segunda-feira, 15 de junho de 2009

Dano a veículo de jornalista é tentativa de intimidação ao jornal O Estado do Tapajós


O automóvel Siena dos diretores do jornal O Estado do Tapajós teve os parabrisas destruídos por dois elementos desconhecidos, na noite da última quinta-feira, quando o veículo se encontrava estacionado em frente à residência do jornalista Miguel Oliveira, no bairro do Santíssimo. Dois elementos apertaram o botão da campanhia da residência do jornalista, que é o editor-chefe do jornal.

Ao serem atendidos, perguntaram se o jornalista se encontrava em casa. Um dos elementos chamou o morador para fora da garagem a fim de “lhe apresentar um amigo”. Após o morador não atender o convite e regressar ao interior da residência, os elementos danificarm os vidros traseiro e dianteiro do veículo.

Vizinhos confirmam que após o dano, a dupla deixou o local em disparada para lados opostos. O vandalismo ocorreu meia hora após site do jornal publicar nota sobre o secretário de agricultura Osmando Figueiredo.

Em nota publicada na Coluna do Estado, a direção do jornal considera o ato covarde e intimidatório e sustenta que a ação faz parte de uma tentativa de intimidação aos diretores do jornal que se mantém independente diante da administração municipal que está retornando ao poder.

A direção de O Estado do Tapajós ressalta que, "se os mentores e executores desse atentado pensam que este jornal se deixará intimidar, estão muito enganados. Atos como esse só reforçam o sentimento de que O Estado do Tapajós precisa continuar prestando um relevante serviço à sociedade santarena, que é o da veiculação da boa informação".

A direção do jornal já registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia e o pedido de realização de perícia, o que já foi executada na manhã da última sexta-feira.

Por fim, a nota sustenta que " o jornal vai manter sua linha de independência, pois vai permanecer sempre ao lado dos interesses de seus leitores".

domingo, 14 de junho de 2009

Pará lidera queda na arrecadação do ICMS

Ronaldo Brasiliense

O crescimento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMs) no Estado do Pará em 2008 foi de 14,05%, bem abaixo da média nacional, que chegou a 18,4% segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

O Pará, que perdeu a sede da Copa do Mundo de 2014 para o Amazonas, também perde de longe em arrecadação do principal imposto estadual: o Amazonas apresentou o maior índice de crescimento do País: 24%, ou mais de R$ 900 milhões a mais do que o arrecadado em 2007.

Enquanto o Amazonas arrecadou R$ 4,6 bilhões, a arrecadação do Pará – Estado que tem um terço da população da Amazônia brasileira – ficou em apenas R$ 4,1 bilhões. Pouco mais de R$ 500 milhões do que o total de ICMS arrecadado em 2007, o primeiro da administração petista/peemedebista da arquiteta Ana Júlia Carepa.

O Pará também foi superado em arrecadação pelos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (R$ 4,7 bi e R$ 4,3 bilhões, respectivamente) e ficou ainda mais distante de Goiás, que chegou a uma arrecadação recorde de R$ 6,1 bilhões, com um crescimento de 17,44% em relação a 2007.

Viagem de Odair paa o Suriname é barrada

Do Espaço Aberto, sob o título abaixo:

Faltam diárias e passsagens para Odair, o vice, viajar

O Diário do Pará, em sua coluna "Repórter Diário", na edição deste domingo, publica duas notas que são simplesmente inacreditáveis.

Informam, em resumo, que o vice-governador, Odair Corrêa, não pôde viajar para o Suriname, onde participaria de reunião de cúpula do Programa de Cooperação Transfronteiriça, implementado com verbas do governo francês, porque simplesmente não havia dinheiro para pagar as passagens aéreas e as diárias dele e dos que o acompanhariam, uma vez que o governo está, como se sabe, em fase de contenção de despesas.

Odair não teve como participar de um evento que, segundo o jornal, poderia representar ganhos financeiros consideráveis para o Estado.

É inacreditável.

Contenções de despesas são bem-vindas – inclusive em tempos de vacas gordas.

Não pode haver contenção de despesas, todavia, quando o Estado, que está com os cofres no ralo, pode tirar proveitos econômicos estratégicos.

Quem é, afinal, o mago das finanças do governo do Pará que não se dá conta disso, hein?

Com todo o respeito.

Lamentável; Carlos Jeha Kayath

É inacreditável que no Estado do Pará, em pleno século XXI, ainda ocorram fatos como o atentado sofrido pelo jornalista Miguel de Oliveira. A tentativa de agressão pessoal que se transformou em dano à propriedade só pode ser produto de mentecaptos, que acreditam na impunidade e se escondem na sombra de seu falso Poder.

Não percebem como são patéticos.

Nossa solidariedade ao Miguel e ao povo trabalhador de Santarém.

CJK

Repulsa a essa igonomínia: Lúcio Flávio Pinto


Miguel,

É uma lástima que a divergência seja tratada através da violência. Tu e o teu jornal lidam com informações e idéias. É assim que devem ser tratados também. À crítica, que se responda com esclarecimentos, quando se trata de assunto de interesse público, como o que constitui a pauta da imprensa. O jogo do contraditório, num clima de tolerância, é vital à democracia. Se os santarenos querem que assim continue a ser, devem repudiar o ato irresponsável e violento que te atingiu. A repulsa a essa ignomínia deve impedir que ela fique impune e se alastre. Conta com a minha solidariedade.

Lúcio Flávio Pinto

ONG’s internacionais emperram economia do Pará

Os setores pecuário e madeireiro, juntos, geram divisas para o Estado na ordem de R$ 9 bilhões/ano. O pecuário, apenas na produção direta (carne, couro, ossos e vísceras) gera um volume de R$ 6 bilhões, o que representa 14% do Produto interno Bruto (PIB) paraense. É o único que está presente em todos os 143 municípios paraenses. Já a madeira internaliza uma receita na ordem de R$ 3 bilhões e hoje é a principal atividade econômica em 40 municípios do Pará.


Esses dois setores vêm sofrendo nos últimos meses um engessamento originado de um problema comum: os entraves decorrentes da falta de sustentabilidade ambiental e, principalmente, de legalização fundiária em várias áreas, que acabam se refletindo diretamente na produção de madeira e de gado. A situação se agrava com a atuação constante de ong’s internacionais que, desconhecendo a realidade local, ajudam a piorar a situação.

Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faepa) avalia que a ação civil pública ambiental movida pelo Ministério Público Federal que obriga grandes redes de supermercados do Brasil a não comprar gado criado em terras paraenses onde a floresta tenha sido derrubada para dar lugar a pastagens, é equivocada. “O MPF errou. Nas propriedades citadas o desmatamento foi legal e isso será provado na hora em que a Justiça Federal analisar o caso”, disse o empresário, revelando que a federação já reuniu com o Ministério da Agricultura e com a Comissão de Agricultura da Câmara Federal para tratar do assunto.

Xavier disse ainda que através do Instituto Alerta Pará, formado por entidades empresariais e de trabalhadores, sindicatos e instituições de ensino e pesquisa, o setor vem buscando implementar boas práticas de sustentabilidade ambiental. “A governadora já saiu em defesa do setor produtivo. Essa ação do MPF pode gerar um caos social que será difícil de corrigir. Não podemos aceitar que pessoas de fora emperrem nossa economia”, dispara, numa alusão a atuação das ong’s.

Francisco Victer, presidente da União das Indústrias Exportadoras de Carne no Pará (Uniec) lembra que a agropecuária é um dos setores que mais gera riquezas para o Estado e deixou de ser uma atividade dos grandes proprietários. “Hoje 70% do rebanho do Pará está em propriedades com menos de 300 hectares, sendo que consumimos aqui apenas 30% do que consumimos, ou seja, 70% é exportado”.

Na medida em que a grande rede varejista do Pará e do país deixa de comprar das indústrias paraenses, a produção tende a se estagnar. “Sem ter para quem vender, não há produção. Dessa forma, as indústrias vão parar e empregos deixarão de ser gerados”. A Uniec cobrará do Estado uma ação junto ao MPF para esclarecer essa situação e que continue com o Zoneamento Econômico-Ecológico que fará a regularização fundiária no Pará.

SETOR MADEIREIRO - Justiniano Neto, presidente do Conselho de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado (Fiepa) e diretor-executivo da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado (Aimex) ressalta que ainda é muito cedo para analisar a nova gestão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), mas a expectativa é boa. “O setor produtivo quer e luta para trabalhar na legalidade. A crise financeira internacional é contornável, mas precisamos resolver a nossa crise interna para que possamos operar numa base sustentável”.

Ele diz que o setor produtivo está emparedado entre uma legislação rigorosa, um Ministério Público que, com razão exige que a Lei seja cumprida e a incapacidade do Estado de estruturar órgãos ambiental e fundiário para atender a demanda de licenciamento ambiental dos setores produtivos. (Diário do Pará)

Bandidagem: Jubal Cabral Filho

Elementos desconhecidos perpetraram mais uma cena de impunidade em Santarém: depredaram os pára brisas do veículo de Miguel Oliveira, editor-chefe do jornal e do blog O Estado do Tapajós.
Selvageria. Desconforto familiar.

São, no mínimo, estes os sintomas desta atitude de desordeiros - que não devem ser santarenos - que tentam intimidar quem escreve e é contra ou a favor de uma atitude política ou passional nestas terras oestianas.

'Tá na hora de dar um basta nestas situações!
'Tá na hora de parar de prender os "ladrões de galinha" e ir pra cima dos verdadeiros meliantes para reprimir estes delitos.
Neste momento não importa só quem foi, mas quem mandou.

O Agonia se solidariza com o Miguel para que não se deixe passar esta intimidação
.

Jubal Cabral Filho

sábado, 13 de junho de 2009

Astutos e covardes: Paulo Cidmil


Prezado Miguel Oliveira,


Em Santarém se faz necessário um movimento bem amplo, que envolva todo o sistema de ensino, do fundamental às universidades, toda a sociedade civil organizada, os meus culturais e sem duvida a imprensa, para discutir o valor e a importância da democracia, da diversidade cultural e do direito que todo cidadão tem de expressar seu pensamento.


A discussão politica em Santarem, longe de ser um instrumento para os avanços e conquistas da sociedade, virou um palco de “torcidas” onde os astutos e covardes manipulam os estupidos e de pouca compreensão, que agem como misseis teleguiados com o intuito de calar quem se manisfesta livremente.


Conte sempre comigo para divulgar e repudiar esse ato de opressão.


Um grande abraço e não dessista. Imprensa livre é sinônimo de Democracia.


Paulo Cidmil

Truculência e bandidagem: Dayan Serique

Me solidarizo a Miguel pela agressividade sofrida. Sei bem o que é isso, minha história em Itaituba foi marcada por intimidações e agressões covardes, mas nunca me curvei e tenha certeza Miguel, que repudio qualquer forma ou mecanismo de tentar silenciar aqueles que manifestam seu livre pensamento.

A liberdade do livre pensar e se manifestar jamais poderá se curvar diante da truculência e da bandidagem.


Dayan Serique

Barbárie: Paulo Bemerguy

Sobre o atentado sofrido pelo jornalista Miguel Olveira, editor-chefe de O Estado do Tapajós, o jornalista santareno Paulo Bemerguy escreveu em seu blog Espaço Aberto:

Jornalistas, todos nós, precisamos ter paz e segurança para trabalhar.
Jornalistas de Santarém, idem.
E todos os que se opõem ao que jornalistas informam têm todo o direito de resolver pendências – civilizadamente.
Fora disso, é a barbárie.
É o olho por olho.
É a volta do tempo das cavernas, enfim.
Queremos isso?

Ataque a jornalista em Santarém: Franssinete Florenzano

O Estado do Tapajós denuncia que os parabrisas de seu automóvel foram destruídos por dois desconhecidos, na noite da última quinta-feira, quando o veículo estava estacionado em frente à residência do jornalista Miguel Oliveira, editor-chefe do jornal, no bairro do Santíssimo, em Santarém. Dois homens apertaram o botão da campainha da casa. Ao serem atendidos, perguntaram se o jornalista se encontrava. Um deles o chamou para “lhe apresentar um amigo”. Como o convite não foi atendido, danificaram os vidros traseiro e dianteiro do carro. A direção do jornal registrou Boletim de Ocorrência na polícia e a perícia já foi executada ontem de manhã.
O blog deplora a ação e reforça os pedidos de providências. Não é possível que a imprensa continue sendo vítima da falta de garantias à livre manifestação do pensamento.
(http://www.uruatapera.com/blog/blog.asp)

Conduta criminosa: Sábatto Rossetti

O advogado Sábatto Rossetti encaminhou email ao Blog do Estado se solidarizando com os diretores do jornal O Estado do Tapajós diante do ataque covarde sofrido por seus diretores:


Miguel

Conte com a minha solidariedade e apoio no que for preciso para fazer com que a autoria seja comprovada.
Recentemente um blog foi alvo de medidas judiciais por conta de suas opiniões. e toda a blogsfera se solidarizou diante da medida.Agora foram mais longe.
Agora é um ato contra a vida, com típico cenário de crime de encomenda onde a vítima teve a serenidade de não sair de casa. Sabe Deus o que poderia ter acontecido.
A sua vida está em risco por conta do livre exercício profissional, que embora tenha garantia constitucional, vivemos uma fase de faz de conta, pois o que diz a Constituição Federal, não vale para os inquilinos do poder (municipal, Estadual e federal).
A conduta desses criminosos lembra os crimes praticados na época da ditadura quando se revidava com violência jornais e emissoras de rádio contrárias aos que se achavam dono de tudo, até dos governantes. O autoritarismo está de volta com o projeto de poder que todos estamos testemunhando.

É fato que isso prova que o crime organizado busca intimidar a imprensa e a informação para que o povo em geral, e no caso o local, não tenha acesso ao que os que se acham poderosos estão mandando e desmandando.

Com essa conduta desses elementos típica de assassinos de aluguel, sorte sua não ter saído de casa, naquele momento, As autoridades constituídas tem o dever de promover com rigor a apuração desses fatos, em respeito a sociedade paraense e ao livre exercício da profissão do jornalista.

Um crime dessa natureza, não é um simples atentado contra Miguel Oliveira, mas um crime contra a liberdade de imprensa, contra a liberdade odo cidadão comum, um crime contra todos nós, paraenses e brasileiros.

Sábato
Giovani Megale Rossetti

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós

SEDUC NÃO DISPÕE DE PRÉDIOS PARA REMANEJAR CERCA DE 5 MIL ALUNOS

MARIA TOMA POSSE E LOTEIA SECRETARIADO

EX-PREFEITO, TAPAJÓS DIZ QUE COM ELE SANTARÉM VIVEU EM PAZ

O ESTADO DO TAPAJÓS NÃO SE INTIMIDARÁ

SÃO JOÃO ANIMADO E CARO EM SANTARÉM

Hélcio Amaral: O artesanato amazônico e o futebol

Lúcio Fávio Pinto: Pará: Para baixo

PROFESSORES CONDICIONAM VOLTA ÀS AULAS À DECISÃO DO COMANDO EM BELÉM

MP PEDE FECHAMENTO DE USINA DE ASFALTO


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Maria toma posse


A prefeita Maria do Carmo faz o juramento solente, após ter sido empossada pelo segundo vice-presidente da Câmara de Santarém, vereador Emir Aguiar.

A cobertura da posse de Maria e José Antônio Rcoha estará amanhã nas páginas de O Estado do Tapajós.

Foto: Suzana Pinto/O Estado do Tapajós

Enchente provoca queda de 60% no turismo receptivo

Suzan Pinto
Repórter

A enchente em Santarém afasta os visitantes e até mesmo os que vivem na cidade não procuram mais pelo passeio a bares e restaurantes pelo fato de o acesso a esses locais está precário. O gerente, Douglas Souza, de um dos bares restaurante da orla vive o reflexo da crise e dos impactos da enchente. De com o gerente, no sábado, 30, a água invadiu a calçada do bar e a situação que já estava difícil ficou ainda mais preocupante.


O movimento teve uma queda de mais de 70% sendo que a maioria dos freqüentadores é de visitantes que no momento evitam a estada na cidade. "Nós pensamos em fechar, mas ainda está dando para funcionar, no final de semana o movimento era triplicado, mas agora se olha para orla e se vê apenas pescador", disse.


Em outro restaurante localizado na orla da cidade o serviço teve que ser suspenso, a funcionária Marileuza Ferreira diz que desde o dia 10 de maio o restaurante deixou de funcionar, pois o movimento decaiu consideravelmente em conseqüência da dificuldade de acesso ao local que está alagado. O desconforto causado pela sujeira trazida pela enchente não permitiu que espaço continuasse funcionando.


O reflexo da crise causada pela enchente se estende para diferentes setores. As agências de turismo já não recebem pedidos de contrato para pacotes de visitas e reservas de passagem. Na agência onde Neide Noronha trabalha há quatro anos, a procura por visitantes em relação ao ano passado chega a 80%.

"Nós informamos ao cliente as condições da cidade, se ele quiser visitar uma praia não é possível, assim como para prédios históricos ou uma região ribeirinha existem dificuldades de acesso e sabendo disso, o visitante desiste de vir par a cidade", afirma a consultora. Nesta agência, os serviços com pacotes turísticos para grupos estrangeiros reduziram drasticamente, ela diz que até o momento nenhum grupo de turistas está previsto para visitar a cidade, a reserva registrada é marcada para agosto.

A consultora de viagens de uma agência de turismo que trabalha com recepção de visitantes, a queda pela procura ultrapassa 60%.

As agências deixaram de registrar reservas em hotéis que também foram gravemente afetados, sobretudos os localizados na extensão da orla. Em cinco hotéis localizados no centro próximo à orla, constatou-se que a queda no movimento ultrapassa 90%. O alagamento da Avenida Tapajó e as condições de acesso aos hotéis afastaram o hospede, em alguns hotéis a água invade todo o piso inferior como é o caso do hotel de José Antônio Pereira, onde tem a disposição 11 quartos, mas apenas dois estão ocupados, a maioria dos clientes desses hotéis é representante de lojas e vendedores, e como o comércio está em crise outros setores ligados à economia consequentemente são afetados. "A frente do hotel está cheia de água, foi preciso colocar ponte par chegar até a escada, por isso quase não tem movimento desde abril e o faturamento não dá nem pra contar quanto chega o prejuízo, mas passa de 80% de perda em relação ao ano passado", declarou o dono do hotel.

O Estado do Tapajós circula amanhã

O jornal O Estado do Tapajós estará amanhã nas bancas com o completo noticiário da posse da prefeita eleita Maria do Carmo e das tentativas do governo de abafar a instalação da CPI da Saúde na Câmara de Vereadores.

A edição de sábado vai reafirmar que o jornal não se intimidará diante de pressões espúrias ou ameaças e vai manter sua independênca editorial que o faz líder no segmento de veículo impresso na região Oeste do Pará.

São Francisco pode disputar segunda divisão do estadual

O São Francisco está se aliando ao Clube do Remo para disputar, em outubro, a segunda-divisão do campeonato paraense.

Se tiver sucesso, o Leão poderá disputar o seletivo do Parazão 2010.

Mas será que o diretores do São Francisco não estão colocando a carroça na frente dos bois?

Lúcio Flávio Pinto: Prodígio explorado

A menina paulista Maísa Silva é uma dádiva, um presente raro de Deus (para uns) ou da natureza (para outros). Aos 4 anos cantava com desenvoltura num programa de televisão secundário, o de Raul Gil. Sílvio Santos a “roubou” para o SBT. Por acaso a vi no seu programa de sábado e me deslumbrei com sua rara combinação de virtudes e qualidades. Mesmo sendo autêntica menina prodígio, com um domínio perfeito de cena e de seu poder, era espontânea, uma verdadeira criança, sem aquela chatice que pais babões ou interesseiros fazem surgir em suas crias excepcionais por excesso de atenção e cuidados.

Parecia que, finalmente, a TV não embotaria, mutilaria e destruiria uma pérola que foi jogada sobre seu chiqueiro. Até que o dono e feitor do SBT começou a manipular e a explorar a sua “companheira de trabalho”. O excesso provocou a intervenção do Ministério Público Federal, que quer punir o apresentador-ventríloquo e preservar a menina, que acaba de completar 7 anos. Espero que a iniciativa seja bem-sucedida e Maísa escape da máquina de triturar gente. Voltando a nos encantar e alegrar.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Osmando mantém laranjas em locadora para mamar nas tetas da prefeitura


Antes era o filho Bruno Paraíba que aparecia como sócio da locadora de Osmando Figueiredo. O nome do filho constava do contrato social da empresa para que o pai pudesse receber uma dinheirama da prefeitura pelo aluguel de carros.

Com a eleição de Bruno, agora é um irmão de Osmando quem é o testa de ferro da locadora que todo mundo sabe na cidade que é de propriedade do secretário de agricultura, aliás, que funciona no mesmo prédio do escritório de advocacia do titular da Semab.

Não está mais do que na hora do Ministério Público entrar em cena e acabar com essa triangulação que Osmando utiliza para auferir recursos públicos?

Maria se recusa a ser empossada por Nélio Aguiar

No final da sessão de quarta-feira, que acabou sem quorum porque a bancada da situação fugiu do plenário da Câmara para impedir a leitura do requerimento de instalação da CPI da saúde, o presidente Nélio Aguiar foi procurado pelo advogado José Olivar Azevedo que se dizia mensageiro de um apelo do prefeito José Maria Tapajós para que este declinasse da prerrogativa de presidir, na sexta-feira, a sessão de posse da prefeita eleita Maria do Carmo.

Tapajós já havia sido desaconselhado por assessores jurídicos a reassumir a presidência da Câmara para poder empossar Maria e fez chegar aos ouvidos de Nélio que a prefeita eleita se 'sentia constrangida' a participar da solenidade porque o vereador havia se desligado de sua bancada de apoio no legislativo municipal e migrado para a oposição.

O Blog do Estado conversou com Nélio Aguiar no final da tarde de hoje. Ele se encontra em Belém e só voltará a Santarém no sábado, após a posse de Maria. " Eu não vou causar constrangimento para ninguém. Preferi passar o cargo para o segundo-vice presidente, o vereador Emir Aguiar, que dará posse à prefeita", confirmou.

Liminar que obriga Seduc a remanejar alunos pode ser inócua

Alunos de 6 escolas estaduais em Santarém - Plácido de Castro, Álvaro Adolfo, Olindo do Carmo Neves, Nossa Senhora de Guadalupe, Gonçalves Dias e Frei Othmar- terão que ser remanejados pelo governo Ana Júlia em 60 dias, para outros prédios, por decisão do juiz Gabriel Veloso, em atendimento a duas liminares ajuizadas há poucos dias pelo MP (Ministério Público) do Pará em Santarém.

Em caso de descumprimento da ordem judicial, o magistrado estabeleceu multa diária de R$ 30 mil.

Mas o remanejamento dos alunos pode se tornar inviável no prazo estabelecido pelo juiz Veloso uma vez que não ha disponibilidade de imóveis na cidade com capacidade de abrigar milhares de alunos das seis escolas interditadas pela decisão judicial.

O juiz Gabriel Veloso determinou o prazo de 60 dias, incluindo o mês de julho, para o remanejamento dos alunos das escolas Plácido de Castro, Álvaro Adolfo, Olindo do Carmo Neves, Nossa Senhora de Guadalupe, Gonçalves Dias e Frei Othmar.

De acordo com a decisão, o Estado deve providenciar no prazo de 60 dias o remanejamento dos alunos, sem prejuízo de carga horária e da qualidade de ensino. Em caso de não ser possível a transferência para outros centros, devem ser providenciados prédios provisórios para o funcionamento das escolas. O juiz apreciou imediatamente esse pedido de liminar, devido ao risco de vida dos alunos e professores, por conta dos problemas estruturais dos prédios.

Quanto aos demais pedidos do MP, incluindo a determinação de prazo de 90 dias para o inicio da realização das obras, Gabriel Veloso só deve apreciar após decorrer o prazo legal para contestação do Estado, por envolver questões orçamentári
as.

(Da redação, com informações do Ministério Público do Pará/Baixo Amazonas)

Quem pagou a conta?

Comentário do leitor Antenor Giovaninni sobre o post "De onde veio o dinheiro?"

Sr Editor

Nada a contestar quanto a luta da prefeita em querer reconquistar seu lugar que foi dado através do voto popular,ou seja, da forma mais democratica. Sua luta merece aplausos pela persistencia. Porém, essa questão de gastos merece atenção tal qual a função dos seus secretários que participaram dessa blitz em Brasilia. Tais senhores são funcionários da prefeitura ou da prefeita? Ela afastada era tão somente uma candidata/municipe eleita atrás dos seus direitos e os seus ex-secretários (naquele momento) deveriam estar de plantão em seus gabinetes em Stm? Ou estou errado?

Seus salários foram descontados por falta ao trabalho como qualquer servidor que bate o cartão e nao comparecem ao trabalho? Ou isso nao vale para Stm. O governo era provisório e os secretários continuavam subordinados à prefeita e nao precisavam dar satisfações de suas viagens. de suas faltas e de suas preocupações? Entendo que o ex-prefeito sr José Maria deveria explicar essa situação, afora essa questão exposta do dinheiro que foi gasto. Quem afinal pagou a conta?


Antenor Giovannini

De olho nos imóveis

Já está concluso para sentença o processo que tramita na comarca de Santarem no qual a Shell Distribuidora cobra uma dívida colossal da massa falida da Penta Transportes Aéreos.

Os bens dos ex-sócios da Penta, principalmente imóveis, foram arrolados como garantia da dívida e aceitos pelo juízo cível.

Volta de Tapajós à Câmara: tudo a ver com a CPI da Saúde

Já pensou o presidente da Câmara José Maria Tapaós ter que ouvir os discursos da oposição sobre as denúncias de irregularidades no pagamento de supersalários de médicos do Hospital Municipal de Santarém, a partir de segunda-feira?

É que Tapajós como prefeito foi, em última análise, o responsável pelos pagamentos que são considerados ilegais.

Agora, como vererador, vai querer investigar a si próprio?

Só o tempo dirá.

Lúcio Flávio Pinto: Papel: adeus

No dia 1º de julho as resenhas da justiça do Pará migrarão do Diário Oficial, impresso em papel, para a versão eletrônica. A partir desse dia, as consultas só poderão ser feitas através da internet. O mesmo já ocorreu com a versão impressa da justiça do trabalho e da justiça federal. O DO, cada vez mais fino, se limitará a reproduzir os atos oficiais do Estado e dos municípios, além das publicações de obrigação legal das empresas particulares. Sua vida, próxima dos 120 anos, estará ameaçada, por inanição econômica.

Este foi o motivo alegado para o Tribunal de Justiça do Estado se decidir pela extinção do seu diário em papel. A redução de custos é tão evidente que esta parece ser a tendência universal, adotada no ano passado pelos tribunais superiores do país. Mas será motivo suficiente para ser aceito pela sociedade? O acesso à internet ainda não foi universalizado no Brasil e dificilmente o será logo. O serviço também não oferece qualidade e segurança, que poderiam prevenir fatos desagradáveis, como a perda de prazo por eventual impossibilidade de consulta ao site do judiciário, ou outro tipo de falha. Para estar em condição de superar essas circunstâncias, o cidadão precisa contar com retaguarda técnica, que exige dinheiro. Essa assistência está ao seu alcance? Esse ônus poderá se somar às custas judiciais, que estão colocando o povo à distância do melhor atendimento.

Mas há outra questão. A resenha dos procedimentos e decisões da justiça não serve apenas à rotina do seu funcionamento: ela se destina também a assegurar o registro histórico e possibilitar o controle social. A constituição brasileira em vigor reforçou a necessidade da máxima divulgação possível dos atos oficiais, fiel ao princípio da ampla publicidade, que favorece a sociedade. A privação da versão impressa não compromete esse objetivo, que serve à democracia? Não representa uma adesão irrestrita, incondicional e um tanto irrefletida à nova tecnologia, privando o país de uma fonte adicional e necessária de informação e documentação?

Fica a pergunta a quem respondê-la possa. Ou, pelo menos, para impor um rito de passagem a um ato tão categórico como esse.

De onde veio o dinheiro?

De onde terá saído a grana que bancou a despesa das delegações de integrantes do staff da prefeitura de Santarém, em Brasília, durante o período em que rolou o caso Maria do Carmo no STF?

A respostas vai aparecer quando o TCM receber a prestação de contas da administração José Maria Tapajós.

O solitário caiaque


Remador de caiaque observa a 'frota' de barcos de madeira estacionados no rio Tapajós, na orla de Santarém.

Lúcio Flávio Pinto. “Ofir Loyola”: hospital enfermo

Junho chegou na segunda-feira e o Diário Oficial do Estado continuou a anunciar que o médico João de Deus Reis da Silva é o diretor-geral do Hospital Ofir Loyola. Junto com toda a sua diretoria, ele entregou o cargo há mais de três semanas. A decisão foi tomada depois do anúncio do resultado de uma auditoria feita pelo Estado, apontando irregularidades na gestão do hospital, cuja administração foi entregue ao PMDB no acordo político com o PT. No site do governo também não houve alteração, embora a secretária anterior, Laura Rossetti, já tenha sido substituída por Sílvia Cumaru.


A última edição do Diário Oficial de maio publicou diversos aditamentos de contratos para o fornecimento de medicamentos quimioterápicos, antimicrobianos e controlados, que estavam em falta, por isso provocando revolta entre os pacientes e seus familiares, e gerais, além de material técnico-hospitalar.


Um contrato, no valor de 532 mil reais, com a firma M. Dos Santos Brito Comércio, foi prorrogado por mais seis meses, com valor de R$ 530 mil. Outro contrato, para os mesmos fins, assinado com a Brasfarma Comércio de Medicamentos, com valor original de R$ 411 mil, foi igualmente prorrogado por um semestre, aditado para R$ 405 mil. Um terceiro contrato, com a F. Cardoso, de R$ 275 mil, passou a ser de R$ 212 mil por mais seis meses. Todos os contratos foram assinados por João de Deus no dia 13 de maio e publicados no dia 29.


Se são corretas as acusações contidas no relatório da Auditoria Geral do Estado, por que os responsáveis pela má gestão continuam à frente do Hospital Ofir Loyola e seus atos são oficializados, quando há nova titular à frente da Secretaria de Saúde e deve-se deduzir da mudança brusca que a secretária anterior era conivente com os erros?


Não há mais dúvida que houve politicagem da grossa, e da mais torpe, em torno da crise real do setor de saúde, que grassa tanto no Estado quanto no município da capital. Foi o que disse, com todas as letras, o diretor-geral do HOL na edição dominical do Diário do Pará. João de Deus admitiu os graves problemas do hospital, mas os atribuiu a uma autêntica sabotagem, que sofreu por parte dos petistas. Sua verba de custeio, que devia ser de cinco milhões de reais por mês, foi reduzida para R$ 3,5 milhões. As contas feitas pelo próprio jornal não batem com o argumento, mas o discurso é claro: a cúpula do governo tirou o dinheiro necessário para o funcionamento do hospital com a intenção de comprometer sua administração, inviabilizando-a e possibilitando a sua remoção, com desgaste (ainda maior) para o PMDB. O interesse público e as necessidades da população foram ignorados.


A questão é de tal magnitude que impõe aos órgãos superiores ou externos de controle e fiscalização uma atitude drástica para apurar os fatos e corrigir a situação. Com todos os seus problemas e limitações, o “Ofir Lyola” realizou durante o ano passado 415 sessões de radioterapia e mais de 100 de quimioterapia a cada dia, além de 72 diálises diárias. Para a população pobre atingida pelo câncer, que não pode pegar o avião e ir para um lugar civilizado, é a única via de tratamento. Não é possível que perdurem dúvidas sobre lisura do poder público nessa guerra diária pela vida, que requer um alto investimento em recursos materiais (do erário, sem retorno) e em energia humana.


O Ministério Público podia entrar nessa história para apurar, acompanhado por outras instituições representativas da sociedade, as denúncias que têm sido feitas e até criar uma interventoria para reposicionar o hospital na trilha técnica, sem os desvios políticos que criaram ou agravaram sua crise atual. Anos atrás, o Tribunal Regional do Trabalho fez na Santa Casa de Misericórdia uma sólida assepsia e a instituição passou o período seguinte em ascensão.


Não se pode continuar a ouvir o disse-que-disse sobre os quatro aceleradores lineares que, na verdade, seriam dois, um dos quais, transferido pelo Ministério da Saúde no final do governo tucano de Simão Jatene, ainda está encaixotado. À disposição do doente, vítima de uma doença grave e cruel, entretanto, só há um, mas em funcionamento intermitente, sujeito a constantes paralisações. Ou apurar a causa de o hospital de oncologia infantil não passar de um esqueleto, apesar de já se ter esgotado o prazo previsto para a sua conclusão.


Diante da controvérsia instalada, independentemente de se saber se a culpa é do PMDB ou do PT (o que é necessário saber), se a crise tem causa externa ou resulta de um boicote interno, uma coisa já se sabe: o atual governo provou não estar em condições de assumir o desafio que o “Ofir Loyola” representa. A necessidade de uma intervenção na instituição já amadureceu tanto que pode vir a apodrecer.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O diploma


O juiz eleitoral Gabriel Veloso entrega o diploma de prefeita de Santarém à promotora Maria do Carmo Martins de Lima, em solenidade realizada hoje, no auditório do tribunal do júri.

Educação para o trânsito ou no trânsito?

Paulo Cesar Marques da Silva*




“Educação para o trânsito” é o termo que aparece em todos os artigos do Capítulo VI (Da Educação para o Trânsito) da Lei nº 9.503/97, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Diversos outros dispositivos da lei trazem a expressão “educação de trânsito”, mas deixo de considerá-la aqui, não apenas porque seu significado parece um tanto obscuro, mas principalmente porque as definições, os objetivos e as obrigações relativas à educação, tal como em geral a entendemos, estão estabelecidos mesmo é naquele capítulo.

De certa forma, “educação para o trânsito” também é expressão consagrada pelo senso comum, o que, por isso mesmo, não pode ser desprezado. Mas o que realmente significa educar para o trânsito? Será que o que se entende por isso reflete os objetivos de uma política séria, capaz, por exemplo, de reverter o quadro dramático do número de vítimas que nosso trânsito produz? Uma reflexão sistematizada sobre a questão certamente requereria mais espaço e o concurso de estudiosos mais especializados nos fundamentos pedagógicos do que é capaz de fazer um profissional da engenharia, ainda que lidando com o ensino e a pesquisa. De todo modo, arrisco a ponderação que segue.

Não duvido que grande número de pessoas associe à noção de “educação para o trânsito” a formação adequada de condutores de veículos. Não por outro motivo, muita gente entende que as Escolas Públicas de Trânsito, referidas no artigo 74 do Código, não são mais do que autoescolas, de preferência gratuitas, a serem mantidas pelos órgãos executivos de trânsito. Mesmo que nossos interlocutores rompam os limites dessa equivocada interpretação, dificilmente enxergarão na “educação para o trânsito” algo muito diferente do ensino-aprendizagem de um conjunto de regras que inevitavelmente reproduzem o ambiente das cidades cujas ruas, ao longo do último século, deixaram de ser o espaço público de circulação e de encontros de pessoas para se tornarem território ocupado pelo despótico império do automóvel.

Entretanto, se quisermos resgatar os princípios e diretrizes da Política Nacional de Trânsito, aprovados em 2004 pelo Contran depois de uma série de eventos que os discutiram nas principais áreas metropolitanas brasileiras, precisamos pensar a educação de forma diferente: menos de modo meramente normativo e mais como fator de emancipação e de promoção da cidadania. Assim, as pessoas poderiam protagonizar a construção de um ambiente de circulação verdadeiramente público, seguro e inclusivo, destinado a uma convivência social democrática. Ao mesmo tempo, teríamos a oportunidade de produzir uma ambiência propícia ao desenvolvimento de relações humanas em geral mais civilizadas, com mais respeito à coletividade.

Aí, sim, começaríamos a recuperar a dimensão transformadora da realidade que a educação tem, mas perde quando é reduzida a um instrumento de reprodução e conformação ao status quo. Talvez um passo significativo nesta direção possa ser dado com a substituição, não necessariamente na lei, mas essencialmente nos programas e ações, da “educação para o trânsito” pela “educação no trânsito”. E, naturalmente, para todos!


* Engenheiro, Doutor em Estudos de Transportes pela Universidade de Londres (University College London

Comeu abio

A prefeita eleita Maria do Carmo não quis conceder entrevista à imprensa hoje, no fórum de Santarém, onde ocorreu a sua diplomação pela Justiça Eleitoral.

É que muito provavelmente Maria ainda tente encontrar respostas verossímeis para perguntas dos jornalistas sobre os escândalos do superfaturamento das obras do PAC e o pagamento de supersalários a médicos do Hospital Municipal de Santarém.

Tapajós diz que não guardará inconfidências

O Blog do Estado recebeu da jornalista Nelma Bentes, assessoria de imprensa da prefeitura de Santarém, a seguinte carta de esclarecimento:

" Em respeito a seus leitores e acerca da nota intitulada TAPAJÓS VOLTA À CÂMARA SEM TER CAÍDO EM TENTAÇÕES, cumpre prestar os seguintes esclarecimentos:

Que, ao contrário do publicado, o Prefeito Interino de Santarém José Maria Tapajós ratifica que retornará à Câmara sem levar consigo nenhuma inconfidência política, da mesma forma que o fez ao assumir o comando do executivo municipal há pouco mais de cinco meses;

Que agradece a Deus, à população e a todos os seus Secretários e Coordenadores, sem exceção, pelo apoio e trabalho realizados visando um único propósito: o bem da coletividade santarena;

Que agradece a confiança que recebeu de partidos políticos, inclusive do Presidente do PDT, Osmando Figueiredo, que através de seu partido, deu apoio na eleição à presidência da Câmara através dos votos de seus dois vereadores;

Que todos os partidos políticos, independente de serem situação ou oposição ao governo, estavam atentos e ansiosos pela decisão do STF;

Que o Prefeito Interino José Maria Tapajós continuará o trabalho à frente da administração da Câmara Municipal como presidente, com o mesmo afinco que se dedicou enquanto Prefeito, e que o futuro de cada político depende essencialmente de cada um, no exercício de suas respectivas funções;

Que agradece o espaço concedido para os devidos esclarecimentos e aguarda publicação.

Nelma Bentes

Assessora de Comunicação da Prefeitura de Santarém"

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Nota da Redação:

O Blog do Estado mantém a informação publicada por ser verdadeira.

Reitera e elogia a postura do prefeito José Maria Tapajós de não se deixar levar por interesses políticos escusos,que visavam abalar a unidade do PMDB em torno da liderança do deputado Antônio Rocha, e prontamente rechaçados, segundo o blog exaustivamente apurou com diversas fontes.

É fato que, resistindo às tentações, Tapajós comportou-se como um magistrado, respeitando os acordos políticos que foram firmados pela coligação que reelegeu a prefeita Maria do Carmo.

Ao contrário do que possa ser entendido por alguns, a nota do Blog do Estado é um elogio a postura de Tapajós, mas se ele não se sente à vontade para confirmá-la, isso é uma atitude que este site respeita, embora mantenha integralmente tudo o que anterioramente foi publicado.

Ação requer paralisação das atividades de usina de asfalto

Lila Bemerguy
Da Assessoria de Imprensa do MPE

Em Santarém, o Ministério Público quer a paralisação imediata das atividades da usina de produção de asfalto no bairro do Amparo, bem como a suspensão da autorização ambiental de funcionamento expedida pela secretaria municipal e demais licenças posteriores. Os pedidos foram feitos em Ação Civil Pública com pedido de liminar, ajuizada pelo MP e assinada pelos promotores de justiça Lílian Regina Furtado Braga, Janaina Andrade de Sousa e Gustavo Rodolfo Ramos de Andrade. A ACP é contra o município de Santarém e a empresa Saneng- Santarém Engenharia Ltda, responsáveis pela usina, que funciona vinte e quatro horas por dia e vem causando problemas de saúde aos moradores do bairro.

Em junho de 2007, o MP recebeu denúncia do presidente da associação dos moradores do bairro do Amparo, acerca da usina, que funciona durante 24 horas sem interrupção, causando aos moradores problemas decorrentes da poluição sonora, mau cheiro, poeira e fumaça. Foi instaurado procedimento administrativo pela promotoria, constando-se ter havido um ?autolicenciamento?, já que o município foi ?ao mesmo tempo responsável pelo empreendimento e empreendedor? e apresentou apenas autorização emitida pelo Isam (Instituto Sócio Ambiental), sem o Eia-Rima e sem a realização de audiência pública. A empresa Saneng possui licença de operação emitida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O MP pede a suspensão de todas as licenças, inclusive as posteriores, emitidas pela secretaria municipal de meio ambiente.

No curso do procedimento, o MP verificou vícios no processo de instalação e funcionamento da usina. Em julho de 2008, foi emitida uma Recomendação à prefeitura municipal, estabelecendo prazo para que a usina funcionasse em horário comercial, bem como que fossem tomadas providências para a minimização dos impactos causados. O poder municipal informou que a Recomendação havia sido encaminhada a Saneng, bem como o licenciamento ambiental estaria sendo encaminhado, ?o que nunca ocorreu?, segundo o MP.

De acordo com os moradores ouvidos no procedimento, os problemas decorrentes do funcionamento da usina atingem adultos e crianças. Por conta da poluição sonora, relatam estresse, problemas para dormir, dor de cabeça e enjôos. Outra moradora relata que durante o aquecimento do CAP (matéria prima do asfalto), são liberados pequenos grãos sólidos durante explosões, causando tremores na casa.

A perícia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves indicou 40 quesitos respondidos acerca do funcionamento da usina. O laudo da perícia, feita em novembro de 2008, respondeu que, mesmo havendo licença ambiental em favor da usina, nenhum dos condicionantes para tal havia sido cumprido. Não há cobertura em brita nos locais onde pode haver derramamento do CAP e nem relatório de acompanhamento da empresa sobre os principais poluentes.

O laudo afirma ainda que os principais impactos do empreendimento são a poluição atmosférica e sonora. Há também risco de poluição hídrica e do solo causada pelo derramamento de material. Foi constatada a não existência de dispositivos para controle de ruídos, que foram medidos nas casas próximas, estando acima do permitido pela legislação.

Para o controle de emissão de gases, existe um filtro instalado na usina, porém na saída da massa asfáltica para o meio ambiente não há controle, havendo fuga de gases e partículas. No caso de inalação, as partículas finas podem se acumular na corrente sanguínea e provocar câncer. As partículas grossas provocam infecções nasais e respiratórias.

Além da paralisação imediata das atividades da usina, e a suspensão de todas as licenças já adquiridas, o MP pede que ao final da ação os requeridos sejam obrigados a realizar o estudo de impacto ambiental por uma instituição indicada pelo juízo, e que adotem medidas legais para obtenção das licenças necessárias e válidas, com a devida realização de audiência pública. ?Não restam dúvidas de que o empreendimento em questão ocasionou e ocasionará danos irreparáveis ao meio ambiente, especialmente da área do bairro do Amparo, onde está localizada, comprometendo o bem estar das famílias que ali residem e todo o conjunto ambiental que está danificado?, diz a ACP.

O MP pede também que os requeridos sejam obrigados a reparar os danos causados ao meio ambiente, com a requisição de perícia na área de engenharia ambiental e saúde física e mental do Centro de Perícias Cientificas do Estado do Pará. No caso de constatação de dano ambiental e da impossibilidade do retorno ao estágio anterior, por meio de recuperação, que sejam condenados a pagar indenização revertida ao Fundo Estadual de Meio Ambiente, para ser destinada a projetos de recuperação ambiental.

CNJ aprova resoluções que afasta titulares de cartórios e uniformiza regras de concursos


Os notários e tabeliães que ingressaram nos cartórios sem concurso após 1988 deverão perder seus cargos. Estima-se que mais de 5 mil pessoas estejam nessa situação. Já em relação à realização dos concursos, todos os cartórios deverão seguir as mesmas normas quando da realização das provas para ingresso nos cartórios.

Segundo a resolução do Conselho Nacional de Justiça que deixa as serventias vagas, caberá aos Tribunais de Justiça elaborar a lista das delegações vagas, no prazo de 45 dias, assim como encaminhar esses dados à Corregedoria Nacional de Justiça.

Em Santarém, há cartorários nessa situação.

Minc no mundo da lua

Ronaldo Brasiliense


Em que planeta vive o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc? Ele disse hoje que não há nenhuma obra significativa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, parada por causa de licenciamento ambiental. E a usina hidrelétrica de Belo Monte? E a Santarém-Cuiabá? E a Manaus-Porto Velho? E a hidrovia Tocantins-Araguaia?

Bancada de Maria do Carmo foge do plenário da Câmara de Santarém para evitar instalação da CPI da Saúde


Tão logo o vereador Erasmo Maia, líder da bancada do Democratas, encaminhou requerimento à mesa diretora da Câmara, requerimento solicitando a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) para apurar o escândalo dos supersalários pagos pela Prefeitura de Santarém, desde a administração da prefeita eleita Maria do Carmo, a médicos da cooperativa que presta serviço ao Hospital Municipal, a bancada do governo se retirou de plenário para nãodar quorum a sessão.

Sem outra alternativa, o presidente da Câmara Nélio Aguiar teve que suspender a sessão.


A bancada do governo está reunida em uma sala da própria Câmara.

No plenário permanecem apenas os vereadores Erasmo Maia, Henderson Pinto, Jaílson do Mojuí e Valdir Matias Jr.

Bancada estadual do PSDB fecha com Jatene

O líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado José Megale (PSDB), disse que recentes críticas que têm sido feitas pelo ex-governador Almir Gabriel, inclusive sobre o também ex-governador Simão Jatene, 'não refletem a vontade do partido e muito menos da bancada estadual.' Ele informou ainda que os dez deputados estaduais tucanos apoiam à unanimidade o nome de Jatene para ser o candidato do PSDB ao governo do Estado, na eleição do próximo ano.

Além do consenso em torno do nome de Jatene, Megale assegurou que a bancada estadual também não concorda com a avaliação de Almir sobre a administração do ex-governador. 'Falo em nome da nossa bancada. Não concordamos com essa avaliação. Muito pelo contrário, nós a refutamos, porque em nosso entendimento Simão Jatene fez uma excelente administração no Pará, com obras de peso, inclusive sem apoio do governo federal, que era um adversário do Pará', garante Megale.
Fonte: O Liberal)

Tapajós volta à Câmara sem ter caído em tentações

O prefeito José Maria Tapajós retorna à presidência da Câmara de Santarém levando consigo uma inconfidência política que não pretende revelar, pelo menos por enquanto.

Mas o Blog do Estado soube que Tapajós foi incentivado a ser candidato a prefeito e promover mudanças no secretariado mesmo antes da agonia de Maria do Carmo no STF terminar.

O nome do bajulador?

Osmando Figueiredo.

Denúncia sobre supersalários no HMS chega à Polícia Federal

Os vereadores Erasmo Maia, Nélio Aguiar, Henderson Pinto e Jailson do Mojuí ingressaram, ontem, com representação junto à Polícia Federal para apuração de denúncia de recebimento indevido de supersalários por médicos contratados por uma cooperativa que presta serviço a Secretaria Municipal de Saúde.

Outra representação foi protocolizada perante à Procuradoria de República de Santarém.

Maria será diplomada ao meio-dia

A prefeita eleita Maria do Carmo e seu vice José Antônio Rocha serão diplomados, hoje, ao meio-dia, pelo juiz Gabriel Veloso, no auditório do Fórum de Santarém.

Na sexta-feira, às 17 horas, Maria e Zé Antônio serão empossados na Câmara de Vereadores.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Rejeição de Dilma é maior que a de Serra, diz pesquisa CNI/Ibope

FolhaNews


Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o pré-candidato ao Palácio do Planalto com menor rejeição entre os eleitores. No total, 25% dos eleitores responderam que não votariam no tucano "de jeito nenhum" para a presidência, enquanto a rejeição à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chega a 34%.

O governador Aécio Neves aparece com 35% de rejeição, enquanto o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 32%. A candidata com maior rejeição entre os eleitores é a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), com 40% dos eleitores que responderam que não votariam na pré-candidata do PSOL "de jeito nenhum".

Além de ter a menor rejeição entre os candidatos, Serra também aparece como o pré-candidato com maior aceitação junto à população brasileira. Segundo a pesquisa, 27% dos eleitores responderam que votariam "com certeza" no candidato tucano. Dilma aparece em segundo lugar, com 13% de aceitação, seguida pelo deputado Ciro Gomes, com 10%, o governador Aécio, com 8% e a ex-senadora Heloísa Helena, com 6%.

Entre os eleitores que poderiam votar nos pré-candidatos, sem ter a certeza, Serra e Ciro lideram empatados com 38%. Heloísa Helena aparece em segundo lugar, com 27%, seguida por Dilma, com 26%. Aécio aparece em último lugar com 21% dos eleitores que "poderiam votar" no tucano para o Palácio do Planalto.

Conhecimento
Segundo a pesquisa, o pré-candidato mais conhecido entre a população brasileira é o governador Serra. No total, 31% dos eleitores responderam que "conhecem bem ou sabem muito" sobre o governador, enquanto a ministra Dilma é bem conhecida por somente 9 % dos eleitores. O deputado Ciro Gomes, apontado como pré-candidato do PSB à presidência, aparece em segundo lugar sendo bastante conhecido por 13% dos eleitores, enquanto o governador Aécio Neves (PSDB-MG), é muito conhecido por somente 9% dos eleitores --empatado com Dilma e com a ex-senadora Heloísa Helena.

Serra também lidera quando a pesquisa questiona os eleitores se conhecem "mais ou menos" ou sabem alguma coisa sobre o pré-candidato. O tucano aparece com 45% das respostas, seguido por Ciro com 39%, Dilma e Heloísa Helena empatadas com 27% e Aécio com 20% das respostas.

Quando os eleitores foram questionados se "nunca ouviram falar" nos pré-candidatos, Aécio aparece em primeiro lugar com 21% das respostas, seguido por Dilma, com 15%. Em terceiro lugar aparece Heloísa Helena, com 11%, depois Ciro, com 4% e Serra com apenas 1% das respostas.

Area de LIvre Comercio será debatida hoje à noite na ACES

Marcado para hoje à noite, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santarém(ACES) uma rodada de debates sobre a implantação de uma Área de Livre Comércio em Santarém.

Maria diz que vai manter secretarias com partidos aliados

A prefeita Maria do Carmo antecipa que vai manter o atual secretariado de José Maria Tapajós, o que, na verdade, é redundante, uma vez que quase nada mudou desde primeiro de janeiro até agora no comando das secretarias municipais, à exceção da Semsa e Sema(ex-Isam).

Maria diz ainda que vai instalar as secretarias criadas após as eleições de 5 de outubro e que não foram implantadas pelo prefeito José Maria Tapajós.

Data da diplomação de Maria foi antecipada pelo Blog do Estado

O Blog do Estado antecipou, desde sexta-feira, dia 5, que a diplomação de Maria e José Antônio seria no dia 10, amanhã.

É só clicar no link abaixo e conferir.

http://blogdoestado.blogspot.com/2009/06/gabriel-veloso-e-quem-vai-diplomar.html

A posse sera sexta-feira, no plenário Benedicto Magalhães da Câmara de Vereadores.

Democratas inicia conversas com pré-candidatos ao governo do estado

Um almoço no apartamento do deputado federal Zenaldo Coutinho, ontem, em Belém, deu início às conversações do partido Democratas com vistas à sucessão estadual.

O primeiro a ser sabatinado foi o ex-governador Simão Jatene, que conversou durante três horas com os líderes democratas no Pará: Vic Pires Franco, Lira Maia e Márcio Miranda.

Provavelmente na próxima semana será a vez do senador Mário Couto.

E ainda este mês, as conversações vão envolver, ainda, o PMDB e o PTB.

Almir assusta aliados

A entrevista que Almir Gabriel concedeu ao Diário do Pará, ao que parece, teve o efeito contrário do desejado pelo ex-governador.

A maioria dos tucanos ficou solidário a Simão Jatene.

Tradicionais aliados de Almir em outros partidos que formavam a extinta União pelo Pará ficaram assustados com a virulência dos ataques a Jatene.

E mais: alguns antigos aliados e aliadas reagiram com indignação aos recados emitidos por Almir, nos batidores, para que nada decidam sem antes falar com ele.

Até parece que Almir ainda está sentado na cadeira de governador no Palácio dos Despachos, durante seus 8 anos de mandato.

MP entra com ação para obrigar Seduc a reformar mais 4 escolas

São quatro as escolas alvo da segunda ação civil pública que o promotor justiça Hélio Rubens ingressará contra o Governo do Estado do Pará: Olindo Neves do Carmo, Nossa Senhora de Guadalupe, Gonçalves Dias e Frei Othmar.
O pedido é que a justiça determine prazo de 90 dias para a Seduc iniciar as obras, sendo os alunos remanejados para outros prédios nesse período.

O blog da Petrobras

Claudio Abramo

Anda causando celeuma a decisão de Petrobras de publicar, num blog, as perguntas que lhe são formuladas por escrito pela imprensa, bem como as respostas dadas.

O endereço do tal blog é http://petrobrasfatosedados.wordpress.com.

A justificativa que a empresa apresenta para a iniciativa está publicada aqui. Destacam-se os seguintes pontos:

A relação entre a Petrobras e os veículos de comunicação que a interpelam é essencialmente pública.

A publicação das respostas no blog, antes da decisão editorial de o jornal publicar ou não a reportagem em questão, reforça o objetivo da Petrobras de alcançar o máximo de transparência possível no relacionamento com seus públicos de interesse.

A agilidade no tratamento e no encaminhamento das respostas ao sempre legítimo questionamento da imprensa demonstra também o compromisso da Cia em prestar todos os esclarecimentos a ela solicitados.

A Petrobras tem liberdade para publicar a íntegra das respostas que fornece aos veículos de comunicação porque é fonte e detentora dos dados disponibilizados.

Os jornais não gostaram. A Associação Nacional dos Jornais, que reúne as empresas proprietárias desses órgãos, soltou ontem uma nota em que afirma:

Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes.

A atitude da Petrobras estimula uma porção de observações.

1. Não há problemas com as justificativas da empresa.

2. Não procede a reclamação da ANJ, de que a Petrobras teria rompido algum compromisso de confidencialidade entre a fonte e o veículo de imprensa. Esse compromisso nunca existiu. O que existe é o princípio de resguardo da fonte por parte de jornalistas. Não existe dever subjetivo da fonte de resguardar o jornalista. As fontes não estão presas à confidencialidade que a ANJ menciona.

3. Qualquer pessoa que já tenha sido fonte da imprensa sabe que entre o que se informa (por declaração, por escrito ou num relatório formal) a um jornalista e aquilo que sai publicado vai uma distância. Quando o repórter é um profissional correto, e quando o veículo em que trabalha também é, essa distância é geralmente pouco relevante. No entanto, em particular na imprensa escrita e nos noticiários da televisão, o processo de edição, em que se corta muito do que a fonte informou, pode levar a citações fora de contexto ou incompletas. (Já quando jornalista e/ou veículo são desonestos, o que sai publicado é qualquer coisa.) Assim, de modo a resguardar aquilo que se informou à imprensa, a iniciativa de publicar perguntas e respostas pode contribuir para a melhoria das práticas profissionais da área.

4. Na prática, o que a Petrobras passou a fazer tem consequências sobre a capacidade de órgãos da imprensa “furarem” seus concorrentes. Se a Petrobras publica as perguntas formuladas por um jornal assim que envia as respostas, bastará ao jornal concorrente consultar sistematicamente o blog da Petrobras para não ser “furado”. Isso tende a uniformizar o noticiário e a reduzir o estímulo para que os veículos busquem levantar assuntos inéditos. Quem perde com isso é o leitor.

5. Ao tomar a iniciativa que tomou, a Petrobras não disse o que fará em relação às informações que passa com exclusividade a jornalistas por sua própria iniciativa. O princípio deveria ser o mesmo — se a ideia é comunicar-se com o público sem a intermediação dos veículos de comunicação, então essas notícias “plantadas” precisariam também ser divulgadas no blog da empresa assim que formuladas por sua assessoria de imprensa.

6. De toda forma, ficará fácil verificar se a empresa procurará resguardar essas informações que distribui com exclusividade, pois se algo for publicado em algum veículo e a notícia disso não tiver sido divulgada previamente pela Petrobras, estará configurado o uso de dois pesos e duas medidas.

7. Em particular, é bom ver o que acontecerá com as informações prestadas pela Petrobras a veículos e agências noticiosas internacionais. Será mesmo que a empresa vai “furar” a Reuters, a Associated Press, o Financial Times, a Economist? Não é de se crer.

8. Embora pareça claro que a iniciativa da Petrobras vem como reação à CPI montada para investigar as suas operações, a tensão criada com os jornais não deverá persistir, pois não interessa à própria Petrobras. Por mais que a política de comunicação do governo federal tenha se voltado preferencialmente aos pequenos veículos locais e regionais, a Petrobras não pode prescindir da chamada “grande imprensa”, porque os investidores do mercado não lêem o Democrata de Xixirica da Serra, mas o Globo, o Estadão, a Folha, o Valor.

9. Por isso, é provável que a empresa recue da decisão de divulgar as perguntas e as respostas antes que os veículos publiquem as reportagens correspondentes.

10. Contudo, em favor da melhoria da qualidade da imprensa, a Petrobras deveria continuar a fazê-lo após os veículos terem publicado as suas histórias.

Nada de aumento

O Espaço Aberto, site de Paulo Bemerguy, já tem assunto para destrinchar o resto da semana.
Na terra natal do jornalista, mais uma vez a governadora não quis muito papo com a imprensa.
Sua excelência limitou-se, laconicamente, a responder a uma única pergunta dos repórteres que cobriam a chegada de sua comitiva, ontem, no aeroporto Wilson Fonseca, sobre a greve dos professores:
- Não vai ter aumento, não.

Lúcio Flávio Pinto: Boa casa

Há anos os governantes do Pará repetem o mesmo refrão: o Estado tem um “déficit” de 400 mil moradias. Na retórica oficial, o número não cresce, nem diminui. Mas no mês passado, ao sair com o presidente da Vale, Roger Agnelli, de uma audiência com o presidente Lula, em Brasília, a governadora Ana Júlia anunciou que, finalmente, o “déficit” diminuirá.

Durante a gestão petista, em pelo menos 15%, ou 60 mil casas. De imediato, porém, o governo do Estado cedeu 30% de sua parte no programa “Minha Casa, Minha Vida” para a antiga estatal construir moradias em seis municípios situados na sua área de influência, em torno da província mineral de Carajás. Vai atender, é claro, seus funcionários, dependentes e agregados dos empreendimentos que mantém nessa região.

Os recursos virão dos cofres estaduais e federais, parte deles a fundo perdido e a outra parte a custo abaixo do mercado. A Vale, através da sua fundação, entrará com os projetos e a administração. E faturará o lucro e os dividendos da iniciativa. O Pará continua a ser um negócio da China para a ex-CVRD.