Três menores fugiram esta madrugada do Centro de Internação de Adolescentes e Menores(CIAM) de Santarém.
Os internos serraram as grades do prédio e escalaram as paredes para alcançar a rua.
A Polícia Militar já empreende busca para tentar capturar os menores fugitivos.
terça-feira, 18 de março de 2008
Chove, chuva, chove sem parar....
Os leitores de O Estado do Tapajós já sabiam que o mês de março teria 30% a mais de chuvas do que igual período do ano passado.
Mas uma informação meteorológica vai deixar muita gente ainda mais preocupada: Santarém terá apenas 6 dias de sol este mês.
Como já foram registrados 4 dias com sol, faltando duas semanas para o final de março a previsão é de que haverá sol em mais dois dias.
A conferir.
Mas uma informação meteorológica vai deixar muita gente ainda mais preocupada: Santarém terá apenas 6 dias de sol este mês.
Como já foram registrados 4 dias com sol, faltando duas semanas para o final de março a previsão é de que haverá sol em mais dois dias.
A conferir.
Sema cria câmara técnica para crise florestal
Paulo Leandor Leal
O setor florestal do Pará pediu ao governo do estado que crie um mutirão de legalização das indústrias, com aceleração da análise e liberação de planos de manejo. O pedido foi feito nesta segunda-feira, 17, na primeira reunião de 2008 do Grupo de Acompanhamento, formado pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, mais Assembléia Legislativa, prefeituras, representantes do setor produtivo e da classe trabalhadora. Ficou definida a criação de uma Câmara Técnica para discutir e apresentar alternativas que tornem fácil e clara a atividade florestal no Estado do Pará.
Concurso - O secretário de Meio Ambiente Valmir Ortega anunciou que a governadora Ana Júlia Carepa autorizou a realização de concurso para preenchimento de 311 vagas. Os aprovados começarão a ser chamados ainda este ano. Eles vão reforçar a equipe técnica do órgão e dar agilidade às crescentes demandas de competência da Sema. Ortega informou ainda que no primeiro trimestre de 2008 foram licenciados 325 mil m3 de madeira em planos de manejo florestal sustentável. A queixa do setor florestal recai sobretudo na demora na análise dos projetos. Alguns chegaram a afirmar que não houve avanço na liberação dos planos de manejo.
O setor florestal do Pará pediu ao governo do estado que crie um mutirão de legalização das indústrias, com aceleração da análise e liberação de planos de manejo. O pedido foi feito nesta segunda-feira, 17, na primeira reunião de 2008 do Grupo de Acompanhamento, formado pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, mais Assembléia Legislativa, prefeituras, representantes do setor produtivo e da classe trabalhadora. Ficou definida a criação de uma Câmara Técnica para discutir e apresentar alternativas que tornem fácil e clara a atividade florestal no Estado do Pará.
Concurso - O secretário de Meio Ambiente Valmir Ortega anunciou que a governadora Ana Júlia Carepa autorizou a realização de concurso para preenchimento de 311 vagas. Os aprovados começarão a ser chamados ainda este ano. Eles vão reforçar a equipe técnica do órgão e dar agilidade às crescentes demandas de competência da Sema. Ortega informou ainda que no primeiro trimestre de 2008 foram licenciados 325 mil m3 de madeira em planos de manejo florestal sustentável. A queixa do setor florestal recai sobretudo na demora na análise dos projetos. Alguns chegaram a afirmar que não houve avanço na liberação dos planos de manejo.
Manchetes da edição impressa de O Estado do Tapajós
FALTA DE DRENAGEM EM OBRA DA PREFEITURA DÁ PREJUÍZO A LOJISTAS
SEMANA SANTA TEM PROGRAMAÇÃO NA DIOCESE DE SANTARÉM
VEREADORES QUEREM QUE CARGILL FAÇA EIA/RIMA MAIS AMPLO
PROMOTORA CONFIRMA QUE TERMINAL DA TIRADENTES É INADEQUADO
SEMANA SANTA TEM PROGRAMAÇÃO NA DIOCESE DE SANTARÉM
VEREADORES QUEREM QUE CARGILL FAÇA EIA/RIMA MAIS AMPLO
PROMOTORA CONFIRMA QUE TERMINAL DA TIRADENTES É INADEQUADO
Prorogadas inscrições para concurso da Dataprev
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão prorrogou as inscrições para o concurso de analista e especialista em infra-estrutura. Essa é a segunda vez que a seleção ganha mais prazo para receber adesões. A nova data, 27 de março, foi determinada após pedidos da Justiça do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Com a ampliação do prazo, as provas objetivas e discursivas também tiveram a data alterada, de 13 de abril para 20 de abril. São ofertadas 516 oportunidades para o cargo de analista de infra-estrutura e 84 para especialista de infra-estrutura sênior, todos com exigência de nível superior completo.
Podem se candidatar graduados em engenharia, arquitetura e urbanismo ou geologia.
A inscrição é feita somente pelo www.cespe.unb.br/ concursos, mediante pagamento de taxa de R$ 70 para analista e R$ 120 para especialista.
A remuneração inicial de analista é de R$ 5.406,44, e para especialista, R$ 10.632,61.
Com a ampliação do prazo, as provas objetivas e discursivas também tiveram a data alterada, de 13 de abril para 20 de abril. São ofertadas 516 oportunidades para o cargo de analista de infra-estrutura e 84 para especialista de infra-estrutura sênior, todos com exigência de nível superior completo.
Podem se candidatar graduados em engenharia, arquitetura e urbanismo ou geologia.
A inscrição é feita somente pelo www.cespe.unb.br/ concursos, mediante pagamento de taxa de R$ 70 para analista e R$ 120 para especialista.
A remuneração inicial de analista é de R$ 5.406,44, e para especialista, R$ 10.632,61.
Passagens aéreas devem subir 15,3%
Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas estima um aumento no preço das passagens aéreas em 2008. Apesar da alta de 33,6% no faturamento das empresas do setor, o reajuste seria necessário para recuperar as perdas.
segunda-feira, 17 de março de 2008
ONG bloqueia navio com madeira de Santarém e acusa UE de financiar desmatamento
Ativistas da organização não-governamental (ONG) Greenpeace bloquearam nesta segunda-feira (17) um navio que transportava madeira brasileira para portos da União Européia (UE). Parte da madeira, originária de Santarém (PA), foi desembarcada em Portugal e na Espanha. De acordo com o Greenpeace, por causa do protesto, as autoridades francesas recomendaram que o navio não se aproxime do porto e a tripulação tenta seguir para a Holanda.
Os ambientalistas argumentam que a madeira brasileira, apesar de ser exportada como produto legalizado, tem origem irregular e passa por um processo de 'esquentamento' entre a retirada da floresta e a chegada aos portos para exportação.
Em relatório divulgado hoje no Brasil, o Greenpeace aponta o bloco europeu como financiador da exploração ilegal da floresta. 'A demanda global por madeira e a falta de controle nacional e internacional estimulam e financiam a exploração ilegal e a UE possui uma responsabilidade importante', de acordo com o documento Financiando a destruição: a contribuição do governo brasileiro e do mercado europeu para a indústria ilegal e predatória de madeira na Amazônia brasileira. O relatório informa ainda que 36% da madeira amazônica são destinados à exportação e que 47% desse total vão para os 27 países da UE.
Na avaliação do Greenpeace, além da falta de controle europeu obrigatório, problemas do lado brasileiro, como falhas na fiscalização, impunidade, corrupção e falta de investimento são os principais gargalos do combate à exploração ilegal para exportação.
(Fonte: Agência Brasil)
Os ambientalistas argumentam que a madeira brasileira, apesar de ser exportada como produto legalizado, tem origem irregular e passa por um processo de 'esquentamento' entre a retirada da floresta e a chegada aos portos para exportação.
Em relatório divulgado hoje no Brasil, o Greenpeace aponta o bloco europeu como financiador da exploração ilegal da floresta. 'A demanda global por madeira e a falta de controle nacional e internacional estimulam e financiam a exploração ilegal e a UE possui uma responsabilidade importante', de acordo com o documento Financiando a destruição: a contribuição do governo brasileiro e do mercado europeu para a indústria ilegal e predatória de madeira na Amazônia brasileira. O relatório informa ainda que 36% da madeira amazônica são destinados à exportação e que 47% desse total vão para os 27 países da UE.
Na avaliação do Greenpeace, além da falta de controle europeu obrigatório, problemas do lado brasileiro, como falhas na fiscalização, impunidade, corrupção e falta de investimento são os principais gargalos do combate à exploração ilegal para exportação.
(Fonte: Agência Brasil)
Cargill na defensiva
É estranha a postura da Cargill diante do quadro que se avizinha por conta da elaboração do Eia/Rima do porto da empresa em Santarém.
Há cerca de dois anos a empresa se fechou ainda mais para a comunidade. Talvez em decorrência dos imbroglios judiciais que teve que enfrentar. Mas, mesmo vencendo a batalha jurídica que lhe garantiu a manutenção do porto na Vera Paz, o mais isento dos observadores pode anotar que a Cargill obteve uma vitória de Pirro, isto é, ganhou mas não levou.
Neste ano, a empresa preferiu agir nos bastidores. Sem dar maiores explicações, se antecipou à publicação do acórdão do TRF-1ª Região que lhe obriga a elaborar o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental e contratou uma empresa paulista para fazer o Eia/Rima. Mas até agora, a direção da empresa, em São Paulo, não fez qualquer pronunciamento oficial sobre o assunto.
Quem conhece os meandros da correlação de forças político-ideológicas em Santarém já pode notar que a Cargill já não dispõe do mesmo apoio institucional que obteve no passado. Daí se antever que a compensação ambiental que a empresa terá que saldar vai-lhe custar ainda mais caro. Muito pouco a empresa fez retornar a cidade que lhe abriu as portas no passado.
Mas, desconhecendo a correlação de forças hoje existente no município, um alto dirigente da empresa esnobou, na semana passada, um velho parceiro seu nos momentos de crise com o judiciário e as Ongs.
Mas este parceiro, como tanto outros, já vêem a Cargill de maneira diferente.
Só a Cargill não vê que os tempos mudaram em Santarém.
Há cerca de dois anos a empresa se fechou ainda mais para a comunidade. Talvez em decorrência dos imbroglios judiciais que teve que enfrentar. Mas, mesmo vencendo a batalha jurídica que lhe garantiu a manutenção do porto na Vera Paz, o mais isento dos observadores pode anotar que a Cargill obteve uma vitória de Pirro, isto é, ganhou mas não levou.
Neste ano, a empresa preferiu agir nos bastidores. Sem dar maiores explicações, se antecipou à publicação do acórdão do TRF-1ª Região que lhe obriga a elaborar o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental e contratou uma empresa paulista para fazer o Eia/Rima. Mas até agora, a direção da empresa, em São Paulo, não fez qualquer pronunciamento oficial sobre o assunto.
Quem conhece os meandros da correlação de forças político-ideológicas em Santarém já pode notar que a Cargill já não dispõe do mesmo apoio institucional que obteve no passado. Daí se antever que a compensação ambiental que a empresa terá que saldar vai-lhe custar ainda mais caro. Muito pouco a empresa fez retornar a cidade que lhe abriu as portas no passado.
Mas, desconhecendo a correlação de forças hoje existente no município, um alto dirigente da empresa esnobou, na semana passada, um velho parceiro seu nos momentos de crise com o judiciário e as Ongs.
Mas este parceiro, como tanto outros, já vêem a Cargill de maneira diferente.
Só a Cargill não vê que os tempos mudaram em Santarém.
Amazon flagrada nas operações Rêmora e Galiléia
Ronaldo Brasiliense
Contratada pela Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), com dispensa de licitação, para executar serviços de jardinagem no hospital regional de Santarém, a empresa Amazon Construção é velha conhecida da Polícia Federal. Ela aparece em duas operações da PF – Rêmora e Galiléia - comandadas pela Superintendência da PF no Pará.No inquérito da Rêmora foram ouvidos Antônio Ferreira Filho e a mulher dele, Fernanda Wanderley de Oliveira, engenheira, sócios das empresas Brasil Service e Amazon Construção, velhos conhecidos da PF e que já haviam sido presos na Operação Galiléia. Os dois entrariam nas licitações só para constar, combinando para apresentar propostas que perderiam.
Contratada pela Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), com dispensa de licitação, para executar serviços de jardinagem no hospital regional de Santarém, a empresa Amazon Construção é velha conhecida da Polícia Federal. Ela aparece em duas operações da PF – Rêmora e Galiléia - comandadas pela Superintendência da PF no Pará.No inquérito da Rêmora foram ouvidos Antônio Ferreira Filho e a mulher dele, Fernanda Wanderley de Oliveira, engenheira, sócios das empresas Brasil Service e Amazon Construção, velhos conhecidos da PF e que já haviam sido presos na Operação Galiléia. Os dois entrariam nas licitações só para constar, combinando para apresentar propostas que perderiam.
São Raimundo faz seu último jogo amanhã
Amanhã, no estádio do Soza, em Belém, o time do São Raimundo termina sua melancólica participação no primeiro turno do campeonato paraense de futebol, enfrentando o Pedreira.
O jogo começa às 15 horas.
Nesta fase do Parazão, o Pantera sofreu 7 derrotas e não marcou nenhum ponto.
Na segunda-fase, que começa a partir de 7 de abril, o São Raimundo tem o mando de campo e os jogos do Pantera estão programados para Santarém, mas até hoje as obras de reformas do estádio Barbalhão, que está interdidtado pelo Corpo de Bombeiros, ainda não começaram.
O jogo começa às 15 horas.
Nesta fase do Parazão, o Pantera sofreu 7 derrotas e não marcou nenhum ponto.
Na segunda-fase, que começa a partir de 7 de abril, o São Raimundo tem o mando de campo e os jogos do Pantera estão programados para Santarém, mas até hoje as obras de reformas do estádio Barbalhão, que está interdidtado pelo Corpo de Bombeiros, ainda não começaram.
TCM INFORMA
Calendário de obrigações municipais - MARÇO/2008
Dia 30 - EXECUTIVO
· Último dia para publicação do RREO* referente ao 1º bimestre, sendo os demonstrativos referidos no art. 53 da LC 101/2000, obrigatórios apenas para os municípios com mais de 50.000 habitantes e para aqueles que não optaram pela faculdade expressa no art. 63 da LC 101/2000.
Dia 31 - EXECUTIVO
· Último dia para apresentação ao TCM do Balanço Geral do exercício anterior.
Dia 31 - EMPRESAS PÚBLICAS
· Último dia para apresentação ao TCM do balancete do mês de fevereiro.
"Quando a data indicada recair em dia que não haja expediente no
TCM, o prazo será prorrogado até o primeiro dia útil subseqüente".
Dia 30 - EXECUTIVO
· Último dia para publicação do RREO* referente ao 1º bimestre, sendo os demonstrativos referidos no art. 53 da LC 101/2000, obrigatórios apenas para os municípios com mais de 50.000 habitantes e para aqueles que não optaram pela faculdade expressa no art. 63 da LC 101/2000.
Dia 31 - EXECUTIVO
· Último dia para apresentação ao TCM do Balanço Geral do exercício anterior.
Dia 31 - EMPRESAS PÚBLICAS
· Último dia para apresentação ao TCM do balancete do mês de fevereiro.
"Quando a data indicada recair em dia que não haja expediente no
TCM, o prazo será prorrogado até o primeiro dia útil subseqüente".
Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto
Cenas Santarenas
Um dia no mercado
Em agosto de 1952, A. Dolores (Antonieta Dolores Teixeira) descreve o cotidiano no mercado da cidade, freqüentado por clientes empunhando seus inefáveis paneiros de tala para carregar as compras, poucas e caras, quando tudo que havia não era dirigido a pessoas certas e privilegiadas.
Sábado, quando cheguei ao mercado, encontrei uma senhora amiga com o paneiro vasto nas mãos, muito aborrecida com a desconsideração de um açougueiro.
Que barulho é esse, perguntei.
Ah, você está vendo? Esse açougueiro daqui (e mostrava o lado do açougue) enquanto tinha carne só ia pesando e passando pela cabeça da gente para um empregado do Marques Pinto e outro arigó, porque eles pagavam mais.
De início declaro que não cheguei a ver esse empregado e nem o arigó falando, mas creio que o fato é verídico porque os espectadores eram muitos e nenhum contestou o que a senhora dizia.
Então falei: dizem que eu reclamo tudo, mas eu reclamo em vão porque o sr. Prefeito não liga. Outro despeitado diz: ELA NÃO SABE ESCREVER!
Pouco importa se o sr. Prefeito liga ou não! Pouco importa se eu não sei escrever!
O primeiro não pode passar o resto de sua gestão como cego e fazendo ouvido de mercador.
Se ele está dormindo, sonhando apenas que é Prefeito de Santarém, um dia, forçosamente, há de acordar e então, talvez, tudo entre nos eixos.
Quem diz que eu não sei escrever, torne-se analfabeto: não leia o que escrevo.
Nisso, uma vozinha do outro lado diz:
Olhe, já nesta banca, ontem, venderam pirarucu salmourado a dez cruzeiros o quilo. A rês é abatida e ainda mesmo sangrando é vendida a doze cruzeiros o quilo. Nem ao menos um guarda do SESP [Serviço Especial de Saúde Pública] aparece para o competente exame das vísceras. Isto é demais. Já se abusa sem dó nem piedade da paciência do povo. Aqui no Mercado é do toma e o fulano nem põe a cara por aqui, ao menos para nos consolar com a sua presença.
Replica um gaiato: mas a cara dele não adianta, camarada. Queremos é carne com fartura. Queremos que ele corra com esses exploradores do povo, para ver se assim a professora não é tão amolada com as reclamações que ouve.
Meia-passagem é ilimitada, diz Ministério Público
Alessandra Branches
Repórter
Segundo informações da União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES) o Ministério Público do Estado (MPE) já notificou o Sindicato das Empresas de transporte coletivo de Santarém (SETRANS) quanto à irregularidade ao estabelecer cotas de vales para a classe estudantil. De acordo com o representante da UES, Eric Braga, o MPE está analisando contraproposta enviada ao órgão, contudo garantiu que a cota será derrubada, podendo os estudantes comprar mais de 100 vales por mês, já que a lei que dispõe sobre a meia-passagem não estipula quantidade de passes a serem vendidos mensalmente.
"É uma grande vitória para a classe estudantil que passou anos tendo que economizar na compra de vales, uma vez que a cota só validava a compra de 80 passes por mês", falou Eric Braga, representante da UES, destacando que os passes são insuficientes para atender as atividades realizadas mensalmente pelos estudantes. "Hoje, o aluno tem que se profissionalizar, e além de estudar, participa de cursos de informática, inglês, faz cursinho pré-vestibular e aos finais de semana precisa de lazer. Por isso, estamos brigando para que a lei seja cumprida, posto que em nenhum dispositivo dela prevê cota de vales", reclama.
Eric Braga garantiu que o promotor Túlio Novaes irá regularizar a situação na próxima semana. "Ele foi claro, e prometeu que na semana que vem irá pedir que o SETRANS extinga a cota de vales e libere a compra sem restrição", contou o estudante.
Outra vitória do movimento estudantil que ingressou com representação no MPE desde o ano passado, garantirá à classe a meia-cultural. Isto é, todos os locais de festas da cidade terão que vender ingressos de carteirinha. "Essa é mais vitória da classe que pretende garantir aos estudantes que a lei seja validada. Os promotores de evento não vendem ingresso antecipado de carteirinha e ainda estipulam quantidade a ser vendida. Isso não está previsto na lei, por isso, queremos que eles a obedeçam", explicou Braga.
Repórter
Segundo informações da União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES) o Ministério Público do Estado (MPE) já notificou o Sindicato das Empresas de transporte coletivo de Santarém (SETRANS) quanto à irregularidade ao estabelecer cotas de vales para a classe estudantil. De acordo com o representante da UES, Eric Braga, o MPE está analisando contraproposta enviada ao órgão, contudo garantiu que a cota será derrubada, podendo os estudantes comprar mais de 100 vales por mês, já que a lei que dispõe sobre a meia-passagem não estipula quantidade de passes a serem vendidos mensalmente.
"É uma grande vitória para a classe estudantil que passou anos tendo que economizar na compra de vales, uma vez que a cota só validava a compra de 80 passes por mês", falou Eric Braga, representante da UES, destacando que os passes são insuficientes para atender as atividades realizadas mensalmente pelos estudantes. "Hoje, o aluno tem que se profissionalizar, e além de estudar, participa de cursos de informática, inglês, faz cursinho pré-vestibular e aos finais de semana precisa de lazer. Por isso, estamos brigando para que a lei seja cumprida, posto que em nenhum dispositivo dela prevê cota de vales", reclama.
Eric Braga garantiu que o promotor Túlio Novaes irá regularizar a situação na próxima semana. "Ele foi claro, e prometeu que na semana que vem irá pedir que o SETRANS extinga a cota de vales e libere a compra sem restrição", contou o estudante.
Outra vitória do movimento estudantil que ingressou com representação no MPE desde o ano passado, garantirá à classe a meia-cultural. Isto é, todos os locais de festas da cidade terão que vender ingressos de carteirinha. "Essa é mais vitória da classe que pretende garantir aos estudantes que a lei seja validada. Os promotores de evento não vendem ingresso antecipado de carteirinha e ainda estipulam quantidade a ser vendida. Isso não está previsto na lei, por isso, queremos que eles a obedeçam", explicou Braga.
COMEÇAM OS RITUAIS DA SEMANA SANTA NAS IGREJAS CRISTÃS
Gisele de Freitas
Repórter
As igrejas cristãs da cidade começaram as atividades alusivas à Semana Santa. Domingo (16) foi dia da celebração de ramos, em todas as paróquias. O evento representa a chegada de Jesus a Jerusalém, sendo saudado pelos judeus. Na quinta-feira as igrejas realizam a tradicional cerimônia de lava-pés. Na sexta-feira até ao dia é hora de adoração e meditação sobre a via sacra, lembrando o martírio de Jesus. Às 15h acontece a celebração do Senhor morto, estas celebrações devem ocorrer em igrejas centrais, nos bairros e comunidades católicas no interior. No sábado de aleluia é dia de vigília Pascal, que para os católicos tem símbolo de luz e fogo e é quando se renovam as promessas de batizado. No próximo domingo (23) é quando ocorre a festa da Páscoa, que simboliza a memória da ressurreição de Jesus, vitória da vida sobre a morte.
Durante os festejos de Páscoa, duas paróquias irão encenar a morte e ressurreição de Cristo. A igreja de Aparecida realiza o espetáculo sacro "Jesus, o filho do homem", que será apresentado na sexta, sábado e domingo de Páscoa, na Praça Aparecida, às 18h. A paróquia São Raimundo Nonato apresenta na sexta-feira Santa a peça "A paixão de Cristo" às 19h30min.
Os horários das celebrações nas igrejas católicas dependem de cada paróquia. Na matriz a cerimônia de lava pés acontece na quinta-feira às 19h; a procissão do Senhor morto na sexta, às 15h; no sábado às 19h30min acontece a celebração da luz e no domingo, às 18h30 a tradicional celebração de Páscoa, culminando os festejos.
IGREJA BATISTA - A Igreja Batista relembra a Páscoa há 104 anos, mas no sentido de ressurreição, não de morte. O pastor da 1ª Igreja, Elieber Gomes Alvarez ressalta que as comemorações visam a ressurreição e a remissão de pecados, e não a entrega de chocolates. No domingo de Páscoa as igrejas batistas celebram dois cultos, um às 6h, que relembra a ressurreição de Cristo, e outro a noite, às 18h30, em que o pastor dedica a todos aqueles que têm problemas espirituais e necessitam ser ressuscitados.
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS - A Igreja Assembléia de Deus não tem programação especial para a Semana Santa, mas deve realizar um culto alusivo na próxima semana.
Repórter
As igrejas cristãs da cidade começaram as atividades alusivas à Semana Santa. Domingo (16) foi dia da celebração de ramos, em todas as paróquias. O evento representa a chegada de Jesus a Jerusalém, sendo saudado pelos judeus. Na quinta-feira as igrejas realizam a tradicional cerimônia de lava-pés. Na sexta-feira até ao dia é hora de adoração e meditação sobre a via sacra, lembrando o martírio de Jesus. Às 15h acontece a celebração do Senhor morto, estas celebrações devem ocorrer em igrejas centrais, nos bairros e comunidades católicas no interior. No sábado de aleluia é dia de vigília Pascal, que para os católicos tem símbolo de luz e fogo e é quando se renovam as promessas de batizado. No próximo domingo (23) é quando ocorre a festa da Páscoa, que simboliza a memória da ressurreição de Jesus, vitória da vida sobre a morte.
Durante os festejos de Páscoa, duas paróquias irão encenar a morte e ressurreição de Cristo. A igreja de Aparecida realiza o espetáculo sacro "Jesus, o filho do homem", que será apresentado na sexta, sábado e domingo de Páscoa, na Praça Aparecida, às 18h. A paróquia São Raimundo Nonato apresenta na sexta-feira Santa a peça "A paixão de Cristo" às 19h30min.
Os horários das celebrações nas igrejas católicas dependem de cada paróquia. Na matriz a cerimônia de lava pés acontece na quinta-feira às 19h; a procissão do Senhor morto na sexta, às 15h; no sábado às 19h30min acontece a celebração da luz e no domingo, às 18h30 a tradicional celebração de Páscoa, culminando os festejos.
IGREJA BATISTA - A Igreja Batista relembra a Páscoa há 104 anos, mas no sentido de ressurreição, não de morte. O pastor da 1ª Igreja, Elieber Gomes Alvarez ressalta que as comemorações visam a ressurreição e a remissão de pecados, e não a entrega de chocolates. No domingo de Páscoa as igrejas batistas celebram dois cultos, um às 6h, que relembra a ressurreição de Cristo, e outro a noite, às 18h30, em que o pastor dedica a todos aqueles que têm problemas espirituais e necessitam ser ressuscitados.
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS - A Igreja Assembléia de Deus não tem programação especial para a Semana Santa, mas deve realizar um culto alusivo na próxima semana.
Delano, fatos e versões (2)
O fato: Delano Riker sabia de muita coisa intestina da prefeitura. Estava esperando a hora certa para botar a boca no trombone.
Versão: Delano Riker comunicou à prefeita Maria do Carmo, no ano passado, que não tinha mais interesse de concorrer à reeleição em dobradinha com ela. Suas idas ao interior, cada vez mais frequentes e solitárias, eram aproveitadas para reunir a comunidade e informar que não estaria mais no palanque do PT diante do abandono a que o interior foi relegado e por outros motivos que informaria na 'hora certa'. Mas a morte dele, na última quinta-feira, jogou uma pá de cal em cima desse assunto.
O fato: Prefeita, secretários e presidente do PDT choravam na hora do enterro de Delano.
A versão: Para manter as aparências, praticamente todo o staff da prefeitura derramou lágrimas em cima do caixão de Delano. Mas, passado o jogo de cena, já respiram aliviados por terem se livrado de uma presença incômoda.
Versão: Delano Riker comunicou à prefeita Maria do Carmo, no ano passado, que não tinha mais interesse de concorrer à reeleição em dobradinha com ela. Suas idas ao interior, cada vez mais frequentes e solitárias, eram aproveitadas para reunir a comunidade e informar que não estaria mais no palanque do PT diante do abandono a que o interior foi relegado e por outros motivos que informaria na 'hora certa'. Mas a morte dele, na última quinta-feira, jogou uma pá de cal em cima desse assunto.
O fato: Prefeita, secretários e presidente do PDT choravam na hora do enterro de Delano.
A versão: Para manter as aparências, praticamente todo o staff da prefeitura derramou lágrimas em cima do caixão de Delano. Mas, passado o jogo de cena, já respiram aliviados por terem se livrado de uma presença incômoda.
Gabarito dos Bombeiros deve sair amanhã
O concurso público para o Corpo de Bombeiros realizado ontem para o preenchimento de 30 vagas no curso de formação de oficiais e 400 vagas no curso de formação de soldados reuniu 16.658 candidatos inscritos. Para as vagas de oficial, houve um percentual de 15,6% faltosos, um total de 330 pessoas. Entre os concorrentes para o curso de soldado, somente 8,3% faltaram, totalizando 1.353 pessoas.
O gabarito oficial da prova objetiva será divulgado amanhã e a data para recurso será nos dias 19 e 20. O resultado final sai no dia 19 de março.
Os candidatos aprovados na primeira fase farão prova de aptidão física incluindo flexão de braços, abdominais, natação e corrida de 12 minutos.
O gabarito oficial da prova objetiva será divulgado amanhã e a data para recurso será nos dias 19 e 20. O resultado final sai no dia 19 de março.
Os candidatos aprovados na primeira fase farão prova de aptidão física incluindo flexão de braços, abdominais, natação e corrida de 12 minutos.
NEPTOTISMO-Uma praga no Pará
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
A carreira política está sob controle familiar no Pará. Essa situação engendra abusos no uso do poder público e impede o surgimento de novas lideranças. É tão flagrante o abuso que começa a provocar reações, como a dos leitores deste jornal. Quem mais se apresenta ao debate?
Muaná é uma festa? Segundo o testemunho de um leitor, que – provavelmente por ser da área – pediu para não ser revelada sua identidade, Muaná é uma festa irrestrita para a família do prefeito. Os Cunha são os donos virtuais do município, na ilha do Marajó, que concentra os piores índices de desenvolvimento do Estado (e do país), sendo rentável apenas para uma casta de administradores públicos e suas extensões familiares e patrimoniais. Eles ocupam numerosos cargos públicos, são prestadores de serviços para o município e exibem sinais de prosperidade raros de surgir na área.
Os leitores começam a responder à conclamação feita por este jornal para um levantamento sobre as famílias de políticos e suas práticas nepotistas. Não se trata de caça às bruxas (que, no entanto, las hay, sin embargo). É que o cidadão está mesmo descrente dos políticos: o número recorde de cartas sobre o tema revela esse estado de espírito, que exigiu a abertura de espaço para ecoar a voz rouca das ruas. Pela primeira vez, seus personagens ocupam a capa deste jornal pessoal.
Há famílias que se destacaram por abrigar verdadeiros políticos, com participação destacada na vida nacional, como os Nabuco ou os Mello Franco. O que os distingue dos que apenas se servem da política como instrumento de interesses pessoais é defenderem idéias e assumirem posições que se sustentam em argumentos, em causas, em idéias. Não serviram de barreira à renovação da representação política da sociedade, nem se tornaram donos de partidos. Também não provocaram assalto aos cofres públicos, ou gastos imoderados, insensatos.
É sobre estes que se volta a mira deste jornal, com a participação dos seus leitores. O objetivo é oxigenar a política no Pará, tão anêmica há tempos, incapaz de ter participação ativa e eficaz na difícil história do Estado. Se possível, mudar alguns hábitos, mesmo os que acarretam pecados veniais, sanados com alguma explicação, mesmo a esfarrapada.
Na última segunda-feira, por exemplo, o deputado estadual Joaquim Passarinho apareceu numa coluna social ao lado de servidores do seu gabinete. A nota destacava seu gesto, de homenagear as mulheres que lhe prestam serviço na Assembléia Legislativa no dia que lhes é dedicado universalmente. Só que essas distintas e operosas cidadãs somam nove servidoras. Como conseguem se acomodar num dos pequenos gabinetes reservados aos parlamentares na Assembléia Legislativa do Pará? E realmente o nobre deputado precisa de nove auxiliares, todas do extinto sexo fraco? Se o pagamento saísse do seu bolso, chegaria a tanto?
Os nossos perdulários representantes políticos, assim como seus desatentos eleitores, deviam fazer uma visita ao parlamento inglês, a mais exemplar referência em matéria de democracia representativa moderna. Se a visita se prolongar, verão deputados chegando ao local de trabalho de bicicleta ou – sempre – em seus próprios carros. Não têm motorista, seus assessores são servidores de carreira, concursados, em número reduzido. Não dispõem das verbas de representação que fazem a delícia e são a tentação dos nossos parlamentares. E ganham muito menos do que nossos Licurgos, embora não sejamos propriamente mais ricos do que os súditos de sua majestade, a rainha.
Além de extrapolarem os padrões aceitáveis de fruição do poder, nossos políticos querem exercer controle cada vez maior sobre a formação dos quadros partidários, impondo com mão de ferro seus interesses. Essa é uma das principais causas da pobreza de alternativas em mais uma eleição no Pará. Ou melhor: da falta de alternativas para um eleitor que ainda acredite em mudanças. Não há lideranças novas nem de credibilidade.
Às vezes até surgem valores individuais, mas logo eles são absorvidos pelos vícios da prática política. A perspectiva que abriram se fecha rapidamente e o eleitor é obrigado a encarar sempre as mesmas figuras, como acontecerá, sobretudo, na capital. Qual dos candidatos em potencial à prefeitura de Belém pode representar uma novidade? Só se aparecer um azarão de última hora, um desses acidentes salutares que renova a utopia e adia o sepultamento definitivo da esperança.
Editor do Jornal Pessoal
A carreira política está sob controle familiar no Pará. Essa situação engendra abusos no uso do poder público e impede o surgimento de novas lideranças. É tão flagrante o abuso que começa a provocar reações, como a dos leitores deste jornal. Quem mais se apresenta ao debate?
Muaná é uma festa? Segundo o testemunho de um leitor, que – provavelmente por ser da área – pediu para não ser revelada sua identidade, Muaná é uma festa irrestrita para a família do prefeito. Os Cunha são os donos virtuais do município, na ilha do Marajó, que concentra os piores índices de desenvolvimento do Estado (e do país), sendo rentável apenas para uma casta de administradores públicos e suas extensões familiares e patrimoniais. Eles ocupam numerosos cargos públicos, são prestadores de serviços para o município e exibem sinais de prosperidade raros de surgir na área.
Os leitores começam a responder à conclamação feita por este jornal para um levantamento sobre as famílias de políticos e suas práticas nepotistas. Não se trata de caça às bruxas (que, no entanto, las hay, sin embargo). É que o cidadão está mesmo descrente dos políticos: o número recorde de cartas sobre o tema revela esse estado de espírito, que exigiu a abertura de espaço para ecoar a voz rouca das ruas. Pela primeira vez, seus personagens ocupam a capa deste jornal pessoal.
Há famílias que se destacaram por abrigar verdadeiros políticos, com participação destacada na vida nacional, como os Nabuco ou os Mello Franco. O que os distingue dos que apenas se servem da política como instrumento de interesses pessoais é defenderem idéias e assumirem posições que se sustentam em argumentos, em causas, em idéias. Não serviram de barreira à renovação da representação política da sociedade, nem se tornaram donos de partidos. Também não provocaram assalto aos cofres públicos, ou gastos imoderados, insensatos.
É sobre estes que se volta a mira deste jornal, com a participação dos seus leitores. O objetivo é oxigenar a política no Pará, tão anêmica há tempos, incapaz de ter participação ativa e eficaz na difícil história do Estado. Se possível, mudar alguns hábitos, mesmo os que acarretam pecados veniais, sanados com alguma explicação, mesmo a esfarrapada.
Na última segunda-feira, por exemplo, o deputado estadual Joaquim Passarinho apareceu numa coluna social ao lado de servidores do seu gabinete. A nota destacava seu gesto, de homenagear as mulheres que lhe prestam serviço na Assembléia Legislativa no dia que lhes é dedicado universalmente. Só que essas distintas e operosas cidadãs somam nove servidoras. Como conseguem se acomodar num dos pequenos gabinetes reservados aos parlamentares na Assembléia Legislativa do Pará? E realmente o nobre deputado precisa de nove auxiliares, todas do extinto sexo fraco? Se o pagamento saísse do seu bolso, chegaria a tanto?
Os nossos perdulários representantes políticos, assim como seus desatentos eleitores, deviam fazer uma visita ao parlamento inglês, a mais exemplar referência em matéria de democracia representativa moderna. Se a visita se prolongar, verão deputados chegando ao local de trabalho de bicicleta ou – sempre – em seus próprios carros. Não têm motorista, seus assessores são servidores de carreira, concursados, em número reduzido. Não dispõem das verbas de representação que fazem a delícia e são a tentação dos nossos parlamentares. E ganham muito menos do que nossos Licurgos, embora não sejamos propriamente mais ricos do que os súditos de sua majestade, a rainha.
Além de extrapolarem os padrões aceitáveis de fruição do poder, nossos políticos querem exercer controle cada vez maior sobre a formação dos quadros partidários, impondo com mão de ferro seus interesses. Essa é uma das principais causas da pobreza de alternativas em mais uma eleição no Pará. Ou melhor: da falta de alternativas para um eleitor que ainda acredite em mudanças. Não há lideranças novas nem de credibilidade.
Às vezes até surgem valores individuais, mas logo eles são absorvidos pelos vícios da prática política. A perspectiva que abriram se fecha rapidamente e o eleitor é obrigado a encarar sempre as mesmas figuras, como acontecerá, sobretudo, na capital. Qual dos candidatos em potencial à prefeitura de Belém pode representar uma novidade? Só se aparecer um azarão de última hora, um desses acidentes salutares que renova a utopia e adia o sepultamento definitivo da esperança.
domingo, 16 de março de 2008
Prazos para desincompatibilização de candidatos
Há ocupantes de cargos públicos que não precisaram interromper seus ofícios, mas os prazos para desincompatibilização variam, em regra, de seis a três meses antes do pleito.Os prefeitos que estão exercendo o primeiro mandato não precisam deixar o cargo para concorrer à reeleição. Os parlamentares que querem concorrer à prefeitura também não precisam sair do Congresso Nacional nem das Assembléias Legislativas nem das Câmaras Municipais. Os profissionais que têm atividades divulgada na mídia, como atores e jogadores de futebol também não precisam interromper suas atividades para se candidatar a prefeito.
Outros chefes do Executivo, como governador, por exemplo, que quiserem concorrer à prefeitura, devem deixar a atual função seis meses antes da eleição, ou seja, até 5 de abril deste ano. O vice-governador e vice-prefeito que não substituiu o titular nos seis meses anteriores ao pleito nem o sucedeu não precisa sair do cargo para concorrer a prefeito.
Em 5 de junho deste ano, quatro meses antes da eleição, devem sair de seus postos aqueles que almejam uma vaga de prefeito e são ministros de Estado; membros do Ministério Público; defensores públicos; magistrados; os militares em geral; os secretários estaduais e municipais; os que ocupam a presidência, a diretoria ou a superintendência de autarquia ou empresa pública; os que são chefes de órgãos de assessoramento direto, civil e militar da Presidência da República e os dirigentes sindicais; entre outros.
A três meses do pleito municipal, ou seja, em 5 de julho, quem tem de se afastar dos respectivos cargos para concorrer à prefeitura são os servidores públicos em geral, estatutários ou não, dos órgãos da administração direta ou indireta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Os servidores da Justiça Eleitoral não podem ser filiados a partidos políticos, por isso, têm de se afastar do cargo um ano antes do pleito para se filiar e não podem voltar a seus cargos efetivos se quiserem concorrer a algum mandato.
Assim como para prefeito, os parlamentares que pretendem se candidatar a vereador não precisam se afastar de suas funções. Os servidores públicos devem obedecer à mesma regra para prefeito, ou seja, deixar seus cargos nos três meses que antecedem a eleição.
Outros prazos, no entanto, são diferentes. Os ministros de Estado, membros do Ministério Público, defensores públicos, magistrados, secretários estaduais e municipais devem sair de suas funções nos seis meses anteriores à eleição para vereador, e não apenas a quatro meses como determina a LC 64/90 para os que querem concorrer a chefe do Executivo municipal.
(Fonte: Só Notícias)
Outros chefes do Executivo, como governador, por exemplo, que quiserem concorrer à prefeitura, devem deixar a atual função seis meses antes da eleição, ou seja, até 5 de abril deste ano. O vice-governador e vice-prefeito que não substituiu o titular nos seis meses anteriores ao pleito nem o sucedeu não precisa sair do cargo para concorrer a prefeito.
Em 5 de junho deste ano, quatro meses antes da eleição, devem sair de seus postos aqueles que almejam uma vaga de prefeito e são ministros de Estado; membros do Ministério Público; defensores públicos; magistrados; os militares em geral; os secretários estaduais e municipais; os que ocupam a presidência, a diretoria ou a superintendência de autarquia ou empresa pública; os que são chefes de órgãos de assessoramento direto, civil e militar da Presidência da República e os dirigentes sindicais; entre outros.
A três meses do pleito municipal, ou seja, em 5 de julho, quem tem de se afastar dos respectivos cargos para concorrer à prefeitura são os servidores públicos em geral, estatutários ou não, dos órgãos da administração direta ou indireta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Os servidores da Justiça Eleitoral não podem ser filiados a partidos políticos, por isso, têm de se afastar do cargo um ano antes do pleito para se filiar e não podem voltar a seus cargos efetivos se quiserem concorrer a algum mandato.
Assim como para prefeito, os parlamentares que pretendem se candidatar a vereador não precisam se afastar de suas funções. Os servidores públicos devem obedecer à mesma regra para prefeito, ou seja, deixar seus cargos nos três meses que antecedem a eleição.
Outros prazos, no entanto, são diferentes. Os ministros de Estado, membros do Ministério Público, defensores públicos, magistrados, secretários estaduais e municipais devem sair de suas funções nos seis meses anteriores à eleição para vereador, e não apenas a quatro meses como determina a LC 64/90 para os que querem concorrer a chefe do Executivo municipal.
(Fonte: Só Notícias)
CDP doa área da Vera Paz à prefeitura de Santarém
A Companhia Docas do Pará fez hoje o repasse da área da praia da Vera Paz, ao lado do terminal da Cargill, à prefeitura de Santarém. No local será construído um parque municipal.
È bom lembrar que essa mesma área tinha sido reservada pela própria CDP para estacionamento de caminhões de trasnporte de grãos a serem exportados pela Cargill.
È bom lembrar que essa mesma área tinha sido reservada pela própria CDP para estacionamento de caminhões de trasnporte de grãos a serem exportados pela Cargill.
Derrota do Paysandu elimina Remo e Tuna
Com disposição e entrega do início ao fim, o Castanhal derrotou o Paysandu na manhã deste domingo (16), no estádio Modelão, em Castanhal, por 2 a 1. Essa foi a segunda derrota do Papão. O resultado elimina as chances de Remo e Tuna Luso em tentar uma vaga dentro do G-4, grupo dos quatro primeiros colocados que passam para as semi-finais do primeiro turno do Parazão 2008
CASTANHAL 2 X 0 PAYSANDU
(2ºTEMPO)
CASTANHAL 2 X 0 PAYSANDU
Castanhal 1X0:Edilson 34'1º
Castanhal 2X0:Marquinhos Taira 8'2º
CASTANHAL 2 X 0 PAYSANDU
Castanhal 1X0:Edilson 34'1º
Castanhal 2X0:Marquinhos Taira 8'2º
Acumulada, Mega-Sena pode pagar R$ 20 milhões
Ninguém acertou as dezenas sorteadas para concurso 952 da Mega-Sena, realizado em Francisco Beltrão (PR) neste sábado (15). A estimativa para o prêmio do próximo concurso (955, marcado para o dia 19 de março) é de R$ 20 milhões. Segundo a Caixa, 132 apostas acertaram cinco números e devem ganhar R$ 11.947,28. Outros 7.126 acertaram a quadra e ganharão R$ 221,31. Os números sorteados foram: 02 - 11 - 18 - 27 - 30 - 54.
Delano, fatos e versões
A cidade foi tomada por versões acerca da morte e dos motivos que levaram Delano Riker, vice-prefeito de Santarém, a sofrer um fulminante infarto do miocárdio, na última quinta-feira.
O fato: Delano, desmaiado, foi levado em um táxi para o hospital municipal. Foi atendido pela médica Lívia Corrêa e encaminhado à UTI. Morreu minutos depois de ter recebido os primeiros procedimentos. Não havia médico cardiologista de plantão.
A versão: Uma ‘junta’ de dirigentes municipais diz que Dalano foi bem atendido e que recebeu o tratamento adequado. O trio garantiu que havia cardiologista no momento da internação, mas até agora não informou o nome do referido cardiologista.
O fato: O estado físico e mental de Delano já apresentava sinais evidentes de desgastes. Safenado, endividado, isolado politicamente, o vice-prefeito se queixava, até publicamente, ser vítima de perseguição do presidente do PDT e do secretário de planejamento.
A versão: Delano teria cometido irregularidades na Semab. Isso vinha sendo usado para alijá-lo das decisões estratégicas do governo municipal e não mais integrar a chapa para reeleição na condição de vice. Para manter as aparências, o presidente do PDT difundia a versão de que Delano seria candidato a vereador, o que ele negava quando perguntado.
O fato. Delano sofria pressões de todos os lados. Não era confiável para o secretário de planejamento. Quando Maria viajava, Delano virava uma rainha da Inglaterra. Não mandava na prefeitura, só assinava alguns papéis que lhe levavam, mas alguns documentos ele se negava a assinar.
A versão: Delano caiu em desgraça quando se recusou a assinar a dispensa de licitação para a construção de mini-usinas hidrelétricas. O secretário de planejamento e o presidente do PDT armaram um plano com a ajuda do sindicato dos trabalhadores rurais para apear Delano da Semab. Houve cerco ao prédio, invasão, bate-boca. Sem ter saída, Delano entregou o lugar para o presidente do PDT.
O fato: Delano já estava rompido politicamente com a administração municipal. Vinha mantendo reuniões com a oposição. Há 10 dias teve um encontro, em Brasília, como deputado federal Lira Maia. Confirmou que anunciaria o rompimento com a prefeitura somente em junho para impedir que seus indicados para trabalho temporário fossem demitidos com o amparo da lei eleitoral.
A versão: Delano era um obstáculo ao fechamento de um acordo com o PMDB. Maria do Carmo já havia oferecido o lugar de vice ao secretário de transportes José Antônio Rocha. O isolamento de Delano, agora, com sua morte, deixa a porteira aberta.
O fato: Maria, Everaldo e Osmando queriam ver Delano pelas costas. Falavam mal dele nos bastidores. Aturavam a presença dele nas inaugurações.
A versão: No dia do aniversário de Santarém, no ano passado, Delano se recusou a gravar uma entrevista para o Programa do Bacana, da TV RBA, elogiando o governo de Maria do Carmo. O vice-prefeito estava indo a todas as inaugurações de propósito, só para criar constrangimentos à prefeita.
O fato: O velório de Delano na igreja Batista ocorreu em clima de comoção, constrangimentos e mal-estar.
A versão: Delano havia se reconciliado com a igreja Batista no último domingo, após regressar de Brasília. Na quarta-feira à noite, compareceu a um culto de oração. Pediu que seu nome fosse incluído entre as intenções das preces que ali se faziam. Relatou todos os seus problemas particulares, financeiros e políticos. O pastor anotou tudo. Delano morreu de manhã. O pastor, na preleção do velório, contou a fábula da cobra e a cigarra. Dizia ele: a cobra vivia perseguindo e querendo comer a cigarra. Um dia a cigarra perguntou a cobra o porquê de tanta perseguição? A cobra, então, respondeu: É por que você está brilhando demais.
O fato: Delano, desmaiado, foi levado em um táxi para o hospital municipal. Foi atendido pela médica Lívia Corrêa e encaminhado à UTI. Morreu minutos depois de ter recebido os primeiros procedimentos. Não havia médico cardiologista de plantão.
A versão: Uma ‘junta’ de dirigentes municipais diz que Dalano foi bem atendido e que recebeu o tratamento adequado. O trio garantiu que havia cardiologista no momento da internação, mas até agora não informou o nome do referido cardiologista.
O fato: O estado físico e mental de Delano já apresentava sinais evidentes de desgastes. Safenado, endividado, isolado politicamente, o vice-prefeito se queixava, até publicamente, ser vítima de perseguição do presidente do PDT e do secretário de planejamento.
A versão: Delano teria cometido irregularidades na Semab. Isso vinha sendo usado para alijá-lo das decisões estratégicas do governo municipal e não mais integrar a chapa para reeleição na condição de vice. Para manter as aparências, o presidente do PDT difundia a versão de que Delano seria candidato a vereador, o que ele negava quando perguntado.
O fato. Delano sofria pressões de todos os lados. Não era confiável para o secretário de planejamento. Quando Maria viajava, Delano virava uma rainha da Inglaterra. Não mandava na prefeitura, só assinava alguns papéis que lhe levavam, mas alguns documentos ele se negava a assinar.
A versão: Delano caiu em desgraça quando se recusou a assinar a dispensa de licitação para a construção de mini-usinas hidrelétricas. O secretário de planejamento e o presidente do PDT armaram um plano com a ajuda do sindicato dos trabalhadores rurais para apear Delano da Semab. Houve cerco ao prédio, invasão, bate-boca. Sem ter saída, Delano entregou o lugar para o presidente do PDT.
O fato: Delano já estava rompido politicamente com a administração municipal. Vinha mantendo reuniões com a oposição. Há 10 dias teve um encontro, em Brasília, como deputado federal Lira Maia. Confirmou que anunciaria o rompimento com a prefeitura somente em junho para impedir que seus indicados para trabalho temporário fossem demitidos com o amparo da lei eleitoral.
A versão: Delano era um obstáculo ao fechamento de um acordo com o PMDB. Maria do Carmo já havia oferecido o lugar de vice ao secretário de transportes José Antônio Rocha. O isolamento de Delano, agora, com sua morte, deixa a porteira aberta.
O fato: Maria, Everaldo e Osmando queriam ver Delano pelas costas. Falavam mal dele nos bastidores. Aturavam a presença dele nas inaugurações.
A versão: No dia do aniversário de Santarém, no ano passado, Delano se recusou a gravar uma entrevista para o Programa do Bacana, da TV RBA, elogiando o governo de Maria do Carmo. O vice-prefeito estava indo a todas as inaugurações de propósito, só para criar constrangimentos à prefeita.
O fato: O velório de Delano na igreja Batista ocorreu em clima de comoção, constrangimentos e mal-estar.
A versão: Delano havia se reconciliado com a igreja Batista no último domingo, após regressar de Brasília. Na quarta-feira à noite, compareceu a um culto de oração. Pediu que seu nome fosse incluído entre as intenções das preces que ali se faziam. Relatou todos os seus problemas particulares, financeiros e políticos. O pastor anotou tudo. Delano morreu de manhã. O pastor, na preleção do velório, contou a fábula da cobra e a cigarra. Dizia ele: a cobra vivia perseguindo e querendo comer a cigarra. Um dia a cigarra perguntou a cobra o porquê de tanta perseguição? A cobra, então, respondeu: É por que você está brilhando demais.
sábado, 15 de março de 2008
São Raimundo é goleado em Marabá
Terminou o jogo em Marabá.
Águia 4 x 0 São Raimundo.
Marclésio, artilheiro do campeonato paraense, fez os quatro gols da partida.
Renda: R$ 16 mil
Público:1.492 torcedores pagantes.
Águia 4 x 0 São Raimundo.
Marclésio, artilheiro do campeonato paraense, fez os quatro gols da partida.
Renda: R$ 16 mil
Público:1.492 torcedores pagantes.
àguia 4 x 0 São Raimundo
Marclésio, de pênalti, aos 45 do segundo tempo faz Águia 4 x 0 São Raimundo.
Governo determina adição de 3% de biodiesel a partir de julho
Com capacidade instalada para produzir o triplo da necessidade atual, as usinas de biodiesel vão ganhar um reforço na demanda a partir de 1º de julho. A partir dessa data, será elevada de 2% para 3% a quantidade de biodiesel que deve ser obrigatoriamente misturado ao óleo diesel oferecido nos postos de todo o país.
Nas contas do Ministério de Minas e Energia, as 37 usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) poderiam fornecer até 2,5 bilhões de litros de biodiesel por ano, quantidade suficiente para abastecer a frota nacional com misturas de até 5%. Por enquanto, com a mistura de 2%, o consumo é de aproximadamente 840 milhões de litros por ano.
O aumento de um ponto percentual, portanto, deve elevar a demanda para mais de 1,2 bilhão de litros anuais. Para o governo, um dos benefícios imediatos é a redução proporcional nas importações de óleo diesel, pois o país compra no exterior 7% do combustível utilizado.
Quando começou a valer a obrigatoriedade da mistura de 2%, em janeiro, a expectativa era de uma economia, já em 2008, de até US$ 900 milhões.
Nas contas do Ministério de Minas e Energia, as 37 usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) poderiam fornecer até 2,5 bilhões de litros de biodiesel por ano, quantidade suficiente para abastecer a frota nacional com misturas de até 5%. Por enquanto, com a mistura de 2%, o consumo é de aproximadamente 840 milhões de litros por ano.
O aumento de um ponto percentual, portanto, deve elevar a demanda para mais de 1,2 bilhão de litros anuais. Para o governo, um dos benefícios imediatos é a redução proporcional nas importações de óleo diesel, pois o país compra no exterior 7% do combustível utilizado.
Quando começou a valer a obrigatoriedade da mistura de 2%, em janeiro, a expectativa era de uma economia, já em 2008, de até US$ 900 milhões.
Águia vai derrotando São Raimundo:3x0
Em Marabá(2ºTEMPO)ÁGUIA 3 X 0 SÃO RAIMUNDO
Águia 1X0:Marclésio 2'1º
Águia 2X0:Marclésio 11'1º(100ºgol no campeonato)
Águia 3X0:Marclésio 9'2º(gol olímpico)
Águia 1X0:Marclésio 2'1º
Águia 2X0:Marclésio 11'1º(100ºgol no campeonato)
Águia 3X0:Marclésio 9'2º(gol olímpico)
São Raimundo x Águia
Pela 8ª rodada do Parazão 2008, no estádio Zinho de Oliveira em Marabá, às 18h30, Águia e São Raimundo fazem o segundo jogo da rodada no sábado, que começou de manhã com a vitória do Ananindeua sobre o Pedreira por 2x1.
Defensoria Pública em Santarém
Do site Agonia ou Extase
O NAECA - Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do Estado do Pará estará sendo implantado em Santarém, no próximo mês.A Prefeitura Municipal local não ofereceu nenhum apoio ao treinamento da equipe interdisciplinar formada por Defensores Públicos e técnicos da área social, que irão prestar atendimento jurídico-social, inclusive auxiliando os Defensores Públicos do Estado nas áreas da infanto-juvenil, mesmo a prefeita sendo uma promotora pública e sabedora da necessidade desta atenção.
Deveria ser orientada pelo gestor de Augusto Correa, que montou toda a infra-estrutura, contratou técnicos para que o programa funcionasse naquele município.
O NAECA - Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do Estado do Pará estará sendo implantado em Santarém, no próximo mês.A Prefeitura Municipal local não ofereceu nenhum apoio ao treinamento da equipe interdisciplinar formada por Defensores Públicos e técnicos da área social, que irão prestar atendimento jurídico-social, inclusive auxiliando os Defensores Públicos do Estado nas áreas da infanto-juvenil, mesmo a prefeita sendo uma promotora pública e sabedora da necessidade desta atenção.
Deveria ser orientada pelo gestor de Augusto Correa, que montou toda a infra-estrutura, contratou técnicos para que o programa funcionasse naquele município.
MADEIRA
No R-70 deste sábado:
Enfim
A primeira reunião do Grupo de Acompanhamento da crise do setor florestal, este ano, está marcada para esta segunda-feira, no Conselho Estadual de Meio Ambiente. Prefeitos, deputados, trabalhadores, empresários e profissionais do setor florestal vão discutir soluções para a liberação de planos de manejo e de licenças ambientais pendentes na Secretaria do Meio Ambiente.
Pilha
Desta vez, o secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, estará presente e ouvirá os questionamentos do setor, além de apresentar as medidas tomadas pela sua secretaria para conter a crise. Na última reunião do grupo, que ocorreu em dezembro, foi apresentado um balanço que, na época, apontava a existência de mais de 900 planos de manejo florestal e 104 projetos de reflorestamento aguardando liberação, sem contar os processos de renovação de licença de operação, que passavam de 500.
Enfim
A primeira reunião do Grupo de Acompanhamento da crise do setor florestal, este ano, está marcada para esta segunda-feira, no Conselho Estadual de Meio Ambiente. Prefeitos, deputados, trabalhadores, empresários e profissionais do setor florestal vão discutir soluções para a liberação de planos de manejo e de licenças ambientais pendentes na Secretaria do Meio Ambiente.
Pilha
Desta vez, o secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, estará presente e ouvirá os questionamentos do setor, além de apresentar as medidas tomadas pela sua secretaria para conter a crise. Na última reunião do grupo, que ocorreu em dezembro, foi apresentado um balanço que, na época, apontava a existência de mais de 900 planos de manejo florestal e 104 projetos de reflorestamento aguardando liberação, sem contar os processos de renovação de licença de operação, que passavam de 500.
Tribunal do júri condena agricultores
Os agricultores da comunidade de Santana do Ituqui, Marcilio Siqueira Santose Gilvane Néris Santos foram condenados na madrugada de hoje pelo Tribunaldo Júri da 6ª Vara Penal, por terem assassinado à pauladas o tambémagricultor Cleiton Guimarães, em 18.08.2005.
A sessão se arrastou até às três da manhã, depois de serem ouvidas 10 testemunhas.
Os defensores públicos Adleer Sirotheau e Danylo Colares defenderam a tesede negativa de autoria, mas os sete jurados do Conselho de Sentença acatarama tese defendida pela promotora Érika Oliveira, de homicídio duplamentequalificado, cometido por motivos torpe e fútil, e sem dar condições dedefesa à vítima, que estava embriagada.
O juiz Alessandro Ozanan, da 6ª Vara Penal, definiu a pena dos condenados em 18 anos e 6 meses de reclusão para Marcílio e 17 anos e 6 meses de reclusãopara Gilvane. A defesa não se pronunciou se vai recorrer da decisão.
(Fonte: 6ª Vara Penal)
A sessão se arrastou até às três da manhã, depois de serem ouvidas 10 testemunhas.
Os defensores públicos Adleer Sirotheau e Danylo Colares defenderam a tesede negativa de autoria, mas os sete jurados do Conselho de Sentença acatarama tese defendida pela promotora Érika Oliveira, de homicídio duplamentequalificado, cometido por motivos torpe e fútil, e sem dar condições dedefesa à vítima, que estava embriagada.
O juiz Alessandro Ozanan, da 6ª Vara Penal, definiu a pena dos condenados em 18 anos e 6 meses de reclusão para Marcílio e 17 anos e 6 meses de reclusãopara Gilvane. A defesa não se pronunciou se vai recorrer da decisão.
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Ingresso para ouvir Miriam Leitão em Belém custa R$ 150,00
"Conjuntura Econômica e Perspectivas".
Este é o tema da palestra que a jornalista Miriam Leitão, comentarista do Bom Dia Brasil e Rádio CBN, colunista do jornal O Globo, e entrevistadora da Globo News fará em Belém, dia 17 de março, segunda-feira, no salão Karajás do Hilton Hotel.
Quem quiser assisitir à palestra de Mirian Leitão terá de pagar R$ 150,00.
Este é o tema da palestra que a jornalista Miriam Leitão, comentarista do Bom Dia Brasil e Rádio CBN, colunista do jornal O Globo, e entrevistadora da Globo News fará em Belém, dia 17 de março, segunda-feira, no salão Karajás do Hilton Hotel.
Quem quiser assisitir à palestra de Mirian Leitão terá de pagar R$ 150,00.
PONTUANDO - José Olivar
O resultado da votação para Desembargador, pelos advogados, para escolha da lista sêxtupla não causou muita surpresa, exceto a quem pensava que certos candidatos não lograriam êxito. Eis a lista dos seis mais votados, pela ordem: Haroldo Guilherme, Edílson Dantas, Paulo Klautau Filho, Ana Maria Barata, Paulo Weyl e Leonam Cruz. Vamos aguardar a lista tríplice do TJE. * A entrevista concedida a esta coluna pela Desembargadora Albanira Bemerguy tem gerado comentários positivos pela firmeza das respostas. * A posse do suplente do PSDB, Francisco de Sousa (Chiquinho da UMES), que ganhou a vaga de vereador com a decisão do TRE contra o Luiz Alberto, foi efetivada quarta-feira, pela Presidência da Casa, após o novo Vereador comparecer ao Plenário com a documentação necessária. * O STF, infelizmente, manteve decisão da 16ª Vara do Distrito Federal que julgou ilegal greve dos advogados públicos federais deflagrada desde 17/01/08. * Atenção advogados: o TST decidiu, pela 6ª Turma, que a multa de 10%, do art. 485-J do CPC, incidente nas execuções, não se aplica ao processo trabalhista *Você sabia que medida provisória pode regulamentar lei? O STF decidiu positivamente. * Os usuários de telefones fixos querem saber qual a razão de se discar o número e só completar a chamada após se discar a segunda vez, Com a palavra a OI/TELEMAR. * O sinal da Tim é igual caprino: não pode ver chuva que se esconde. Que sofram os usuários! * O deputado Lelo Coimbra do PMDB/ES, quer criar um cadastro nacional de condenados por atos de improbidade administrativa para que todos os cidadãos tenham acesso. * Está em estudo na Câmara Federal projeto de lei que inclui nos concursos públicos a obrigatoriedade de questões sobre o Estatuto da Advocacia. * Mais de 1,2 milhões de contribuintes em todo o Brasil, já entregaram a declaração do Imposto de Renda na primeira semana após o início do envio de informações. * O brusco falecimento do Vice-Prefeito Delano Riker pegou a todos de surpresa. Meus pêsames à família. Sua morte desfalca o PDT do Vice-Governador Odair Corrêa. * Têm pessoas que escondem nas lágrimas e na cara triste as traições e maldades do passado. Quanta perfídia! * Quem votou na Ana Júlia já deve ter se arrependido muito, principalmente quem precisou do Hospital Regional para tratamento de alta complexidade inexistente naquele Hospital, pois até hoje só funciona na propaganda.
MANCHETES DA EDIÇÃO IMPRESSA DE O ESTADO DO TAPAJÓS
MP NOTIFICA EMPRESAS QUE MEIA-PASSAGEM É ILIMITADA
ALTA DO PEIXE PODE LEVAR AO CONSUMO DE CARNE NA SEMANA SANTA
PROMOTORA INSPECIONA TERMINAL NA SEGUNDA-FEIRA
86 CASOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MENOR
INCRA INICIA LEGALIZAÇÃO DE ASSENTAMENTOS
HOSPITAL REGIONAL NÃO TEM AUTONOMIA, DESABAFA MÉDICO
ALTA DO PEIXE PODE LEVAR AO CONSUMO DE CARNE NA SEMANA SANTA
PROMOTORA INSPECIONA TERMINAL NA SEGUNDA-FEIRA
86 CASOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MENOR
INCRA INICIA LEGALIZAÇÃO DE ASSENTAMENTOS
HOSPITAL REGIONAL NÃO TEM AUTONOMIA, DESABAFA MÉDICO
Lojistas culpam prefeitura pelos estragos causados por forte chuva
Lojistas do chamado Belocentro, a avenida Lameira Bitencourt, tiveram enormes prejuízos com a chuva que caiu esta madrugada sobre Santarém.
Revoltados, os comerciantes responsabilizam a prefeita Maria do Carmo pelos prejuízos causados pela enxurrada que invadiu as lojas.
Só em uma tradicional sapataria foram perdidos 2 mil pares de calçados.
Segundo os lojistas, o nível alto do passeio e a falta de uma drenagem adequada no calçadão faz com que as lojas fiquem vulneráveis à invasão da água da chuva.
Revoltados, os comerciantes responsabilizam a prefeita Maria do Carmo pelos prejuízos causados pela enxurrada que invadiu as lojas.
Só em uma tradicional sapataria foram perdidos 2 mil pares de calçados.
Segundo os lojistas, o nível alto do passeio e a falta de uma drenagem adequada no calçadão faz com que as lojas fiquem vulneráveis à invasão da água da chuva.
Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto


Santarém 1943 - O primeiro ginásio
Santarém estava mesmo muito longe de tudo, até da capital do Estado, conforme atesta esta notícia. Era preciso ter paciência para esperar qualquer providência vinda de fora e ainda ficar alegre quando ela, mesmo ainda sem estar realizada, pelo menos se encontrava em andamento. A nota também revela como foi difícil criar o primeiro ginásio do município.
Depois de longas semanas de espera, a diretoria do Ginásio Dom Amando recebeu a grata notícia de que o Ministério da Educação havia designado para fazer a verificação local do Ginásio Dom Amando ao Inspetor do Colégio N. S. do Carmo Teodósio Rosa. Com esta designação, a luta de longos anos pela criação dum ginásio em Santarém foi coroada com uma brilhante vitória, que é tanto mais significativa porque alcançada em tempos tão difíceis como os que vivemos.
Depois de longas semanas de espera, a diretoria do Ginásio Dom Amando recebeu a grata notícia de que o Ministério da Educação havia designado para fazer a verificação local do Ginásio Dom Amando ao Inspetor do Colégio N. S. do Carmo Teodósio Rosa. Com esta designação, a luta de longos anos pela criação dum ginásio em Santarém foi coroada com uma brilhante vitória, que é tanto mais significativa porque alcançada em tempos tão difíceis como os que vivemos.
Dom Amando, 65 anos
Paulo Bemerguy
(...)
Ninguém que tenha passado pelo Dom Amando se esquecerá da professora Edith Bemerguy, a secretária. Com sua voz mansa e doce, sua letra de beleza incomparável que emoldurava os boletins que os alunos recebiam, seus passos cadenciados, sua elegância sóbria, a atenção permanente que tinha em relação a qualquer um - tudo isso cativava os alunos que passaram por lá. Olhar para aquelas janelas – aquelas duas, do lado esquerdo de quem fica de frente para o colégio – é ver Edith na secretaria, primeiro acompanhada de dona Adahil, depois de Elaine Kzan, Maria José e outras que o tempo não permite mais lembrar.
Ninguém se esquecerá do professor Emir – o Emir Bemerguy, que ali lecionou por muitos anos, em várias passagens alternadas durante sua carreira no magistério.
Ninguém que tenha passado pelo Dom Amando se esquecerá da professora Gersa, a mestra Gersonita Carneiro – que distribuía os “avisos” durante a oração do início das aulas e arrematava com os “deméritos” logo depois.
Não haverá quem não se lembre de irmão José Ricardo Kinsman, o diretor que inspirava terror para muitos e respeito a outros tantos, mas que cultivou amizades que se mantiveram duradouras para sempre.
Não haverá quem não se lembre de irmão Kevin, um dos “professores de disciplina” de mais longa “gestão”; de irmão Leonardo, com ser ar imponente que escondia o bonachão que sempre foi; de irmão Ronaldo, com seu enorme coração; de irmão Haroldo, com suas preleções religiosas que às vezes tomavam as aulas inteiras de inglês; de irmão Ernesto, com seu esforço para fazer a turma compreender aquelas fórmulas incompreensível de Física; do irmão Tomé – que fazia da Física e da Matemática obstáculos às vezes intransponíveis para quem estudava com ele; da professora Rosinete Amaral - com suas aulas de geografia e os mapas que ela passava como trabalhos de casa, para que os alunos soubessem onde ficavam os mais remotos recantos do planeta; do Bernardo (de História) – por onde andará o Bernardo?; da professora Alciete, que ensinava Biologia; do professor Olindo Neves, de Português e Literatura; da professora Celeste Guerreiro (também de Geografia, que falava uma aula inteira sem consulta uma anotação sequer).
Ninguém que tenha estudado no Dom Amando – lá pela década de 60 e 70 – dirá que não conhece Maria Alves Bastos, a dona Maria, a do lanche; a dona Maria da cantina, que criou 11 filhos graças, em boa parte à labuta de encher a pança de esfomeados estudantes que não se continham diante de seus croquetes, de seus sanduíches, de seus pastéis, dos sucos deliciosos que vendia. Maria Alves – quem olha pra ela ainda hoje, aos 86 anos e já longe de Santarém, vê a alma preciosa, nota logo o heroísmo das mães que, como ela, fizeram do colégio a extensão de sua casa e deram exemplos magníficos de humildade, trabalho e inteireza moral a tanta gente.
Ninguém que tenha estudado no Dom Amando se esquecerá do Bianor (o “Tuba” – como o chamavam pelos cantos, para escaparem de sua reação não muito amistosa), do Abdala nas aulas de educação física, da dona Ester e de dona Bibliana, que por muitos anos trabalharam na clausura da congregação.
No Dom Amando, muito encontraram suas esposas e maridos. Hoje, muitos dos que estão fora de Santarém não deixam de apresentar o colégio aos filhos e filhas.- Foi ali que estudei – é o que dizem às “crianças”.
Eles e elas olham para o Dom Amando, fazem uma pergunta ou outra, mas logo procuram outras paisagens, talvez o azul do Tapajós que se esparrama em frente à cidade.Não são nem capazes de imaginar que aquilo ali não é um prédio qualquer. É vida, é saudade, é gente, são lembranças – ternas e inesquecíveis.
“Meu Colégio Dom Amando / fonte do saber / tua fama está aumentando / como o meu querer / Salve, salve, alma mater / Glória do Brasil...)
Meu Colégio Dom Amando. Que passou por lá, jamais deixará de tê-lo como seu.
Para toda a vida.
(...)
Ninguém que tenha passado pelo Dom Amando se esquecerá da professora Edith Bemerguy, a secretária. Com sua voz mansa e doce, sua letra de beleza incomparável que emoldurava os boletins que os alunos recebiam, seus passos cadenciados, sua elegância sóbria, a atenção permanente que tinha em relação a qualquer um - tudo isso cativava os alunos que passaram por lá. Olhar para aquelas janelas – aquelas duas, do lado esquerdo de quem fica de frente para o colégio – é ver Edith na secretaria, primeiro acompanhada de dona Adahil, depois de Elaine Kzan, Maria José e outras que o tempo não permite mais lembrar.
Ninguém se esquecerá do professor Emir – o Emir Bemerguy, que ali lecionou por muitos anos, em várias passagens alternadas durante sua carreira no magistério.
Ninguém que tenha passado pelo Dom Amando se esquecerá da professora Gersa, a mestra Gersonita Carneiro – que distribuía os “avisos” durante a oração do início das aulas e arrematava com os “deméritos” logo depois.
Não haverá quem não se lembre de irmão José Ricardo Kinsman, o diretor que inspirava terror para muitos e respeito a outros tantos, mas que cultivou amizades que se mantiveram duradouras para sempre.
Não haverá quem não se lembre de irmão Kevin, um dos “professores de disciplina” de mais longa “gestão”; de irmão Leonardo, com ser ar imponente que escondia o bonachão que sempre foi; de irmão Ronaldo, com seu enorme coração; de irmão Haroldo, com suas preleções religiosas que às vezes tomavam as aulas inteiras de inglês; de irmão Ernesto, com seu esforço para fazer a turma compreender aquelas fórmulas incompreensível de Física; do irmão Tomé – que fazia da Física e da Matemática obstáculos às vezes intransponíveis para quem estudava com ele; da professora Rosinete Amaral - com suas aulas de geografia e os mapas que ela passava como trabalhos de casa, para que os alunos soubessem onde ficavam os mais remotos recantos do planeta; do Bernardo (de História) – por onde andará o Bernardo?; da professora Alciete, que ensinava Biologia; do professor Olindo Neves, de Português e Literatura; da professora Celeste Guerreiro (também de Geografia, que falava uma aula inteira sem consulta uma anotação sequer).
Ninguém que tenha estudado no Dom Amando – lá pela década de 60 e 70 – dirá que não conhece Maria Alves Bastos, a dona Maria, a do lanche; a dona Maria da cantina, que criou 11 filhos graças, em boa parte à labuta de encher a pança de esfomeados estudantes que não se continham diante de seus croquetes, de seus sanduíches, de seus pastéis, dos sucos deliciosos que vendia. Maria Alves – quem olha pra ela ainda hoje, aos 86 anos e já longe de Santarém, vê a alma preciosa, nota logo o heroísmo das mães que, como ela, fizeram do colégio a extensão de sua casa e deram exemplos magníficos de humildade, trabalho e inteireza moral a tanta gente.
Ninguém que tenha estudado no Dom Amando se esquecerá do Bianor (o “Tuba” – como o chamavam pelos cantos, para escaparem de sua reação não muito amistosa), do Abdala nas aulas de educação física, da dona Ester e de dona Bibliana, que por muitos anos trabalharam na clausura da congregação.
No Dom Amando, muito encontraram suas esposas e maridos. Hoje, muitos dos que estão fora de Santarém não deixam de apresentar o colégio aos filhos e filhas.- Foi ali que estudei – é o que dizem às “crianças”.
Eles e elas olham para o Dom Amando, fazem uma pergunta ou outra, mas logo procuram outras paisagens, talvez o azul do Tapajós que se esparrama em frente à cidade.Não são nem capazes de imaginar que aquilo ali não é um prédio qualquer. É vida, é saudade, é gente, são lembranças – ternas e inesquecíveis.
“Meu Colégio Dom Amando / fonte do saber / tua fama está aumentando / como o meu querer / Salve, salve, alma mater / Glória do Brasil...)
Meu Colégio Dom Amando. Que passou por lá, jamais deixará de tê-lo como seu.
Para toda a vida.
Quem tem medo do lobo mau?
Bellini Tavares de Lima Neto
Articulista de O Estado do Tapajós
“O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (12) que o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 5,4% no ano de 2007. O valor monetário chegou a R$ 2,6 trilhões.”
Hoje a corte federal está em festa. Os especialistas esclarecem que esse crescimento se deve, por exemplo, ao crescimento do consumo das famílias. Isso, por sua vez, decorre de aceleração do crédito e da massa salarial real. Ouvi o Ministro da Fazenda explicar que isso se deve aos investimentos de longo prazo efetuados no país. Entenda-se aí por investimentos internos e externos.
Eu confesso que não entendo absolutamente nada de economia. Mas, como qualquer um, sou curioso e tenho o péssimo costume de perguntar o porquê das coisas. Considerando que desde 2003 ouço o ocupante do Palácio do Planalto dizer que agora, sim, as coisas iam decolar que nunca neste país se fez isto ou aquilo, que ele recebeu uma herança maldita do governo anterior, aí é que a minha curiosidade cresce mesmo.
Afinal, o que realmente mudou nessa tal economia além do cenário internacional que, segundo os entendidos, vive um momento quase inédito de prosperidade e tranqüilidade? Os juros eram altos, os mais altos do planeta. Continuam altos. A inflação estava controlada desde 1994. Continua controlada. O ocupante do Palácio do Planalto vivia dizendo que o Brasil não deveria pagar a dívida externa, pois isso afrontava o povo. Também criticava duramente o tamanho da carga tributária e quase pegou em armas quando da criação da CPMF. Agora, recentemente, vejo o próprio festejando porque pagamos a dívida externa. Também vejo o distinto xingando céus e terras porque não prorrogaram a maldita CPMF que ele tanto odiava.
Durante anos a fio o partido do nosso homem, comandado por ele, se reservava o monopólio da ética, tanto na sociedade quanto na política. A marca do discurso era o rigor absoluto e incondicional no combate à corrupção e a todas as velhas práticas usuais entre os políticos brasileiros. De repente, tudo o que era alvo da fúria da turma virou a prática da turma. Até o velho caixa 2 passou a ser uma prática comum na política.
O que será, então, que aconteceu no país para estimular o investimento interno e externo? Aí começo a me lembrar do clima de catástrofe que tomou conta do Brasil às vésperas das eleições em 2002. O caos já estava no horizonte porque “ele” estava em vias de ser eleito. O dólar foi às alturas, falava-se em inflação dos tempos do Sarney (um dos grandes inimigos) e retorno dos controles de preço, além dos riscos de desapropriações pelos MST da vida. Aí, “ele” ganhou, se instalou no Palácio, mudou a face do programa Bolsa-Familia para distribuir um dinheirinho aos necessitados (um percentual imenso da população), manteve tudo o que existia antes, inclusive as velhas práticas tradicionais na política nacional. Ora, medo do que? Se o único perigo para o velho “status” nacional era aquele, vamos lá, minha gente, vamos lá por que “ele” é um dos nossos.
Não acho que não haja méritos nessa corte federal. Os entendidos dizem que na conjuntura mundial, era possível fazer muito mais. Ora, não vamos ser ranhetas. Alguma coisa já avançou. O que fica difícil, mesmo, é continuar ouvindo essa ladainha do “nunca neste país”. Seu moço, se o senhor tivesse feito ou tentado fazer só um pouco daquele barulho que fazia antes, não tinha nem federal, nem corte. Corta essa, moço. E deixa o Raulzito em paz porque ele estava falando de outra coisa.
12 de março de 2008
Articulista de O Estado do Tapajós
“O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (12) que o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 5,4% no ano de 2007. O valor monetário chegou a R$ 2,6 trilhões.”
Hoje a corte federal está em festa. Os especialistas esclarecem que esse crescimento se deve, por exemplo, ao crescimento do consumo das famílias. Isso, por sua vez, decorre de aceleração do crédito e da massa salarial real. Ouvi o Ministro da Fazenda explicar que isso se deve aos investimentos de longo prazo efetuados no país. Entenda-se aí por investimentos internos e externos.
Eu confesso que não entendo absolutamente nada de economia. Mas, como qualquer um, sou curioso e tenho o péssimo costume de perguntar o porquê das coisas. Considerando que desde 2003 ouço o ocupante do Palácio do Planalto dizer que agora, sim, as coisas iam decolar que nunca neste país se fez isto ou aquilo, que ele recebeu uma herança maldita do governo anterior, aí é que a minha curiosidade cresce mesmo.
Afinal, o que realmente mudou nessa tal economia além do cenário internacional que, segundo os entendidos, vive um momento quase inédito de prosperidade e tranqüilidade? Os juros eram altos, os mais altos do planeta. Continuam altos. A inflação estava controlada desde 1994. Continua controlada. O ocupante do Palácio do Planalto vivia dizendo que o Brasil não deveria pagar a dívida externa, pois isso afrontava o povo. Também criticava duramente o tamanho da carga tributária e quase pegou em armas quando da criação da CPMF. Agora, recentemente, vejo o próprio festejando porque pagamos a dívida externa. Também vejo o distinto xingando céus e terras porque não prorrogaram a maldita CPMF que ele tanto odiava.
Durante anos a fio o partido do nosso homem, comandado por ele, se reservava o monopólio da ética, tanto na sociedade quanto na política. A marca do discurso era o rigor absoluto e incondicional no combate à corrupção e a todas as velhas práticas usuais entre os políticos brasileiros. De repente, tudo o que era alvo da fúria da turma virou a prática da turma. Até o velho caixa 2 passou a ser uma prática comum na política.
O que será, então, que aconteceu no país para estimular o investimento interno e externo? Aí começo a me lembrar do clima de catástrofe que tomou conta do Brasil às vésperas das eleições em 2002. O caos já estava no horizonte porque “ele” estava em vias de ser eleito. O dólar foi às alturas, falava-se em inflação dos tempos do Sarney (um dos grandes inimigos) e retorno dos controles de preço, além dos riscos de desapropriações pelos MST da vida. Aí, “ele” ganhou, se instalou no Palácio, mudou a face do programa Bolsa-Familia para distribuir um dinheirinho aos necessitados (um percentual imenso da população), manteve tudo o que existia antes, inclusive as velhas práticas tradicionais na política nacional. Ora, medo do que? Se o único perigo para o velho “status” nacional era aquele, vamos lá, minha gente, vamos lá por que “ele” é um dos nossos.
Não acho que não haja méritos nessa corte federal. Os entendidos dizem que na conjuntura mundial, era possível fazer muito mais. Ora, não vamos ser ranhetas. Alguma coisa já avançou. O que fica difícil, mesmo, é continuar ouvindo essa ladainha do “nunca neste país”. Seu moço, se o senhor tivesse feito ou tentado fazer só um pouco daquele barulho que fazia antes, não tinha nem federal, nem corte. Corta essa, moço. E deixa o Raulzito em paz porque ele estava falando de outra coisa.
12 de março de 2008
Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto
Everaldo e Selma Martins, im memorian
Centro Recreativo em festa
Em outubro de 1965 o Centro Recreativo realizou uma grande festa-dançante (com o conjunto musical de Lélio Henriques, de Belém) para comemorar os seus 31 anos de existência e a posse (a uma e meia da madrugada) da nova diretoria, que era a anterior, reeleita. O presidente era o prefeito, Everaldo Martins. O vice, José Batista Capeloni. Como 1º secretário, Raimundo Ivan de Vasconcelos; 2º secretário, Luiz Vasconcelos Lisboa; 1º secretário, Raimundo da Silva Vasconcelos; 2º tesoureiro, Izaías Vasconcelos Lisboa; diretor social, Wilson da Costa Pereira; diretor artístico, Sebastião Nogueira Sirotheau; diretor de sede, Antônio Carlos de Melo.
PROPAGANDA
O adeus impresso
Anúncio de 1952:
"Júlio Rodrigues Costa e família, retirando-se deste Estado para o interior do Estado de Pernambuco, onde vai fixar residência, na impossibilidade de despedir-se pessoalmente dos seus amigos de Brasília Legal, Itaituba, Fordlândia, Belterra, Santarém e Cacual Grande, o faz por este meio, agradecendo a todos as atenções dispensadas durante o curto espaço de 23 anos vividos nesta Tapajônia magnífica e hospitaleira, ficando à disposição dos amigos na nova residência".
VENDE-SE Aprazível Vivenda
Situada à margem esquerda do Tapajós, no distrito de Boim, com ótima casa residencial de dois pavimentos, coberta de telhas e muito ventilada, com o magnífico rio e esplêndido igarapé corrente em frente, possui milhares de pés de seringueras, castanheiras e variadas espécies de árvores frutíferas diversas. - Para melhores esclarecimentos, dirigir-se ao sr. Rui, à Travessa Silvino Pinto, nesta cidade, das 12 às 13 e das 18 às 20 horas. (1952)
Ofertas do restaurante
Restaurante Pálace, de M. S. Pinho & Cia. Serviço de lanches, com cozinha de 1ª ordem, pratos especiais em cardápio variado. Saboreie sempre os deliciosos pratos regionais. Café, leite, Nescau, Toddy, Vic-Maltema com bananas, Bananamalte, chá, Milo, coalhada, viúvas, carapinhadas, sandwiches, refrescos, saladas de frutas, omeletes, fritadas, salada de bacalhau, camarão, sardinhas, salsicha e filets. Cervejas, guaranás, Coca-Cola, quinados portugueses, vinhos, água mineral e a saborosa Cuba Libre. O ponto chic para as pessoas de bom gosto. Conforto, higiene e distinção. Aberto até as 24 horas. (1953)
AVISO
A reunião semanal das Senhoras da Caridade (obrigatória para a diretoria e visitantes) se realizará sempre nas quintas feiras, às 4 horas da tarde, no Salão Paroquial.
A reunião mensal terá lugar na segunda e quinta feira de cada mês, às 4 horas da tarde, no Salão Paroquial. Essa reunião é obrigatória para todas as associadas, visitantes e honorárias.
ANTOLOGIA
Em outubro de 1965 o Centro Recreativo realizou uma grande festa-dançante (com o conjunto musical de Lélio Henriques, de Belém) para comemorar os seus 31 anos de existência e a posse (a uma e meia da madrugada) da nova diretoria, que era a anterior, reeleita. O presidente era o prefeito, Everaldo Martins. O vice, José Batista Capeloni. Como 1º secretário, Raimundo Ivan de Vasconcelos; 2º secretário, Luiz Vasconcelos Lisboa; 1º secretário, Raimundo da Silva Vasconcelos; 2º tesoureiro, Izaías Vasconcelos Lisboa; diretor social, Wilson da Costa Pereira; diretor artístico, Sebastião Nogueira Sirotheau; diretor de sede, Antônio Carlos de Melo.
PROPAGANDA
O adeus impresso
Anúncio de 1952:
"Júlio Rodrigues Costa e família, retirando-se deste Estado para o interior do Estado de Pernambuco, onde vai fixar residência, na impossibilidade de despedir-se pessoalmente dos seus amigos de Brasília Legal, Itaituba, Fordlândia, Belterra, Santarém e Cacual Grande, o faz por este meio, agradecendo a todos as atenções dispensadas durante o curto espaço de 23 anos vividos nesta Tapajônia magnífica e hospitaleira, ficando à disposição dos amigos na nova residência".
VENDE-SE Aprazível Vivenda
Situada à margem esquerda do Tapajós, no distrito de Boim, com ótima casa residencial de dois pavimentos, coberta de telhas e muito ventilada, com o magnífico rio e esplêndido igarapé corrente em frente, possui milhares de pés de seringueras, castanheiras e variadas espécies de árvores frutíferas diversas. - Para melhores esclarecimentos, dirigir-se ao sr. Rui, à Travessa Silvino Pinto, nesta cidade, das 12 às 13 e das 18 às 20 horas. (1952)
Ofertas do restaurante
Restaurante Pálace, de M. S. Pinho & Cia. Serviço de lanches, com cozinha de 1ª ordem, pratos especiais em cardápio variado. Saboreie sempre os deliciosos pratos regionais. Café, leite, Nescau, Toddy, Vic-Maltema com bananas, Bananamalte, chá, Milo, coalhada, viúvas, carapinhadas, sandwiches, refrescos, saladas de frutas, omeletes, fritadas, salada de bacalhau, camarão, sardinhas, salsicha e filets. Cervejas, guaranás, Coca-Cola, quinados portugueses, vinhos, água mineral e a saborosa Cuba Libre. O ponto chic para as pessoas de bom gosto. Conforto, higiene e distinção. Aberto até as 24 horas. (1953)
AVISO
A reunião semanal das Senhoras da Caridade (obrigatória para a diretoria e visitantes) se realizará sempre nas quintas feiras, às 4 horas da tarde, no Salão Paroquial.
A reunião mensal terá lugar na segunda e quinta feira de cada mês, às 4 horas da tarde, no Salão Paroquial. Essa reunião é obrigatória para todas as associadas, visitantes e honorárias.
ANTOLOGIA
Um domingo na Santarém de 1952
O "Diálogo com um visitante", escrito sob o pseudônimo de Chris e publicado na edição nº 9 do jornal O Baixo Amazonas, é um retrato bem humorado e realista de Santarém no ano de 1952. A partir de um São Raimundo x São Francisco, o Rai-Fran, clássico do futebol, ele mostra como era a vida naquela cidade acanhada. Mas, a rigor, mudou muito de lá para cá?
Domingo, manhã amena, céu límpido, pouca ventilação, perguntei-me: o que fazer?
Vai à missa.
Depois?
A não ser o ambiente mesclado de álcool e fumo dos salões de snooker [sinuca em inglês] dos botequins, só as praias, que, aliás, por todos os motivos, é o lugar mais aconselhável.
E depois?
Almoças, dormes a tua sesta até as 15 horas, depois apanhas um carro, dás umas voltas pela cidade, tomas umas cervejas...
E depois?
Depois! Ah! Hoje há jogo no Estádio Municipal; e que jogão, e entre os maiorais do futebol da cidade - S. Francisco x S. Raimundo.
Ótimo. Então, lá nos encontraremos.
Feito. Até.
Até.
Às 16 horas, no Estádio Municipal.
Olá, já por aqui?
É verdade; segui os teus conselhos, saiu tudo OK. Que praias bonitas, que garotas formidáveis. As ruas é que são mal tratadas parece que os prefeitos daqui não lhes têm prestado a menor assistência.
Não só as ruas, mas quase todos os problemas que se prendem ao conforto público.
Que tristeza; é uma cidade bem grande e bonita... vamos entrar?
Dê-me duas entradas.
Está curto, meu caro amigo!
Curto por quê? Não custa CINCO CRUZEIROS cada uma?
Não, senhor! OITO CRUZEIROS.
Mas por quê?
O senhor não sabe que o jogo hoje é de reconciliação entre os dois grandes que estavam brigados a quase cinco meses, e este será o jogo para ratearem os laços de cordialidade esportiva?!
Formidável!!! Sendo assim, vale mais de Cr$ 8,00 porque vamos ver uma partida de futebol 100%.
Bonito campo; que arquibancadas confortáveis. Cimento armado, não?
É, são de cimento armado.
Vem cá; esta parte aqui avançada não prejudica a visão dos assistentes das extremidades? Para que é isto?
Isto é para as autoridades.
Mas por quê? As autoridades daqui são míopes que precisam estar mais à frente que os outros?
Não; é que o construtor do Estádio achou que estas deviam ficar em plano mais destacado.
Muito bem: só sendo mesmo. Mas sim, são 16,30 e não começa. O BIG jogo?
Parece que está faltando ÁRBITRO.
Mas o juiz não foi escolhido pela LIGA?
Que Liga. A Liga daqui, não liga. Os seus organizadores trabalharam demais, não concluíram nada; cansaram e consta-me que já largaram ou vão largar.
Graças, já agarram um para apitar.
É, para apitar mesmo, porque para ser juiz de futebol é preciso conhecer bastante regra, ter prática e muito jeito, porque não é qualquer mal-enjambrado que se desincumbe de mediador de um grande jogo como o de hoje. Olha, este bando de camisa azul, é o S. Francisco, "o maioral", e o outro, que tem o uniforme parecido com o do Vasco, é o S. Raimundo. Já escolheram o campo, 16,40 (ao trilar do apito).
Que saída boa. Ataca o S. Raimundo. Este rapaz joga bem! Como é o nome dele?
DêDê. Upa; foul.
Quem é este zagueiro?
É o Manoel Luiz.
Ele joga forte, não é?
É.
Vê o rapaz como ficou todo ferido.
O encontro foi casual, ele feriu-se nas pedras.
Nas pedras!? E há pedras no campo?
Repara: há grama, areia e pedras.
Mas por que tanta areia e pedras?
Isto precisa de muito tempo para explicar. Olha como está sangrando.
E a ambulância?
Que ambulância... Isto aqui é artigo de luxo, quando um atleta se machuca como aconteceu com este, ele que se arranje. Os companheiros de clube é que acodem. Ministram os curativos de emergência com o medicamento melhor que se encontra no campo: "gelo". Ataduras são pedaços de fraldas de camisa de torcedores ranzinzas e... abnegados. Goal [gol] do S. Francisco. Um a zero.
Que bonito gol.
Saída, ataque do S. Francisco; 2º goal. Nova saída, outra investida do S. Francisco e 3º goal.
Eh! Este tal S. Raimundo não agüenta.
É, eles estão jogando mal; aliás, eles têm melhor padrão de jogo. Não sei o que há com eles hoje; estão quase desarticulados.
O juiz está apitando bem.
Upa! foul [falta] do S. Raimundo. O juiz marcou. Confusão no campo; parece que o juiz expulsou alguém.
Expulsou mesmo. Ele não quer sair.
É do S. Francisco, não é?
É. Então não sai.
Mas não sai?
Não.
E a polícia?
Que polícia!
É verdade, ainda não vi nenhum policial no campo. Por quê? Não há policial nesta terra?
Há. Polícia há, meu velho. Acontece que, além de ser deficiente para vigilância total da cidade, que não é pequena, os organizadores do prélio não requisitaram seus serviços. Segundo ouvi aquele senhor gordo, se "slack" estar dizendo.
E agora, o que se faz, vamos embora?
Não, vamos esperar; pode ser que eles cheguem a uma conclusão.
Eh! bolo na bilheteria; o pessoal quer devolução do dinheiro.
Ora! Por certo; apenas 20 minutos de jogo.
Olha, tu disseste que não havia polícia. Está aí.
É; estão apreendendo a renda.
E o que eles fazem destas "gaitas"?
São para o Asilo.
E os promotores do match, o big jogo de confraternização?
Ah! os clubes daqui são ricos, não fazem caso de dinheiro; jogam por jogar.
Ótimo. Esta vai para o meu caderno.
Eh! o juiz está apitando mais que "canário belga".
Não resolve. Nem os jogadores, nem os dirigentes dos clubes, nem o público em geral se apercebe do "trilar do apito".
É, estou vendo que não adianta nós ficarmos aqui; a polícia já levou a renda, inclusive os Cr$ 16,00.
O rapaz não saiu e nem o jogo prossegue.
Ele ia sair, não viste? Chegou a tirar a camisa; mas os diretores do clube o impediram.
É por estas e outras que há vários elementos indisciplinados nos esportes.
Isto é em toda parte.
Sim, em toda parte e de um modo geral.
Ouve: o juiz ainda está apitando, já agora não parece canário belga, mas sim uma triste coruja.
Coitado... fica de beiço inchado e ninguém dá a menor importância ao "trilar do apito".
Bem, vais mesmo ao cinema?
Vou.
Então, até por lá.
Até.
sexta-feira, 14 de março de 2008
CA$AMENTO
Quando duas pessoas, uma destas com ar juvenil, e a outra toda poderosa se enlaçam, tem tudo para virar uma dupla explo$iva.
Senhores, façam as suas apostas.
Senhores, façam as suas apostas.
MPF exige suspensão do desconto sobre aposentadorias
O Ministério Público Federal (MPF) no Pará quer que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja obrigado a suspender com urgência os descontos sobre aposentadorias ou pensões dos beneficiários que aleguem não terem assinado os contratos de empréstimos consignados. O MPF também pede à Justiça Federal que obrigue as instituições bancárias a devolverem em dobro os descontos efetuados indevidamente. Na ação civil pública, ajuizada nesta sexta-feira, 14 de março, é solicitado que tais determinações tenham abrangência nacional.
As investigações no MPF começaram em 2007, a partir de denúncia de beneficiário do INSS cuja aposentadoria sofreu descontos para pagamento de um empréstimo de R$ 3 mil no banco BMC. O beneficiário garante que não autorizou o empréstimo e que procurou resolver a questão no INSS, sem sucesso. Depois dessa primeira denúncia, o MPF recebeu dezenas de depoimentos de aposentados e pensionistas que tinham a mesma reclamação.
O INSS possui um sistema para tentar identificar descontos irregulares, mas o caminho até uma decisão final é muito longo e os beneficiários não têm condições financeiras para aguardar tanto tempo até terem o dinheiro de volta, explica na ação o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino.
As investigações no MPF começaram em 2007, a partir de denúncia de beneficiário do INSS cuja aposentadoria sofreu descontos para pagamento de um empréstimo de R$ 3 mil no banco BMC. O beneficiário garante que não autorizou o empréstimo e que procurou resolver a questão no INSS, sem sucesso. Depois dessa primeira denúncia, o MPF recebeu dezenas de depoimentos de aposentados e pensionistas que tinham a mesma reclamação.
O INSS possui um sistema para tentar identificar descontos irregulares, mas o caminho até uma decisão final é muito longo e os beneficiários não têm condições financeiras para aguardar tanto tempo até terem o dinheiro de volta, explica na ação o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino.
Sespa recebe dinheiro de volta da OS que administrava hospital regional de Santarém
Somente após sete ofícios indagando o número da conta bancária da Sespa para que fosse efetivado a devolução do saldo das verbas repassadas à Maternidade do Povo pelo governo do estado é que tal mistério foi desfeito.
Na última sexta-feira, com a localização da conta, a OS pôde, enfim, devolver cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos. Medida que o médico Paulo Monteiro desejava tomar desde agosto do ano passado.
Enquanto isso, o Hospital Regional vive dias de penúria.
Na última sexta-feira, com a localização da conta, a OS pôde, enfim, devolver cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos. Medida que o médico Paulo Monteiro desejava tomar desde agosto do ano passado.
Enquanto isso, o Hospital Regional vive dias de penúria.
Pré-selecionados do ProUni têm até hoje para confirmar dados
Brasília - O programa Universidade para Todos (ProUni) prorrogou até esta sexta-feira (14) o prazo para que os candidatos pré-selecionados na última chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União dessa quinta-feira (13). O prazo para as instituições de ensino superior registrarem no sistema do ProUni os candidatos que comprovaram a inscrição também foi prorrogado. Elas têm até terça-feira (18), às 20h, para fazer o registro. Os candidatos podem conferir se foram pré-selecionados na página do programa.
(Agência Brasil)
(Agência Brasil)
Bispo sob proteção
O bispo do Xingu Dom Erwin Klautner esteve em Santarém participando de um evento da diocese, no centro de convenções em Emaús. Hoje cedo, escoltado pela PM, o bispo retornou a Altamira.
Dom Erwin recebe proteção policial desde que, em 2006, passou a receber ameaças de morte.
Dom Erwin recebe proteção policial desde que, em 2006, passou a receber ameaças de morte.
Escolas de Santarém sem aulas hoje
Estudantes de Santarém não têm aulas hoje.
Na rede estadual, as escolas aderiram à paralisação nacional pela qualidade da educação. Em Santarém, professores estaduais se reúnem durante o dia na escola São Francisco.
Na rede municipal as aulas estão suspensas devido ao luto oficial de 3 dias pela morte do vice-prefeito Delano Riker.
Na rede estadual, as escolas aderiram à paralisação nacional pela qualidade da educação. Em Santarém, professores estaduais se reúnem durante o dia na escola São Francisco.
Na rede municipal as aulas estão suspensas devido ao luto oficial de 3 dias pela morte do vice-prefeito Delano Riker.
Universidade e sociedade
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
É de admirar o potencial humano da Universidade Federal do Pará e sua baixa significação para a população do Estado no qual funciona. A UFPA é a segunda maior do país em número de alunos. Seu quadro docente exibe uma expressiva quantidade de mestres e doutores, com qualificação feita em centros de formação de conceito no país e fora dele. Há crescente atividade de pesquisa dentro do campus. Os cursos de graduação e pós-graduação se multiplicam e se aprimoram. Mas o que sai do mundo acadêmico para a vida social é pequeno e, na maioria das vezes, em descompasso com as necessidades da população. Sai defasado no tempo e deslocado no espaço.
Penso numa maneira de estreitar e intensificar o diálogo entre a UFPA, a maior instituição do ensino superior na Amazônia, e a comunidade (sob o foco da realidade): a criação de um plantão do conhecimento. Diariamente, um grupo de professores e pesquisadores da universidade se revezaria num plantão para atender as demandas da sociedade e, ao mesmo tempo, tomar a iniciativa de propor-lhe questões de vanguarda. Essa equipe ficaria numa sala com computadores e telefones de acesso gratuito aos interessados para atender consultas. Ao mesmo tempo, a assessoria de comunicação da UFPA estabeleceria ligação com a imprensa, oferecendo-lhe esse serviço de informação, intermediando as relações entre os docentes e os jornalistas.
Cada plantão seria definido pela especialização dos seus integrantes. Num dia, por exemplo, estariam disponíveis professores e pesquisadores de ciência política. No outro, de biologia. Mas haveria também plantões multidisciplinares. O atendimento podia ser individual ou coletivo, através de teleconferências, que seriam montadas conforme as circunstâncias. Um acidente, como o vazamento de caulim em Barcarena, levaria à organização de um plantão temático para esclarecer e problematizar em cima desse fato.
Seria uma espécie de “gabinete da crise” (produto que não falta no mercado amazônico), com o objetivo de confrontar o conhecimento organizado e sistematizado de uma universidade com a dinâmica da realidade de uma região carente de informações, como a Amazônia. Periodicamente a opinião pública se sente desorientada diante de acontecimentos que a surpreendem ou que não consegue entender. Outro exemplo: no dia em que a Companhia Vale do Rio Doce anunciou a instalação da primeira siderúrgica de grande porte no Pará, o plantão seria multidisciplinar (engenheiros, sociólogos, economistas, geólogos) para analisar o significado desse fato.
As sessões do plantão, que podia durar quatro horas diariamente, seriam gravadas e transcritas, formando um banco de dados, plenamente acessível através de um site específico com esse fim na internet. A universidade proporia à TV Cultura e à TV Unama que retransmitissem um sumário dos encontros dos professores com seus interlocutores, cujas visitas seriam previamente acertadas, seguindo uma agenda temática. Os participantes do plantão receberiam uma gratificação por sua atuação, que renderia ainda créditos em currículo. Funcionaria também como uma avaliação do corpo docente da universidade, aferindo a capacidade de cada profissional de responder aos desafios na sua área do conhecimento.
Espero que valha a pena pensar na sugestão. Assim, a universidade mostraria o seu valor e conquistaria o respeito dos cidadãos, que são os responsáveis por sua manutenção. A região, penhorada, agradeceria por poder ajustar a sua agenda diária ao ritmo da história. Numa região colonial, o descompasso entre os acontecimentos cotidianos e sua compreensão é a principal causa da condição colonial, que é justamente a nossa. Mas não está escrito nas estrelas que necessariamente seja assim. Os astrônomos da UFPA poderiam mostrar que não é assim, dispondo-se, como lhes propõe esta idéia, a enfrentar os desafios de uma dinâmica refratária à rigidez esquemática do conhecimento universitário isolado nas torres de marfim do campus.
Editor do Jornal Pessoal
É de admirar o potencial humano da Universidade Federal do Pará e sua baixa significação para a população do Estado no qual funciona. A UFPA é a segunda maior do país em número de alunos. Seu quadro docente exibe uma expressiva quantidade de mestres e doutores, com qualificação feita em centros de formação de conceito no país e fora dele. Há crescente atividade de pesquisa dentro do campus. Os cursos de graduação e pós-graduação se multiplicam e se aprimoram. Mas o que sai do mundo acadêmico para a vida social é pequeno e, na maioria das vezes, em descompasso com as necessidades da população. Sai defasado no tempo e deslocado no espaço.
Penso numa maneira de estreitar e intensificar o diálogo entre a UFPA, a maior instituição do ensino superior na Amazônia, e a comunidade (sob o foco da realidade): a criação de um plantão do conhecimento. Diariamente, um grupo de professores e pesquisadores da universidade se revezaria num plantão para atender as demandas da sociedade e, ao mesmo tempo, tomar a iniciativa de propor-lhe questões de vanguarda. Essa equipe ficaria numa sala com computadores e telefones de acesso gratuito aos interessados para atender consultas. Ao mesmo tempo, a assessoria de comunicação da UFPA estabeleceria ligação com a imprensa, oferecendo-lhe esse serviço de informação, intermediando as relações entre os docentes e os jornalistas.
Cada plantão seria definido pela especialização dos seus integrantes. Num dia, por exemplo, estariam disponíveis professores e pesquisadores de ciência política. No outro, de biologia. Mas haveria também plantões multidisciplinares. O atendimento podia ser individual ou coletivo, através de teleconferências, que seriam montadas conforme as circunstâncias. Um acidente, como o vazamento de caulim em Barcarena, levaria à organização de um plantão temático para esclarecer e problematizar em cima desse fato.
Seria uma espécie de “gabinete da crise” (produto que não falta no mercado amazônico), com o objetivo de confrontar o conhecimento organizado e sistematizado de uma universidade com a dinâmica da realidade de uma região carente de informações, como a Amazônia. Periodicamente a opinião pública se sente desorientada diante de acontecimentos que a surpreendem ou que não consegue entender. Outro exemplo: no dia em que a Companhia Vale do Rio Doce anunciou a instalação da primeira siderúrgica de grande porte no Pará, o plantão seria multidisciplinar (engenheiros, sociólogos, economistas, geólogos) para analisar o significado desse fato.
As sessões do plantão, que podia durar quatro horas diariamente, seriam gravadas e transcritas, formando um banco de dados, plenamente acessível através de um site específico com esse fim na internet. A universidade proporia à TV Cultura e à TV Unama que retransmitissem um sumário dos encontros dos professores com seus interlocutores, cujas visitas seriam previamente acertadas, seguindo uma agenda temática. Os participantes do plantão receberiam uma gratificação por sua atuação, que renderia ainda créditos em currículo. Funcionaria também como uma avaliação do corpo docente da universidade, aferindo a capacidade de cada profissional de responder aos desafios na sua área do conhecimento.
Espero que valha a pena pensar na sugestão. Assim, a universidade mostraria o seu valor e conquistaria o respeito dos cidadãos, que são os responsáveis por sua manutenção. A região, penhorada, agradeceria por poder ajustar a sua agenda diária ao ritmo da história. Numa região colonial, o descompasso entre os acontecimentos cotidianos e sua compreensão é a principal causa da condição colonial, que é justamente a nossa. Mas não está escrito nas estrelas que necessariamente seja assim. Os astrônomos da UFPA poderiam mostrar que não é assim, dispondo-se, como lhes propõe esta idéia, a enfrentar os desafios de uma dinâmica refratária à rigidez esquemática do conhecimento universitário isolado nas torres de marfim do campus.
Não tem jeito mesmo
Caserna
A CCJ da Assembléia aprovou por unanimidade o projeto que autoriza o governo a usar até 7% da tropa de 12 mil soldados da Polícia Militar fora da atividade-fim, que é estar nas ruas fazendo a segurança pública. Atualmente, pelos cálculos do autor do projeto, deputado Arnaldo Jordy (PPS), 10% a 11% do contingente global da força cumprem atividades-meio dentro dos quartéis ou estão cedidos para outros órgãos. “Tem policial graduado, encostado em gabinete, que nunca fez uma ronda na vida”, constata.
(Repórter Diário)
A CCJ da Assembléia aprovou por unanimidade o projeto que autoriza o governo a usar até 7% da tropa de 12 mil soldados da Polícia Militar fora da atividade-fim, que é estar nas ruas fazendo a segurança pública. Atualmente, pelos cálculos do autor do projeto, deputado Arnaldo Jordy (PPS), 10% a 11% do contingente global da força cumprem atividades-meio dentro dos quartéis ou estão cedidos para outros órgãos. “Tem policial graduado, encostado em gabinete, que nunca fez uma ronda na vida”, constata.
(Repórter Diário)
Lágrimas de jacaré
Bom dia.
Muita gente que hoje chora em redor do caixão do vice-prefeito Delano Riker deveria botar a mão na consciência e reconhecer que também contribuiu para sua morte súbita.
Muita gente que hoje chora em redor do caixão do vice-prefeito Delano Riker deveria botar a mão na consciência e reconhecer que também contribuiu para sua morte súbita.
Assinar:
Postagens (Atom)