Mostrando postagens com marcador estado do Tapajós. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estado do Tapajós. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de junho de 2011

TSE prevê plebiscito no Pará na primeira quinzena de dezembro


Débora Santos  
Do G1, em Brasília
 
Pará Corrigido (Foto: Arte/G1)
O Tribunal Superior Eleitoral prepara para a primeira quinzena de dezembro o plebiscito que vai definir se o estado do Pará será dividido para a criação de Tapajós e Carajás, informou o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski.

No mês passado, a Câmara aprovou decretos legislativos que deram prazo de até seis meses para a realização da consulta aos mais de 3 milhões de eleitores paraenses.
Um grupo de trabalho ficará responsável pelos preparativos para consulta, como orçamento, campanhas publicitárias e questões de logística. Segundo Lewandowski, a Justiça Eleitoral tem orçamento para pagar o custo do plebiscito, estimado em cerca de R$ 5 milhões, mas ele não descarta a possibilidade de necessitar um reforço financeiro.

“A Justiça Eleitoral é uma máquina azeitada. Quando demandamos os mais de 3 mil juízes eleitorais e 25 mil servidores, ela responde prontamente. O ideal seria coincidir com as eleições municipais. Mas o Congresso nos impôs o ônus de fazer o plebiscito saindo de eleições gerais e preparando as municipais. Talvez seja preciso um aporte adicional [de recursos]”, afirmou Lewandowski.

O novo estado de Tapajós ocuparia 58% do atual território do Pará, na região oeste, e Carajás ficaria com 25% , no sudeste paraense. Caso sejam criados, Tapajós terá 27 municípios, com 1,7 milhões de habitantes, e Carajás contará com 39 municípios com 1,4 milhões de pessoas.

Um dos desafios para o plebiscito, que deverá ser feito num domingo, é a logística, em razão do isolamento de algumas localidades do Pará. Para solucionar a dificuldade de acesso, a Justiça Eleitoral contará com apoio das Forças Armadas.

“Será um esquema de guerra porque estaremos no meio da selva, mas vamos cumprir a determinação do Congresso dentro do prazo”, disse Lewandowski.

Apesar dos obstáculos, a tecnologia ajudará o eleitor paraense a saber o resultado no mesmo dia. Os kits de envio de dados via satélite usados nas eleições gerais de 2010 serão empregados no plebiscito. A Justiça Eleitoral estuda ainda como serão as campanhas educativas para informar a população sobre o plebiscito, sua importância e consequências.

Embora a proposta de mudança seja local, a propaganda institucional sobre a divisão do Pará terá de ser veiculada em âmbito nacional, já que os eleitores que não vivem mas votam no estado também precisam ser informados.
Como nas eleições, o voto é obrigatório em plebiscitos. Quem faltar e não apresentar justificativa pode ter o título eleitoral cancelado.

Se foram criados os novos estados, as mudanças se refletirão também nos representantes em Brasília. Com duas novas unidades da federação, a região terá mais seis novos senadores, dois novos governadores e pelo menos 14 deputados a mais, o que dependerá do número de habitantes.

Perguntas
 
O TSE já trabalha também na elaboração das perguntas que serão respondidas pelos eleitores na consulta.


Estão em estudos duas hipóteses: a de que seja feita apenas uma questão, indagando sobre a criação simultânea de Tapajós e Carajás, ou ainda a formulação de duas perguntas.

Nesse último caso, haverá a possibilidade que os eleitores escolham a criação de apenas um dos dois estados propostos.

Segundo o TSE, o assunto ainda está em estudo e não há data para definição das perguntas, que terão de ser aprovadas pelo plenário do tribunal.

Para facilitar a escolha do eleitor na hora de responder a pergunta diante da urna eletrônica, o TSE analisa ainda o uso de uma imagem para ilustrar como ficaria o mapa do Pará com a divisão.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Plebiscito do Tapajós aprovado pelo Senado Federal


O decreto legislativo que autoriza a realização de plebiscito para a criação do estado do Tapajós foi aprovado no final da tarde de hojea sessão ordinária do Senado Federal.


A votação foi por unanimidade e venceu 4 medidas provisórias estavam trancando a pauta.

Com a aprovação, o projeto vai a promulgação e em seguida ao TSE que baixará as normas para realização do plebiscito que deverá ocorrer em seis meses.
 
"Estamos confiantes de que a divisão territorial do Pará é o maior projeto de desenvolvimento de nosso Estado e de nossa Região. Acredito que, a partir de agora, o trabalho de conscientização de nossa população será feito e temos a convicção que a partir do plebiscito, mostraremos os benefícios para o Estado e toda a região oeste do Pará. Viva o Brasil! Viva o Pará! Viva o Tapajós!, afirma o deputado Lira Maia.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Plebiscito do Tapajós vai à votação no plenário do Senado na próxima quarta-feira


O deputado federal Lira Maia(DEM), principal articulador da criação do estado do Tapajós, informa que o decreto legislativo, que autoriza a realização de plebiscito, aprovado hoje de manhã na CCJ do Senado, e que teve sua urgência também aprovada agora à tarde, no plenário, já está na pauta de votação da próxima quarta-feira, dia 1o. de junho, do Senado Federal.

----

Conheça o voto dos senadores na sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal(CCJ), clicando aqui.

CCJ do Senado aprova plebiscito do estado do Tapajós


A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ainda há pouco, por 18 x 1, o projeto de decreto legistivo do Senado, emendado na Câmara dos Deputados, que autoriza a realização de plebiscito para a criação do estado do Tapajós.
Agora a matéria segue para votação no plenário do Senado  Federal.

Agricultura


O deputado federal Lira Maia(DEm-PA) foi eleito hoje presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, cujo resultado da eleição foi antecipado no início do mês pela Coluna do Estado, do jornal O Estado do Tapajós.

----
Atualização às 17h00.

O plenário do Senado Federal acaba de aprovar requerimento de urgência para votação do projeto de decreto legislativo que autoriza a realização do plebiscito para a criação do Estado do Tapajós.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Projeto do plebiscito do Tapajós entra em pauta quarta-feira na Comissão de Justiça do Senado


O deputado federal Lira Maia(DEM-PA) informa que o projeto de decreto legislativo originário do Senado, aprovado pela Câmara, que autoriza a realização de plebiscito para a criação do estado do Tapajós está na pauta ordinária da próxima quarta-feira da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.

Plebiscito divide PT no oeste do Pará


O deputado estadual Zé Maria(PT), com base política em Juruti, anunciou que é favorável à realização do plebiscito para a criação do estado do Tapajós.

Mas o deputado Airton Faleiro(PT), que também tem bases eleitorais no Oeste do Pará, não diz sim nem não, muito pelo contrário. Até agora.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Prefeituras e empresas custearão estudo de viabilidade econômica do estado do Tapajós


A maioria das prefeituras da região Oeste do Pará já aderiu ao comitê pro-criação do estado do Tapajós e se comprometeu a liberar recursos para custear a elaboração do estudo de viabilidade econômica do novo estado.

Hoje de manhã, em reunião no auditório da ACES, a prefeita de Santarém  Maria do Carmo anunciou a doação de 50 mil reais para fazer frente às despesas com o documento. Também o prefeito de Rurópolis, Aparecido Pereira, informou que o município vai doar 10 mil reais. 


Extra-oficialmente sabe que a UFOPA é quem coordenará a elaboração do estudo de viabilidade econômica do estado do Tapajós, que contará com também com o apoio de empresas da região Oeste do Pará.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Criação de novos estados: comentário da jornalista Lúcia Hypólito na Rádio CBN nesta terça-feira


Milton Jung - Bom dia para você Lucia!

Lúcia Hypólito - Bom dia Milton bom dia ouvintes da CBN!

Milton Jung – Nós temos ouvido diferentes opiniões sobre a criação de Estados no Brasil, mais recente agora sobre a divisão do Pará em três Estados. Qual é a sua opinião?

Lúcia Hypólito - Olha o Milton, eu acho que esta configuração política administrativa brasileira, isso é uma coisa de século 19 que ela vê. É um resultado de identidades construídas desde a colônia. E você tem no Brasil o choque de uma tradição unitária por que o império era unitário, tudo centrado no poder central e a república que implantou a federação. Mas nós sempre tivemos uma federação meio torta e nas últimas décadas você vem concentrando muito o poder, Milton, na mão do governo federal. Acontece que no século XX você foi formando novas identidades, interesses econômicos comuns, culturais, estratégicos.
Ô Milton, há quantos anos a gente não houve falar no Estado do Triângulo Mineiro, né?, que era uma coisa que reuniria algumas cidades de Minas com cidades de Goiás por quê? Porque ali havia uma cultura, havia uma agricultura um agronegócio comum etc. Então em vários lugares do Brasil você foi formando isso e ai quando a gente olha o tamanho do país e tamanho das diferenças e das dificuldades.
Você veja o seguinte, qualquer pessoa que olhe a serio as divisas terrestres do Estado do Pará, por exemplo, entende que não há Policia Federal, não há forças armadas que dê conta de policiar aquilo ali. Se você não tiver identidades regionais, população que cuide, população local que entenda, uma policia localizada estadual dedicada etc. você não vai conseguir.
Então você tem um derrame de dinheiro de desperdício do governo federal e fica enxugando gelo por que é lá de Brasília que você fica dando ordens, enquanto as populações locais entendem melhor o problema.
Você veja o seguinte, Milton, nós estamos com esta marcha dos Prefeitos a Brasília que vão lá pedir o quê? - Aquilo que lhes é de direito, que são os recursos que são arrecadados nos Municípios e nos Estados e são sugados pelo governo federal. Então esta proposta, eu nem sei se vai passar e se não vai passar, mas acho que é uma discussão importante.
É claro que a crítica vem logo: não ai vai ter Governador,  Assembléia Legislativa o “cabidão” de emprego? etc. Mas não precisa ser assim, que dizer, tem sido assim? Tem! Mas não precisa ser. Eu acho que é uma discussão da Federação, é uma discussão de retirar poder do governo federal e devolver aos Estados e Municípios. Acho que os gastos com a nova estrutura podem ser compensados com a economia dos gastos federais nestas regiões, mas ai, evidentemente, os burocratas do governo federal vão perder poder, não é Milton? Ai eles não querem não, né!

Milton Jung – Pois é não é só o Pará, são tantos outros Estados que estão nesta discussão.

Lúcia Hypólito – Exatamente. Tem Maranhão, tem Araguaia, tem Planalto Central, tem Mato Grosso do Norte, tem pedaço da Bahia, tem Triângulo Mineiro. Eu acho que a discussão é importante, Milton! Não sei se vai adiante ou se não vai, mas está na hora de discutir a federação brasileira.

Milton Jung – Até amanhã, Lúcia.

Lucia Hypólito – Até amanhã, Milton.    

Redivisão do estado do Pará em debate na Assembléia Legislativa



A Assembleia Legislativa do Pará vai programar debates sobre a realização do plebiscito sobre a divisão do Pará para criação dos Estados de Carajás (sul e sudeste) e Tapajós (oeste). A maioria dos líderes das bancadas partidárias na AL aprova o debate, alegando que todas as questões devem ser discutidas com a sociedade, que vai, de fato, decidir sobre a divisão.

A primeira sessão ordinária da semana na AL, que será realizada hoje (10), deverá ser tomada pela questão. Ainda este mês será realizada audiência pública, requerida pelo líder do PPS na casa, João Salame, antes mesmo da aprovação no Congresso Nacional da realização do plebiscito. A audiência contará com a presença do economista Célio Costa, que participou do estudo de viabilidade à época da criação do Estado do Tocantins.

Para Salame, é uma hipocrisia a justificativa de que a divisão vai gerar novos parlamentares e governadores, portanto, seria apenas uma questão política. Com a criação de mais Estados, defende o deputado, aumenta a representação da Amazônia no Congresso Nacional. “Tem que ser um debate do ponto de vista técnico, para ser bom para todo mundo. A emancipação só valerá à pena se for bom pra todo mundo, inclusive para o Estado remanescente”.

O líder do PMDB, Parsifal Pontes, defende que o parlamento estadual não deve tomar partido sobre a divisão, mas liderar os debates, promovendo audiências públicas em todas as regiões paraenses. Parsifal acredita, no entanto, que a população não vai se livrar do enfoque político da questão. “O viés político é quem vai decidir. A população tem inteligência emocional e o que vai prevalecer é este lado”.

Da mesma forma, o líder do PSDB, José Megale, defende que a AL deve ser um dos protagonistas do processo de discussão do plebiscito sobre a divisão do Estado do Pará. Megale lembra que já há propostas de realização de sessões itinerantes do parlamento, que poderão ser palcos de debates sobre o plebiscito. (Diário do Pará)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quanto custa criar um novo estado da federação?


Por Sandro Araújo

Imagine a situação: corre o ano de 1985. Você é um empreendedor e resolve estabelecer uma micro-empresa na cidade de Tocantinópolis, Goiás. Para obter a documentação necessária à instalação da empresa é necessária ao menos uma ida à capital do estado. Entre Tocantinópolis e Goiânia a distância a ser percorrida é de 1287km. De carro, no mínimo 16 horas pela rodovia Belém-Brasília. Não é tão simples abrir uma micro-empresa… Noutra situação, um advogado da cidade de Araguaína precisa obter um habeas corpus para um cliente que foi preso. A ida a Goiânia é obrigatória para a obtenção da liberdade do cliente. Deverá percorrer 1140km em pelo menos 13 horas e meia. Isto apenas de ida! Outro colega, da cidade de Araguatins, cujo cliente ficou inconformado com uma decisão judicial desfavorável, precisa ir ao Tribunal de Justiça em Goiânia para acompanhar um recurso judicial. São 1381km a percorrer, boa parte pela mesma Belém-Brasília.
Estes três casos ilustram a realidade vivida pela população do atual estado do Tocantis para exercer direitos simples ligados à cidadania: o acesso à justiça ou mesmo a regularização de uma empresa. Noutros casos, pessoas com graves problemas de saúde também precisavam percorrer distâncias semelhantes à busca de atendimento nos hospitais da capital goiana. Ressalte-se que boa parte dos atendimentos públicos de saúde era disponível apenas na capital.
O Brasil é um país enorme. Mesmo com o desmembramento de Tocantins, ocorrido após a promulgação da atual Constituição Federal, em 1988, o acesso aos serviços públicos citados ainda demanda boa dose de paciência na estrada. Mas hoje o advogado de Araguatins precisa percorrer “apenas” 617km para chegar ao Tribunal de Justiça. Seu colega de Araguaína, 375km. E o empresário de Tocantinópolis, 521km. Em todos os casos, houve a economia de pelo menos 750km.
Quem vive em Santana do Araguaia, cidade do sul do Pará, quase divisa com Tocantins e Mato Grosso, para abrir uma empresa, ter acesso à saúde ou ainda lidar com processos no Tribunal de Justiça do estado, precisa percorrer 1203km. Quem vive em Itaituba, no Oeste do Pará, quase divisa com o Amazonas, percorre 1374km para ir à capital. E o caminho inclui travessia em balsa. Outras cidades, como Novo Progresso, exigem do cidadão o percurso de 1703km até a capital! Detalhe: todas as cidades citadas possuem acesso “facilitado” pelas poucas rodovias federais que cortam o território paraense.
Na esteira da aprovação pelo Congresso Nacional da realização de plebiscitos para a possível criação dos novos estados de Carajás e Tapajós, reportagem divulgada no portal g1 alerta: “Tapajós e Carajás seriam estados inviáveis, calcula economista do Ipea” .  Em resumo, o estudo informa que “os estados do Tapajós e de Carajás teriam, respectivamente, um custo de manutenção de R$ 2,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões ao ano“. Diz ainda: “Diante da arrecadação projetada para os dois estados, os custos resultariam num déficit de R$ 2,16 bilhões, somando ambos, a ser coberto pelo governo federal” e completa:  “O PIB do Pará em 2008, [...] foi de R$ 58,52 bilhões, e o estado gastou 16% disso com a manutenção da máquina pública. O estado do Tapajós gastaria cerca de 51% do seu PIB e o de Carajás, 23%. A média nacional é de 12,72%.“
Tratar a viabilidade ou a inviabilidade da criação de uma nova unidade da federação pela simples comparação do custo de instalação da mesma com o PIB que gera é, no mínimo, desleal. De fato, um das principais motivadores para a criação é exatamente o estímulo ao desenvolvimento da região – o que, por si só, é enorme catalizador e impulsionador ao crescimento do PIB. Dados do IBGE permitem verificar esta afirmação: enquanto o PIB Nacional, a preços correntes, saltou de R$ 1.064.999.712 em 1999 para R$ 3.031.864.490 em 2008, com aumento de 284,7%, no estado do Tocantins o PIB saltou de R$ 3.015.695 para R$ 13.090.837, ou seja, 434%. Daí já se depreende que, pelo “simples” crescimento do PIB, o valor a ser gasto na manutenção de um novo estado, comparativamente ao PIB, tende a decrescer. Aplicada a mesma projeção, digamos, ao futuro estado do Carajás, em dez anos o custo da máquina administrativa em relação ao PIB deveria cair de 23% para 15%. Note-se que, em 1999, Tocantins já contava com 10 anos de instalação: nos anos que se seguiram à emancipação, a taxa de crescimento da economia do estado foi ainda mais vigorosa.
Mais uma vez: não se deve julgar a “viabilidade” de uma nova unidade da federação exclusivamente pelo custo de instalação. A máxima econômica do “Custo x Oportunidade”, talvez aqui mais que noutras situações, é válida. Imagine-se a quantidade de oportunidades que se seguem à criação de uma nova capital, por exemplo. Na década de 1930, Goiânia surgiu e hoje é uma das mais dinâmicas cidades do país. Na década de 1950, iniciou-se a construção de Brasília e a capital nacional é hoje Patrimônio Mundial, abrigando mais de 2 milhões de pessoas: um em cada 100 brasileiros reside no Distrito Federal! Instalada de fato em 1º de janeiro de 1990, Palmas hoje abriga mais de 200 mil pessoas. Se antes os goianos do norte precisavam se deslocar para Goiânia para tudo, inclusive para o acesso ao ensino superior, hoje Palmas conta inclusive com uma Universidade Federal.
Outro aspecto da discussão sobre o custo efetivo da instalação de um novo estado, é sinalizado pelo próprio estudo do IPEA. Se somados os futuros estados de Tapajós e Carajás custariam R$ 5,1 bilhões por ano para funcionar, já arrecadam atualmente R$ 3 bilhões: ou seja, o “complemento” necessário é de R$ 2,1 bilhões. Comparativamente, o que são, hoje, 2 bilhões de reais dentro do Orçamento Geral da União?
O orçamento da união, em 2011, prevê gastos da ordem de R$ 1.287.501.217.949 – quase um trilhão e trezentos bilhões de reais! Outros R$ 678.514.678.262 são previstos para a “rolagem da dívida pública”. Tomando-se por base o estudo do IPEA, o acréscimo de 2,1 bilhões necessários à instalação corresponderiam a 0,16% do orçamento 2011!
O Ministério das Cidades possui previstos para 2011 gastos da ordem de 22 bilhões de reais. O Ministério das Comunicações, por sua vez, tem orçamento de 4,37 bilhões em 2011. As Transferências a Estados, Municípios e ao Distrito Federal, de onde sairiam boa parte dos recursos para a instalação dos novos estados, possuem previsão de 178 bilhões de reais em 2011. Bastariam 1,18% destas transferências para viabilizar a instalação de Carajás e Tapajós!
A criação dos estados é, naturalmente, um jogo de perde-e-ganha. Se a população residente nos novos estados tem muito a ganhar, é de se esperar reação contrária por parte dos residentes no que restará sendo o estado do Pará. De fato, se Carajás e Tapajós forem criados, o Pará verá seu território reduzido a apenas 17% do atual. No caso do Tocantins, Goiás perdeu “apenas” 45% de seu território, conservando a parte mais rica, situada ao sul. Por seu turno, o “novo” Pará ainda permaneceria com 60% da população atual e boa parte do PIB. A perda de território, porém, não parece ser bem “digerida” pelos “novos” paraenses. O próprio governador do estado, Simão Jatene, afirmou ser favorável ao plebiscito, mas sublinhou que a população “deve ter total clareza do que vai escolher e suas reais consequências”.
O IPEA, como órgão vinculado ao Governo Federal, que ficaria com a “conta” da instalação dos novos estados, faz o jogo do “é inviável”, vai ser “caro”, o contribuinte não aguenta mais… Em artigo publicado em sítio dedicado ao estado do Carajás, é possível ver um aspecto curioso sobre a Divisão Territorial no Brasil, especialmente quando da criação do estado do Paraná – hoje um dos mais pujantes do país, o qual, à época e para os burocratas de plantão, era também considerado “inviável”.
A aprovação dos plebiscitos, pelo Congresso Nacional, é um enorme passo para a eventual criação dos novos estados. A população diretamente envolvida será ouvida e poderá, democraticamente, decidir seu futuro. A conta da instalação pode ser alta. Mas os diversos exemplos permitem prever que todos ganharemos: os paraenses, os carajaenses os tapajoenses e o resto do Brasil.
A justificativa do custo, como demonstrado, não pode e não deverá ser óbice à realização do anseio da população.

----
Publicado em http://www.araujosam.net/2011/05/quanto-custa-criar-um-novo-estado-da-federacao/

----

Leia também. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Plebisicito do Tapajós: Zé Geraldo desmente articulação atribuída por Inácio Corrêa a Paulo Rocha

Ao contrário do que foi informado pelo secretário de infra-estrutura de Santarém, Inácio Corrêa, atribuindo ao ex-deputado federal Paulo Rocha(PT) a articulação no plenário da Câmara dos Deputados, ontem, para a votação dos decretos legislativos que autorizam a realização de plebiscito para criação dos estados do Tapajós e Carajás, o deputado federal Zé Geraldo(PT), comunicou à imprensa que foi ele "quem orientou a Bancada do Partido dos Trabalhadores, nesta quinta-feira (05/05) para a aprovação, em Plenário, dos dois projetos de decreto legislativo que autorizam a convocação e a realização de plebiscitos sobre a divisão do Pará e a criação de dois novos estados: Tapajós e Carajás. "
As articulações na Câmara para a aprovação dos plebiscitos foram coordenadas pelos deputados  Lira Maia(DEM), Giovani Queiroz(PDT) e Zequinha Marinho(PSC), com o apoio do líder do DEM, deputado ACM Neto(BA).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Autorização para plebiscito do Tapajós volta ao Senado para redação final

Com o caráter de urgência na tramitação valendo para os ritos do Congresso Nacional, o projeto do senador Mozarildo Cavalcante que autoriza a realização do plebiscito para a criação do estado do Tapajós recebeu uma emenda de redação durante sua aprovação, hoje, na Cãmara e por isso terá que retornar ao Senado Federal para ser ratificado, antes de ser promulgado.

É que no texto original emendado na Câmara não constava o recem-criado município de Mojuí dos Campos e de outros 4 municípios do oeste paraense, cuja falha foi sanada através de uma emenda de redação de autoria do deputado Lira Maia(DEM-PA). Ao contrário do Tapajós, o plebiscito de Carajás teve aprovada sua redação final sem alterações e por isso já pode ser promulgado.

Democratas garantiu votação e aprovação dos plebiscitos.Governo foi contra



A Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quinta-feira(05) os Projetos de Decretos Legislativos que autorizam a realização dos plebiscitos para criação dos Estados do Tapajós e Carajás.

Depois de uma árdua negociação nesta semana perante o Colégio de Líderes, os Deputados Lira Maia e Giovanni Queiros conseguiram unanimidade para inclusão dos projetos na pauta desta quinta-feira.

Minutos antes da votação, a Liderança do PT, a pedido do Governo solicitou a retirada dos projetos da pauta. Diante desta situação, por solicitação do Deputado Lira Maia o deputado ACM Neto se manifestou informando ao Plenário que o Democratas iria implantar uma postura intransigente de pedir verificação de quorum em todas as sessões enquanto não fosse votado os projeto dos plebiscitos Tapajós e Carajás.

A Presidente suspendeu a votação e os Líderes se reuniram com os deputados Lira Maia e Giovanni Queiroz para tentar um acordo.

Fechado o acordo, os projetos do Tapajós e Carajás foram aprovados.

"Foi um trabalho extremamente árduo que exigiu muita dedicação. Durante meu mandato trabalhei diuturnamente para que pudesse-mos chegar no dia de hoje com esta importante vitória para o povo paraense, assegurando o direito constitucional da população paraense de se manifestar sobre a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. Viva o Pará! Viva o Brasil!”, concluiu o deputado Lira Maia.(Fonte: Assessoria parlamentar do Deputado Lira Maia)

Plebiscito: TSE terá seis meses para notificar TRE


De Brasília, Val-André Mutran informa que após a Câmara dos Deputados publicar o decreto, o TSE terá seis meses para notificar o TRE/PA, que marcará a realização de eleições no Pará para ouvir os eleitores se querem ou não a criação dos novos estados do Tapajós e Carajás. 

A autorização para a realização do plebiscito foi aprovada hoje de manhã pela Câmara dos Deputados.

Aprovado plebiscito para criação do estado do Tapajós


A Câmara dos Deputados acaba de aprovar projeto do senador Mozarildo Cavalcante, que institui o plebiscito sobre a criação do futuro estado do Tapajós.

O Psol foi o único partido que votou contra o projeto, defendido em plenário pelo deputado federal Lira Maia.

Plebiscito do Tapajóes está na pauta da Câmara


O deputado estadual Alexandre Von(PSDB), chamado pelo deputado federal Lira Maia(DEM), viajou ontem à tarde para Brasília para acompanhar, hoje, a votação do projeto de lei do senador Mozarildo Cavalcante(PTB/Ro) que convoca plebisicito para a criação do estado do Tapajós.