Do Espaço Aberto:
O deputado Carlos Bordalo (PT) - na foto - considera que o sentido do pronunciamento do líder do PMDB na Assembleia, Parsifal Pontes, tem ido muito além da mera defesa em torno de tema de natureza técnica, como é a proposta do Executivo de redução das alíquotas de ICMS que incidem sobre combustíveis.
“O que eu ouvi do líder do PMDB foi um alinhamento escancarado com a oposição tucana. Foi a indicação clara de uma aliança que eu não posso dizer que seja uma aliança eleitoral para 2010. Mas posso dizer que é uma aliança política. Isso ficou claro no pronunciamento do líder do PMDB”, disse Bordalo ao blog.
O parlamentar argumenta que, em discussões dessa natureza, o lógico é qualquer partido se mostrar preocupado com a perda de receita do Estado “Mas não é o que tem acontecido com a bancada do PMDB na Assembleia”, diz Bordalo. “O PMDB tem adotado uma postura de quem está alinhado completamente com a oposição e não demonstra qualquer preocupação com as repercussões financeiras do projeto, que pode resultar em perda de receita para o Estado”.
Bordalo também se revelou contrariado com afirmações de Parsifal, de que o secretário da Fazenda, José Raimundo Trindade, teria sido “irresponsável” ao apresentar números e outros dados que demonstram os prejuízos para o Estado, caso o projeto seja aprovado. “Ao chamar o secretário de irresponsável, ele [Parsifal] indiretamente também acusou a governadora Ana Júlia de ser irresponsável. Isso porque o secretário dirige uma secretária das mais importantes, como é a Sefa, e portanto integra o staff da governadora”, conclui Borda
lo.
“Bordalo tenta apagar fogo com gasolina”, reage Parsifal“O deputado Carlos Bordalo se precipita ao dizer que estamos alinhados com a oposição tucana. Com esse discurso, ele tenta apagar fogo com gasolina. E com gasolina que tem tem 30% de alíquota [de ICMS)”, reagiu o líder do PMDB, deputado Parsifal Pontes (na foto), ao tomar conhecimento, pelo blog, das críticas do parlamentar petista (leia a postagem acima).
Parsifal sustenta que a redução do ICMS não reduzirá, e sim aumentará a receita estadual com a venda de combustível. Lembrou que o Pará é o segundo Estado do País que tem o maior ICMS na venda de combustível, da ordem de 30%, atrás apenas do Rio, que cobra 31%.
É inadmissível, segundo o líder do PMDB, que um Estado como o Amapá, com população de cerca de 590 mil pessoas – quase duas vezes inferior à de Belém -, fature mais com a venda de combustível do que o Pará, que tem um população de aproximadamente 7 milhões de habitantes.
“O consumo aqui no Estado é muito maior do que no Amapá. O que acontece é que aqui a sonegação é enorme, porque a alíquota é altíssima. E a experiência tem demonstrado que em todos os Estados com alíquotas na faixa dos 20% aos 25% têm a receita aumentada, porque ganham em escala, porque o consumo aumenta”, reforça Parsifal.
Ao contrário, o deputado garante que a preocupação do partido, neste debate, é aumentar a receita, é garantir a elevação da receita do Estado. Ressalta, por exemplo, que enquanto o governo do Estado alega que perderia R$ 112 milhões com a redução do ICMS, o sindicato dos donos de postos de combustíveis contrapõe a informação de que a receita será elevada em R$ 57 milhões, porque o consumo vai aumentar.
O deputado garante que não chamou o secretário de Fazenda de “irresponsável”. “Esse termo ‘irresponsável’, é o deputado Bordalo que está colocando na minha boca. Eu disse, e repito, que o secretário da Fazenda foi e está sendo indelicado. Está agindo com indelicadeza com a Assembléia. Parece até que pretende brincar com a nossa inteligência”, afirma o líder do PMDB.
Ele diz que Trindade raciocina em termos ”de uma regra de três simples para um problema complexo”. O secretário, segundo o deputado, “acha que se alíquota cair 3%, também deixará de entrar dinheiro no cofre do Estado da ordem de 3%. Isso é uma regra de três simples, que eu ainda aprendi no primário. O secretário não dá relevância aos ganhos de escala”, insiste o líder do PMDB.
O deputado lembra que o posicionamento da bancada e do partido está sendo externado no âmbito de discussão do projeto que tramita na Assembleia. “É possível até que, na hora de votar a matéria, e se o governo estabelecer que haverá questão fechada, a bancada do PMDB vote contra o projeto. É possível. Mas o processo atual é de discussão da matéria. E nós, do PMDB, temos o direito de externar nossas posições. Não é o fato de sermos da base que nos obriga a aceitar uma falácia”, encerrou Parsifal.
Absurdo!!
Fiquei pasma com essa defesa. Como pode ainda existir pessoas com esse pensar?! Caro senhor, a sociedade mudou e muitas coisas que faziam parte de nossa cultura e costumes, também mudaram. Mudaram porque viram que estavam erradas, que antigamente fazíamos as coisas sem questionar, como marionetes dos nossos pais. Graças a Deus crecemos em tudo, inclusive no pensar. O pior pecado não é cometê-lo, é descobrir que era errado e não se consertar, achar que está certo porque se faz a muito tempo e acabou. Já ouviu falar em politicamente correto? Então, descobriu-se que a rinha é incorreto e temos que acabar, por mais que se faça parte de uma cultura, cultura louca, que desrespeita os seres vivos. E não vamos nos esconder atrás dos grandes massacres, como o senhor citou, a mataça que se faz em prol da comida. Muitas pessoas lutam contra isso. Centenas. E não desistem. Pois um dia, acreditam que tudo será diferente. Temos que pensar em quanto erramos. Não devemos apenas brigar pelos assuntos mais sérios, mais todos os assuntos, pois assim estamos cortando pela raiz toda violência contra qualquer ser vivo. Visto que a rinha é também uma violência e tantas outras formas, como rodeios, touradas, brigas de pit buls, só pra citar. E as profissões das pessoas envolvidas me assustaram mais ainda, pois não importa se estudou, se formou e tem profissão, todos com níveis diferentes, mas com um mesmo pensar: a violência!
14 de Setembro de 2009 10:06