quarta-feira, 17 de março de 2010

Dinheiro público financia sobrevivência do futebol no Pará

Remo x Paysandu 619x464 Foto: Antônio Cícero/Futura Press

Remo e Paysandu atuam com apoio do Banco do Estado do Pará
Foto: Antônio Cícero/Futura Press

Dassler Marques
Portal Terra

É financiado pelos cofres públicos que o futebol do Pará tenta renascer. Seja via governo estadual ou por auxílios de prefeituras, o grande patrocinador do Campeonato Paraense é o dinheiro do povo.

Hoje, a grande fonte de recurso dos clubes da primeira divisão do Pará vem da negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Paraense. O governo paraense, chefiado por Ana Júlia Carepa (PT), fechou a compra da competição para a TV Cultura, de propriedade do Estado. O sinal dos jogos da dupla Remo e Paysandu chega para mais de 100 municípios paraenses e até em cidades do Amapá, estado vizinho.

Além de investir em patrocínios de placas, o governo de Ana Júlia Carepa também coloca a marca do Banco do Estado do Pará na camisa de quatro dos oito clubes da primeira divisão estadual.

"O governo contribuiu muito para eu sanear o Paysandu. Antes o clube tinha R$ 120 mil mensais de patrocínio, agora são quase R$ 300 mil (contando mais três patrocinadores). Também recebemos R$ 1 milhão pela transmissão e os jogos chegam a ter 40% da audiência local", afirma o presidente do Paysandu, Luiz Omar Cardoso Pinheiro, ao Terra.

Como os jogos são televisionados, a presença de público, uma característica marcante do futebol paraense, diminuiu. "Caiu cerca de 30%", afirma Luiz Omar. Na decisão do primeiro turno, o clássico entre Remo e Paysandu atraiu 23 mil torcedores ao Mangueirão - a expectativa era de 42 mil.

O dinheiro de prefeituras também entra em cena no futebol do Pará. Cinco das oito equipes da primeira divisão são financiadas pelo poder municipal. Um desses casos é o Independente, sustentado pela prefeitura de Tucuruí. Após vários anos longe da elite paraense, o clube retornou em 2010 e chegou até as semifinais do primeiro turno.

Levando o nome de sua cidade, o Cametá é outro que se destaca - até outro dia, sequer tinha atividade profissional. Águia de Marabá, Ananindeua e São Raimundo são outros clubes bancados pelo dinheiro público.

"São Raimundo e Águia estão solidificados, se manteriam sem a prefeitura. Cametá e Independente teriam dificuldades", diz Luiz Omar, presidente do Paysandu.

"Desconheço isso (dinheiro de prefeituras), afirma Amaro Klautau, presidente do Remo. "Mas o apoio do governo lhe traz um retorno maravilhoso. Ele leva um serviço para quem tem essa paixão e não pode acompanhar", diz.

Melhora rendimento de alunos da rede municipal

Num quadro sempre crescente, o rendimento escolar dos alunos da Rede Pública Municipal apresenta dados importantes que atestam a melhoria do ensino nas escolas municipais de Santarém. No ano passado o índice de aprovação aumentou 1,5% em relação ao ano anterior (2009= 89,7%; 2008= 88,2%).

Quanto ao índice de reprovados, em 2009 o percentual foi de 8,5%, contra 10,1% em 2008, representando uma queda de 1,6%. Os dados são do setor de estatística da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).

No ano passado, foram 62.121 alunos matriculados na rede pública municipal de ensino. Atualmente a SEMED trabalha com 457 escolas e Unidades de Educação Infantil (UMEIs), sendo 64 na zona urbana, 160 no planalto, e 233 escolas na região de rios.

De 2005 a 2009 os dados apresentam a evolução do rendimento escolar nos últimos anos. Houve aumento na aprovação em 5,1%, e redução no número de reprovados em 3,5%. Ainda é importante ressaltar que nesse período diminuiu o número de evasão escolar. Em 2005 o percentual era de 3,4 e em 2009 foi de 1,8.

Esses resultados são atribuídos à política educacional do Ministério da Educação, do governo Federal, assegurados e reforçados pelo governo Municipal. A prefeitura de Santarém, através da SEMED, é reconhecida por seus projetos e ações de incentivo à leitura, das políticas de inclusão, de valorização ao esporte e ao lazer, de incentivo da arte no ensino, de cuidado com o meio ambiente e de promoção da cultura da paz.

Essas ações estão presentes na formação dos educadores, na gestão participativa, na melhoria da infraestrutura das escolas, na alimentação e no transporte escolar, além dos projetos e programas educacionais. Entre eles, destaca-se o Arte na Escola da Gente, Casinha de Leitura, Brasil Alfabetizado, Projovem Urbano, dentre outros, que são realidade no dia a dia das escolas de Santarém.
(Fonte: PMS)

Responsabilidade do Município x Morte

José Olivar:

Só para clarear as mentes, informo: o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul manteve, recentemente, decisão do Juízo de origem, que condenou o Município de Tangará da Serra a pagar indenização por danos morais e materiais à viúva de um cidadão que faleceu em virtude de queda em um bueiro aberto em via pública.

Segundo a decisão, a morte foi causada por omissão do Município em face da ausência de conservação da via pública. Lembra-se, paga o Município, mas pode cobrar, em ação de regresso, do(a) Prefeito(a) e dos demais responsáveis. Fica o aviso!

Perdendo pontos:

A Administração Municipal no trato com a coisa pública, especificamente no que se refere à atuação da Secretaria de Saúde, pelas omissões que culminaram com a queda do telhado de parte do Hospital Municipal, fato gravíssimo, que gerou dois óbitos, e que foi notícia a nível nacional na TV Record e Globo. Acontecimentos desta natureza, aliado à morte de um motorista que caiu em um buraco na Avenida Cuiabá, só servem para nodular o nome de Santarém.

Um tacacá no final de tarde


No quiosque da Noca, na praça São Sebastião, você pode
degustar a mais famosa iguaria paraense.
Foto: Marcelo Katsuki

MP denuncia prefeita Maria do Carmo por crime de responsabilidade

Assessoria de Imprensa do MP:

O Ministério Público do Estado do Pará, representado pelo Procurador de Justiça Ricardo Albuquerque da Silva, ajuizou denúncia contra a prefeita de Santarém Maria do Carmo Martins por crime de responsabilidade (Art. 1º, inciso I, do Decreto Lei n° 201/67) por desvio de dinheiro público do SUS, através de pagamento de serviços fictícios a Cooperativa Médica do Brasil (COOMEB).

A denúncia foi feita a partir de representação dos pelos vereadores José Erasmo Maia Costa, Handerson Lira Pinto, Jailson da Costa Alves e Francisco Nélio Aguiar da Silva que acusam o município de ter contratado a COOMEB para uma atribuição fora dos moldes e sem o devido processo licitatório e que o município pagou altos valores referentes a serviços médicos que não foram prestados.

Segundo o Procurador de Justiça Ricardo Albuquerque, as provas documentais e testemunhais que instruem a denúncia comprovam que não há critérios nem parâmetros legais e objetivos entre os serviços prestados e os valores pagos, bem como há pagamentos de plantões que superam a quantidade de dias por mês e sobreaviso para quem não se encontrava nessa condição.

O crime de responsabilidade é de ação pública punível com a pena de reclusão, de dois a doze anos. A condenação definitiva acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular.

Ficha técnica: Paissandu x Palmeiras

Do Blog do Gerson Nogueira:

Paissandu x Palmeiras

Local: estádio Edgar Proença (Mangueirão), 21h50

Paissandu – Fávaro; Cláudio Allax, Paulão, Leandro Camilo e Zeziel; Tácio, Sandro, Marquinho e Fabrício; Bruno Rangel (Luciano Dias) e Moisés. Técnico: Charles Guerreiro.

Palmeiras – Deola; Eduardo, Danilo, Léo e Armero; Pierre, Edinho, Cleiton Xavier e Diego Souza; Everton e Robert. Técnico: Antonio Carlos Zago.

Árbitro - Rodrigo Nunes de Sá (RJ); auxiliares - Ricardo de Almeida (RJ) e Gean Carlos Menezes de Oliveira (RR); 4º árbitro - Cláuber José Miranda (PA).

Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada), R$ 40,00 (cadeira), R$ 10,00 (meia); cartão Fiel Torcedor Bicolor – grátis (VIP), R$ 10,00 (Super Papão).

Na Rádio Clube – Geo Araújo narra, Rui Guimarães comenta; reportagens – Dinho Menezes.

Na TV – ESPN, Band (para o Brasil, menos Belém) e Sportv transmitem.

Presidente do TSE vê propaganda antecipada

Do Blog do Nilson Pinto

Até que enfim alguém viu! Segundo matéria da Folha de São Paulo, o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, votou ontem (16) pelo pagamento de multa de R$ 5 mil contra presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff por propaganda antecipada. Para o presidente do TSE, “a análise do discurso [de Lula] fala por si”. PSDB, DEM e PPS entraram com um recurso contra Lula e Dilma por discurso durante inauguração de campus universitário em Minas Gerais, em janeiro. O julgamento está empatado em três a três e depende de voto do ministro Marcelo Ribeiro, que pediu vista.

Segundo Britto, “a deflagração de propaganda eleitoral antecipada comparece inevitavelmente como elemento de perturbação ao funcionamento da máquina administrativa. Antecipa as coisas sem a menor necessidade porque desvia as atenções do governante para a necessidade de fazer o seu sucessor”. O presidente do TSE disse que “infelizmente, no Brasil temos uma cultura política deturpada. Os governantes costumam confundir projeto de governo com projeto de poder”. Ele afirmou que o projeto de governo é legítimo, mas o projeto de poder é antirrepublicano. “Quem se empenha em fazer o seu sucessor, de ordinário, pensa em se tornar ele mesmo o sucessor de seu sucessor”.

Ayres disse que esse panorama “é um elemento de profunda perturbação no processo eleitoral e na qualidade da vida política do país”. Em seu discurso, Lula havia dito que tinha certeza que o candidato do governo será eleito em outubro e vinculou a vitória da oposição a um retrocesso. “Que me desculpem os adversários, mas nós vamos ganhar para poder ter continuidade essas coisas [obras], porque se para, se para tudo o que está acontecendo neste Brasil e a gente volta ao passado, todo mundo sabe como é que é”, disse o presidente, durante discurso em Araçuaí (MG).

Mesmo com mortes de duas grávidas, vacinação não é antecipada

Foi confirmada hoje de manhã a segunda morte de mulher grávida acometida de gripe suína em Santarém.

A paciente estava internada no Hospital Municipal de Santarém.

A primeira vítima da doença morreu na semana passada no Hospital Regional do Baixo-Amazonas.

Mesmo com os dois óbitos, a vacinação de gestantes está mantida para começar apenas na segunda-feira, dia 22.

Vai encarar essa delícia no almoço?

Maniçoba, um prato de resistência para quem não está com excesso de peso.
Foto: Marcelo Katsuki

Plebiscitos entram em pauta

O colégio de líderes partidários da Câmara dos Deputados definiu ontem as matérias que vão constar da pauta de votação neste semestre.

Serão submetidos a votação em plenario até julho os projetos aprovados pelo Senado Federal que prevêem a realização de plebiscitos para criação dos estados de Tapajós e Carajás.

As informações são da Voz do Brasil.

APA do Saubal depende de georrefenciamento

O vereador Nélio Aguiar (PMN) sai em defesa da preservação de uma área próximo a serra do Saubal, na zona sul da cidade de Santarém, que segundo ele foi invadida e feita uma ocupação desordenada.

Nélio Aguiar diz que há uma proposta na Câmara, que depende do Poder Executivo, que é de transformar o espaço em Área de Proteção Ambiental, acrescentando que para isso é necessário um estudo georreferencial, delimitando o terreno, para então ser criada a APA.

O parlamentar esclarece que através de oficio já solicitou a Secretaria Municipal de Infra-estrutura, para que fizesse a delimitação da área e remetesse a Câmara o resultado dessa atividade, “porém até hoje não tivemos resposta”, lamenta.

Vereadores querem audiência com Ana Júlia para pedir asfaltamento de ruas

Os vereadores da base de apoio da prefeita Maria do Carmo já não sabem mais dar desculpas para as péssimas condições do sistema viário de Santarém.

Ontem, a bancada da situação insinuou que as ruas estão em estado deplorável por falta de verbas estaduais destinadas ao recapeamento de vias e operação tapa-buraco.

Os vereadores sugeriram, então, a formação de uma comissão para ir até Belém falar com a governadora Ana Júlia em busca de asfalto.

As noites de arromba na corte imperial

Por Leslie Leitão (O DIA)

Resistir à tentação, no caso de Adriano, é reconhecidamente difícil. Após uma de suas intermináveis festas organizadas durante as férias de fim de ano, já eram quase 16h e o craque ainda dormia em seu quarto. Uma mulher queria falar com ele, acordá-lo para mais sexo, mas acabou tendo a ideia barrada por um assessor.

CARDÁPIO FEMININO


Nesse vasto cardápio feminino — que inclui mulheres frutas, atrizes, modelos e ex-BBBs — um rapaz de nome Ed tem papel fundamental. Sempre cercado de amigas, é uma espécie de agenciador sexual. E é sempre bem-vindo, onde quer que Adriano esteja. Seja em casa, seja no camarote VIP da People, uma das boates mais frequentadas pelo Imperador. A conta sai barata. Basta pagar o táxi das moças para casa.

Nessa coleção de beldades, entre famosas e anônimas, nenhuma delas causou tanto impacto quanto Joanna Machado. “Não deu certo com a Cássia porque ela ficava na Internet o dia inteiro, era tranquila demais. Essa não. Ela vai lá atrás dele nas favelas da Penha e não quer nem saber”, conta um amigo do craque. Joanna, noiva do craque, foi protagonista do barraco da semana passada, que teria provocado a depressão do Imperador.

Ela brigou de forma violenta com Adriano na favela da Chatuba, onde ele participava de uma festa com outros jogadores do Fla. A Cássia, em questão, é Cássia Menega, com quem parecia viver a fase mais ‘light’ de sua carreira. Mas nem o fato de a moça de fora estar dentro de sua casa no Rio era obstáculo para o artilheiro. A diferença era que, em vez de ‘jogar em casa’, atuava numa das suítes do Hotel Sheraton.

Às vésperas de Cássia voltar para Porto Alegre, onde teria de fazer uma prova, Adriano decidiu ‘chutar o balde’. Ficou dois dias fora de casa e, na segunda-feira em que ela embarcou, ele ainda não tinha voltado. O ponto final foi por telefone. Sem pedir licença, a ex-BBB Priscila já tinha feito a cabeça do jogador. Os dois sempre negaram o caso. Mas a intimidade era tanta que, certa vez, ela tocou a campainha da casa dele às 2h15 da madrugada. Depois de alguns chopes, Adriano montou na moto e foi levá-la em casa. Eram quase 5h.

Artistas, travestis, garotas de programa, jogadores de futebol. A mansão de Adriano está lotada para mais uma noite de arromba. Esta, no entanto, promete um algo mais. A atração especial enlouquece os convidados. Alguns caem no chão, rolam de rir. Não acreditam na cena que presenciam. Um asno de verdade e um anão entram em ação para um bizarro show de sexo explícito que faria inveja ao imperador romano Calígula, famoso pelas orgias que promovia. A história, contada por dois companheiros de Flamengo e confirmada por um empresário, beira o inacreditável. E ajuda a traçar um pouco da personalidade conturbada do craque. Ao mesmo tempo em que fazia gols decisivos, levava o time ao campeonato brasileiro, entre tantos episódios de indisciplina relevados pela diretoria, Adriano colecionava histórias mirabolantes que revelam a vida louca que o camisa 10 leva fora das quatro linhas.

terça-feira, 16 de março de 2010

Rema, rema, catraieiro...


Catraieiro rema da vila de Alter do Chão em direção à ilha do amor.
Foto: Miguel Oliveira.

Eu recomendo

Na blogosfera paraense um site desponta por seu noticiário político abalizado.

Para acessar o site da professora Edilza Fontes, clique aqui

Religiosos são afastados por pedofilia em Alagoas

Agência Estado

O bispo de Penedo (AL), Dom Valério Breda, confirmou hoje o afastamento dos monsenhores Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, e Raimundo Gomes, 52 anos, além do padre Edílson Duarte, 43 anos. Eles foram afastados das atividades nas paróquias de Arapiraca após a imprensa denunciar o envolvimento deles em um escândalo sexual com rapazes. O caso ganhou repercussão internacional e já chegou ao conhecimento do Vaticano. Os religiosos foram denunciados por antigos coroinhas, que teriam sido molestados quando ainda crianças

O afastamento dos três religiosos foi anunciado pelo bispo no último fim de semana, durante uma celebração na Igreja Nossa Senhora dos Carmo, em Arapiraca, que é a segunda maior cidade do Estado, tem mais de 200 mil habitantes e fica a 146 quilômetros de Maceió. Em reunião realizada hoje, na Cúria de Penedo, seriam definidos os nomes dos padres que assumirão as paróquias de São José, Nossa Senhora do Carmo e a catedral Nossa Senhora do Bom Conselho, anteriormente coordenadas pelos padres denunciados. No entanto, os nomes dos substitutos ainda não foram divulgados

De acordo com secretária da Diocese de Penedo, Maria Rosiete Nobre Pires, Dom Valério Breda ficou muito abalado com as denúncias e tem evitado o contato com a imprensa para não agravar a situação dos acusados. Segundo a secretária diocesana, o escândalo envolvendo os religiosos de Arapiraca chocou Alagoas e ganhou repercussão internacional. "Já recebemos ligações de jornais de todo o Brasil e de várias partes do mundo querendo saber a posição da Igreja com relação a esse episódio", afirmou Maria Rosiete.

No município de Arapiraca, o clima entre a comunidade católica é um misto de decepção e de incredulidade. "As pessoas só estão acreditando nesse escândalo agora, porque as imagens divulgadas pela imprensa são muito fortes", comentou Ângela, secretária da Igreja Nossa Senhora do Bom Conselho e que trabalha há muitos anos com Padre Aldo, em Arapiraca.

Na reportagem do Programa Conexão Repórter, do SBT, o monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, aparece em cenas de sexo com o rapaz de 19 anos, que era seu coroinha desde o 15 anos. A reportagem do SBT, veiculada no Youtube sem cortes, vem sendo reproduzida em vídeo e vendida à população da região de Arapiraca por vendedores de DVDs piratas a R$ 2 a cópia.

Além de afastados das suas atividades, os religiosos estão respondendo a um processo criminal, aberto pela Polícia Civil de Alagoas, a pedido do Ministério Público Estadual. Duas delegadas foram designadas pelo diretor-geral de Polícia, delegado Marílio Barendo, para comandar as investigações: Bárbara Arraes, titular da Delegacia de Crimes Contra Crinaças e Adolescentes; e Maria Angelita, da Delegacia da Mulher.

Segundo a delegada Bárbara Arraes, as investigações correm em segredo de justiça, desde do final de fevereiro. "No final de março termina o prazo da investigação, mas vamos pedir prorrogação por mais um vez, para concluir o nosso trabalho até o final de abril", afirmou a delegada. Barbara Arraes disse ainda que já foram ouvidas pessoas e outras serão ouvidas, mas os acusados só serão ouvidos por último.

A delegada Bárbara Arraes informou ainda que familiares dos rapazes estão dispostos a entrar na Justiça com um pedido de indenização por danos morais contra os religiosos. Para a delegada Maria Angelita, a denúncia contra os religiosos é muito contundente. Ela disse que a polícia já está de posse da fita de vídeo, com imagem do monsenhor Luiz Marques Barbosa com um rapaz que se diz vítima de abuso sexual praticado pelo religioso

A reportagem do Estadão procurou ouvir os acusados, mas nenhum dos religiosos quis dar entrevista. Nas paróquias onde eles atuavam a informação passada à imprensa é a de que eles foram afastados e não estariam dispostos a falar sobre esse assunto


Juiz Gabriel Veloso é cidadão de Porto de Moz


Por unanimidade a Câmara de Vereadores de Porto de Moz aprovou o projeto de Resolução concedendo o título de cidadão portomozense ao juiz Gabriel Veloso como reconhecimento dos trabalhos que o magistrado vem efetuando jjunto aquela Comarca desde 24.08.2010 quando assumiu como juiz titular.

Gabriel também acumula varas do fórum de Santarém como juiz substituto.

A sessão solene de entrega da comenda será no dia 25 de março, as 10 horas.

Comissão apela para presidente do TRE manter eleições em Mojuí dos Campos


Uma comissão formada pelos vereadores Erasmo Maia, Emir Aguia e Jailson Alves e os deputados estaduais Carlos Martins, Antônio Rocha e Alexandre Von, esteve hoje reunida com o desembargador Joâo Maroja, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, para protestar contra o cancelamento das eleições em Mojuí dos Campos, marcada para o dia 28 de março.

João Maroja explicou aos membros da comissão que pessoalmente discordava da decisão do Pleno do TRE de cancelar o pleito.

Em outra reunião, desta vez com o procurador eleitoral Ubiratan Cazzeta, a comissão não encontrou receptividade.

Amanhã, o acórdão do cancelamento das eleições em Mojuí dos Campos será publicado no Dia´rio Oficial da Justiça e somente após isso é que o PSDB ingressará com dois mandados de segurança, um junto ao próprio TRE e outro junto ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE) para tentar reverter a decisão do pleno do TRE.

Santarena relata drama do escalpelamento

Quando tinha apenas 11 anos, Zenaide Souza fez uma viagem de barco de Belém a Santarém. As marcas do passeio não foram registradas em fotos, mas até hoje não saíram da memória dela. Zenaide foi mais uma das vítimas de escalpelamento, provocado por eixos de motor descobertos nos barcos da Amazônia.

Hoje, aos 29 anos, Zenaide diz que sua vida mudou completamente depois do acidente, e se integra aos que buscam prevenir, pela orientação, que novos acidentes aconteçam. “Na época eu nem sabia o que era esse negócio de escalpelamento. Hoje conheço todos os riscos e, sempre que posso, aconselho outras meninas para que não aconteça o mesmo com elas”.

Com o mesmo intuito de orientação, foi lançada na última quinta-feira a Campanha Nacional de Combate ao Escalpelamento, que reúne instituições de todas as esferas de poder, entidades de classe, iniciativa privada e demais segmentos sociais.

Ontem, na sede do 4° Comando do Distrito Naval em Belém, representantes da Marinha do Brasil reuniram-se para explicar as ações da Marinha para contribuir com redução no número de acidentes. Somente no ano passado, 21 mulheres foram vítimas de escalpelamento no Pará. “Nossa meta é conseguir zerar esse número”, disse o vice-almirante Rodrigo Honkis.

A Marinha fará a fabricação de protetores de eixos para as embarcações. No Pará, 19 municípios serão alvo da campanha e cerca de 34 mil embarcações devem receber a proteção. O material será confeccionado e distribuído pela própria Marinha. O primeiro município a receber o material será Breves.

Para Zenaide, a campanha nacional é uma excelente iniciativa. “Eu não desejo que ninguém sofra o mesmo que sofri. Foi a pior coisa que aconteceu em toda minha vida. Espero que essas campanhas alertem muitas meninas e mulheres. E que os donos dos barcos também fiquem mais conscientes”. (Diário do Pará)

MEC altera relação de aprovados na lista de espera do Sisu

Folha Online

O MEC (Ministério da Educação) confirmou que a relação de candidatos classificados na lista de espera do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) foi alterada após divulgação, o que fez com que alguns alunos perdessem a vaga que acreditavam ter conseguido.

MEC altera relação de aprovados na lista de espera do Sisu

Segundo informações do ministério, a alteração aconteceu porque algumas instituições tiveram que incluir, por ordem judicial, matrículas que não tinham sido feitas inicialmente. Com isso, foram reduzidas as vagas disponíveis nessas instituições e consequentemente reduziu a lista de aprovados na lista de espera.

Sebastião Tapajós vai gravar obra de meste Marcírio

Marcírio Siqueira Assunção, paraense de Óbidos, fez 100 anos no último 12 deste mês. Além de um violino, ganhou outro presente: 12 de suas composições serão gravadas em CD pelo violonista santareno Sebastião Tapajós e um grupo instrumental. Seis dessas músicas têm letras, e serão interpretadas pela cantora belenense Andréa Pinheiro.

A decisão de gravar o CD foi tomada por Sebastião Tapajós depois que ele conheceu uma série de composições de Marcírio. O próprio Tapajós selecionou o repertório para o disco. Ouviu as músicas executadas ao violão, algumas delas cantadas, pelo autor, em gravações que uma filha do compositor, a ictióloga Ivaneide Assunção, fez em períodos de férias na casa dos pais, na cidade de Óbidos. Nas décadas de 1920 e 1930, durante a adolescência e o início da idade adulta, Marcírio foi tocador, cantor e compositor de Marabaixo, folias de santo, lundu-chorado, e outros gêneros musicais, tendo integrado um conjunto de pau-e-corda, na cidade natal.

Na opinião de Tapajós, "as músicas de Marcírio são simples, mas têm consistência. São bem elaboradas, têm princípio, meio e fim". Ele observa, também, que o repertório selecionado é expressivo da música dos negros descendentes de escravos e da música urbana tradicional da região do baixo-Amazonas. Dessa representatividade aponta como exemplos um lundu-chorado, um marabaixo, raridade que subsiste apenas no Amapá, e dois temas criados para um cordão de pássaros obidense, que já não existe. Na produção musical de Marcírio destacam-se, ainda, mazurcas, dobrados e valsas. Autodidata, ele toca violão, violino, cavaquinho e banjo. Marcírio se encontra em Belém, na residência de Ivaneide, após superar problema de saúde.

(Fonte: Jornal Amazônia)

Alter do Chão: Barracas cobram preço mais alto a turistas estrangeiros

Turistas estrangeiros estão sendo ludibriados por alguns barraqueiros da praia de Alter do Chão. Algumas barracas adotam dois preços nos cardápios. No cardápio escrito em português, um prato de peixe, por exemplo, é vendido por um determinado preço, diferente do anotado ao lado da tradução da mesma refeição, sempre mais alto.

Uma ventrecha de pirarucu, com acompanhamento de arroz branco, farofa e vinagrete é vendida por R$ 35,00, mas a simples tradução do prato, descrito como "freshwater cody fatty- ribs(Rice, manioc flour, vegetables e vinaigrette)”, eleva seu peço para R$ 40,00.

No último domingo, O Estado do Tapajós flagrou essa prática desonesta contra turistas estrangeiros por barraqueiros inescrupulosos. A tática funciona quando grupo de turistas passa a ocupar mesas e cadeiras das barracas localizadas na ilha do Amor. Quando os barraqueiros percebem que no grupo há brasileiros, mostram outro cardápio apenas com os preços em português.

Na contra-mão dos esforços governamentais para atrair turistas estrangeiros para a praia considerada a mais bela do Brasil pelo jornal inglês The Guardian, em abril do ano passado, alguns barraqueiros prejudicam o desenvolvimento do turismo naquela vila ao se utilizarem de práticas jamais vistas nos principais roteiros turísticos mundiais que adotam preços da moeda local nos cardápios com conversão pelo câmbio do dólar. Os turistas nesses países têm a opção de pagar com as duas moedas, mas sem que o preço seja acrescido.
Foto: Geise Leal

Presidente Lula sanciona decreto do ZEE do Oeste do Pará

Da Redação
Agência Pará


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou o Decreto Nº 7.130/2010, na última sexta-feira (11), adotando a recomendação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que autoriza a redução para fins de recomposição, da área de reserva legal, para até 50%, dos imóveis situados nas áreas produtivas - zonas de consolidação e zonas de expansão -, definidas na Lei Estadual nº 7.243, de 09 de janeiro de 2009. A lei dispõe sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) da área de influência das rodovias BR-163 - Cuiabá/Santarém e BR-230 - Transamazônica, localizadas na região oeste do Pará.

O secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Marcílio Monteiro, explicou que utilizando a recomposição de 50%, o setor produtivo passará de 4.744 km2 para 11.862 km2, incorporando 7.117 km2 (2,13% da área do ZEE). O total da área apta para sistemas de produção chega a 3,53% do que foi definido no Zoneamento. "É preciso promover o desenvolvimento sustentável de quem vive nessa área, com foco na inclusão social e na conservação dos recursos naturais", ressaltou o secretário.

A sanção do decreto presidencial da ZEE Zona Oeste, destacou o deputado federal Zé Geraldo (PT-PA), permitirá aplicar as ferramentas previstas no Zoneamento Ecológico-Econômico, aprimorar o desenvolvimento regional e superar as desigualdades regionais herdadas de governos passados. Também será possível incentivar a implantação de um novo modelo de desenvolvimento com sustentabilidade.

O ZEE Zona Oeste abrange 19 municípios e uma área de 33 milhões de hectares, englobando Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Medicilândia, Novo Progresso, Placas, Porto de Moz, Prainha, Rurópolis, Santarém, Senador José Porfírio, Trairão, Uruará e Vitória do Xingu.

O governo do Pará elaborou o ZEE da BR-163 em apenas dois anos, um feito inédito, considerando que o Acre levou 14 anos para fazer seu zoneamento, e o Mato Grosso está há nove discutindo uma proposta. O trabalho, que serve como base para a implantação de políticas públicas na região, conta com o apoio de organizações governamentais e não governamentais, da iniciativa privada e da sociedade local, por intermédio dos movimentos sociais.

Secom (com informações de assessoria parlamentar)

Família pede que imagens de ancião assassinado não sejam exibidas


Após a divulgação da nota 'TV Tapajós exibe imagem de cadáver em telejornal', familiares de Manoel Gabriel Souza encaminharam ao Blog do Estado um comunicado em que solicitam que não seja divulgado foto da vítima de latrocínio, ocorrido na manhã de domingo.

O Blog do Estado atua dessa maneira sugerida pela família de Manezinho - de não exibir fotos de cadáveres ou corpos mutilados - desde a sua fundação. Igual procedimento editoral é adotado pelo jornal O Estado do Tapajós.

Diz o texto:

Nesse final de semana, durante um assalto, morreu nosso amado Vovô Manezinho – Manoel Gabriel Sousa, pedimos encarecidamente, em nosso e em nome de toda a família que não sejam divulgadas fotos do ocorrido. Colocamos à disposição fotos dele como ele era, um homem de 82 anos, feliz, honesto e muito amado pela família.

Com isso queremos preservar sua memória e a saúde de seus familiares e amigos. Alguns de seus filhos moram longe e não conseguirão vir ao enterro, não gostaríamos que fosse eternizada a imagem brutal deixada pela violência...

Entretanto, queremos que sua morte não tenha sido em vão, chega de violência, chega de lares destruídos, alguém ou todos, devem fazer alguma coisa para resgatar as famílias desse submundo em que estamos vivendo.

Agradecemos antecipadamente a compreensão e conto com o apoio de que sempre nos foi dado por todos vocês.

Elmara Roberta Alves Mota

Edinaldo Luiz da Mota Jr.

Edinaldo Luiz da Mota

Repórter fica com 'raiva' e exagera em números

O repórter Ismael Machado, do Diário do Pará, deve ter sido mordido por morcegos e contraído 'raiva' de uma boa apuração jornalística.

Em matéria assinada por ele e publicada no Diário de Domingo, o repórter afirmou que foram registrados 900 casos de raiva humana no Pará.

Se esses numeros fossem verdadeiros, isso seria uma epidemia planetária. Não há registro de casos desde 2006.

Os últimos registros (dois casos) conteceram em 2005. Um médico da Sespa (Amiraldo Pinheiro) deu uma coletiva e detonou com a reportagem.

PSC indica presidente da Paratur e fecha com reeleição de Ana Júlia

O PSC, liderado no Pará pelo deputado federal Zequinha Marinho, está fechado com a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa.

O partido indicou Luiz Antônio Souto para a presidência da Paratur, cargo que era da cota do PMDB que, pelo visto, afasta-se a cada dia da base de apoio da governadora Ana Júlia.

Souto tomou posse ontem, sem muito alarde.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O branco da paz de uma garça, o cinza da Marinha de Guerra

Foto:Luiz Gustavo

Errado é jornalista torcer e distorcer

Demóstenes Torres*

Marcelo Carneiro da Cunha aproveitou seu espaço no portal Terra para reabilitar um Demóstenes, que chamou de "o Certo", e desacreditar outro, que batizou de "o Errado". Não discuto sua admiração ao personagem histórico de quem herdei o nome, mas é necessário esclarecer aos que chama de "estimados leitores".

Cunha me arroga uma peróla: "A escravidão não foi culpa nossa, que importamos milhões de escravos, mas, sim, da África, que os exportou". Não sei se a encontrou em ostra, mas ela é falsa. Não culpei o continente nem tirei erro de país comprador. Apenas informei o que não é novidade no bê-á-bá de História. A África exportou escravos, sim.

O horror se estabelece quando um profissional de imprensa inventa declaração tão sórdida: "Culpar a África por ter sido explorada está em perfeito alinhamento com o restante do, digamos, pensamento do nosso Demóstenes, o Errado - o de culpar as negras por participarem do estupro de maneira mais animada do que seria digno".

Opinar sobre algo é democrático, publicar análises é do ofício de jornalista, mas atribuir a alguém frases inventadas fere a democracia e o jornalismo. Não culpei "as negras por participarem do estupro". Uma monstruosidade dessas só poderia sair da mente doentia de alguém que deseja vencer o debate sem pesar a mácula de seu estelionato intelectual sobre o currículo do fraudado. Não falei em "maneira mais animada" de encarar estupro. Eis outra ficção da lavra de Cunha, com nível de baixaria que desmerece um escritor bem-sucedido. Imputar a alguém a autoria de "maneira mais animada" de suportar violência sexual é tão grave que só o ofendido em sua honra pode mensurar. Não disse "que seria digno" ter essa ou aquela atitude diante das barbáries sofridas sob jugo. Se Cunha quis ferir-me a reputação ao criar para mim sentenças tão abjetas, acertou a própria testa. Doravante, só se pode ler sua obra pensando que foi capaz de imaginar vítima participando de estupro de forma animada. É o que se extrai de seu conceito de dignidade.

Escreve Cunha que avancei "na oratória sem noção e disse que a miscigenação no Brasil escravagista aconteceu assim, numa boa". Eu não disse isso. Infelizmente, ele não é o primeiro a, "assim, numa boa" me acusar sem ter noção do alcance do veículo em que publica. A "miscigenação no Brasil escravagista" ocorreu com violência sexual, mas também com relacionamento consentido entre africanos, europeus e ameríndios. Combato a tese do "estupro original". Quem a defende acha que oito em cada dez brasileiros têm no topo da árvore genealógica o mais repugnante ato de violência sexual. Cada ramo, cegamente apaixonado pela ideologia que advoga, deleta pesquisas que o desmontam: essa tese dos racialistas, abarcada pelo Movimento Negro, é a mesma dos salazaristas.

Na tentativa de lustrar o texto opaco, Cunha serve-se de Machado de Assis, mas nem o magistral "Pai contra mãe" trouxe brilho aos argumentos. No conto, um branco miserável passa fome, mora de favor terceirizado e adere ao "ofício de pegar escravos fugidos". O desfecho é um dos mais pungentes da literatura. Se respondesse ao IBGE, Machado se diria branco. Pela herança, era mulato. No entanto, não foi pela cor, a real ou a autodeclarada, que se tornou o maior escritor brasileiro, mas pelo mérito.

Não vou retribuir sua deselegância de me chamar de cavalo, mas tão certo quanto a escravidão ser "a maior tragédia desse país" é a fraude na apuração ser a grande tragédia de um jornalista. Gostaria de rebater cada período do artigo caluniador, injuriador e difamador. Mas acaba o surto, volta a manifestar-se o premiado autor e combate "as cotas raciais nas universidades": "Oficializar diferenças de tratamento com base na raça é racismo". Concordo e quero crer que Cunha não tenha chegado a essa conclusão sem pesquisa, como fez ao me atacar.

*Demóstenes Torres é senador (DEM/GO

MRN doa mudas para arborizar Santarém

O secretário de meio ambiente Marcelo Corrêa anunciou hoje que a Prefeitura de Santarém recebeu 10 mil mudas doadas pela Mineração Rio do Norte(MRN) para o serviço de arborização de praças e avenidas da cidade.

Mas o serviço de plantio só vai começar quando as condições climáticas no município se mostrarem mais favoráveis ao desenvolvimento das mudas.

Lixão de Cucurunã volta a ser utilizado

O antigo lixão que funcionava em uma área particular às margens da rodovia Everaldo Martins, no Cucurunão, voltou a operar.

Até caieiras clandestinas estão funcionando naquele local.

O crime ambiental foi mostrado hoje pelo repórter Valdir Ribeiro, da Tv Guarany, canal 15.

TV Tapajós exibe cadáver em telejornal

O Jornal Tapajós 1a. Edição exibiu a imagem do vigia que amanheceu morto em uma residência na travessa Assis de Vasconcelos, na manhã de domingo.

O corpo tinha os pés e as mãos amarrados.

A polícia suspeita que houve crime de latrocínio, uma vez os ladrões tentaram arrombar o cofre da residência.

Os editores do telejornal deveriam poupar os telespectadores de ver esse tipo de cena, justamente na hora do almoço.

O padão Globo de qualidade, pelo visto, foi jogado no lixo.

Presidente do TRE recebe comissão de Mojuí

O desembargador João Maroja, presidente do Tribunal Regional Eleitoral(TRE) recebe amanhã, as 10h30, em Belém, uma comissão de lideranças de Mojuí dos Campos e da Câmara Municipal para tratar da decisão daquela corte que anulou as eleições marcadas para o dia 28 de março.

Acompanham a comissão os vereadores Emir Aguiar e Erasmo Maia.

Cartões do Bolsa Família se amontoam nos Correios

Grande maioria das beneficiárias do Bolsa Família, que moram no interior de Santarém, ainda não veio buscar o cartão magnético na agência central dos Correios, em Santarém.

Os Correios avisam que não farão a entrega nas comunidades e que as beneficiárias precisam se deslocar até Santarém para retirar os cartões.

Mulher tomando tacacá

Acrílico sobre tela, de Sérgio Bastos.

Moléstia misteriosa continua em garimpo de Novo Progresso

Manolo Garcia:

Depois mais de 200 pessoas passarem mal com uma doença infecciosa desconhecida último domingo no garimpo São Raimundo, agora até os profissionais da saúde que foram medicar os doentes estão contaminados com a moléstia misteriosa.
A equipe médica que foi tratar os doentes também adoeceu, o caso está deixando muita gente assustada, já se fala em epidemia no garimpo São Raimundo. A princípio foi cogitada a idéia de sabotagem, suspeitava-se de envenenamento através da água, uma vez que até que não comeu da comida da festa passou mal, agora a hipótese está sendo descartada.
Segundo informações extras oficiais, até os integrantes da equipe medica que se encontra no local, estão adoecendo, sentem os mesmos sintomas, tontura, vômito, febre e diarréia. Esses levaram comida e água de fora.
Como o local não conta com saneamento básico o problema pode piorar ainda mais.
A precariedade está aliada ao que vem ocorrendo no vilarejo, não existem sanitários na comunidade, uma vez que em garimpo as moradias são improvisadas, as necessidades fisiológicas são feitas aleatoriamente a céu aberto, a fedentina exalada pelas fezes está por todos os cantos.
A doença continua fazendo vítimas e causando preocupações à população local e ao dono do garimpo, as pessoas não querem que seja divulgado o problema, para não causar uma imagem negativa do local.
A doença pode ser causada por bactérias e vírus transmitidos pelos pombos domésticos, é grande o número dessa ave naquele garimpo.

Redivisão não cusa prejuízo ao Pará, diz deputado

Parsifal Pontes:

O jornal "O Liberal" deste domingo, 14, traz opinião do Engenheiro Lutfala Bitar, empresário do setor de construção e vice-presidente da Associação Comercial do Pará, contra a divisão do Pará.

Permito-me contra-arrazoar Lutfala Bitar:

01. Alega que "dividido em três unidades federativas, cada um dos estados terá um peso no cenário nacional nada representativo e ao contrário do tão sonhado desenvolvimento, os estados terão que administrar uma enorme gama de problemas."

Há ai um equivoco de analise macro regional, pois os três estados, com características geopolíticas similares, formariam um bloco de ação – com o peso resultante maior que as partes - sempre que os interesses da mesorregião estivessem em jogo: assim age o Nordeste para enfrentar as incongruências do pacto federativo, e consegue maiores fatias no orçamento da União que todo o Norte junto.

Quanto a "administrar uma enorme gama de problemas", a frase cabe apenas como adjetivo da sentença, pois todos os estados administram, sempre, uma gama enorme de problemas.

02. Segue a matéria, alegando que "as regiões Sul e Sudeste do País participam com cerca de 75% da riqueza territorial brasileira. Os outros 25% estão distribuídos entre as regiões Centro-oeste, Norte e Nordeste, ou seja, apenas um quarto da riqueza nacional se apresenta do meio para cima no mapa do País."

Alega Bitar que estes números são dispares "se levarmos em conta que dois terços do território brasileiro é composto pela Amazônia”.

Isto é um anacoluto no objeto da discussão, pois tal desequilíbrio não se dá em função do território amazônico e sim pelas circunstancias históricas que cimentaram o perfil nacional.

Uma redivisão territorial do Brasil deve ser observada do ponto de vista do desenvolvimento regional e como uma ferramenta de redistribuição da renda federativa, extremamente concentrada no Sul e Sudeste.

03. Alega-se que com a divisão, a participação do Pará no PIB nacional, que hoje é de 1,7%, ficará abaixo de 1%. “É, sem dúvida, uma participação inexpressiva, que vai atrapalhar inclusive no campo político”, comenta Lutfala Bitar, lembrando que os estudos de viabilização da divisão não foram concluídos e por isto não tem como avaliar o assunto, defendendo, por isto, a não realização sequer do plebiscito.

Mais uma vez há dificuldades, naqueles que se recusam a aceitar a divisão, em enxergar a empreitada como um projeto de desenvolvimento regional e não com uma dicotomia geopolítica.

O Pará, a perdurar o atual pacto federativo, continuará fadado a fornecedor de matéria prima para a União. É desta matéria prima, sem valor agregado, que o Pará se deveria queixar sobre o seu minúsculo PIB, apesar da sua riqueza material.

Quanto a perda de peso político, discordo da afirmação apresentada, por entender que o peso político de um estado não está unicamente relacionado com o tamanho do seu PIB.

Peso político estadual se compõe na fatoração da macrorregião onde ele se insere, da quantidade de parlamentares que possui na Camara Federal, da qualidade desta representação, e de como a bancada que o representa se relacionar com as eventualidades da legislatura.

O nosso sistema parlamentar foi elaborado privilegiando a quantidade. Por isto, têm peso político especifico maior os estados mais populosos, porque mandam mais representantes ao parlamento, e os blocos macrorregionais, que compensam a fragilidade representativa com a quantidade alcançada pela coalizão.

Neste caso, a divisão do Pará, longe de subtrair prestígio político à região, potencializaria este peso pela multiplicação da representatividade.

Quanto a aguardar estudos de viabilidade para autorizar o plebiscito, não há esta exigência legal estabelecida.

Uma vez este autorizado, o processo se abastecerá das razoes e contrarrazoes necessárias ao convencimento do eleitor. A propósito, estudos há que demonstram tanto as razoes quanto as contrarrazoes, de acordo com o humor de quem as encomenda.

A matéria daí para a frente, discorre dados e extensões territoriais e procura mostrar o antes e o depois, fazendo uma analise puramente aritmética, descontextualizada das variáveis sociológicas e das repercussões econômico financeiras que poderiam ser rebatidas caso o novo cenário viesse a ocorrer: ficar menor não significa, necessariamente, ficar pior.

Ao final incorre-se no equivoco de afirmar que o Pará perderia a Hidrelétrica de Tucuruí, tendo que importar energia, as minas de Carajás, e seis das suas bacias hidrográficas.

Nada disto pertence ao Pará e não se esgota no Pará: é tudo patrimônio da União, sobre os quais o Estado não tem jurisdição de espécie alguma e nem aufere qualquer beneficio vertical.

A Usina de Tucuruí, antes de fornecer energia ao Pará, fornece ao Brasil, através do sistema integrado nacional. O Pará não agrega valor algum com isto.

O Pará já importa energia do operador nacional que é o proprietário que usa, goza, dispõe e abusa de toda a energia gerada no país.

Alinhamento do governo não reflete positivamente em Santarém

“O governo está alinhado de cima a baixo, inclusive com participação de Santarém, mas isso não reflete positivamente no município”. A afirmação é do vereador Nélio Aguiar (PMN), feita na Tribuna.

Nélio relata que o povo de Santarém ainda tem esperança que, com esse alinhamento e com a presença no governo de figuras importantes da classe política de Santarém, “como é o caso do ministro Padilha, o vice governador Odair Corrêa e agora o chefe da Casa Civil, do governo do Estado Everaldo Martins, possamos ver transformada a nossa realidade”.

O vereador lembra que temos grandes problemas de infraestrutura viária, como conseqüência do forte inverno de 2009, tendo sida atingida também a área rural.

“Recebemos ano passado somente R$ 4,5 milhões para fazer recuperação de bueiros e vias, o que foi insuficiente para atender as necessidades, está sendo anunciado mais R$ 10 milhões para recapeamento de ruas e acho isso pouco”, reclama.

“Nós precisamos dizer aos governos do estado e federal, que isso é pouco, porque nós queremos e merecemos mais”, concluiu Nélio.

Paulo André no CD de Cristina Caetano e Sebastião Tapajós

No site Belemdopara.com.br:

Revelação

A cantora Cristina Caetano, descoberta de Sebastião Tapajós, em Santarém, e que cantou todas as faixas do novo CD de Tião, que será lançado em maio, tem um blog na internet. No final das gravações, escreveu o seguinte:

Após vários dias de trabalho, encerramos hoje as gravações do CD Cristina Caetano Interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros. Dois dos parceiros nas composições de algumas músicas do CD foram ao estúdio participar deste momento. Paulo André Barata chegou com sua energia maravilhosa e participou da gravação da música "Quebranto de Amor" que foi feita em parceria com Sebastião Tapajós e Avelino do Vale.

domingo, 14 de março de 2010

Paysandu vence o Remo por 4 a 2

Por 4 a 2, o Paysandu venceu o Remo neste domingo (14) no Mangueirão. Em um jogo com muitos gols, o Paysandu conseguiu romper a invecibilidade do Remo, que estava invicto no campeonato. Mais de 42 mil torcedores acompanharam o clássico nesta tarde.

No próximo domingo (21), o Paysandu pode perder por até um gol de diferença para ser campeão do 1° turno do Parazão.

2° Tempo- O segundo tempo começou com uma troca. No Remo sai Gian e entra Samir. E aos 8 minutos, mais um gol do Leão. Marciano lança Heliton em velocidade que tocou na saída do goleiro.

Aos 15 minutos, uma troca no Paysandu sai Fabrício e entra Marquinhos. Um corte no supercílio de Alexandre Favaro. O jogo pára.

Aos 20 minutos, o jogo recomeça. Aos 23 minutos sai Didi e entra Luciano Dias no Papão. Também sai Claudio Allax e entra Bruno Lança.

Aos 28 minutos, uma linda defesa de Adriano. Ele pegou a bola de Sandro.

Aos 31 minutos, uma troca no Remo. Fabrício Carvalho é substituído por Otacílio.

Aos 44 minutos, gol do Paysandu. Sandro coloca Moisés na cara do Gol e ele faz o quarto gol do Papão. O jogo teve 5 minutos de acréscimo e terminou aos 50 minutos.

1° Tempo- No primeiro tempo do RE x PA o Paysandu saiu na frente e com folga: 3 a 1. Didi fez dois, inclusive o gol número 100 do campeonato. Assim, Didi ganhou um trofeu da RÁDIO CLUBE DO PARÁ por ter feito o centésimo gol do Parazão 2010.

Aos 17 minutos, Márcio Nunes não conseguiu segurar a bela jogada de Tiago Potiguar, que estava apagado até então, e ele tocou a bola para Didi abrir placar. A bonita jogada do Tiago Potyguar pela direita e colocou Didi com velocidade na grande área. Com raça, o bicolor chutou forte no canto esquerdo e fez o gol. Cinco minutos depois, para complicar ainda mais a situação do Remo, Raul acertou uma cotovelada em Didi e foi expulso.

Aos 34 minutos, um belo passe de Tiago Potyguar deixou Moisés livre para marcar o segundo. E logo depois, aos 40 minutos, Didi, o número 9, aproveitou uma falha da defesa do Remo e e chutou forte para fazer o terceiro.

Antes de terminar o 1º tempo, Alexandre Fávaro fez pênalti contra o Paysandu e levou cartão amarelo. Marciano foi para a cobrança e dimininiu para o Remo aos 44 minutos.

(Diário Online)

Vale: o mastodonte ficou incontrolável?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

No ano passado a Vale, a segunda maior mineradora do mundo, vendeu 247 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas, de cujos produtos específicos é a número um do mercado global. Foi bem menos do que os 296 milhões de toneladas de 2008, por conta da crise internacional, com ênfase nos Estados Unidos e na Europa. Mesmo assim, é um volume impressionante. Ainda mais porque as tonelagens continuarão a crescer – e de forma mais acentuada no Pará, conforme já ocorreu no primeiro bimestre deste ano.

A contribuição atual da mina de Carajás para a produção total da Vale de minério de ferro, que é ainda a sua principal mercadoria (responde por 61% do total), tem sido de menos de um quarto da soma. Mas se os investimentos em curso ou previstos se consumarem por inteiro, no final de 2013 Carajás, sozinha, estará produzindo 200 milhões de toneladas de minério de ferro, graças a um investimento de pouco mais de 14 bilhões de dólares (mais de 25 bilhões de reais, o equivalente ao incerto valor da hidrelétrica de Belo Monte, projetada – no papel – para ser a segunda maior do Brasil e do mundo, com prazo de maturação do investimento sendo mais longo).

Adição de 10 milhões de toneladas à atual capacidade da mina (de 90 milhões) já entrará em operação neste primeiro semestre. Outros 30 milhões de toneladas (com investimento de US$ 2,5 bilhões) começarão a ser lavrados no segundo semestre de 2012. Mas a grande ampliação começará a dar frutos no segundo semestre de 2013, quando, ao custo de US$ 11,3 bilhões, a Serra Sul estará em condições de dobrar a capacidade atual de Carajás, com mais 90 milhões de toneladas.

Esses números já seriam o bastante para provocar o interesse dos cidadãos sobre cuja jurisdição federativa está essa riqueza monumental, pois se trata do minério de ferro mais fico da Terra. A província mineral de Carajás receberá outros grandes investimentos em não-ferrosos. A Vale aplicará US$ 2,3 bilhões para o Onça-Puma produzir 58 mil toneladas de níquel já no segundo semestre deste ano. Outros US$ 1,8 bilhão permitirão à mina de Salobo duplicar sua produção de concentrado para 254 mil toneladas. Assim, Carajás, até 2013, absorverá mais de US$ 18 bilhões (mais de 32 bilhões de reais).

O prospecto da antiga Companhia Vale do Rio Doce nesse período ainda contempla o Pará com US$ 2,2 bilhões com a CAP, a nova refinaria de alumina de Barcarena, que começará no 2º semestre de 2013 com 1,86 milhões de toneladas, podendo chegar a 7,4 milhões (e ser a 1ª do mundo, junto com a vizinha Alunorte), e mais US$ 487 milhões para a terceira ampliação da jazida de bauxita de Paragominas (mais 5 milhões de toneladas de minério), que suprirá integralmente as duas fábricas de alumina.

Consolidação de todos os investimentos previstos pela Vale para o Pará durante os próximos quatro anos: US$ 21 bilhões (ou R$ 37 bilhões). O horizonte precisa ser modulado pelo desempenho dos mercados, que condicionará as decisões, pelo licenciamento ambiental pendente em relação a algumas dessas iniciativas e pela aprovação do conselho de administração da empresa em outras situações. Pode ser que alguns desses projetos não se materializem ou sejam executados apenas parcialmente. Mas o planejamento da empresa é ainda maior do que ela o revela no press-release que divulgou na quinzena passada.

No ano passado a Vale aplicou US$ 70 milhões no prosseguimento da termelétrica de Barcarena, sua alternativa imediata à carência de energia naquele pólo industrial. Mantém firme a aplicação na hidrelétrica de Estreito, no rio Tocantins, na qual tem direito a 30% dos 1.087 megawatts de energia que serão produzidos. Já se apresentou em um dos consórcios que tentarão arrematar a hidrelétrica de Belo Monte, para a qual o orçamento anterior, de 16 bilhões de reais, já foi deixado para trás. Seu interesse pela energia é, portanto, muito alto, atitude coerente com o desenvolvimento intenso do seu setor de logística, que foi responsável por 5,7% do faturamento bruto do ano passado (5% no ano anterior).

Vai ampliando também sua rede de transporte, criando um sistema como talvez nenhuma outra empresa privada controle em qualquer parte do mundo. Em 2008 pagou R$ 216 milhões da segunda parcela da concessão da Ferrovia Norte-Sul, com a qual (e mais a Centro Atlântica) interligará por trem os sistemas Norte e Sul de escoamento, cuja capacidade poderá ser medida, dentro de alguns anos, por algo próximo a meio bilhão de toneladas de carga.

O Brasil ainda é a base física principal da Vale, mas sua internacionalização é crescente, o que dará uma complexidade tal aos seus negócios que talvez venha a ultrapassar a capacidade de acompanhamento (e, quem sabe, de controle) dos governos nacionais, inclusive o do Brasil. Ela deu os primeiros passos para ser uma produtora de fertilizantes de dimensão mundial, assim como terá posição destacada na venda de carvão, tanto o metalúrgico quanto o energético (a China, que passou de uma exportação de 4,6 milhões de toneladas em 2008 para uma importação fantástica,de 104 milhões de toneladas de carvão no ano passado, também será decisiva nesse mercado, já que a alternativa hidrelétrica do país não terá o desenvolvimento pensado inicialmente). Ingressou ainda na área do biocombustível, através da Biopalma, com 41% das ações, que lhe dão acesso a 160 mil toneladas de biodiesel.

Em plena época de crise econômico-financeira e deterioração dos preços das commodities, que constituem sua especialização, a Vale não cancelou nenhum projeto. Prevê US$ 12,9 bilhões de investimento para 2010, sendo US$ 8,6 bilhões no desenvolvimento de novos projetos. Aposta no seu crescimento, uma vez superada a borrasca. Mas está perigosamente dependente do mercado asiático, que no ano passado ficou com 180 milhões dos 247 milhões de toneladas comercializados de minério de ferro e pelotas (sendo 140 milhões de toneladas da China, que teve um consumo recorde, de 628 milhões de toneladas).

A empresa teve acentuada queda de receita, ainda assim faturou US$ 24 bilhões (contra US$ 38,5 bilhões em 2008). Seu lucro líquido sofreu desabamento pior entre os dois anos (de US$ 13,2 bilhões para US$ 5,3 bilhões), mas decidiu remunerar bem seus acionistas, com US$ 2,75 bilhões. Corresponde a metade do lucro líquido, numa aposta da empresa para manter o interesse por suas ações nas bolsas (e assim continuar a emitir novos papéis e se capitalizar). Pôde agir assim graças à sua excelente geração de caixa, mas o endividamento bruto mais do que dobrou entre 2008 e 2009 (de um para 2,5 bilhões de dólares). O endividamento total chegou a US$ 22,8 bilhões e só sua amortização neste ano absorverá US$ 2,17 bilhões.

É um jogo audacioso e arriscado. Está modulado por uma criteriosa análise de fatores ou projeta uma ambição exagerada? É difícil apresentar uma resposta satisfatória a essa pergunta porque o crescimento da Vale é incomparavelmente maior do que o de qualquer estrutura que poderia ombrear-se a ela, tornar-se interlocutora necessária e interferir no seu planejamento, de tal forma que ele não seja apenas o reflexo dos desejos e apetites de uma empresa, mas o produto do seu diálogo com a sociedade, franco e profundo. Só assim seria possível combinar a estratégia empresarial com as necessidades sociais e a função pública. Essa relação, porém, está cada vez mais desequilibrada.

sábado, 13 de março de 2010

Torcida do Pantera na bronca

Comentário de leitores sobre a derrota do São Raimundo para o Botafogo:

Diego:
O São Raimundo está de parabéns, pois a não classificação para a próxima fase da copa do Brasil foi da Federação Paraense de Futebol.

Anônimo:
Agora é levantar a cabeça e começar a se prepará para o campeonato Paraense (que pode nos levar novamente para a copa do Brasil) e para o Brasileirão série C (que se Deus quiser nos dará ascensão para a série B).
O Pantera, jogou muito no segundo tempo,apesar de todas as falhas, o nervosismo do primeiro tempo. mais a minha insatisfação, é com a diretoria, que não teve peito suficiente para processar a Federação Paraense de Futebol, por perdas e danos.
Se não fosse a incompetencia da diretoria nessa situação, o pantera tinha se classificado. agora, o são raimundo tem a obrigação, de vencer o segundo turno do paraense, e ser campeão paraense.

Clubes não cumprem acordo e Pantera terá que jogar fora de Santarém

As partidas que o São Raimundo disputou fora de casa, o proimeiro turno, por causa da interdição do estádio Barbalhão não serão compensadas com jogos dentro de casa.

Dia 24, o Pantera estréia no segundo turno contra o Santa Rosa, jogo que pelo acordado entre as duas equipes, seria disputado em Santarém.

No rastro do Santa Rosa, outros times vão aplicar o mesmo beijo no Pantera, já qu eo acordo foi apenas verbal.

Mais uma trapalhada da dupla André-Sandiclei.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um ângulo do rio Tapajós

Foto do Dia - Um ângulo do Rio Tapajós on Twitpic



Foto: Paratur/Divulgação

Eleitores de Mojuí dos Campos fecham Br-163

Cerda de 500 eleitores de Mojuí dos Campos interdiram desde as 16 horas de hoje a rodovia Br-163, no pé-da-serra do Piquiatuba,bairro do Cambuquira,na periferia de Santarém.

O protesto é contra a decisão tomada ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral(TRE) que cancelou as primeiras eleições de Mojuí dos Campos, marcadas pelo próprio TRE para o dia 28 de março.

A Polícia Rodoviária Federal deu prazo para que os manifestantes liberem a rodovia ao tráfego de veículos a partir de 18 horas.

Dezenas de veículos estão impedidos de prosseguir viagem. Nem os ônibus urbanos estão sendo liberados em direção ao planalto santareno.

Moradores de Mojuí dos Campos organizam protesto em Santarém

É esperada para o início da tarde de hoje uma caravana de moradores de Mojuí dos Campos.

O grupo fará protestos contra a decisão do TRE que cancelou a eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores marcada para o dia 28 de março.

Tiro pela culatra

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Manobras desastrosas ameaçam a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa. Candidata quase certa a passar para o 2º turno, em outubro, ela pode enfrentar uma coligação mais forte na nova eleição e perder para uma aliança surpreendente, liderada por Jader Barbalho.

O Partido dos Trabalhadores abriga em sua sigla tantos grupos – distintos e divergentes – que nem precisa de inimigos para enfrentar: basta que os amigos divirjam para que a força da legenda fique ameaçada. Esse é um fácil diagnóstico de aplicação genérica. Mas no Pará essa cizânia (como gostam de dizer os militares, intolerantes às cisões internas, por força da exigência hierárquica da instituição) se acentua pela falta de comando e liderança fortes. A governadora Ana Júlia podia ocupar essa posição, graças aos poderes que concentra. Mas se acumulam as demonstrações de que lhe faltam as qualidades de líder.

Ela própria complicou gravemente seu caminho para a reeleição. Parecia que seu maior desafio seria estabelecer uma aliança mais sólida com seus principais parceiros, em especial o PMDB, e compor a base aliada com novos e surpreendentes aliados, como o PTB (maior adversário na última eleição municipal), de tal maneira a harmonizar o esquema nacional pluripartidário formado pelo PT para transformar o “poste eleitoral” chamado Dilma Rousseff na candidata favorita à sucessão do presidente Lula.

Foram tantos os erros cometidos que por pouco a governadora não se viu diante da iminência de um fato que deveria ser normal e até desejável nas democracias, mas se tornou quase um pecado mortal para os partidos políticos brasileiros, incluindo o antes alternativo PT: a disputa entre candidatos na convenção. Os grupos uterinos do PT ameaçaram levar a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins, a bater chapa com Ana Júlia. Com a máquina oficial nas mãos, a governadora é a melhor candidata que o partido tem para a eleição de outubro. Mas minoritária internamente, ela poderia perder na convenção.

O gesto que colocou as pretensões de reeleição de Ana Júlia foi primário e desastroso. Seu grupo, a Democracia Socialista, não conseguiu criar nenhuma liderança política de expressão no Estado, talvez porque seus integrantes atuem com mais desenvoltura nos gabinetes – e falando – do que no imenso território paraense, pelo qual se pulverizam os votos. O principal candidato da DS acabou sendo o agora ex-chefe da Casa Civil. Mas Cláudio Puty é um neófito em política, exceto a estudantil (e não mais naquele tipo de política estudantil que formava quadros para a política partidária).

Sem o apoio da máquina e o apadrinhamento total da governadora, Puty não se elegeria vereador em Belém. Daí sua presença constante e ostensiva no controle da máquina governamental e nos deslocamentos da governadora ao interior. Mas essa providência não bastou: era preciso criar a cadeia que leva ao voto, integrada por intermediários que vão do candidato a um cargo inferior (e por isso trabalha casado com o candidato principal) até o cabo eleitoral, fantasiado agora de líder comunitário.

Essa expansão colidiu com esquemas que foram montados antes e já estavam em funcionamento para apoiar outros candidatos. Os atritos foram se agravando e começaram a provocar conflitos. Uma recém-criada base de apoio a Puty no Incra de Marabá teve que ser desfeita por causa da reação do grupo do deputado federal José Geraldo, que controla o órgão. Essa vitória estimulou as outras tendências a avançar sobre a DS e lhe impor outros recuos, que culminaram no afastamento antecipado de Puty da chefia da Casa Civil.

A DS é a menor das divisões internas petistas e só aparenta ser maior porque venceu a eleição para o governo em 2006. Como explicar essa vitória se o grupo nem é predominante no PT e sua principal líder, consciente da sua expressão, vinha recusando aceitar a candidatura, até que o presidente Lula e o deputado federal Jader Barbalho praticamente a obrigaram a enfrentar o tucano Almir Gabriel, com a garantia do esquema que os dois líderes acertaram em Brasília? Os fatos e os números provam: sem o PMDB, o ex-governador do PSDB teria conseguido seu terceiro e glorioso mandato. Sem o qual perdeu o rumo e o sentido biográfico.

Fazer aliança com o PMDB em 2006 implicava o preço que o partido de Jader Barbalho estabeleceu, com o aval do presidente Lula. O PT do Pará pagou a primeira promissória, cedendo cargos no primeiro escalão do governo aos peemedebistas. Mas tratou de colocar leões-de-chácara à porta dos gabinetes e desviar funções para seus representantes, esvaziando os cargos cedidos. O PMDB engoliu vários sapos porque, mesmo com as sobras de cada uma dessas estruturas de poder, teve espaço para suas operações típicas.

Mas quando o espaço encurtou demais, o partido resolveu jogar alto. Primeiro foi puro blefe: com as ameaças e os primeiros atos de insubmissão esperava restabelecer a composição original. Os “luas pretas” de Ana Júlia apostaram em que os peemedebistas eram aliados compulsórios, não lhes restando alternativa senão acomodar-se com o que lhes era destinado. Foi então que Jader Barbalho decidiu a ignorar o PT estadual e passou a tratar apenas com o PT federal. Foi ele um dos peemedebistas mais ativos em favor da renovação da aliança nacional e da candidatura de Dilma Rousseff, combatendo os que queriam uma candidatura própria do partido. Talvez os luminares do PT paraense não tenham percebido que Jader construíra seu próprio palanque, mesmo sem se apresentar como candidato ao maior dos cargos em disputa. Qual candidato colocar sobre o tablado passou a ser a questão pendente, ainda não decidida (mas com opções postas à mesa, inclusive a de Barbalho). A dissidência, porém, era uma realidade a caminho do rompimento.

Se a governadora comandasse de fato seus correligionários, a situação seria outra. Mas Ana Júlia demonstrou ser pouco mais do que uma líder estudantil e sindical, como seus gurus de gabinete. Obrigada a aceitar que os secretários com pretensões eleitorais saíssem dos seus cargos no dia 1º, um mês antes do prazo legal de tolerância, ela já deixou à mostra uma fraqueza. Ao tentar “dar a volta por cima”, retirando poderes inerentes à Casa Civil antes de entregá-la à tendência concorrente, praticou outro desastre.

A manobra era tão evidente que mais uma vez teve que recuar. Só que agora de forma inusitada: o futuro substituto de Cláudio Puty ameaçou não assumir o cargo através de mensagem mandada através de telefone celular. Talvez tenha sido a primeira baixa comunicada por um torpedo virtual. Everaldo Martins soube do golpe através da esposa, que é secretária estadual de pesca, e nem se preocupou em falar pessoalmente com a governadora.

Todos esses desgastes teriam sido poupados se a DS tivesse consciência da própria expressão (ou falta de expressão) e aceitasse partilhar o poder de forma mais justa e coerente do que a desproporcional concentração de poder que promoveu em benefício próprio. Na segunda-feira, dia 1º, os três novos secretários assumiram no lugar dos que saíram para se tornarem candidatos na eleição de outubro (um quarto, Valdir Ganzer, dos Transportes, teve que permanecer no cargo, do qual já tinha sido exonerado, por causa de mais uma trapalhada petista: se assumisse como assessor especial, sinecura reservada aos demais, que não possuem cargo político, teria seu mandato de deputado estadual cassado). No ato, havia maquilagem suficiente para criar uma máscara de unidade partidária, que inexiste. E uma força que se tornou miragem.

Muita gente participou da solenidade e pequenos partidos aliados mandaram seus representantes. Mas não apareceu ninguém das principais forças políticas que poderiam aderir à candidatura da governadora: PMDB, PDT e o bloco PTB/PR (que controla a prefeitura de Belém). A ausência pode ser apenas um recado e não uma atitude de separação definitiva – ou pelo menos ainda não. Mas se representar a constituição de uma nova aliança eleitoral, as possibilidades de reeleição de Ana Júlia Carepa começarão a se reduzir. Com o que já possui, ela tem todas as condições de passar para o 2º turno e, talvez, com mais votos do que o segundo concorrente. Mas cairia para uma condição de inferioridade nessa segunda eleição, se os votos do PSDB migrarem para a coligação liderada pelo PMDB – ou vice-versa.

Se ainda precisava de estímulo para o rompimento, Jader Barbalho o recebeu de bandeja, entregue pelo deputado petista Zé Geraldo. Num discurso contundente no plenário da Câmara Federal, em Brasília, ele acusou o ex-governador de manter o Pará como refém da sua vontade e dos seus caprichos. Em 2006 o PT nem se preocupou com isso porque era a única maneira de chegar ao poder. Mesmo hoje, sua preocupação é retórica porque continua tentando refazer o acordo com Jader, mesmo considerando-o um seqüestrador (por estar impedindo, em época pré-eleitoral, a aprovação de dois novos empréstimos solicitados pelo Estado, no valor de mais de 550 milhões de reais, a serem agregados a R$ 2 bilhões já aprovados na Assembléia Legislativa desde o início do governo Ana Júlia) e o deputado Carlos Bordalo alegar que Jader não comanda o PMDB. Como para todos os outros partidos, para o PT as palavras existem para esconder a verdade, não para revelá-la.

O presidente do partido garantiu que o remanejamento da função de contratar DAS e comissionados, que estava no âmbito da Casa Civil, para a Secretaria de Governo, visava o desenvolvimento do Estado e não esvaziar o cargo que seria cedido a outra tendência petista. Quando a governadora foi forçada a voltar atrás e devolver esses poderes ao chefe da Casa Civil, o alegado bem público foi esquecido. Em compensação, foi dito que a medida não era oportunista: vinha sendo estudada há muito tempo. Ainda assim, foi constituído às pressas um “grupo de trabalho” para examiná-la, como se fora nova. Palavras, nada mais do que palavras.

A substituição de Cláudio Puty por Everaldo Martins significaria uma evolução no sentido do pluralismo e do descomprometimento da Casa Civil em relação às eleições? Não: Everaldo deverá fazer o que for possível pela candidatura do irmão, deputado estadual Carlos Martins, e pelos interesses da irmã, a prefeita Maria do Carmo, além dos dele próprio, que, na secretaria de planejamento de Santarém, foi extremamente concentrador de poder. A solução, portanto, é de meia sola.

Pelo que tem feito politicamente, Ana Júlia estará dando razão ao adversário Almir Gabriel. Segundo ele, governador que tem a máquina oficial nas mãos só perde por incompetência, como teria feito seu correligionário Simão Jatene e está sendo Ana Júlia desde o primeiro dia do seu mandato.

Dupla de trapalhões prejudicou Pantera

Vale a pena ler de novo a nota deste Blog sobre os efeitos nocivos provocados ao time de São raimundo pela dupla de trapalhões André Cavalcante e Sandiclei Monte, publicada dia primeiro de março.

Se não fosse o gol contra dessa dupla, que não ficou diligente junto à CBF para regularizar três jogadores, preferindo as mordomias do clube, o que provocou a anulação da vitória de 1x0, em Santarém, o Pantera estaria classificado para a próxima fase da Copa do Brasil, mesmo com a derrota de ontem para o Botafogo por 4x3.

Releiam o texto, mais atual do que nunca:

Nas 'Expressas' da Coluna do Estado, edição impressa de O Estado do Tapajós:

A dupla de trapalhões André Cavalcante e Sandiclei Monte, que se auto-intitulam dirigentes do São Raimundo, é a única responsável pela perda de 3 pontos decretada pelo STJD ao Pantera pelo uso jogadores não inscritos para a Copa do Brasil. *** Essa dupla pernóstica, ao invés de fazer o serviço em benefício do clube, deixando de lado a vaidade, usa o clube apenas para promoção pessoal. *** Se essa diretoria do Pantera tivesse vergonha na cara mandava Sandiclei e André pra bem longe do clube para evitar maiores estragos junto ao elenco do Pantera. *** Ainda no assunto: a tentativa de atribuir a falta de registro a uma falha da FPF não isenta de culpa essa dupla desastrada que, ao invés de consultar o BID, antes do jogo contra o Botafogo, estava usufruindo das mordomias que a liberalidade da diretoria permite que os mesmo desfrutem.

Conexão Reporter do SBT revela casos de pedofilia de padres






Atrás da Sacristia, o segredo. Uma imagem perturbadora. Sexo, intrigas e poder na Igreja Católica. O altar e o crucifixo como testemunhas. Mentes traumatizadas. Lembranças que persistem. Pesadelos intermináveis. O ensino sagrado, evangelho e a formação do caráter de jovens. Pretexto para se aproximar de meninos que achavam que ser coroinha era o caminho mais curto até Deus? O verdadeiro caminho do calvário. A inocência negada. Proibida. Violentada.


Nossa investigação começa quando temos acesso a um vídeo, entregue por um morador de uma cidade de Alagoas. Cenas que revelam uma face obscura da fé. No fundo, o altar de uma casa construída com o dinheiro dos fiéis. Na cama, um padre. O sacerdote em ato sexual com um jovem. Ao final, o padre se assusta ao perceber que tudo estava sendo registrado.

Arapiraca, duzentos mil habitantes, a segunda maior cidade do estado de Alagoas. Como em tantos lugares do interior do país, a igreja exerce colossal influência na vida da comunidade. O padre trata-se de um dos religiosos mais conhecidos na região. De seus oitenta e dois anos, cinquenta e oito são de sacerdócio e vinte a frente da Paróquia de São José. Mesmo aposentado continua celebrando missas e casamentos pelo enorme prestígio. Camisetas foram vendidas para arrecadar dinheiro para a construção de uma casa para ele. Os fiéis de Arapiraca o enxergam como um verdadeiro santo.


A suposta vítima um ex-coroinha que aparece no vídeo mantendo relações sexuais com um Monsenhor de Arapiraca. Hoje ele diz que tem consciência do mal que o assombrou durante oito anos. Mas a fé, até então inabalável, foi sendo pouco a pouco substituída por outro sentimento. Revolta. Localizamos também quem filmou as imagens. Trata-se de outro ex-coroinha que também disse que foi vítima do padre, com doze anos. Hoje, com vinte e um anos, ele diz que resolveu dar um basta. O ex-coroinha aproveitou que o portão da casa estava entreaberto e com uma câmera na mão registrou a tarde de orgia e luxúria do padre. As imagens sugerem uma relação consentida, mas o ex-coroinha conta que os abusos começaram quando ele era apenas um menino.


O Monsenhor aceita conversar com Cabrini diante de nossa câmera. O crucifixo, no peito, é seu Senhor e Mestre. Ele nega o excesso de casos de pedofilia na cidade, que dizem. Afirma que o padre comete um pecado mortal, mas que pode se arrepender. Declara também não conhecer nenhuma caso de abuso de crianças ou coroinhas. No momento mais tenso da entrevista Cabrini pergunta se ele já abusou de algum coroinha. O padre não afirma e não nega. Apenas diz que o único que pode saber de seus pecados é seu confessor. Após ser questionado pede que Roberto Cabrini saia de sua casa.



Mais um sacerdote aparece no escândalo, citado pelo ex-coroinha. É uma padre responsável pela Igreja mais importante de Arapiraca. Vamos ao encontro dele em sua casa. Desconfiado, ele quer se certificar que a conversa não está sendo gravada, batendo no peito de nosso produtor à procura de microfones. Seu comportamento é estranho para uma pessoa supostamente inocente. Ele nega todas as acusações e ainda tenta passar a imagem de um padre dedicado.

Abusos ou relações homossexuais? Padres em pecado ou garotos atrás de dinheiro? Padres e coroinhas...um relacionamento atrás da sacristia

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Virus da gripe suína se alastra em Santarém

TRE cancela eleição em Mojuí dos Campos. PSDB recorre

Turistas são explorados por barraqueiros de Alter do Chão

Diretora do Hospital Municipal de Santarém consultava em Alenquer no dia do desabamento que matou 2 pessoas

Prefeitura não consegue ordenar a orla da cidade

Usuário do Banco do Brasil sofre em fila para pegar senha

Militares e evangélicos na invasão do Juá

FPM tem queda de 40% no mês de março

Lula e a greve de fome

Lúcia Hipólito:


Apoiado em índices estratosféricos de popularidade, aclamado no Brasil e no exterior, considerado o "homem do ano", "um dos mais importantes da década", elogiado por jornais e revistas estrangeiras, o presidente Lula decidiu que não tem contas a prestar a ninguém.

Lula nunca teve problemas de relacionamento com ditadores. Da África, do Oriente Médio, da Ásia, da América.

Elogia o presidente do Irã, abraça-se com Kaddafi. Com Fidel, então, Lula chega a revirar os olhinhos de tanta alegria.

Uma ditadura, o governo mais embolorado da América, uma relíquia do século passado, com os irmãos Castro perdidos em devaneios antiimperialistas.

Tudo tão antigo. Como é também antigo o desrespeito do governo de Cuba aos direitos humanos, como são antigas as prisões cubanas, como é antigo o hábito de amordaçar qualquer tentativa de liberdade de expressão, seja uma blogueira ou um ativista de direitos humanos.

O presidente Lula foi mais uma vez a Cuba e chegou justamente no dia em que morria, depois de 82 dias de greve de fome, o operário Orlando Zapata. Era um preso político, um preso de consciência.

Fotografado às gargalhadas ao lado dos irmãos Castro, Raúl e Fidel, pálidas caricaturas da Guerra Fria, Lula, ao ser perguntado sobre a morte de Zapata... botou a culpa no morto. Quem mandou fazer greve de fome?! Onde já se viu?!

Muito criticado, no Brasil e no exterior, o presidente saiu pela tangente, afirmando que pessoalmente é contra greve de fome como recurso de prisioneiros e que não tem por hábito imiscuir-se na política interna de outros países.

Vamos esquecer, por um momento, dos elogios à eleição do presidente do Irã ou mesmo a recusa a reconhecer as eleições presidenciais em Honduras.

Vamos nos concentrar nos presos políticos e suas greves de fome.

Ontem, o presidente Lula realmente extrapolou. Entrevistado pela agência de notícias Associated Press, declarou o presidente: "Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação."

Ao comparar presos políticos com bandidos, o presidente desrespeita, não apenas sua própria biografia, mas faz pior: agride frontalmente a ministra Dilma Rousseff, sua candidata à presidência da República.

Não é segredo para ninguém que Dilma foi presa política durante alguns anos. Torturada. Não sei se fez greve de fome, mas isto é irrelevante. Ao compará-la a um bandido, o presidente Lula comete uma grosseria que nem os gorilas da direita mais hidrófoba ousaram, durante a ditadura.

Uma das greves de fome mais emblemáticas durante a ditadura brasileira durou 32 dias. Preso no Presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro, Nelson Rodrigues Filho participou, junto com Perly Cipriano e Jorge Raimundo Júnior, de uma greve de fome que só terminou com a aprovação da Lei da Anistia pelo Congresso Nacional, em 22 de agosto de 1979.

O presidente Lula tem todo o direito de se relacionar com ditadores alegando razões de Estado.

O presidente Lula tem todo o direito de desrespeitar a própria biografia.

Mas não tem o direito de desrespeitar a trajetória e a luta política de milhares de brasileiros, alguns até muito próximos dele.

O presidente Lula pode muito, muito mesmo. Mas não pode tudo.

Ainda bem.