segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Atualização precária

Por problemas técnicos no provedor do jornal, o Blog do Estado será atualizado a partir de terça-feira, 24 de agosto.

Perdão, leitores.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Polícia prende acusado de comandar assalto ao Banpará de Santarém

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós


Promotores querem fim de imagens de cadáveres em jornal e televisão de Santarém

Lojistas reagem à lei das sacolas ecológicas

Ribeirinhos não creêm em pesquisa que atesta farinha contaminada por chumbo

Pão pode ter aumento de 15% no mês quem vem

Comprovante em ponto será obrigatório em 2011, mas lojistas reagem à medida

Prefeita Maria do Carmo reclama que suas ordens não são cumpridas por empreiteiras

Marinha define quantidade de combustível que pode ser levado em barcos de passageiros

Biratan Porto no salão de humor

Sobra água, mas falta saneamento na Amazônia

Sobra vacina contra gripe suína em Santarém

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Professores da rede pública não preenchem todas as vagas ofertadas ela UFOPA

Aritana Aguiar
Free lancer

Segundo a coordenadoria do Plano de Formação Docente do Estado do Pará (Parfor) da UFOPA só no oeste do Pará existem mais de oito mil professores que não possuem a licenciatura plena ou ministram disciplinas contrárias a sua formação superior. "Mais de 60% são professores somente com o magistério e o restante possui graduação, mas atua em áreas diferentes", explicou a diretora do Centro da Parfor, professora Dóris Faria.

O problema é que das 1.750 vagas ofertadas este ano pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) foram preenchidas 1.276, sobrando 474 vagas. Muitos professores faltaram nas duas primeiras semanas e não puderam ser mais aceitos. Em Alenquer se inscreveram 641 professores e foram preenchidas 194 vagas; Itaituba dos 325 inscritos compareceram 117; Juruti matriculou 346, mas apenas 204 assistiram às aulas; Monte Alegre teve 333 inscritos, mas preencheu 205; Óbidos houve 426 inscritos, mas 204 vagas foram preenchidas; Oriximiná contou com 322 inscritos, mas foram preenchidas apenas 174 vagas. Santarém com a maior quantidade de professores inscritos- 835-, preencheu 178 vagas.

O Pará é o estado que possui o maior volume de professores leigos. "O Governo tem se preocupado em graduar os professores por que o Pará é o estado que tem a menor nota do IDEB (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica), por isso a preocupação na formação desses professores", explicou a diretora.

De acordo com a coordenadora geral e institucional da Parfor UFOPA, professora Terezinha Pacheco, este ano foram ofertadas 1.750 vagas sendo que se inscreveram 3.228 professores. "Quando fizemos o balanço na região levamos um susto são mais de 8 mil professores que não tem licenciatura e/ou são graduados, mas ministram disciplinas diferentes", informou. Ela explica que muitos alunos não sabiam quando o inicio das aulas e perderam a vaga por que só compareceram na terceira semana de aula. Mas, a coordenadoria afirmou que se pretende fazer um plano para que os alunos façam o curso.

Os cinco cursos ofertados foram português e inglês, história e geografia, física e matemática, pedagogia, e biologia e química. "A licenciatura é integrada o professor sai habilitado nas duas áreas e se quiser fazer a graduação, faz apenas mais um semestre já que o curso é de três anos e meio exceto pedagogia que são quatro", explicou a professora Dóris. Mas, a professora Terezinha afirma que para ano que vem alguns critérios serão modificados.

Os professores que possuem graduação e atuam em outra área tem os seguintes casos segundo a diretora Dóris Faria. Existe professor de geografia que ministra aula de português, professores com formação em educação física e dão aula de ciências sociais, e isso pode afetar no ensino por isso a preocupação em especializar os professores sem haver a necessidade da realização de vestibular. As aulas deverão ser no processo intervalar estudando nas férias de julho e janeiro, e um final de semana por mês nas instituições de ensino.

O Parfor (Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica) foi criado pelo Ministério da Educação com o objetivo de especializar todos os professores do Brasil que não possuem licenciatura e/ou são licenciados, mas não atuam na área de formação.

O perigo das armas de brinquedo

Aritana Aguiar
Free lancer


“Armas de brinquedo até aquelas que parecem ser inofensivas que sai água ou bolhas de sabão incentivam a criança a ser violenta e agressiva e os jogos violentos de vídeo game têm contribuição maior”, garante a pedagoga em educação infantil Ralieny Pereira. Ela alerta que os pais devem fazer o possível para evitar que os filhos tenham esse tipo de brinquedos e controlem o que estão assistindo, pois possivelmente irá alterar a personalidade na fase adulta.<

"A fase da criança a partir dos dois anos começa a ver e ouvir os sons querendo imitá-los. Todos os programas que passam na televisão a qualquer hora do dia com cenas de violência, pessoas usando arma, a criança vê e imita aquela ação", explicou a pedagoga que trabalha em Santarém.

Segundo Ralieny quanto maior o contato da criança com esse tipo de brinquedo faz com que ele tenha uma vontade maior de praticar a ação de atirar. "Na mentalidade dela não passa apenas de uma brincadeira. Algumas crianças não acreditam que uma pessoa tenha morrido ao levar um tiro. Entende que vá sobreviver, entre dois a cinco anos não entendem a morte como realmente é a partir dos seis anos já tem conhecimento quanto à morte", garantiu. Explica também se continuar na brincadeira de matar sabe que não morre de verdade, mas com o passar dos anos mesmo entendendo a realidade ela vai continuar brincando devido o hábito, sendo então o grande problema.

A pedagoga alerta que mesmo as armas de brinquedo que saem água e bolhas de sabão que fisicamente é totalmente colorida às vezes nem parecendo ser uma arma, estão com um formato nocivo. "Esses brinquedos estão camuflados por que tem o mesmo ato de atirar, e usar a expressão em querer matar, um perigo que não é enxergado", declarou.

Mas muitas mães nem desconfiam dos riscos que os filhos correm. Para Maria Odete mãe de Felipe, de seis anos, não ver nenhum problema quanto às armas de brinquedo. "Eu sempre compro para meu filho, elas são simples e coloridas, não vejo nenhum problema", explica.

Outra alerta é que os jogos violentos de vídeo game têm uma contribuição considerável para que a criança se torne agressiva ou ser um adulto violento. “Ás vezes os pais não sabem que as crianças estão jogando determinado jogo", explicou Ralieny Pereira. Ela afirma que quando a criança chega em casa brincado de atirar, os pais alegam que foi na escola e a verdade foi dentro de casa. Ou seja, os pais não percebem que o filho está tendo contato com esse tipo de visualização.

De acordo do Raniely cada criança tem um ritmo de desenvolvimento, mas o comum que até os oito anos ela já tem a personalidade formada. Outra colocação mesmo que a criança ainda não fale os pais devem conversar com os filhos sobre o que não devem fazer. "Tem crianças que levam anos para entender são as exceções", enfatizou.

Segundo a pedagoga as crianças fazem o questionamento por que é errado brincar de atirar, matar, por que produzem a arma de brinquedo. Elas não entendem que produzir esse brinquedo pro mercado de trabalho é lucro. Reforça que os pais devem ter bastante dialogo com os filhos quanto a isso.

"É importante que a criança tenha alguma crença que seja levada pelos pais. Altera no comportamento", orientou. Segundo ela é de suma importância que a criança tenha uma atividade extra como, esporte, música, teatro, pois serve como distração, deixando até de se preocupar com os jogos e armas de brinquedo, mas deve ser algo que ela goste de fazer. E conclui: "Se a escola do filho não oferecer os pais devem procurar por fora".

Venda de bebida vai continuar no arraial

Aritana Aguiar
Free lancer


Segundo o pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição padre Ronaldo Nascimento o arraial do Círio 2010 continuará com a venda de bebidas alcoólicas. "Será permitido somente cerveja em latas, pois pretendemos eliminar a venda devagar", afirmou o padre. Para ele o processo demora, por que é preciso explicar para os vendedores que a bebida não é adequada para a festa. Além disso, os dias de arraial foram reduzidos para 11 dias e em outubro o padre Fábio de Melo fará show na cidade.
Padre Ronaldo também anunciou outras novidades para o Círio de 2010. Entre eles está incluso o website da festa, que foi inaugurada dia 15 de setembro, e também uma missa para os cordeiros, que será celebrada no domingo do Círio, às 6 horas da manhã.

Venezuela censura imprensa

O jornal venezuelano El Nacional respondeu ontem com um protesto, estampado na primeira página, à decisão judicial que proibiu a publicação de uma foto que retratava violência. No lugar destinado à imagem, ficou apenas um espaço em branco preenchido na diagonal pela palavra “censurado”, impressa em tinta vermelha. “Estamos sob censura. Isso é inconstitucional e atenta contra a liberdade de expressão”, protestou Miguel Henrique Otero, editor do jornal, falando a uma emissora de rádio de Caracas.

A ordem do tribunal, emitida na véspera, veta “imagens, informações e publicidade de qualquer tipo de conteúdo com sangue, armas, mensagens de terror, agressões físicas que aticem conteúdos de guerra e mensagens sobre mortes e assassinatos”. Dias antes, o El Nacional, duro crítico do governo de Hugo Chávez, tinha estampado na capa uma polêmica foto que mostrava inúmeros corpos no necrotério.

“Se aqui houvesse uma foto, vocês veriam um pai chorando por um filho que morreu”, diz a legenda de um dos espaços em branco publicados na edição de hoje. Outra sentença do mesmo tribunal estende a medida a todos os meios impressos do país, que ficam proibidos de publicar por um mês “imagens violentas, sangrentas, grotescas, acontecidas ou não, que de uma forma ou outra vulnerem a integridade psíquica e moral das crianças”.

“Estão promovendo a censura à imprensa”, protestou em sua manchete o jornal Tal Cual, que também publicou nesta semana a polêmica foto do necrotério de Caracas. Segundo Eleazar Díaz, diretor do Ultimas Noticias, a sentença é “absurda e sem sentido”. Em editorial, o diário afirma que “o Estado venezuelano dá motivos aos que o acusam de restringir a liberdade de informar”. Caracas registra em média 50 mortes violentas por fim de semana. Com 16 mil homicídios em 2009, a Venezuela foi o país com a maior taxa na América do Sul.

A falta de segurança está no centro da campanha para a crucial eleição legislativa de 26 de setembro, em que o bloco chavista está ameaçado de perder a maioria. O próprio presidente se referiu à polêmica foto dos corpos no necrotério da capital, e classificou a decisão de publicá-la como “manipulação politiqueira e pornográfica da violência e da criminalidade”. O professor de comunicação Marcelino Bisbal, da Universidade Católica Andrés Bello, lembra que os atritos entre o governo e a imprensa se sucedem nos últimos meses, mas alerta: “Nunca vimos uma atitude como essa”. Ele chama a atenção para viés eleitoral da censura: “Chama a atenção que a proibição dos conteúdos que tenham a ver com violência e insegurança tenha sido ditada por um mês, justamente quando estamos em campanha”.

Tráfico Internacional de pessoas atinge a 60 mil brasileiros por ano, diz Ministério da Justiça

Agência Brasil

Rio de Janeiro – Todos os anos, cerca de 60 mil brasileiros são vítimas do tráfico internacional de pessoas. A maioria é de mulheres, entre 18 e 25 anos, oriundas de famílias de baixa renda. Os principais destinos são Espanha, Portugal e Suíça. Os dados são da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), ligada ao Ministério da Justiça, que começa amanhã (18) um monitoramento nos núcleos e postos avançados de enfrentamento ao tráfico de pessoas, instalados nos principais aeroportos do país.

O coordenador nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da SNJ, Ricardo Lins, considera o problema uma nova forma de escravidão. Depois de levada para o exterior, a vítima fica presa a uma rede internacional de prostituição, sujeita a trabalhos forçados, em cárcere privado e exposta a doenças sexualmente transmissíveis.

“O tráfico de pessoas é uma forma moderna de escravidão. Hoje se escravizam pessoas por dívida. Os traficantes mantêm o poder sobre elas, que devem as passagens, a estadia e a alimentação, fazendo com que se submetam ao que eles querem. Elas são mantidas sem condição de sair, porque não têm como pagar o que devem”, afirmou Lins.

Embora os números não sejam precisos, o governo brasileiro trabalha com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que estima em 100 mil vítimas de tráfico de pessoas no Brasil por ano.

Segundo Lins, os números da ONU estariam superestimados, pois incluiriam casos de pessoas que tentam entrar nos países apenas com fins de imigração. Pelos dados recolhidos nos postos avançados, responsáveis por atender os brasileiros deportados, de cada dez casos, seis são de vítimas de exploração. Os demais seriam de tentativas de imigração ilegal.

Para mapear o problema, técnicos da SNJ começam amanhã a percorrer os seis núcleos e quatro postos instalados – ou em implantação – nos estados do Acre, Ceará, Pará, Rio de Janeiro, de Goiás, Pernambuco, São Paulo, e da Bahia.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

São Raimundo empata e divide lanterna com Rio Branco

Sao Raimundo e Rio Branco não saíram de um empate por 1 a 1, hoje à noite, no estádio Barbalhão em Santarém.

Soares, que perdeu um pênalti, marcou para o Pantera, enquanto Testinha empatou para o Rio Branco.

Com o resultado, São Raimundo e Rio Branco somam 3 pontos na série C do campeonato Brasileiro, na lanterna da competição.

Mais esse fracasso do Pantera foi antecipado, ontem, aqui no Blog do Estado.

Von propõe frente em defesa do cooperativismo

Na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado do Pará realizada na última terça-feira (17/08/2010), o deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) apresentou projeto de resolução que “institui a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo no Estado do Pará – FRENCOOP/PA”. Dentre os objetivos defendidos pelo parlamentar da tribuna da ALEPA para justificar a importância e a iniciativa da proposição, destacam-se:

a) promover o desenvolvimento sustentável do Estado do Pará, em consonância com os princípios do cooperativismo, que são: democracia, justiça social, cidadania, ética, solidariedade, autonomia, preservação ambiental, qualidade e produtividade, profissionalismo e credibilidade;
b) apoiar e participar das ações cooperativistas, promovendo a integração das entidades que visam o desenvolvimento e o fortalecimento do cooperativismo no Estado do Pará;
c) aperfeiçoar e complementar a legislação que envolve matéria de interesse do cooperativismo estadual, apoiando e agilizando projetos que visem seu desenvolvimento;
d) acompanhar e fiscalizar atos do Poder Executivo que dizem respeito ao cooperativismo, sugerindo medidas que possibilitem seu melhor desenvolvimento no Estado.

Para Von, “a competitividade, o desenvolvimento tecnológico, a racionalização das atividades humanas e a globalização da economia vêm determinando a urgente revisão dos conceitos produtivos, tecnológicos, comerciais e gerenciais, tornando imprescindível a busca por soluções que diminuam as desigualdades e a exclusão social”. E completa afirmando que “o cooperativismo, através de uma economia solidária e humana, tem se revelado uma excelente fonte de soluções para esses problemas, fato que é demonstrado pelo crescimento das cooperativas de trabalho, saúde, educação, habitação, mineração, crédito, produção industrial, consumo, energia, telecomunicações e as tradicionais cooperativas agropecuárias”.

A criação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo no Estado do Pará – FRENCOOP/PA, a exemplo das existentes em diversos estados do Brasil, tem como finalidade apoiar e incentivar as iniciativas que visem à difusão do cooperativismo em todos os recantos do Estado, resgatando, reconhecendo e promovendo os princípios, virtudes, valores da solidariedade, da confiança e da ajuda mútua.

Participaram da sessão dirigentes da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará – OCB/PA, à frente seu presidente Ernandes Raiol da Silva, bem como lideranças do movimento cooperativista estadual. O projeto de resolução segue agora para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça da ALEPA, para posterior deliberação em plenário.(Fonte: Assessoria parlamentar)

Vic Pires Franco renuncia à presidência da executiva do DEM

Que o deputado federal Vic Pires Franco havia se licenciado da presidência regional do Democratas todo mundo já sabe.

Que o comando regional do partido caberia por seis meses ao também deputado federal Lira Maia, a blogosfera inteira também já sabia.

Mas o que pouca gente sabe é que o deputado Lira Maia assumiu efetivamente a presidência do DEM desde segunda-feira à tarde, ao receber do próprio Vic uma carta em que este renuncia em carárter irrevogável a licença do comando do partido no Pará.

Aliás, esta foi a primeira correspondência recebido por Lira Maia na condição de presidente do DEM, justamente a renúncia do ex-presidente.

Mas o que isso muda?

Antes, Lira Maia estava apenas exercendo interinamente, por seis meses, a presidência do DEM. Agora, ocupa o cargo em caráter permanente.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Jatene virá a Santarém na próxima semana

Se os indecisos coordenadores da campanha de Simão Jatene não vacilarem, o candidato ao governo estará em Santarém provavelmente na quinta-feira da próxima semana.

A agenda do candidato está sendo montada por Helenilson Pontes, santareno companheiro de chapa de Jatene, e monitorada pelo deputado federal Lira Maia, agora presidente regional do Democratas.

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Atualização às 09h27 de 18.08.2010

A viagem de Simão Jatene a Santarém está prevista para sexta-feira, dia 26 de agosto.

Vagas para estagiários em Juruti


Estão abertas, até 31 de Agosto, as inscrições para o Programa de Estágio Institucional da Alcoa. São 185 vagas disponíveis para atuação em São Paulo (capital e região metropolitana) e Sorocaba-SP, Itapissuma-PE, Tubarão-SC, São Luís-MA, Juruti-PA e Poços de Caldas-MG.

Podem participar universitários dos cursos de Ciências Exatas e Humanas que concluírem a graduação de Junho/2011 a Dezembro/2012, tenham conhecimento da língua inglesa (outros idiomas serão diferenciais), além de pacote Office e disponibilidade mínima de 18 horas semanais. Entre os benefícios oferecidos estão bolsa-auxílio, seguro-saúde, vale-transporte ou estacionamento, vale-refeição ou refeitório, seguro de acidentes pessoais e recesso remunerado. Os interessados devem fazer a inscrição pelo site da Companhia (www.alcoa.com.br).

Salão Internacional de Humor da Amazônia chega a Santarém

A Mostra do 1º e 2º Salão Internacional de Humor da Amazônia traz a Santarém o trabalho de vários cartunistas participantes das duas primeiras edições do evento e a homenagem aos caricaturistas Camillo Vianna e Vicente Salles. A programação inicia nesta quinta-feira (19) às 19h com o coquetel de lançamento e segue até o dia 27 de agosto no Terminal Fluvial Turístico.

Durante o período da Mostra, os trabalhos ficarão divididos em cinco salões no Terminal. No Salão Ecologia, o público poderá conferir os 50 cartuns selecionados na primeira e segunda edições realizadas em Belém; no Salão Comunicação ficarão expostos 15 cartuns escolhidos na primeira edição, e no Salão Chuva, 15 cartuns da segunda edição. Já nos Salões Homenagem Camillo Vianna e Vicente Salles vão estar em exposição 20 caricaturas, 10 de cada artista.

Paralelo a exposição, nos dias 23, 24 e 25, das 09h às 11h o cartunista profissional Biratan Porto vai ministrar a oficina de Desenho de Humor nas dependências do Serviço Social do Comércio (SESC). Biratan é natural de Belém e já conquistou vários prêmios no Brasil e no exterior.

Nos dias 22 e 27, a programação é especial, com caricatura ao vivo, do público que prestigiar a exposição. A visitação poderá ser feita das 15h às 21h a partir de sexta-feira (20). As escolas e universidades podem agendar a visita pelo telefone (93) 3063-5545. Toda a programação da Mostra será gratuita.

A realização é da Central de Produção, sob coordenação de Biratan Porto e produção de Márcia Macêd

Trapalhadas alvinegras

Miguel Oliveira
editor-chefe

Muito se tem criticado o São Raimundo desde o campeonato paraense e, agora, na série C.

Tem sido fácil bater em time que está por baixo.

Mas aqui faz-se uma ressalva: alguns críticos teciam loas aos cartolas alvinegros no ápice da campanha da série D, que culminou com o título de campeão brasileiro. Agora, jogam pedra.

Mas naquela época, para esses energúmenos movidos ao vil metal, ao afago ao ego e às regalias dispensadas por cartolas indignos, tudo era perfeito no Pantera.

Mas este escriba qui, calejado em coberturas esportivas de Remo e Paysandu, já antevia que nem tudo que reluzia era ouro. Havia muita sujeira empurada para debaixo do tapete alvinegro.

Desde que um grupo de diretores e cartolas incompetentes e arrogantes assumiu o São Raimundo sob as bênçãos do nefasto Rosinaldo do Vale, o Pantera vivia de aparências. Os resultados favoráveis obtidos na série D viraram uma cortina de fumaça para encobrir atos inconfessáveis praticados nos batidores por cartolas alvinegros.

Mas só não via quem não queria que estava sendo armada uma bomba de efeito retardado, que culminou com a eliminação precoce da equipe santarena da Copa do Brasil e o fracasso do time no Parazã 2010. Essa escória dirigente levou o São Raimundo à beira do precipício. O empurrão para que o Pantera descesse a ladeira foi dado com a demissão de Valtinho.

Salvar o Pantera dessa iminente derrocada só mesmo com a implosão de toda a diretoria, agora reeleita, e o asfamento sumário de diretores e cartolas perniciosos ao clube.

Há um fio de esperança ainda para o torcedor na quarta-feira. Mas o último insucesso na primeira fase da série C está por vir. É só uma questão de dias.

Ana Júlia diz que ainda luta por apoio do PMDB

Rita Soares

Três assuntos dominaram a entrevista de Ana Júlia, agora há pouco no Jornal Liberal segunda edição: saúde, segurança e as alianças.

Em relação às alianças Ana Júlia ressaltou o apoio que recebe de 14 partidos e disse ter esperanças de ampliar ainda mais a aliança:

"Vamos continuar lutando para ter o apoio do PMDB no momento adequado”.

Por momento adequado, entenda-se segundo turno

Sobre a segurança fez comparações com o governo anterior. Disse que pelos dados do Ministério da Justiça, o Pará está entre os 14 Estados com maior redução da criminalidade.

Ao falar de saúde, alfinetou a administração anterior lembrando que encontrou um acelerador linear (equipamento usado no tratamento do câncer) encaixotado há mais de três anos.

Não comentou os problemas de atendimento no Ofir Loyola e Santa Casa.

Amanhã[hoje], o entrevistado será Simão Jatene

Conclusões:

Ana Júlia pareceu segura, embora em alguns momentos tenha se atrapalhado como ao falar do programa de segurança comunitária. Não ficou bem claro como vai funcionar, tampouco porque só agora surgiu a idéia.

Seis minutos são muito pouco para uma entrevista desse tipo.

Greve na educação

Professores da rede municipal de ensino anunciam paralisação para forçar entrada em vigor de lei da gestão democrática da educação.

Em ano eleitoral, greve sempre será suspeita.

Que o diga o PSol de Santarém.

Secura lá e aqui

Essa Cosanpa não se emenda mesmo.

Falta água nas torneiras de cerca de 4 mil consumidores de Belém.

Falta água nas torneiras de cerca de 10 mil consumidores em Santarém.

A Cosanpa diz que em Santarém os investimentos no setor sempre foram acanhados por causa da alta inadimplência e que a empresa amarga prejuízos seguidos aqui na cidade e que Belém é o único município onde a empresa atua que é superavitário, mas mesmo lá, não há água nas torneiras.

Em Santarém, as obras do PAC da Cosanpa andam a passos de tartaruga.


E agora, Cosanpa!

Plantel do São Francisco se apresenta hoje

O técnico Lúcio Santarém recebe o plantel do São Francisco que vai disputar o parazinhoi 2011, hoje as 16 horas, no estádio Barbalhão.

Mas adianta que o elenco precisa de reforços. E já fala na contratação de Luiz Carlos Trindade e outros ex-jogadores do São Raimundo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Reunião formaliza Lira Maia na presidência regional do Democratas

Desde o dia 6 de agosto o Democratas do Pará tem novo comando regional.
O deputado federal Vic Pires Franco, que vinha sendo substituído no exercício da presidência da executiva regional pelo deputado estadual Márcio Miranda, reassumiu o cargo naquela data e indicou o nome do deputado santareno Lira Maia para a função por seis meses, período em que vai durar nova licença de Vic.

A primeira reunião da executiva ocorreu hoje ao meio-dia, em Belém, e contou com a presença dos deputados Lira Maia, Haroldo Martins e dos vereadores de Belém Fernando Dourado e Carlos Augusto Barbosa e dos demais candidatos do partido à Assembléia Legislativa e à Câmara Federal.

O mundo e os portos

Antenor Pereira Giovannini (*)

Trabalhei por quase 40 anos numa empresa exportadora de vários produtos e tive oportunidade de acompanhar todo tramite que uma operação desse porte requer. É uma intrincada cadeia de agentes envolvendo um sem números de outras empresas e coligadas para que, finalmente, esse produto chegue ao porto e seja transferido para outro destino. Talvez por conhecer um pouco o processo, me surpreende constatar que, embora tendo um porto na porta, com acesso ao mundo, não há nenhum interesse por parte de nenhuma autoridade em que nosso porto se desenvolva. Pelo contrário, há muito mais clamores para que os poucos que aqui estão se mudem, sejam demolidos ou outras barbáries do tipo.

Em vista disso, resolvi navegar com meu ratinho por esse mundo virtual à procura de portos e encontrei alguns fatos que chamam a atenção: O número de portos em determinados países como, por exemplo:
China – possui 23 portos
Japão - possui 21 portos
Rússia – possui 13 portos
Itália - possui 11 portos
EUA – possui 28 portos
Brasil – possui 11 portos e não incluem Santarém na lista.

Os dados são fornecidos pela COMEX – Comunidade do Comércio Exterior.
Não há como inserir o nosso porto na lista já que seu movimento é pífio em relação a todos os demais.

Não há dúvida que não querem desenvolvimento portuário, mas o mais difícil de digerir são os motivos e argumentos. Um deles é que atrapalha o pôr do sol. Claro que o espetáculo é majestoso. É lindo ver o sol mergulhar nas águas do Tapajós, porém por mais bonito que seja não gera empregos, nem renda, nem possibilita à cidade criar receitas e sair do marasmo e dependência econômica que persiste há tempos, o que a obriga a viver de esmolas advindas do governo federal ou estadual, até mesmo para um simples reparo de rua.

Com o porto se abre um enorme leque de oportunidades uma vez que um porto não significa apenas saídas, mas, principalmente entradas obrigando as empresas importadoras a se instalarem em Santarém trazendo em seu bojo todo imposto de importação que certamente alavancaria não somente receitas, mas principalmente empregos.

Difícil entender realidades como, por exemplo, uma cidade como Barcelona, na Espanha. , uma das mais bonitas da Europa, uma cidade com mais de quatro milhões de pessoas, fazendo parte importante da historia espanhola desde a sua fundação pelos romanos no ano 1 AC., passando por vários conquistadores até a Guerra da Sucessão Espanhola em 1714. Depois de tudo isso, ainda enfrentou a Guerra Civil Espanhola e a era Franco para, finalmente, poder crescer e se desenvolver aos níveis que se observa hoje, econômica, social e culturalmente. Tem hoje o maior centro industrial da Espanha e um dos maiores portos da Espanha, o que em nada empana a beleza de uma cidade linda e desenvolvida.
Certamente quem já teve oportunidade de visitá-la sabe que não há exageros. E se convive perfeitamente com uma área portuária já que todos sabem da importância econômica que o porto tem dentro do contexto da cidade, da região e do País.

Por aqui, nada disso conta. Aqui o importante é continuar de chapéu na mão a espera das esmolas governamentais. Geração de emprego e renda, nem pensar. Porto é para fazer bosquinho e não para ter empresas, ship-lowders, barulho, caminhões, navios, carga/descarga, movimentação, emprego, renda. , Isso tudo atrapalha o pôr do sol.
Psiu! Quieto, está na hora do pôr do sol. Mas..., veja aquele monstrengo atrapalhando !!!

(*) Aposentado, agora comerciante e morador em Santarém

domingo, 15 de agosto de 2010

São Raimundo 0 x 2 Paysandu - encerrado

15 minutos do primeiro tempo. 0 x 0
Michel desperdiçou gol cara a cara com Alexandre Fávaro.
São Raimundo joga melhor.
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20 minutos do primeiro tempo. 0x0
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30 minutos. Bruno Rangel. São Raimundo 0 x 1 Paysandu
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Branco sai contundido no São Raimundo. Entra Marinelson
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36 minutos. Bruno Rengel amplia o marcador. São Raimundo 0 x 2 Paysandu
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43 minutos. Segue São Raimundo 0 x 2 Paysandu.
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46 minutos.Encerrado primeiro tempo. São Raimundo 0 x 2 Paysandu.

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3 minutos. Segundo tempo. São Raimundo 0 x 2 Paysandu.
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8 minutos . Segundo tempo. São Raimundo 0 x 2 Paysandu.
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25 minutos. Segundo tempo. São Raimundo 0 x 2 Paysandu.
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45 minutos. Segundo tempo. São Raimundo 0 x 2 Paysandu.
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48 minutos. Encerrado. Segundo tempo. São Raimundo 0 x 2 Paysandu.

Foto aérea mostra avanço sobre o verde em Santarém

Miguel Oliveira
Editor

A fotografia ao lado foi registrada por mim, na última quinta-feira, quando eu viajava para Belém.
Fiquei impressionado com a ainda resistência do cordão verde dos mananciais da Cosanpa, na parte oeste de Santarém, diante da ocupação urbana desordenada que a cidade enfrenta nos últimos anos.
A foto mostra o quanto é importande a preservação das áreas verdes ainda remanescentes em Santarém. Aumenta a responsabilidade do poder público em garantir, pelo menos, o que a cidade aleatoriamente preservou.
O registro que eu fiz apresenta duas novidade na paisagem aérea da cidade. No alto, à esquerda, vê-se o anel viário da Fernando Guilhon, e o prédio branco que aparece na parte inferior e bem no meio do enquadramento da imagem é o primeiro shopping center de Santarém.

São Raimundo x Paysandu - Técnico novo, pensamento velho, a vitória!

Sebastião Rocha começa os trabalhos no São Raimundo

Santarém, PA, 14 (AFI) - Pensando apenas na vitória, é com esta ideia que o São Raimundo entra em campo neste domingo, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, contra o Paysandu, no Estádio Barbalhão, em Santarém.

O jogo marca a estreia do técnico Sebastião Rocha no comando do São Raimundo. Ele sabe das dificuldades que terá, já que o time tem apenas dois pontos e joga contra o Papão, líder com sete.

Técnico novo
Após o empate para o Rio Branco, por 3 a 3, no último domingo, o técnico Valter Lima foi mandado embora e substituído por Sebastião Rocha, que trabalhou muito durante a semana. Ele conversou com os jogadores e viu o psicológico de todo elenco.

Sobre o time, ele não deve fazer muitas alterações no time que vinha jogando, mas a definição só deve sair minutos antes da partida.

Uma novidade
O técnico Charles Guerreiro sempre afirmou que gosta de repetir a mesma escalação nos jogos e não será diferente neste domingo contra o São Raimundo. Ele foi obrigado a mexer apenas uma vez na equipe, já que Paulão foi expulso contra o Fortaleza e será substituído por Da Silva.

"A equipe está crescendo na competição, estreou com seis gols contra o Rio Branco, ganhou dentro de casa do Águia e fez uma partida maravilhosa com o Fortaleza, acredito que será ainda melhor o jogo deste domingo", comentou o técnico Charles Guerreiro.

Lateral-artilheiro, Bosco também está confirmado e promete a mesma vontade dos últimos jogos. "Sempre procuro ajudar minha equipe e meus companheiros. Se der, coloco a bola pra dentro, mas o importante é a vitóriA", diz Bosco.

Ficha técnica

São Raimundo x Paysandu

Local: Colosso do Tapajós, em Santarém
Data: 15/08/2010
Horário: 17 horas
Árbitro: Edmar Campos da Encarnação-AM
Assistentes: Marcio Gleidson Correia-PA e Fernando de Brito Miranda-PA

São Raimundo
Labilá; Getúlio, Filho, Ery, Preto Barcarena e Daniel; Marcelo Pitbul, Michel e Soares; Branco e Marinelson.
Técnico: Sebastião Rocha

Paysandu
Alexandre Fávaro; Bosco, Da Silva, Leandro Camilo e Zeziel; Tácio, Sandro, Fabrício e Marquinhos; Tiago Potiguar e Bruno Rangel.
Técnico: Charles Guerreiro

Portos de Santarém estão 'estrangulados'

O economista Luiz Antonio Fayet, consultor para logística e infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirma em entrevista ao Diário do Pará, deste domingo, que em Santarém a Cargill vem tentando ampliar ou fazer novo projeto, ainda baseada na recepção hidroviária de cargas. A empresa, contudo, tem encontrado, segundo relatou em seu estudo, “imensos obstáculos que já retardaram os investimentos por vários anos, através de contestações e alegações que chegam às raias do absurdo”.

Pelos estudos mais recentes, o consultor para logística e infraestrutura da CNA concluiu que, somente nos próximos cinco anos, será duplicado o volume de carga – exclusivamente de soja e milho – escoado pelo porto do rio Madeira, hoje estimado em torno de cinco milhões de toneladas/ano. Os carregamentos embarcados em Porto Velho, segundo ele, alimentam dois portos, indo a maior parte para Itacoatiara porque Santarém não tem hoje capacidade portuária para exportar.

Com a duplicação prevista da demanda de carga, ele considera que a ampliação da capacidade portuária fatalmente terá que acontecer. “Se não for em Santarém, vai ser em outro lugar”, avisa Luiz Antonio Fayet, que admite já vir mantendo freqüentes conversações com a direção da CDP objetivando a ampliação não somente do porto de Santarém, mas também de Vila do Conde.
O economista, que no dia 14 de julho esteve presente, na cidade de Santarém, à audiência pública convocada pela Secretaria de Meio Ambiente para discutir o EIA/Rima do terminal de grãos da Cargill, disse que se viu surpreendido por diversas manifestações. “Surpreendeu- me, sim, ouvir muita gente falando mal do progresso. Em todo lugar que vou, normalmente o que vejo são as pessoas defendendo a ampliação dos portos, considerando as obras de infraestrutura como indispensáveis para a construção do desenvolvimento econômico”, acentuou.

Luiz Antonio Fayet disse que o porto de Santarém exportou, em 2008, cerca de um milhão de toneladas. No mesmo ano, o porto de Rotterdam, na Holanda, o maior da Europa, exportou 700 milhões de toneladas. “Ou seja, ele exportou 700 vezes mais que o de Santarém. Interessante é que o porto de Rotterdam fica dentro da cidade, e mesmo assim a população de lá está muito feliz com ele. Vá alguém lá perguntar a um holandês se ele quer o fechamento do porto”, comentou o consultor, em tom sarcástico.

Baseado em cálculos internacionalmente aceitos, ele destacou que cada navio exportado em Santarém significa a geração, nas múltiplas relações econômicas dele decorrentes, de aproximadamente 1.500 empregos. Neste número estão contempladas, conforme frisou, todas as etapas da cadeia produtiva, incluindo a fabricação de máquinas, de insumos, o trabalho dos produtores, dos transportadores, a geração e consumo de energia elétrica, o comércio e as comunicações, entre outros produtos e serviços. (Com informações do Diário do Pará)

sábado, 14 de agosto de 2010

Águia vence o Rio Branco por 4 x 0

Com três gols de Felipe Mamão e um do zagueiro Bernardo, o Águia venceu o visitante Rio Branco, na noite deste sábado, 14 de agosto, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

Depois de um primeiro tempo com o placar zerado, o time da casa voltou trocando Jaime, sentindo o joelho, para a entrada de Diego, o que dinamizou as jogadas. Dois dos gols foram marcados em penalidade máxima, pelos pés de Felipe Mamão.

O Águia se renova com essa vitória após três rodadas de jejum na série C. (Diário Online)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Professor da UFOPA deu palestra em eventos internacionais

Professor visitante da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), o pesquisador Willian Vale participou, em julho, de dois eventos internacionais referentes à pesquisa agropecuária. O pesquisador ministrou palestras sobre os avanços biotecnológicos na reprodução de búfalos no seminário “Y Taller Búfalo de Água em el Tropico”, realizado entre os dias 20 e 22 de julho, na Universidad de Costa Rica, em San José, e no dia 23 para o corpo docente e discente dos cursos de Agronomia e Zootecnia do Instituto Tecnológico de Costa Rica, em San Carlos. No Brasil, o pesquisador participou do 37º CONBRAVET - Congresso Internacional Comemorativo, realizado no período de 26 a 30 de julho, no Rio de Janeiro, no qual ministrou a palestra “Pecuária na Amazônia: Meio Ambiente, Sustentabilidade e Futuro”, no dia 27.

Carlos Martins tenta sair do isolamento de sua campanha à Câmara Federal

A estratégia da prefeita Maria do Carmo de não lançar candidato a deputado estadual de sua tendência interna do PT para fazer dobradinha com o deputado Carlos Martins, que é candidato à Câmara Federal, para não melindrar os outros partidos da base do governo na Câmara, ironicamente provocou o efeito contrário.

Dos 14 vereadores da Câmara de Santarém- 4 são candidatos a deputado estadual- oficialmente nenhum deles está fazendo dobradinha com Carlos Martins, nem mesmo os vereadores do PT. Carlos Jaime apóia a reeleição do petista José Geraldo e Evaldo Costa declara que não tem candidato à Câmara Federal. Para complicar o quadro, o ex-chefe da Casa Civil Cláudio Puty faz campanha aberta em Santarém em dobradinha com Pedro Aquino, ex-superintendente do Incra.

Ao perceber o isolamento, a Unidade na Luta, tendência da prefeita, tratou de vincular o nome de Carlos ao do candidato José Maria, de Juruti, de fazer uma coligação branca com o vereador Nélio Aguiar(PMN) e cooptar o vereador Emir Aguiar, que estava comprometido com a candidatura de Lúcio Vale, filho do presidente do PR, Anivaldo Vale, vice na chapa de Ana Júlia.

Mas a maioria dos vereadores da situação não fez acordo com Carlos Martins. Valdir Matias Jr(PV) apóia Zé Carlos à Câmara Federal. Maurício Corrêa e José Maria Tapajós, ambos do PMDB, estão pedindo votos para Elcione(PMDB). Reginaldo Campos(PSB), candidato a deputado estadual, fechou dobrandinha com Ademir Andrade(PSB) e Zequinha Marinho(PSC).

No PDT, que detém vários cargos no governo Maria do Carmo a situação não é diferente. Os dois vereadores candidatos pelo partido à Assembléia Legislativa - Bruno Pará e Marcela Matos - apóiam Giovani Queiroz e Odair Corrêa, respectivamente. Para completar a lista, o vereador Gerlande Castro(PP) apóia a reeleição de Gerson Peres(PP) à Câmara Federal.

Os vereadores Jailson do Mojuí(PSDB), Erasmo Maia e Henderson Pinto(Democratas) fazem campanha para o deputado federal Lira Maia, que nos bastidores também recebe o apoio de outros vereadores governistas.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Professores da rede pública não preenchem todas as vagas da UFOPA

Seduc vai gastar 8 milhões para reformar 6 escolas

Campanha de doação de leite tem meta atingida

Diretoria do São Raimundo fez complô contra Valtinho

Grito dos excluídos não fará marcha para autoridades

Comunidades se dividem quando tratas como índios


Lúcio Flávio Pinto: As verdades amazônicas e as verdades utilitárias

Armas de brinquedos podem tornar as crianças mais violentas

Bebidas alcoólicas ainda serão vendidas no arraial

Santino Soares completa 40 anos de rádio

Uma das vozes mais respeitadas do Estado completa hoje 40 anos de carreira. A audiência santarena conheceu, no dia 13 de agosto de 1970, o timbre inconfundível do radialista Santino Soares, 58 anos, que comemora ainda esta semana 29 anos de Rádio Globo Liberal (97,5 FM e 1,330 AM). O garoto de 18 anos que participou apreensivo do concurso para ser locutor da Rádio Rural de Santarém por insistência da tia, hoje apresenta os programas "Bom dia, cidadão" e outro que leva seu nome, aos sábados na 1,330 AM. Ao longo de quatro décadas, o prestígio e credibilidade conquistadas por ele continuam a cativar um público fiel que ultrapassa 30.000 ouvintes por dia entre os 84 municípios.

Para Santino(na foto com a esposa Suzana), trabalhar no rádio continua tão prazeroso quanto nos primeiros dias do "Show da tarde", programa em que estreou como apresentador. "O rádio é uma ferramenta muito envolvente. Desperta a imaginação de quem ouve e demonstra uma eficiência única em se aproximar da comunidade", diz. Entre os pontos altos da trajetória que caminha forte para o meio século, ele lembra um episódio em particular. Quando o radialista Eloy Santos decidiu migrar para a rádio Marajoara, Santino foi a aposta da rádio Liberal para preencher o vácuo deixado pelo "Rei do rádio". "Fiz uma proposta de programação até que encontrassem um nome definitivo para o horário. Mas as pessoas foram gostando, e quando saiu a pesquisa do ibope, fomos surpreendidos pelo índice de 73% da audiência", relembra.

Formado em Ciência Sociais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), nunca exerceu a profissão. Se tratando de ofício, a locução foi a primeira e única paixão. "A sociologia que faço é toda no rádio, nunca trabalhei na área", brinca o formador de opinião, que considera a passagem pela academia muito valiosa para a comunicação com o público.

Santino considera que por causa da liberdade de expressão, com o passar dos anos, as mudanças de conteúdo foram mais significativas que as técnicas criadas para falar aos ouvintes. O radialista, que está longe de dar por encerrado seu projeto de vida: falar. Ao contrário, ainda cheio de fôlego para mais uma década, pretende fisgar os leitores - atualmente ele escreve um livro autobiográfico. O título, "Um náufrago nas ondas do rádio", não poderia ser mais apropriado para descrever a rota deste marinheiro veterano. (Fonte: Amazônia)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mercúrio e chumbo afetam dieta das populações ribeirinhas do Pará

Pesquisa foi realizada junto a população ribeirinhas do Rio Tapajós e revelou que o pescado e a farinha - alimentos que fazem parte da dieta básica - estão contaminados

ENSP - EcoAgência

Estudo realizado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), a respeito da exposição ambiental a metais tóxicos nas populações ribeirinhas do Rio Tapajós, no Estado do Pará, revelou que o pescado e a farinha - alimentos que fazem parte da dieta básica da população local - estão contaminados respectivamente por mercúrio e chumbo. A pesquisa, que gera uma grande preocupação em relação aos hábitos alimentares dessas pessoas, foi coordenada pelo químico Fernando Barbosa, que esteve na ENSP para participar do Seminário David Capistrano da Costa Filho de Atualização em Saúde e Ambiente, no curso Metais no ambiente e saúde humana: aspectos toxicológicos e avaliação de exposição.

A pesquisa sobre a contaminação por chumbo é decorrente de outro trabalho, também inserido no Programa de Pós-Graduação em Toxicologia da FCFRP-USP, sobre a exposição ao metilmercúrio, provocada pelo consumo de peixes da região. O estudo foi desenvolvido com 453 ribeirinhos, em 13 diferentes comunidades, e, ao analisar o sangue da população para determinar a concentração de mercúrio, foi constatada uma concentração elevada de chumbo entre os moradores da região. "Nossa preocupação inicial foi verificar a exposição ao mercúrio a partir do consumo de peixes pela população e seus possíveis efeitos tóxicos. No entanto, após identificarmos altas concentrações de chumbo no sangue dos ribeirinhos, partimos para um trabalho de investigação a fim de analisar de onde vinha essa exposição", esclareceu Fernando.

O valor de referência para exposição ao chumbo, segundo o CDC-Atlanta e a Organização Mundial da Saúde, é de 10 microgramas por decilitro no sangue. Ao analisarem o sangue da população do Rio Tapajós, foram observadas concentrações entre 0,58 e 48,3 microgramas por decilitro, com uma média de 12. "Encontramos valores extremamente elevados e começamos a analisar as diversas fontes de exposição, com a coleta de aproximadamente 2 mil alimentos na região. Ao processarmos e verificarmos as concentrações de chumbo nos alimentos, constatamos que a farinha - essencial na alimentação dessas pessoas - era a principal fonte de exposição. Isso nos trouxe um grande problema, pois o peixe e a farinha formam as bases da dieta dessa população

Legislação para farinha não inclui chumbo como fator preocupante

Fernando revelou que foi necessário avaliar de onde vinha essa contaminação. Após análise do solo e de todo o processo de produção da farinha desde a plantação da mandioca, verificou-se que o chumbo se apresentava em grande quantidade depois do processo de torrefação. "Esse processo é feito em chapas metálicas em praticamente todas as comunidades. Daí ficou comprovado que o procedimento de confecção da farinha causava a contaminação. Chegamos a identificar farinhas com 1 micrograma por grama de chumbo."

Segundo os coordenadores da pesquisa, o futuro das crianças da região é preocupante, pois a base da dieta da população ribeirinha está contaminada por mercúrio e chumbo. "Nesse caso, existem dois elementos químicos extremamente tóxicos que fazem parte da cultura alimentar deles. Apesar de não termos uma análise profunda em crianças, supõe-se uma concentração elevada. Com a exposição, é esperada para crianças uma redução da capacidade intelectual e do crescimento, entre diversos outros problemas neurológicos.

Fernando admitiu que, no Brasil, existe uma legislação vigente da Anvisa para farinha de mandioca, mas ela não inclui valores máximos permitidos para chumbo. Entretanto, sabe-se que as legislações de outros países têm como referência para alguns alimentos a concentração máxima permitida de 0,1 micrograma por grama.

"Esse valor indica que encontramos farinhas com concentração de chumbo dez vezes acima do limite naquela região. Precisamos desenvolver ali novos estudos, sobretudo em relação às crianças, sendo também necessário adotar uma nova prática para a confecção das farinhas. É difícil mudar a cultura alimentar da população, mas podemos trocar as chapas metálicas e utilizar outros procedimentos que diminuam essa concentração. Estamos falando de uma população com problemas de saneamento, infraestrutura, e é fundamental que possamos atuar de forma multidisciplinar. Esses alimentos movimentam a economia dessa população. Devemos agir para modificar essa situação.

Cada recenseador visitará 300 domicílios em Santarém

O Censo Demográfico do IBGE de Santarém iniciou suas atividades segunda-feira (02) somente no bairro do Livramento. Mas apenas terça-feira(03) começou o trabalho de coleta de dados em toda a zona urbana da cidade. Houve um arrombamento na agência sendo levado apenas o notebook do chefe da agência Edilberto Figueira, mas isso não impediu que os 255 recenseadores dessem inicio as suas atividades.

Até dia 20 de outubro todos os recenseadores terão que visitar os 48 bairros da cidade. Sendo que a cada recenseador visitará 300 domicílios. Segundo Edilberto Figueira, os bairros de Santarém têm uma média de duas mil casas. "Haverá a necessidade de alguns recenseadores ultrapassarem a cota de 300", explicou o Edilberto.

Segundo o chefe da agência de Santarém por dia cada recenseador irar visitar de 10 a 15 casas. "Com o passar dos dias depois que tiver mais a vontade e com pratica com certeza farão acima de 15 casas visitadas por dia", informou. As visitas serão feitas pela manhã e tarde.

Quanto ao val- transporte dos agentes que trabalharão na zona urbana o IGBE não irá contribuir somente quando houver alguma necessidade. Mas no caso dos agentes que irão para a zona rural, várzea será de responsabilidade do IBGE. "Será ajudado no transporte para locais como o planalto, além disso, terá a contribuição para a alimentação dos mesmos, já que ficarão nas localidades de até 15 dias", afirmou. Os recenseadores irão se apresentar para os presidentes das comunidades, o IBGE já feito contato e os comunitários darão um lugar onde o agente possa ficar até completar o levantamento.

Edilberto afirma que também haverá uma negociação em alugar motos para facilitar o trabalho dos agentes. "Aqueles que tiverem transporte próprio iremos negociar no sentido da gasolina, quem não tiver iremos alugar o transporte até mesmo dos próprios moradores", informou o chefe preocupado para que nada atrase na coleta de dados. Mas as visitas as localidades mais distante iniciarão no dia 9 de agosto.

Entre as localidades distantes estão Cochoeira do Aruã, Maró, região do Curuai, Arapiuns e Mojui dos Campos, irão até o limite das cidades de Placas, Ruropolis e Belterra. Para várzea e planalto viajarão de 30 até 40 recenseadores.

"Qualquer pessoa dentro do domicilio pode da informação sobre os demais membros das famílias contando que saiba", afirmou Edilberto. São mais de 100 perguntas entre elas saber a característica do domicilio, os moveis e eletrodomésticos, como se mantém. "Essas são para ter uma noção do déficit habitacional do país", explica.

De acordo com a resposta perguntas surgirão, por exemplo, se a pessoa estiver desempregada perguntam se está procurando emprego e qual o tipo. No final do dia os recenseadores levam os PDAs para a agência para enviar as informações diretamente para o Rio de Janeiro.

Mas, os recenseadores sentem gratificados em participar do Censo é o caso de Ananias de Sousa. "Estou feliz que posso contribuir para o Brasil crescer, sei o quanto é necessários esses dadas para os investimento de políticas públicas e privadas. Principalmente na Amazônia já que não é tão integrada no país", enfatizou. Como já teve contato com o público e vontade de participar de uma pesquisa o sonho está sendo realizado.

Para o João Vicente Silva, está participando pela 3º vez do Censo Demográfico do IBGE, esteve no de 1996 e 2000. " Acho importante esse levantamento porque saberemos os pontos necessários para saber onde investir. Saberemos no que Santarém precisa para gerar emprego e renda", declarou.

Semi-liberdade concedida, mas a maioria dos detentos volta ao crime

Segundo a juíza criminal de Belém e vice-coordenadora do projeto Começar de Novo, Marinez Arrais, de cada 10 presos que são beneficiados ao livramento condicional, com o regime aberto e domiciliar sete voltam a delinqüir. "Com esse número preocupante estamos com o projeto Começar de Novo para inseri-los no mercado de trabalho", enfatizou a juíza que fez parte do Mutirão Judicial ocorrido entre os dias 02 a 04 de agosto em Santarém, sendo liberado mais de 50 presos para regime domiciliar e livramento condicional.

O mutirão judicial é especifico para preso sentenciado, ou seja, para quem foi condenado a culpado, mas está cumprindo com as normas da lei. "Durante três dias as juízas Luciana Ramos da 9º Vara de Santarém e juíza Marinez de Belém, executaram esse trabalho em conjunto", explicou a diretora do Núcleo de Execução Penal da Susipe, Geane Salzer.

De acordo com a diretora como Santarém não possui a casa de Albergado que recebe os presos em regime aberto, terão o direito de regime domiciliar. "Todo o condenado em prisão domiciliar deve se recolher das 22 horas e obedecer a vários critérios", informou. Dentre as condições estão, não cometer outro crime, não fazer arruaça, não andar armado, comprometer em ter uma ocupação e todos os meses ir ao Fórum assinar um documento de que se mantém na cidade e não cometeu nenhum delito. Para o livramento condicional as regras são as mesmas exceto se recolher em casa às 22 horas.

Para o livramento o preso recebe uma carteirinha de passe livre, assina o livro de ATA, dos compromissos que tem que cumprir. "A seleção dos presos é feita de acordo com a sentença que eles recebem, existe um calculo, por exemplo, se está condenado há seis anos e um ano pena cumprida tem o direito de progressão a regime se for crime simples, se for hediondo, já passa para dois anos", explicou a diretora.

Há um mês estava sendo feita uma triagem sobre o prontuário do penitenciário. É verificado, se não está envolvido nos últimos incidentes, motim, rebelião, confusão, tentativa de fuga, verificar os documentos, sentença, denuncia, comprovante de residência. "É muito importante saber realmente se há um endereço fixo que possa se fixar se realmente é verdadeiro. São critérios que foram cumpridos exigidos por lei", enfatizou a Geane.

Segundo ela o preso pode está com a ficha limpa, mas se não houver a residência fixa, ele não irá sair. "Há uma responsabilidade muito grande sobre isso. É um compromisso social não podemos jogar as pessoas na rua", ponderou a diretora da Susipe. Além disso, foi feita uma pesquisa, na internet em um link no site do Tribunal de Justiça se o condenado que está preso em Santarém, e está respondendo em algum lugar no estado, ou fora o impede de sair.(Aritana Aguiar)

Bombeiros alertam sobre perigo dos transporte de combustivel em barcos de passageiros

Aritana Aguiar
Free lancer


Com o cumprimento pela Delegacia da Marinha de Santarém da legislação que proíbe o transporte de combustível, inclusive botijões de gás, em embarcações de passageiros, os ribeirinhos e proprietários de barcos reagiram com indignação a essa medida preventiva. Mas, apesar da reclamação dos ribeirinhos o Corpo de Bombeiros alerta que o grande perigo em transportar gás de cozinha e combustível em locais fechados pode gerar uma explosão.

A Delegacia da Marinha de Santarém afirma que a legislação não prevê a mistura de passageiros com o transporte de mercadoria perigosa. Por conta do tamanho dos barcos esse tipo de produto fica sempre muito próximo aos passageiros. Somente barcos autorizados pela Marinha podem transportar o combustível e botijão de gás.

O proprietário de uma embarcação que mora na Comunidade de Maripá, afirma que está muito prejudicado com a nova lei. "Dependo do óleo, apesar de morar em próximo a vila de Alter-do-Chão, já passei por muitos apuros", desabafou. Ele conta que chegou está próximo a vila quando o motor do barco acabou, fez uma ligação e conseguiu que trouxessem o combustível. Em outra situação pediu ajuda de vizinhos colaborando com óleo para que pudesse ir a Alter-do-Chão e comprar combustível ao chegar lá não tinha e para voltar conseguiu óleo de algumas embarcações. Além disso, em sua residência o motor é desligado pela manhã para controlar o óleo. O mesmo acontece com os vizinhos. Ele acredita que é preciso entender a situação dos ribeirinhos antes de impor a lei, pois dependem disso.

O subtenente Nobre, do Corpo de Bombeiros faz uma alerta de periculosidade do transporte de gasolina e gás de cozinha, em especial. "Se colocar apenas um botijão de gás em um porão, corre um sério risco de explosão, devido o aquecimento do local", explica. Um dos problemas é que as botijas são às vezes mal manuseadas sendo jogadas nos locais como uma mercadoria sem risco, devido o material ser de aço sendo então um grande engano.

De acordo com o subtenente, o manuseio inadequado das botijas, pode danificar a válvula, com isso causa o vazamento gerando então uma explosão, se estiver em local abafado. "Um botijão de gás vazio é mais perigoso que um cheio, por está aberto o restante do gás sai. E se estiver em locais como porão de barco pode explodir devido o calor", informou. Alerta também que, durante a viagem de barco, ocorre atrito entre os botijões podendo danificar ou até mesmo explodir.

Uma comunitária de Maripá, afirma está passando um sufoco com essa situação de poder transportar pouco óleo. "Fica difícil fazermos várias viagens na cidade, gastamos muito", reclama que agora necessita ir a Santarém várias vezes para comprar óleo, pois nem sempre consegue comprar na vila de Alter-do-Chão. "Utilizamos muito a rabeta para atravessarmos o rio, colher mandioca, as crianças que vão para escola, tem atrapalhado os estudos", reclamou. Agora está racionando combustível, desligando o motor de luz à noite.

Mas a Capitania dos Portos permite que o gás de cozinha e o combustível seja levado somente no toldo do barco, ou seja, na parte de cima, sendo um local bem arejado, mas a quantidade é pouca.
Quanto à gasolina transportada o perigo também é constante. "A gasolina libera um vapor que não combina com locais abafados e calor. Isso vai gerar uma explosão. Muitos donos de barcos colocam as botijas de gás no porão, isso é uma verdadeira bomba", alerta o subtenente Nobre.

Um dos grandes perigos da gasolina também que ela é levada em recipientes de plástico. "O plástico não vai dissolver, mas a segurança é limitada", enfatizou. E completa: "quando coloca um plástico na tampa de vedação do recipiente retira o suspiro da tampa ao abrir o vapor sai de uma vez". O ideal é que a gasolina seja levada para os ribeirinhos em um fornecedor seguro. Segundo o subtenente não há na cidade um vasilhame seguro que possa transportar a gasolina.

Mas o comandante Nadir, que aluga seu barco para passeios reclama que houve uma queda de no transporte em 50%. "Antes eu levava óleo para abastecer durante o passeio já que íamos a locais distantes, agora o limite que posso levar não é suficiente", desabafa. E completa que se sente muito prejudicado e não sabe o que fazer se continuar assim.

Ele afirma que algumas localidades vários estudantes estão prejudicados. "Alunos estudam em outras comunidades e vão pra escola de rabeta, com a falta de óleo está indo na escola poucas vezes na semana", relata o comandante. Outra situação é que os moradores possuem motor de luz em suas casas com isso estão racionados já que não podem leva bastante combustíveis.
Nadir sugere que as embarcações levem os combustíveis em um local seguro e arejado no barco. Ou então que haja embarcações do governo que transportem os combustíveis para as localidades.

Só uma geriatra atende em Santarém

A cada dia aumenta o número de idosos no Brasil, mas existem poucos especialistas para cuidar dos pacientes da melhor idade. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) atualmente o país possui 900 geriatras que não supre a demanda. Em Santarém existe apenas uma médica geriatra, que é doutora Eliane Conceição. Enquanto o asilo São Vicente de Paulo não consegue o especialista os idosos são entendidos por um pneumologista.

Segundo a secretaria-administrativa do asilo Alda Nobre, toda quarta-feira o pneumologista Rubens Dourado, é quem atende os idosos. "Como o asilo não é um órgão público e nós mantemos com os órgãos sociais, conseguimos um convênio através do Rotary, então nós temos o médico para atendê-los", explicou a Alda. Quando há alguma emergência e um idoso necessita de atendimento imediato o médico sempre os atende. "Se o doutor Rubens estiver ausente nós vamos para o Hospital Municipal, e logo nos encaminham pro Hospital Regional", afirma.

Mesmo não sendo o especialista a enfermeira do turno da manhã Mara Cristiane, afirma que se houvesse um geriatra seria bem melhor. "Doutor Rubens tenta fazer o que pode, faz um excelente trabalho, mas o geriatra entende bem melhor sabe exatamente os problemas do idoso", declarou. Na entrevista Alda Nobre afirmou que em Santarém não há médico geriatra, mas a reportagem descobriu que há a doutora Eliane Conceição que atende no Hospital Sagrada Família.

O asilo possui três enfermeiras e uma técnica de enfermagem. Duas enfermeiras são pagas pelo asilo e outra juntamente com a técnica é paga pelo Governo Municipal.(Aritama Aguiar)

Moradores de rua e os riscos que correm durante a noite

Aritana Aguiar
Free lancer

Em Santarém é visível encontrar vários moradores de rua. Alguns pedem ajuda, enquanto outros catam lata ou trabalham de carregador quando conseguem.

O Ipea(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgou um estudo sobre pobreza e miséria. O Pará terá que reduzir seu índice em 3,1% até 2016. Já que no estado isso caiu de forma lenta nos últimos 13 anos. Em 1995 a pobreza absoluta era de 56,4% em 2008 o nível estava em 44,9%. Se a meta for atingida o Estado terá uma taxa de pobreza de 21,1% até 2016. Os dados revelados pelo Ipea mostra que a batalha contra a desigualdade econômica e social precisa ser enfrentada não apenas com vontade e coragem política, mas principalmente com planejamento.

A reportagem procurou alguns moradores de rua de Santarém para uma conversa, vários se recusaram, mas tiveram aqueles que não se importaram. É o caso de Rodrigo Gabriel Laurindo, 29, natural de Poços de Caldas Minas Gerais, e os santarenos, Aziel Monteiro,55 e Raimundo Pereira,59.

Raimundo Pereira, conta que há 20 anos vive nas ruas de Santarém. Já foi casado duas vezes. Desses dois relacionamentos teve três filhos e apenas um deles mantém contato com o pai. O restante Raimundo não sabe o paradeiro. "Meu filho às vezes me procura, mas não me dá alguma ajuda, ele vem saber como estou afinal ele também tem uma vida difícil", relatou.

Não querendo falar muito de seu passado antes de viver nas ruas, Raimundo afirma que sua ex-esposa não é a culpada por ele está nessa situação. "Eu estava muito desacreditado da vida, sem emprego, sai de casa e fui para as ruas", relembra.

Ao contrário de Raimundo. Rodrigo Gabriel sentiu-se a vontade e afirmou que para ele contar sua vida seria um desabafo. "Estou vivendo nas ruas há seis meses, perdi quase tudo em minha vida, menos a esperança", desabafou. Quando adolescente vivendo em Minas Gerais, Rodrigo levou uma facada do pai. "Ele trazia os problemas de casa para o trabalho, e descontava em toda a família", relembra. Como ele estava há um ano no exército recebeu dispensa pelo incidente já que não poderiam mantê-lo com uma lesão.

Aziel, que agora se encontra magro e desfigurado, afirma que nunca se casou, teve cinco filhos. Segundo ele três moram em Belém, uma no Ceara e outro em Itaituba. "Não faço idéia onde todos estão exatamente os meus filhos, o que está morando em Itaituba, o vi pela última vez na década em 1980", afirmou.

Rodrigo começou a trabalhar no Mercadão 2000, alugou uma casa, estava até bem, então foi assaltado sendo levados todos os documentos, exceto o registro de nascimento. "Quando quiseram assinar minha carteira, perdi o emprego, pois não tinha os documentos e não consegui tirar outros. Fiquei desempregado e o que ganhava, não pagava o aluguel da casa", afirmou. Foi então que passou a viver nas ruas.

Às vezes, Raimundo não tem o que comer. Devido à idade ele afirma que não consegue carregar acima de 40 kg, por isso sente dificuldades. A aparência desfigurada e magra não nega a necessidade que passa.

Rodrigo sente o medo em morar nas ruas. "Fico apavorado, não é fácil, sempre estou acompanhado, não é bom dormir sozinho em um local e nem passar muito tempo no mesmo", afirmou. No momento o dinheiro que ele consegue é como carregador. Assim como Aziel, gosta de beber cachaça quando não tem nenhum compromisso de trabalho.

PMS vai assumir vigilância das casas do PAC no Uruará

A prefeita Maria do Carmo anunciou ainda há pouco que a prefeitura de Santarém vai assumir a vigilância das casas construidas pelo PAC no bairro do Uruará, que estão abandonadas após terem sido concluídas.

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Maria do Carmo diz que se a Mello de Azevedo não recomeçar as obras do PAC no Uruará, na próxima semana, vai rescindir o contrato com a empresa e convocar a segunda colocada na licitação ou até fazer nova licitação.

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Restaurante popular. Ainda não há prazo para que a obra seja entregue à empresa que vai adminsitrar o restaurante popular de Santarém. Falta liberação do Ministério do Desenvolvimento Social(MDS).

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Turiano Meira. Prefeita parou de exigir que a empreiteira que atua em várias frentes de trabalho que concentre suas obras na Magalhães Barata e Borges Leal. O ramal do CR, como é chamada a antiga Turiano, não tem data para começar seu asfaltamento no trecho entre a Muiraquitã e Ismael Araújo.

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Maria do Carmo alega que empresas de Santarém não tem capacidade para concluir obras planejadas na área de infra-estrutura. "Ficamos nas mãos das mesmas empresas", resignou-se a prefeita.

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Prefeira diz que as obras anuncidas há 3 meses avançaram. Mas as mesmas obras anuncidas não foram concluídas ou nem mesmo iniciadas, como é o caso do ramal do CR, antiga Turiano Meira. Maria aproveitou para criticar o governo anterior e assumiu a paternidade da obra do cais de Alter do Chão, que foi executada pelo governo do estado, em 2006, após a Sedurb rescindir o convênio com a PMS, que não conseguia executar a obras.

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Pistas do trecho duplicado da avenida Fernando Guilhon vão ser pavimentadas até o Çairé, promete a prefeita Maria do Carmo. Mas não garantiu iluminação do local.

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Ana Júlia recebe apoio de diretores do Paysandu

Ana Júlia Carepa (PT), candidata à reeleição ao governo do Estado pela 'Frente Popular Acelera Pará' recebeu o apoio de diretores do Paysandu Sporte Club, na última quarta-feira, 11, durante o jantar de adesão à candidatura do ex-secretário estadual de Esporte e Lazer, Jorge Panzera (PC do B), que concorre a deputado federal, numa churrascaria de Belém. "Obrigado, Ana Júlia. A senhora deu um apoio muito grande ao futebol paraense", parabenizou, publicamente, o diretor e ex-presidente do clube Ricardo Rezende.

Ana Júlia também compareceu à inauguração do comitê de campanha da ex-secretária estadual de Desenvolvimento Urbano, Suely Oliveira (PT), que concorre a deputada estadual. O comitê fica no bairro Guamá, onde a candidata majoritária resumiu as principais obras realizadas no local: Bolsa Trabalho para 2 mil jovens; infocentros com curso básico de informática e acesso a computador com internet gratuitos; reforma das escolas Frei Daniel e Celina Anglada, a segunda recebeu salas refrigeradas; mais viaturas e policiais nas ruas; e retomada do projeto de revitalização do Tucunduba e Riacho Doce.

Jatene aponta prioridades do Pará para a agenda de José Serra

Desenvolvimento sustentável e regularização fundiária foram os temas principais do encontro entre Simão Jatene e sua equipe técnica com o coordenador nacional do programa de governo de José Serra, Francisco (Xico) Graziano. A reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira (11) de agosto, no hotel Crowne Plaza, em Belém.
Xico Graziano está percorrendo o País para organizar um painel consolidado das demandas estaduais que serão incorporadas ao programa de governo do candidato tucano à Presidência do Brasil. No caso do Pará, Simão Jatene reforçou a necessidade de um esforço concentrado reunindo Estado e União para reduzir o caos fundiário como uma ação prioritária dentro do programa nacional.
“Com o Zoneamento Econômico e Ecológico, projeto aprovado no nosso governo, já podemos partir para a etapa da regularização fundiária, porque já teremos delimitados os usos de cada área, seja área de reserva ambiental, seja área para exploração econômica”, afirmou Jatene.
Outra demanda apresentada pelo candidato e sua equipe de técnicos foi a necessidade de estruturar os programas nacionais voltados para o Pará sob a ótica da sustentabilidade – que pressupõe o desenvolvimento socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto.
Durante a reunião foram acertadas ainda linhas de trabalho onde o governo federal poderá unir-se ao Estado para reduzir os grandes déficits existentes hoje nas áreas de saneamento básico, transporte na região metropolitana, abastecimento de água, energia, saúde, segurança, educação, infraestrutura e habitação.

Pesquisa mostra quem são os estudantes paraenses

Cursos de Pedagogia e Educação Física concentram o maior número de estudantes que viveram em áreas rurais até os 14 anos: 8,76% /ALEXANDRE MORAES

Cursos de Pedagogia e Educação Física concentram o maior número de estudantes que viveram em áreas rurais até os 14 anos: 8,76% /ALEXANDRE MORAES




Amazônias
ARETHA SOUZA
Jornal Beira do Rio (UFPA)


BELÉM, Pará – Em que tipo de estabelecimento cursou o ensino fundamental e o médio? Qual o estado civil? Quantos filhos possui? Qual a renda líquida mensal pessoal e da família? Para a estruturação do recém-lançado Diagnóstico Socioeconômico e Cultural do Estudante da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Grupo de Estudos em Educação em Direitos Humanos criou um módulo de análise de microdados, com o intuito de reunir as informações por unidades acadêmicas no campus de Belém.


Segundo a pesquisa, alunos matriculados nos cursos da área de educação são os que mais enfrentam dificuldade para concluir a graduação.

O Instituto de Ciências da Educação da UFPA concentra, percentualmente, a maioria dos alunos casados, com filhos, que estudaram por mais tempo em escolas públicas e viveram em áreas rurais até os 14 anos de idade. Do outro lado, a situação é mais favorável para estudantes do Instituto de Ciências Jurídicas e de Ciências da Saúde, os quais oferecem os cursos que, tradicionalmente, têm corpo discente com maior poder aquisitivo em relação aos demais.



O primeiro que aborda a orientação sexual


A partir da análise do Questionário Socioeconômico e Cultural dos Estudantes da UFPA, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação, é o primeiro no Brasil a abordar a orientação sexual dos alunos. Foi respondido por mais de 12 mil alunos.


O formulário está disponível na página principal do site da Universidade e é constituído por 33 questões relativas à escolaridade, estrutura familiar e econômica dos discentes. Desse total, sete perguntas foram selecionadas para análise. Segundo a educadora Emina Santos, uma das coordenadoras da pesquisa, o diagnóstico é um importante instrumento de gestão para a direção da Faculdade e para a própria Reitoria.


— Por meio dele, é possível identificar o perfil da maioria dos alunos, planejar ações que contribuam para o seu êxito acadêmico e, ao mesmo tempo, apurar prioridades para a maioria do corpo discente, orientando políticas que vão além de reivindicações históricas já superadas pela realidade multicampi da instituição — explicou.


São fatores elementares para que isso ocorra: a capacidade de prover permanência na universidade (moradia, alimentação e saúde, por exemplo), desempenho acadêmico (material didático-científico, estágio, inclusão digital, ensino de línguas e participação político-acadêmica) e formação cultural (acesso a manifestações artístico-culturais, desportivas e de lazer, prevenção a problemas de meio ambiente, sexualidade e dependência química, além de orientação pré-profissional).


Este é o primeiro questionário universitário brasileiro a abordar a orientação sexual. Foi respondido por mais de 12 mil alunos.
Este é o primeiro questionário universitário brasileiro a abordar a orientação sexual. Foi respondido por mais de 12 mil alunos.


Alto índice de concluintes


Conforme uma simulação da taxa de conclusão de cursos de graduação, a partir da Plataforma de Integração de Dados das Instituições de Ensino Superior (PingIfes/2005), a média nacional era de, aproximadamente, 63%, mantendo o índice do século passado praticamente intocável.


No caso da UFPA, essa taxa é superior, 70,71%, uma vez que a quantidade de ingressantes é de 5.811 estudantes/ano e de concluintes, 4.109 estudantes/ano, o que garante à Instituição paraense a 15ª colocação no ranking das 50 Ifes brasileiras. Em relação ao número de ingressantes, a Universidade ficava em 3º lugar e, quanto ao número de concluintes, era a que mais graduava no País.


— Ao reconhecer o seu corpo discente, a UFPA tem a possibilidade de tratar as diferenças sociais com políticas públicas e, também, aplicar os seus recursos em demandas que correspondam às reais necessidades dos estudantes — argumenta Emina.


O professor Alberto Damasceno, também coordenador do Grupo, destacou a importância do tema:


— Outros estudos têm comprovado que a pobreza e a miséria no País não são resultantes apenas da escassez de recursos, mas também de fenômenos que, na verdade, refletem o perverso padrão de distribuição de renda, sobretudo porque, além de elevada, a desigualdade no Brasil tem demonstrado uma impressionante rigidez — assinalou.


Segundo o levantamento, os cursos de Pedagogia e Educação Física concentram o maior número de estudantes que viveram em áreas rurais até os 14 anos: 8,76%. Isso significa que, em tese, eles não contaram com uma rede de serviços que pudesse garantir melhores oportunidades para a sua formação básica.


Quando analisados os dados por instituto, também estão no Instituto de Ciências da Educação os alunos que estudaram por mais tempo em escolas públicas (78%) e os que já possuem filhos (22,3%). A partir desses dados, é possível concluir que esses estudantes têm responsabilidades adicionais em relação aos que não precisam dividir o tempo dos estudos com cuidados com crianças e adolescentes.


Em contrapartida, dos 11 institutos da UFPA, o Instituto de Ciências Jurídicas é o que concentra a maioria dos estudantes com renda líquida mensal acima de dez salários mínimos (3,53%).


Leia o perfil completo aqui

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ponta da Maria José

Ponta da praia da Maria José, em Santarém, às margens do rio Tapajós.
Venha conhecer esta maravilha.
Foto: Miguel Oliveira

O círculo vicioso da política no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Há décadas (ou será desde sempre?) o Pará pratica a "política do vácuo". Foi essa a expressão que Armando Mendes utilizou, com propriedade, num artigo que escreveu para a Folha do Norte em novembro de 1959. Com a força do seu estilo, raciocínio e biografia (era um jovem intelectual já lançado à política, como vereador e deputado estadual), o futuro presidente do Banco de Crédito da Amazônia pretendia demarcar épocas.

Uma parecia estar acabando naquele momento, com a morte, cinco meses antes, de Magalhães Barata, o caudilho que o tenentismo entronizou no Pará. Barata se estabeleceu no poder com imagem, mensagem e prática inovadoras. Buscou o apoio do povo, até então apenas uma figura de retórica, e a modernização. Começou promovendo reformas e desfazendo elos sob o controle das elites. Mas logo renovou a política plebiscitária da República Velha e dos políticos carcomidos, para os quais seria a alternativa: quem não era a seu favor, automaticamente era seu inimigo. A aceitação teria que ser incondicional. A divergência significava inimizade, heresia, crime. Nas três décadas de baratismo, a lei foi potoca. Mas se era preciso aplicá-la, todos os favores aos amigos do rei; aos inimigos, os rigores. Não havia meio termo.

Essa extrema e radical personalização do ato político criou um vácuo. Os adversários se defrontavam e se enfrentavam com todas as armas. Não havia meios tons ou relativismos. O inimigo representava tudo que não prestava. Não se devia perscrutar por suas qualidades, muito menos tentar utilizá-las. Não havia composições, combinações, alianças. A radicalização das lutas provocou o esvaziamento do plano das idéias, teses e projetos. O que importava era vencer. O Pará das batalhas e das guerras pessoais e partidárias era um vazio de conteúdo.

Mas o caudilho estava morto. A motivação para tanta violência desaparecera. Não se justificava mais que a luta política fosse travada entre dois campos antagônicos, do baratismo e do anti-baratismo. Era preciso levantar esses "acampamentos partidários" e refazer as legiões, ajustando-as a um novo tempo. Armando Mendes era otimista:
- Hoje em dia - escrevia ele - queiram ou não alguns chefes políticos reconhecê-lo, os votantes começam a libertar-se do dilema inexorável a que foram subjugados durante tanto tempo - e já agora substancialmente deteriorado - para nivelarem no mesmo padrão de julgamento todos os Partidos regionais, e assim escolherem de dentro deles o candidato que lhes pareça mais digno.
Mas Armando também estava consciente da permanência das práticas do passado e por isso previamente lamentava que ela pudesse persistir mesmo com o desaparecimento de Barata, praticadas pelos herdeiros dos dois grupos políticos, caso eles viessem a se lançar "pura e simplesmente à criação de caudilhos substitutos". Nesse caso, arriscavam-se a alimentar novos "ismos", que nada mais expressariam "senão a capacidade de sorrir, prometer ou intimidar".
Assim, o Pará continuaria a assistir "à discussão mais vazia e inútil que a coisa pública suporta, e também a mais torpe, de vez que ela é erigida freqüentemente em mero instrumento de vaidades e proveito próprio ou de partilha doméstica de benesses, e desaparece como meio para a consecução do Bem Comum".

Passado meio século dessa análise, o Pará mudou ou continua a ser vítima da mesma "política de vácuo" praticada em toda a sua vida republicana, com graus acentuados em alguns momentos? Os baratistas tentaram manter o baratismo sem o chefe. Iam conseguindo o objetivo até que o golpe militar os expurgou. Ao invés de a partir daí se realizarem as melhores expectativas de Armando Mendes (que assumiu o Basa por indicação do novo chefe), surgiram dois novos caudilhos, personagens bifrontes com a mesma origem: o coronel Jarbas Passarinho e o tenente-coronel Alacid Nunes.

Depois deles, Jader Barbalho. Mesmo sem a força aglutinadora de Barata, do qual não deixava de ser herdeiro, Jader passou a ser o vértice da política paraense. Todos os seus interlocutores ou antagonistas definem a posição que assumem não sobre uma plataforma de idéias e projetos própria, mas como extensão ou contrafação de Jader.

Almir Gabriel justificou os 12 anos de tucanos no governo alardeando que o PSDB não gravitava em torno de nomes, mas de programas. E que o programa social-democrata era fazer o Pará crescer, verticalizando sua produção, sobretudo a de base mineral. Essa propaganda começou a se corroer quando o governador, por um ato de império, de uma tacada liquidou o Idesp, apenas porque o instituto divulgara estatísticas indesejáveis sobre emprego, que tornavam vazia a promessa tucana de criar 400 mil postos de trabalho.

O arremate do descrédito veio com a cizânia infantil e vazia entre o criador e a criatura. Se nomes não eram importantes, por que Almir Gabriel transformou o seu pupilo (e até então um poste eleitoral), Simão Jatene, em razão da sua existência política, para destruí-lo de qualquer jeito?
Qual o pecado mortal do ex-governador e até então homem de confiança e amigo do seu padrinho? Não ter colocado a máquina pública a serviço da nova candidatura do doutor Almir, que queria ir para o Olimpo como o único político paraense eleito três vezes para o governo do Estado, superando aquele que era então o seu espantalho, o nefando Jader Barbalho. Assim como ficou para sempre como frase de Magalhães Barata de que no Pará lei é potoca, a fortuna crítica da política paraense preservará ao infinito o pensamento do doutor Almir, de que governador só perde eleição nesta terra se for negligente no emprego dos recursos públicos que administra.

Nessa premissa, Jatene fez corpo mole e traiu seu benfeitor, não aplicando em seu favor as burras do tesouro e a gente do aparelho estatal. Neste ponto o doutor Almir tem razão. Mas ele omite que lançou sua candidatura sem ouvir ninguém, valendo-se para tanto dos préstimos de O Liberal; que atropelou a pretensão legal (no quadro eleitoral em vigor) do governador de tentar a reeleição; e que um dos motivos para o rompimento dos tucanos foi exatamente Jader Barbalho. Jatene se mantinha mais próximo do Anhanga do que admitia o inquisidor Almir Gabriel. Por isso, mereceu o tratamento de traíra.

Como ficam esses juízos de valor agora que o doutor Almir está no mesmo palanque de Jader, apoiando o candidato do PMDB que disputa o cargo contra o candidato do PSDB? O que fez o doutor Almir mudar de rumo, depois de se ter despedido por duas vezes de correligionários e amigos (mas só dos que foram convidados para testemunhar o ato), confessando-se desiludido com a política (e o próprio Estado, já que foi morar em outro domicílio)? Nenhuma razão de fundo foi apresentada para o contorcionismo. O que o motivou foi pessoa, passional, ególatra.

Quando disputou pela terceira vez o governo, depois de três mandatos seguidos do PSDB, o doutor Almir ignorou a conjuntura e ficou cego para as evidências. A opinião dominante no eleitorado era favorável à gestão dos tucanos em si, mas contrária aos seus efeitos. Qualquer que fosse a sentença individual sobre esses 12 anos de uma administração elitista e auto-suficiente, refratária ao povo, era evidente que o Pará a considerava coisa do passado, da história. Queria agora algo novo.

Almir Gabriel estava muito longe de personificar essa busca pela novidade. Talvez, se Simão Jatene fosse o candidato, trazendo consigo a máquina oficial, o resultado da votação tivesse sido outro. Talvez Jader Barbalho não lançasse seu candidato. Certamente Ana Júlia Carepa não se apresentaria à disputa. E se fosse lançada, é pouco provável que ganhasse.

Quando Almir Gabriel se declarou à beira do gramado, de meião e chuteira, pronto para entrar no jogo, Jader percebeu na hora que ali estava a oportunidade da revanche. Foi a Lula, convenceu-o a arrastar Ana Júlia para o picadeiro, lançou Priante na arena, garantiu o 2º turno e preparou o buraco para o seu antigo aliado (em 1985, quando colocou na prefeitura de Belém o então secretário de saúde, pouco mais do que um poste eleitoral). Arrematou a vingança, que gosta de saborear gelada, fazendo o doutor Almir subir no palanque de Domingos Juvenil, ao seu lado.

E Ana? Sim, na perspectiva de Jader, Ana Júlia Carepa era um detalhe. Político ladino como poucos no Brasil dos nossos dias, o cacique peemedebista sabia que os compromissos não seriam honrados, que ciladas seriam armadas por trás das declarações de amor e que, no final, seria um desastre. Ana Júlia podia se tornar o pior governante da história do Pará, um dos mais rejeitados pela população. Mas aí o PMDB estaria do outro lado, sem sair de muito perto do popularíssimo Luís Inácio Lula da Silva. Para o que der e vier no 2º turno, com o aval da "contradição ambulante". Para circular no mesmo eixo, de volta ao futuro imperceptível. À política do vácuo, velha de um século.

Os franceses têm uma frase perfeita para definir essa situação: plus ça change, plus c'est le même. Em tradução parauara, quanto mais muda, mais fica na mesma. Por isso o Pará continua sendo o Estado de maior potencial do Brasil. E sempre mais pobre. Para esta obra, não se pode negar, muito contribuem os políticos.