terça-feira, 6 de julho de 2010

Comissão da Câmara aprova Código Florestal com alterações

Redação Terra
Evie Gonçalves
Direto de Brasília

O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o novo Código Florestal foi aprovado, nesta terça-feira, na Comissão Especial na Câmara dos Deputados, com alterações feitas pelo relator. Agora, o texto segue para votação em plenário. "Procuramos resolver problemas que estavam pendentes há muito tempo. Estou muito feliz por ter dado esta contribuição aos agricultores e ao meio ambiente do meu País", disse o relator.

Entre as mudanças, Aldo recuou na ideia de atribuir aos Estados a redução de 50% da vegetação das Áreas de Proteção Permanente, retirou a obrigatoriedade de manutenção de mata em pequenas propriedades, inclusive na região amazônica, além de prever a anistia para produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008, data da segunda regulamentação da Lei de Crimes Ambientais.

O relatório era discutido na comissão desde segunda-feira, mas Rebelo apresentou algumas modificações ao texto original, apresentado em junho. Os produtores rurais o acusam de ter cedido aos ambientalistas na nova versão. Estes, por sua vez, argumentam que o relatório pode promover um desmonte do sistema de proteção ambiental do Brasil.

Os ambientalistas tentaram adiar a votação, mas não obtiveram sucesso. "Estamos em período eleitoral. As eleições tornam a discussão emocional, quando deveria ser racional", afirmou o deputado Sarney Filho (PV-MA).

Já os ruralistas defenderam a urgência de uma legislação atualizada sobre o tema. "Um dos gravíssimos problemas que nós temos é a insegurança do pequeno produtor em saber o que pode e o que não pode. Isso é ocasionado pela falta de legislação. Preservar, sim. Mas, produzir, também", afirmou o deputado Zonta (PP-SC).

PT, PV, Psol e os deputados Valdir Collato (PMDB/SC) e Assis do Couto (PT-PR), apresentaram votos em separado ao parecer.

Protesto
Minutos antes do início da votação, duas manifestantes do Greenpeace invadiram o plenário da Comissão Especial com cartazes com os seguintes dizeres: "Não vote em quem mata floresta". Em seguida, sentaram no chão do plenário. As duas roubaram a atenção por cerca de dez minutos e foram retiradas à força pela Polícia Legislativa da Câmara.

Os deputados ficaram visivelmente irritados, mas o relator Aldo Rebelo reagiu. "Talvez vocês não pudessem fazer isso no parlamento holandês ou no americano. Mas neste País, temos democracia suficiente para acolher o protesto e as ideias", disse.

Principais alterações
O relator da matéria, Aldo Rebelo recuou na ideia de atribuir aos Estados a redução de 50% da vegetação das Áreas de Proteção Permanente (faixas de terra ocupadas ou não por vegetação nas margens de rios, lagos, no topo de morros, em dunas, encostas e outros) às margens de cursos d'água que tenham de 5 a 10 m. São as chamadas matas ciliares. Rebelo manteve a redução de 30 m para 15 m na APP para os cursos de até 5 m, mas não permite mais que sejam reduzidas para 7,5 m pelos Estados.

Outra polêmica é a separação em dois artigos da previsão da moratória de cinco anos sem derrubada de mata para atividades agropecuárias e a consolidação das áreas já utilizadas. O relator ampliou o período em que poderiam ser protocolados pedidos de supressão de florestas de julho de 2008 para a data de publicação da lei.

Com relação às reservas legais, Rebelo retirou a obrigatoriedade de manutenção de mata em pequenas propriedades, inclusive na região amazônica. Segundo ele, apenas terras com área superior a quatro módulos fiscais (unidade de medida expressa em hectares, fixada para cada município) deverão ser mantidas com percentuais mínimos de mata nativa. Segundo a lei atual, imóveis rurais na mata atlântica devem ter pelo menos 20% de reserva legal. No cerrado, esse percentual sobe para 35% e, na Amazônia, para 80%.

O texto prevê ainda anistia para produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008, data da segunda regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. Com isso, produtores, mesmo que tenham infringido a lei, possam continuar com suas atividades na reserva legal ou nas Áreas de Proteção Permanente até a elaboração do Programa de Regularização Ambiental.

As últimas do cenário político paraense

As últimas da política paraense, via Blog da Rita Soares:

O Democratas flertou até o último minuto com o PT. A coligação não aconteceu porque o deputado federal Lira Maia tem rixas, por enquanto irreconciliáveis com o PT em Santarém.

Vic Pires Franco tentou ser candidato na coligação PSDB/DEM. Enfrentou resistência dos candidatos tucanos à Câmara e de aliados como o PPS. Para garantir a aliança abriu mão da candidatura e garantiu a coligação .

Valéria Pires Franco tentou ser candidata ao Senado até o último momento. Não conseguiu convencer os tucanos que insistiam em dar a ela apenas a vaga de vice.

O clima entre os democratas ontem à noite no TRE era de velório. O deputado Márcio Miranda disse estar triste com a decisão e avaliou que o casal fez “um sacrifico” para evitar danos maiores ao partido.
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Os petistas foram surpreendidos com o anúncio, pelo PTB de Duciomar Costa, da candidatura de Fernando Yamada ao Senado e não ficaram nada felizes.

O entendimento é de que a decisão foi uma maneira do prefeito de Belém, Duciomar Costa mostrar a insatisfação com a bancada petista na Câmara de Vereadores que tem se rebelado contra a orientação do governo e está atrapalhando a aprovação do projeto que privatiza serviços públicos na capital, entre eles abastecimento de água em Belém.

O projeto é a menina dos olhos do prefeito e os votos dos vereadores petistas entraram no acordo para apoio à reeleição de Ana Júlia, mas tudo indica que a fatura não será liquidada.
A avaliação é que a candidatura de Yamada prejudicará Paulo Rocha. Não por acaso, três, dos cinco vereadores de Belém são ligados ao grupo político de Rocha que os petistas queriam ver como candidato único ao Senado pela coligação “Acelera Pará”.
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O TRE tem até amanhã para divulgar a lista de candidatos. Os partidos, coligações e o Ministério Público Eleitoral tem de 9 a 13 para pedir impugnações e a Justiça eleitoral deve julgar os casos até 5 de agosto.
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O PT deu a suplência de Paulo Rocha ao Senado para Valdete Costa, ex-prefeito de Tracuateua, irmão do prefeito de Belém Duciomar Costa. O partido do prefeito lançou Fernando Yamada ai Senado como candidato ao Senado e deu a suplência para o sobrinho de Duciomar, Saulo Costa.
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Os 13 partidos que juntos com o PT formam a coligação "Acelera Pará" que tem Ana Júlia Carepa como candidata ao governo foram divididos em dois grupos na disputa à Câmara Federal. Uma coligação reúne PT, PTB, PR, PP, PSC, PHS, PTN, PT do B e PTC.

O outro grupo é formado por PDT, PSB, PC do B, PRB e PV.

Juntos, esses partidos terão 448 candidatos a Assembleia Legislativa e 65 à Câmara Federal.

O PSDB que fechou aliança na última hora com o DEM coligou também com PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB. Serão lançados 34 candidatos para a Câmara.

O PMDB sai sozinho com 18 candidatos
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A coligação “Acelera Pará”, declarou que pretende gastar R$ 40 milhões na campanha de Ana Júlia Carepa ao governo e mais R$ 20 milhões na de Paulo Rocha ao Senado. O PMDB declarou gastos de R$ 20 milhões para tentar eleger o deputado estadual Domingos Juvenil ao governo e R$ 2 milhões para a campanha de Jader Barbalho ao senado. O blog ainda não teve acesso à previsão de gastos do candidato Simão Jatene.

As belas praias do rio Tapajós

Praia do Cajutuba, Belterra. A 50 km de Santarém.
Nesta época do ano o rio já está baixando e essa ponta, que se forma na vazante, já está aparecendo.
Foto: Rejane Jimenez

Banco de dados virtual

A Câmara Municipal de Santarém vai colocar à disposição do internauta, dia 2 de agosto, um banco de dados sobre legislação municipal e informações de interesse do cidadão santareno.

Acidente em fábrica de cimento mata 7 trabalhadores e fere 15

Já passam de 20 as vitimas do acidente que aconteceu ontem à tarde na rampa de acesso à fábrica de cimento da ITACIPASA, sendo que 07 vitmas fatais e outras 15 foram levadas para Santarém, segundo informou o Portal Buré.

As vítmas são funcionários da empresa MPB, que presta serviço à fábrica de cimento do grupo João Santos.

Helenilson agradece a Lira Maia

Ontem à tarde, após o deputado Lira Maia ter recusado o convite de última hora de Simão Jatene para compor a chapa majoritária na condição de candidato a vice-governador, preferindo disputar novamente uma cadeira à Câmara dos Deputados -o que deslocaria Helenilson Pontes para a disputa do Senado ou Câmara Federal-, o advogado ligou para o parlamentar para agradecer o gesto de solidariedade política dispensado pelo ex-prefeito de Santarém.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A coligação do Democratas

O Democratas coligou-e com o PSDB de Simão Jatene para o governo do estado, Senado, Câmara Federal e Assembléia Legislativa.

Para a Câmara Federal somam-se, também o PPS e mais quatro pequenos partidos.

Mas para a Assembléia Legislativa haverá duas coligações que apóiam Jatene. Uma apenas com DEM e PSDB e outra liderada pelo PPS e demais partidos.

Lira Maia é candidato a deputado federal

Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:

A ex-vice-governadora Valéria Pires Franco (DEM) e seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco, que também é presidente regional do partido, não concorrerão a nenhum cargo eletivo no pleito de outubro.

A decisão dos dois foi tomada agora à tarde, após encontro entre Valéria e o candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene.

Na conversa que tiveram, Jatene ofereceu duas opções a Valéria.

Uma opção: ela desistiria da candidatura ao Senado para ser a vice na chapa dele, mas, nesse cado, o PSDB não se coligaria com o DEM para as eleições proporcionais (deputado estadual e federal).

Outra opção: o PSDB aceitaria fechar com o DEM para os proporcionais, mas não daria lugar a Valéria nem para vice, nem para o Senado.

Ela optou pela segunda proposta: que o DEM faça aliança com o PSDB para os proporcionais.

Mas como seu projeto era ser candidata apenas ao Senado, a ex-vice-governadora preferiu abrir mão de concorrer a qualquer cargo eletivo, para permitir que seus companheiros de partido disputem a eleição em aliança com os tucanos.

Em solidariedade a Valéria, o deputado Vic Pires Franco também desistiu de concorrer a mais um mandato na Câmara dos Deputados.

Deixará o espaço livre para o deputado federal Lira Maia tentar a reeleição.

Vic vai continuar apenas como presidente regional do DEM.

Tapajós, o rio azul prateado em Ponta de Pedras(Santarém)

Foto: Larissa Oliveira

Final da tarde, hora de saborear um tacacá

De olho nos prazos da Justiça Eleitoral

JULHO – segunda-feira 05.07.2010
1. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Tribunal Superior Eleitoral, até as dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
2. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem nos tribunais regionais eleitorais, até as dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
3. Data a partir da qual permanecerão abertas aos sábados, domingos e feriados as secretarias dos tribunais eleitorais, em regime de plantão (Lei Complementar nº 64/90, art. 16).
4. Último dia para os tribunais e conselhos de contas tornarem disponível à Justiça Eleitoral relação daqueles que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 5º).
5.Último dia para o eleitor portador de necessidades especiais que tenha solicitado transferência para seção eleitoral especial comunicar ao juiz eleitoral, por escrito, suas restrições e necessidades, a fim de que a Justiça Eleitoral, se possível, providencie os meios e recursos destinados a facilitar-lhe o exercício do voto (Resolução nº 21.008/2002, art. 3º).
Itens numerados conforme consta da publicação no DJe de 27.8.2009.

JULHO – terça-feira, 06.07.2010
1. Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/97, art. 36, caput).
2. Data a partir da qual os partidos políticos registrados podem fazer funcionar, das 8 horas às 22 horas, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 3º).
3. Data a partir da qual os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8 horas às 24 horas (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 4º).
4. Data a partir da qual, independentemente do critério de prioridade, os serviços telefônicos oficiais ou concedidos farão instalar, nas sedes dos diretórios devidamente registrados, telefones necessários, mediante requerimento do respectivo presidente e pagamento das taxas devidas (Código Eleitoral, art. 256, § 1º).
5. Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral por meio da internet (Lei nº 9.504/97, art. 57-A).
Item 5 acrescido pelo art. 3º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

JULHO – quarta-feira, 07.07.2010
1. [Item revogado pelo art. 4º da Res.-TSE nº 23.223/2010].

JULHO – quinta-feira, 08.07.2010
1. Data a partir da qual os tribunais eleitorais convocarão os partidos políticos e a representação das emissoras de televisão para elaborarem plano de mídia para uso da parcela do horário eleitoral gratuito a ser utilizado em inserções a que tenham direito (Lei nº 9.504/97, art. 52).
2. Último dia para a Justiça Eleitoral publicar lista com a relação dos pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou coligação.
Item 2 acrescido pelo art. 5º da Res.-TSE nº 23.223/2010.
3. Último dia para a Justiça Eleitoral encaminhar à Receita Federal os dados dos candidatos cujos pedidos de registro tenham sido requeridos por partido político ou coligação para efeito de emissão do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ (Lei nº 9.504/97, art. 22-A, § 1º).
Item 3 acrescido pelo art. 5º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

JULHO - sábado, 10.07.2010
1. Último dia para os candidatos, escolhidos em convenção, requererem seus registros perante o Tribunal Superior Eleitoral e tribunais regionais eleitorais, até as 19 horas, caso os partidos políticos ou as coligações não os tenham requerido (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 4º).
Dia e item 1 acrescidos pelo art. 6º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

O vaivém do Ibope


Mais 161 policiais são incorporados à tropa da PM


161 policiais deveram ser empregados no serviço em Santarém, Monte Alegre e Oriximiná e também podem ser remanejados para outros destacamentos que pertencem a essas unidades.

Aprovados em concurso público realizado em 2009, os novos soldados da PM passaram sete meses em treinamento. Segundo o tenente coronel Jairo Mafra Mascarenhas, comandante do 3º BPM é excelente ter um aumento na tropa com pessoas que estão chegando para somar aos policiais que já desenvolvem um bom trabalho na cidade, “Eles estão bem treinados, tiveram ótimos resultados em suas notas, estão prontos para continuar nosso trabalho de Polícia Comunitária realizada na cidade e isso é bastante positivo. Todos já saem do Curso de Formação de Soldados também com o curso de Polícia Comunitária”, comentou o tenente coronel Jairo Mafra Mascarenhas, comandante do “Batalhão Tapajós”.


O curso teve duração de sete meses e os soldados honraram a tradição do Pólo Santarém de ter sempre os primeiros colocados geral no Pará, sendo eles: 1º Júlia Cristine de Sousa Pedroso, 2ª Wirlene Barreto Machado, 3º Fábio Bernardes Batista. Os soldados foram homenageados e o comandante do CPR I, coronel Agenor de Campos Coelho parabenizou os três pessoalmente, “Isso apenas mostra o empenho de nossos policiais em fazer o melhor para aprender o que está sendo ensinado e colocar isso em prática para obter sempre os melhores resultados na qualidade da segurança púbica oferecida à população”, disse o coronel Campos.
(C0m informações de Márcia Dota)



Rádio Rural faz 46 anos


A Rádio Rural de Santarém completa hoje 46 anos de fundação.

Administrada pela Diocese de Santarém a concessão da emissora foi autorizada em nome de Dom Alberto Guadêncio Ramos[ já falecido], então arcebispo de Manaus e que posteriormente chefiou o arcebispado de Belém.

Na foto, dois ícones da emissora: Ércio Bemerguy e Edinaldo Mota e o falecido cantor Tedd Max no início da carreira.

Mas é Sinval Ferreira, locutor do horário da manhã, é que é o verdadeiro rei do rádio santareno, que está há várias décadas nos microfones da emissora.

Aliados de Serra levam petista Padilha à alça de mira

Do Blog do Josias

Alan Marques/Folha
A movimentação do ministro petê Alexandre Padilha, coordenador político de Lula, provoca incômodo inaudito.

Padilha frequenta o noticiário como um irrequieto articulador de alianças políticas pró-Dilma nos Estados.

A seção Painel, editada pela repórter Renata Lo Prete e veiculada na Folha, informa que a turma de Serra decidiu agir. Leia:

- Muralha 1: O consórcio demo-tucano pretende pedir providências ao Ministério Público relativas à movimentação de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) na campanha. O ministro de Lula participa ativamente das costuras políticas da candidatura, algumas durante o horário de expediente.

- Muralha 2: Do deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), sobre a atuação do ministro: ‘Quando um presidente vira as costas à legislação eleitoral, ele abre as portas para seus subordinados agirem como se a lei existisse apenas para ser descumprida’.

Superfaturamento em 2014

Alter do Chão, sob sol e chuva no último domingo

Foto: Miguel Oliveira
Foto: Rejane Jimenez

domingo, 4 de julho de 2010

O Strip-tease moral da eleição no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Nem o mais cínico dos visionários poderia prever o que acontece no Pará como preparação para a eleição de outubro. Biografias, princípios e pudor foram deixados de lado na volúpia pelo poder. Os candidatos só pensam em si. E o eleitor: aceitará essa esbórnia?

A sociedade paraense está moralmente podre.


O mau cheiro mais forte exala da sua prática política. Ela nunca foi exatamente um exemplo de boa educação. Mas resvalou neste ano para um dos mais baixos patamares de todos os tempos. Há mais informações em circulação, mais mecanismos e instituições de controle para evitar vícios como o famoso “mapismo”, responsável pela má fama que o Pará adquiriu: de ser sempre o último Estado a concluir a apuração de votos (o retardamento minava a vigilância e favorecia a manipulação dos votos, que dormiam sob temerária proteção estatal).

Mesmo assim, a temporada eleitoral de 2010 se tornou numa escancarada operação de compra e venda de apoios e votos (consciência se tornou produto raro na praça). No atual estágio, ainda preparatório, as transações se restringem às lideranças. O mercado de legendas e de nomes parece não admitir mais exceções: todos aceitam qualquer proposta, desde que atenda aos seus interesses. Depois, será a caça aos votos, a qualquer preço. O limite da responsabilidade já foi ultrapassado. Agora é o vale-tudo. Programas, projetos, idéias e mesmo biografias não interessam. Tudo está no pregão. Só o que interessa é vencer.

Para tentar eleger o seu sucessor na eleição de 1990, o governador Hélio Gueiros recorreu à farta distribuição de prêmios e brindes, entregues sob o roto disfarce de sorteios na operação “caminhando com o povo”. Parecia o máximo de cinismo. Já não é mais. A governadora Ana Júlia Carepa percorreu o interior do Estado entregando seu “kit faz estrada”, composto por patrulhas mecanizadas, que são o sonho de consumo dos prefeitos em véspera de eleição, além de algumas centenas de casas construídas às pressas e motocicletas. As 503 patrulhas mecanizadas (tratores, motoniveladoras, caminhões) custaram 140 milhões de reais, obtidos junto ao BNDES.

O governo e a bancada da oposição na Assembléia Legislativa se envolveram num cabo-de-guerra em torno de 366 milhões de reais, que o Estado também tomaria emprestado do BNDES, com as torneiras abertas para irrigar com bilhões de reais o terreno eleitoral do PT e aliados. A idéia do governo era entregar uma ração a cada um dos municípios conforme seus próprios critérios, sem interferência externa.

O PMDB, num lance de sagacidade, que tem a ver com a disputa pelo poder, mas não com a natureza do investimento público, transferiu a maior parte da prerrogativa do governo para as prefeituras. Alegando normas técnicas do banco, o governo deu novo golpe depois da aprovação do projeto no legislativo, ao fim de longas negociações, e retomou a rédea do dinheiro, vetando as mudanças que já aceitara. Não havia plano de aplicação no texto aprovado pelo legislativo e os gastos incluíam despesas correntes, quando a norma bancária restringe a aplicação a investimentos. Não havia o menor resquício de planejamento. Mas havia o interesse eleitoreiro – e é o que basta na saison.

O uso sem pudor da máquina pública começou a arrancar a governadora Ana Júlia do lodo no qual ela vinha patinando, em função do seu alto índice de rejeição. Tantos tratores, dinheiro, casas e outras “bondades” de temporada, subitamente, encheram de legendas o balaio do PT, até então ameaçado de ficar vazio. O fisiologismo arrebentou todas as barragens de contenção e autorizou siglas historicamente conflitantes a se juntarem, como se nada houvesse a distingui-las. O PT comanda um arco antes inimaginável de 12 legendas, enquanto, do outro lado, PMDB e PSDB caminham quase sozinhos.

O PP, controlado pelo mais longevo dos políticos paroquiais em atividade no Pará, o deputado federal Gerson Peres, e do qual passou a fazer parte o primeiro político condenado em primeira instância judicial por pedofilia, o ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer, se tornou par da governadora para o que der e vier, literalmente. O DEM do deputado Vic Pires Franco, que tratava Ana Júlia com desprezo e ironia, também se ofereceu para a composição, disposto até a arrancar uma liberação da direção nacional do partido, que colocou o PT no índex das alianças. Depois de ironizar e esnobar a todos, o partido do casal Pires Franco não conseguiu realizar seu desejo, de garantir a disputa em coligação de uma das vagas para o Senado. Só lhe ofereceram a vice-governadoria, reprise da experiência de Valéria junto a Simão Jatene, do PSDB.

Parece que ninguém levou muito a sério os elevados índices de preferência que ela teria alcançado nas pesquisas do Ibope, intensamente divulgadas no blog do marido (suspenso para não prejudicar as tratativas pré-eleitorais, embora ele salientasse o caráter jornalístico do seu espaço virtual). Ainda parece ecoar o que aconteceu dois anos atrás: favorita nas prévias, Valéria terminou em melancólico quarto lugar na eleição para prefeito de Belém. Foi a desmoralização das pesquisas. Mas ela vai tentar de novo.

Já o atual vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, do PR, beneficiado pela reeleição de Duciomar Costa, do PTB, no intervalo de dois anos, entre a disputa municipal e a eleição geral de 2010, passou de inimigo mortal para afetuoso companheiro de chapa de Ana Júlia. Uma mutação tão rápida que as bancadas na Câmara Municipal nem foram avisadas para ajustar seus papéis ao novo enredo. E isso importa? Se o que importa é acender a luz do poste eleitoral que outrora atendia pelo nome de Dilma Roussef (e hoje é figura estelar no eleitorado), impondo essa regra a todo o PT, localmente essa diretriz é conjugada com o mesmo empenho pela reeleição de Ana Júlia.

Mesmo com um índice de rejeição que vinha se mantendo acima de 50%, ela já pode ser considerada como a favorita para o 1º turno, que provavelmente não decidirá a disputa, exigindo a realização de nova eleição? Em tese, sim. A governadora ainda tem trunfos na manga para usar, graças ao controle da máquina pública e à sua utilização abusiva, como a indústria da nomeação de assessores especiais, em plena atividade. Apresentando a perspectiva de muitos milhões de argumentos, conseguiu com essa prosopopéia a adesão de ninguém menos do que Duciomar Costa, com seu PTB de ocasião, algo que nem o mais fisiológico dos petistas teria imaginado.

Os únicos adversários de peso de Ana Júlia são o ex-governador Simão Jatene, do PSDB, e o presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil, pelo PMDB. A situação teria uma correlação diferente se Jader Barbalho tivesse encarado o desafio de se candidatar ao governo pela quarta vez. Ele é um dos líderes nas pesquisas, mas seu realismo político e sua vulnerabilidade o fizeram optar pelo também problemático retorno ao Senado. Ele pode acabar excluído pela primeira vez de uma disputa eleitoral se a “lei da ficha limpa” tiver aplicação radical.

O Liberal, seu maior inimigo, suscitou a hipótese de ele poder ser enquadrado como um “ficha suja” e não poder participar da eleição, por ter renunciado em 2002 ao mandato de senador para não ser cassado. Não é uma hipótese impossível, mas a justiça brasileira se transformou numa caixa de pandora: dela tudo pode sair. Como a extinção do processo contra Duciomar Costa pelo Tribunal Regional Eleitoral, não pelo exame do mérito da sua cassação, decidida em 1º grau, mas por uma filigrana formal, que caracterizou a perda do prazo pelo PMDB, autor da ação. O tribunal apostou numa tese para lá de temerária e, mais uma vez, foi desautorizado pelo TSE, que lhe devolveu o processo para que examine o mérito, ao invés de se desviar da questão através de preciosismos sem relevância. O tribunal ficou sob a suspeita de proteger indevidamente o alcaide belenense.

Mais uma vez restou a sensação de que, mais importante do que o conteúdo dos autos e a apreciação dos julgadores, pesou na deliberação do tribunal eleitoral do Pará providências de bastidores. Elas já podiam ser deduzidas pela nomeação do procurador municipal Luiz Neto como juiz eleitoral, por decreto assinado pelo presidente Lula, pouco antes do julgamento da cassação de Duciomar. Claro que o novo juiz, respeitado como advogado, não participou nem participaria da sessão. Sua nomeação era apenas um sinal, ou um recado. Na direção de composições, capazes de surpreender o mais cético dos observadores e escandalizar o mais vivido analista.

A movimentação pré-eleitoral, se comparada a um jogo de futebol, está seguindo uma regra única: do joelho para cima, tudo é canela. O passado, a coerência e até o pudor foram deixados de lado. O ex-governador Almir Gabriel, que defendia a permanência da União pelo Pará, liderada pelo seu PSDB, depois de 12 anos no governo, como a melhor maneira de mudar a face do Estado pela aplicação de projetos “estruturantes” para modificar sua fisionomia colonial, atirou todo esse discurso na lata de lixo. Seu objetivo obsessivo (e já patológico) passou a ser a destruição da candidatura do também ex-governador Simão Jatene, o único nome com densidade eleitoral de que dispõe o PSDB.

Com uma aparência relaxada (camiseta regata sem manga, deixando à mostra suas axilas, usada mesmo à mesa do café da manhã, cabelos em completo desalinho e olhos esbugalhados), que sugere muita coisa, menos lucidez, Almir Gabriel se reaproximou daquele que foi o Judas da malhação popular durante o império dos tucanos paraenses, tratado por ladrão e nocivo. A fotografia dos dois ex-inimigos reunidos tão cordialmente no apartamento de Gabriel é um dos documentos visuais mais representativos daquilo a que se reduziu a política estadual.

Jader Barbalho não tem nada a perder com essa surpreendente adesão ao seu candidato a governador, Domingos Juvenil. Simplesmente a aceitou, sem endossar qualquer coisa que seu ex-novo aliado tenha dito ou venha a dizer. Se Almir ainda tiver votos e os transferir para Domingos Juvenil, o PMDB sairá ganhando, sem que com isso se incompatibilize para um acordo – com o PSDB ou o PT – no segundo turno. Se o ex-governador não for mais do que um tigre de papel, que cavou o abismo com seus pés, conforme a música de Nélson Cavaquinho, Jader pelo menos terá desmoralizado aquele que tanto o hostilizou e agora o procura. Não para que se juntem em torno de uma plataforma de realizações pelo Pará, mas para enfraquecer Jatene, que se comportou como um traidor em relação ao seu padrinho, responsável por transformá-lo de poste eleitoral em governador – atitude de que o próprio Almir foi acusado por Jader, que o fez prefeito e o elegeu senador.

Resta saber como reagirá o nobre eleitor a esse jogo tão medíocre e sujo. Por enquanto, ninguém o levou em consideração. Ele é o russo da parábola futebolística de Garrincha diante do técnico Vicente Feola. Os eleitores farão o que seus líderes lhes mandam fazer ou se chocarão com tanta mudança fisiológica?

sábado, 3 de julho de 2010

Código de Postura? O gato comeu ..

Antenor Pereira Giovannini (*)

Santarém, 10,30 horas da manhã de quarta-feira.
Estaciono na Rua XV de Novembro quase junto a Av. São Sebastião. Para quem não é de Santarém trata-se de um trecho bem no centro da cidade. Repito centro da cidade.

Ao me deslocar para o Banco que se localiza em outra avenida próxima, segurando pela mão minha inseparável companhia, a Giovana, e me esforçando para que ambos conseguíssemos ficar na calçada (se é que podemos chamar aquilo de calçada) nos deparamos com uma cena absurdamente imoral.
Num terreno baldio que existe bem no meio dessa rua XV de Novembro dois homens sem qualquer pudor urinavam a mostra de quem quisesse ver.

Uma vergonha descarada, mas que nada se pode fazer afora lamentar e virar o rosto principalmente da filha menor porque não temos Plano Diretor nessa cidade e conseqüentemente não temos Código de Postura. Se existe, está enfiado na gaveta de alguém para não se usado e nem aplicado.

Educação para que indivíduos dessa espécie não façam esse ato em público sabemos que o Código de Postura não irá mencionar, porque afinal, educação vem de casa e tais indivíduos não a possuem, mas certamente o Código obrigaria para que o proprietário desse terreno afora murá-lo e limpá-lo ainda fizesse uma calçada em condições de transito porque o que temos hoje é um arremedo de calçada.

É de se lamentar o trabalho dos nossos distintos vereadores. Obrigação deles em levar adiante tal Plano Diretor e assim a cidade pudesse ser administrada com um Código de Postura debaixo do braço podendo exigir dos munícipes certas obrigações e da mesma forma conceder a esses mesmo munícipes melhores condições de vida. Apenas isso. Coisa que qualquer cidade possui, exige e faz cumprir. Aqui, nossos “abnegados” vereadores estão mais preocupados em alianças políticas, em se auto-promover para futuras candidaturas, mas, o básico deixa de lado, o que afinal é cartilha dos nossos políticos de forma geral.

Rua XV de Novembro, 10,30 horas da manhã, em pleno centro da cidade hora do xixi de imbecís . Isso porque a cidade acabou de completar 349 anos.

(*) Aposentado, agora comerciante e morador em Santarém

'Solteirões do Forro' em Mojuí dos Campos


A grande atração da última noite da III Feira de Integração Nordestina, em Mojuí dos Campos, será a Banda Solteirões do Forró.
O show começa as 23h, mas durante todo o dia de sábado, haverá torneio de futebol, atividades recreativas, danças nordestinas, e entrega de premiação dos concursos.
Foto: Rozinaldo Garcia/Divulgação/PMS

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A insatisfação dos jornalistas brasileiros com a cobertura da Copa do Mundo

Do Blog Jornalismo nas Américas:

A frustração dos jornalistas brasileiros com a cobertura desta Copa é tão grande que chamou a atenção da imprensa internacional. Em uma interessante matéria desta semana, o New York Times contrasta a proximidade e a informalidade na relação entre repórteres e atletas, nos jogos de futebol no Brasil, com a distância imposta pela Fifa – e, antes do Brasil ser desclassificado no jogo contra a Holanda, pelo técnico Dunga.

O jornal dá um exemplo marcante: “Quando Pelé marcou seu milésimo gol, em novembro de 1969, a bola não foi a única coisa a entrar na rede. Um vídeo daquele momento de celebração no Maracanã, no Rio de Janeiro, mostra Pelé entrando no gol atrás da bola e repórteres entrando na área atrás de Pelé.”

Nos estádios brasileiros, repórteres de rádio e TV assistem aos jogos dentro do campo, atrás da linha de fundo e das laterais. Volta e meia conseguem comentários de técnicos e jogadores em momentos importantes da partida. Até a década de 70, acompanhar os atletas até o vestiário era prática comum. “Nos campeonatos brasileiros, a separação entre jogadores e repórteres é às vezes inexistente durante um jogo”, exagera o New York Times.

Na Copa do Mundo, tudo é bem diferente. Só os fotógrafos podem pisar no campo. Repórteres têm que se contentar em acompanhar o jogo de uma sala de imprensa e entrevistar jogadores após as partidas. Mas não há espaço para todo mundo na sala de imprensa, e resta a alguns jornalistas a frieza de um telão. “Isso pode ser um choque para os repórteres brasileiros”, afirmou a Reuters.

Como se isso não bastasse, enquanto a seleção estava dentro do campeonato, a imprensa nacional enfrentou as rígidas regras impostas pelo técnico Dunga, que impediu os jogadores de falarem individualmente com os jornalistas. As entrevistas se limitaram às coletivas de imprensa após os jogos, em uma sala com cerca de 400 repórteres. Em outras Copas do Mundo, diz a Reuters, jornalistas brasileiros costumavam manter contato diário com os jogadores após o treinamento, na chamada zona mista, no caminho para o ônibus da seleção. “A nova política é especialmente difícil para repórteres de rádio, que têm horas para preencher no ar”, diz a agência. As matérias também apontam os privilégios perdidos pela TV Globo: Dunga cancelou entrevistas exclusivas com os jogadores e o acesso facilitado à seleção, causando atritos com a maior emissora do país, que paga mais caro que outros canais pela exclusividade.

Outras notícias relacionadas:

» Fator Dunga: técnicos e jornalistas se enfrentam na Copa do Mundo (Centro Knight)
» "Não leio mais nada", diz Dunga sobre o trabalho da imprensa (Uol)

Depois da derrota, de volta à realidade!


Gilmar


Para refrescar a memória dunguista

Após a eliminação do Brasil diante da Holanda, é bom refrescar a memória do torcedor sobre o trabalho do técnico Dunga:

Por Mauro Cezar Pereira

Dizem que o trabalho de Dunga é “incontestável”, com números “excelentes”, que conquistou “tudo”. Ele obteve expressivos resultados, inclusive sobre rivais como Argentina, Itália e Inglaterra. Nem sempre foi assim. Façamos como o próprio técnico, que costuma pedir aos jornalistas para “refrescar a memória”. Em 2006, empate com a Noruega e 3 a 0 sobre a Argentina de Alfio Basile com apenas dois titulares de hoje, Mascherano e Messi. Novo jogo relevante só na derrota (0 a 2) para Portugal de Felipão. Na escalação, a defesa da Copa: Maicon, Lúcio, Juan, Gilberto e Gilberto Silva. Contra a Turquia, Afonso titular e 0 a 0 no placar.

Copa América: na estreia, México 2 a 0. Depois, 3 a 0 no freguês Chile e fraca atuação no 1 a 0 sobre o Equador. Seria fantástico para Dunga se jogasse apenas contra os chilenos, que no duelo seguinte levaram de 6 a 1. Com o Uruguai, 2 a 2. Jogo sofrível. Nos pênaltis, Pablo García perdeu a chance de definir. Lugano errou e a vaga na final foi para o Brasil, que pouco mostrara. Na decisão contra a Argentina, aula de contra-ataque, 3 a 0 e título que ofuscou os muitos maus momentos. Mas eles voltariam nas Eliminatórias, em empates na Colômbia e no Peru. Houve os 5 a 0 sobre um Equador em crise, que três dias antes perde–ra em casa para a Venezuela. Eram más atuações até em vitórias, como nos 2 a 1 sobre o Uruguai, quando a torcida chegou ao Morumbi pedindo Rogério Ceni e foi embora aplaudindo Julio Cesar.

Em 2008, história: a primeira derrota para a Venezuela. Nova queda (0 a 2) diante do Paraguai e empate sem gols com a Argentina em noite de vaias dos mineiros ao técnico e aplausos a Messi. Reação veio nos 3 a 0 sobre o… Chile, claro. Os venezuelanos também imaginaram ser possível encurralar os brasileiros, ofereceram o contra-ataque e levaram 4 a 0. Já no Brasil, pífios jogos sem gols com Bolívia e Colômbia. No amistoso com Portugal, 6 a 2! Logo depois, Julio Cesar segurou o bombardeio do Equador, que finalizou mais de 30 vezes em Quito.


Banco da Amazônia: Abidias comemora e a categoria, pena!!!

Veja o que acontece no Banco da Amazônia, denunciado no bom sítio da Aeba. E veja o que mais se ouviu durante a visita às agências:“Se trabalha muito, mas não se vê o resultado esperado”. Leia a denúncia:

Em seu último comunicado aos empregados do Banco da Amazônia sob o título “Presidente Lula vibra com resultado histórico do Banco” o presidente Abidias Junior, mais uma vez, festeja sozinho e busca esconder por debaixo do tapete a real situação que o nosso Banco atravessa, de queda nos seus resultados, operando no vermelho, cujos prejuízos estariam na casa de 60-70 milhões (cinco primeiros meses de 2010) e o crescimento da insatisfação no seio da categoria em razão do processo de reestruturação e reivindicações, já históricas, não atendidas até o momento, entre as quais a solução da CAPAF, previdência complementar para os novos empregados, Plano de Saúde, PLR nos critérios da Fenaban, novo PCCS que contemple as peculiaridades de cada cargo/função, isonomia de direitos entre antigos e novos empregados, metas abusivas, assédio moral e isenção e ou redução de tarifas e juros bancários para a categoria.

No final de junho passado, para atestar essa realidade, diretores da AEBA e do Sindicato dialogaram com a categoria nas agências da Cidade Nova, Castanheira e Pedreira, onde foram levantados inúmeras irregularidades que penalizam ainda mais os trabalhadores, as quais destacamos:

Agência Cidade Nova
Sobrecarga de trabalho devido falta de pessoal. Uma situação agudizada no processo de reestruturação, deficiência de treinamento do pessoal, processos tecnológicos ineficientes (o sistema tem travado ao menos 4 vezes ao dia, problemas na conciliação do caixa eletrônico, etc.), deixando os caixas executivos à mercê da sorte, pois só faltam apanhar dos “furiosos” clientes. Além dessas considerações foram relatados problemas de infra-estrutura, como as questões vinculadas ao sistema de ar-condicionado, que deve ser imediatamente resolvido para que os trabalhadores e os usuários do Banco não sejam “assados” nesse forte verão 2010, cujas temperaturas estarão em média 2°C acima do de 2009.

Agência Castanheira
Sobrecarga de trabalho, a tal ponto de muitos colegas não se disporem a assumir outras funções, quadro funcional deficitário e falta de treinamento para melhor desempenho das tarefas e problemas nas estruturas internas e externas, inclusive em relação à copa e ao estacionamento. Há também denúncia da prática de assédio moral por parte da gerência a alguns funcionários.

Agência Pedreira
Nesta unidade foram denunciadas as metas abusivas e as sobrecargas de trabalho, também frutos do processo de reestruturação; fragilidade do processo tecnológico, que dificulta a performance laboral e irrita os usuários, e deficiências na política de segurança bancária, com aumento significativo no número de assaltos na modalidade de “saidinha”, facilitados pela concentração de ambulantes no entorno da agência, gerando ainda mais insegurança aos cliente e bancários que lá atuam.

Enfim, a realidade detectada nessas agências também está presente na maioria de outras agências e unidades. Ou seja, são comuns denúncias de que os colegas são forçados a trabalhar de 10 a 12 horas diárias sem a devida contraprestação de pagamento de horas extras, e que muitas vezes, essas horas não são anotadas pela falta de ponto eletrônico. São exemplos que ocorrem cotidianamente, por exemplo, nas agências de Bragança e Abaetetuba, entre outras, assim como na gerência de tecnologia.

“Se trabalha muito, mas não se vê o resultado esperado”.

Essa frase foi a mais dita pela categoria em todas as agências visitadas. Os empregados demonstraram certo conhecimento e temor do momento pelo qual o Banco passa, de resultados pífios e acúmulo de prejuízos, que ameaçam não só as conquistas de melhores condições de vida e de trabalho dos trabalhadores (como por exemplo, a PLR nos moldes da Fenaban) como também o futuro do Banco da Amazônia que, aos poucos, com a implantação do novo modelo negocial, vai se distanciando de sua missão histórica de se constituir enquanto uma instituição financeira voltada, prioritariamente, para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

Como se vê, os empregados do Banco além de não terem seus direitos respeitados convivem com um ambiente de trabalho altamente desfavorável, inclusive para atender ao anseio do presidente de “buscar o recorde na contratação de FNO”.

Fortalecer nossa luta, inclusive em defesa da missão histórica do Banco
Para contrapor essa realidade a AEBA e o movimento sindical bancário (Seeb’s, Fetec_CN e Contraf-CUT) estão atuando para fortalecer a mobilização da categoria no Banco da Amazônia, seja pressionando o Banco para atender às reivindicações básicas, como por exemplo, o reajuste do Reembolso Saúde, como também ações jurídicas e de planejamento da Campanha Nacional dos bancários 2010.
Durante a realização da Conferência Regional da Fetec-CUT/CN, em Brasília, a AEBA, o Sindicato e a Contraf-CUT se reuniram com o DESTpara apresentar a situação da categoria e suas principais reivindicações, pois o Banco tem criado dificuldades para o seu atendimento. Reivindicações essas, que deverão ser aprimoradas e reafirmadas no II Congresso dos Empregados do Banco a ser realizado no próximo mês de julho em Belém/PA.

Caso Sefer: O complexo ato de fazer justiça

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Julgar é o mais difícil dos atos humanos. Tanto no cotidiano das relações informais quanto – e, sobretudo – na atividade jurisdicional propriamente dita. Não por outro motivo, os juízes costumam ser bem pagos (mais do que qualquer outro servidor público) e respeitados, quase divinizados. A magistratura é um círculo virtuoso que quase se assemelha ao Olimpo grego. Os deuses eram apenas alguns patamares superiores aos humanos. Os magistrados estão muitos corpos além do comum dos mortais.

Julgar bem exige um adequado conhecimento das leis, de suas interpretações e dos julgados que consolidam sua aplicação, conquista de muitas e exaustivas leituras. Porém, só esse direito positivo satisfaz cada vez menos. A sociedade, armada de ferramentas mais numerosas para acompanhar e avaliar o funcionamento do serviço público, inclusive em tempo real, pressiona, cobra ou interfere sobre as decisões da justiça. Uma ponderação equilibrada da justiça codificada ao seu contexto social, do papel à realidade, constitui o mérito maior dos melhores magistrados. É este também o maior desafio que se impõe ao poder judiciário atualizado ao seu tempo.

Um caso concreto da justiça do Pará exemplifica essa complexidade. A desembargadora Vânia Bitar Cunha provocou uma onda de críticas e denúncias contra sua deliberação, de conceder habeas corpus para manter em liberdade o ex-deputado estadual do DEM (hoje, do PP) Luiz Afonso Sefer. Ele fora condenado em 1º grau a 21 anos de prisão pela juíza Graça Alfaia, titular da vara dos crimes contra a infância e adolescência, por abuso sexual de uma menor durante quatro anos. A pedofilia é um dos crimes mais repulsivos e mais repudiados socialmente. Cresce a onda de indignação da sociedade contra os pedófilos.

A desembargadora foi acusada de ter favorecido o ex-parlamentar porque o advogado de Sefer também é o defensor de um filho da magistrada, num caso de atropelamento e fuga. Na época, a pergunta que vinha das ruas era se o atropelador fosse um cidadão comum teria conseguido esse benefício, escapando ao flagrante.

A desembargadora não ignorou as críticas. Ao contrário da maioria dos seus colegas de toga, as enfrentou. Disse que sua decisão foi tomada por convicção e não pelo nome da parte ou do seu advogado. Salientou que o advogado Osvaldo Serrão atua pago na defesa do seu filho – e bem pago, como costumam ser os criminalistas que conseguem façanhas semelhantes na lide judiciária. A situação pessoal em nada interferiu no desempenho de ofício, sustentou a desembargadora, apresentando a fundamentação da deliberação de conceder o alvará de liberdade para o ex-deputado.

Além da associação de idéias e das conjecturas lógicas, nenhum dos críticos do ato da magistrada apresentou provas da acusação ou robustas evidências em seu favor. Assim, prevalece o argumento da desembargadora. Mesmo deixando completamente de lado essa argüição de suspeição, sua convicção em favor do réu admite objeções. Em primeiro lugar, pela natureza do crime: hediondo. Depois, porque da outra vez em que contra ele foi expedido um mandado de prisão, Luiz Afonso Sefer tentava evadir-se. Mesmo preso, foi solto por outro habeas corpus concedido pelo desembargador José Maria do Rosário, que também provocou controvérsias (o beneficiado teria que se apresentar perante o magistrado, o que acabou fazendo, mas não na data determinada pela decisão inusual).

Também porque, embora manifestasse indignação e se declarasse inocente, Sefer preferiu renunciar ao mandato de deputado a enfrentar todas as provas opostas à sua presunção de inocência. Significava dar mais importância ao poder derivado da condição de deputado (mais um dos cidadãos mais iguais do que os outros na mais desigual das repúblicas do mundo, a brasileira) do que à honra pessoal. Ainda mais porque a mácula tinha a tonalidade negra decorrente do crime que lhe foi atribuído, de pedofilia. E, finalmente, porque parecia evidente a movimentação do ex-parlamentar e família sobre testemunhas do caso. No dia da apresentação da sentença pela juíza Graça Alfaia, os Sefer comandaram uma grande manifestação em frente ao fórum criminal de Belém para pressionar e criticar a magistrada pelo seu ato.

Uma estrita leitura dos comandos normativos do código penal talvez fosse o suficiente para a concessão do habeas corpus, como fez a desembargadora Vânia Bitar. Uma análise considerando as circunstâncias sociais do processo, o contexto que o situa no tempo histórico e na realidade concreta talvez recomendassem a rejeição do chamado (pelos advogados) “remédio heróico” e a confirmação da ordem de prisão contra Sefer. Ele foi condenado por duas vezes pelo atual titular e pelo anterior da vara especializada, que fizeram exaustiva análise dos autos do processo, com base no inquérito policial, nos laudos periciais, no parecer do Ministério Público e nas sessões das comissões parlamentares de inquérito (federal e estadual), unânimes em apontar o crime praticado pelo ex-parlamentar. Não só o de abuso sexual, mas também o de trabalho infantil doméstico.

Por isso, a deliberação de segundo grau precisa considerar na sua decisão, por enquanto apenas liminar, que o poder institucional dê ao conteúdo dos autos do processo instaurado contra Luiz Afonso Sefer a resposta que as informações neles contidas exige. Ou, mais uma vez, a formalidade obtusa será o biombo para a fuga dos que têm colarinhos suficientemente brancos. E os brancos, como se sabe há séculos, se entendem.

Memória de um povo

Lúcio Flávio Pinto, no JP que está nas bancas de Belém:

No dia 22, em que Santarém completou 349 anos, a editora O Estado do Tapajós lançou um livro que deverá se tornar referência para a história do município e de toda região. Memória de Santarém (420 páginas em formato grande e capa dura, R$ 60) não é uma história sistemática. À semelhança desta seção, trata do cotidiano de Santarém ao longo do século passado, com ênfase nas décadas de 40 a 70, mas também volta à cidade que encantou os viajantes estrangeiros do século XIX (como o francês Hercule Florence, que pintou-lhe a aquarela aqui reproduzida, em 1822, durante a expedição Langsdorff).

O livro representa o esforço de salvar a história recente de Santarém da dilapidação, diluição e esquecimento. À falta de iniciativas sistemáticas e aglutinadoras, reúne um conjunto de dados e análises que servem de trilhas para que o leitor se identifique e se situe no passado, e o utilize como ferramenta para se posicionar hoje e amanhã. São informações extraídas de jornais, livros e mesmo documentos inéditos.


Elas mostram que Santarém não é um acampamento montado às pressas para abrigar pessoas em trânsito, em busca de sucesso mocasional e individual. Seus personagens participaram ou continuam a participar da construção de uma comunidade, de uma cidade, de um município e de um Estado, transmitindo entre si suas experiências e anseios.


O livro resultou de um suplemento quinzenal que escrevo no jornal O Estado do Tapajós há quatro anos e só se tornou possível pelo apoio e entusiasmo do editor da publicação, Miguel Nogueira de Oliveira, e de uma equipe de edição. O produto é de qualidade suficiente para que Memória de Santarém possa circular em qualquer lugar do mundo. Em Belém, a partir da próxima semana.

Missionários especializados para a Amazônia



Rádio Vaticano:

Brasília, 02 jul (RV) -
O Centro Cultural Missionário (CCM), a Comissão para a Amazônia e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), formou, de 9 a 30 de junho, a 1ª Turma Missionária com enfoque exclusivo para a Amazônia.

O evento, que teve como tema “Pescadores de gente para a vida (Lc 5, 10)”, reuniu cerca de 29 pessoas, sendo dois leigos; um diácono permanente; oito padres e 18 religiosas, vindos das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Leste, Oeste e Sul do Brasil, e uma da Itália.

Segundo o diretor do CCM, Padre Estêvão Raschietti, a finalidade do curso foi oferecer uma preparação humana, espiritual, intelectual e prática a presbíteros, religiosos, leigos, enviados a regiões tipicamente missionárias como a Amazônia.

Padre Estevão explica que se procura ajudar a aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão da missão, a visão mundial dos desafios missionários, o processo de encontro com as outras culturas, os fundamentos bíblicos e teológicos da missão e a espiritualidade missionária.

Para a coordenadora do curso, irmã Maria Irene, a iniciativa foi importante para nortear os missionários antes de começarem a missão: “Antes de se hospedar em terras alheias, o missionário deve conhecer a realidade do lugar e seu contexto” - destacou.

Segundo o assessor da Dimensão Missionária da CNBB e Secretário Executivo do Conselho Missionário Nacional (COMINA), Padre José Altevir da Silva, a formação dos missionários para a Amazônia passa pela possibilidade da formação da sensibilização daquele povo. “Não é apenas chegar lá e achar que vai conseguir mudar tudo. Se alguém for com esse pensamento, não acontecerá nada. Precisa unir-se ao povo, ser um deles, assim você conquistará o sentimento amazônico, se tornará um deles de verdade” - destacou.

Durante o curso, os participantes estudaram três grandes temas: “A missão hoje: dimensão humana, histórica e teológica”; “Desafios para a missão hoje: o mundo e a Amazônia”; e, “O sujeito da missão hoje: memória, projeto e seguimento”. A segunda turma será formada entre os meses de setembro e outubro de 2011.
(CM)

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Helenilson é vice de Jatene. Ana tem apoio de 13 partidos
Campanha eleitoral paraense vira um strip-tease moral

Hospital Municipal não tem médico de plantão em dia de jogo do Brasil

Santarém incluída no PAC cidades históricas

Começam as filmagens de Tainá 3 em Alter do Chão

Maurício culpa Antônio Rocha por sua exclusão em chapa de deputado estadual do PMDB

Feirantes perdem vendas e produtos por causa de atraso de ônibus

Contran determina curso obrigatório para mototaxistas

Festa da integração reúne nordestinos em Mojuí dos Campos

Pistas da rodovia Fernando Guilhon recebem asfaltamento

Governo contrata Oscip para pesquisar biodiversidade em área indígena no Trombetas

Cerpa é eleita pelo voto popular como a melhor cervejaria de 2009

Serra e Dilma continuam empatados, diz o Datafolha

Blog do Josias

Fernando Donasci e Sérgio Lima/Folha

A 46 dias do início da propaganda eleitoral televisiva, José Serra e Dilma Rousseff permanecem tecnicamente empatados, informa pesquisa Datafolha.

Serra amealha 39% das intenções de voto. Dilma, 38%. Marina Silva parece com 10%. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Em pesquisa feira nos dias 20 e 21 de maio, o Datafolha apontara empate de Serra e Dilma em 37%. Marina tinha, então, 12%.

O quadro de empate técnico se mantém no cenário de um eventual segundo turno: Serra, 47%; Dilma, 45%. Em maio, ele tinha 45%. Ela, 46%.

Os pesquisadores do Datafolha foram ao meio-fio na quarta (30) e na quinta-feira (1º).

Ouviram-se 2.658 eleitores em todo país. Desse total, apenas 5% responderam que tencionam votar branco ou nulo. Outros 9% ainda não sabem em quem votar.

Incluindo-se os presidenciáveis nanicos no páreo, o empate permanece, informa o Datafolha. Serra tem 39%. Dilma, 37%. Marina, 9%.

A sondagem indica que Serra deve a manutenção de seus índices nos patamares de maio à superexposição televisiva.

Entre o final de maio e o junho, o tucano protagonizou três programas partidários: DEM, PSDB e PTB. Dez minutos cada um.

Segundo o Datafolha, 50% dos pesquisados declararam ter visto alguma das peças estreladas por Serra.

Os efeitos da TV são mais perceptíveis na pesquisa espontânea, em que os pesquisados se manifestam sem que lhes seja exibida a lista de candidatos.

Em maio, Serra beliscava 14% na sondagem espontânea. Agora, tem 19%. Dilma subiu de 19% para 22%. Marina manteve-se no mesmo patamar: 3%.

A exemplo da pesquisa de um mês atrás, a nova rodada do Datafolha aponta para a perspectiva de crescimento de Dilma.

Por quê? Nas respostas espontâneas, 5% declaram que vão votar em Lula, que não será candidato.

Outros 4% afirmam que votarão no nome que o presidente indicar. E 1% diz que votará no “candidato do PT”.

Caiu a taxa de rejeição de Serra. Em maio, 27% diziam que não votariam nele de jeito nenhum. Agora, 24% o rejeitam.

A taxa de rejeição de Dilma se manteve em 20%. O índice de Marina também não se alterou: 14%.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pesquisa estuda compostos extraídos de fungos da Amazônia

Portal Amazônia

MANAUS – Um estudo sobre fungos amazônicos tem despertado interesse de pesquisadores. A enzima produzida através deles pode ser aplicada em processos industriais e biotecnológicos.

A pesquisa é do doutor em química orgânica, Luciano Fernandes, do Programa de Mestrado em Biotecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). De acordo com o pesquisador, os compostos extraídos dos fungos podem modificar substâncias para a obtenção de padrões sintéticos.

Um exemplo de um constituinte químico já isolado por reagentes sintéticos de fontes naturais é a bergenina, encontrada na planta Uixi-amarelo. A substância possui efeito antioxidante e analgésico.

Pesquisador e professor da UEA, Luciano Fernandes possui experiência no desenvolvimento de novas metodologias sintéticas simples, eficazes e de baixo custo. Segundo o professor, a pesquisa ainda está em desenvolvimento e servirá como base para mais estudos na área.

O estudo tem incentivos do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR) desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para o desenvolvimento desta pesquisa a FAPEAM e o CNPq destinam juntos mais de R$ 187 mil a serem empregados em auxílio pesquisa, bolsas e auxílio instalação. (LG

Maurício dá entrevista e detona Antônio Rocha

Na edição de amanha de O Estado do Tapajós, o vereador Maurício Corrêa fala com exclusividade sobre o atrito com o deputado estadual Antônio Rocha, presidente do diretório municipal do PMDB.

Lixeiras destruídas não são repostas pela PMS

Aritana Aguiar
Free lancer


Quem anda pelo centro comercial de Santarém percebe a ausência de lixeiras. Principalmente em áreas como a feira da Candilha e Mercado Modelo, as poucas existentes, ficam em locais distantes, e isso ocasiona que o lixo seja jogado na rua. Causando entupimento nos esgotos quando chove.

Nas travessas que vão das travessas 15 de Novembro até a Padre João, dificilmente encontra-se as lixeiras.Os pontos que se encontram as lixeiras são as paradas de ônibus, bancos, praças e a orla.

Um ponto de ônibus que está localizada próxima a Rua Padre João não tem nenhuma lixeira. Muitos comerciantes reclamam que precisam colocar pequenas lixeiras perto e/ou em frente os seus comércios. "Se eu não colocasse, a calçada ficaria cheia de lixo, por que as pessoas não têm onde jogar fazemos isso para diminuir a sujeira", declarou um comerciante.

A comerciante Thais Silva afirma ter dias que devido o acumulo de caixas, é preciso ficar na frente do seu estabelecimento, até que seja recolhida a noite.

Nos locais como a feira da Candilha e Mercado Modelo, tem a existência de containeres, que segundo os trabalhadores da área não é o suficiente, pois necessitam acumular caixas e lixo em frente aos comércios para que a noite o caminhão da Clean o recolha.

A reportagem procurou o responsável pelo plano de implantação de lixeiras o engenheiro sanitarista do setor de resíduos de lixo, João Santo. Ele afirmou que em 2005, quando a Prefeitura fez um contrato com a Clean,um dos itens, obriga a empresa o fornecimento e manutenção de lixeiras.

"O plano inicial esclarecia que o centro comercial de Santarém, entre a Praça São Sebastião até a travessa Assis de Vasconcelos, deveria ser implantado 500 lixeiras, devido o custo e por algumas calçadas serem estreitas impedindo a passagem dos pedestres. Nessa redução ficaram apenas 105 papeleiras(lixeiras), colocadas em pontos estratégicos, principalmente em parada de ônibus. "A orla foi a primeira a ser equipada, em seguidas as praças, como: Pescador, São Sebastião", declarou João Santos. E completa que não existe nenhum plano para abastecer a cidade com lixeiras, apenas em locais que serão reformadas ou construídas como praças, ruas asfaltadas, nessas situações que ocorrem abastecimento.

De acordo com João Santos, uma lixeira custa para o governo 103 reais, e sete reais a manutenção mensal, por isso a redução

Prefeita de Santarém destaca importância do livro de memórias


No dia 22 de junho, aniversário de Santarém, ocorreu o lançamento do livro Memória de Santarém, no museu João Fonna. O livro contém textos de Lúcio Flávio Pinto e edição de Miguel Oliveira, editor-chefe de O Estado do Tapajós. Da solenidade participaram a prefeita Maria do Carmo, o presidente da Câmara José Maria Tapajós, a diretora do jornal Rejane Jimenez, José Francisco Oliveira, gerente da Cargill e Ana Cunha, representante da Mineração Rio do Norte, empresas patrocinadoras da edição juntamente com o governo do Estado do Pará e Prefeitura Municipal de Santarém. A governadora Ana Júlia foi representada pelo secretário de Comunicação social, jornalista Paulo Roberto Ferreira.

Em discurso, a prefeita Maria do Carmo Martins, avaliou que o livro irá contribuir para o conhecimento da cultura local, servindo até de suporte para muitos estudantes e demais que necessitam conhecer o surgimento histórico de Santarém. Além disso, enfatizou quanto à preocupação no resgate da história da cidade. "É muito gratificante saber que pessoas sentiram a necessidade em registrar o passado de Santarém, em um livro", agradeceu.

A prefeita considerou ser muito importante o fato de o livro ter sido impresso em Santarém. "Memória de Santarém, é um livro genuinamente santareno, isso mostra o valor de sua consistência", consentiu. Maria do Carmo afirmou "ter certeza na profundidade e veracidade nas informações, já que foi um trabalho que levou bastante tempo". Eu completou: "Eu queria deixar registrado que os jornalistas Lúci Flávio Pinto e Miguel Oliveira entram para a história de nosso município ao nos proporcionarem um livro como esse que etá sendo lançado", afirmou a prefeita.

Lúcio Flávio Pinto, não pode está presente no lançamento, mas sua filha Juliane Pinto, o representou recebendo das mãos de Miguel Oliveira, um exemplar de Memória de Santarém.

A convenção do PT

Rita Soares

O Partido dos Trabalhadores montou uma super-produção para a convenção que sacramentou as candidaturas de Ana Júlia Carepa à reeleição e de Paulo Rocha ao Senado. O presidente do PR, Anivaldo Vale será o candidato a vice-governador.

A festa foi no hangar Centro de Convenções que ficou tomado por militantes petistas, mas também por filiados dos 15 partidos que anunciaram fazer parte da “Frente Popular Acelera Pará”, como foi batizada a coligação que trabalhará pela reeleição da petista.

O auditório do Hangar foi dividido em várias salas onde os partidos realizaram as convenções sacramentando o apoio à petista. No início da noite, todos se reuniram na área destinada a feiras que tem capacidade para receber oito mil pessoas sentadas. Na área vip, destinada aos candidatos e familiares, as cadeiras foram cobertas por capas de tecido.

Quatro telões garantiam visão do palco de vários pontos da platéia. Uma passarela com tapete vermelho foi instalada no meio do salão. Após os discursos dos presidentes de partidos, Ana Júlia desfilou por essa passarela seguida por um grupo de crianças que exibiam camisetas com o dizeres “mais quatro anos”.

Quem também usou a passarela foi a cantora de Tecnomelody, Gaby Amarantos que cantou o jingle da campanha.

Dezenas de banners exibiam fotos de Ana Júlia, Anivaldo e Paulo Rocha e também da candidata petista à Presidência, Dilma Rouseff.

O presidente do PT, João Batista da Silva, disse que ainda vai contabilizar os gastos, mas estima que foram consumidos cerca de R$ 100 mil reais nos preparativos da convenção que terminou com chuva de papel picado.
A foto foi cedida ao blog pelo Wildes Lima

Aulas aos sábados

Alunos da rede estadual de Santarém vão ter que estudar durante cinco sábados, no segundo semestre, para compensar os 14 dias de greve dos professores.

O ano letivo de 2010 se encerrará no dia 25 de fevereiro.

Nélio Aguiar é candidato a deputado estadual

Confirmado na convenção do PMN o nome do vereador Nélio Aguiar como candidato a Deputado estadual numa coligação formada por cinco partidos ( PMN, PPS, PRP,PRTB e PRDC.

Emissoras de rádio e TV têm de obedecer a várias normas eleitorais a partir desta quinta (1°)

As emissoras de rádio e televisão do país devem ficar atentas às proibições impostas pela Lei das Eleições (9.504/97) a partir desta quinta-feira (1°). Entre outras vedações, esses veículos de comunicação não podem dar tratamento privilegiado a candidato em seus noticiários nem na programação normal. Também estão proibidos de divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção. Quem desrespeitar as regras fica sujeito ao pagamento de multa que varia de R$ 21.282,00 a R$106.410,00 e, em caso de reincidência, a multa pode ser duplicada.


Confira outras proibições:

Novelas

As novelas, filmes ou minisséries não podem fazer crítica ou referência a candidatos ou partido político, mesmo que de forma dissimulada.

Montagem

As emissoras também estão proibidas de usar trucagem ou montagem de áudio ou vídeo que degradem ou ridicularizem candidato ou partido ou que desvirtue a realidade para beneficiar ou prejudicá-los. Também não podem transmitir programas com esse fim.

Apresentadores

Candidato que já tenha sido escolhido em convenção para concorrer às eleições de 3 de outubro não pode apresentar nem comentar programa. As emissoras também não podem divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, inclusive se a denominação do programa coincidir com o nome do candidato ou com o que ele indicou para uso na urna eletrônica. Se o programa tiver o mesmo nome do candidato, fica proibida a sua divulgação. O candidato que desobedecer a essa regra pode ter o registro cancelado.

Propaganda

As emissoras de rádio e televisão também estão proibidas de veicular propaganda política, inclusive paga, ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato ou partidos.

Imprensa escrita

A imprensa escrita pode emitir opinião favorável a candidato. No entanto, a matéria não pode ser paga. Abusos ou excessos serão apurados e punidos nos termos da Lei 64/90, o que pode levar à cassação do registro e à inelegibilidade do beneficiado.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PSDB confirma Jatene e Helenilson

Simone Romero:


Com a participação de milhares de militantes e de políticos de diferentes colorações partidárias – incluindo partidos que integram outras coligações, os tucanos deram uma demonstração de força na convenção que formalizou a candidatura de Simão Jatene ao governo do Estado, realizada hoje (quarta-feira), no Ginásio do SESI, em Belém. O vice-candidato na chapa de Jatene é o advogado tributarista e Helenilson Pontes (PPS). Ele é de Santarém e tem 38 anos. A coligação, que recebeu o nome de “Unidos com o Povo”, é composta ainda pelo PMN, PRP, PRTB e PSDC.

A chapa dos candidatos proporcionais do PSDB só deverá ser divulgada nesta quinta-feira e o prazo para o registro das chapas vai até o próximo dia 5 de julho. Também foi formalizada a candidatura de Fernando Flexa Ribeiro ao Senado. Os nomes dos suplentes ainda estão sendo definidos. A festa ganhou tons cívicos ainda maiores quando, antes de iniciar seu discurso, Simão Jatene pediu que todos cantassem o Hino do Pará. “em uma homenagem a este Estado que vem sendo tão desrespeitado”.

“Passei meus quatro anos de governo dizendo que o Pará era maior do que qualquer partido ou liderança política e vejo nesta convenção a maior demonstração dessa verdade. Essa é mais do que uma convenção do PSDB com os partidos aliados. É uma convenção dos que amam e respeitam o Estado do Pará. O que nos une aqui é o amor ao Pará”, disse Jatene.

Ele ressaltou que a aliança que começa a ser construída agora com a participação de seis partidos é, na verdade, muito maior porque inclui o povo do Pará e tem como meta resgatar a ética, a cidadania e o “paraensismo” da população do Estado.

O candidato do PSDB lembrou que os desafios são enormes em áreas como, por exemplo, a saúde, a educação e a segurança, mas que em todas elas tem certeza de que contará com o apoio de toda a sociedade e, em especial, dos policiais militares e civis, dos servidores da educação e dos servidores públicos da área de saúde para retomar o desenvolvimento.

Para recolocar o Estado no rumo certo Jatene explicou que será necessário fazer uma tripla revolução. “Precisamos fazer a revolução pelo conhecimento, uma revolução pela produção e uma revolução por novas formas de gestão e governança, permitindo que os gestores compartilhem coma sociedade o poder de decisão”, disse.

“Não vou decepcionar o povo do Pará. Chega de Decepção, tristeza e enganação. Quem disse que estávamos isolados, quebrou a cara. Existe um ditado árabe que diz que se alguém é enganado uma vez a culpa é de quem enganou, mas se alguém é enganado duas vezes a culpa é de quem se deixou enganar. E a população do Pará não vai mais se deixar enganar. A disputa não será fácil. Precisamos da união de cada um e de todos”, afirmou.