segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobe para quatro o número de vítimas do deslizamento em Itaituba

Foto:Anderson Pantoja
Agência Pará
Já chega a quatro o número de mortos no deslizamento ocorrido na Vila de Miritituba, município de Itaituba, região oeste do Pará. A vítima que estava em estado grave e havia sido transferida para o município de Santarém não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no final da tarde desta segunda-feira, 16.

Policiais Militares, do Corpo de Bombeiros e homens do Exército passaram o dia retirando da área todas os moradores, pois havia risco de mais desabamentos. Segundo o comandante do 7º Grupamento de Bombeiros Militar, capitão Tito da Silva Azevedo, cinco casas foram soterradas no deslizamento. “O tempo ainda está muito fechado. Provavelmente haverá mais chuvas, por isso estamos retirando todas as pessoas da área”, explicou.

Os moradores do local foram encaminhados para o Ginásio Poliesportivo de Itaituba e casas de familiares. As nove vítimas continuam internadas em Santarém e Itaituba. O deslizamento ocorreu devido à forte chuva que caiu na madrugada provocando a morte imediata de três pessoas. O Corpo de Bombeiros Militar da região foi acionado e conseguiu resgatar dez ainda com vida dos escombros. O deslizamento ocorreu próximo à rampa de Miritituba.

Segundo o comandante do CBM em Itaituba, o trabalho de resgate começou assim que os bombeiros chegaram ao local. Policiais Militares e homens do Exército também ajudaram no trabalho de busca das vítimas.
Janise Abud - Secom

Bancos: Até quando? Até quando?

Antenor Pereira Giovannini*

Até quando nossos distintos vereadores irão deixar que os Bancos tratem seus usuários da maneira como vem tratando em Santarém? Até quando?

Sendo repetitivo, existe uma lei municipal obrigando que as agências façam o atendimento em no máximo 20 minutos. Ter a lei e não ter é a mesma coisa.

Um descaso. Uma vergonha, onde se observa a total falta de dignidade que essas agências bancárias tratam seus usuários. Se for aposentado ou pensionista parece que a vontade de fazê-los esperar na fila se torna mais atraente. Revoltante observar o que determinadas agências fazem e principalmente seus pseudos gerentes, que mais parecem cones colados às suas cadeiras, apenas observando como se filas significassem movimentos em suas agências.

Semana passada. Banco Bradesco - Agência Av. Cuiabá. Por volta das 13,10 hs e apenas um caixa atendendo. O outro estava almoçando e não há reposição.
Chego à pequena fila e observo um senhor mais velho que eu na minha frente. Encostado junto ao único caixa um funcionário de alguma empresa com vários maços de dinheiro e uma infinidade de títulos a serem pagos. O banco não disponibiliza um caixa para empresas ou para pagamento de alguém com cinco ou mais títulos. Tudo no mesmo caixa. E a fila cresce e o tempo passa. Quase 14,00 horas e o outro caixa chega do almoço. O funcionário da empresa continua no outro caixa. A fila anda. Ao chegar no senhor da frente o caixa apenas lhe diz que ele deveria procurar outra agência e que não era ali seu assunto. E ele resignado, deixa o banco à procura de solução do seu assunto.

O que fazer numa hora dessas? Que vontade de quebrar alguma coisa para expor toda raiva em ver um cidadão de idade que ficou quase 1 hora a espera de atendimento e na sua vez o seu assunto era em outra agência.
Porque a agência não disponibiliza alguém ou o próprio gerente se predisponha em trabalhar e fazer alguma coisa, percorrendo a fila e se interessando em saber  o motivo que cada um se encontra ali. Orientando, dando dicas e fazendo com que a sua permanência na agencia seja a mínima possível.

Porque esse descaso, porque essa falta de comprometimento? Ou será que é difícil entender que estamos numa região onde para a grande maioria das pessoas o banco e suas máquinas ainda são bichos-papões e assustam? É difícil realizar esse trabalho? Mas, exatamente é isso: dá trabalho e custa dinheiro. E os bancos estão para ganhar e não para perder.

E nossos vereadores, omissos, sem interesse, não precisam e nunca vão aos Bancos. Pouco ou quase nada fazem para modificar essa situação. Porque não agregam à lei existente outra onde o Banco poderá ser suspenso por alguns dias ou ter o alvará cancelado se reclamações pelo  atendimento ruim persistirem. Verão como esse pessoal irá correr atrás para melhorar o atendimento.

*Aposentado e morador em Santarém

Plebiscitos: Classe política se divide e já se articula

Bastidores da consulta popular já começam a desenhar os núcleos das campanhas pró e contra a divisão e prioridade agora é definir quem, afinal, poderá participar dos plebiscitos.

Rita Soares
Do Diário do Pará

O Pará num momento decisivo da sua historia. A aprovação, pela Câmara Federal, dos projetos que determinam realização de plebiscitos sobre a separação das regiões de Carajás e Tapajós para criar dois novos Estados pode alterar para sempre o mapa da região e os destinos dos paraenses.

A data das consultas ainda vai depender da publicação dos decretos. A expectativa é de que, ainda neste ano, os eleitores do estado sejam chamados a dizer se querem continuar fazendo parte de um único Estado ou se desejam a separação. Os próximos meses serão de intensa campanha. Defensores da divisão e os contrários a medida já estão se articulando nos bastidores para começar o debate publico. A questão divide os partidos, a base aliada do governo e tem gerado debates acalorados nas redes sociais.

O projeto de Decreto Legislativo referente ao plebiscito para a criação do Estado do Tapajós ainda terá que ser apreciado novamente no senado por que sofreu mudanças de redação na câmara. No texto inicial, o Tapajós seria formado por 22 municípios. Pela nova redação, serão 27. Foram incluídos também Rurópolis, Senador José Porfírio, Curuá, Terra Santa e Mojuí dos Campos. No senado, o decreto será analisado novamente pela comissão de constituição e Justiça para depois voltar ao plenário. 

O deputado Joaquim de Lira Maia (DEM), de Santarém, um dos principais articuladores da tramitação do0 projeto, diz que o processo não deve demorar. “Minha expectativa é a melhor possível. Já falei com os senadores do Pará e eles se mostraram favoráveis ao plebiscito”, diz.

A expectativa dos representantes do movimento separatista é de que a medida será “altamente benéfica para toda a região”.  “Vamos diminuir distancias e aumentar os recursos. O debate precisa ser mais racional e menos emocional. Precisamos fazer uma discussão menos apaixonada”. defende.

O Decreto Legislativo para a criação de Carajás está mais adiantado. Como não sofreu mudanças na Câmara, o projeto está pronto para ser publicado. A Justiça Eleitoral tem até seis meses para marcar a votação. Ainda serão definidos detalhes como tempo de TV destinado aos comitês a favor e contra a divisão.

O Deputado Giovanni Queiroz, um dos principais lideres do movimento separatista da região que poderá ser futuro do Carajás, diz acreditar que ate o eleitorado da região remanescente (que continuará sendo o Estado do Pará) poderá se decidir pela separação ao conhecer os benefícios da medida. “O povo de Belém tem consciência da dinâmica diferente de todo o Estado. O Pará ainda será um Estado rico. Terá 80% das indústrias, 70% das empresas de serviços, 80% da malha rodoviária, reservas de cassiterita, caulim e estão bem avançados estudos que buscam reservas de petróleo no litoral”, diz, usando argumentos para contestar que a divisão poderá gerar três Estados ainda mais pobres que o atual Pará. 

Queiroz defende que redução das dimensões territoriais será uma das principais vantagens da divisão. “Gestor nenhum, por melhor que seja, vai conseguir fazer um bom governo num território tão grande como esse”.

Presidente do TJE coordena reunião com juízes do Pólo Santarém

Jota Ninos

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A desembargadora Raimunda Gomes Noronha (foto), presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), estará em Santarém na sexta-feira (20/05) para mais um encontro regional de juízes dos pólos Santarém e Altamira, que juntos congregam 26 municípios do oeste do Pará.

O encontro acontece a cada dois anos, quando são analisados os resultados obtidos em cada Comarca sobre a prestação jurisdicional, além de serem apresentadas demandas para melhorar o atendimento aos habitantes da região.

Reunião do Pleno - O TJE deve realizar no dia 21 de junho, em Santarém, pela primeira vez na história do judiciário paraense, uma reunião do Pleno dos Desembargadores. Essa reunião ocorre sempre às quartas-feiras, no TJE, e reúne os 30 desembargadores para decisões judiciais e administrativas da Justiça paraense. 

A pedido dos juízes de Santarém, o Pleno do TJE poderá realizar sua reunião em Santarém, para comemorar os 178 anos de instalação da Comarca (ocorrido no último dia 14/05), bem como o aniversário de 350 anos da cidade de Santarém, a exemplo do que será feito pelo Executivo, e talvez pelo Legislativo. 

Há uma grande possibilidade de que nessa reunião do Pleno do TJE em Santarém, seja discutido e aprovado o projeto de eleva à condição de 3ª entrância as três maiores Comarcas do interior do Pará: Ananindeua, Marabá e Santarém. Hoje, somente Belém tem Comarca de 3ª Entrância.

Comarca de Santarém começa a usar o Sistema LIBRA

A partir de hoje, já está sendo ativado um novo sistema virtual de acompanhamento processual na Comarca de Santarém. O Sistema de Gestão de Processos Judiciais, conhecido como LIBRA, substitui o SAP (Sistema de Acompanhamento Processual). Ele foi criado em 2009 e vem sendo implantado gradativamente nas maiores comarcas do Estado. 

Desde a semana passada, técnicos do setor de Informática do TJE ministram treinamento a todos os servidores e juízes lotados em Santarém. Na sexta-feira, foi feita a migração de dados da Comarca do SAP para o LIBRA, e hoje o novo sistema está sendo ativado em cada secretaria. Por conta disso, desde sexta-feira nenhuma atividade está sendo realizada nas secretarias, como consultas, tramitações ou despachos judiciais, apenas audiências estão ocorrendo. Todos os prazos processuais foram suspensos através de portaria, até amanhã. Quem quiser mais informações pode procurar os técnicos de Informática do TJE, que se encontram instalados no mini-auditório do Fórum.

8ª Vara em mutirão - Por ser a vara com maior número de processo hoje em Santarém, a 8ª Vara Civel realiza a partir de hoje um mutirão para ativar no novo sistema seus mais de 8 mil processos. Durante uma semana, a vara não terá expediente externo. leia mais neste link: http://www.tjpa.jus.br/noticias/verNoticia.do?id=3061

Excesso de multas em Óbidos por causa do defeso


A promotora de Justiça do Ministério Público, Eliane Moreira recomendou aos proprietários, gerentes de bares e restaurantes, mercados, feiras e aos associados da Colônia de Pescadores, que respeitem o período do defeso relativo a atividade de pesca no município de Óbidos, oeste do Pará.

Segundo a promotora, a recomendação se faz necessária "devido a expressiva quantidade de Autos de Infração encaminhados a Promotoria de Justiça pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente".
Segundo ela, as infrações comprovam que diversos estabelecimentos comerciais estariam incorrendo na prática ilegal de comercialização de pescado cuja apreensão e venda encontra-se temporariamente suspensa pelo período conhecido como Defeso. (Com informações do MPE)
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Cardume de jaraqui motiva pesca em Óbidos

 
Vários pescadores esperam o cardume do jaraqui, para lançar tarrafas

É chegada a época do pescado que virou símbolo do município de Óbidos. O tradicional Jaraqui, peixe de pequeno porte, mas muito saboroso e apreciado na mesa dos obidenses e da região.

A sua aplicação como símbolo do município Pauxis, deu-se através do Projeto de Lei do então vereador na época Hugo Ferrari. A partir de então, criou-se também o tradicional Festival do Jaraqui, que acontece no início de junho, onde a piracema está no seu auge. Piracema na linguagem tupi quer dizer “saída dos peixes” e é justamente nesse período que os jaraquis saem para a desova.
Já teve ano de o pescado falhar no festival, a natureza nem sempre é exata e, ainda mais com a devastação promovida pelo homem, aí que se torna mais vulnerável mesmo.

Na época do jaraqui, a frente da cidade de Óbidos se torna um palco de pescaria, formando um espetáculo a parte. São centenas de canoas cruzando o rio em busca do delicioso pescado. As tarrafas cortam o vazio e mergulham nas águas barrentas do Amazonas, emergindo com dezenas de jaraquis. Já teve ano em que se vendia dez jaraquis por um real e o comprador ainda ganhava uma pitada de sal.
A época da pesca do jaraqui já está chegando e bom apetite a todos.(Fonte: Folha de Óbidos)

Cena do cotidiano na Amazônia(2)


Voadeira corta os paranás e lagos da Região Amazônica, próximo a Santarém.

Projeto impõe prestação de serviços comunitários a pais que não tiverem condições de pagar pensão alimentícia


O deputado Lira Maia(DEM-Pa) apresentou projeto de lei que prevê que o pai e a mãe que não tenham recursos para suprir alimentos aos seus filhos, nos casos em que a obrigação de pagar recair sob os avós, deverão prestar serviços a comunidade ou a entidade pública.

Para Lira Maia, a proposta visa corrigir um erro da Lei, que obriga os avós a pagarem pensão alimentícia aos netos. 

"Acredito que as crianças não podem ser prejudicadas, não podem ter seu direito de subsistência tolhido, mas, quando esse encargo recai sob os avós é justo que os pais faltosos prestem serviços comunitários até que se cesse a obrigação sob os avós", destaca o deputado santareno.

Segundo Lira Maia, a medida é pedagógica. "Creio que desta forma, incentivaremos os pais que não cumprem suas obrigações de manter os filhos - por quaisquer motivos – nos casos em que essa obrigação recaia para os avós que, em muitos casos, já possuem enormes despesas com sua própria manutenção, com remédios e com caríssimos tratamentos de doenças oriundas da idade, venham a se esforçar em ter condições de assumir a subsistência de seus filhos e cumprir com suas obrigações alimentícias", justificou o parlamentar.

Cena do cotidiano na Amazônia


Vaqueiros tocam a boiada pelo leito da rodovia Santarém-Cuiabá, à altura do acesso a Castelo de Sonhos, distrito de Altamira.

Cerca de 30 inquéritos abertos pela PF para apurar tráfico humano estão em andamento no Pará


O coordenador nacional para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, pelo Ministério da Justiça, Ricardo Lins, informou que são 28 inquéritos instaurados pela Polícia Federal de 1990 a 2010 para a investigação do tráfico de pessoas. “As informações não estão separadas por qual modalidade - se é para tráfico sexual, trabalho escravo e ainda a de remoção de órgãos”, explicou. Entretanto, foi acertado o repasse das cópias destes inquéritos para o acervo e pesquisa da CPI do Tráfico Humano da Assembléia Legislativa do Pará.

Devido aos números, o Pará foi incluído na Política Nacional de Combate ao Tráfico de Pessoas com a implantação do Núcleo de Enfrentamento ao crime, que funciona na Secretaria Estadual de Justiça e Defesa dos Direitos Humanos (SEJUDH). “Os núcleos têm por objetivo a descentralização da implantação da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, criando políticas estaduais que atendam aos três eixos da política nacional, reduzindo este crime”, abordou Lins. 

Participaram ainda da reunião da CPI, os deputados: Celso Sabino (PR), vice-presidente; Edmilson Rodrigues (PSOL); Gabriel Guerreiro (PV); e Edílson Moura (PT). O assessor do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga; Murilo Sales, Coordenador e a psicóloga Shaula Collyer da Coordenação do Tráfico de Pessoas da Secretária Estadual de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH).

Televisão



Lúcio Flávio Pinto
Belém- Parece que a Banda Calypso, de Chimbinha & Joelma, que estava de asa virada para o grupo RBA, dos Barbalho, foi perdoado dessa audácia e readmitida à corte do grupo Liberal, dos Maiorana. Voltou a sair nas fotos e se tornou destaque na festa comemorativa dos 35 anos da TV Liberal.
Motivo real para celebrar, porém, não havia. Desde que começou a funcionar, nunca a Liberal esteve tão por baixo quanto agora. Se a tendência mais recente se mantiver, ela deverá ser ultrapassada pela TV Record, que tem em Belém sua segunda melhor praça. A luz amarela já piscou no painel da Globo.

Sem greve de ônibus


O jogo combinado entre a diretoria dos rodoviários e do sindicato das empresas de transportes coletivos para forçar o aumento da passagem de ônibus em Santarém ainda não deu certo.

A ameaça de greve não se concretizou.

Foi fechado um acordo entre empregados e patrões para aumento de 8,5% sobre os salários dos rodoviários.

Agora, a questão é saber se a Secretaria de Transportes e Trânsito vai reajustar a tarifa  para R$ 1,85, como querem os empresários. 

Capa da edição desta semana O Estado do Tapajós

Clique na imagem para ampliar.


São Raimundo enfrenta Cametá dia 21 na semifinal


Após a derrota por 3x1 para o Paysandu, ontem, o São Raimundo vai enfrentar dia 21, em Santarém, o time do Cametá, na seminfinal do segundo turno do Parazão 2011.
O outro confronto decisivo será entre Independente e Clube do Remo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dia de Campo em Belterra apresenta integração lavoura-pecuária-floresta


A Embrapa Amazônia Oriental promove dois eventos dia de campo neste sábado (14/05) em Belterra.Na fazenda Nossa Senhora Aparecida, a partir das 8h, pesquisadores da instituição apresentarão o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta a técnicos em extensão rural e produtores da região. Essa tecnologia possibilita a produção de grãos, carne, leite e madeira na mesma área, implantadas de forma simultaneamente ou em ciclos culturais.

Nesse sistema, pastagens degradadas podem ser recuperadas para o plantio de grãos e espécies florestais. Ao final de alguns ciclos, o investimento na recuperação do solo é resgatado pela comercialização dos grãos e a área está apta para receber nova pastagem. Nessa fase, as árvores já crescidas acabam por oferecer conforto térmico ao gado e podem gerar renda quando forem abatidas.

O segundo dia de campo acontece pela parte de tarde, quando o público visitará o campo experimental da Embrapa em Belterra para conhecer os trabalhos de melhoramento de soja, milho e arroz, além de obter informações sobre adubação e sistema de plantio direto.

Prefeituras e empresas custearão estudo de viabilidade econômica do estado do Tapajós


A maioria das prefeituras da região Oeste do Pará já aderiu ao comitê pro-criação do estado do Tapajós e se comprometeu a liberar recursos para custear a elaboração do estudo de viabilidade econômica do novo estado.

Hoje de manhã, em reunião no auditório da ACES, a prefeita de Santarém  Maria do Carmo anunciou a doação de 50 mil reais para fazer frente às despesas com o documento. Também o prefeito de Rurópolis, Aparecido Pereira, informou que o município vai doar 10 mil reais. 


Extra-oficialmente sabe que a UFOPA é quem coordenará a elaboração do estudo de viabilidade econômica do estado do Tapajós, que contará com também com o apoio de empresas da região Oeste do Pará.

Leia a edição impressa de 7 de maio de O Estado do Tapajós

Clique nas imagens para ler as páginas em tamanho ampliado.







quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sandro Lopes diz que reajuste da passagem de ônibus não está definido


O secretário de transportes do município de Santarém, Sandro Lopes, ainda vai submeter ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito a proposta de reajuste das passagens de ônibus urbano, cuja tarifa é de R$ 1,70. "Tivemos três reuniões preliminares com os empresários do setor este ano, mas não há definição do índice de reajuste", garantiu o titular da SMT ao Blog do Estado.

Segundo Sando Lopes, o Conselho Municipal de Transportes ainda não agendou reunião para tratar do reajuste da tarifa. " Há várias propostas na mesa de negociação, os empresários falam em R$ 1,90 e até R$ 2,00, mas os estudos da SMT vão apontar o novo preço da passagem em Santarém, que será sugerido ao conselho', esclareceu.

O titular da SMT não quis comentar a existência de um acordo preliminar que elevaria a passagem dos atuais R$ 1,70 para R$ 1,85, um reajuste em torno de 10 por cento.

Post do Leitor: “Porque sou a favor do novo Estado do Tapajós”

Ricardo Setti
Veja On Line




Amigos, redigi um post criticando a aprovação, pelo Congresso, de plebiscitos para dividir o Estado do Pará com a criação de dois novos Estados, Tapajós, no oeste paraense, e Carajás, no sul, pelas razões que podem ser encontradas aqui.
Recebi muitas críticas de leitores que, fundamentalmente, alegam que desconheço a realidade das regiões — a maioria deles leitores residentes no que seria o futuro Estado do Tapajós.
Como esta é uma coluna democrática, abro espaço para que o amigo do blog Caetano Scannavino Filho — um paulistano que vive em Santarém há 23 anos, visivelmente apaixonado pela região e coordenador da ONG Projeto Saúde e Alegria — apresente argumentos em favor da criação, no caso, de Tajapós.


A discussão sobre a divisão do Pará pode e deve ser nacional. No entanto, o Brasil precisa entender a Amazônia. Fala-se muito na sua internacionalização, mas o que se precisa mesmo é nacionalizá-la, sobretudo para que o principal centro econômico e de formação de opinião – o eixo São Paulo-Rio – compreenda melhor suas realidades, desafios, culturas e oportunidades de negócios.
Aí deixará de enxergá-la como um “ônus” que só tem conflitos e desmates, e perceberá que temos um grande “bônus” nas mãos, uma riqueza imensurável que, se manejada de forma sustentada e includente, poderá impactar o nosso Produto Interno Bruto (PIB) e justificar que o Brasil, o “país do futuro” que ouvíamos na infância, chegou.
Há vários projetos para criação de novos Estados tramitando no Congresso.
Nesse caso, a lógica comum do pensamento vai ser sempre tender para o oportunismo, os custos de implantação, a solução que não é solução, entre outros argumentos coerentes. Mas não podemos colocar toda farinha no mesmo saco – aliás, estaríamos escondendo as delicias da farinha “puba” do Tapajós, algo muito típico e especial da nossa região.
É importante entender que cada caso é um caso.
Tratarei aqui da Amazônia – onde municípios têm o tamanho de Estados e estes, de países – mais especificamente da nossa região do Baixo Amazonas.

Santarém (Pará)

Santarém: o município polo do Baixo Amazonas, não vê acontecer políticas estaduais sendo aplicadas e/ou adaptadas para a sua realidade

Distâncias e falta de políticas adaptadas à realidade do Oeste
A proposta pelo Estado do Tapajós não consiste na divisão de uma área já interligada como o Triângulo Mineiro, mas sim de uma parcela imensa da Amazônia, sem facilidades de transporte, sem energia, sem comunicação, sem saúde, sem acesso à educação, com contextos bastante distintos dentro de um mesmo Pará.
A região de Santarém, município polo do Baixo Amazonas, está a quase 1.000 quilômetros de Belém ou de Manaus (1 hora de avião ou 2,5 dias de barco), não tem poder significativo para eleger governador (decidido no eixo Belém-Ananindeua, de maior concentração populacional) e tampouco vê acontecer políticas estaduais sendo aplicadas e/ou adaptadas para a realidade do Oeste do Estado.
Nascido em São Paulo e morador santareno há 23 anos, nunca fui um entusiasta pela divisão do Pará e sempre acreditei que uma gestão estadual descentralizada poderia responder em parte às demandas da região Oeste.  Depois de testemunhar mais de 5 sucessões, porém, com 5 governos de “a” a “z”, percebi que a coisa é mais embaixo. É de identidade territorial mesmo.
Poderia discorrer sobre “somos esquecidos”, “excluídos”, mas devemos lançar o debate para frente. A região do Baixo Amazonas tem uma dinâmica própria, está na confluência de importantes rios, no ponto final (ou inicial) da rodovia BR-163, que está sendo asfaltada, ligando-a com o centro do país, num processo ainda intenso de ocupação, de expansão da fronteira agrícola e de empreendimentos mineradores e de energia, entre outros.
Fronteira altamente estratégica
Enfim, trata-se de uma fronteira altamente estratégica para o futuro da Amazônia, situada no meio entre o “já desmatado” (leste, sentido Belém) e o “desmatamento a ser evitado” (extensões florestais a oeste, sentido Manaus), demandando há tempos de uma governança própria que atenda a suas realidades, contextos, desafios e cultura a partir de sua identidade regional. Isto já numa Amazônia com sérios problemas de governança.
Não sejamos ingênuos se, em uma primeira eleição ao governo do futuro Estado de Tapajós, tivermos na disputa um candidato oriundo de Manaus e outro de Belém, mas não tratamos aqui de um momento no curto prazo da história, e sim de fazer historia para as próximas décadas.
Pensar no futuro é vislumbrar o potencial do Tapajós como o Estado verde da União, com suas unidades de conservação, vocação florestal, condições propicias para negócios sustentáveis, ecoturismo, serviços ambientais… quem sabe um modelo de desenvolvimento “2.0” que agregue o social, o econômico, o ambiental, o cultural e possa impulsionar uma outra visão para o resto do país.


BR-163: a rodovia que liga as cidades de Cuiabá a Santarém está sendo asfaltada

Diálogo mais direto com Brasília do que com Belém
Na história recente dessa região cheia de problemas, a mobilização em torno da “guerra da soja”, culminando num positivo acordo de moratória, do ordenamento territorial com a criação de novas áreas protegidas, do reenquadramento de grandes empreendimentos (mineração, agronegócio, etc) em prol de mais responsabilidade socioambiental, do “Plano BR-163 Sustentável”, da criação do primeiro Distrito Florestal Sustentável (DFS) do país, entre outros exemplos, partiu muito mais dos atores locais (públicos, empresariais, sociais) articulados do que de iniciativas da gestão estadual – em geral “participassiva” ou contrária ou obrigada a fazer por pressão – mesmo quando de sua competência.
A ausência e/ou inadequação do ente estadual no atendimento às peculiaridades do Médio Amazonas acarretou há tempos uma cultura de diálogo muito mais direta da região com Brasília do que com Belém. Isto também tem custos.
E temos que admitir que custos são inevitáveis quando se cria um novo Estado. Mas não pretendo retrucar falando das receitas de ICMS da BR-163 (ainda maiores quando asfaltada), dos impostos/compensações dos empreendimentos mineradores (Juruti, Trombetas), entre outros recursos financeiros que vão para Belém e não retornam na mesma proporção à região.
O fato é que, se formos simplificar a análise da sustentabilidade ao numero de habitantes x impostos, então é melhor excluir a Amazônia do mapa, fechar os olhos para as oportunidades e potenciais e esquecer da sua importância para o país e o mundo, além de não querer entender que sem solução para o social não se resolve o ambiental. De uma certa forma, São Paulo precisa, sim, pagar a conta da Amazônia hoje para a Amazônia sustentar São Paulo amanhã.
Sonhar não é proibido
Sim, é um desafio imenso, uma batalha constante, mas sonhar não é proibido. Não é nem essa questão dos outros sempre estarem decidindo pela gente, dos “mocorongos” (termo aos nascidos em Santarém) também serem cidadãos brasileiros…
Só queremos uma chance para o debate, mas que vá além do dizer “não” apenas por causa de outros projetos de criação de novos Estados…de se abrir um precedente perigoso…de farra de políticos…de mais salários para deputados e senadores… O que foi aprovado no Congresso não foi a criação do Estado do Tapajós, mas sim um processo de consulta popular, do qual virão à tona os prós e contras. Enfim, uma discussão extremamente saudável.
Mapa do novo Estado do Tapajós, onde municípios têm o tamanho de Estados e estes, de países

Para os radicalmente contrários, serve o consolo do eixo Belém-Ananindeua também participar do plebiscito, o que torna sua aprovação muito difícil. Ser a favor ou contra o Estado do Tapajós é uma coisa. Ser favorável ao debate de preferência qualificado é outra. Se não surgir um novo Estado no Pará, que o debate ao menos resulte em soluções mais permanentes (politicas de “Estado”, no sentido da palavra) para essa importante e determinante região e para o futuro da Amazônia.
Perdão pela extensão da mensagem, mas se já é difícil o Brasil entender a Amazonia, mais ainda é compreender os “Parás”. Para os interessados em entender mais como surgiu esse movimento secular pelo Tapajós, segue link para um post recente do jornalista Manoel Dutra.

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Leia mais: 


Senador Flexa Ribeiro declara-se a favor do plebiscito

Psol de Santarém contraria orientação nacional do partido e apóia plebiscito

Lira Maia leva ao Senado projeto que aprova plebiscito do estado do Tapajós




O deputado Lira Maia (DEM/PA), na companhia do senador Mozarildo Cavalcanti esteve na manhã desta quarta-feira(11) na Secretaria Geral do Senado Federal para levar e protocolar, pessoalmente, o Projeto do Plebiscito do Estado do Tapajós. 

O Projeto será lido na Sessão ainda hoje e em seguida será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente ao Plenário do Senado Federal.
Segundo o deputado Lira Maia e o senador Mozarildo Cavalcanti, a tramitação no Senado poderá ser rápida, pois se trata apenas de mudança na redação incluindo cinco municípios que não estavam citados no projeto original (Terra Santa, Curuá, Mojuí dos Campos, Rurópolis e Senador José Porfírio).

“Acreditamos que aqui a tramitação será rápida até porque o mérito já foi apreciado e aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado Federal. A matéria só retornou ao Senado devido a inclusão de novos municípios, ou seja, trata-se apenas de uma alteração redacional", concluiu o deputado Lira Maia.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Prefeitos pressionam por aumento do FPM


A Prefeita de Santarém, Maria do Carmo, está na capital federal para participar da 14ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, evento que tem por objetivo construir um pacto federativo capaz de diminuir as diferenças regionais e promover o desenvolvimento sustentável.
Até quinta-feira, prefeitos (as) de todo o Brasil estarão reunidos em Brasília reivindicando mais atenção do governo federal. 

Uma das bandeiras é a busca pelo aumento de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), essencial para o orçamento final de cada cidade e principal fonte de receita para muitos municípios. Também serão abordados no encontro que inicia hoje (10/05), assuntos como a regulamentação da Lei do Financiamento da Saúde, a reapreciação da Câmara sobre os royalties do petróleo, dívidas previdenciárias e a atualização dos restos a pagar da União para os municípios.
 
A cerimônia de abertura da Marcha dos Prefeitos foi ontem à tarde com a presença da presidente Dilma Roussef.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pescador de luzes ao por-do-sol em Santarém

Foto: Alfonso Jimenez. In Memoriam

Criação de novos estados: comentário da jornalista Lúcia Hypólito na Rádio CBN nesta terça-feira


Milton Jung - Bom dia para você Lucia!

Lúcia Hypólito - Bom dia Milton bom dia ouvintes da CBN!

Milton Jung – Nós temos ouvido diferentes opiniões sobre a criação de Estados no Brasil, mais recente agora sobre a divisão do Pará em três Estados. Qual é a sua opinião?

Lúcia Hypólito - Olha o Milton, eu acho que esta configuração política administrativa brasileira, isso é uma coisa de século 19 que ela vê. É um resultado de identidades construídas desde a colônia. E você tem no Brasil o choque de uma tradição unitária por que o império era unitário, tudo centrado no poder central e a república que implantou a federação. Mas nós sempre tivemos uma federação meio torta e nas últimas décadas você vem concentrando muito o poder, Milton, na mão do governo federal. Acontece que no século XX você foi formando novas identidades, interesses econômicos comuns, culturais, estratégicos.
Ô Milton, há quantos anos a gente não houve falar no Estado do Triângulo Mineiro, né?, que era uma coisa que reuniria algumas cidades de Minas com cidades de Goiás por quê? Porque ali havia uma cultura, havia uma agricultura um agronegócio comum etc. Então em vários lugares do Brasil você foi formando isso e ai quando a gente olha o tamanho do país e tamanho das diferenças e das dificuldades.
Você veja o seguinte, qualquer pessoa que olhe a serio as divisas terrestres do Estado do Pará, por exemplo, entende que não há Policia Federal, não há forças armadas que dê conta de policiar aquilo ali. Se você não tiver identidades regionais, população que cuide, população local que entenda, uma policia localizada estadual dedicada etc. você não vai conseguir.
Então você tem um derrame de dinheiro de desperdício do governo federal e fica enxugando gelo por que é lá de Brasília que você fica dando ordens, enquanto as populações locais entendem melhor o problema.
Você veja o seguinte, Milton, nós estamos com esta marcha dos Prefeitos a Brasília que vão lá pedir o quê? - Aquilo que lhes é de direito, que são os recursos que são arrecadados nos Municípios e nos Estados e são sugados pelo governo federal. Então esta proposta, eu nem sei se vai passar e se não vai passar, mas acho que é uma discussão importante.
É claro que a crítica vem logo: não ai vai ter Governador,  Assembléia Legislativa o “cabidão” de emprego? etc. Mas não precisa ser assim, que dizer, tem sido assim? Tem! Mas não precisa ser. Eu acho que é uma discussão da Federação, é uma discussão de retirar poder do governo federal e devolver aos Estados e Municípios. Acho que os gastos com a nova estrutura podem ser compensados com a economia dos gastos federais nestas regiões, mas ai, evidentemente, os burocratas do governo federal vão perder poder, não é Milton? Ai eles não querem não, né!

Milton Jung – Pois é não é só o Pará, são tantos outros Estados que estão nesta discussão.

Lúcia Hypólito – Exatamente. Tem Maranhão, tem Araguaia, tem Planalto Central, tem Mato Grosso do Norte, tem pedaço da Bahia, tem Triângulo Mineiro. Eu acho que a discussão é importante, Milton! Não sei se vai adiante ou se não vai, mas está na hora de discutir a federação brasileira.

Milton Jung – Até amanhã, Lúcia.

Lucia Hypólito – Até amanhã, Milton.