O prefeito de Alenquer Cleóstenes Farias vai responder Ação Civil Pública impetrada perante à justiça estadual pelo Ministério Público Estadual pelo uso de propaganda institucional para promoção pessoal em inserções veículadas em emissoras de televisão de Alenquer em Santarém.
As denúncias contra Farias partiram de populares que acionaram a Ouvidoria do Ministério Público em Belém.
Na ação, os promotores pedem a aplicação de multa de R$ 15 mil para cada inserção veiculada.
terça-feira, 25 de março de 2008
Chuvas castigam estradas e cidades na região Oeste do Estado do Pará
Paulo Leandro Leal
As fortes chuvas que caem diariamente na região oeste do Pará têm causados sérios estragos nas estradas, deixando-as intrafegáveis, e nas cidades, onde os moradores sofrem com alagamentos e enxurradas. A situação tem preocupado a defesa civil do Estado, que está alertando principalmente os municípios de Altamira, Rurópolis, Santarém e Itaituba para o risco de vendavais, alagamentos e acidentes, como queda de árvores e deslizamentos de encostas.
No sábado, 22, uma grande quantidade de terra deslizou para o leito da pista na Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá), na Serra do Piquiatuba, zona urbana de Santarém. O 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) trabalhou quase o dia todo para liberar o tráfego na rodovia. No domingo, um deslizamento de areia interrompeu por cerca de uma hora o tráfego na rodovia estadual Everaldo Martins, que liga a cidade de Santarém è vila de Alter do Chão. O deslizamento ocorreu durante uma forte chuva.
Nas rodovias Transamazônica (BR-230) e Santarém-Cuiabá, diversos trechos ficam sob água durante as chuvas mais intensas. Os rios estão transbordando e muitas pontes podem ser levadas a qualquer momento pela correnteza. Os motoristas têm que esperar o nível da água abaixar para seguir viagem. Novos atoleiros se formam a cada dia e transformam a viagem num verdadeiro teste de paciência.
Na cidade de Santarém, maior da região, os estragos causados pelas chuvas têm sido grandes. Há duas semanas, o comércio da cidade ficou completamente alagado, a água invadiu as lojas e muitos produtos estragaram. Até mesmo carros foram arrastados pela enxurrada. Na periferia, a situação é mais dramática. Todos os dias, milhares de pessoas não conseguem sair de casa cedo para trabalhar.
Em alguns bairros, os moradores constroem barricadas para impedir o avanço da água durante a chuva. Na Nova República, um dos bairros mais distantes do Centro, muitos moradores jê tiveram as casas invadidas pela água e perderam móveis e eletrodomésticos. "Toda a noite chove e eu já nem durmo mais direito preocupada com meus filhos", relata a doméstica Maria Paula, 35, que mora sozinha com seus cinco filhos. Ela tem faltado com freqüência ao trabalho por causa das chuvas. "Tenho medo de perder o emprego", diz.
Valas e buracos tomam conta da cidade, que ficou com aparência de terra arrasada. A situação é tão grave que a prefeita Maria do Carmo (PT) estuda decretar estado de emergência no município. Mas ela é acusada pela oposição de não realizar os serviços básicos de infra-estrutura, como drenagem e desentupimento de bueiros, o que estaria aumentando o problema.
Segundo a defesa civil do Estado, tem chovido neste mês de março mais do que o índice registrado nos meses de janeiro e fevereiro juntos. A tendência é que as chuvas fortes continuem caindo até o final do mês e vá diminuindo a partir do mês de abril, mas o inverno deve prosseguir até o final do mês de maio.
As fortes chuvas que caem diariamente na região oeste do Pará têm causados sérios estragos nas estradas, deixando-as intrafegáveis, e nas cidades, onde os moradores sofrem com alagamentos e enxurradas. A situação tem preocupado a defesa civil do Estado, que está alertando principalmente os municípios de Altamira, Rurópolis, Santarém e Itaituba para o risco de vendavais, alagamentos e acidentes, como queda de árvores e deslizamentos de encostas.
No sábado, 22, uma grande quantidade de terra deslizou para o leito da pista na Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá), na Serra do Piquiatuba, zona urbana de Santarém. O 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) trabalhou quase o dia todo para liberar o tráfego na rodovia. No domingo, um deslizamento de areia interrompeu por cerca de uma hora o tráfego na rodovia estadual Everaldo Martins, que liga a cidade de Santarém è vila de Alter do Chão. O deslizamento ocorreu durante uma forte chuva.
Nas rodovias Transamazônica (BR-230) e Santarém-Cuiabá, diversos trechos ficam sob água durante as chuvas mais intensas. Os rios estão transbordando e muitas pontes podem ser levadas a qualquer momento pela correnteza. Os motoristas têm que esperar o nível da água abaixar para seguir viagem. Novos atoleiros se formam a cada dia e transformam a viagem num verdadeiro teste de paciência.
Na cidade de Santarém, maior da região, os estragos causados pelas chuvas têm sido grandes. Há duas semanas, o comércio da cidade ficou completamente alagado, a água invadiu as lojas e muitos produtos estragaram. Até mesmo carros foram arrastados pela enxurrada. Na periferia, a situação é mais dramática. Todos os dias, milhares de pessoas não conseguem sair de casa cedo para trabalhar.
Em alguns bairros, os moradores constroem barricadas para impedir o avanço da água durante a chuva. Na Nova República, um dos bairros mais distantes do Centro, muitos moradores jê tiveram as casas invadidas pela água e perderam móveis e eletrodomésticos. "Toda a noite chove e eu já nem durmo mais direito preocupada com meus filhos", relata a doméstica Maria Paula, 35, que mora sozinha com seus cinco filhos. Ela tem faltado com freqüência ao trabalho por causa das chuvas. "Tenho medo de perder o emprego", diz.
Valas e buracos tomam conta da cidade, que ficou com aparência de terra arrasada. A situação é tão grave que a prefeita Maria do Carmo (PT) estuda decretar estado de emergência no município. Mas ela é acusada pela oposição de não realizar os serviços básicos de infra-estrutura, como drenagem e desentupimento de bueiros, o que estaria aumentando o problema.
Segundo a defesa civil do Estado, tem chovido neste mês de março mais do que o índice registrado nos meses de janeiro e fevereiro juntos. A tendência é que as chuvas fortes continuem caindo até o final do mês e vá diminuindo a partir do mês de abril, mas o inverno deve prosseguir até o final do mês de maio.
Festival das Tribos de Juruti é patrimônio cultural do Pará
O Diário Oficial do Estado publicou ontem lei estadual que transforma o Festival das Tribos de Juruti em patrimônio artístico e cultural do estado do Pará. Na mesma edição foi publicada lei que dá igual tratamento à dança do Marambiré, de Alenquer.
Propaganda eleitoral na internet só nos sites dos candidatos
Os candidatos que vão concorrer às eleições municipais de outubro só poderão fazer propaganda na internet na página destinada exclusivamente à divulgação de sua campanha. Ou seja, está proibida a publicidade em outros sites. A regra consta na Resolução 22.718 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que trata da propaganda eleitoral.
Segundo a resolução, a página dos candidatos deverá ficar no ar a partir de 6 de julho até antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro. Os candidatos podem optar em usar ou não a terminação “can.br”. Neste caso, deverão solicitar o domínio ao gestor da Internet Brasil e indicar o nome e o número do candidato -os mesmos que vão constar na urna eletrônica. Os domínios “can.br” serão automaticamente cancelados após a votação do primeiro turno ou do segundo turno -caso o candidato vá para o segundo turno.
As punições de cassação de registro e inelegibilidade impostas nos casos de uso indevido de meio de comunicação e abusos e excessos na divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, que antes só atingiam matérias da imprensa escrita, foram estendidas à reprodução do jornal na internet.
(Folha Press)
Segundo a resolução, a página dos candidatos deverá ficar no ar a partir de 6 de julho até antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro. Os candidatos podem optar em usar ou não a terminação “can.br”. Neste caso, deverão solicitar o domínio ao gestor da Internet Brasil e indicar o nome e o número do candidato -os mesmos que vão constar na urna eletrônica. Os domínios “can.br” serão automaticamente cancelados após a votação do primeiro turno ou do segundo turno -caso o candidato vá para o segundo turno.
As punições de cassação de registro e inelegibilidade impostas nos casos de uso indevido de meio de comunicação e abusos e excessos na divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, que antes só atingiam matérias da imprensa escrita, foram estendidas à reprodução do jornal na internet.
(Folha Press)
Assentamento do Incra é origem de parte da madeira extraída ilegalmente
Parte da madeira ilegal extraída no Pará tem origem em assentamentos rurais criados pelo Incra nos últimos três anos. A afirmação é do Ministério Público Federal no Estado, que aponta que, em pelo menos 25 municípios do oeste do Pará, há 107 assentamentos irregulares. Segundo o órgão, a área destinada pelo Incra em Santarém a projetos sem licença ambiental é de cerca de 56 mil km2. A suspeita é que muitos desses projetos foram criados por interesses de madeireiras.
As denúncias feitas pela Procuradoria levaram a Justiça Federal a determinar, em fevereiro, o bloqueio dos bens e a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de nove pessoas acusadas de responsabilidade no caso, entre elas o ex-superintendente do Incra em Santarém, Pedro de Santana.
Sem-tora desmatam
A extração ilegal de madeira no Pará e a omissão do poder público em relação à atividade nos últimos anos possibilitaram o surgimento de grupos de posseiros, conhecidos como sem-tora, especializados em invadir terras e desmatar a serviço de madeireiras no Estado.
Os sem-tora, assim chamados porque nunca ficam com a madeira extraída, se passam por membros de movimentos de trabalhadores rurais sem terra e invadem áreas de florestas intactas com o objetivo de fornecer matéria-prima para as madeireiras. Estas, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, financiam a estrutura da ação, fornecendo equipamentos como motosserras e caminhões.
(Fonte: Folha de S. Paulo)
As denúncias feitas pela Procuradoria levaram a Justiça Federal a determinar, em fevereiro, o bloqueio dos bens e a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de nove pessoas acusadas de responsabilidade no caso, entre elas o ex-superintendente do Incra em Santarém, Pedro de Santana.
Sem-tora desmatam
A extração ilegal de madeira no Pará e a omissão do poder público em relação à atividade nos últimos anos possibilitaram o surgimento de grupos de posseiros, conhecidos como sem-tora, especializados em invadir terras e desmatar a serviço de madeireiras no Estado.
Os sem-tora, assim chamados porque nunca ficam com a madeira extraída, se passam por membros de movimentos de trabalhadores rurais sem terra e invadem áreas de florestas intactas com o objetivo de fornecer matéria-prima para as madeireiras. Estas, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, financiam a estrutura da ação, fornecendo equipamentos como motosserras e caminhões.
(Fonte: Folha de S. Paulo)
O helicóptero da discórdia
O vice-governador Odair Corrêa está fazendo cavalo de batalha para tentar basear em Santarém o helicóptero doado ao governo do estado pela coordenação dos Jogos Panamericanos.
A governdora Ana Júlia já deu sinais de que quer ver a aeronave operando em Marabá, atuando na campanha Arco de Fogo.
Já Odair Corrêa, segundo nota publicada no jornal O Liberal, estaria interessado em basear o helicóptero em Santarém para dar apoio às ações das polícias militar e civil.
Mas quem conhece bem o vice-governador acha que ele, mais uma vez, está agindo em proveito próprio, pois seus antecedentes no que tange a esquemas espalhafatosos de segurança podem apontar na direção do uso da aeronave para os deslocamentos de Odair na região, principalmente no trajeto até Alter-do-Chão.
Para quem não lembra, na festa do Çairé, no ano passado, o pouso de um helicóptero que transportava o vice-governador e sua comitiva cobriu de poeira a casa do advogado José Ronaldo Campos, localizada às proximidades do campo de futebol do Luso Brasil.
A governdora Ana Júlia já deu sinais de que quer ver a aeronave operando em Marabá, atuando na campanha Arco de Fogo.
Já Odair Corrêa, segundo nota publicada no jornal O Liberal, estaria interessado em basear o helicóptero em Santarém para dar apoio às ações das polícias militar e civil.
Mas quem conhece bem o vice-governador acha que ele, mais uma vez, está agindo em proveito próprio, pois seus antecedentes no que tange a esquemas espalhafatosos de segurança podem apontar na direção do uso da aeronave para os deslocamentos de Odair na região, principalmente no trajeto até Alter-do-Chão.
Para quem não lembra, na festa do Çairé, no ano passado, o pouso de um helicóptero que transportava o vice-governador e sua comitiva cobriu de poeira a casa do advogado José Ronaldo Campos, localizada às proximidades do campo de futebol do Luso Brasil.
Prédio de rico, manutenção de pobre
A queda de um elevador no edifício Torre de Alhambra. no bairo do Umarizal, em Belém, está provocando um jogo de empurra de responsabilidades sobre o ocorrido entre o codomínio e a construtora do prédio, segundo conta hoje Juvêncio Arruda.
Mas se o Corpo de Bombeiros for a fundo mesmo - não em direção ao fosso do elevador - verá que o condomínio, para economizar dinheiro, contratou a firma Global Tec para dar manutenção no equipamento por um preço quase a metade do que é praticado no mercado de Belém.
Isso quer dizer quer o condomínio de rico foi buscar uma empresa 'pirata' que dá manutenção de pobre e o resultado todo mundo já sabe quem é.
Em tempo: esse é o segundo acidente em elevador cuja manutenção está a cargo da Global Tec e que, estranhamente, não foi noticiado pela imprensa de Belém.
Mas se o Corpo de Bombeiros for a fundo mesmo - não em direção ao fosso do elevador - verá que o condomínio, para economizar dinheiro, contratou a firma Global Tec para dar manutenção no equipamento por um preço quase a metade do que é praticado no mercado de Belém.
Isso quer dizer quer o condomínio de rico foi buscar uma empresa 'pirata' que dá manutenção de pobre e o resultado todo mundo já sabe quem é.
Em tempo: esse é o segundo acidente em elevador cuja manutenção está a cargo da Global Tec e que, estranhamente, não foi noticiado pela imprensa de Belém.
Vai ter Eia/Rima?
A reversão do terreno da Vera Paz ao município vai possibilitar que ali a prefeitura de Santarém construa um centro cultural.
Mas será que os ecologistas também vão exigir que seja feito Eia/Rima antes que as obras comecem?
Em tempo: a diretoria anterior da CDP havia reservado aquela área para estacionamento de carretas que chegassem até o porto de Santarém quando a Br-163 for asfaltada.
Mas será que os ecologistas também vão exigir que seja feito Eia/Rima antes que as obras comecem?
Em tempo: a diretoria anterior da CDP havia reservado aquela área para estacionamento de carretas que chegassem até o porto de Santarém quando a Br-163 for asfaltada.
Crônica do dia - Miguel Oliveira
Penico de barro enferruja?
- Alô?
- Alô?
- De onde fala?
- Da casa da dona Joaquina...
- A senhora me faz um favor?
- Sim, pode falar...
- A senhora sabe informar se penico de barro enferruja?
- Depende do rabo que nele senta seu f.d.p....
Eram só três números no início da telefônica em Santarém no meu tempo de menino, na década de 60.
Salvo engano, o telefone da casa da dona Joaquina tinha o número 124. Era o tempo em que possuir uma linha telefônica instalada em casa dava sinal de prestígio social.
De origem modesta, nunca tinha usado um telefone. Mas mamãe precisava falar com dona Puruca, em Belém.
- Vai lá, meu filho, pede para a dona Joaquina emprestar o telefone.
Obediente, pus-me rapidamente a atravessar a rua do Imperador e serelepe galguei o portão principal do velho bangalô dos Braz Rebelo, na esquina da travessa Pedro Teixeira, onde hoje funciona um restaurante.
- Dona Joaquina, a mamãe precisa dar um recado para Belém. Dona Puruca está doente...
- O telefone está cortado!, resmungou a vizinha.
Menino atrevido, ousei contestá-la.
- Mas não tem nenhum fio pendurado aí fora, dona Joaquina...
-Menino, menino, respeita os mais velhos. Tô falando que está cortado porque está cortado, resumiu dona Joaquina.
Dei meia-volta e logo estava diante de dona Sarita, minha mãe, sentada no alpendre de nossa casa que fazia fundos com o rio Tapajós.
Ela sustentou os óculos com a ponta do dedo indicador, de modo a permitir uma melhor visão e, à sua maneira, cobrou o cumprimento do mandado.
-Telefonastes como te mandei?
-Não, minha mãe.
-Por quê?
- O telefone está cortado.
-Menino mentiroso..vais ficar de castigo...nada de jogar bola na praia por uma semana.
-Mas, mamâe... dona Joaquina é que é a mentirosa, não eu. Foi ela quem falou isso.
-Menino, menino, respeita os mais velhos. Mas quando já que a dona Joaquina iria inventar que o telefone dela está "cortado"?
-Foi o que ela disse.
-Menino...
No final da tarde, minha mãe e dona Joaquina sentavam à porta do bangalô para contar prosa. Nem chuva desfazia aquela dupla de amigas.
Lá pela tantas, antes de escurecer, minha mãe não conteve a curiosidade e perguntou se o telefone de dona Joaquina estava mesmo 'cortado'...
Dona Joaquina deu uma sonora gargahada.
- Sarita, tu sabes que um engraçadinho quis brincar comigo no telefone hoje de manhã? Fiquei com tanta raiva que respondi com um palavrão, bem do jeito que a gente gosta de soltar quando dá uma topada com o pé. Ele desligou correndo...
-Mas por causa disso "cortaram" o telefone? Indagou minha mãe.
-Não, Sarita. Quando o menino veio aqui de manhã eu ainda estava me restabelecendo do acesso de raiva. Não queria nem ouvir o ruído do telefone sendo usado. Foi só isso...
- E tu sabes o nome do autor dessa brincadeira de mau gosto? Retrucou minha mãe.
-Tenho uma desconfiança...
- Conta, conta, quem é?
- O meu prório filho!
Dona Joaquina e minha mâe Sarita já não estão mais entre nós. Na década de 90, com pouco mais de 70 anos, as duas amigas foram morar em outro plano espiritual.
Lá com certeza, as gargalhadas de Joaquina e Sarita estão sendo ouvidas com muita intensidade. Quem sabe, depois de receberem um trote passado por alguém do outro lado da linha de um celular com chip, a coqueluche dos tempos modernos.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Justiça suspende ações trabalhistas contra a Vale
A Justiça do Trabalho de Parauapebas (PA) determinou a suspensão das milhares de reclamações trabalhistas individuais ajuizadas contra a Companhia Vale do Rio Doce e empresas que lhe prestam serviço. O motivo é a ação civil pública com a qual o Ministério Público do Trabalho espera garantir os direitos trabalhistas reclamados de forma coletiva e mais rápida.
Nas ações, os trabalhadores fazem basicamente dois pedidos: o pagamento de horas "in itinere" e das horas excedentes à sexta hora trabalhada no sistema de turno ininterrupto de revezamento. O juiz Jônatas dos Santos Andrade suspendeu as ações individuais ainda não julgadas com base nos princípios da segurança jurídica, da economia processual e da razoável duração do processo. O magistrado afirmou os milhares de processos estão em vias de inviabilizar o Judiciário Trabalhista na província mineral de Carajás.
"O que se busca é uma forma de solução massiva de uma lesão coletiva que se arrasta há alguns anos sem solução à vista, sem prejuízo do processamento e do julgamento das demais ações de cunho individual", explicou Jônatas Andrade.
As duas Varas do Trabalho de Parauapebas receberam, nos anos de 2006 e 2007, cerca de 8.000 ações idênticas contra empresas terceirizadas da Vale do Rio Doce. A previsão para 2008 é a de que esse número ultrapasse as 10 mil ações.
A Vale não paga e não permite que as empresas que lhe prestam serviço computem na jornada de trabalho o tempo que os trabalhadores gastam no deslocamento da portaria até o efetivo local de trabalho (minas de Carajás e Sossego) —aproximadamente duas horas para ir e para voltar. No despacho em que suspendeu a tramitação das ações individuais, o juiz Jônatas Andrade enfatiza que vinha concedendo antecipação de tutela aos trabalhadores reconhecendo o direito pleiteado com base na inspeção judicial.
Na ação civil pública ajuizada pelos procuradores do Trabalho do Ofício de Marabá (PA) —Francisco Cruz, José Adílson Pereira da Costa e Marcos Duanne Barbosa de Almeida— pedem ainda que a Vale e as empresas sejam condenadas a pagar R$ 109 milhões de indenização por dano moral coletivo, sendo R$ 100 milhões pela Vale e R$ 200 mil por terceirizada.
Em nota, a Vale do Rio Doce afirma que celebra anualmente Acordos Coletivos de Trabalho com os sindicatos profissionais que representam os seus empregados, estipulando vantagens e condições de trabalho, gerando direitos e obrigações que, em seu conjunto, são favoráveis aos empregados. De acordo com o comunicado, nos acordos coletivos vigentes, estão previstas cláusulas sobre transporte coletivo entre o local de trabalho e o de residência do empregado, sendo que os Tribunais Trabalhistas reconhecem a validade da negociação destes temas.
(Última Instância)
Nas ações, os trabalhadores fazem basicamente dois pedidos: o pagamento de horas "in itinere" e das horas excedentes à sexta hora trabalhada no sistema de turno ininterrupto de revezamento. O juiz Jônatas dos Santos Andrade suspendeu as ações individuais ainda não julgadas com base nos princípios da segurança jurídica, da economia processual e da razoável duração do processo. O magistrado afirmou os milhares de processos estão em vias de inviabilizar o Judiciário Trabalhista na província mineral de Carajás.
"O que se busca é uma forma de solução massiva de uma lesão coletiva que se arrasta há alguns anos sem solução à vista, sem prejuízo do processamento e do julgamento das demais ações de cunho individual", explicou Jônatas Andrade.
As duas Varas do Trabalho de Parauapebas receberam, nos anos de 2006 e 2007, cerca de 8.000 ações idênticas contra empresas terceirizadas da Vale do Rio Doce. A previsão para 2008 é a de que esse número ultrapasse as 10 mil ações.
A Vale não paga e não permite que as empresas que lhe prestam serviço computem na jornada de trabalho o tempo que os trabalhadores gastam no deslocamento da portaria até o efetivo local de trabalho (minas de Carajás e Sossego) —aproximadamente duas horas para ir e para voltar. No despacho em que suspendeu a tramitação das ações individuais, o juiz Jônatas Andrade enfatiza que vinha concedendo antecipação de tutela aos trabalhadores reconhecendo o direito pleiteado com base na inspeção judicial.
Na ação civil pública ajuizada pelos procuradores do Trabalho do Ofício de Marabá (PA) —Francisco Cruz, José Adílson Pereira da Costa e Marcos Duanne Barbosa de Almeida— pedem ainda que a Vale e as empresas sejam condenadas a pagar R$ 109 milhões de indenização por dano moral coletivo, sendo R$ 100 milhões pela Vale e R$ 200 mil por terceirizada.
Em nota, a Vale do Rio Doce afirma que celebra anualmente Acordos Coletivos de Trabalho com os sindicatos profissionais que representam os seus empregados, estipulando vantagens e condições de trabalho, gerando direitos e obrigações que, em seu conjunto, são favoráveis aos empregados. De acordo com o comunicado, nos acordos coletivos vigentes, estão previstas cláusulas sobre transporte coletivo entre o local de trabalho e o de residência do empregado, sendo que os Tribunais Trabalhistas reconhecem a validade da negociação destes temas.
(Última Instância)
Um Porto para Santarém
Jubal Cabral Filho
Está prevista uma Estação Hidroviária para Santarém.
Mas será isso o bastante?
A organização de uma estação hidroviária genuninamente tapajônica seria o ideal.
Uma estação onde se juntasse o novo e o tradicional.
Onde houvesse espaços para a venda organizada de bilhetes de passagens, com a ARCOM orientando os viajantes a comprar seus bilhetes em balcões oficiais.
Onde se preocupasse com a organização do aspecto ambiental, com latas de lixos padronizadas, com servidores do ISAM orientando os passageiros a depositar os resíduos no local certo.
Onde houvesse espaço para que as cargas não se misturassem com passageiros e fossem entregues em tempo hábil.
Onde a gente pudesse se reunir para tomar um sorvete, apreciar uma comida típica, beber uma cerveja apreciando a natureza.
Isso é possível.
Está prevista uma Estação Hidroviária para Santarém.
Mas será isso o bastante?
A organização de uma estação hidroviária genuninamente tapajônica seria o ideal.
Uma estação onde se juntasse o novo e o tradicional.
Onde houvesse espaços para a venda organizada de bilhetes de passagens, com a ARCOM orientando os viajantes a comprar seus bilhetes em balcões oficiais.
Onde se preocupasse com a organização do aspecto ambiental, com latas de lixos padronizadas, com servidores do ISAM orientando os passageiros a depositar os resíduos no local certo.
Onde houvesse espaço para que as cargas não se misturassem com passageiros e fossem entregues em tempo hábil.
Onde a gente pudesse se reunir para tomar um sorvete, apreciar uma comida típica, beber uma cerveja apreciando a natureza.
Isso é possível.
Governo de calamidade x estado de emergência
Sem ter respostas concretas para a inoperância da Secretaria de Infra-Estrutura (Seminf) diante do caos que se abateu no sistema viário da cidade por causa das fortes chuvas, a prefeita Maria do Carmo ensaia decretar estado de emergência em Santarém.
A edição desse decreto vaii ser aquela festa para o secretario de planejamento, que vai poder contratar sem licitação no período em que durar o estado de emergência, tudo sob o manto da 'legalidade'.
Pena que não há como assinar um decreto de interdito do atual governo de calamidade pública.
A edição desse decreto vaii ser aquela festa para o secretario de planejamento, que vai poder contratar sem licitação no período em que durar o estado de emergência, tudo sob o manto da 'legalidade'.
Pena que não há como assinar um decreto de interdito do atual governo de calamidade pública.
Santarém terá encontro da Agenda Criança Amazônia
Começa esta semana a rodada de encontros da Agenda Criança Amazônia nos municípios. A visita a Santarém está marcada para os dias 17 e 18 de abril.
O objetivo desse momento é capacitar articuladores, comunicadores,secretários, conselheiros e representantes da sociedade civil organizadana metodologia da Agenda Criança Amazônia.
Em cada município, o primeiro dia será reservado para reunião com osgestores e participação em programas de rádio. No segundo dia serárealizada a oficina de capacitação na metodologia da Agenda CriançaAmazônia.
Para organizar os dias do evento, o Unicef e a Agência Unama ontam com o apoio das prefeituras e com a participação essencial doarticulador.
(Fonte: Agência Unama)
O objetivo desse momento é capacitar articuladores, comunicadores,secretários, conselheiros e representantes da sociedade civil organizadana metodologia da Agenda Criança Amazônia.
Em cada município, o primeiro dia será reservado para reunião com osgestores e participação em programas de rádio. No segundo dia serárealizada a oficina de capacitação na metodologia da Agenda CriançaAmazônia.
Para organizar os dias do evento, o Unicef e a Agência Unama ontam com o apoio das prefeituras e com a participação essencial doarticulador.
(Fonte: Agência Unama)
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto

O começo da Tecejuta
A Companhia de Fiação e Tecelagem de Juta de Santarém (Tecejuta) começou a funcionar oficialmente em 10 de novembro de 1951. Seu objetivo era industrializar a juta no seu próprio centro de produção, o Baixo-Amazonas. Até o final do exercício desse ano apenas havia aparelhado o seu escritório, que funcionava na rua João Pessoa, 260, e organizado sua escrita contábil.
Mas no relatório anual, a diretoria prometia que em 1952 "todos os esforços serão conjugados na construção do edifício industrial da empresa, em terreno já escolhido, como também a importação das máquinas encomendadas, necessárias ao funcionamento da fábrica". Se essas providências fossem cumpridas, "é bem possível que em 1953 o estabelecimento fabril venha a funcionar, coroando de êxito os esforços despendidos e proporcionando os resultados esperados". Walter Putz era então o presidente, Kotaro Tuji o diretor-gerente, Mário Mendes Coimbra o diretor comercial e Elias Ribeiro Pinto o diretor-secretário. O Conselho Fiscal era integrado por Adherbal Tapajós Caetano Correa, Vicente Malheiros da Silva e João Vieira Cardoso, tendo como suplentes Antônio Diniz Sobrinho, Manoel Cardoso Loureiro e Artur Vieira Brandão.
No início de 1952 chegou a Santarém, procedente do Japão, a planta da futura fábrica, que seria construída no bairro da Prainha, contendo, além das especificações técnicas da construção, a disposição das máquinas a serem instaladas. A estrutura metálica da fábrica pesava 200 toneladas. Embarcou no porto do Rio de Janeiro, em 1953, com destino a Santarém, num navio do Lóide. A construção ficou a cargo do engenheiro Agenor Penna de Carvalho. No dia 7 de dezembro de 1952 foi lançada a pedra fundamental da fábrica.
Em 11 de março do ano seguinte Elias Pinto e Kotaro Tuji foram recebidos pelo presidente Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis. Informaram o chefe do governo sobre a chegada do primeiro contingente de máquinas, procedente do Japão, e o lançamento da pedra fundamental das instalações industriais.
Segundo o despacho telegráfico da agência de notícias Asapress, o presidente "mostrou-se vivamente satisfeito ao receber as notícias, e afirmando a promessa anteriormente feita de que visitará Santarém por ocasião da inauguração da referida Usina, o que devia acontecer até o final desse mesmo ano.
Abordado sobre a situação da juta, Getúlio garantiu prorrogar por mais um ano o decreto que estabeleceu o preço mínimo da fibra na safra anterior e também o seu financiamento. Elias Pinto "tratou depois da situação de Belterra, tendo o presidente Vargas demonstrado muito interesse pela situação dos trabalhadores daquela plantação, levando aquele prócer trabalhista instruções a fim de encaminhar medidas capazes de melhorar o padrão de vida dos moradores de Belterra".
Mas no relatório anual, a diretoria prometia que em 1952 "todos os esforços serão conjugados na construção do edifício industrial da empresa, em terreno já escolhido, como também a importação das máquinas encomendadas, necessárias ao funcionamento da fábrica". Se essas providências fossem cumpridas, "é bem possível que em 1953 o estabelecimento fabril venha a funcionar, coroando de êxito os esforços despendidos e proporcionando os resultados esperados". Walter Putz era então o presidente, Kotaro Tuji o diretor-gerente, Mário Mendes Coimbra o diretor comercial e Elias Ribeiro Pinto o diretor-secretário. O Conselho Fiscal era integrado por Adherbal Tapajós Caetano Correa, Vicente Malheiros da Silva e João Vieira Cardoso, tendo como suplentes Antônio Diniz Sobrinho, Manoel Cardoso Loureiro e Artur Vieira Brandão.
No início de 1952 chegou a Santarém, procedente do Japão, a planta da futura fábrica, que seria construída no bairro da Prainha, contendo, além das especificações técnicas da construção, a disposição das máquinas a serem instaladas. A estrutura metálica da fábrica pesava 200 toneladas. Embarcou no porto do Rio de Janeiro, em 1953, com destino a Santarém, num navio do Lóide. A construção ficou a cargo do engenheiro Agenor Penna de Carvalho. No dia 7 de dezembro de 1952 foi lançada a pedra fundamental da fábrica.
Em 11 de março do ano seguinte Elias Pinto e Kotaro Tuji foram recebidos pelo presidente Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis. Informaram o chefe do governo sobre a chegada do primeiro contingente de máquinas, procedente do Japão, e o lançamento da pedra fundamental das instalações industriais.
Segundo o despacho telegráfico da agência de notícias Asapress, o presidente "mostrou-se vivamente satisfeito ao receber as notícias, e afirmando a promessa anteriormente feita de que visitará Santarém por ocasião da inauguração da referida Usina, o que devia acontecer até o final desse mesmo ano.
Abordado sobre a situação da juta, Getúlio garantiu prorrogar por mais um ano o decreto que estabeleceu o preço mínimo da fibra na safra anterior e também o seu financiamento. Elias Pinto "tratou depois da situação de Belterra, tendo o presidente Vargas demonstrado muito interesse pela situação dos trabalhadores daquela plantação, levando aquele prócer trabalhista instruções a fim de encaminhar medidas capazes de melhorar o padrão de vida dos moradores de Belterra".
Leonam assumirá como desembargador no dia 3 de abril
Do Espaço Aberto
A presidência do Tribunal de Justiça já confirmou para o dia 3 de abril, uma quinta-feira, às 18h, a posse do novo desembargador Leonam da Cruz Júnior.
Ele foi nomeado pela governadora Ana Júlia Carepa na quarta-feira passada, após ser escolhido pelo Pleno do TJE numa lista tríplice que também incluía os nomes dos advogados Haroldo Gulherme Pinheiro da Silva e Edilson Dantas.
Leonam assumirá pelo quinto constitucional da OAB-PA, na vaga aberta com o falecimento do desembargador Geraldo Lima, no ano passado.
Juiz do caso Murrieta continua no processo
As Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado rejeitaram por unanimidade, na manhã desta segunda-feira, pedido formulado pela defesa da desembargadora aposentada Ana Tereza Sereni Murrieta, para que o juiz Pedro Pinheiro Sotero fosse considerado suspeito de continuar presidindo o processo em que a magistrada é acusada de apropriação indébita de mais de R$ 1,5 milhão. Se o juiz fosse considerado suspeito, todos os atos praticados por ele até aqui seriam anulados e o processo voltaria à estaca zero.
Os integrantes das Câmaras acolheram o voto do relator, desembargador Milton Nobre, que não se convenceu de que havia fundamento no pedido formulado pelo advogado Osvaldo Serrão, que defende a magistrada.
A presidência do Tribunal de Justiça já confirmou para o dia 3 de abril, uma quinta-feira, às 18h, a posse do novo desembargador Leonam da Cruz Júnior.
Ele foi nomeado pela governadora Ana Júlia Carepa na quarta-feira passada, após ser escolhido pelo Pleno do TJE numa lista tríplice que também incluía os nomes dos advogados Haroldo Gulherme Pinheiro da Silva e Edilson Dantas.
Leonam assumirá pelo quinto constitucional da OAB-PA, na vaga aberta com o falecimento do desembargador Geraldo Lima, no ano passado.
Juiz do caso Murrieta continua no processo
As Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado rejeitaram por unanimidade, na manhã desta segunda-feira, pedido formulado pela defesa da desembargadora aposentada Ana Tereza Sereni Murrieta, para que o juiz Pedro Pinheiro Sotero fosse considerado suspeito de continuar presidindo o processo em que a magistrada é acusada de apropriação indébita de mais de R$ 1,5 milhão. Se o juiz fosse considerado suspeito, todos os atos praticados por ele até aqui seriam anulados e o processo voltaria à estaca zero.
Os integrantes das Câmaras acolheram o voto do relator, desembargador Milton Nobre, que não se convenceu de que havia fundamento no pedido formulado pelo advogado Osvaldo Serrão, que defende a magistrada.
Vereadores pedem Eia/Rima da Cargill mais abrangente
ALESSANDRA BRANCHES
REPÓRTER
Os vereadores Valdir Matias Junior (PV) e Emir Aguiar(PR) pedirão apoio da Procuradoria Jurídica da Câmara de Santarém a fim de identificar o motivo pelo qual a multinacional Cargill não irá fazer o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) em toda área de influência da Br/163. Segundo informações extra-oficiais, a empresa contratada para realizar o serviço estaria se limitando a fazer o estudo apenas na área próxima as instalações do porto graneleiro.
"Iremos analisar com calma e verificar por que o Eia/Rima está sendo feito somente naquela área, já que vários municípios da região são afetados com a implantação do Porto. No mínimo as comunidades e cidades que ficam as margens da Br/163 deveriam ser ouvidas", frisou o vereador acrescentando que é a favor do desenvolvimento econômico da região, e sempre foi favorável a implantação da empresa na cidade. "Nunca fomos contra o progresso da nossa região, entretanto é necessário que o povo seja ouvido. Querendo ou não, eles estão sendo afetados", frisou.
Com o intuito de averiguar a situação, Matias Jr. enviará requerimento para a Câmara, pedindo apoio da procuradoria jurídica do órgão, para saber por que a área não está sendo contemplada. "Diante da problemática que atinge as comunidades da nossa região, a princípio convidaremos a empresa para prestar mais esclarecimentos sobre o caso", disse o vereador vendo a necessidade de serem realizadas audiências públicas. "É necessário ouvir o clamor dos movimentos sociais, da população santarena e de demais cidades", concluiu.
Para o líder do governo na câmara, vereador Emir Aguiar, a solução é reunir e estudar o caso. "Vamos averiguar se a lei ampara o estudo somente naquela área. Caso esteja omissa, vamos discutir o que fazer. O que não pode é deixar que as famílias tradicionais da região, não sejam ouvidas", comentou Emir.
Em entrevista a O Estado do Tapajós, um dos líderes da Frente de Defesa da Amazônia, (FDA), movimento organizado que reúne dezenas de pessoas que lutam a favor da preservação e do desenvolvimento sustentável da região, Padre Edilberto Senna, disse que a FDA juntamente com as demais lideranças comunitárias estarão de olho nas ações que visam a realização do EIA/RIMA. "Queremos que toda a área de influência da BR-163 seja ouvida e estudada para que de fato as irregularidades possam ser comprovadas e os danos imediatamente reparados pela graneleira", dizendo que iriam fazer o possível para que as audiências públicas realizadas como parte integrante do EIA, tenham sua finalidade alcançada. "Não queremos que as audiências tenham o mesmo fim como as que aconteceram em Oriximiná e Juruti, onde a população foi reunida, os impactos comprovados e a empresa acabaram funcionando", observou.
Diante disso, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém (STTR), Maria Ivete Bastos, também se manifestou e disse o número de produtores que deixou de trabalhar para abastecer os mercados e feiras da cidade é impressionante. Grande parte deles vendeu suas terras para migrantes de estados vizinhos e se refugiaram nos bairros periféricos de Santarém, onde atualmente passam.
O Estudo de Impacto Ambiental é um procedimento administrativo de prevenção e de monitoramento dos danos ambientais, com duas grandes orientações: deve oferecer alternativas e deve apontar as razões de confiabilidade da solução a ser adotada. O estudo, em conseqüência, gera o Relatório de Impacto Ambiental.
REPÓRTER
Os vereadores Valdir Matias Junior (PV) e Emir Aguiar(PR) pedirão apoio da Procuradoria Jurídica da Câmara de Santarém a fim de identificar o motivo pelo qual a multinacional Cargill não irá fazer o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) em toda área de influência da Br/163. Segundo informações extra-oficiais, a empresa contratada para realizar o serviço estaria se limitando a fazer o estudo apenas na área próxima as instalações do porto graneleiro.
"Iremos analisar com calma e verificar por que o Eia/Rima está sendo feito somente naquela área, já que vários municípios da região são afetados com a implantação do Porto. No mínimo as comunidades e cidades que ficam as margens da Br/163 deveriam ser ouvidas", frisou o vereador acrescentando que é a favor do desenvolvimento econômico da região, e sempre foi favorável a implantação da empresa na cidade. "Nunca fomos contra o progresso da nossa região, entretanto é necessário que o povo seja ouvido. Querendo ou não, eles estão sendo afetados", frisou.
Com o intuito de averiguar a situação, Matias Jr. enviará requerimento para a Câmara, pedindo apoio da procuradoria jurídica do órgão, para saber por que a área não está sendo contemplada. "Diante da problemática que atinge as comunidades da nossa região, a princípio convidaremos a empresa para prestar mais esclarecimentos sobre o caso", disse o vereador vendo a necessidade de serem realizadas audiências públicas. "É necessário ouvir o clamor dos movimentos sociais, da população santarena e de demais cidades", concluiu.
Para o líder do governo na câmara, vereador Emir Aguiar, a solução é reunir e estudar o caso. "Vamos averiguar se a lei ampara o estudo somente naquela área. Caso esteja omissa, vamos discutir o que fazer. O que não pode é deixar que as famílias tradicionais da região, não sejam ouvidas", comentou Emir.
Em entrevista a O Estado do Tapajós, um dos líderes da Frente de Defesa da Amazônia, (FDA), movimento organizado que reúne dezenas de pessoas que lutam a favor da preservação e do desenvolvimento sustentável da região, Padre Edilberto Senna, disse que a FDA juntamente com as demais lideranças comunitárias estarão de olho nas ações que visam a realização do EIA/RIMA. "Queremos que toda a área de influência da BR-163 seja ouvida e estudada para que de fato as irregularidades possam ser comprovadas e os danos imediatamente reparados pela graneleira", dizendo que iriam fazer o possível para que as audiências públicas realizadas como parte integrante do EIA, tenham sua finalidade alcançada. "Não queremos que as audiências tenham o mesmo fim como as que aconteceram em Oriximiná e Juruti, onde a população foi reunida, os impactos comprovados e a empresa acabaram funcionando", observou.
Diante disso, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém (STTR), Maria Ivete Bastos, também se manifestou e disse o número de produtores que deixou de trabalhar para abastecer os mercados e feiras da cidade é impressionante. Grande parte deles vendeu suas terras para migrantes de estados vizinhos e se refugiaram nos bairros periféricos de Santarém, onde atualmente passam.
O Estudo de Impacto Ambiental é um procedimento administrativo de prevenção e de monitoramento dos danos ambientais, com duas grandes orientações: deve oferecer alternativas e deve apontar as razões de confiabilidade da solução a ser adotada. O estudo, em conseqüência, gera o Relatório de Impacto Ambiental.
Reunião do PMDB promete ser quente
O deputado Antônio Rocha comanda hoje à noite uma reunião da executiva municipal do PMDB e o assunto não poderia ser outro a não ser a sucessão da prefeita Maria do Carmo.
No último final de semana, a prefeita Maria do Carmo esnobou a força eleitoral do PMDB, comparando o partido comandado por Rocha ao PDT. Ao ser entrevistada pelo semanário O Impacto, a prefeita deixou nas entrelinhas que caso o PT não se coligue com o PMDB, vai manter a coligação com o PDT.
Trocando em miúdos: para Maria do Carmo o PDT tem a mesma força que o PMDB e essa declaração da prefeita não foi bem digerida nos arraiais peemedebistas uma vez que o partido detém a presidência da Câmara, possui dois vereadores e o PDT não elegeu ninguém nas últimas eleições a não ser o vice-prefeito Delano Riker, mas este já morreu.
Essa entrevista da prefeita colocando no mesmo patamar eleitoral o PMDB e o PDT soou como provocação ao deputado Antônio Rocha que, até o momento, ainda não se decidiu pelo apoio ou não ao PT nas próximas eleições para prefeito e vereadores.
No último final de semana, a prefeita Maria do Carmo esnobou a força eleitoral do PMDB, comparando o partido comandado por Rocha ao PDT. Ao ser entrevistada pelo semanário O Impacto, a prefeita deixou nas entrelinhas que caso o PT não se coligue com o PMDB, vai manter a coligação com o PDT.
Trocando em miúdos: para Maria do Carmo o PDT tem a mesma força que o PMDB e essa declaração da prefeita não foi bem digerida nos arraiais peemedebistas uma vez que o partido detém a presidência da Câmara, possui dois vereadores e o PDT não elegeu ninguém nas últimas eleições a não ser o vice-prefeito Delano Riker, mas este já morreu.
Essa entrevista da prefeita colocando no mesmo patamar eleitoral o PMDB e o PDT soou como provocação ao deputado Antônio Rocha que, até o momento, ainda não se decidiu pelo apoio ou não ao PT nas próximas eleições para prefeito e vereadores.
Juiz pede força federal para eleições em Santarém
O juiz eleitorial Silvio Maria solicitou ao Tribunal Regional do Pará o envio de força federal para atuar nas eleições municipais deste ano em Santarém .
Não vai dar tempo
Marcada para o dia 3 de abril, conforme antecipou este site, a abertura da licitação para a reforma do estádio Barbalhão.
Depois dessa data é preciso esperar 5 dias para anunciar o vencedor da modalidade. Aí, já estaremos no dia 8.
Ainda há a possibilidade recurso nesse período por parte de eventuais perdedores. Seriam mais 10 dias de espera.
Mas, torçamos para que isso não ocorra, mas mesmo assim o tempo é curto para que a obras sejam iniciadas e concluídas antes do dia 15, data em que o São Raimundo enfrenta o Paysandu.
Pelo andar da carruagem, o Pantera pisa no gramado do Barbalhão desinterditado pelos Bombeiros no dia de são nunca.
Depois dessa data é preciso esperar 5 dias para anunciar o vencedor da modalidade. Aí, já estaremos no dia 8.
Ainda há a possibilidade recurso nesse período por parte de eventuais perdedores. Seriam mais 10 dias de espera.
Mas, torçamos para que isso não ocorra, mas mesmo assim o tempo é curto para que a obras sejam iniciadas e concluídas antes do dia 15, data em que o São Raimundo enfrenta o Paysandu.
Pelo andar da carruagem, o Pantera pisa no gramado do Barbalhão desinterditado pelos Bombeiros no dia de são nunca.
Êxodo rural
Vinte e seis famílias que moravam no km 43 da rodovia Curuá-Una foram abandonadas pela secretaria de agricultura de Santarém e estão deixando suas terras.
Das 32 famílias que morravam na área dos ramais Boa Esperança, Moça e Gato, apenas seis permanecem naquela região à espera do cumprimento das promessas do secretário Osmando Figueiredo de dar trafegabilidade aos ramais e a implantação de energia elétrica através do projeto Luz no Campo.
Das 32 famílias que morravam na área dos ramais Boa Esperança, Moça e Gato, apenas seis permanecem naquela região à espera do cumprimento das promessas do secretário Osmando Figueiredo de dar trafegabilidade aos ramais e a implantação de energia elétrica através do projeto Luz no Campo.
Obra de Osmando vai para o fundo
O mercadinho da Prainha, uma das poucas obras de Osmando Figueiredo(Semab) foi pro fudo com a enxurrada no domingo.
A água da chuva invadiu os boxes e molhou dezenas de sacas de farinha.
A obra foi construída em nível abaixo da pista da avenida Curuá-Una.
Obra de qualidade é isso aí!
A água da chuva invadiu os boxes e molhou dezenas de sacas de farinha.
A obra foi construída em nível abaixo da pista da avenida Curuá-Una.
Obra de qualidade é isso aí!
PT bate o pé
Na coluna “Painel”, da Folha de S.Paulo:
Em vão
De nada têm adiantado apelos do próprio Lula e de outros grão-petistas, como José Dirceu, que recentemente visitou Belém: o PT local hesita em apoiar o peemedebista José Priante para a prefeitura. O partido trabalha para lançar Márcio Cardoso, ex-secretário de Educação da governadora Ana Júlia.
Em vão
De nada têm adiantado apelos do próprio Lula e de outros grão-petistas, como José Dirceu, que recentemente visitou Belém: o PT local hesita em apoiar o peemedebista José Priante para a prefeitura. O partido trabalha para lançar Márcio Cardoso, ex-secretário de Educação da governadora Ana Júlia.
Salão de Humor da Amazônia seleciona cartuns de 30 países
O I Salão de Humor da Amazônia - Ecologia no Traçoselecionou 92 cartunistas de 30 países para participar de seus salõesprincipais, "Ecologia" e "Comunicação", que serão realizados em Belém de 25a 30 de março. Além dos salões principais, o evento terá dois salõesparalelos: "Camillo Vianna", em homenagem ao ambientalista símbolo da lutapela Amazônia, e "História do Humor do Pará", trazendo cartuns e caricaturasdo início do século XX. O salão recebeu ao todo 388 inscrições, de mais de45 países.
Dos 92 cartunistas que farão parte do salão, 30 são do Brasil, oriundos de11 estados. Do Pará, foram selecionados J. Bosco, R. Maia e Waldez. SãoPaulo aparece com seis selecionados: Dalcio, Arpa, Caio Majado, Jean,Ronaldo Barata e Walter Martins. O Rio de Janeiro terá quatrorepresentantes: Extro, Lu Polastreli, Ray Costa e Walter Júnior. MinasGerais é o estado com o maior número de selecionados - são oito: Leite, Lex,Carlos Jorge, Duke, Edra, Mário Vale, Mello e Sidão. O Distrito Federal e oRio Grande do Sul aparecem com dois selecionados: Lane e Kim (DF) e Vilanovae Ronaldo (RS). Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Paraná têm umselecionado cada: Cau Gomes (BA), Érico Ayres (MA), Jarbas (PE), Izãnio (PI)e Rafa Camargo (PR).
Dos 92 cartunistas que farão parte do salão, 30 são do Brasil, oriundos de11 estados. Do Pará, foram selecionados J. Bosco, R. Maia e Waldez. SãoPaulo aparece com seis selecionados: Dalcio, Arpa, Caio Majado, Jean,Ronaldo Barata e Walter Martins. O Rio de Janeiro terá quatrorepresentantes: Extro, Lu Polastreli, Ray Costa e Walter Júnior. MinasGerais é o estado com o maior número de selecionados - são oito: Leite, Lex,Carlos Jorge, Duke, Edra, Mário Vale, Mello e Sidão. O Distrito Federal e oRio Grande do Sul aparecem com dois selecionados: Lane e Kim (DF) e Vilanovae Ronaldo (RS). Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Paraná têm umselecionado cada: Cau Gomes (BA), Érico Ayres (MA), Jarbas (PE), Izãnio (PI)e Rafa Camargo (PR).
Ibama lança dia 28 Projeto Floresta em Pé em Santarém/PA
O Projeto Floresta em Pé é uma parceria de empresas, comunidades do estado do Pará e os governos brasileiro e francês por meio de cooperação técnica entre os dois países. O objetivo é promover e apoiar iniciativas de manejo comunitário sustentável de recursos florestais na
Amazônia Brasileira.
O lançamento será no próximo dia 28 de março, no hotel Grão Pará, em Santarém, a partir das 9h30.
Segundo Antônio Carlos Hummel, diretor de Uso da Biodiversidade e Florestas do Ibama, “o seminário é muito importante porque vai discutir a relação entre comunidades detentoras de manejo e empresas”.
O projeto tem duração prevista para três anos, e sua região de atuação é o município de Santarém, Pará.
Os parceiros do Ibama são vários, entre eles, o governo Francês que participa com financiamento de aproximadamente R$3,8 milhões por meio do Fundo Francês para o Meio Ambiente e envolverá ainda, a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o IEB – Instituto Internacional de Educação do Brasil, O Onfi – Ofício Florestas Nacional, o Cirad – Centro de
Cooperação Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento, o Gret – Grupo de Pesquisa e Intercâmbio de Tecnologias.
Amazônia Brasileira.
O lançamento será no próximo dia 28 de março, no hotel Grão Pará, em Santarém, a partir das 9h30.
Segundo Antônio Carlos Hummel, diretor de Uso da Biodiversidade e Florestas do Ibama, “o seminário é muito importante porque vai discutir a relação entre comunidades detentoras de manejo e empresas”.
O projeto tem duração prevista para três anos, e sua região de atuação é o município de Santarém, Pará.
Os parceiros do Ibama são vários, entre eles, o governo Francês que participa com financiamento de aproximadamente R$3,8 milhões por meio do Fundo Francês para o Meio Ambiente e envolverá ainda, a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o IEB – Instituto Internacional de Educação do Brasil, O Onfi – Ofício Florestas Nacional, o Cirad – Centro de
Cooperação Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento, o Gret – Grupo de Pesquisa e Intercâmbio de Tecnologias.
domingo, 23 de março de 2008
Águas superficiais
Jubal Cabral Filho
A Contaminação
Um estudo divulgado recentemente constatou que, na região Norte é praticamente inexistente o saneamento das águas servidas. No popular: as fossas.Nesta região, em quase todas as cidades o esgotamento sanitário é lançado diretamene nos rios, incluindo as grandes capitais como Belém, Manaus e Rio Branco.
Resultado é um emporcalhamento total.Como obra enterrada não produz votos, dificilmente haverá uma mobilização dos prefeitos para realizar este tipo de trabalho, apesar do volume de verbas disponíveis no Ministério das Cidades.
A Contaminação II
Outro estudo divulgado também faz menção a contaminação de águas superficiais no Brasil.
Nesta região, onde utilizamos a água superficial para praticamente todas as funções vitais (lavar e beber), a contaminação se produz de forma geral: o governo realiza obras de embelezamento, mas não trata da conservação ao redor; os particulares emporcalham as praias e as praças com descartáveis; as ONG's realizam estudos, mas não tratam de levar estes resultados para quem produz a poluição e preferem apresentar ao governo que escuta, lê e nada faz.
Quer dizer: Agonia.
A Contaminação III
Além da poluição das águas superficiais ainda existem a questão dos lixões, que não apresentam nenhum controle ambiental.
São simples buracos feitos em locais inadequados, sem nenhuma proteção sanitária e que contaminam os lençóis freáticos.
Em Santarém, o lixão do Perema.Em Itaituba, o lixão do Curral Redondo.
Em Aveiro, em Jacareacanga, Rurópolis, Trairão, Novo Progresso e em outras cidades/localidades menores, o problema é mais acentuado pela falta de preparo da equipe ambiental local, que não atenta para o depósito nas cabeceiras dos igarapés e não produziram nenhum estudo ambiental para esta área. Simplesmente depositam o lixo e depois (pasmem!) tocam fogo em tudo.
Neste tudo estão incluídos resíduos hospitalares, plásticos, graxos...Uma constatação: o Instituto Socioambiental (ISA) realizou um cruzamento de informações e concluiu que há um aumento de doenças, como a malária e dengue, nos locais onde o saneamento básico é menor.
A Contaminação
Um estudo divulgado recentemente constatou que, na região Norte é praticamente inexistente o saneamento das águas servidas. No popular: as fossas.Nesta região, em quase todas as cidades o esgotamento sanitário é lançado diretamene nos rios, incluindo as grandes capitais como Belém, Manaus e Rio Branco.
Resultado é um emporcalhamento total.Como obra enterrada não produz votos, dificilmente haverá uma mobilização dos prefeitos para realizar este tipo de trabalho, apesar do volume de verbas disponíveis no Ministério das Cidades.
A Contaminação II
Outro estudo divulgado também faz menção a contaminação de águas superficiais no Brasil.
Nesta região, onde utilizamos a água superficial para praticamente todas as funções vitais (lavar e beber), a contaminação se produz de forma geral: o governo realiza obras de embelezamento, mas não trata da conservação ao redor; os particulares emporcalham as praias e as praças com descartáveis; as ONG's realizam estudos, mas não tratam de levar estes resultados para quem produz a poluição e preferem apresentar ao governo que escuta, lê e nada faz.
Quer dizer: Agonia.
A Contaminação III
Além da poluição das águas superficiais ainda existem a questão dos lixões, que não apresentam nenhum controle ambiental.
São simples buracos feitos em locais inadequados, sem nenhuma proteção sanitária e que contaminam os lençóis freáticos.
Em Santarém, o lixão do Perema.Em Itaituba, o lixão do Curral Redondo.
Em Aveiro, em Jacareacanga, Rurópolis, Trairão, Novo Progresso e em outras cidades/localidades menores, o problema é mais acentuado pela falta de preparo da equipe ambiental local, que não atenta para o depósito nas cabeceiras dos igarapés e não produziram nenhum estudo ambiental para esta área. Simplesmente depositam o lixo e depois (pasmem!) tocam fogo em tudo.
Neste tudo estão incluídos resíduos hospitalares, plásticos, graxos...Uma constatação: o Instituto Socioambiental (ISA) realizou um cruzamento de informações e concluiu que há um aumento de doenças, como a malária e dengue, nos locais onde o saneamento básico é menor.
MRN vai realizar audiências públicas para a instalação de novas minas
Paulo Leandro Leal
A Mineração Rio do Norte (MRN), empresa que atua há mais de 20 anos na mineração de bauxita na região do Rio Trombetas, no oeste paraense, vai realizar audiências públicas no próximo mês para obter a licença ambiental necessária para a instalação de duas novas minas (platôs) em seu projeto. Os investimentos totais para a operação dos platôs Bacaba e Bela Cruz devem chegar a R$ 105 milhões. Os Estudos de Impactos Ambientais (Eia) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) da instalação das minas estão prontos. A empresa aguarda apenas a autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para dar início às audiências.
Será realizada uma audiência pública em Oriximiná para a discussão da instalação da mina Bacaba e outras duas para o licenciamento da mina Bela Cruz. Esta última faz parte de um conjunto de seis platôs que estão entre a divisa dos municípios de Oriximiná e Terra Santa, por isso, as audiências devem ser realizadas nos dois municípios. Esta é uma grande novidade no projeto da MRN no Trombetas, que desde a sua instalação, na década de 70, retirava minério do subsolo de áreas de Oriximiná, sendo a primeira vez que a lavra da bauxita ocorre em terras de outro município.
O gerente de Relações Comunitárias da MRN, Ademar Cavalcanti Silva Filho, informou ao EcoAmazônia que o planejamento da empresa é iniciar a lavra no platô Bacaba em janeiro do ano que vem e no platô Bela Cruz em abril. A primeira mina requer investimentos na ordem de R$ 4 milhões, pois está localizada próximo ao platô Almeida, que está em fase final de operação. "Será necessária somente a abertura de uma estrada com cerca de três quilômetros", explica Ademar Cavalcanti. Já a instalação da mina Bela Cruz vai custar pouco mais de R$ 100 milhões, segundo informações da MRN.
A Mineração Rio do Norte (MRN), empresa que atua há mais de 20 anos na mineração de bauxita na região do Rio Trombetas, no oeste paraense, vai realizar audiências públicas no próximo mês para obter a licença ambiental necessária para a instalação de duas novas minas (platôs) em seu projeto. Os investimentos totais para a operação dos platôs Bacaba e Bela Cruz devem chegar a R$ 105 milhões. Os Estudos de Impactos Ambientais (Eia) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) da instalação das minas estão prontos. A empresa aguarda apenas a autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para dar início às audiências.
Será realizada uma audiência pública em Oriximiná para a discussão da instalação da mina Bacaba e outras duas para o licenciamento da mina Bela Cruz. Esta última faz parte de um conjunto de seis platôs que estão entre a divisa dos municípios de Oriximiná e Terra Santa, por isso, as audiências devem ser realizadas nos dois municípios. Esta é uma grande novidade no projeto da MRN no Trombetas, que desde a sua instalação, na década de 70, retirava minério do subsolo de áreas de Oriximiná, sendo a primeira vez que a lavra da bauxita ocorre em terras de outro município.
O gerente de Relações Comunitárias da MRN, Ademar Cavalcanti Silva Filho, informou ao EcoAmazônia que o planejamento da empresa é iniciar a lavra no platô Bacaba em janeiro do ano que vem e no platô Bela Cruz em abril. A primeira mina requer investimentos na ordem de R$ 4 milhões, pois está localizada próximo ao platô Almeida, que está em fase final de operação. "Será necessária somente a abertura de uma estrada com cerca de três quilômetros", explica Ademar Cavalcanti. Já a instalação da mina Bela Cruz vai custar pouco mais de R$ 100 milhões, segundo informações da MRN.
O bom exemplo do TRE do Pará
Ronaldo Brasiliense
A Justiça Eleitoral no Pará está dando exemplo para todo o Brasil no julgamento de políticos infiéis, fazendo cumprir à risca decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E tem que ser assim: a infidelidade partidária é uma praga brasileira, que precisa ser extinta.
Político infiel, que muda de legenda como se trocasse de camisa, tem que ser punido exemplarmente, preferencialmente com perda de mandato.
Parabéns ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará.
Ana Júlia no olho do furacão
A governadora Ana Julia Carepa (PT) decidiu que irá pessoalmente a Tailândia, dia 27 de março, anunciar medidas de emergência para beneficiar milhares de desempregados pelas operações Guardiões da Amazônia e Arco de Fogo, de combate aos desmatamentos na Amazônia.
Levará a tira-colo a cantora Nina Hossi, uma espécie de embaixadora informal do governo do Pará na Alemanha.
Não se sabe se a governadora, como anunciou tempos atrás, vai usar colete à prova de bala.
Em tempo: a Força Nacional de Segurança e a Polícia Federal permanecem em Tailândia.
Pará tem surto de dengue hemorrágica
Agora, no Pará, sabe-se da existência de surto epidêmico de dengue hemorrágica pelo Diário Oficial do Estado.
Está lá no DOE, de quinta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde adquirindo, com dispensa de licitação, 40.000 litros de óleo de soja, usado como solvente de inseticida em equipamentos motorizados. O óleo destina-se ao Departamento de Controle de Endemias da Sespa.
A explicação para a aquisição do óleo diesel dada pela secretária de Estado de Saúde, Laura Rossetti, segundo o Diário Oficial:- Estamos enfrentando o início de surto endêmico de dengue em vários municípios do Estado.
A empresa contratada sem licitação para fornecer o óleo de soja é a ST Irajá Agrícola Ltda., que receberá R$ 159.200,00 pelo produto.
O Diário Oficial não informa quais municípios paraenses estão enfrentando início de surto epidêmico de dengue hemorrágica.
A Justiça Eleitoral no Pará está dando exemplo para todo o Brasil no julgamento de políticos infiéis, fazendo cumprir à risca decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E tem que ser assim: a infidelidade partidária é uma praga brasileira, que precisa ser extinta.
Político infiel, que muda de legenda como se trocasse de camisa, tem que ser punido exemplarmente, preferencialmente com perda de mandato.
Parabéns ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará.
Ana Júlia no olho do furacão
A governadora Ana Julia Carepa (PT) decidiu que irá pessoalmente a Tailândia, dia 27 de março, anunciar medidas de emergência para beneficiar milhares de desempregados pelas operações Guardiões da Amazônia e Arco de Fogo, de combate aos desmatamentos na Amazônia.
Levará a tira-colo a cantora Nina Hossi, uma espécie de embaixadora informal do governo do Pará na Alemanha.
Não se sabe se a governadora, como anunciou tempos atrás, vai usar colete à prova de bala.
Em tempo: a Força Nacional de Segurança e a Polícia Federal permanecem em Tailândia.
Pará tem surto de dengue hemorrágica
Agora, no Pará, sabe-se da existência de surto epidêmico de dengue hemorrágica pelo Diário Oficial do Estado.
Está lá no DOE, de quinta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde adquirindo, com dispensa de licitação, 40.000 litros de óleo de soja, usado como solvente de inseticida em equipamentos motorizados. O óleo destina-se ao Departamento de Controle de Endemias da Sespa.
A explicação para a aquisição do óleo diesel dada pela secretária de Estado de Saúde, Laura Rossetti, segundo o Diário Oficial:- Estamos enfrentando o início de surto endêmico de dengue em vários municípios do Estado.
A empresa contratada sem licitação para fornecer o óleo de soja é a ST Irajá Agrícola Ltda., que receberá R$ 159.200,00 pelo produto.
O Diário Oficial não informa quais municípios paraenses estão enfrentando início de surto epidêmico de dengue hemorrágica.
Barcos navegam com insegurança pelos rios da Amazônia
Agência Brasil
Os recentes acidentes fatais de barco ocorridos no Rio Amazonas e no Rio Cuiabá chamaram a atenção da opinião pública nacional para a falta de condições de segurança e conforto nas embarcações que transitam pelos rios da Amazônia Legal. Mas segundo pescadores e oficiais de náutica, acidentes de barco na Amazônia são muito comuns.
A maioria dos barcos que trafegam na região é construída de maneira tradicional, como se faz a mais de dois séculos, ou seja, sem utilizar recursos e tecnologias de engenharia naval – que na opinião de especialistas poderiam possibilitar um transporte mais rápido, seguro e eficiente.
Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) revela que há excesso de carga e passageiros nos barcos, falta limpeza e conservação (inclusive de bóias e coletes de salva-vida). Segundo a pesquisa, a alimentação servida é de péssima qualidade; e faltam informações aos passageiros sobre segurança.
De acordo com o presidente da Federação das Associações de Pescadores Profissionais do Estado do Amazonas, Ronildo Nogueira Palmeri, acidentes com pescadores (inclusive com mortes) acontecem todas as semanas, mas nem sempre é divulgado, até mesmo para a capitania dos portos.
“São pessoas pobres e não se divulga. Parece que o pescador não é importante e acabando caindo no esquecimento”, lamenta o presidente da associação.Para o engenheiro naval Carlos Daher Padovezi, do Instituto de Pesquisa e Tecnologia da Universidade de São Paulo, os acidentes de barco na Amazônia ocorrem por falha no projeto e na construção das embarcações; mas 70% das causas estão relacionadas a erros humanos.
Ele avalia que é necessário aumentar a fiscalização para cobrar mais responsabilidade dos proprietários dos barcos e de quem conduz os barcos. “Uma das possíveis soluções é evoluir na cobrança de quem tem embarcação, de quem opera e de quem transporta”, sugere Padovezi.
O presidente do Sindicato dos Oficiais de Náutica e Práticos do Estado do Pará, comandante Edson Lima, denuncia que os acidentes acontecem por “imprudência, imperícia e negligência”. Segundo ele, são precárias as condições de navegação e muitas embarcações são comandadas por pessoas não qualificadas.“Essas embarcações trafegam sem a menor condições e burlam a fiscalização das capitanias. Às vezes são comandadas por pessoas que não receberam habilitação para exercer tal função”, alerta Lima. Segundo ele, além dos riscos de acidentes, passageiros e tripulantes estão expostos a roubos e assaltos.
“Os ladrões têm voadeiras, lanchas e armas potentes. Eles atacam geralmente em bando de dez pessoas e a tripulação fica completamente dominada.”
Os recentes acidentes fatais de barco ocorridos no Rio Amazonas e no Rio Cuiabá chamaram a atenção da opinião pública nacional para a falta de condições de segurança e conforto nas embarcações que transitam pelos rios da Amazônia Legal. Mas segundo pescadores e oficiais de náutica, acidentes de barco na Amazônia são muito comuns.
A maioria dos barcos que trafegam na região é construída de maneira tradicional, como se faz a mais de dois séculos, ou seja, sem utilizar recursos e tecnologias de engenharia naval – que na opinião de especialistas poderiam possibilitar um transporte mais rápido, seguro e eficiente.
Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) revela que há excesso de carga e passageiros nos barcos, falta limpeza e conservação (inclusive de bóias e coletes de salva-vida). Segundo a pesquisa, a alimentação servida é de péssima qualidade; e faltam informações aos passageiros sobre segurança.
De acordo com o presidente da Federação das Associações de Pescadores Profissionais do Estado do Amazonas, Ronildo Nogueira Palmeri, acidentes com pescadores (inclusive com mortes) acontecem todas as semanas, mas nem sempre é divulgado, até mesmo para a capitania dos portos.
“São pessoas pobres e não se divulga. Parece que o pescador não é importante e acabando caindo no esquecimento”, lamenta o presidente da associação.Para o engenheiro naval Carlos Daher Padovezi, do Instituto de Pesquisa e Tecnologia da Universidade de São Paulo, os acidentes de barco na Amazônia ocorrem por falha no projeto e na construção das embarcações; mas 70% das causas estão relacionadas a erros humanos.
Ele avalia que é necessário aumentar a fiscalização para cobrar mais responsabilidade dos proprietários dos barcos e de quem conduz os barcos. “Uma das possíveis soluções é evoluir na cobrança de quem tem embarcação, de quem opera e de quem transporta”, sugere Padovezi.
O presidente do Sindicato dos Oficiais de Náutica e Práticos do Estado do Pará, comandante Edson Lima, denuncia que os acidentes acontecem por “imprudência, imperícia e negligência”. Segundo ele, são precárias as condições de navegação e muitas embarcações são comandadas por pessoas não qualificadas.“Essas embarcações trafegam sem a menor condições e burlam a fiscalização das capitanias. Às vezes são comandadas por pessoas que não receberam habilitação para exercer tal função”, alerta Lima. Segundo ele, além dos riscos de acidentes, passageiros e tripulantes estão expostos a roubos e assaltos.
“Os ladrões têm voadeiras, lanchas e armas potentes. Eles atacam geralmente em bando de dez pessoas e a tripulação fica completamente dominada.”
sábado, 22 de março de 2008
Supermercados podem funcionar domingo
Cezarito Ramalheiros, cap do grupo CR, informa que a convenção coletiva dos trabalhadores em supermercados assinada em Santarém é distinta do acordo celebrado com os comerciários em Belém.
Por isso, a medida da juíza da capital não atinge a praça de Santarém, onde os supermercados abriram as portas no feriado e repetirão a dose amanhã, domingo.
Por isso, a medida da juíza da capital não atinge a praça de Santarém, onde os supermercados abriram as portas no feriado e repetirão a dose amanhã, domingo.
Audiência pública definirá situação do igarapé do Urumari
Entidades de defesa do meio ambiente querem marcar uma audiência pública para falar sobre a preservação do igarapé do Urumari.
Moradores do local afirmam que o igarapé está se deteriorando e culpam proprietários de serrarias pela poluição do local.
Além das serrarias, um terreno já foi aterrado para a construção de um condomínio próximo ao igarapé. Os moradores querem saber para onde irão os esgotos do condomínio.
Moradores do local afirmam que o igarapé está se deteriorando e culpam proprietários de serrarias pela poluição do local.
Além das serrarias, um terreno já foi aterrado para a construção de um condomínio próximo ao igarapé. Os moradores querem saber para onde irão os esgotos do condomínio.
Dia mundial da água
Santarém amanheceu debaixo de muita chuva. O toró despenca sobre a cidade desde as quatro horas da madrugada. Há alagamentos em diversas áreas da periferia.
Se a chuvarda der uma trégua haverá manifestação de entidades sociais e ambientais em defesa do igarapé do Urumari para marcar do dia mundial das águas.
Se a chuvarda der uma trégua haverá manifestação de entidades sociais e ambientais em defesa do igarapé do Urumari para marcar do dia mundial das águas.
Memória de Santarém-Lúcio Flávio Pinto
O "chic" da sociedade
Bar Mascote ("o ponto convergente da sociedade santarena"). Bebidas nacionais, refrigerantes, produtos Dulcora e Lacta, bolachas e biscoitos finos. Fábrica de gelo e o mais perfeito serviço de restaurante. "Demonstre o seu bom gosto freqüentando o Bar Mascote". (1965)
Bar Mascote ("o ponto convergente da sociedade santarena"). Bebidas nacionais, refrigerantes, produtos Dulcora e Lacta, bolachas e biscoitos finos. Fábrica de gelo e o mais perfeito serviço de restaurante. "Demonstre o seu bom gosto freqüentando o Bar Mascote". (1965)
Produtos regionais
Jacob Isaac Serruya - Importador e Exportador. Fazendas, estivas, miudezas, ferragens. Compra pelos melhores preços: caitetús, queixadas, veados, maracajás, lontras, ariranhas, cumaru, borracha, sernambi, caucho, jutaicica, copaíba, etc. Rua João Pessoa, 16. Caixa postal, 49. Endereço telegráfico: Jackser. Filial em Belém, na rua 13 de Maio, 17. End. Tel. Serjac. (1955)
Jacob Isaac Serruya - Importador e Exportador. Fazendas, estivas, miudezas, ferragens. Compra pelos melhores preços: caitetús, queixadas, veados, maracajás, lontras, ariranhas, cumaru, borracha, sernambi, caucho, jutaicica, copaíba, etc. Rua João Pessoa, 16. Caixa postal, 49. Endereço telegráfico: Jackser. Filial em Belém, na rua 13 de Maio, 17. End. Tel. Serjac. (1955)
Os negócios do Tuji
L. G. Tuji & Cia. Rua João Pessoa, 260. End. Tel. Esperança. Caixa postal, 22. A Casa Boa Esperança integrava a seção de comércio. Era um "estabelecimento que honra Santarém", com "grande sortimento de mercadorias nacionais e estrangeiras". A seção de agricultura compreendida mais de mil hectares de jutais, dos quais eram proprietários e financiadores. As fábricas de látex, sabões e curtume faziam parte da seção de indústrias. A seção de exportação cuidava da comercialização de juta, látex, jutaicica, conchas "e demais produtos regionais". À seção de transportes estavam vinculados os motores Vargas e Boa Esperança, além de alvarengas e caminhões. A firma tinha ainda uma seção de representações, como agente da Companhia Nordeste de Seguros e da Shell-Mex do Brasil Limitada.
L. G. Tuji & Cia. Rua João Pessoa, 260. End. Tel. Esperança. Caixa postal, 22. A Casa Boa Esperança integrava a seção de comércio. Era um "estabelecimento que honra Santarém", com "grande sortimento de mercadorias nacionais e estrangeiras". A seção de agricultura compreendida mais de mil hectares de jutais, dos quais eram proprietários e financiadores. As fábricas de látex, sabões e curtume faziam parte da seção de indústrias. A seção de exportação cuidava da comercialização de juta, látex, jutaicica, conchas "e demais produtos regionais". À seção de transportes estavam vinculados os motores Vargas e Boa Esperança, além de alvarengas e caminhões. A firma tinha ainda uma seção de representações, como agente da Companhia Nordeste de Seguros e da Shell-Mex do Brasil Limitada.
A agência de revistas
Agência Serique, de I. D. Serique
Rua João Pessoa, 395 - Santarém-Pará (Baixos do Hotel Oriental)
Agente distribuidor das principais revistas do país, como sejam: "O Cruzeiro", "A Cigarra", "Revista da Semana", "A Noite Ilustrada", "Carioca", "Cena Muda", almanaque e revista "Eu sei tudo", figurinos nacionais e americanos, "Série sagrada em quadrinhos": História de N. S. de Fátima, A Bíblia Sagrada, Reis dos Reis, etc. Revistas policiais, Revistas infantis em geral. - Folhetos de histórias e modinhas. Livros para todos os fins e romances em geral - Catálogos musicais, etc.
Revistas em 3ª Dimensão, a última novidade no gênero!
Procure conhecer "Epopéia", uma revista como você ainda não imaginou!
"Ciência em quadrinhos": leia esta revista e veja que os conhecimentos de ontem são as maravilhas de hoje!
Encarrega-se de fazer pedidos de qualquer artigo pelo reembolso postal, sob módica comissão.
(Despacha-se encomendas para fora da cidade)
Agência Serique, de I. D. Serique
Rua João Pessoa, 395 - Santarém-Pará (Baixos do Hotel Oriental)
Agente distribuidor das principais revistas do país, como sejam: "O Cruzeiro", "A Cigarra", "Revista da Semana", "A Noite Ilustrada", "Carioca", "Cena Muda", almanaque e revista "Eu sei tudo", figurinos nacionais e americanos, "Série sagrada em quadrinhos": História de N. S. de Fátima, A Bíblia Sagrada, Reis dos Reis, etc. Revistas policiais, Revistas infantis em geral. - Folhetos de histórias e modinhas. Livros para todos os fins e romances em geral - Catálogos musicais, etc.
Revistas em 3ª Dimensão, a última novidade no gênero!
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(Despacha-se encomendas para fora da cidade)
ATENÇÃO CATÓLICOS SANTARENOS
ATENÇÃO NORDESTINOS
Na Estrada de Rodagem vai surgir o novo templo chamado Santuário de São Francisco.
Enviem as suas esmolas a Dom Floriano Loewenau(foto abaixo com os índios da aldeia dos tirió), como auxílio à construção de mais uma casa de oração nesta cidade.
ATENÇÃO NORDESTINOS
Na Estrada de Rodagem vai surgir o novo templo chamado Santuário de São Francisco.
Enviem as suas esmolas a Dom Floriano Loewenau(foto abaixo com os índios da aldeia dos tirió), como auxílio à construção de mais uma casa de oração nesta cidade.
Supermercados de Santarém funcionam normalmente
Os principais supermercados de Santarém abriram as portas na sexta-feira santa uma vez que não foram notificados da decisão da juíza Maria de Nazaré Medeiros Rocha, da comarca da capital, que na última quinta-feira concedeu medida liminar determinando o fechamento de supermercados nos dias 21 e 23 de março( sexta-feira santa e domingo).
Sema vai descentralizar licenciamento
A secretaria estdual de meio ambiente está a procura de imóvies para alugar no interior do estado.
Na quarta-feira, uma equipe da Sema vem a Santarém, município que sediará um dos seis escritórios regionais daquela secretaria que terá a missão de analisar e liberar o licenciamento ambiental de obras ou atividades econômica sustentáveis.
Na quarta-feira, uma equipe da Sema vem a Santarém, município que sediará um dos seis escritórios regionais daquela secretaria que terá a missão de analisar e liberar o licenciamento ambiental de obras ou atividades econômica sustentáveis.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Além do desmatamento, rodovias na Amazônia geram problemas sociais
De acordo com o pesquisador titular do Departamento de Ecologia do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Philip Fearnside, as rodovias causam grandes impactos sociais e ambientais na Amazônia e podem dificultar tentativas de controlar o desmatamento. Apesar de o governo federal considerá-las prioridades pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o pesquisador pondera que as rodovias geram problemas não apenas do ponto de vista ambiental como também econômico e social.
As estradas em questão são as BRs 230, 163 e 319. A BR-230 ficou conhecida como Transamazônica e foi criada na década de 1970 com o objetivo de ocupar e colonizar a Amazônia. A BR-163 liga Cuiabá, no Mato Grosso, a Santarém (PA) e é utilizada principalmente para o escoamento da produção de soja. Atualmente ela permanece transitável, exceto no período de chuvas. A mais polêmica, entretanto, é a BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia. Essa rodovia está abandonada há mais de 20 anos e a obra de pavimentação representa na prática uma re-abertura da estrada. Segundo Fearnside, as estradas permitem abertura de áreas da Amazônia que estão inacessíveis hoje e promove uma migração dos focos de desmatamento.
'Muitas regiões não estão preparadas para esse tipo de empreendimento. O desmatamento se espalhará por estradas laterais, de acesso, sem controle nenhum', explica. A pavimentação das rodovias trará, além do desmatamento, a grilagem, os problemas sociais e o conflito de terra numa região que ainda não apresenta esse tipo de problema. Além disso, a rodovia pode ampliar os problemas urbanos em Manaus. A cidade é a mais rica da região Norte e a terceira no país em renda per capita. Com a pavimentação da BR-319, que já está sendo feita, o município poderá passar por um crescimento populacional maior do que a é capaz de atender.
Para exemplificar o impacto demográfico que a estrada vai gerar em Manaus, Fearnside explica o caso da construção das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. 'Com as novas usinas, mais de 100 mil pessoas chegarão a Porto Velho. Ao término da obra, a cidade não terá como acolher essa população. Se a rodovia estiver pavimentada, toda essa população vai para Manaus, ao invés de se espalhar novamente pela região', explica. (Amazonia.org)
As estradas em questão são as BRs 230, 163 e 319. A BR-230 ficou conhecida como Transamazônica e foi criada na década de 1970 com o objetivo de ocupar e colonizar a Amazônia. A BR-163 liga Cuiabá, no Mato Grosso, a Santarém (PA) e é utilizada principalmente para o escoamento da produção de soja. Atualmente ela permanece transitável, exceto no período de chuvas. A mais polêmica, entretanto, é a BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia. Essa rodovia está abandonada há mais de 20 anos e a obra de pavimentação representa na prática uma re-abertura da estrada. Segundo Fearnside, as estradas permitem abertura de áreas da Amazônia que estão inacessíveis hoje e promove uma migração dos focos de desmatamento.
'Muitas regiões não estão preparadas para esse tipo de empreendimento. O desmatamento se espalhará por estradas laterais, de acesso, sem controle nenhum', explica. A pavimentação das rodovias trará, além do desmatamento, a grilagem, os problemas sociais e o conflito de terra numa região que ainda não apresenta esse tipo de problema. Além disso, a rodovia pode ampliar os problemas urbanos em Manaus. A cidade é a mais rica da região Norte e a terceira no país em renda per capita. Com a pavimentação da BR-319, que já está sendo feita, o município poderá passar por um crescimento populacional maior do que a é capaz de atender.
Para exemplificar o impacto demográfico que a estrada vai gerar em Manaus, Fearnside explica o caso da construção das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. 'Com as novas usinas, mais de 100 mil pessoas chegarão a Porto Velho. Ao término da obra, a cidade não terá como acolher essa população. Se a rodovia estiver pavimentada, toda essa população vai para Manaus, ao invés de se espalhar novamente pela região', explica. (Amazonia.org)
Polícia reforça efetivo para feriadão
A Polícia Militar de Trânsito (PTran) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) irão reforçar o efetivo para o feriado prolongado.
Dentre as principais preocupações está o cuidado para que os motoristas não dirijam embriagados, principalmente nas estradas que dão acesso à paraias.
A PRF irá fiscalizar se os estabelecimentos ao longo da Rodovia Santarém Cuiabá estão vendendo bebidas alcoólicas. De acordo com o inspetor Max Xabregas a media adotada pelo governo ainda está valendo.
Dentre as principais preocupações está o cuidado para que os motoristas não dirijam embriagados, principalmente nas estradas que dão acesso à paraias.
A PRF irá fiscalizar se os estabelecimentos ao longo da Rodovia Santarém Cuiabá estão vendendo bebidas alcoólicas. De acordo com o inspetor Max Xabregas a media adotada pelo governo ainda está valendo.
Mais uma promessa de Maria do Carmo
A prefeita promete que em quatro meses o mercado municipal de Santana, mais conhecido como mercado da buchada será reformado.
Os vendedores deverão ser transferidos de lugar até que a reforma seja concluída. A decisão de para onde os vendedores irão deverá sair na próxima semana.
Os vendedores deverão ser transferidos de lugar até que a reforma seja concluída. A decisão de para onde os vendedores irão deverá sair na próxima semana.
Restaurada a normalidade na obra da mina de bauxita de Juruti
Nota de esclarecimento
A construtora Camargo Corrêa, responsável pelas obras de implantação da Mina de Bauxita de Juruti, informa que um grupo de aproximadamente 70 trabalhadores interditou hoje (20) os acessos às frentes de serviço paralisando o andamento dos trabalhos.
A empresa realizou reunião na tarde de hoje com um grupo de colaboradores e recebeu algumas reivindicações que estão sendo analisadas. Os trabalhadores concordaram em desobstruir imediatamente os acessos para que sejam retomados os serviços. Uma nova reunião para discutir a pauta de reivindicações foi agendada para a próxima segunda-feira (24).
A construtora Camargo Corrêa está empenhada em solucionar este contratempo e esclarece que sempre manteve um canal aberto de comunicação com seus profissionais e o sindicato da categoria.
A Camargo Corrêa é uma empresa com mais de 25 mil funcionários e 69 anos de tradição no país. Um de seus principais lemas é zelar pela saúde, segurança e bem-estar de todos os seus colaboradores. A companhia espera solucionar este impasse brevemente.
Construções e Comércio Camargo Corrêa
A construtora Camargo Corrêa, responsável pelas obras de implantação da Mina de Bauxita de Juruti, informa que um grupo de aproximadamente 70 trabalhadores interditou hoje (20) os acessos às frentes de serviço paralisando o andamento dos trabalhos.
A empresa realizou reunião na tarde de hoje com um grupo de colaboradores e recebeu algumas reivindicações que estão sendo analisadas. Os trabalhadores concordaram em desobstruir imediatamente os acessos para que sejam retomados os serviços. Uma nova reunião para discutir a pauta de reivindicações foi agendada para a próxima segunda-feira (24).
A construtora Camargo Corrêa está empenhada em solucionar este contratempo e esclarece que sempre manteve um canal aberto de comunicação com seus profissionais e o sindicato da categoria.
A Camargo Corrêa é uma empresa com mais de 25 mil funcionários e 69 anos de tradição no país. Um de seus principais lemas é zelar pela saúde, segurança e bem-estar de todos os seus colaboradores. A companhia espera solucionar este impasse brevemente.
Construções e Comércio Camargo Corrêa
O nome do homem
José Glazer é nome do alto dirigente da Cargill que esnobou um velho e importante parceiro da empresa em Santarém.
Avanço da coca na Amazônia preocupa ONU
O ESTADO DE S.PAULO
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma estar “muito preocupada” com as informações da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o avanço da cocaína em tribos indígenas na região amazonense do Alto Solimões.Segundo a ONU, o fato deve servir como um sinal para que a fiscalização na região seja reforçada.
O temor das Nações Unidas é que os traficantes estejam começando a usar a Amazônia brasileira não apenas para o tráfico de drogas, mas também para sua produção, “exportando” o modelo já usado na Colômbia.Recentemente, o Exército confirmou ter encontrado plantações de coca na região de Tabatinga (AM). A produção representa pouco em relação à cocaína que passa pelo Brasil, mas os militares sinalizam para a necessidade de se reforçar a fiscalização na região.
“Isso é muito preocupante”, afirmou o representante do escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes (UNODC) para a América do Sul, Giovanni Quaglia. “Existe a coca nativa, usada tradicionalmente pelos indígenas há milênios. Mas não cultivada com a finalidade do comércio”, explicou Quaglia.“Os 7 mil pés de coca encontrados são um sinal de que o governo precisa ficar atento sobre o que está ocorrendo para evitar que esse volume aumente. A realidade é que o potencial de cultivo na região é enorme”, alertou ele.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma estar “muito preocupada” com as informações da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o avanço da cocaína em tribos indígenas na região amazonense do Alto Solimões.Segundo a ONU, o fato deve servir como um sinal para que a fiscalização na região seja reforçada.
O temor das Nações Unidas é que os traficantes estejam começando a usar a Amazônia brasileira não apenas para o tráfico de drogas, mas também para sua produção, “exportando” o modelo já usado na Colômbia.Recentemente, o Exército confirmou ter encontrado plantações de coca na região de Tabatinga (AM). A produção representa pouco em relação à cocaína que passa pelo Brasil, mas os militares sinalizam para a necessidade de se reforçar a fiscalização na região.
“Isso é muito preocupante”, afirmou o representante do escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes (UNODC) para a América do Sul, Giovanni Quaglia. “Existe a coca nativa, usada tradicionalmente pelos indígenas há milênios. Mas não cultivada com a finalidade do comércio”, explicou Quaglia.“Os 7 mil pés de coca encontrados são um sinal de que o governo precisa ficar atento sobre o que está ocorrendo para evitar que esse volume aumente. A realidade é que o potencial de cultivo na região é enorme”, alertou ele.
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Os defuntos que votam
Sob o título "Voto de defunto", João da Praia (na verdade, Paulo Rodrigues dos Santos), escreveu - em O Baixo-Amazonas - esta bem humorada crônica logo depois do encerramento da eleição para a prefeitura de Santarém, em outubro de 1953, quando, mais uma vez, se multiplicaram as denúncias de fraudes na votação, favorecendo o vencedor.
Diz o zépovinho que nas últimas eleições em Santarém votaram vários defuntos cujos títulos foram apreendidos pelas Juntas apuradoras.
Essa história de defunto votar é coisa muito velha, mas, salvo melhor juízo, os falecidos de antigamente saíam das urnas funerárias e entravam nas urnas eleitorais com menos freqüência do que atualmente. E provo.
Contava eu meus doze anos quando pela primeira vez exerci "o sagrado direito do voto"...
In illo tempora, com meus cabelos de juta e vermelhinho como camarão frito em massa de tomate, meu apelido era "velho Ólace", porque, diziam as línguas de trapo, me parecia com o avô do amigo Sampson Wallace.
Num dia de eleição, que não era obrigatoriamente em domingo ou dia feriado, voltava eu do Grupo Escolar, o velho casarão dos Miléos onde agora reside o BBC.
Era quase meio dia. Ao passar por uma das seções, que estava às moscas por falta de votantes, espiei pela janela. Os mesários almoçavam (bons tempos aqueles). Sobre a mesa, ao lado da urna, uma vasta bandeja com pastéis, sanduíches, peru, galinha, arroz de forno, saladas, vinhos, cerveja e... bom apetite.
Ao me avistar, um dos mesários, o coronel X. (guardo o seu nome com amizade e reverência), gritou:
- Olá, velho Ólace, entre, venha comer uns pastéis.
- Não esperei segundo convite. Entrei e logo me deram dois pastéis saborosos, de camarão com azeitonas.
- Velho Ólace, você é eleitor? Perguntou o coronel X.
- Não, senhor, coronel. Nunca votei.
- Pois hoje você vai votar. Sente aqui.
E me plantou defronte de um livro, dando-me uma caneta.
Pediu ao escrivão ou secretário que indicasse um nome.
- Fulano de tal! Disse o secretário.
- Escreva aí nessa linha o nome, disse o coronel.
Com os meus garranchos menos maus escrevi o nome do Fulano.
- Outro, sugeriu o coronel.
- Beltrano dos anzóis, leu o secretário.
- Bem, este é do sítio, faça a letra bem feia e grossa.
E eu desenhei o nome do leitor ausente.
- Outro! Velho Ólace, vá votando aí até se cansar. Esse agora é um velhinho lá do Aritapera. Faça letra bem tremida...
- Não sei tremer, reclamei.
- Espere aí, disse o coronel, e, enquanto eu escrevia, me dava pancadinhas no cotovelo.
A "assinatura" do velho aritaperense saiu uma beleza de temendinha. Eu próprio fiquei extasiado diante da minha perícia!...
Mais assinaturas e mais pastéis. Depois um copo de vinho.
- Fulano de tal, disse o secretário.
- Esse já morreu há tempo, informou alguém.
- Não faz mal, disse o coronel. Defunto também vota!...
Arregalei os olhos, aterrado, e sussurrei:
- Não! Defunto não. Não quero negócio com defunto! E larguei a caneta.
- Não seja tolo, velho Ólace. Escreva o nome do homem!
- Não, já disse que não escrevo.
- Mas por quê?
- Por quê? Sei lá se de noite esse defunto vem me engasgar quando eu estiver dormindo!
E deixando os pastéis e a eleição saí mais depressa do que entrara.
Ao chegar em casa cheirando a vinho e camarões:
- Isto é hora de voltar da escola, menino?
- Eu estava na eleição. Estava votando!
- Eu te dou a eleição. Passa pra cá! E entrei em seis bolos bem puxados.
Essa foi a minha primeira aventura eleitoral.
Sob o título "Voto de defunto", João da Praia (na verdade, Paulo Rodrigues dos Santos), escreveu - em O Baixo-Amazonas - esta bem humorada crônica logo depois do encerramento da eleição para a prefeitura de Santarém, em outubro de 1953, quando, mais uma vez, se multiplicaram as denúncias de fraudes na votação, favorecendo o vencedor.
Diz o zépovinho que nas últimas eleições em Santarém votaram vários defuntos cujos títulos foram apreendidos pelas Juntas apuradoras.
Essa história de defunto votar é coisa muito velha, mas, salvo melhor juízo, os falecidos de antigamente saíam das urnas funerárias e entravam nas urnas eleitorais com menos freqüência do que atualmente. E provo.
Contava eu meus doze anos quando pela primeira vez exerci "o sagrado direito do voto"...
In illo tempora, com meus cabelos de juta e vermelhinho como camarão frito em massa de tomate, meu apelido era "velho Ólace", porque, diziam as línguas de trapo, me parecia com o avô do amigo Sampson Wallace.
Num dia de eleição, que não era obrigatoriamente em domingo ou dia feriado, voltava eu do Grupo Escolar, o velho casarão dos Miléos onde agora reside o BBC.
Era quase meio dia. Ao passar por uma das seções, que estava às moscas por falta de votantes, espiei pela janela. Os mesários almoçavam (bons tempos aqueles). Sobre a mesa, ao lado da urna, uma vasta bandeja com pastéis, sanduíches, peru, galinha, arroz de forno, saladas, vinhos, cerveja e... bom apetite.
Ao me avistar, um dos mesários, o coronel X. (guardo o seu nome com amizade e reverência), gritou:
- Olá, velho Ólace, entre, venha comer uns pastéis.
- Não esperei segundo convite. Entrei e logo me deram dois pastéis saborosos, de camarão com azeitonas.
- Velho Ólace, você é eleitor? Perguntou o coronel X.
- Não, senhor, coronel. Nunca votei.
- Pois hoje você vai votar. Sente aqui.
E me plantou defronte de um livro, dando-me uma caneta.
Pediu ao escrivão ou secretário que indicasse um nome.
- Fulano de tal! Disse o secretário.
- Escreva aí nessa linha o nome, disse o coronel.
Com os meus garranchos menos maus escrevi o nome do Fulano.
- Outro, sugeriu o coronel.
- Beltrano dos anzóis, leu o secretário.
- Bem, este é do sítio, faça a letra bem feia e grossa.
E eu desenhei o nome do leitor ausente.
- Outro! Velho Ólace, vá votando aí até se cansar. Esse agora é um velhinho lá do Aritapera. Faça letra bem tremida...
- Não sei tremer, reclamei.
- Espere aí, disse o coronel, e, enquanto eu escrevia, me dava pancadinhas no cotovelo.
A "assinatura" do velho aritaperense saiu uma beleza de temendinha. Eu próprio fiquei extasiado diante da minha perícia!...
Mais assinaturas e mais pastéis. Depois um copo de vinho.
- Fulano de tal, disse o secretário.
- Esse já morreu há tempo, informou alguém.
- Não faz mal, disse o coronel. Defunto também vota!...
Arregalei os olhos, aterrado, e sussurrei:
- Não! Defunto não. Não quero negócio com defunto! E larguei a caneta.
- Não seja tolo, velho Ólace. Escreva o nome do homem!
- Não, já disse que não escrevo.
- Mas por quê?
- Por quê? Sei lá se de noite esse defunto vem me engasgar quando eu estiver dormindo!
E deixando os pastéis e a eleição saí mais depressa do que entrara.
Ao chegar em casa cheirando a vinho e camarões:
- Isto é hora de voltar da escola, menino?
- Eu estava na eleição. Estava votando!
- Eu te dou a eleição. Passa pra cá! E entrei em seis bolos bem puxados.
Essa foi a minha primeira aventura eleitoral.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Suspensão
A Justiça Federal determinou a suspensão da primeira licitação para o aluguel de uma floresta pública no Brasil. A decisão fez o Serviço Florestal Brasileiro paralisar o processo de concessão da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, à exploração sustentável de madeira. A decisão atrasa também a apresentação do segundo lote, onde estão previstas as concessões de três florestas nacionais do Pará: Saracá-Taquera, Tapirapé-Aquiri e Carajás, cuja área estimada chega a 2 milhões de hectares.
(O Liberal)
(O Liberal)
Mototaxistas fazem exigências à prefeitura
O presidente do sindicato dos mototaxistas, Antonio Aguiar, conseguiu marcar uma audiência com a prefeita Maria do Carmo para a próxima terça-feira (25). Os mototaxistas estão insatisfeitos com a atual tabela de R$ 2,00 e querem estipular o valor de acordo com a distância da corrida.
Eles também exigem que mais 65 permissionários sejam liberados, além de aumentar a fiscalização contra os clandestinos e a permissão para que a própria classe administre o seguro, chamado “fundão” e não uma empresa terceirizada.
Aguiar garante que se as reivindicações da classe não forem atendidas, deverá acontecer um protesto.
Eles também exigem que mais 65 permissionários sejam liberados, além de aumentar a fiscalização contra os clandestinos e a permissão para que a própria classe administre o seguro, chamado “fundão” e não uma empresa terceirizada.
Aguiar garante que se as reivindicações da classe não forem atendidas, deverá acontecer um protesto.
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Leopoldo Peres, atracado no velho trapicheTela panorâmica
Pelo "Leopoldo Peres", rápido e luxuoso navio da frota da SNAPP, seguiu com destino a Manaus o sr. Manoel Loureiro. Consta que o proprietário do Olímpia vai assistir a inauguração da Tela Panorâmica, no Cine Avenida, da capital baré, pois pretende introduzir este grande melhoramento no seu cinema.
Cidade às escuras
Continua ainda paralisado o novo gerador de luz que a prefeitura inaugurou há pouco mais de um mês. Metade da cidade permanece às escuras, retirando aquele aspecto alegre das nossas principais artérias nas suas três primeiras horas de vida noturna. Fomos informados que o defeito da máquina só poderá ser eliminado com a substituição de uma peça, cujo similar precisa ser importado da Alemanha, onde foi fabricado o gerador inaugurado. (1952)
Continua ainda paralisado o novo gerador de luz que a prefeitura inaugurou há pouco mais de um mês. Metade da cidade permanece às escuras, retirando aquele aspecto alegre das nossas principais artérias nas suas três primeiras horas de vida noturna. Fomos informados que o defeito da máquina só poderá ser eliminado com a substituição de uma peça, cujo similar precisa ser importado da Alemanha, onde foi fabricado o gerador inaugurado. (1952)
ZY de volta
Depois de vários meses calada, a Rádio Clube de Santarém, a ZYR-9, de Jonatas de Almeida e Silva, voltou a funcionar, no final de 1952. Sua volta foi saudada por A. Dolores, para quem a cidade parecia morta sem a sua emissora. Em uma crônica, ela manifesta sua satisfação por ter acompanhado a "Maloca Mocoronga", um "'big' programa organizado a capricho e muito bem executado pelos artistas. Destaca José Rocha, "um magnífico cantor", que interpretou "com alma belas melodias e recebeu justos aplausos da assistência".
Manifestou o desejo de que "jamais desapareça de Santarém a querida emissora, pois quem ama com carinho esta jóia engastada em pleno coração da Amazônia, não poderá consentir que desapareça a voz mocoronga doce como a esperança simbólica como a fé que se tem na vitória das boas causas para a grandeza do Brasil".
Mas em outro espaço o jornal O Baixo-Amazonas lamenta o hábito de "muitos cidadãos" que tomavam o auditório da rádio como a casa da sogra "e entram de carona, recusando aqueles magros 3 cruzeiros que tanta falta fazem ao Jonatas, para poder alinhar e melhorar a sua ZYR-9". Nos programas, ele trabalhava "quase que unicamente com a 'prata da casa'", descobrindo "promissores elementos que, com um pouco mais de prática e desembaraço, poderão figurar a contento geral em programas de responsabilidade".
Depois de vários meses calada, a Rádio Clube de Santarém, a ZYR-9, de Jonatas de Almeida e Silva, voltou a funcionar, no final de 1952. Sua volta foi saudada por A. Dolores, para quem a cidade parecia morta sem a sua emissora. Em uma crônica, ela manifesta sua satisfação por ter acompanhado a "Maloca Mocoronga", um "'big' programa organizado a capricho e muito bem executado pelos artistas. Destaca José Rocha, "um magnífico cantor", que interpretou "com alma belas melodias e recebeu justos aplausos da assistência".
Manifestou o desejo de que "jamais desapareça de Santarém a querida emissora, pois quem ama com carinho esta jóia engastada em pleno coração da Amazônia, não poderá consentir que desapareça a voz mocoronga doce como a esperança simbólica como a fé que se tem na vitória das boas causas para a grandeza do Brasil".
Mas em outro espaço o jornal O Baixo-Amazonas lamenta o hábito de "muitos cidadãos" que tomavam o auditório da rádio como a casa da sogra "e entram de carona, recusando aqueles magros 3 cruzeiros que tanta falta fazem ao Jonatas, para poder alinhar e melhorar a sua ZYR-9". Nos programas, ele trabalhava "quase que unicamente com a 'prata da casa'", descobrindo "promissores elementos que, com um pouco mais de prática e desembaraço, poderão figurar a contento geral em programas de responsabilidade".
Música de fundo
O prefeito Santino - depois de merecido repouso na Sta. Casa do Pará - regressou à cidade. Ao aeroporto, para recepcionarem o gestor, compareceram os puxa-saco de sempre. Não sabemos se foi de propósito ou por mera casualidade, mas, no momento em que o prefeito entrava em casa, o alto-falante lá do Castelo começou a tocar: - "Chegou o pirata da perna-de-pau...".
O prefeito Santino - depois de merecido repouso na Sta. Casa do Pará - regressou à cidade. Ao aeroporto, para recepcionarem o gestor, compareceram os puxa-saco de sempre. Não sabemos se foi de propósito ou por mera casualidade, mas, no momento em que o prefeito entrava em casa, o alto-falante lá do Castelo começou a tocar: - "Chegou o pirata da perna-de-pau...".
A política do interior
Em novembro de 1954, Isaías Serique dirigiu uma carta aberta "ao povo de Boim". Agradecia por haver recebido dois terços da votação total na vila como candidato a vereador de Santarém, que creditava "à atuação franca e decidida das seguintes famílias: Serique, Bemerguy, Dutra, Simplício, Xavier, Cohen, Sirotheau, Chaves, Paranatinga, Azulai e demais amigos de Amorim, Parauá, Surucuá, Jauarituba, Noquimy, Nova Vista, Anduru, Cametá, Pinhel e da vila em geral".
Mas também protestava contra o tratamento que a administração municipal dava a "uma das maiores células de produção do município", abandonada enquanto "vilas e povoados com menores possibilidades ou quase sem nenhuma produção" eram assistidas. Discriminação resultante de "se haver formado na mentalidade do Boimense uma corrente de apoio somente a quem se propusesse a resolver os seus prementes problemas".
Manifestava ainda a "imorredoura gratidão aos Revdmos. Padres Americanos, pelos inestimáveis serviços e auxílios prestados a Boim; pois somente eles têm dado, além da assistência espiritual, remédios, escolas, etc. e ainda dotando nossa vila, com magníficos prédios".
Governo publica edital de licitação para reforma do Barbalhão
A Secretaria Estadual de Obras publicou no Diário Oficial na última quarta-feira (19) que abrirá licitação para definir a empresa que realizará as obras de reforma no estádio Jader Barbalho em Santarém.
A licitação será aberta no dia três do próximo mês, se as obras forem concluídas a tempo a segunda etapa do Parazão ainda poderá ser realizada em Santarém.
O Barbalhão tem 21 anos e nunca foi reformado e a atual estrutura está comprometida.
A licitação será aberta no dia três do próximo mês, se as obras forem concluídas a tempo a segunda etapa do Parazão ainda poderá ser realizada em Santarém.
O Barbalhão tem 21 anos e nunca foi reformado e a atual estrutura está comprometida.
Protesto fecha PA 259 em Juruti
Cerca de 400 funcionários da empresa Camargo Correa de Juruti fecharam a PA 259 na manhã de hoje em protesto contra a empresa.
Os salários estariam atrasados e a empresa teria obrigado os funcionários a assinarem comprovantes como se estivessem recebido pagamento.
Os funcionários também reclamam das horas de trabalho que não estariam sendo cumpridas.
A PA-259 é a principal rodovia que dá acesso à cidade, ônibus foram impedidos de passar.
Os salários estariam atrasados e a empresa teria obrigado os funcionários a assinarem comprovantes como se estivessem recebido pagamento.
Os funcionários também reclamam das horas de trabalho que não estariam sendo cumpridas.
A PA-259 é a principal rodovia que dá acesso à cidade, ônibus foram impedidos de passar.
Auditores do Ministério do Trabalho liberam obras de pavimentação da Curuá-Una
Os auditores do Ministério do Trabalho liberaram a empresa que realiza a pavimentação da rodovia Curuá-Una a continuar com o trabalho. A empresa havia sido inteditada, mas atendeu as solicitações feitas pelos fiscais.
De dez empresas fiscalizadas, seis foram embragadas e uma interditada. No próximo mês os fiscais deverão voltar a Santarém para fiscalizar mais empresas de construção civil.
De dez empresas fiscalizadas, seis foram embragadas e uma interditada. No próximo mês os fiscais deverão voltar a Santarém para fiscalizar mais empresas de construção civil.
Leonam Cruz, o novo desembargador
O novo desembargador do TJE é o advogado Leonam Cruz, nomeado pela governadora Ana Júlia entre os nomes da listra tríplice da qual constavam, ainda, Haroldo Guilherme e Edilson Dantas.
Tucanos em revoada fazem encontros regionais
Tucanos têm batido em revoada em direção ao interior do Estado. No último final de semana, estiveram no municipal de Altamira, onde se realizou mais um encontro regional em que se definirem estratégias que antecedem as eleições municipais de outubro.
Ainda não se discutem nomes, mas em alguns casos as candidaturas são mais do que evidentes. Em Altamira, por exemplo, é certo que a prefeita Odileida Sampaio vai concorrer à reeleição.Os encontros regionais prosseguirão em outros municípios.
Em Santarém, primeiro maior colégio eleitoral da região oeste e terceiro do Estado, os tucanos devem se reunir no início de abril. É possível que até lá já tenhamos um definição se o deputado estadual Alexandre Von vai ou não disputar a prefeitura com a prefeita Maria do Carmo (PT).
A direção nacional do PSDB já bateu o martelo: nas capitais e em cidades de mais de 100 mil habitantes, o partido deve concorrer com candidaturas próprias. O complicador são certas conjunturas locais, que requerem a acomodação de interesses partidários nem sempre conciliáveis.
(Espaço Aberto)
Ainda não se discutem nomes, mas em alguns casos as candidaturas são mais do que evidentes. Em Altamira, por exemplo, é certo que a prefeita Odileida Sampaio vai concorrer à reeleição.Os encontros regionais prosseguirão em outros municípios.
Em Santarém, primeiro maior colégio eleitoral da região oeste e terceiro do Estado, os tucanos devem se reunir no início de abril. É possível que até lá já tenhamos um definição se o deputado estadual Alexandre Von vai ou não disputar a prefeitura com a prefeita Maria do Carmo (PT).
A direção nacional do PSDB já bateu o martelo: nas capitais e em cidades de mais de 100 mil habitantes, o partido deve concorrer com candidaturas próprias. O complicador são certas conjunturas locais, que requerem a acomodação de interesses partidários nem sempre conciliáveis.
(Espaço Aberto)
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