sexta-feira, 15 de julho de 2011

Congresso decidirá criação de novos estados

 
 
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A consulta sobre a divisão do Pará suscita oníricas teses advindas das respectivas paixões plebiscitárias.
Não conformado com a restrição da consulta ao estado do Pará, o senador Suplicy (PT-SP) anunciou que o jurista Dalmo Dallari provocou o TSE para que decida, outra vez, sobre o universo plebiscitando, sugerindo que o Brasil todo vote. Quem encomendou a lavra foi o próprio Suplicy, que, segundo Jarbas Passarinho, vez sim e outra também, tem acessos de câimbra mental.
A tese serve para um projeto de emenda constitucional sobre a matéria, pois embarca lógica na sua argumentação: a divisão de um estado redesenha administrativa-política-geograficamente a Federação, portanto, é defensável a sugestão de que todo o eleitorado brasileiro opine.
Inobstante, do ponto de vista formal, a argumentação do professor Dallari é um singelo sofisma e um brutal pleonasmo, pois o Brasil inteiro terá a sua vez de se manifestar, como ao final esclareço.
O constituinte restringiu o intervalo da consulta ao inserir o termo “população ‘diretamente’ interessada” na construção da Carta. Caso o legislador original desejasse a consulta em todo o território nacional, não se teria valido do advérbio, pois a técnica legislativa não permite conluios de palavras: todas as letras contidas devem estar na medida certa.
A lei 9.709, de 1998, trouxe luz à definição de quem é a população “diretamente interessada”, mantendo o conceito original da restrição geográfica a uma determinada área: em caso de emancipação municipal, não votam somente os eleitores da área a ser emancipada, mas de todo o território sujeito ao resultado. Por interpretação extensiva, o mesmo conceito se deve aplicar às divisões de estados.
Dar interpretação extensiva ao que já foi regulamentado, e interpretado extensivamente, é o que o professor Dallari reclama, mas, o TSE não pode seguir esta bizarra linha, delimitado que está pelo texto constitucional.
O argumento pecuniário de que todo o Brasil paga a conta e por isto deveria opinar, é incipiente e, se levado à vera, corroeria os alicerces da Federação que tem como um dos seus princípios o pressuposto de que as contas são divididas por todos.
Além disto, a conta não vai aumentar. Não haverá aumento de impostos caso haja a divisão, mas, a redistribuição por mais duas possíveis unidades federativas dos orçamentos doravante elaborados.
Ao final, decidirá se haverá ou não a divisão todo o povo brasileiro, através dos seus representantes federais: o plebiscito é somente uma consulta ao povo do Pará se ele aceita a proposição. Não tem a prerrogativa de, efetivamente, dividir.
Caso o “sim” vença, isto somente autoriza o Congresso Nacional a propor a lei complementar com a matéria, que poderá ser aprovada ou rejeitada. Portanto, a fase na qual “todo o povo brasileiro” opina, não é esta do plebiscito e sim após ele, através dos seus representantes constitucionais.
Assim lavra a constituição. Se o senador Suplicy deseja mudar isto, que proponha uma emenda constitucional. Encomendar protocolos esdrúxulos ao TSE não passa de comício.

Capa da edição desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Explosão imobiliária anuncia caos urbano em Altamira


 “Altamira vai piorar muito antes de melhorar”. Esta frase, saída da boca de um engenheiro envolvido na construção da hidrelétrica de Belo Monte, define bem a situação atual da cidade que é o principal núcleo urbano da região próxima à usina. Desde que as obras começaram pra valer, a cidade vive uma explosão imobiliária sem precedentes, que elevou os preços dos imóveis em até 1.000%, desencadeou um processo de invasão e está tirando o sono de milhares de famílias de baixa renda.
Por enquanto, quem está pagando a conta dos impactos negativos da construção da usina é a população mais pobre. Cerca de cinco mil famílias que vivem em moradias alugadas estão sofrendo com o aumento abusivo do preço do aluguel. Uma casa que há um ano era alugada por R$ 500,00 hoje não sai por menos de R$ 1.500,00 ao mês. Muitas famílias estão sendo pressionadas pelos donos dos imóveis a deixarem as suas residências, abrindo caminho para quem pode pagar os valores mais elevados.
O desespero também toma conta das famílias que residem em áreas de risco, que serão alagadas com a construção da hidrelétrica.  “Nos baixões, uns saem porque não sabem se vão perder a casa, outros porque não podem pagar o aluguel.  E o motivo é Belo Monte.  É Belo Monte que está empurrando o povo pra fora.  O povo não teria porque sair do seu canto, se não estivesse acontecendo essa barragem.  É assim que a gente se sente: expulsos”, disse dona Raimunda, de 54 anos, moradora do bairro Invasão dos Padres, em depoimento à Defensoria Pública de Altamira.
O caos aumenta porque a Norte Energia, empresa responsável pela usina, ainda não definiu para onde serão removidas as pessoas afetadas nem como viverão depois que perderem as suas casas. Depois que o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu) - que congrega mais de 170 entidades da região – iniciou uma mobilização pela definição do futuro destas famílias, a Norte Energia divulgou uma nota garantindo que elas ganharão novas casas, em um bairro com total infraestrutura.
Mas a indefinição criada pela empresa está levando muitas famílias a buscarem alternativas. E ai entra um novo ingrediente: as invasões. Há cerca de um mês, 198 famílias ocuparam um terreno em desuso no perímetro urbano da cidade.  Elas dizem que estavam amedrontadas pelo alagamento que a construção da barragem poderá causar, e por isso deixaram suas casas montadas em palafitas para construir novos barracos em terra firme. A Justiça mandou a polícia retirar as famílias, mas novas invasões começaram a ocorrer na cidade.
Para o coordenador do FORT Xingu, Vilmar Soares, estes são problemas que estavam previstos, mas faltou um planejamento mais eficiente e ações para evitar que um caos urbano se instalasse em Altamira neste momento. “A demora em definir as áreas para onde serão reassentadas estas famílias é um dos problemas. Muita gente não sabe o que vai acontecer, não sabe que tem direito a uma nova moradia e ai entra em desespero”, lamenta Soares.
O Fórum está realizando uma campanha para pressionar a Norte Energia a definir logo a sua política de reassentamento, de acordo com o prescrito no Plano Básico Ambiental (PBA). “Publicamos uma mensagem em outdoors e vamos colher cinco mil assinaturas  em um abaixo-assinado pedindo uma solução”, diz Vilmar Soares, acrescentando que hoje há uma intensa especulação imobiliária gerada pela demora da Norte Energia em definir as áreas onde serão construídos os novos bairros. “O que está em jogo é o futuro de Altamira e estamos percebendo alguns encaminhamentos que podem comprometer de forma definitiva o desenvolvimento urbano do município”, alerta Soares.
A Norte Energia, em comunicado, argumenta que estas famílias residentes nas margens dos igarapés vivem há anos em situação insalubre, com agravante de estarem sujeitas às variações no regime de cheia do Rio Xingu. “A realocação faz parte do Projeto Básico Ambiental da Usina Belo Monte. As famílias receberão novas casas em áreas completamente urbanizadas, com água, esgoto, drenagem de águas pluviais, luz e toda a infraestrutura necessária, incluindo escolas, postos de saúde e segurança pública", diz o comunicado da NESA.
A empresa considera que divulgar o local, neste momento, vai levar apenas ao aumento da especulação imobiliária nas áreas próximas à essas áreas e prejudicar aos que têm direito a esse benefício. A Norte Energia ainda promete cumprir integralmente as disposições do PBA, de forma que, em caso de remoção, as famílias serão reassentadas em áreas urbanas, localizadas a uma distância de, no máximo, três quilômetros dos locais onde moram atualmente.
Empresa trabalha com números defasados
Mas o próprio comunicado da Norte Energia mostra que a empresa trabalha com números defasados e com uma realidade que não existe mais. Ela cita que são 4,5 mil famílias que vivem nas áreas de risco, mas este número é de 2009, do cadastro feito pelos Estudos de Impactos Ambientais (EIA) do projeto. De lá pra cá, embalados pelo sonho da usina, pelo menos duas mil novas famílias passaram a morar em palafitas nas margens dos igarapés Altamira, Ambé e Panelas.
Vilmar Soares explica que este é o maior problema social de Altamira, por isso deveria ter sido prioridade. O empresário alerta que o problema só tende a aumentar, com a demora da aplicação da política de compensação. “Temos conhecimento de que muita gente está construindo novas moradias nestas áreas, com a intenção de ganhar uma casa da Norte Energia. E muitas famílias que estão chegando de fora ou vão ocupar estas áreas de risco ou vão invadir terrenos urbanos”, alerta Soares.
A doméstica M.S.P, de 34 anos, é uma dessas pessoas que não sabem o que vai ser do futuro. Ele reside em uma moradia pobre na Baixada do Tufi, um bairro construído sobre palafitas, na margem do Igarapé Altamira. Maria mora em uma casa juntamente com dois filhos e o marido, o seu pai e a sua mãe, uma irmã, o cunhado e mais dois sobrinhos. São três famílias em uma única casa, mas disseram para ela que somente uma família iria ganhar uma nova residência. “Aqui tem muita gente na mesma situação, até me chamaram para ir para uma invasão”, diz a doméstica.
Para tentar ajudar estas famílias, integrantes do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi à Defensoria Pública de Altamira pedir que a Justiça intervenha nas ocupações.  Afora a falta de acesso ao direito à moradia, todas as famílias sem-teto correm o risco de serem despejadas a qualquer momento pela Polícia Militar, que já foi solicitada para realizar a reintegração de posse.
 “Nós temos um problema sério de moradia.  A população está aumentando e não temos perspectivas de projetos de habitação para agora”, analisa o defensor público de Altamira, Fabio Rangel.  Para o defensor, os dois casos de ocupações coletivas são conseqüências de Belo Monte.  “E estes os casos serão objeto de demandas judiciais para que haja retirada dessas pessoas.  Elas irão pra onde?”, questiona.
Uma comissão da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa Humana, do governo federal, definiu bem a situação de Altamira hoje: absoluta falta de diálogo entre poder público, movimentos sociais e empresas construtoras.(FortXingu)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O por-do-sol é mais bonito no Tapajós

        Por-do-sol visto do cais de arrimo de Santarém, estado do Pará.                        Foto: Rejane Jimenez

Edição em PDF desta semana de O Estado do Tapajós


Pagamento dos servidores do Estado começa no dia 25

(Secom) - Terá início no próximo dia 25, o pagamento dos servidores públicos do Estado do Pará. O calendário de pagamento do funcionalismo foi divulgado nesta quinta-feira, 14, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead). O pagamento da folha contemplará primeiramente os pensionistas militares e civis, em seguida será a vez dos inativos civis e os que recebem pensões especiais. O início será na segunda-feira(25) e seguirá até o dia 29 de julho.

A remuneração será feita na seguinte ordem:
 
Dia 25 (segunda-feira)- Inativos militares e pensionistas civis e militares
Dia 26 (terça-feira)- Inativos civis e pensões especiais (Sead)
 
Dia 27 (quarta-feira)- Auditoria, Casa Civil, Casa Militar, Consultoria Geral, Defensoria Pública, Gabinete do vice-governador, NGPR, Procuradoria Geral, Segov, Sepe, Sepaq, Seir, Sedect, Sead, Sefa, Sepof, Sagri, Sema, Secult, Sedurb, Seel, Seicom, Sejudh, Seop, Sespa, Seter, Setran e Secom.
 
Dia 28 (quinta-feira) – Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Segup, Adepará, Arcon, Asipag, CDI, Ceasa, Cohab, CPC/ Renato Chaves, Detran, EGPA, Emater, Fundação Carlos Gomes, FCPTN, FCV, Funcap, Funtelpa, Fapespa, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, Hospital Ophir Loyola, Hemopa, IAP, Imep, Iasep, Igeprev, IOE, Iterpa, Jucepa, Paratur, Prodepa, Santa Casa, Susipe, Uepa, Ideflor, Idesp e Loterpa.
Dia 29 (sexta-feira)- Seduc capital e interior

De mãos vazias

Não há nenhuma flolhetaria ou vídeo produzido pela prefeitura de Santarém para ser distribuído aos visitantes do estande do Pará, no 6o. Salão do Turismo que se realiza, desde ontem, no parque de exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento se encerra domingo.

Todo material de divulgação turística disponível no estande é de responsabilidade da Paratur.

De Santarém, mesmo, só a presença do secretário de turismo Arildo Nogueira e o gerente de hotel Aureo Roffé.

Mas o santareno não deve ficar preocupado com esse descaso da prefeitura. Em todo o material produzido pela Paratur há farta menção às belezas naturais de Santarém.

Hoje à tarde, Arildo, que está de mãos vazias de material promocional, participa de uma reunião, no estande do Pará, de todos os secretários de turismo presentes ao salão com o presidente da Paratur, Adenauer Góes.

Jader Barbalho conseguirá mesmo assumir o Senado?

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

Parecia que a volta de Jader Barbalho ao Senado, depois que o STF negou vigência à lei da ficha limpa na eleição do ano passado, era apenas uma questão de formalidade. Mais cedo ou mais tarde seu direito teria que ser reconhecido. Agora há uma dúvida: será mesmo?

Leia o texto completo, aqui.

Emaranhado de igapó


Canoa solitária por entre um emaranhado de árvores submersas em área de igapó na região de Santarém.
Foto/arquivo: Alfonso Jimenez

Governo não prestigia manejo florestal comunitário

Da Redação de O Estado do Tapajós
 
Preservar a floresta Amazônica e ainda gerar renda para as comunidades tradicionais. Esse é o principal resultado de quem opta pela prática do manejo florestal comunitário. No entanto, estudiosos e pesquisadores afirmam que a prática não recebe a devida atenção do governo federal. O descaso e o desprestígio da prática por parte do governo ocasionam o desinteresse de comunidades e conseqüentemente a destruição da floresta.

Socorro Pereira de Jesus, coordenadora da entidade denominada 'Natureza Viva' é um exemplo de como pode dar certo o investimento e o direcionamento de políticas públicas para o manejo comunitário.

Há cinco anos, Socorro e dezenas de famílias cultivam árvores, como a andiroba, e extraem delas extratos naturais que são utilizados na produção de óleos, remédios e cosméticos. A área manejada fica na comunidade de Santo Antônio, no PAS (Projeto de Assentamento Sustentável) Moju.

Dona Socorro explica que a retirada do óleo é feita por meio das sementes coletadas e que atualmente cerca de cem árvores estão produzindo, mas que existem outras mil catalogadas para também serem manejadas. A produção é vendida no comércio santareno e o dinheiro é rateado entre as famílias. Ela diz que já tiveram oferta de uma multinacional que possui sede em Belém. "Mas a proposta não foi aceita porque eles queriam comprar as nossas sementes e estamos dando prioridade à venda da produção manufaturada", explica a coordenadora, acrescentando que um litro do óleo de andiroba chega a ser vendido até R$ 90,00.

O pesquisador francês Philippe Sablayores, que possui vasto trabalho sobre o assunto na região Oeste do Pará, afirma que experiência como a do grupo Natureza Viva deveriam ter mais atenção do governo federal. Ele diz que o manejo florestal comunitário tem o poder de ajudar a preservar a floresta amazônica e contribuir para a melhoria de vida da população amazônida. No entanto, Sablayores diz que pouco tem sido feito pela prática conservacionista. "O governo deveria oferecer políticas públicas ao manejo florestal comunitário como faz com a agricultura familiar", argumentou Sablayores, durante entrevista exclusiva concedida a O Estado do Tapajós.

Tuberculose preocupa Santarém

Aritana Aguiar
Repórter
 
O município de Santarém está entre as seis cidades do Pará com maior incidência de tuberculose. A informação é da enfermeira Antônia Mesquita, coordenadora do setor de Tuberculose do 9º Núcleo Regional da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) em Santarém. De acordo com dados da Sespa, o município registrou, em 2011, 59 casos de pessoas acometidas da doença. Esse número tende a aumentar, pois nos três últimos anos os números chegavam a 130 pessoas.

Além de Santarém, os outros municípios do estado com maiores números são: Ananindeua, Belém, Bragança, Castanhal e Marituba. Na região oeste do Pará, a cidade de Itaituba é a segunda maior com pessoas doentes.

Expessas - Coluna do Estado



O Democratas faz convenção dia 16 de julho para instalar e dar posse aos membros do Diretório Municipal de Santarém. Elevado à condição de diretório, a representação do partido em Santarém desde a sua fundação não passava de comissão provisória. *** O jornalista Miguel Oliveira, repórter de O Estado do Tapajós, integra a delegação oficial do estado do Pará que participa, em São Paulo, de 13 a 17 de julho, do 6º Salão Nacional do Turismo, evento que será realizado no Parque de Exposições Anhembi. *** A Rede Navega Pará está se modernizando com a instalação de anéis de fibra ótica nas cidades do interior. A meta é implantar o projeto em Santarém até o final do ano, melhorando o acesso da população à internet. A rede oferecerá  aplicativos de última geração capazes de fornecer diversos serviços à sociedade como Telemedicina, Ensino à Distância (EAD), videoconferência, internet em banda larga e telefonia sobre internet, entre outros, disponíveis até então somente em Belém.*** A criação do estado de Tapajós, a partir da redivisão do Pará, foi aprovada por 61% dos internautas que participaram de enquete sobre o assunto promovida pelo DataSenado. A enquete, respondida entre 15 e 31 de maio de 2011, contou com a participação de 12.399 internautas.*** O secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, foi homenageado em uma cerimônia que marcou os 50 anos de criação do Conselho Regional de Farmácia do Pará (CRF/PA), em Belém. O evento reuniu membros do Sindicato dos Farmacêuticos, proprietários de farmácias locais, associados e colaboradores do Conselho, presidido por Daniel Jackson Pinheiro Costa.***Depois da Gol, a TAM vai oferecer mais opções de vôos para Santarém ainda em julho. Mas a oferta de novos horários será ainda maior com a ampliação da frequência da TRIP. No começo de agosto, a Passaredo estréia uma linha com avião a jato de 100 lugares entre Brasília-Altamira-Santarém-Altamira-Brasília.***O núcleo duro do governo municipal forçou a realização de uma sessão extraordinária, que será realizada nesta segunda-feira, 11, para aprovar projetos de interesse do poder executivo. *** Dois vereadores estudam a possibilidade de mudar de partido de olhos nas eleições de 2012. *** A igreja da Paz começou a construir sua matriz em Santarém. A obra, localizada na avenida Anysio Chaves, está orçada em quase R$ 20 milhões e será batizada de Catedral do Amor. *** A unidade local do Detran realizou a vacinação de 40 servidores contra a gripe clássica. A iniciativa da diretora Roberta Merabet teve parceria do 9° Núcleo Regional da Sespa. *** Iniciou nesta última segunda-feira (04) o primeiro curso de especialização em Jornalismo Cientifico da Universidade Federal do Oeste do Pará. O curso tem a participação de 25 jornalistas.*** Na apresentação do novo técnico do São Raimundo, o presidente do clube anunciou que Francis Moura será o assessor de imprensa do São Raimundo. *** De um leitor do Blog do Estado ( www.blogdoestado. blogspot.com): “Flavio Goiano é ao mesmo tempo treinador de futebol e empresário de jogadores. Uma combinação que não costuma dar certo, agravada ainda, por ter negócios obscuros com Sandiclei Monte no mundo futebolístico. Essa contratação é obra da dupla Sandiclei Monte e André Cavalcante que continuam mandando, só que agora é por debaixo dos panos, sob as bençãos de Rosinaldo do Vale. Pobre São Raimundo."  *** O distrito de Fordlândia, município de Aveiro, até agora espera pelos recursos do chamado PAC das cidades históricas, projeto do governo federal. O objetivo é recuperar, preservar e valorizar o patrimônio histórico. Fordlândia foi criada a partir de um projeto do empresário Henry Ford e se destacou por dar suporte administrativo a produção de borracha na época. *** A queda do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR), anteontem, pode causar atraso nas obras de pavimentação da Santarém-Cuiabá (BR-163). Tudo porque a nova chefia da pasta vai obedecer a ordens expressas da presidente Dilma Rousseff e uma dessas ordens é a execução de um pente fino nos contratos das obras que estão em andamento e a suspensão de abertura de novos processos licitatórios. A determinação pode ter efeito direto no andamento das obras de pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163). *** Ainda no assunto: As obras da BR-163 executadas dentro de território paraense estão sendo tocadas por três Batalhões do Exército Brasileiro, além de onze empreiteiras contratadas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). *** As homenagens pelos 350 anos de fundação, ocorrido no dia 22 de junho, prosseguem nesta edição com a publicação dos anúncios do Banco da Amazônia e do fabricante Coca-Cola no Pará. 
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Coluna publicada na edição desta semana de O Estado do Tapajós

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Secretário-adjunto da OAB pede abertura de inquérito da Polícia Federal


O secretário-adjunto da OAB-PA, Jorge Medeiros, protocolou na manhã desta quarta-feira, na Superintendência da Polícia Federal, em Belém, um pedido de abertura de inquérito para investigar todas as circunstâncias em que ocorreu a venda de um imóvel da Subseção de Altamira para o advogado Robério D'Oliveira.

Na notícia-crime formalizada perante a PF, Medeiros destaca especialmente a informação, contida em nota emitida pela própria Presidência da Ordem, de que a assessora Jurídica da entidade, Cynthia Portilho, falsificou a assinatura do vice-presidente da entidade, Evaldo Pinto, com a anuência deste. Em entrevista ao blog, Evaldo nega que tenha autorizado qualquer pessoa a falsificar sua assinatura.

O pedido de inquérito soma-se à requisição do procurador da República em Altamira, Bruno Alexandre Gütschow, que também acionará a Polícia Federal de Altamira para apurar o caso.

Abaixo, a íntegra dos narrados na notícia-crime de Jorge Medeiros e o pedido formal de abertura de inquérito na Polícia Federal.(Espaço Aberto)

Salão do turismo é aberto com homenagem a vitimas de acidente aéreo em Pernambuco


Texto e foto: Miguel Oliveira

Foi aberto há poucos instantes, no teatro Elis Regina do Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, o sexto salão nacional do turismo.

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o ministro do turismo Pedro Novaes pediram um minuto de silêncio em memória dos passageiros que morreram em acidente aéreo, hoje de manhã, em Pernambuco.

A Orquestra Sinfônica do Brasil, regida pelo maestro João Carlos Martins, executou o Hino Nacional Brasileiro em ritmos temáticos de todas as regiões do país.

O governo do estado do Pará está sendo representado nesta solenidade pelo presidente da Paratur, Adenauer Góes.

Comitiva paraense representa o Estado no VI Salão do Turismo

Agentes de viagens, empresários do ramo da hotelaria e da joalheria, jornalistas, artesãos, artistas, promotores de eventos, produtores rurais e outros profissionais ligados à cadeia produtiva do turismo do Pará chegaram ao longo desta terça-feira (12) a São Paulo para participar do 6º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, que será aberto às 11 horas desta quarta-feira (13) e segue até o dia 17, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista.
O grupo faz parte de um esforço conjunto para levar a força do turismo paraense ao um público aproximado de 100 mil pessoas esperadas para o salão. A coordenação do estande institucional do Pará é da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), que leva ao evento seis temáticas: artesanato, gastronomia, manifestações culturais, comercialização de produtos e núcleo de conhecimento, como explica a interlocutora da Paratur, Conceição Silva da Silva.
“Ocupamos um estande de mais de 1,2 mil metros onde apresentamos essas temáticas”, diz. O público do 6º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil vai ter a oportunidade de conhecer um pouco desse Pará, em exposição em um estande que reproduz a Estação das Docas e nos demais espaços promocionais: Feira de Roteiros, Vitrine Brasil, Área de Comercialização, Núcleo de Conhecimento e Rodada de Negócios.
Investimentos – O presidente da Paratur, Adenauer Góes, que participa da abertura do evento, explica que a ida do Pará com mais de 100 pessoas credenciadas “faz parte de uma retomada da política de investimentos do governo do Estado, em parceria com o trade, no fortalecimento do turismo paraense”.
Nos diversos espaços do Salão o Pará apresenta seus  principais  roteiros turísticos, que integram os pólos Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins e Xingu. Os três principais roteiros que estão sendo comercializados são “Belém, cultura, fé e natureza”; “Tapajós, Amazônia, selva e história”; e “Amazônia do Marajó”.
O Círio de Nazaré, Ver-o-Peso, Complexo Feliz Lusitânia, em Belém, Alter-do-Chão (em Santarém) e a força da cultura e da natureza do Marajó são apenas alguns dos atrativos que a equipe que representa o Pará apresenta aos visitantes, agentes de turismo e operadores.
Queijo do Marajó, licores, bombons e biscoitos de cupuaçu, bacuri e castanha do Pará são algumas das delícias que poderão ser degustadas no estande da Paratur, onde também será distribuído, literalmente, o cheiro do Pará em sachês. O Espaço Gastronômico é uma opção à parte, onde cada região do Brasil vai apresentar seus sabores.
Música – O Pará também vai dar um show de carimbó, com apresentações do grupo de carimbó municipal “Os Andirás”, de Curuçá, município do pólo Amazônia Atlântica, e do grupo de tradições marajoara Cruzeirinho. São mais de 20 artistas mostrando a força da cultura do Pará.
No Núcleo de Conhecimento o Pará também vai estar em evidência, com palestra do empresário Carlos Freire, membro da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih), apresentando a temática “Turismo sustentável e infância e as ações preventivas à exploração sexual de crianças e adolescentes”. O Núcleo de Registro e Qualidade (NRQ) da Paratur vai apresentar a palestra “Responsabilidade social e ética no turismo”, que será proferida por Clélia Rosely Coroa, no auditório do Espaço do Profissional, dia  13, às 18 horas.
Rosely vai falar das estratégias da Paratur na prevenção dessa violação de direitos nos 144 municípios paraenses através do TSI. Também falará sobre a missão do Pará na execução do Cadastur, cadastro obrigatório dos prestadores e empresas de serviços turísticos.
O projeto Tour da Experiência, desenvolvido pelo Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), será o destaque do Pará na Área de Comercialização. Angel Eventos, Famíglia Sicília, Eco Pousada Miriti, Vitória Régia são algumas das empresas de turismo que vão estar na Área de Comercialização do evento. Neste espaço os empresários colocam na vitrine para agentes de viagens, operadores, guias e demais agenciadores os principais produtos do Pará. Fazem parte desses produtos Belém, Santarém, Alter-do-Chão, Marajó, Salinas, e tantos outros.
A novidade desta sexta edição do Salão do Turismo na Rodada de Negócios, encontro entre profissionais do trade, é o espaço aberto para dois segmentos importantes: o de turismo náutico e o LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros e Travestis), que aos poucos se fortalecem no Pará.
(Benigna Soares – Paratur)