças de funcionamento perante aos órgãos competentes. É a partir dessa renovação que o TAC terá de começar a ser cumprido em Santarém. "Se não conseguimos prorrogar nosso prazo para adequá-lo a nossa realidade, as farmácias que forem flagradas pela fiscalização sem o farmacêutico terão de fechar as portas", finaliza a presidente.
 
O gerente de farmácia Mocyr Pereira diz que os órgãos competentes de levar em consideração em suas decisões a realidade de cada região. Ele afirma que já existe algumas farmácias pequenas fechando, pois não têm condições de pagar farmacêutico em tempo integral. "Vamos tentar contratar mais um profissional, mas sei que é difícil. Nossa realidade deveria ser levada em consideração pelos órgãos competentes na hora de tomarem suas decisões", critica Moacyr Pereira.

Belo Monte: Helenilson Pontes está entrando em canoa furada

Paulo Leandro Leal*

O governo do Pará criou um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar as questões envolvendo a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Sudoeste do Pará. Foi nomeado para o cargo o vice-governador Helenilson Pontes, pessoa da mais alta competência e um dos tributaristas mais renomados do Brasil. A despeito de sua capacidade pessoal, o vice-governador iniciou os trabalhos com o pé esquerdo e está entrando em uma canoa furada.
Em suas primeiras entrevistas sobre o assunto, Helenilson demonstrou desconhecer um processo de mais de 30 anos que já estava em andamento antes de ele assumir a sua nova função. Cumpre lembrar, o mundo já existia antes do novo governo tomar posse, e, assim como muitos outros projetos, já havia uma discussão e uma série de definições a respeito do tema. O ilustre vice-governador não se lembrou nem mesmo de consultar as lideranças da região e acabou falando bobagem.
Mas isso é o de menos. Falar bobagem e demonstrar desconhecimento de causa pode até ser aceitável para alguém que acaba de assumir uma função e precisa se manifestar para a opinião pública. E no caso de Belo Monte, que enseja tantas polêmicas, erros como este são perdoáveis. Mas daí partir para ações práticas com bases em suposições ou no conhecimento alheio  já é um caminho perigoso. E é exatamente este o caminho que parece ter escolhido Helenilson Pontes.
O arrematado idiota ambiental e político dos mais fisiológicos Zé Carlos, do PV, anunciou em seu blog que na próxima segunda-feira, dia 7, uma comissão formada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por ele mesmo, o conselheiro Mauro Santos e o vice-governador Helenilson Pontes será recebida pelo presidente do Ibama e pelo Ministro das Minas e Energia. E que a OAB vai apresentar seus protestos pela liberação da licença parcial de instalação de Belo Monte.
Que a OAB se digne a fazer proselitismo ambiental e que o Zé Carlos se aproveita disso para aparecer, tudo bem. Mas que um vice-governador de Estado entre nesta canoa furada, ai já é demais. Antes de tomar qualquer medida neste sentido, Helenilson Pontes teria que se informar melhor sobre a questão. E não poderia fazer isso sem ir à região do Xingu, conversar com as lideranças, prefeitos, vereadores, presidentes de comunidades e a classe empresarial. Saber o que pensam e se cercar de todos os cuidados para não fazer um gol contra o Estado do Pará.
Que o vice, na condição de coordenador do GT Belo Monte, ouça a OAB e suas lamentações verdes, tudo bem. No entanto, esta não é a única entidade civil do Estado com credibilidade e moral para debater o assunto. Aliás, seria bom o distinto vice-governador ouvir o que a OAB de Altamira tem a dizer sobre Belo Monte. Ouvir a sociedade da região deveria ter sido o primeiro compromisso de Helenilson à frente deste Grupo de Trabalho. Por suas ações, parece que o Pará, mais uma vez, será governado de costas para o seu povo.
Como frisei, Helenilson tem uma imensa capacidade intelectual, credibilidade e seriedade. Mas no terreno da política, parece demonstrar certa ingenuidade.  Do contrário, saberia que aparecer ao lado de figuras como o Zé Carlos do PV pode não ser bom para a sua imagem. O nosso vice-governador precisa se lembrar que não está mais em São Paulo. E que o Pará, definitivamente, não se resume a Belém.

*Empresário e Jornalista

André Cavlacante deveria ser eliminado do futebol




O advogado-almofadinha André Cavalcante, principal responsável pela derrocada do São Raimundo desde a eliminação da Copa do Brasil, deveria ser excluído do futebol após as cenas de agressão cometida por ele contra um torcedor do Pantera, após o empate do time com a Tuna por 3 a 3.

Sebastião Rocha, que foi dispensado do comando do São Raimundo, embora tenha generalizado em suas críticas, falou uma verdade aos jogadores, com raras exceções: "- Os diretores do São Raimundo são uma merda".

Novo Código Florestal pode prejudicar mercado brasileiro


A votação do novo Código Florestal deve ser uma das primeiras demandas a serem votadas pelo plenário da Câmara dos Deputados. A matéria deve impor longa discussão e produzir emendas, uma vez que, de certa maneira, opõe diferentes interesses como o dos investimentos estrangeiros em contraposição aos ambientalistas, o que pode afetar a vinda de investimentos internacionais para o Brasil. “Hoje já existe um movimento eficiente de vincular a compra de commodities agrícolas e carne ao atendimento às leis e critérios de sustentabilidade atinentes às questões florestais, de biodiversidade e climática. Portanto, a alteração do Código Florestal, do ponto de vista do mercado internacional, significará sim um risco de perda de competitividade para o setor agropastoril, e certeza de perda de credibilidade para nosso sistema de proteção ambiental”, aposta Werner Grau(foto), especialista em direito ambiental e sócio do Pinheiro Neto Advogados. 

O advogado, que também é presidente do Conselho Consultivo da The Nature Conservancy – TNC no Brasil, explica que, se houver desmatamento adicional, mesmo que sob previsão legal –com a alteração do Código Florestal–, não será bem recebido no mercado comprador das commodities agrícolas e carne do Brasil, pelos efeitos de perda de biodiversidade e clima, além dos efeitos incidentes sobre as comunidades tradicionais e povos indígenas.
Para Werner Grau, se o novo Código for aprovado, as empresas precisarão buscar outras ferramentas de demonstração de postura para não perderem espaço no mercado internacional.

“Daí a afirmação da perda de competitividade, já que o Brasil, com a alteração do Código Florestal, estará caminhando em direção inversa à pressão internacional e aos movimentos de preservação de biodiversidade e clima”, destaca o advogado.

Ele acredita que o resultado principal da alteração do Código Florestal é a perda de credibilidade do sistema legal brasileiro de proteção ambiental e florestal no cenário internacional. “Com isso, cada vez mais as empresas deverão adotar critérios ‘extralegais’ como parâmetro de condução, para poderem se inserir no mercado internacional”, recomenda.

Queda-de-braço
 
Atualmente existe uma pressão muito grande sobre o Brasil, no plano internacional, por conta de uma questão que se divide em duas: biodiversidade e mudança do clima. O foco é sempre a Amazônia brasileira, já que o Brasil é o único País em que as emissões de Gases de Efeito Estufa são primordialmente geradas pela queimada e desmatamento, e não, como a maioria dos países, pela queima de combustíveis fósseis. 


Assim, a briga sobre a aprovação ou não do Novo Código Florestal atinge discussões além do território nacional.
“O antagonismo entre os ambientalistas e os ruralistas parece politicamente insuperável; no momento os ruralistas parecem levar vantagem nessa disputa. O dilema ‘preservação versus desenvolvimento’ se mostra falso; fruto do acirramento da disputa e da falta de profundidade nas discussões”, explica Armando Monteiro Bisneto, advogado membro da Área de Relações Governamentais e Assuntos Legislativos, também do escritório Pinheiro Neto.

Após a possível aprovação na Câmara, o projeto seguirá para o Senado. A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), deverá ser uma das protagonistas dessa discussão, defendendo o ponto de vista majoritário do setor agrícola.

Por isso, as audiências públicas realizadas no Senado deverão ser definidoras. Caso o Senado promova alterações no projeto, ele deverá retornar à Câmara para nova votação em dois turnos.
“Certamente será um dos temas mais quentes e controversos da pauta do Senado neste ano”, projeta Bisneto.

Prioridade na aprovação
 

Confirmado como presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) disse nesta semana que tem pressa com a aprovação do Código Florestal.

Segundo a Agência Câmara, ele afirmou que tem um compromisso com a bancada ruralista para que o projeto seja votado com rapidez para evitar que a instabilidade da legislação ambiental prejudique tanto o agronegócio quanto as políticas de preservação ambiental.

As denúncias de corrupção na SEMA.

Edilza Fontes

Neste fim de semana fomos surpreendidos com matérias no "Diário do Pará" sobre as operações da policia federal na Sema. A leitura da matéria de ontem, domingo , e a de hoje, segunda levanta muitas duvidas mas nos deixa uma certeza a de que a estrutura funcional da secretária é pequena e não houve por parte dos governos uma preocupação com a secretária arrecadadora do estado, a segunda, depois da SEFA.
 
 Ficamos sem saber o que foi mudado no governo Jatene e até mesmo no governo Ana Júlia para fiscalizar a saída dos recursos, a corrupção.

 Fico pensando que mais uma vez o PT e o Governo Ana Júlia fica na berlinda, a dever uma explicação sobre estas investigações.

 Pessoas como o ex-secretário Picanço, o senhor Cláudio Cunha não foram nunca militaram no PT, não são quadros partidários. Como chegaram a ter tanto poder e influência no governo Ana Júlia?.

 Não avalio que a nota ou os esclarecimentos dos deputados resolvam a questão, que no meu entendimento não é só policial ou jurídica. È politica. Esta investigação, será utilizada, faz parte de um processo de descredênciamento do PT como um partido ético e parte da exposição de suas referências publicas. È a história do PT no Pará que está em jogo.

 O PT tem que dar uma resposta segura e firme e nós esperamos uma resposta também do governo estadual no sentido de explicar as mudanças pensadas para conter o problema.

 Fiquei sabendo que a tabela de propina na Sena era algo conhecido. Tinha preço de cinco mil e de cinquenta mil. Até uma pequena serraria de esquina, em Redenção por exemplo pagava a cota de cinco mil por mês.

 Na campanha fui procurada por um senhor dizendo que estavam cobrando 50 mil para libertação de uma licença e eu questionei quem estava cobrando. A resposta foi muito direta.

 Denunciei o cobrador e depois o vejo envolvido no esquema de fraudes, foi um dos presos.
 
 O certo é que neste episódio, um dos pontos importantes é termos a certeza que será um episódio e que uma nova forma de fiscalizar e defender a floresta foi pensada e  que os corruptos sejam denunciados e respondam por seus atos na justiça.

SUS adota novas regras para uso de remédios em hospitais

Preocupado com os altos custos de operação da rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a segurança dos pacientes, o governo federal decidiu reformular o funcionamento das farmácias dos hospitais públicos do país, nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Com a portaria 4.283, em vigor desde o início do ano, o Ministério da Saúde prevê a modernização das farmácias hospitalares e a racionalização e economia no consumo de medicamentos. Além disso, a portaria obriga a contratação profissionais especializados para atuar nas unidades farmacêuticas dos hospitais do SUS, da administração direta e também aqueles conduzidos por entidades privadas e filantrópicas. A nova política, que substitui diretrizes fixadas em 1977, foi discutida e aprovada em parceria com entidades dos setores de saúde e farmacêutico.

O consumo de remédios e materiais médicos - próteses, injeções, luvas, suturas - pode representar entre 30% e 40% do orçamento de um hospital, dependendo da complexidade dos procedimentos realizados na unidade.

Na avaliação de Tércio Egon Kasten, presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Santa Catarina e vice-presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), melhorias na gestão das farmácias podem até reduzir o valor de alguns procedimentos. "A portaria altera toda a questão da gestão da farmácia como um grande setor do hospital, que influencia muito o custo da unidade hospitalar, inclusive a formação do preço dos procedimentos e clínicos e cirúrgicos", opina Kasten.

José Miguel do Nascimento Júnior, diretor de assistência farmacêutica e insumos estratégicos do Ministério da Saúde, destaca a distribuição mais racional de medicamentos aos pacientes em tratamento na unidade hospitalar.

"O resultado prático esperado é que a saúde tenha melhor desempenho. Em alguns hospitais será necessário mais investimento, mudança do processo de trabalho, um sistema informatizado", diz Nascimento. "A gestão deve ser mais racional: é preciso ter 13 tipos de anti-inflamatórios no estoque? Não dá para trabalhar com 8 ou 6? O paciente deve ter melhor orientação e tomar apenas o que o farmacêutico prescreveu.".

Nascimento diz que há muito desperdício e riscos ao paciente por causa de erros no fornecimento e na prescrição de medicamentos, devido à falta de profissionais qualificado nas farmácias hospitalares. As antigas diretrizes de funcionamento das unidades farmacêuticas, de 1977, exigiam a presença de farmacêuticos apenas em hospitais com mais de 200 leitos, o que foi revogado com a nova portaria. As farmácias dos pequenos hospitais eram consideradas dispensários de remédios.

Ao longo dos anos, essa interpretação mudou, e o Brasil não acompanhou a tendência. Os hospitais ficaram menores e mais complexos. "Temos muitos hospitais com 20, 30 leitos fazendo cirurgias cardíacas, neurológicas, com departamento de oncologia. Eles demandam drogas de grande complexidade, que precisam ser controladas por alguém especializado. Não é o médico nem o enfermeiro que cuida disso", explica Kasten. Segundo ele, um hospital do porte do Albert Einstein, em São Paulo, tem uma farmácia com mais de 40 pessoas. "Enquanto isso, temos hospitais no interior que não têm sequer um farmacêutico. Essas unidades manipulam medicamentos fortes e caros, como antidepressivos, antineoplásicos e radiofármacos."

A portaria 4.283 também servirá para organizar a formação de pessoal do setor, como campo de estágio e treinamento para estudantes e novos profissionais.
(Fonte: VALOR – SP)

Maiorana: agora, no meio da rua

Lúcio Flávio Pinto
 
Bastou o Diário do Pará fazer jornalismo para provocar furor sem igual dos seus competidores e inimigos. O jornal do ex-deputado federal Jader Barbalho publicou matéria sobre a realização da primeira audiência a que os irmãos Ronaldo e Romulo Maiorana Júnior têm que comparecer, perante a justiça federal, para responder por desvio de recursos da Sudam. Desde então, O Liberal publica reportagens, editoriais e notas diárias em suas colunas sobre a corrupção do PMDB, nacional e local, que tem Jader Barbalho como o seu maior símbolo.

Até então, a principal arma do Diário contra os Maioranas era o insulto. No velho estilo dos pasquins e jornais partidários, o jornal divulgava notas ofensivas à família, incluindo a matriarca, Déa Maiorana. A última matéria, saída num domingo, 16, relatava fatos a propósito da instrução do processo em que o Ministério Público Federal cobra a devolução do dinheiro dos incentivos fiscais desviado pelos irmãos através de um projeto para a industrialização de sucos regionais.

A denúncia foi aceita e o processo iniciado, mas os Maiorana deixaram de comparecer a duas audiências, alegando viagem. A próxima estava marcada para o dia 1º. Novamente os Maioranas estariam viajando. Mas o juiz Antônio Campelo ameaça tomar providências caso a ausência se repita.

O destaque dado ao assunto (publicado antes neste jornal) criou uma expectativa reforçada sobre a audiência. Talvez tenha abortado a estratégia dos donos do grupo Liberal para escapar da tomada dos seus depoimentos. Atrairá a atenção do restante da imprensa para o acontecimento, no qual pessoas acostumadas a impedir o acesso de terceiros ficarão expostas à curiosidade pública na condição de réus.

A ira dos irmãos se refletiu nos editoriais que se repetiram tanto em O Liberal quanto no Amazônia, o jornal mais novo da “casa”. numa linguagem agressiva, visando um objetivo claro: atingir a pessoa de Jader Barbalho. O ataque parecia ter uma vantagem adicional: dizia-se que o ex-governador, que sofre de hepatite, estaria também com diverticulite, doença que o levara a uma consulta e tratamento em São Paulo.

Estaria, portanto, para uma resistência mais baixa a um ataque massivo. Mas, assim como o ex-ministro costuma reagir quando acusado de corrupção, os Maioranas também nada disseram sobre o conteúdo da reportagem do adversário. Nesses momentos, ambos os inimigos só têm razão quando acusam. Por isso, preferem não exercer sua defesa, exceto para aplicá-la segundo a regra de que a melhor defesa é o ataque.

As seguidas e cada vez mais violentas referências a Jader e ao PMDB tinham ainda um segundo propósito: continuar a pressionar o governador Simão Jatene, do PSDB, a voltar atrás no compromisso assumido com o ex-senador peemedebista, que resultou na entrega de alguns cargos na linha de frente da administração estadual. Além de estender as críticas aos representantes do PMDB no governo Jatene, O Liberal bate pesado no secretário de ciência e tecnologia, Alex Fiúza de Melo, ex-reitor da Universidade Federal do Pará.

Alex se tornou persona non grata aos Maioranas desde que depôs em meu favor nas ações que os irmãos propuseram contra mim na justiça, depois que Ronaldo Maiorana me agrediu fisicamente (a agressão completou seis anos no dia 5). Pedi o testemunho de Alex porque O Liberal, depois de lhe atribuir irregularidades durante sua gestão à frente da UFPA, não lhe concedeu o direito de resposta.

Os Maioranas, que se consideram acima do bem e do mal, também se arvoram a proprietários da opinião pública. Parece que a situação está mudando. Agora, eles também têm que entrar na chuva. E quem vai à chuva, se molha.

Escaparam da sova


Por muito pouco os 'diretores' André Cavalcante e Sandicei Monte escaparam de levar uns cascudos de torcedores do São Raimundo, após o empate de ontem contra a Tuna, por 3x3, na reabertura do Barbalhão.

Corretores estão impedidos de entrar no IML durante realização de exames

Belém- Portaria emitida pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chave, publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado,  estabelece medidas para coibir e reprimir práticas ilícitas nas dependências do órgão. 

A portaria proíbe a entrada de corretores de seguros e de quaiquer outras pessoas nas salas de perícia durante a realização de exames. 

A Portaria define condições para obtenção de cópias de laudo pericial e o acesso às informações.(Fonte:DOE)

Milicos, boquiabertos, miravam altura de árvore na Transamazônica

Foi no governo do general Emílio Garrastazú Médici que se construiu a rodovia que, segundo os críticos da época, ligava o nada a coisa nenhuma: a Transamazônica - BR-230, projetada para ter 8 mil quilômetros de extensão - começa em Cabedelo, na Paraíba, e deveria terminar em Benjamim Constant, na fronteira com o Perú - não foi inteiramente concluída. A inauguração do primeiro trecho se deu em 1972. Na verdade, houve várias inaugurações. Uma delas aconteceu dois anos depois, no meio da selva, entre as cidades de Altamira e Itaituba, no Pará. Lá estava todo o alto escalão governamental para descerrar a placa comemorativa encravada no tronco de uma gigantesca castanheira. Em manga de camisa, tomaram parte da festa os ministros Mário Andreazza, Costa Cavalcanti e Carlos Alberto Fontoura. Além deles, o general João Figueiredo que, boqueaberto, mirava a altura das árvores. (Foto Orlando Brito)

Decifra-me ou eu te devoro


Alguém mata esta charada aqui?

O que o ministro Padilha tem em Santarém além do domicílio eleitoral e o grupo de amigos do Paju?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Escândalo na Sema envolve deputados

Carlos Mendes:

Belém- Conversas telefônicas interceptadas com ordem judicial revelam como funcionava o esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para aprovação de planos de manejo durante o governo de Ana Júlia Carepa. As investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) apontam que os envolvidos teriam praticado corrupção ativa e passiva numa organização criminosa que, além de se utilizar de valores obtidos com os ilícitos em suas despesas corriqueiras, ainda tentou esconder os rendimentos desonestos por meio de contas bancárias e bens em nome de terceiros.
O processo corre em segredo na Justiça Federal, mas as transcrições das conversas circulam com desenvoltura entre jornalistas. A propina corria solta e generosa. Até vazamento de informações dentro do MPF foi descoberto. O processo já tem mais de 3 mil páginas.
O DIÁRIO teve acesso às conversas, que envolve servidores da Sema, intermediários, madeireiros, fazendeiros, autoridades do governo passado e políticos como os deputados federais eleitos Cláudio Puty (PT), Giovanni Queiroz (PDT), os estaduais Cássio Andrade (PSB), Bernadette ten Caten (PT) e Gabriel Guerreiro (PV).
O então secretário do órgão, Aníbal Picanço, de acordo com o relatório da investigação, saiu de uma humilde casa no bairro do Reduto para ocupar um apartamento no Umarizal avaliado em R$ 1,5 milhão. O candidato a deputado Sebastião Ferreira, o “Ferreirinha”, tem seu nome citado em várias conversas. Ele tinha muitos clientes entre os madeireiros. E muitos pedidos na Sema.
É possível verificar a pressão exercida para liberação dos projetos sob influência política devido à proximidade da eleição de outubro passado. Um dos diálogos é entre o ex-secretário Cláudio Cunha e Gabriel Guerreiro (PV): “Deputado, aquele seu manejo deve tá saindo já, viu?”. Guerreiro responde: “Tá na sua mão, solte pra mim hoje”. E Cláudio retorna: “Não, vou soltar agora”. Mais adiante, fala para um servidor da Sema que vai atender o deputado e “gastar a tinta dessa caneta com o maior prazer”.
Cássio Andrade, dono de uma empresa que negocia peixes ornamentais, também telefona e cobra celeridade na liberação de seu projeto. “São os meus peixinhos...”, resume. É atendido prontamente. Em outro trecho, Picanço diz para Cláudio Cunha que Bernadete “tá torrando a paciência” e pergunta se ele está acompanhando os processos dela. Cunha responde que sim, mas argumenta que os projetos têm “pendências em Marabá”, que a deputada quer “empurrar goela abaixo”.
ESQUEMA
No dia 16 de setembro do ano passado, uma denúncia feita à PF escancarou o esquema. “Venho denunciar uma quadrilha que há muito tempo está instalada na floresta amazônica, trata-se de pessoas que uniram-se para confeccionar créditos de madeira de forma fraudulenta através de projetos de manejos e aprovados em áreas sem documento e muitas vezes sem nada de mata”.
O denunciante cita que José Vicente Tozetti e seu filho, Carlos Tozetti, com atuação na Transamazônica, uniram-se a um advogado conhecido na Grande Belém como doutor Luiz para influenciar a resolver problemas na Sema e com isso “arrecadar dinheiro para a campanha do PT, ou seja, de Ana Júlia”. A união teve como base um ambicioso e audacioso plano de aprovar plano de manejo em uma área que em sua metade está completamente desmatada e a outra invadida.
“Com muita astúcia e desenvoltura obtiveram êxito na grande fraude, conseguiram aprovar um plano de manejo completamente fraudulento, com mais de 70 mil metros cúbicos, avaliado em R$ 8 milhões”, diz o denunciante. O projeto estava em nome de Isaías Galvão Bueno. A transação foi tão bem sucedida que um jovem de 24 anos, José Vicente Alves Tozetti, comprou um avião de marca Corisco. Os créditos falsos do projeto foram vendidos por um tal de Paulo Sérgio, conhecido por “Paçoca”. (Diário do Pará)

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Atualização 07/02/2011

Esclarecimentos do deputado Cássio Andrade. Aqui

Esclarecimentos do deputado Cláudio Puty. Aqui

São Raimundo e Tuna empatam em 3 a 3

Terminou agora a pouco a partida entre São Raimundo e Tuna Luso, disputada no estádio Barbalhão, em Santarém. No jogo “lanternas” do Parazão, um resultado nada favorável para nenhuma das equipes: o empate de 3 a 3 deixou os times em situação complicada no Campeonato.
Mesmo jogando fora de casa, a Tuna Luso teve todas as chances de sair vitoriosa do confronto. Jogou a maior parte do segundo tempo com dois homens a mais, numa noite em que Felipe Mamão fez a diferença e marcou os três gols da equipe na partida.
Mas, uma falha da zaga e a bravura do time santareno sobressaiu, e o São Raimundo arrancou o empate por 3 a 3 no finalzinho da partida.
PRIMEIRO TEMPO
A Tuna abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo, com gol de Felipe Mamão, após a bola ter sido rebatida pelo goleiro. Em seguida, o São Raimundo não se intimidou e empatou o jogo com gol de Daniel, que chutou rasteiro; e virou a partida aos 37 minutos, com gol de Jardel, de cabeça.
No finalzinho do primeiro tempo, Coelho, estreante do São Raimundo, fez falta na pequena área e o juiz, em cima do lance, marcou o pênalti e expulsou o jogador, que já tinha um cartão amarelo. Felipe Mamão foi para a cobrança e deixou tudo igual, marcando o seu segundo gol na partida.
SEGUNDO TEMPO
O início do segundo tempo foi mais complicado para os donos da casa. Com um jogador e menos em campo, o São Raimundo passou sufoco, enquanto que a Tuna pressionava para tentar o terceiro gol, mandando uma bola na trave aos 8 minutos.
Para piorar a situação, aos 13 minutos o jogador Daniel, autor do primeiro gol do Pantera, também foi expulso, após fazer uma falta violenta no jogador Marabá.
Por causa da falta, o jogo ficou paralisado por 7 minutos. Uma ambulância do Samu entrou no gramado para atender o atleta, que teve a perna imobilizada e foi levado ao Hospital Municipal. Leandro foi quem substituiu Marabá.
Com dois homens a mais em campo, a Tuna continuou pressionando para tentar o terceiro gol, que veio aos 37 minutos, dos pés de Felipe Mamão. Depois de um lançamento, a zaga do São Raimundo falhou, Felipe Mamão passou por dois zagueiros e chutou rasteiro na saída do goleiro.
Mesmo jogando recuado, o São Raimundo conseguiu chegar ao empate. Em cobrança de escanteio aos 43 minutos, Tiago Júnior aproveitou uma falha da zaga da Tuna e fez o gol de cabeça. A Tuna ainda teve o jogador Hugo de Leon expulso no fim da partida.
Após o apito final, muita confusão no gramado do Barbalhão. O árbitro da partida, Joel Silva dos Santos, foi rodeado pelos jogadores e técnico do São Raimundo, que ficaram revoltados porque o jogo foi encerrado quando o Pantera estava no ataque. Joel saiu de campo com escolta policial.
(Soraya Wanzeller/DOL)

Manchetes de O Estado do Tapajós


Farmácias podem fechar por falta de pessoal habilitado

Simão Jatene divulga rombo deixado nas finanças do estado

Mototáxi é 'avião' do tráfico de drogas em Santarém

Mestre de obra toma o lugar de engenheiro

Barbalhão foi vistoriado às pressas para jogo São Raimundo x Tuna

Diretoria afunda time do São Raimundo
Saúde em Santarém ainda espera por ajuda do ministro Alexandre Padilha

Santarém será beneficiada com implantação de UPP

Belo Monte: Helenilson Pontes está entrando em canoa furada

Início das aulas ainda não tem data definida em Santarém

Lúcio Flávio Pinto: Pará tem a comida mais cara

A sonegação fiscal: o papel da imprensa


Lúcio Flávio Pinto:
Belém- Em 2009 a Receita Federal apreendeu na Amazônia mercadorias sem nota fiscal no valor de 13,6 milhões de reais, em 130 operações, sendo R$ R$ 4 milhões no Pará (em 56 operações). No ano passado, as apreensões na região Norte somaram R$ 22 milhões (mais 61,9%), em 175 operações. Quase metade do valor apreendido, R$ 10 milhões (em 94 operações), aconteceu no Pará, com um crescimento notável de 150%.

Apesar desses resultados, que superaram os obtidos em qualquer outra região do país, a Receita não tem dúvida: o índice de sonegação fiscal na Amazônia é o maior do país e o Pará é líder nacional. Embora pouco representativo em termos absolutos, o índice é preocupante.

O que os fiscais apreendem representa apenas uma pequena parcela do imposto não recolhido. O superintendente Esdras Enarriaga diz que a grande sonegação resulta do hábito arraigado dos habitantes da região de não pedir nota fiscal em suas compras e despesas. Esse costume facilita a ação dos sonegadores, estimulando a manutenção dessa cultura, que tem suas origens históricas no intenso contrabando praticado em Belém nos anos 1950/60. Evoluindo para a pirataria e para o tráfico.

Daí vem a permissividade social, que deve ser combatida para que, aumentando a receita dos impostos nas transações econômicas, haja, pelo menos em tese (a ser transformada em realidade pela decidida atuação dos cidadãos), mais recursos para o governo aplicar em benefício da sociedade.

Nesse contexto, é bastante exemplificativo – e de efeito pedagógico – um processo que tramita pela 9ª vara cível de Belém. No dia 17, a juíza Rosana Canela Bastos, que responde pela vara, concedeu tutela antecipada numa ação de indenização por dano moral proposta pelo auditor fiscal Rogério Dantas Reis, chefe da equipe de vigilância aduaneira da alfândega do porto de Belém.

A antecipação judicial foi para que o Diário do Pará garanta o exercício do direito de resposta do autor. O jornal não publicou a carta que o servidor público lhe encaminhou a propósito de uma nota publicada na coluna de Mauro Bonna, no caderno Negócios. Além de não publicar a resposta, o jornalista a comentou e contestou em termos irônicos e duros.

Já a observação inicial fora sarcástica, além de unilateral: dava voz às agências de turismo, provavelmente contrariadas pela atuação da Receita Federal, sem apresentar o outro lado da questão. O auditor certamente não teria recorrido à justiça em defesa dos seus direitos se sua resposta tivesse sido publicada. O jornal nada perderia se a reproduzisse. Pelo contrário, prestaria informações relevantes aos seus leitores.

A imprensa paraense precisa acabar com essa mania de se considerar ofendida quando criticada e não admitir seus erros. O direito de resposta é sagrado. Constitui um dos elementos de legitimidade da própria imprensa, assegurando o valor que ela tem para a manutenção do regime democrático justamente por sua permeabilidade à divergência, à controvérsia, às versões e à pluralidade de opinião.

O episódio serve à perfeição para que os jornalistas e o público percebam a dimensão que a imprensa assume como um quarto poder saudável, quando se coloca como intérprete, fiadora, auditora e porta-voz da sociedade. Sobretudo quando é posta diante de um tema de enorme relevância pública, como a sonegação fiscal e o contrabando. Por isso, reproduzo os elementos desse processo.

O primeiro documento é a nota inicial que, sob o título “Receita Federal afugenta turistas”, Mauro Bonna publicou na sua coluna:
“Era só o que faltava. Muita gente empenhada em incrementar o turismo para gerar emprego e renda. Eis que de repente surge um auditor fiscal da Receita Federal, Rogério Reis, e põe quase tudo a perder. Estamos em meio à maior temporada de cruzeiros na região e, justo agora, o auditor decidiu que não haverá desembarque de passageiros em pontos não alfandegados.

Na semana passada, os 600 velhinhos milionários, passageiros do ‘The World’, não puderam desembarcar na Estação. A operação ocorreu no Armazém 4, sem ancoradouro, um risco total. Estão também proibidos desembarques no trapiche de Icoaraci e até na bela Alter-do-Chão, áreas não alfandegadas. É o fim!”

A Receita Federal, saindo em defesa do seu auditor. respondeu com uma nota, redigida de tal forma a poder ser publicada como texto jornalístico: 
“Cruzeiros: Realidade dos Fatos 
A Receita Federal também está empenhada em incrementar o turismo no Pará, mas lembra ao trade e aos interessados em geral que é preciso cumprir a lei. O chefe da equipe de Vigilância Aduaneira do Porto de Belém, auditor fiscal Rogério Reis esclarece que em portos não alfandegados, como é o caso da Estação das Docas e do trapiche de Icoaraci, o desembarque de turistas oriundos do exterior não é permitido. E a proibição não é do auditor. Trata-se de norma estabelecida pelo decreto-lei nº 37, de 1966, e pelo decreto nº 6.759, de 2009.

No caso do navio ‘The World’, vindo das Bahamas e exclusivo para passageiros de ata renda, a embarcação não estava lotada quando passou por Belém há cerca de duas semanas, ao contrário do que foi noticiado; tinha apenas 59 passageiros, e não 600, e apenas 13 foram fiscalizados porque desembarcaram na cidade para pegar avião em Val-de-Cans. Os demais, em trânsito, puderam, sim, passear pela capital.

O alfandegamento de portos, lembra Rogério Reis, é feito pela Receita Federal, mas tem de ser solicitado, necessariamente, pelas partes interessadas. Nesse sentido, ele lembra que o trade deveria ter sido mais previdente nesta grande temporada de cruzeiros na região e pedido, com a antecedência necessária, o alfandegamento dos portos de sua preferência. ‘Pessoalmente não tenho nada contra o desembarque de passageiros na Estação das Docas, por exemplo, mas isso tem de ser feito de forma legalizada. Você acha que nos Estados Unidos, por exemplo, é permitido esse tipo de desembarque em algum porto não alfandegado? Nunca. Lá ninguém brinca com isso’, argumenta o auditor.

Além da Legalidade – O procedimento de alfandegamento não é uma mera formalidade legal. Nele há uma avaliação feita por uma comissão de servidores da Receita Federal visando atestar a existência de estrutura mínima que garanta a privacidade dos passageiros e a segurança para execução da fiscalização. Estes navios de cruzeiro trazem, além de passageiros milionários, mais de 200 tripulantes que em muitos casos são jovens contratados temporariamente durante a alta estação. As apreensões realizadas pela Receita Federal comprovam que os contrabandistas contratam jovens, idosos e até deficientes físicos para ingressarem no país trazendo armas e drogas.

É triste perceber que alguns setores da sociedade ainda não se conscientizaram deste risco. Tanto aqui quanto em qualquer país civilizado do mundo a fiscalização é necessária à segurança de toda a sociedade”.

O jornalista leu a nota (e só ele), mas, ao invés de também reproduzi-la, partilhando-a com seus leitores, reagiu com uma contestação na sua coluna:
“Com uma série de agentes legalistas, a Receita Federal no Pará tenta explicar a proibição do desembarque de passageiros de navios de cruzeiros no flutuante da Estação, com o velho e não aplicável papo de alfandegamento.

Primeiro: os navios não aportam em Belém por questões de calado e ficam no Canal Minas Gerais, ao largo. Os passageiros, sem malas, descem em pequenas embarcações para um dia de visita à cidade. Segundo: até novembro, milhares de passageiros desembarcaram sem problemas na Estação. Onde estavam os diligentes inspetores? Inspetores talentosos para a fronteira Agora no meio da temporada de cruzeiros, a Receita Federal alega o cumprimento de uma legislação de alfandegamento de 67, para impedir o óbvio, o razoável, o bom senso. Cá para nós, é estratégia midiática em busca de autopromoção. O trade deveria mandar correspondência a Guido Mantega sugerindo o aproveitamento desses jovens e impetuosos inspetores em Foz do Iguaçu, para impedir com seus talentos a entrada principalmente de armas contrabandeadas. Serviriam bem melhor ao Brasil e apareceriam muito mais”.

Liminarmente a juíza em exercício da 9ª vara já concedeu o direito de resposta, aplicando a multa de cinco mil reais por cada domingo em que a nota da Receita Federal não for publicada, até o limite de R$ 50 mil, multa que será creditada ao autor da ação.  Deixou para examinar o mérito, sobre o cabimento do direito à indenização por dano moral, para depois da instrução do processo. O Diário do Pará poderá contestar a decisão e certamente não reconhecerá o dano moral.

Uma desgastante ação judicial, que podia ser evitada, ainda poderá ser abreviada se o jornal reconhecer algo que é sua obrigação indeclinável: reconhecer o direito de resposta do personagem da história. Direito irrecusável e sagrado. Ou então a imprensa não é um dos pilares da democracia, conforme pensa e proclama.

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Próximo artigo do autor: Maiorana: agora, no meio da rua

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bares só poderão funcionar até 1 hora da madrugada, de acordo com portaria da Segup

A Segup regulamentou através de portaria o horário de funcionamento de bares e comércio de bebidas. O documento estabelece que "o horário de comercialização de bebidas alcoólicas para consumo imediato, de qualquer natureza, em bares, restaurantes, supermercados, depósitos de bebidas, tabernas, boates, lojas de conveniência, clubes e eventos públicos deverá ocorrer até a 1h da madrugada, conforme o que determina a Lei Estadual nº 6.896, de 3 de agosto de 2006. 

Só poderão solicitar a extensão deste horário (até às 3h30) junto às autoridades responsáveis pela segurança pública, os estabelecimentos comerciais que respeitem a legislação do "sossego público" quanto à poluição sonora e que possuam sistema de segurança. Apenas eventos como festas juninas, carnaval, datas comemorativas de interesse do município, eventos promovidos no período de férias de verão e feriados prolongados, quando há fluxo de pessoas ou interesse do setor de serviços, poderão permanecer funcionando além das 3h30h, sempre obedecendo a decisão das autoridades da área de segurança.

Funcionamento

A portaria também determina o horário de abertura e fechamento para os estabelecimentos de diversões públicas sujeitos à fiscalização e onde há venda de bebidas alcoólicas (bares, restaurantes, boates, lojas de conveniência, clubes, casas de shows, dançarás e espaços abertos públicos ou privados). Para abertura, o horário estabelecido é de segunda a quinta-feira, a partir das 12h. Às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados esses locais poderão abrir a partir das 9h. Já o encerramento das atividades nesses locais deverá acontecer, de domingo a quarta-feira, até a meia-noite. Na quinta-feira, até 1h da madrugada. Às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados, até às 3h30 da madrugada.

Sespa vai fazer auditoria no Hospital Regional do Baixo-Amazonas

 
A secretária adjunta de saúde, Rosemary Góes, informou que a Sespa encontrou um caos no Hospital Regional Abelardo Santos, no Distrito de Icoaraci. "Mas além dos problemas internos da instituição, a atenção básica de responsabilidade da Sesma não está funcionando naquela área, o que acaba sobrecarregando o hospital", ressaltou.
 
Ela também informou que foi retomado o trabalho de supervisão dos Hospitais Regionais, gerenciados por organizações sociais e sob gestão do Estado, começando pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). O objetivo é fiscalizar, orientar e saber se organizações sociais estão cumprindo as metas de atendimento.

A diretora de Regulação da Sespa, Círia Pimentel, ressaltou a importância e a necessidade de haver auditoria nos municípios, para saber se os recursos estão sendo aplicados corretamente.

Mangueirão ainda não foi liberado, ao contrário do Barbalhão.

O Corpo de Bombeiros Militar pode liberar o Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão) até a próxima quarta-feira (09), quando forem concluídos os laudos da vistoria realizada na manhã de ontem (4). Segundo tenente-coronel Daniel Rosa, coordenador do serviço de vistoria nos estádios do Pará, o Mangueirão obteve uma licença de funcionamento quando a obra foi concluída, em 2002, e agora os trabalhos visam conferir a operacionalidade dos serviços de combate a princípio de incêndio e controle de pânico.

Em Santarém, mediante aditamento de cláusulas ao Termo de Ajuste de Conduta, o MPF avalizou a decisão da comissão de vistoria da FPF em liberar o estádio Barbalhão para receber um público de até 8 mil torcedores, metade da capacidade do estádio, para o jogo de amanhã entre São Raimundo x Tuna Luso.

Parte de Santarém está sem energia elétrica desde a madrugada


A forte chuva que caiu na cidede, causou graves prejuízos à Rede de Distribuição Elétrica da Celpa. Na cidade, vários cabos da alta tensão foram rompidos, transformadores atingidos por descargas atmosféricas, deixando vários trechos sem energia. Na zona rural, os prejuízos foram maiores, devido aos fortes ventos e a erosão, provocada pela forte chuva, postes foram danificados. Em Cucurunã, dois postes foram atingidos pela erosão, danificando vários quilômetros de rede e interrompendo o fornecimento de energia em Alter do Chão e comunidades vizinhas.(Fonte: Rede Celpa)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mosquito da dengue já se desenvolve em água suja, diz pesquisa

O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, está se desenvolvendo em ambientes sujos e até em água salgada. A conclusão é da pesquisadora Marylene de Brito Arduino, da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) de São Paulo.

Marylene diz, porém, que ter encontrado larvas do Aedes em água com sal não significa que o inseto possa se reproduzir no mar. Ela está testando, no entanto, qual o limite de salinidade que as larvas suportam.

"É importante ressaltar que o sal mata as larvas do Aedes e continuamos

recomendando seu uso no combate aos criadouros."

Estudo realizado por ela em São Sebastião mostrou que larvas do mosquito
foram encontradas em recipientes com água com resíduos de sal e até em outros com produtos como graxa, tinta, cal e óleo combustível.

Dos 1.325 pontos com larvas de Aedes analisados por Marylene na pesquisa,
323 estavam em água com algum tipo de salinidade --ou seja, resíduos de sal ou outros produtos químicos.

Segundo a pesquisadora, o resultado mostra que é preciso se preocupar com
possíveis criadouros antes ignorados, como latas de tinta e pneus com resto de óleo.

"O mosquito está evoluindo. Todas as espécies tentam manter sua população.
Se não encontram o ambiente que preferiam antes, acabam se adaptando ao que existe."

O virologista da Unifesp Celso Francisco Hernandes Granato, especialista em
dengue, diz que não se surpreende com a possibilidade.

"O conceito que tenho é que ele [Aedes] prefere água limpa e parada. No
entanto, trata-se de um mosquito de grande facilidade de adaptação, o que certamente possibilita que procure novos locais de reprodução." (Blog Amazônia)

Imprensa & desabamento


Lúcio Flávio Pinto

Foi sofrível a cobertura da imprensa a um dos mais graves acidentes já ocorridos em Belém. Poucos repórteres nos locais necessários da sua presença, profissionais sem condições emocionais para enfrentar a situação, ausência da devida retaguarda, suítes fracas e falta de densidade no material produzido. 

Os repórteres incorporavam e reproduziam tudo que lhe diziam, por mais estapafúrdio, como as versões sobre o avião, o raio, a chuva e o vento como causadores da ruína do prédio. 

O jornalismo paraense, que ganhou em máquinas, perdeu em inteligência e preparo. Não está em condições de ser a fonte de informações de que a opinião pública se ressente.

Lira Maia reúne executiva do DEM em Belém


O deputado federal Lira Maia presidiu hoje de manhã em Belém a reunião da executiva regional do Democratas.

Da capital, Lira Maia retorna às 15 horas para Brasília, para uma reunião com o líder do DEM, deputado ACM Neto.

'Minha Casa, minha Vida" empaca em Santarém

Aritana Aguiar
Free Lancer


Nenhuma casa. Esse é o saldo do programa 'Minha Casa, Minha Vida', do governo federal, em Santarém. A demora no início das obras também dá outro título ao município: a única cidade no Brasil contemplada pelo programa onde as obras não iniciaram.


Como os recursos são liberados às outras cidades, à medida que as casas são construídas, Santarém corre o risco de ter o número de casas previstas reduzido ou mesmo perder a execução do programa.


O secretário municipal de habitação, Beto Frazão, assegurou que a partir do segundo semestre de 2011 iniciarão as obras do programa habitacional 'Minha Casa, Minha Vida'. Serão construídas 3.081 casas às margens da avenida Fernando Guilhon. 


"O motivo de não termos iniciado as obras é que está faltando a assinatura do contrato com a empresa que apresentou o projeto", esclareceu Beto. Ele garantiu que neste mês de fevereiro o contrato será assinado.


Segundo Beto Frazão, a empresa responsável pela obra, 'Em Casa', está esperando um possível reajuste na obra por que a tabela que está sendo utilizada é de dezembro de 2008. "Foi sinalizado um reajuste de 4%. Independente do reajuste esse contrato deve ser assinado no mês de fevereiro, em função das chuvas, até que comecem a mobilizar, pois a obra deve durar de 18 a 24 meses", informou.


O secretário esclarece que o contrato deveria ter sido assinado ainda em 2010. Problemas no orçamento do governo federal e indefinições técnicas no projeto ajudaram a atrasar o início das obras. Segundo Frazão, foi observado no projeto que a área de arborização estava em um tamanho pequeno e deveria ser maior. Larguras de ruas também foram aumentadas. Algumas ruas deverão ter 20 metros de largura. 


"Algumas adaptações que a prefeita exigiu teve que mudar o projeto, por ser muito grande, o maior do Brasil, foi necessário fazer alterações para haver confluência com os bairros da Conquista e Alvorada, tivemos que encaixar cada mudança feita demora para que fosse executado o projeto", explica Beto.


Após a assinatura do contrato, terão início as inscrições para cadastro das famílias. "O intuito é não gerar uma expectativa na população que não seja plausível", disse Beto.


O local foi avalizado pela prefeitura e órgãos competentes no que diz respeito às licenças ambientais. Tudo dentro do que foi exigido pela Caixa Econômica e o Ministério das Cidades.
O valor destinado à obra era de aproximadamente 116 milhões de reais. Calcula-se que, com o reajuste, o custo total alcance, mas não ultrapasse os R$ 130 milhões.

Famílias beneficiadas

 
As famílias beneficiadas que terão direito a uma casa devem ter renda mensal a até três salários mínimos. Será feito um cadastro que é avaliado pela CEF. O banco vai averiguar a renda da pessoa e se ela não possui algum imóvel. 3% das casas serão destinadas a idosos e deficientes. As casas serão adaptadas para essas pessoas, no caso dos deficientes será um pouco maior. As associações comunitárias vão ajudar a selecionar as famílias que vão ser contempladas. 


O local será todo urbanizado, com pavimentação, calçamento para deficientes, para idosos, terá escola, paradas de ônibus recuada, inclui posto de saúde, tratamento de água, caixa d'água e poço profundo próprio, centro comunitário e campo de lazer.

Empregos 


De acordo com secretário, a obra irá gerar três mil empregos diretos. A empresa informou que será contratado um pedreiro por casa. "Isso vai aquecer o mercado em Santarém", comemorou Beto Frazão. "A grande função do projeto não é somente fomentar a habitação como aquecer a economia das cidades de pequeno e médio porte", acrescentou o secretário.