quinta-feira, 27 de agosto de 2009

São Raimundo descarta 'marmelada'

Gerson Nogueira:

O São Raimundo está perto da classificação para a fase seguinte do Brasileiro da Série D sem nem ter entrado em campo. Isso porque a Pantera mocoronga conta com a quarta melhor campanha da competição, e basta apenas uma simples vitória contra o seu adversário, o Cristal (AP), para que uma das oito vagas à próxima fase esteja garantida. Mas a situação incomoda o novo treinador, Lúcio Santarém, que não acredita em “marmelada” entre os clubes vizinhos e quer concentração total dos seus atletas. Como cada uma das equipes possui 14 pontos, bastaria que fizessem um “jogo de compadres”, podendo combinar uma simples vitória por 1 a 0 para cada lado nas duas partidas do mata-mata, para que atingissem 17 pontos e estarem aptos para a quarta fase. Lúcio Santarém mantém o discurso de que não pensa nessa possibilidade. Diz que o grupo alvinegro deve se concentrar na vitória, independente do regulamento. (Com informações do Bola)

Na fita métrica

A Seminf mente ao afirmar que as casas do Uruará, construídas com recursos do PAC, têm 48 metros quadrados.
A medição exata é 9,20m X 4,37m=40,20 metros quadrados.
Cadê os 8 metros quadrados, Valéria?

Estudante esfaqueia colega dentro de escola

Está foragido o estudante que esfaqueou o colega ontem à noite na Escola Estadual Maria de Lourdes, no bairro do Livramento, em Santarém.

Cruzada contra transporte clandestino em Santarém

O promotor Raimundo Brasil está com uma batata quente nas mãos.
Atender ao pleito de donos de ônibus, taxitas e mototaxistas legalizados.
Esses segmentos querem que Detran e STM acabem com o transporte clandestino em Santarém.
Só pagando para ver.

Lula ameaçou tirar Agnelli do comando da Vale

Lúcio Flávio Pinto:

Lula ameaçou colocar Sérgio Rosa no lugar de Roger Agnelli na direção da Vale, irritado com o procedimento tímido, em matéria de investimento, do executivo oriundo do Bradesco na direção da ex-estatal durante os últimos tempos. O presidente usaria como instrumento de pressão a maioria que o governo federal tem na Previ, o mais poderoso dos fundos de pensão, que, por sua vez, é principal cotista da Valepar, que controla a Vale. Alertado, Agnelli foi conversar com Lula e os dois se acertaram, disse a Folha de S. Paulo do último domingo, sem esclarecer a agenda do acerto. Ou pelo menos um ponto essencial no contencioso: se tem razão o presidente ao cobrar mais investimentos ou a empresa em acautelar-se.
Vieram-me imagens de Os Deuses Malditos, filme de Luchino Visconti sobre a Alemanha de Hitler, quando havia um biombo entre as salas das grandes empresas e os gabinetes do governo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ibope divulga pesquisa para o governo do estado

O Democratas encomendou ao Ibope uma pesquisa sobre a sucessão estadual.
Os resultados estão no Blog do Vic.
Mas a análise dos cenários testados na pesquisa você confere no twitter do Blog do Estado.

Casas do PAC no Uruará: número ao quadrado

O jornal O Estado do Tapajós vai ter medir com fita métrica o tamanho real das casas que a prefeitura de Santarém está construindo com dinheiro do PAC no Uruará.
Tudo porque a notícia do jornal, que mencionou 28 metros quadrados - o tamanho das casas - está sendo contestado pela Seminf como se fosse muito maior o tamanho apontado pela Secretaria de Infra-estrutura - 48 metros quadrados.
Na versão do jornal, para apenas uma casa ( são duas conjugadas) o tamanho é de 28.
Para a Seminf é de 48.
Mas, trocando em miúdos, 4 metros x 7 metros dão 28 metros quadrados.
Assim também como 6 metros x 8 metros dão 48 metros quadrados.
Tanto um quanto o outro, o tamanho é pequeno demais para abrigar as numerosas famílias daquele bairro.

São Raimundo e Cristal podem combinar resultados para classificar os dois times

Gerson Nogueira

Por uma dessas coisas que só acontecem no Brasil – como a “máfia do apito” ser inocentada porque a patifaria não é tipificada em lei – os clubes disputantes do Brasileiro da Série D foram informados ontem, com o torneio em andamento, que o desempate para classificação na reta final levará em conta a classificação geral e não apenas os jogos do mata-mata.

Nada que surpreenda num campeonato que já nasceu sob o signo da inutilidade, aparentando ter sido criado exclusivamente para alimentar a vaidade sem limites dos donos do futebol brasileiro. Basta um rápido exercício de lógica para perceber que a Quarta Divisão é uma excrescência. É do conhecimento até do reino mineral que não existem no país 80 clubes com estrutura e em condições financeiras para justificar a criação de tantas divisões. O mais irônico é que justamente as duas divisões mais deficitárias e maltrapilhas são as menos aquinhoadas pela CBF.

Coadjuvantes no banquete do futebol nacional, as séries C e D, que reúnem 60 disputantes, são deficitárias e tecnicamente nulas. Os jogos são disputados em estádios improvisados, sem qualquer segurança ou conforto. A D registrou um índice constrangedor de desistências. O grupo, que era encabeçado pelo Nacional-AM, ficou reduzido a três participantes, desequilibrando a disputa.

O critério de escolha dos participantes deu carta branca às federações, levando a situações esquisitas, como a registrada no Pará, onde o Remo acabou alijado por ter cumprido um péssimo campeonato estadual. No entanto, a entidade máxima havia aberto a janela para que o campeão da temporada anterior fosse escolhido automaticamente. Além de uma questão de direito esportivo: como foi rebaixado de divisão (da Série C), o clube deveria ter lugar assegurado na divisão imediatamente inferior.
Mas o pior de tudo é que a notícia
divulgada ontem pelo diretor técnico de competições da CBF, Virgílio Elísio, praticamente força S. Raimundo e Cristal a celebrarem um arranjo de compadres, que permitirá a classificação de ambos à próxima fase.Para isso, cada um dos times precisa derrotar o outro por 1 a 0 ou 2 a 1. Dessa maneira, um se classifica por mérito e o outro por índice técnico. Se a marmelada não for acordada, um deles será eliminado da competição. Nem precisa ser pitonisa para imaginar o que vai ocorrer.

-----------

Leia mais aqui.

Odair vai pressionar o MPF

Já foi o tempo em que o R-70 tinha o flair play de Rômulo Maiorana, seu fundador.
Na parte de cima da coluna de hoje, o vice-governador Odair Corrêa manda avisar que vai ao MPF de Santarém interceder pelos irmão Almada, fabricantes de turbinas para mini-usinas, denunciados à Justiça Federal pela Procuradoria da República de Santarém.
Crime: Improbidade administrativa.
A nota dá a impressão de que Odair pode usar de sua prerrogativa de vice-governador para pressionar o MPF.
Não pode, não deve e nem deveria assumir compromisso que não poderia cumprir.
Tomara que lá as procuradoras batam com a porta na cara de Odair.

Entidades empresariais discutem ICMS antecipado com secretário da Fazenda

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), o Sindicato Lojista de Santarém (Sindlojas) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santarém (CDL), se reuniram ontem, em Belém, com o secretário da Fazenda do Estado, Raimundo Trindade, para tratar da antecipação especial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Participaram também da reunião os deputados Estaduais Alexandre Von (PSDB), Carlos Martins (PT) e Antonio Rocha (PMDB), além do advgado tributarista Helenilson Pontes.
Na reunião, os representantes do setor produtivo e os parlamentares explicaram ao secretário que a antecipação especial de ICMS pelo Estado, feita através de decreto, vem causando grandes transtornos às empresas que estão enquadradas no Simples Nacional, que estão sendo prejudicadas com a antecipação.
O secretário explicou que cobrança tem base legal na Lei Complementar 123/06, na qual o legislador permitiu que os Estados pudessem legislar sobre ICMS antecipado Trindade demonstrou-se bastante sensível com a situação das pequenas empresas e se comprometeu a adaptar a legislação estadual em aproximadamente sessenta dias, no sentido de reduzir essa cobrança para as empresas que se enquadram no regime do Simples.
Foram dadas várias sugestões ao secretário, entre elas a redução do percentual de antecipação especial das empresas enquadradas no Simples, bem como a cobrança somente a partir de janeiro do ano que vem, devido a adaptações do próprio sistema da Secretaria da Fazenda (SEFA).

Agenda de Ana Júlia no sudeste do país

Ana Júlia agiu rápido. Demitiu o diretor do hospital que permitia a um estagiário a atender em nome dele.
Será que agora a Billa Gallo cai?

Ana Júlia ordenou a demissão quando estava reunida com dirigentes da ASPAS, em São Paulo, no final da tarde segunda-feira.

Antes, Cláudio Putty ligou para Juvenil e avisou que o diretor do hospital seria demitido. O cargo era indicado pelo PMDB. Será que a crise vai se ampliar?

****
A governadora Ana Júlia foi recebida hoje em visita pela diretoria do jornal Folha de São Paulo

****

Hoje a governadora está no Rio de Janeiro e amanhã em Brasília.

Jatene e Mário Couto selam acordo de boa convivência

A notícia está no twitter do Brazuca e no Blog do Vic.

Novo blogueiro na praça

Antenor Giovanninni caiu na rede.
Acesse aqui.

Lúcio comanda treinamento

Lúcio Santarém, apresentado ontem à noite como novo treinador do São Raimundo, comanda hoje de manhã, o treinamento do Pantera, no estádio Barbalhão.

Argentina libera uso de maconha

A Suprema Corte de Justiça da Argentina declarou ontem inconstitucional a punição de maiores de idade pela posse de quantidades pequenas de maconha para consumo pessoal, em condições que não representem dano à saúde de nenhuma outra pessoa além do usuário. A sentença, unânime, estabelece que se deve “proteger a privacidade das pessoas adultas para decidir sobre sua conduta” em relação ao consumo do psicotrópico.

A Corte se pronunciou sobre o caso de cinco jovens condenados por posse de maconha. Os traficantes que venderam a droga para eles tiveram mantida sua condenação. O tribunal alega ter se baseado na Constituição, segundo a qual “as ações privadas que não ofendam de nenhum modo a ordem e a moral pública, nem prejudiquem um terceiro, estão reservadas a (julgamento de) Deus e isentas da autoridades dos magistrados”.

A decisão de ontem, no entanto, adverte que “nenhuma permissão legal para consumir (maconha) indiscriminadamente foi outorgada”. A sentença marca uma inflexão na legislação vigente. Desde 1990, a Justiça argentina pune os consumidores de todas as drogas, mesmo quando são detidos com quantidades consideradas pequenas. Nos últimos anos, no entanto, várias sentenças judiciais optaram por submeter a tratamento médico, em vez de condenar à prisão, os acusados de porte de maconha ou cocaína para uso pessoal.

Aposentados podem ter ganho real em 2010

O governo fechou ontem com líderes de centrais sindicais um acordo destinado a beneficiar aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O acerto, que depende de aprovação de medidas no Congresso, prevê um aumento real dos benefícios acima de um salário mínimo pagos pelo INSS.

A bondade será paga em duas parcelas. Em janeiro de 2010, a correção levará em conta a inflação de 2009 mais 50% do crescimento do PIB registrado em 2008. Ou seja, algo entre 6% e 7%.

O número não está definido porque os dois indicadores ainda não foram fechados. Em janeiro de 2011, o reajuste usará a inflação de 2010 e a metade da expansão econômica em 2009. A medida beneficiará 8 milhões de aposentados e pensionistas que recebem mais um salário mínimo por mês.

Prefeitura entrega sementes

A Secretaria Municipal de Produção Familiar (SEMPF) iniciou ontem a distribuição de sementes de milho e de feijão para moradores de 37 comunidades localizadas nas regiões do Tapará, Ituqui, Aritapera e Urucurituba.
Cerca de 3 toneladas de sementes serão entregues a aproximadamente 1.200 famílias dessas comunidades da várzea de Santarém.

Novos concursos vão oeferecer 1.221 vagas no Estado do Pará

O Governo do Pará prepara mais dez editais de concurso público para serem publicados até o final deste ano, quando mais 1.221 vagas serão abertas na administração pública, que se somarão às 950 vagas dos quatro concursos em andamento.

Até o final do ano, o Governo do Pará preencherá, portanto, 2.171 vagas no serviço público do Estado. No período entre 2007 e 2009, já foram realizados 29 concursos públicos, ofertando 24.547 vagas, um total de mais de oito mil vagas preenchidas a cada ano de governo.

Os 2.164 servidores temporários ainda vinculados à administração direta foram admitidos até 31 de dezembro de 2007, quando o Executivo assumiu a gestão dos contratos, segundo informações da Câmara Setorial de Gestão, vinculada à Secretaria de Estado de Governo (Segov). Esses servidores, que, em alguns casos, trabalham há mais de 15 anos em órgãos estaduais, serão mantidos até janeiro de 2010.

Resultado do júri de PM's de Eldorado de Carajás é mantido

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recursos dos policiais militares condenados pela morte de 19 trabalhadores sem-terra em 1996, ocorridas em Eldorado dos Carajás (PA).
A defesa pedia a anulação do julgamento, ocorrido em 2002, mas os ministros da Quinta Turma, por unanimidade, consideraram regular a formulação dos quesitos (perguntas sobre o crime) apresentados ao Júri

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lembram desta nota do dia 21 de agosto?

Novela continua
O técnico Valter Lima ficou de desembarcar esta madrugada em Santarém.
Hoje de manhã teria acertado uma reunião com os cartolas do São Raimundo.
Se fechar negócio, Valtinho será apresentado no treino-apronto de hoje à tarde.
Mas tem gente que acha que Valtinho vai recuar...Será?
________________

O Blog do Estado antecipou o que hoje se confirmou.
Valtinho 'pipocou'.
O abacaxi está nas mãos de Lúcio Santarém.

Von vai ao MP questionar crise na saúde

O deputado estadual Alexandre Von recorrerá ao Ministério Público do Estado do Pará e ao Ministério Público Federal, no sentido de que sejam cobradas providências urgentes do Governo do Estado do Pará quanto aos seguintes esclarescimentos:

01. Por que até os dias de hoje ainda não entrou em funcionamento, no HospitalRegional do Baixo Amazonas, o serviço de Radioterapia, previsto para iniciar emnovembro de 2008, conforme Ofício DG/GAB. Nº 0030/008, datado de 06 de junho de2008, enviado ao Ministério Público do Estado do Pará pela diretoria da OSPró-Saúde, gestora do referido Hospital Regional ?

02. Por que ainda não foram iniciados os procedimentos de angioplastia e ascirurgias cardíacas, previstas para terem início em dezembro de 2008, conformeestabelecido no mesmo ofício da diretoria da OS Pró-Saúde?

03. Por que diversos tipos de cirurgias eletivas têm sido constantemente adiadas,como as de implantação de próteses, sem ter maiores justificativas para tal?

04. Se os repasses contratuais estão sendo feitos regularmente, por que ospagamentos dos funcionários do corpo clínico do Hospital Regional estão atrasados?

05. Se os repasses contratuais não estão sendo feitos no prazo estipulado, quais aspendências e qual a justificativa do Governo por tal omissão?

O Contrato de Gestão Nº 001/2008 teve seu prazo de vigência prorrogado, pro períodode 07/05/2009 a 07/05/2010, e repactuado seu valor que passa a ser de R$65.808.000,00 (Sessenta e cinco milhões, oitocentes e oito mil reais), conforme Extrato de Termo Aditivo publicado no Diário Oficial do Estado no último dia14/05/2009.

Lúcio Flávio Pinto: Censura

O escritório de advocacia Trindade & Trindade atua no mercado de Belém há 72 anos. É um dos mais antigos na capital paraense. Só no dia 11 programou seu primeiro anúncio na imprensa. Não foi por acaso. O dia do advogado é em 11 de agosto. Mas o que motivou o escritório foi a “crise de liberdade de imprensa, um dos pilares da democracia”. Os responsáveis pelo escritório, à frente do qual está Almerindo Trindade, observaram: “Nas últimas semanas, temos visto pequenos, mas preocupantes, sinais de censura prévia à imprensa. O que fere mortalmente a Constituição Brasileira”. O escritório se declara “a favor da liberdade de imprensa e de todos os valores que consolidem uma sociedade livre e democrática”.
O anúncio foi publicado nos jornais diários, inclusive em O Liberal, que provocou um dos casos de censura prévia à imprensa através da justiça, contra este jornal. O tilintar das moedas no caixa costuma anular o som da voz da consciência nos organismos mercantis.

Lúcio Flávio Pinto: Grandes projetos 30 anos depois


Os grandes projetos econômicos abriram clareiras na floresta amazônica e nela instalaram o capitalismo mais moderno do mundo. Os primeiros desses empreendimentos entraram em operação há 30 anos, no Jari. Quem se lembra? O que acha?

Em 1976 o Projeto Jari encomendou um documentário de quase meia hora de duração a Jean Manzon. Era um momento delicado. Nove anos antes o bilionário americano Daniel Ludwig, do alto dos seus 70 anos, sucedera um grupo de empresários portugueses estabelecidos em Belém no controle da vasta área de terras que fora do coronel (da Guarda Nacional e de barranco) José Júlio de Andrade, imensamente poderoso até a revolução de 1930 (quando o tenente Magalhães Barata o tomaria por inimigo). A compra dos ativos da Jari Comércio e Industria custara a Ludwig três milhões de dólares.
Era o maior – e mais complicado – imóvel rural de que alguém poderia se tornar dono na Amazônia. Os detentores dos muitos papéis depositados em vários cartórios achavam que eles lhe davam direito a 3,6 milhões de hectares. Depois de apurar melhor as coisas através dos seus advogados, Ludwig se satisfaria com menos da metade, “apenas” 1,6 milhão de hectares.
Na foz do rio Amazonas, porta de entrada para uma nova fronteira de recursos naturais quase do tamanho dos Estados Unidos, a possessão de um dos homens mais ricos e estranhos do mundo incomodava e provocava reações diversas. Mesmo alguns setores militares, que sustentavam o governo, estabelecido através de golpe de estado em 1964, desconfiavam daquele grande projeto. Mais do que projeto, era um império, funcionando como se constituísse um autêntico país dentro do Brasil. Seria uma ponta-de-lança do governo americano?
Centenas de milhões de dólares estavam sendo investidos para criar duas cidades de porte razoável para o padrão regional e outras 10 menores, as silvivilas, para cuidar dos plantios, que se estenderiam por quase 100 mil hectares. Calculava-se que a população desse território com ares de autonomia logo passaria de 100 mil habitantes. O exército de máquinas pesadas e equipamentos, como nunca antes houvera na selva amazônica, abria quase 900 quilômetros de estradas por ano.
Os carros se abasteciam de combustível grátis e ilimitado. Havia hospital, médicos, remédios à vontade. Quatro pistas de pouso, sendo uma equivalente ao dos grandes aeroportos, tinham movimento diário. Uma empresa de navegação fazia linha para Belém e uma frota de aviões levava e trazia passageiros constantemente, vários deles estrangeiros. Uma ferrovia de 70 quilômetros ligava a fábrica às plantações.
Mais do que uma empreitada econômica, o “grande projeto” parecia materializar uma concepção de poder. Ameaçava criar um governo paralelo na Amazônia. Tocava nos nervos da “comunidade de segurança e informações”, a espinha dorsal do regime militar, que, com sua doutrina de segurança nacional, promovia a integração da Amazônia justamente para não entregá-la a estrangeiros. E não era exatamente isso o que estava acontecendo no império de Mr. Ludwig, ameaçando a soberania do Brasil sobre essa enorme possessão de terras?
Leia mais aqui.

Base de Candiru será fechada hoje

A delegada da PF Graça Malheiros já está em Óbidos para encerrar as atividades do posto fluvial de fiscalização no rio Amazonas.
A base Candiru está sucateada e o governo federal não liberou verba para sua restauração.
Sem apresentar condições de segurança para o trabalho dos agentes, a PF resolveu remover a balsa para Santarém.
Antes disso, Ibama e eceita Federal já tinha deixado o local como posto de fiscalização.
Com isso, contrabandistas e traficantes vão agir à vontade na tregião, apesar das demais ações da PF.

Blefe ou medo

O pai do vereador Bruno Pará instruiu o filho a fazer ontem um discurso na Câmara Municipal alvejando uma autoridade estadual.
E mandou publicar a ameaça em blog venal da cidade.
Mas, ontem, a montanha pariu um rato.
O vereador passou a sessão na moita.
O que foi que aconteceu?
Faltou coragem?
Ou tudo era mentira?
Aguardem os próximos lances.

Lula incentiva empresário da navegação a investir em Santarém

O dono da Bertoline Transportes teve audiência com o presidente Lula por ocasião em que uma caravana de empresários do setor de transportes fez uma visita ao Palácio do Planalto e de lá saiu animado com o incentivo que recebeu para continuar investindo em Santarém.
Segundo o empresário, a Br-163 será asfaltada e as empresas de transporte que ampliarem seus terminais exclusivos de carga ficarão em vantagem diante da concorrência.
Ao retornar a Manaus, o executivo determinou ao gerente da Bertoline em Santarém que adquira áreas vizinhas ao porto da empresa na Vila Arigó para sua ampliação.

Governadora afasta diretor de hospital em que acadêmico atendia pelo médico

A governadora Ana Júlia Carepa, que cumpre agenda oficial em São Paulo, determinou, na noite de ontem, o imediato afastamento dodiretor do hospital Abelardo Santos, o médico José Aldo de OliveiraPinho.
A medida foi tomada após notícia do Jornal Nacional sobre o flagrante de exercício ilegal da profissão praticado por um estudante de medicina, que usava ocarimbo e o número do CRM (Conselho Regional de Medicina) de José Aldo.
Ainda ontem, a secretária de Saúde do Estado, Silvia Comaru, anunciouque está sendo aberto procedimento administrativo disciplinar paraapurar detalhes do caso e que o pedido de exoneração do diretor dohospital será encaminhado para publicação no Diário Oficial do Estado ainda nesta terça-feira.

Reunião avalia mandato parlamentar

O deputado federal Lira Maia faz sxta-feira reunião de avaliação de seu mandato na Câmara dos Deputados, com a presença da vice-presidente nacional do Democratas , Valéria Pires Franco.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sorteio define primeira partida do São Raimundo em Santarém

Sorteio realizado agora há pouco na sede da CBF, no Rio de Janeiro, definiu a data de domingo, 30 de agosto, para a realização da primeira partida da terceira fase da série D do campeonato Brasileiro entre São Raimundo x Cristal.
A segunda partida será realizada em Macapá, dia 6 de setembro.

Funai faz concurso

O governo federal autorizou a Fundação Nacional do Índio (Funai) a realizar concurso para preencher 425 vagas. São 200 vagas para indigenista especializado, que exige nível superior; 150 para agente em indigenismo, de nível médio; e 74 para auxiliar em indigenista, de nível fundamental. Segundo o edital, o preenchimento das vagas está condicionado à existência de vagas.
A Funai tem até janeiro de 2010 para publicar o edital do concurso, sob pena de perder a autorização dada pelo Planejamento. De acordo com a última tabela de remuneração dos servidores públicos federais, de junho de 2009, a remuneração inicial para os cargos de nível superior da Funai é de R$ 3.849,59. Para nível médio, é de R$ 3.300,87 e, para nível fundamental, de R$ 2.654,96.
(Blog do Jubal)

Força Nacional ocupou madeireira

Na semana passada, a madeireira Rancho da Cabocla foi invadida por fiscais do Ibama, agentes da PF e da Força Nacional de Segurança em operação de fiscalização.
O dono da empresa, Moacir Ciesca, passou mal e precisou ser internado.
A direção da Rancho da Cabocla pretende dar aviso prévio a todos os 150 funcionários, exceto os vigias.
É um protesto contra o que a empresa considera como ato truculento da fiscalização do Ibama.

Governo precisa agir com mão firme na penitenciária...e fora dela

Já virou costume em Santarém, alguns políticos que se escondem em blogs apócrifos - e até em blogs venais facilmente identificáveis - tentarem controlar a todo custo a engrenagem do sistema de segurança e penitenciário do estado.
Como se já não bastasse a indicação política para a polícia civil na região, eis que surge agora a tentativa de controle do sistema penal por gente que quer mandar no presídio para praticar atos inconfessáveis, aqueles de estreita ligação como o mundo do crime.
Por isso, é inconcebível que o governo se deixe influenciar por manifestações orquestradas dentro e fora do presídio de Cucurunã que visam impedir o retorno da diretora afastada Eceila Menezes.
Se Eceila tem culpa no cartório, como propalam seus desafetos, o sistema penal deveria apurar tudo com a maior isenção. Se provada sua culpa, demitida sumariamente do serviço público.
O que não pode é o governo se deixar manietar por gente que não tem estatura moral ou política para indicar este ou aquele nome para ocupar direção de cargo público nessa área tão nevrálgica como é o sistema penal.
Essa gente é capaz de tudo para conseguir os seus objetivos e se o governo deixar-se amedrontar com suas patranhasteremos em Santarém um reinado do tipo Al Capone, onde tudo se faz, na hora que se quer, com quem se quer e nada é apurado.
Portanto, se a volta de Eceila representa tanto temor a detentos manipuláveis, embora não sejam estes flor que se cheire, e aos que tem interesse em comandar Cucurunã, colocando ali uma marionete, o governo deveria suspeitar que está no caminho certo, por vias oblíquoas, e deve ao invés de ceder às pressões espúrias, tocar o barco para frente.
Doa a quem doer.
Ou como diria o ressuscitado Collor, doela a quem doela.

REMANEJADOS RECLAMAM DO TAMANHO DAS CASAS NO URUARÁ

Cilícia Ferreira
Da Redação

O tamanho minúsculo das casas conjugadas que a prefeitura de Santarém está construindo com verbas do PAC, no bairro do Uruará, está gerando insatisfação entre os moradores que foram remanejados de áreas alagadas que estão sendo urbanizadas. As casas possuem uma área construída é de 28 metros quadrados. A maioria das famílias é formada por mais de 5 pessoas.
A reportagem do O Estado do Tapajós esteve visitando as obras do PAC no Uruará. Segundo informações de funcionários da empresa que trabalha no local, estão em fase final de acabamento 16 unidades conjugadas faltando somente a parte elétrica e os banheiros, totalizando um número de 32 moradias. As casas têm uma sala/cozinha, um quarto, banheiro e área de serviço. Os moradores da área ao mesmo tempo em que estão na expectativa da nova casa, estão decepcionados com os responsáveis com o projeto. Alguns relatam que o modelo construído não corresponde ao modelo apresentado a eles em reuniões anteriores às obras.
Ronivaldo é casado tem 4 filhos, é pescador e morador do bairro há 12 anos, conta que nunca passou por uma enchente tão grande quanto a de 2009. A atividade de pesca que ele exerce foi afetada, segundo ele, perdeu em torno de R$1. 500 com malhadeira, gasolina e gelo. Não bastasse isso, ele diz que o motivo maior de sua casa 'ir pro fundo' foi o aterramento feito pelas obras do PAC no local.
Ele diz que sabe das melhorias para o local, porém sua casa não existe mais. Fala que não queria desmontar a casa, mas o fez com a promessa da Defesa Civil pagar aluguel de uma casa para ele, quando achou o imóvel foi à Defesa Civil e a coordenadora 'Baiana' disse que não estavam mais alugando casas para ninguém. Hoje, ele mora com a família toda na casa do sogro. "Achava melhor quando minha casa estava no lugar dela porque 'a gente' tinha tranqüilidade, mas agora com essa orla aí na frente aqui ficou muito perigoso, nem conseguimos dormir direito à noite", conta o pescador.
Ronivaldo conta, ainda, que em uma das reuniões feitas com os moradores, onde a secretária Alba Valéria estava presente foi mostrado o projeto da Orla do Uruará. Neste, constavam as casas individuais e não conjugadas, como as que já estão construídas. O pescador ressalta que o tamanho não corresponde à necessidade da população do bairro, uma vez que as famílias, em geral, são numerosas. "Não tem condições de uma família de 4 filhos morar numa casa tão pequena, que nem quintal tem direito, meu terreno era grande", reclama Ronivaldo.
Leila, 25 anos, tem 4 filhos e mora no bairro desde a infância. Ela diz que a enchente 'levou' sua casa. Hoje, ela mora com a mãe numa casa que já tinha 9 pessoas e com a chegada de mais uma família ficou complicada a situação. A casa está num buraco alagado, por causa do aterramento de parte da área para o início das obras. " Fico sentida com isso porque o terreno da minha mãe era grande, tinha muitas árvores e ela também criava galinhas(...) Se a 'gente' ganhar uma casa dessa não tem nem quintal para gente plantar alguma coisa", reclama Leila.
Mas apesar do espaço bem menor, ela afirma que quer sim ser uma beneficiada pelo programa, ela diz que está na expectativa. "O cadastro já fiz, agora é só esperar", acrescenta.
Já a moradora Maria Domingas, 42 anos, dona de casa, solteira, tem seis crianças consigo e disse que seria melhor o governo pagar uma indenização do que oferecer uma casa pequena demais, que tem que pagar todo mês. "Uns dizem que é para pagar outros dizem que não. Eu só sei que se for 'pra' pagar não dar para mim, porque eu ganho só o dinheiro do Bolsa-Família.
A assessoria de imprensa da Seminf foi procurada para dar a versão da secretaria, mas não foi encontrada até o fechamento desta edição.

Caixa Econômica Federal: Fator de estagnação ou desenvolvimento?

Sebastião Imbiriba

Em abril de 2008, por iniciativa dos Arquitetos Ary Rabelo e Ney Imbiriba, o Sindicato dos Engenheiros e Arquitetos de Santarám elaborou um memorial obejetivando obter da CEF - Caixa Econômica Federal a descentralização e dinamização da GEDUR - Gerência de Desenvolvimento Urbano. Algum tempo depois, o Sindicato solicitou à Associação Empresarial e Comercial de Santarém que agregasse seu prestígio ao movimento. A diretoria da ACES, liderada por seu presidente Olavo Neves, encaminhou ofícios à CEF, requerendo a urgente descentralização da GEDUR, e a diversas autoridades solicitando apoio ao pleito. Há notícias, não confirmadas, de que o Amapá fora atendido. Quanto ao Pará, por enquanto, nada.

Leia mais aqui.

domingo, 23 de agosto de 2009

Encerrado. São Raimundo 2 x 0 Gênus.

Pantera classificado para a terceira fase do brasileiro da série D.
O próximo jogo será contra Cristal, dia 30, em Macapá.
O Cristal goleou o Nacional 5x2, em Manaus.

São Raimundo 2 x 0 Gênus - Michel, aos 46 do 2° tempo

São Raimundo 1 x 0 Gênus - 23 minutos do segundo tempo

Começa 2° tempo; São Raimundo 1 x 0 Gênus

Michel está em campo.

Encerrado 1° tempo. São Raimundo 1 x 0 Gênus

São Raimundo 1 x 0 Gênus - Rafael Oliveira - 33 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 0 x 0 Gênus - 15 minutos do primeiro tempo

Começa: São Raimundo x Gênus

Pantera começa o aquecimento

Da Redação:

O professor Roni Lameira começa o aquecimento do atletas.
Time do São Raimundo: Labilá, Ceará, Kleberton, Filho, João Pedro, Marcelo Pitbul, Beto, Rafael Oliveira, Luiz Carlos Trindade, Elcio e Halace.

Michel fica no banco

Da Redação:

Carpegiane preferiu manter Michel no banco de reserva para o jogo de logo mais do São Raimundo contra o Gênus.

Belo Monte: Estado impõe condições para construção

O governo do Pará quer garantir que pelo menos 25% da energia produzida em Belo Monte sejam usados no próprio Estado em projetos de verticalização mineral, principalmente no setor de alumínio, que gerariam investimentos superiores a R$ 10 bilhões.Para isso, se aliou à luta dos chamados autoprodutores - grandes consumidores que também produzem energia. Eles pressionam o governo federal para mudar as regras do leilão, criando garantias de que, se investirem na construção da usina, terão uma fatia da energia de Belo Monte a preço competitivo por um prazo mínimo de 30 anos. Ou seja, não teriam que ir para o mercado como farão os outros consumidores que ficarão sujeitos às alterações de preço movidas pela oferta e demanda.
Para o governo do Pará, a proposta é animadora porque entre as exigências para que um autoprodutor vença o leilão estaria a de apresentar uma proposta de desenvolvimento regional com capacidade de gerar emprego. Isso se daria com a instalação de projetos de verticação mineral próximos à região da usina, tornando essas empresas competitivas e, ao mesmo tempo, dando ao Pará uma compensação pela contribuição que o Estado dará à política energética do País com a construção, em seu território, da usina.
No final de julho, a governadora Ana Júlia Carepa enviou ofícios à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, em que apresenta argumentos em favor das mudanças no edital.“O modelo atualmente vigente não estimula a participação dos autoprodutores”, diz o documento assinado por Ana Júlia. No mesmo ofício, a governadora pede apoio da Casa Civil para que sejam “incorporados mecanismos necessários para estimular a participação dos autoprodutores que tenham como foco o fornecimento de energia para empreendimentos industriais no Pará”.
Pelo menos 25% do investimento para construção da usina e da energia gerada por Belo Monte seriam destinados aos autoprodutores, que fariam uma disputa entre eles para ver quem apresenta a melhor proposta de desenvolvimento regional.Pelas regras dos editais lançados até agora pelo governo federal, os autoprodutores não conseguiram sequer entrar na disputa. Embora não houvesse impedimento legal, alegaram que as regras não traziam vantagens comerciais.
No Pará, Estado que vai abrigar Belo Monte, a construção da usina ainda divide opiniões, mas dentro do governo, a ordem é apoiar o projeto, mas impor condições para que o obra traga algum benefício aos paraenses.O titular da Sedect, Maurílio Monteiro, diz que, sem criar condições para a participação dos autoprodutores, o Pará vai assistir à saída de toda a energia de Belo Monte para alimentar indústrias em outras regiões do País, uma vez que o sistema é interligado. Nesse caso, ficarão poucos benefícios para o Estado, já que até os impostos gerados pela energia são cobrados no lugar do consumo, e não onde a energia é gerada.“Belo Monte é importante para o País, mas é preciso que as licitações de outorgas de concessões sejam consideradas concepções de projeto calcadas na integração do aproveitamento hidrelétrico à região na qual ela será construída”, defende Monteiro. O secretário garante que a destinação de parte à energia ao consumo local não vai prejudicar a competitividade tampouco exigir “modificações complexas nas atuais regras dos leilões de energia nova”. (Diário do Pará)

Curtíssimas de domingo

Santarém não possui conselho municipal de meio ambiente e nem o fundo municipal. Secretário Marcelo Corrêa promete agilizar envio dos documentos à Câmara de Vereadores.

////////

Foi de 140 mil reais o valor da multa aplicada pelo Ibama ao porto da Marques & Pinto, embargado pelo órgão na última terça-feira.

/////

Além da queda, o coice. O empresário Paulo Corrêa, que teve seu porto embargado pelo Ibama, também está na iminência de perder o terreno onde planejava construir o novo porto da Marques & Pinto. Mas a área será desapropriada por apens R$ 80 mil para obras do PAC no bairro do Uruará.

///////

Ana Júlia faz palestra amanhã à noite em São Paulo sobre meio ambiente. Na platéia, além dos estudantes e professores da UniABC, estarão os jornalistas paraenses Miguel Oliveira e Paulo Roberto Ferreira, titular da Secom.

//////

A secretaria municipal de Meio Ambiente vai plantar mudas de mangueiras no lugar das árvores
derrubadas por ordem da prefeita Maria do Carmo no final da avenida Borges Leal. Como castigo, a prefeita deveria passar um mês molhando as mudas.

//////

Essa novela do Valtinho com o São Raimundo, ou vice-versa, está enchendo o saco. Se o time passar de fase, hoje, Carpegiani Sarmento deveria ser mantido. Mas...

//////

Leia abalizado artigo de Lúcio Flávio Pinto sobre os 30 anos dos grandes projetos na Amazônia.

/////

Prefeitura de Santarém quer desapropriar a preço de banana o terreno do antigo karaoquê, ao lado do Iate Clube, para construir ali uma estação de tratamento do esgoto da rede de esgotamento dos bairros do Caranazal e Mapiri construída com verbas do PAC.

/////

Acompanhe o andamento do jogo São Raimundo x Vênus, aqui no Bog do Estado, a partir de 17 horas.

////

Até lá.

São Raimundo confia na vaga

No AMAZÔNIA:

O São Raimundo entra em campo hoje reforçado pela confiança da torcida e pelo meia Michell, xodó da equipe santarena, que retornou depois de uma rápida passagem pelo Paysandu, para tentar garantir o avanço à terceira fase da Série D do Campeonato Brasileiro, contra o Gênus, de Rondônia.A partida, que será disputada às 17 horas, no Colosso do Tapajós, deve ter casa cheia: 10 mil ingressos foram postos à venda. A diretoria do Pantera resolveu baixar ainda mais o preço dos ingressos. Em caso de classificação, é muito provável que o técnico Válter Lima volte ao comando da equipe, decisão que tem o aval até do treinador Carpegiane Sarmento.O Pantera se classifica se empatar sem gols ou vencer. Empate por 1 a 1 leva a decisão da vaga à 3ª fase da Série D para a cobrança de tiros livres da marca do pênalti, a partir de dois gols classifica o time de Rondônia.Se o empate por 1 a 1 contra o Gênus em Porto Velho, no último domingo, pode ser considerado um bom resultado, as circunstâncias da primeira partida dão motivos suficientes para o São Raimundo abrir o olho contra o adversário hoje. Carpegiane Sarmento lembrou que a equipe rondoniense é qualificada e esteve na frente do placar na maior parte do jogo. 'Eles saíram na nossa frente e souberam fazer o jogo. Depois conseguimos empatar e poderíamos até ter chegado à vitória, mas eles se fecharam', lembrou o técnico.Sarmento também se disse satisfeito com a movimentação da equipe durante os treinos da semana. Ele acredita numa boa apresentação da Pantera hoje. O treinador afirma que tanto Rafael Oliveira quanto Michell podem fazer dupla com Trindade e completa dizendo que os dois são grandes jogadores e saberão o que fazer.Sobre a possibilidade de Valtinho voltar à equipe em caso de classificação, Carpegiane mostrou-se resignado. 'O Valtinho é um grande técnico, um profissional de primeira linha no Pará e até fora daqui, então se ele voltar será um grande reforço para a nossa equipe. Eu sempre fui auxiliar-técnico e vou continuar ajudando como puder', afirmou.Se a Pantera tem motivos de sobra para acreditar na classificação, o mesmo não acontece com o Gênus. Apesar de os jogadores da equipe rondoniense demonstrarem confiança, o técnico Nilo Neves teve alguns problemas para armar a equipe que entrará em campo hoje.Além do zagueiro Wanderson, o treinador perdeu mais dois titulares da equipe: o também zagueiro Simônio, com dores no pescoço, e o lateral esquerdo Jean, que foi dispensado pela diretoria. Com os desfalques, é provável que o Genus mude o esquema tático - do 3-5-2 para o 4-4-2. De quebra, o time veio para Santarém com apenas 15 jogadores.

sábado, 22 de agosto de 2009

Contra a padronização da cozinha

Em Brasília, onde participa 21° Congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), evento que ocorreu hoje no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Fábio Sicília, do restaurante Dom Giuseppe, de Belém, é um dos que levanta a bandeira brasileira.
Para ele, é importante ter consciência da origem do alimento e não deixar a essência da cozinha regional ficar perdida no tempo. “A nossa cultura gastronômica tem muito potencial. Muita gente está voltando ao passado, usando técnicas e receitas antigas, o que é muito bom”, afirma.
Ele lembra que na Amazônia, por exemplo, as formas de extração e manipulação do cacau foram conservadas, o que faz toda a diferença no produto final. “O chocolate fica com uma textura e um sabor que não há igual”, conta Sicília, que também é líder do movimento Slow Food no Brasil. Para ele, não pode haver padronização na cozinha. “O alimento tem de ser bom, prazeroso, saudável e não pode agredir o meio ambiente para ser produzido, além de ser justo para quem compra e para quem produz”, explica.

A caminho de 200 mil acessos

O Blog do Estado atingirá dentro de algumas horas a marca de 200 mil acessos, em 16 meses desde que foi publicado pela primeira vez.
Obrigado leitores.

Lúcio Flávio Pinto: A condenação de Hélio Gueiros

O Diário do Pará silenciou por completo a respeito. Já O Liberal deu chamada na capa e meia página interna da sua edição do dia 8, com uma caricatura em tamanho grande do personagem. A omissão do primeiro e a ênfase do segundo tiveram o mesmo objeto: a condenação de Hélio Gueiros por improbidade administrativa, na primeira instância da justiça federal do Pará. Ele perdeu seus direitos políticos e terá que pagar multa de 24 mil reais por aplicação irregular ou indevida de recursos do fundo partidário destinados ao PFL (hoje Democratas), do qual era então presidente no Estado. Também ficará proibido de contratar com o poder público e receber benefícios ou incentivos fiscais e creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal e acolhida pelo juiz Ruy Dias de Souza Filho. O MPF utilizou na denúncia os documentos dos processos nos quais tanto a justiça eleitoral quanto o Tribunal de Contas da União rejeitaram a prestação de contas do Partido da Frente Liberal. Elas abrangiam de despesas não autorizadas a gastos sem comprovação ou com notas fiscais rasuradas e com prazo de validade vencido.
A omissão do Diário diante de um fato tão grave se explica: Hélio Gueiros se reconciliou com Jader Barbalho e hoje é um dos seus liderados no PMDB. Gueiros foi sucessor de Jader no governo do Estado, em 1987, mas os dois romperam antes do final do mandato. Hélio apoiou a candidatura do ex-prefeito de Belém Sahid Xerfan, nomeado por Jader para esse cargo, no qual permaneceu até 1985, quando foi substituído cirurgicamente pelo então governador, que colocou no cargo o ex-secretário de saúde do coronel Alacid Nunes, Almir Gabriel. Apesar do uso ostensivo da máquina oficial, Jader derrotou Xerfan, em 1990. Foi uma das campanhas eleitorais mais violentas dos anos recentes. Jader e Hélio trocaram acusações pesadas.
O Liberal se tornou a caixa de ressonância dos ataques a Jader Barbalho, acusando-o principalmente de enriquecimento ilícito e desvio de recursos públicos em benefício pessoal. Hélio Gueiros rompeu com Romulo Maiorana, pai, do qual era amigo e com quem trabalhava, como um dos redatores da principal coluna do jornal, o Repórter 70. Hélio sabia que Romulo apoiaria os candidatos do PDS (o partido do regime militar, que sucedeu a Arena) ao governo (o empresário Oziel Carneiro) e ao senado (o coronel Jarbas Passarinho). Como também era candidato ao senado, não só se incorporou definitivamente à oposição (que contava com a adesão do governador Alacid Nunes, rompido com o governo federal para não apoiar Passarinho) como passou a atacar o amigo e sua família. Revelou detalhes íntimos da atividade empresarial e política de Romulo e também atacou sua vida privada, não poupando sequer sua esposa, Déa.
Jader se elegeu governador pela primeira vez, Hélio conseguiu a vaga do senado e a antiga relação com o dono do grupo Liberal foi restabelecida, mantendo-se até a sua morte, em abril de 1986. A partir daí a convivência de Hélio Gueiros com os herdeiros de Romulo dependeu dos seus interesses políticos e comerciais. Sem a intimidade que havia com o fundador do império de comunicações e com os desgastes da litigância de 1982, nunca inteiramente superados, a aliança do grupo Liberal com Gueiros dependia da retribuição que ele desse ao apoio recebido. Teria que pagar para continuar a merecer a cobertura dos veículos da corporação.
Gueiros pôde pagar a conta e, com isso, adiar uma eventual retaliação: depois de ter sido senador, na volta à carreira política, interrompida pela cassação durante o regime militar, foi governador do Estado e prefeito de Belém. Com abundantes verbas publicitárias, o erário manteve seus elevados índices de aprovação no jornal e nas emissoras de televisão e rádio dos Maiorana. Fiel ao seu estilo, porém, ao sair da prefeitura, em 1996 (seu último cargo político, em virtude da fracassada tentativa, feita logo depois, de voltar ao senado), Hélio Gueiros deixou muitas contas pendentes para seu sucessor, o adversário Edmilson Rodrigues, do PT. O passivo de um milhão de reais de restos a pagar ao grupo Liberal causou o primeiro atrito entre o novo alcaide e os Maiorana, que só não levou a uma guerra aberta porque o erário logo contemporizou as diferenças.
O episódio revelou que, por trás do entendimento entre Gueiros e os Maiorana, oneroso para os cofres públicos, havia uma mal acomodada desconfiança, que, mais cedo ou mais tarde, conforme as circunstâncias, evoluiria para um novo acerto de contas. Aos 82 anos, é pouco provável que Hélio Mota Gueiros ainda consiga conquistar algum cargo político, que lhe devolva a condição de ordenador de despesas, com poder sobre a destinação de verbas de publicidade.
O poder que lhe resta é a página semanal que Jader Barbalho voltou a lhe reservar no Diário do Pará, depois de um período de privação (ou provação). Nela, conforme a vontade do padrinho, poderá ainda cometer alguma retaliação ou dano, graças ao seu estilo de jornalismo, forjado no próprio O Liberal, quando instrumento de combate do PSD (Partido Social Democrático), de Magalhães Barata. Mas não muita, nem de maior alcance. A chamada da primeira página e a destacada matéria interna do dia 8 podem ter sido a oportunidade para a segunda geração dos Maiorana declarar que a história de Hélio Gueiros acabou, ao menos nos veículos do império das comunicações. O ex-prefeito nada disse em sua coluna: nem sobre a condenação nem sobre a matéria dos seus ex-amigos. Deve ter repetido para seus botões uma frase com a qual ficou famoso: e eu choro? O choro cabe mesmo é ao povo, que paga a conta.