Com gol de João Pedro aos 5' do 2º tempo o São Raimundo venceu o Vila Rica/Cametá, hoje à tarde, no estádio Barbalhão.
O Pantera agora soma 11 pontos, ao lado do Ananindeua que também tem 11 pontos. Paysandu soma 13 pontos e o Remo é o líder disparado com 18 pontos e ainda enfrenta o Águia, amanhã, às 20h30, no Baenão.
domingo, 25 de maio de 2008
Sobre a Lei de Crimes Ambientais
Ronaldo Brasiliense
O futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anuncia que pretende fazer mudanças na Lei de Crimes Ambientais, para torná-la prática. Bobagem. A lei é rigorosa e vem sendo aplicada. O que precisa mudar é a cobrança das multas aplicadas pelo Ibama com base na Lei de Crimes Ambientais. Os acordos pós-multa são cada vez mais frequentes e o que se vê é que nenhum infrator paga coisa alguma. Você vê a manchete - Ibama aplica três bilhões em multas - e depois constata, abestalhado, que o que foi arrecadado não passa de 30 dinheiros. Assim, diria o caboclo ao ver abelhas mamando na saca de açucar - até eu faço mel...
O futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anuncia que pretende fazer mudanças na Lei de Crimes Ambientais, para torná-la prática. Bobagem. A lei é rigorosa e vem sendo aplicada. O que precisa mudar é a cobrança das multas aplicadas pelo Ibama com base na Lei de Crimes Ambientais. Os acordos pós-multa são cada vez mais frequentes e o que se vê é que nenhum infrator paga coisa alguma. Você vê a manchete - Ibama aplica três bilhões em multas - e depois constata, abestalhado, que o que foi arrecadado não passa de 30 dinheiros. Assim, diria o caboclo ao ver abelhas mamando na saca de açucar - até eu faço mel...
Amazônia: a soberania está em xeque
Isto ÉAvançam na comunidade mundial as propostas para a internacionalização do maior tesouro verde do Brasil. Uma resposta urgente se faz necessária!
À primeira vista pode parecer fruto da imaginação de um jornalista estrangeiro, sem maiores compromissos, que acaba de desembarcar no Brasil. Mas seria muita ingenuidade acreditar que o conceituado jornal americano The New York Times abrisse espaço para seu correspondente baseado no Rio de Janeiro, sem que tivesse um objetivo editorial de maior alcance. Sob o título “De quem é a Amazônia, afinal?”, o texto assinado por Alexei Barrionuevo na edição do domingo 18 veio engrossar o coro internacional que tem questionado a soberania do Brasil sobre a Amazônia. Barrionuevo dá seu recado logo no início, quando cita um comentário do então senador americano Al Gore em 1989 (depois ele foi vice do presidente Bill Clinton em duas gestões): “Ao contrário do que pensam os brasileiros, a Amazônia não é propriedade deles, pertence a todos nós.”
À primeira vista pode parecer fruto da imaginação de um jornalista estrangeiro, sem maiores compromissos, que acaba de desembarcar no Brasil. Mas seria muita ingenuidade acreditar que o conceituado jornal americano The New York Times abrisse espaço para seu correspondente baseado no Rio de Janeiro, sem que tivesse um objetivo editorial de maior alcance. Sob o título “De quem é a Amazônia, afinal?”, o texto assinado por Alexei Barrionuevo na edição do domingo 18 veio engrossar o coro internacional que tem questionado a soberania do Brasil sobre a Amazônia. Barrionuevo dá seu recado logo no início, quando cita um comentário do então senador americano Al Gore em 1989 (depois ele foi vice do presidente Bill Clinton em duas gestões): “Ao contrário do que pensam os brasileiros, a Amazônia não é propriedade deles, pertence a todos nós.”
Três dias antes de o The New York Times publicar seu artigo, o jornal inglês The Independent, noticiando o pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi quem deu plantão sobre a Amazônia. E sem o menor pudor: “Uma coisa está clara. Essa parte do Brasil (a Amazônia) é muito importante para ser deixada com os brasileiros.” O que fica claro, diante das notícias de Nova York e Londres, é que a Amazônia corre grave ameaça. A ofensiva dos dois jornais não é gratuita e já passou a hora de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomar uma decisão forte, que ecoe para todo o mundo, de forma inquestionável, a certeza de que a Amazônia é nossa.
A cobiça de potências estrangeiras não é surpresa e tudo começa pela extensão territorial. A Amazônia Legal se estende por nove Estados e ocupa 61% do território brasileiro – sua área equivale à metade do continente europeu e nela cabem 12 países, incluindo Alemanha e França. Ela seria, assim, o sexto maior país do mundo, com uma população de 20 milhões de pessoas. A região faz fronteira de 11 mil quilômetros com Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. O rio Amazonas é o soberano da Terra em volume de água e possui um quinto da água doce do planeta. Segundo avaliações da ONU, o século 21 será marcado por graves conflitos entre as nações, com origem numa única causa: a escassez de água potável.
É isso que torna a Amazônia ainda mais estratégica, pois em seus rios estão 21% da água doce vital ao homem. Em seu livro A guerra do amanhã, o assessor para assuntos estratégicos da ONU, Pascal Boniface, previu, entre os cenários de guerras desse século provocadas pelo aquecimento global, a provável invasão da região amazônica por uma coligação internacional. A ação contra a soberania brasileira se justificaria porque “salvar a Amazônia é o mesmo que salvar a Humanidade”. O francês Pascal Lamy, ex-comissário de Comércio da União Européia, é da mesma opinião: “As florestas tropicais como um todo devem s
er submetidas à gestão coletiva, ou seja, à gestão da comunidade internacional.”
Como ressalta o The Independent, a Amazônia é uma poderosa reserva de recursos naturais. O diário espanhol El País também destaca que “o mundo tem os olhos postos nas riquezas da floresta”. É por isso que a soberania brasileira é questionada. O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, prefere não levar a sério o The New York Times e desqualifica a idéia de internacionalizar a região: “Quem faz uma proposta dessas deveria passar por uma requalificação psicológica, tal o disparate que contém. Os donos da Amazônia somos nós.”
A cobiça de potências estrangeiras não é surpresa e tudo começa pela extensão territorial. A Amazônia Legal se estende por nove Estados e ocupa 61% do território brasileiro – sua área equivale à metade do continente europeu e nela cabem 12 países, incluindo Alemanha e França. Ela seria, assim, o sexto maior país do mundo, com uma população de 20 milhões de pessoas. A região faz fronteira de 11 mil quilômetros com Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. O rio Amazonas é o soberano da Terra em volume de água e possui um quinto da água doce do planeta. Segundo avaliações da ONU, o século 21 será marcado por graves conflitos entre as nações, com origem numa única causa: a escassez de água potável.
É isso que torna a Amazônia ainda mais estratégica, pois em seus rios estão 21% da água doce vital ao homem. Em seu livro A guerra do amanhã, o assessor para assuntos estratégicos da ONU, Pascal Boniface, previu, entre os cenários de guerras desse século provocadas pelo aquecimento global, a provável invasão da região amazônica por uma coligação internacional. A ação contra a soberania brasileira se justificaria porque “salvar a Amazônia é o mesmo que salvar a Humanidade”. O francês Pascal Lamy, ex-comissário de Comércio da União Européia, é da mesma opinião: “As florestas tropicais como um todo devem s
er submetidas à gestão coletiva, ou seja, à gestão da comunidade internacional.”Como ressalta o The Independent, a Amazônia é uma poderosa reserva de recursos naturais. O diário espanhol El País também destaca que “o mundo tem os olhos postos nas riquezas da floresta”. É por isso que a soberania brasileira é questionada. O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, prefere não levar a sério o The New York Times e desqualifica a idéia de internacionalizar a região: “Quem faz uma proposta dessas deveria passar por uma requalificação psicológica, tal o disparate que contém. Os donos da Amazônia somos nós.”
Por mais que o ministro tente reduzir a importância das ameaças, o fato, no entanto, é que os estrangeiros se sentem donos da região há muitos anos. Em 1862, logo após a vitória da União na Guerra Civil americana, o presidente Abraham Lincoln sugeriu a representantes dos negros libertados a criação de um Estado Livre na Amazônia. Dom Pedro II não foi consultado, mas o Brasil foi salvo pelos dirigentes negros que deram uma resposta boa e seca a Lincoln: “Não aceitamos a proposta porque este país também é nosso.”
Ainda no Segundo Reinado, o comandante Matthew Maury, chefe do Observatório Naval de Washington, defendeu a livre navegação internacional pelo rio Amazonas. Cem anos depois, o urbanista e futurista americano Herman Kahn teve a idéia de inundar a região num sistema de grandes lagos, com as dimensões do Estado de São Paulo, para permitir a navegação até as minas da Bolívia, do Peru e da Venezuela, fornecedoras de matéria-prima para as indústrias metalúrgicas dos EUA. Em troca o Brasil receberia uma hidrelétrica gigantesca.
Planos para a Amazônia não faltam. Em algumas escolas americanas já circulam mapas que mostram o Brasil extirpado dessa região e do Pantanal. Metendo o nariz na vida alheia, os que questionam nossa soberania justificam o ato alegando que o Brasil tem de ser punido por má gestão. Somos acusados, por exemplo, de não conseguirmos deter o desmatamento.
Segundo o instituto inglês Stern, esse é o melhor e mais barato caminho para estancar o aquecimento global. A queima de florestas, por um dia, emite mais dióxido de carbono do que vôos de oito milhões de pessoas entre Londres e Nova York. Daí, a imensa responsabilidade do Brasil. Durante a Sessão Especial da ONU sobre Meio Ambiente, em junho de 1997, o presidente americano Bill Clinton exigiu a redução significativa de gás carbônico e disparou veementes críticas aos países que não impediam a queimada em suas florestas. Para não ficar apenas em palavras, Clinton chegou a desmarcar um encontro com o então presidente Fernando Henrique Cardoso, pois preferiu viajar para a Califórnia, onde se reuniria com prefeitos locais. A questão do desmatamento não deixa de ser um argumento dos que querem internacionalizar a floresta, até mesmo porque os últimos levantamentos do Inpe acusam aumento de áreas queimadas, como revelou Minc na quarta-feira 21. Mas é óbvio que os estrangeiros não são movidos apenas por boas intenções. Muito além das queimadas e da poluição, eles estão de olho é nas incomensuráveis riquezas da Amazônia.
Felizmente, o Exército brasileiro está consciente do perigo. E diz estar preparado até mesmo para a possibilidade mais radical de uma intervenção militar. “Hoje, a Amazônia é nosso maior foco de preocupações com a segurança”, disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, em recente entrevista em Brasília. Em sua avaliação, uma hipótese potencial seria a de “uma guerra assimétrica na Amazônia, ou seja, uma guerra contra uma potência muito superior, que nos forçaria a uma guerra de resistência nacional”. Outro cenário, segundo Unger, incluiria a ação militar de um país vizinho patrocinado por uma grande potência, bem como incursões de forças irregulares ou paramilitares. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não vê um risco imediato, mas ressalta que, apesar de não sermos beligerantes, saberemos nos defender: “Não há nenhum país ameaçando o Brasil, mas precisamos de uma força dissuasiva para remover a possibilidade de que aconteça uma invasão.” Ou seja, pelo sim, pelo não, as Forças Armadas têm se preparado para a pior hipótese. Além de renovar seu armamento, vêm reforçando suas unidades na região com transferência de tropas do Sul para o Norte.
“Os militares projetam um conflito futuro, para daqui a 30 ou 40 anos, com um inimigo mais provável, os Estados Unidos”, diz o cientista político Paulo Ribeiro Rodrigues da Cunha, da Unesp. “Não devemos ser paranóicos, mas muito menos devemos ser ingênuos”, conclui ele, tecendo elogios à movimentação das Forças Armadas.
A maioria dos especialistas sustenta que a intervenção militar é uma possibilidade remota. Esse é o caso do coronel da reserva Geraldo Lesbat Cavagnari Filho, fundador e pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp. Ele descarta o conflito e a conspiração com o objetivo de internacionalizar a Amazônia, mas alerta que isso não justifica nenhuma “negligência da defesa militar nesse possível teatro de operações”. E a defesa, a seu ver, não se reduz à dimensão das armas: “Ela abrange, também, a defesa do meio ambiente e das comunidades indígenas, assim como a interceptação do tráfico de drogas e do contrabando de minérios e madeiras.”
Felizmente, o Exército brasileiro está consciente do perigo. E diz estar preparado até mesmo para a possibilidade mais radical de uma intervenção militar. “Hoje, a Amazônia é nosso maior foco de preocupações com a segurança”, disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, em recente entrevista em Brasília. Em sua avaliação, uma hipótese potencial seria a de “uma guerra assimétrica na Amazônia, ou seja, uma guerra contra uma potência muito superior, que nos forçaria a uma guerra de resistência nacional”. Outro cenário, segundo Unger, incluiria a ação militar de um país vizinho patrocinado por uma grande potência, bem como incursões de forças irregulares ou paramilitares. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não vê um risco imediato, mas ressalta que, apesar de não sermos beligerantes, saberemos nos defender: “Não há nenhum país ameaçando o Brasil, mas precisamos de uma força dissuasiva para remover a possibilidade de que aconteça uma invasão.” Ou seja, pelo sim, pelo não, as Forças Armadas têm se preparado para a pior hipótese. Além de renovar seu armamento, vêm reforçando suas unidades na região com transferência de tropas do Sul para o Norte.
“Os militares projetam um conflito futuro, para daqui a 30 ou 40 anos, com um inimigo mais provável, os Estados Unidos”, diz o cientista político Paulo Ribeiro Rodrigues da Cunha, da Unesp. “Não devemos ser paranóicos, mas muito menos devemos ser ingênuos”, conclui ele, tecendo elogios à movimentação das Forças Armadas.
A maioria dos especialistas sustenta que a intervenção militar é uma possibilidade remota. Esse é o caso do coronel da reserva Geraldo Lesbat Cavagnari Filho, fundador e pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp. Ele descarta o conflito e a conspiração com o objetivo de internacionalizar a Amazônia, mas alerta que isso não justifica nenhuma “negligência da defesa militar nesse possível teatro de operações”. E a defesa, a seu ver, não se reduz à dimensão das armas: “Ela abrange, também, a defesa do meio ambiente e das comunidades indígenas, assim como a interceptação do tráfico de drogas e do contrabando de minérios e madeiras.”
Nessa linha, o general Carlos de Meira Mattos, falecido em janeiro de 2007, fez pouco da teoria da soberania compartilhada, mas recomendou ao Estado brasileiro demonstrar forte e inabalável decisão de não aceitar a violação de seus direitos. Além da ofensiva diplomática, o Brasil, recomendava Meira Mattos, deve revelar notória capacidade de administrar a Amazônia, “desenvolvendo eficiente política autosustentável que preserve a natureza, proteja suas águas e otimize o seu povoamento”.
As tarefas do Estado brasileiro, portanto, estão mais do que assinaladas. E são urgentes. O melhor meio de enfrentar ameaças à soberania nacional é se fazer presente na região. Isso significa, em primeiro lugar, adotar uma política menos complacente em relação às inúmeras ONGs que atuam na Amazônia. Misturam- se ali raras organizações internacionais de mérito reconhecido em defesa da ecologia e dos direitos humanos com inúmeras entidades inidôneas e de finalidade incerta e não sabida. Na verdade, estão atrás das riquezas e da biodiversidade.
Há que impedir essa invasão camuflada de objetivos ecológicos e humanitários. Basta lembrar que 96% das reservas mundiais de nióbio encontram-se na Amazônia e a região também é alvo da chamada biopirataria por parte de laboratórios que buscam patentes inéditas para seus medicamentos. O governo tem procurado se informar sobre os desvios de rota das ONGs e promete adotar regulamentos mais rígidos nas permissões de acesso à floresta. As autorizações passarão pelo crivo dos órgãos da Defesa. Segundo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., o objetivo é separar o joio do trigo. “Não serão criados obstáculos para as ONGs respeitadas”, diz ele.
Em sua explosiva reportagem, o The New York Times comete o exagero de comparar as novas exigências que serão feitas às ONGs aos tempos da Guerra Fria, quando determinadas áreas da ex-União Soviética eram vedadas a estrangeiros. Diz o jornal que, assim, o Brasil pode terminar como ela. A comparação é tão estapafúrdia quanto a proposta de internacionalizar a Amazônia por se tratar de “um patrimônio da Humanidade”. Só encontra paralelo nas versões que correm em círculos intelectuais europeus e americanos de que o Brasil estaria patrocinando um “pavoroso extermínio de seus índios”.
Em sua explosiva reportagem, o The New York Times comete o exagero de comparar as novas exigências que serão feitas às ONGs aos tempos da Guerra Fria, quando determinadas áreas da ex-União Soviética eram vedadas a estrangeiros. Diz o jornal que, assim, o Brasil pode terminar como ela. A comparação é tão estapafúrdia quanto a proposta de internacionalizar a Amazônia por se tratar de “um patrimônio da Humanidade”. Só encontra paralelo nas versões que correm em círculos intelectuais europeus e americanos de que o Brasil estaria patrocinando um “pavoroso extermínio de seus índios”.
Sob essa alegação, muitas ONGs de fachada defendem com unhas e dentes a política indigenista em vigor, que premiou algumas tribos com territórios maiores do que o de países europeus. A essas ONGs interessa que o Estado brasileiro não tenha domínio político sobre as extensas áreas ocupadas pelos indígenas, sobretudo porque são territórios de riqueza desconhecida – e é mais fácil aos estrangeiros que nos cobiçam tecer nebulosos negócios com os índios. É também por isso que é urgente modificar a atual política de demarcação de terras, uma vez que, se ela continuar como está, índios e ONGs ocuparão cada vez mais o território nacional. Assim, lamentavelmente, muito antes de enfrentar invasores externos, o Brasil terá de invadir uma porção do próprio Brasil para reaver a integridade de seu chão.
Faltou uma bandeira do PT
Miguel Oliveira
Editor-Chefe
Com méritos, o publicitário tupiniquim Chico Cavalcante está sendo copiosamente festejado como novo marqueteiro do PT.
Mas este site, plantado no coração da Amazônia, vai ter que botar água no chope de Cavalcante, justamente por se atrever a desempenhar o papel de advogado do diabo.
É que o mote dos Vt's que estão sendo exibidos tem como mote as antigas bandeiras de lutas do PT.
E não é que Cavalcante omitiu a principal bandeira dos petistas desde a fundação do partido, em 1980?
Sabem qual era a principal bandeira? Lembram?
Aqui está a resposta que cura amnésia: COMBATE A CORRUPÇÃO!
Pois é, gente, combate à corrupção. Pena que Cavalcante esteja impedido pelos fatos amplamente divulgados de fazer tremular a bandeira anti-corrupção do PT nos televisores dos lares brasileiros.
O motivo é mais óbvio do que se imagina: o PT, salvo exceções de alguns de seus dirigentes e milhares de militantes, roubou essa sagrada bandeira e a enfiou junto com os dólares na cueca, no mensalão, na ONg's corruptas etc etc...
Editor-Chefe
Com méritos, o publicitário tupiniquim Chico Cavalcante está sendo copiosamente festejado como novo marqueteiro do PT.
Mas este site, plantado no coração da Amazônia, vai ter que botar água no chope de Cavalcante, justamente por se atrever a desempenhar o papel de advogado do diabo.
É que o mote dos Vt's que estão sendo exibidos tem como mote as antigas bandeiras de lutas do PT.
E não é que Cavalcante omitiu a principal bandeira dos petistas desde a fundação do partido, em 1980?
Sabem qual era a principal bandeira? Lembram?
Aqui está a resposta que cura amnésia: COMBATE A CORRUPÇÃO!
Pois é, gente, combate à corrupção. Pena que Cavalcante esteja impedido pelos fatos amplamente divulgados de fazer tremular a bandeira anti-corrupção do PT nos televisores dos lares brasileiros.
O motivo é mais óbvio do que se imagina: o PT, salvo exceções de alguns de seus dirigentes e milhares de militantes, roubou essa sagrada bandeira e a enfiou junto com os dólares na cueca, no mensalão, na ONg's corruptas etc etc...
Leilão suspeito
Duas notas da edição deste domingo do Repórter Diário sobre o leilão de madeira realizado em Santarém há 15 dias:
Dinheiro bloqueado
O governo está proibido de movimentar R$ 1,294 milhão que o Fundo Estadual de Meio Ambiente recebeu do primeiro leilão brasileiro de madeira apreendida pelo Ibama e doada à Secretaria de Meio Ambiente (Sema), dia 15, em Santarém. A desembargadora Eliana Abufaid concedeu liminar ao leiloeiro Péricles de Almeida em ação que apontou irregularidades no edital de licitação vencida pelo leiloeiro João Neves. Na terça-feira, a Procuradoria Geral do Estado, que não emitiu parecer prévio ao edital de concorrência, vai prestar informações fornecidas pela secretaria à desembargadora e pedir que revogue a liminar.
Destino
O dinheiro congelado pela Justiça está destinado em parte, pela Sema, ao megaprojeto “1 Bilhão de Árvores”, que a governadora Ana Júlia deve lançar em Belém, dia 30, ao lado do presidente Lula. A madeira leiloada em dois lotes, dos três ofertados, foi comprada por um madeireiro do Rio de Janeiro e por arrematante de Itaituba, no Baixo Amazonas. O lote não arrematado deveria ir a leilão no dia 10 de maio, em Anapu, mas a liminar descredenciou o leiloeiro e impõe agora um novo edital.
Dinheiro bloqueado
O governo está proibido de movimentar R$ 1,294 milhão que o Fundo Estadual de Meio Ambiente recebeu do primeiro leilão brasileiro de madeira apreendida pelo Ibama e doada à Secretaria de Meio Ambiente (Sema), dia 15, em Santarém. A desembargadora Eliana Abufaid concedeu liminar ao leiloeiro Péricles de Almeida em ação que apontou irregularidades no edital de licitação vencida pelo leiloeiro João Neves. Na terça-feira, a Procuradoria Geral do Estado, que não emitiu parecer prévio ao edital de concorrência, vai prestar informações fornecidas pela secretaria à desembargadora e pedir que revogue a liminar.
Destino
O dinheiro congelado pela Justiça está destinado em parte, pela Sema, ao megaprojeto “1 Bilhão de Árvores”, que a governadora Ana Júlia deve lançar em Belém, dia 30, ao lado do presidente Lula. A madeira leiloada em dois lotes, dos três ofertados, foi comprada por um madeireiro do Rio de Janeiro e por arrematante de Itaituba, no Baixo Amazonas. O lote não arrematado deveria ir a leilão no dia 10 de maio, em Anapu, mas a liminar descredenciou o leiloeiro e impõe agora um novo edital.
sábado, 24 de maio de 2008
Puta é o caralho!
João Wainer
O nome verdadeiro é Maria Aparecida da Silva, mas na Central do Brasil é conhecida por Márcia. Aos 42, trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro.
Era gostosa, mas depois de tantos anos trabalhando como puta já não é mais. Assim mesmo ainda tem seus clientes fiéis, que não dispensam uma foda “completa” por R$35,00 depois de um dia de trabalho pesado. Como não é mais jovem, quem chegar com R$ 15,00 leva. São pedreiros, pintores, taxistas, eletricistas, porteiros. Usam o corpo de Márcia pra aliviar as tensões do cotidiano embaçado que gente pobre tem.
Cida mora em Itaguaí, zona norte do Rio, a 70 km do seu local de trabalho. De busão são quase duas horas. A casa é simples, quarto e sala sem acabamento, tijolo baiano a vista, chão de terra e cimento, móveis improvisados, cortinas ao invés de portas e um retrato de Jesus na parede. Um pedaço de bombril na antena ajuda a diminuir o chiado do capitulo de Malhação que as crianças assistem na televisão pequena sobre o armário.
Como toda casa pobre, falta tudo mas sobra dignidade. Café, bolacha de maizena e Dolly sobre a mesa pra receber os convidados. Mora ali com seus filhos, André, 18, Camila, 22, seus netos Wesley,5, Ketheleen,3, a mãe alcoólatra Idalina e a filha adotiva deficiente mental Verinha. Cida sustenta a casa sozinha.
Não fosse o dinheiro dos programas, provavelmente o filho estaria no crime, a filha na prostituição, a mãe alcoólatra pela rua gritando absurdos abraçada a uma garrafa de pinga e só Deus sabe onde estariam os netos e a filha adotiva deficiente mental.
Puta é o caralho, Cida é uma guerreira. Foi para o sacrifício e manteve na unha vermelha a família unida. Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. Quem seria capaz disso? Você seria?
Ao conhecer essa mulher, tive a certeza absoluta de que as mulheres são superiores aos homens. Pensei nos defensores da moral e bons costumes dos programas vespertinos de TV, nos hipócritas que bradam absurdos nos palanques, no horário eleitoral gratuito, no Datena, no Faustão, nas rádios populares. Sinto o gosto de vômito na garganta.
Quem é mais puta? Quem é mais desonesto? Quem é o verdadeiro filho da puta?
Com olhar forte e digno, Cida tem a cabeça erguida e a hombridade de quem sabe que cumpre o seu dever com rara honestidade.
Quem hoje em dia pode dormir tranqüilo assim?
O nome verdadeiro é Maria Aparecida da Silva, mas na Central do Brasil é conhecida por Márcia. Aos 42, trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro.
Era gostosa, mas depois de tantos anos trabalhando como puta já não é mais. Assim mesmo ainda tem seus clientes fiéis, que não dispensam uma foda “completa” por R$35,00 depois de um dia de trabalho pesado. Como não é mais jovem, quem chegar com R$ 15,00 leva. São pedreiros, pintores, taxistas, eletricistas, porteiros. Usam o corpo de Márcia pra aliviar as tensões do cotidiano embaçado que gente pobre tem.
Cida mora em Itaguaí, zona norte do Rio, a 70 km do seu local de trabalho. De busão são quase duas horas. A casa é simples, quarto e sala sem acabamento, tijolo baiano a vista, chão de terra e cimento, móveis improvisados, cortinas ao invés de portas e um retrato de Jesus na parede. Um pedaço de bombril na antena ajuda a diminuir o chiado do capitulo de Malhação que as crianças assistem na televisão pequena sobre o armário.
Como toda casa pobre, falta tudo mas sobra dignidade. Café, bolacha de maizena e Dolly sobre a mesa pra receber os convidados. Mora ali com seus filhos, André, 18, Camila, 22, seus netos Wesley,5, Ketheleen,3, a mãe alcoólatra Idalina e a filha adotiva deficiente mental Verinha. Cida sustenta a casa sozinha.
Não fosse o dinheiro dos programas, provavelmente o filho estaria no crime, a filha na prostituição, a mãe alcoólatra pela rua gritando absurdos abraçada a uma garrafa de pinga e só Deus sabe onde estariam os netos e a filha adotiva deficiente mental.
Puta é o caralho, Cida é uma guerreira. Foi para o sacrifício e manteve na unha vermelha a família unida. Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. Quem seria capaz disso? Você seria?
Ao conhecer essa mulher, tive a certeza absoluta de que as mulheres são superiores aos homens. Pensei nos defensores da moral e bons costumes dos programas vespertinos de TV, nos hipócritas que bradam absurdos nos palanques, no horário eleitoral gratuito, no Datena, no Faustão, nas rádios populares. Sinto o gosto de vômito na garganta.
Quem é mais puta? Quem é mais desonesto? Quem é o verdadeiro filho da puta?
Com olhar forte e digno, Cida tem a cabeça erguida e a hombridade de quem sabe que cumpre o seu dever com rara honestidade.
Quem hoje em dia pode dormir tranqüilo assim?
Baixo nível
Uma das palavras de ordem da passeata dos professores em greve, ontem, em Santarém:
Ana Júlia Jatobá, pior governadora não há.
Ana Júlia Jatobá, pior governadora não há.
Cidade da gente doente
Uma criança faleceu hoje no hospital municipal de Santarém sob suspeita de ter contraído calazar.
Afinal, que Igreja é essa?
Antenor Giovannini
Sr Editor,
O Dr. Bellini logo abaixo escreve um artigo onde ele relembra coisas antigas e que para os mais velhos trazem saudades e boas lembranças.Entre todas essas coisas que ele cita eu posso incluir a religião católica da qual sou seguidor com seus principios, seus trabalhos.
A memória me leva aos corredores da clausura do Colégio São Bento em São Paulo, que como oblato (um dos estágios para se tornar monge beneditino) me fascinava pelos cantos gregorianos que ecoavam por todo Mosteiro e, principalmente pelos ensinamentos calcados na filosofia e fé beneditina.
A vocação se foi, os caminhos percorridos foram outros mas sempre embasados nesses ensinamentos, nessa postura de fé e entendendo que a igreja antes de tudo é evangelizadora.
O mundo mudou e os rumos da Igreja Católica tambem.
Se em determinados atos permaneceu nesse passado sem considerar a evolução dos tempos e a extrema necessidade de compartilhar essa evolução, por outro lado, se tornou, uma aliada a movimentos pouco ortodoxos, liderados muitas vezes por pessoas despreparadas e ávidas de poder e vingança e que chega ao cúmulo de compartilhar e endossar ações de guerrilha onde até mesmo tentativa de assassinato é considerada como ato de auto-defesa, como se isso fosse seu papel em prol seja lá que povo for: carentes, indigenas, excluidos etc ..
Matheus nos mostra em suas cartas "Ide e ensinai as Nações em nome do Pai, do Filho, do Espirito Santo" disse Jesus ao seus apóstolos e principais seguidores. Essas palavras percorreram o mundo, percorreram séculos, percorreram situações. Nos dias de hoje talvez dentro dessa Igreja moderna e foco nesses povos, essas palavras não soem com a mesma intensidade e a mesma abrangência, as palavras sejam outras, talvez palavras de ordem, palavras de ataques, palavras que inflam sentimentos de guerra e que possam desafiar os que contariem suas idéias... talvez seja essa a Igreja moderna.
Interessante nessa reflexão que a irmã Dorothy estupida e brutalmente assassinada tinha uma Biblia em suas mãos ao ser atacada por seus algozes, e ela mesmo dizia que essa era sua arma ... com justiça o mundo se indignou, o mundo protestou, os responsáveis pela Igreja Catolica se indignaram, e hoje passados poucos anos, vemos responsáveis por essa mesma Igreja, pessoas que condenaram aquele ato, endossarem um ataque feito nas mesmas proporções que o feito à irmã Dorothy, com diferença que não houve consequencias de morte.
Afinal, que Igreja é essa?
Quando seus membros sofrem ataques ou ameaças (o que é descabido e sem proposito) há uma indignação popular e agora quando são parte de uma incitação explicita e usando do mesmo modo violento e covarde de agressão, se defendem sob a otica que os indios tem direito de se defender??
Desculpem minha ignorância religiosa moderna. Naquela época de oblato recebia o terço, o livro de Salmos, e o Evangelho para entender a palavra de Deus e sua profundidade.. hoje parece que tenho que ter foice, terçado e a bandeira de algum movimento para mostrar a força da palavra de Deus .. sinais dos tempos ..
Sr Editor,
O Dr. Bellini logo abaixo escreve um artigo onde ele relembra coisas antigas e que para os mais velhos trazem saudades e boas lembranças.Entre todas essas coisas que ele cita eu posso incluir a religião católica da qual sou seguidor com seus principios, seus trabalhos.
A memória me leva aos corredores da clausura do Colégio São Bento em São Paulo, que como oblato (um dos estágios para se tornar monge beneditino) me fascinava pelos cantos gregorianos que ecoavam por todo Mosteiro e, principalmente pelos ensinamentos calcados na filosofia e fé beneditina.
A vocação se foi, os caminhos percorridos foram outros mas sempre embasados nesses ensinamentos, nessa postura de fé e entendendo que a igreja antes de tudo é evangelizadora.
O mundo mudou e os rumos da Igreja Católica tambem.
Se em determinados atos permaneceu nesse passado sem considerar a evolução dos tempos e a extrema necessidade de compartilhar essa evolução, por outro lado, se tornou, uma aliada a movimentos pouco ortodoxos, liderados muitas vezes por pessoas despreparadas e ávidas de poder e vingança e que chega ao cúmulo de compartilhar e endossar ações de guerrilha onde até mesmo tentativa de assassinato é considerada como ato de auto-defesa, como se isso fosse seu papel em prol seja lá que povo for: carentes, indigenas, excluidos etc ..
Matheus nos mostra em suas cartas "Ide e ensinai as Nações em nome do Pai, do Filho, do Espirito Santo" disse Jesus ao seus apóstolos e principais seguidores. Essas palavras percorreram o mundo, percorreram séculos, percorreram situações. Nos dias de hoje talvez dentro dessa Igreja moderna e foco nesses povos, essas palavras não soem com a mesma intensidade e a mesma abrangência, as palavras sejam outras, talvez palavras de ordem, palavras de ataques, palavras que inflam sentimentos de guerra e que possam desafiar os que contariem suas idéias... talvez seja essa a Igreja moderna.
Interessante nessa reflexão que a irmã Dorothy estupida e brutalmente assassinada tinha uma Biblia em suas mãos ao ser atacada por seus algozes, e ela mesmo dizia que essa era sua arma ... com justiça o mundo se indignou, o mundo protestou, os responsáveis pela Igreja Catolica se indignaram, e hoje passados poucos anos, vemos responsáveis por essa mesma Igreja, pessoas que condenaram aquele ato, endossarem um ataque feito nas mesmas proporções que o feito à irmã Dorothy, com diferença que não houve consequencias de morte.
Afinal, que Igreja é essa?
Quando seus membros sofrem ataques ou ameaças (o que é descabido e sem proposito) há uma indignação popular e agora quando são parte de uma incitação explicita e usando do mesmo modo violento e covarde de agressão, se defendem sob a otica que os indios tem direito de se defender??
Desculpem minha ignorância religiosa moderna. Naquela época de oblato recebia o terço, o livro de Salmos, e o Evangelho para entender a palavra de Deus e sua profundidade.. hoje parece que tenho que ter foice, terçado e a bandeira de algum movimento para mostrar a força da palavra de Deus .. sinais dos tempos ..
Santarém receberá formação em PDE-Escola
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria coma Secretaria de Educação do Pará, realizará durante a próxima semana, emSantarém, formação em Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola). Aformação irá de 26 a 30 de maio e terá 74 beneficiados, entre técnicosda secretaria municipal de educação e gestores das escolas deatendimento prioritário estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC) noPlano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
Eletronorte ficará mesmo em Brasília
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Ainda existe opinião pública no Pará? É a dúvida que surge quando uma informação relevante é lançada ao vento sem provocar qualquer eco. Foi o caso da notícia publicada na edição passada, anunciando que a Eletronorte iria comprar, por 60 milhões de reais, um prédio para torná-lo sua sede definitiva em Brasília. Significava dizer que a empresa jamais irá se instalar na sede da sua antiga jurisdição, ou, especificamente, no Pará, o Estado da Amazônia no qual extrai 80% da energia que comercializa.
A sociedade paraense permaneceu indiferente ao fato, o que facilitou mais duas providências no sentido de consumá-lo. O conselho de administração da estatal, em reunião realizada no último dia 14, autorizou a diretoria a abrir a licitação para a aquisição da sede. E o novo presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira, apesar de paraense, indicado para o cargo por outro paraense, o deputado federal Jader Barbalho, referendou a decisão anterior, do igualmente paraense Carlos Nascimento, para que a empresa não saia da ilharga do poder, na capital federal. Nos Estados que constituem a sua área de atuação, vai apenas instalar representações, certamente para poder se comunicar com os nativos, na típica relação colonial metropolitana, o traço marcante no perfil autoritário da empresa.
Timidamente provocado pelo jornal O Liberal a se manifestar, a novel autoridade saiu-se com este raciocínio, que faria Cecil Rhodes babar de inveja:
“Por que transferir para Belém e não transferir para Manaus? Então, não só o Estado do Pará, mas outros Estados também reivindicariam. Essa, digamos, é a primeira dificuldade. A segunda é de ordem técnica. Em Brasília, fica o pessoal mais especializado, o pessoal que elabora estudos, projetos, o pessoal normativo. Outra questão é como levar esse pessoal – que é extremamente especializado – de Brasília, sem perder mão-de-obra na transferência, seja para que lugar for. E outra questão é de aspecto logístico. Quando a gente começa a fazer conta, verifica que, para sair de Brasília e chegar a Porto Velho, eu chego direto. Mas para sair de Belém e chegar a Porto Velho, eu tenho que obrigatoriamente passar por Brasília. todos os estudos feitos até hoje concluíram pela manutenção da sede em Brasília”.
Inacreditável. Um esforço menos sofismático de raciocínio daria ao novo presidente, homem de longa e discreta carreira na empresa, as devidas respostas. O Pará merece muito mais ser a sede da Eletronorte do que Recife, por exemplo, que é a sede da Chesf, ou o Rio de Janeiro, de Furnas. Que argumentos Manaus ou Porto Velho poderiam apresentar contra as credenciais de Belém, capital do Estado que tem a maior hidrelétrica inteiramente nacional do Brasil, responsável por 9% da energia que circula em todo país?
A restrição técnica é uma ofensa à universidade na qual Palmeira se formou engenheiro e a todos os integrantes do mundo acadêmico e intelectual do Pará. Suponho que ele se sinta na Londres de um século atrás se dirigindo aos súditos asiáticos (e a Índia, em alguns setores, já superou a metrópole, como aconteceu conosco em relação a Portugal). Não passou pela cabeça do presidente que a vinda da Eletronorte pode ampliar e acelerar os efeitos positivos dessa iniciativa, de alguns dos quais a própria empresa já participa, através da Universidade Federal do Pará?
Finalmente: se é mais caro ou custoso triangular entre as cidades da Amazônia e a imperial Brasília, que sejam cancelados os constantes périplos do pessoal da empresa ao planalto central. Seu reduto principal de atuação é a Amazônia, se é preciso lembrá-lo do detalhe, assaz importante. O que não vale para a Eletrosul, na remota Porto Alegre, vale para a escondida Belém do Pará.
Mesmo não havendo mais áreas reservadas a uma única empresa, como antes, o fato de ter permanecido em Brasília, ao lado dos tecnoburocratas que mandam, não deu à Eletronorte nenhuma vantagem nas licitações em andamento para o aproveitamento hidrelétrico do rio Madeira. Sua participação nesse capítulo tão importante da energia na Amazônia tem sido decorativa. E nada garante que ela vá para a linha de frente no caso de Belo Monte, se o projeto para o rio Xingu continuar. Todas as regiões foram abertas à competição, sem reserva de mercado, num sentido inverso ao da posição da Eletronorte, que permaneceu soberana e estática em Brasília, achando que assim se torna mais competitiva. Mera ilusão?
Quanto ao Pará. Ora, o Pará. O Estado parou no tempo. Virou abstração. Ou, quando materializado, assume aquela forma invertebrada dos seres parasitários. Sem liderança à altura, que dê consistência à sua coluna vertebral, o Pará virou butim de guerra. De pirataria, melhor dizendo. Ainda mais exposto à pilhagem pela omissão ou a traição dos que o deveriam defender: seus filhos.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Ainda existe opinião pública no Pará? É a dúvida que surge quando uma informação relevante é lançada ao vento sem provocar qualquer eco. Foi o caso da notícia publicada na edição passada, anunciando que a Eletronorte iria comprar, por 60 milhões de reais, um prédio para torná-lo sua sede definitiva em Brasília. Significava dizer que a empresa jamais irá se instalar na sede da sua antiga jurisdição, ou, especificamente, no Pará, o Estado da Amazônia no qual extrai 80% da energia que comercializa.
A sociedade paraense permaneceu indiferente ao fato, o que facilitou mais duas providências no sentido de consumá-lo. O conselho de administração da estatal, em reunião realizada no último dia 14, autorizou a diretoria a abrir a licitação para a aquisição da sede. E o novo presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira, apesar de paraense, indicado para o cargo por outro paraense, o deputado federal Jader Barbalho, referendou a decisão anterior, do igualmente paraense Carlos Nascimento, para que a empresa não saia da ilharga do poder, na capital federal. Nos Estados que constituem a sua área de atuação, vai apenas instalar representações, certamente para poder se comunicar com os nativos, na típica relação colonial metropolitana, o traço marcante no perfil autoritário da empresa.
Timidamente provocado pelo jornal O Liberal a se manifestar, a novel autoridade saiu-se com este raciocínio, que faria Cecil Rhodes babar de inveja:
“Por que transferir para Belém e não transferir para Manaus? Então, não só o Estado do Pará, mas outros Estados também reivindicariam. Essa, digamos, é a primeira dificuldade. A segunda é de ordem técnica. Em Brasília, fica o pessoal mais especializado, o pessoal que elabora estudos, projetos, o pessoal normativo. Outra questão é como levar esse pessoal – que é extremamente especializado – de Brasília, sem perder mão-de-obra na transferência, seja para que lugar for. E outra questão é de aspecto logístico. Quando a gente começa a fazer conta, verifica que, para sair de Brasília e chegar a Porto Velho, eu chego direto. Mas para sair de Belém e chegar a Porto Velho, eu tenho que obrigatoriamente passar por Brasília. todos os estudos feitos até hoje concluíram pela manutenção da sede em Brasília”.
Inacreditável. Um esforço menos sofismático de raciocínio daria ao novo presidente, homem de longa e discreta carreira na empresa, as devidas respostas. O Pará merece muito mais ser a sede da Eletronorte do que Recife, por exemplo, que é a sede da Chesf, ou o Rio de Janeiro, de Furnas. Que argumentos Manaus ou Porto Velho poderiam apresentar contra as credenciais de Belém, capital do Estado que tem a maior hidrelétrica inteiramente nacional do Brasil, responsável por 9% da energia que circula em todo país?
A restrição técnica é uma ofensa à universidade na qual Palmeira se formou engenheiro e a todos os integrantes do mundo acadêmico e intelectual do Pará. Suponho que ele se sinta na Londres de um século atrás se dirigindo aos súditos asiáticos (e a Índia, em alguns setores, já superou a metrópole, como aconteceu conosco em relação a Portugal). Não passou pela cabeça do presidente que a vinda da Eletronorte pode ampliar e acelerar os efeitos positivos dessa iniciativa, de alguns dos quais a própria empresa já participa, através da Universidade Federal do Pará?
Finalmente: se é mais caro ou custoso triangular entre as cidades da Amazônia e a imperial Brasília, que sejam cancelados os constantes périplos do pessoal da empresa ao planalto central. Seu reduto principal de atuação é a Amazônia, se é preciso lembrá-lo do detalhe, assaz importante. O que não vale para a Eletrosul, na remota Porto Alegre, vale para a escondida Belém do Pará.
Mesmo não havendo mais áreas reservadas a uma única empresa, como antes, o fato de ter permanecido em Brasília, ao lado dos tecnoburocratas que mandam, não deu à Eletronorte nenhuma vantagem nas licitações em andamento para o aproveitamento hidrelétrico do rio Madeira. Sua participação nesse capítulo tão importante da energia na Amazônia tem sido decorativa. E nada garante que ela vá para a linha de frente no caso de Belo Monte, se o projeto para o rio Xingu continuar. Todas as regiões foram abertas à competição, sem reserva de mercado, num sentido inverso ao da posição da Eletronorte, que permaneceu soberana e estática em Brasília, achando que assim se torna mais competitiva. Mera ilusão?
Quanto ao Pará. Ora, o Pará. O Estado parou no tempo. Virou abstração. Ou, quando materializado, assume aquela forma invertebrada dos seres parasitários. Sem liderança à altura, que dê consistência à sua coluna vertebral, o Pará virou butim de guerra. De pirataria, melhor dizendo. Ainda mais exposto à pilhagem pela omissão ou a traição dos que o deveriam defender: seus filhos.
Xerifes
No Repórter Diário:
Os juízes eleitorais de primeiro grau estão investidos, desde ontem, de poder de polícia temporário para atuar nas eleições municipais deste ano. Em ato do corregedor regional eleitoral, desembargador João Maroja, o TRE disciplinou regras relacionadas ao poder de polícia na campanha e no pleito, estendendo a medida a juízes que vierem a ser, na capital e interior, nomeados para presidir zonas eleitorais. Os autos de desvios legais na propaganda e nos dias de eleição serão encaminhados ao Ministério Público.
Os juízes eleitorais de primeiro grau estão investidos, desde ontem, de poder de polícia temporário para atuar nas eleições municipais deste ano. Em ato do corregedor regional eleitoral, desembargador João Maroja, o TRE disciplinou regras relacionadas ao poder de polícia na campanha e no pleito, estendendo a medida a juízes que vierem a ser, na capital e interior, nomeados para presidir zonas eleitorais. Os autos de desvios legais na propaganda e nos dias de eleição serão encaminhados ao Ministério Público.
Eia/Rima da Cargil em discussão
A multinacional Cargill pediu pauta da reunião da AssociaçãoCOmercial e Empresariald e Santarém(ACES) marcada para o dia 27 deste mês para apresentar os estudos preliminares de elaboração do Eia/Rima do terminal graneleiro da Vera Paz.
Aeroporto opera com pista parcialmente interditada
Cerca de 800 metros da pista do aeroporto maestro Wilson Fonseca estão recebendo reparos da Infraero.
Por causa disso, os pilotos de boeing têm que redorbrar a atenção para pouso, já que restam apenas 1.600 metros de pista em condições de uso.
Por causa da nova aproximação das aeronaves o tempo de pouso aumentou em cerca de 5 minutos.
Por causa disso, os pilotos de boeing têm que redorbrar a atenção para pouso, já que restam apenas 1.600 metros de pista em condições de uso.
Por causa da nova aproximação das aeronaves o tempo de pouso aumentou em cerca de 5 minutos.
Bispo do Xingu defende compra de facões para os índios no Pará
No encerramento do encontro, às margens do rio Xingu, em Altamira, mais uma vez os índios protestaram contra o projeto da usina de Belo Monte. O bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário, dom Erwin Krautler, defendeu José Cleanton Ribeiro, coordenador da entidade na região.
Ribeiro é o homem que aparece, em imagens gravadas pelo circuito interno de TV de uma loja, comprando facões ao lado de um índio. “Se alguém pede para que se compre um facão porque não comprar? O facão não é uma arma. Se depois acontece algumas coisa, não é culpa daquele que comprou o facão. Estão abusando e aproveitando de um incidente lamentável, para dizer que nós estamos armando o povo. Isso não é nada verdade”, disse o bispo Krautler. Na última terça-feira (20), os índios usaram facões para ferir o braço do engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende, que apresentava o projeto para a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O bispo Dom Erwin Krautler lamentou a agressão, mas questionou a postura do engenheiro durante o encontro. “Os índios não queriam matar esse homem. Por outro lado tenho que dizer que o homem não usou de pedagogia para com os povos indígenas. Ele não entendeu a alma kaiapó, senão não teria acontecido nunca um incidente como este”. Na loja, em Altamira, o vendedor confirmou a venda de facões. “Eles chegaram atrás de facões. Eles compraram três facões e um ciceiro, que a gente chama aqui de chocalho, que é mais conhecido”, disse o vendedor Ailson Lacerda.
Apoio financeiro
O dinheiro para a compra veio do movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira. “É um recurso solidário, as pessoas estão nos apoiando e a gente passou com a maior tranqüilidade. Passei e repasso de novo”, diz a coordenadora do Movimento das Mulheres Trabalhadoras de Altamira, Antônia Pereira Martins. Em nota publicada na internet, o Conselho Indigenista Missionário, disse que a compra de três facões foi baseada no respeito à cultura e a identidade dos índios. A justiça federal também divulgou nota e informou que recebeu um abaixo-assinado com 300 assinaturas dos índios do Xingu. No documento, o recado: "ainda haverá conflito entre o empreendedor e os povos indígenas, caso os senhores não parem com essas obras". O coordenador do conselho na região, José Cleanton Ribeiro, e a representante do Movimento das Mulheres Trabalhadoras de Altamira, Antônia Pereira Martins, prestaram depoimento na Polícia Federal na condição de testemunhas. Os dois disseram que não incitaram os índios a violência. Ribeiro disse que comprou os facões a pedido de um cacique kaiapó para rituais indígenas. Segundo o delegado responsável pelo caso, neste momento não é possível associar a compra dos facões a agressão ao funcionário da Eletrobrás. A Eletrobrás só vai comentar a agressão em Altamira quando o engenheiro Rezende voltar ao trabalho, na segunda-feira (26). E não vai se pronunciar sobre as declarações do Conselho Indigenista Missionário.
(Fonte: G1)
Ribeiro é o homem que aparece, em imagens gravadas pelo circuito interno de TV de uma loja, comprando facões ao lado de um índio. “Se alguém pede para que se compre um facão porque não comprar? O facão não é uma arma. Se depois acontece algumas coisa, não é culpa daquele que comprou o facão. Estão abusando e aproveitando de um incidente lamentável, para dizer que nós estamos armando o povo. Isso não é nada verdade”, disse o bispo Krautler. Na última terça-feira (20), os índios usaram facões para ferir o braço do engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende, que apresentava o projeto para a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O bispo Dom Erwin Krautler lamentou a agressão, mas questionou a postura do engenheiro durante o encontro. “Os índios não queriam matar esse homem. Por outro lado tenho que dizer que o homem não usou de pedagogia para com os povos indígenas. Ele não entendeu a alma kaiapó, senão não teria acontecido nunca um incidente como este”. Na loja, em Altamira, o vendedor confirmou a venda de facões. “Eles chegaram atrás de facões. Eles compraram três facões e um ciceiro, que a gente chama aqui de chocalho, que é mais conhecido”, disse o vendedor Ailson Lacerda.
Apoio financeiro
O dinheiro para a compra veio do movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira. “É um recurso solidário, as pessoas estão nos apoiando e a gente passou com a maior tranqüilidade. Passei e repasso de novo”, diz a coordenadora do Movimento das Mulheres Trabalhadoras de Altamira, Antônia Pereira Martins. Em nota publicada na internet, o Conselho Indigenista Missionário, disse que a compra de três facões foi baseada no respeito à cultura e a identidade dos índios. A justiça federal também divulgou nota e informou que recebeu um abaixo-assinado com 300 assinaturas dos índios do Xingu. No documento, o recado: "ainda haverá conflito entre o empreendedor e os povos indígenas, caso os senhores não parem com essas obras". O coordenador do conselho na região, José Cleanton Ribeiro, e a representante do Movimento das Mulheres Trabalhadoras de Altamira, Antônia Pereira Martins, prestaram depoimento na Polícia Federal na condição de testemunhas. Os dois disseram que não incitaram os índios a violência. Ribeiro disse que comprou os facões a pedido de um cacique kaiapó para rituais indígenas. Segundo o delegado responsável pelo caso, neste momento não é possível associar a compra dos facões a agressão ao funcionário da Eletrobrás. A Eletrobrás só vai comentar a agressão em Altamira quando o engenheiro Rezende voltar ao trabalho, na segunda-feira (26). E não vai se pronunciar sobre as declarações do Conselho Indigenista Missionário.
(Fonte: G1)
Saudade da tv em preto e branco
Bellini Tavares de Lima Neto
É interessante observar como algumas coisas que para os mais velhos são absolutamente familiares, para as novas gerações soam como grego antigo. Eu sou do tempo da televisão em preto e branco. Na conquista do tricampeonato de futebol no México torcemos em preto e branco. Só em 1974, na Alemanha, começou a aparecer a cor. Infelizmente, o brilho foi embora. De qualquer jeito, coisas que me são corriqueiras parecem incompreensíveis para os jovens. Abotoaduras, camisa de punho duplo, o Karman-Ghia e a televisão em preto e branco são alguns exemplos de coisas que, mencionadas numa roda de jovens, despertam aquelas caras de pontos de interrogação. “Como é, tio?”. Quando me casei, um dos meus padrinhos nos deu um aparelho de televisão portátil. Era todo de plástico, colorido por fora e sem cores por dentro. Foi a nossa TV por um bom tempo. Com o tempo, acabou sendo aposentada, cedendo lugar aos equipamentos modernos. Certa vez, minha filha mais velha, movida pela curiosidade, ligou aquilo. Viu aparecer as imagens e, imediatamente, me chamou: “Pai, como é que coloca a cor”? Eu, que ainda não havia constatado que fazia parte da idade da pedra, respondi com naturalidade que não tinha cor, que era uma TV em preto e branco. Imprudência minha. Ela jamais conseguiu entender a resposta. Embora ela tenha, hoje, uma aparência rigorosamente normal, desconfio que aquilo deva ter causado algum trauma e marcado a sua formação, Devo uma terapia a ela.
Agora que tenho mais tempo (não sou mais diretor jurídico de empresa alguma) posso me dar ao luxo de acompanhar o rádio e suas noticias em tempo real. Nesta semana ouvi trechos do depoimento prestado pelo Sr. José Aparecido Nunes Pires a respeito da incrível história da maçaroca de informações a que alguns chamam de “dossiê”, outros de “banco de dados” e outros não chamam porque dizem que não existe. O homem, como a imprensa tem noticiado largamente, ocupava o cargo de Secretário de Controle Interno da Casa Civil. Pela manhã já havia escutado o depoimento do Sr. André Fernandes, assessor do Senador Álvaro Dias. Tudo isso, como também já está na boca do povo, se trata da CPI dos Cartões Corporativos, instalada porque descobriram (ah, meus Deus, que escândalo!!!) que houve gente do governo (esse da nova ética na política e do “nunca antes neste país”) que andou se confundindo com os cartões e usando um quando deveria usar outro. A tal CPI é presidida pela Senadora Marisa Serrano e o relator é o Deputado Luiz Sergio.
Esse é o elenco ou pelos menos o primeiro time, a linha de frente, a constelação de astros de primeira grandeza que abrilhantam o espetáculo em cartaz no momento. Não tem sido o sucesso de bilheteria e público que foram alguns anteriores, mas vai se segurando na mídia. Mais ou menos como os anteriores, o enredo é cheio de mistérios, intrigas, suspenses. O homem da parte da tarde contou uma história completamente diferente da do homem da parte da manhã. A tarde foi temperada com umas pitadas de turbação psicológica, com o homem dizendo que havia mandado um e-mail ao outro, mas tudo havia acontecido quando ele havia sido acometido por uma perturbação dos sentidos. Aí chegou a vez da grande revelação do espetáculo, o Sr. Luiz Sergio. Eis que, demonstrando perspicácia, argúcia, contundência, sagacidade, acuidade ou seja lá o que se queira, o Sr. Sergio identificou um detalhe da mais alta relevância exatamente na troca de e-mails entre os dois inquiridos do dia, E, então, sem qualquer condescendência, complacência ou comiseração, alfinetou o Sr. Aparecido: “Observei que todos os e-mails trocados entre os senhores sempre terminam da mesma maneira: com as letras sds. Isso não lhe parece uma espécie de sigla ou mensagem cifrada? O senhor poderia explicar o significado? E o inquirido, então, respondeu: “Que eu saiba, quer dizer “saudações”, deputado”.
No tempo da TV em preto e branco havia uma série muito engraçada que tinha como personagem principal um detetive trapalhão chamado Maxwell Smart, o Agente 86. A sagacidade do ilustre relator da interessantíssima CPI só pode ter sido inspirada naquele destemido defensor do mundo livre. E foi aí que me deu uma saudade danada dos tempos da televisão sem cores. Não só por causa do Agente 86, mas, também porque, com a TV em preto e branco, não haveria o risco de aparecer na tela a cara vermelha de alguém com vergonha. Mas, sabem, mais tarde eu vi um pouco daquilo pela televisão moderna e colorida e não tinha ninguém de cara vermelha por lá, não. Ainda bem. Essa história de saudade não é boa, não, Atrasa a vida da gente. E eu ando achando que essa tal vergonha na cara é meio parecida com abotoadura, camisa de punho duplo, Karman-Ghia. “Como é que é, tio?
22 de maio de 2008
É interessante observar como algumas coisas que para os mais velhos são absolutamente familiares, para as novas gerações soam como grego antigo. Eu sou do tempo da televisão em preto e branco. Na conquista do tricampeonato de futebol no México torcemos em preto e branco. Só em 1974, na Alemanha, começou a aparecer a cor. Infelizmente, o brilho foi embora. De qualquer jeito, coisas que me são corriqueiras parecem incompreensíveis para os jovens. Abotoaduras, camisa de punho duplo, o Karman-Ghia e a televisão em preto e branco são alguns exemplos de coisas que, mencionadas numa roda de jovens, despertam aquelas caras de pontos de interrogação. “Como é, tio?”. Quando me casei, um dos meus padrinhos nos deu um aparelho de televisão portátil. Era todo de plástico, colorido por fora e sem cores por dentro. Foi a nossa TV por um bom tempo. Com o tempo, acabou sendo aposentada, cedendo lugar aos equipamentos modernos. Certa vez, minha filha mais velha, movida pela curiosidade, ligou aquilo. Viu aparecer as imagens e, imediatamente, me chamou: “Pai, como é que coloca a cor”? Eu, que ainda não havia constatado que fazia parte da idade da pedra, respondi com naturalidade que não tinha cor, que era uma TV em preto e branco. Imprudência minha. Ela jamais conseguiu entender a resposta. Embora ela tenha, hoje, uma aparência rigorosamente normal, desconfio que aquilo deva ter causado algum trauma e marcado a sua formação, Devo uma terapia a ela.
Agora que tenho mais tempo (não sou mais diretor jurídico de empresa alguma) posso me dar ao luxo de acompanhar o rádio e suas noticias em tempo real. Nesta semana ouvi trechos do depoimento prestado pelo Sr. José Aparecido Nunes Pires a respeito da incrível história da maçaroca de informações a que alguns chamam de “dossiê”, outros de “banco de dados” e outros não chamam porque dizem que não existe. O homem, como a imprensa tem noticiado largamente, ocupava o cargo de Secretário de Controle Interno da Casa Civil. Pela manhã já havia escutado o depoimento do Sr. André Fernandes, assessor do Senador Álvaro Dias. Tudo isso, como também já está na boca do povo, se trata da CPI dos Cartões Corporativos, instalada porque descobriram (ah, meus Deus, que escândalo!!!) que houve gente do governo (esse da nova ética na política e do “nunca antes neste país”) que andou se confundindo com os cartões e usando um quando deveria usar outro. A tal CPI é presidida pela Senadora Marisa Serrano e o relator é o Deputado Luiz Sergio.
Esse é o elenco ou pelos menos o primeiro time, a linha de frente, a constelação de astros de primeira grandeza que abrilhantam o espetáculo em cartaz no momento. Não tem sido o sucesso de bilheteria e público que foram alguns anteriores, mas vai se segurando na mídia. Mais ou menos como os anteriores, o enredo é cheio de mistérios, intrigas, suspenses. O homem da parte da tarde contou uma história completamente diferente da do homem da parte da manhã. A tarde foi temperada com umas pitadas de turbação psicológica, com o homem dizendo que havia mandado um e-mail ao outro, mas tudo havia acontecido quando ele havia sido acometido por uma perturbação dos sentidos. Aí chegou a vez da grande revelação do espetáculo, o Sr. Luiz Sergio. Eis que, demonstrando perspicácia, argúcia, contundência, sagacidade, acuidade ou seja lá o que se queira, o Sr. Sergio identificou um detalhe da mais alta relevância exatamente na troca de e-mails entre os dois inquiridos do dia, E, então, sem qualquer condescendência, complacência ou comiseração, alfinetou o Sr. Aparecido: “Observei que todos os e-mails trocados entre os senhores sempre terminam da mesma maneira: com as letras sds. Isso não lhe parece uma espécie de sigla ou mensagem cifrada? O senhor poderia explicar o significado? E o inquirido, então, respondeu: “Que eu saiba, quer dizer “saudações”, deputado”.
No tempo da TV em preto e branco havia uma série muito engraçada que tinha como personagem principal um detetive trapalhão chamado Maxwell Smart, o Agente 86. A sagacidade do ilustre relator da interessantíssima CPI só pode ter sido inspirada naquele destemido defensor do mundo livre. E foi aí que me deu uma saudade danada dos tempos da televisão sem cores. Não só por causa do Agente 86, mas, também porque, com a TV em preto e branco, não haveria o risco de aparecer na tela a cara vermelha de alguém com vergonha. Mas, sabem, mais tarde eu vi um pouco daquilo pela televisão moderna e colorida e não tinha ninguém de cara vermelha por lá, não. Ainda bem. Essa história de saudade não é boa, não, Atrasa a vida da gente. E eu ando achando que essa tal vergonha na cara é meio parecida com abotoadura, camisa de punho duplo, Karman-Ghia. “Como é que é, tio?
22 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Plataforma de Obama: Amazônia é "recurso global"
O senador Barack Obama, provável candidato do Partido Democrata à Casa Branca, propôs hoje uma "Nova Parceria para as Américas", em que pretende "restabelecer a liderança americana no hemisfério".
O papel dos Estados Unidos seria o de defender a "liberdade política", "a liberdade das necessidades" e a "liberdade do medo".
Sobre o Brasil, a plataforma do candidato inclui o seguinte texto:"O caso do Brasil:O Brasil é um exemplo do grande potencial das energias renováveis na América Latina, além dos riscos que devem ser evitados. O Brasil é o décimo consumidor mundial de energia. O poder hidrelétrico tem sido a fonte de energia do Brasil e cobre hoje 83% da demanda por eletricidade. O Brasil também é um dos maiores produtores de etanol do mundo. O etanol do Brasil vem da cana-de-açúcar, que prospera no clima tropical do país. Nos anos 70, ex-ditadores militares do Brasil decidiram subsidiar a produção de etanol e garantir a distribuição. Mais da metade de todos os automóveis do país são flex, significando que podem usar etanol ou gasolina. Toda gasolina do Brasil contém etanol.
A liderança do Brasil na área de renováveis não veio sem preocupações. A região da Amazônia, um importante recurso global na batalha contra o aquecimento do planeta, cobre quase 60% do Brasil. Perdeu 20% da floresta - 1,6 milhão de milhas quadradas - para o desenvolvimento, a exploração da madeira e a agricultura.Enquanto o cultivo da cana não causou desflorestamento maciço da mesma forma que a soja, ambientalistas se preocupam que a crescente demanda poderia empurrar os produtores de cana para a Amazônia. Os produtores domésticos de etanol nos Estados Unidos se preocupam com razão com a competição do Brasil, que é o maior exportador de etanol do mundo.
Os Estados Unidos, no ano passado, se engajaram na Parceria de Biocombustíveis com o Brasil para ajudar os dois países a produzir biocombustíveis e procurar mercados globais para esses produtos. Esse acordo envolve parceria tecnológica entre Estados Unidos e Brasil, o avanço global do desenvolvimento de biocombustíveis e ajuda terceiros países para desenvolver suas próprias indústrias domésticas de biocombustíveis.
Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável por toda a América Latina de forma a que ao mesmo tempo promova a auto-suficiência e a criação de mercados para os fabricantes americanos de energia verde e de biocombustíveis."
O papel dos Estados Unidos seria o de defender a "liberdade política", "a liberdade das necessidades" e a "liberdade do medo".
Sobre o Brasil, a plataforma do candidato inclui o seguinte texto:"O caso do Brasil:O Brasil é um exemplo do grande potencial das energias renováveis na América Latina, além dos riscos que devem ser evitados. O Brasil é o décimo consumidor mundial de energia. O poder hidrelétrico tem sido a fonte de energia do Brasil e cobre hoje 83% da demanda por eletricidade. O Brasil também é um dos maiores produtores de etanol do mundo. O etanol do Brasil vem da cana-de-açúcar, que prospera no clima tropical do país. Nos anos 70, ex-ditadores militares do Brasil decidiram subsidiar a produção de etanol e garantir a distribuição. Mais da metade de todos os automóveis do país são flex, significando que podem usar etanol ou gasolina. Toda gasolina do Brasil contém etanol.
A liderança do Brasil na área de renováveis não veio sem preocupações. A região da Amazônia, um importante recurso global na batalha contra o aquecimento do planeta, cobre quase 60% do Brasil. Perdeu 20% da floresta - 1,6 milhão de milhas quadradas - para o desenvolvimento, a exploração da madeira e a agricultura.Enquanto o cultivo da cana não causou desflorestamento maciço da mesma forma que a soja, ambientalistas se preocupam que a crescente demanda poderia empurrar os produtores de cana para a Amazônia. Os produtores domésticos de etanol nos Estados Unidos se preocupam com razão com a competição do Brasil, que é o maior exportador de etanol do mundo.
Os Estados Unidos, no ano passado, se engajaram na Parceria de Biocombustíveis com o Brasil para ajudar os dois países a produzir biocombustíveis e procurar mercados globais para esses produtos. Esse acordo envolve parceria tecnológica entre Estados Unidos e Brasil, o avanço global do desenvolvimento de biocombustíveis e ajuda terceiros países para desenvolver suas próprias indústrias domésticas de biocombustíveis.
Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável por toda a América Latina de forma a que ao mesmo tempo promova a auto-suficiência e a criação de mercados para os fabricantes americanos de energia verde e de biocombustíveis."
Indignada, sim. Surpresa, nem tanto.
A ex-secretária Lúcia Penedo tomou conhecimento de que fora exonerada pela governadora Ana Júlia Carepa por uma funcionária da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (Seel). E se disse surpresa com seu afastamento.
Foi o que informou o Globo Esporte, da TV Liberal.
Admita-se o incômodo da ex-secretária por ter sido informada da exoneração por uma subordinada. Mas dizer-se surpresa, aí a ex-secretária já não é tão digna de crédito.
Porque se todo mundo já sabia que ela estava na base do cai-não-cai, desde que entrou em confronto com Otávio Carepa, irmão da governadora, como é que só Lúcia Penedo não sabia disso?
(Fonte: Espaço Aberto)
Foi o que informou o Globo Esporte, da TV Liberal.
Admita-se o incômodo da ex-secretária por ter sido informada da exoneração por uma subordinada. Mas dizer-se surpresa, aí a ex-secretária já não é tão digna de crédito.
Porque se todo mundo já sabia que ela estava na base do cai-não-cai, desde que entrou em confronto com Otávio Carepa, irmão da governadora, como é que só Lúcia Penedo não sabia disso?
(Fonte: Espaço Aberto)
Leilão florestal: mais um desvio?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
O primeiro leilão de madeira ilegal do Brasil foi realizado no dia 15, em Santarém, pelo governo do Pará, através da sua secretaria de meio ambiente. Dois dos três lotes oferecidos, contendo pouco mais de 3,6 mil metros cúbicos de madeira, foram arrematados por duas empresas por 1,3 milhão de reais. A madeira leiloada foi apreendida em ações de fiscalização do Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama). Dentre várias espécies havia ipê, maçaranduba, tauari, angelim, jatobá e jatuarana.
Os lances superaram em 15 a 20% o preço mínimo definido para o leilão. Foi bom negócio para quem comprou e atendeu a exigência legal feita ao governo pela justiça para autorizar o leilão, seguindo a pauta de valores estabelecida pela Secretaria da Fazenda. Aparentemente, não houve um cartel entre os pretendentes, embora poucos se apresentassem e a disputa tenha sido pequena. Uma das madeireiras vencedoras, a do lote maior, com 3.585 metros cúbicos, era do Rio de Janeiro. Espera ter bom lucro na comercialização em Macaé, onde o preço é bem mais alto do que o que ela pagou. O outro arrematante é de Itaituba, que levou apenas 63 m3. Um terceiro lote, ainda menor, não teve interessado. Vai ser usado em um novo leilão, já marcado para o dia 10 em Anapu, no Xingu.
Foi então uma boa experiência? Diante da alternativa de deixar a madeira apodrecer nos depósitos do Ibama ou ser doada, segundo critérios e formas nunca completamente conhecidos, como vinha acontecendo, não há dúvida que foi melhor. Mas não é solução para o problema da exploração ilegal de madeira na Amazônia. Sempre pode se repetir em relação à madeira procedimento adotado correntemente no Pará décadas atrás para fazer introduzir no Estado carros, perfumes, uísques, sandálias e outros produtos. O próprio contrabandista denunciava a sua carga para que a alfândega a apreendesse e depois a arrematava no leilão, legalizando-a. Claro que esse processo só era adotado no caso de produtos de maior valor e que possibilitassem ao contrabandista ser o único ou o mais poderoso pretendente à arrematação, como os automóveis (ou “cutias”, na linguagem da época). Ele tirava uma peça vital do carro, afastando os possíveis concorrentes.
Seria possível reeditar esse método nos leilões de madeira? No primeiro, não houve esse expediente. Mas se as vendas de avolumarem e se amiudarem, a possibilidade poderá começar a se tornar factível. Determinadas empresas ou madeireiros individuais podem se interessar por atrair a apreensão, principalmente se puderem também armar licitações combinadas. Mesmo que o processo for limpo e seguro, a rotina dos leilões provocará o aparecimento de predadores, que se apresentarão nessas vendas. O melhor mesmo é promover o fomento florestal.
O dinheiro arrecadado com o leilão será usado no aparelhamento e na infra-estrutura da secretaria estadual e do Ibama, para fortalecer a recomposição florestal e o combate ao desmatamento no Pará. A questão é a criação de uma dependência desses recursos, que pode ser acentuada pela pouca prioridade de fato que o governo dá à floresta amazônica, colocada de lado a decoração retórica. O governo pode achar que agora não precisa mais destinar ao setor as verbas que são necessárias para montar um serviço florestal à altura da tarefa, com uma guarda florestal de respeito (e que hoje inexiste) e um corpo técnico competente, além de meios materiais para que o Estado realmente assuma o controle da atividade florestal na Amazônia.
Sonho de uma noite de verão? Por enquanto, sim. E os leilões não vão ajudar a tornar esse sonho em realidade.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
O primeiro leilão de madeira ilegal do Brasil foi realizado no dia 15, em Santarém, pelo governo do Pará, através da sua secretaria de meio ambiente. Dois dos três lotes oferecidos, contendo pouco mais de 3,6 mil metros cúbicos de madeira, foram arrematados por duas empresas por 1,3 milhão de reais. A madeira leiloada foi apreendida em ações de fiscalização do Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama). Dentre várias espécies havia ipê, maçaranduba, tauari, angelim, jatobá e jatuarana.
Os lances superaram em 15 a 20% o preço mínimo definido para o leilão. Foi bom negócio para quem comprou e atendeu a exigência legal feita ao governo pela justiça para autorizar o leilão, seguindo a pauta de valores estabelecida pela Secretaria da Fazenda. Aparentemente, não houve um cartel entre os pretendentes, embora poucos se apresentassem e a disputa tenha sido pequena. Uma das madeireiras vencedoras, a do lote maior, com 3.585 metros cúbicos, era do Rio de Janeiro. Espera ter bom lucro na comercialização em Macaé, onde o preço é bem mais alto do que o que ela pagou. O outro arrematante é de Itaituba, que levou apenas 63 m3. Um terceiro lote, ainda menor, não teve interessado. Vai ser usado em um novo leilão, já marcado para o dia 10 em Anapu, no Xingu.
Foi então uma boa experiência? Diante da alternativa de deixar a madeira apodrecer nos depósitos do Ibama ou ser doada, segundo critérios e formas nunca completamente conhecidos, como vinha acontecendo, não há dúvida que foi melhor. Mas não é solução para o problema da exploração ilegal de madeira na Amazônia. Sempre pode se repetir em relação à madeira procedimento adotado correntemente no Pará décadas atrás para fazer introduzir no Estado carros, perfumes, uísques, sandálias e outros produtos. O próprio contrabandista denunciava a sua carga para que a alfândega a apreendesse e depois a arrematava no leilão, legalizando-a. Claro que esse processo só era adotado no caso de produtos de maior valor e que possibilitassem ao contrabandista ser o único ou o mais poderoso pretendente à arrematação, como os automóveis (ou “cutias”, na linguagem da época). Ele tirava uma peça vital do carro, afastando os possíveis concorrentes.
Seria possível reeditar esse método nos leilões de madeira? No primeiro, não houve esse expediente. Mas se as vendas de avolumarem e se amiudarem, a possibilidade poderá começar a se tornar factível. Determinadas empresas ou madeireiros individuais podem se interessar por atrair a apreensão, principalmente se puderem também armar licitações combinadas. Mesmo que o processo for limpo e seguro, a rotina dos leilões provocará o aparecimento de predadores, que se apresentarão nessas vendas. O melhor mesmo é promover o fomento florestal.
O dinheiro arrecadado com o leilão será usado no aparelhamento e na infra-estrutura da secretaria estadual e do Ibama, para fortalecer a recomposição florestal e o combate ao desmatamento no Pará. A questão é a criação de uma dependência desses recursos, que pode ser acentuada pela pouca prioridade de fato que o governo dá à floresta amazônica, colocada de lado a decoração retórica. O governo pode achar que agora não precisa mais destinar ao setor as verbas que são necessárias para montar um serviço florestal à altura da tarefa, com uma guarda florestal de respeito (e que hoje inexiste) e um corpo técnico competente, além de meios materiais para que o Estado realmente assuma o controle da atividade florestal na Amazônia.
Sonho de uma noite de verão? Por enquanto, sim. E os leilões não vão ajudar a tornar esse sonho em realidade.
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Congresso eucarístico
Foi "um dos mais belos e impressionantes espetáculos de fé" o encerramento do congresso eucarístico realizado em Santarém, em 18 de dezembro de 1960, que reuniu aproximadamente 40 mil pessoas. Alto-falantes colocados ao longo do percurso da procissão permitiram aos participantes do cortejo rezar as mesmas canções em harmonia. Impressionou aos observadores "o número de associações religiosas e o número elevado de associados presentes".
O Apostolado da Oração era o mais destacado: além da confraria de Santarém, tinha representações de outros lugares, com presença mais numerosa do Arapixuna. Numerosas também eram as congregações marianas, "com representações de todas as cidades do Baixo Amazonas". As bandeiras dessas associações "formaram bonito fundo para o altar monumento, com sua variedade de cores".
Quando a romaria chegou à praça do Congresso, "um mar de braços" ergueu-se para saudar a imagem de Jesus: "Véus, lenços, bandeirinhas, mãos, tudo se agitava no ar", enquanto "a usina apitava, rufavam os tambores, vivas, cantos, lágrimas, risos". Da comunhão, na véspera, participaram sete mil homens. No encerramento, o bispo, D. Thiago Ryan, proclamou que o santareno é "o melhor povo do mundo".
-------------------
Curto e grosso
Geraldo Pereira fez o que se pode classificar de discurso curto e grosso ao tomar posse como secretário municipal do prefeito Ubaldo Corrêa, em outubro de 1960. Disse simplesmente: "Na função pública não há amigos. Peço a cada um dos auxiliares que cumpram com suas obrigações e deveres a fim de que não me obriguem a usar das leis e regulamentos".
Foi "um dos mais belos e impressionantes espetáculos de fé" o encerramento do congresso eucarístico realizado em Santarém, em 18 de dezembro de 1960, que reuniu aproximadamente 40 mil pessoas. Alto-falantes colocados ao longo do percurso da procissão permitiram aos participantes do cortejo rezar as mesmas canções em harmonia. Impressionou aos observadores "o número de associações religiosas e o número elevado de associados presentes".
O Apostolado da Oração era o mais destacado: além da confraria de Santarém, tinha representações de outros lugares, com presença mais numerosa do Arapixuna. Numerosas também eram as congregações marianas, "com representações de todas as cidades do Baixo Amazonas". As bandeiras dessas associações "formaram bonito fundo para o altar monumento, com sua variedade de cores".
Quando a romaria chegou à praça do Congresso, "um mar de braços" ergueu-se para saudar a imagem de Jesus: "Véus, lenços, bandeirinhas, mãos, tudo se agitava no ar", enquanto "a usina apitava, rufavam os tambores, vivas, cantos, lágrimas, risos". Da comunhão, na véspera, participaram sete mil homens. No encerramento, o bispo, D. Thiago Ryan, proclamou que o santareno é "o melhor povo do mundo".
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Curto e grosso
Geraldo Pereira fez o que se pode classificar de discurso curto e grosso ao tomar posse como secretário municipal do prefeito Ubaldo Corrêa, em outubro de 1960. Disse simplesmente: "Na função pública não há amigos. Peço a cada um dos auxiliares que cumpram com suas obrigações e deveres a fim de que não me obriguem a usar das leis e regulamentos".
Canoístas vão repetir aventura pelo rio Amazonas em 2009
Repórter
Os quatro canoístas que partiram de Santarém para Belém no início do mês completaram com sucesso a aventura pelo rio Amazonas. Os santarenos Jaime Godinho e Ivaldo Rostande retornaram para casa na manhã da última terça-feira (20) e trouxeram consigo diversas homenagens que receberam na capital, além do troféu de terceiro lugar em uma competição que participaram em Tocantins a convite da Associação Ecológica de Canoagem e Vela de Belém (AECBEL). O desafio foi tão apreciado pelos atletas que deverá acontecer uma vez por ano, sempre no mês de maio. Para 2009 os canoístas já esperam poder contar com a participação de atletas de outros estados ou até países. Os atletas ainda reclamam da falta de incentivo por parte do governo e empresariado santareno.
A aventura pelo rio Amazonas durou 16 dias. Ivaldo relata que já havia feito o percurso em 1997 com outro companheiro e os dois bateram o recorde de nove dias remando até Belém. Já Jaime está na canoagem há 11 anos e nunca tinha participado de aventura de tantos dias. Ele relata que o máximo que já havia remado foram quatro dias, vindo de cidades como Parintins, Terra Santa e Porto Trombetas. Nos primeiros dias de viagem até Belém os atletas afirmaram que sentiram dores musculares e que no final das tardes já estavam cansados. Era a hora em que paravam em cidades ou comunidades ribeirinhas paras passar a noite e descansar, pois pegavam cedo no remo no outro dia. Nesta viagem os canoístas não tinham data certa para chegar, pois entre os atletas de Belém um tem mais de 50 anos e o outro tem uma perna amputada, o que os impedia de remar excessivamente durante o dia.
"O mais legal destas viagens é conhecer as comunidades ribeirinhas. Lá nós dormimos, experimentamos a culinária local e fizemos até amizades, pena que as deixamos para trás, mas um dia queremos voltar e rever estas pessoas" destacou Ivaldo. Os atletas contam que ensinaram aos ribeirinhos a fazer coletes salva vidas usando garrafas pet.
A aventura agradou tanto aos atletas que em 2009 está programada outra viagem até Belém, mas desta vez os atletas esperam contar com a participação de mais companheiros e receber mais patrocínio. "O convite já está de pé para quem se interessar. Vamos fazer de novo no ano que vem e em todos os anos. Os canoístas que querem conhecer a Amazônia e as comunidades ribeirinhas devem participar" destacou Jaime. O novo percurso deverá ser feito por volta do mês de maio, época em que o Amazonas está mais cheio e os canoístas encontram melhores condições para remar.
No total, os canoístas remaram 114 horas, descontando o tempo que paravam para almoçar. Eles afirmam que a rotina era de cinco horas pela manhã e mais quatro na tarde, houve momentos no caminho em que a equipe pegou tempestades, chuvas fortes e ventos, mas não teve problema para realizar o percurso. Eles comemoram a boa recepção que tiveram na capital, e de lá partiram para Palmas, onde participaram de uma competição pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBC) e ficaram em terceiro lugar. Entre os atletas que receberam premiação apenas o quarto colocado não era paraense.
Para 2009 as paradas nas comunidades vão contar com palestras sobre educação ambiental. Nos próximos dias os atletas vão voltar a Belém para receber da prefeitura da capital uma medalha de condecoração pela travessia. Eles já receberam certificados e troféus da CBC e AECBEL. Nos próximos meses as aventuras deverão acontecer na região oeste, pois os canoístas estão se preparando para competir em setembro no Rio de Janeiro nos jogos da CBC.
Santarém registra melhor saldo de emprego formal em 4 anos
Paulo Leandro Leal
A julgar pelos números do emprego formal de janeiro a abril deste ano em Santarém, 2008 poderá ter o melhor resultado dos últimos quatro anos na geração de emprego com carteira assinada.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego registrou nos primeiros quatro meses deste ano um saldo positivo de 271 postos de trabalho no município, melhor resultado desde 2005, quando iniciou a uma das maiores crises econômicas da região.
O saldo do emprego formal é o resultado da diferença entre o número de contratações e demissões em um período. De janeiro a abril de 2004, o saldo foi positivo, com a geração de 295 novos empregos com carteira assinada em Santarém. Em 2005, o resultado no mesmo período foi negativo, com o fechamento de 183 vagas. No primeiro quadrimestre de 2006, o resultado foi positivo em 149 vagas. E de janeiro a abril do ano passado, o saldo foi novamente negativo, com perda de 124 postos de trabalho.
A expectativa da classe empresarial é que o resultado deste ano signifique uma recuperação da economia regional. O que mais anima o setor é que em nenhum mês deste ano houve resultado negativo segundo os dados do Caged. Em janeiro, foram registradas 624 contratações, contra 610 demissões, um saldo de 14 novos empregos em um mês em que geralmente as demissões são maiores que as admissões. Em fevereiro, foram 663 admissões, contra 587 demissões, gerando saldo de 76 empregos. Em março, o Caged registrou 825 contratações para 750 desligamentos, com saldo de 75 postos de trabalho.
Em todos os meses, as ocupações ligadas ao setor da construção civil foram as que tiveram os melhores resultados. Em abril, segundo os dados do Caged, o único setor que registrou saldo negativo foi o agropecuário, com a perda de 28 postos de trabalho. O setor com melhor resultado é a Construção Civil, com saldo de 55 postos de trabalho, seguido pelo setor madeireiro, que registrou saldo positivo de 38 empregos. O comércio registrou saldo de 27 novas vagas e o setor de serviços teve saldo de 15 contratações.
Recuperação - Apesar dos números do Caged não servirem para medir o nível de desemprego, já que registra apenas as contratações e demissões com carteira assinada e não leva em consideração a população que está desempregada, eles servem como um termômetro da economia. Maior geração de empregos formais significa uma aceleração econômica, o que anima os empresários de Santarém.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Olavo das Neves, avalia que os dados do emprego formal registrados até agora são bastantes positivos comparados aos dos últimos anos, criando a expectativa de que este ano haja um grande superávit de vagas no mercado de trabalho. "A região vem sofrendo uma crise econômica devido às restrições impostas ao setor agropecuário e florestal", diz Olavo, acrescentando que os investimentos do setor mineral têm contribuído para a recuperação econômica de alguns municípios do oeste do Pará.
A julgar pelos números do emprego formal de janeiro a abril deste ano em Santarém, 2008 poderá ter o melhor resultado dos últimos quatro anos na geração de emprego com carteira assinada.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego registrou nos primeiros quatro meses deste ano um saldo positivo de 271 postos de trabalho no município, melhor resultado desde 2005, quando iniciou a uma das maiores crises econômicas da região.
O saldo do emprego formal é o resultado da diferença entre o número de contratações e demissões em um período. De janeiro a abril de 2004, o saldo foi positivo, com a geração de 295 novos empregos com carteira assinada em Santarém. Em 2005, o resultado no mesmo período foi negativo, com o fechamento de 183 vagas. No primeiro quadrimestre de 2006, o resultado foi positivo em 149 vagas. E de janeiro a abril do ano passado, o saldo foi novamente negativo, com perda de 124 postos de trabalho.
A expectativa da classe empresarial é que o resultado deste ano signifique uma recuperação da economia regional. O que mais anima o setor é que em nenhum mês deste ano houve resultado negativo segundo os dados do Caged. Em janeiro, foram registradas 624 contratações, contra 610 demissões, um saldo de 14 novos empregos em um mês em que geralmente as demissões são maiores que as admissões. Em fevereiro, foram 663 admissões, contra 587 demissões, gerando saldo de 76 empregos. Em março, o Caged registrou 825 contratações para 750 desligamentos, com saldo de 75 postos de trabalho.
Em todos os meses, as ocupações ligadas ao setor da construção civil foram as que tiveram os melhores resultados. Em abril, segundo os dados do Caged, o único setor que registrou saldo negativo foi o agropecuário, com a perda de 28 postos de trabalho. O setor com melhor resultado é a Construção Civil, com saldo de 55 postos de trabalho, seguido pelo setor madeireiro, que registrou saldo positivo de 38 empregos. O comércio registrou saldo de 27 novas vagas e o setor de serviços teve saldo de 15 contratações.
Recuperação - Apesar dos números do Caged não servirem para medir o nível de desemprego, já que registra apenas as contratações e demissões com carteira assinada e não leva em consideração a população que está desempregada, eles servem como um termômetro da economia. Maior geração de empregos formais significa uma aceleração econômica, o que anima os empresários de Santarém.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Olavo das Neves, avalia que os dados do emprego formal registrados até agora são bastantes positivos comparados aos dos últimos anos, criando a expectativa de que este ano haja um grande superávit de vagas no mercado de trabalho. "A região vem sofrendo uma crise econômica devido às restrições impostas ao setor agropecuário e florestal", diz Olavo, acrescentando que os investimentos do setor mineral têm contribuído para a recuperação econômica de alguns municípios do oeste do Pará.
Combate à propaganda ilegal será rígido
Gisele de Freitas
Repórter
Repórter
O juiz eleitoral da 20ª zona Gabriel Veloso afirmou que o combate à propaganda eleitoral ilegal deverá ser rígido nas eleições para prefeito e vereadores de Santarém neste ano. Veloso garante que já há uma força-tarefa pela cidade fazendo a fiscalização da propaganda extemporânea, da qual participa pessoalmente. Para o juiz, a preocupação agora é com a propaganda fora de tempo, mas quando houver liberação para que a propaganda comece a fiscalização não deverá diminuir, visando encontrar irregularidades. O juiz acredita que a Força Federal deverá ser enviada a Santarém para dar tranqüilidade ao pleito.
O magistrado garante que juntamente com agentes da justiça eleitoral já iniciou fiscalizações pela cidade. A justiça está de olho nos possíveis candidatos ao pleito e em suas atitudes, visando não permitir qualquer tipo de propaganda antecipada ou que fuja as regras a partir do mês de julho, quando a propaganda for liberada. "O tratamento será igualitário e eu não vou permitir que haja irregularidades nas propagandas eleitorais, o que consiste em crime. Já estou trabalhando com poder de ofício e força policial para tomar as atitudes necessárias" afirmou o juiz.
Em relação ao envio da Força Federal que foi solicitada pela juíza Mônica Maciel há meses atrás, o magistrado entende que a mesma é necessária em Santarém para garantir que o pleito será tranqüilo e seguro. Ele afirma que a união ainda está analisando o pedido e ainda não se pronunciou a respeito. "Acredito que esta força deva sim vir para Santarém e concordo com meus colegas que a solicitaram, acho que será realmente necessário para garantir que teremos umas eleições tranqüilas" afirmou Veloso.
PROPAGANDA DA PREFEITURA - O juiz preferiu não comentar a liminar que concedeu na semana passada proibindo as imagens e voz da prefeita Maria do Carmo Martins Lima de aparecerem em programas e propagandas da prefeitura de Santarém. Para Veloso, a liminar foi concedida para que as propagandas fossem retiradas do ar, mas o processo ainda não acabou e está sob julgamento. O processo foi encaminhado a Justiça pelo partido Democratas, pedindo além da retirada das propagandas que a prefeita pagasse multa de R$ 53.205,00, decisão que deverá ser anunciada no final do processo. Maria está sujeita a pagar multa de R$ 5 mil para veiculação da prefeitura que conter sua voz e imagem.
O magistrado garante que juntamente com agentes da justiça eleitoral já iniciou fiscalizações pela cidade. A justiça está de olho nos possíveis candidatos ao pleito e em suas atitudes, visando não permitir qualquer tipo de propaganda antecipada ou que fuja as regras a partir do mês de julho, quando a propaganda for liberada. "O tratamento será igualitário e eu não vou permitir que haja irregularidades nas propagandas eleitorais, o que consiste em crime. Já estou trabalhando com poder de ofício e força policial para tomar as atitudes necessárias" afirmou o juiz.
Em relação ao envio da Força Federal que foi solicitada pela juíza Mônica Maciel há meses atrás, o magistrado entende que a mesma é necessária em Santarém para garantir que o pleito será tranqüilo e seguro. Ele afirma que a união ainda está analisando o pedido e ainda não se pronunciou a respeito. "Acredito que esta força deva sim vir para Santarém e concordo com meus colegas que a solicitaram, acho que será realmente necessário para garantir que teremos umas eleições tranqüilas" afirmou Veloso.
PROPAGANDA DA PREFEITURA - O juiz preferiu não comentar a liminar que concedeu na semana passada proibindo as imagens e voz da prefeita Maria do Carmo Martins Lima de aparecerem em programas e propagandas da prefeitura de Santarém. Para Veloso, a liminar foi concedida para que as propagandas fossem retiradas do ar, mas o processo ainda não acabou e está sob julgamento. O processo foi encaminhado a Justiça pelo partido Democratas, pedindo além da retirada das propagandas que a prefeita pagasse multa de R$ 53.205,00, decisão que deverá ser anunciada no final do processo. Maria está sujeita a pagar multa de R$ 5 mil para veiculação da prefeitura que conter sua voz e imagem.
Senador Jefferson Péres morre de infarto em Manaus
O senador Jefferson Péres (PDT-AM) morreu nesta manhã em Manaus (AM). O líder do PDT no Senado tinha 76 anos e sofreu um infarto em sua residência.
Péres foi também professor e advogado. Teve uma longa carreira como vereador em Manaus, sua cidade natal. Ele ocupava vaga no Senado desde 1995 e exercia seu segundo mandato como senador.
O senador Jefferson Péres nasceu em 1932, na cidade de Manaus (AM). Filho de Arnoldo Carpinteiro Peres e Maria do Carmo Campelo Peres, ele se formou em Direito em 1959 e em Admnistração de Empresas em 1967. Péres foi eleito vereador por duas vezes a partir de 1988 e eleito senador pela primeia vez em 1995. Filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) desde o inicio de 1999 e foi reeleito senador em 2002. Em 2003, o senador se recusou a participar do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, época em que foi escolhido líder da bancada do PDT no Senado.
(Fonte: G1)
Péres foi também professor e advogado. Teve uma longa carreira como vereador em Manaus, sua cidade natal. Ele ocupava vaga no Senado desde 1995 e exercia seu segundo mandato como senador.
O senador Jefferson Péres nasceu em 1932, na cidade de Manaus (AM). Filho de Arnoldo Carpinteiro Peres e Maria do Carmo Campelo Peres, ele se formou em Direito em 1959 e em Admnistração de Empresas em 1967. Péres foi eleito vereador por duas vezes a partir de 1988 e eleito senador pela primeia vez em 1995. Filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) desde o inicio de 1999 e foi reeleito senador em 2002. Em 2003, o senador se recusou a participar do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, época em que foi escolhido líder da bancada do PDT no Senado.
(Fonte: G1)
Sai Lúcia Penedo, entra Carlos Alberto Leão
No Espaço Aberto:
O Diário Oficial desta sexta-feira publica dois decretos assinados pela governadora Ana Júlia Carepa que alteram o comando da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). Um deles exonera Lúcia Penedo do cargo de secretaria. O outro nomeia Carlos Alberto da Silva Leão para exercer o cargo.Não é de agora que se prenunciava a saída de Penedo da Seel. Sua situação começou a ficar delicada na secretaria quando ela deu de encontro com ninguém menos que Otávio Carepa, um dos irmãos de Ana Júlia e que exerce o cargo de secretário-adjunto.
O desentendimento entre ambos chegou a tal ponto que se estabeleceu, como modus vivendi – precaríssimo, vale dizer -, uma divisão informal de atribuições: Lúcia Penedo cuidava do dia-a-dia administrativo da secretaria e do estádio Mangueirão, enquanto Otávio Carepa tomava conta da área de projetos sociais e dos eventos.
A nomeação de Lúcia Penedo mostra um pouco dos nossos costumes políticos. Ela sempre foi engolida a seco por Ana Júlia e pelos petistas em geral. É que ela tem sangue tucano em seu DNA político, já que chegou a exercer o cargo de adjunta de José Ângelo Miranda, o secretário de Esporte do governo Simão Jatene (PSDB).
E por que vias Lúcia Penedo foi parar no primeiro escalão de um governo petista? Por causa de seu genro Alessandro Novelino, que é deputado estadual do PMDB. Só por isso. Mas, ao que tudo indica, Ana Júlia vai manter a ex-secretária em outro cargo, para não contrariar o acordo com o PMDB.
O Diário Oficial desta sexta-feira publica dois decretos assinados pela governadora Ana Júlia Carepa que alteram o comando da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). Um deles exonera Lúcia Penedo do cargo de secretaria. O outro nomeia Carlos Alberto da Silva Leão para exercer o cargo.Não é de agora que se prenunciava a saída de Penedo da Seel. Sua situação começou a ficar delicada na secretaria quando ela deu de encontro com ninguém menos que Otávio Carepa, um dos irmãos de Ana Júlia e que exerce o cargo de secretário-adjunto.
O desentendimento entre ambos chegou a tal ponto que se estabeleceu, como modus vivendi – precaríssimo, vale dizer -, uma divisão informal de atribuições: Lúcia Penedo cuidava do dia-a-dia administrativo da secretaria e do estádio Mangueirão, enquanto Otávio Carepa tomava conta da área de projetos sociais e dos eventos.
A nomeação de Lúcia Penedo mostra um pouco dos nossos costumes políticos. Ela sempre foi engolida a seco por Ana Júlia e pelos petistas em geral. É que ela tem sangue tucano em seu DNA político, já que chegou a exercer o cargo de adjunta de José Ângelo Miranda, o secretário de Esporte do governo Simão Jatene (PSDB).
E por que vias Lúcia Penedo foi parar no primeiro escalão de um governo petista? Por causa de seu genro Alessandro Novelino, que é deputado estadual do PMDB. Só por isso. Mas, ao que tudo indica, Ana Júlia vai manter a ex-secretária em outro cargo, para não contrariar o acordo com o PMDB.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Pintura indígena em Nova York

A pintura indígena nos corpos dos visitantes é a última atração da exposição “Amazônia Brasil” em Nova York, que foi aberta no dia 22 de Abril e segue até o dia 13 de Julho. No mês de Maio, os visitantes do evento estão voltando para casa com os corpos marcados pela arte indígena inspirada nas culturas Marajoara e Caiapó. A artista plástica belenense Alcinda Saphira é a responsável pela oficina de arte ornamental amazônica que ocorre dentro da exposição na cidade americana.
A Pintura Corporal Indígena é apenas uma das várias atrações do evento. A “Amazônia Brasil” em Nova York, uma das mais importantes exposições já realizadas no mundo sobre a região, está espalhada por toda a cidade, convidando os moradores de Nova York a deixar a floresta de concreto para experimentar a cultura da Amazônia brasileira.
A artista Alcinda Saphira nasceu em Belém e começou sua formação artística na Escola de Belas Artes Federal da Bahia. Por anos, Alcinda viajou de cidade em cidade, buscando nas técnicas amazônicas inspiração para as cores, formas, texturas e temas das suas obras. Hoje, possui um estúdio em Nova York que, por cerca de 10 anos, tem sido referência artística e importante local para a promoção da arte brasileira.
A “Amazônia Brasil” em Nova York conta com patrocínio da Alcoa e Alcoa Foundation.
A Pintura Corporal Indígena é apenas uma das várias atrações do evento. A “Amazônia Brasil” em Nova York, uma das mais importantes exposições já realizadas no mundo sobre a região, está espalhada por toda a cidade, convidando os moradores de Nova York a deixar a floresta de concreto para experimentar a cultura da Amazônia brasileira.
A artista Alcinda Saphira nasceu em Belém e começou sua formação artística na Escola de Belas Artes Federal da Bahia. Por anos, Alcinda viajou de cidade em cidade, buscando nas técnicas amazônicas inspiração para as cores, formas, texturas e temas das suas obras. Hoje, possui um estúdio em Nova York que, por cerca de 10 anos, tem sido referência artística e importante local para a promoção da arte brasileira.
A “Amazônia Brasil” em Nova York conta com patrocínio da Alcoa e Alcoa Foundation.
MRN promove mostra de teatro
Acontece de 24 de maio a 08 de junho, a 9ª Mostra de Teatro Amador dePorto Trombetas, que reúne seis peças adultas e infantis de companhias de Oriximináe Santarém. Evento que já entrou no calendário dos moradores de Porto Trombetas, vila administrada pela Mineração Rio do Norte que, juntamente com o Mineração Esporte Clube - Nosso MEC, promove a Mostra.
O grupo de teatro santareno São José apresentará duas peças: a infantil A árvore rabugenta e o musical As Marias do Brasil, uma revisão bem humorada da história doBrasil e permeada pela trilha sonora composta pelo músico paraibano Chico César.
Já de Oriximiná, um dos destaques da Mostra é a montagem Os Pequenos Legumes, da Companhia de Teatro Konduri. A comedia retrata um casal de atores contratados paraapresentar um programa, onde tratam as pessoas como se fossem débeis mentais, masnão conseguem disfarçar ao publico, que não se entendem nem mesmo em seu trabalho.
"Ações como essa são de grande importância, já que Porto Trombetas está numa regiãofora de um eixo cultural. Essa é uma oportunidade que os moradores daqui têm de tercontato com manifestações culturais distintas. A Mostra proporciona ainda ointercâmbio de grupos culturais das cidades vizinhas, o que é um incentivo para ocenário cultural do Oeste do Pará", afirma Denílson Gonçalves, coordenador deeventos Nosso MEC.
(Fonte: MRN)
O grupo de teatro santareno São José apresentará duas peças: a infantil A árvore rabugenta e o musical As Marias do Brasil, uma revisão bem humorada da história doBrasil e permeada pela trilha sonora composta pelo músico paraibano Chico César.
Já de Oriximiná, um dos destaques da Mostra é a montagem Os Pequenos Legumes, da Companhia de Teatro Konduri. A comedia retrata um casal de atores contratados paraapresentar um programa, onde tratam as pessoas como se fossem débeis mentais, masnão conseguem disfarçar ao publico, que não se entendem nem mesmo em seu trabalho.
"Ações como essa são de grande importância, já que Porto Trombetas está numa regiãofora de um eixo cultural. Essa é uma oportunidade que os moradores daqui têm de tercontato com manifestações culturais distintas. A Mostra proporciona ainda ointercâmbio de grupos culturais das cidades vizinhas, o que é um incentivo para ocenário cultural do Oeste do Pará", afirma Denílson Gonçalves, coordenador deeventos Nosso MEC.
(Fonte: MRN)
Candidatos a vereador em 'sinuca de bico'
Decisões partidárias podem atrapalhar a vida de muitos candidatos a vereador em Santarém.
No PMN, por exemplo, se o partido migrar com a oposição, o ex-coordenador da CDU Marcílio Cunha fica em posição desconfortável.
O líder do governo na Câmara, vereador Emir Aguiar, já não sabe mais o que fazer porque seu partido, o PR, dá sinais de que pode não estar no mesmo palanque do PT nestas eleições.
E Laudenor Albarado, que faz oposição à prefeita Maria do Carmo, pode ficar sem espaço se o partido comandado por Reginaldo Campos em Santarém não pular do barco e permanecer na coligação que será encabeçada pelo PT.
No PMN, por exemplo, se o partido migrar com a oposição, o ex-coordenador da CDU Marcílio Cunha fica em posição desconfortável.
O líder do governo na Câmara, vereador Emir Aguiar, já não sabe mais o que fazer porque seu partido, o PR, dá sinais de que pode não estar no mesmo palanque do PT nestas eleições.
E Laudenor Albarado, que faz oposição à prefeita Maria do Carmo, pode ficar sem espaço se o partido comandado por Reginaldo Campos em Santarém não pular do barco e permanecer na coligação que será encabeçada pelo PT.
O cupuaçu é nosso!
O cupuaçu é nosso. Agora faltam as campanhas "O açai é nosso!", "A bacaba é nossa! "O bacuri é nosso!", "O muruci é nosso!", "O tucumã é nosso!" e etc.... e tal.(Ronaldo Brasiliense)
Alimentos não voltarão a ser baratos, diz FAO
BBC Brasil
Os preços dos alimentos devem continuar altos, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e não deverão retornar aos níveis baixos registrados antes da atual crise.
Segundo o estudo, ainda que os preços tenham caído um pouco nas últimas semanas, o aumento na demanda e a necessidade de repor estoques devem fazer com que os preços continuem altos."Comida não é mais um produto barato como no passado. O aumento no preço dos alimentos deve fazer com que os níveis inaceitáveis de privações sofridos por 854 milhões de pessoas piorem ainda mais", disse o diretor-geral assistente da FAO, Hafez Ghanem.
Uma das conseqüências, segundo a FAO, é que, pela primeira vez, o custo total de importação de alimentos globalmente deve passar de US$ 1 trilhão.Os países pobres que importam mais alimentos do que exportam serão os mais afetados, já que deverão ter de pagar quase US$ 170 bilhões neste ano para importar esses produtos, um aumento de 40% em relação ao ano passado.
Otimismo
Segundo o relatório, também há sinais encorajadores. Os preços altos levaram a um aumento na produção de alguns alimentos e, por isso, as próximas colheitas devem ser boas.No caso do trigo, por exemplo, a FAO prevê um aumento de quase 9%.O analista BBC Martin Plaut diz que a mensagem da organização é de que não há necessidade para pânico.
"A ONU diz que a era de alimentos baratos é coisa do passado. Mas a grande crise dos anos 70, quando se estima que milhões tenham morrido por causa de falta de comida, não deve se repetir", diz Plaut.
Segundo a FAO, o mundo está melhor preparado para lidar com uma crise global de alimentos. Mas o cultivo voltado para a produção de biocombustíveis deve impedir que a produção de alguns alimentos também aumente.
A produção de carne deve aumentar, apesar do custo alto para alimentar animais nas fazendas. Isso porque a demanda por carne vem aumentando rapidamente à medida que a renda da população em países em desenvolvimento aumenta.
Os preços dos alimentos devem continuar altos, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e não deverão retornar aos níveis baixos registrados antes da atual crise.
Segundo o estudo, ainda que os preços tenham caído um pouco nas últimas semanas, o aumento na demanda e a necessidade de repor estoques devem fazer com que os preços continuem altos."Comida não é mais um produto barato como no passado. O aumento no preço dos alimentos deve fazer com que os níveis inaceitáveis de privações sofridos por 854 milhões de pessoas piorem ainda mais", disse o diretor-geral assistente da FAO, Hafez Ghanem.
Uma das conseqüências, segundo a FAO, é que, pela primeira vez, o custo total de importação de alimentos globalmente deve passar de US$ 1 trilhão.Os países pobres que importam mais alimentos do que exportam serão os mais afetados, já que deverão ter de pagar quase US$ 170 bilhões neste ano para importar esses produtos, um aumento de 40% em relação ao ano passado.
Otimismo
Segundo o relatório, também há sinais encorajadores. Os preços altos levaram a um aumento na produção de alguns alimentos e, por isso, as próximas colheitas devem ser boas.No caso do trigo, por exemplo, a FAO prevê um aumento de quase 9%.O analista BBC Martin Plaut diz que a mensagem da organização é de que não há necessidade para pânico.
"A ONU diz que a era de alimentos baratos é coisa do passado. Mas a grande crise dos anos 70, quando se estima que milhões tenham morrido por causa de falta de comida, não deve se repetir", diz Plaut.
Segundo a FAO, o mundo está melhor preparado para lidar com uma crise global de alimentos. Mas o cultivo voltado para a produção de biocombustíveis deve impedir que a produção de alguns alimentos também aumente.
A produção de carne deve aumentar, apesar do custo alto para alimentar animais nas fazendas. Isso porque a demanda por carne vem aumentando rapidamente à medida que a renda da população em países em desenvolvimento aumenta.
Greve continua
Diversas escolas abriram as portas ontem à tarde para que professores em greve explicassem aos pais dos alunos o motivo da paralisação.
Poucos pais compareceram às reuniões.
Mas os professores estaduais de Santarém decidiram manter a greve depois que houve a suspensão das negociação entre a Intersindical e o governo do Estado ( ler nota abaixo do Página Crítica).
Poucos pais compareceram às reuniões.
Mas os professores estaduais de Santarém decidiram manter a greve depois que houve a suspensão das negociação entre a Intersindical e o governo do Estado ( ler nota abaixo do Página Crítica).
PF já sabe quem comprou facões para índios em Altamira
No Amazônia:
A Polícia Federal de Altamira já sabe quem comprou, no comércio local, os facões usados pelos índios caiapós para agredir o engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, durante encontro em Altamira que discutia a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.
A PF informa que ainda não divulgará nomes para não aumentar a tensão na cidade, mas já abriu inquérito para investigar a agressão ao engenheiro e não descarta responsabilizar as entidades que organizam o evento, que podem ter se omitido diante o incidente ou até mesmo agido para que o fato acontecesse, o que só vai ser informado depois das investigações.
O delegado federal Eduardo Jorge informou à reportagem que o inquérito que apura o caso já está instaurado, sob o número 073/2008, e que a PF possui muitas informações sobre as cenas de violência ocorridas na última terça-feira, no encontro Xingu Vivo para Sempre. Segundo ele, a polícia está analisando as imagens gravadas por emissoras de TV locais.
'Estamos analisando os vídeos para identificar os agressores', informou, acrescentando que a análise destas fitas poderá indicar quem incentivou os indígenas a partir para cima do engenheiro da Eletrobrás e qual índio foi o responsável pelo corte de 15 centímetros no braço direito de Paulo Fernando.
Na terça-feira, o engenheiro falava sobre o projeto, defendendo a construção da hidrelétrica, quando integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) começaram a pedir aos índios que partissem para a guerra. Os caiapós, liderados pela índia Tuíra, derrubaram Paulo Fernando, rasgaram a camisa dele e o espancaram por cerca de cinco minutos. Ele ficou ferido no braço e foi levado a um hospital. O engenheiro registrou ocorrência na delegacia de Polícia Federal e ainda na noite de terça foi para o Rio de Janeiro, onde reside. Segundo a Polícia Federal, Paulo Fernando vai prestar depoimento por escrito e foi liberado para viajar por motivos de segurança.
O delegado Eduardo Jorge diz que na próxima semana a PF poderá dar mais detalhes sobre as investigações, que estão transcorrendo em sigilo para evitar que o clima de tensão aumente na cidade. 'Estamos identificando os autores da agressão e a possível contribuição - por omissão ou por ação -, dos organizadores do evento. Vamos ver até que ponto eles podem ser responsabilizados por isso', disse o delegado, que pondera que no momento ninguém pode ser apontado como culpado pelas agressões, somente depois das investigações, mas que a PF vai investigar se entidades ou pessoas isoladas estão se aproveitando da condição dos índios e os usando para fazerem prevalecer os seus interesses (das entidades).
O que mais intrigou os policiais que acompanham o caso é que os facões usados pelos índios no evento são todos novos, comprados recentemente. Os facões foram usados como armas contra o engenheiro Paulo Fernando, o que levantou a suspeita de que alguma pessoa ou entidade tenha armado os índios. A PF conseguiu descobrir onde os facões foram comprados e por quem. 'Estamos sendo cautelosos, não podemos divulgar nomes antes de ouvir os envolvidos', diz, informando que o responsável pela compra dos facões terá que dar explicações à polícia e provar que não tinham a intenção de armar os indígenas.
A Polícia Federal de Altamira já sabe quem comprou, no comércio local, os facões usados pelos índios caiapós para agredir o engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, durante encontro em Altamira que discutia a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.
A PF informa que ainda não divulgará nomes para não aumentar a tensão na cidade, mas já abriu inquérito para investigar a agressão ao engenheiro e não descarta responsabilizar as entidades que organizam o evento, que podem ter se omitido diante o incidente ou até mesmo agido para que o fato acontecesse, o que só vai ser informado depois das investigações.
O delegado federal Eduardo Jorge informou à reportagem que o inquérito que apura o caso já está instaurado, sob o número 073/2008, e que a PF possui muitas informações sobre as cenas de violência ocorridas na última terça-feira, no encontro Xingu Vivo para Sempre. Segundo ele, a polícia está analisando as imagens gravadas por emissoras de TV locais.
'Estamos analisando os vídeos para identificar os agressores', informou, acrescentando que a análise destas fitas poderá indicar quem incentivou os indígenas a partir para cima do engenheiro da Eletrobrás e qual índio foi o responsável pelo corte de 15 centímetros no braço direito de Paulo Fernando.
Na terça-feira, o engenheiro falava sobre o projeto, defendendo a construção da hidrelétrica, quando integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) começaram a pedir aos índios que partissem para a guerra. Os caiapós, liderados pela índia Tuíra, derrubaram Paulo Fernando, rasgaram a camisa dele e o espancaram por cerca de cinco minutos. Ele ficou ferido no braço e foi levado a um hospital. O engenheiro registrou ocorrência na delegacia de Polícia Federal e ainda na noite de terça foi para o Rio de Janeiro, onde reside. Segundo a Polícia Federal, Paulo Fernando vai prestar depoimento por escrito e foi liberado para viajar por motivos de segurança.
O delegado Eduardo Jorge diz que na próxima semana a PF poderá dar mais detalhes sobre as investigações, que estão transcorrendo em sigilo para evitar que o clima de tensão aumente na cidade. 'Estamos identificando os autores da agressão e a possível contribuição - por omissão ou por ação -, dos organizadores do evento. Vamos ver até que ponto eles podem ser responsabilizados por isso', disse o delegado, que pondera que no momento ninguém pode ser apontado como culpado pelas agressões, somente depois das investigações, mas que a PF vai investigar se entidades ou pessoas isoladas estão se aproveitando da condição dos índios e os usando para fazerem prevalecer os seus interesses (das entidades).
O que mais intrigou os policiais que acompanham o caso é que os facões usados pelos índios no evento são todos novos, comprados recentemente. Os facões foram usados como armas contra o engenheiro Paulo Fernando, o que levantou a suspeita de que alguma pessoa ou entidade tenha armado os índios. A PF conseguiu descobrir onde os facões foram comprados e por quem. 'Estamos sendo cautelosos, não podemos divulgar nomes antes de ouvir os envolvidos', diz, informando que o responsável pela compra dos facões terá que dar explicações à polícia e provar que não tinham a intenção de armar os indígenas.
Por trás do acesso de cólera
Aldenor Junior, do Página Crítica:
Difícil imaginar que somente o destempero possa justificar o acesso de cólera do secretário da Fazenda, José Raimundo Trindade, que resultou na intempestiva retirada da delegação governamental da mesa de negociações ontem, 20, à tarde no Centro Integrado de Governo (CIG).
Diga-se que o bate-boca envolveu apenas o secretário, que também é o coordenador da equipe governamental, e Miriam Andrade, dirigente da Intersindical, uma petista de longa data, identificado com o grupo do deputado Paulo Rocha.
Colérico, dando murros na mesa, José Raimundo reagiu ao ouvir que os números apresentados pelo governo não eram confiáveis. De fato, confiança e credibilidade são artigos raros nestes tempos em que o governo prefere agir como alguém que tenta apagar o fogo com gasolina.
Difícil imaginar que somente o destempero possa justificar o acesso de cólera do secretário da Fazenda, José Raimundo Trindade, que resultou na intempestiva retirada da delegação governamental da mesa de negociações ontem, 20, à tarde no Centro Integrado de Governo (CIG).
Diga-se que o bate-boca envolveu apenas o secretário, que também é o coordenador da equipe governamental, e Miriam Andrade, dirigente da Intersindical, uma petista de longa data, identificado com o grupo do deputado Paulo Rocha.
Colérico, dando murros na mesa, José Raimundo reagiu ao ouvir que os números apresentados pelo governo não eram confiáveis. De fato, confiança e credibilidade são artigos raros nestes tempos em que o governo prefere agir como alguém que tenta apagar o fogo com gasolina.
Eterno mestre(2)
Comentário de leitor sobre opost "Eterno mestre", que enfoca os 45 anos de magistério do professor Cleyton.
Prezado Sr. Miguel,
Gostaria de parabenizá-lo pela sua matéria. Conheço o trabalho do Prof. Cleyton e de sua dedicação e profissionalismo. O que mais me admira nele é a vontade de viver, de educar, de exercer o magistério. O que me supreende neste grande professor é que depois de 45 anos de magistério, ele ainda ministra aula como se estivesse no início de carreira.
Como ele não fica cansado?
Parabéns por ser irmão do Prof. Cleyton, o mestre de todos os mestres. A família e os amigos devem sentir orgulho de fazer parte da vida dele.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Anteprojeto do TJE cria juizado de violência contra mulher em Santarém
Belém- Os desembargadores integrantes do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado, em sessão ordinária, aprovaram, à unanimidade de votos, anteprojeto de lei, que será encaminhados à Assembléia Legislativa sobre a criação de cargos de juiz e de mais Varas em Comarcas do interior e da capital, considerando-se a necessidade para a melhor prestação jurisdicional.
O objetivo é a criação de 50 cargos de juiz de direito, bem como a criação de 33 Varas, sendo 10 em Belém, quatro delas para atender o distrito de Icoaraci; três Varas de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher nas Comarcas de Marabá, Santarém e Altamira; duas Varas de Juizados Especiais na Comarca de Belém; cinco Varas na Comarca de Ananindeua; duas Varas na Comarca de Marituba; duas Varas na Comarca de Benevides; uma Vara na Comarca de Santarém; uma Vara na Comarca de Parauapebas; uma Vara na Comarca de Oriximiná; quatro Varas de Juizados Especiais, sendo duas na Comarca de Marabá e duas na Comarca de Santarém; uma Vara na Comarca de Tailândia; e uma Vara na Comarca de Juruti.
Cada uma das Varas terá em sua organização um cargo de juiz, um cargo de assessor de juiz, três cargos de analista judiciário, dois cargos de oficial de justiça avaliador, dois cargos de auxiliar judiciário e um cargo de atendente judiciário. Já as Varas de Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em cumprimento à Lei Federal nº 11.340/2006, além dos demais cargos, serão compostas também de equipe multidisciplinar, com quatro cargos de provimento efetivo de analista judiciário (carreira técnica, atividade finalística), sendo um com formação na área de Psicologia, um na área de Serviço Social, um na área do Direito e um com formação na área de Saúde.
A instalação das Varas, bem como o provimento dos respectivos cargos obedecerão ao cronograma de prioridades e necessidades definidas pelo Tribunal de Justiça e a disponibilidade de recursos do Judiciário.
(Fonte: Assessoria de Imprensa do TJE)
O objetivo é a criação de 50 cargos de juiz de direito, bem como a criação de 33 Varas, sendo 10 em Belém, quatro delas para atender o distrito de Icoaraci; três Varas de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher nas Comarcas de Marabá, Santarém e Altamira; duas Varas de Juizados Especiais na Comarca de Belém; cinco Varas na Comarca de Ananindeua; duas Varas na Comarca de Marituba; duas Varas na Comarca de Benevides; uma Vara na Comarca de Santarém; uma Vara na Comarca de Parauapebas; uma Vara na Comarca de Oriximiná; quatro Varas de Juizados Especiais, sendo duas na Comarca de Marabá e duas na Comarca de Santarém; uma Vara na Comarca de Tailândia; e uma Vara na Comarca de Juruti.
Cada uma das Varas terá em sua organização um cargo de juiz, um cargo de assessor de juiz, três cargos de analista judiciário, dois cargos de oficial de justiça avaliador, dois cargos de auxiliar judiciário e um cargo de atendente judiciário. Já as Varas de Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em cumprimento à Lei Federal nº 11.340/2006, além dos demais cargos, serão compostas também de equipe multidisciplinar, com quatro cargos de provimento efetivo de analista judiciário (carreira técnica, atividade finalística), sendo um com formação na área de Psicologia, um na área de Serviço Social, um na área do Direito e um com formação na área de Saúde.
A instalação das Varas, bem como o provimento dos respectivos cargos obedecerão ao cronograma de prioridades e necessidades definidas pelo Tribunal de Justiça e a disponibilidade de recursos do Judiciário.
(Fonte: Assessoria de Imprensa do TJE)
Réu é solto após júri e vai responder por lesão corporal
Numa sessão rápida, os sete membros do conselho de sentença do Tribunal do Júri da 6ª Vara Penal acataram a tese defendida pela promotora Janaína Andrade de Sousa, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal e desclassificaram o crime de Tentativa de Homicídio para Lesões Corporais Leves ao julgar o pescador Luiz Diniz Brito.
Ele era acusado de tentar matar o eletricista Edicarlos de Sousa Batista, há quase dois anos no dia 27/08/2006, durante uma discussão em um bar na Prainha. A sessão presidida pelo juiz Alessandro Ozanan terminou antes do meio-dia, já que as testemunhas foram dispensadas e as partes usaram pouco tempo para debate.
O Defensor Público Adleer Calderaro Sirotheau oncordou com a tese do Ministério Público e após o veredicto dos jurados, o juiz desclassificou o crime e mandou soltar o réu, que estava preso desde o dia em que atingiu Edicarlos com uma faca. O laudo de corpo delito do IMl foi fundamental para a decisão de todos, ao constatar que a lesão provocada na vítima não colocou em risco sua vida.
Apesar da decisão, o réu não está livre de uma condenação. Seu processo será remetido ao Juizado Especial Criminal para ser apurado o crime de Lesões Corporais Leves, tipificada pelo art. 129 e cuja pena é detenção de 3 meses a 1 ano.
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Ele era acusado de tentar matar o eletricista Edicarlos de Sousa Batista, há quase dois anos no dia 27/08/2006, durante uma discussão em um bar na Prainha. A sessão presidida pelo juiz Alessandro Ozanan terminou antes do meio-dia, já que as testemunhas foram dispensadas e as partes usaram pouco tempo para debate.
O Defensor Público Adleer Calderaro Sirotheau oncordou com a tese do Ministério Público e após o veredicto dos jurados, o juiz desclassificou o crime e mandou soltar o réu, que estava preso desde o dia em que atingiu Edicarlos com uma faca. O laudo de corpo delito do IMl foi fundamental para a decisão de todos, ao constatar que a lesão provocada na vítima não colocou em risco sua vida.
Apesar da decisão, o réu não está livre de uma condenação. Seu processo será remetido ao Juizado Especial Criminal para ser apurado o crime de Lesões Corporais Leves, tipificada pelo art. 129 e cuja pena é detenção de 3 meses a 1 ano.
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Alexandre Von volta a cobrar imediato funcionamento do Hospital Regional
Usando a tribuna da Assembléia Legislativa na sessão ordinária desta quarta-feira o deputado estadual Alexandre Von (PSDB-PA) voltou a fazer severas críticas ao Governo do Estado do Pará pelo não funcionamento pleno do Hospital Regional e a cobrar informações sobre o contrato de gestão, no valor de R$ 60.766.000,00, celebrado entre a SESPA e aPró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, e sobre o cronograma de implantação dos serviços de saúde de alta e médiacomplexidade para atendimento da população do Oeste do Pará.
O deputado também denunciou, tomando por base informações prestadas pelo novo diretor do Hospital Regional Público do Oeste e amplamente divulgadas pela imprensade Santarém, que aparelhos pertencentes ao patrimônio do Hospital tenham sido danificados em função do mau uso por funcionários insuficientemente treinados para o seu manuseio.
O deputado Alexandre Von, juntamente com o deputado José Megale (PSDB-PA), solicitou cópia do Contrato de Gestão Nº 01/SESPA/2008, bem como do cronograma para o efetivo funcionamento de todos os serviços de saúde de alta e média complexidade previstos para o Hospital Regional Público doOeste, com sede em Santarém.
(Fonte: Assessoria do Deputdo Alexandre Von)
O deputado também denunciou, tomando por base informações prestadas pelo novo diretor do Hospital Regional Público do Oeste e amplamente divulgadas pela imprensade Santarém, que aparelhos pertencentes ao patrimônio do Hospital tenham sido danificados em função do mau uso por funcionários insuficientemente treinados para o seu manuseio.
O deputado Alexandre Von, juntamente com o deputado José Megale (PSDB-PA), solicitou cópia do Contrato de Gestão Nº 01/SESPA/2008, bem como do cronograma para o efetivo funcionamento de todos os serviços de saúde de alta e média complexidade previstos para o Hospital Regional Público doOeste, com sede em Santarém.
(Fonte: Assessoria do Deputdo Alexandre Von)
AMUT vai discutir hospital regional
A Associação dos Municípios das Rodovias Santarém-Cuiabá, Transamazônica e Região Oeste do Pará(AMUT) realiza audiência pública para discutir o pleno funcionametno do Hospital Regional do Baixo-Amazonas, dia 6 de junho, as 14 horas, na Câmara de Vereadores de Santarém.
Eterno mestre
Miguel Oliveira
Editor-chefe
Em pleno domingo de manhã quando eu assistia ao Globo Rural, no intervalo do programa uma mensagem do governo do estado chamava os alunos a retornarem às escolas já nesta segunda-feira. Subliminarmente o governo informava o fim da greve dos professores estaduais, o que, ao que eu soubesse, ainda não havia sido suspensa em Santarém.
Mas a rotina da domingueira foi quebrada por uma visita ilustre que eu e minha amada Rejane recebemos em nosso aconchegante lar. Meu irmão Cleiton e esposa Terezinha, de passagem por Santarém, foram nos dar a honra de almoçar conosco. Ao grupo se juntariam mais tarde os amigos Edibal(Pipa) e Lúcia Cabral.
E não é que o gostoso papo de almoço se resumiu à atividade docente? Um prato cheio - desculpem o trocadilho- para quem, como Cleiton, está há 45 anos em sala de aula, mesmo depois de ter se aposentado da Universidade Federal do Pará.
A diferença de idade entre mim e Cleiton é quase 20 anos. Por isso, a vida de professor secundarista dele e seu ingresso na carreira acadêmica, justamente por lapso de tempo, ainda me eram um pouco desconhecidos. Mas nesse almoço, regado a vinho do Porto e a licor de creme de cassis, pude conhecer um pouco mais da carreira de magistério de Cleiton Nogueira de Oliveira, o segundo filho de dona Sarita e seu Petronilio.
Ainda estudante universitário, Cleiton abraçou o magistério. Para sobreviver e se manter em Belém, longe de casa, era submetido a extenuante jornada de trabalho. A figura do professor 'the flash", aquele que atualmente corre de uma escola para outra para cumprir carga horária, ao que parece, já existia naquela época.
Inúmeros colégios particulares e incipientes cursinhos pré-vestibulares, na metade dos anos 60, testaram o talento, a competência e a didática do promissor professor Cleiton.
Mas seu envolvimento no movimento estudantil de contestação ao regime militar lhe causaria embaraços para se firmar como professor universitário, após início de jornada como professor substituto do Colégio Paes de Carvalho.
Contra Cleiton e a maioria dos acadêmicos daquela época na UFPA pesavam a grave acusação de ser 'comunista'.
Conta meu irmão que quem comandava a reitoria da UFPa era o professor José da Silveira Neto, a quem Cleiton pediu uma audiência para reclamar que, apesar de estar lecionando matemática há dois meses na instituição, ainda não havia sido chamado para assinar seu contrato de trabalho e por causa disso, não estava recebendo seu salário.
Mas antes de se aventurar à reitoria, Cleiton avisou aos alunos que aquele seria seu último dia de aula como professor auxiliar, para espanto da turma. E aventou a possibilidade de estar sendo perseguido por problemas políticos e que o atraso de seu salário seria, por assim dizer, uma retaliação política.
Mas no final da aula foi procurado por dois integrantes da turma que logo identificou como membros do serviço de informações do regime militar infiltrados na universidade.
- Professor, não há nada oficial que desabone sua conduta. Somos testemunhas que o senhor, mesmo quando provocado, não fala de política e trata, ao contrário de outros professores, de ministrar sua aula, apenas - relatou-lhe um dos arapongas.
Meio assustado, Cleiton topou prolongar a conversa que seria providencial, uma vez que seus dois alunos lhe orientaram a ingressar com um pedido de hábeas data na auditoria militar. De posse do documento que nada constava que desabonasse sua conduta pela ótica da doutrina da segurança nacional, encorajou-se a procurar o reitor e definir sua situação funcional.
De posse do hábeas data e vestindo um paletó emprestado de um amigo - com as mangas cobrindo-lhes as mãos - recordou -, Cleiton foi até a reitoria. Lá chegando foi logo avisado que a agenda do professor Silveira Neto estava lotada.
-Não tem problema. Eu espero, retrucou Cleiton ao chefe de gabinete.
Depois de uma chá de cadeira de mais de seis horas, meu irmão pode, enfim, ingressar no gabinete do reitor.
- O que lhe traz aqui, rapaz? Indagou Silveira Neto.
-Gostaria de saber porque meu salário não está sendo pago? - respondeu-lhe o professor.
- O quê! Um menino desses vem aqui e tem a petulância de me cobrar salário atrasado - enfureceu-se o reitor.
-Mas é o que está acontecendo comigo, professor, replicou Cleiton.
-Você sabe muito bem o motivo. Você é ‘comunista’ e há um veto a sua contratação - disparou Silveira Neto.
- E se eu lhe provar que não há veto algum dos militares a minha pessoa, o senhor me contrata? - arriscou meu irmão.
- Se você conseguir isso, que eu acho praticamente impossível, o emprego é seu, desconversou o reitor.
- Pois então me contrate, retrucou Celiton. Aqui está o meu hábeas data emitido pelo exército.
Atônito, Silveira Neto ainda teve tempo de confirmar a autenticidade do documento, mas Cleiton conta que o velho mestre teve uma atitude nobre.
- O contrato é seu, meu filho. Contra fatos não há argumentos - despediu-se Silveira Neto.
Editor-chefe
Em pleno domingo de manhã quando eu assistia ao Globo Rural, no intervalo do programa uma mensagem do governo do estado chamava os alunos a retornarem às escolas já nesta segunda-feira. Subliminarmente o governo informava o fim da greve dos professores estaduais, o que, ao que eu soubesse, ainda não havia sido suspensa em Santarém.
Mas a rotina da domingueira foi quebrada por uma visita ilustre que eu e minha amada Rejane recebemos em nosso aconchegante lar. Meu irmão Cleiton e esposa Terezinha, de passagem por Santarém, foram nos dar a honra de almoçar conosco. Ao grupo se juntariam mais tarde os amigos Edibal(Pipa) e Lúcia Cabral.
E não é que o gostoso papo de almoço se resumiu à atividade docente? Um prato cheio - desculpem o trocadilho- para quem, como Cleiton, está há 45 anos em sala de aula, mesmo depois de ter se aposentado da Universidade Federal do Pará.
A diferença de idade entre mim e Cleiton é quase 20 anos. Por isso, a vida de professor secundarista dele e seu ingresso na carreira acadêmica, justamente por lapso de tempo, ainda me eram um pouco desconhecidos. Mas nesse almoço, regado a vinho do Porto e a licor de creme de cassis, pude conhecer um pouco mais da carreira de magistério de Cleiton Nogueira de Oliveira, o segundo filho de dona Sarita e seu Petronilio.
Ainda estudante universitário, Cleiton abraçou o magistério. Para sobreviver e se manter em Belém, longe de casa, era submetido a extenuante jornada de trabalho. A figura do professor 'the flash", aquele que atualmente corre de uma escola para outra para cumprir carga horária, ao que parece, já existia naquela época.
Inúmeros colégios particulares e incipientes cursinhos pré-vestibulares, na metade dos anos 60, testaram o talento, a competência e a didática do promissor professor Cleiton.
Mas seu envolvimento no movimento estudantil de contestação ao regime militar lhe causaria embaraços para se firmar como professor universitário, após início de jornada como professor substituto do Colégio Paes de Carvalho.
Contra Cleiton e a maioria dos acadêmicos daquela época na UFPA pesavam a grave acusação de ser 'comunista'.
Conta meu irmão que quem comandava a reitoria da UFPa era o professor José da Silveira Neto, a quem Cleiton pediu uma audiência para reclamar que, apesar de estar lecionando matemática há dois meses na instituição, ainda não havia sido chamado para assinar seu contrato de trabalho e por causa disso, não estava recebendo seu salário.
Mas antes de se aventurar à reitoria, Cleiton avisou aos alunos que aquele seria seu último dia de aula como professor auxiliar, para espanto da turma. E aventou a possibilidade de estar sendo perseguido por problemas políticos e que o atraso de seu salário seria, por assim dizer, uma retaliação política.
Mas no final da aula foi procurado por dois integrantes da turma que logo identificou como membros do serviço de informações do regime militar infiltrados na universidade.
- Professor, não há nada oficial que desabone sua conduta. Somos testemunhas que o senhor, mesmo quando provocado, não fala de política e trata, ao contrário de outros professores, de ministrar sua aula, apenas - relatou-lhe um dos arapongas.
Meio assustado, Cleiton topou prolongar a conversa que seria providencial, uma vez que seus dois alunos lhe orientaram a ingressar com um pedido de hábeas data na auditoria militar. De posse do documento que nada constava que desabonasse sua conduta pela ótica da doutrina da segurança nacional, encorajou-se a procurar o reitor e definir sua situação funcional.
De posse do hábeas data e vestindo um paletó emprestado de um amigo - com as mangas cobrindo-lhes as mãos - recordou -, Cleiton foi até a reitoria. Lá chegando foi logo avisado que a agenda do professor Silveira Neto estava lotada.
-Não tem problema. Eu espero, retrucou Cleiton ao chefe de gabinete.
Depois de uma chá de cadeira de mais de seis horas, meu irmão pode, enfim, ingressar no gabinete do reitor.
- O que lhe traz aqui, rapaz? Indagou Silveira Neto.
-Gostaria de saber porque meu salário não está sendo pago? - respondeu-lhe o professor.
- O quê! Um menino desses vem aqui e tem a petulância de me cobrar salário atrasado - enfureceu-se o reitor.
-Mas é o que está acontecendo comigo, professor, replicou Cleiton.
-Você sabe muito bem o motivo. Você é ‘comunista’ e há um veto a sua contratação - disparou Silveira Neto.
- E se eu lhe provar que não há veto algum dos militares a minha pessoa, o senhor me contrata? - arriscou meu irmão.
- Se você conseguir isso, que eu acho praticamente impossível, o emprego é seu, desconversou o reitor.
- Pois então me contrate, retrucou Celiton. Aqui está o meu hábeas data emitido pelo exército.
Atônito, Silveira Neto ainda teve tempo de confirmar a autenticidade do documento, mas Cleiton conta que o velho mestre teve uma atitude nobre.
- O contrato é seu, meu filho. Contra fatos não há argumentos - despediu-se Silveira Neto.
OAB divulga provas e gabaritos da 1ª etapa do Exame de Ordem
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará já disponibilizou em sua página os gabaritos da prova da primeira etapa do Exame de Ordem do ano de 2008, aplicada no domingo passado em Belém, Marabá e Santarém.Mais de 900 candidatos em todo o Estado do Pará fizeram a prova. O Exame de Ordem é destinado a bacharéis em Direito e a aprovação é requisito indispensável para inscrição na OAB e para o exercício da advocacia. A prova é unificada, ou seja, a mesma prova da OAB-PA será realizada no mesmo dia em outras 22 seccionais em todo o país.
Clique aqui para ter acesso aos gabaritos.
(Fonte: Espaço Aberto)
Clique aqui para ter acesso aos gabaritos.
(Fonte: Espaço Aberto)
Greve dos professores continua
Não houve acordo entre a Intersindical e o governo do Estado.
Por isso, a greve dos professores prossegue em Santarém.
Por isso, a greve dos professores prossegue em Santarém.
Indústria paraense investe em inovação tecnológica
A aquisição de modernas máquinas para a indústria de base, o contato direto com grandes empresas na negociação de condições especiais para a compra de equipamentos industriais, e a possibilidade de novas parcerias entre os próprios empresários paraenses foram o saldo positivo da participação de empresários paraenses na FeiraInternacional da Mecânica, em São Paulo, organizada pelo Programa de Desenvolvimentode Fornecedores, da FIEPA. Vinte e cinco empreendedores Pará, representando os municípios de SantarémBarcarena, Belém, Paragominas e Parauapebas, tiveram acesso às principais inovaçõesno setor metal-mecânico.
Ronilson Souza, diretor financeiro da Retífica Souza, de Santarém, foi um dos primeiros a fechar negócio com os expositores chineses. A empresa será a primeira na região oeste do Pará a ter um torno de comando numérico para componentes pesados, utilizado para fazer a usinagem de peças como rolamentos com diâmetro de 1,6 metro.
“Os equipamentos chineses apresentados na feira tinham condições de competitividade melhores até do que as ofertadas normalmente pelos fornecedores brasileiros. Esta foi uma oportunidade única para fechar bons negócios,não só durante a feira, mas depois também”, disse Ronison Souza.
"Entendemos que a ação será vital para as empresas, pois colocará novas técnicas de mercado e produção ao alcance da indústria de base paraense, o que vai facilitar o contato dos empresários paraenses com as novas tendências tecnológicas e a aquisição de equipamentos”, avalia David Leal, coordenador do PDF.
Uma novidade foram os equipamentos de corte e usinagem fabricados na China que chamaram a atenção dos empresários pelo menor preço em relação aos equipamentos fabricados no Brasil e outros países.
(Fonte: Temple Comunicação)
Ronilson Souza, diretor financeiro da Retífica Souza, de Santarém, foi um dos primeiros a fechar negócio com os expositores chineses. A empresa será a primeira na região oeste do Pará a ter um torno de comando numérico para componentes pesados, utilizado para fazer a usinagem de peças como rolamentos com diâmetro de 1,6 metro.
“Os equipamentos chineses apresentados na feira tinham condições de competitividade melhores até do que as ofertadas normalmente pelos fornecedores brasileiros. Esta foi uma oportunidade única para fechar bons negócios,não só durante a feira, mas depois também”, disse Ronison Souza.
"Entendemos que a ação será vital para as empresas, pois colocará novas técnicas de mercado e produção ao alcance da indústria de base paraense, o que vai facilitar o contato dos empresários paraenses com as novas tendências tecnológicas e a aquisição de equipamentos”, avalia David Leal, coordenador do PDF.
Uma novidade foram os equipamentos de corte e usinagem fabricados na China que chamaram a atenção dos empresários pelo menor preço em relação aos equipamentos fabricados no Brasil e outros países.
(Fonte: Temple Comunicação)
Paranóias
Rosana Hermann
Os fabricantes de bebida vagabunda sabem que as pessoas que tomam seus produtos ficam com dor de cabeça no dia seguinte. Por isso mesmo faria muito sentido imaginar que essas destilarias tenham algum tipo de acordo com os laboratórios que fabricam analgésicos.
As empresas de calçados também devem ter um forte acordo com os ortopedistas e pedicuros. Alguns sapatos simplesmente não foram feitos para serem calçados nos pés e sim para atrair desejo de consumo quando estão nas prateleiras.
A indústria alimentícia certamente tem um acordo com as clínicas de emagrecimento. Uma engorda a outra emagrece.
A impressão que dá é que o mundo capitalista todo funciona assim, um grande complô para enganar o consumidor tolo que se deixa levar pela vaidade, nosso ponto fraco mais explorado pela propaganda.
Tem dias que dá vontade de ir morar na praia e viver de peixe.Ou mudar pro mato e viver de milho.
Os fabricantes de bebida vagabunda sabem que as pessoas que tomam seus produtos ficam com dor de cabeça no dia seguinte. Por isso mesmo faria muito sentido imaginar que essas destilarias tenham algum tipo de acordo com os laboratórios que fabricam analgésicos.
As empresas de calçados também devem ter um forte acordo com os ortopedistas e pedicuros. Alguns sapatos simplesmente não foram feitos para serem calçados nos pés e sim para atrair desejo de consumo quando estão nas prateleiras.
A indústria alimentícia certamente tem um acordo com as clínicas de emagrecimento. Uma engorda a outra emagrece.
A impressão que dá é que o mundo capitalista todo funciona assim, um grande complô para enganar o consumidor tolo que se deixa levar pela vaidade, nosso ponto fraco mais explorado pela propaganda.
Tem dias que dá vontade de ir morar na praia e viver de peixe.Ou mudar pro mato e viver de milho.
A foto do fato
Venezuelanos comprarão búfalos paraenses
Uma comitiva da Venezuela, composta por seis integrantes, entrerepresentantes do governo e empresários chegará a Belém, na próximasemana, e será recebida pelo secretário de Estado de Agricultura, CássioPereira. Eles estão interessados em adquirir três mil cabeças de fêmeasbubalinas para produção de leite. Os venezuelanos devem permanecer uma semana e irão visitar 11 fazendas,em oito municípios paraenses.
O Pará possui o maior rebanho de búfalos do país, cerca de 430 milcabeças. Isso representa 37% do rebanho brasileiro. As regiões do Marajóe Baixo Amazonas concentram a maior quantidade desses animais, queapresentam um crescimento de 10% ao ano.
(Fonte: Agência Pará)
O Pará possui o maior rebanho de búfalos do país, cerca de 430 milcabeças. Isso representa 37% do rebanho brasileiro. As regiões do Marajóe Baixo Amazonas concentram a maior quantidade desses animais, queapresentam um crescimento de 10% ao ano.
(Fonte: Agência Pará)
Gangues matam
O jornal O Estado do Tapajós divulga hoje uma matéria em que informa que as gangues matam uma pessoa por mês em Santarém.
Mas ontem a noite essa triste estatística foi alterada com mais uma morte, no bairro do Santarenzinho. A esposa de um sargento da PM foi assassinada por integrantes de uma gangue. Em maio já ocorreram dois crimes provocados por gangueiros.
Duas pessoas acusadas de participação no crime já estão presas.
Mas ontem a noite essa triste estatística foi alterada com mais uma morte, no bairro do Santarenzinho. A esposa de um sargento da PM foi assassinada por integrantes de uma gangue. Em maio já ocorreram dois crimes provocados por gangueiros.
Duas pessoas acusadas de participação no crime já estão presas.
Carne clandestina
Greve dos servidores da Adepará pode provocar falta de carne em Santarém.
Mas não é tanto assim como estão falando, diz uma fonte do setor.
É que a não liberação da guia de transporte animal (GTA) vai prejudicar a chegada do gado aos matadouros, mas só a carne de origem controlada pode sumir dos açougues e supermecados.
Como mais de 50% da carne consumida em Santarém são de origem clandestina, portanto, sem inspeção sanitária, o consumidor não vai ser muito afetado a curto prazo.
Mas não é tanto assim como estão falando, diz uma fonte do setor.
É que a não liberação da guia de transporte animal (GTA) vai prejudicar a chegada do gado aos matadouros, mas só a carne de origem controlada pode sumir dos açougues e supermecados.
Como mais de 50% da carne consumida em Santarém são de origem clandestina, portanto, sem inspeção sanitária, o consumidor não vai ser muito afetado a curto prazo.
Cenários eleitorais
Concluída sondagem entre 628 eleitores sobre o pleito municipal que se avizinha.
A radiografia eleitoral captou imagens há muito tempo reveladas pelos desacertos dos inquilinos do poder.
O planalto - não o do palácio, em Brasília-, foi tomado por euforia.
Na Maracangalha, haverá choro e ranger de dentes.
A radiografia eleitoral captou imagens há muito tempo reveladas pelos desacertos dos inquilinos do poder.
O planalto - não o do palácio, em Brasília-, foi tomado por euforia.
Na Maracangalha, haverá choro e ranger de dentes.
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