sexta-feira, 10 de julho de 2009
Carta de Lúcio Flávio Pinto aos jornalistas da Abraji
Outras dessas “coincidências” aconteceram em vários momentos, como neste agora. Felizmente, tenho uma família numerosa, para os nossos padrões de classe média, e aqui fala em meu lugar outro filho, o Lívio. No sábado, estarei representado pelo mais novo, o Angelim. Espero não ter que continuar a aumentar a família, à maneira da Bíblia, para dar oportunidade a todos de falarem em meu nome para os colegas de profissão e todos os que se encontram reunidos em solenidades como esta.
Ela deveria ser simplesmente festiva. Um momento de trégua para saudarmos o mais longo período democrático em toda a nossa história de 120 anos da nossa república. Tão pouca república para democracia ainda menor. Há 24 anos não temos violações constitucionais. O recorde anterior, da Quarta República, fora de 19 anos. Mas estamos realmente na plenitude do estado democrático de direito? Temos, de fato, mais do que uma democracia formal? Ou estão nos entretendo com fogos de artifício de liberdade disparados aos céus, enquanto, cá embaixo, pisam nos nossos calos (ou num ponto mais sensível acima).
Tornei-me jornalista profissional quando a ditadura de 1964 tinha dois anos. Acompanhei de perto seus rastros até o seu fim, em 1985. Durante esse período, fui levado às barras dos tribunais apenas uma vez, enquadrado na terrível Lei de Segurança Nacional. Mas a Auditoria Militar de Belém desqualificou o suposto delito (de opinião) e a justiça comum, ao invés de me condenar, como queriam os perseguidores, reconheceu que eu cumpria meu dever de jornalista e me absolveu, com elogios.
De 1992 até o dia de hoje, no período de mais ampla democracia da história brasileira, já fui processado 33 vezes e condenado quatro. A quinta condenação me apanhou com um pé a caminho de São Paulo, nesta segunda-feira, e me derrubou da escada do avião. Tive que ficar em Belém para tratar da minha defesa contra a decisão do juiz da 4ª vara cível da capital paraense. Ele quer que eu pague 30 mil reais de indenização, mais juros e correção monetária, além de custas judiciais e honorários advocatícios, que arbitrou pelo máximo, de 20% do valor da causa (ou seja, seis mil reais). O juiz não ficou por aí: também me proibiu de voltar a falar de Romulo Maiorana pai, o fundador do maior império de comunicações do Norte do Brasil, afiliado à Rede Globo de Televisão, cuja memória eu teria ofendido com um artigo publicado no meu Jornal Pessoal. SE depender do juiz, não poderei mais falar não apenas do pai, que morreu em 1986, mas dos seus dois filhos, que propuseram a ação cível de indenização por dano moral, embora Ronaldo Maiorana e Romulo Maiorana Júnior não tenham feito tal pedido na peça inicial do processo. E me impôs a publicação de uma carta, que os dois nunca escreveram, como exercício do direito de resposta.
Depois da leitura da sentença, eu podia ir para o espelho da madrasta da Branca de Neve e me perguntar: sou mesmo um jornalista sério ou achincalho a honra alheia, como disse de mim o juiz Raimundo das Chagas Filho, usando essa expressão, tão pouco judiciosa? Meu jornal integra a imprensa marrom ou amarela? Falo do que não conheço? Informo sem apurar? Não tenho escrúpulos? Então, por que os senhores me homenageiam hoje? Estão consagrando um farsante?
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Platéia santarena para ouvir Sebastião Tapajós

Caro Miguel
Momento impagável. Show de Sebastião Tapajós em SP no Sesc Santana.
Orguho santareno, orgulho paraense, orgulho nacional.
Imperdível e que nao poderia deixar de ser aplaudidissímo por quem compareceu e respirou poesia e música autenticamente santarenas.
Forte abraço
Antenor Pereira Giovannini
As dúvidas do Pantera
Gerson Nogueira:
O S. Raimundo ainda não está definido para enfrentar o Tocantins (TO), no próximo domingo (12), a partir das 16h, no estádio Nilton Santos, em Palmas. O técnico Artur Oliveira quer conquistar a segunda vitória consecutiva na Série D e manter assim a liderança isolada no Grupo A2. E o time deve vir com mudanças com relação à equipe que venceu o Moto Clube (MA) na estreia. No último trabalho técnico, realizado em dois períodos na manhã de ontem, em Santarém, Artur teve que ter todo cuidado para escalar o Pantera. Isso porque, além de sofrer algumas baixas no elenco, o Rei acredita que o grupo possui muita qualidade.
“Sempre deixei bem claro que vim para o São Raimundo pelo bom plantel que possui. Temos bons jogadores que podem suprir possíveis ausências”, disse. No gol, Labilá continua firme para defender o arco do alvinegro. Na lateral-direita, sai o improvisado Erick e Ceará deve ganhar a posição. Já na ala esquerda, João Pedro disputa posição com Sousa. Na zaga, a grande dor de cabeça de Artur. Felipe Bragança sentiu uma contusão e desfalcará o time. Preto Marabá deve ter como companheiro na defesa o volante Marabá, improvisado.
No meio-campo, Beto faz a proteção da defesa ao lado de Cléberton. Já na armação Luís Carlos Trindade continua na equipe, e terá ao seu lado Ciro, que substitui Michel. O ataque deve formar com Déo Curuçá e, caso seja regularizado, Hallace ganhará a vaga de Emerson. Caso não dê para ele, Garrinchinha deve começar jogando. O grupo viaja hoje às 7h, rumo à Belém, de onde pega ônibus para Palmas, em uma viagem de 1.200 km. (Com informações da Rádio Clube e do Bola)Entre na campanha de solidariedade a Lúcio Flávio Pinto
Se você quiser saber como participar da campanha, clique aqui.
Regressão de regime teria sido motivo da rebelião em Cucurunã
Repórter
A diretora da penitenciária Sylvio Hall de Moura resolveu quebrar o silêncio e falou com exclusividade ao Blog do Estado na última-quinta feira, após a comissão interna do presídio concluir o primeiro levantamento dos 53 nomes dos detentos que participaram da rebelião de eclodiu no domingo à tarde e que fez quatro funcionários reféns.
Eceila Menezes está no epicentro de uma crise que envolve detentos, funcionários, dirigentes do Sistema Penal do Estado e membros do Ministério Público. Desde que assumiu o cargo há dez meses, Eceila não tem sossego para trabalhar. Seu nome e seu trabalho vem sendo criticados por setores da mídia santarena, que dão vazão à denúncias feitas por funcionários do presídio e familiares de presos.
Eceila reconhece, de saída, que algumas reivindicações dos detentos são procedentes, embora negue a ocorrência da maioria das denúncias. "Não posso deixar de reconhecer que os internos reclamam com razão da falta de colchões e de produtos de higiene pessoal". A diretora justifica que o sistema de compras da Susipe, em Belém, apresenta falhas. " Muda fornecedor todos os meses, não há material em estoque, por isso há atraso na entrega desses produtos".
Segundo Eceila, a resistência de alguns detentos à permanencia dela no cargo de diretora do presídio de Cucurunã foi motivada pela regressão de regime de 13 apenados. " Nenhum diretor antes de mim comunicava ao juiz das execuções penais as ocorrências graves no interior do presídio, preferindo aplicar apenas o regulamento disciplinar. Como eu agi dentro da lei, treze detentos tiveram seus benefícios cancelados e por isso nutrem essa antipatia por mim", explicou a diretora.
E foram esses apenados que tiveram decretadas regressão de penas por mau comportamento que lideraram a rebelião do último domingo, segundo Eceila. " Alguns desses presos me falaram que eu agi errado, que teriam de começar a cumprir a pena do zero, que não mereciam passar mais tempo na prisão. Você deve imaginar como o clima ficou pesado depois disso", relatou a diretora.
A eclosão da rebelião não surpreendeu a diretora. "No dia 31 de maio, dois presos perigosos[Wagner Castro e Carlos Macedo] retiveram vinte e sete visitas na ala B do pavilhão 1, e por medida de precaução foram punidos com isolamento celular. Fizeram greve de fome. O juiz me aconselhou a pedir a transferência desses dois detentos, mas a Susipe não dispunha de verbas para que esses detentos fossem transferidos. Mas eu avisei meus superiores que o clima interno era ruim e que poderia haver um motim, como de fato ocorreu".
Questionada se o tratamento rigoroso que dispensa aos presos infratores não teria sido motivo da rebelião, Eceila rebate. " A rebeião começou no pavilhão onde estão os detentos do regime semi-aberto, mas rapidamente os presos do isolamento tomaram à frente do movimento, uma vez que foram logo resgatados pelos detentos do semi-aberto para liderarem a rebelião", explicou.
Quanto às notícias a respeito de sua posível saída da direção da penitenciária de Cucurunã, como exigem alguns presos, Eceila diz que a direção da Susipe está apurando as denúncias que, segundo ela, ou são infundadas ou não dizem respeito a sua atuação como diretora. " No momento de crise, me afastei da negociação com os presos, tarefa que ficou a cargo dos meus superiores de Belém, mas agora, estou de volta ao trabalho, preparada para responder as indagações do Ministério Público e da Vara de Execuções Penais, concluiu.
SBT tira mais um da Record
Da Coluna de Lauro Jardim:
Tiago Santiago, o mais bem sucedido dos autores de novelas da Record, comunicou ontem à noite ao superintendente-executivo da Record, Honorilton Gonçalves, que assinará hoje contrato com o SBT.
Santiago é autor dos maiores sucessos na dramaturgia da Record e tinha contrato com a emissora até 2012. Atualmente, está no ar com Promessas de Amor- Mutantes.
Além da proposta financeira, Santiago estaria insatisfeito com a inconstância da Record na área de dramaturgia - um setor em que a emissora apostou tudo nos dois últimos anos. A entrada de A Fazenda no ar, contudo, teria deslocado a primazia das novelas para o reality, o que teria desagradado Santiago.
É mais um lance surpreendente de Silvio Santos na sua briga com a Record. Desde que foi provocado com a contratação de Gugu pela concorrente, SS já tirou da Record Roberto Justus e Eliana.
Dom Gilberto Pastana visita Santarém
Dom Gilberto celebrará missas nas igrejas de Fátima e São Francisco.
Projeto regula profissão de jornalista
Por Sérgio Matsuura
O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que ajuizou ação que derrubou a Lei de Imprensa, apresentou, nesta quarta-feira (08/07), o Projeto de Lei 5592/2009, que regula a profissão de jornalista. Pelo texto, o diploma volta a ser obrigatório para a obtenção do registro profissional, mas não restringe o trabalho em empresas jornalísticas. “A minha proposta é uma adaptação a decisão do Supremo. Para trabalhar numa redação, não precisa de diploma. Mas para ser jornalista e ter o registro profissional, precisa”, explica o autor da proposta.
O projeto abre exceção para os colaboradores – que exercem a função habitualmente, mas sem relação de emprego – e provisionados – que possuem o conhecimento prático reconhecido. Por outro lado, existe um artigo que torna obrigatória a exigência do diploma para funcionários do setor público. “No setor público eu torno obrigatório. Como o empregador é o Estado, eu posso legislar”, diz. Além do diploma, o projeto trata de outras questões, como a definição das funções exercidas pelo jornalista, o papel dos Sindicatos de Jornalistas e a garantia do piso salarial.
Após a apresentação, Miro Teixeira espera receber contribuições para o projeto. Na justificativa, afirma que o texto “representa o pensamento do autor”. Questionado se procurou entidades de classe ou representantes da sociedade civil para a elaboração do texto, respondeu que não. “Eu fiz o projeto. Essa é a opinião do autor. Se a gente começa a discutir muito, não faz nada”, diz o deputado, que espera votar o projeto ainda em agosto deste ano.A dor e a delícia do jornalismo
A dupla mais famosa do jornalismo em todos os tempos foi formada por Bob Woodward e Carl Bernstein. Mas ela podia ter sido de Robert Smith e Robert Phelps. Bem antes dos dois repórteres do Washington Post, os dois jornalistas do New York Times receberam uma indicação segura do que acabaria notabilizado como “o escândalo de Watergate”, que obrigou o presidente reeleito Richard Nixon a renunciar ao segundo mandato para não ser afastado por um processo de impeachment. Nixon comandou um vasto esquema de golpes sujos contra os seus adversários do Partido Democrata, vários deles caracterizados como crimes.
Em 1972, dois meses antes da culminação das fraudes, com a invasão da sede dos democratas, no prédio Watergate, na capital americana, o diretor do FBI, L. Patrick Gray, deu informações a Robert Smith, repórter do Times, com quem se conversou durante um almoço, sobre a atuação ilícita do procurador-geral John Mitchell, chefe da campanha de Nixon. Também fez indicações sobre o envolvimento da própria Casa Branca com essas ações escusas, inclusive para a arrecadação de fundos para a reeleição do presidente. Smith voltou imediatamente para a redação e transmitiu tudo que ouviu para o seu chefe.
O editor Robert Phelps anotou e gravou a conversa, mas a seqüência é de causar incredulidade e espanto. No dia seguinte o repórter se desligou do jornal, o mais influente do mundo, com sede
A história foi revelada por Phelps no livro de memórias que lançou dois meses atrás nos Estados Unidos. Smith, vendo-se citado, se apressou em dar seu testemunho para se isentar de culpa, devolvendo-a ao editor, que, aos 89 anos, não tinha uma memória muito exata do episódio, mas admitiu que a falha pudesse ser considerada como sua. A desatenção ou a negligência costumam ser fatais para quase todos os profissionais, mas no jornalismo costuma ser cruel. Nada, porém, se iguala ao que aconteceu com o NYT por conta da inércia dos seus dois jornalistas.
Na entrevista que deu após o lançamento do livro de Phelps, Smith lembrou que, na conversa, o nº 1 do FBI, a polícia federal americana, lhe disse que o Partido Republicano praticara “golpes sujos” bem ao estilo de Nixon, por isso mesmo apelidado de Dick Trick, e que o procurador-geral estava à frente da ofensiva para acobertar as manobras. Mesmo sem afirmar que o próprio Nixon participava desses atos, sugeriu com o olhar que assim era.
Autênticos repórteres deixariam de lado ou postergariam planos pessoais para se dedicar à apuração dessas informações, as mais graves que se podiam obter naquele momento dentro do país mais poderoso do planeta. A dupla do Washington Post, jornal de muito menor expressão naquele momento, se formou a partir de uma informação surgida dois meses depois, quando cinco homens contratados pelos republicanos para invadir a sede dos democratas foram presos em pleno ato. Um deles confessou ao juiz da instrução ter ligações com a CIA, a agência de espionagem norte-americana. Bernstein, que acompanhava sonolentamente a audiência, ficou alerta para o detalhe e começou a puxar o fio do novelo.
Mas talvez eles não tivessem mantido a liderança da cobertura se não contassem com as dicas do nº 2 do FBI, Mark Felt, subordinado de Gray. Felt decidiu vazar informações para Bob Woodward, a quem conhecera circunstancialmente, quando ambos trabalhavam no governo, o futuro repórter como oficial da Marinha, por despeito ou senso de injustiça: ele fora preterido, em benefício do novo superior, quando da substituição do reinado de muitos anos de J. Edgar Hoover, a quem servira até ele morrer. Os seja: os detentores dos dois cargos mais altos do lendário FBI praticavam inconfidências simultâneas. Só que Patrick Gray escolhera o jornalista errado. Felt foi mais bem sucedido. Woodward & Bernstein conquistaram a glória que escapou de Smith & Phelps por pura incompetência.
Jornalismo é perigoso porque exige dedicação plena e interesse permanentemente aceso. Jornalista que abandona uma boa história pelo começo, ou pelo meio, vai experimentar do efeito reverso desse benefício, já na forma de veneno. Repórter que sai de cena no dia seguinte ao da revelação de tal importância, como a que Smith recebeu, ou fica atrás da sua mesa até entrar de férias, como fez Phelps, não é jornalista: é burocrata. E nada contraria mais radicalmente o jornalismo do que a burocracia. Os dois repórteres negligentes mereceram a infâmia, embora não se deva deixar de louvar o hábito bem americano de revelar a verdade. ainda que tardia, mesmo que amarga, como a que os dois aposentados jornalistas fizeram.
Rebelião em Cucurunã
Ciro reforça Pantera, mas Garrinchinha deve ficar no banco
São Raimundo e Tocantins se enfrentam neste domingo, às 16 horas, no Estádio Nilton Santos, na cidade de Palmas. O jogo representa o choque entre os líderes do Grupo 2 da competição. Na estreia, a Pantera bateu o Moto Clube-MA por 2 a 0, em Santarém. Já o time tocantinense estreou com vitória fora de casa, por 1 a 0, sobre o Cristal-AP.
Mas o ponta Garrinchinha, que teve um problema com o ttécnico Arthur Oliveira, ainda no Clube do Remo, deve ser mantido no banco de reservas. O jogador foi sacado do time na estreía, sendo substituído por Déo Curuçá.
Ministro da Saúde critica a regulamentação de mototaxistas
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) condenou ontem a aprovação, pelo Senado, de projeto que regulamenta a profissão de mototaxista, o que deve incentivar uma expansão da categoria. O crescimento no total de motos é uma das principais preocupações da segurança viária no país: em dez anos, a frota desses veículos quadruplicou, e as mortes de motociclistas subiram mais de 800%, atingindo 19 por dia em 2006. 'É preocupante’’, afirmou o ministro. 'A curva de acidentes fatais com motos vem crescendo no Brasil inteiro.’’
A proposta, já aprovada no Senado, segue agora para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que decidirá pelo seu veto ou pela sua sanção. De acordo com estimativas da categoria, há atualmente 500 mil mototaxistas e 10 milhões de usuários do transporte no Brasil. O Ministério do Trabalho estima que hoje 2,5 milhões de pessoas trabalham informalmente com motos. Com a regulamentação, os números devem aumentar, já que a atividade vinha recebendo decisões contrárias da Justiça em diversas cidades.
A batalha de Itararé e a bandeira nacional
Ele costumava citar a batalha de Itararé, fictícia, para se referir a demandas que nunca existiram, apesar de ter gente que insistia em dar-lhe vida.
Costume próprio dos beócios e dos desinformados foi repetido à exaustão por esses dias a respeito do projeto de mudança da bandeira nacional que retiraria a estrela que marca a posição do estado do Pará no alto do nosso pendão.
Ainda bem que tudo não passava de lári-lári de gente que não tem o que fazer e fica a entulhar a internet de lixo, nada mais do que lixo.
A estrela continua lá no alto da bandeira.
Qual será a próxima batalha de Itararé?
Manchetes da edição de sexta-feira de O Estado do Tapajós
SUSIPE TRANSFERE 24 DETENTOS DE CUCURUNÃ
HISTORIADOR APONTA ERROS EM CATÁLOGO
MORADORES PEDEM NA JUSTIÇA REMOÇÃO DE PORTO
LEI REFORÇA AÇÃO DA MARINHA PARA EVITAR ESCALPELAMENTO
INFRAERO FAZ PREVENÇÃO NO AEROPORTO DE SANTARÉM
Lúcio Flávio Pinto: A POLÍTICA PARARENSE MUDA COM AS MESMAS CARAS
FEIRA AGROPECUÁRIA ABRE PORTAS AO PEQUENO PRODUTOR
REFORMA DE ESCOLAS INERDITADAS NÃO INICIOU
ALCOA PREVÊ PRIMEIRO EMBARQUE DE BAUXITA PARA OS EUA EM 90 DIAS
GOVERNADORA CONFIRMA APOIO A EXTRATIVISTAS
Memória de Santarém - UMA CIDADE PORTUGUESA EM 1828
Polêmica sobre dados do patrimônio histórico santareno
A publicação atribui, por exemplo, a personagens inexistentes a propriedade de um solar no centro comercial.
Festival Borari começa hoje
Os promotores do evento esperam um público de cerca de 35 mil pessoas.
Assembléia de Deus em pé de guerra(2)
Ao obeservar os comentarios via internete posso perceber que está faltando Deus nessas vidas: Deus não opera no meio de contendas.
Os dois obreiros precisam se reconciliar perante a Igreja, a final é só membro de banco que é disciplinado? como estes dois obreiros podem tomar e celebrar a Santa Ceia? Examine se pois o homen... Como botar a cabeça no travesseiro e poder dormir? Está faltamdo viver o que prega e pregar o que vive. A Igreja não é patrimonio comencial de ninguem. Façam como outros obreiros que abandonaram o pastorado e emtraram na politica se é que o que ganham é pouco. Por favor olhem para as ovelhas do Senhor, e as respeitem com amor. Sejam Pastores de ovelhas e não fazendeiros. Amém...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Lúcio Flávio Pinto: Contrabando
O sub-procurador da república, Sílvio Fioravante, entrou na discussão para atacar o juiz, classificando-o de gângster, equiparável a Al Capone. O advogado achou que já era demais e se retirou. O representante do Ministério Público Federal foi ao comandante da 8ª Região Militar, general Augusto Magessi, para lhe pedir que mantivesse a apreensão do carro importado do deputado estadual Agenor Moreira, que tinha o benefício da decisão do juiz.
Foi um ba-fá-fá, como se dizia então.
Atualização precária - Curtíssimas
Por isso o Blog do Estado está temporariamente sem atualização.
Mas os leitores podem curtir os seguintes aperitivos, em notas curtas:
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Há rumores de preparação de uma nova rebelião em Cucurunã.
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Feira agropecuária terá local reserva para venda de verduras, frutas e legumes dos produtores ligados à Aprusan.
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Diretora do presído desmentiu, no ar, o promotor Adler Calderado. Ele disse que a diretora tinha sido afastada informalmente do cargo. Ele ligou para a emissora e disse que continua na direção da penitenciária.
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Marinha está preocupada com encalhe de navios na região Oeste do Pará.
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Sobra crédito para financiar produção. Banco do Brasil dispõe de 100 milhões de reais para emprestar pelo Pronaf. Mas clientes não aparecem para fechar negócio em Santarém.
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Historiador aponta falhas em catalógo sobre o patrimônio histórico de Santarém.
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Pantera já pode contar com mais um reforço para o jogo contra o Tocantins, domingo, em Palmas.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Lúcio Flávio Pinto: Jornal
Líderes de rebelião em Cucurunã são transferidos para Belém
Doze detentos que cumpriam pena no Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura, em Santarém, oeste paraense, foram transferidos para Belém no final da tarde de terça-feira (7).
Por volta das 18h, um ônibus da Polícia Militar, escoltado por uma viatura, fez a transferência dos presos. De lá, o comboio seguiu direto para o Aeroporto de Santarém.
Os dois detentos apontados como líderes da rebelião do final de semana também foram transferidos. Eles estavam presos desde fevereiro na casa penal. A dupla responde pelos crimes de formação de quadrilha e assalto a banco nos estados de Tocantins, Amazonas e Pará.
Os outros dez detentos são acusados de participação no motim, que durou aproximadamente 24 horas. Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Susipe em Belém, a transferência faz parte da segurança do sistema e tem o objetivo de evitar que ocorram problemas envolvendo outros detentos.
Os presos embarcaram em um jato fretado. O embarque ocorreu na área de uma empresa particular.
Redação Portal ORM
Sebastião encanta paulistanos com as cordas do Tapajós
Acompanhei o lançamento do CD “Cordas do Tapajós” de Sebastião Tapajós,
Tive o prazer de assistir os shows no SESC Pompéia e SESC Santana na cidade de São Paulo e, no domingo, o do SESC Santos, na cidade de Santos.
Realizei o registro desses shows e das entrevistas que Sebastião concedeu para Radio Cultura, onde participou de diversos programas.
Foi realmente um acontecimento maravilhoso, que todos devemos nos orgulhar. Sebastião fez um trabalho dedicado a Santarém e lançou dois novos valores de nossa musica, Derek e Kaila, que surpreenderam o público COM TÉCNICA, VIRTUOSISMO E MUITA EMOÇÃO. Vindo de Sebastião Tapajós não poderíamos esperar menos.
É importante dizer que dos 5 espetáculos 3 foram com casas lotadas por um público quase que exclusivamente paulista e paulistano, que pediu bis e saiu dos teatros em estado de êxtase.
Envio os links para que os freqüentadores do blog possam constatar a performance de nossos artistas.
http://www.youtube.com/watch?
Bom lembrar que bons equipamentos e técnicos qualificados são fundamentais para esse excelente espetáculo.
Empresa do pai do secretário de meio ambiente aterra praia
O empresário Paulo Corrêa, pai do secretário de meio ambiente de Santarém, o também empresário Marcelo Corrêa, está aterrando a praia no final da travessa São Cristóvão, área tomada na marra do patrimônio público para servir de porto particular da empresa Marques & Pinto Navegação.
Os moradores da redondeza estão revoltados com a inércia do poder público.
Os prejudicados denunciaram as reiteradas agressões ao meio ambiente ao juiz da fazenda estadual, que remeteu o documento ao promotor Raimundo Brasil, que desde o dia 27 de junho ainda não tomou nehuma providência legal sobre o caso.
Ao lado da praia aterrada fica localizado o terreno onde a prefeita Maria do Carmo prometeu construir a praça Candura da Prainha.
Atleta deve beber cerveja todo dia
Segundo o documento, os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares. A tese é defendida pelo cardiologista e ex- jogador de basquete da seleção espanhola, Juan Antonio Corbalán, medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (1984). O estudo foi realizado em dois anos e recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja (ou de 20g a 24g de álcool) para homens e duas para mulheres (10g a 12g) por dia; volume que os autores do relatório definem como moderada.
Cerveja ou suco de laranja
De acordo com os pesquisadores, a cerveja contém 95% de água e é a bebida alcoólica com menor gradação (5% em média). Uma tulipa de 200 ml possui 90 calorias, o mesmo que um copo de suco de laranja. Para chegar a essa conclusão de consumo na dieta de desportistas, os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h. Além disso, todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo.
Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35º, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação. Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.
”Tão boa quanto água” – A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água. Os cientistas usaram parâmetros indicativos como: composição corporal, inflamatórios, imunológicos, endócrino-metabólicos e psico-cognitivos (coordenação, atenção, campo visual, tempos de percepção-reação, entre outros) para comprovar que o álcool não afetava a atividade de hidratação.
O estudo destaca ainda que a cerveja contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes. Mas apesar desta defesa do consumo da cerveja, os pesquisadores espanhóis afirmam que o consumo nunca deve passar da moderação, porque o excesso de álcool não se metaboliza e, por isso, afeta o sistema nervoso central. No caso dos desportistas a recomendação do relatório é beber durante as refeições. Nunca momentos antes de praticar exercícios nem logo depois. O intervalo indicado para a cervejinha da hidratação é de duas horas antes ou depois de suar.
(Da BBC Brasil)
Desembargador Milton Nobre aprovado pela Senado para o CNJ
Na sessão plenária desta terça, todos os 11 indicados e aprovados após sabatina da Comissão de Constituição e Justiça da Casa tiveram suas as indicações referendadas pelos senadores.
Os novos conselheiros são o ministro Ives Gandra Martins, os desembargadores Leomar Barros Amorim de Souza e Milton Augusto de Brito Nobre, os juízes Paulo de Tarso Tamburini Souza, Morgana de Almeida Richa, Nelson Tomaz Braga e Walter Nunes da Silva Júnior, além do procurador José Adônis Callou de Araújo Sá, do promotor Felipe Locke Cavalcanti e dos advogados Jorge Hélio Chaves de Oliveira e Jefferson Luis Kraychychyn.
Publicada lei que obriga proteção a eixo de motor de barcos
Segundo o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Sarapó, o médico Cláudio Brito, desde a década de 1970, só no Pará, são registrados pelo menos dois casos por mês. “Se fizermos um cálculo, hoje devem haver cerca de 2 mil vítimas desse acidente”, comenta.
Para o médico, a norma soma-se a outra já existente no Pará, resultante de uma luta antiga por causa dos inúmeros casos registrados no Estado, cujas vítimas principais são mulheres e crianças.
Agora, a luta das organizações é para que de fato a legislação seja respeitada e o quanto antes sejam instalados os equipamentos de proteção dos motores nas embarcações. Segundo o presidente da ONG Sarapó, por meio de uma parceria com a Marinha do Brasil este mês, entre 24 e 26 de junho, serão entregues nas regiões ribeirinhas 200 equipamentos de proteção para proprietários de embarcações registradas no órgão. “Esse é só o primeiro momento e esperamos ultrapassar essas 200 embarcações, fazendo novos cadastros e sempre com o apoio da Marinha, que também é nossa parceira junto aos empresários”, declara.
Prefeitura de Óbidos é acusada de invasão e furto a emissora de televisão
A diretoria da Rádio e TV Atalaia denuncia que as pessoas responsáveis pelos atos acima estariam ligadas ao prefeito de Óbidos, Jaime Silva (PTB), reeleito no último pleito municipal. Tal relação foi feita por conta da divulgação de acusações por parte da prefeitura, através de alto-falantes pela cidade, de que a emissora estaria inadimplente com o município e que não possuía escritura do terreno onde se encontram as instalações da torre. A própria direção da rádio apresentou cópia autenticada da escritura do terreno, registrada em cartório e autenticada.
VINGANÇA
Ainda segundo a direção da empresa, toda esta situação foi gerada pelo fato de, no ano passado, tanto a Rádio quanto a TV Atalaia terem divulgado o flagrante realizado pela Justiça Eleitoral, onde o prefeito Jaime Silva comprava votos da população, distribuindo combustível.
O prefeito de Óbidos, Jaime Silva, nega qualquer relação com a invasão do terreno e subseqüente furto de material. Ainda segundo o prefeito, outras duas áreas particulares do município foram invadidas no mesmo período.
Ele acredita que estes episódios tenham ocorrido pelo aumento do contingente populacional de Óbidos, em decorrência dos alagamentos das cidades vizinhas, o que teria propiciado o aumento do índice de furtos e invasão de áreas ociosas.
Quanto à inadimplência e dívidas referentes a impostos e outras taxas por conta da Rádio e TV Atalaia, Jaime Silva confirma a existência, mas nega que o assunto tenha sido exposto em altos-falantes ou qualquer outro meio.
(Diário do Pará)
Círio de Nazaré há 107 anos
Belém - Havia seis bandas de música no cortejo da procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em 1902. E numerosas embarcações, que traduziam a importância dos rios para os participantes da manifestação. A descrição dos componentes do ato revela uma ligação mais forte com a realidade do fiel de então. O cortejo obedecia com rigor à seguinte ordem: carro precursor, corpo de cavalaria da Brigada Militar (com vários clarins), banda de música da mesma brigada, anjo São João Batista, diversas filas de marujos, banda de música do 47º Batalhão de Caçadores, escaler São João Batista (conduzido por vários marujos), banda de música União Operária, navio Floriano (com marujos), canoa Chiquinha (com pequenos marujos), canoa Esperança, canoa Rainha das Flores, canoa Santo Antonio, barco Arara, vapor Armando, Dom Fuas Roupinho, carro dos milagres, banda de música da Sociedade do Tiro Brasileiro, carro dos milagres (puxado por duas juntas de bois), banda de música Senador Antonio Lemos e banda de música do Corpo de Bombeiros (sob a regência do maestro Cincinato Sousa).
Alegrai-vos, sonegadores
Ação fiscalizadora nas empresas da cidade pepita só mesmo quando a regional da secretaria em Santarém destaca algum fiscal para lá.
A denúncia é do Sindtaf.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Carta de Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal
Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.
O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.
O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.
O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.
As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.
O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.
O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.
O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.
Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.
A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.
Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.
Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.
Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.
Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.
O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.
Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.
O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.
Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.
Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.
Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.
Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.
Belém, 7 de julho de 2009
Lúcio Flávio Pinto
Liminar paralisa extração ilegal de areia e pedra em Almeirim
A ação foi proposta com base em requerimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em projeto técnico de reflorestamento da área, além de depoimentos colhidos na promotoria. Segundo o apurado, o Sr. Pedro Baía dos Santos extraía irregularmente areia e pedra em terreno de aproximadamente 30 mil metros quadrados há mais de doze anos, sem autorização dos órgãos ambientais competentes.
A retirada diária de duas caçambas com seis metros cúbicos de material cada, causou uma voçoroca – ferida aberta no terreno – de quinze metros de profundidade por cem metros de diâmetro, atingindo, inclusive, uma área de preservação permanente à margem do rio Amazonas.A liminar determinou a paralisação da atividade, com multa diária de dois mil reais pelo descumprimento. Ao final da ação, o Ministério Público requer a condenação do particular em reflorestar a área degradada ou, alternativamente, o pagamento de indenização equivalente ao dano material.
(Fonte: Assessoria de imprensa do MPE)
Mesquita Júnior quer plebiscito para que Amazônia escolha fuso horário
O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) anunciou nesta terça-feira (7) que já está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto de decreto legislativo (PDL 563/09) de sua autoria, que convoca um plebiscito para que a população dos estados da Amazônia Legal atingidos pela mudança de fuso horário determinado pela Lei 11.662/08, decida se quer continuar assim ou se prefere retornar ao fuso antigo. O plebiscito seria feito junto com as eleições de 2010.
Mesquita Júnior disse que os habitantes da Amazônia estão sendo tratados como cidadãos de segunda e terceira categorias ao serem submetidos aos "caprichos dos horários do Brasil central" para atender aos interesses das redes de televisão. Ele lembrou que, no ano passado, o Congresso Nacional aprovou, sem consultar a população, a mudança do fuso horário na região amazônica e reduziu a diferença de duas horas para se aproximar ao horário de Brasília.
Assim, quando são 6h da manhã no Acre, em Brasília são 7h da manhã. O senador disse que a maioria da população do estado não se habituou a essa mudança de horário e se fosse consultada optaria pelo retorno ao fuso antigo.
- Isso pode parecer pouca coisa para o resto do país, mas para os acreanos essa mudança no fuso horário é motivo de discussões acaloradas até hoje. E mais apavorados ficaram os acreanos com a notícia de que novas alterações seriam promovidas - disse.
Mesquita informou que recolheu mais de 30 assinaturas de senadores apoiando o seu projeto de decreto legislativo e que a consulta à população seria uma demonstração de respeito e reverência aos amazônidas.
- Esse é o caminho. Isso não diminui e não retira autoridade do Congresso Nacional ou de qualquer parlamentar individualmente - afirmou.
Agência Senado
Justiça nega habeas e mantem na cadeia frei acusado de abuso sexual
O desembargador Alexandre d’Ivanenko, em decisão monocrática nesta tarde (03/07), indeferiu liminar em habeas corpus que buscava a liberdade para o frei Ângelo Chiarelli, preso em flagrante na Comarca de Rio do Sul pela prática, em tese, do crime de atentado violento ao pudor. A defesa do religioso sustentou que não restou caracterizada qualquer situaç...
Ler mais.Michel se apresenta ao Papão
Com as bênçãos do técnico Valter Lima, o meia Michel já se desligou do São Raimundo e se apresenta hoje na Curuzu, a tempo de treinar para os próximos compromissos do Paissandu na Série C. Antigo sonho de consumo dos bicolores, Michel chega com o cacife de ter sido o maestro do time santareno na campanha do vice-campeonato estadual. E tem todas as chances de virar titular absoluto, embora dispute diretamente a camisa 10 com Vélber e Tiago Silva.
O Quinta Emenda para. Força, Juvêncio!
O blog Quinta Emenda – um dos mais lidos e mais polêmicos de Belém e de todo o Estado – não tem sido atualizado desde o dia 27 de junho passado.
Nesse período, para ser mais preciso, foi feita apenas uma atualização, no último sábado.
Não são poucos os leitores que têm se preocupado com isso.
Leitores que se habituaram a passar o dia inteiro lendo o Quinta querem saber muito mais sobre o editor do Quinta, o economista, cientista político e publicitário Juvêncio de Arruda Câmara, 54 anos, com breve passagem pelo jornalismo, no início dos anos 80.
O Espaço Aberto lamenta informar, mas o Quinta Emenda ficará sem atualização por um tempo indeterminado, ainda indefinido, impreciso.
Juvêncio, o Juca de tantos amigos, enfrenta aquela que talvez seja a maior e mais decisiva batalha de sua vida.
Está com um câncer – dos mais agressivos e insidiosos – num dos rins.
Descobriu a doença recentemente, há menos de duas semanas.
A enfermidade avançou rapidamente.
Os efeitos colaterais, as consequências e a extensão da doença, igualmente muito agressivos, impossibilitam Juvêncio de atualizar seu blog.
E assim o será enquanto ele estiver submetido ao tratamento que lhe foi prescrito.
Juvêncio continua antenadíssimo. Com tudo e todos.
Tem plena consciência dos seus limites, das suas condições, dos desafios que deverá enfrentar daqui para a frente.
Para isso, tem contado com o carinho, a afeição, as boas energias, os bons fluidos e as orações de seus amigos e, agora, certamente, de todos os leitores, que passam a tomar conhecimento do motivo da paralisação de seu blog.
E mais do que isso, Juca tem contado com o carinho e a dedicação absoluta dos familiares que o cercam.
Nos últimos dias, não são poucos os que, por e-mail ou telefonemas, tentaram contactar com Juca.
Ele não pôde atender aos telefonemas e nem responder aos telefonemas porque, repita-se, precisa de repouso total.
E como não pode atualizar seu blog, Juca e sua família atribuíram ao Espaço Aberto a missão – nada confortável, vale confessar – de transmitir essa informação publicamente, em atenção aos amigos e milhares de leitores do Quinta Emenda.
Força, Juca!
Muita força!
Casa própria poderá ter inscrição pela internet
Na primeira edição da coluna que, a partir desta terça (7), publicará em 94 jornais do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo estudará a possibilidade de fazer pela internet o cadastramento para o programa Minha Casa, Minha Vida, de financiamento da casa própria para segmentos de baixa renda.
Questionado a esse respeito por uma pensionista de Cariacica (ES), Lula afirmou que a pergunta era "na verdade, uma ótima sugestão".
"As áreas específicas do governo serão acionadas para o estudo e a possível adoção dessa alternativa", afirmou na coluna, intitulada "O presidente responde".
Ele disse ainda que o desconto das prestações do programa poderá vir a ser feito na folha de pagamentos dos pensionistas do INSS e dos trabalhadores da ativa.
Lula também respondeu a outras duas perguntas de leitores dos jornais, uma sobre a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e outra sobre os gastos públicos para a Copa de 2014.
“Sabemos que há problemas no SUS, como filas e dificuldades para se marcar um exame ou consulta, o que é um transtorno para as pessoas mais fragilizadas. Conhecemos essas deficiências e estamos permanentemente tentando eliminá-las. A questão é que temos o maior sistema de saúde pública do mundo. (...) O financiamento desse sistema é um desafio gigantesco”, respondeu, afirmando ainda que com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo perdeu recursos.
Respondendo a um leitor, o presidente negou que tenha ocorrido uma "sangria de dinheiro público" nas obras do Pan 2007 e afirmou que, para a Copa, o governo federal não arcará com compromissos dos estados e municípios.
"Vamos fazer um planejamento detalhado das obras e depois reunir representantes dos estados e dos municípios sedes para definir responsabilidades, dando transparência ao processo. O Ministério do Esporte vai monitorar as obras para que tudo esteja pronto antes de 2014", escreveu.
(G1)
A saga dos nordestinos - 2ª parte
A presença nordestina foi tão intensa, que, chegou a influir na cultura cabocla de Manaus; o sotaque nordestino prevaleceu e perdura até os dias de hoje.
Se fizermos uma pesquisa mais profunda, vamos concluir que em todas as cidades ficaram nordestinos remanescentes da atividade da extração da borracha.
A Cia. Ford Industrial do Brasil que se instalou no rio Tapajós, no lugar denominado FORDLANDIA, em 1927, ainda alistou grande número de nordestinos que mais uma vez, tangidos pelo espírito de aventura, lá compareceram para participar desse então empolgante projeto agrícola, onde plantaram em torno de dois milhões de seringueiras. Muitos desses operários eram remanescentes dos nordestinos que continuavam na Amazônia a procura de trabalho. Outro número bastante expressivo, foram os descendentes desses bravos retirantes que já tinham se integrado à sociedade amazônica.
SOLDADOS DA BORRACHA
Os centros de produção de borracha da Ásia, estavam sob o domínio do grupo do Eixo e os aliados logo viram a necessidade de uma estratégia para conseguir borracha, matéria prima importante para a manutenção da luta.O governo brasileiro formou um batalhão de nordestinos que alistados e fardados no nordeste, seguiram à Amazônia, desembarcando nos mais diversos afluentes do grande caldaloso, com a missão de retirar o precioso látex e que eram tão importantes quanto os que lá na frente de batalha empunhavam seus fuzis. As feras silvestres e a insalubridade da floresta equatorial vitimaram mais brasileiros do que as sangrentas batalhas na dura e gloriosa tomada do Monte Castelo, na Itália. Podemos formar duas estatísticas diferentes sobre a baixa dos soldados da borracha. Os que ficaram sepultados na floresta e os que abreviaram sua existência em conseqüência das moléstias adquiridas na longa permanência, na Amazônia.
Desta nova migração, ocasionada pelo recrutamento dos soldados da borracha, a Amazônia herdou um novo grupo de destemidos homens que passaram a integrar aos sensos demográficos amazônicos e que com seus numerosos descendentes formaram uma parcela apreciável de nossa progressiva Santarém.
O governo brasileiro reconheceu a importância da contribuição desses destemidos soldados da selva e criou lei especial de aposentadoria para ampará-los.
A permanência dos que não conseguiram voltar par o Nordeste, possibilitou a oportunidade da vinda de outros familiares, isto já em número bastante reduzido, mas, as prolongadas e flagelantes estiagens da década de 50 obrigou a migração de um contingente de elevado número de famílias onde mulheres e crianças constituía a maior parte. Santarém recebeu nesse período inúmeras famílias que se localizaram no planalto ao sul da cidade, em terras devolutas, ocupando área ao longo da BR-163 e posteriormente penetrando até à margem do rio Moju, onde fundaram a comunidade de “MOJUI DOS CAMPOS.” Mais tarde construíram outro ramal e denominaram de Estrada do Jaboti onde se estabeleceram inúmeras famílias. As terras da Br. 163 foram recusadas por não terem o líquido precioso que os obrigou a deixarem a terra natal.
Com a presença das famílias nordestinas no planalto, Santarém experimentou um período de progresso despontando como grande produtor de arroz de sequeiro e algodão, surgindo usinas de beneficiamento de arroz e de algodão. O algodão, após, descaroçado e prensado era exportado para o nordeste e para a Europa. O arroz abastecia as cidades do Baixo Amazonas, Manaus e as demais comunidades chegando ao distante Porto Velho e Acre. Os nordestinos descendentes, continuam ajudando Santarém a se desenvolver, dominando o lojismo, atividade que desempenham com grande desenvoltura.
Os mais novos voam mais alto, atuam como profissionais liberais nas mais diversas profissões, notadamente na área da saúde, do direito, do magistério, da engenharia e já ensaiam ocupar espaço na política partidária preenchendo cargos no legislativo e até no executivo.
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Leia a primeira parte aqui.
70% das terras do Pará não tem titulação
Susipe deveria apurar o que está por trás da rebelião em Cucurunã
Há presos que já cumpriram parte da pena e não obtiveram progressão de regime.
Mas é inegável que um grupo de agentes, inclusive, temporários, esteve metido no motim para desestabilizar a administração da penitenciária de Cucurunã.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Juiz condena Jornal Pessoal a pagar 30 mil reais de indenização ao grupo Liberal
Além da fixação da indenização, o juiz deferiu tutela antecipada para conceder direito de resposta ao artigo o Rei da Quitanda em favor de Rômulo e Ronaldo, bem como determinou que o jornalista se abstenha de citar em suas matérias os nomes dos dois irmãos, sob pena de multa.
No despacho, o magistrado sustenta que "a capacidade de pagamento dos requeridos[Jornal Pessoal e Lúcio Flávio Pinto] é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhes garante um bom lucro'.
O Jornal Pessoal é uma publicação alternativa, que não aceita publicidade e seus custos são mantidos exclusivamente com a receita de venda avulsa, o que não gera lucros, ao contrário do que afirma o juiz em sua sentença.
Lúcio Flávio Pinto tem 5 dias para embargar a decisão e 15 dias para apelar de seu teor ao Tribunal de Justiça do Estado.
São Raimundo derrota São Francisco e decide Sub-20 contra Arsenal
O São Raimundo derrotou o São Francisco por 3 x 2 e vai decidir, a partir de domingo, o título contra o Arsenal, que derrotou o São José por 5 x3.
LEI MARIA DA PENHA É USADA PARA PROTEGER UM HOMEM
O juiz Rafael Fleck Arnt, da Comarca de Dionísio Cerqueira, em decisão provisória, proibiu que uma mulher se aproxime do ex-marido e da atual mulher dele. Ela também está proibida de ter qualquer contato com eles, por qualquer meio, segundo a decisão.
De acordo com a Justiça Estadual, a medida é denominada protetiva de urgência, que obedece ...
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Pastor sai da Convenção Geral das Assembleias de Deus
Do Espaço Aberto:
O pastor Rui Raiol formalizou seu desligamento da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGAADB).No expediente que encaminhou à Convenção, ele diz que seu desligamento, “em caráter irrevogável e irretratável”, tem amparo no artigo 5º, incisivo XX da Constituição Federal.
O dispositivo mencionado menciona apenas que “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”.
Mas o desligamento ainda é resultado dos estilhaços da última eleição para a diretoria da CGADB, ao qual concorreu o pastor Samuel Câmara, derrotado pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, de São Paulo.
No início de maio passado, conforme informou o blog, Raiol se pronunciou, em sete vídeos, disponíveis no YouTube, contestando a legalidade e legitimidade da vitória de José Wellington, que já refutou as acusações de ilegalidade em todo o processo eleitoral que o manteve à frente da CGADB.
Raiol é muito ligado a Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus de Belém e que agora, além de dissentir da CGADB, também enfrenta a oposição do pastor Gilberto Marques.
Marques, que preside Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa), já publicou nota em jornais informando que sua convenção sente-se livre para estender sua área de atuação até Belém, que até então estava sob o poder de Samuel Câmara.
Tocantins estreia com vitória na Série D do Brasileiro
Jogando no estádio Glicério Marques, em Macapá, Capital do Amapá, o Tocantins conseguiu importante vitória sobre o Cristal, gol de Giovani, aos 31 minutos do primeiro tempo, pelo grupo 2.
O time foi treinado pelo superintendente, Jair da Silva, que assumiu o comando técnico pela impossibilidade de contratar um treinador na véspera da viagem.
Mesmo pressionado durante todo o segundo tempo, o campeão tocantinense de 2008 conseguiu segurar o resultado.
Com a vitória, o Tocantins assumiu o segundo lugar no Grupo 2 com três pontos ganhos. O primeiro colocado é o São Raimundo, do Pará, que derrotou o time maranhense do Moto Clube por 2 a 0 e lidera com mais gols marcados e os mesmos três pontos do Tocantins.
Na próxima rodada, o representante do Tocantins recebe o São Raimundo, no estádio Nilton Santos, às 16 horas, domingo (12).
O Tocantins jogou e venceu com André, Lima, Roberot, Samir e Léo (Guajará); Flávio, Geovani, Davi e Kevison; Léo Oliveira e Kanu.
(Fonte: O Girassol)
Merchan em alta na imprensa esportiva brasiliense
A jornalista Priscilla Melo, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), realizou pesquisa com 15 jornalistas (profissionais de rádio, TV, impresso, on-line e blog) do jornalismo esportivo brasiliense que aponta que 50% consideram natural receber dinheiro de empresas em troca de espaço na mídia.
Os entrevistados das amostras foram escolhidos de forma aleatória.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 26 de março e 20 de abril de 2009.
A pedido dos jornalistas, foi mantido o anonimato para que pudessem se expressar sem sofrer sanções institucionais.
O trabalho foi orientado pela professora Mônica Prado, ex-jornalista do Globo, do Jornal de Brasília e do Correio Brasiliense.
Dos entrevistados, 40% consideram a prática de merchandising inevitável para a existência do jornalismo esportivo.
Eles afirmam que é uma questão de sobrevivência no mercado e que a associação do jornalista com alguma marca não prejudica a credibilidade.
Um ponto interessante é que 80% dos jornalistas que responderam à pesquisa consideram que o jornalista tem de ser ético e não deve aproveitar de situações privilegiadas.
Eles também acreditam, veja só, que a prática do merchan pode comprometer a ética.
Outro fato intrigante é que 7% decidiram não se pronunciar sobre o tema.
O motivo da omissão não foi esclarecido. Porém, diante dos dados é fácil de descobrir o porquê do silêncio.
Ou seja, quase metade dos jornalistas entrevistados acha que jabá e jornalismo podem caminhar juntos.
Há ainda uma agravante: as novas tecnologias possibilitaram um aumento do campo de atuação do jornalismo esportivo.
No entanto, esse crescimento gerou poucas vagas, já que as empresas, em vez de contratar novos profissionais, vêm optando por trabalhar com jornalistas multimídia que acumulam funções.
Logo, conclui-se que os 40% pró-merchan acabam multiplicados já que trabalham em diferentes veículos. Contudo, nem tudo está perdido, pois, 53% dos entrevistos condenam essa prática e acreditam que ela torna o jornalista refém das empresas que o patrocinam.
Há esperança, leitor!
*Pedro Valadares é jornalista.
Memória: Cavalo na pista em pouso de ministro em Monte Alegre
Jornal Pessoal
O avião da FAB teve que arremeter duas vezes antes de conseguir pousar, na terceira tentativa, para deixar
Senadores petistas não aceitam o enquadramento
A entrevista de Tião Viana a VEJA deste fim de semana e o artigo de hoje de Marina Silna na Folha de S. Paulo de hoje escancaram que o enquadramento da bancada petista foi para inglês ver.
Viana bateu pesado
Marina disse com todas as letras que continua "defendendo o afastamento temporário do presidente do Senado".
A semana promete.
MPF vai receber representação contra a Oi/Velox
Consequência concreta.
O jornalista Carlos Mendes já está elaborando uma representação a ser encaminhada ao Ministério Público Federal.
Ele vai relatar e pedir providências contra todos esses abusos que afetam e humilham os clientes da Oi/Velox.
“Quero aproveitar e convidar aqueles que, porventura, também se sentem prejudicados a assinar a representação para que ela, encorpada e fundamentada, alcance seus objetivos. Ou seja: repor os prejuízos e danos que estamos sofrendo”, justifica Mendes.
Assim que receber a representação, que deve ser encaminhada ao Ministério Público Federal, será aberto um procedimento administrativo (PA), como é chamada a investigação preliminar instaurada pelo MPF.
Ao final do PA, há dois caminhos: o arquivamento, se inconsistentes as alegações e os fatos apresentados, ou a propositura de uma ação civil pública.
Mendes garante que já tem “dez corajosos clientes da Oi/Velox” dispostos a assinar a representação.
O décimo-primeiro, pode apostar o Mendes, será o pessoal da redação aqui do Espaço Aberto.
Quem quiser aderir pode entrar em contato comigo com o jornalista pelo e-mail carlosmendes49@gmail.com.
Carimbó de Santarém no salão nacional do turismo em São Paulo
Este ano, a Paratur levou uma grande equipe com número de pessoas ainda maior, se comparado com as edições anteriores do evento. Os destaques são os grupos folclóricos: Novo Zimba, do município de Marapanim, e o grupo Bailado de Carimbó, da cidade de Santarém, que chamaram a atenção do público presente e da imprensa local. Além do incentivo à divulgação da cultura paraense, a Companhia também realiza a distribuição de material promocional e DVD sobre os principais atrativos do estado, assim como mapas turísticos e kits para imprensa.
(Com informações da Paratur)