terça-feira, 7 de setembro de 2010

Venha para Alter do Chão neste Çairé





Fotos: Rejane Jimenez

Quem pinta em Alter do Chão nesta época do ano



Lula, o bom ditador

Lúcio Flávio Pinto:

Lula merece fazer Dilma Roussef sua sucessora. O brasileiro está satisfeito com o seu governo. Mas o resultado que se anunciará será bom para o país? É o Brasil verdadeiro que sairá ganhando desta eleição? Ou o futuro é ameaçador?

Da presunção à convicção do absoluto: é este o passo da democracia ao fascismo. É o passo em que o Brasil está. A direção foi dada por Luiz Inácio Lula da Silva. Como todos sabem, Lula pouco ou quase nada lê. Seu aprendizado sempre foi na prática, empírico e pragmático. Mas foi um aprendizado profundo. Sobreviveu à condição de imigrante nordestino em São Paulo, ao peleguismo sindical, à corrupção política, à tutela intelectual, aos adversários e aos inimigos

Inteligente, perspicaz, audacioso e pertinaz, aprendeu o máximo que sua tão vasta experiência lhe possibilitou. É o mais preparado dos políticos brasileiros de todos os tempos, o único que fez a escola da vida para a carreira política. Durante duas décadas não teve mandato (renunciou ao que conquistou, de deputado federal; na sua versão, por não conseguir conviver com os 300 picaretas do parlamento; na verdade, por não conseguir dividir o poder), não precisou garantir a própria sobrevivência e da família, foi tendo cada vez mais tudo “do bom e do melhor”. Circulou pelo Brasil inteiro e pelo mundo.

Pôde se dedicar integralmente a cinco campanhas eleitorais para presidente da república. Perdeu três (sua sorte é tão imensa que perdeu as três primeiras: não saberia o que fazer então com os mandatos em disputa) e ganhou duas, ambas na hora certa. Nenhum político brasileiro tem cartel semelhante – nem provavelmente terá. A estrela de Lula é de primeira grandeza. Combinada com seus instintos, sua inteligência e sua identificação com o povo, resultou numa biografia realmente notável.

Contradição ambulante, conforme a auto-definição, é um ser que se modifica e se adapta ao ambiente quando o cenário ainda está em mutação, graças à sua incrível capacidade de antever o momento imediatamente seguinte ao vigente, Lula é aquilo que, abusando do jargão, se passou a chamar de “força da natureza”. É uma esplêndida culminação de instintos vitais. Mas sem a menor condição de autoconhecimento, de reflexão e de análise. Uma vocação inocente de ditador, com a melhor das aparências, sem consciência de culpa.

A expressão “nunca antes” é contumaz no seu discurso porque ele só consegue reconstituir os fatos dos quais participou, a história que vivenciou – e sempre através da sua ótica, impermeável à interferência externa, sobretudo à crítica. Tudo mais que exigir esforço cognitivo, pesquisa documental ou checagem factual escapa aos seus domínios. Ele se considera marco demarcatório da história do Brasil porque tem a si como eixo de tudo, o que não é de espantar nem pode legitimar críticas: é só isso o que Luiz Inácio Lula da Silva vê.

A dificuldade para criticá-lo com honestidade, sem preconceitos, está na circunstância de que nunca mesmo nenhum político foi tão popular quanto ele – nem tão poderoso. A oposição foi varrida do mundo real no Brasil. Não agora, de súbito, embora só agora tenha chegado ao fundo do poço, numa extinção melancólica e vil. Ela começou a desaparecer quando se deixou alcançar pela osmose. Todos viraram Lulas, imitações dele, suas sombras, suas marionetes.

O Brasil sofre os efeitos de um antiintelectualismo sem igual, sutil e corrosivo, imperceptível e devastador. Se o símbolo dos instintos vitais deu certo como nunca antes, por que pensar? Por que contestar? Por que contrapor? Por que, até mesmo, dialogar? É aderir e copiar.

Ali estava a fórmula do sucesso, simples e ao alcance de todos, já que permitiu ao apedeuta se tornar ídolo internacional, subir além do alcance de estadistas de várias partes do mundo, que lhe estenderam enormes tapetes vermelhos, fazer e acontecer – e, ao fim e ao cabo, como gostam de dizer os portugueses, símbolos do que é básico e elementar, tudo resultar em mais dividendos para o mago das circunstâncias.

O povo está feliz e votaria de novo em Lula se a constituição admitisse três eleições seguidas para presidente da república. Se Dilma passou dos 50%, tendo começado quase no nada (o “nonada” de Guimarães Rosa), Lula passaria dos 80%. Colocaria no chinelo o Jânio Quadros de exatamente meio século atrás, na eleição dos 5.6 milhões de votos de 1960 contra 3,8 milhões do marechal Lott.

O “poste eleitoral” de 2009 se tornou sucesso retumbante em 2010. Mas não só por causa do carisma e da popularidade de Lula. Também pelo uso mais abusivo da máquina pública de que se tem notícia em 80 anos de eleição no Brasil, a partir da revolução de 1930. Lula transformou as leis em potocas, ampliando para a cena nacional a chacota paroquial do caudilho paraense Magalhães Barata. Zombou das normas e dos seus aplicadores. Pisou sobre os papéis sagrados que rasgou. Fez de si um absoluto. O passado evaporou, como se fora antediluviano. Dele, todos perderam a memória, num Alzheimer coletivo, com dezenas de milhões de enfermos.

Não, Lula não é o pai da pátria (logo, Dilma não lhe pode ser a mãe putativa). Antes dele, centenas de cidadãos conceberam, colocaram em prática e administraram um plano de combate à inflação (e, a rigor, de criação da nova moeda brasileira, feita para durar) do qual só se tem algo comparável naquele que Hjalmar Schacht pôs em prática na Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial e faria o país renascer (infelizmente, para resultar em Adolf Hitler). Uma façanha que honra a cultura brasileira no mundo.

Ninguém que tenha nascido depois do Plano Real pode ter idéia do que era a deterioração dos valores econômicos no Brasil, a crueldade da anarquia inflacionária, sobretudo para os que vivem da renda (ou da venda da força) do seu trabalho. Acostumados a uma moeda forte (embora cambialmente enviesada), são levados a crer (ou mesmo partem da premissa) que sempre foi assim, que a estabilidade atual não deve ser creditada a ninguém nem é penhor de alguém. No entanto, ela tem uma origem datada e nomes que a personificam. Foi o grande legado de Fernando Henrique Cardoso.

Lula e o PT, que equiparavam o Plano Real ao Plano Collor e ao Cruzado de Sarney como manobras oportunistas e eleitoreiras, que não foram capazes de ver com isenção a criatura e segui-la com acuidade, hoje se beneficiam dessa grande aventura intelectual, que mobilizou talentos de várias pessoas excepcionais e o discernimento do seu comandante, quando ministro da fazenda de Itamar Franco e, depois, como presidente. Se tivesse chegado ao poder em 1989 ou em 1994, Lula e o PT não conseguiriam dar ao Brasil a moeda que hoje ele tem e a estabilidade de que usufrui.

É claro que os tucanos do príncipe dos sociólogos acumularam a partir daí desastres e vilanias, das privatizações (umas que não deviam ter sido feitas, outras que jamais podiam ser feitas pelos valores praticados) à imoralidade da reeleição, passando por uma visão elitista e predadora da administração pública, e uma incapacidade congênita de porosidade social. Os tucanos criaram as políticas compensatórias, mas não as abriram aos deserdados. Apenas as toleraram porque a primeira dama, a maior de todas, Ruth Cardoso, as patrocinou.

O grande lance de Lula foi exatamente dar densidade às criações sociais que os tucanos lançaram como decoração, como aplique nas suas fantasias empavonadas. Cinquenta milhões de brasileiros são clientes desse benefício, que, como o próprio nome diz, é compensatório, remediador, paliativo. Não projeta essas pessoas, não lhes dá condições para o futuro, não as tornam espinhas dorsais do progresso brasileiro. A lamentável situação da educação, da saúde e da segurança é uma advertência de que não se trata, ao contrário do que diz o catecismo, de desenvolvimento sustentável.

Os brasileiros estão felizes, compram como nunca, constroem como nunca, andam sobre quatro (ou duas) rodas como nunca, têm imóveis como nunca. Papai Lula abriu-lhes o cofre, mas abriu-lhes uma estreita passagem apenas de um lado do erário. Do outro lado, há larga avenida para banqueiros e empresários, para investidores da bolsa, para tomadores dos papéis oficiais, que lucram – como nunca, nem sob FHC, seu par – em bilhões e bilhões de reais, para companheiros e aderentes, para a “nova classe” trabalhadora, reprodução da “velha classe” elitista e não sua contrafação, como devia – e se dizia – ser.

Tudo isso não à base de poupança real, dinheiro ou ativos em geral acumulados para permitir investimentos, mas de crédito, de endividamento, como – de fato – nunca antes. Um terço do PIB é crédito, aos juros mais altos da face da terra, tão altos que podem ser reduzidos sem perder sua excepcionalidade. Há muito mais atividade econômica e enriquecimento, que permitem o reinvestimento. Mas em grande parte esse dinheiro consolida o modelo exportador de bens primários, dentre os quais recursos não renováveis, que se vão de vez, ao invés de servir ao enriquecimento interno, à consolidação da nação.

Sem o enorme incremento da exportação o Brasil não teria suportado tão bem a crise financeira internacional de 2008, condição que faltou durante as duas grandes crises externas ocorridas na gestão FHC. O problema (seriíssimo) é que dependemos de uns poucos produtos primários (minério de ferro, soja, carne) e de uma quantidade ainda menor de parceiros, com destaque inquietante para a China, da qual nos tornamos quase um apêndice.

O Brasil imediatista e superficial de hoje é o reflexo coerente do líder que o comanda e ao qual o país dá sua aprovação, nesse coro do consentimento incluídos os oportunistas da oposição. Eles traíram a função histórica que lhes cabe, de remar contra a corrente, de não se deixar seduzir pela aprovação fácil, pela fórmula do sucesso fornecida pelos marqueteiros, os bruxos da nossa época.

Em plena campanha eleitoral, vemos o Grande Irmão censurando os críticos, tirando a tomada dos insubmissos, armando golpes que, descobertos, se tornam infantilidades inimputáveis porque a oposição também perdeu a noção de tempo e espaço, o senso do distinto e do diverso, lançando-se desavergonhadamente para debaixo do guarda-chuva do Big Brother.

Pela primeira vez, não há contracanto eleitoral. Cresce de volume um uníssono que violenta a inteligência nacional, a capacidade que um país tem de reconhecer a si, de ver a realidade, ao invés de ser conduzido pela manipulação política e publicitária. Este Brasil unidimensional e unilinear é uma aberração, uma ficção, um factóide. Mas como as lideranças renunciaram ao seu papel profético ou se tornaram tão medíocres que perderam qualquer conteúdo, cristalizou-se o dominó de Fernando Pessoa: “quando quis tirar a máscara,/ estava pregada na cara”.

Homem de São Paulo (apesar das origens geográficas nordestinas), como FHC (só circunstancialmente carioca), Lula é o outro lado da mesma moeda. Não é igual, mas é o mesmo. Enquanto influencia e faz amigos, com sua verve e graça, os de sempre mandam na economia, seguindo esquema em vigor há duas décadas. Enquanto São Paulo é a cidade com mais helicópteros em trânsito por seu espaço aéreo, as favelas do Rio de Janeiro são teatro de operações bélicas da bandidagem, com e sem uniforme. O Brasil afluente convive com o Brasil doente.

Lula merece ganhar esta eleição. Mas não ganhar como parece que vai ganhar de fato, tornando secundário ou irrelevante quem ganhará de direito. Mesmo porque, no íntimo, só com seus botões, qualquer ser pensante hesitará ao tentar responder a um mistério criado e prolongado pelos marqueteiros e seus esteticistas, cirurgiões e feiticeiros outros: que Dilma é essa?

Num passado longínquo, um quadro da ditadura militar perguntou a nós todos: mas que país é este? Foi uma época de milagre, como agora, até maior (dois dígitos de crescimento anual do PIB), bem parecido com o de JK antes (portanto, o “nunca” não se aplica a esse passado). A pergunta tem que ser refeita, hoje. Mas talvez já não se consiga uma resposta. O absoluto é uma abstração, embora malsã. Sua maior malignidade está em se infiltrar sem ser percebido. E, mesmo sendo impossível, passar a ser aceito como normal. Como agora.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bombeiros liberam arquibancas e camarotes do Çairé


A quatro dias do início da festa do Çairé em Alter do Chão, a estrutura de camarotes e arquibancadas montadas no Lago dos Botos, foi aprovada esta tarde, em vistoria realizada pelo Major Cláudio e pelo suboficial Nobre, do Corpo de Bombeiros de Santarém. A vistoria foi acompanhada por Sandro Lopes, representante do governo municipal e integrane da comissão organizadora da festa.
(F0t0: Rozinaldo Garcia)

domingo, 5 de setembro de 2010

Luz do Çairé acesa no alto da serra piroca, em Alter do Chão

Já está acesa a luz que representa o fogo do Çairé, no cume da serra piroca, ponto mais alto de Alter do Chão.

A festividade religiosa do Çairé começa dia 9 com a procissão dos mastros. Haverá novenas à noite até domingo. Na segunda acontece a derrubada dos mastros e a varrição.

O festival dos botos Cor de Rosa e Tucuxi será disputado apenas no sábado à noite. Na sexta haverá apresentação de danças folclóricas.

Papão classificado; São Raimundo quase rebaixado

O Paysandu sofreu mais do que esperava, mas venceu o rival São Raimundo, por 1 a 0, no Estádio da Curuzu, em Belém. A vitória garantiu o Papão na segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série C e empurrou o Pantera para a lanterna do grupo e em direção ao rebaixamento, uma vez que o Rio Branco venceu o Águia por 2x1 e agora soma 6 pontos, contra apenas 3 do time santareno.

O Paysandu soma 14 pontos, na liderança isolada do Grupo A, quatro pontos na frente do Fortaleza. O Águia, com oito pontos, dificilmente vai brigar pela segunda vaga com o time cearense, já que se enfrentam pela última rodada.

Rio Branco vence Águia

O Águia de Marabá não conseguiu um bom resultado na noite deste domingo (5), pelo Campeonato Brasileiro da Série C. O Azulão perdeu para o Rio Branco (AC) por 2 a 1, dentro do estádio Arena da Floresta, e continua na terceira colocação do torneio com oito pontos conquistados. A partir de agora, o Azulão terá que vencer e ficar atento nos resultados do Fortaleza (CE), seu adversário direto por uma vaga no Grupo A, já que o Paysandu venceu o São Raimundo por 1 a 0 e está classificado. Além de complicar a sua vida, os marabaenses também colocaram o Pantera santareno como último colocado da chave, com perigo de rebaixamento. (Gustavo Pêna, Diário Online)

Regulamento
Na primeira fase da Série C, os 20 clubes estão divididos em quatro grupos de cinco. Os times se enfrentam em turno e returno dentro da chave, classificando-se os dois primeiros de cada grupo. O último de cada chave é rebaixado para a Série D.

Confira os jogos de domingo da 8.ª rodada da Série C:

Domingo
Juventude-RS 2 x 1 Chapecoense-SC
CRB-AL 0 x 0 Alecrim-RN
Criciúma-SC 1 x 0 Caxias-RS
ABC-RN 0 x 0 Campinense-PB
Paysandu-PA 1 x 0 São Raimundo-PA

Rio Branco-AC 2 x 1 Águia-PA

(Fonte: Futebol Interior)

Um gol de Bruno Rangel, aos 29 minutos do primeiro tempo, garantiu a vitória magra ao Paissandu sobre o São Raimundo, na tarde deste domingo na Curuzu. Sem jogar bem, apresentando-se de forma confusa na maior parte do jogo, o Paissandu conseguiu um triunfo importante, que o classifica antecipadamente para a próxima fase do Brasileiro da Série C. Além do gol, que nasceu de um cruzamento alto para a área, o Paissandu criou duas outras boas chances na primeira etapa, com o próprio Tiago e com Bruno Rangel. Aos 44, Michel finalizou boa jogada para as redes de Fávaro, mas arbitragem marca impedimento. Lance confuso e rápido, de difícil interpretação.

Na etapa final, mais tranquilo em campo, o Paissandu entrou a toda força e quase marcou logo aos 4 minutos. Sandro deu belo passe, mas Tiago Potiguar mandou na trave. Depois desse bom início, o time alviceleste começou a dar sinais do velho apagão. Charles fez mudanças – Alexandre Carioca em lugar de Marquinhos -, mas o meio-campo abria brechas. O São Raimundo partiu para o ataque e quase empatou, aos 32 minutos, em cobrança de falta de Daniel, que substituiu Michel. Logo em seguida, Labilá defende cabeçada perigosa de Bruno Rangel. No final, Zé Augusto (que substituiu Bruno Rangel) recebe passe de Fernandão e desperdiça boa oportunidade para ampliar. (Fotos: TARSO SARRAF/Bola)

(Blog do Gerson Nogueira)

sábado, 4 de setembro de 2010

Aviso aos leitores de O Estado do Tapajós

A edição deste final de semana de O Estado do Tapajós, excepcionalmente, circulará segunda-feira, 6 de setembro.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Carta contesta reportagem sobre índios do Trombetas

Etnozoneamento

Como admiradora de seu trabalho e como profissional que sou me sinto na obrigação de responder, mesmo que não publicamente, as questões que você coloca na reportagem intitulada “Em nome dos índios, o mapeamento do vale do Rio Trombetas” (04/07/2010), pois sou antropóloga, funcionária pública da Secretaria de Meio Ambiente do Pará, não filiada e nem simpatizante de partido político algum e coordenadora do projeto piloto “Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas do Pará”, projeto que executa em convênio técnico financeiro com a Associação Kanindé a ação de “Etnozoneamento de Terras Indigenas da Calha Norte do Estado do Pará”.

A despeito do título anunciado por você como quinhentista do subprojeto houve algum equivoco de alguém - não eu- que não colocou as aspas em seu devido lugar no conteúdo do título. O título correto do subprojeto é Trabalhos de “Etnozoneamento da porção paraense das Terras Indígenas Trombetas, Mapuera, Nhamundá Mapuera e áreas ocupadas por povos indígenas na Floresta Estadual do Trombetas”. Tivemos obrigatoriamente de pontuar as áreas que iríamos trabalhar e como na Floresta Estadual do Trombetas (Flota- Trombetas) há vários indígenas de várias etnias habitando-a tínhamos que definir a área de execução do projeto ainda em seu título para não gerar confusões.

Associação Kanindé, uma organização nacional do terceiro setor, sediada em Rondônia, possui várias premiações em metodologias participativas inovadoras, inclusive a metodologia que possibilita os trabalhos de etnozoneamento de terras indígenas, realiza já há algum tempo ações junto aos povos e terras indígenas da Calha Norte. Esta Associação juntamente com a Funai, Associação dos Povos Indígenas do Mapuera (Apim) e Equipe de Conservação da Amazônia realizaram no ano passado um trabalho de etnomapeamento das Terras e áreas indígenas em questão. O Etnomapeamento é uma das premissas necessárias para realização do etnozoneamento.

A Sema realizou a celebração de um convênio de cooperação técnica entre a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e seus parceiros (FUNAI, APIM e ACT), depois de realizar várias consultas aos povos indígenas, vários seminários e oficinas de trabalho em Belém, mas especificamento no auditório do Museu Paraense Emílio Goeldi (foram todas divulgadas) com atores organizacionais diversos (governamentais e não governamentais), onde existiu a formação de plenária pública e aberta a todos para definir as parcerias que iríamos realizar para execução do subprojeto. Ainda existiu a contrapartida dada por esta associação e seus parceiros de montantes de recursos no total de R$ 359 mil reais, ainda com a vantagem de que os dados do trabalho de etnomapeamento (trabalho custoso) seriam cedidos para viabilizar o etnozoneamento, ou seja, a parceria montada não haverá de gastar mais tempo e recursos nos trabalhos de Etnomapeamento.

A Sema desta forma repassou um montante de 500 mil reais, como contraparte para realização do subprojeto e se aliou a estas organizações por saber de seus idoneidades e suas capacidades profissionais, pois já executaram com sucesso e premiação o mesmo trabalho em várias terras indígenas do país. A equipe técnica subcontratada e que executará os trabalhos vai ser recrutada no nosso Estado mesmo e contará com apoio da pequena equipe técnica do projeto Conbio-indigena .

As equipe técnicas da Sema, formadas por funcionários do quadro fixo deste órgão de governo, acompanharão o trabalho e serão capacitadas na metodologia para tentarem replicá-la brevemente em outras Terras indígenas do Pará. Conforme plano de trabalho apresentado pela Associação Kanindé e seus parceiros e discutido com a Sema, o cronograma de realização do subprojeto é de um ano a contar da data de assinatura do convênio, com a possibilidade de pedido de prorrogação da data dos produtos deste trabalho, no entanto sem a possibilidade de repasses de mais recursos para finalizar os trabalhos.

Os repasses dos recursos vão ser realizados em parcelas e vão estar condicionados a apresentação e aprovação dos produtos do etnozoneamento e prestação de contas. Depois da execução do projeto de etnozoneamento estaremos implantando projetos de manejo de recursos naturais das aldeias indígenas, a partir das indicações dos estudos do diagnóstico etnoambiental que é uma das etapas metodológicas do etnozoneamento.

Infelizmente no Pará não temos a tradição de executar trabalhos desta natureza junto aos povos indígenas do Estado. Nem mesmo o curso de antropologia da universidade não forma profissionais para atuarem aplicadamente junto a povos indígenas e pelo que podemos observar nas diversas oficinas, seminários que organizamos antes de chegar a celebração de um convênio com um organização do terceiros setor de outro estado, não há organização nativa que trabalhe com metodologias aplicadas e participativas aqui no Pará.

A área total do subprojeto a ser trabalhada é 5.020.418 hectares de terras indígenas que já estão regulamentadas e parte das áreas indígenas da Flota Trombetas que compreende 3.172.978 de hectares, no final são mais de 4 milhões talvez sejam mesmo seis milhões, no final do trabalho saberemos ao certo. Não sabemos ao certo quantos hectares da Flota Trombetas são habitados pelos índios Kaxuyana e Tunayanas, no entanto o trabalho de etnozoneamento vai auxiliar na mensuração das áreas indígenas que hoje estão sobrepostas a Flota. Eu informo também que o processo de demarcação das Terras Indígena dos Kaxuyanas já está em finalização, no entanto o trabalho de etnomapemaneto e etnozoneamento podem auxília-los neste processo, bem como auxiliar na resolução dos conflitos que normalmente ocorrem na região entre indígenas e quilombolas.

Para finalizar minha comunicação é que felizmente os órgãos públicos de governo vêm sendo ocupados por pessoas que não tem interesse político partidário como meta para execução de seus trabalhos e que por alguma razão ainda acreditam que podem fazer alguma coisa para modificar os quadros da realidade, apesar de todas as adversidades. Tentaremos através de um comitê de acompanhamento de monitoramente constante deste projeto, fazer com que ele realmente beneficie os povos indígenas nos seus processos de desenvolvimento.

Também temos sérios problemas com o setor de comunicação dos órgãos de governo que veiculam noticias que não são condizentes com os trabalhos que executamos. Alias são raros os casos de jornalista que dominam algum tipo de temática para repassar as noticias para a população em geral e fatos como este de informações mal repassadas sempre deixam- nos vulneráveis a críticas.

Claudia Kahwage Coordenação Técnica Projeto CONBIO- indígena – Secretaria de Estado de Meio Ambiente

O desafio da globalização para o açaí dos paraenses

Lúcio Flávio Pinto:

Antigo versinho, de largo uso local, revela um dos principais atrativos do Estado: “Quem vem ao Pará, parou; tomou açaí, ficou”. Mas não eram muitas as pessoas que vinham ao Pará. E nem todas elas apreciavam o açaí, que continuou a ser um patrimônio exclusivo dos paraenses e, em menor grau, de outros Estados da Amazônia.

Em 2000 a situação começou a mudar, rápida e intensivamente. Disparado o maior produtor nacional, o Pará extraiu naquele ano 380 toneladas, quase exclusivamente para o consumo interno. No ano passado, a produção alcançou quase 10 mil toneladas – e se tornou insuficiente para suportar a demanda. Boa parte dela foi para outros Estados e alguns países.

Na onda da alimentação natural, da busca pela juventude prolongada e pela saúde total, o açaí entrou de vez na dieta de naturalistas, macrobióticos, atletas e integrantes da terceira idade. É oferecido em quase todos os Estados brasileiros e foi aceito pelos Estados Unidos e a Austrália, que importam quantidades crescentes de açaí. É a fruta nativa de maior presença fora da Amazônia, um raro caso de sucesso de um produto tipicamente local. Sua cultura deverá continuar a se expandir exponencialmente pelos próximos anos. É uma oportunidade rara – embora delicada e cheia de desafios – para a economia estadual e mesmo regional.

Embora os paraenses apostassem nos encantos do suco extraído da vistosa palmeira, jamais podiam supor que ela conquistaria milhões de admiradores espalhados além das suas divisas, de uma forma que horroriza o consumidor tradicional. O belenense padrão toma, praticamente todos os dias, um prato do “vinho” de açaí puro e grosso.

Extraídos da copa da palmeira, que pode chegar a 30 metros de altura, por uma pessoa hábil em subir pelo tronco fino e liso, os frutos são colocados numa máquina (inventada em Belém mesmo) que faz descaroçamento e amassa a polpa em água, deixando passar um líquido com um tom tão carregado de roxo que chega a parecer negro luzidio.

A denominação popular de vinho, dada a essa calda encorpada, se revelou sábia à medida que as pesquisas sobre o açaí se aprofundavam. Quem o experimenta tem dificuldade de definir o paladar. No passado, sem informações sobre o valor nutritivo e medicinal do fruto, quem experimentava costumava reagir com desagrado porque o gosto era terroso, de palha.

Um novo teste, porém, abriu uma nova porta à percepção. Um pesquisador não iniciado no ritual do açaí disse que seu paladar é uma mistura de chocolate e de vinho tinto. Mais informado tecnicamente, seu juízo deve ter sido influenciado pelas qualidades químicas do produto, que o tornaram um sucesso de público nos mais diferentes auditórios.

O poder antioxidante do açaí é 33 vezes maior do que o da uva na eliminação do colesterol e dos radicais livres, superando nessa medida os atributos do vinho. É ainda cinco vezes maior do que a do Gingko Biloba, produto fitoterapêutico utilizado no mundo inteiro.

Seu suco tem um valor energético duas vezes superior ao do leite. Tem grande quantidade de ferro e de fibras, que favorece o trânsito intestinal. Com significativo teor de proteínas, cálcio e potássio, é considerado uma das mais nutritivas frutas da Amazônia, perdendo apenas para a castanha-do-pará.

Todas essas qualidades ampliaram o leque de usos dados ao açaí quando ele transpôs os limites do Pará, onde apenas o vinho era tomado, com acompanhamento de farinha, açúcar, uma ou outra fruta, peixe, camarão e carne seca. Hoje, o açaí se apresenta com xarope de guaraná, mamão, morango, maracujá, cereais, suco de laranja, leite. As combinações e variações avançam ao sabor da imaginação de quem espera potencializar ainda mais os benefícios do fruto.

Uma consequência dessa voragem é reduzir a participação do próprio açaí na mistura, o que já acontece com essências amazônicas utilizadas na cosmética ou mesmo na fitoterapia, em proporção muito pequena (embora a embalagem declare o contrário). Enquanto o custo for relativamente alto e a validade do produto reduzida, a diluição do açaí puro será uma contingência comercial. Só assim renderá maiores lucros.

Com o desvio de parcelas cada vez maiores da produção para fora da Amazônia, em virtude dos preços mais elevados que são oferecidos e dos mecanismos de comercialização, que chegam diretamente ao produtor, vai se tornando cada vez mais remota a possibilidade de fazer com o açaí o que os franceses fizeram com o seu vinho: classificar um terroir (leia-se terroá) do açaí.

Qualquer dicionário francês define o terroir como “produto próprio de uma área limitada”. O terroir é um conjunto de terras sob a ação de uma coletividade social congregada por relações familiares e culturais e por tradições de defesa comum e de solidariedade da exploração de seus produtos, acrescentam os tratados.

Há um terroir específico para a valorizadíssima champanhe francesa na região da Champagne. Quem compra uma garrafa dessa bebida paga um valor maior quando sua origem é atestada.

Conforme argumentou um especialista, " >o terroir, na verdade, é revelado, no vinho, pelo homem, pelo saber-fazer local. “O terroir através dos vinhos se opõe a tudo o que é uniformização, padronização, estandardização e é convergente ao natural, ao que tem origem, ao que é original, ao típico, ao que tem caráter distintivo e ao que é característico com todos os requisitos para serem reconhecidos como denominações de origem, pois agregam origem, diferenciação e originalidade dos produtos”, diz Jorge Tonietto, da Embrapa.

O terroir do açaí é na chamada “região das ilhas”, na foz do rio Amazonas, no Pará, em torno da parte ocidental da ilha de Marajó e do baixo Tocantins. Não há fruto melhor em condições naturais do que esse. Nem bebida de sabor mais puro do que aquela que é vendida em centenas de pontos espalhados por todos os bairros de Belém, com seus 1,4 milhão de habitantes.

Nas melhores quitandas (que anunciam o produto com uma bandeira vermelha à porta), o batedor é um expert não só em produzir o líquido encorpado como um vinho tinto e denso como um chocolate, mas também em escolher o melhor fruto para esse processo. Os seus clientes habituais, que compram e tomam açaí todos os dias (beneficiados pelo florescimento da palmeira o ano todo, em melhores condições de julho a dezembro), exercem o controle de qualidade e dão sugestões.

Se esse ciclo for rompido ou desaparecer, como ameaça acontecer, será difícil estabelecer um terroir para o açaí, agregando-lhe os benefícios que ele teria da classificação, como a champanhe francesa. Mas não só para ganhos maiores na exportação: também para não tirar dos velhos apreciadores do melhor açaí o direito de usufruírem esse prazer multissecular. O governo teria que criar uma política de sustentação de preços e de produção para que um segmento não prejudique o outro e a atividade econômica não liquide com o processo cultural.

Da mesma maneira como a produção e a comercialização cresceram aceleradamente, o preço para o comprador de açaí em Belém e outras cidades amazônicas se multiplicou por cinco. Nos períodos de menor produção (e de qualidade inferior), um litro de açaí tem o preço de uma sobremesa cara de restaurante, como um brownie.

Para muita gente açaí é mesmo sobremesa. Mas para uma parcela expressiva ele é alimento, às vezes a única refeição forte do dia. Apesar do aumento exorbitante dos preços, quem tem o hábito de tomar açaí encontrou uma forma de não ficar sem ele. Na melhor das hipóteses, porém, o peso desse costume está se tornando oneroso, prejudicando o orçamento doméstico.

Até a explosão do açaí no mercado de academias de saúde e entre atletas, toda produção vinha de áreas naturais, nas várzeas inundáveis das margens dos cursos d’água. Hoje, 20% provêm de plantios manejados em terra-firme, que não oferece solo em condições para uma cultura de melhor qualidade.

Mas para que produzir o açaí puro e grosso, se seu gosto vai ser diluído ou desaparecer pela presença de acompanhantes valorizados pelos consumidores atraídos pelo poder energético e vitamínico do fruto – e que, ademais, nunca tiveram contato com o paladar original? O açaí, mesmo sendo o item mais importante, é um elemento do mix e não o componente único, conforme é para o gourmand do produto em Belém.

Essa tendência se consolidou quando, em 2007, nove fabricantes, que produzem para exportação, assumiram com o Ministério Público o compromisso de pasteurizar o seu produto. Neste ano, o senador acreano, Tião Maia, chegou a apresentar um projeto de lei tornando obrigatória para todos a pasteurização. A medida não só modifica drasticamente o gosto, tornando-o intragável para o connaisseur, como colocaria no desemprego milhares de vendedores individuais, que atuam no varejo, em pequenos estabelecimentos comerciais. Felizmente a iniciativa foi abortada a tempo. Bastou mostrar ao senador o efeito nocivo da sua proposta, que ele, mesmo sendo da Amazônia, desconhecia.

Antes, houve uma onda sensacionalista em torno da ameaça de surto de doença de Chagas porque o protozoário está presente no fruto e é esmagado quando ele é descaroçado. Tanto tempo depois que o açaí faz parte da mesa do paraense, foi a primeira vez que o problema se tornou alarmante. Mas nada sugere que a ameaça da doença sobreviva a cuidados de higiene e normas de qualidade, providências que os próprios vendedores passaram a adotar.

O mesmo não se pode dizer do futuro do açaí como um terroir paraense. Pode vir a se tornar um produto paulista, baiano ou texano, conforme a forma de apropriação que vem sendo feita, que inclui a patente. Tem sido esse o destino dos produtos naturais amazônicos, nos últimos anos, em especial, os minérios. A Amazônia tem lugar no enredo atual para ser colônia do mundo, não agente da sua própria história.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Morre Ademir Pereira, diretor da Rádio e TV Guarany

Faleceu há poucos minutos no hospital regional do Baixo-Amazonas, onde estava internado desde ontem, o diretor da Rádio e Tv Guarany Ademir Macedo Pereira.

O velório será realizado na igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Santarém.

Remédios genéricos ainda geram desconfiança nos pacientes

Aritana Aguiar
Free lancer


De acordo com o farmacêutico Juarez de Souza em torno de 70% dos consumidores de Santarém não sabem exatamente a diferença dos medicamentos genéricos para os remédios de marca. Ele revela que não há tanta procura do medicamento genérico por falta de conhecimento, mas o que muito é vendido são os remédios similares, ou seja, aqueles que não passaram pelo teste de bioequivalência e biodisponibilidade para saber seus efeitos, mas tem sua venda permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA).

O Cataflam com a fórmula do Diclofenaco de Potássico, antiflamatório, ainda é muito solicitado mesmo havendo uma grande variedade de similares e genéricos. " A grande procura são os remédios similares, tentamos explicar quanto à diferença para o genérico mesmo assim resistem em aceitar", afirmou o farmacêutico Inácio Azevedo. E que entre os similares estão os remédios para hipertensão, e diabetes, apesar de haver a farmácia popular que distribuem esses remédios.
Inácio afirma que o similar do Capitopril o de maior saída é o Capitocord; do Nimesulida é o escaflogim(antiflamatório) e o Torsilax que é similar do Trandilax. "Algumas pessoas já vem diretamente solicitando o remédio similar e mesmo quando oferecemos até mesmo um genérico não aceitam, achando que não irá ter a mesma eficácia", explica.


Mesmo com essa diferenciação, os próprios atendentes das farmácias afirmam que mesmo explicando sobre os genéricos. Grande parte da população não acredita na eficácia do genérico achando ser inferior a formula criada.

Pontuando - José Olivar

A Secretaria Municipal de Transporte, dirigida pelo Dr. Sandro Lopes, deve urgentemente, e se possível, instalar um semáforo de três tempos no cruzamento da Avenida Bartolomeu de Gusmão com Sergio Henn, pois do contrário, acidentes continuarão a ocorrer naquele local, sem se falar nos engarrafamentos constantes de veículos, pois os motoristas santarenos são especialistas em fechar cruzamentos.

A entrevista dada neste semanário, pela Prefeita Maria do Carmo deixa os munícipes apreensivos na medida em que ela expressa sua falta de força para os atos de gestão junto às empresas construtoras de Santarém - lamentou a ausência do ex-secretário Everaldo Martins - e recorre aos pais dos alunos a fim de que eles pressionem os professores municipais para que não entrem em greve. Ou seja, a chefe do Executivo demonstra fraqueza sob o inaceitável argumento de ser mulher. Faça valer, senhora Prefeita, seu cargo e a legislação!

O Centro Recreativo de Santarém - clube da elite do passado - completará 76 anos de fundação. Pelo que sei, foi formada uma comissão para revitalizar o clube, só que até agora nada foi concluído. Por que?

A energia em Santarém é igual àquelas máquinas de prospecção de petróleo que existem no Nordeste: sobe e desce toda hora. A diferença, é que as máquinas geram riquezas e as oscilações da CELPA, prejuízos.

Me pergunto qual a razão plausível para Santarém e outras cidades da região do Pará, principalmente as do Oeste do Estado, não terem uma guarda municipal. A minha saudosa Frecheirinha, com apenas 12 mil habitantes, tem uma guarda municipal com 20 integrantes, dispondo de 02 veículos (Hilux) para deslocamento e inibição de práticas criminosas, além da defesa do patrimônio público. Aliás, toda cidade do Ceará tem sua guarda. E tem gente que fala do Nordeste!

Com a aproximação do Çairé, espera-se que a Prefeitura mande fazer reparos nos banheiros públicos que ficam abaixo do elevado da praça da igreja, pois a fossa já encheu e os detritos correm expostos para o rio. Além do mau cheiro que exala do local, o perigo de doenças é constante. Não adianta só interditá-los. Espera-se que neste ano sejam colocados outros banheiros químicos nas proximidades de maior aglomeração de pessoas. Do contrário vão continuam a fazer xixi na rua expondo as genitálias (homens e mulheres), em desrespeito às crianças, idosos e adolescentes, pois os bêbados não respeitam ninguém.

Você sabia que o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão vai custar aos contribuintes 850 milhões de reais? É que as emissoras recebem um desconto nos seus Impostos de Renda. Havendo deduções para elas, o imposto diminui, consequentemente, cai a arrecadação e piora os serviços públicos que são pagos com os nossos impostos. Pode?

O Jornal O Estado de São Paulo publicou no dia 23/08, editorial intitulado: "A crise no CNJ". Segundo o jornal, o Conselho Nacional de Justiça, depois de ter tomado várias medidas importantes para coibir o nepotismo e a corrupção nos Tribunais, parece ter perdido o foco, passando a legislar sobre matérias que fogem à sua alçada.

Retificando a notícia da coluna anterior, o advogado José Maria Lima protocolou no Ministério Público, 03 representações, e não ações na Justiça, como equivocadamente foi publicado. E o fez em nome do vereador Erasmo Maia. Acho até que as representações já receberam o devido encaminhamento pelo representante do Ministério Público.

Até parece que os parlamentares brasileiros vão aprovar proposta de projeto de lei de um deputado da Bahia, que torna inelegível, por 08 anos, o político condenado por descumprir promessas de campanha. Nunca que isto será aprovado! Porém seria bom que se transformasse em lei. Nós mesmos, aqui em Santarém, temos provas de promessas de campanhas que nunca foram cumpridas.

Os Correios vão ser obrigados a ressarcir os clientes nos casos de desvio ou atraso na entrega de objetos postais. Isto se for aprovado projeto de um parlamentar de Minas Gerais tratando da matéria. Se passar, os Correios vão falir, visto que tantos são os atrasos e os extravios!

Foi uma grande e bonita festa a inauguração do Shoping Paraíso, pioneiro em Santarém. A Ana Suely e filhas, proprietárias do empreendimento receberam muitos cumprimentos pela beleza da obra e pela corajosa iniciativa. Estive no evento com Olívia, onde na oportunidade pudemos constatar a presença de vários amigos que foram prestigiar a inauguração. Parabéns à amiga Ana Suely.

O Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB, divulgou nota lamentando que alguns Tribunais Regionais Eleitorais não aplicaram a Lei da Ficha Limpa para candidatos com históricos de atos ilícitos e condenação por órgãos julgadores Colegiados. Espera que o TSE e até o STF faça valer a lei.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal está discutindo na Justiça, por Ação Declaratória de Inconstitucionalidade, junto ao STF, a competência da Polícia Rodoviária Federal, que estaria em atrito com o que estabelece a Constituição Federal. É que os policiais rodoviários estão praticando ações, ainda segundo a Associação, privativas da polícia judiciária, daí a irresignação e a ação ajuizada. Penso que quanto mais polícia, melhor para o cidadão, não precisando dessa discussão banal.

O programa rádio interativo da Guarany, comandado por Jorge Carlos, com reportagem de Bena Santana, sobre os veículos com sistema de som ensurdecedores, recebeu muitas manifestações contrárias aos maus educados proprietários desses veículos que desrespeitam os direitos dos outros, mas que não são punidos na forma da lei. Espera-se que neste Çairé, os altos sons dos carros ou de trios, respeitem ao menos o sossego de quem quer descansar.

Você sabia que, em recente decisão inédita, o STJ instituiu a teoria da "desconsideração da personalidade física"? Por esta nova tese, é possível a penhora de bens da empresa se o devedor, pessoa física, frauda o credor dispersando seus bens na pessoa jurídica da qual é sócio para blindar-se de responsabilidade das obrigações assumidas em nome pessoal. A nova teoria se contrapõe à antiga teoria da despersonalização da pessoa jurídica.

O Código Eleitoral vai ser substituído por um outro, cujo anteprojeto será elaborado por uma comissão de juristas encarregada para tanto. O Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal que integra a comissão, já informou que o anteprojeto será entregue até o fim do ano para exame pelo Senado.

Até que enfim o candidato do PSDB a Governador, Simão Jatene veio a Santarém onde participou de uma grande carreata, com o seu vice, Helenilson Pontes. Vários candidatos a deputado federal e estadual integraram a comitiva, além dos simpatizantes em geral.

As autoridades brasileira estão fechando o cerco em torno dos pedófilos. Um amigo meu está juntando provas contra um contumaz pedófilo para denunciá-lo por crimes de estupros (presumidos) de menores de 14 anos, inclusive com geração de filhos em razão do abuso sexual perpetrado contra essas adolescentes. Se denunciar, vai ser um reboliço.

Se o MEC vetou novos cursos de direito, o Conselho Federal da OAB vai ser mais duro ainda com os cursos em andamento, principalmente porque o Dr. Rodolfo Geller, que é Presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB, é muito zeloso e exigente neste aspecto.

Por merecimento ele foi longe e é destaque! Mando o meu abraço para o colunista Jorge Serique, que também é advogado e que é leitor assíduo da coluna.

O Partidão no Pará:70 anos sem a massa

Lúcio Flávio Pinto:

Em 70 anos de existência no Pará, iniciada em 1931, dos quase 90 anos que acumula no Brasil, o Partido Comunista Brasileiro só elegeu um parlamentar pela própria legenda. Foi o deputado estadual Henrique Santiago, um motorneiro dos bondes da firma inglesa Pará Eletric, que depois se tornaria sapateiro para sobreviver, ao ser demitido em função de sua atividade política.

O PCB conseguiu eleger mais alguns parlamentares por outras siglas e ainda contou com simpatizantes bem postados no poder local. A maior façanha do velho “partidão” poderia ter sido realizada através de Almir José de Oliveira Gabriel, hoje com 78 anos, sem mandato e sem partido, que foi secretário de saúde, prefeito biônico de Belém, senador, candidato a vice-presidente da república (na chapa do paulista Mário Covas, já falecido) e, por suas vezes, governador do Pará. Nenhum comunista paraense ostenta currículo igual, sequer parecido, conforme se verifica em Cabanos & Camaradas, livro de Alfredo Oliveira, lançado no ano passado, em edição do autor.

Apesar de suas 680 páginas, o livro não dá ao episódio a relevância que ele tem como momento decisivo nos rumos que o PCB seguiria. Merecia maior detalhamento, ainda mais porque o autor já escreveu uma paquidérmica biografia do ex-governador (que, surpreendentemente, não cita na bibliografia do mais recente dos seus livros, embora trate do tema).

A trajetória do ex-governador exemplifica à perfeição a carreira de alguns dos principais expoentes do célebre “partidão”. Almir era militante e integrava a base de médicos. Foi recrutado em 1963 pelo próprio Alfredo Oliveira, em grupamento integrado por quatro futuros secretários estaduais de saúde: Wilson da Silveira, Ernani Mota, Nilo Almeida e o próprio Almir.

Continuava militante em 1974, quando dirigia o então Sanatório (depois Hospital) Barros Barreto (“uma vez que a sua presença era fundamental para a continuidade da cirurgia torácica”, por ele introduzida em Belém, depois de curso que fez no Rio de Janeiro) e ao assumir a Secretaria de Saúde do Estado, no segundo governo do coronel Alacid Nunes. Os militares sabiam dessa filiação, mas, segundo Alfredo Oliveira, não o destituíram do cargo por causa da sua competência. Já o partido, embora surpreendido pelo convite, não fez objeção por se tratar de função técnica “e sem compromisso político com o partido do governo”.

Mas a trilha do futuro governador não foi retilínea. Ele dava sua contribuição financeira mensal para os cofres do PCB, mas, ao ser convidado pelo advogado Carlos Sampaio para “ajudar a dirigir o Partido”, em 1965, “nem mesmo pensou na proposta, pois não poderia aceitá-la diante do compromisso intransferível com a cirurgia torácica”, justifica o parente. Além disso, iria passar os dois anos seguintes em São Paulo, se qualificando em cirurgia cárdio-vascular. “Durante a permanência em São Paulo perdeu o contato com o Partido, absorvido pelo novo aprendizado cirúrgico”, diz Oliveira.

Em 1979, depois de ter sido diretor da Divisão Nacional de Tuberculose, durante o governo do general Ernesto Geisel, ao voltar ao Pará, em plena época da anistia, para assumir a secretaria de saúde, “retomou os contatos com o Partido, através de Raimundo Jinkings e Ruy Barata”. Mas quando deixou a prefeitura de Belém, em 1985, para se tornar senador, patrocinado por Jader Barbalho, filiou-se ao PMDB, “optando por encerrar sua ligação com o PCB, que reconquistara a legalidade após tantos anos de vida clandestina”, relata Alfredo. Sem assinalar o aparente paradoxo, que só se explicaria pelo projeto de poder de Almir Gabriel: o PMDB de Jader lhe daria o que o PCB não podia lhe proporcionar. E ele queria muito mais.

Apesar disso, os comunistas decidiram apoiar a candidatura do ex-filiado ao Senado, embora seus votos também ajudassem a eleger Jarbas Passarinho, igualmente apoiado por Jader para a outra vaga que estava em disputa em 1986 para a chamada Câmara Alta. “Resultado: ambos foram eleitos”, admite Alfredo, sem deixar de reconhecer que se tratou de mais um paradoxo nas estratégias de aliança do “partidão”.

Quando nomeado pelo governador Jader Barbalho prefeito de Belém, em 1983, substituindo Sahid Xerfan, Almir recorreu a correligionários do PCB. O mais atuante foi o sociólogo Mariano Klautau de Araújo, que criou e pôs para funcionar diversas comunidades de bairro, transformadas a seguir em núcleos políticos por sua importância na periferia da capital. Ainda aproveitou outros comunistas em seu primeiro governo, mas em posições secundárias. Os personagens principais passaram a ser outras figuras, como Paulo Chaves Fernandes, Simão Jatene e Sérgio Leão.

Se ainda era um simpatizante do PCB, a prática de Almir já não guardava qualquer conexão com a filosofia do comunismo, exceto pelo centralismo democrático dos leninistas, sempre muito mais central do que democrático. Como governador, passou a ser (ou tentou ser) mais um coronel da política paraense. Foi se desligando cada vez mais de qualquer programa para se ater às pessoas, procurando aquelas que serviam aos seus interesses e desligando-se das que não serviam mais ou que se apresentaram na contramão do seu caminho para o poder.

O procedimento de Almir Gabriel se assemelha ao de muitos outros comunistas, que deram prioridade à qualificação profissional (a partir desse momento a maioria se desfiliou, sem renegar, contudo, a crença original, embora atuando em atividades ou de uma forma pouco coerente com o passado). Raros acharam possível conciliar a atividade profissional (que a alguns enriqueceu) com a ideologia e a atuação política

A influência do PCB, após tantos anos de presença, foi pequena e o balanço da sua participação, modesto, apesar da quantidade de páginas que Alfredo Oliveira dedicou à sua história (repetindo demais informações e dando atenção a fatos absolutamente secundários, acaba desestimulando a leitura do seu importante volume). O PCB não se transformou em partido de massa.

Seu mais intenso trabalho foi junto a intelectuais e membros do governo. Não por outro motivo, no plano nacional, Luiz Carlos Prestes declarou que o partidão estava no governo com João Goulart, só faltava chegar ao poder, numa arenga irreal e soberba, que causou problemas superlativamente artificiais à esquerda no momento da repressão pelo regime militar de 1964, como de regra, aliás, na biografia do desastrado “cavaleiro da esperança”. O PCB criou uma ilusão de força e de representatividade, e acreditou que ela era verdadeira. A cada momento de testá-la, defrontou-se com a realidade, frustrou-se e encolheu.

Não que lhe tenham faltado glórias e acertos. Os comunistas tiveram invariavelmente que enfrentar o preconceito, a má vontade ou o ódio dos adversários, até mesmo dos que não se lhe opunham abertamente, mas foram incapazes de consolidar uma democracia autêntica no Brasil, que resistisse aos desafios sem sair atrás da espada guardada nos quartéis ou das manobras miseravelmente jurídicas. A ilegalidade a que os comunistas foram reduzidos na maior parte da sua história é causa tanto da sua pouca expressão na vida política nacional como do seu encanto, o fascínio que exerceram sobre milhões de brasileiros ao longo do tempo.

O golpe vital foi desferido contra o PCB em 1947, menos de dois anos depois da sua legalização, no auge da guerra fria, pelo governo Dutra (condestável da ditadura do Estado Novo, foi o primeiro presidente da redemocratização, antecipando anomalia que seria vivida, 40 anos depois, por José Sarney, ao fim da ditadura militar), com a participação decisiva dos bacharéis da UDN, civis em eternas manobras golpistas (“vivandeiras dos quartéis”, como se dizia).

O PCB podia ter iniciado nessa época caminhada no rumo da sua democratização interna e da oxigenação política nacional, à semelhança do que ocorreria com seu congênere italiano no pós-guerra. Tinha uma bancada federal expressiva (com um senador, Prestes, e 14 deputados federais) e conseguira façanhas localizadas, como a de eleger 18 dos 50 vereadores da Câmara do Distrito Federal, que era ainda o Rio de Janeiro.

Apesar do registro que o TSE lhe conferiu e da diplomação que concedeu aos seus eleitos, o PCB foi declarado ilegal através de uma lei com efeito retroativo, bem semelhante na mecânica (embora completamente distinta nos propósitos) da lei da ficha limpa atual. Os maquiavélicos de algibeira deviam meditar a respeito. Quando se abre exceção para o uso de meios ilegais, em proveito de fins legítimos, não se está violando a ordem democrática e continuando a encher de boas intenções o caminho do inferno?

Alfredo Oliveira não aprofunda nesse sentido o episódio, mas seu livro, até onde um militante pode ser imparcial, aborda as questões que seria preciso suscitar numa história do Partido Comunista Brasileiro no Pará, O livro conquistaria maior público se tivesse metade das páginas, que podiam ser suprimidas sem prejudicar o conteúdo. Ainda assim, merece ser lido: passa a ser fonte de referência indispensável sobre a história republicana do Estado. Ainda que se chegue a uma conclusão diferente – ou oposta – à do autor.

O capítulo paraense do PCB se encerrou em dezembro de 2004, com sua desativação no Estado. “A partir daí, sem presente, resta apenas o passado, por conta da História”, lamenta Alfredo Oliveira. Uma história rica, mas incapaz de sustentar um paralelismo entre os cabanos, que transformaram o seu tempo, e os comunistas, que seguiram o rio da história, mesmo quando tentaram nadar contra a corrente.

Paulo Rocha deve ser o próximo a cassado pelo TSE

No Blog do Flanar:

Quem não deve estar nada animado hoje é o também candidato ao Senado pelo PT, Paulo Rocha. Como ele também renunciou a um mandato, no caso de deputado federal, para escapar de uma possível cassação por pretenso envolvimento no "escândalo do mensalão", já se pode antever como o TSE decidirá o recurso do Ministério Público Eleitoral contra Rocha.
Como já disse antes, não adianta comemorar nem ter esperança: o STF vai liberar todos os fichas sujas para as eleições do próximo mês. A menos que algo de surpreendente aconteça naquela corte. Mas surpreendente mesmo.
Mas se houvesse a possibilidade de o STF declarar a "Lei da Ficha Limpa" aplicável aos fatos ocorridos antes de sua vigência, a maior beneficiada com isso, no Pará, seria Marinor Brito. Candidata do PSol ao Senado, ela não conta com capilaridade eleitoral (como demonstrou sua candidatura à prefeitura de Belém), muito menos para enfrentar Jader Barbalho, Paulo Rocha e Flexa Ribeiro, este último virtualmente eleito. Se os dois primeiros saíssem da disputa na marra, Marinor estaria no lugar certo, na hora certa. Como são duas vagas, acabaria eleita, eis que os demais candidatos são ilustres desconhecidos. Os antigos diziam que isso equivale a um cavalo passar selado pela frente de quem precisa de transporte. Eu digo que isso equivale a um Rolls-Royce com motorista, parando na frente de Marinor, que é carregada no colo e depositada com todo carinho no assento para uma viagem de sonho.
Seria maravilhoso. Pena que, à frente, haja uma praça de pedágio chamada STF. Pedágio que o povo brasileiro continuará a pagar.

Os números do Ibope para o Senado

Do Blog da Rita:

O Ibope disponibilizou em seus site relatório completo da pesquisa de intenções de votos feita no Pará, incluindo os votos para o Senado.

Os números são os seguintes
Jader Barbalho 50%
Paulo Rocha – 28%
Flexa Ribiero 23%
Fernando Yamada – 3%
Neide Souza – 3%
Savanas 1%

Yamada e Neide tiveram a candidatura impugnada pelo TRE, mas recorreram
O PV desistiu da candidatura de Savanas
Jader Barbalho teve registro negado pelo TSE, mas continua em campanha e recorrerá ao Supremo

Jader precisa de esforço redobrado para se manter no páreo

Do Espaço Aberto:

Depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que barrou por 5 a 2 a candidatura do deputado federal Jader Barbalho (PMDB) ao Senado, os peemedebistas se dividem entre uma meia certeza e certeza.
A meia certeza é quanto à possibilidade de prosperar, no Supremo Tribunal Federal (STF), recurso extraordinário que pedirá a reforma da decisão do TSE, para permitir que Jader fique a salvo da Lei da Ficha Limpa e, com isso, tenha sua candidatura confirmada.
O posicionamento do Supremo sobre as novas regras das inelegibilidades ainda é uma incógnita.
Conhece-se claramente apenas os posicionamentos dos ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski (na foto), favoráveis à retroatividade da lei, e do ministro Marco Aurélio Mello, contrário. Todos têm votado dessa forma no TSE e, portanto, não deverão mudar de posição no Supremo.
Suspeita-se que os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ayres Britto também sejam contrários à vigência da lei para estas eleições. Ainda não se sabe como vão se posicionar os ministros Ellen Gracie, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso e Dias Toffoli.
Se essa é, repita-se, uma meia certeza, de outro lado os aliados de Jader estão com uma certeza, com uma convicção: será necessário redobrar os esforços para evitar estragos disseminados na candidatura do deputado.
Isso porque será difícil explicar aos eleitores dos mais longínquos rincões deste Pará continental que a candidatura do deputado, muito embora barrada por um tribunal, ainda está valendo.
Em resumo: antes dessa decisão, Jader se elegeria sem que fosse necessário subir num palanque para pedir votos.
Agora, não. É preciso que arregace ainda mais as mangas e saia a campo, sobretudo para explicar que, apesar da decisão do TSE, ainda está no páreo.

------

Jader diz que decisão do TSE é “excrescência”

No Blog da Repórter, da jornalista Rita Soares, sobre a decisão do TSE de barrar a candidatura do deputado Jader Barbalho ao Senado:

O blog conversou agora [ontem à noite] com o deputado federal Jader Barbalho, candidato ao Senado.
Ele disse que já esperava a decisão do TSE e afirmou estar confiante de que a decisão será reformada no Supremo Tribunal Federal.
“O Supremo não vai aceitar essa excrescência do TSE. Vou me eleger Senador e estou confiante na decisão do Supremo”.
A certeza e que a cassação do registro não vai prosperar na última instância, segundo ele, vem do teor dos votos dos ministros Marco Aurélio e Marcelo Ribeiro. Este último questionou a inelegibilidade agora, após duas eleições (em 2002 e 2006) em que Jader fora considerado elegível.
O deputado disse estar tranquilo e garantiu que a campanha continuará no mesmo ritmo.“O abalo dessa decisão foi zero. Quantas campanhas já sofri e meu prestígio só fez aumentar? Estou seguro, tranquilo. Só não estaria se não tivesse apoio do povo”.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

TSE obriga cumprimento da cota de gêneros em todos os recursos do MPF/PA julgados até agora

Dos dez recursos ao TSE pelo cumprimento da legislação, nove já foram julgados e acatados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já julgou nove dos dez recursos ajuizados pelo Ministério Público Federal (MPF) contra partidos e coligações no Pará que não reservaram o percentual mínimo de vagas para candidaturas de mulheres. Em todos os casos o TSE determinou que a legislação deve ser cumprida.

Os ministros do TSE consideraram que os partidos e coligações têm a obrigação de preencher os percentuais mínimo e máximo de 30% e 70% com candidatos ou do sexo feminino ou masculino.

“A decisão do TSE mostra que a posição do MPF está certa: esse percentual mínimo deve ser retirado do número de candidatos que o partido realmente apresentar, sendo calculado não sobre o número máximo de candidatos que se pode registrar, mas sim sobre os efetivamente registrados”, explica o Procurador Regional Eleitoral no Pará, Daniel César Azeredo Avelino.

Terão que atender à determinação as coligações Cresce Pará (PRB/PDT/PSB/PV/ PC do B), Por um Pará Mais Unido (PTN, PSC, PTC, PT do B) e coligação PPS/PSDC/PMN/PRTB/PRP, além dos seguintes partidos: Partido da República (PR), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Republicano Brasileiro (PRB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

“Determinações como essa são garantias de que haverá um espaço mínimo de participação de homens e mulheres na vida política do País, consagrando o pluralismo”, afirma Avelino. O único recurso do MPF no Pará ao TSE sobre cotas ainda não julgado é o recurso contra o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).


Partidos e coligações no Pará que terão que garantir percentual mínimo para candidaturas de mulheres:
Coligação Cresce Pará (PRB/PDT/PSB/PV/ PC do B)
Coligação Por um Pará Mais Unido (PTN, PSC, PTC, PT do B)
Coligação PPS/PSDC/PMN/PRTB/PRP
Partido da República – PR
Partido Democrático Trabalhista – PDT
Partido Republicano Brasileiro – PRB
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Partido Socialista Brasileiro – PSB
Partido Trabalhista Brasileiro – PTB


Fonte: Ministério Público Federal no Pará

Fábrica de chocolate na Transamazônica

O município de Medicilândia, na região do Rio Xingu, será sede da primeira
fábrica de chocolate do norte do País, a ser inaugurada no próximo sábado,
quatro de setembro, um investimento do Governo do Estado do Pará. A escolha
do município tem boa explicação: Medicilândia é o maior produtor de cacau do
Brasil e ajudou a colocar o Pará em segundo lugar na produção nacional de
cacau, liderada pela Bahia. A 90 quilômetros de Altamira, município sede da
região, o município destaca-se ainda pela qualidade da produção orgânica do
fruto, reconhecida no mundo inteiro.

Investimentos do governo estadual em parceria com a iniciativa privada na
agricultura familiar da região do Xingu/Transamazônica, nos últimos anos,
foram decisivos para o crescimento do setor. Com o aumento na produção do
fruto e melhoria da qualidade, a expectativa é de que até 2015 o Pará deva
liderar a produção nacional de cacau, segundo estimativas da Secretaria de
Estado de Agricultura (Sagri). Um bom indicativo é que, em 2008,
Medicilândia produziu cerca de 22 mil toneladas, 4 mil a mais que o ano
anterior.

Uma cooperativa de gestão agroindustrial, criada em maio deste ano, vai
administrar a fábrica. Serão processadas 360 toneladas de amêndoas para
produzir 400 toneladas de chocolate por ano, gerando, inicialmente, 10
empregos diretos e mais de mil indiretos.

Orgânicos valem 50% a mais no mercado

O Governo do Estado construiu e inaugurou o Centro de Referência do Cacau Orgânico, também em Medicilândia, um investimento de R$ 2,4 milhões, metade do Estado e metade da ONG
Fundação Viver, Produzir e Preservar - Transamazônica/Xingu (FVPP).

Com uma colheita de 60 mil toneladas anuais de cacau, o Pará é destaque por
seu fruto orgânico com certificação internacional, que o diferencia no
mercado. O cacau orgânico da Amazônia é exportado para a Europa desde 2008 e
custa em torno de 50% a mais que o não-orgânico

Com a fábrica, a expectativa é de ver o produto sair da região de forma
acabada. A fábrica de chocolate de Medicilândia chega para fortalecer todo o
processo de produção que há na região, unindo as inovações tecnológicas à
produção familiar do cacau plantado no sistema tradicional, aumentando o
potencial existente.

Com a extinção gradativa dos agrotóxicos nas plantações cacaueiras, a
produção de Medicilândia passou a ser quase totalmente orgânica. A criação
da Cooperativa de Cacau Orgânico da Amazônia (Coopoam) foi fundamental neste
processo. Com o incentivo da cooperativa, os agricultores utilizam
biofertilizantes produzidos por eles mesmos.

De acordo com informações da Sagri, é necessária uma quarentena de ao menos
três anos para livrar os pés de cacau da contaminação por agrotóxico. Só
depois desse prazo a cooperativa pode avaliar e certifcar o cacau produzido.

Destaque no mercado internacional

O cacau de Medicilândia é destaque em eventos no mundo inteiro. Representantes de fábricas do porte da Natura e da austríaca Zotter visitam Medicilândia para conhecer de perto o processo
natural de produção do cacau, que envolve diretamente oito famílias da região. A Zotter é uma fábrica que produz mais de 240 sabores de chocolate, com matéria-prima orgânica.

Os olhos estrangeiros se voltam para as etapas de produção e para a forma em
que é obtida a qualidade do cacau orgânico da Amazônia. Quanto mais apurado,
mais valorizado é o produto no mercado. A qualidade da produção orgânica,
considerada de primeira, atrai até compradores da Bahia, segundo produtores
locais.

Um grande incentivo para obter estes resultados foi a criação do Programa de
Produção Orgânica da Transamazônica-Xingu, que une cooperativismo e
agricultura familiar, tendo à frente a ONG FVPP e a Comissão Executiva do
Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Dentro das diretrizes do programa,
constam a preocupação com o plantio em sistema agroflorestal, a preservação
da floresta tropical, o controle de qualidade e a agricultura sustentável.
Além das cooperativas associadas, a iniciativa conta com a parceria do
Governo do Pará, governo federal e DED (Deutscher Entwicklungsdienst).

Nova PEC das Câmaras Municipais

José Olivar:

Tramita na Câmara Federal, um Projeto de Emenda à Constituição (PEC 509/10), que retoma o limite de 8% para as despesas das Câmaras de vereadores com até 100 mil habitantes, repasse este que foi reduzido para 7% em razão da Emenda Constitucional nº 58/09. O interessante, é que o autor do projeto se esqueceu de incluir os demais Municípios cuja população varia de 100 mil a 300 mil habitantes. Santarém, que teve reduzido o repasse de 7% para 6%, sofre com isto, e pelo visto, não vai melhorar.

Estrutura aeroportuária

Adenauer Goes
adenauergoes@gmail.com

A concepção dos aeroportos mudou radicalmente. Para quem acompanhou esta evolução, ficou muito fácil perceber a concepção de estrutura de defesa e segurança que caracterizava as antigas instalações de 20 anos atrás e até mesmo suas administrações militares, para o modelo atual pautado na concepção de negócios, lazer e prestações de serviços. São os chamados aeroshopings.

Recentemente tive oportunidade de transitar em alguns aeroportos internacionais e pude comprovar em loco esta evolução mercadológica e de certa forma compará-los a nossa realidade nacional. Como exemplo de ponta, vou fornecer algumas informações sobre o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e que é a casa da Emirates Airline.

Trata-se na realidade de um grande shopping Center de altíssimo padrão, onde as mais famosas marcas e grifes estão presentes, com produtos de nível nas lojas e vitrines expostos aos olhares de consumidores das mais diversas nacionalidades que transitam pelos amplos e largos corredores e espaços de circulação.Bons preços e ofertas atrativas são uma característica dos free shops que oferecem desde produtos eletrônicos, artigos esportivos, perfumes, a tudo que você possa imaginar.

As áreas de check in são amplas e sem tumulto ou grandes filas. O mesmo pode ser percebido no setor de passaportes e de retirada de bagagens. Tudo muito bem organizado,rápido,bem informado e limpo.No setor de imigração, os visitantes são submetidos ao eye scan, através do qual sua identificação fica gravada por imagem da Iris.

A Sala Vip é um capitulo a parte. Ressalte-se que são oferecidas duas grandes salas, uma simplesmente suntuosa, oferecida aos passageiros da first class e outra para os da business class.Vamos fazer alguns comentários a mais da segunda opção.No lounge, além de áreas de descanso, com muitos divãs e confortáveis sofás,há várias poltronas massageadoras.Este conforto é reconfortante para aqueles que necessitam passar um tempo maior aguardando sua conexão.Várias publicações são oferecidas,existem diversos restaurantes self service, que oferecem desde comida quente, até frutas, cereais,doces ,carpaccio e canapés.Há bebidas variadas, desde vinho, até chás.Quatro salas de TV estão a disposição e dois business Center com diversos computadores, assim como o Kids Club, com lanches especiais e guloseimas próprias para os pequenos.

Quem tiver interesse e necessitar pode usar chuveiros, com toalhas e sabonetes disponíveis. Outro ponto de destaque é a atenção e educação dispensada pelos funcionários e o nível de informação.

São colocados a disposição dos passageiros também o Spa Timeless com tratamentos de beleza, cabeleireiros e massagem, estes serviços, no entanto precisam ser pagos.

Sem duvida que esta é uma estrutura aeroportuária do assim chamado primeiro mundo, onde conforto e qualidade não são mera retórica. Serve no entanto para acompanharmos a evolução neste mundo que cada vez fica mais próximo destino a destino.Caso não tenhamos políticas de investimento infraestrutural e de qualificação de prestação de serviços permanente, as diferenças e distancias vão ficando cada vez maiores.É só comparar.

O que eu pretendo fazer pelo Pará como governadora



ANA JÚLIA CAREPA (PT)
Candidata da Frente Popular Acelera Pará ao governo do Estado

Eu assumi o governo do Pará, em 2007, depois de três gestões seguidas do PSDB, cujo modelo foi o do estado mínimo, da privatização, da exportação das nossas riquezas em seu estado bruto, com baixo incentivo à geração de emprego e renda, com nenhuma preocupação com a distribuição de renda, com o desmonte das escolas públicas, da segurança pública, dos prédios bonitos por fora e dos hospitais com baixo custeio para atendimento público. Havia um total abandono do interior e os prefeitos tinham que beijar mãos para conseguir alguma melhoria. Tanto abandono fortaleceu até os movimentos pela divisão de nosso estado.
Eu me apresento à reeleição com a convicção de ter transformado esse modelo de Estado mínimo e de ter cumprido minhas promessas eleitorais de 2006. Como o presidente Lula também precisou de um segundo mandato para colocar nosso país nos trilhos, eu também peço essa oportunidade. Nós conseguimos trabalhar em parceria com o governo Lula, trazendo investimentos estruturantes há décadas esperados pela população e essenciais para fomentar o novo modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social. Colocamos realmente o Pará nos trilhos, situação que pode ser comprovada por dados econômicos. E será junto com a futura presidente da República, Dilma Rousseff (PT), que nós vamos continuar trabalhando juntos para acelerar o Brasil e o nosso Estado.
Já garantimos R$ 109 bilhões ao PAC Pará para continuarmos no rumo do crescimento sustentável nos próximos quatro anos. Criamos as condições para iniciar a industrialização das nossas matérias-primas: o minério de ferro de Carajás, a bauxita de Juruti, o cacau da Transamazônica, a madeira e o óleo de palma da região do Capim. Trouxemos a siderúrgica da Vale para Marabá, criando um pólo minero-metalúrgico de equivalência econômica à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), instalada nos anos 30 e que foi privatizada no período Collor, o inspirador das políticas neoliberais herdadas pelo PSDB e que resultaram na privatização de companhias estratégicas, como a Celpa, no Pará. Hoje, por essa herança, a população amarga contas altíssimas de energia, enquanto nosso governo, com Lula, leva o Luz Para Todos a cerca de 1 milhão de paraenses.
Já garantimos 10% da produção de Belo Monte ao nosso Estado e mais de R$ 3 bilhões para ações de compensação ambiental e desenvolvimento sustentável do Xingu. Conseguimos, com o Lula, a pavimentação da Transamazônica e da Santarém-Cuiabá, com a inauguração já do primeiro trecho, além das eclusas de Tucuruí e a hidrovia do Tocantins-Araguaia, vitais para o escoamento da produção do Sul e Sudeste do Pará até Vila do Conde e, de lá, para o mundo. Os incentivos fiscais, a regularização fundiária, o Zoneamento Econômico Ecológico em 122 municípios e o Cadastro Ambiental Rural também foram importantes para atrair investidores. Em 2009, 11 mil novas empresas abriram as portas no Pará.
No primeiro semestre deste ano, geramos 17 mil novos postos de trabalho, 10 mil a mais que o mesmo período de 2006, no governo anterior. Em 12 meses, geramos 40 mil empregos, um recorde em nosso estado. Criamos o Bolsa Trabalho e, junto com o Projovem do governo Lula, envolvemos 70 mil jovens em programas de qualificação e ensino formal. Cerca de 20 mil deles já estão trabalhando com carteira assinada e mais de 1 mil iniciaram o próprio negócio.

FUTURO
No próximo mandato, o Pará vai continuar crescendo no ritmo do Brasil com o PAC do Pará. É fato que a educação terá R$ 657 milhões. Vamos reformar e ampliar mais de 1 mil escolas, construir 60 novas escolas, expandir a Universidade do Estado (UEPA) e as escolas tecnológicas. Todas as escolas terão bibliotecas, e vamos prosseguir na interligação destas com os centros universitários pelo Navegapará, já considerado o maior programa de inclusão digital do Brasil. Vamos erradicar o analfabetismo até 2014.
Na segurança pública, vamos construir e reformar 56 delegacias e quase 250 unidades de atendimento de polícia em todo o Estado, incluindo mais 111 postos de polícia comunitária, que tem tido resultados positivos nas localidades onde já funciona. Também vamos criar a Agência de Inteligência Policial, o novo Centro Integrado de Operações (Ciop) e a Coordenação Estadual de Polícia Comunitária. E vamos continuar ampliando o efetivo de policiais.
Na saúde serão R$ 296 milhões aplicados em obras, especificamente. Vamos concluir a nova Santa Casa e concluir dois pronto-socorros, expandir a rede de atendimento no interior e na capital com mais quatro Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs) neonatais, quatro hospitais de pequeno porte e a reforma e ampliação de 10 hospitais municipais e dos hospitais das Clínicas e Ophir Loyola. Vamos descentralizar os atendimentos de cardiologia e oncologia para Marabá e Tucuruí, como já fizemos com a radioterapia em Santarém, e estender a hemodiálise a mais municípios. A Saúde da Família e a imunização serão reforçadas em todo o Estado. Criaremos o Banco de Transplante de Órgãos e Tecidos e o Serviço de Transplante de Medula Óssea e faremos o PCCR dos servidores da saúde. Também teremos um total de 40 UPAs (Unidades de Pronto Antendimento). Temos uma pronta e 18 iniciadas em 2010.
Investiremos R$ 5,8 bilhões em estrutura para o desenvolvimento. Teremos terminais hidroviários em Icoaraci e Ananindeua e rampas de integração rodofluvial na nova hidrovia em Breu Branco, Cametá, Itupiranga, Novo Repartimento e Tucuruí, entre outros. As rodovias terão R$ 2,6 bilhões, com destaque para a melhoria da Alça Viária e das rodovias que interligam Vila do Conde à fronteira do Mato Grosso, de trechos das PAs 256, 252, 151, 370, 263 e 279 e Perna Leste. Também faremos a segunda fase do terminal fluvial de passageiros do porto de Belém, ampliação do pátio de contêineres.
Vamos investir R$ 10 bilhões em habitação, com a construção de 80 mil casas populares e R$ 6,7 bilhões para o financiamento habitacional. Teremos R$ 3,2 bilhões para o programa Água e Luz para Todos, com meta de levar energia a 70 mil famílias rurais e abastecimento de água na área urbana de Ananindeua e outros municípios. Teremos R$ 153 milhões para implantar os Parques de Ciência e Tecnologia do Tocantins, em Santarém, e Tapajós, em Marabá, além de R$ 151 milhões para fazer mais 600 infocentros (hoje já são mais de 150) e cidades digitais.
A regularização fundiária será estendida a mais 20 municípios. Vamos intensificar a reforma agrária com as terras arrecadadas nesse processo e estimular o agronegócio com a expansão da assistência técnica e da logística. Outra meta é a regulamentar o zoneamento da Calha Norte e Zona Leste, estimular e apoiar os zoneamentos municipais e consolidar o ordenamento territorial, regularização fundiária e gestão ambiental do Estado. Finalmente o Marajó terá zoneamento e a regularização fundiária. Também criaremos o Instituto de Geologia e Mineração do Estado.
Informo aqui as principais propostas de governo para 2011-2014. O enfrentamento da pobreza, a defesa dos direitos da juventude, da cidadania LGBT e de mulheres e homens, a igualdade racial, o direito dos povos indígenas e a cultura também estão nesse programa. Arrumamos a casa e agora peço, com humildade, mais essa oportunidade para acelerar o crescimento do Pará.

--------------------------------------
Do Espaço Aberto

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CBF divulga calendário oficial para 2011

Gerson Nogueira:

Saiu nesta terça-feira o calendário de futebol para 2011. O Brasileiro da Série A, que vai de 22 de maio a 4 de dezembro, não será paralisado por conta da Copa América da Argentina, que acontece de 2 a 24 de julho, como aconteceu em 2007. No calendário, há ainda 12 datas Fifa reservadas para amistosos da Seleção. A próxima temporada terá início com os campeonatos estaduais, de 16 de janeiro a 15 de maio. Um mês depois tem início a Copa do Brasil, do dia 16 de fevereiro a 8 de julho. A Libertadores começa em 26 de janeiro e termina em 22/06. A Série B do Brasileirão tem início no mesmo dia da Primeira Divisão, 22 de maio, e termina uma semana antes, no dia 27 de novembro. A Série C será disputada de 17 de julho a 20 de novembro. Já a Série D vai de 18 de julho a 13 de novembro

Aposentada deve ter sido assassinada ontem à tarde

Peritos do IML ouvidos pelo Blog do Estado informaram que o assassinato de Clemilda de Lima Uchôa, que chocou a sociedade santarena, pode ter sido praticado por volta de 15 horas de ontem.

A vítima foi encontrada hoje de manhã por vizinhos e parentes que arromaram o imóvel onde mora e que servia de hospedagem a outras pessoas que alugavam quartos da aposentada.

A policia trabalha com a hipótese de latrocínio, mas está investigando a possibilidade de vingança, já que alguns inquilinos da aposentada tinham débito com ela e vinham sendo procurados para quitar suas dívidas.

Dois desses inquilinos já não dormiram no imóvel desde a noite de ontem.

Aposentada é morta dentro de casa em Santarém


Um bárbaro crime de homicídio, que vítimou a senhora Maria Clemilda de Lima Uchoa (foto no detalhe), 66 anos de idade, aconteceu na noite de ontem para hoje, 31, na Rua Floriano Peixoto, nº. 867, bairro centro, em Santarém/PA, onde morava a vítima.
O crime só foi descoberto na manhã de hoje, depois que familiares desconfiaram que algo poderia ter acontecido com a vítima, uma vez que ligavam para o seu telefone residencial e aquela não atendia, quando decidiram ir até o local e ali, após arrombarem a porta dos fundos do imóvel, se depararam com Maria Clemilda morta, com duas facas cravadas ao corpo, uma no pescoço e outra no peito direito.
Os próprios familiares acionaram a polícia por volta das 09:00 horas, quando uma equipe de policiais civis, ao comando do Delegado Nelson Nascimento, esteve no local do crime e levantou algumas situações que podem ser usadas como pistas na investigação para se chegar ao autor ou autores do crime.
A polícia civil suspeita que pode ter acontecido um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), visto que os cômodos da casa da vítima estavam todos revirados e algum bem ou valor pode ter sido roubado, para depois a vitima ter sido assassinada.
Uma equipe de Investigadores já foi designada pelo Delegado Germano do Vale, Diretor da 16ª Seccional, para investigar o crime.
Blog do Hitamar Foto: Hitamar Santos (autorizada pela família da vítima)

História torta de Belo Monte

Lúcio Flávio Pinto

Parece que o melhor negócio que as três principais empreiteiras do Brasil fizeram – Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht – foi perder a disputa (caso da primeira) ou desistir de participar do leilão pela concessão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, projetada para ser a terceira maior do mundo, e passar para o lado do faturamento, como construtoras da obra.

O poderoso consórcio deverá ser formado antes da assinatura do contrato de concessão da usina, previsto para o dia 26. O consórcio Norte Energia, do qual a Andrade Guiterrez fazia parte, perdeu, o que surpreendeu os mais bem informados observadores com sua vitória.

Todos também achavam que Camargo e Odebrecht seriam punidas, ou pelo menos receberiam o gelo oficial, por fugirem da raia. Mas o cenário que está se desenhando, segundo a grande imprensa nacional, é favorável às três grandes. De novo. Talvez porque, a partir do leilão, todas as decisões foram concentradas na Eletrobrás, que tem quase metade das ações da Sociedade de Propósito Específico (SPE), dona da concessão da usina.

E a estatal parece preferir continuar a lidar com seus grandes parceiros do que se atrelar a coadjuvantes, embora Odebrecht e Camargo, antes consideradas favoritas, tenham se retirado do leilão, alegando que a obra custaria 30 bilhões de reais e não R$ 19 bilhões, segundo as planilhas oficiais. Terão razão, no final das contas?

Mais um item defeituoso do enredo tortuoso de Belo Monte.

Motorista flagrado com criança sem cadeirinha cometerá infração gravíssima

Correio Braziliense

Carregar o filho na cadeirinha reduz em até 70% o risco de morte em caso de acidente. Ainda assim, uma pesquisa com mães de cinco capitais brasileiras mostra que apenas 32% das que transportam os filhos em automóveis têm o equipamento de segurança. O percentual é considerado baixo por especialistas mas tende a mudar nos próximos anos, seja porque as pessoas vão se conscientizar de que é mais seguro ou para escapar das punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

As punições para quem desrespeitar a lei começam a ser aplicadas amanhã, quando entram em vigor as regras da Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O condutor flagrado com criança no banco de trás sem o dispositivo de retenção comete infração gravíssima.

Diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres considera importante que os órgãos estaduais e municipais de trânsito fiscalizem o cumprimento da lei. Ele reconhece que é difícil pela necessidade de abordagem do condutor. “Mas pode-se cobrar o uso da cadeirinha ao mesmo tempo em que se faz a abordagem para coibir o uso de álcool ao volante, a falta de cinto ou conferência de documento para saber se o veículo está em situação regular”, citou. Para Alfredo Peres, as famílias precisam mudar o comportamento. “Da mesma forma que procuram proporcionar segurança para os filhos em todas as ocasiões, também devem fazê-lo na hora de transportá-los. A falta de cinto, da cadeirinha e o uso de álcool estão entre as infrações que mais matam no mundo”, alertou.

1 - Infração gravíssima
Artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro fixa como infração gravíssima transportar criança em veículo automotor sem observar as normas de segurança especiais estabelecidas em lei. Além da multa de R$ 191 e dos sete pontos na carteira, a autoridade de trânsito poderá reter o veículo até que o proprietário regularize a situação.

BNDES lança edital para contratar estudo sobre portos brasileiros

Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai contratar um estudo técnico sobre a situação do setor portuário brasileiro. A licitação foi aberta nesta segunda-feira (30/8) pelo banco. O objetivo é receber subsídios para elaboração de políticas públicas que levem a melhores padrões de eficiência operacional e de qualidade de serviços nos portos brasileiros.

O trabalho se insere no Plano Nacional de Logística Portuária, da Secretaria de Portos da Presidência da República, que objetiva a expansão da capacidade do sistema portuário brasileiro, de modo a atender à demanda do setor, e a melhoria da eficiência administrativa e operacional, para dar maior competitividade e lucratividade aos portos nacionais, garantindo-lhes autossuficiência financeira.

Em 2 de setembro, o banco fará uma sessão de esclarecimento às instituições, consultorias e pesquisadores interessados em participar do processo de licitação. Até 30 de setembro, a chamada pública vai receber propostas dos interessados em obter apoio não reembolsável para elaboração do estudo.

O custo estimado pelos proponentes é uma das variáveis que serão consideradas na seleção dos vencedores. Os estudos terão prazo de conclusão de nove meses a partir da assinatura do contrato. Os recursos serão provenientes do Fundo de Estruturação de Projetos (FEP) do BNDES.

Malsinado restaurante

Uma das obras mais atrasadas do governo federal em todo o Brasil, sob a responsablidade da prefeitura de Santarém, começou finalmente a funcionar.

O restaurante popular serviu, ontem, pela primeira vez, um bandejão a dois reais.

O curioso é que nem quando abriu as portas o malsinado restaurante chamou a atenção da população, a exemplo de sua inauguração às pressas, quando só compareceram ao local alguns integrantes do governo Maria do Carmo.

Imagens exibidas pela Tv Tapajós, em seu telejornal noturno, revelaram o vazio de público no restaurante popular de Santarém, apesar dos esforços da repórter em dourar a pílula.

Nem a foto de divulgação da PMS(By Ronaldo Ferreira) consegue esconder o fiasco, mas tomara que daqui pra frente o restaurante seja verdadeiramente popular. Pelo menos no preço.