terça-feira, 26 de abril de 2011

Ápio Campos, o pastor dos jovens


Lúcio Flávio Pinto

Meu primeiro jornal de circulação externa foi O Social, de 1964. Como o título era um tanto ambíguo, pretendendo abordar tanto as “questões sociais” quanto o mundanismo social no Clube de Jovens da Paróquia da Trindade, que eu então freqüentava, troquei-o para O Combate. As duas versões eram impressas num mimeógrafo a tinta do Centro de Letras da Universidade Federal do Pará.

Já era um avanço tecnológico em relação ao mimeógrafo a álcool, que eu cheguei a usar. Com maior disponibilidade de papel, pude aumentar a tiragem para 100 exemplares, distribuídos gratuitamente aos distintos leitores graças à generosidade do diretor do curso de letras da UFPA, cônego Ápio Campos.

Não bastava sua autorização, porém: era preciso que “seu” Alonso se dispusesse a ir aos sábados à sede do curso, na praça Coaracy Nunes (mais conhecida por “Ferro de Engomar”), que hoje se restringe a paredes, que escondem uma insólita quadra de esportes, nesta Belém sem miolo, sem conteúdo, sem essência. E lá ficávamos quase toda a manhã, fora do expediente, para não prejudicar as atividades regulares da instituição.

Sempre em disponibilidade para os jovens, o cônego ainda aparecia nas sessões de sábado à tarde, dedicadas às palestras, quando não tínhamos uma festa do arromba, mora! O cônego era uma alma tolerante, parcimoniosa e fecunda. Seu casarão na Rui Barbosa não só estava aberto aos amigos como se tornou abrigo de gente inteligente que Ápio Campos promoveu, instruiu e encaminhou para a vida, cumprindo sua missão de pastor.

Cumpriu-a enquanto teve forças e lucidez, até um tempo atrás, quando imergiu em dramas pessoais que se sucederam até o dia 15, quando morreu, aos 84 anos. Carregou consigo a estima, a admiração e o reconhecimento de centenas de jovens, para os quais sua luz e aquele seu sorriso de aprovação serviram de guia e inspiração.

Campanha previne hipertensão arterial no Pará


De 25 a 29 de abril, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) estará realizando uma grande campanha em alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado em 26 de abril.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, o controle da hipertensão arterial é uma das prioridades da atual gestão, por se tratar de uma doença que, se não cuidada, pode vir a causar outros problemas como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, insuficiência renal crônica ou mesmo levar à morte.

Segundo Hélio Franco, 20% da população com idade acima de 40 anos tem hipertensão arterial e muitos nem sabem disso. E é pela falta de cuidado que muitas pessoas dependem, hoje, de máquinas de hemodiálise, já que a hipertensão juntamente com o diabetes são as principais causas de insuficiência renal crônica.

Para ele, a única maneira de combater esse mal é trabalhar na mudança de comportamento das pessoas desde a infância, incentivando hábitos saudáveis, a começar pelo aleitamento materno exclusivo. "É preciso moldar os hábitos das crianças e as instituições de educação têm um papel fundamental nisse", disse o secretário. (Com informações de Roberta Vilanova)

Dinheiro parado no Banco da Amazônia é tema de sessão na Câmara de Vereadores de Santarém


Cerca de R$ 5 milhões de reais disponíveis para pequenos agricultores estão parados nos cofres do Banco da Amazônia (Basa). O dinheiro deveria servir de apoio financeiro às produções agrícolas da região, mas o desconhecimento da existência da verba pelos produtores rurais e as exigências burocráticas são obstáculos ao uso desse dinheiro, segundo revelou reportagem exclusiva de O Estado do Tapajós. 

`Por causa desse dinheiro parado nos cofres do Banco da Amazônia, a Câmara de Vereadoes faz sessão hoje de manhã para discutir as dficuldades de acesso ao financiamento da agricultura familiar em Sanatarém.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Falta de medicamentos fez malária crescer no sudoeste do Pará

Aritana Aguiar
Repórter


A falta de medicamentos, que deveriam ser enviados pelo Ministério da Saúde, fez crescer em 2010 o índice de infestação de malária nos municípios de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste paraense. A avaliação é feita pelos gestores das pastas de Saúde das duas cidades.
Em Itaituba, a cidade com maior número de casos, o garimpo é o local de maior concentração da doença segundo o secretário municipal de saúde, Manoel Diniz. Em Jacareacanga, nas tribos indígenas é onde há o maior número de casos. "A área de garimpo é uma área de difícil controle na proliferação do próprio mosquito, o que precisa ser feito para que não tenhamos essa transmissão maior é diagnosticar na base e logo tratar lá, antes que ele seja o vetor o veículo de transmissão, essa é a nossa preocupação", declarou o secretário.
Não há estrutura física e logística para que os trabalhos sejam desenvolvidos nos locais mais afetados. Além dos medicamentos, faltam veículos e insumos. Segundo Diniz, no ano passado, quando assumiu a Secretaria, os números de casos de malária enviados para Brasília eram pequenos. "Por que não estava sendo mandado via codificação desses casos. A nossa preocupação com os casos de malária é muito grande".
"Quando nós assumimos o governo há um ano nós não tínhamos dados lá em Brasília para justificar a remessa de medicação, hoje nós já temos um número real e por essa razão as medicações já vieram com maior brevidade. Nós tínhamos esse comentário é por que não tínhamos as informações para dá, questão de internet e quando chegamos já regularizamos e hoje a informação já está fidedigna", assegurou o secretário Diniz.
Em Jacareacanga, a falta de medicamentos também foi um problema. "O problema quanto aos altos índices de malária foi à falta de medicação que não foi só em Jacareacanga assim como outros municípios, Novo Progresso, Trairão, fizemos até uma campanha quanto trocas de medicamento", afirmou a enfermeira Leyla Sousa, suplente do Secretário de saúde do município.
Para ela, houve muita preocupação quanto à vacina do H1N1, esquecendo-se da malária. "Que era o que estava no auge, e se deixou de lado a malária. Quando foram atentar para a medicação de malária faltava um componente no Brasil que não dava para fazer, e com isso teve um pico muito alto em 2010 entre maio e outubro", explica.
O grande problema do município é a área indígena, onde se concentra a maioria dos casos de malária. No momento, a enfermeira não possuía os dados exatos. Ela explica que a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) tem recursos, como lanchas e combustível e uma equipe de profissionais que podem ir às áreas indígenas, além de terem nove microscopistas pagos pela prefeitura. "Pela questão da falta de medicação e essa mudança de secretaria de Funasa para Sesai houve muita paralisação deles, acho que foi um dos fatores", argumentou a enfermeira, explicando o provável motivo da não atenção dos órgãos para prevenção da doença.

Sespa reforça vigilância dos casos de Malária

Agência Pará

A Coordenação Estadual de Malária, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) continua promovendo Oficinas de avaliação do Programa de Controle da Malária no Pará, para que profissionais que atuam no combate e controle da doença no interior do Estado possam discutir os avanços e os pontos a serem melhorados, visando ampliar ainda mais os atendimentos e ações nas áreas de cobertura estadual.
O município de Santarém já recebeu uma das oficinas. Nesta terça (26) e quarta-feira (27) serão realizadas outras duas, a partir das 8 horas, no Hotel Itaoca, localizado na avenida Presidentes Vargas, centro comercial de Belém, com avaliações direcionadas aos municípios do nordeste e sudeste do Estado e da Ilha do Marajó.
Essas ações técnicas envolvem não somente os profissionais que atuam diretamente na gestão dos problemas no municípios endêmicos, como também os dirigentes das Regionais de Saúde às quais estão vinculados. O secretário de estado de Saúde Pública, Hélio Franco, e o coordenador estadual de controle da malária, Bernardo Cardoso, estarão a frente das oficinas, que se estenderão por todo o dia.
Nos dois dias de atividades serão apresentados os municípios sobre Vigilância Entomológica e Controle de Vetores e também assuntos relativos à saúde indígena, como as dificuldades encontradas em relação ao controle da malária nessas áreas.

Vicente Salles: 80 anos de fé


Lúcio Flávio Pinto

Vicente Salles fará 80 anos em novembro. Já possui o título de doutor honoris causa pela Universidade da Amazônia, a Unama, concedido em 2002. Não sei por que a Universidade Federal do Pará não partilhou essa merecida honraria. A oportunidade para redimir o erro se apresentará em novembro, quando é de se prever que os paraenses comemorarão a data para agradecer a tanta coisa boa produzida em nosso favor por esse historiador, folclorista, musicista e humanista.

Incansável, apesar das doenças, e sempre curioso e atrás de novidades, Vicente esteve em Belém para falar sobre “As raízes da cultura mestiça na Amazônia, durante o VIII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte e II Reunião do Fórum Landi. Antes dele, Victor Sales Pinheiro leu um emocionante (e emocionado) testemunho sobre Benedito Nunes. O filósofo, crítico, professor e ensaísta, falecido recentemente, também recebeu o título honorífico da Unama. Mas também o da UFPA, que, por todos os títulos justo, falta a Vicente. O detalhe é que, sendo verdadeiramente sábios, Benedito e Vicente cresceram como autodidatas e sua formação acadêmica se limitou à graduação, um anticlímax ao fervor dos currículos Lattes. Uma afirmação do saber livre.

Durante sua palestra, Vicente fez mais uma generosa referência a este jornal, que muito me emocionou. Reproduzo o trecho que me diz respeito não por vaidade, mas em reconhecimento ao gesto de coragem do velho e admirado amigo. Vicente fez questão de enxertar a referência na sua palestra para dizer o que pensa a respeito de um personagem anatematizado pelas elites poderosas da terra. Uma forma de também estimular os que se oferecem à sociedade para seus defensores. E, por fim,dizer que não está preocupado com esses Torquemadas. Seu lugar na história está de há muito garantido, com ou sem títulos em papel.

Segue-se o texto de Vicente Salles, a partir do paralelo que ele traçou entre as obras dos milionários americanos Henry Ford, no Tapajós, e Daniel Ludwig, no Jari.

Tal como Ford, Daniel Ludwig devastou grande parte da floresta nativa para um projeto de plantio de espécie uniforme, com inevitáveis alterações no ecossistema. O projeto contou mais uma vez com generosa ajuda oficial no tempo da ditadura militar. Quando Ludwig se convenceu do insucesso da empreitada, saiu da Amazônia, deixando o resultado de ações empresariais analisadas pelo espírito investigativo do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que acompanhou o empreendimento em todas as suas fases. A bibliografia desse jornalista-escritor contém o grito de alerta que poucos têm ouvidos para ouvir. Um dos textos mais vigorosos – Amazônia, a fronteira do caos, data de 1991. Sua primeira palestra sobre a Amazônia data de 1970. Exatamente 40 anos de lutas e de enfrentamento com os poderosos.

São Raimundo se mantém em quarto na tabela do Parazão

CLASSIFICAÇÃO DO 2º TURNO – TAÇA ESTADO DO PARÁ
POS
TIMES
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
INDEPENDENTE
9
4
3
0
1
8
3
5
CAMETÁ
9
4
3
0
1
6
4
2
REMO
9
4
3
0
1
6
4
2
S.RAIMUNDO
7
4
2
1
1
8
4
4
PAYSANDU
4
4
1
1
2
5
6
-1
TUNA LUSO
4
4
1
1
2
3
7
-4
CASTANHAL
2
4
0
2
2
1
4
-3
ÁGUIA
1
4
0
1
3
2
7
-5

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira em todo o Pará


Agência Pará:

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (25). No Pará, a meta é imunizar a população contra três tipos de vírus, incluindo o H1N1 (causador da chamada gripe suína).
Segundo a Divisão de Imunização, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a população atendida foi ampliada este ano: além dos idosos e indígenas, serão imunizadas crianças de 6 meses a menores de 2 anos, gestantes e profissionais de saúde.
Até 13 de maio, último dia da campanha, deverão ser vacinados no Estado pelo menos 80% do total de 992.972 pessoas. Dados do Ministério da Saúde informam que 1.085.320 doses estarão disponíveis para 4.540 postos de saúde no Pará, sendo 92 na capital e 4.448 no interior.
Ampliação - O público da campanha foi ampliado porque estudos mostraram que as complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, são mais comuns em idosos, crianças e gestantes. As crianças receberão duas doses da vacina: a primeira será aplicada no período da campanha, e a segunda 30 dias depois. Os demais grupos tomarão apenas uma vez. Em relação aos maiores de 60 anos, haverá necessidade de atualizar a situação vacinal contra difteria, tétano e febre amarela.
A Sespa ressalta ainda que outros grupos, como crianças de 2 a 5 anos, doentes crônicos e adultos saudáveis de 20 a 39 anos, que receberam a vacina contra a gripe A no ano passado, não precisarão se vacinar de novo porque já estão imunes.
Com relação aos profissionais de saúde, a Divisão de Imunização alerta, em nota, para a importância da vacina: "Trabalhador de saúde é aquele que exerce atividades de promoção e assistência à saúde, atuando na recepção, no atendimento, na investigação de casos de infecções respiratórias, nos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade, cuja ausência compromete o funcionamento".
Assim, devem ser vacinados desde os profissionais que atuam na atenção básica até os que trabalham no controle sanitário de viajantes nos postos de entrada dos portos, aeroportos e fronteiras.
A vacinação contra gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática ou alergia a ovo de galinha e derivados. A indicação do Ministério da Saúde é que as pessoas que estiverem com doenças agudas febris moderadas ou graves adiem a vacinação.
Resultados - A Sespa também informa que, ao longo dos anos, as campanhas de vacinação contra a gripe vêm contribuindo para a prevenção da doença e suas complicações, além de causar um impacto considerável na redução das internações hospitalares, óbitos e gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, dará detalhes sobre a campanha de vacinação em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), às 09 horas, no gabinete da Sespa (Avenida Conselheiro Furtado, 1597, entre Generalíssimo Deodoro e Quintino Bocaiúva).
Por que tomar a vacina?
A vacina protege contra os principais vírus da gripe que circulam na região, entre eles o da Influenza A (H1N1). Evita também complicações da gripe, como pneumonias bacterianas ou agravamento de doenças crônicas já existentes, como diabetes e hipertensão.
Quem deve tomar?
Toda a população de 60 anos ou mais, toda a população indígena (acima de 6 meses de vida), crianças entre 6 meses e menores de dois anos, grávidas em qualquer período gestacional e profissionais de saúde que atuem em qualquer nível de complexidade.
Quem não pode?
Não deve tomar a vacina quem tem alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos devem consultar o médico antes de se vacinar.
Quando e onde tomar?
A campanha será entre 25 de abril e 13 de maio. As vacinas estarão disponíveis em qualquer posto de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
Que documentos levar?
Quem foi vacinado nos anos anteriores deve levar o comprovante de vacinação. Caso não tenha a caderneta de vacinação, basta apresentar um documento de identidade.
Mozart Lira - Sespa

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Onde os rios levam vidas em percurso

Guilherme Guerreiro Neto

(3a. parte )
A fila para o almoço é formada a partir das 11h30. Noventa quilos de carne, 22 de arroz, dez de feijão, oito de farinha e 24 pacotes de macarrão. Para servir tanta comida, o trabalho na cozinha começa cedo. Caxiado desperta antes das 3h da madrugada, chama Clauber, e os dois preparam logo o café da manhã. Em seguida, fazem o arroz e põem o feijão no fogo.


Caxiado, o cozinheiro

Caxiado é Denildo da Rocha. Ganhou o apelido no tempo em que os cabelos eram grandes e enrolados. Ele comanda o fogão industrial e a despensa do Nélio Corrêa. Mora em Manaus com a mulher e dois filhos. Quando está navegando, liga para a família sempre que o navio aporta.
Desta vez, nem precisou ligar. A mulher, Aldeni, o acompanha. Ela estava em Santarém para cuidar da mãe doente. Uma viagem juntos para compensar as ausências do marinheiro em casa. “Nunca me acostumei, mas como não tem opção pra ele trabalhar…” Caxiado e Aldeni se conheceram em 2001 num barco. Ele ofereceu a ela suco de caju e um olhar conquistador. Passaram três anos sem se ver. Quando se reencontraram, decidiram casar.  
Morena, com luzes desgastadas nos cabelos, Aldeni é a sétima mulher de Caxiado. Sétima, em 43 anos de vida. Ele ameniza a fama. “Tenho só três filhos”, se defende. “Quatro. Ele já é até avô”, ela retruca. Caxiado mexe o indicador de um lado a outro e se entoca entre as panelas para fugir da conversa.
O ajudante de cozinha Clauber Roberto também já foi namorador. “Antes de conhecer a minha mulher eu tinha uma em Manaus e uma em Belém. Sou um homem direito agora”, esclarece antes de engolir uma colherada de arroz com feijão e ovo frito. Mas, segundo Clauber, não há em águas amazônicas quem barre Agostinho no quesito mulherengo.


Agostinho Jorge, operador de máquinas

Mesmo casado, Agostinho Jorge anda sem aliança. Diz que foi roubado. Não nega que tenha outras namoradas, embora evite o assunto. Com 69 anos, o mais velho tripulante é magro, com raros cabelos no cocuruto e de poucas palavras. Espera pelo dia em que finalmente ficará de vez em terra firme. Já está aposentado, só que ainda não conseguiu liberação da empresa para encerrar o ciclo de mais de 30 anos vivendo pelos rios.
Ficar na praça de máquinas é uma tormenta para os tímpanos. A escada íngreme dá acesso ao espaço estrondoso e quente. Há quatro motores e uma estante de ferramentas. O serviço de Agostinho é ali: opera o maquinário, troca óleo e fica alerta para identificar qualquer problema.
Faz 18 anos que o Nélio Corrêa, feito em aço naval, começou a navegar. Chamava-se Cidade de Teresina. Dois, três anos depois, quando foi comprado pela Marques Pinto Navegação, ganhou o nome atual. Homenagem ao irmão dos donos da empresa, que morreu, ainda criança, soterrado após um muro desabar durante um show em Santarém. Hoje navega na rota Manaus-Santarém-Belém.


Navio Nélio Corrêa

A tripulação é composta por 14 pessoas. O posto de gerente deixa a Cristiano Morais a incumbência de cuidar da administração do navio. Ele tem um escritório-dormitório no convés principal. É um sujeito pacato, de voz amena. Mas controlar uma viagem com tanta gente exige firmeza. “É muito melhor trabalhar com carga do que com passageiro.”
Gurupá, última escala antes de atracar em Belém. São 14h de sábado. Fábio é um dos vendedores que invade o barco atrás de alguns trocados. Com a alça do isopor por sobre o pescoço, o menino de 11 anos oferece “Cremozim”, um saquinho de sorvete cremoso nos sabores morango, uva e babalu. Logo o navio segue viagem e ele fica. O isopor mais leve nos ombros, um saco de moedas nas mãos.
O Rio Amazonas também fica para trás. Passamos pelo Rio Vieira e agora o afunilar das margens anuncia o início do Estreito de Breves. Na cabine de comando, Milton Melo avisa pelo rádio: “Atento, chamada geral, chamada geral. Aqui, navio Nélio Corrêa baixando no furo do Itamarati. Embarcações vindo no sentido contrário, atentas com o navio Nélio Corrêa.”


Milton Melo, o comandante

Nem a chuva com céu turvo tira a tranquilidade do comandante. A visita é mais do que esperada. “Essa chuva à tarde, isso aí é sagrado.” No estreito, o vento não é tão forte quanto no Amazonas. Águas agitadas, agora, só na entrada da baía. Mesmo com aparelhos importantes, como o radar e o ecobatímetro (usado para medir a profundidade dos rios), o olhar atento e a experiência ainda são os principais instrumentos de trabalho de Milton.
Sentado num banco de madeira, mantém a mão direita no timão. A luva azul com espaço vazado para os dedos é por conta do reumatismo. Dos 58 anos, são 35 enveredando pelos rios. E continua, mesmo aposentado. Nesse tempo, muita coisa mudou. A segurança para navegação, por exemplo, é cada vez melhor. Já o meio ambiente mostra sinais de desatino. “Nunca tinha visto uma cheia e uma seca como essas. O rio baixou tanto que apareceu praia que a gente nem conhecia. São as mudanças climáticas, né?”
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Acompanhe as postagens anteriores desta série.

2a. parte

Editais do PSDB - Convocação de eleição para diretórios municipais de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos


EDITAL DE CONVOCAÇÃO


   Nos termos da legislação em vigor, ficam convocados, por este EDITAL, todos os eleitores filiados ao PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA – PSDB, do município de Mojuí dos Campos – Pará, para participarem da CONVENÇÃO MUNICIPAL, que será realizada no dia 30 de Abril de 2011, com início às 09:00h e encerramento previsto às 13:00h, na Sede do Partido em Mojuí dos Campos, localizada na Rua Castelo Branco, Nº 45 – Bairro: Centro – CEP:68.120-000, nesta cidade, com a seguinte:

ORDEM DO DIA:
1.   Eleição, por voto direto e secreto, do Diretório Municipal, que será constituído de 21 Membros Efetivos e 07 Suplentes;
2.    Eleição, por voto direto e secreto, de Delegados e respectivos Suplentes à Convenção Estadual;
3.   Eleição, por voto direto e secreto, do Conselho de Ética e Disciplina, constituído por 05 Membros Efetivos e igual número de Suplentes e do Conselho Fiscal constituído por 03 Membros Efetivos e igual número de Suplentes.

  Nesta mesma data, será eleita, a Comissão Executiva Municipal e seus suplentes, em reunião do Diretório Municipal eleito, convocada por este Edital para as 13:00 horas, no mesmo local.

Mojuí dos Campos – PA, 18 de Abril de 2011.

Jailson da Costa Alves
Presidente da Comissão Executiva Municipal
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EDITAL DE CONVOCAÇÃO

  Nos termos da legislação em vigor, ficam convocados, por este EDITAL, todos os eleitores filiados ao PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILERA – PSDB, do município de Belterra – Pará, para participarem da CONVENÇÃO MUNICIPAL, que será realizada no dia 29 de abril de 2011, com início as 17:30 h e encerramento previsto às 21:30 h, na sede do União Esporte Clube, localizado na Estrada 04, s/n, Bairro Centro, CEP 68143-000, nesta cidade Belterra Pará, com a seguinte

Ordem do Dia:
1-    Eleição, por voto direto e secreto, do Diretório Municipal, que será constituído de 15 Membros Efetivos e 05 Suplentes;
2-    Eleição, por voto direto e secreto, de Delegados e respectivos Suplentes à Convenção Estadual;
3-    Eleição, por voto direto e secreto, do Conselho de Ética e Disciplina, constituído por 05 Membros Efetivos e igual número de Suplentes e do Conselho Fiscal constituído por 03 Membros Efetivos e igual número de Suplentes.
 Nesta mesma data, será eleita, a Comissão Executiva Municipal e seus suplentes, em reunião do Diretório Municipal eleito, convocada por este Edital para as 21:30 horas, no mesmo local.

Belterra –Pa, 18 de abril de 2011.
Davirley Sampaio da Silva 
Presidente da Comissão Executiva Municipal
                              -----------------------------                                         
 
EDITAL DE CONVOCAÇÃO

  Nos termos da legislação em vigor, ficam convocados, por este EDITAL, todos os eleitores filiados ao PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILERA – PSDB, do município de Santarém – Pará, para participarem da CONVENÇÃO MUNICIPAL, que será realizada no dia 30 de abril de 2011, com início as 8:00h e encerramento previsto às 13:00 h, na Câmara Municipal de Santarém, localizada na Avenida Dr. Anísio Chaves , nº 1001, Bairro Aeroporto Velho, CEP 68030-290, nesta cidade Santarém Pará, com a seguinte

Ordem do Dia:
1-    Eleição, por voto direto e secreto, do Diretório Municipal, que será constituído de 35 Membros Efetivos e 11 Suplentes;
2-    Eleição, por voto direto e secreto, de Delegados e respectivos Suplentes à Convenção Estadual;
3-     Eleição, por voto direto e secreto, do Conselho de Ética e Disciplina, constituído por 05 Membros Efetivos e igual número de Suplentes e do Conselho Fiscal, constituído por 03 Membros Efetivos e igual número de Suplentes.
  Nesta mesma data, será eleita a Comissão Executiva Municipal e seus suplentes, em reunião do Diretório Municipal eleito, convocada por este Edital para as 13:00 horas, no mesmo local.

Santarém – PA, 18 de abril de 2011.

Alexandre Raimundo de Vasconcelos Wanghon
Presidente da Comissão Executiva Municipal

Oficina discute exploração madeireira em terras quilombolas



Para combater o desmatamento nas florestas tropicais é necessário entender como ele ocorre e buscar alternativas. Com esses objetivos e para avaliar o que está ocorrendo em diversas terras quilombolas do Pará, representantes das comunidades do Estado participam, na próxima semana, em Belém, da oficina “Terras quilombolas e exploração madeireira”.

O evento está sendo promovido pela Coordenação das Associações as Comunidades Remanescentes de quilombos do Pará e pela Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP). Conta com o apoio do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e das agências de cooperação para o desenvolvimento Christian-Aid e ICCO. Ocorrerá no Hotel Beira Mar, na av. Bernardo Sayão, 4804, em Belém e é aberto à imprensa no dia 27 de abril (próxima quarta-feira).  

Temas
Na quarta-feira, das 8:30 às 10 hs, haverá o painel de debate com o tema "Derrubar árvores" e "manejo florestal": qual a diferença?” Participam Ana Luisa Violato Espada, do Instituto Floresta Tropical; Talia Manceiro Bonfante,  do Imaflora; Adriana Bariani, do Serviço Florestal Brasileiro; e o diretor do Ideflor (Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará), José Alberto Colares. Após as exposições, debates abertos até as 12 horas. 

O segundo painel de debates ocorre das 14:30 às 16hs e tem como tema “A Exploração Madeireira na Amazônia - causas e conseqüências da ilegalidade”. O procurador do Ministério Público Federal Felício Pontes JR, Malu Vilella, coordenadora da Rede de Amigos da Amazônia da Fundação Getúlio Vargas, e Dennys Pereira, chefe da Divisão Técnica/Superintendência do Ibama PA, são expositores nesse painel que conta com o representante do Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), André Monteiro. Após as exposições, debate até as 18 horas.

O processo de desmatamento nas florestas tropicais, em particular na Amazônia, vem preocupando a comunidade científica tanto pela perda de sua biodiversidade como pelos possíveis impactos sobre o clima mundial. Os que guardaram esse patrimônio da humanidade por séculos querem discutir alternativas econômicas diante da necessária preservação. Este evento em Belém visa essa reflexão e a busca de soluções para o desmatamento.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Registrados 25 mil casos de malária no Oeste do Pará

GTA eletrônica vai facilitar a vida do criador de gado

Bufálos são os vilões das várzeas

Escolas públicas não têm segurança

Mineradora patrocina restauração de igreja inaugurada há 115 anos em Alter do Chão


Será oficializada na tarde de hoje, em Santarém, o patrocínio da Mineração Rio do Norte (MRN) à restauração da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, que fica localizada na vila de Alter do Chão. O projeto de restauração da igreja é de autoria da Diocese de Santarém e foi aprovado pelo Programa de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado do Pará, via Lei Semear. O patrocínio faz parte das ações do Programa de Responsabilidade Social da MRN, que tem a cultura como um de seus pilares de atuação.

De acordo com José Haroldo de Paula, gerente do Departamento de Relações Comunitárias da MRN, o patrocínio representa uma forma da empresa incentivar a preservação do patrimônio histórico da cidade de Santarém.

Construída em estilo colonial português, a igreja de Nossa Senhora da Saúde foi inaugurada em 06 de janeiro de 1896 e mantém até hoje sua arquitetura original e recebe anualmente milhares de visitantes, inclusive grupos de turistas que procuram Alter do Chão em busca de seus atrativos naturais como igarapés e praias de águas verde-azuis do rio Tapajós. O município de Santarém, que teve seu processo de ocupação e expansão decorrente da ação de missionários, conta com sessenta e três igrejas católicas distribuídas em áreas urbanas e rurais, algumas construídas há mais de duzentos anos e que constituem parte importante do patrimônio histórico da cidade.

Em 21 de junho de 2009, a igreja de Nossa Senhora da Saúde de Alter do Chão foi reconhecida como Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Santarém. A igreja é a única construção histórica do balneário de Alter do Chão, distante 34 km do município sede, que mantém seus traços originais do século XIX, inclusive seu altar-mor, de 1925, trabalhado artesanalmente em estilo rococó.  Ela destaca-se ainda por representar o maior patrimônio material da vila de Alter do Chão, onde é realizada há mais de 300 anos a conhecida Festa do Sairé.

O prédio da Igreja inclui a capela central e duas naves laterais, sendo que a capela possui 25 metros de comprimento e 7,97 metros de largura.  A espessura das paredes chega a 40 com. Dividida em suas partes, a capela conta com uma área destinada à concentração do público e outra utilizada pelos dirigentes das atividades religiosas. Na parte superior, encontra-se o espaço destinado ao coro e duas portas originais em madeira com sacadas que têm como vista a praça principal da vila. No lado esquerdo, uma das portas dá acesso a nave que abriga o sino de bronze que pesa 60 Kg.(Fonte: Ascom/MRN)