segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Produtos madeireiros e não madeireiros
A pesquisa foi financiada pelo CNPq, por meio de um projeto desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, em parceria com a Universidade Federal de Rondônjia (UNIR), Embrapa Acre, Ibama Acre, e Universidade Federal da Amazônia (UFRA). Os dados foram coletados na área de abrangência da BR 163, no Pará e no Estado do Acre, no período de 2007 e 2008.
Segundo o pesquisador Willian Castro, o resultado permite a observação do contraste existente na indústria de base florestal nos dois estados. Um exemplo interessante é o trabalho apoiado por ONG's. No Pará, a atuação dessas organizações é considerada como um "problema". No Acre, quanto maior a pressão feita pelas ONG's melhor. Trabalhar em parceria com o Greenpeace, é sinônimo de muitas portas se abrindo.
Bancos não cumprem determinação do BC
Porém, em Santarém os bancos continuam atendendo o público até as 14h. A Associação Comercial e Empresarial de Santarém vem tentando sensibilizar os agentes financeiros de que o encerramento do funcionamento dos bancos às 14 horas causa prejuízos para a sociedade. Os empresários reivindicam que o atendimento ao público seja das 10 da manhã às 15 h, alegando que esse horário provoca aumento dos custos das empresas. Se as agências não cederem, a Associação Empresarial pretende ingressar com uma denúncia junto ao Banco Central e FEBRABAN por descumprimento da Resolução 2.932, de 28.02.2002, que observa o horário mínimo de expediente ao público de cinco horas ininterruptas, com atendimento obrigatório das 12h às 15h, horário de Brasília.
Professores se mobilizam
Enquanto isso, em Belém, as negociações continuam. Aliás, foram reabertas na última quinta-feira (14) na sede da Seduc. Pelo o que informou a assessoria da secretaria as cláusulas econômicas, sociais e gerais deveriam ser formalizadas ainda nesta segunda-feira (18). Há estudo para alterar o novo calendário escolar nesta negociação, para que os professores não tenham que enfrentar a maratona de dar aulas aos sábados.
Cultura Afro
O objetivo é promover a valorização da cultura afro-brasileira e sua historicidade no Pará e no Brasil. O curso visa ainda preparar professores, técnicos e gestores para elaboração de currículos escolares que priorizem a produção de conhecimento sobre as culturas afro-brasileiras existentes na Amazônia. O curso será dividido em quatro módulos: História da África, o Negro na Amazônia: comunidades negras rurais e quilombolas atuais; Cultura e religião afro-brasileira; A poética afro-brasileira; Direitos humanos e racismo.
Em Santarém, a 5ª URE não sabia nada sobre o curso e nem soube explicar porque o município ficou de fora.
Muda chefia de gabinete de Ana Júlia mais uma vez
O bancário Paulo Cunha, atual gerente da Sala das Prefeituras da Caixa Econômica Federal, em Brasília, será o novo chefe de gabinete da governadora Ana Júlia Carepa. Cunha, da tendência petista Democracia Socialista (DS), já foi diretor jurídico do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, presidiu a Associação de Pessoal da Caixa (Apcef) no Pará por dois mandatos, foi secretário de Comunicação do PT e assessor da governadora quando esta ainda era senadora. Ele espera apenas a liberação da instituição para assumir o cargo, o que deve ocorrer ainda esta semana, quando deve chegar a Belém.
Propaganda no rádio e na TV tem proibições expressas
* O candidato que veicular propaganda que degrade ou ridicularize outros candidatos pode perder o direito à veiculação do próximo programa. A Justiça Eleitoral ainda pode impedir a reapresentação da propaganda que ofender a honra de adversários, a moral e os bons costumes.
* Quem repetir conduta que já tenha sido punida pela Justiça Eleitoral poderá ter a propaganda suspensa temporariamente.
* É proibido usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de alguma forma, degradem ou ridicularizem adversários. O partido ou coligação pode ser punido com a perda de tempo equivalente ao dobro do usado na propaganda ilícita. Também é proibida a veiculação de propaganda paga no rádio e na televisão.
* Não é permitido o uso do horário destinado à propaganda de prefeitos para exibir programa de vereadores e vice-versa. No horário de vereadores pode ser exibida legenda com referência a candidato a prefeito, bem como a foto deste candidato ao fundo.
(Fonte: Espaço Aberto)
domingo, 17 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
Morreu, aos 94 anos, o cantor e compositor Dorival Caymmi
Danilo deu a primeira entrevista sobre a morte a morte do pai à Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Segundo ele, a família "tem uma gratidão muito grande Rádio Nacional, porque foi num show de calouros da emissora que Dorival Caymmi conheceu a mulher e companheira de toda a vida".Danilo disse ainda que a família atravessa por um momento muito difícil, já que a mãe, Stela Maris, está internada há três meses em coma. O músico acredita que o pai teve uma morte tranqüila, "baianamente como ele dizia".
(Com informações da Agência Estado)
Biografia
Dorival Caymmi, compositor baiano, nascido em 30 de abril de 1914, é responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros. Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936.
Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música.
Primeiro, por obra do acaso, tem sua música O que é que a baiana tem? incluída no filme Banana da Terra, estrelado por Carmen Miranda. Em seguida sua música O mar foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas. Daí em diante seu prestígio foi se ampliando.
Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940 e permanece casado até hoje. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos. As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros.
Algumas das mais marcantes são A lenda do Abaeté, Promessa de pescador, É doce morrer no mar, Marina, Não tem solução, João Valentão, Maracangalha, Saudades de Itapoã, Doralice, Samba da minha terra, Lá vem a baiana, Suíte dos pescadores, Sábado em Copacabana, Nem eu, Nunca mais, Saudade da Bahia, Dora, Oração da Mãe Menininha , Rosa morena, Eu não tenho onde morar, Das rosas.
Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas
Manchetes deste sábado do jornal O Estado do Tapajós
ESCOLA VOLTA A FUNCIONAR COM A PRESENÇA DA PM
UFOPA RECEBE PATRIMÔNIO DA SUDAM
JUIZ LIBERA OS REGISTRO DE MARIA DO CARMO E LIRA MAIA
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Planalto adia aumento para 300 mil servidores
Pedro Fona e cultura japonesa serão destaques no Festival Folclórico do Colégio Dom Amando

Adesão do Pará é pouco lembrada
“ O processo em si não foi muito heróico. O herói da adesão foi o almirante John Pascoe Grenfell, de apenas 23 anos, que conseguiu a adesão com um blefe. Ele disse, a mando do imperador Dom Pedro I, que uma esquadra comandada por ele chegaria à província do Grão Pará e forçaria a aceitar a separação definitiva entre Brasil e Portugal”, conta a professora de História da UFPA e diretora do arquivo público do Estado, Magda Ricci.
Segundo ela, a “adesão foi feita por um inglês numa situação de blefe, nada tão heróico”, ressalta. O fato aconteceu quase um ano depois da Independência do Brasil. A esquadra de Grenffel não deveria ir até o Norte, se limitando apenas até o Estado da Bahia, mas em 11 de agosto de 1823 o almirante chegou ao Porto de Salinas. No mesmo dia, uma assembléia foi formada no Palácio Lauro Sodré entre os governantes do Grão Pará, quando ficou decidido aderir à Independência com a condição de que os postos e cargos públicos fossem mantidos.
O documento que foi assinado quatro dias depois da assembléia, data escolhida para o feriado, faz parte do Arquivo Público do Estado do Pará. “O processo de adesão foi fundamental para a junção do Estado do Brasil com a Província do Pará”, relata. Segundo Ricci, o significado da adesão é de “Luta política dela e de liberdade de expressão”. Para a professora, o “significado social e político da data é pouco divulgado. Deveriam chamar mais atenção neste momento para a cidadania”.
Três meses depois, aconteceu a revolta do Brigue Palhaço, onde 256 pessoas foram presas e mortas asfixiadas com cal dentro de um navio. “Não existiam prisões na época e os prisioneiros ficavam dentro de corvetas ou de navios. Essas pessoas mortas tinham aderido, mas foram reprimidas por fazerem uma revolta por terem visto que a Adesão não cumprira algumas exigências populares”, comenta Ricci.
(Texto: Liandro Brito/Diário do Pará)
Decisão sobre registro de Maria e Lira Maia vai para o TRE
Na última terça-feira o juiz havia concedido o registro a ambos os candidatos que foram impugnados pelas coligações adversárias.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Juiz manda reintegrar médico e enfermeira demitidos por ordem de Maria do Carmo
Os dois funcionários do hospital municipal foram dispensados de suas funções já durante o período eleitoral que veda a dispensa de funcionários por agentes públicos.
Júlio Cezar foi dispensado um dia após conceder entrevista relatando a falta de médicos plantonistas no HMS e de ter participado da convenção municipal do Democratas que homologou o nome do deputado Lira Maia como candidato de oposição à prefeita Maria do Carmo, que tenta a reeleição.
Ferro e trabalho
Ana Júlia afirmou que a obra vai gerar de 15 mil a 20 empregos diretos, além de agregar outras empresas de metalurgia pesada. "Estamos transformando ferro em trabalho', comemorou a governadora.
Dilma garante Belo Monte
Porto de Santarém será ampliado
Memória de Santarém- Por Lúcio Flávio Pinto
No número 299 da avenida Braz de Aguiar funcionava um hotel, o Januvalle, que em 1958, durante o jantar dançante que realizava todos os dias, homenagearia o conjunto musical Os Mocorongos, “o mais afamado de Belém”. O violonista Sebastião Tapajós era um dos integrantes do conjunto, formado por santarenos. Era exigido o traje passeio completo (paletó e gravata). Era o traço sofisticado da cidade.
Por incrível que pareça, os “amplos salões” do Teatro da Paz eram abertos na mesma semana para uma “reunião dançante” promovida pelo Atlético Belenense. Não dá nem para pensar nos salões da casa de ópera ocupados por mesas (vendidas na Casa das Meias e na Barbearia do Hotel Central) e em dançarinos evoluindo ao som da orquestra da Rádio Marajoara, sob a direção do maestro Silézio Queiroz. Era o lado predador da cidade, que se desenvolveria depois da Segunda Guerra Mundial, sob inspiração do pragmatismo e funcionalismo dos vencedores.
Lista misteriosa
André alegou que não houve quorum e por isso o presidente Domingos Juvenil exigiu que a denúncia fosse formalizada.
André só não explicar como conseguiu a lista, o que provocou protestos do líder do governo Airton Faleiro.
STF disciplina uso de algemas
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou ontem uma súmula para restringir o uso de algemas e punir autoridades que abusem do recurso. O texto estabelece que o agente público que usar indevidamente as algemas poderá responder a ação penal e a processo administrativo, além de ter que pagar indenização a quem passar pelo constrangimento. Além disso, a prisão poderá ser anulada, assim como os resultados das investigações que levaram às prisões.
A súmula estabelece que o acusado só pode ser algemado se resistir à prisão, se ameaçar agredir alguém, demonstrar intenção de fugir ou, ainda, como forma de proteção à integridade física do próprio preso. Se o policial considerar necessário o uso de algemas, terá que justificar sua opção por escrito, enquadrando o caso em uma das hipóteses previstas pelo STF.
A súmula tem caráter vinculante - ou seja, deverá ser cumprida pela administração pública, por policiais e também servirá de parâmetro para juízes de todo o país ao decidir questões sobre o tema. Ela impede que o STF tenha de julgar o assunto novamente.
Mais aqui.
Inquérito sobre agressão em Altamira está parado
O inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar o episódio em que índios ligados ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) agrediram um engenheiro da Eletrobrás, em Altamira, está em banho-maria. As investigações estão paradas porque, até hoje, mais de dois meses após a agressão sofrida pelo engenheiro Paulo Fernando Vieira Souto Resende, a Fundação Nacional do Índio (Funai) não indicou um antropólogo para elaborar um laudo solicitado pela PF, para verificar se o uso de facões faz parte da cultura dos índios caiapós, responsáveis pela agressão.
Segundo informações do delegado Eduardo Jorge, que conduz as investigações, a Polícia Federal solicitou à Funai que indicasse um pesquisador para que fosse elaborado um laudo antropólogo, que confirmasse ou não que os caiapós têm o facão como parte de sua cultura. 'O inquérito está parado aguardando que a Funai indique este antropólogo', informou, acrescentando que a fundação alega que não possui em seus quadros nenhuma pessoa especialista em cultura caiapó.
A agressão aconteceu no dia 20 de maio, despertando imediata reação da opinião pública mundial. A PF abriu inquérito para apurar o incidente e descobriu que as entidades organizadoras do evento, lideradas pelo Cimi, haviam comprado os facões usados pelos índios na agressão.
Carne não baixa de preço
Lá, o governador Blairo Maggi garante apoio integral aos criadores paraenses, o que não ocorre no Pará.
Por isso, a carne que já subiu 34% este ano dá sinais que vai continuar cada vez mais cara.
Vale anuncia siderúrgica hoje
(Fonte: Diário do Pará)
Protesto contra violência no trânsito de Santarém
Nesse trecho, ônibus, carros e motos passam em alta velocidade, e inúmeras vezes as freadas bruscas e os acidentes são inevitáveis. Como a escola atende a crianças, através do Projeto Vivendo Sempre em Paz, a direção observou junto com os estudantes o trânsito em frente a escola e foram detectadas várias infrações.
Já foi solicitado a CMT a escala de guardas de trânsito, a colocação de mais placas e faixas de pedestres, mas nada foi feito, lamenta a direção da escola. Por isso, a intenção do protesto é juntar as escolas daquela avennida para chamar a atenção dos maus condutores e sociedade em geral.
Alforria
Na página 89 da edição de março de 2007 da Revista de História da Biblioteca Nacional, encontrei notícia de carta da alforria passada pelo jovem proprietário de uma escrava.
A incongruência e imoralidade de uma sociedade escravista me fazem usar palavras do alforriante ao transformar drama em poesia.
Alforria
Neste ano da Graça de 1869,
Perante o Notário
Da comarca de Campinas,
Província de São Paulo,
Digo eu,
Isidoro Gurgel Mascarenhas,
Que, entre os mais bens que possuo,
Sou senhor
E possuidor
De uma escrava,
De nome Ana,
Que herdei de meu pai,
Lucio Gurgel Mascarenhas.
E, como a referida escrava é minha...
Verificando-se minha maioridade, hoje,
Pelo casamento, de ontem,
Por isto achando-me com direito,
Concedo à referida...Plena liberdade,
A qual concedo de todo meu coração,
Pois que, Ana, escrava minha,
Que foi de meu pai,
É também... minha Mãe.
Jogo de xadrez
Advogado
Parece mentira, mas a série DE VOLTA PARA O FUTURO já tem mais de 20 anos. Aliás, 23 anos para ser mais exato. Na época fez tanto sucesso que garantiu dois outros filmes além do primeiro. Só mesmo no terceiro episódio da série o autor resolveu destruir o carrão que um cientista meio esquisito transformou em máquina do tempo. Para quem não sabe, tudo começou com um adolescente que, para fugir de uns terroristas malucos, embarca no carrão construído pelo professor igualmente maluco e, sem querer, vai parar em 1955. Para tentar voltar ao seu tempo, o garoto vai procurar pelo professor que havia inventado a máquina. O sujeito está 30 anos mais jovem. Os pais do garoto também e ainda mal se conheciam. Um dos pontos de maior destaque na história é a enorme preocupação do cientista para impedir que o garoto alterasse qualquer coisa no passado, pois isso iria necessariamente interferir no futuro e mudar o curso da história. É claro que acaba havendo uma mexidinha sóbria e que modifica para melhor a situação do jovem no futuro, mas esse receio do cientista é o que vai gerar a maior parte da trama nos três filmes.
Apesar da ficção ou, talvez, até por isso mesmo, é realmente fascinante observar como um fato, uma circunstância qualquer pode dar um determinado rumo a uma vida inteira. Da mesma forma é fascinante perceber como todas as atitudes, todos os comportamentos, necessariamente têm conseqüências, estão entrelaçados. Não é à-toa que esses temas acabam estimulando tantas histórias de ficção e mistério. É impressionante como um gesto, uma palavra, uma conduta, um procedimento, vão gerar outros gestos, palavras, condutas, procedimentos e outros e outros numa cadeia de assustar. Basta mudar um elo da corrente e tudo pode se tornar completamente diferente. Daí porque é tão importante que as pessoas reflitam sobre o que fazem, o que dizem, como agem. A postura do pai vai, de alguma forma, em maior ou menor escala, interferir no filho. Todos nós somos um pouco do que são ou foram os nossos pais, assim como nossos filhos vão ser um pouco de nós. Que responsabilidade, hein?
“O jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO” do dia 11 de agosto de 2008 publicou um artigo do jornalista Carlos Alberto di Franco sob o título ‘FICHA SUJA E DESENCANTO JUVENIL”. É claro que o tema é a recente decisão do STF sobre os candidatos a cargos eletivos e que também tem o hábito de freqüentar páginas policiais ou súmulas de indisciplina. Dado extremamente triste no artigo é a constatação de que em 2004 havia 3.600.000 eleitores na faixa de idade dos 16 e 17 anos. Em 2008 esse número caiu para 2.900.000. É uma queda de 19%. E o jornalista ainda esclarece que se em 2004 éramos 121 milhões de eleitores, hoje somos 130 milhões. Ou seja, o eleitorado aumentou, mas em compensação, o número de eleitores jovens diminuiu. Frase do brilhante jornalista: “a esperança juvenil encolheu”.
O mesmo jornal, na mesma edição assina um editorial sob o título “ESPERTEZA COM A DÍVIDA RURAL” em que comenta que a Câmara dos Deputados aprovou Medida Provisória que reduz a taxa de juros sobre dívidas de produtores rurais. Trata-se de dívidas vencidas e não pagas. A redução foi da ordem de 13%. Dessa maneira, aqueles produtores rurais que tomaram financiamentos oficiais e pagaram suas dívidas nos prazos estabelecidos estão vedo seus colegas caloteiros levando uma considerável vantagem.
Esse episódio é um grão de areia nesse nosso deserto de espeanças, uma gota nesse mar de lama. Todos os dias a imprensa despeja em nossas cabeças essas verdadeiras pérolas de conteúdo ético com que a classe política brinda a população e a sociedade. E como se vê, não é preciso refletir muito para se perceber como os atos se entrelaçam, como anda em pleno vigor a conhecida lei da ação e reação. E produzindo todos os efeitos de que é capaz. Os números estão estampados na nossa frente. Em dado momento, mesmo sem obrigação legal, os jovens foram buscar seus títulos de eleitores e assim começar sua participação cívica na sociedade. Em apenas quatros anos começam a mostrar seu desencanto, a se dar conta de que isso é só um engodo, uma farsa, uma perda de tempo. Já que dia de eleição é feriado, veja lá se vale a pena ficar em casa para votar se o garotão ou a garotinha podem curtir uma balada ou pegar uma onda na praia. Na ordem de importância, qualquer coisa está à frente desse teatrinho mambembe em que vão se transformando as eleições.
Pois é, são aquelas mesmas eleições que foram objeto de lutas durante quase três décadas. Alguém se lembra das “Diretas já”? Quem participou daquilo deve estar vermelho de vergonha. Será que o cientista maluco do filme pode nos ajudar? Será que existe um jeito de construir uma máquina que mostre a todos que a cada ação corresponde uma reação? E tem que ser depressa porque desse jeito não vai haver como voltar pra o futuro. Que futuro?
11 de agosto de 2008
Juruti formalizará Conselho de Sustentabilidade
O Conselho é formado por representantes de três empresas, três representantes do poder público e nove da sociedade civil, além de suplentes. As oito câmaras técnicas que captam e debatem as demandas sociais para subsidiar o Conselho são nas áreas de Saúde; Educação; Meio Ambiente; Segurança; Infra-estrutura e Saneamento; Cultura e Turismo; Desenvolvimento Rural; e Economia e Trabalho.
A criação da Instituição em Juruti é considerada, por muitos, um novo exemplo a ser seguido em outros municípios, pois se trata de um órgão consultivo e observador do conjunto de atividades promovidas, seja por empresas ou poder público, para o desenvolvimento sustentável de Juruti – incluindo o próprio empreendimento de mineração de bauxita da Alcoa, além dos Programas de Controle Ambiental (PCAs) e a Agenda Positiva, ambos desenvolvidos pela Companhia. Para o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo, o Conselho é uma nova jurisprudência em termos de diálogo social. “Juruti não é somente município minerador, mas também uma cidade com suas próprias habilidades sociais e econômicas”.
(Fonte: Alcoa)
Von denuncia falta de sinalização na Rodovia Santarém - Curuá-una
Para o parlamentar santareno, o fato da rodovia ter recebido nova pavimentação há mais de seis meses, em vários trechos, sem que estas obras estejam acompanhadas da necessária sinalização rodoviária, tem ocasionado acidentes gravíssimos ceifando a vida de pessoas inocentes. Alexandre levou ao conhecimento dos demais parlamentares estaduais o falecimento do líder comunitário Sr. Domingos Pereira, conhecido como Gote, presidente da Comunidade Rural Santos da Boa Fé, ocorrido no último dia 11/08/2008, vítima de atropelamento por um caminhão nas imediações da comunidade de Perema, na citada rodovia Santarém - Curuá-una. Declarando ser o Estado também responsável pelas vítimas fatais de acidentes ocorridos nos últimos meses no leito da rodovia PA-370, sobretudo após o recebimento de nova pavimentação sem que, até o momento, tenham sido executadas as obras de sinalização rodoviária, tornando a rodovia insegura e perigosa, Von cobrou a imediata conclusão das obras contratadas de sua reconstrução e sinalização rodoviária.
"É inaceitável e inconcebível que novas vidas sejam perdidas por absoluta omissão do Estado", disse Alexandre Von.
(Fonte: Assessoria parlamentar )
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
MRN oferece cursos de pós-graduação a funcionários
Depois de cursos de especialização ministrados pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), em 2002 e 2004, e pela Universidade de São Paulo (USP) em 2005, é a vez da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ser a responsável pela continuidade do Programa de Pós-Graduação da MRN.
Os cursos, que têm início previsto para setembro deste ano, serão desenvolvidos tanto tanto via online quanto através de aulas presenciais em Porto Trombetas. Além de arcar com 60% dos custos de inscrição e mensalidades, a MRN oferecerá as instalações necessárias para a realização das aulas presenciais e custeará as viagens e hospedagem dos professores da FGV que virão a Porto Trombetas. O programa faz parte do Plano Diretor de Capacitação e Desenvolvimento da MRN.
“Nosso quadro efetivo é formado por um público extremamente jovem e muito interessado em estudar e se desenvolver profissionalmente, por isso investimos tanto nesse segmento de educação formal, firmando parcerias com instituições de renome no país, que possam propiciar ensino de alta qualidade. Como estamos numa região isolada geograficamente, buscamos alternativas de fazer com que nosso pessoal tenha acesso a esse tipo de desenvolvimento. Faz parte do nosso programa de retenção de talentos”, explica o gerente de Administração e Recursos Humanos da MRN, João Paulo Mello.
(Fonte: MRN)
Alunos caem de caminhão usado em transporte escolar em Santarém
O caminhão foi utilizado para o transporte escolar porque o ônibus contratado pela Semed para fazer o serviço ficou no prego.
Atraso da TAM
O air bus da companhia só decolou às 17h15 e só aterrisou em Belém às 18h20.
IBGE prorroga inscrição para 700 vagas de agente censitário
Serão 665 vagas de ampla concorrência e 35 destinadas aos portadores de necessidades especiais. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais.
Os serviços serão prestados pelo prazo máximo de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período. Os contratos terão vigência de 30 dias, podendo ser prorrogados por igual período, condicionados à necessidade de trabalho.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.consulplan.net, até as 23h59 de 20 de agosto, ou através das agências credenciadas dos Correios em todo o Brasil listadas no edital. A taxa de inscrição é de R$ 14,50.
Os agentes trabalharão na atualização de mapas municipais, mapas cadastrais e croquis dos setores censitários da base territorial, bem como do cadastro de endereços. A prova está prevista para o dia 21 de setembro, das 14h às 18h, com questões de português, geografia, raciocínio lógico, noções de informática e conhecimentos gerais. Os gabaritos serão divulgados no dia 22 de setembro.
Os locais das provas serão divulgados no site www.consulplan.net a partir do dia 4 de setembro.
Serão oferecidas vagas para 492 cidades, sendo que São Paulo, Minas Gerais e Bahia são os estados que possuem mais cidades atendidas por este processo seletivo (veja aqui a relação de cidades).
Os resultados finais serão divulgados no dia 15 de outubro. As contratações ocorrerão a partir de outubro. Os contratos terão vigência de 30 dias, podendo ser sucessivamente prorrogados por apostilamento, por igual período, condicionados estritamente à necessidade de trabalho.
(Fonte: G 1)
Zoonoses da Celpa
Se for levado ao pé da letra o que diz a Celpa o consumidor não deve reclamar mais junto à concessionária, mas sim perante o Centro de Zoonozes.
Drible no juiz
Mas o locutor oficial da coordenadoria de cultura, ao dar a notícia, informou que os sorteios serão mantidos, mas os prêmios aos vencedores dos concursos só serão entregues depois das eleições.
Quer dizer: a decisão do juiz se tornará inócua, uma vez que os sorteios vão acontecer de qualquer jeito, só ficando pendente a data da entrega dos prêmios.
Guaraná quente
Um membro da comunidade tentou arrancar o microfome das mãos da candidadata do PT.
Maria exigiu ser respeitada não só como política e mas também como promotora de justiça que ela é, quando lhe é conveniente usar essa sua condição de membro do MP.
Temperatura máxima
Ufopa em parceria internacional
A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que começa a ser instalada depois de amanhã, em Santarém, por uma comissão chefiada pelo professor José Seixas Lourenço, ex-reitor da Universidade Federal do Pará, poderá integrar o pólo de universidades européias que está se formando em Caiena, capital da Guiana Francesa. A proposta foi apresentada ontem pelo presidente do Conselho Regional da Guiana Francesa, Antoine Karam, durante a reunião do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça (P.O. Amazônia), que se realizou em Alter-de-Chão, com a participação de representantes dos governos do Pará, Amapá e Amazonas, além de representantes da Guiana Francesa.
A proposta de Karam veio como adesão à idéia do vice-governador Odair Corrêa, manifestada durante a instalação da comissão de implantação da Ufopa, dia 4 de julho, em Brasília. Naquela ocasião, ele sugeriu que a Ufopa tivesse um caráter pan-amazônico, com vistas a ampliar e melhorar as condições do ensino, da extensão e da pesquisa na região. “Por longos anos, os nossos países ficaram dando-se as costas um para o outro, mas agora é o momento de modificarmos esta postura, intensificando o relacionamento entre nossos povos, assim como a cooperação tecnológica e científica”, disse Karam.
O presidente da Região da Guiana Francesa acrescentou que deseja ver a Ufopa com um núcleo instalado em Caiena, ao lado de universidades famosas como a Paris e a de Nice, especialmente, por se localizar numa posição estratégica para o programa de cooperação fronteiriça que está sendo iniciada entre a Guiana Francesa, o Suriname e os Estados brasileiros de Pará, Amazonas e Amapá.
A idéia visa distribuir conhecimento, ampliar a excelência e melhorar a qualidade de vida na região. “Por muitos anos, nossos povos se deram as costas, mas chegou a hora de mudar essa postura e iniciar um processo de grande sucesso para todos. A História nos afastou por longos anos, mas a geografia nos une. Tenho certeza de que estamos condenados ao desenvolvimento e à felicidade duradoura”, comentou Karam.
Pará tem muitos desafios para os próximos prefeitos
Um dos estados campeão de desmatamento no país é o Pará. No último ano foram devastados, segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 2259,9 km² de florestas, dando espaço para fazendas de gado e soja - além da atuação de madeireiros, em sua maioria agindo na ilegalidade. Trata-se de um grave problema que abrange toda a região amazônica e que será muito explorado pelos candidatos a cargos públicos nas eleições municipais de 2008. Esse especial do site Amazônia sobre o processo eleitoral dará enfoque maior às cidades que constam na lista dos 36 municípios que mais desmataram a floresta elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em janeiro desse ano. O Pará foi 'contemplado' com 12 representantes nessa listagem. São eles: São Félix do Xingu, Santana do Araguaia, Ulianópolis, Altamira, Cumaru do Norte, Novo Progresso, Dom Eliseu, Santa Maria das Barreiras, Paragominas, Novo Repartimento, Rondon do Pará e Brasil Novo.
Esse recorte não impede, entretanto, que outras cidades também tenham seu processo eleitoral acompanhado de perto, seja por sua importância econômica, seja pelos problemas sociais que enfrentam. A capital Belém e a cidade de Santarém são dois exemplos disso.
Os mesmos problemas
Por essas cidades estarem localizadas numa das regiões menos desenvolvidas do país, a população da região convive ainda com muitos outros déficits de atendimento por parte do poder público. O sistema educacional é debilitado e falho. Dados do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica, o Ideb, colocam esse municípios na base da escala avaliativa. Aquele que apresenta melhor colocação é Altamira, que recebeu conceito 4,3 - maior até que o da capital do estado, Belém, que obteve 3,2 -, sendo que a nota máxima é 10.
A saúde da população é outro caso emblemático. Além do baixo número de estabelecimentos e de leitos no Sistema Público de Saúde (SUS), problema que afeta a todos os municípios acima listados, há a crise da Santa Casa de Misericórdia de Belém, que registrou, de março a junho, mais de 110 mortes de recém-nascidos em suas dependências. De acordo com levantamento feito pelo próprio governo do estado, os óbitos são resultados de fatores como o hospital possuir condições precárias de transporte, que carecem de equipamentos adequados, superlotação (com um funcionamento quase 50% acima de sua capacidade) e problemas estruturais.
As principais atividades que movem a economia local são: o extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho) e vegetal (madeira), agricultura, pecuária, criações, indústria e turismo. A pecuária é mais presente no sudeste do estado, com um rebanho calculado em mais de 14 milhões de cabeças de bovinos.
A indústria concentra-se principalmente na região metropolitana de Belém, com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. Destacam-se também como fortes ramos da economia a indústria madeireira e moveleira, com um pólo moveleiro instalado no município de Paragominas.
Com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional, aliada à falta de áreas livres para seu plantio nas regiões sul, sudeste e até mesmo no centro-oeste, onde a soja se faz mais presente, as regiões sudeste e sudoeste do Pará se tornaram uma nova área de atração para esse ramo da atividade agrícola. Pela rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte da produção de soja do Mato Grosso, que segue até o porto de Santarém, aquecendo a economia da cidade tanto pela exportação do grão como pela franca expansão de seu plantio: a produção local já representa 5% do total de grãos exportados.
Floresta no chão
Os 12 municípios paraenses listados pelo MMA desmataram juntos 1.745,6 km² no último ano. Isso equivale a 77,2% de toda a floresta derruba no estado no mesmo período. O destaque negativo vai para São Felix do Xingu, cidade que representa bem o caos fundiário da Amazônia. Somente nesse município foram devastados 556,7 km². A cidade é conhecida pela forte presença da pecuária.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam a presença de 1.596.411 cabeças de gado no município que tem 59.238 habitantes. Ainda de acordo com o IBGE, foram extraídos no ano de 2006, entre madeira utilizada para tora ou lenha, 69.728 m³ da região de São Felix do Xingu. Considerando que as estimativas apontam que cada hectare de terra produz uma média de 30m³ de floresta, e que no último ano foram desmatados 55.670 hectares - ou seja, 1.670.100m³ - é possível verificar quão parco é o controle da atividade madeireira na região.
(Fonte: Amazonia.org.br)-------
Nota da redação: Ao contrário do que diz o texto a Br-163 ainda não é a rota de exportação de soja do Mato Grosso para o porto de Santarém. A soja exportada através do porto da Cargill em Santarém é trazida de barcaças pelo rio Amazonas, depois dessa carga percorrer a rodovia que liga a Mato Grosso a Rondônia.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Eia/Rima aponta que porto da Cargill causou dano ambiental
Repórter
A Cargill que está instalada na área portuária de Santarém desde 2003, apresentou na última quarta-feira (06) alguns dos resultados obtidos após a realização do Eia-Rima - Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente, solicitado via judicial pelo Tribunal Regional Federal (TRF) no ano passado. O diretor do Centro de Pesquisas e Estudos Ambientais (CPEA), Sérgio Pompéia, que representa a empresa de consultoria contratada para elaborar o estudo, fez a apresentação dos resultados e mostrou os impactos positivos e negativos desde a implantação do terminal graneleiro em Santarém.
Pompéia disse que “os principais impactos que visualizamos durante a elaboração do estudo são aqueles já conhecidos e apontados pelas entidades sindicais e todas as pessoas entrevistadas, tais como a interferência na paisagem urbana, do aspecto arqueológico que a região do porto como um todo é rica, além de medidas pontuais de controle de poluição e tráfego” .
Mitigações
Para compensar os impactos negativos causados com a implantação do Porto Graneleiro, Pompéia apresentou programas que visam reduzir tais situações como medidas preventivas contra o desmatamento e a qualidades da água na área de influência do porto. “Desde a migração de pessoas da área rural para as periferias da cidade de Santarém e a necessidade de encontrar medidas de recuperação da área de lazer que a praia da Vera Paz oferecia, assim como uma possível poluição do ar e das águas naquela área foram avaliadas, e programas de recuperação foram traçados a fim de possam compensar os impactos”, finaliza o diretor do CPEA, avaliando que até o final do ano, as audiências públicas poderão ser realizadas.
Insatisfação
Mais de 500 pessoas foram ouvidas e contribuíram para a elaboração do EIA/RIMA, dentre elas entidades sindicais, Organizações Não-Governamentais (ONG’s) e outros segmentos da sociedade civil organizada de Santarém.
Entretanto, o EIA/RIMA, não satisfez os membros de entidades que lutam pela preservação do meio ambiente. Para eles, é preciso que os dados sejam averiguados e o estudo seja avaliado pela população. “Infelizmente ficou vazio. Faltaram dados concretos.”, disse o coordenador da Frente de Defesa da Amazônia, Padre Edilberto Senna, que solicitou a CPEA que distribua o EIA/RIMA a população antes de serem realizadas as audiências públicas.
Aspecto Legal
No início de 2007, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) fechou o porto graneleiro cumprindo determinação judicial. Semanas depois, a empresa conseguiu reverter à situação e reabriu porto graneleiro, sendo obrigada a realizar Eia-Rima que começou a ser feito também no passado.
De acordo com o diretor de Portos da Cargill, Afonso Champi, a empresa nunca se negou a elaborar o EIA e muito menos trabalhou sem licença ambiental. “A verdade é que existem vários tipos de estudos, tanto é que na época em que o porto foi instalado aqui nós fizemos o PCA. A empresa não pode chegar à cidade que quiser e montar um porto. Temos normas a seguir”, contou.
Por outro lado, Hermes Angnnoni, diretor da empresa, diz que Eia-Rima está sendo desenvolvido com rapidez, a fim de cumprir o acordo feito durante a decisão de segunda instância, em que é preciso entregar o documento no prazo de 180 dias após o julgamento final, que ainda não aconteceu. “Considerando toda essa situação a Cargill está se antecipando a discussão judicial que corre paralelamente no sentido de estar atendendo a legislação”, disse Hermes Angnnoni.
Maria multada em mais de 150 mil reais
Em uma das duas peças exibidas na televisão a prefeita aparece a bordo de um ambulância do SAMU e noutra faz um mensagem pessoal em homenagem ao dia das mães.
Celpa na alça de mira
De posse de uma pesquisa de opinião, a associação comercial vai chamar o MP e o Procon e solicitar que esses órgãos ingressem com uma ação civil pública contra a concessionária de energia para ressarcimento dos prejuízos que os empresários alegam sofrer diante das contantes oscilações de energia fornecida pela Celpa.
Adeus
Estatística demonstra que uso do telefone no trânsito provoca desatenção
"Cabe a nós fazermos a notificação e encaminharmos ao Detran", diz a Tem. Marnilza do PTRAN em Santarém. Segundo ela quando o motorista é abordado por causa do uso do celular sempre justifica que precisou fazer um contato rápido e urgente. Nesse momento o policial emite a notificação ao Detran que comunica ao condutor. Caso este não apresente recurso sofre as sansões previstas em lei que prevê a perda de pontos na carteira de habilitação e pagamento de multa.
Normalmente o motorista flagrado falando ao celular enquanto dirige recebe duas notificações. Por utilização do aparelho e outra dirigir somente com uma das mãos ao volante. Cada uma das notificações implicam na perda de 4 pontos na carteira e o pagamento de R$ 85,00 de multa, previsto nos incisos 5° e 6° do artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro. Depois de 10 anos o motorista ainda não conseguiu mudar sua cultura de não respeitar as leis vigentes.
Negligência
Os resultados da pesquisa do Detran ajudam a delinear o perfil negligente e imprudente do condutor paraense. O uso do aparelho na direção influencia negativamente na tomada de decisões e potencializa a distração do condutor, aumentando as ocorrências de acidentes, sobretudo as batidas por trás. Existem no mundo 13 tipos de distração e o uso do celular aumenta a desconcentração em quatro delas: a cognitiva, a visual, a auditiva e a motora.
Segundo a pesquisa do Detran, de cada 10 condutores entrevistados, oito levavam o celular ligado no veículo, sempre na expectativa de atender o aparelho como de fazer uma chamada ao conduzirem o carro. Risco de acidente na certa.
Juruti: o sentido do desencontro
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Henry Ford nunca colocou os pés nos dois lotes, com 1,2 milhão de hectares, que recebeu do governo do Estado no vale do rio Tapajós, em 1927, para plantar seringueiras e produzir borracha. A Ford, a mais poderosa empresa internacional da época, permaneceu na área durante 18 anos e acabou se retirando, em 1945, sem ter conseguido viabilizar a plantação, nem a visita do seu proprietário.
Outro americano, Daniel Ludwig, esteve várias vezes no vale do Jari, entre 1967 e 1982, para ver seu latifúndio, que imaginava ter 3,6 milhões de hectares (não tinha), onde plantou árvores e produziu caulim e celulose. Mas nunca conversou com os moradores locais. Pelo contrário: comprou suas posses e afastou-os das terras, nas quais se estabeleceram muito antes para coletar castanha e produzir borracha.
A Alcoa, maior produtora mundial de alumínio, no mercado há mais de um século, não é mais uma empresa de um dono só, como a Ford foi sob o comando do seu fundador ou a Jari de Ludwig. É uma corporação societária que, por buscar parte do seu capital na bolsa de valores, através da venda de ações, está sujeita a mudar de comando por conta do mesmo mecanismo, ainda que seus controladores queiram continuar no negócio (ver Jornal Pessoal 422).
A alta cúpula da Alcoa já esteve em Juruti, onde implanta uma nova mina de bauxita, três vezes, com escala em Belém. A mais recente excursão foi no final do mês passado. Vieram o cidadão brasileiro que estava deixando a presidência executiva, Alain Belda (que faz carreira na empresa há quase quatro décadas), o seu substituto, o americano Klaus Kleinfeld, e o presidente da empresa para a América Latina e o Caribe, Franklin Feder.
Feder saiu de São Paulo, mas Belda (agora na presidência do conselho de administração) e Kleinfeld se deslocaram de Nova York. Eles se atrasaram duas horas para o encontro agendado pela própria Alcoa com os moradores de Juruti Velho, que resistem ao empreendimento. O atraso foi considerado um desrespeito às 40 comunidades da região, vizinhas da mina, da ferrovia e do porto, que a multinacional americana está construindo. Os moradores esperaram apenas a chegada da comitiva e anunciaram o cancelamento do encontro. Não voltaram atrás, apesar dos pedidos de desculpas apresentados por Feder e sua insistência para que a reunião fosse mantida.
Os comunitários alegaram que os dirigentes da Alcoa deram prioridade à visita à mina e à conversa com empreiteiros e fornecedores, ao invés de cumprir o horário marcado com os habitantes de Juruti Velho. Passaram pelo local no caminho da mina, sem considerar os prejuízos que causariam aos convidados, que precisariam retornar à noite para suas casas, numa navegação difícil pelo Amazonas. Se a conversa fosse mantida, o tempo disponível seria curto demais para possibilitar questionamentos. Os moradores, referendados pelos representantes do Ministério Público, que estavam no local, pareciam interpretar a ação da Alcoa como cerceamento e manipulação. Mais um desrespeito na conta das relações da corporação com os tradicionais habitantes da região.
É possível que eles tenham razão e, mesmo sem essa intenção deliberada, o atraso da Alcoa represente uma desconsideração da poderosa multinacional pela própria região na qual vai ampliar sua presença (é co-proprietária de uma fábrica de alumina e alumínio em São Luís e sócia na mineração de bauxita do Trombetas), agora sozinha no controle do empreendimento. Tomar literalmente essa interpretação como verdadeira, porém, seria atribuir um atestado de burrice e incompetência a uma empresa internacional que, no caso do projeto Juruti, vem se empenhando em mudar sua imagem. É flagrante a contradição entre a decisão de deslocar a cúpula da empresa para o sítio da mina, de uma forma raramente vista nos sertões amazônicos (ou sem antecedente mesmo), e o grosseiro desprezo para com os convidados, já tão predispostos contra o projeto.
O erro foi cometido e é indisfarçável. Deixa escapar um vício de procedimento dessas poderosas corporações econômicas, centradas em seu poder, metropolitanas na mentalidade, que a cosmética relações públicas pode apenas atenuar. Ainda assim, os habitantes de Juruti Velho e seus assessores não deviam simplesmente atirar ao lixo, como falsa e imprestável, a iniciativa da alta diretoria da Alcoa de ir à área e se expor aos riscos de um debate. Esse gesto tem seu valor e não deixa de ser um sinal de mudança.
Qualquer pessoa que evita seus inimigos e adversários apenas porque eles são seus antagonistas se privará de um aprendizado valioso e estará ainda mais exposta ao enrijecimento mental e ao empobrecimento intelectual. O contato com o oposto (e mesmo com o indesejado) é mais instrutivo do que parece. Pode até reforçar as idéias que já se tinha antes, mas certamente elas ficarão mais afiadas, com melhor fundamentação, mais próximas do melhor possível e mais distantes do falsamente melhor. Quem não precisa de debate, polêmica e controvérsia pode até continuar carregado de certezas, mas elas serão tão valiosas quanto uma pepita de pirita, o ouro dos tolos. Uma mente rígida cria uma inteligência granítica, refratária à realidade – e, em especial, ao novo, o motor da história.
As riquezas amazônicas que já não sendo exploradas (e a uma velocidade espantosa) estão guardadas em algum lugar, à espera de revelação e uso. Não as protegeremos com muralhas da China nem sentando sobre elas. Se agirmos assim, o que é nosso solo frágil (mas ricamente recoberto de vegetação, em torno da qual gravita diversidade de vida sem igual no planeta) e nosso subsolo portentoso poderá virar miragem ou se tornar nosso túmulo. Mesmo que seja para protegê-lo, precisamos olhar nos olhos quem supomos ameaçar nosso patrimônio para verificar, com nossa inteligência, bom senso e instintos, se é, de fato, nosso inimigo, que tipo de inimigo é e se podemos obrigá-lo a incorporar nosso mundo e nossos direitos, sem desvirtuá-los ou destruí-los.
Como na lenda indígena, a noite pulou para fora do caroço de tucumã quando alguém o abriu. A tarefa, agora, é conhecê-la e dominá-la. Para que nos permita escrever uma história melhor do que a que está em curso. Se não, será apenas noite, sem qualquer simbolismo iluminador.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Juiz libera candidaturas
As duas candidaturas foram impugnadas tanto por uma quanto por outra coligação adversária.
Prorrogado prazo de inscrição em concurso da PRF; vai até quarta-feira
O concurso público visa ao preenchimento de 340 vagas no quadro de policiais rodoviários federais, sendo 194 para o estado do Pará e 146 de Mato Grosso. A seleção compreenderá duas etapas.
A primeira terá quatro fases, com prova objetiva e de redação, exame de capacidade física, exames médicos e avaliação psicológica. A segunda consistirá no curso de formação profissional. A escala de trabalho será em regime de revezamento, com carga horária de 40 horas semanais, e remuneração inicial de R$ 5.238,94.
O edital completo do concurso está disponível no site do Cespe.
(Fonte: Agência Brasil)
Deputado-candidato-deputado
Dieta
Maria desde o mês passado luta para controlar o diabetes.
Feira sem shows e brindes
Soja é a cultura que mais sofrerá com aquecimento global
Dos problemas trazidos pelo aquecimento global, o mal-estar causado pelo calor excessivo será o menor para o Brasil. À medida que o termômetro subir, baixará a produção agrícola. Das nove principais culturas, só duas escaparão sem danos das mudanças climáticas. O maior estudo já realizado no país sobre o impacto do aquecimento global sobre a agricultura prevê perdas severas, a partir de 2020. Os cientistas estão certos de que a produção de alimentos será afetada. As perdas estimadas começam com R$ 7,4 bilhões em 2020 e podem chegar a R$ 14 bilhões, em 2070.
- A soja será a cultura que mais sofrerá e, com ela, o nosso PIB — diz Eduardo Delgado Assad, da Embrapa Informática Agropecuária, e um dos coordenadores do estudo "Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira", que será apresentado hoje, no VII Congresso Brasileiro de Agribusiness, realizado pela Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), em São Paulo.
Cientistas da Embrapa e do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp analisaram os efeitos das mudanças climáticas sobre algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja, além de pastagens e gado de corte. As culturas escolhidas representam 86,17% da área cultivada no Brasil.
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