Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Em 1971 minha temporada paulista foi interrompida por alguns meses em Belém. Logo que aqui cheguei, Benedicto Monteiro me entregou os originais de um livro que pretendia publicar. Com surpresa, vi que o ex-político, então no exercício da profissão de advogado, escrevera um romance. Mas não um romance qualquer: era uma grande obra de ficção. Voltei a Bené e lhe mostrei os originais, com muitas anotações minhas, manifestando-lhe meu entusiasmo. Devia publicar logo: Verde Vagomundo certamente iria causar impacto nacional. Ele me confessou que já havia mandado os originais para três ou quatro pessoas, autoridades locais em literatura, mas não recebera qualquer resposta.
Para estimulá-lo ainda mais, escrevi uma série de três artigos em A Província do Pará, dando minha opinião: a Amazônia voltava a ser tema literário de primeira linha. Num momento em que o mundo da natureza, no qual o homem nativo era ainda um detalhe, começava a ser destruído pelo colonizador, Benedicto Monteiro, com fina sensibilidade e conhecimento íntimo das coisas que dizia, nos reconciliava com a "nossa" Amazônia, sem dissociá-la da nova aventura em que era metida, por conta dos caminhos abertos no seu interior para migrantes de todo país (e captados pelas ondas hertzianas do rádio).
Tão logo Verde Vagomundo saiu, lançado no Rio de Janeiro por uma pequena editora de um amigo de Bené, Lúcio Abreu, mandei um exemplar para Léo Gilson Ribeiro, em São Paulo. Crítico de respeito, Léo também se encantou com o romance. Escreveu uma página de elogios no Jornal da Tarde, o vespertino de O Estado de S. Paulo, abrindo as portas do país à excelente novidade vinda do distante e mal-conhecido Norte. Empolgado, Benedicto partiu para o segundo e igualmente bem-sucedido livro: O Minossauro. Abri para ele a capa do Bandeira 3, o semanário que editava em 1975, e espaço para uma longa entrevista e um artigo sobre o novo livro.
Parecia que teríamos um novo Dalcídio Jurandir, desviado do Marajó para o Baixo-Amazonas, centrado na siciliana Alenquer. Mas os redutos sulistas não se renderiam como as muralhas de Jerusalém às cornetas de Josué. Nem os elogios e nem a acurada análise de um paraense cosmopolita, como Benedito Nunes, deram a Bené o reconhecimento que ele merecia só pelos dois livros, melhores do que obras incensadas pela crítica auto-suficiente do eixo dominante da cultura (e de tudo mais) do Brasil.
Não era de admirar: o que acontecia ao escritor se repetia em tudo na relação entre a periferia e o centro do país. Mas Bené era um caboco valente e decidido: foi lançando um livro depois do outro. No meu entendimento, como os dois primeiros romances continuaram a ser o modelo, tiveram com os demais a relação de uma base concentrada com sua diluição. Houve perda de qualidade na super-exploração dos motivos originais, que constituíam a grande força de Verde Vagomundo e Minossauro.
Bené não gostou das críticas, que se estenderam ao campo da sua atuação pública, como procurador-geral do Estado e político, de volta à atividade depois da quarentena compulsória pela cassação. Como havia um afeto mútuo, desenvolvido durante a fase de relacionamento mais constante que tivemos, foi preferível evitar os atritos, cada um levando a própria vida e nela procurando fazer o melhor, para si e os demais. Continuei a acompanhar a atividade de Benedicto Monteiro a certa distância, mas com grande interesse - e inabalável admiração.
Se não fosse advogado, político e escritor, Bené já justificaria o carinho geral que conquistou como pessoa. Era um típico caboco (não caboclo) do Baixo-Amazonas, eficiente cultivador de suas raízes, companheiro alegre e generoso, prosador emérito. Suas qualidades pessoais foram realçadas e multiplicadas pela companhia de sua mulher, Wanda, que morreu quatro antes do passamento do marido. Benedicto Wilfredo Monteiro se foi no dia 16, depois de incrível resistência, aos 84 anos. Enfrentou como um bravo as sucessivas doenças que interromperam nos últimos anos seu currículo de homem saudável. Só cedeu quando, entre dores, começou a sentir o chamado da mulher que amou. Virou-se para quem estava próximo e pediu que o deixassem ir. E assim, como um amante de tudo que a vida ofereceu, foi atrás de Wanda. Entre nós, muito vivo, deixou Miguel dos Santos Prazeres, o maior dos filhos que concebeu em seus escritos, e a família, que em torno dele viveu e, armada de sua memória, abrirá novos tempos na sua história.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Frission
Empresa junior de uma faculdade particular acaba de tabular o resultado da mais nova pesquisa eleitoral em Santarém.
Os números são impressionantes, de deixar muita gente de queixo caído.
Detalhe: a pesquisa não foi registrada perante à Justiça Eleitoral e por isso não será divulgada.
Os números são impressionantes, de deixar muita gente de queixo caído.
Detalhe: a pesquisa não foi registrada perante à Justiça Eleitoral e por isso não será divulgada.
Bancos já estão abertos
Martin Granja, gerente do Banco de Brasil, acaba de informar que o horário das agências bancárias de Santarém será de 09h00 as 14h00 pelo horário de Brasília.
Trocando em miúdos: pelo horário antigo, os bancos abrem e fecham mais cedo.
Trocando em miúdos: pelo horário antigo, os bancos abrem e fecham mais cedo.
Alta da soja ameaça compromisso de não plantar em área de desmatamento
Os resultados positivos dos dois primeiros anos da moratória da soja, compromisso assinado por compradores de não comercializar grãos produzidos em áreas de novos desmatamentos na Amazônia, podem não se repetir no período de prorrogação do compromisso, assinada na semana passada por representantes do governo, organizações não-governamentais e indústrias.
De acordo com o Grupo de Trabalho da Soja, que reúne representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e do Greenpeace, por exemplo, nos dois primeiros anos da moratória, em nenhum dos 193 polígonos de novos desmatamentos na Amazônia houve cultivo de soja. No entanto, a situação pode mudar até a próxima safra, influenciada pelo aumento do preço do grão no mercado internacional, o que eleva o interesse dos produtores, e passada a “domesticação” da terra, período de transição (com plantio de outras culturas, por exemplo) para que o solo seja cultivável para a soja.
“O monitoramento revelou que houve desmatamento em 193 polígonos e a área está lá aguardando algum tipo de definição, que não necessariamente será a soja. O que não quer dizer que se nós não formos atentos, alguma soja será plantada nessas áreas. Até porque em alguns polígonos, essas áreas estão relativamente próximas a áreas já plantadas com soja no passado”, admitiu o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli.
O levantamento dos polígonos de novos desmatamentos só levou em conta áreas de devastação iguais ou maiores que 100 hectares, porque, segundo o GTS, em geral, não é economicamente viável para o produtor de soja cultivar o grão em áreas inferiores a essas.
Na avaliação do coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário, é preciso ficar atento também a desmatamentos inferiores a 100 hectares. “Identificamos proprietários que desmataram áreas menores, bem próximas às lavouras que já produzem soja, o que pode indicar que a produção será estendida para essas áreas nos próximos anos”, apontou. Mas, para o presidente da Abiove, a garantia de que a soja irregular não será comercializada se deve ao fato de que os compradores de soja, que repassam a produção aos grandes exportadores “conhecem de perto” os produtores do grão. “Ele tem raízes na região, conhece os produtores, é relacionado, são companheiros, ele tem a informação [se desmatou ou não]”, disse.
Já o coordenador da campanha do Greenpeace defende a divulgação da lista de fornecedores, para que o monitoramento dos produtores, que desmataram ou não para produzir mais soja, não seja feito somente por representantes das indústrias compradoras. “O comprador de soja não tem credibilidade suficiente para dizer que não comprou de quem desmatou”.
Adário acredita que será necessário reforçar o trabalho para que o monitoramento chegue aos pequenos polígonos de desmatamento. Segundo ele, foram identificados mais 47 mil com extensão inferior a 100 hectares. “Esse ano vai ter soja plantada nas áreas desmatadas Não será um grande problema monitorar os 193 polígonos. O que o GTS não têm condições de fiscalizar são os polígonos abaixo de 100 hectares. A imensa maioria não é em área de soja, mas se a gente falar em 10% para a soja, sendo conservador, serão cerca de 5 mil polígonos a mais para monitorar”, estimou.
(Fonte: Agência Brasil)
De acordo com o Grupo de Trabalho da Soja, que reúne representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e do Greenpeace, por exemplo, nos dois primeiros anos da moratória, em nenhum dos 193 polígonos de novos desmatamentos na Amazônia houve cultivo de soja. No entanto, a situação pode mudar até a próxima safra, influenciada pelo aumento do preço do grão no mercado internacional, o que eleva o interesse dos produtores, e passada a “domesticação” da terra, período de transição (com plantio de outras culturas, por exemplo) para que o solo seja cultivável para a soja.
“O monitoramento revelou que houve desmatamento em 193 polígonos e a área está lá aguardando algum tipo de definição, que não necessariamente será a soja. O que não quer dizer que se nós não formos atentos, alguma soja será plantada nessas áreas. Até porque em alguns polígonos, essas áreas estão relativamente próximas a áreas já plantadas com soja no passado”, admitiu o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli.
O levantamento dos polígonos de novos desmatamentos só levou em conta áreas de devastação iguais ou maiores que 100 hectares, porque, segundo o GTS, em geral, não é economicamente viável para o produtor de soja cultivar o grão em áreas inferiores a essas.
Na avaliação do coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário, é preciso ficar atento também a desmatamentos inferiores a 100 hectares. “Identificamos proprietários que desmataram áreas menores, bem próximas às lavouras que já produzem soja, o que pode indicar que a produção será estendida para essas áreas nos próximos anos”, apontou. Mas, para o presidente da Abiove, a garantia de que a soja irregular não será comercializada se deve ao fato de que os compradores de soja, que repassam a produção aos grandes exportadores “conhecem de perto” os produtores do grão. “Ele tem raízes na região, conhece os produtores, é relacionado, são companheiros, ele tem a informação [se desmatou ou não]”, disse.
Já o coordenador da campanha do Greenpeace defende a divulgação da lista de fornecedores, para que o monitoramento dos produtores, que desmataram ou não para produzir mais soja, não seja feito somente por representantes das indústrias compradoras. “O comprador de soja não tem credibilidade suficiente para dizer que não comprou de quem desmatou”.
Adário acredita que será necessário reforçar o trabalho para que o monitoramento chegue aos pequenos polígonos de desmatamento. Segundo ele, foram identificados mais 47 mil com extensão inferior a 100 hectares. “Esse ano vai ter soja plantada nas áreas desmatadas Não será um grande problema monitorar os 193 polígonos. O que o GTS não têm condições de fiscalizar são os polígonos abaixo de 100 hectares. A imensa maioria não é em área de soja, mas se a gente falar em 10% para a soja, sendo conservador, serão cerca de 5 mil polígonos a mais para monitorar”, estimou.
(Fonte: Agência Brasil)
O tempo de Santarém
Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós
Tinha certo gosto de brincadeira, para quem viajava entre Belém e Santarém, a diferença de uma hora entre as duas cidades: chegava-se à “pérola do Tapajós” praticamente na mesma hora em que se deixara a “metrópole da Amazônia”. Era como se o tempo gasto no percurso não tivesse existido e as duas cidades, separadas por 800 quilômetros, fossem contíguas, siamesas. Talvez lá no inconsciente, sobretudo dos “mocorongos”, fosse a melhor maneira de não perceber a diferença. Santarém não reconhecia a supremacia de Belém porque, no fundo, se sentia tão capital, não de um Estado real, mas da nova unidade federativa que um dia iria se materializar, como um rei Sebastião redivivo, legenda ao gosto de uma cidade com fundas tradições portuguesas.
Agora que a diferença de fuso horário desapareceu, qual o seu efeito no inconsciente coletivo de uma cidade que comemora seus 347 anos com a nova realidade temporal? Sente-se mais distante da capital do Estado ao qual ainda pertence, por isso, tendo que estar hierarquicamente subordinada a Belém? Vê mais distante o sonho de comandar um novo Estado brasileiro, ideal que tem suas raízes mais remotas num ponto cada vez mais distante na história, meio século e meio atrás, e que parecia avivado para se tornar realidade nestes dias? E mesmo que o Estado do Tapajós acabe por se materializar, Santarém ainda estará em condições de pleno domínio sobre esse espaço, como a inquestionável capital cogitada no passado?
Talvez se possa dizer que a cidade fez fama nessa condição e se deitou na cama da acomodação. A universidade federal em gestação atende por uma sigla esquisita, associável aos objetos não-identificados (UFOP), porque Tapajós foi sacrificado à denominação de Oeste do Pará. A configuração antiga sofreu muitas modificações que independeram de Santarém, sobretudo as novas riquezas minerais, que deslocaram inicialmente o eixo para a margem esquerda do rio Amazonas (através da bauxita de Oriximiná) e agora exercem o mesmo efeito sobre Juruti (e, no futuro, sobre Monte Alegre).
Santarém sofreu sensível deslocamento de influência nesse processo. Não só na área delineada para o ex-quase-futuro Estado: no próprio território paraense. De um incontestável segundo lugar, logo abaixo de Belém, a “pérola do Tapajós” caiu para abaixo da 5ª posição, por qualquer critério de avaliação que se adote, da receita tributária ao índice de desenvolvimento humano. Isto significa que o município deixou de comandar a própria história, seguindo na onda que vem de fora, em várias direções. Qualquer que seja o rumo, é preciso que retome as rédeas da decisão, que só poderá ser positiva se Santarém tiver conhecimento dos fatores em ação na sua história contemporânea. Seu traço mais marcante é o externo, trazido pela migração de pessoas e de atividades. Todos são bem-vindos, desde que sigam o compasso do interesse daqueles que estiveram na terra antes e nela deverão permanecer. Não como espectadores do espetáculo, mas como seus protagonistas. É o presente que se pode desejar para Santarém, mas esse é um presente que cabe ao conviva dar a si mesmo, ao invés de ficar esperando na janela, como a Carolina, personagem da música de Chico Buarque de Holanda. Desatenta, Carolina acabou sendo a única que não viu o tempo passar.
Articulista de O Estado do Tapajós
Tinha certo gosto de brincadeira, para quem viajava entre Belém e Santarém, a diferença de uma hora entre as duas cidades: chegava-se à “pérola do Tapajós” praticamente na mesma hora em que se deixara a “metrópole da Amazônia”. Era como se o tempo gasto no percurso não tivesse existido e as duas cidades, separadas por 800 quilômetros, fossem contíguas, siamesas. Talvez lá no inconsciente, sobretudo dos “mocorongos”, fosse a melhor maneira de não perceber a diferença. Santarém não reconhecia a supremacia de Belém porque, no fundo, se sentia tão capital, não de um Estado real, mas da nova unidade federativa que um dia iria se materializar, como um rei Sebastião redivivo, legenda ao gosto de uma cidade com fundas tradições portuguesas.
Agora que a diferença de fuso horário desapareceu, qual o seu efeito no inconsciente coletivo de uma cidade que comemora seus 347 anos com a nova realidade temporal? Sente-se mais distante da capital do Estado ao qual ainda pertence, por isso, tendo que estar hierarquicamente subordinada a Belém? Vê mais distante o sonho de comandar um novo Estado brasileiro, ideal que tem suas raízes mais remotas num ponto cada vez mais distante na história, meio século e meio atrás, e que parecia avivado para se tornar realidade nestes dias? E mesmo que o Estado do Tapajós acabe por se materializar, Santarém ainda estará em condições de pleno domínio sobre esse espaço, como a inquestionável capital cogitada no passado?
Talvez se possa dizer que a cidade fez fama nessa condição e se deitou na cama da acomodação. A universidade federal em gestação atende por uma sigla esquisita, associável aos objetos não-identificados (UFOP), porque Tapajós foi sacrificado à denominação de Oeste do Pará. A configuração antiga sofreu muitas modificações que independeram de Santarém, sobretudo as novas riquezas minerais, que deslocaram inicialmente o eixo para a margem esquerda do rio Amazonas (através da bauxita de Oriximiná) e agora exercem o mesmo efeito sobre Juruti (e, no futuro, sobre Monte Alegre).
Santarém sofreu sensível deslocamento de influência nesse processo. Não só na área delineada para o ex-quase-futuro Estado: no próprio território paraense. De um incontestável segundo lugar, logo abaixo de Belém, a “pérola do Tapajós” caiu para abaixo da 5ª posição, por qualquer critério de avaliação que se adote, da receita tributária ao índice de desenvolvimento humano. Isto significa que o município deixou de comandar a própria história, seguindo na onda que vem de fora, em várias direções. Qualquer que seja o rumo, é preciso que retome as rédeas da decisão, que só poderá ser positiva se Santarém tiver conhecimento dos fatores em ação na sua história contemporânea. Seu traço mais marcante é o externo, trazido pela migração de pessoas e de atividades. Todos são bem-vindos, desde que sigam o compasso do interesse daqueles que estiveram na terra antes e nela deverão permanecer. Não como espectadores do espetáculo, mas como seus protagonistas. É o presente que se pode desejar para Santarém, mas esse é um presente que cabe ao conviva dar a si mesmo, ao invés de ficar esperando na janela, como a Carolina, personagem da música de Chico Buarque de Holanda. Desatenta, Carolina acabou sendo a única que não viu o tempo passar.
Babel (3)
O expediente na gerência do Ministério do Trabalho em Santarém com base no horário de Brasília será adotado a partir de terça-feira, dia 1º de julho.
Babel(2)
O comércio de Santarém vai adotar o novo fuso horário somente a partir de amanhã.
Os bancos ainda não informaram o novo horário de atendimento ao público.
Os bancos ainda não informaram o novo horário de atendimento ao público.
Babel
Ninguém se entende quanto ao novo horário.
A TV Tapajós já o adotou a partir de hoje.
A Rádio Rural ainda se baseia no horário antigo.
A TV Tapajós já o adotou a partir de hoje.
A Rádio Rural ainda se baseia no horário antigo.
Miragem
As propostas da licitação da ampliação da estação de passageiros do aeroporto Wilson Fonseca, em Santarém, serão abertas dia 5 de agosto. Essa parte do projeto custará R$ 1,5 milhão. Quando forem feitas as mudanças essenciais nas pistas e equipamentos, o custo subirá para R$ 52 milhões.
Justiça Federal bloqueia contas e terras de madeireira
Na FOLHA DE S.PAULO:
A Justiça Federal do Amazonas tornou indisponíveis bens, contas bancárias e parte das terras da Gethal, empresa que tem entre seus sócios o milionário sueco Johan Eliasch.
A decisão acatou pedido do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que queria uma garantia para o ressarcimento por danos ambientais à floresta amazônica e indenizações por danos materiais e morais à sociedade brasileira.
No início do mês, o Ibama aplicou dez multas -totalizando R$ 381,2 milhões- contra a Gethal, acusando-a de explorar, comercializar e transportar madeira nobre da floresta na região de Manicoré (AM)- 699.809 m3 ou 230 mil árvores.
A decisão da juíza Maria Lúcia Gomes de Souza, da 3ª Vara Federal, em Manaus, saiu na última quinta-feira e determina multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.
Essa foi a primeira vez que o nome de Eliasch foi citado na Justiça como um dos sócios da empresa Floream, maior acionista da Gethal, e da ONG Cool Earth, da qual é co-presidente.
Em nota, a empresa disse que não tem interesse em explorar os recursos naturais no Amazonas e que recorrerá das multas. "Trata-se de decisão absurda, por ter a Gethal, voluntariamente por decisão estratégica, suspendido toda a atividade madeireira há alguns anos", diz a nota.
A Justiça Federal do Amazonas tornou indisponíveis bens, contas bancárias e parte das terras da Gethal, empresa que tem entre seus sócios o milionário sueco Johan Eliasch.
A decisão acatou pedido do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que queria uma garantia para o ressarcimento por danos ambientais à floresta amazônica e indenizações por danos materiais e morais à sociedade brasileira.
No início do mês, o Ibama aplicou dez multas -totalizando R$ 381,2 milhões- contra a Gethal, acusando-a de explorar, comercializar e transportar madeira nobre da floresta na região de Manicoré (AM)- 699.809 m3 ou 230 mil árvores.
A decisão da juíza Maria Lúcia Gomes de Souza, da 3ª Vara Federal, em Manaus, saiu na última quinta-feira e determina multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.
Essa foi a primeira vez que o nome de Eliasch foi citado na Justiça como um dos sócios da empresa Floream, maior acionista da Gethal, e da ONG Cool Earth, da qual é co-presidente.
Em nota, a empresa disse que não tem interesse em explorar os recursos naturais no Amazonas e que recorrerá das multas. "Trata-se de decisão absurda, por ter a Gethal, voluntariamente por decisão estratégica, suspendido toda a atividade madeireira há alguns anos", diz a nota.
Novo fuso horário
Quarta-feira, 25 de junho, terá apenas 23 horas.
Hoje, à meia-noite, os relógios serão adiantados em uma hora.
Hoje, à meia-noite, os relógios serão adiantados em uma hora.
Público arranjado
Inaugurações da prefeitura de Santarém têm tido uma cena inusitada.
A maioria dos presentes é formada por barnabés levados até o local em ônibus especial.
A claque, nesse dia, é dispensada de trabalhar na secretaria responsável pela inauguração.
A maioria dos presentes é formada por barnabés levados até o local em ônibus especial.
A claque, nesse dia, é dispensada de trabalhar na secretaria responsável pela inauguração.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Novo horário começa amanhã à meia-noite
Amanhã, 24 de junho, a partir da meia-noite os relógios na região Oeste do Pará serão adiantados em uma hora para igualar ao fuso horário de Brasília.
Fundo para Amazônia não ameaça soberania do país, diz Minc
THIAGO FARIA
da Folha Online
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou nesta segunda-feira que o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes internacionais para desenvolver projetos que combatem o desmatamento na floresta amazônica, não compromete a soberania do país.
Minc afirmou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ter algum receio com relação ao plano. "Expliquei ao presidente Lula que esse fundo era mais autônomo que outros planos. No caso do Fundo Amazônia, os países não têm assento em conselho e o órgão que executa é o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]."
Segundo ele, a única condição para que sejam feitos investimentos no país é baixar a média histórica de desmatamento dos últimos dez anos. Ele afirma que, mesmo que as taxas continuem crescendo, não será difícil atingir as metas. "Ainda assim vai estar abaixo da media histórica dos últimos dez anos", afirmou.
O ministro participa na tarde desta segunda-feira de sabatina da Folha, que acontece no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).
Durante duas horas, o ministro responde a perguntas dos entrevistadores e da platéia. Minc é sabatinado por quatro jornalistas da Folha: o editor de Ciência, Claudio Angelo, o editor de Dinheiro, Sérgio Malbergier, a repórter especial Marta Salomon e o repórter Ricardo Bonalume Neto.
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da Folha Online
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou nesta segunda-feira que o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes internacionais para desenvolver projetos que combatem o desmatamento na floresta amazônica, não compromete a soberania do país.
Minc afirmou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ter algum receio com relação ao plano. "Expliquei ao presidente Lula que esse fundo era mais autônomo que outros planos. No caso do Fundo Amazônia, os países não têm assento em conselho e o órgão que executa é o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]."
Segundo ele, a única condição para que sejam feitos investimentos no país é baixar a média histórica de desmatamento dos últimos dez anos. Ele afirma que, mesmo que as taxas continuem crescendo, não será difícil atingir as metas. "Ainda assim vai estar abaixo da media histórica dos últimos dez anos", afirmou.
O ministro participa na tarde desta segunda-feira de sabatina da Folha, que acontece no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).
Durante duas horas, o ministro responde a perguntas dos entrevistadores e da platéia. Minc é sabatinado por quatro jornalistas da Folha: o editor de Ciência, Claudio Angelo, o editor de Dinheiro, Sérgio Malbergier, a repórter especial Marta Salomon e o repórter Ricardo Bonalume Neto.
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O mundo de Edwaldo Martins, o colunista
Lúcio Flávio Pinto
Belém-Há cinco anos morreu Edwaldo de Souza Martins, o mais importante colunista social da imprensa paraense. Por acaso, verifico que há 40 anos me tornei o primeiro dos seus interinos: enquanto Edwaldo saía de férias, para 25 dias no Rio de Janeiro (onde também carregaria algumas pedras, cobrindo a final do concurso de Miss Brasil, ainda de grande prestígio na época), no dia 3 de julho de 1968 saía, em A Província do Pará, a primeira coluna inteiramente escrita por mim. Nenhuma referência ao interino, que, nessa época, ainda estava a caminho dos 19 anos: a coluna continuou a ostentar o nome já destacado do seu titular.
Ao retornar ao batente, porém, Edwaldo foi elegante e carinhoso, como de hábito, Escreveu uma nota de agradecimento, revelando para o distinto público quem garantira a continuidade do espaço: "Lúcio Flávio Pinto, bom amigo e companheiro e excelente profissional, foi quem esteve com vocês, diariamente, 'em frente' da coluna, durante a ausência do titular. De sua atividade neste espaço lucraram os leitores. E só quem conhece bem a vida de um jornal sabe com que sacrifício Lúcio Flávio assumiu a responsabilidade, ele que tem mil e um afazeres, como jornalista, publicitário e universitário. Com o registro, o agradecimento muito grande do colunista àquele que tão bem soube informar, nestes 25 dias, aos leitores de 'EM Frente'".
De fato, não foi fácil. Exatamente nesse período eu passava a manhã inteira e parte da tarde na reportagem de A Província. Enquanto os turnos se revezavam, eu escrevia a coluna. Depois corria para a Mercúrio de Publicidade, de Abílio Couceiro, onde fis meteórica carreira. E emendava para a ocupação das faculdades, como parte do movimento nacional dos estudantes universitários contra o acordo MEC-Usaid, varando as madrugadas insone. Ah, a imortalidade da juventude!
Numa das vezes em que produzia a coluna, numa redação quase vazia, emerge um colunável irado. Eu antecipara a notícia do seu noivado, tirando a surpresa que preparava para a noiva e sua família. Não conhecia pessoalmente o distinto, só de ouvir falar. E me limitara a repassar o potin, mandado por uma das tradicionais fontes do Edwaldo. O homem gritava e gesticulava (mais que a medida certa para seu ofício). Vi-me obrigado a uma solução cirúrgica: "Está certo, o senhor tem razão. A partir de agora vou cortar tudo que me chegar a seu respeito". O cidadão desconversou, se explicou, retificou e foi embora, desprovido de sua surpresa, mas com freqüência garantida na mais prestigiosa das colunas sociais.
Ajudei Edwaldo a conceber e executar a primeira delas, que, antes de EM Frente foi Alegria, Alegria, depois de sua página dominical sobre mulheres, também em A Província (Elas são notícia). Fiz o desenho, dei o título principal (começando com suas iniciais, desenhadas) e nomeei as seções fixas, como faria em todas as outras. Voltei a ser interino e, enquanto estive por perto, fui uma de suas fontes constantes, mesmo quando ele se mudou dos Diários Associados, sua melhor casa, para O Liberal, onde eu já era desafeto. Trabalhar com ele sempre foi uma fonte de aprendizado para mim. Didi Martins era um excelente repórter e tinha um texto de primeira. Além disso, era muito mais organizado do que eu e mais atento para os detalhes.
Sua curiosidade era inesgotável e sua disposição para atendê-la, invejável. Não falava outra língua além da sua, mas poliglotas o procuravam atrás de dicas e observações sobre paragens do exterior. Sempre interessado em tudo, Didi conseguia arrancar informações incríveis, que guardava na sua memória prodigiosa.
Era um dos melhores guias de Nova York, Miami e Paris, as cidades que mais visitou e das quais mais gostava. Quando a doença não lhe permitiu mais viajar, ele definhou. Nos últimos 10 anos de vida não foi uma única vez ao exterior. Além do mais, estava pessoalmente falido. Não por não ganhar bem, mas por gastar demais, sobretudo com os outros. Seu coração era do tamanho da sua alma: um latifúndio. Quando não pôde dar vazão ao que gostava de fazer, desistiu de viver. Não se suicidou, por convicção e por lhe faltar um tanto de coragem louca, a mesma que não teve para certas definições essenciais à sua vida. Mas se entregou às doenças que se sucederam, a partir do diabetes. Foi duro estar ao seu lado nos momentos finais. Quem merecia morrer fulminado por um enfarte numa festa ou em alto-mar, aos 80 ou 90 anos, foi-se em meio a dores horríveis, que precocemente o devastaram. Cavalheiro como só ele, morreu em julho, quando o socialite estava fora de Belém. Só os amigos voltaram a tempo de enterrá-lo.
Quantos? Uma migalha da fértil semeadura a que ele se dedicou nos 35 anos contínuos e intensos de colunismo social. O gênero é muito dado à futilidade, que é mesmo sua marca registrada. Mas uma coisa é desenvolver estilo, agir com graça, impor uma marca de sofisticação e um padrão de excelência. Outra é esse passar de chapéu a que se reduziu a parte preponderante do colunismo social em Belém. Edwaldo de Souza Martins escolhia e selecionava com critério, impondo exigências aos eleitos, cuidando de que a consagração de uma elite fosse mais do que operação de compra e venda. Além disso, era um verdadeiro agitador cultural, alguém que aglutinava pessoas, por mais diferentes e até opostas que fossem, desde que tivessem valor. Pelo exercício dessas qualidades, se transformou numa instituição de Belém, numa de suas mais férteis referências. Porque fazia o que gostava - e o que sabia fazer, como nenhum outro, antes e depois dele. Não surpreende que tenha deixado um vácuo enorme, sem possibilidade de preenchimento.
Belém-Há cinco anos morreu Edwaldo de Souza Martins, o mais importante colunista social da imprensa paraense. Por acaso, verifico que há 40 anos me tornei o primeiro dos seus interinos: enquanto Edwaldo saía de férias, para 25 dias no Rio de Janeiro (onde também carregaria algumas pedras, cobrindo a final do concurso de Miss Brasil, ainda de grande prestígio na época), no dia 3 de julho de 1968 saía, em A Província do Pará, a primeira coluna inteiramente escrita por mim. Nenhuma referência ao interino, que, nessa época, ainda estava a caminho dos 19 anos: a coluna continuou a ostentar o nome já destacado do seu titular.
Ao retornar ao batente, porém, Edwaldo foi elegante e carinhoso, como de hábito, Escreveu uma nota de agradecimento, revelando para o distinto público quem garantira a continuidade do espaço: "Lúcio Flávio Pinto, bom amigo e companheiro e excelente profissional, foi quem esteve com vocês, diariamente, 'em frente' da coluna, durante a ausência do titular. De sua atividade neste espaço lucraram os leitores. E só quem conhece bem a vida de um jornal sabe com que sacrifício Lúcio Flávio assumiu a responsabilidade, ele que tem mil e um afazeres, como jornalista, publicitário e universitário. Com o registro, o agradecimento muito grande do colunista àquele que tão bem soube informar, nestes 25 dias, aos leitores de 'EM Frente'".
De fato, não foi fácil. Exatamente nesse período eu passava a manhã inteira e parte da tarde na reportagem de A Província. Enquanto os turnos se revezavam, eu escrevia a coluna. Depois corria para a Mercúrio de Publicidade, de Abílio Couceiro, onde fis meteórica carreira. E emendava para a ocupação das faculdades, como parte do movimento nacional dos estudantes universitários contra o acordo MEC-Usaid, varando as madrugadas insone. Ah, a imortalidade da juventude!
Numa das vezes em que produzia a coluna, numa redação quase vazia, emerge um colunável irado. Eu antecipara a notícia do seu noivado, tirando a surpresa que preparava para a noiva e sua família. Não conhecia pessoalmente o distinto, só de ouvir falar. E me limitara a repassar o potin, mandado por uma das tradicionais fontes do Edwaldo. O homem gritava e gesticulava (mais que a medida certa para seu ofício). Vi-me obrigado a uma solução cirúrgica: "Está certo, o senhor tem razão. A partir de agora vou cortar tudo que me chegar a seu respeito". O cidadão desconversou, se explicou, retificou e foi embora, desprovido de sua surpresa, mas com freqüência garantida na mais prestigiosa das colunas sociais.
Ajudei Edwaldo a conceber e executar a primeira delas, que, antes de EM Frente foi Alegria, Alegria, depois de sua página dominical sobre mulheres, também em A Província (Elas são notícia). Fiz o desenho, dei o título principal (começando com suas iniciais, desenhadas) e nomeei as seções fixas, como faria em todas as outras. Voltei a ser interino e, enquanto estive por perto, fui uma de suas fontes constantes, mesmo quando ele se mudou dos Diários Associados, sua melhor casa, para O Liberal, onde eu já era desafeto. Trabalhar com ele sempre foi uma fonte de aprendizado para mim. Didi Martins era um excelente repórter e tinha um texto de primeira. Além disso, era muito mais organizado do que eu e mais atento para os detalhes.
Sua curiosidade era inesgotável e sua disposição para atendê-la, invejável. Não falava outra língua além da sua, mas poliglotas o procuravam atrás de dicas e observações sobre paragens do exterior. Sempre interessado em tudo, Didi conseguia arrancar informações incríveis, que guardava na sua memória prodigiosa.
Era um dos melhores guias de Nova York, Miami e Paris, as cidades que mais visitou e das quais mais gostava. Quando a doença não lhe permitiu mais viajar, ele definhou. Nos últimos 10 anos de vida não foi uma única vez ao exterior. Além do mais, estava pessoalmente falido. Não por não ganhar bem, mas por gastar demais, sobretudo com os outros. Seu coração era do tamanho da sua alma: um latifúndio. Quando não pôde dar vazão ao que gostava de fazer, desistiu de viver. Não se suicidou, por convicção e por lhe faltar um tanto de coragem louca, a mesma que não teve para certas definições essenciais à sua vida. Mas se entregou às doenças que se sucederam, a partir do diabetes. Foi duro estar ao seu lado nos momentos finais. Quem merecia morrer fulminado por um enfarte numa festa ou em alto-mar, aos 80 ou 90 anos, foi-se em meio a dores horríveis, que precocemente o devastaram. Cavalheiro como só ele, morreu em julho, quando o socialite estava fora de Belém. Só os amigos voltaram a tempo de enterrá-lo.
Quantos? Uma migalha da fértil semeadura a que ele se dedicou nos 35 anos contínuos e intensos de colunismo social. O gênero é muito dado à futilidade, que é mesmo sua marca registrada. Mas uma coisa é desenvolver estilo, agir com graça, impor uma marca de sofisticação e um padrão de excelência. Outra é esse passar de chapéu a que se reduziu a parte preponderante do colunismo social em Belém. Edwaldo de Souza Martins escolhia e selecionava com critério, impondo exigências aos eleitos, cuidando de que a consagração de uma elite fosse mais do que operação de compra e venda. Além disso, era um verdadeiro agitador cultural, alguém que aglutinava pessoas, por mais diferentes e até opostas que fossem, desde que tivessem valor. Pelo exercício dessas qualidades, se transformou numa instituição de Belém, numa de suas mais férteis referências. Porque fazia o que gostava - e o que sabia fazer, como nenhum outro, antes e depois dele. Não surpreende que tenha deixado um vácuo enorme, sem possibilidade de preenchimento.
Maria passa mal após solenidade
A prefeita Maria do Carmo passou mal ontem à noite, logo após seu discurso na solenidade de entrega da medalha Felippe Betendorf.
A prefeita teve febre alta e calafrios por todo o corpo e teve que deixar o local sob cuidados médicos.
No final da noite, Maria do Carmo foi reexaminada pelo médico João Otaviano que, a princípio, não diagnosticou qualquer enfermidade grave.
A prefeita teve febre alta e calafrios por todo o corpo e teve que deixar o local sob cuidados médicos.
No final da noite, Maria do Carmo foi reexaminada pelo médico João Otaviano que, a princípio, não diagnosticou qualquer enfermidade grave.
Santarém, 347 anos
NOSTALGIA DE UM PESCADOR ENCATADO PELO RIO TAPAJÓS
Ele já foi jogador de futebol, trabalhou anos como carpinteiro, amante da pescaria e hoje, aos 89 anos de idade, relembra com saudades os bons tempos em que os rios da região proporcionaram com boas tarrafadas que enchiam as canoas com pescadas, tambaquis e outras espécies de peixes durante aventuras compartilhadas com outros grandes e famosos pescadores que nasceram e foram criados em Santarém. Alberto Dezencourt, seu Marçal, apelido dado quando jogador de futebol, lamenta a destruição do local onde viveu grande parte de sua juventude, as praias em frente à cidade.
"Grande parte dos meus amigos já se foram e não estão mais entre nós. Por enquanto, estou aqui para lembrar as boas histórias que vivemos e lamentar o que estão fazendo com a frente da cidade, palco da maioria das nossas alegrias, quando trazíamos quilos e quilos de peixes para vender e sustentar as nossas famílias. Hoje, das poucas vezes que vou visitar a rio, principalmente quando está na época do verão, vejo que a areia não está mais esbranquiçada como antes, o lixo toma conta do espaço. Não parece as lindas praias onde fui acostumados a jogar bola", conta seu Marçal.
Pai de 5 filhos e uma longa história de superação para dar o sustento da família, seu Marçal tem saudades de viajar e pescar pelos rios da região. "Se tem uma coisa que tenho saudades é de pescar. Lembro-me de uma vez em que eu e dois amigos, uma deles juiz da comarca de Santarém, fomos para o outro lado atrás de pescadas. Um deles desistiu e voltou depois de horas de espera. Assim que ele chegou em terra, fomos surpreendidos com um cardume bem gordo de pescadas grandes. Foram mais de 200 quilos em uma tarde que ficou para a história. Ainda levei uns peixes para ele", relembra com a alegria o episódio que ainda guarda na memória.
"A pescaria ainda está viva na minha mente. Tenho guardado algumas tarrafas velhas para pegar camarão, pescada e outros peixes. Quando quero matar a saudade, sempre peço para os meninos ( filhos), me levarem lá na beira. Tem dias que passo horas olhando para o rio e com uma vontade de descer até lá e pescar. Infelizmente, não tenho mais forças. Vou continuar só olhando", triste comentou o pescador.
Alessandra Branches
Repórter
Repórter
Ele já foi jogador de futebol, trabalhou anos como carpinteiro, amante da pescaria e hoje, aos 89 anos de idade, relembra com saudades os bons tempos em que os rios da região proporcionaram com boas tarrafadas que enchiam as canoas com pescadas, tambaquis e outras espécies de peixes durante aventuras compartilhadas com outros grandes e famosos pescadores que nasceram e foram criados em Santarém. Alberto Dezencourt, seu Marçal, apelido dado quando jogador de futebol, lamenta a destruição do local onde viveu grande parte de sua juventude, as praias em frente à cidade.
"Grande parte dos meus amigos já se foram e não estão mais entre nós. Por enquanto, estou aqui para lembrar as boas histórias que vivemos e lamentar o que estão fazendo com a frente da cidade, palco da maioria das nossas alegrias, quando trazíamos quilos e quilos de peixes para vender e sustentar as nossas famílias. Hoje, das poucas vezes que vou visitar a rio, principalmente quando está na época do verão, vejo que a areia não está mais esbranquiçada como antes, o lixo toma conta do espaço. Não parece as lindas praias onde fui acostumados a jogar bola", conta seu Marçal.
Pai de 5 filhos e uma longa história de superação para dar o sustento da família, seu Marçal tem saudades de viajar e pescar pelos rios da região. "Se tem uma coisa que tenho saudades é de pescar. Lembro-me de uma vez em que eu e dois amigos, uma deles juiz da comarca de Santarém, fomos para o outro lado atrás de pescadas. Um deles desistiu e voltou depois de horas de espera. Assim que ele chegou em terra, fomos surpreendidos com um cardume bem gordo de pescadas grandes. Foram mais de 200 quilos em uma tarde que ficou para a história. Ainda levei uns peixes para ele", relembra com a alegria o episódio que ainda guarda na memória.
"A pescaria ainda está viva na minha mente. Tenho guardado algumas tarrafas velhas para pegar camarão, pescada e outros peixes. Quando quero matar a saudade, sempre peço para os meninos ( filhos), me levarem lá na beira. Tem dias que passo horas olhando para o rio e com uma vontade de descer até lá e pescar. Infelizmente, não tenho mais forças. Vou continuar só olhando", triste comentou o pescador.
Santarém, 347 anos
FIFIU, OI BURRACHO...VAI UM REFRESCO DE MANGARATAIA?
José Edibal Carvalho Cabral
Especial
Acordei ouvindo o assobio distante e diferente de uma musica bem rimada. Era Bráulio, no seu habitual dia-dia cantando, assobiando, alegremente, veio a curiosidade de saber que tipo de musica era aquela, aproximei-me bem devagar, e, uma das frases falava em ...gê, ge, ge.....e perguntei-lhe: - Bom dia meu compadre? Que musica é essa que você está cantando?
Riso fácil apareceu em seu rosto:
Oh meu compadre, bom dia! É do Getulio - respondeu-me com o sorriso de volta.
Consegui identificar a musica, perguntando a minha sogra Perpétua.
-É uma "modinha" do Getulio Vargas quando foi candidato a Presidente da República, explicou-me.
São 96 anos de vida, de muita alegria, saúde, carinho e amor. No dia 08 de dezembro de 1912, na cidade de Alenquer, nascia o `Kaspar` Bráulio Rodrigues da Mota, primeiro filho de oito irmãos, quatro homens e quatro mulheres, o pai lavrador Constantino Rodrigues da Mota e sua mãe Barbara dos Santos Mo
ta logo notaram que aquele rebento era calado e risonho. Aos doze anos de idade veio para Santarém morar com Osman Bentes, na Rua Siqueira Campos, ao lado do solar dos Macambiras.
Além dos trabalhos domésticos que fazia, passou a vender rebuçados de vários sabores, doces, biscoitos, no tabuleiro que Dona Joana Crescencia, mãe de José Fernando dos Santos fazia para que o jovem Bráulio percorresse todo o comercio e mercados da cidade vendendo as saborosas iguarias de Dona Joana. Seu jeito simples, a devoção por Nossa Senhora da Conceição e as vendas das iguarias faziam parte de sua vida pacata no começo de sua adolescência.
Com a criação da Congregação Mariana, Bráulio começou a participar mais ativamente dos grupos de jovens, ajudava a Paróquia a desenvolver seu apostolado. Nas reuniões da Congregação Mariana, vários jovem participavam: Solano Lisboa, Elinaldo Barbosa, Jose Fernando dos Santos entre outros. Começou nesta época também, na equipe de coleta da festa de Nossa Conceição onde permaneceu por mais de cinqüenta anos.
Nas reuniões da Congregação Mariana, o jovem Bráulio levava o café e os biscoitos. Foi o jovem e ex-prefeito de Santarém Elinaldo Barbosa, que pediu a Bráulio em vez de café, que levasse refresco de mangarataia. Foi aí que tudo começou. Elinaldo que nesta época trabalhava na Souza Cruz de cigarros, solicitou que todas as tardes levasse dois litros de refresco no seu trabalho.
Como tinha algumas garrafas de refrigerantes, ele colocava o refresco, e no percurso vendia todo o estoque. Mercado municipal, comércio, o mesmo itinerário que fazia do tabuleiro de doces, passou a ser do refresco de mangarataia, que ficou tão famoso que passou a ser vendido no estádio Municipal de Santarém, o famoso refresco do Bráulio.
Torcedor fanático do São Francisco Futebol Clube, levava seu refresco a todos os jogos de futebol. Seu ponto de venda ficava ao lado direito na entrada do velho estádio Elinaldo Barbosa, bem ao lado era a venda de croquete do seu `Gito`. Quem se engasgasse com o croquete, tomava o refresco do Bráulio.
Bem pertinho de sua venda ficava também a famosa torcida feminina do São Raimundo Esporte Clube.Quando o Leão fazia gol, Bráulio batia forte com a tampa na panela de refresco, todos se deliciavam, era gol do Leão Azul, a torcida feminina do São Raimundo, xingava meu compadre Bráulio.
Quem não se lembra do episodio com o nosso saudoso Doutor Pena? Que encomendou uma panela do refresco de mangarataia:
- Bráulio tenho reunião hoje com uns amigos meus na minha casa, quero que você prepare uma panela de refresco e leve em casa às 5 da tarde.
Prontamente, as 5 da tarde Bráulio, bateu a porta da casa do Doutor Pena;
- Doutor vim trazer o refresco de mangarataia!
Incontinente, Doutor Pena, como bom Baiano, um gozador, exclamou:
- Meu bom Bráulio, grande pederasta, muito obrigado;
Bráulio não entendeu bem as palavras dita pelo médico já falecido.
- Que é isso doutor Pena, pederasta é o senhor seus amigos e sua família.
E retirou-se sorrindo.
Bráulio ainda hoje continua cantando, conversando com os passarinho, galinhas e plantas, que cuida com muita dedicação e zelo. É o guardião da residência da família de José Fernando dos Santos. Alegre, bondoso, religioso e um bom pastor.
José Edibal Carvalho Cabral
Especial
Acordei ouvindo o assobio distante e diferente de uma musica bem rimada. Era Bráulio, no seu habitual dia-dia cantando, assobiando, alegremente, veio a curiosidade de saber que tipo de musica era aquela, aproximei-me bem devagar, e, uma das frases falava em ...gê, ge, ge.....e perguntei-lhe: - Bom dia meu compadre? Que musica é essa que você está cantando?
Riso fácil apareceu em seu rosto:
Oh meu compadre, bom dia! É do Getulio - respondeu-me com o sorriso de volta.
Consegui identificar a musica, perguntando a minha sogra Perpétua.
-É uma "modinha" do Getulio Vargas quando foi candidato a Presidente da República, explicou-me.
São 96 anos de vida, de muita alegria, saúde, carinho e amor. No dia 08 de dezembro de 1912, na cidade de Alenquer, nascia o `Kaspar` Bráulio Rodrigues da Mota, primeiro filho de oito irmãos, quatro homens e quatro mulheres, o pai lavrador Constantino Rodrigues da Mota e sua mãe Barbara dos Santos Mo
Além dos trabalhos domésticos que fazia, passou a vender rebuçados de vários sabores, doces, biscoitos, no tabuleiro que Dona Joana Crescencia, mãe de José Fernando dos Santos fazia para que o jovem Bráulio percorresse todo o comercio e mercados da cidade vendendo as saborosas iguarias de Dona Joana. Seu jeito simples, a devoção por Nossa Senhora da Conceição e as vendas das iguarias faziam parte de sua vida pacata no começo de sua adolescência.
Com a criação da Congregação Mariana, Bráulio começou a participar mais ativamente dos grupos de jovens, ajudava a Paróquia a desenvolver seu apostolado. Nas reuniões da Congregação Mariana, vários jovem participavam: Solano Lisboa, Elinaldo Barbosa, Jose Fernando dos Santos entre outros. Começou nesta época também, na equipe de coleta da festa de Nossa Conceição onde permaneceu por mais de cinqüenta anos.
Nas reuniões da Congregação Mariana, o jovem Bráulio levava o café e os biscoitos. Foi o jovem e ex-prefeito de Santarém Elinaldo Barbosa, que pediu a Bráulio em vez de café, que levasse refresco de mangarataia. Foi aí que tudo começou. Elinaldo que nesta época trabalhava na Souza Cruz de cigarros, solicitou que todas as tardes levasse dois litros de refresco no seu trabalho.
Como tinha algumas garrafas de refrigerantes, ele colocava o refresco, e no percurso vendia todo o estoque. Mercado municipal, comércio, o mesmo itinerário que fazia do tabuleiro de doces, passou a ser do refresco de mangarataia, que ficou tão famoso que passou a ser vendido no estádio Municipal de Santarém, o famoso refresco do Bráulio.
Torcedor fanático do São Francisco Futebol Clube, levava seu refresco a todos os jogos de futebol. Seu ponto de venda ficava ao lado direito na entrada do velho estádio Elinaldo Barbosa, bem ao lado era a venda de croquete do seu `Gito`. Quem se engasgasse com o croquete, tomava o refresco do Bráulio.
Bem pertinho de sua venda ficava também a famosa torcida feminina do São Raimundo Esporte Clube.Quando o Leão fazia gol, Bráulio batia forte com a tampa na panela de refresco, todos se deliciavam, era gol do Leão Azul, a torcida feminina do São Raimundo, xingava meu compadre Bráulio.
Quem não se lembra do episodio com o nosso saudoso Doutor Pena? Que encomendou uma panela do refresco de mangarataia:
- Bráulio tenho reunião hoje com uns amigos meus na minha casa, quero que você prepare uma panela de refresco e leve em casa às 5 da tarde.
Prontamente, as 5 da tarde Bráulio, bateu a porta da casa do Doutor Pena;
- Doutor vim trazer o refresco de mangarataia!
Incontinente, Doutor Pena, como bom Baiano, um gozador, exclamou:
- Meu bom Bráulio, grande pederasta, muito obrigado;
Bráulio não entendeu bem as palavras dita pelo médico já falecido.
- Que é isso doutor Pena, pederasta é o senhor seus amigos e sua família.
E retirou-se sorrindo.
Bráulio ainda hoje continua cantando, conversando com os passarinho, galinhas e plantas, que cuida com muita dedicação e zelo. É o guardião da residência da família de José Fernando dos Santos. Alegre, bondoso, religioso e um bom pastor.
Laboratório ambiental traz jornalistas a Santarém
O Laboratório Ambiental para acadêmicos de Jornalismo do Norte/Nordeste, que está sendo realizado na sede do Projeto Saúde & Alegria tem à tarde duas conferências que serão feitas por jornalistas do sul do país.
As 14 horas, Marcelo Leite, doutor em Ciências Sociais e colunista da Folha de S. Paulo vai falar sobre "O valor da Amazônia - como quantificá-lo, explorá-lo e distribuí-lo melhor.
Logo depois, Adalberto Marconde, editor e diretor da Agência e Revista Envolverde, vai dar palestra sobre "Experiências de repórter e correspondente no cotidiano da Amazônia".
As 14 horas, Marcelo Leite, doutor em Ciências Sociais e colunista da Folha de S. Paulo vai falar sobre "O valor da Amazônia - como quantificá-lo, explorá-lo e distribuí-lo melhor.
Logo depois, Adalberto Marconde, editor e diretor da Agência e Revista Envolverde, vai dar palestra sobre "Experiências de repórter e correspondente no cotidiano da Amazônia".
Santarém, 347 anos
REFRESCO ‘RALA-RALA’ É DESCONHECIDO PELA GAROTADA
Alessandra Branches
Repórter
Alessandra Branches
Repórter
O 'rala-rala', bebida típica regional perdeu espaço nas quermesses juninas e nas esquinas de Santarém. Além do sabor das frutas, o fascínio pela bebida com gelo triturado era garantido pelas habilidades do vendedor em raspar finas camadas de gelo com uma amolada lâmina envolva por um magazine de alumínio. O artefato deslizava por sobre o gelo colocado sobre uma prancha afixada sobre um carrinho de rodas de bicicleta. Em volta, o vendedor exibia garrafas brancas de refrescos das mais diversas cores. O freguês escolhia qual sabor queria misturar com o gelo.
Mas isso é coisa de Santarém da década de 70. Hoje em dia, iguais aos de 'rala-rala' só remanescem os carrinhos de pipoca. Mas a reportagem de O Estado do Tapajós descobriu um dos últimos 'rala-rala' da cidade. É seu Manoel Armando, o 'raleiro' que ainda faz ponto às proximidades do Mercadão 2000.
"Sempre trabalho com seis ou sete sabores, hoje trouxe maracujá, groselha, cupuaçu, coco, laranja, gengibre, menta e limão", conta seu Manoel Armando, mais conhecido "Raleiro" dizendo que é um dos poucos vendedores que ainda trabalham em Santarém. "Muita gente desistiu de trabalhar e procurou outro ramo. Eu continuei e hoje, sou um dos poucos que ainda vendem a bebida, inclusive, sou convidado para participar de festas juninas", ressaltou Marquinho explicando que as pessoas mais velhas matam a saudade da bebida e lembram da época em que eram estudantes.
O 'rala-rala' tem o gosto da saudade para muitos adultos. O deslizar da lâmina desafia a comodidade de servir os sorvetes industrializados. "Ainda encantamos as novas gerações com a simplicidade de servir um 'rala-rala', assim como vendíamos nas festas juninas", lembrou contando que ainda vende mais de 70 copos por tarde e que dificilmente é convidado para participar e vender 'rala-rala' ou 'raspa-raspa' em quermesses. "É muito difícil a gente ir, mas quando abrem espaço, eu vou", concluiu.
Convenções muncipais em Almeirim
Do Correspondente:
No último sábado dia 21, Almeirim esteve muito movimentada com as convenções municipais realizadas pela coligação encabeçada pelo PDT e pelo PMDB que coincidiram com a abertura da festa do padroeiro São Benedito.
A coligação do PDT teve como partidos aliados o PSB, PP, PCdoB, PSDC, PRTB, PTC, PTN e PSL. Essa coligação escolheu além dos candidatos a vereadores e vereadoras, a professora e ex-vereadora Dalila Garçon como candidata a prefeita tendo como candidato a vice-prefeito o medico veterinário sanitarista Dr. Picanço, do distrito de Monte Dourado.
A coligação do PMDB teve como partidos aliados o PPS e Democratas. Essa coligação do PMDB escolheu além dos candidatos a vereador e vereadoras, o ex-prefeito Aracy Bentes como candidato a prefeito, tendo como candidato a vice-prefeita a empresária Maria Lucidalva.
As festas transcorreram dentro da mais perfeita harmonia com exceção das surpresas de última hora que aconteceram na convenção do PMDB. Nos bastidores era dado como certa a escolha do empresário Luizinho Fonseca como candidato a vice-prefeito na chapa de Aracy Bentes, porém durante a votação os convencionais escolheram a empresária Lúcia do mercado Líder. Isso gerou um descontentamento nos correligionários de Luizinho Fonseca que segundo comentários após a convenção, de que a convenção iria ser anulada para que fosse cumprido o acordo com Luizinho Fonseca .
O vice-governador Odair que tinha presença confirmada na convenção do PDT de Dalila Garçon não pode comparecer devido a morte brusca de seu chefe de gabinete Mauro Marques vítima de um infarto fulminante, mas mandou comitiva de assessores. A governadora Ana Júlia Carepa mandou telegrama parabenizando a candidata Dalila Garçon. Outras autoridades eclesiásticas compareceram e se pronunciaram tais como o Padre Adelson e alguns pastores evangélicos.
Já na convenção do PMDB as ausências mais notadas foram o dep. Jader Barbalho (PMDB), ex-deputado Priante (PMDB) e o deputado estadual Antonio Rocha (PMDB), apesar de várias faixas darem boas vindas ao dep. Jádedr Barbalho. Compareceram o ex-deputado Antonio Feijão do Amapá (Ex-PSDB), dep. Estadual Eider Pena do Amapá (PDT-AP) e o dep. Estadual Haroldo Martins do Pará (Democratas-PA).
No último sábado dia 21, Almeirim esteve muito movimentada com as convenções municipais realizadas pela coligação encabeçada pelo PDT e pelo PMDB que coincidiram com a abertura da festa do padroeiro São Benedito.
A coligação do PDT teve como partidos aliados o PSB, PP, PCdoB, PSDC, PRTB, PTC, PTN e PSL. Essa coligação escolheu além dos candidatos a vereadores e vereadoras, a professora e ex-vereadora Dalila Garçon como candidata a prefeita tendo como candidato a vice-prefeito o medico veterinário sanitarista Dr. Picanço, do distrito de Monte Dourado.
A coligação do PMDB teve como partidos aliados o PPS e Democratas. Essa coligação do PMDB escolheu além dos candidatos a vereador e vereadoras, o ex-prefeito Aracy Bentes como candidato a prefeito, tendo como candidato a vice-prefeita a empresária Maria Lucidalva.
As festas transcorreram dentro da mais perfeita harmonia com exceção das surpresas de última hora que aconteceram na convenção do PMDB. Nos bastidores era dado como certa a escolha do empresário Luizinho Fonseca como candidato a vice-prefeito na chapa de Aracy Bentes, porém durante a votação os convencionais escolheram a empresária Lúcia do mercado Líder. Isso gerou um descontentamento nos correligionários de Luizinho Fonseca que segundo comentários após a convenção, de que a convenção iria ser anulada para que fosse cumprido o acordo com Luizinho Fonseca .
O vice-governador Odair que tinha presença confirmada na convenção do PDT de Dalila Garçon não pode comparecer devido a morte brusca de seu chefe de gabinete Mauro Marques vítima de um infarto fulminante, mas mandou comitiva de assessores. A governadora Ana Júlia Carepa mandou telegrama parabenizando a candidata Dalila Garçon. Outras autoridades eclesiásticas compareceram e se pronunciaram tais como o Padre Adelson e alguns pastores evangélicos.
Já na convenção do PMDB as ausências mais notadas foram o dep. Jader Barbalho (PMDB), ex-deputado Priante (PMDB) e o deputado estadual Antonio Rocha (PMDB), apesar de várias faixas darem boas vindas ao dep. Jádedr Barbalho. Compareceram o ex-deputado Antonio Feijão do Amapá (Ex-PSDB), dep. Estadual Eider Pena do Amapá (PDT-AP) e o dep. Estadual Haroldo Martins do Pará (Democratas-PA).
Ongs sob investigação
Da coluna Negócios, do Diário do Pará:
Aprovada por unanimidade: o TCU realizará uma auditoria nas ONGs que operam no Brasil. Os auditores darão ênfase especial às organizações que operam na Amazônia nas áreas fronteiriças, em terras indígenas e em setores de segurança nacional. O trabalho terá um caráter estritamente reservado. Irregularidades detectadas serão remetidas ao Ministério Público.
Aprovada por unanimidade: o TCU realizará uma auditoria nas ONGs que operam no Brasil. Os auditores darão ênfase especial às organizações que operam na Amazônia nas áreas fronteiriças, em terras indígenas e em setores de segurança nacional. O trabalho terá um caráter estritamente reservado. Irregularidades detectadas serão remetidas ao Ministério Público.
PT é o alvo de Priante
O ex-deputado José Priante, que não foi à inauguração da orla de Santarém, mesmo se encontrando a menos de 100 metros do local da solenidade, dá evidente sinais que pretende ir à forra do PT nestas eleições municipais no Oeste do Pará.
É que aonde tem prefeito petista tentando a reeleição, lá está ele, Priante, bancando a candidatuta de um oposicionista.
Confira o quadro da disputa.
Medicilândia: Lenir Trevisna(PT) x Chico Aguiar(PMDB)
Juruti: Henrique Costa(PT) x Izaías Batista(PMDB)
Belterra:Geraldo Pastana(PT) x Oti Santos(PMDB)
É que aonde tem prefeito petista tentando a reeleição, lá está ele, Priante, bancando a candidatuta de um oposicionista.
Confira o quadro da disputa.
Medicilândia: Lenir Trevisna(PT) x Chico Aguiar(PMDB)
Juruti: Henrique Costa(PT) x Izaías Batista(PMDB)
Belterra:Geraldo Pastana(PT) x Oti Santos(PMDB)
Dobradinha PMDB x Democratas ( 2 )
Primeiro foi em Juruti. Depois em Alenquer.
José Priante e Lira Maia costuram, ainda, dobradinha entre os dois partidos em Belterra.
Domingo foi a vez de Terra Santa ter no mesmo palanque nestas eleições PMDB e Democratas.
Em Almeirim, Aracy Bentes(PMDB) tem como companheira de chapa a empresária Maria Lucidalva(Democratas).
Pelo andar da carruagem essa dobradinha ameaça aportar em Santarém.
José Priante e Lira Maia costuram, ainda, dobradinha entre os dois partidos em Belterra.
Domingo foi a vez de Terra Santa ter no mesmo palanque nestas eleições PMDB e Democratas.
Em Almeirim, Aracy Bentes(PMDB) tem como companheira de chapa a empresária Maria Lucidalva(Democratas).
Pelo andar da carruagem essa dobradinha ameaça aportar em Santarém.
Big Brother Santarém
Por acaso, uma santarena ouviu, à distância, a voz do presidente do PDT quando este falava ao telefone celular [ aos berros], na área de alimentação do Shopping Iguatemi, em Belém, na semana passada.
Osmando 'poucos votos' dava ordens a um capacho da imprensa marrom da cidade.
Osmando 'poucos votos' dava ordens a um capacho da imprensa marrom da cidade.
Bicudos
O empresário Hilário Coimbra, presidente municipal do Partido Republicano(PR) deu uma 'bronca' no vereador Emir Aguiar.
Desde esse dia, não se falaram mais.
Por quê será?
Desde esse dia, não se falaram mais.
Por quê será?
Ato falho
A prefeita Maria do Carmo ficou tão desconcentrada com a passagem de um barco ostentando um outdoor da campanha 'Adote um buraco', sexta-feira, na orla, que se atrapalhou na hora dos discursos de saudação às autoridades presentes à inaugração.
Maria afirmava àquela altura: - Temos aqui nosso ilustríssimo boto, nossa digníssima tartaruga, excelentíssima governadora Ana Júlia...
Maria afirmava àquela altura: - Temos aqui nosso ilustríssimo boto, nossa digníssima tartaruga, excelentíssima governadora Ana Júlia...
Folga remunerada
Hoje, segunda-feira, dia 23 de junho, a prefeita Maria do Carmo estabeleceu ponto facultativo na prefeitura de Santarém.
O motivo alegado para justificar a folga dos barnabés muncipais é o aniversário da cidade, transcorrido ontem.
Há de se perguntar: - o quê uma coisa tem a ver com a outra?
O motivo alegado para justificar a folga dos barnabés muncipais é o aniversário da cidade, transcorrido ontem.
Há de se perguntar: - o quê uma coisa tem a ver com a outra?
Homenagem interesseira
A prefeitura resolveu homenagear um empresário falecido há pouco tempo, dando seu nome a uma escola da periferia.
A família do homenageado ficou até lisonjeada com a lembrança, mas tomou um baita susto quando recebeu uma imensa lista de pedidos de eletrodomésticos para equipar a escola.
Até freezer constava dessa relação.
A família do homenageado ficou até lisonjeada com a lembrança, mas tomou um baita susto quando recebeu uma imensa lista de pedidos de eletrodomésticos para equipar a escola.
Até freezer constava dessa relação.
domingo, 22 de junho de 2008
Pará real
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Quase metade dos 7 milhões de habitantes do Pará vive na "linha de pobreza", em famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo per capita, ou pouco acima de 200 reais. São exatamente 3.491.389 pessoas nessa condição, com renda insuficiente para custear necessidades mínimas, segundo o último mapa da exclusão social apresentado pelo governo do Estado. De 2004 para 2005, a legião dos pobres cresceu 1,29%, incorporando mais 44.496 pessoas. Esse é o período mais atualizado da pesquisa, que acompanhou as demonstrações financeiras do Estado relativas a 2007.
O PIB per capita do Pará equivale a menos da metade do indicador nacional. Houve uma discreta elevação, de 2%, nesse índice entre 2004 e 2005, mas não mudou a situação: enquanto a participação média de cada brasileiro na riqueza nacional somou R$ 10,7 mil reais, ao paraense coube a cota de R$ 5,3 mil. A concentração da renda no Estado é das maiores do país, chegando a 0,76 na escala GINI, que vai de 0 (a igualdade ideal) a 1 (a desigualdade máxima).
Além de não dispor de renda para sair da linha de pobreza, o paraense enfrenta condições de vida mais adversas do que o cidadão médio porque evolui mais lentamente. De 2005 para 2006 a proporção dos que têm acesso à rede geral de água passou de 47,31% para 48,30. A média brasileira, porém, é de 83,21%. Se o saneamento básico é ruim, a moradia é pior porque involui: no mesmo período o déficit habitacional subiu de 49,15% para 50,52%. Seguiu tendência inversa do comportamento do índice nacional.
O Pará continua a ser isso.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Quase metade dos 7 milhões de habitantes do Pará vive na "linha de pobreza", em famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo per capita, ou pouco acima de 200 reais. São exatamente 3.491.389 pessoas nessa condição, com renda insuficiente para custear necessidades mínimas, segundo o último mapa da exclusão social apresentado pelo governo do Estado. De 2004 para 2005, a legião dos pobres cresceu 1,29%, incorporando mais 44.496 pessoas. Esse é o período mais atualizado da pesquisa, que acompanhou as demonstrações financeiras do Estado relativas a 2007.
O PIB per capita do Pará equivale a menos da metade do indicador nacional. Houve uma discreta elevação, de 2%, nesse índice entre 2004 e 2005, mas não mudou a situação: enquanto a participação média de cada brasileiro na riqueza nacional somou R$ 10,7 mil reais, ao paraense coube a cota de R$ 5,3 mil. A concentração da renda no Estado é das maiores do país, chegando a 0,76 na escala GINI, que vai de 0 (a igualdade ideal) a 1 (a desigualdade máxima).
Além de não dispor de renda para sair da linha de pobreza, o paraense enfrenta condições de vida mais adversas do que o cidadão médio porque evolui mais lentamente. De 2005 para 2006 a proporção dos que têm acesso à rede geral de água passou de 47,31% para 48,30. A média brasileira, porém, é de 83,21%. Se o saneamento básico é ruim, a moradia é pior porque involui: no mesmo período o déficit habitacional subiu de 49,15% para 50,52%. Seguiu tendência inversa do comportamento do índice nacional.
O Pará continua a ser isso.
Ana Júlia não comparece a almoço da prefeitura
A governadora Ana Júlia deixou a prefeita Maria do Carmo a ver navios, sábado, no Iate Clube de Santarém.
Ana era esperada para um lauto almoço, para o qual foram convidados secretários estaduais e todo o primeiro escalão da prefeitura, além dos tradicionais bocas-livres da imprensa santarena, mas a governadora não deu as caras por lá.
Ana preferiu retornar logo a Belém a tempo de almoçar na capital.
Ana era esperada para um lauto almoço, para o qual foram convidados secretários estaduais e todo o primeiro escalão da prefeitura, além dos tradicionais bocas-livres da imprensa santarena, mas a governadora não deu as caras por lá.
Ana preferiu retornar logo a Belém a tempo de almoçar na capital.
JARBAS PASSARINHO:'Reserva indígena não ameaça soberania'
Ronaldo Brasiliense:
Ex-governador, ex-ministro de Estado e ex-senador da República, o acreano Jarbas Gonçalves Passarinho, 88 anos, um dos políticos mais influentes da história do Pará na segunda metade do século XX, afirma, com segurança: a homologação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, não ameaça a soberania nacional. Nestes três toques, Passarinho – que esta semana recebeu o título de professor honoris causa da Universidade do Legislativo, em Brasília – fala sobre a questão indígena no Brasil.
Senador, a homologação da Reserva Raposa Serra do Sol integral, com 1,7 milhão de hectares, em Roraima, ameaça a soberania nacional?
JARBAS PASSARINHO - Nenhuma reserva indígena de fronteira ameaça a soberania nacional, mas a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas ameaça, sim, a segurança e não a soberania, porque proíbe a presença de atividade militar nelas. Ora, as terras indígenas são bens da União e não dos índios. E a União pode colocar na fronteira unidade militar de acordo com a estimativa de perigo. Além disso, a Raposa Serra do Sol tem índios aculturados e até empresários de pecuária. Os macuxis - a maior tribo daquela terra em Roraima - têm milhares de cabeças de gado, vereadores e até vice-prefeitos eleitos para os dois municípios lá existentes. O que pode ameaçar a soberania nacional é o vazio militar da área. Por que não prosseguiu o projeto Calha Norte? A diferença faz com que a demarcação dos ianomamis em cumprimento à sentença judicial - não tenha comparação com a da Raposa Serra do Sol, iniciativa do Governo Lula. Os ianomamis são primitivos, o que não é o caso da outra reserva de aculturados, pelo que sou contra a sua demarcação.
A reserva ianomami, com 9,4 milhões de hectares, foi homologada quando o senhor era ministro da Justiça. Por que não houve tanta grita já que ela é seis vezes maior que a Raposa Serra do Sol?
PASSARINHO - A diferença fundamental entre a demarcação ianomami e a da Raposa Serra do Sol é que ianomami foi cumprimento de uma sentença do juiz da 7a. Vara Federal de Brasília, dando provimento a uma medida cautelar do Ministério Público, para revogar os decretos de Sarney que anulavam os de janeiro de 1985, do governo Figueiredo. Só ao governo Sarney caberia recorrer e não o fez. Assim, voltou a área de mais de 90 milhões de hectares feita ao tempo do presidente Figueiredo e que, na ocasião, não teve nenhum protesto. Ademais, ianomami é fronteira morta, ao contrário da Serra do Sol
Os índios já são donos de 20% do território da Amazônia. O senhor acha que é muita terra para tão pouca gente?
PASSARINHO – Vinte por cento das terras indígenas são comparadas com a superfície do Brasil. A Amazônia desmatou 14% da floresta. A terra ianomami é habitada pelos índios há muitos séculos. Não demarcada como se faz com projetos agrícolas de terras públicas, como a Transamazônica, de 100 hectares por pessoa. E a demarcação tem que levar em consideração as exigências do artigo 231 da Constituição do Brasil.
Ex-governador, ex-ministro de Estado e ex-senador da República, o acreano Jarbas Gonçalves Passarinho, 88 anos, um dos políticos mais influentes da história do Pará na segunda metade do século XX, afirma, com segurança: a homologação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, não ameaça a soberania nacional. Nestes três toques, Passarinho – que esta semana recebeu o título de professor honoris causa da Universidade do Legislativo, em Brasília – fala sobre a questão indígena no Brasil.
Senador, a homologação da Reserva Raposa Serra do Sol integral, com 1,7 milhão de hectares, em Roraima, ameaça a soberania nacional?
JARBAS PASSARINHO - Nenhuma reserva indígena de fronteira ameaça a soberania nacional, mas a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas ameaça, sim, a segurança e não a soberania, porque proíbe a presença de atividade militar nelas. Ora, as terras indígenas são bens da União e não dos índios. E a União pode colocar na fronteira unidade militar de acordo com a estimativa de perigo. Além disso, a Raposa Serra do Sol tem índios aculturados e até empresários de pecuária. Os macuxis - a maior tribo daquela terra em Roraima - têm milhares de cabeças de gado, vereadores e até vice-prefeitos eleitos para os dois municípios lá existentes. O que pode ameaçar a soberania nacional é o vazio militar da área. Por que não prosseguiu o projeto Calha Norte? A diferença faz com que a demarcação dos ianomamis em cumprimento à sentença judicial - não tenha comparação com a da Raposa Serra do Sol, iniciativa do Governo Lula. Os ianomamis são primitivos, o que não é o caso da outra reserva de aculturados, pelo que sou contra a sua demarcação.
A reserva ianomami, com 9,4 milhões de hectares, foi homologada quando o senhor era ministro da Justiça. Por que não houve tanta grita já que ela é seis vezes maior que a Raposa Serra do Sol?
PASSARINHO - A diferença fundamental entre a demarcação ianomami e a da Raposa Serra do Sol é que ianomami foi cumprimento de uma sentença do juiz da 7a. Vara Federal de Brasília, dando provimento a uma medida cautelar do Ministério Público, para revogar os decretos de Sarney que anulavam os de janeiro de 1985, do governo Figueiredo. Só ao governo Sarney caberia recorrer e não o fez. Assim, voltou a área de mais de 90 milhões de hectares feita ao tempo do presidente Figueiredo e que, na ocasião, não teve nenhum protesto. Ademais, ianomami é fronteira morta, ao contrário da Serra do Sol
Os índios já são donos de 20% do território da Amazônia. O senhor acha que é muita terra para tão pouca gente?
PASSARINHO – Vinte por cento das terras indígenas são comparadas com a superfície do Brasil. A Amazônia desmatou 14% da floresta. A terra ianomami é habitada pelos índios há muitos séculos. Não demarcada como se faz com projetos agrícolas de terras públicas, como a Transamazônica, de 100 hectares por pessoa. E a demarcação tem que levar em consideração as exigências do artigo 231 da Constituição do Brasil.
IBAM faz audiência pública para licenciamento de mina da MRN
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu início, ainda há pouco, à audiência pública necessária para o licenciamento ambiental da abertura de novas minas pela Mineração Rio do Norte (MRN).
Serão duas audiências na cidade de Oriximiná, hoje e dia 29 deste mês, e uma em Terra Santa, que será realizada no dia 28 também deste mês.
Nestas audiências públicas, será discutido o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), documento elaborado pela empresa a parir dos Estudos de Impactos Ambientais (Eia) que medem as interferências do projeto no meio físico e social.
As audiências devem contar com a participação do empreendedor, que vai explicar o projeto, e do órgão ambiental responsável pelo licenciamento, que neste caso é o Ibama, pois o projeto da MRN está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Federal. Além disso, participam entidades da sociedade civil da região, organizações ambientalistas, estudantes, lideranças sociais e políticas dos dois municípios.
Serão duas audiências na cidade de Oriximiná, hoje e dia 29 deste mês, e uma em Terra Santa, que será realizada no dia 28 também deste mês.
Nestas audiências públicas, será discutido o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), documento elaborado pela empresa a parir dos Estudos de Impactos Ambientais (Eia) que medem as interferências do projeto no meio físico e social.
As audiências devem contar com a participação do empreendedor, que vai explicar o projeto, e do órgão ambiental responsável pelo licenciamento, que neste caso é o Ibama, pois o projeto da MRN está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Federal. Além disso, participam entidades da sociedade civil da região, organizações ambientalistas, estudantes, lideranças sociais e políticas dos dois municípios.
Memória de Santarém - Por Lúcio Flávio Pinto
Dia a dia (1961)
Em agosto, Antônio Lobo comunicou ao prefeito que comprara a Tecejuta, mas que o fornecimento de energia da fábrica para a cidade seria mantido. Desfazia assim boatos sobre a interrupção do serviço.
*
O santareno Raimundo de Alcântara Figueira assumiu em outubro a presidência do Banco de Crédito da Amazônia. Era gerente da agência de Manaus do Banco do Brasil, no qual ingressou em 1938. Foi indicado pelo governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho.
*
No dia 6 de dezembro de 1960 a senhorita Gelina Levy taxou no correio do Rio de Janeiro para Santarém convite para o seu casamento, que aconteceria no dia 23 do mesmo mês. A carta foi recebida pelo destinatário, Emílio Nobre, em 23 de agosto de 1961, mais de oito meses depois, quando a jovem senhora já estava em "adiantado estado de gestação". Uma façanha.
*
Durante o mês de agosto de 1961 aportaram em Santarém 26 embarcações. Duas delas eram estrangeiras e cinco da navegação de cabotagem do Lóide Brasileiro Costeira: Almirante Alexandrino, Rio Oiapoque, Rio Maracanã, Torres, São Miguel e Vamos. A L. Figueiredo Navegação, que fazia linha regular entre Santos e Santarém, saiu carregada de fardos de juta. O Instituto Agronômico da Amazônia (IAN) fazia o enfardamento numa oficina na Prainha.
*
Em setembro de 1961 João de Souza Alho, muito conhecido como Gigi Alho, foi nomeado titular efetivo do cartório do 3º ofício da comarca de Santarém, pelo qual até então respondia.
*
Depois de tabelar os preços da carne verde, a prefeitura teve que reajustar os valores devido as graves ameaças "pela falta, cada vez maior, desse gênero de primeira necessidade". A tabela previa os seguintes produtos: filé (a 150 cruzeiros o quilo), carne, fígado limpo, fígado misturado, mocotó, bucho, miolo, cabeça e língua (o mais barato, a Cr$ 70).
*
O 1º tenente Liberalino Jorge Pereira convocava os cidadãos nascidos em 1943, "bem como os das classes anteriores, ainda em débito", para prestar o serviço militar, apresentando-se para seleção na sede do Tiro de Guerra nº 190, na esquina da Travessa 15 de Novembro com a Rua Galdino Veloso, "trazendo, cada um, seu certificado de alistamento militar".
*
Carregando consigo o primeiro título de "cidadão de Santarém", concedido pela Câmara de Vereadores, o padre Manoel Rebouças Albuquerque deixou definitivamente Santarém em setembro. Fixou residência no então Estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro), depois de longos anos de dedicação à instrução infantil.
*
Raul Loureiro, gerente do Cinema Olímpia, foi a Recife com dois objetivos. O primeiro era comprar um gerador de luz, capaz de manter em funcionamento o novo sistema de renovação de ar e os ventiladores e exaustores do cinema, uma demanda que a fraca disponibilidade de energia pública não podia atender. Também iria contratar um grande número de bons filmes alemães, americanos e mexicanos. O câmbio elevado do dólar tornava essa tarefa difícil para cinemas do interior.
*
Nota irônica de O Jornal de Santarém de setembro:
"Quinta-feira última um larápio ingressou, nas caladas da noite, na residência do dr. Wilson Maia. Quando o ladrão dava a partida despertou o homem do bisturi, que imediatamente apanhou um revólver e saiu à acata do amigo do alheio. Este resolveu enfrentá-lo e o prezado doutor, com toda a gentileza que lhe é peculiar, a fim de evitar escândalos, doou o revólver ao larápio, que, depois de um simples 'muito obrigado, retirou-se calmamente.
Gestos assim devem ser imitados".
*
O Veterano Esporte Clube inaugurou sua sede social, no bairro da Aldeia, em 3 de setembro.
Em agosto, Antônio Lobo comunicou ao prefeito que comprara a Tecejuta, mas que o fornecimento de energia da fábrica para a cidade seria mantido. Desfazia assim boatos sobre a interrupção do serviço.
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O santareno Raimundo de Alcântara Figueira assumiu em outubro a presidência do Banco de Crédito da Amazônia. Era gerente da agência de Manaus do Banco do Brasil, no qual ingressou em 1938. Foi indicado pelo governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho.
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No dia 6 de dezembro de 1960 a senhorita Gelina Levy taxou no correio do Rio de Janeiro para Santarém convite para o seu casamento, que aconteceria no dia 23 do mesmo mês. A carta foi recebida pelo destinatário, Emílio Nobre, em 23 de agosto de 1961, mais de oito meses depois, quando a jovem senhora já estava em "adiantado estado de gestação". Uma façanha.
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Durante o mês de agosto de 1961 aportaram em Santarém 26 embarcações. Duas delas eram estrangeiras e cinco da navegação de cabotagem do Lóide Brasileiro Costeira: Almirante Alexandrino, Rio Oiapoque, Rio Maracanã, Torres, São Miguel e Vamos. A L. Figueiredo Navegação, que fazia linha regular entre Santos e Santarém, saiu carregada de fardos de juta. O Instituto Agronômico da Amazônia (IAN) fazia o enfardamento numa oficina na Prainha.
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Em setembro de 1961 João de Souza Alho, muito conhecido como Gigi Alho, foi nomeado titular efetivo do cartório do 3º ofício da comarca de Santarém, pelo qual até então respondia.
*
Depois de tabelar os preços da carne verde, a prefeitura teve que reajustar os valores devido as graves ameaças "pela falta, cada vez maior, desse gênero de primeira necessidade". A tabela previa os seguintes produtos: filé (a 150 cruzeiros o quilo), carne, fígado limpo, fígado misturado, mocotó, bucho, miolo, cabeça e língua (o mais barato, a Cr$ 70).
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O 1º tenente Liberalino Jorge Pereira convocava os cidadãos nascidos em 1943, "bem como os das classes anteriores, ainda em débito", para prestar o serviço militar, apresentando-se para seleção na sede do Tiro de Guerra nº 190, na esquina da Travessa 15 de Novembro com a Rua Galdino Veloso, "trazendo, cada um, seu certificado de alistamento militar".
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Carregando consigo o primeiro título de "cidadão de Santarém", concedido pela Câmara de Vereadores, o padre Manoel Rebouças Albuquerque deixou definitivamente Santarém em setembro. Fixou residência no então Estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro), depois de longos anos de dedicação à instrução infantil.
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Raul Loureiro, gerente do Cinema Olímpia, foi a Recife com dois objetivos. O primeiro era comprar um gerador de luz, capaz de manter em funcionamento o novo sistema de renovação de ar e os ventiladores e exaustores do cinema, uma demanda que a fraca disponibilidade de energia pública não podia atender. Também iria contratar um grande número de bons filmes alemães, americanos e mexicanos. O câmbio elevado do dólar tornava essa tarefa difícil para cinemas do interior.
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Nota irônica de O Jornal de Santarém de setembro:
"Quinta-feira última um larápio ingressou, nas caladas da noite, na residência do dr. Wilson Maia. Quando o ladrão dava a partida despertou o homem do bisturi, que imediatamente apanhou um revólver e saiu à acata do amigo do alheio. Este resolveu enfrentá-lo e o prezado doutor, com toda a gentileza que lhe é peculiar, a fim de evitar escândalos, doou o revólver ao larápio, que, depois de um simples 'muito obrigado, retirou-se calmamente.
Gestos assim devem ser imitados".
*
O Veterano Esporte Clube inaugurou sua sede social, no bairro da Aldeia, em 3 de setembro.
Em 5 de setembro morreu a sra. Rita da Costa Pereira, viúva do comerciante João da Costa Pereira. Deixou oito filhos: Conceição Pereira de Siqueira, casada com Basílio Siqueira; José da Costa Pereira, casado com Maria Ayres Pereira; Rosa Pereira de Vasconcelos (José Santana de Vasconcelos); Maria José Pereira Campos (Simão Campos); Antônio (Miriam Kzan Pereira); Manuel (Nilza Serique Pereira); Joaquim (Vera Soares Pereira); e Joana Pereira Colares (Francisco Colares). Tinha também 33 netos e quatro bisnetos.
*
Imbiriba da Rocha Com. Representações Ltda., que vendia os móveis "Cimo", anunciava que conjunto para alcova, sala de jantar, bares, sofás-camas, sofás, berços, estantes, secretárias e cadeiras estavam em exposição para os interessados na residência da professora Sofia, à rua Floriano Peixoto nº 543.
*
Brim Tiradentes, mescla Rio Mar e xadrez Brigadeiro eram anunciados como "os panos mais resistentes para o trabalho". O comprador devia verificar "os rótulos pregados na peça".
*
Estava à venda a fábrica de mosaicos de Santarém, na Travessa dos Mártires, anunciada como "ótimo emprego de capital".
Santarém, 347 anos
22 de junho, data em que o jesuíta batavo Fellipe Bettendorf, fundou a vila de Santarém, às margens do rio Tapajós.
sábado, 21 de junho de 2008
Escapou
A prefeita Maria do Carmo não foi vaiada durante o show sertanejo, ontem à noite, na orla.
Justiça lhe seja feita. Maria, escaldada, não subiu no palco emuito menos discursou, como fez no ano passado.
Ainda bem.
Ficaria chato mais uma vez o povo de Santarém levar a fama de mal educado.
Justiça lhe seja feita. Maria, escaldada, não subiu no palco emuito menos discursou, como fez no ano passado.
Ainda bem.
Ficaria chato mais uma vez o povo de Santarém levar a fama de mal educado.
Vale: contas fragmentadas
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Quem acessar o site da Companhia Vale do Rio Doce poderá consultar o balanço anual da empresa só até 2004. Desse ano em diante estão disponíveis apenas os balanços trimestrais. Foi em 2004 que pela última vez as demonstrações financeiras saíram em edição impressa, na forma de livro. A partir daí a versão completa das contas ficou restrita ao Diário Oficial da União e a raros jornais nacionais. Ao invés do balanço, o produto no qual a empresa mais investe é o Relatório de Sustentabilidade. A versão deste ano será lançada em agosto.
Outras empresas adotam esse procedimento, mas é de estranhar que a maior corporação privada do país e do continente, e a segunda maior mineradora do mundo, interrompa uma boa tradição. Os interessados na Vale aguardavam com certa ansiedade a publicação do seu balanço em papel para analisá-lo detidamente, tendo uma visão completa das múltiplas atividades da empresa.
Agora essa visão é fracionada e de acesso mais difícil. Não deixa de contrastar com os gastos cada vez maiores da empresa em propaganda e publicidade. A Vale não parece mais interessada em fornecer informações: pretende conduzi-las em domicílio, prontas para digestão.
Talvez assim reduza a margem de crítica. Não surpreende: a empresa acostumou-se a ouvir apenas elogios.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Quem acessar o site da Companhia Vale do Rio Doce poderá consultar o balanço anual da empresa só até 2004. Desse ano em diante estão disponíveis apenas os balanços trimestrais. Foi em 2004 que pela última vez as demonstrações financeiras saíram em edição impressa, na forma de livro. A partir daí a versão completa das contas ficou restrita ao Diário Oficial da União e a raros jornais nacionais. Ao invés do balanço, o produto no qual a empresa mais investe é o Relatório de Sustentabilidade. A versão deste ano será lançada em agosto.
Outras empresas adotam esse procedimento, mas é de estranhar que a maior corporação privada do país e do continente, e a segunda maior mineradora do mundo, interrompa uma boa tradição. Os interessados na Vale aguardavam com certa ansiedade a publicação do seu balanço em papel para analisá-lo detidamente, tendo uma visão completa das múltiplas atividades da empresa.
Agora essa visão é fracionada e de acesso mais difícil. Não deixa de contrastar com os gastos cada vez maiores da empresa em propaganda e publicidade. A Vale não parece mais interessada em fornecer informações: pretende conduzi-las em domicílio, prontas para digestão.
Talvez assim reduza a margem de crítica. Não surpreende: a empresa acostumou-se a ouvir apenas elogios.
Memória de Santarém - Por Lúcio Flávio Pinto
Pauta para Jânio
Ubaldo Corrêa voltou confiante de uma audiência que, no início de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros concedeu, em Brasília, a vários prefeitos do interior do país. Todos puseram expor diretamente suas reivindicações e ouvir de pronto a resposta do presidente. A pauta de Ubaldo incluía aspirações históricas de Santarém, ignoradas ou mal atendidas até então, e inovações que acabariam não se efetivando:
- Hidrelétrica de Curuá-Una, na cachoeira do Palhão. Cinco engenheiros e 30 homens da Grubima, empresa de São Paulo, vencedora da concorrência pública (e também a do porto), se encontravam trabalhando no local. Verbas comprometidas pelo governo haviam sido liberadas. Estrada seria aberta para possibilitar o transporte de material pesado necessário à obra.
- Iluminação pública da cidade. A rede em uso era considerada quase imprestável. Os postes foram fincados sem orientação técnica. A Companhia Alvorada, contratada para realizar o serviço, prometia concluí-lo em 1962.
- Mercado novo em andamento. Faltava chegar o cimento adquirido.
- Cais de arrimo. A prefeitura prometia fazer nascer "da esburacada e carcomida rua Adriano Pimentel" uma "linda avenida rodeada por uma parede de concreto" do cais de arrimo, que se tornaria "a sala de visitas da cidade".
- Ampliação do serviço de água pelo Sesp (Serviço Especial de Saúde Pública).
- Transporte intermunicipal rápido e eficiente através de três helicópteros, que seriam baseados em Santarém.
- Grande hotel para a cidade, com financiamento já acertado, para a construção de prédio de quatro andares. Um grupo empresarial teria manifestado interesse. A Associação Comercial indicou um grupo de trabalho para tratar do assunto, integrado por Almerindo Ferreira, Francisco Coimbra Lobato, Joaquim da Costa Pereira e Raimundo Paes.
- Ambulância, já adquirida, para atender o serviço de pronto socorro da cidade.
- Linha de navegação permanente e quase direta entre Santarém e Manaus, servida por três navios da Costeira.
- Pavimentação de praças e ruas, a começar pela rua João Pessoa. O presidente ofereceu ao prefeito um trator esteira novo, de fabricação alemã.
Jânio prometeu fazer uma parada em Santarém, quando fosse a Manaus, em setembro, participar de um encontro com governadores. Mas não cumpriu a promessa: renunciou antes à presidência da república.
Ubaldo Corrêa voltou confiante de uma audiência que, no início de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros concedeu, em Brasília, a vários prefeitos do interior do país. Todos puseram expor diretamente suas reivindicações e ouvir de pronto a resposta do presidente. A pauta de Ubaldo incluía aspirações históricas de Santarém, ignoradas ou mal atendidas até então, e inovações que acabariam não se efetivando:
- Hidrelétrica de Curuá-Una, na cachoeira do Palhão. Cinco engenheiros e 30 homens da Grubima, empresa de São Paulo, vencedora da concorrência pública (e também a do porto), se encontravam trabalhando no local. Verbas comprometidas pelo governo haviam sido liberadas. Estrada seria aberta para possibilitar o transporte de material pesado necessário à obra.
- Iluminação pública da cidade. A rede em uso era considerada quase imprestável. Os postes foram fincados sem orientação técnica. A Companhia Alvorada, contratada para realizar o serviço, prometia concluí-lo em 1962.
- Mercado novo em andamento. Faltava chegar o cimento adquirido.
- Cais de arrimo. A prefeitura prometia fazer nascer "da esburacada e carcomida rua Adriano Pimentel" uma "linda avenida rodeada por uma parede de concreto" do cais de arrimo, que se tornaria "a sala de visitas da cidade".
- Ampliação do serviço de água pelo Sesp (Serviço Especial de Saúde Pública).
- Transporte intermunicipal rápido e eficiente através de três helicópteros, que seriam baseados em Santarém.
- Grande hotel para a cidade, com financiamento já acertado, para a construção de prédio de quatro andares. Um grupo empresarial teria manifestado interesse. A Associação Comercial indicou um grupo de trabalho para tratar do assunto, integrado por Almerindo Ferreira, Francisco Coimbra Lobato, Joaquim da Costa Pereira e Raimundo Paes.
- Ambulância, já adquirida, para atender o serviço de pronto socorro da cidade.
- Linha de navegação permanente e quase direta entre Santarém e Manaus, servida por três navios da Costeira.
- Pavimentação de praças e ruas, a começar pela rua João Pessoa. O presidente ofereceu ao prefeito um trator esteira novo, de fabricação alemã.
Jânio prometeu fazer uma parada em Santarém, quando fosse a Manaus, em setembro, participar de um encontro com governadores. Mas não cumpriu a promessa: renunciou antes à presidência da república.
Começo do hidrômetro
Um funcionário do Sesp passou um dia inteiro, em agosto de 1961, batendo de porta em porta pela cidade. Perguntava à entrada se havia torneiras defeituosas na casa, "quando deveria pedir licença, entrar e verificar se as torneiras estavam funcionando com perfeição", segundo O Jornal de Santarém. Na maioria das residências ocorria vazamento, que provocava desperdício de água "em volume incalculável". Daí a constante falta de água.
O abuso, porém, tinha data para acabar: a prefeitura e o Sesp assinaram convênio, em agosto de 1961, para a criação e instalação do Serviço Autônomo de Água e Esgotos, que seria administrado pelo órgão federal. O primeiro chefe foi Dilton de Melo Leite, engenheiro do Sesp.
Além da ampliação da rede de tubulação e melhoria do serviço de água, começariam a ser instalados hidrômetros, medindo o consumo dos moradores. Eles passariam a pagar pelo que gastassem. Até começar a vigorar essa inovação, o pagamento ainda seria feito por uma tabela, que considerava como referência o salário mínimo (da taxa equivalente a 2%, para o consumo público até 15 metros cúbicos, até o máximo de 55% do salário mínimo, para o consumo industrial de 121 metros cúbicos em diante) e a quantidade de torneiras.
Um funcionário do Sesp passou um dia inteiro, em agosto de 1961, batendo de porta em porta pela cidade. Perguntava à entrada se havia torneiras defeituosas na casa, "quando deveria pedir licença, entrar e verificar se as torneiras estavam funcionando com perfeição", segundo O Jornal de Santarém. Na maioria das residências ocorria vazamento, que provocava desperdício de água "em volume incalculável". Daí a constante falta de água.
O abuso, porém, tinha data para acabar: a prefeitura e o Sesp assinaram convênio, em agosto de 1961, para a criação e instalação do Serviço Autônomo de Água e Esgotos, que seria administrado pelo órgão federal. O primeiro chefe foi Dilton de Melo Leite, engenheiro do Sesp.
Além da ampliação da rede de tubulação e melhoria do serviço de água, começariam a ser instalados hidrômetros, medindo o consumo dos moradores. Eles passariam a pagar pelo que gastassem. Até começar a vigorar essa inovação, o pagamento ainda seria feito por uma tabela, que considerava como referência o salário mínimo (da taxa equivalente a 2%, para o consumo público até 15 metros cúbicos, até o máximo de 55% do salário mínimo, para o consumo industrial de 121 metros cúbicos em diante) e a quantidade de torneiras.
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Na foto, Jânio Quadros faz comício em Santarém, em frente ao atual Museu João Fona.
Manchetes da edição de aniversário de Santarém de O Estado do Tapajós
METADE DOS PARAENSES VIVE NA POBREZA
MARIA INAUGURA ORLA SEM ESGOTO E ASFALTO NOVO
O TEMPO DE SANTARÉM
REFRESCO 'RALA-RALA' É DESCONHECIDO PELA GAROTADA
NOSTALGIA DE UM PESCADOR ENCATADO PELO RIO TAPAJÓS
FIFIU, OI BURRACHUDO...VAI UM REFRESCO DE MANGARATAIA?
CALAFETEIRO DE CANOAS: UM OFÍCIO ANTIGO EM EXTINÇÃO
INAUGURAÇÕES REFORÇAM SEGURANÇA PÚBLICA EM JURUTI
PF VAI CONTAR COM MAIS DE 100 POLICIAIS NO OESTE DO PARÁ
MARIA INAUGURA ORLA SEM ESGOTO E ASFALTO NOVO
O TEMPO DE SANTARÉM
REFRESCO 'RALA-RALA' É DESCONHECIDO PELA GAROTADA
NOSTALGIA DE UM PESCADOR ENCATADO PELO RIO TAPAJÓS
FIFIU, OI BURRACHUDO...VAI UM REFRESCO DE MANGARATAIA?
CALAFETEIRO DE CANOAS: UM OFÍCIO ANTIGO EM EXTINÇÃO
INAUGURAÇÕES REFORÇAM SEGURANÇA PÚBLICA EM JURUTI
PF VAI CONTAR COM MAIS DE 100 POLICIAIS NO OESTE DO PARÁ
Ausências, vaias e protestos na inauguração da nova orla
Aconteceu de tudo na inauguração da segunda etapa do projeto orla, ontem à noite.
Primeiro, o deputado José Priante, que iria discursar não deu as caras por lá, avisado que foi da presença da governadora Ana Júlia ao evento.
Segundo, o deputado Antônio Rocha até que posou para fotos com Maria do Carmo e Ana Júlia, mas foi saiando de mansinho do cais para não ter que participar dos discursos que seriam feitos logo após o passeio das autoridades pela calçadão recem-construído.
Terceiro, no momento do discurso de Ana Júlia, um barco passou denfronte ao local ostentando um outdoor iluminado com o mote da campanha Adote um buraco. Ouviram-se vaias. Não se sabe se foram dirigidas para o discurso de Ana ou para o protesto da Tv Ponta Negra.
Quarto, um grupamento do tático da PM tentou impedir que o barco alugado pela emissora fizesse o trajeto da nova orla, mas a direção da emissora exigiu que os policias apresentassem algum mandado judicial ou uma ordem por escrita da Marinha que o obrigasse a deixar aquele trecho do rio Tapajós. Como não houve acordo, os policias se retiraram e o protesto continuou.
Quinto, temendo ser vaiada, a prefeita Maria do Carmo não subiu ao palco do show sertanejo que aconteceu logo após a inauguração, mas em outro trecho da orla - o palco foi montado próximo ao terminal fluvial.
Primeiro, o deputado José Priante, que iria discursar não deu as caras por lá, avisado que foi da presença da governadora Ana Júlia ao evento.
Segundo, o deputado Antônio Rocha até que posou para fotos com Maria do Carmo e Ana Júlia, mas foi saiando de mansinho do cais para não ter que participar dos discursos que seriam feitos logo após o passeio das autoridades pela calçadão recem-construído.
Terceiro, no momento do discurso de Ana Júlia, um barco passou denfronte ao local ostentando um outdoor iluminado com o mote da campanha Adote um buraco. Ouviram-se vaias. Não se sabe se foram dirigidas para o discurso de Ana ou para o protesto da Tv Ponta Negra.
Quarto, um grupamento do tático da PM tentou impedir que o barco alugado pela emissora fizesse o trajeto da nova orla, mas a direção da emissora exigiu que os policias apresentassem algum mandado judicial ou uma ordem por escrita da Marinha que o obrigasse a deixar aquele trecho do rio Tapajós. Como não houve acordo, os policias se retiraram e o protesto continuou.
Quinto, temendo ser vaiada, a prefeita Maria do Carmo não subiu ao palco do show sertanejo que aconteceu logo após a inauguração, mas em outro trecho da orla - o palco foi montado próximo ao terminal fluvial.
Priante não comparece à inauguração da orla
O ex-deputado José Priante está em Santarém desde a tarde de ontem, mas não foi à solenidade de inauguração da segunda etapa do projeto Orla, a qual compareceu, além da prefeita Maria do Carmo, a governadora Ana Júlia Carepa.
Os bastidores da inauguração da orla, ontem à noite, estão na Coluna do Estado, da edição impressa de O Estado do Tapajós, cedinho nas bancas da cidade.
Os bastidores da inauguração da orla, ontem à noite, estão na Coluna do Estado, da edição impressa de O Estado do Tapajós, cedinho nas bancas da cidade.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Governo define cálculo para divisão de recursos entre os poderes
Agência Pará:
Belém- O governo do Estado chegou a um acordo com a comissão formada por representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) e demais poderes, visando a definição de uma base de cálculo para a divisão dos recursos entre os poderes na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009, que será votada na próxima semana na Comissão de Finanças da Alepa.
Em reunião na tarde desta sexta-feira (20), com a participação dos secretários de Estado de Planejamento, José Júlio Lima, e da Fazenda, José Raimundo Trindade, foi estabelecido pelo governo que a base de cálculo será a Receita Líquida de Impostos, com base na Receita Resultante de Impostos (RRI), garantindo o que estava previsto em valores no projeto inicial da LDO apresentado pelo governo.
Após a reunião, o secretário de Planejamento, José Júlio Lima, destacou que a adoção da nova base de cálculo se constitui em uma evolução do diálogo entre os poderes e serve para facilitar a visibilidade do que é tido como receita.
Belém- O governo do Estado chegou a um acordo com a comissão formada por representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) e demais poderes, visando a definição de uma base de cálculo para a divisão dos recursos entre os poderes na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009, que será votada na próxima semana na Comissão de Finanças da Alepa.
Em reunião na tarde desta sexta-feira (20), com a participação dos secretários de Estado de Planejamento, José Júlio Lima, e da Fazenda, José Raimundo Trindade, foi estabelecido pelo governo que a base de cálculo será a Receita Líquida de Impostos, com base na Receita Resultante de Impostos (RRI), garantindo o que estava previsto em valores no projeto inicial da LDO apresentado pelo governo.
Após a reunião, o secretário de Planejamento, José Júlio Lima, destacou que a adoção da nova base de cálculo se constitui em uma evolução do diálogo entre os poderes e serve para facilitar a visibilidade do que é tido como receita.
Partidos fazem convenções em Santarém
Anote aí data e local das convenções partidárias em Santarém:
PP- Dia 28. Câmara Municipal.
PSC. Dia 30. Diretório Municipal.
PMDB. Dia 29. Câmara Municipal.
PMN. Dia 30. Comercial Atlético Cearense.
PR. Dia 30. Edifício Hilário Coimbra.
PDT. Dia 30. Câmara Municipal.
Democratas. Dia 30. Sygnus Clube.
PSDB. Dia 30. Diretório Municipal.
PP- Dia 28. Câmara Municipal.
PSC. Dia 30. Diretório Municipal.
PMDB. Dia 29. Câmara Municipal.
PMN. Dia 30. Comercial Atlético Cearense.
PR. Dia 30. Edifício Hilário Coimbra.
PDT. Dia 30. Câmara Municipal.
Democratas. Dia 30. Sygnus Clube.
PSDB. Dia 30. Diretório Municipal.
O Inusitado Não é Pautado
Do santareno apaixonado Juvêncio Arruda:
O Ministério Público do Estado ainda não se dirigiu ao público do estado para revelar as razões da supeição coletiva dos promotores de Justiça da Comarca de Santarém - à exceção de um impedimento legal - que obrigou o juiz Alessandro Osanan a representar ao TJ, pedindo o desaforamento do processo que julga um homicida naquela cidade, justificando seu pedido com base nos indícios de que a imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada, somou-se fato inusitado no presente feito, às vésperas do julgamento já designado, qual seja, todos os Promotores de Justiça que atuam na Comarca de Santarém, em número de 10 (dez), julgaram-se suspeitos ou impedidos para atuar na sessão referida.
Nenhuma pocilga da capital pautou o fato inusitado.
O Ministério Público do Estado ainda não se dirigiu ao público do estado para revelar as razões da supeição coletiva dos promotores de Justiça da Comarca de Santarém - à exceção de um impedimento legal - que obrigou o juiz Alessandro Osanan a representar ao TJ, pedindo o desaforamento do processo que julga um homicida naquela cidade, justificando seu pedido com base nos indícios de que a imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada, somou-se fato inusitado no presente feito, às vésperas do julgamento já designado, qual seja, todos os Promotores de Justiça que atuam na Comarca de Santarém, em número de 10 (dez), julgaram-se suspeitos ou impedidos para atuar na sessão referida.
Nenhuma pocilga da capital pautou o fato inusitado.
Almir Gabriel volta a ser internado em CTI
Do Espaço Aberto:
O ex-governador Almir Gabriel voltou a ser hospitalizado.Está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Problemas de pressão e coração, à primeira vista.Em pouco mais de dois meses, é a segunda vez que o ex-governador precisa ser hospitalizado. A primeira foi no final de março passado, quando sofreu um infarto em Bertioga, no litoral paulista, onde reside desde o início do ano.
------
Atualização:
Almir está em Moji das Cruzes
O ex-governador foi internado na manhã desta sexta-feira, depois que apresentou alterações de pressão.
Pessoa próxima ao ex-governador confirmou ao blog que ele não foi levado para São Paulo (SP), onde ficou hospitalizado da vez anterior no Hospital do Coração (HCor). Foi transferido para Moji das Cruzes, município que fica a cerca de 50 quilômetros de Bertioga.
O ex-governador está internado no Hospital Biocor. Encontra-se sob observação médica. Até agora, não se verificou necessidade de transferi-lo para a capital.
O ex-governador Almir Gabriel voltou a ser hospitalizado.Está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Problemas de pressão e coração, à primeira vista.Em pouco mais de dois meses, é a segunda vez que o ex-governador precisa ser hospitalizado. A primeira foi no final de março passado, quando sofreu um infarto em Bertioga, no litoral paulista, onde reside desde o início do ano.
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Atualização:
Almir está em Moji das Cruzes
O ex-governador foi internado na manhã desta sexta-feira, depois que apresentou alterações de pressão.
Pessoa próxima ao ex-governador confirmou ao blog que ele não foi levado para São Paulo (SP), onde ficou hospitalizado da vez anterior no Hospital do Coração (HCor). Foi transferido para Moji das Cruzes, município que fica a cerca de 50 quilômetros de Bertioga.
O ex-governador está internado no Hospital Biocor. Encontra-se sob observação médica. Até agora, não se verificou necessidade de transferi-lo para a capital.
Justiça vai à praça
O Tribunal de Justiça do Estado realiza hoje de manhã, na praça São Sebastião, diversas ações e atendimentos judiciais gratuitos como parte dos festejos dos 175 anos de instalação da Comarca de Santarém.
A programação começa com missa na igreja de São Sebastião, às 08h00.
A programação começa com missa na igreja de São Sebastião, às 08h00.
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